Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Palco da festa para a cidade vencedora

Praça principal de Copenhague, preparada para a festa da cidade que vencesseEUROPA2009 403EUROPA2009 402


O criador do “Patinho feio”

Estátua de ChristianShavn, famoso escritor dinamarquês, autor, dentre outras obras, de o “Patinho feio”, na Praça principal, marcando presença na festaEUROPA2009 409


Santa tecnologia!

A tecnologia quebra o galho de todo mundo. Repórter norte-americano envia tranquilamente seu material, sentado ao lado da confusão da festa na praçaEUROPA2009 411


Homenagem aos amigos do Skal

Lembrei-me dos nossos amigos do Skal Internacional, em especial do presidente em Belo Horizonte, Mauro Ribeiro, do José Maurício Miranda Gomes, grande presidente da ABAV-MG, Saulo Fróes, da Lokamig, Herman, Prota, e do Luiz Carlos Alves, que foi a primeira pessoa a me levar a uma reunião do Skal, há muitos anos atrás.

EUROPA2009 395

EUROPA2009 394

A palavra é de origem sueco-dinamarquesa e tem o sentido voltado à felicidade, confraternização, amizade, enfim, essas coisas que são a razão de ser do Skal como clube de amigos ligado ao setor do turismo.

 

Fotografei o prédio por causa da palavra, mas ninguém, a quem eu perguntei aqui, soube me dizer que eifício é esse.


Ausências sentidas em Copenhague

Jornalista Cláudio Mota, gente boa, assessor de imprensa do COB, presente em todos os momentos olímpicos importantes, sempre colaborando com os companheiros do país inteiro. Perguntou: “Cadê o Piranha?”, referindo-se ao nosso amigo, jornalista Ivan Drumond, do Estado de Minas, que não veio nessa.EUROPA2009 387 O Cláudio apresentou-me ao Saint-Clair, chefe do comitê de imprensa da candidatura Rio’2016, que perguntou pelo Eduardo Murta, do Hoje em Dia, gente boa demais da conta, que também não esteve nessa.

Mobilização por causa do homem

Cenas da cobertura da visita-relâmpago do Barack Obama: equipamentos e repórteres de plantão, espalhados pela cidade toda, por onde ele passaria e outros locais de interesse diretoEUROPA2009 372EUROPA2009 370
 

 


Pauleira de trabalho no dia da decisão

Centro de imprensa do Bella Center lotado no dia da eleição, sexta, dia 2 de outubro, e um jornalista gringo morto de sono, depois que varar a noite trabalhandoEUROPA2009 380EUROPA2009 375


Oportunidade para mostrar as caras

Muitas empresas e cidades estavam expondo seus produtos e suas marcas no Congresso do COI, que começou dia 1º e foi até ontem, dia 9.

Durban, umas das sedes da Copa da África do Sul’2010 e a Federação das Indústrias da Dinamarca, por exemploEUROPA2009 335EUROPA2009 334


Mudanças que o esporte é capaz de fazer

Daniela Sianlys é uma paulista, exemplo de como o esporte pode mudar para melhor a vida de alguém. Era presidente de uma das maiores empresas do país, da área química, e vivia viajando. Passava, em média, 250 dias do ano, fora de casa, especialmente no exterior. Estressada, acabou indo parar nas mãos do professor Nuno Cobra, um dos grandes mestres da educação física do Brasil. Radicalizou: trocou tudo pelo esporte, voltou para a universidade, porém para cursar educação física e desenvolve projetos sociais ligados à área. Perdeu 16 quilos e diz que encontrou a felicidade no esporte.

 

Tornou-se também voluntária em eventos esportivos em qualquer parte do mundo. Conseguiu a primeira oportunidade na Jordânia, onde bancou todas as despesas, já que, do Brasil, nunca teve nem respostas às suas solicitações de como atuar na função de voluntária. O COB descobriu que ela existe só agora, já que foi uma pessoa fundamental na assistência à imprensa brasileira no centro de imprensa do Bella Center. E o próprio COB sempre ignorou suas correspondências.

EUROPA2009 339


Christiania, o paraíso perdido

EUROPA2009 388

Um dos lugares mais diferentes que já conheci. A comunidade hippie mais organizada e mais famosa do mundo, mas, sinceramente, eu nunca tinha ouvido falar e só vim a conhecer por uma feliz coincidência: recebi e-mail da Christiane Mello, dizendo que morava em Lund, cidade da Suécia, vizinha de Malmoe, onde o ex-jogador do Atlético, Afonso, fez fama inicial na Europa.

Disse também que é de Belo Horizonte, atleticana, e quando morava com os pais, no Bairro Cruzeiro, não perdia nenhum programa “Minas Esporte”, da Band, onde eu participava de bons debates com o Flávio Carvalho.

Sugeriu que eu fosse conhecer “Christiania”, que era um lugar “fantástico”, e que valeria a pena. Também falou da cidade onde ela mora, Lund, e convidou-me para ir lá conhecer.

Resumindo: ela apareceu em Copenhague, levou-me a Christiania, ajudou-me como intérprete no centro de imprensa da Federação das Indústrias da Dinamarca, e no dia seguinte fui a Lund, que realmente é uma cidade sensacional.

Sobre Christiania, conclui que é uma espécie de Arraial D’Ajuda, na Bahia, porém, quando ela começou a ser descoberta por pessoas que queriam uma vida diferente nos anos 1970. Mas sem aquelas praias raras.

Peguei na internet um trecho do texto de Pablo Miyazawa e Thiago Guimarães, onde eles falam do lugar:

“Christiania – ou “Freetown” (cidade livre), como é chamada por seus moradores – comemorou 35 anos de sua existência em setembro de 2006. Fundada no auge do movimento flower power em uma antiga área militar abandonada no bairro de Christianshavn, tinha como objetivo ser “uma sociedade alternativa livre, baseada na convivência com o próximo e com a natureza”. Grupos de dezenas de dinamarqueses invadiram o terreno de 340 mil m2 pela primeira vez em 1969. O derradeiro movimento ocorreu em setembro de 1971, após o jornal alternativo Hovedbladet publicar em sua primeira página um artigo conclamando leitores a “ocupar em definitivo a área proibida” e a “construir uma nova sociedade do zero”. O espaço extenso demais e a enorme quantidade de invasores impediram que polícia e governo conseguissem intervir em tempo. Nascia o mais famoso caso de “experimento social” de que se tem notícia.
Autodenominada “o pulmão verde de Copenhague”, graças à vasta área de vegetação virgem que abraça seus domínios, Christiania é o lar de aproximadamente 900 pessoas que vivem sob um grupo de leis distintas do restante da Dinamarca. O modelo de autogestão praticado por seus moradores é a “democracia do consenso”, no qual as decisões essenciais surgem da concordância de todos os participantes de uma assembléia. Não há hierarquias: os christianistas participam ativamente da implantação do que é decidido coletivamente e resolvem em comunhão o destino do orçamento anual de quase 18 milhões de coroas dinamarquesas (aproximadamente R$ 6,7 milhões), obtido com a contribuição mensal dos moradores e os rendimentos dos negócios locais. Esta “caixinha” comunitária dá conta das despesas com eletricidade, água, esgoto, taxas municipais e ainda um conjunto de serviços que serve somente aos moradores de Christiania, como correio, creches, oficinas, asilos e um moderno sistema de coleta e reciclagem de lixo.”

 

Fotos? Só da portaria, e mesmo assim do lado de dentro para fora, já que é proibido pelos moradores e freqüentadores.