Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Só rindo, para não chorar!

Essa foi enviada pelo Antônio Machado Filho, a quem agradeço. De tão interessante, repasso aos senhores, e recomendo também as observações do professor (entre parênteses), da melhor qualidade.

PROVA DE REDAÇÃO DA UFMG

Onde vamos parar? Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como o tema: ‘A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?’

A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.

‘A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação’. (Deus!).

‘A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação’. (Fantástica!).

‘A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não…’. (Ah bom, uma frase sobrenatural).

‘A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista’. (Sem comentários).

‘A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças’. (Como é que pode ?).

‘Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?), fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro’. (esta é imbatível).

‘A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral’. (É praticamente uma tortura !).

‘A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção’. (Tudo a ver).

‘A TV é o oxigênio que forma nossas idéias’. (Sem ela este indivíduo não pode viver).

‘…por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens’. (Nunca tentei dirigir uma TV)..

‘A TV ezerce (Puxa!!!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias’. (Esse é humorista, além de tudo).

‘E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso’. (Me explica isso?).

‘A televisão leva fatos a trilhares de pessoas’. (É muita gente isso, hein?). 

‘A TV acomoda aos tele inspectadores’. (Socorro!!!).

‘A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas’. (Vixe!).

‘A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar’. (Puta que pariu, onde essa criatura arrumou esta faca???).


Todo atleticano deveria ler!

O atleticano Ricardo Marcus Guimarães Silva enviou um link cujo teor eu tinha ouvido falar, mas ainda não tinha lido. E fez a seguinte pergunta:

 “Caro Chico,

 concorda com o texto do link?

 http://www.camisadoze.net/2009/08/alexandre-o-grande.html 

 Respondi ao Ricardo que concordo 100% e que todo atleticano deveria ler.

Vale a pena.


É lamentável, mas é verdade!

Leiam essa notícia publicada pelo Fernando Rocha em sua prestigiada coluna do Jornal do Vale do Aço:

“É de cortar o coração ver hoje a situação de penúria do outrora glorioso e tradicional Valeriodoce de Itabira. No último sábado, o alvi-rubro da terra do nosso poeta maior, Carlos Drumond de Andrade, trouxe suas equipes de infantís e juvenís para enfrentar o Ipatinga, em jogos válidos  pelo Campeonato Estadual e tomou duas goleadas, 6 a 0 e 7 a 1, respectivamente. No intervalo do jogo na categoria Infantíl, o técnico Beto chamou a atenção dos meninos, que perdiam de 2 a 0 e um deles se levantou e justificou o mau desempenho do grupo: FOME. Isso mesmo: os meninos não tinham feito sequer um lanche, desde que sairam de Itabira no início da manhã. O próprio treinador reconheceu a falha do clube, que segundo ele atravessa “maus momentos” por conta da falta de apoio da Prefeitura e da madrasta Vale do Rio Doce, que por sua vez tem gasto milhões na mídia nacional para dizer que é uma empresa “verde-amarela”.


Marcelo Ramos e Marcelo Cruz

Dois Marcelos chamaram a atenção por suas atuações pelo Ipatinga em Goiânia sexta feira, conforme conta o Fernando Rocha: 

“O Ipatinga foi ao Serra Dourada na sexta à noite e quando todos esperavam que tomasse mais uma caçambada fora de casa, jogou tranqüilo como se fosse o mandante e surpreendeu o Vila Nova fazendo 2 a 0. O artilheiro Marcelo Ramos perdeu um gol sem goleiro, que não é comum  de se ver e Diego Silva  transformou-se no segundo nome do jogo, marcando o primeiro gol do Tigre e dando o passe para Márcio Diogo fechar o placar. O nome do jogo,  sem dúvida, foi o goleiro Marcelo Cruz, que voltou à titularidade em grande estilo, fazendo defesas sensacionais.”


O América está voltando a render

É muito bom receber o contato permanente dos americanos novamente, coisa que não ocorria com a devida intensidade há quase cinco anos. O Coelho está gerando outra vez o interesse perdido, devido aos péssimos times montados nos últimos tempos, que tanto envergonharam os seus seguidores.

