Blog do Chico Maia

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Será coisa de atleticano ou o time está bom mesmo?

Não se fala nada do futebol brasileiro aqui na Dinamarca, em noticiário nenhum.

Não vi o jogo do Atlético ontem, mas ouvi a narração do Caixa, pela Itatiaia na internet, cuja conexão não estava lá essas coisas e de vez em quando caía.

Mas recebi e-mail de atleticanos empolgados com o time. Aí fui conferir o blog do Zanga, que é um alvinegro crítico, desses que sempre acham que está faltando alguma coisa, ou que tudo está muito ruim.

O endereço está do lado direito do meu blog para quem quiser acessar, mas já adianto aqui o que ele escreveu:

Galo 3×1 Santos. Poc Poc Poc…

Galo venceu e me convenceu.

Me convenceu que o grupo está forte.

Me convenceu que o time pode melhorar mais ainda.

Me convenceu que a zaga estabilizou e que temos um bom goleiro.

Me convenceu que temos o melhor grupo de atacantes do campeonato.

Me convenceu que o Correa joga muito, assim como o Marcio Araujo.

Não sei o que o Celso vai fazer pois o Coelho está fora e está dificil entrar. Feltri e Carlinhos jogando muito.

O mesmo digo do zagueiro Benitez que ainda não estreou.

Aranha já está a disposição.

Serginho e Welton Felipe voltando.

Ricardinho vai ter de ralar pra ficar no time. Digo fisicamente, é claro.

Até o questionado Evandro jogou muito, creio que em função da sombra de tantos no banco.

Pensar que Junior, Renan Oliveira(o craque do ano passado), Pedro Paulo, Pedro Oldoni,

Alessandro, Marques e outros nem no banco estão ficando.

La vai o cavalito, 

Poc Poc Poc….”

 Será?


Gastança brasileira impressiona

O partido da Dona Angela Merkel venceu as eleições na Alemanha e ela permanecerá no poder. É o grande destaque dos jornais da Dinamarca hoje.

Recebi e-mail do Alisson Sol, da Inglaterra, dizendo o seguinte: “Enquanto os gastos com as Olimpíadas na Inglaterra em 2012 continuam crescendo, o partido, do governo vai perdendo popularidade. A se confirmarem as pesquisas, o “Partido dos Trabalhadores” daqui deve perder o controle do parlamento nas eleições do próximo ano. Talvez seja um alerta para os governos que já estão gastando o dinheiro público que prometiam nunca gastar com Copas e Olimpíadas.”

É verdade, e o que está sendo torrado aqui, em promoções e lobby, só esta semana, é impressionante. Dinheiro dos impostos que nós pagamos. E quantos impostos!!!

E ainda somos chamados de “contribuintes”. Achacados, é o que somos!


Um bolo danado

O brasileiro fica mais embolado a cada rodada, e o Palmeiras deu uma esticada por causa da ajuda da arbitragem contra o Cruzeiro. Tanto no topo, como no meio e na parte de baixo da tabela de classificação, tudo pode acontecer. Um dos melhores campeonatos da era dos pontos corridos, exatamente por causa desse equilíbrio.

Daqui de Copenhague, onde o tempo neste momento (10h05) é chuvoso, cinza, parecendo São Paulo, cumprimento o gente boa Marcelo Prates, um dos grandes fotógrafos do nosso jornalismo, que está lançado hoje, aí em BH, o seu livro de fotografias, “Pássaros da Liberdade”, a partir da 20:00 horas, na Biblioteca Pública Estadual, na praça da Liberdade, 21.


Reviravolta

Não é só no futebol que o Brasil tem a mania do “já ganhou”. Nesta eleição da cidade sede das Olimpíadas, os experts verde-amarelos davam como certa a vitória do Rio. Duas notícias diminuíram este ímpeto: a garantia da liberação de verba por parte do governo de Chicago, e a possível vinda do presidente norte-americano.

