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Resultado da pesquisa por "Lisca Doido"

O que esperar do América de Lisca Doido? Eleito o segundo melhor treinador do Brasil no Brasileiro de 2018

Foto:https://twitter.com/AmericaMG

O América tem duas vitórias (Tupynambás em Juiz de Fora e Uberlândia no Independência) e um empate (Caldense também no Indepa) e entra na “Era Lisca Doido” a partir de agora, em substituição ao Felipe Conceição, que venceu o Palmeiras hoje pelo Campeonato Paulista, em Bragança.

O Coelho quase fechou com o Enderson Moreira, que acredito, teria sido ótimo pelo fato de conhecer bem o clube, gosta de trabalhar com a base. Mas Lisca foi uma boa aquisição e pode fazer um grande trabalho em Minas. Em 2018 ele foi eleito o segundo melhor treinador do Brasileirão, na verdade em terceiro, já que Felipão e Renato Gaúcho empataram em primeiro) com 12,2% dos votos de 106 jogadores da Série A entrevistados pelo portal Uol. Scolari e Renato tiveram 19,8%. Mano Menezes e Odair Hellmann ficaram atrás do Lisca, com 7,5%. Em seguida, Cuca, Dorival Júnior e Tiago Nunes 4,7%, Abel Braga 3,7%, Alberto Valentim e Fábio Carille 2,8%, Tite e Thiago Larghi 1,8%, lembram dele?

Na época foram eleitos também os piores e o ranking foi:

1º Jair Ventura: 14,1%

2º Milton Mendes: 10,3%

3º Celso Roth e Rogério Micale: 5,6%}

4º Marcelo Oliveira e Renato Gaúcho: 4,7%

5º Diego Aguirre e Enderson Moreira: 3,7%

6º Felipe Conceição, Jorginho, Osmar Loss e Marcos Paquetá: 2,8%

7º Levir Culpi, Lisca e Vanderlei Luxemburgo: 1,8%

8º Argel, Carlos Alberto Parreira, Cuca, Fernando Diniz, Guto Ferreira, Joel Santana e Roger Machado: 0,9%

Abstenções: 23,5…

A primeira vez que o trabalho do Lisca me chamou a atenção foi num jogo espetacular em Porto Alegre e escrevi aqui no blog, no dia seis de setembro de 2018:

“A intensidade de um jogo das 11 horas de um domingo no fim de setembro me fez parar diante da TV para ver de quem se tratava. Era jogo do Brasileiro, mas parecia do inglês ou espanhol. O time de camisa branca dava um sufoco danado no listrado de preto e azul. Uai, Grêmio? Sim, e em casa, tomando sufoco do Ceará. Jogaço, vitória gremista, de virada, 3 a 2. A partir daí passei a prestar mais atenção ao trabalho do Lisca “Doido”, que tirou o Ceará da penúltima colocação do campeonato, venceu o Flamengo no Maracanã, Corínthians  e está quase conseguindo tirar o time do rebaixamento.

Era treinador do juvenil do Internacional, quando o Mano Menezes comandava o júnior. O técnico do Cruzeiro e Abel Braga, são os dois colegas de profissão mais admirados por ele, que concedeu ótima entrevista ao “Estadão”:

http://blog.chicomaia.com.br/?s=Lisca+Doido


Felipão e Renato Gaúcho os melhores treinadores do ano; Jair Ventura, o pior. Mas Lisca Doido à frente do Mano Menezes é de lascar!

Mano no programa “Aqui com o Benja” no canal Fox Sports

O Uol entrevistou 106 jogadores da Série A para apontar os melhores e piores, treinadores e árbitros de 2018. Opinião é opinião, igual a preferências. Concorda-se ou lamenta-se, mas, acima de tudo, respeita-se. Já escrevi aqui, logo no início da reação do Ceará, que considero Lisca Doido um bom treinador, possivelmente o melhor entre os “emergentes”, mas daí a colocá-lo como o segundo melhor geral do nosso futebol, é muito. Na votação dos jogadores ele ficou só atrás do Felipão.

Na maioria das vezes a visão de um jogador de futebol é diferente de um jornalista e diferente também do torcedor. Cada um tem um tipo e grau de informações para formar o seu conceito.

Para mim, os melhores técnicos do Brasil, são: Mano Menezes, Tite, Renato Gaúcho, Felipão, Levir Culpi e Cuca. Óbvio que cada um com suas virtudes e falhas, como qualquer profissional de qualquer atividade.

