Blog do Chico Maia

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Mineiro, de Sete Lagoas, comanda o líder da Série B

Mesmo que o Atlético Paranaense caia este ano para a segunda divisão, o Galo não deverá ficar como o único “Atlético” na primeira de 2010. É que o de Goiás, tem tudo para subir, pois faz uma campanha impecável até agora. Está se desfazendo de jogadores importantes, como o zagueiro Gil, agora no Cruzeiro, mas é dirigido por um mineiro, competente, e nosso conterrâneo, de Sete Lagoas: Mauro Fernandes.


Campanha melhor que a do Corinthians na B

É grande a curiosidade em torno do Atlético goianiense, que lidera com folga, a Série B do brasileiro. Conheça alguns detalhes desse time, através do blog do Felipe Cândido, do jornal Diário da Manhã, da capital goiana.

“O Atlético tem melhor campanha que o todo badalado Corinthians em 15 rodadas da Série B.

32 pontos em 15 rodadas. A diferença é que o Dragão seria líder (isso mesmo, líder) pelo critério de desempate.

Simples assim.

São 10 vitórias contra 9 do clube paulista.

O Atlético também tem mais gols. São 33 contra 30.

Excelentes números que mostram que o Atlético está no caminho certo para um possível acesso. É só o time jogar da mesma maneira: comprometido, bem armado e com os pés no chão.

Números do Atlético e Corinthians:

Atlético                              Corinthians

Pontos: 32                                 32

Vitórias: 10                                 9

Empates: 2                                5

Derrotas: 3                                 1

Gols:     33                                 30

Gols S.  18                                 11

Para quem é de Goiás, Goiânia ou acompanha futebol há dois anos sabia que o Atlético iria fazer uma campanha boa na Série B.

A pergunta na verdade era: O Atlético vai ter força para o acesso? 

Será que ele não vai sentir a pressão de enfrentar um Guarani, fora de casa, ou um Vasco, no Rio?

Até agora a resposta é que sim. Ele vai ter cabeça.

E tudo isso é explicado pelo elenco competente que tem e sem invenções de moda de Mauro Fernandes.

Ele faz o simples. Sai Anaílson, entra Elias. Sai Elias entra Lindomar.

Sai Marcão entra André Leonel. Sai Brasão entra Juninho.”


Fórmula que não deu certo no Galo

Voltas que a bola dá! Valdir Espinoza agora é auxiliar técnico do Renato Gaúcho para tentar salvar o Fluminense, atual lanterna do brasileiro, da degola. Em 1994 a dupla ajudou a afundar a “selegalo”, onde Espinoza era o treinador e Renato uma das estrelas do time.

Neto, outro nome atleticano da época, hoje comentarista da Band, disse em entrevista a mim, durante a Copa das Confederações, na África do Sul, que quem mandava em 1994 já era o Renato. E que o Espinoza fumava cinco cigarros durante a preleção antes dos jogos.


América é tratado com respeito no Sul

Não há nenhum clima de guerra aguardando o América em Pelotas-RS para o primeiro jogo contra o Brasil, pela Série C do brasileiro. O Coelho terá muitas dificuldades, porém dentro de campo, mas os gaúchos estão respeitando a equipe dirigida por Givanildo Oliveira, que aliás tem campanha bem parecida na competição até agora.

Os jornais de Pelotas dão destaque normal ao jogo, até porque há outro clube da cidade na disputa, o Caxias, que vai enfrentar o Guaratinguetá nessa próxima fase.

O site do Brasil (www.brasildepelotas.com) destaca que faltam 764 dias para o “Centenário do Xavante”.

Veja o que diz o principal site gaúcho de notícias, o www.clicrbs.com.br

“América-MG será o adversário do Brasil-Pe na Série C

Time Xavante está a dois jogos da vaga na Série B de 2010

O Brasil de Pelotas já conhece seu adversário nas quartas-de-final do Brasileirão Série C: é o América-MG. Com a goleada do Caxias por 4 a 1 sobre o Marcílio Dias neste domingo, o Xavante ficou em segundo lugar no Grupo D e agora vai enfrentar o líder do Grupo C.

A primeira partida do mata-mata deve ser confirmada para o próximo domingo, dia 9, no Estádio Bento Freitas, em Pelotas. O jogo da volta, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, deve ocorrer na semana seguinte, dia 16.

Tanto Brasil quanto o América terminaram a primeira fase com 16 pontos, cinco vitórias, um empate e duas derrotas. O time gaúcho marcou 12 gols e sofreu nove, enquanto os mineiros marcaram os mesmos 12 gols, mas sofreram apenas seis.

O América é comandado pelo técnico Givanildo de Oliveira. O time base é formado por Flávio; Micão, Preto e Wellington Paulo; Evanílson (Danilo), Leandro Ferreira, Moisés, Luciano e Rodrigo; Elcimar e Euller. Este último, que já brilhou em times grandes como Atlético-MG, Palmeiras e Vasco e ficou conhecido como “filho do vento”, é a estrela da equipe.”