 Fartura

 Enquanto atletas de quase todas as modalidades olímpicas do Brasil enfrentam as piores condições de treinamentos possíveis, dinheiro é o que não falta para a defesa da candidatura do Rio’2016. Só para gastar esta semana aqui, a prefeitura do Rio liberou, sem licitação, R$ 3,5 milhões. De hoje a sexta a ordem é agitar Copenhague.

 Mais fartura

 Para este dia “D”, que será sexta feira, o governo federal já havia liberado R$ 53 milhões, a iniciativa privada, patrocínios estatais e o minerador Eike Batista entraram com R$ 37 milhões, e prefeitura e governo do Rio de Janeiro, mais R$ 8,6 milhões. O voto de um desses 160 delegados do COI vai representar um bom dinheiro.

Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no jornal O Tempo, nas bancas!


Sem a maquiagem da Copa de 2006

Ontem caminhei quase o dia todo em Berlim. A cidade vive em permanente reforma e reconstrução. Em 2006, a região do centro histórico, dos grandes museus, do parlamento, do portão de Brandenburgo era outra, totalmente preparada para a Copa do Mundo e os eventos paralelos que a movimentam.

Havia arquibancadas com telões, os espaços reservados às “Fans Fest”, ruas e quarteirões fechados para que o público local e visitantes pudessem conviver bem, sem atropelos e preocupações.

Hoje, estes mesmos locais são quase que irreconhecíveis, já que com o fim da “maquiagem” a realidade voltou à tona. Mas, diferente de países pobres e subdesenvolvidos, a realidade aqui é tão bela ou até mais que a maquiagem. Os berlinenses estão restaurando antigas construções, demarcando ruínas, transformando tudo o que podem em museus e memoriais a céu aberto.

Uma cidade belíssima, bem servida por todo tipo de transporte público de qualidade, porém caminhar ou andar de bicicleta em suas ruas planas é facílimo e prazeroso, já que a sinalização não deixa ninguém se perder.

À noite fui a uma festa de apresentação de um novo motor para barcos da BMW, num enorme bar à beira de um lago, a uns cinco quilômetros do centro da capital alemã, com direito a fogos de artifício. A convite do gente boa Tobias Frey, jovem advogado alemão, amigo da minha sobrinha Bruna. Estudaram juntos na Universidade de Bolonha, em 2007.


Mineiro que perde trem

Às 6h15 saí do hotel com destino à estação FriedriechStrass, para pegar o trem para Copenhague, que partiria às 7h13. Andei um quarteirão até a estação Charloteburg, onde pegaria uma “carona” até lá. Percurso que fiz ontem, com duração de nove minutos. Mas, não sabia que ele passaria às 6h24, e por um minuto, até subir as escadarias corretas, o perdi. Tive de pegar um taxi, pagar 15 euros, achando que cheguei com a devida antecedência à estação. No maior sossego, na certeza de estar no horário, fui a um balcão de informações saber onde era o portão 7. O gentil senhor pediu para ver meu bilhete e deu um riso maroto, dizendo: “Para Copenhague, você deve tomar o trem na estação Hauphtbanhof”.

Vixe! “Tô ferrado!”, pensei. Mas o mesmo senhor, imediatamente, me disse que era só subir as escadas, porque dentro de dois minutos passaria um trem que me deixaria na tal estação, que é a principal de Berlim, de onde partem os trens de longa distância.

Olhei o relógio, eram 6h57. Às 7 passou o trem, que me deixou às 7h03 na Hauphtbanhof. Às 7h10 eu estava dentro do trem, que partiu, como sempre no horário, às 7h13. Ufa!!!

Passado o sufoco, lembrei-me do Eugênio Sávio, um dos grandes fotógrafos do jornalismo brasileiro, meu companheiro de tantas coberturas, que infelizmente não está nessa. Ele sempre fica incomodado com a minha calma em relação a horários e a mania de chegar em cima da hora. Ano passado perdemos o trem de Pequim para Cheniang, durante as Olimpíadas. Calculei tudo certo, só que eu não contava com o engarrafamento monstro da capital chinesa naquele horário. Ainda bem que pegamos o trem seguinte, do meio dia. “Só” três horas de chá de estação em Pequim. Não levei uma porrada porque o Eugênio é da paz.


