Blog do Chico Maia

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Valeu o favoritismo da dupla que mais uma vez vai decidir o Campeonato Mineiro

DUPLA

Foto/montagem: SuperFC

Atlético e Cruzeiro passaram por URT e América na base do “piloto automático”, sem maiores dificuldades.

Rafael Moura se destacou nos 3 a 0 do Galo, marcando o primeiro gol, sofrendo pênalti no segundo. Mas tomou o terceiro cartão amarelo e está fora do primeiro jogo da decisão. Fred será julgado amanhã pelo tribunal pleno da FMF e tem presença incerta.

No clássico, o destaque foi Arrascaeta, com dois gols e muito bom futebol. O técnico americano, Enderson Moreira, justificou a derrota à “falta de sorte”. Nada disso caro Enderson, o seu time esbarrou em suas limitações individuais, pois teve chance clara de abrir o placar, aos 18 minutos, quando o volante Gustavo Blanco, com o gol escancarado e ele dentro da área, simplesmente furou. Mesmo assim, o destino deu mais uma oportunidade ao Coelho, na sequência do lance, mas Renan Oliveira, chutou na trave. Três minutos depois, o Cruzeiro fez 1 a 0 e ali, praticamente selou a classificação. Tivesse saído na frente, a história poderia ser outra, mas faltou competência ao Blanco e ao Renan. Nestes momentos é que se vê a diferença que a qualidade e o custo de um elenco fazem. Arrascaeta, em um lance mais difícil, se antecipou à marcação e chutou de primeira, tranqüilizando para o Cruzeiro.

Certamente teremos dois grandes jogos, numa finalíssima que não víamos há dois anos. O Cruzeiro está em melhor momento, jogando coletivamente. O Atlético ainda tenta se organizar.  Mas, este confronto é diferente e muitos fatores influem no resultado final. Determinação e controle dos nervos, principalmente.

DUKE

Duke, hoje, no Super Notícia!


O futebol e a selvageria sem limites: a triste história de uma família cujos filhos foram mortos covardemente

ARGENTINA

Foi na Argentina, mas no Brasil casos semelhantes ocorrem frequentemente. Esta foto registra o momento em que um torcedor do Belgrano era atirado da arquibancada do estádio Mário Kempes, em Córdoba, durante o clássico contra o Talleres. Estive neste belo estádio na Copa América de 2011, cuja arquibancada faz lembrar a do antigo Mineirão, bem alta, em que a geral ficava embaixo.

Notícia da Folha de S. Paulo, que conta a dramática história de uma família, que perdeu dois filhos em condições impossíveis de se aceitar:

* ‘O futebol está doente’, diz pai de torcedor atirado de arquibancada

Emanuel Balbo é jogado da arquibancada durante clássico entre Belgrano e Talleres, no sábado (15)

A história já se tornou conhecida na Argentina. O presidente da AFA (Associação Argentina de Futebol), Claudio Tapia, telefonou para Raúl Balbo. Perguntou se ele precisava de alguma coisa.

“Sim. Preciso de um filho”, respondeu Balbo.

Emanuel, filho de Raúl, morreu na segunda (17). Ele foi atirado da arquibancada do estádio Mario Kempes, em Córdoba (700 km de Buenos Aires), durante o clássico entre Belgrano e Talleres, disputado no sábado (15).

“Ele [presidente da AFA] queria ajudar. Tarde demais. Ninguém pode ajudar. Ninguém pode devolver a vida do meu filho”, disse Balbo à Folha, por telefone.

Seis pessoas envolvidas no crime já foram presas. Outras duas são procuradas pela polícia.

De acordo com a Salvemos al Fútbol (Salvemos o Futebol, em espanhol), organização não governamental que combate a violência no esporte, Emanuel foi a 318ª morte ocorrida na Argentina por violência de torcidas.

Além do crime em si, o caso mobiliza o país pela história por atrás do assassinato de Emanuel Balbo.

“O futebol está doente. A dor é indescritível. A dor de quem não consegue dormir, de quem não consegue comer. A dor de quem perde filhos por causa da violência”, completa o pai de Emanuel.

Filhos. No plural. Há quase cinco anos, Augustín Balbo, irmão de Emanuel, foi morto, atropelado por um veículo em alta velocidade que disputava racha pelas ruas de Córdoba. Os detidos pelo crime ficaram presos por um mês e, em seguida, liberados.

Emanuel viu um dos envolvidos, Oscar Gómez, conhecido como “Sapito”, na arquibancada do estádio.

Começou uma discussão e Gómez gritou que Balbo era torcedor do Talleres.

