Blog do Chico Maia

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Não vi e, óbvio, também não gostei: Chapecoense 1 x 0 Atlético

Foto: www.atletico.com.br

Sendo assim, passo a bola do comentário sobre o jogo para alguns a quem sigo no twitter, cujas opiniões quase sempre batem com as minhas:

Héverton Guimarães‏ @hevertonfutebol

Alguns questionamentos: Qual critério para contratação do péééééssimo Denilson e pq um contrato de CINCO anos? Qual critério pra escalar Leandrinho e Terans? Estão treinando bem? Pq tirar seus melhores jogadores (mesmo ñ rendendo) pra colocar quem não tem a mínima qualidade?

Igor Assunção‏ @Igortep

Gallo encheu o time de jogador sub23 perna de pau tomando espaço dos jogadores da base e atrasando a maturação e revelação de jogadores como Marquinhos, Bruninho, Marco Túlio… liberou o Ruan pra trazer um área da vida… enfim… quando eu falei isso aqui há meses fui rechaçado

Atlético News‏ @atleticonews

Mais uma derrota para a conta da covardia, da falta de querer… como se não estivesse ruim o suficiente, “invem” a entrevista “marota” do Larghi!

Victor Martins

Pelo visto acertei na escolha em ir jogar bola e não ver o jogo do Atlético. Não posso falar sobre a partida em Chapecó, mas isso aqui explica o que é 2018 e o que caminha para ser 2019.

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E você que assistiu a partida? O que me diz?


Atlético-PR 4 x 0 América: não vi, e não gostei, mas quem viu opinou

AVACOELHADA‏ @Avacoelhada

Após goleada, Adilson pede “calma”, receita trabalho e diz que crê em reação do América-MG

Bernardo‏ @BernardoLP1

Na boa, não escreve no final do jogo que “o time batalhou, se esforçou, tentou”…nada disso. Pq o América nos últimos jogos tem achado os gols. Abdicamos de atacar em todos os jogos. Estamos com sorte, e a sorte uma hora acaba. Abre o olho enquanto é tempo.

Bernardo‏ @BernardoLP1

Recordar é viver: o América colhe oq planta. Perdeu peças importantes na parada da Copa, não quis contratar meio de campo, achou que com esse elenco daria conta. Além disso efetivou Drubsky que nada agregou e ainda perdemos tempo.


Dedé, o fator decisivo no mata-mata Cruzeiro x Boca

Por isso mesmo, é o alvo da maioria dos “memes” das redes sociais neste dia seguinte

O melhor resumo, de todos que vi, ouvi e li, desse confronto que eliminou o Cruzeiro é do Thales Rosa, um dos comentaristas mais tradicionais aqui do blog, e também um dos cruzeirenses mais fervorosos deste espaço:

* “O Cruzeiro foi eliminado quando o Dede foi expulso no primeiro jogo. Dali o.time desestruturou e tomou o segundo gol.
Boca é um gigante como o Cruzeiro, jogar contra eles e ainda contra os juizes fica praticamente impossível.. Este confronto era 50/50.
Temos a final da copa do Brasil foca la e vamos rumo.ao Hexa…”

Thales Oliveira Rosa

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É natural que os melhores e principais jogadores de qualquer time sejam os mais cobrados ou glorificados em momentos de grandes perdas ou grandes conquistas. Dedé é um excelente zagueiro, está em ótima fase, é a grande liderança do Cruzeiro e queria vencer de qualquer jeito essa Libertadores.

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Este “meme” me faz lembrar do saudoso Edeferson Nilton de Araújo “Dedé”, grande atleticano, conselheiro influente, diretor da Vila Olímpica durante décadas. Nos deixou no dia 24 de abril de 2016.

Era o dono dessa famosa loja/oficina, uma das maiores do setor em Belo Horizonte, na Av. Pedro Segundo. Era patrocinador do também saudoso e lendário Osvaldo Faria, o comentarista “Coragem para dizer a verdade”.


Com a vantagem adquirida no primeiro jogo Boca, boca se aproveitou da ansiedade do Cruzeiro

A expulsão do Dedé, em foto do twitter @Mineirao

O Cruzeiro fez o jogo que deveria fazer, atacando, mas esbarrou num sistema defensivo quase perfeito do Boca, que anulou as principais esperanças cruzeirenses de desequilíbrio da partida, que eram o Arrascaeta e Thiago Neves. O uruguaio esteve longe dos seus melhores dias e Thiago fez mais um jogo muito abaixo do que joga.