Tem também

A viagem até Copenhague é agradável e dura quase oito horas. Saída de Berlim às 7h13, chegada a Hamburgo às 8h52, de lá sai às 9h28 com destino a Nikoebing, já na Dinamarca, chegando às 12h29. Nunca pensei que iria parar numa cidade com um nome esquisito desses. De lá o trem saiu às 12h47 e às 14h46, finalmente cheguei à Copenhague!

Num curto tempo em Hamburgo deu para dar uma volta perto da estação, enorme, quase do tamanho da principal de Berlim, que é muito maior por exemplo, que o nosso aeroporto de Confins. E tão confortável quanto, porém com bem mais opções de lojas, bares e restaurantes. Essas estações européias são danadas!

Na calçada um mendigo dormia tranquilamente, bem enrolado em cobertores, papéis e sacolas, para suportar os 12 graus de temperatura. Morador de rua não é privilégio brasileiro, apesar de que os daqui são quase sempre estrangeiros, mais do Leste europeu e África.

Hoje é dia de eleições parlamentares na Alemanha e Hamburgo parece ter mais cartazes e placas que em Berlim.

O eleitor vota duas vezes: uma no candidato da sua preferência e outra numa lista apresentada pelos partidos. São eleitos 299 de cada categoria, ou seja: um direto e outro da lista fechada. O partido da dona Angela Merkel, atual primeira-ministra, é o CDU, que está passando aperto, mas deve manter-se no poder.

Um outro partido famoso aqui é o FDP. No Brasil esta sigla tem outro significado e serve como referência de incontáveis políticos, né não!?

O trem passa em Lubeca. Lembram desse nome? O deputado goiano, Ronaldo Caiado, fez uma denúncia contra o PT certa vez, muitos anos atrás, e disse que apresentaria o “Dossiê Lubeca”, mas não apresentou nada.

Depois de Lubeca vem a divisa com a Dinamarca e o trem entra num “Ferry Boat”, um barco gigante que navega uma hora e alguns minutos, deixando-nos já na terra dos Wickings.         


Em Copenhague

À exceção dos preços de tudo, a primeira impressão sobre Copenhague é a melhor possível. Castelos e prédios clássicos, enormes, avenidas largas, movimento intenso, multirracial, que faz lembrar muito Amesterdam. Aqui a moeda não é o Euro e sim a Coroa Dinamarquesa. Um euro vale 7,4 coroas. Um real vale 2,8 coroas, porém não se compra nada com uma coroa.

Se bobear dança mesmo! Essa é a descida da escadaria para pegar o trem para Copenhague. Responda rápido, você iria para a esquerda ou para a direita?


Se arrependimento matasse…

Em quase todo lugar é possível acessar a internet em Berlim, onde há wireless disponível em todo canto, de graça!

Eram 10h20 aqui, e conectei na Rádio Itatiaia para ouvir o resto do programa do Pascoal e o Tiro de Meta.

Zezé Perrela se diz arrependido: “Se imaginasse que o Kléber falaria o que andou falando, teria vendido-o quando recebi recentes propostas por ele”.

Fazer o quê, né!? Agora é aguardar uma nova oportunidade e passá-lo nos cobres!

O perigo é o possível comprador se informar melhor sobre o comportamento instável do atacante e “correr cotia”, como se diz lá na nossa querida Conceição do Mato Dentro. Aliás, meu amigo, cruzeirense João Duarte Chiabi, anda sumido. Trata-se de um dos mais presentes colaboradores desse blog, desde o início.

Agora ouço a Alvorada FM, onde o Beto Guedes canta Feira Moderna…

Inté mais!