Assunto é o que não falta e argumentos, idem, como deste e-mail do Marcio Amorim:

 

“Caro amigo, Chico Maia!

Saudações americanas.
Li, no seu blog, a reclamação de um americano sobre a represália contra a bandeira ou cores, sei lá, da Palestina no meio do verde do América. Sou também contra o tipo de atitude da polícia, que, aliás, não sabe se comportar em jogos do Coelhão. Como se trata de uma torcida pequena e ordeira – claro que há exceções – a Polícia está sempre pronta para repelir com grosseria até crianças que se aproximam das telas para manifestar-se contra uma ou outra marcação errada do assistente. Quando se trata de jogo do Atlético, ela é benevolente ou medrosa, talvez por causa do volume de torcedores. Entretanto, há que se dizer que faz muito bem a FIFA, quando não permite nenhuma mistura de ideologia política ou religiosa com as manifestações esportivas. Quando a pessoa exibe, como ele disse, bandeiras com a cara do Guevara, por exemplo, é lógico que está se aproveitando do público para dar “algum recado”. E penso que, no caso do torcedor do América, não tenha sido diferente, por mais que ele tente passar o contrário. Ao meu ver, errou, sim. Lá não é lugar disto. Pode provocar reações em um ambiente que tem sido tranqüilo até hoje. Aproveito a oportunidade para dizer que voltei do campo ontem muito esperançoso. Não com o time, que ainda é limitado, mas muito forte para o nível de Série C. O meu entusiasmo é ver a volta de muitos americanos que vocês achavam que nem existiam. Quero ver o dia em que a transformação dos 8.000 lugares de hoje em 25.000 seja insuficiente para abrigar os torcedores que voltam aos poucos. Quem viver, verá. Uma palavrinha também a respeito do meu texto anterior que você pediu autorização para publicá-lo no Blog e no Super. Li-o no Blog e não o encontrei no Super da quarta-feira como você anunciara que faria. Entretanto, não sei se o cidadão leu no seu Blog, um tal Américo Coelho, fez um paralelismo, digamos assim, para não ficar feio e publicou as minhas idéias na mesma quarta-feira. Havia palavras que não deixavam dúvidas quanto ao plágio. Lamentável.”


Quem faz mais falta ao time do Atlético?

Até que ponto os desfalques estão interferindo na queda de rendimento do Atlético? E quem mais faz falta? O Marcelo Machado tem argumentos interessantes:

“Celso Roth falou ontem pela primeira vez o que já é visível há algum tempo: as ausências Serginho e Márcio Araújo foram cruciais para a queda de rendimento do Atlético.

Em um meio-campo com dois homens que praticamente só marcam como Renan e Jonilson e outro que praticamente só apóia como Júnior, Renan Oliveira ou Evandro, é o terceiro homem que tem o papel de ligar defesa e ataque e os dois vinham fazendo isso como ninguém.

Mais do que perder peças importantes, Roth precisou mexer na estrutura do time nas últimas partidas: colocar Marcos Rocha na direita e voltar Carlos Alberto para o meio; arriscar dar mais qualidade ao passe com Tchô no meio, mesmo perdendo em velocidade ou recuar Éder Luís – não para armar, mas parar conduzir a bola até perto da grande área.

Nada disso deu certo. O time perdeu a saída extremamente veloz que tinha, perdeu o elemento surpresa e o jogador com a capacidade de destruir a marcação do adversário, deixando os atacantes menos sobrecarregados e com maior liberdade para finalizar.

Para quem vê Éder e Tardelli com nove gols no campeonato cada, não imagina que dois volantes, carregadores de piano, fazem tanta diferença, mas fazem.