O mando do jogo era do Belgrano, time do coração de Emanuel. Na Argentina, assim como nos clássicos em São Paulo, é proibida a presença da torcida visitante.

Pessoas que estavam próximos ao bate-boca não quiseram conversa. Diante da acusação, agrediram Emanuel Balbo e o atiraram da arquibancada superior. Na queda, a vítima bateu a cabeça. Agonizando no chão, teve os tênis roubados.

“Algumas pessoas que participaram desse ato selvagem não têm antecedentes criminais. Isso é o que nos assusta. Como explicar? Como podem se comportar de uma forma daquelas quando entram em um estádio de futebol?”, questiona Diego Hak, chefe de segurança de Córdoba.

Abalado, o pai de Emanuel diz não ter assistido as imagens do filho em queda livre. E não pretende ver jamais. Assim como promete jamais entrar novamente em um estádio de futebol.

“Como alguém pode tomar uma atitude dessas contra uma pessoa que sequer conhece? Havíamos feito uma aposta para o resultado do jogo…”, confessa, ele sim torcedor do Talleres, afirmando que o perdedor no clássico compraria quatro quilos de carne para o “assado” (como é chamado churrasco na Argentina) do dia seguinte. (mais…)


A desconfiança em relação ao Atlético e a situação dos brasileiros na Libertadores

Fred of Brazil's Atletico Mineiro, celebrates his goal during their 2017 Copa Libertadores match against Bolivia's Sport Boys at Independencia stadium, in Belo Horizonte, Brazil, on April 13, 2017. / AFP PHOTO / DOUGLAS MAGNO        (Photo credit should read DOUGLAS MAGNO/AFP/Getty Images)

O Galo de Fred está passando da hora de inspirar confiança na temporada 2017

Gostei de ver o empenho e o futebol do Botafogo em Guayaquil, ontem, contra o Barcelona. Casa cheia, torcida equatoriana empurrando o time e o clube carioca se impondo como se estivesse jogando em casa. Perdeu um monte de gols, quase perdeu o jogo, mas saiu com um empate, 1 a 1, que acabou sendo satisfatório. No programa Redação Sportv de ontem o Carlos Eduardo Eboli, brincou dizendo que o Botafogo seria hoje “a Juventus” da América do Sul. Claro que foi uma brincadeira, que considero exagerada.

O canal ESPN fez um balanço da situação dos brasileiros na Libertadores 2017, em que destaca a desconfiança, justa, em relação ao Atlético.

* “Após metade da fase de grupos, seis brasileiros estariam nas oitavas da Libertadores; veja a situação de cada clube”

Se a fase de grupos da Copa Libertadores terminasse exatamente nesta semana, seis dos oito representantes brasileiros estariam classificados para as oitavas de final do torneio. Isto é: Botafogo, Santos, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG e Grêmio. Apenas os torcedores de Atlético-PR Chapecoense teriam motivos para lamentar. Todos já disputaram metade da fase de grupos e tem ainda três jogos pela frente.

Os seis citados estão na zona de classificação para as oitavas, sendo que apenas o Atlético-MG não lidera a própria chave.

Já o Atlético-PR, que está no mesmo grupo do Flamengo, é o terceiro colocado e teria de se consolar com a ida para a Copa Sul-Americana. O mesmo ocorre com a Chapecoense, que é a terceira colocada do grupo 7 da competição.

Mas quem está mais próximo de confirmar a vaga nas oitavas? Confira abaixo: (mais…)


Certamente a batata do Roger Machado está assando, mas ele não é o único culpado pela falta de futebol do Galo

CAM

O que mais incomoda no time do Atlético é que entra jogador, sai jogador, sistema tático, o mesmo ou diferente, o time não engrena. Essa derrota para o Libertad, em Assunção, seria absolutamente aceitável, caso o time estivesse rendendo alguma coisa ou dando esperanças à torcida de que poderia reverter o resultado em Belo Horizonte.

A libertadores é uma competição muito difícil, porém, quando você tem um time que inspira confiança, fica esperançoso para a partida seguinte, mesmo depois de uma derrota como essa. Quando o time é confiável, pode até não atropelar o adversário no estádio Independência, mas fica a expectativa, de que vai pressionar, vai jogar bem e pode dar certo. Mas nos recordemos o que foi a partida contra o fraco Godoy Cruz, um sufoco absoluto até metade do segundo tempo. Apesar do placar dilatado todo mundo viu que o futebol apresentado pelo Galo foi fraco.