Na lista dos piores, Jair Ventura, que em 2017 era o “queridinho” do Brasil, se despontou como o primeirão este ano. O mesmo Jair que condenou a vinda de treinadores estrangeiros para o Brasil, quando o Flamengo contratou o colombiano Reinaldo Rueda.

O ranking: 1º Felipão e Renato Gaúcho: 19,8%

2º Lisca: 12,2%

3º Mano Menezes e Odair Hellmann: 7,5%

4º Cuca, Dorival Júnior e Tiago Nunes: 4,7%

5º Abel Braga: 3,7%

6º Alberto Valentim e Fábio Carille: 2,8%

7º Tite e Thiago Larghi: 1,8%

8º Diego Aguirre, Pep Guardiola, Rogério Ceni e Zé Ricardo: 0,9% Abstenções: 1,8…

O ranking dos piores:

1º Jair Ventura: 14,1%

2º Milton Mendes: 10,3%

3º Celso Roth e Rogério Micale: 5,6%}

4º Marcelo Oliveira e Renato Gaúcho: 4,7%

5º Diego Aguirre e Enderson Moreira: 3,7%

6º Felipe Conceição, Jorginho, Osmar Loss e Marcos Paquetá: 2,8%

7º Levir Culpi, Lisca e Vanderlei Luxemburgo: 1,8%

8º Argel, Carlos Alberto Parreira, Cuca, Fernando Diniz, Guto Ferreira, Joel Santana e Roger Machado: 0,9%

Abstenções: 23,5…

https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/pesquisao—futebol-brasileiro—2018/index.htm#campanha-no-corinthians-da-o-titulo-de-pior-treinador-a-jair?cmpid=copiaecola


Lisca Doido é a novidade do returno e hoje o América precisa cumprir com o dever de casa

Lisca Doido, treinador do Ceará, em foto do Diário do Nordeste

Depois de vencer o Flamengo no Rio, o Ceará venceu o Corinthians em Fortaleza e provocou a queda do técnico. Já já muita gente  estará pedindo o técnico Lisca Doido no lugar do Tite na seleção.

E o América precisa vencer o Vasco, no Independência, para não ser ultrapassado por ele e começar a fazer contas contra a zona do rebaixamento.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Internacional 46 23 13 7 3 30 13 17 67
São Paulo 46 23 13 7 3 35 19 16 67
Palmeiras 43 23 12 7 4 35 16 19 62
Flamengo 41 23 12 5 6 33 20 13 59
Grêmio 40 22 11 7 4 29 11 18 61
Atlético-MG 38 23 11 5 7 38 28 10 55
Cruzeiro 32 23 8 8 7 19 19 0 46
Corinthians 30 23 8 6 9 25 20 5 43
Bahia 28 23 7 7 9 24 28 -4 41
10° Santos 27 21 7 6 8 26 23 3 43
11° Atlético-PR 27 22 7 6 9 25 22 3 41
12° Fluminense 27 22 7 6 9 22 27 -5 41
13° América-MG 26 22 7 5 10 22 27 -5 39
14° Botafogo 26 23 6 8 9 21 32 -11 38
15° Vitória 25 22 7 4 11 22 40 -18 38
16° Vasco 24 21 6 6 9 25 32 -7 38
17° Sport 23 23 6 5 12 20 36 -16 33
18° Ceará 23 23 5 8 10 15 25 -10 33
19° Chapecoense 22 22 4 10 8 22 32 -10 33
20° Paraná Clube 16 23 3 7 13 11 29 -18 23

Parabéns Lisca, 48 anos, hoje! Treinador brilhante, que de doido não tem nada

A Fox Sports prestou homenagem, hoje bem cedo, ao técnico do América, a quem considero um dos melhores do país na atualidade. Ainda não tem a grife dos mais badalados do mercado nacional, mas deverá chegar lá, breve. Alguém pode até me chamar de “doido”, mas a forma de escalar o time e as opções táticas dele, têm muito a ver com o Jorge Sampaoli. À primeira vista, passam a impressão de coisa de doido mesmo, mas na maioria das vezes, dá certo, e o placar termina a favor. O argentino se inspirou no início da carreira, principalmente no patrício Marcelo Bielsa, chamado de “El loco”, e reconhecidamente competente. Lisca sempre foi ousado, apesar de se inspirar em treinadores de estilo “conservador”, como o Abel Braga e Mano Menezes, de quem foi contemporâneo no Internacional. Ele dirigia o juvenil e Mano, o profissional.

