Blog do Chico Maia

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Cedro E. Clube, campeão mais uma vez; no ano do centenário. Praça Tiradentes em dia de virada em Pequi

Da esquerda para a direita, Mateus, André Bereco, Edvaldo, Serginho Sabiá, Davi Futsal, Gílson, Marcinho, Denílson, Nélson Mang-Hidrau e Marcelo Abranches; Nélson Honorato (técnico), Magela Paca, Léo do Roberto, Toninzezim, Wesley, Alex Construcenter, Eduardo, Professor Ernane e Magelinha. Não está na foto o Toninho Eletricista, contundido, mas muito importante na conquista.

Fim de ano chegando, pausa no trabalho em Beagá, chega a hora de rever amigos, lembrar coisas boas, visitar as cidades do início da minha vida de jornalista, como Caetanópolis, terra de Clara Nunes, origem da Cedro e Cachoeira uma das grandes tecelagens do país, guerreira na luta contra a invasão chinesa.

Uma grande festa lá, sábado, marcou a conquista pelo Cedro do Torneio da AVEC – Associação dos Veteranos Esportistas de Caetanópolis, no Estádio Quintiliano Mascarenhas, depois de 1 x 1 com o Palmeiras, mas beneficiado pela melhor campanha. Jogo equilibradíssimo, que valeu ao Cedro mais um título, no ano em que completou 100 anos de existência.

Agradeço ao Júlio César Diniz Silva, ao Professor Ernane Duarte Nunes e ao Sandro Fotógrafo, pelas informações e colaboração com o SETE DIAS.

A homenagem do blog aos amigos do nosso time da Praça Tiradentes, nesta imagem de 1989 quando jogamos na cidade de Pequi e ganhamos, de virada, 2 a 1. Da esquerda para a direita, Caio do Expedito, Daniel, Chico Maia, Nunuca, Alan, Breno Valadares, Júlio e Amilton; agachados: Carlinhos Volpi, Luiz Moreira, Toninho Abaeté, Vadinho, Marquinho Caixeta, Riane, Maurício Schimit e Warley.


Entre chutes, balelas e profecias sobre Libertadores e Sul-americana 2018

A cada sorteio de grupos em toda competição mundo afora, lá vem grande parte da imprensa levantar pauta sobre “Grupo da Morte”, o mais difícil, o mais tenebroso, o terrível, o temível e coisas tais. Como diria o grande José Luiz Gontijo: “é o futebol comercial, em que vale tudo pela audiência”.

Previsão em futebol é coisa de profeta do acontecido, engenheiro de obra pronta, genérico de Mãe Dinah, ou coisa parecida.

Antes de começar a temporada deste ano, essa turma cravava como favoritos a tudo, o Palmeiras, Atlético e Flamengo. Corinthians? Candidato a brigar contra o rebaixamento, “ainda mais com Carille de treinador…”. Grêmio? Idem. O Cruzeiro não era apontado como candidato a rebaixamento, mas também não era cotado para campeão de nada; nem mineiro. Pois, foram os três maiores ganhadores do país. Se um time irá bem ou mal numa competição, só depois que a bola rolar e o comportamento dos jogadores dentro de campo for o resultado do que está acontecendo agora, neste período de dispensas e contratações, de  montagem de comissões técnicas e elencos.

Na Sul-americana o Galo pegará o San Lorenzo, atual vice-líder do campeonato argentino. Terá que comer muita grama, já que estará no início da temporada e o adversário em plena disputa da temporada deles. E é mata-mata!

O Cruzeiro em situação semelhante na Libertadores, com a diferença de que a fase de grupos tem jogos de ida e volta, com tempo para recuperação em caso de maus resultados iniciais. No papel, difícil, o argentino Racing, mas o Universidade do Chile e possivelmente Vasco, merecem respeito. Classificam-se dois por grupo.

Vejam o que pensa o companheiro Fernando Rocha, que nos brinda em primeira mão com a coluna dele, “Bola na Área”, que será publicada domingo no Diário do Aço, de Ipatinga:

* Sem previsões

O destaque da semana passada foi o sorteio realizado pela Confederação Sul Americana, em sua luxuosa sede no Paraguai, onde foram conhecidos os grupos e os primeiros jogos em 2018 da Copa Libertadores e Copa Sul Americana.

