Blog do Chico Maia

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Sabem vender seu peixe

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Os alemães sabem promover os seus eventos, como este do setor agropecuário. Esta semana, três dias de exposição e degustação dos produtos, numa das principais praças de Frankfurt, para apresentar uma feira que ocorrerá daqui a 15 dias.


O antigo e moderno em Frankfurt

O antigo e o moderno convivem em harmonia em Frankfurt, onde está a sede do Banco Europeu e onde artistas de rua são uma característica da cidadeEUROPA2009 895

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Última vez que vi o Bussunda

Nessa praça em Frankfurt, vi pela última vez, pessoalmente o Bussunda, que fazia a gravação de um quadro do Casseta & Planeta, durante a Copa de 2006. Alguns dias depois, ele morreria em Munique, na véspera do jogo do Brasil contra a AustráliaEUROPA2009 909


O Brasil vai entrar nessa fita

EUROPA2009 009Um dos milhares de carrinhos de bagagens do aeroporto de Frankfurt, com o marketing da KIA Motors, divulgando a Copa da África de 2010. O Brasil vai entrar nessa fita a partir de 2011.


Erro estratégico

Cleo Santos cobrou num comentário num dos posts atenriores, que “ninguém falou da derrota do Galo”. Está certo, então vamos lá: dessa vez concordo com os críticos do Celso Roth. Ele errou feio ao apostar em Renan Oliveira como parceiro de ataque do Renteria. Renan não é atacante. É armador, desses que rendem partindo com a bola dominada, articulando jogadas. O time ficou manco, pois não segurava a defesa e os volantes do Botafogo no campo deles. Renteria ficou sem parceiro, anulado lá na frente. Era um jogo para tentar, que sabe, o Marques, que já tem condições de jogo e é atacante, ou o Pedro Oldoni, qualquer um, atacante, menos um meia, como o Renan.

Nessa aí o Roth deu razão aos seus críticos: foi medroso e pagou por isso.


Vitória do Cruzeiro anima o clássico

Thiago Ribeiro, um dos destaques do Cruzeiro, foi muito importante nos 3 x 0 sobre o Goiás, ontem, que animou ainda mais o clima para o clássico contra o Atlético na segunda feira. Foto: Washington Alves/VIPCOMM


De volta à nossa realidade

Agora sim,

estou de volta e atualizando-me de tudo que está ocorrendo no nosso dia a dia.

Importante lembrar um comentário feito no post anterior, pelo Frederico Dantas, que alertou sobre o elogio que fiz ao fim da “covardia”, que fazem com os passageiros que desembarcam do exterior em Guarulhos, e que têm que pegar conexão para outro estado.

Disse o Dantas: “Chico, essa covardia depende muito do voo. A grande maioria continua passando por este processo de fazer a imigração em SP.”

Ele está totalmente correto e tão logo entrei no avião das 8h30 para BH, encontrei-me com os companheiros jornalistas João Euclides Prata Salgado (Jornal da Savassi) e o Homero Gottardello (Hoje em Dia), que voltavam do lançamento do Ágile, o novo carro da GM, em Mendoza-Argentina.

Estavam bravos com a covardia de sempre, que os passageiros passam, com a chatice, burocracia e perda de tempo que é esta situação na maioria dos voos internacionais que têm destino final em Confins. Uma vergonha!

E o João Euclides, disse mais: “O aeroporto de Guarulhos têm a pior recepção dentre todos os aeroportos do Brasil. Não há nada pior, em termos de atendimento aos passageiros, praticidade, informação, enfim, tudo!”.

E o Aeroporto de Confins também está passando da hora de receber melhorias. As esteiras de bagagem são ridículas tanto na ala doméstica quanto internacional, além do tamanho das salas de recepção. Os passageiros disputam espaço na marra e para retirar as bagagens é uma luta.

O estacionamento já não está dando conta da demanda.

Confins está fazendo lembrar a Pampulha, que parecia uma lata de sardinhas, quando recebia voos das grandes companhias aéreas.

Ridículo!


Acredite se quiser: internet liberada em São Paulo

Cheguei às 5 da manhã em São Paulo para pegar o voo das 8h30 para Belo Horizonte. Pelo menos não há mais necessidade daquela covardia que faziam com quem está chegando do exterior, de ter de desembarcar em SP, pegar a bagagem, fazer novo check-in e passar duas vezes pela imigração e alfândega, até finalmente encerrar a viagem em Confins.

