Blog do Chico Maia

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Grêmio conta com aperto financeiro do Cruzeiro para levar Thiago Neves, mas Arrascaeta poderá evitar

Informações e análise do Diogo Olivier, no blog dele no portal Zero Hora/Rádio Gaúcha:

* “Por que é errado dizer que Thiago Neves é caro para o Grêmio”

É um investimento alto, mas direção tem de pensar que um jogador assim vale por dois, se Luan virar falso 9. Quanto custaria ter de comprar um meia e um centroavante que faça gols?

Venho insistindo na tese de que Thiago Neves, 33 anos, não seria extravagância financeira. Ele resolveria dois problemas: a do criador e do finalizador. Sem Jael e André seguirem mal, bastaria empurrar Luan para frente, reeditando o modelo vencedor (com futebol envolvente) da Copa do Brasil de 2017.

Quanto o Grêmio gastaria tendo de contratar um meia e um centroavante que faça gols?

O problema é que o Cruzeiro está devendo uma vela para casa santo.

Para colocar salários e prêmios em dia este ano, o Cruzeiro contraiu empréstimo bancário de R$ 50 milhões. E os juros? Adiantou dinheiro da TV. Terá de vender alguém para garantir liquidez agora.

Ou Arrascaeta, por R$ 90 milhões, ou Thiago Neves (R$ 30 milhões é a multa, mas daqui a pouco o Grêmio arremata por menos). Há o recurso de tentar colocar jogadores no negócio e buscar um investidor acenando com percentuais de nomes da base, como o clube fez para repatriar Giuliano ou trazer o equatoriano Bolaños.

Se vender os dois, a torcida derruba nas ruas o presidente Wagner Pires de Sá. Em tese, vende o uruguaio, respira e fica com Thiago Neves.

Mas nunca se sabe: em futebol, tudo sempre pode mudar. O executivo André Zanotta não estaria em Belo Horizonte para tomar chope na Savassi.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/diogo-olivier/noticia/2018/12/por-que-e-errado-dizer-que-thiago-neves-e-caro-para-o-gremio-cjphe5kre0k5101rx8rkxeiwt.html


Ótima final em quase todos os aspectos!

Chutaço do Quintero, empate do River e o Igor Tep da 98FM twittou: “Goleiro do Boca tá com bracinho de tiranossauro? Estica o braço, feladaputa”.

Não caro, Igor! Essa bola era indefensável. Pela distância, pela força do chute e acima de tudo pelo “elemento” surpresa. Mérito absoluto do chutador.

Só lamento que essa decisão da Libertadores tenha sido em Madri por causa de selvageria de marginais vestidos de River, mas além de ter sido um grande jogo, os dois times ganharam mais visibilidade mundial. Todo o futebol Sul-americano acaba ganhando com essa aparição global.

De certa forma foi um ensaio para a final em jogo único e país neutro que a Conmebol passa a adotar em partir de 2019.

Ao contrário das lamentáveis cenas fora de campo, comuns a quase todos os países da América do Sul, River e Boca fizeram um jogo bonito, limpo. Apresentando talentos de lado a lado. Mostraram que o futebol do nosso continente continua bom de ser ver. O argentinos são muito habilidosos. Produzem menor quantidade de craques que o Brasil, pela óbvia razão populacional, mas têm um toque de bola, velocidade e acerto de passes que encantam.

Enquanto teve fôlego o Boca Juniors foi superior em campo e a abertura do placar por meio do Benedeto mostrou isso. Belíssimo tento. Mas o River voltou pro segundo tempo babando de vontade de empatar. E torci para que isso ocorresse para que houvesse prorrogação e o espetáculo continuasse. Essa é a vantagem de o seu time do coração não estar envolvido.  Você quer ver é o show, não importa quem será o vencedor. Pois Lucas Pratto cuidou de nos presentear com mais bola rolando, ao empatar aos 22 do segundo tempo. Quintero virou na prorrogação e torci para que o Boca empatasse pra que a decisão fosse para os pênaltis. Mas não deu. O River foi competente para garantir a vitória com direito ao terceiro gol se aproveitando do desespero do Boca, cujo goleiro Andrada se mandou para o ataque e deixou o gol vazio para o Pity Martínez marcar.

Algumas considerações muito interessantes que sugiro às senhoras e senhores do blog:

Vinicius Grissi‏ @ViniciusGrissi: “o treinador guardou todos os piores fisicamente pra prorrogação. Jumento!”

