Blog do Chico Maia

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Uma droga danada (pra não dizer coisa pior) II

Lembro-me que em 1996, cobrindo os Jogos Olímpicos de Atlanta, para a Rádio Alvorada FM, fiquei impressionado com a qualidade do som e nível de sinal 100% na rodovia que ligava Miami, onde a seleção brasileira ficou as primeiras fases, a Atlanta. Durante todo o percusso de mais de mil quilômetros a rádio ligou umas três vezes para que passasse os boletins. Nem precisava parar o carro já que a ligação era perfeita, sem ruídos e não caía nunca.

Aqui, você não consegue falar desse jeito dentro de Belo Horizonte. Na Br-040 que liga a capital a Sete Lagoas, são vários os trechos de “sombra”, até hoje.


Uma droga danada (pra não dizer coisa pior) I

 

A telefonia celular do Brasil ainda engatinha em movimentos abusivamente lentos, apesar do preço absurdo até para padrões europeus e norte-americanos.

Quem depende dela profissionalmente, como eu, corre o risco de enfartar, se não tiver paciência gigante.

Nas propagandas prometem tudo, especialmente velocidade, conexão isso, aquilo e blablabla…

Os tais “mini-modem” costumam funcionar bem em algumas regiões de Belo Horizonte, mas depende da hora e do local onde você se encontra.

Quando você se distancia alguns quilômetros do Centro ou da Savassi começa a piorar.

No interior dana tudo. Uma porcaria sem tamanho.

Para postar cada informação hoje no blog levei mais de meia hora.

E não há a quem recorrer. A tal de Anatel só existe para gerar emprego para uma turma que deve ser gente boa, mas descompromissada com quem lhe paga, que somos nós, achacados pelos impostos e tarifas de causar inveja a qualquer país evoluido do mundo.

 


Lá é pesado

Há muita fantasia quando se fala em altitude interferindo no rendimento dos jogadores de futebol, mas em algumas cidades a situação realmente exige todos os cuidados possíveis. Potosí é uma delas, onde o Cruzeiro já passou maus momentos e irá jogar novamente, em sua estréia na Libertadores, que muita gente chama de “pré”, injustamente, inclusive eu na coluna passada.


Bom senso do Jonathan

Jonathan atribuiu ao Adilson Batista a sua “volta por cima”, para, depois de tantas vaias e críticas, ser eleito o melhor lateral direito do país. Falou também que amadureceu dentro e fora das quatro linhas, já que chegou aos 23 anos de idade e pensa e se comporta diferente de quando tinha 19.

Falou e disse. O futebol é isso, e besta é quem age diferente. Críticas e vaias são normais e quem tem futebol, cabeça e força de vontade supera tudo e se dá bem.


Rolando Lero

Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, participou de homenagem do Clube dos 13 ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, hoje, no Rio de Janeiro.

Os poderosos fazem média entre si, enquanto a impunidade reina no país, especialmente no futebol. Ouvir entrevistas desses cidadãos é a mesma coisa que ouvir o “Rolando Lero”. Lembram dele? Da saudosa Escolinha do Professor Raimundo, do Chico Anízio.


Vazamento da notícia e Inter atrasaram anúncio do Luxemburgo

A negociação com Vanderlei Luxemburgo começou antes do jogo contra o Corínthians, mas dois problemas quase melaram tudo: a notícia vazou na sexta feira, o que pegou mal para o treinador e para a diretoria atleticana:

01 – Ele, empregado no Santos, conversando com um clube que tinha um treinador com contrato até o fim de 2010.

02 – O Internacional estava na parada e aumentou a sua oferta financeira.

Mas a vida é dinâmica e tudo se resolveu mais rápido do que se esperava: a derrota para o Corínthians resolveu o problema do Atlético com o Celso Roth; e a derrota do Marcelo Teixeira, à reeleição para a presidência do Santos, livrou o Luxemburgo de qualquer compromisso com o peixe. Tudo no sábado.

Mas o Inter só desistiu ontem, depois que o treinador disse que estava apalavrado com o presidente do Atlético. E só hoje, logo depois do almoço, os detalhes finais foram acertados e as assinaturas colocadas no papel.


Vanderlei Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo é um excelente nome para qualquer time. O problema é o ritual que envolve a sua atuação seja onde for.

Exemplo: esse mistério se ele já está, ou não, contratado pelo Atlético. O Inter anunciou que as negociações com ele estão encerradas, mas aí surge o papo que ele tem outras propostas nacionais e estrangeiras.

Acabei de ouvir o Roberto Abras dizer na Itatiaia que o Wellingtom Campos informou lá do Rio de Janeiro que o “Luxemburgo acertou tudo com o Galo, mas só vai ser anunciado oficialmente no dia 1o de janeiro”.

Quem aguenta uma coisa dessas?