Atlético passou o Cruzeiro na venda do pay-per-view

Os números mostram: Kalil prova que estava certo. Ou: no fuitebol o que vale é bola na rede. É só montar time. 

Quando assumiu a presidência do Atlético, Alexandre Kalil saiu fazendo cortes de despesas e conferindo as contas: a quem o Galo devia e quem devia o Galo.

Constatou que dinheiro era jogado no ralo com gastos desnecessários e certos abusos. E descobriu que tinha muita gente boa devendo fortunas ao clube também. Nessa, pegou o Diego Tardelli, e o Flamengo ainda ficou com um resto de dívida ainda, por causa do goleiro Bruno.

Das despesas cortadas, duas geraram mais reclamações: o time de futsal e o departamento de marketing.

Dizia Kalil que repetiria a fórmula do seu saudoso pai, Elias: “O Atlético é como um trem, cuja locomotiva é o futebol. Se ele vai bem, todo o restante também vai, e à medida que as coisas vão melhorando, vamos acrescentando mais vagões!”

O marketing, deu R$ 2,7 milhões de prejuízo no ano do centenário do Galo.

Diante da chiadeira contra o fim do departamento, Kalil disse: “Departamento de marketing é futebol. Se tivermos um bom time, vai chover na nossa horta; caso contrário, posso ir embora para casa porque serei apenas mais um a passar pela presidência do Atlético”.

Pois é! Acabei de ler o site mais confiável que fala em economia e números do futebol brasileiro, o qual sugiro aos senhores: www.futebolfinance.com – a economia e finanças do futebol.

Vejam se o Kalil tinha ou não tinha razão:

 

Vendas de Pay-per-View dos clubes Brasileiros

24.09.09 · Estudos e Rankings · 719 Leitores · Comentários 4

 

De acordo com a última pesquisa realizada pelos institutos Ibope e Datafolha entre os assinantes dos canais pay-per-view brasileiros, já foram comercializados mais de 600.000 pacotes referentes ao Campeonato Brasileiro de futebol de 2009, significando um aumento de 300% em relação à temporada de 2006. Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo encabeçam a lista que serve como base para a distribuição das cotas fixas de televisão pagas entre Julho de 2009 e Junho de 2010 e até lá pelo menos R$ 117,5 milhões (44 milhões de Euros) serão distribuídos pelos clubes.

Na segunda posição o Corinthians é o clube que apresenta o maior crescimento em relação à época anterior. O clube de Ronaldo, aumentou em 22% as vendas de pay-per-view, aproximando-se dos números do Flamengo que desceram cerca de 9%. Os dois clubes que também são os que têm mais adeptos no Brasil, já garantiram pelo menos R$ 15,6 milhões (5,8 milhões de Euros) e R$ 14,7 milhões (5,5 milhões de Euros) respectivamente.

Comercialização de Pay-per-view – Clubes Brasileiros (%)

2009

   

2008

 
Flamengo

12,6%

  Flamengo

13,8%

Corinthians

11,8%

  Corinthians

9,7%

Palmeiras

8,9%

  São Paulo

9,2%

São Paulo

8,0%

  Palmeiras

8,2%

Internacional

8,0%

  Grêmio

8,1%

Grêmio

7,7%

  Internacional

6,8%

Atlético Mineiro

7,0%

  Cruzeiro

6,5%

Fluminense

5,8%

  Vasco da Gama

6,5%

Cruzeiro

5,7%

  Atlético Mineiro

5,9%

Botafogo

4,9%

  Fluminense

5,5%

         

Com no mínimo R$ 11,1 milhões (4,1 milhões de Euros) assegurados, o Palmeiras aumentou as suas vendas em 9%, ultrapassando o tricampeão brasileiro São Paulo, que teve uma queda de 13%, conseguindo arrecadar R$ 9,9 milhões (3,7 milhões de Euros).

Fonte: Globosat / Ibope / Datafolha
Colaboração: Glauber Morais