Andre Rizek‏ @andrizek: “Tô só esperando o fim do jogo para lembrar que, aos 17 do segundo tempo, ganhando o jogo, o Boca tirou o melhor jogador da Libertadores, Benedetto, para colocar o Abila em campo. Coisas assim não podem ficar impunes…”

É, o comandante do Boca, Guillermo Barros Schelotto não foi feliz esta tarde, mas não o vejo como um “jumento”. É da prateleira de cima, mas errou no jogo e na hora errada.

Mas a bola da vez entre os treinadores é o comandante do River, conforme lembrou o Marcos Bertoncello@mbertoncello_: “Marcelo Gallardo no comando do River Plate:

229 jogos

118 vitórias

65 empates

46 derrotas

378 gols marcados

205 gols sofridos

62% de aproveitamento

9 títulos.”

Precisa dizer mais alguma coisa?

Foto: Matthias Hangst/Getty Images

O ótimo Benedetto fez o gol e comemorou zoando, mas o River riu por último.


Cruzeiro fala em acordo com o Galo para duas torcidas nos jogos de 2019 e vai “barganhar” reforços

Foto: Uarlem Valério/O Tempo

Essas e outras informações na entrevita que o vice de futebol, Itair Machado, concedeu à Rádio Super Notícia FM:

* “Itair Machado planeja reforçar Cruzeiro mediante trocas de jogadores”

Em sua entrevista na Rádio Super Notícia FM, na tarde desta quinta-feira (29), o dirigente explicou como irá ‘barganhar’ para conseguir bons reforços

Apesar de não citar os nomes dos possíveis reforços, o dirigente falou sobre os atletas que podem entrar nessa ‘barganha’

https://www.otempo.com.br/superfc/cruzeiro/itair-machado-planeja-refor%C3%A7ar-cruzeiro-mediante-trocas-de-jogadores-1.2074221


Acidentes aparentemente simples que mudam vidas e nos fazem pensar

Laís Souza (esquerda) em foto do portal Terra

Acidentes aparentemente simples costumam mudar de forma dramática a história das pessoas. Quando são atletas e famosas proporcionam um choque especial e faz com que todos nós pensemos na vida e em tudo o que nos cerca. Resta torcer para que se recuperem e que retomem as suas vidas da melhor forma.

Dia 29 próximo se completarão cinco anos do acidente do ex-piloto Michael Schumacher, que fazia um passeio de esqui em uma montanha nos Alpes franceses. Ficou em coma induzido e até hoje a condição dele é um mistério já que a família não se pronuncia a respeito.

No dia 27 de janeiro de 2019 serão cinco anos de tragédia semelhante com a brasileira Laís Souza, ex-ginasta, que se chocou contra uma árvore em Salt Lake City/EUA, também praticando esqui. Teve lesão grave na terceira vértebra da coluna, que a deixou tetraplégica. A Folha de S. Paulo fez uma entrevista com ela em que conta sobre  o seu dia a dia e os planos para o futuro:

* “Sem pensar no esporte, Laís Souza planeja filho e velhice tranqüila”

Quase cinco anos após acidente e preocupada com dinheiro, ex-ginasta sonha em ter filho

Alex Sabino – Vila Velha/ES

Laís Souza, 29, carrega no corpo as marcas dos anos como atleta. No tornozelo direito está a tatuagem com arcos olímpicos e referências aos Jogos de Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012). Ela participou dos dois primeiros e foi cortada do último após fratura na mão. Um pouco acima, no joelho, a grande cicatriz é uma lembrança das 12 cirurgias no local. Foram 17 no total durante a vida de ginasta.

Sentada em sua cadeira de rodas, vigiada o tempo todo pelo cuidador, que chama carinhosamente de “Baiano” ou “Nêgo”, Laís afirma estar feliz como nunca esteve nos últimos quatro anos. (mais…)


Dentro e principalmente fora de campo, os erros mais graves que levaram o América ao rebaixamento

Tradicional americano presente em quase todos os jogos do América, Márcio Amorim escreveu para o blog:

“Caro Chico e amigos!
Todos os comentários que li são pertinentes. Somos vítimas de acontecimentos imponderáveis. Fui crítico ferrenho das contratações do América e cheguei a preocupar-me com o fato de poder estar cometendo algumas injustiças com alguns profissionais, incompetentes, mas, possivelmente sérios e bem intencionados.Não amaciei para o Juninho, jogador de três pulmões e nenhum miolo, talvez o melhor representante de uma leva de inúteis, já faz tempo ; não amaciei para Magrão, Aderlan, Mateus Ferraz, Giovanni e critiquei até o He-Man. E o Luan? Ah! o Luan… o mais criticado… o mais vaiado… pega uma bola, a mais importante do ano, coloca debaixo do braço e vai para a marca do pênalti como a dizer: quem me vaiou vai ter de me engolir…

Com o Adilson, desculpe-me, meu caro Chico, havia jogos em que todos estavam em campo. O Adilson chegou a colocar à disposição do time de aspirantes as pérolas da base: Zé Ricardo e Cristhian. Como “Adilson Batista foi o menor dos culpados”?