Vi de perto o trabalho do Luxemburgo, na seleção brasileira (campeão da Copa América de 1999 no Paraguai, e no fracasso das Olimpíadas de Sidney’2000), e no Cruzeiro a partir de meados de 2002 e 2003.

Quando digo que vi o trabalho, foi nos treinos, que gosto de prestar atenção quando vou aos locais de treinamento. Ele é dos melhores, sem dúvida.

Uma série de fatores influenciam para que um treinador dê certo ou não em clube e atenda as expectativas que recaem sobre ele.

Em 2002 ele encontrou ambiente e teve jogadores para montar um dos melhores times da história do Brasil. O Cruzeiro conseguiu atendê-lo com o elenco que já tinha na Toca e algumas aquisições. O jogador mais importante daquele time não era bem visto pela diretoria nem pela torcida, devido ao seu desempenho anterior fraco no próprio clube: Alex. O técnico garantiu que seria um ótimo negócio, insistiu, e foi o sucesso que foi.

Depois do Cruzeiro, Luxemburgo não conseguiu a mesma performance em nenhum outro clube. Nem no milionário Real Madri, o que atesta que para se montar um time vencedor não basta só dinheiro.

Pode se dar bem no Atlético porque o presidente Alexandre Kalil é desses que “entrega” o clube ao treinador, que fica à vontade para executar o trabalho.


Polícia do Paraná pede o fim das torcidas organizadas

Está no portal UOL – http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2009/12/07/ult5895u16336.jhtm

Após tumulto, polícia quer o fim das torcidas organizadas em Curitiba

Após os distúrbios ocorridos no domingo, ao final do jogo entre Coritiba e Fluminense, autoridades policiais do Paraná defendem o fim das torcidas organizadas de Curitiba. Em entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira, o coronel Jorge Costa Filho, comandante do policiamento da capital, disse que a Polícia Militar pretende propor o fim destas organizações de torcedores.

“A gente vai ter de partir para uma linha mais dura, e o fim das organizadas é uma delas”, declarou Costa Filho.

A iniciativa da PM tem o apoio do secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari. “Não adianta ficar achando culpados por um dos eventos mais graves da história do futebol paranaense. Temos que acabar com as organizadas”, disse ele, de acordo com o jornal Gazeta do Povo.

Na entrevista desta segunda foi anunciado que a PM e a Polícia Civil irão trabalhar em conjunto para identificar os torcedores envolvidos no tumulto. Segundo dados oficiais da polícia, dezoito pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas a hospitais, entre elas, sete policiais. Dois torcedores foram baleados fora do estádio e um deles, Anderson Rosa de Moura, de 19 anos, foi operado na madrugada para retirar a bala do crânio e segue em observação.

Ainda segundo dados divulgados pela PM, foram identificados e qualificados 23 suspeitos de participarem das agressões. No fim da manhã foi detido Gilson da Silva, de 20 anos, acusado de agredir o policial Luis Ricardo Gomides, que desmaiou no gramado do Couto Pereira. Ele foi encaminhado a um hospital, mas passa bem.

O governador do Paraná, Roberto Requião, também condenou a ação dos vândalos e garantiu que os responsáveis seráo punidos com “severidade”.

“Nós estamos identificando os principais personagens, e a intenção é colocá-los na cadeia. Não são torcedores, são vândalos. Haviam se programado para cometer esta barbaridade. A polícia está requisitando imagens e também está trabalhando com seus próprios filmes. A intenção do Governo do Estado é puni-los com severidade”, disse o governador, por meio da Agência Estadual de Notícias.


Bola de Prata tem dois mineiros

A revista Placar e o canal ESPN divulgaram a seleção Bola de Prata do campeonato brasileiro. Jonathan e Diego Tardelli são os mineiros da lista:

Goleiro

Victor (Grêmio)
Lateral-direito
Jonathan (Cruzeiro)

Lateral-esquerdo
Kléber (Internacional)

Zagueiros
Miranda (São Paulo)
André Dias (São Paulo)

Volantes
Guiñazu (Inter)
Pierre (Palmeiras)

Meias
Petkovic (Flamengo)
Marcelinho Paraíba (Coritiba)

Atacantes
Adriano (Flamengo)
Diego Tardelli (Atlético-MG)


Selvageria é nacional

Lamentáveis as cenas de violência no Estádio Couto Pereira depois de Coritiba e Fluminense. Os marginais infiltrados na torcida paranaense passaram dos limites, e numa cidade onde muita gente achava que este tipo de coisa não aconteceria nunca. Há bandidos no país inteiro, que praticam seus absurdos em qualquer lugar, a qualquer hora. Nem as câmeras de televisão mostrando tudo para o mundo são capazes de intimidar estas corjas, por um motivo simples: têm certeza da impunidade.

No Rio de Janeiro mais cenas inacreditáveis de violência entre os próprios flamenguistas, na Zona Sul da cidade, também diante das câmeras de tv.

As leis do Brasil têm sempre brechas para que bandidos de toda ordem se safem.