Blog do Chico Maia

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O Cruzeiro no divã na luta contra a degola: “Três finalizações certas e 51 cruzamentos errados…”

Estes números foram apresentados pelo @Superesportes:“Três finalizações certas e 51 cruzamentos errados: números da falta de inspiração do Cruzeiro em empate com o rebaixado Avaí”

O comentário sobre o zero a zero de ontem no Mineirão é do Alisson Sol, tradicional colaborador do blog: “Eu achava, sinceramente, que o Cruzeiro iria fazer 3 pontos, e ter uma certa tranquilidade para o jogo com o Santos, onde talvez arrancasse um empate. Ledo engano.
O Abel que me desculpe. Sei o quanto é difícil um profissional ficar recebendo “críticas de fora”, de quem não sabe tudo o que está ocorrendo. Talvez porém, isto é que nos dê um pouco mais de isenção. Eu já escrevi várias vezes: time com o Cone e o TN em campo está jogando com nove. Eu achava que depois de o TN dar declaração se oferecendo ao Corinthians, algum dirigente iria ter vergonha na cara e tirar o sujeito de campo. Outro engano. Como disse o jornalista Fernando Rocha: “É falta de tchau?”
Fizeram um levantamento, e o Cruzeiro teria (feito 51 cruzamentos errados) contra o Avaí. Lembremos: isto é sem o Egídio! E o pior: estavam cruzando para o Sassá, que parece ser uns 20cm mais baixo do que os zagueiros do Avaí. E alguém se lembra do último gol de cabeça do Sassá?
Os fatos indicam que o problema não foi o Cruzeiro não vencer o Avaí ontem. O problema é: será que vence o Avaí no próximo ano?!”


Imagem do Dia: em 1998, a homenagem da torcida Força Viva que ficou marcada na memória

 

Quem já assistiu ao quarto episódio do programa Chico Fala , publicado na semana passada aqui no blog e também no Youtube, no Facebook e no Instagram, acompanhou os comentários meus e de Lélio Gustavo sobre esse dia especial em nossas vidas: no Mineirão, em dia de partida entre Atlético e Portuguesa, recebemos homenagem da torcida Força Viva, um gesto que marcou a nossa história.

Na foto, estou ao lado do Lélio e da querida Adriana Branco.

 

Imagem do Dia é um oferecimento dos Supermercados EPA.

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 A altivez do Messi no desprezo à choradeira de Tite e Thiago Silva

O futebol brasileiro vive de chatices periódicas, chamadas por muitos de “mimimi”, área em que a seleção é campeã mundial disparada. Tite reclamou que Messi o teria mandado calar a boca durante do jogo, como se isso fosse um escândalo no futebol. O zagueiro Thiago Silva, aquele do choro copioso no Mineirão contra o Chile (que mostrou toda a fragilidade emocional dele para ser capitão do time), acrescentou à choradeira do treinador, dizendo que o argentino “precisa respeitar, bla , ba, bla…).

Perguntado sobre isso, Messi deu de ombros, não rendeu conversa e limitou-se a dizer em entrevista ao canal  TyC Sports:

– Se vive a rivalidade mais do que nunca e sempre é bom ganhar da Brasil

“Fecha o pano”, como diz o Fernando Rocha no Diário do Aço, em Ipatinga

***

Para quem não viu, está no Globoesporte.com: (mais…)


Força ao América na reta final da corrida pelo acesso

Independentemente do acesso à Série A, Felipe Conceição foi o grande destaque entre os treinadores brasileiros na temporada 2019

Tudo indica que somente na última rodada ficaremos sabendo quem estará na Série A 2020, além do Bragantino e muito provavelmente o Sport, que pode se garantir hoje, em Recife, caso vença o Vila de Goiás, penúltimo colocado. O América está dois pontos atrás do Coritiba e Atlético-GO, porém motivado e jogando bem. Aliás, este Felipe Conceição foi a maior revelação do futebol brasileiro este ano entre os treinadores e isso precisa ser exaltado. Com os mesmos jogadores tirou o time da zona da Serie C para esta reação sensacional. Os seus antecessores ficaram mal na fita. Faltam duas rodadas. O Coelho joga fora contra o Guarani e finaliza em casa contra o São Bento. O Coritiba recebe o Bragantino e encerra em Salvador contra o Vitória. Já o Atlético-GO vai a Pelotas enfrentar o Brasil e encerra em casa contra o Sport em Goiânia.