Quem jogou fora os três pontos que transformariam o jogo de ontem em amistoso, em casa, contra o falecido Paraná? Naquela amaldiçoada tarde, o América caiu. A sequência seria terrível; cinco jogos, sendo três fora, contra dois poderosos que lutavam pelo título entre si – Inter e Palmeiras – e o protegido da CBF, que lutava contra o rebaixamento.

O jogo contra o Paraná foi o divisor de águas. Pelo time que o autointitulado Prof. Pardal pôs em campo, naquela maldita tarde, tive lampejos de voltar para casa e não entrar no estádio. Um moleque na verdadeira extensão da palavra. Irresponsável que se achava o deus do raio e do trovão.

Pior: uma diretoria conivente com a molecagem do Adilson, mantendo-o por dez jogos seguidos, sem ganhar de ninguém – nem do Paraná que, àquelas alturas, era menos do que “ninguém”. Uma diretoria sem uma voz ativa e forte, por vezes, necessariamente destemperada, que colocasse o treinador no seu devido lugar, a rua, assim que começou com suas invencionices e os resultados não apareciam. Não! Teve de esperar dez jogos e a vaca ir literalmente para o brejo, depois do vexame contra o Paraná.

Para não perder o costume, começava ali a sessão chacota para que não se perdesse o costume,

Como veem, não estou com chororô inútil. Preciso desabafar e, ao mesmo tempo, ajudar. Encerro, dirigindo-me, neste espaço humilde, a quatro personagens, agradecendo-lhes pelos desserviços prestados, pedindo humildemente que desapareçam da vida do América e dos americanos: a diretoria, o Drubscky, que tentou a ressurreição, o Adilson Pardal e este câncer chamado de “empresário” que empurra goela abaixo da torcida atletas medíocres, refugos, e impõe a escalação de suas pérolas.
Grande abraço!

Márcio Amorim


O papelão do Rafael Moura, recordista em rebaixamentos entre os jogadores brasileiros

O jornalista Vinícius Dias escreveu ontem logo após a queda do América: “@dias_vinicius_Vitória (2004), Paysandu (2005), Goiás (2010), Figueirense (2016) e América (2018). Quinto rebaixamento de Rafael Moura nos pontos corridos. Recordista.”

Cobrador oficial de pênaltis do time, inexplicavelmente passou a missão para o Luan. Hoje escreveu no Instagram que foi por “amizade” com o Luan.

O comentarista do blog, Roger Campos escrevey: “Alguns já questionaram o porquê do Rafael não ter batido o pênalti. Muito estranho. Para mim ele refugou. Foi jogador do Fluminense e não queria ser o algoz de um possível rebaixamento.
Daí sobrou para o Luan, que é fominha e metido o suficiente para bater. Errou e a culpa maior é do R.Moura, baseado nessa minha teoria.”


Luan é o vilão da hora, mas o principal motivo da queda do América foi a troca equivocada de comando durante a Copa do Mundo

Foto: Daniel Hott/América

RenatoAlexandre‏ twittou: @renato7dias: “O He man é o batedor de pênalti e numa decisão aparece esse Luan pra cobrar. Tem que cair mesmo @AmericaMG

O Thiago Reis,‏ da Itatiaia foi mais duro: @thiagoreisbh “Pênalti decisivo no Maraca. Jogo vale 50 milhões! Quem vai pra cobrança? Quem treina todo dia e é o batedor oficial?!? Nãooooo, um curioso que resolve querer bancar o herói. Ok! Ele vai afundar o pé!!! Nãooooo, ele bate a meia altura e recua para o goleiro… vai para putaquepariu”.

Justamente o Luan, o jogador mais antipatizado pela torcida do América.