O primeiro tempo foi equilibrado. No segundo, só deu Cruzeiro, porém, ansioso demais para chegar aos gols de que precisava. E assim como o Boca, errava muitos passes. A torcida se animou com o gol do Sassá, aos 12 minutos, depois de acabar de entrar no lugar do Lucas Silva. A pressão sobre os argentinos aumentou. Mano pôs em campo Raniel, no lugar do Barcos e Rafinha no lugar do Arrascaeta. Mas a frieza dos “hermanos” se contrapunha ao nervosismo dos comandados do Mano Menezes, apesar de o goleiro Rossi estar doido para tomar mais um gol.

Dedé não conseguiu dominar os nervos. Já tinha cartão amarelo e em função de uma falta simples, tomou o vermelho. Aos 48, Pavón se aproveitou de bola alçada na área, um cochilo do Léo e mandou na gaveta, pondo fim à caminhada do Cruzeiro nessa Libertadores. A torcida reconheceu a vontade do time e aplaudiu, depois do apito final do contestado árbitro uruguaio Andres Cunha.


O tempo passa, eleição vem, eleição vai e continuamos na mesma de sempre

Seja na política partidária ou nas entidades de classe e esportivas, com raras e honrosas exceções. Enquanto os maiores clubes do país vivem de pires na mão, lutando por dinheiro, e os pequenos morrem à míngua, federações e CBF continuam nadando em dinheiro. E gastam do jeito que os seus “donos” querem. Veja essa nota na coluna do Lauro Jardim, em O Globo:

* “CBF compra Mercedes para atender presidente eleito”

Um dos benefícios a que o presidente da CBF tem direito é andar numa Mercedes Benz Classe E da entidade. O coronel Nunes, portanto, tem o seu à disposição.  Só que agora a CBF comprou outra Mercedes Benz.

É para que o presidente eleito, Rogério Caboclo, também possa se locomover com o mesmo conforto pelo Rio de Janeiro.

https://www.facebook.com/laurojardimjornalista/posts/modelo-%C3%A9-o-mercedes-benz-classe-e-httpsglobo2ze6vru/2171018113221259/


Cruzeiro x Boca, com árbitro de Copa do Mundo e previsão de show de bola e estratégias

O equilíbrio é histórico, como informa o site do Cruzeiro, os confrontos contra o Boca:

Vitórias do Cruzeiro: 6
Vitória do Boca Juniors: 6
Empates: 3

No Mineirão:

Vitórias do Cruzeiro: 5
Vitória do Boca Juniors: 1
Empates: 1

Pela Libertadores:

Vitórias do Cruzeiro: 3
Vitória do Boca Juniors: 4
Empate: 1”

A certeza é que será um ótimo jogo, desses de ficar na memória. Menos pela qualidade técnica, muito pela emoção, tensão e estratégias dos dois treinadores. Aí entra a maior esperança do Cruzeiro sair vitorioso nessa disputa, passando à semifinal da Libertadores. No tempo normal ou nos pênaltis.

Vejo o Mano Menezes como o atual maior estrategista do futebol brasileiro. Joga de acordo com o potencial do adversário, caso a caso, e com o regulamento. Se está na obrigação de vencer, jogará por um gol, ou dois, ou até três, como no caso de hoje. Quando o empate basta, assim jogará seu time. A escalação, depende. Hoje, bem ofensivo, com Arrascaeta inteiro fisicamente e confiança no retorno do futebol do Thiago Neves, que se agiganta em momentos como o desta noite. Barcos tem feito os gols que se espera dele, nos momentos cruciais. Robinho completa a peça ofensiva, com seu fôlego e assistências. Ainda para marcar gols, Dedé surge como elemento surpresa, Edilson pode caprichar numa falta…

Para defender, o time todo defende, isso é uma característica dos esquemas do treinador cruzeirense.

E tem o Fábio, que dispensa comentários, com a bola rolando e nos pênaltis. Poderá se tornar protagonista esta noite, outra vez.

É bom ver todo time argentino jogar. Os grandes, especialmente, o Boca Juniors, sobretudo. A habilidade, a raça e as estratégias, que incluem a catimba. Essa, nem tanto utilizada pelo Boca, mas que também a utiliza, quando o momento exige. Talvez hoje, por exemplo. Seu treinador não tem a experiência do Mano, e acredito, nem a mesma competência. Guillermo Schelotto, aos 45 anos de idade é um “emergente” entre os técnicos argentinos e Sul-Americanos. Foi um ótimo atacante e, como comandante, tem alternado bons e maus momentos com o clube mais popular da Argentina.

O árbitro é bem conhecido e apitou Cruzeiro x Flamengo no Mineirão, pelas oitavas de final dessa mesma Libertadores. Estilo durão, de pouca conversa, atuou na Copa da Rússia, inclusive no grande jogo entre França x Bélgica, na semifinal.