P J V E D GP GC SG
1 BRAGANTINO 72 36 21 9 6 62 26 36
2 SPORT 63 35 16 15 4 47 28 19
3 CORITIBA 60 36 16 12 8 45 33 12
4 ATLÉTICO-GO 60 36 15 15 6 42 27 15
5 AMÉRICA-MG 58 36 16 10 10 40 32 8
6 CRB 54 36 15 9 12 44 41 3
7 PARANÁ 54 36 14 12 10 30 29 1
8 CUIABÁ 50 35 13 11 11 42 38 4
9 OPERÁRIO 49 36 13 10 13 30 38 -8
10 BOTAFOGO-SP 48 36 13 9 14 35 35 0
11 GUARANI 44 36 12 8 16 27 34 -7
12 PONTE PRETA 44 36 10 14 12 36 37 -1
13 BRASIL DE PELOTAS 43 35 11 10 14 28 38 -10
14 VITÓRIA 42 36 10 12 14 39 45 -6
15 OESTE 40 36 8 16 12 39 46 -7
16 FIGUEIRENSE 38 35 7 17 11 30 37 -7
17 LONDRINA 36 36 10 6 20 34 49 -15
18 CRICIÚMA 35 36 7 14 15 27 36 -9
19 VILA NOVA 34 35 6 16 13 24 38 -14
20 SÃO BENTO 30 35 7 9 19 37 51 -14

Flu 1 x 1 Galo: dois times ruins, arbitragem péssima e Vídeo Manipulador ajudando o Fluminense

Foto: Globoesporte.com

Heverton Guimarães twittou: @hevertonfutebol “… só uma msg rápida aqui: FOI PÊNALTI PRA CARAAAAAAAALHO pro Atlético que o Vuaden não deu. Sigamos bebendo. Boa noite…”

Pois é! E eu interrompi minhas férias para ver o Galo, motivo mais que justo, apesar dos pesares. Estou em João Pessoa.

Ganso, ex-jogador em atividade, deu pancadas, simulou ter sofrido agressão, não jogou nada (como não vem fazendo desde a última cirurgia pela qual passou) e terminou a partida sem o cartão vermelho que merecia. Os dois times horrorosos, mas pior que eles a arbitragem comandada por Leandro Pedro Vuaden, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Lúcio Beiersdorf Flor, todos gaúchos. Importante guardar também o nome do Daniel Nobre Bins (RS), o do VAR, que pareceu estar a serviço do Fluminense, para evitar que o time carioca permanecesse na merecida zona do rebaixamento. Essa cambada deixou de dar um pênalti para o Atlético, mas nem gosto de falar muito disso não, para que ninguém se iluda com este elenco, dos piores que o Galo já teve. Tem que mudar demais para 2020 para ficar razoável. O ponto conquistado foi excelente. Com mais dois, acredito que escapa da degola. Os mais assustados acham que mais quatro. “Cruz credo!”, como diz o Rogério Perez, meu chefe nos tempos do Hoje em Dia.

Vejo as notícias de que o Galo perdeu a dupla de “zaga titular” para o próximo jogo, contra o xará do Paraná. E daí? Dupla tão ruim quanto a reserva. Aliás, Réver não passa um jogo sem uma falha grave, e por vezes colaborando em gols adversários, como hoje. Assim como Leonardo Silva, joga no Atlético graças ao saudosismo de 2013. Erro absurdo que se comete. Passado é passado, precisa ser respeitado, mas idade pesa muito no futebol. Ainda mais para jogador que abusa demais da boa vida extra campo. Outra notícia que tanto faz como tanto fez: Otero, Martínez e Guga retornam no próximo jogo. Também, e daí? Qual deles faz alguma diferença? Qual deles tem sido útil de verdade ao time? Ou: qual é o mais inútil?

E o Cleiton? Muito bom goleiro, mas precisa jogar com seriedade. Parece que já se esqueceu da entregada contra o Corinthians que derrotou o Galo no fim do jogo em São Paulo por causa de uma reposição de bola pessimamente feita por ele. Dependendo do jogo e da situação, numa gracinha dessas ele acaba com a carreira. O torcedor não perdoa erros graves por molecagem.

Numa ótima iniciativa o time usou o uniforme todo preto no Maracanã, em alusão ao mês da consciência negra. Zumbi dos Palmares foi assassinado no dia 20 de novembro de 1695. Muito bom para lembramos novamente da idiotice daqueles dois irmãos, Adrierre Siqueira da Silva e Natan Siqueira Silva, racistas que agrediram vergonhosamente o segurança Fábio Coutinho no Mineirão no clássico contra o Cruzeiro.

Aliás, boa oportunidade para eu conhecer o Quilombo dos Palmares, já que estou por essas bandas de cá, a 340 Km de distância. Vou lá!

Comentários de dois jornalistas cujas opiniões eu respeito muito e recomendo. O paulista Celso Unzelte/ESPN: “O futebol do Atlético-MG, hoje, inexiste”.