O Cruzeiro, como campeão da Copa do Brasil e pelo ranking da Conmebol, ficou como cabeça da Chave 5, onde também estarão o Universidade do Chile, Racing da Argentina e, muito provavelmente, o Vasco da Gama, que antes fará dois jogos de mata-mata, com o chileno Union Espanhola pela chamada Pré-Libertadores.

O Galo, que terminou em nono lugar no Brasileiro e não conseguiu uma classificação ao menos para disputar a Pré-Libertadores, vai iniciar a disputa da Copa Sul Americana contra o San Lorenzo da Argentina, o time do Papa Francisco.

Portanto, qualquer previsão que se faça hoje é chute. Não há como saber ao certo, neste momento,  como estarão os adversários e muito menos os times brasileiros, que estão com os jogadores em período de férias, além do mercado aberto para contratações e reformulação de suas equipes.

Seria também de bom tamanho pedir cautela inclusive à nossa grande mídia, useira e vezeira em achar que os times brasileiros,  são sempre favoritos em qualquer competição continental.

Por conta dessa soberba, arrogância que contamina nossos  dirigentes, jogadores, torcidas, já quebramos a cara várias vezes.  (mais…)


Bem reformado, Ipatingão está pronto para receber novamente grandes da capital, começando pelo Cruzeiro contra o Tombense

Poderá também se tornar uma arma para o Cruzeiro renegociar as relaçõe$ com Minas Arena/Mineirão.

O presidente Wagner Pires de Sá tem falado o tempo todo que adotará métodos empresariais em sua gestão. Pôs no comando da Comunicação/Marketing alguém acostumado a grandes negociações internacionais pela Fiat Automóveis, o Marco Antônio Lage. E tem como principal confidente/escudeiro, Itair Machado, que pode ser tudo, menos ingênuo.

Cruzeiro e Minas Arena travam briga na justiça por falta de pagamento das taxas por parte do clube, apesar de serem “parceiros”. Aliás, único parceiro oficial, que não concorda com muitos termos do contrato assinado pelo Dr. Gilvan de Pinho Tavares.

Esta notícia no blog Toque Di Letra, do Vinícius Dias, não diz, mas indica que o Cruzeiro poderá utilizar mais o Ipatingão e diminuir o número de jogos na Pampulha. Mas como diria o Adilson, “vamos aguardar”.

*  “À espera do Cruzeiro, Ipatingão garante ajustes e capacidade máxima para 2018

Estádio do Vale do Aço teve liberação para 22,5 mil torcedores na próxima temporada; Tombense fará melhorias internas e externas

Vinícius Dias

Palco de Tombense x Cruzeiro, no dia 28 de janeiro de 2018, o Ipatingão voltará a receber o clube celeste após quase sete anos. No que depender da Prefeitura, o duelo válido pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro não será o único de uma equipe de Belo Horizonte no Vale do Aço. A cidade já negocia com o Tombense para que o confronto com o América, cinco rodadas depois, também seja disputado no estádio e tem estratégia definida para viabilizar a presença do Atlético, o que não ocorre desde 2014.

Há alguns meses, sediar grandes partidas soaria como devaneio. Um dos palcos da Série A em 2008 e cenário de jogos da Raposa em duas edições da Copa Libertadores, o Ipatingão chegou a ser interditado no início de 2016. “Tinha até colonião no gramado, mendigos ocuparam a parte externa”, relembra o fotojornalista Sérgio Roberto. O Ipatinga, que exerceu o mando de campo no módulo II do estadual em Coronel Fabriciano e Itabira, acabou rebaixado, com apenas sete pontos em dez duelos.

Intervenções ao longo deste ano

Gramado deteriorado e cenário de abandono, no entanto, fazem parte do passado. “Também mexemos na parte estrutural, ligada à segurança: luzes de emergência, hidrantes, portões, barras de segurança antipânico”, destaca o secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Ipatinga, Carlos Oliveira. As intervenções permitiram que o Tigre voltasse a atuar em casa neste ano e, com direito a goleada por 5 a 1 sobre o Atlético B na 15ª rodada, conquistasse o título da Segunda Divisão e o acesso ao módulo II.

