Blog do Chico Maia

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Falou bobagem 1

O Lélio Gustavo é quem gosta de perguntar: “Falei alguma bobagem?”. Raramente ele fala, mas ontem o representante oficial da CBF falou uma bobagem gigante num papo com o companheiro jornalista Bob Fernandes, no hotel da seleção, em Joanesburgo. É o Coronel Nunes, nomeado “chefe da delegação” pelo presidente Ricardo Teixeira. Disse que “se isso aqui é um teste, a África do Sul não deve ser sede da Copa do ano que vem”. Primeiro, que vai ser aqui e fim de papo. A FIFA já bateu o martelo! Segundo, que o comentário foi totalmente infeliz, especialmente dele, que foi Secretário de Segurança do Pará, e atualmente presidente a Federação de lá.


Não engolem

Alguns companheiros da imprensa de São Paulo que estão aqui insistem em não reconhecer a competência dos clubes mineiros na disputa direta contra os clubes deles. Pela Libertadores, estão dizendo que o Cruzeiro “deu sorte” porque pegou o São Paulo está  em baixa. No brasileiro, dizem que o Galo ganhou do Santos com a ajuda do árbitro e que o time do Celso Roth não passa de um “cavalo paraguaio”. Fazer o quê?


Até na do Bispo

Fachada da residência do Bispo Desmond Tutu, no Soweto

Fachada da residência do Bispo Desmond Tutu, no Soweto


Barroco e barraco

Alguém disse, com toda a razão que no Brasil “o ouro trouxe o barroco, e o minério o barraco”. Nas belíssimas paisagens da África do Sul a história se repete, só que sem o barroco. Ao longo das excelentes estradas deles pode se ver mineradoras que exploram platina, carvão, silício e outros metais preciosos, ao lado de barracos de lata e adobe. De quilômetros em quilômetros se vê também condomínios de luxo, cercados por grandes muros, cerca elétrica e arame farpado.


Conversa fiada

Placa em bares de Joanesburgo

Placa em bares de Joanesburgo

Na maior cara de pau o Ministro da segurança da África do Sul e o chefe do comitê organizador da Copa, falaram que está correndo tudo bem na Copa das Confederações, e que os problemas de furto no hotel do Egito e do Brasil foram “fatos isolados”. Conversa fiada, a mesma que todo brasileiro está acostumado a ouvir dos políticos verde-amarelos. Aqui, o bicho pega e quem dá bobeira dança mesmo! 


A GaloSampa insistiu

Faixa da torcida de atleticanos que moram em São Paulo

Faixa da torcida de atleticanos que moram em São Paulo


Bandeira e faixa retiradas

A Fifa mandou retirar todas as bandeiras durante o jogo

A Fifa mandou retirar todas as bandeiras durante o jogo


América com bandeira em Pretória

Uma bonita bandeira do nosso América ficou estendida apenas os sete minutos iniciais de Brasil x Itália. Estava localizada bem diante das câmeras de TV, do lado do goleiro Buffon. Ao contrário de todas as Copas, a África do Sul está reprimido bandeiras e faixas que não sejam dos países que estão em campo. Nada de nenhum clube. Nos primeiros jogos houve tolerância, mas ontem, todas foram retiradas, inclusive do Atlético, Corínthians, Santos e Flamengo. Quem insistia podia ser expulso do estádio. As autoridades alegam tratar-se de precaução contra manifestos terroristas.


Dunga finalmente enxergou!

Depois do jogo contra os Estados Unidos, Kaká, Robinho e Felipe Melo falaram a mesma coisa sobre a entrada do Ramires, pela primeira vez como titular da seleção brasileira: “ele torna o time mais ofensivo, devido à sua capacidade de articulação e movimentação em campo”. Mas só agora, depois de um ano de comentários quase unânimes da imprensa do país é que o técnico Dunga está se conscientizando disso. Mantido no time contra a Itália, o ex-jogador do Cruzeiro não apareceu tanto quanto no jogo contra os norte-americanos mas, de novo, teve uma grande atuação. Com ele o time se solta e sua condição física permite que corra o campo todo.

E que time feio, esse da Itália! Nem parece que é o atual campeão do mundo.

 


Em boas companhias

A primeira foto publicada neste blog, onde apareço ao lado do Marcel Desailly, é de autoria do Eugênio Sávio, um dos grandes nomes da fotografia do Brasil. Estamos juntos em mais uma grande cobertura, a exemplo da China ano passado, Alemanha 2005 e 2006, França 1998 e Estados Unidos em 1994. Temos rodado pela África do Sul, junto com o Fernando Valeika, outra fera do jornalismo brasileiro, que dentre outros grandes feitos profissionais já entrevistou Yasser Arafat para as páginas amarelas da Veja.

Eugênio Sávio, Chico Maia e Fernando Valeika

Eugênio Sávio, Chico Maia e Fernando Valeika


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