O nosso belorizontino Mário Marra/Globo/CBN: “O futebol do Atlético é para lutar contra o rebaixamento até a última gota”.


Chico Fala #4: papo com Lélio Gustavo (parte 1)

 

Ainda outro dia, fui até a casa do grande amigo, ex-companheiro de bancada na RedeTV e na BH News, Lélio Gustavo. No papo, falamos sobre boas histórias e polêmicas da bola. Clique no play para conferir a primeira parte dessa prosa:

 

 

Veja também:

Chico Fala #1: Pelé

Chico Fala #2: Minas Esporte

Chico Fala #3: Histórias de Bernard e Bruno Henrique

 


Imagem do dia: o puxão de orelha do Caixa na Anita e a porrada da rádio de Criciúma no time da cidade

A força do rádio, turbinada pela invenção da internet. Quando surgiu a televisão muita gente previa que o rádio ia acabar. Pois é! A TV da forma como começou, aberta, é que está correndo o risco de desaparecer e o rádio cada dia mais forte, ganhando mais força ainda da forma que vem se aproveitando da internet, como mostram essas duas imagens que “viralizaram” mundo afora nos últimos dias. Numa, a equipe de esportes da emissora de Criciúma-SC, “p” da vida com a campanha ruim do Criciúma na Série B e mais ainda pela derrota no jogo em questão para o Figueirense.

Na outra, o Mário Henrique Caixa, “não aguentou”, e deu uma ótima cutucada na cantora Anita, pelo fato de ela menosprezar o autor da “Caneta Azul”.

Acima a porrada no time do Criciúma e abaixo o pau do Caixa na Anita.

É o poder da internet bem utilizada pelo rádio: uma emissora do interior do Brasil, conhecida até então apenas em sua região de abrangência, e outra, da mais poderosas do país, fazendo um barulho fenomenal, na mesma plataforma tecnológica.

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Imagem do dia: contra o Flamengo a confirmação da volta por cima do Luxemburgo

Clip É Uma Partida de Futebol

Futebol e rock sempre combinaram. Nesta foto, Samuel Rosa e Vanderlei Luxemburgo tocando juntos, tendo como testemunhas o saudosíssimo jornalista Oldemário Touguinhó (direita) (do também saudoso Jornal do Brasil), Candinho (na época, auxiliar técnico), o centroavante Ronaldo “Fenômeno”, ainda magrelo e o preparador físico Marcos Teixeira.

Estas fotos foram feitas por mim durante a Copa América de 1999, disputada no Paraguai. Foi no hotel Bourbon, onde a seleção brasileira ficou hospedada em Foz do Iguaçu nas fases iniciais. Coincidentemente a banda Skank estava lá também e tinha show na cidade. Aí rolou um encontro e até canja do Samuel Rosa e cia., com a comissão técnica da seleção e jornalistas.

O baterista Henrique Portugal (esq.), Samuel, um fã, Vanderlei e Candinho

Nessa maltratada foto, à esquerda do Samuel, está o locutor Silvio Luiz (da Band na época), eu (de boné) e o Henrique Portugal, além de outros hóspedes do hotel

Vanderlei Luxemburgo estava no auge entre os treinadores brasileiros e foi campeão da competição sem maiores dificuldades. Venceu o Uruguai na final por 3 a 0, em Assunção, dois gols de Rivaldo e um do Ronaldo. Aquela Copa América ficou marcada pelo surgimento do Ronaldinho Gaúcho, lançado pelo Vanderlei contra a Venezuela. Entrou no lugar do Alex e fez um dos gols na goleada de 7 a 0. O treinador caiu na seleção ao ser eliminado por Camarões na primeira fase da Olimpíada de Sydney no ano seguinte, mas a carreira continuou em alta, com destaque para a passagem pelo Cruzeiro, ganhando tudo em 2003, chegando ao ápice em 2005 ao ser contratado pelo Real Madri, onde não obteve sucesso. Entrou em baixa e muitos da imprensa diziam que ele não conseguiria mais emprego nos maiores clubes do país. Ledo engano. Pegou o Vasco na zona do rebaixamento deste Brasileiro, elenco fraco, mas conseguiu arrumar a casa e colocar o time para brigar na parte de cima da tabela. O grande jogo contra o Flamengo ontem, 4 a 4, foi um prêmio à luta dele para voltar a ter o trabalho reconhecido.