Supervisor de futebol do Ipatinga durante a gestão Itair Machado, Carlão, como é conhecido, foi o responsável pelos primeiros contatos com o Tombense, que já havia exercido o mando de campo no Vale do Aço, diante do Atlético, no Campeonato Mineiro de 2014. Pelo acordo fechado, o Gavião realizará novos ajustes no estádio, antes de utilizá-lo contra o Cruzeiro, a título de contrapartida. “Pintura da parte frontal, dos corredores para os vestiários e troca das claraboias do túnel”, enumera.

Liberação para 22,5 mil em 2018

Após uma década de restrições, o Ipatingão voltará ter a capacidade máxima em 2018. O Blog Toque Di Letra teve acesso ao auto do Corpo de Bombeiros e ao parecer da Polícia Militar, emitidos após vistorias em novembro – veja trechos abaixo. O estádio foi liberado para 22,5 mil pessoas, considerando a exigência de isolamento de três mil lugares para separação de torcidas, aumento do efetivo de segurança contratado para os jogos e bares e banheiros em funcionamento para os visitantes.

Maior público deste ano foi registrado no dia 28 de outubro, no duelo entre Ipatinga e Ponte Nova, que valeu o título e o acesso ao time da casa: 5.437 torcedores. O recorde é de 07 de abril de 1996, na vitória do Atlético sobre o Cruzeiro por 2 a 1: mais de 25 mil presentes.

Publicado por: Vinícius Dias

https://toqdiletra.blogspot.com.br/2017/12/a-espera-do-cruzeiro-ipatingao-garante-ajustes-e-capacidade-maxima-para-2018.html

 


Selvageria nos estádios: “Na terça-feira, o Mineirão apresentou candidatura para ser o estádio da primeira final única da Libertadores. Na quarta-feira, saiu do páreo…”

Nesta época de “entressafra” da bola, quando especulações, tentativas de vendas, trocas e contratações de jogadores tomam conta do chato noticiário, melhor trocarmos ideias sobre outros temas até os times estiverem com os seus elencos definidos para 2018.

A selvageria nos estádios, por exemplo. Vejam que coluna interessante do Paulo Vinícius Coelho, na Folha de S. Paulo, domingo:

* “A selvageria não está em Buenos Aires ou Montevidéu. Está no Brasil”

Na terça-feira (12), o Mineirão apresentou candidatura para ser o estádio da primeira final única da Libertadores. Na quarta-feira (13), saiu do páreo. “O Brasil perdeu a chance de ser sede da primeira decisão”, diz um dirigente da Conmebol, escandalizado com o vandalismo no Maracanã, em Flamengo x Independiente.

O histórico hábito brasileiro de atribuir a argentinos e uruguaios a selvageria nas competições de clubes da América do Sul transforma-se diante das evidências de que somos mais primitivos.

Logo depois da batalha campal em Montevidéu, em Peñarol x Palmeiras, em abril, Diego Lugano alertou para o que, na visão dos uruguaios, é um problema brasileiro. “Todas as confusões envolvem times do Brasil”, disse.

O contra-argumento é Atlético Nacional x Rosario Central, briga no final, em 2016. Mas houve Atlético-MG x Arsenal de Sarandí em 2014, Santos x Peñarol e Argentinos Juniors x Fluminense em 2011, São Paulo x Tigre em 2012, Palmeiras x Cerro Porteño em 2006, São Caetano x América do México em 2004, Corinthians x River Plate e São Paulo x River Plate em 2005…

“Me parece que os brasileiros que vêm à Argentina são mais bem tratados do que os argentinos que vão ao Brasil”, diz, de Buenos Aires, o editor da revista El Grafico, Elias Perugino.

Rio de Janeiro, com seus três governadores presos, tem agravantes na comparação com São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. O Flamengo disputou 18 partidas no Maracanã neste ano e registrou tentativa de invasão em quatro (22%). A segunda maior torcida uniformizada do clube, a Jovem, está proibida de ir ao estádio e não tem acesso aos ingressos. A suspeita é que seus integrantes comandam as invasões. Convocam pelas redes sociais.