Mas esse jogo contra o Fluminense foi apenas o desfecho para erros estratégicos cometidos pelo Coelho. Se não conseguiu segurar o Enderson Moreira não deveria ter efetivado Ricardo Drubsky no lugar. Ele não tinha encerrado a carreira de treinador para se tornar diretor? Principalmente naquele período da Copa do Mundo, que serviu de “inter temporada” para os clubes se arrumarem. Perda de tempo e na sequência perda de pontos fundamentais. Adilson Batista foi o menor dos culpados.

Vida segue. Que acerte com o Givanildo Oliveira para que ele monte um time em condições de pegar o elevador retornar para a Série A de 2020.


Ufa! A sexta vaga é do Galo. Agora é montar time e deixar o Levir Culpi trabalhar

O suado sexto lugar do Atlético foi de tensão o tempo todo durante os dois jogos decisivos e nas últimas rodadas. Os adversários ajudando, o próprio Galo não fazendo a parte dele e este sufoco de ter de torcer pelo Flamengo contra time misto do Atlético-PR, que fez uma partida fantástica e mereceu a virada no Maracanã, diante de 62 mil 964 pagantes.

Felizmente nestes jogos finais Cazares resolveu justificar o salário que recebe e a esperança que a torcida tem nele. Foi fundamental pela bola que jogou e por gols como o de hoje. Apesar da queda no returno o ataque atleticano é o terceiro mais eficiente do campeonato com 56 gols marcados, perdendo para o Palmeiras, 61 e Flamengo 59. Em compensação a defesa é uma peneira. Tomou 43 gols e por isso, caso o Botafogo empatasse, a vaga na Libertadores estaria perdida, porque o xará paranaense tem quatro gols a mais de salddo.

Essa zaga com Leonardo Silva de quase 40 anos e Maidana, ruim demais, não tem a menor condição de ser a titular de time nenhum que sonhe vôos mais altos. Leonardo ainda pode ser útil para uma meia hora final, quando igual a hoje, o time estiver precisando segurar um resultados. Ele tem fôlego para 30 minutos de alto rendimento. Maidana tem fôlego para correr duas maratonas seguidas, mas não tem futebol; aí não tem jeito.

Fala-se na manutenção do Marques como diretor de futebol. Que assim seja. Com Levir Culpi monitorando as contratações e dispensas o diretor pode ser qualquer um, basta não atrapalhar. Levir não o deixará gastar fortunas com pernas de pau ou ex-jogadores em atividade.

Acredito na competência e bons relacionamentos do Levir país afora para conseguir montar um time competitivo para 2019. É disso que o Galo está precisando. Com um time confiável a torcida empurra, como empurrou Thiago Larghi e essa turma aí, que a duras penas conseguiu chegar em sexto.

Aliás, virou mania dizer que “pro Galo tudo é mais difícil”. Nada a ver. Não há nada fácil para ninguém e nenhum time. Fica difícil desse jeito quando a diretoria contrata as pessoas erradas. Contrate certo e as dificuldades serão menores.


No futebol e na política, “farinha pouca, meu pirão primeiro”, mas o apóstolo nos exorta a “Examinar tudo, e reter o que é bom”.

Imagem: fadebate.com.br

Nestes momentos que antecedem a jogos importantíssimos para Atlético e América na últtima rodada do Brasileiro, abri mensagem e-mail do Alexis Campos Alves, que sempre envia ótimos comentários. Ele enviou no início de outubro mas infelizmente só agora acessei. Mas vale sempre o ditado “antes tarde do que mais tarde” e o assunto continua atualíssimo. Coincidentemente eu vinha pensando escrever sobre o mesmo assunto e concordo com ele. Nós da imprensa mineira às vezes exageramos na condenação de árbitros por possíveis erros contra nossos clubes. Costumamos concordar demais com jogadores, treinadores e dirigentes na transferência de suas eventuais falhas e incompetências para a turma do apito.

Obrigado ao Alexis e veja que texto interessante:

* “Prezado Chico,

clubes colocarem na arbitragem a culpa por uma derrota ou eliminação está tão previsível, no Brasil, quanto as campanhas eleitorais, nas quais cada facção – direita, centro ou esquerda – coloca nas outras a responsabilidade pelas mazelas que assolam nosso país. Diante da inexistência de argumentos plausíveis, de autoavaliação e do senso crítico, acaba sendo compreensível tal ato, embora, nem sempre, as explicações sejam verdadeiras ou justificáveis – tanto no futebol quanto na política.