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Racismo no futebol: quando a radicalização pode dar certo e servir como exemplo

O Atlético reagiu bem contra a injúria praticada pela dupla racista infeliz, não só com a nota pública de repúdio, mas também excluindo-a dos quadros de sócio-torcedor Galo na Veia. Na vida, todo radicalismo é questionável, mas o Santos, que andou vivendo situações semelhantes, se cansou das reincidências e radicalizou, em função do caso mais recente. Foi em outubro, depois que o Thiago, do Ceará, deu entrevistas denunciando que o volante Fabinho fora vítima da imbecilidade de torcedores na Vila Belmiro, porém não percebida pela arbitragem nem imprensa. Ocorrência nem registrada na súmula do jogo. O Santos soltou a seguinte nota: @SantosFC “Se você é racista, preconceituoso ou xenófobo, por favor não compareça aos jogos do Santos FC, não seja sócio-rei e não use nossos produtos oficiais. Melhor ainda: deixe de torcer para o Santos. Você não merece esse clube e não é bem-vindo em nossa casa. Nossa arquibancada é espaço para quase todos: temos santistas de todas as raças, idades, origens, moradores de todas as partes do Brasil, gêneros, diferentes posições políticas, opções, gostos e credos. Só não temos espaço para preconceituosos”.


Racismo é por falta de educação formal e familiar que impera no Brasil desde os tempos da colônia

Não tenho a menor dúvida de que a impunidade é a maior responsável pela absurda repetição de crimes no Brasil, especialmente nos estádios. Eu que sou ligado ao futebol desde criança já me cansei de ver, falar e escrever a respeito. Repetitiva e lamentavelmente. E a raiz de tudo é a falta de educação formal e familiar que impera no Brasil, desde os tempos da colônia. Mesmo graduado em Direito e Jornalismo só passei a entender em profundidade o comportamento do mineiro e do brasileiro, depois de ler a trilogia do Laurentino Gomes, 1808/1822/1889. Todo mundo deveria ler. No 1889 ele deu uma importante pincelada sobre a escravidão, emocionante, que arranca lágrimas até no cidadão menos sensível. Lançou mês passado “Escravidão”, primeiro volume de uma nova trilogia, que já adquiri e vou devorar semana que vem, quando estarei de férias.

Neste último clássico no Mineirão tivemos mais um caso de covardia discriminatória, em que dois irmãos externaram o seu racismo contra um segurança. O que mais lamento na história toda é que a vítima já perdoou o a agressão em entrevistas, ontem, antes mesmo dos infelizes pedirem desculpas ou se entenderem com a justiça. Ora, ora! Enquanto não tivermos exemplos de punição à altura para crimes como este, não teremos um paradeiro nisso. No Brasil vivemos a cultura do “coitadinho”, incentivada por grande parte da imprensa. Desde criança aprendi com meus pais que sou responsável pelos meus atos e que tenho que enfrentar as consequências do que faço.

Criminoso de qualquer ordem precisa pagar pelo crime para que o exemplo desestimule potenciais marginais de seguir o mesmo caminho. Em 2014 o goleiro Aranha, do Santos na época, foi vítima em Porto Alegre num jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil, e agiu de forma exemplar. Denunciou o fato e esperou que a torcedora agressora enfrentasse as consequências, para só depois, falar em perdão a ela:

– Vai ter de pagar. Queriam que eu desse o perdão sem ela me pedir desculpas. Acompanhei todo o caso, os amigos dela mostraram que ela não é racista, mas ela sumiu, deletou perfis das redes sociais, não falou com ninguém. Demorou muito tempo para tomar uma atitude. Pelo menos (a polêmica) ajudou a causa (contra o racismo). Como cristão, como ser humano, precisava do pedido dela para desculpar. Isso não quer dizer que eu não quero que a justiça seja feita. Ela errou, tem as consequências – disse o goleiro, disse o goleiro em entrevistas.

Ela perdeu o emprego, encarou o processo judicial, passou um aperto danado. Duvido que repita o ato, mas outros repetiram e repetem Brasil e mundo afora, como estes dois, domingo no Mineirão. Precisam pagar pelo que fizeram e que a punição a eles seja mostrada ao máximo, para que outros fiquem intimidados a agir como eles agiram.

Se não for assim, o Eduardo Silva Gomes, comentarista aqui do blog, continuará tendo razão no que ele escreveu: “Brasileiros são todos iguais, julgam, mas cometem os mesmos erros. Os que julgam hoje, são os delituosos de amanhã. Arremessador de garrafas e injúrias racistas vão existir sempre. Hoje, foco dos noticiários, amanhã ninguém mais se lembra e outros casos virão. Lembram da torcedora do Grêmio? Lembram da torcedora do Inter? Lembram do caso Tinga? Agora surgiram os casos Balotelli e Tyson. E tudo continua como antes no quartel…”

Recomendo a todos, especialmente a estes dois flagrados em racismo no Mineirão, que leiam com muita atenção à nova obra do Laurentino Gomes. 


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