Parabéns e sucesso na caminhada com o América na busca da vaga na Série A 2021.


Inspirado em Mano Menezes e Abel Braga, Lisca (que de doido não tem nada), caminha para a prateleira de cima dos treinadores

Lisca Doido é o atual técnico do Ceará. Foto: Bruno Aragão/Ceará

A intensidade de um jogo das 11 horas de um domingo no fim de setembro me fez parar diante da TV para ver de quem se tratava. Era jogo do Brasileiro, mas parecia do inglês ou espanhol. O time de camisa branca dava um sufoco danado no listrado de preto e azul. Uai, Grêmio? Sim, e em casa, tomando sufoco do Ceará. Jogaço, vitória gremista, de virada, 3 a 2. A partir daí passei a prestar mais atenção ao trabalho do Lisca “Doido”, que tirou o Ceará da penúltima colocação do campeonato, venceu o Flamengo no Maracanã, Corínthians  e está quase conseguindo tirar o time do rebaixamento.

Era treinador do juvenil do Internacional, quando o Mano Menezes comandava o júnior. O técnico do Cruzeiro e Abel Braga, são os dois colegas de profissão mais admirados por ele, que concedeu ótima entrevista ao “Estadão”:

* “’Meu sonho é me firmar no mercado dos 12 grandes’, afirma Lisca Doido”

Por Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

Nos próximos dias, é capaz de Muricy Ramalho receber um telefonema inesperado. Do outro lado da linha, estará Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi, o Lisca Doido. Recentemente, o agora comentarista esportivo e colunista do Estado durante a Copa disse em um programa de TV que o técnico do Ceará era bom, mas seu jeito não o levaria muito longe. “É muito bom treinador, só tem de acabar com esse negócio de louco”, opinou Muricy.

Não que Lisca não goste da segunda parte do apelido que o tornou personagem querido no futebol, principalmente dos torcedores das equipes que dirige. O problema é ser visto apenas da forma folclórica, pejorativa. “Chamou a atenção, porque o Muricy é um cara renomado e comentou isso. Vou ligar pra ele”, promete.

Alucinado por futebol, mas também por qualquer esporte que esteja passando na televisão e do qual possa tirar conceitos táticos para aplicar no seu trabalho, Lisca, de 46 anos, é do tipo metódico. Diz que acorda às 6h da manhã desde os 10 anos. Em Fortaleza, isso significa correr na praia e dar um mergulho antes de pensar no Ceará, que luta para se manter na Série A do Nacional.

Lisca vive solitário, já que a mulher, Danielle, e as filhas Giovanna, 12 anos, e Antônia, 9, moram em Porto Alegre, cidade onde iniciou a trajetória, treinando as categorias de base do Internacional. Lisca não foi jogador. Nas horas vagas, estuda. Lê, assiste, escuta. E fala, muito, sem freios, como nesta entrevista ao Estado.

Até que ponto ajuda o lado engraçado de ser o Lisca Doido, e até que ponto atrapalha na sua ascensão como treinador?

Depende muito de quem está recebendo a mensagem. Tem o Lisca Doido superpositivo, que as crianças gostam, a torcida tem empatia, que é doido por aquilo que faz, apaixonado pelo trabalho. Mas tem o lado pejorativo. Acompanho os programas, alguns colegas teus que nem conhecem o que acontece, mas o negócio do Doido vira um adjetivo pejorativo.

Tem superstição ou mania?

Sou treinador desde 1990, já ganhei de um jeito, perdi de outro, usando o mesmo tênis, dando ré com o ônibus, três pulinhos… Já foram tantas vitórias e derrotas de tantas maneiras. Em alguns jogos, fico mais agitado. Em outros, dou uma meditada antes, tento relaxar.

Costuma apelar mais ao aspecto emocional ou tático nas preleções?

