Blog do Chico Maia

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Cabeção esquentado

Esta saiu na coluna do Flávio Anselmo:

No Grêmio, além da chumbada que levou no Mineirão e que o obriga sair atrás de um placar de 2 a 0, o ambiente esquentou: Rui Cabeção, ex-Cruzeiro, teve entrevero com Paulo Autuori, também ex-Cruzeiro. Vazou que até porradas os dois trocaram. Aos amigos de Beagá, Rui confirmou que não joga mais no Grêmio. Pelo menos enquanto Autuori estiver no Olímpico.”


Banco e patrocínio

Sobre uma das notas de ontem desse blog, o leitor Mauricio José de Souza, Bairro Serrano-BH, escreveu o seguinte:

“…o Ricardo Pentagna Guimarães, aparece na diretoria do Banco Bonsucesso em uma ATA publicada no jornal o Tempo do dia 23/06/2009, portanto ele também faz parte do patrocinio ao rival. 
Pitaco: bem que ele poderia ir para a presidência da Raposa, vc não acha!?”


Governador recebe a AMCE

Da esq. para direita, Eduardo Ávila, Dimara Oliveira, secretário de Esportes Gustavo Corrêa, Chico Maia, presidente Carlos Cruz, Waldir de Castro, Eurico Gadi, Luiz Carlos Gomes e Leopoldo Siqueira (foto: Valdez Maranhão)

Da esq. para direita, Eduardo Ávila, Dimara Oliveira, secretário de Esportes Gustavo Corrêa, Chico Maia, presidente Carlos Cruz, Waldir de Castro, Eurico Gadi, Luiz Carlos Gomes e Leopoldo Siqueira (foto: Valdez Maranhão)


Governador vai com o Cruzeiro

O governador Aécio Neves e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, irão com o Cruzeiro ao palco do primeiro jogo da final da Libertadores da América, caso o time passe pelo Grêmio hoje. A informação nos foi passada pelo próprio governador, ontem, no encontro com a diretoria da Associação Mineira de Cronistas Esportivos – AMCE – no Palácio da Liberdade. Ele tinha acabado de receber telefonema de Teixeira confirmando que estará com seus “conterrâneos”, unindo forças para mais um título para o futebol brasileiro. Como isso foi a tarde, só não sabiam ainda se será em Buenos Aires ou Montevidéo.

O governador quer aproveitar o momento para mostrar, lá fora, o que Minas Gerais já está fazendo com vistas à Copa do Mundo de 2014. Quer porque quer que Belo Horizonte tenha um papel de destaque entre as 12 cidades sedes do mundial e nenhuma oportunidade pode ser perdida. Final de Libertadores é um prato cheio, especialmente no Uruguai ou Argentina.

A AMCE iniciou nessa audiência as comemorações dos 70 anos de existência da entidade, cuja data exata é 25 de julho. Conseguiu também o apoio para a realização do Congresso Nacional da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos – Abrace, que será realizado em Belo Horizonte no mês de março de 2010.


Nada a ver com o Ricardo

Durante minha estada na África do Sul recebi muitos e-mail de atleticanos espinafrando o ex-presidente Ricardo Guimarães, dizendo que ele estaria fechando negócio com o Cruzeiro, ao invés do Galo. Injustiça colossal: o Banco Bonsucesso pertence a uma outra vertente da familia Pentagna Guimarães, que apesar do parentesco próximo, não tem nenhuma ingerência ou ligação com os negócios do ex-comandante do Galo, dono do Banco BMG, outro gigante do mercado financeiro


O melhor patrocínio até agora

São comuns as reclamações contra o enfraquecimento das empresas mineiras, com muitas delas transferindo seus centros de decisões para São Paulo. Porém, o Cruzeiro fechou o melhor contrato de patrocínio da história do futebol de Minas, justamente com um grupo mineiro, que é o Banco Bonsucesso. O valor chega a R$ 5,7 milhões por ano, ou R$ 475 mil mensais, livres do imposto de renda. Um grande negócio, que só fica atrás dos contratos das multinacionais e estatais federais com alguns clubes de São Paulo e Rio de Janeiro.

O banco tem 15 anos de atividade, começou como financeira e de acordo com o ranking da Fundação Getúlio Vargas foi a instituição financeira com a maior rentabilidade média do mercado nacional.


Ex-Ministro visita Kalil

O ex-ministro Walfrido dos Mares Guia esteve na sede do Atlético segunda feira a tarde, em visita de cortesia ao presidente Alexandre Kalil. A conversa foi sobre amenidades e troca de gentilezas. Conselheiro alvinegro, Walfrido perguntou onde o presidente atleticano aprendeu a “fazer milagres” e ouviu de volta que ele está fazendo falta ao ministério do Lula.