Leia mais em www.blogdemarcelomachado.blogspot.com


Nem só de porradas vive o Adilson

O técnico do Cruzeiro também tem bons argumentos em sua defesa, como apresentados pelo jornalista Cleyton das Graças Ferreira, não militante na imprensa esportiva, mas muito bom em seus textos. Confira:

“Bom dia.
Sou cruzeirense e confesso que estou sem paciência com parte da torcida que fica só cornetando o Adílson como se ele fosse o único culpado.
Pense no melhor time do Cruzeiro no momento, com todo mundo inteiro: Fábio, Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renam; Fabrício, Henrique, Paraná e Gilberto; Kléber e Welington Paulista ou Guerron. Quantos estavam em condições de jogo nessas duas últimas rodadas? Pense no time que o treinador teve que colocar em campo nessas duas últimas rodadas. Agora pense no banco de reserva. Dá até medo. Com todo respeito aos jogadores, mas estava cheio de zé ninguém. Era um ou outro que salvava. Ele tem sua parcela de culpa, afinal é ele quem escala, mas daí a jogar toda responsabilidade nas costas dele é demais.
 
A torcida está com o futebol apresentado pelo Cruzeiro durante a Libertadores na cabeça, mas quantos estão faltando? Quantos já foram embora?
A verdade é que o Adílson teve que remontar a equipe. E o píor, com jogadores bem inferiores tecnicamente.
Não dá pra ficar mirando só no treinador. Como ele mesmo diz: “tem que ter paciência”.
 
Nós, cruzeirenses, temos que acordar para a realidade da nossa equipe. O Cruzeiro nunca teve um plantel maravilhoso como alguns imaginam.
Pode ser melhor que o da maioria dos clubes que disputam o brasileiro, mas cheio de falhas. Há quanto tempo o torcedor cobra um lateral esquerdo? E o direito pra substituir o Jonathan? E o atacante pra jogar com Kléber? E o camisa 10?
Plantel que tem Soares, Thiago Ribeiro, Thiago Heleno, Jeancarlos, Wellington Paulista, Vanderlei, Rômulo, entre outros é plantel de time campeão? Vendo esse monte de bonde que o Adílson tem a sua diposição, será que só o treinador está errado? Acredito que não.
 
Pra terminar, acredito que teremos mais surpresas. Deve ter mais gente “pulando” nessa janela de tranferência.”
 
Abraços,
 
Cleyton das Graças Ferreira
Belo Horizonte – MG


Duke, na veia!

Situação dos nossos times nessa segunda feira, segundo o Duke, hoje no Super Notícia

Situação dos nossos times nessa segunda feira, segundo o Duke, hoje no Super Notícia


Apagão alvinegro

Atuação desastrosa do Atlético contra o Sport no Mineirão. No primeiro tempo não deu sequer um chute a gol, enquanto o clube pernambucano teve quatro finalizações, perdendo pelo menos duas oportunidades incríveis. No início do segundo tempo o Sport fez 1 x 0 e passou a administrar o jogo, até que o Renan Oliveira empatasse com aquele gol chorado.

O técnico Celso Roth insiste em jogar com três zagueiros mas está claro que este sistema não funciona no atual time do Atlético, que não tem jogadores em condições de executar as funções necessárias para tal.

A paciência da torcida se esgotou e no primeiro tempo ela já vaiava quase todos os jogadores. Difícil explicar essa queda tão brutal de rendimento.

No Independência o América começou de forma empolgante contra o Guaratinguetá, mas só conseguiu chegar à final da Série C depois de uma decisão emocionante na disputa por pênaltis. Está em mais uma final, e apesar do principal objetivo já ter sido alcançado, que é a ascensão à B, mais um título será muito importante neste renascimento do Coelho. E depois tentar segurar o técnico Givanildo Oliveira, assediado por vários clubes das Séries A e B.

Em Salvador, uma raridade no time do Cruzeiro: Fábio e Marquinhos Paraná ausentes, por contusão.

Essas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no Jornal O Tempo, nas bancas!


Felicidade

Guimarães Rosa foi quem melhor retratou o tanto que é bom ser mineiro e o tanto que Minas Gerais é “bom demais da conta”.

Neste momento estou em Ouro Preto, outro paraíso da minha vida. Mais tarde, uma chegada em Mariana. No último fim de semana de julho eu estava em Conceição do Mato Dentro. Num dos próximos, Diamantina, onde não vou há uns meses. Difícil saber qual o melhor destino mineiro. São tantos, cada um com suas características peculiares! Termina amanhã o famoso festival gastronômico em Tiradentes. Nunca fui, mas ainda vou. Não dessa vez.