Clube onde Ronaldo “Fenômeno” deu seus primeiros lampejos de craque, pode parar com o futebol

É o São Cristóvão, do tradicional bairro do Rio, 120 anos de existência, onde Ronaldo chegou aos 13 anos e aos 16 veio para Belo Horizonte, iniciar seu estrelato no Cruzeiro. O clube segue a mesma trajetória de outros tradicionalíssimos do interior de Minas e de quase todos os estados do país, morrendo aos poucos. A legislação do futebol não prevê nenhuma saída digna para eles. A Lei Pelé, por exemplo, transferiu o poder desses clubes, que revelavam jogadores e viviam dessa arrecadação, para os empresários. As federações e CBF só arrecadam, também em cima deles, com incontáveis taxas e despesas por conta deles.

Ex-jogadores, como Ronaldo, por exemplo, nem aí. Seus investimentos são em outros países, direito dele, mas que poderia mover pelo menos um dedo, para ajudar de alguma forma, já que tem poder e dinheiro demais para isso. O “Estadão” de São Paulo, fez uma boa reportagem sobre o assunto:

* “Time que revelou Ronaldo, São Cristóvão pode acabar com seu futebol”

Prestes a completar 120 anos, clube que disputa a 3ª divisão tem dificuldades para se manter na ativa

Por Marcio Dolzan/RIO, O Estado de S.Paulo

Manter a bola rolando no gramado ruim e de grandes marcas de chão batido é uma constante para o São Cristóvão. O clube que leva o nome do tradicional bairro carioca e que lançou para o mundo jogadores como Leônidas da Silva e Ronaldo Fenômeno completará 120 anos dia 12 de outubro em meio a dívidas e com dificuldades em se manter ativo no futebol profissional.

O clube não revela o tamanho de sua atual dívida. Estima-se que arrecade R$ 35 mil por mês e gaste R$ 70 mil.

Um dos clubes mais tradicionais do Rio, o São Cristóvão passa por um de seus momentos mais delicados ao longo de seus 119 anos de existência Foto: Fábio Motta/Estadão

A má condição do gramado contrasta com os bancos de boa aparência das arquibancadas, mas ao mesmo tempo combina com o tom de futebol raiz visto no placar – pintado na parede ao fundo do campo e que depende de alguém para substituir seus números a cada gol, como era em décadas passadas.

O marcador fica a poucos metros de onde está ostentado o nome da casa do São Cristóvão. “Estádio Ronaldo Nazário” é uma homenagem àquele que foi seu mais ilustre filho. Acima do nome do atacante, também em letras garrafais, a frase “Aqui nasceu o Fenômeno” não deixa dúvidas sobre quem é o grande orgulho da agremiação no Rio de Janeiro.

“Um deles”, apressa-se em dizer Renato Campos, que tem 57 anos de idade e 43 de dedicação ao clube. “O São Cristóvão é um celeiro de craques. Por aqui passaram grandes nomes, inclusive da Copa de 1938. O treinador saiu daqui, Ademar Pimenta, mais três jogadores (Leônidas, Afonsinho e Roberto). Teve também o Lazaroni, o técnico Parreira, Américo Faria, Djalminha, Válber, Catanha…” (mais…)


Kalil sugere que Thiago Larghi visite a sala de troféus do Atlético

Kalil em caminhada com Ciro Gomes no Aglomerado da Serra

 

O prefeito Alexandre Kalil tem recebido o carinho popular em suas andanças pela Capital, no apoio aos seus candidatos Ciro Gomes (presidente) e Carlos Viana (senador). No Morro do Papagaio, sábado, um senhor com a camisa do Atlético se aproximou dele e disse:

__ É bom demais apertar a mão de um vencedor!

 

Kalil aproveitou para comentar a frase desastrada do técnico Thiago Larghi: “Faz 47 anos que não ganhamos esse título. Por que agora tem que ser obrigação?”.

 

__ Ele precisa ir à sala de troféus da Avenida Olegário Maciel, chegar perto de uma Libertadores, de uma Recopa Sul-Americana e uma Copa do Brasil, para sentir o que é o espírito vencedor e a responsabilidade levar o Atlético a ganhar títulos importantes continuamente”.