Espaço dos americanos

Opa, Chico! Tudo bem? Como sei que você sempre dá espaço para a torcida americana, gostaria de lhe pedir um favor: Divulgar o blog Mundo do Coelhão em suas colunas (do Super e do Tempo). O endereço do blog é: www.mundodocoelhao.wordpress.com Desde já, muito obrigado. João Paulo Saraiva de Oliveira (Jotapê Saraiva).


Repercussão ruim

Adotar torcida única nos clássicos desagradou a quase todo mundo, na capital e interior. Veja o que o Fernando Rocha, grande nome da imprensa do Vale do Aço, escreveu em sua coluna de hoje no Jornal do Vale do Aço:

Grande bobagem

A decisão de “respeitar” o regulamento do Campeonato Brasileiro e destinar à torcida do clube não-mandante, apenas 10% do total de ingressos colocados à venda, anunciada com estardalhaço na semana passada pelos presidentes de Cruzeiro e Atlético, na verdade esconde uma série de outros interesses, que dizem respeito tão somente aos clubes, sem acrescentar nenhuma melhoria à segurança dos torcedores.

O Cruzeiro abraçou a idéia, pois entende que ela vai contribuir para alavancar ou tornar mais atraente, o seu recém-lançado programa  “Sócio-Torcedor”, que assim  poderá incluir no rol de vantagens, o acesso garantido em uma das partidas na qual o clube seja o mandante.

Já a diretoria do Galo, após fazer as contas, viu que dividir a arrecadação nos dois jogos do turno e returno com o rival dá no mesmo, ou seja, se tiver a renda total de apenas um deles é a mesma coisa.

Além disso, no jogo em que for o mandante, poderá utilizar o   túnel da direita onde fica o bandeirinha, sem a alegada falta de segurança pois neste dia ali estará  a sua própria torcida.

Há, ainda, uma série de outras razões, mas o quesito “segurança” passa longe, muito longe de ser o motivo principal para essa tomada de posição dos nossos dois maiores clubes, que de alguma forma agindo assim ferem a Constituição Federal, pois inibe o direito de ir e vir dos cidadãos, que só querem ir ao estádio e terem o direito de torcer pelo clube do coração, sem criar confusão.

  • Vale ressaltar que a Polícia Militar, através do seu comando na capital, manifestou-se contrária à esta iniciativa, afirmando estar apta a dar segurança aos torcedores dos dois lados, como tem feito ao longo dos anos. As estatísticas comprovam que dentro do Mineirão a violência praticamente inexiste e que os problemas se concentram  do lado de fora.
  • A lei seca, que proibiu a venda de bebidas alcoólicas no interior dos estádios, contribuiu para reduzir ainda mais os índices de violência, mas não pode servir como ponto de partida para outras proibições, que acabam por retirar a alegria e o encantamento, que fazem do futebol o esporte mais popular deste país, sendo considerado patrimônio da cultura nacional.
  • Na minha opinião, o grande fator gerador da violência no futebol, dentro ou fora dos estádios, é a impunidade. Nesse aspecto, me surpreende o fato do Ministério Público avalizar iniciativas pouco ou nada produtivas como esta, que limita a presença da torcida em clássicos como Cruzeiro/Atlético, ao invés de liderar uma campanha visando criar os instrumentos, que permitam punir com o rigor e rapidez necessários, os torcedores-infratores ou violentos, seguindo o exemplo de outros países mais desenvolvidos como a Inglaterra, Alemanha, Espanha, por aí afora.
  • Ao longo dos anos, assistimos  à escalada da violência nas nossas grandes e médias cidades, sobretudo pela ação cada vez maior de traficantes de drogas, se impondo em territórios onde o estado brasileiro se ausenta de forma irresponsável e até cruel. Então, vamos imaginar o que seja isso no futebol, que é uma espécie de caixa de ressonância da nossa sociedade.
  • Os dirigentes fazem bobagens, uma atrás da outra, sem parar. Não são capazes de administrar as próprias finanças, o que dizer dos clubes que dirigem, muito menos são fiscalizados e responsabilizados pelos atos que praticam. Então, não podemos  avalizar uma besteira dessas, que só serve para botar mais lenha na fogueira da violência dos torcedores irracionais, que continuarão aprontando, até que um dia se conscientizem de que a farra terminou; e , que se não mudarem o comportamento, irão mofar atrás das grades, o local mais indicado para abrigar este tipo de gente.”

Leia mais no www.jvaonline.com.br/esportes


Retrocesso

Ao adotarem o sistema de torcida única ou “quase única” nos clássicos, Atlético e Cruzeiro dão um passo atrás e copiam idéia ruim do futebol paulista, quando deveriam copiar as boas iniciativas. Um retrocesso em todos os aspectos. Se tem uma coisa que vale a pena ver no Mineirão é a disputa entre as torcidas nas arquibancadas, uma tradição tão forte e positiva quanto ao clássico dentro das quatro linhas. Que Kalil e Perrela repensem essa medida!


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