Enquanto isso alguns jogadores vão se queimando, como o goleiro Giovanni, mais uma vez é acusado de falhar, e o zagueiro Gabriel. Realmente andam falhando, mas é tanta bola que vai e tantos atacantes cara a cara com eles, que nem o “São Victor” aguentaria. E nem o Leonardo Silva, com seus 38 de idade nas costas! A verdade é que o sistema defensivo do Atlético continua muito vulnerável. No gol do Libertad os volantes não fizeram a parte deles e o Marcos Rocha continua sem a devida cobertura. Com isso, o velho problema de levar bola nas costas prevalece!

Certamente a batata do Roger Machado está assando, mas ele está vivendo situação parecida com a dos antecessores, Marcelo Oliveira e Diego Aguirre: é um faz tudo na Cidade do Galo, em que tem de treinar o time e atuar também como diretor de futebol na gerência de vários tipos de situações que não deveriam sobrar pra ele.


Rogério Ceni deveria ligar para o Ney Franco e dizer que agora sabe o que é ser treinador de time grande

CENI

O Cruzeiro colhe a cada jogo o resultado do trabalho iniciado pelo Mano Menezes ano passado. Primeiro, arrumou o sistema defensivo, que era uma verdadeira peneira, com a chegada de jogadores de qualidade, armou o meio e amais recentemente o ataque, principalmente com a presença do Thiago Neves.

Mas, o que mais me impressionou nessa classificação do time o tratamento dado pelos companheiros da imprensa de São Paulo à situação: parecia que o classificado foi o time paulista, tamanha a força que eles deram e continuam dando ao Rogério Ceni, que tenta viabilizar a carreira dele de treinador. Falou aquela bobagem após a derrota de 2 a 0 no Morumbi (“… o que fez o Cruzeiro para merecer essa vitória?…”), se esquecendo que teria de jogar em Belo Horizonte e que teria a oportunidade de fazer o mesmo, se quisesse se classificar para a sequência da Copa do Brasil. E não conseguiu!

Jogo muito bom, porém conduzido pelo Cruzeiro, do jeito que precisava. Tomou a pressão que era prevista, sem se arriscar demais, já que não havia necessidade. Tomou gol logo de cara, empatou e ganhou mais gordura pra queimar. Tomou o segundo, segurou o placar que lhe interessava e segue na competição, enquanto o Rogério Ceni foi embora, preocupado em não ser eliminado do Campeonato Paulista também, já que precisará vencer o Corinthians. Deveria ligar para o Ney Franco, treinador que ele derrubou como jogador, e dizer que agora ele sabe o quanto é difícil ser um técnico de futebol em clube da prateleira de cima.

A propósito, o Corinthians foi eliminado pelo Inter, nos pênaltis, e um colega da imprensa paulista, muito bom por sinal, escreveu depois da rodada:

“Rogério Ceni se fortalece e Carille se enfraquece na queda de Corinthians e São Paulo…”

Aguardermos!


Rádio Super Notícia quase no ar; goleiro sobrevivente de queda de avião vira comentarista e a paz entre os senhores do Fox

SUPER

Esta é uma das peças publicitárias da Rádio Super Notícia FM, que vem sendo publicada desde domingo nos jornais da Sempre Editora e redes sociais. A emissora entra no ar dia 1º de maio. Depois de acertar coom Osvaldo Reis Pequitito, Roberto Abras, Arthur Moraes e outros grandes nomes do rádio esportivo, acertou também com o Rodrigo Freitas, conceituado jornalista ligado às editorias de cidades, política e economia. Já foi da Itatiaia e será um dos âncoras noticiaristas da rádio. Lélio Gustavo não vai mais, já que a 98 FM cobriu a proposta. Foi o primeiro efeito altamente positivo da nova emissora para o meio, ao valorizar a categoria profissional, que passa pelo pior momento da história no Brasil.

O canal Fox Sports anuncia o ex-goleiro Follman, acidentado no avião da Chapecoense, como comentarista.

FULLAMN

Melhor do que pegar um dos desses árbitros incompetentes, famosos pelas polêmicas. Sucesso ao ex-jogador que já fez sucesso na URT de Patos de Minas em um campeonato mineiro.

A “briga” ao vivo entre dois colegas do próprio Fox terminou em final feliz. Notícias que estão no portal do O Tempo:

* “Sobrevivente de tragédia, Follmann é o novo comentarista do Fox Sports”

Ex-goleiro da Chapecoense seguirá no mundo do futebol agora no campo dos comentários e da observação

Os canais Fox Sports anunciaram oficialmente nesta terça-feira o ex-goleiro Jackson Follmann como o novo comentarista da emissora. Sobrevivente da tragédia aérea com o avião da Chapecoense, Follmann já participou do programa Fox Sports Rádio, ancorado pelo jornalista Benjamin Back.