E lá se foi o Décio Alves de Morais, uma lenda do jornalismo do interior de Minas

Aos 95 anos de idade, uma figura queridíssima, em Poços de Caldas, onde fez história, especialmente no futebol, merecedor de todas as homenagens que ainda tem recebido. Obrigado à assessoria de imprensa da Caldense, que nos enviou a informação e uma ótima entrevista concedida por ele à revista do clube em 2017. Histórias do futebol mineiro e brasileiro, que valem ser lidas:

* “Morre aos 95 anos o Jornalista Décio Alves de Morais”

Faleceu no final da tarde desta terça-feira (25), aos 95 anos, o jornalista Décio Alves de Morais. Décio viu de perto os acontecimentos mais importantes da história da Caldense e registrou inúmeros momentos marcantes em fotos e textos. Seu trabalho único revolucionou, documentou e eternizou as mais diversas façanhas da equipe alviverde entre as décadas de 1940 e 1990.

O falecimento de Décio Alves de Morais deixa uma lacuna imensa na imprensa poços-caldense e é uma perda incalculável para a memória da história alviverde. A Associação Atlética Caldense manifesta os mais profundos sentimentos de pesar aos familiares e amigos.

Em outubro de 2017, Décio concedeu entrevista à Caldense, a matéria inclusive foi publicada na edição de setembro da revista do clube. Confira na íntegra a reportagem, em que Sr. Décio relata suas principais lembranças ao longo dos anos em que cobriu a Veterana.

Seleção de 58 em Poços

Em 1958 a seleção brasileira esteve em Poços de Caldas para se preparar para a Copa da Suécia. O período foi muito bom. O Brasil ficou hospedado no Quisisana Hotel. Na hora do treino, um ônibus levava a delegação para o campo da Caldense. Quando iam trabalhar a parte física, as atividades eram no Country Club. A estadia deles aqui foi maravilhosa, demos total cobertura. Ficou marcado como um dos maiores acontecimentos esportivos de Poços. Tanto é que a equipe foi campeã mundial.

Garrincha em Poços

Em 1972 o Olaria de Garrincha veio a Poços para um amistoso em 7 de setembro. Foi a última partida do “anjo de pernas tortas” como profissional. A Caldense estava em uma fase excelente e ganhou de 5 a 1.  Após o jogo o Garrincha foi muito modesto, atendeu todo mundo, brincou com todo mundo, um verdadeiro garoto. Ele soube reconhecer que a Caldense jogou melhor e ressaltou a qualidade dos jogadores alviverdes.

Pelé em Poços

No ano de 1974 o Santos jogou contra a Caldense, no Cristiano Osório, em uma partida combinada para pagar parte do passe de Luiz Carlos Beleza, lateral que havia sido contratado pelo alvinegro praiano. O jogo foi em uma quarta-feira a noite, com muita chuva. O Santos venceu por 1 a 0. O campo estava escorregadio e por conta disso o Pelé foi substituído no segundo tempo. Foi o último jogos dele em Minas Gerais.

Mauro Ramos de Oliveira

Em todo lugar que o Mauro ia, ele levava a torcida junto. A cidade gostava muito dele, era um “gentleman”, sempre atendia à todos. Ele marcou época na Caldense, na década de 40 fez vários jogos por aqui. Ele era fora de série. Um estilo espetacular, com futebol excelente. Ele se destacou tanto que a Esportiva o levou para São João e de lá foi para São Paulo e depois Santos. Ele sempre colaborou muito com o Verdão, seja atuando como zagueiro ou em outras posições. (mais…)


Goleada no Sport Recife e declaração infeliz do treinador alvinegro

Em foto do site do Atlético, Cazares, que quando que jogar, é difícil parar

Destaque do site do ESPN: “Larghi pede calma da torcida do Atlético-MG: ‘Faz 47 anos que não ganhamos esse título. Por que agora tem que ser obrigação?’”

http://www.espn.com.br/video/clip/_/id/4811643

Aí está o maior problema na atual temporada, com tendência de se repetir em 2019. O treinador acha tudo normal, na base do “se der, deu; se não der, paciência”. Igual às entrevistas dele em caso de vitória, empate ou derrota, com a entonação de que é a mesma coisa, pois é tudo “assim mesmo”.

A falta de “sangue nos olhos” do comandante é repassada aos jogadores, que entram em campo como se fossem burocratas, pois sabem que não serão cobrados devidamente em caso de falhas individuais ou derrotas. Por isso a falta e regularidade nas partidas e tantos pontos absurdos perdidos em casa e fora.

Hoje o time foi bem e fez 5 a 2 no Sport Recife. Importante lembrar que se trata de um dos piores times do campeonato, mas que ainda respira. Começou dando trabalho, fazendo 1 a 0 em mais um gol de bola cruzada na área do Galo. Que depois tomou outro, também em cruzamento, no segundo tempo, quando a partida estava 4 a 1.

Casares foi o melhor em campo. Quando ele quer jogar, dá retorno. Pena que depende do dia. Elias foi outro que foi muito bem.


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