Agora é tudo em Belo Horizonte e dá até tempo de escrever alguma coisa.

Outro detalhe inacreditável: a internet está na base do 0800 aqui no aeroporto de Guarulhos. Alguém deve estar doente ou deve haver algum problema com o povo da “Vex”.

É só cadastrar e mandar bala, óbvio, que em seu lap-top, né!?

Para quem pagou 8 euros horas atrás, em Frankfurt, por apenas uma hora, é de assustar mesmo! E em São Paulo é raro qualquer tipo de gracinha!


Fotos e detalhes ficarão para amanhã

Amigos,

hoje não vai ter jeito de cumprir o prometido ontem, de muitas fotos e outros detalhes dessa viagem que estou terminando agora. Cheguei à Frankfurt, vindo de Praga, e me distraí no centro da cidade, onde fui rever lugares legais onde estive em 2006. Fiquei nesta cidade mais de um mês e conheço-a razoavelmente. Estava tendo uma festa de lançamento de uma exposição agropecuária deles, bem no centro histórico, numa praça super legal. Comida típica deles, como o joelho de porco e cerveja de todo tipo, bem mais barata e muito melhor que em Copenhague. Aqui custa entre 2 e 3 euros, lá, a partir de 5.

Cheguei ao aeroporto com o horário contado, mas aqui não tem internet 0800 e nem lan house, e estou pagando 8 euros A HORA, pode? Pode, né!? Fazer o quê! Tá é bom demais da conta. Enviei a minha coluna do O Tempo de amanhã, e dentro de uma hora e meia pego o voo da TAM para São Paulo e de lá para a nossa Beagá!

Abraço a todos e muito obrigado pela companhia durante estes dias.


Direto do aeroporto

O outro lado

Passada a euforia da eleição do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016, agora é hora de botar os pés no chão e raciocinar sobre tudo que acontecerá de positivo e perigoso ao Brasil nos próximos anos. Teremos os dois maiores e mais importantes eventos do mundo, consecutivamente no país, com apenas dois anos de diferença de um para o outro.

Vai entrar um volume enorme de dinheiro estrangeiro, de forma direta e indireta, através da FIFA, no caso da Copa do Mundo de 2014, e do Comitê Olímpico Internacional, para os Jogos de 2016. Essas entidades entram com uma boa parte nos gastos da promoção, algo em torno de 33%. Bancam várias instalações esportivas, que têm ligação direta com as competições. Grupos privados também entram, porém a parte do leão nessa conta sai dos cofres públicos.

É um investimento que pode dar retorno sustentável para o resto da nossa história, desde que a fortuna a ser gasta não vá para os bolsos dos políticos e cartolas diretamente envolvidos, na forma das as tradicionais “comissões”, às quais estamos acostumados a ouvir falar.

E o mais grave é que ninguém é punido, a não ser pela execração pública, através da imprensa, e mesmo assim quando a Polícia Federal solta alguma informação a respeito.

Mídia

Numa das colunas passadas, escrevi que durante o congresso do COI, em Copenhague, que Pequim continuava sendo o centro das atenções e assim vai continuar até 2012, quando Londres entrará em cena. Essa divulgação é uma herança em todo o mundo. A presente coluna, escrevi enquanto aguardava o voo de volta, no aeroporto de Frankfurt.

No carrinho

Observo no carrinho de bagagens ao meu lado, a logo-marca “South África’2010”, numa propaganda de um dos patrocinadores privados da FIFA, a montadora coreana KIA Motors. Assim como ela, os demais parceiros da entidade que comanda o futebol, também desenvolvem ações de marketing em todo o mundo, com o nome do país anfitrião.

Incomensurável

Essa mídia se repete com mais intensidade em relação ao COI e às Olimpíadas. É impossível calcular o valor de ações como essas, simplesmente porque é realmente incalculável.

Não podemos é debitar toda a fatura no bolso da população. Caso as obras de infra-estrutura que o país necessita sejam feitas, ótimo; todos ganham.

Começou

Temos ouvido muito pouco, sobre obras de infra-estrutura nestes lances iniciais da Copa de 2014. Falam muito em reformas e construção de estádios, mas nada de estradas, acessibilidade urbana, aeroportos e por aí vai. É importante que cobremos todos os dias de quem detém o poder de decisão e daqueles que têm de fiscalizá-los.