Depende do momento. Em alguns casos, posso trabalhar mais o emocional. Mas a preleção é o resumo final da preparação para o jogo, da parte tática. É preciso cuidado para o jogador não receber muita informação. A parte mental entra também, dependendo da situação, como quando é necessário acender o botão da competitividade do time. (mais…)


A relação custo/benefício dos três principais treinadores de Minas II: Lisca alça voo no América

A primeira vez que o trabalho do Lisca despertou a atenção foi no Brasileiro de 2018, quando ele dirigia o Ceará e fez um jogo memorável contra o Grêmio, em Porto Alegre. Na época escrevi aqui no blog: “A intensidade de um jogo das 11 horas de um domingo no fim de setembro me fez parar diante da TV para ver de quem se tratava. Era jogo do Brasileiro, mas parecia do inglês ou espanhol. O time de camisa branca dava um sufoco danado no listrado de preto e azul. Uai, Grêmio? Sim, e em casa, tomando sufoco do Ceará. Jogaço, vitória gremista, de virada, 3 a 2. A partir daí passei a prestar mais atenção ao trabalho do Lisca “Doido”, que tirou o Ceará da penúltima colocação do campeonato, venceu o Flamengo no Maracanã, Corínthians  e está quase conseguindo tirar o time do rebaixamento.

Era treinador do juvenil do Internacional, quando o Mano Menezes comandava o júnior. O técnico do Cruzeiro e Abel Braga, são os dois colegas de profissão mais admirados por ele…”

Posteriormente escrevi sobre outras vezes, inclusive em dois de fevereiro deste ano, quando foi anunciado pelo América: “… Lisca foi uma boa aquisição e pode fazer um grande trabalho em Minas. Sempre foi ousado, apesar de se inspirar em treinadores de estilo “conservador”, como o Abel e Mano….

… Naquele mesmo 2018 ele foi eleito o segundo melhor treinador do Brasileirão, na verdade em terceiro, já que Felipão e Renato Gaúcho empataram em primeiro) com 12,2% dos votos de 106 jogadores da Série A entrevistados pelo portal Uol. Scolari e Renato tiveram 19,8%. Mano Menezes e Odair Hellmann ficaram atrás do Lisca, com 7,5%. Em seguida, Cuca, Dorival Júnior e Tiago Nunes 4,7%, Abel Braga 3,7%, Alberto Valentim e Fábio Carille 2,8%, Tite e Thiago Larghi 1,8%, lembram dele?…”

Pois é! O tempo passou e Lisca só cresceu como treinador, cujo trabalho está sendo coroado nesta ótima campanha do Coelho, com chances gigantes de se classificar para a Série A 2021.

O América é o time mineiro que mais dá prazer ver jogar, elogiado pela imprensa de todo o Brasil. Cheio de opções ofensivas, jogadas trabalhadas, futebol solidário em sintonia quase perfeita entre os sistemas defensivo e ofensivo. Mostra disciplina técnica e tática, o que demonstra que o treinador tem o controle do grupo, apesar de ainda não ser um medalhão nacional ou mundial, como os colegas dele em Belo Horizonte.

Enquanto Felipão está iniciando o fim da trajetória como treinador e Sampaoli estabilizado, já no auge; Lisca é o ascendente que mais evolui, com sustentabilidade, diferente de tantos outros que passaram feito um cometa ou se revelaram “foguetes molhados”, mesmo tendo oportunidades em clubes da Série A e muito mais endinheirados que o América.

Além do mais, é desses que conversa, troca ideias com quem pode acrescentar alguma coisa ao trabalho dele e do clube, sem estrelismos, se arrogância.

Não tenho dúvidas em dizer que o comandante americano é o de melhor relação custo/benefício atualmente mp futebol brasileiro. Em Minas, nem se fala!


Uma disputa à parte, nas muitas opções táticas de Lisca e Sampaoli no clássico

Imagem: marcondesbrito.com.br

Não tenho dúvida de que será uma  grande semifinal. Normalmente nestas situações o segundo jogo é sempre melhor, pois quem está em desvantagem tem que se desdobrar para inverter a situação.

Além do talento e empenho dos jogadores de cada time a competência dos treinadores nas opções táticas será fundamental. O América tem a vantagem do empate. Lisca e Jorge Sampaoli são conhecidos pela característica ofensiva de seus times. O treinador argentino dispensa maiores comentários sobre o trabalho dele. Já escrevi aqui no blog sobre o Lisca. A primeira vez que o trabalho dele me chamou a atenção foi num jogo espetacular em Porto Alegre, no dia seis de setembro de 2018. A intensidade de um jogo das 11 horas de um domingo no fim de setembro me fez parar diante da TV para ver de quem se tratava. Era jogo do Brasileiro, mas parecia do inglês ou espanhol. O time de camisa branca dava um sufoco danado no listrado de preto e azul. Uai, Grêmio? Sim, e em casa, tomando sufoco do Ceará. Jogaço, vitória gremista, de virada, 3 a 2. A partir daí passei a prestar mais atenção ao trabalho do Lisca “Doido”, que tirou o Ceará da penúltima colocação do campeonato e escapou do rebaixamento.