***

Concordo com o PVC


Artilharia pesada do novo comando do Cruzeiro contra Gilvan e cia.: sábado, Itair Machado; hoje Zezé Perrella

No posse, em foto do Superesportes, o presidente executivo Wagner Pires de Sá, o presidente do Conselho Deliberativo Zezé Perrella e o diretor de comunicação do Cruzeiro, Marco Antônio Lage.

O Cruzeiro está precisando de bombeiros para debelar a fogueira que toma conta do clube desde as eleições. Quando se pensava que a poeira estava baixando entre ex-aliados, aliados, rivais e ex-rivais, o novo comandante do futebol, Itair Machado, baixou o porrete nos antecessores, acusando-os de atolarem a Raposa em dívidas, frutos de péssimos negócios. Segundo ele, só de salários o clube gasta em torno de R$ 5 milhões mensais, pagando jogadores que não utiliza, que estão emprestados a outros clubes. Isso no sábado. Hoje, durante a posse do Wagner Pires de Sá na presidência executiva e do Zezé Perrella no Conselho Deliberativo, foi a vez do Zezé centrar fogo no Dr. Gilvan de Pinho Tavares, que teria deixado a dívida do Cruzeiro chegar aos R$ 400 milhões.

É uma guerra interna que envolve altos interesses e vaidade, o que só prejudica o clube, com riscos de atingir o futebol.

Perrella deu entrevista à Rádio Itatiaia:

* “Zezé suspeita que dívida do Cruzeiro chegue a R$ 400 milhões: ‘Situação não é cômoda’”

Empossado como novo presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, Zezé Perrella não poupou críticas à gestão do agora ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares. Durante a cerimônia de posse dos novos integrantes da diretoria e do conselho, o dirigente se mostrou preocupado com o suposto crescimento da dívida do clube que, segundo suspeita, pode chegar em torno de R$ 400 milhões.

Zezé Perrella afirmou que as informações foram obtidas inicialmente, mas ele terá que levantar melhor os números por meio de uma auditoria independente.

“Segundo informações que tenho, ainda temos que apurar, a dívida gira em torno de R$ 400 milhões. Eu deixei o clube [no fim de 2011] com R$ 100 milhões de dívidas, tudo no Refis, que custava pouco mais de R$ 150 mil por mês ao Cruzeiro. Essa dívida de R$ 220 milhões só no Profut parece que ele [Gilvan] não reconhece como dívida, mas isso custa mais de R$ 1 milhão por mês, só de prestação, aos cofres do clube”, argumentou. (mais…)


Ex-goleiro do Atlético, Leo Percovich, perde filha em acidente grave em Santos Dumont

A nossa solidariedade a ele. Tomara que fique bem, assim como a família, depois dessa tragédia. (http://www.otempo.com.br/cidades/leo-percovich-ex-goleiro-do-galo-perde-filha-em-acidente-na-br-040-1.1554444)

Quando ouvi a notícia demorei a me lembrar dele, mas graças ao “São Google”, vi que se tratava do ex-goleiro do Atlético, com quem convivi, como repórter, no início dos anos 1990. Não chegou a marcar época no time porque jogou pouco, numa época em que muitos goleiros tentaram se firmar, mas o grupo era fraco e nenhum goleiro jogava o suficiente para segurar a onda do tamanho que a camisa exigia. Mas, gente boa demais da conta, uma grande figura humana.

Bravo como quase 100% dos uruguaios virou ídolo no Fluminense por encarar uma pancadaria contra o Atlético-PR, que está registrada no link no fim deste post. O Fluminense, onde ele dirigia o Sub-20 soltou nota e está dando todo o apoio:

* “Nota oficial sobre acidente com técnico do Sub-20 do clube”

Leo Percovich sofreu acidente de carro em Minas Gerais

O Fluminense confirma que, no acidente de carro acontecido na tarde deste sábado, na região de Santos Dumont (MG), na Zona da Mata, estavam o técnico da equipe sub-20 do clube, Léo Percovich, de 49 anos, a mulher e seus três filhos. Léo Percovich e a mulher foram socorridos e levados para a UPA Norte, em Juiz de Fora. O técnico sofreu escoriações leves e vai passar por exames ao longo da noite. A mulher do treinador sofreu fratura na bacia. Dos filhos do casal, um menino e uma menina estão no CTI da Santa Casa de Juiz de Fora em estado crítico e a outra filha do casal morreu ao dar entrada no HPS da cidade mineira. O clube lamenta profundamente a perda, está dando apoio ao treinador neste momento difícil e decreta luto oficial de três dias. Um staff do clube está a caminho de Juiz de Fora. Em breve, outras informações.