***

* “Após briga ao vivo no Fox Sports Rádio, Benja e Pascoal fazem as pazes”

Desentendimento entre jornalistas aconteceu por conta do fair play de Rodrigo Caio, jogador do São Paulo

Após se desentenderem ao vivo, com direito a ‘você morreu para mim’, os jornalistas Benjamin Back e Osvaldo Pascoal fizeram as pazes no programa Fox Sports Rádio desta terça-feira.

“Depois da tempestade, vem a ‘ambulância'”, brincou Benja sobre o episódio com o companheiro de bancada. Os dois ainda se abraçaram, com direito a ‘beijinho’.  (mais…)


Honestidade do Rodrigo Caio provoca barraco, ao vivo, no canal Fox Sports

OSVALDO

Essa atitude do zagueiro sãopaulino foi tão inusitada para padrões brasileiros que provocou um enorme bate-boca, entre o Benjamim Baack e o Osvaldo Pascoal, registrado pelo portal do O Tempo, com direito a expressões como “tonto”, “retardado” e “o senhor morreu pra mim”:

http://www.otempo.com.br/superfc/futebol/pascoal-chama-benja-de-tonto-e-retardado-ao-vivo-no-fox-sports-1.1461909


Zagueiro evita injustiça contra atacante Jô e recebe críticas até da própria torcida

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O saudoso comentarista Olavo Leite Kafunga Bastos dizia que, “no Brasil, o errado é que está certo”. Realmente, e quem faz o certo costuma tomar porrada, como no caso do zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, xingado por muitos torcedores, inclusive são-paulinos e até jornalistas, por ter sido honesto e evitado uma injustiça contra um colega de profissão. O caso é relatado pelo Fernando Rocha, na coluna dele que sairá amanhã no Diário do Aço, de Ipatinga:

“No país onde ministro do STF voa em avião de empresário, ou então no da presidência da Republica, e segue o jogo normalmente, o futebol não poderia ficar atrás. Mas, anteontem, foi diferente. Jogavam São Paulo x Corínthians, no Morumbi-SP, e aos 39 minutos do primeiro tempo, o zagueiro são-paulino Rodrigo Caio, assumiu junto ao árbitro ter sido o responsável pelo toque na coxa do goleiro Renan Ribeiro, livrando o rival Jô de um cartão amarelo,  que o tiraria do jogo de volta da semi-final paulista. Esta atitude do zagueiro, incomum para os padrões do comportamento nacional, onde impera a Lei do Gérson, repercute ainda em toda a imprensa e nas redes sociais, recebendo muitos e merecidos elogios”.


Lamentável no clássico entre Cruzeiro e América foi apenas o público: 4.429 pagantes para uma renda de R$ 76.955,00

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Um dos jogos mais importantes do nosso futebol e ainda válido pela semifinal do estadual. E os preços dos ingressos não eram caros, variando de R$ 10 a R$ 80.

O jogo foi bom, com o América cumprindo com a sua obrigação de atacar mais, para tentar acabar com a vantagem cruzeirense. A rádio Itatiaia elegeu como melhor em campo o árbitro Igor Junio Benevenuto, que realmente apitou muito bem. Mas poderia ter dado também para o goleiro Rafael, do Cruzeiro, ou o Renan Oliveira, ele mesmo, ex-Galo, que jogou como gente grande e quase levou o América a um resultado positivo.

O time do Cruzeiro parece ter sentido a correria de quinta-feira contra o São Paulo e foi menos intenso nesta tarde. O Coelho teve ótima atuação e mostrou que está vivo na disputa.


Não faltou vontade aos jogadores do Galo. Faltou foi futebol!

CAM

 

Sim, e faltou também organização em campo. Jogo bem ruim para um início de semifinal neste 1 a 1 entre Atlético e URT. Mais uma vez o time do Roger Machado se mostrou emperrado, sem criatividade e poder ofensivo limitadíssimo. Jogou melhor o primeiro tempo e no segundo quase tomou uma virada da equipe de Patos de Minas. Rafael Moura abriu o placar, depois de ganhar um presente do zagueiro Rodolfo, aos 21 minutos. No segundo tempo a defesa do Galo retribuiu o presente, aos quatro minutos, quando Leo Silva e Gabriel ficaram na dúvida quanto a quem marcar, permitindo que Marques empatasse.

Menos mal que o treinador atleticano não colocou culpa no calor do meio do dia no Mineirão. Roger preferiu valorizar a vontade da URT, e não conseguiu explicar porque o time não engrena e continua o sistema defensivo vulnerável.


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