Depois de vencer Mano em Minas, Lisca aguarda Levir e seus problemas

Na 12a rodada foi jogo duríssimo no Independência e o Atlético venceu de virada por 2 a 1

Dia desses destaquei o trabalho do técnico Lisca (que de doido não tem nada) e agora ele mostrou um pouco do bom trabalho dele no Mineirão, nos 2 a 0 do Ceará sobre o Cruzeiro completo, dentro do Mineirão. Assumiu o time tido pela maioria absoluta como um dos rebaixados garantidos e o conduz a uma das melhores campanhas do returno.

Certamente Levir Culpi observou atentamente essa vitória cearense e já deve estar pensando formas para conter a fúria que terá pela frente na segunda-feira em Fortaleza. Precisando se distanciar mais da zona da degola o Ceará será osso duríssimo de roer no Castelão.

Outra missão que o Levir tem pela frente neste reinício no comando do Galo é acabar com este discurso acomodado e covarde de vários jogadores de que ficar entre os seis primeiros é um ótimo negócio. Se o título se tornou impossível, a meta tem que ser, no mínimo, entre os quatro primeiros, com vaga assegurada diretamente na Libertadores.


Indicado como um dos 5 melhores do mundo, Marcelo Bielsa mexe com a vaidade e prepotência de português

Bielsa, chamado de “El Loco”, inspirador de Jorge Sampaoli, Lisca Doido e muitos treinadores mundo afora, em foto da FIFA.com/Getty Images

É o caso de perguntar: o famoso quem? Trata-se do português André-Villas Boas, que era apontado como um novo José Mourinho, mas se tornou um “foguete molhado” entre os treinadores emergentes no mapa mundial da bola. E demonstrou falta de grandeza ao atacar a indicação do argentino Marcelo Bielsa como um dos cinco melhores da atualidade. Reportagem da ESPN:

* “Villas-Boas detona indicação de Bielsa a prêmio de melhor treinador de 2020: ‘Um escândalo’”

Uma das grandes surpresas entre os nomeados como finalistas do prêmio The Best da Fifa foi o argentino Marcelo Bielsa, atual comandante do Leeds United e que conseguiu colocar a equipe na elite inglesa depois de 16 anos.

Sua presença entre os finalistas, porém, gerou um incômodo em um de seus colegas de profissão. Hoje no Olympique de Marselha, André Villas-Boas disse não concordar com a escolha do argentino e citou seu rival de Ligue 1 como alternativa.

“Bielsa? Merece o reconhecimento, mas não pode estar entre os cinco melhores treinadores do mundo em 2020. Só ganhou o Championship, é um escândalo. O Tuchel ganhou quatro títulos e chegou à final da Champions League”, atacou.

Thomas Tuchel, além de finalista do torneio europeu, quando perdeu com o PSG para o Bayern de Munique, conquistou o título da Ligue 1, da Copa da França e da Copa da Liga.

Além de Bielsa, também foram escolhidos como finalistas Julen Lopetegui, do Sevilla, Zinedine Zidane, do Real Madrid, Jürgen Klopp, do Liverpool, e Hans Dieter Flick, do Bayern de Munique.

https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/7809410/villas-boas-detona-indicacao-de-bielsa-a-premio-de-melhor-treinador-de-2020-um-escandalo


Opinião de um cruzeirense da gema: “Desalento no ar: o Cruzeiro conseguiu piorar”

João Chiabi Duarte é uma das pessoas que mais conhecem de futebol que conheço, e um grandes cruzeirense, tradicionalíssimo, cujas opiniões são muito respeitadas, especialmente no mundo azul. Ninguém melhor que ele para expressar o sentimento dos torcedores da Raposa neste momento. Reproduzo aqui a coluna dele no site www.debatezeiros.com : 