http://www.fluminense.com.br/noticia/nota-oficial-sobre-acidente-com-tecnico-do-sub-20-do-clube

http://globoesporte.globo.com/bau-do-esporte/noticia/2013/12/lembra-dele-leo-que-peitou-ricardo-pinto-e-saiu-aclamado-acredita-no-flu.html


No andar da carruagem, clube sul-americano para derrotar um europeu numa final dessas, só se for através de uma zebra do tamanho do continente

O Grêmio fez a parte dele, o que dava pra fazer. O adversário é que é poderoso demais, uma seleção mundial, contratada a dedo, dirigida por um ex-astro dentro de campo e que se preparou para ser treinador. Zidane ralou nas categorias de base e nos bancos de escola durante cinco anos para ter a licença de treinador.

A diferença entre um Real Madri e qualquer clube da América do Sul é imensurável. Nesta final do mundial em Abu Dhabi, parecia um profissional treinando contra juniores de boa qualidade. Jogou pro gasto, pois não precisava acelerar. Se precisasse, faria o suficiente para ficar à frente do  marcador e ganhar mais um título.

É difícil ver um time em que todos os jogadores erram pouquíssimos passes, desarma os adversários com uma facilidade chocante, ataca e defende em bloco e tem finalizadores fantásticos. Quando a coisa aperta com a bola rolando tem um Cristiano Ronaldo pra fazer gol de falta. Esse aí é diferente. Parece que hipnotiza os adversários, que o “deixam” escapar e chutar pela direita, centro, esquerda, meias e por aí vai.

E os caras não têm o menor constrangimento em dar chutões quando é preciso. Foi o caso do Capitão Sérgio Ramos, faltando uns 10 minutos. Na cobertura do Marcelo, quase na lateral esquerda, não tinha como tocar para algum companheiro e nem pestanejou: chutou para a lateral. Tentar driblar o adversário, nem pensar. Isso é coisa de Muralha e outros cabeças cozidas do Brasil que se acham mais competentes do que realmente são.

A principal estrela do Grêmio não brilhou dessa vez. Luan parecia encambulado, como um jovem de cidade pequena do interior que chega à cidade grande e fica contando os andares dos prédios. Questionado nas entrevistas após a partida, usou a desculpa preferida da maioria dos jogadores do nosso futebol: cansado de tantos jogos na temporada. Ah, tá!

Quando o apito final do árbitro se aproximava os gaúchos se atiraram em peso ao ataque. Todo mundo na área, aguardando o cruzamento do lateral Cortez, que cruzou, para a linha de fundo. Era Cortez, gente!

No conjunto da obra, jogador por jogador que se enfrentaram hoje, é até covardia comparar. No andar da carruagem, clube sul-americano para derrotar um europeu numa final dessas, só se for através de uma zebra do tamanho do nosso continente.

O resto é perfumaria!


Ronaldinho Gaúcho Senador por Minas Gerais, apoiando Bolsonaro

Ninguém tem certeza de que a notícia seja verdadeira, já que o ex-jogador não deu nenhuma declaração sobre isso e o Lauro Jardim chuta muito, como se a informação estivesse 100% garantida. Mas de tantos chutes, de vez em quando acerta umas.

Não acredito, porque não é do perfil dele. Dizem que é ideia do Assis, irmão dele, muito esperto. Mas se for candidato, é um direito dele como cidadão brasileiro, também com direito a apoiar quem quiser. Assim como eu, você que me lê e todo mundo, em plenos direitos cidadãos, temos o direito de votar ou não em quem quisermos.

A nota do Lauro Jardim no portal O Globo:

* “Ronaldinho Gaúcho vai disputar o Senado pelo partido de Bolsonaro”

Da coluna de Lauro Jardim, no O Globo:

Ronaldinho Gaúcho acertou com o PEN, futuro Patriota, sua candidatura para o Senado em 2018 por Minas Gerais.