Fernandão é do Goiás

O centroavante Fernandão surpreendeu a todos ao anunciar que aceitara a proposta do Goiás para retornar ao futebol brasileiro. As pessoas imaginavam que ele voltaria ao Inter, onde é ídolo e por quem foi campeão do mundo. Pelo que li na imprensa gaúcha, a prepotência da diretoria do Colorado foi a causadora da escolha do atacante. Veja reportagem do jornal Zero Hora, de hoje:

 “É DO GOIÁS

Fernandão revela mágoa

Fernandão voltou para casa. Sua contratação foi anunciada ontem à noite, pouco antes das 20h, pelo Goiás. O capitão do Mundial de 2006 queria retornar para aquele que considerava o seu novo lar, o Beira-Rio, mas o Inter não o quis. Não foi o dinheiro que pesou – Fernandão receberá cerca de R$ 180 mil mensais por um ano e meio de contrato. Ele tinha ofertas milionárias de clubes paulistas. Mas o desejo de sentir-se em casa, após um ano no Catar, prevaleceu.

Aos 31 anos, Fernandão está decepcionado com o Inter. O anúncio da contratação pelo clube que o revelou foi feito por meio de Iarley, outro campeão do mundo com o Inter e mandado embora no ano passado. Iarley passeava pela sede do Goiás, quando recebeu um telefonema ligado a uma caixa de som. Na linha, Fernandão. Os dois conversaram por telefone, ao vivo, na frente de mais de 200 suspresos torcedores.

– Quando o Iarley perguntou ao Fernandão quando ele chegava, houve festa e muito choro entre os nossos torcedores – contou Syd de Oliveira Reis, presidente do Goiás.

Segundo Reis, a negociação se iniciou na quarta-feira passada, 48 horas antes da rescisão com o Al-Gharafa.

– Com Iarley e Fernandão, o ataque campeão do mundo, seremos campeões brasileiros – disse o dirigente.

Fernandão quase implorou para voltar ao Beira-Rio. Não recebeu qualquer oferta. No domingo, Fernandão recebeu um e-mail de Fernando Carvalho. Perguntava ao capitão se ele já havia fechado com algum clube. Foi informado que não. Mas não fez proposta alguma. Ontem, Carvalho se disse surpreso com a postura do jogador:

– Não vou discutir com os nossos ídolos. Tínhamos interesse em seu retorno. Não entendi a nota (veja o texto no site de Fernandão, ao lado). Tenho prova que manifestamos interesse por e-mail, mas não falamos em valores. Esperávamos o retorno dele ao Brasil para conversar. Não quero polemizar.

Minutos antes do anúncio do Goiás, ZH telefonou para Fernandão. Eram 19h no Brasil, quase 1h da manhã em Doha. Precisava confirmar a informação divulgada pelo canal ESPN Brasil, segundo a qual ele havia se acertado com o Inter. Estava em seu quarto, terminando de arrumar as bagagens, antes do embarque de volta para o Brasil.

– Não, não, não. Já tenho clube, o anúncio será feito em alguns minutos. Mas não é o Inter, infelizmente.

Logo depois, o site anunciou o Goiás.”

Do site de Fernandão: “Tenho duas casas, todos sabem. Uma me escancarou as portas, a outra me fechou. Não era e não está sendo por dinheiro”


Não larga o osso

As pessoas de bom senso não conseguem entender, e ficam se perguntando: que motivos levam um homem como o José Sarney, agüentar toda a pressão e execração pública, que está enfrentando e não deixar o poder de jeito nenhum? Na idade dele, que já conseguiu tudo o que queria da política, para ele e para o seus!  

O escritor e jornalista Ruy Castro, resumiu bem, em sua coluna, na Folha de S. Paulo, do dia 18 de julho. Confira: 

“Que nem amebas

RIO DE JANEIRO – Antes dos Sarney, um clã notório por formação de quadrilha, digo, formação de família, foi o dos irmãos Frank e Jesse James, no velho oeste americano. O cinema os imortalizou em vários bangue-bangues.
Sim, eles eram apenas dois, mas a família se compunha também dos irmãos Quantrill e Ford, três ou quatro de cada um. Juntos, usando máscara e aquelas sugestivas capas de viagem chamadas guarda-pó, eles assaltavam trens, bancos e diligências -não para dar aos pobres, mas para dar para eles mesmos, que também eram pobres, até que, com tantos assaltos, deixaram de ser.
Os Sarney, compostos do patriarca Ribamar e vários filhos, se expandem numa legião de netos, sobrinhos, genros, noras e cunhados, todos com gordos empregos públicos. Como as amebas, que se dividem e se multiplicam, os Sarney incluem também as namoradas deles e até os irmãos delas, numa insaciável fome de vagas no Senado -vagas essas que, uma vez ocupadas, tornam-se “da família”.
Embora pudessem se nomear uns aos outros, a dita conquista de espaços passa pelo crivo do Sarney mor, o qual cuida de que a família tenha também gente de fora, tipo cafeteiras e agaciéis, para garantir o funcionamento da ciranda. Que não se destina, evidentemente, à conservação desses empreguinhos, mas ao uso deles para o bom andamento dos negociões.
Um dia, Jesse James, o chefe da família, digo, da quadrilha, resolveu se aposentar. Sua cabeça estava a prêmio, e a recompensa por quem o entregasse, vivo ou morto, era polpuda. Bob Ford, um de seus asseclas, estava na pindaíba. Sabendo onde o ex-chefe morava, foi até lá e, disparando pela janela, matou-o pelas costas enquanto ele pendurava um quadro. Se Jesse tivesse se aferrado ao posto, conservando sua majestade, ninguém o trairia.”