“… Creio que o momento de trocar o treinador acontece quando os jogadores deixam de acreditar nas ideias do técnico, quando ele perde o vestiário, combinando isto tudo com futebol fraco e sem resultados. A opinião do Pedro Lourenço (Supermercados BH) após o jogo foi muito enfática. Expressou a tristeza de todos os cruzeirenses após a partida de hoje …” 

* Mundo Azul,

Hoje foi triste:Cruzeiro1 x 2América-MG – O Cruzeiro vinha de vários jogos e resultados ruins em sequência: empate com o Confiança, derrota para a Chapecoense e empate com gosto de eliminação frente ao CRB. Não tinha desculpa de campo ruim, não tinha desculpa dos atos do adversário fora de campo, mas, fez contra o América-MG uma partida de dar calo nas vistas e deixar a nós seus torcedores muito preocupados. A razão é muito simples, o time INVOLUIU, conseguiu piorar o que já era ruim. Pode parecer implicância, mas, desde a volta de Henrique o Cruzeiro não conseguiu fazer um resultado de vitória sequer. Mas, a meu ver a culpa não é só dele, mas, passa pelas escolhas de Ederson Moreira.

Pela escalação inicial, Enderson Moreira armou o time num 4-3-3 típico, com linha de 4 zagueiros, 2 volantes e um meia centralizado, 2 pontas à moda antiga e um centroavante. Mas, encontrou imensas dificuldades de superar o time do  América, armado num 4-4-2 muito inteligente na hora de ocupar os espaços, que explorou com competência os pontos fracos do Cruzeiro e fez um 1º tempo primoroso, fazendo 2 x 0 sem sofrimento e impondo ao time celeste uma das mais melancólicas jornadas.

O Cruzeiro colocava os 3 da frente para tentar marcar a saída de bola, porém, a marcação era mal feita de forma que raramente o América tinha que recorrer aos famosos chutões. Saia jogando sem dificuldades com Messias, Eduardo Bauermann ou João Paulo. E quando a bola caia nos pés de Juninho, Alê ou até mesmo de Zé Ricardo (o verdadeiro center-alf moderno, que se aproxima, triangula, passa bem e também combate o adversário fazendo os desarmes sem se recorrer às faltas), os passes procuravam Toscano, Matheusinho ou Rodolfo que faziam as jogadas de infiltração inteligentes e abusavam da rapidez, explorando as costas dos volantes e especialmente de Giovanni.

Enderson Moreira para tentar compactar o time, trazia os volantes e zagueiros para bem perto da área. Como consequência disso, Régis e também os homens de frente acabavam recuando ficando numa região híbrida do campo sendo todas as iniciativas de ataque desarmadas pela defesa do América, com inteligência. Vez por outra Aírton saia, driblava, um, dois ou três, mas, o quarto vinha e fazia o desarme, porque os outros não se aproximavam dele para serem opções. Cáceres prudente e corretamente guardou mais posição, porque do lado dele se deslocava Matheusinho que é o mais virtuoso atacante americano. O América literalmente destroçou o meio-campo do Cruzeiro, onde Ariel Cabral se desdobrava tirando as bolas de qualquer jeito.

Num destes lances de córner, a bola foi devolvida para a área e Léo e Giovanni subiram com Eduardo Bauermann, a bola sobrou para Rodolfo que pôs na área e Eduardo Bauermann chapou a bola para vencer a Fábio e abrir o placar.

Se a coisa estava ruim antes deste 1º gol, senti que o controle emocional do time foi para o espaço com a vantagem a favor do América, o Cruzeiro passou a errar passes demais, numa destas ocasiões, o erro foi de Ariel Cabral na saída de bola. Juninho retomou e de cara deixou Rodolfo livre nas costas de Giovanni. Ele cruzou para Matheusinho no 2º pau, ele chutou a 1ª vez e Cáceres evitou o gol, mas, o próprio Matheusinho pegou o rebote e não chegou ninguém no socorro, o garoto americano não vacilou e fez o 2º gol.

O Cruzeiro estava literalmente dominado. E, para nossa sorte, fomos para os vestiários com uma diferença de 2 gols, porque a vitória poderia ter sido mais dilatada se o América não errasse alguns passes de preparação. Se fosse jogo com torcida a vaia teria sido violenta, porque a rigor o Cruzeiro não fez nada. Nem com a bola rolando e menos ainda com as jogadas de bola parada.