Apesar de ser professor, formado pela Faculdade de Letras da UFMG, convivi com muitas pessoas na FAFICH, várias que cursavam Jornalismo. Lembro-me de um dia em que brinquei com uma amiga estudante de Jornalismo, dizendo-lhe que a imprensa era o “quarto” poder, numa crítica à parcialidade de determinados setores da imprensa na informação e formação de opinião. Fiquei surpreso ao ser corrigido por ela, que me afirmou ser a imprensa não o “quarto” poder, mas o “primeiro”.

Sempre critiquei a imprensa bairrista de Rio e São Paulo no que diz respeito ao futebol – melhor nem falar de Política, senão o assunto rende demais… Entretanto, nos últimos tempos, tenho me sentido incomodado com as transmissões esportivas da supostamente mais tradicional rádio de Minas. O assunto “arbitragem” é explorado em todas as nuances possíveis antes, durante e depois do jogo. As perguntas feitas aos atletas, treinadores, dirigentes e torcedores são sempre direcionadas por esse viés: os clubes mineiros foram “operados” pela arbitragem. Nem sequer se dão ao trabalho de ver o lance na tela e, quando veem, tentam ajustar a imagem aos comentários emitidos, e não o contrário.

Árbitros erram – com ou sem intenção. Políticos cometem equívocos – com ou sem dolo. Um ex-jogador e até pouco tempo comentarista numa emissora de TV foi demitido por criticar a parcialidade e a maneira passional com que os repórteres setoristas trabalham. Sou um defensor contumaz da democracia, da liberdade de imprensa e de opinião. Mas acredito que precisa haver uma postura mais comedida dos profissionais de imprensa, sem exasperações tendenciosas. E também creio que urge um posicionamento criterioso de quem ouve, lê, assiste, “consome” as notícias. O Apóstolo Paulo nos exorta a “Examinar tudo, e reter o que é bom” (I Tessalonicenses 5.21).

As diferenças são importantes, o contraditório é salutar. E o domínio próprio é essencial a fim de se evitar entrar na onda extremista para a qual a humanidade caminha a passos largos  –  seja na política, no futebol ou na vida.

Abraço!

Alexis Campos Alves”


Mando de campo de Atlético x Cruzeiro em 2019 e a final da “Colonizadores” da América

Informações e comentários do Fernando Rocha na coluna dele no Diário do Aço de Ipatinga:

*”Surpresa na decisão tomada pela Conmebol, em comum acordo com os dirigentes do River e Boca, ao marcar a decisão da Libertadores para a Espanha, dia 12 próximo, no estádio do Real Madrid. Estranho, sobretudo o Boca Juniors aceitar jogar a final, pois certamente ganharia o título nos tribunais sem ter de jogar, como em 2015, quando foi eliminado da disputa por causa de atos violentos praticados por sua torcida, contra o próprio River Plate.

·        Infelizmente nessa hora o dinheiro fala mais alto e entre Miami nos Estados Unidos, Doha no Qatar, onde será realizada a próxima Copa do Mundo, a grana oferecida pelos espanhóis foi mais interessante, embora seja o pior lugar, pois se trata do país que colonizou toda América do Sul, à exceção do Brasil, dos países que disputam a Libertadores.

·        Nas redes sociais a repercussão foi gigante, com a divulgação de memes com gozações e citações hilárias. Até o nome da maior competição do continente foi alterado para “Taça Colonizadores da América”. De fato, devem ter se revirado no túmulo, Bernardo  0’Higgins( Chile e Peru); José San Martín(Argentina, Chile e Peru)); Simon Bolívar (Colombia, Venezuela, Equador e Panamá ); Antonio José de Sucre (Venezuela, Equador, Bolívia e Peru), heróis da independência dos nossos  vizinhos “hermanos”.

·        Itair Machado, vice-presidente de futebol do Cruzeiro, esteve na última quinta-feira nos estúdios da rádio Super Notícia FM, em Belo Horizonte, onde concedeu uma entrevista aos nossos companheiros Arthur Morais, Lélio Gustavo, Oswaldo Pequitito, entre outros, fazendo revelações interessantes ao torcedor celeste. Não confirmou nenhum reforço, mas promete contratar na base de trocas dois laterais, um meia e um atacante de velocidade. Disse que a dívida do clube beira meio milhão de reais, semelhante ao que deve o maior rival Atlético. E que aceitou todas as exigências da diretoria do Galo, para que os clássicos entre os dois no próximo ano, sejam disputados com torcida e renda divididas. “Só trazer o papel que eu assino”, disse.”

*  Fernando Rocha – Diário do Aço


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