O assunto foi conversado com o vice-presidente do Patriota, Gutemberg Fonseca, e outros dirigentes no Rio de Janeiro. Juntos, posaram para foto com o livro de Jair Bolsonaro nas mãos.

Ronaldinho Gaúcho está esperando Bolsonaro oficializar sua filiação, durante a janela partidária em março de 2018, para oficializar a sua também.

Ele pensou em anunciar a pré-candidatura no sábado passado, após jogo beneficente que organizou no Mineirão. Achou melhor adiar por causa das chuvas fortes no estado, que já deixaram mais de 500 pessoas desabrigadas. Não era um bom momento.

O suplente de sua chapa será o ex-jogador Somália, que já atuou no América Mineiro e no Fluminense.”


Perspectivas do time do Cruzeiro para 2018 na ótica de quem freqüenta as arquibancadas do Mineirão

Antes que algum mala sem alça venha corrigir e dizer que o Mineirão tem é “cadeiras” e não mais “arquibancadas”, vou logo dizendo que estou cansado de saber. Cadeira passa a idéia de cartolas, torcedores da elite social ou política, que só se liga em futebol de vez em quando. O que não é o caso do cruzeirense Alex Souza, sempre com ótimos comentários aqui no blog sobre todos os jogos do Cruzeiro. No dia 15 ele postou esta avaliação, que é a mesma de muitos jornalistas que conheço e de muitos cruzeirenses com quem converso:

* “Olá Chico Maia,
Penso que o Cruzeiro fecha o ano com muitíssimo a corrigir e com opções muito restritas de intervenção. Há farto material nos VTs deste ano para avaliação abalizada e dispensas, contudo, por força dos contratos vigentes e dos custos das rescisões, nada acontecerá de forma rápida.
Tenho escutado a liderança do clube e da própria comissão técnica falando em “contratações pontuais”.
Parece que continuaremos a contar com gente fraca como Digão, Manoel e Bryan, o futebol improdutivo de Alison e Elber, as seguidas lesões de Dedé e Robinho, a ruindade dos Rafas: Marques e Sobis, o sono de De Arrascaeta… Lamentável.
Rafael Sobis é um dos principais motivos da minha insatisfação; o cara não jogou até agora e parece não se importar com isso, de vez que está amarrado ao clube por força de um contrato que lhe deu todas as garantias e terceirizou todos os riscos para o Cruzeiro. A Diretoria que assume deve mesmo é ser muito cautelosa para não repetir erros tão prejudiciais como a contratação de medalhões como Sobis, Rafael Marques, Tinga, Ernesto Farias, Júlio Batista… É preciso muito cuidado com propostas que vão aparecer envolvendo jogadores que não renderam no Palmeiras e no São Paulo. Cruzeiro e Palmeiras, nos últimos tempos, fizeram uma parceria prejudicial para ambos envolvendo Robinho, Rafael Marques, Lucas, Fabiano, Mayke, Willian Bigode…

* Alex Souza

***

Lá na minha página no facebook já tem gente discordando do Alex. É o Carlucio Santos Carvalho:

Com todo o meu respeito ao senhor Alex Souza, cuja leitura do que se passa no Cruzeiro são totalmente diversas das minhas: Digão, Manoel e Bryan não são fracos, ao contrário, bons jogadores; Allison e Elber, improdutivos? Quando chamados a jogar o fazem bem; quanto a Sobis e De Arrascaeta, eu não vou comentar, pois que este senhor deve estar brincando com os seguidores deste excelente blog.”

Obrigado também ao Carlúcio pela participação.


Autor da carta motivacional aos jogadores do América antes da decisão da Série B é conterrâneo, de Sete Lagoas

Esta o José Eduardo Barata vai gostar demais, já que é a história de alguém que apenas ama um time de futebol, sem cursos de psicologia, sem mestrado, doutorado ou coisa assim, sem dados estatísticos e sem bla, bla, bla…

Mas soube motivar um grupo de jogadores, só com a emoção e simplicidade, que andam faltando no mundo do futebol. Escrevi em minha coluna no jornal Sete Dias, de ontem:

* A carta do sete-lagoano Rafael

Repercutiu muito na mídia a carta enviada pelo nosso conterrâneo Rafael, filho do médico Antônio Lobo e da professora Teresa, ao Capitão do América, Rafael Lima, para que ele lesse aos colegas de time que estavam prestes a conquistar a Série B, se vencessem o CRB no Independência. Texto carregado de emoção, escrito por um engenheiro com veia de poeta, lido brilhantemente pelo Bruno Azevedo no programa Rádio Esportes, da Itatiaia, com o hino do Coelhão ao fundo. Confira:

“Capitão, estou te escrevendo enquanto me preparo para sair e comprar o ingresso para o jogo de sábado. Quero te mostrar e pedir para você explicar para o resto dos jogadores, o quanto esse título é importante para nós, torcedores do América.
Primeiro que não é nada fácil torcer pelo Coelho. A gente não escolhe. A gente herda esse amor. Eu herdei do meu pai. Ele me levava aos jogos quando pequeno e com isso o amor nasceu. Já vi o América calar as maiores torcidas de BH mas já vi, muito mais, a nossa torcida ser calada. E termos que ir embora engolindo o orgulho. Cabisbaixos e fingindo não ligar.
Não é fácil torcer para um time que já amargou a série C, que já deixou de disputar o campeonato mineiro. Não é fácil ouvir as outras torcidas comemorarem 6 pontos garantidos na série A do ano que vem. Não é nada fácil…e a gente sofre com isso há tanto tempo que não sei como conseguimos. Realmente é um time para poucos.
Por isso eu peço que entenda e explique aos outros jogadores. Quando nossa torcida ficar calada, impaciente, começar a chiar e ameaçar algumas vaias… isso não é falta de apoio, não é falta de reconhecimento por todo trabalho e esforço de vocês durante o ano. Isso é excesso de SOFRIMENTO. É toda angústia, dor, humilhação que está entalada na garganta. É o medo de ter que ouvir calado novamente. É ansiedade pra gritar CAMPEÃO, coisa tão rara em nossa história.
Pensa que não estarão nos dando só o título. Pra nós é muito maior que isso. Vocês vão me dar o direito de, daqui a 10 ou 15 anos, sentar com meu filho, colocar os melhores momentos na TV e mostrar pra ele o momento que um grupo de jogadores devolveu pra nossa torcida o orgulho de ser americano.
Quando vocês entrarem em campo (nossa casa não vai estar lotada, mas vai estar cheia), olha pra nossa torcida e pensa o quanto nós temos que amar esse time para passar por tudo isso. Pensa em todos os anos de sofrimento que tivemos, pensa em tudo que a imprensa fala do nosso Coelho, pensa em como o Inter entrou no campeonato considerando o título garantido e aí vão entender a importância desse título pra gente. E guarda isso tudo no coração, debaixo dessa camisa maravilhosa (a mais bonita do Brasil). Debaixo desse escudo que já foi tão castigado. E, se em algum momento do jogo o cansaço bater, olha pra gente. A gente vai estar lá roendo unha, ou xingando, ou gritando, ou calado, chorando ou sorrindo…mas a gente vai estar lá. Com vocês. Contra tudo e contra todos. Te escrevo pois sei que além de capitão você é o líder desse grupo. Te escrevo para agradecer esse campeonato maravilhoso com quebra de recordes e campanha irretocável. Mas peço que no sábado, só no sábado, jogue como se nada disso valesse. Como se nada disso importasse. Como se o nosso ano, os nossos últimos 20 anos, estivesse em jogo nesses 90 minutos. ACREDITA, ACREDITA, ACREDIIIITA AMÉRICA!!!!!!!”

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O América convidou o Rafael para ir ao CT Lanna Drumond para conhecer pessoalmente o Capitão Rafael Lima e demais jogadores, além de ganhar uma camisa autografada.

LOBOS

Americanos queridos, felizes e nada raros nos estádios como dizem as más línguas: Tereza, Dr. Antônio Lobo, Thaís e Rafael, prestigiando o Coelhão, a caminho da Série A, em dia de jogo no Independência; A Tereza é “infiltrada”, cruzeirense, para dar força ao marido, filho e nora.

* http://www.setedias.com.br/coluna/chico-maia/chico-maia-ecos-do-passado/100/18061/chico-maia


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