Temos algumas pessoas que adoram dizer que o time não tem PADRÃO DE JOGO. Mas, na minha opinião tem, só que é muito ruim e as peças escolhidas para a execução são equivocadas. O Cruzeiro realmente está intragável. Difícil de assistir.

Com o jogo à feição do América, com a vantagem no placar Lisca Doido, que de maluco não tem nada, trouxe o time um pouco para trás e deu a bola para o Cruzeiro na etapa final. De cara as entradas dos garotos Mateus Pereira (Giovanni), Jadsom (Ariel Cabral) e Maurício (Régis) deram uma melhorada na dinâmica do jogo cruzeirense. Mas, Henrique que não tinha feito nada de positivo na etapa inicial ficara em campo, saindo Ariel Cabral que pelo menos se esforçava. Henrique gosta da bola nos pés, mas, está visivelmente fora de ritmo, fora de sintonia e continuou errando muitos passes. Não lhe faltou esforço, mas, ele começou a partida e até sua saída correu errado em campo. Enderson sacou Henrique (Felipe Machado) e depois Marcelo Moreno (Thiago). O Cruzeiro diminuiu numa fantástica cobrança de falta de Arthur Kaike, mas, não foi o suficiente para conseguir o empate. Afinal de contas, o América soube controlar a partida nos minutos finais e o Cruzeiro não teve chances concretas de gol. E o jogo acabou com vitória merecida do América.

OPINIÃO DO COLUNISTA: Enderson Moreira treinou o Cruzeiro em 3 partidas pelo Campeonato Mineiro, 1 pela Copa do Brasil e 6 pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Penso que se ele continuar será preciso mudar a forma de encarar o elenco e a competição. A Série B é uma competição que exige muita entrega, velocidade, marcação apertada e que muitas vezes exporá o time a situações adversas, coisas extra-campo que não deveriam mais existir, mas, estão aí. Chega de vestibular no Cruzeiro. É hora de colocar em campo os jogadores que estiverem tendo melhor rendimento. Isto tem que ser parte do nosso cotidiano. Hoje Régis pelo menos tentou alguma coisa, mas, o Cruzeiro se posicionou mal e correu errado. Cito alguns fatos:

  • Marcelo Moreno está voltando demais para participar do jogo, acaba não estando na área na hora que os colegas o procuram para a finalização.
  • O Cruzeiro está compactando atrás da linha de meio-campo, talvez em função dos nossos volantes lentos. Vejam como a situação mudou com Felipe Machado e Jadsom, o América praticamente não chegou no fim do jogo.
  • Maior reconhecimento às figuras de Ariel Cabral e Henrique, mas, o Cruzeiro não pode entrar em campo com ambos nos sistemas 4-2-3-1 ou 4-3-3, não tem como manter 2 volantes com o perfil lento em campo. O time fica fraco defensivamente e tem uma transição muito lenta, sendo presa fácil para qualquer sistema de marcação decente.
  • Depois de ver João Lucas, Patrick Brey, Giovanni e Rafael Santos afirmo sem medo de errar que o Mateus Pereira é o melhor que temos pra escalar neste momento.
  • Se o Cruzeiro precisa fazer caixa não vai ser com os medalhões em campo que vamos valorizar os nossos atletas. Desta forma os 4 garotos que já despontaram precisam estar no time… Cacá, Jadsom, Maurício e Thiago, junto com o Mateus Pereira serão 5 da base.
  • O Cruzeiro escalando volantes mais ágeis poderá fazer a marcação mais adiantada sufocando ao adversário, recuperando as bolas no campo deles, sobrando oxigênio para a tomada de decisão… Este negócio de compactar atrás da linha de meio-campo e fazer gol como o do Wellington no campeonato mineiro não acontece todo dia e é raro na série B, exceto nos finais dos jogos.
  • Arthur Caike será um jogador de muita valia para o Cruzeiro nas bolas paradas. O Cruzeiro deveria concentrar seus treinamentos nos lances de bola parada ofensiva, porque tem sido raro o time fazer gols em lances de corners ou faltas com bolas alçadas na área (este ano lembro do gol da virada de Léo).

Creio que o momento de trocar o treinador acontece quando os jogadores deixam de acreditar nas ideias do técnico, quando ele perde o vestiário, combinando isto tudo com futebol fraco e sem resultados. A opinião do Pedro Lourenço (Supermercados BH) após o jogo foi muito enfática. Expressou a tristeza de todos os cruzeirenses após a partida de hoje. (mais…)