Cachaça e Caçapa

Um dos correspondentes do nosso blog na Inglaterra, Rogério Braga, informa:

“Na semana passada te falei que o Manchester estava interessado em Douglas Costa, do Grêmio. Só que, no dia seguinte o Alex Ferguson disse não mais estar interessado no jogador, de 18 anos, pois teve informações que ele estava dirigindo bêbado aí no Brasil, sem carteira, e gosta de chegar atrasado nos treinamentos. Aí, pegou mal…

Já Cláudio Caçapa, não ficou aqui porque estava ganhando muito, e não jogando nada, em um time que ainda está em crise de técnico. Ninguém quer dirigir o Newcastle.”


Vergonha

Como pode, um dos políticos sérios do país como o Senador Pedro Simon, ser encarado por dois sujeitos como Fernando Collor e Renan Calheiros? E é inacreditável como essa turma do Sarney ainda consegue tanto espaço na imprensa, que está dando o mesmo tratamento a todos eles, jogando o Simon na vala comum.

Eta Brasil!


Acontecimentos sinistros

João Duarte é um dos cruzeirenses mais bem informados que conheço, com fontes fortes no clube. Mandou hoje um e-mail enigmático. Confira:

“Muito sinistra a sequência de expulsões no Cruzeiro.

E mais sinistros ainda os desfalques constantes a que o time vem se submetendo… O Departamento Médico vive cheio, absurdamente cheio.

Colocar nos ombros do Adilson o desgaste pela saída do Sorin, outra coisa que precisa ser melhor esclarecida. Eu não esqueci o jogo contra o Palmeiras, em que Sorin, liberado pelo DM e fisioterapia, pediu para sair com 15′ de jogo (sinistro, muito sinistro diria sem vacilar o grande Januário de Oliveira).

O Cruzeiro outra vez com 10 jogadores 80% do tempo de jogo. E a expulsão do Jonathan foi MERECIDA e INFANTIL, porque todos conhecem o estilo do juiz…

Ate mais…

Um abraço – João Chiabi Duarte”


Goleiro de futuro

Blogueiro de boa memória, o Renato César escreveu-me o seguinte sobre o goleiro do júnior do Atlético, Renan Ribeiro, antes da final da Taça BH contra o Inter:

“Não é só porque ele defendeu 4 pênaltis nas disputas contra Botafogo e Grêmio (2 em cada partida) e foi fundamental na classificação para a final. Este é um jogador formado nas divisões de base do Galo e com presença constante nas Seleções de Base.

    Será que é muito cedo para já começar a falar de Taffarel?! Bom, com esta idade o maior goleiro que este país já teve, também já defendia muito penalti nas competições por aí (até em Olimpíada). Falta uma carreira inteira ainda pela frente, mas alguma coisa já pode ser dita.

    Lembro muito bem quando, em 2006, a Itatiaia fez uma reportagem com, se não me engano, Levir Culpi, sobre a parceria do Galo em Ribeirão Preto que estava trazendo bons jogadores para cá. E o objetivo era falar do Diego (Alves) que estava em grande fase. Aí o Levir disse que o trabalho lá na formação de goleiros era muito forte. Que, inclusive, eles tinham lá era uma escola de goleiros mesmo.

    Nesta reportagem foi dito que o Atlético já tinha o substituto do Diego. Era um menino de uns 15 anos que já media quase 1,90m e tinha vindo de Ribeirão Preto também. Ele já era observado pela Seleção Brasileira e era tecnicamente muito bom, praticamente pronto. O nome deste menino: Renan Ribeiro.

    Hoje ele já tem títulos com o Atlético e com a Seleção Brasileira na base e acaba de colocar o Galo em mais uma final. “A promessa” vai virando realidade. Como estamos em um momento de transição de goleiros, acredito que no próximo ano ele irá aparecer como grande destaque. É preciso dar todo o apoio para ele porque este investimento para certo. “Feijão sem bicho”, como diriam.

    Parabéns, Renan!

   Abraços!

   Renato César
   Padre Eustáquio – BH – MG
   Acesse: http://rcgalo.blogspot.com/