Já pensou se eu fosse enumerar as atrações imperdíveis de Minas? Não caberia nem na internet!

Voltando a Guimarães Rosa, somos conterrâneos. Sim, pois quando ele nasceu, Cordisburgo era um distrito de Sete Lagoas. Mas não é bom tocar nem de leve nesse assunto, porque senão o meu saudoso amigo Francisco Timóteo Pereira, ex-Secretário de Cultura da minha cidade, roseano e cordisburguense apaixonado, vai se revirar no túmulo ou reviver para brigar comigo.

Grande Timóteo! A cultura mineira deve mais homenagens a esse saudoso professor, que foi embora bastante antes da hora.

Convivo com Ouro Preto desde 1986, quando o Maurílio Vaz de Melo (Sabiá) veio estudar na Escola de Engenharia de Minas da UFOP. Passei a ser um “detento agregado”, da República Penitenciária, onde ele morava, e era conhecido pelo codinome “Alan-Bik”. Cachaceiro dos bons, hoje é presidente da Câmara de Vereadores de Cachoeira da Prata (a 35 km de Sete Lagoas). Certamente será prefeito lá futuramente.

Cheguei ontem, fui direito à Penitenciária rever aquele casarão espetacular e conhecer os “detentos” e “bichos”, novos e antigos. Detento é morador, bicho é calouro quer está pleiteando morar lá, na “batalha”, como manda o jargão deles. Daqui dois anos a República vai comemorar 35 anos de existência. Vim na festa dos 30, inesquecível.

Ontem, quando pegava estrada, liguei pro “Lesma”, ou melhor, Dr. Frederico Nastrini, hoje engenheiro da Ferrovia Centro Atlântica, quase contemporâneo de Penitenciária com o Alan-Bik, para combinarmos de estar aqui nos 35. Ele estava dentro de um avião em Confins, embarcando para um fim de semana com a patroa em Fortaleza.

Na Penitenciária, revi o “Tio Ted”, Mordaz e Magrão, da nova fornada de detentos, e quase engenheiros (na Peni, só são aceitos estudantes de engenharia), e conheci outros como o “Cráudio” e o Bicho, que ainda não tem condinome.

De lá, fui ao Acaso 85, um dos bares mais diferentes que já vi, tradicional em Ouro Preto. Excelente, cuja proprietária é a Maria Rigueira, gente da melhor qualidade, sobrinha do saudoso Mário Rigueira, ex-diretor do América e também jornalista e radialista.

A noite era criança, e como ninguém pode vir a Ouro Preto sem tomar umas no Antônio do Barroco, passei lá. Na Rua Direita, quase na Praça Tiradentes, onde conheci o Zé Raimundo, cliente e amigo do Antônio, gente boa, funcionário da UFOP.

O problema do Barroco é que é difícil sair de lá rápido, e só depois das três da matina fui curtir a Pousada do Arcanjo, na entrada da cidade, quase dois quilômetros de caminhada, com um frio da melhor qualidade, mas sem neblina, o que permitiu belas fotos dessa terra, onde eu acho que já vivi em outra existência. Possivelmente devo ter sido um crítico e opositor à dona Maria I, que ficou doida de pedra, Rainha de Portugal, que arrebentou com Tiradentes e demais Inconfidentes!

Essa história dos Inconfidentes é muito interessante e todo mineiro deveria conhecer ao pé da letra. A maioria de nós não sabe, porém, graças a Minas Gerais, a Inglaterra impulsionou a revolução industrial, e Portugal se sustentou durante, pelo menos uns 200 anos. E vivas eternos a Napoleão Bonaparte, porque graças a ele, Dom João VI veio para lo Brasil em 1808 e o Brasil tornou-se uma nação. Não fosse isso, estaríamos literalmente fudidos, porque Portugal só queria sobreviver às nossas custas, como fez com as colônias africanas. Com a vinda da Corte, tudo mudou, e os portugas foram obrigados a construírem um lugar decente para se viver.

Claro que isso nos custa caro até hoje. A corrupção endêmica, por exemplo, é eterna. Ouvi na CBN anteontem, que o Tomé de Souza, foi o maior ladrão de nossa história. Por volta 1550 ele superfaturou tanto as obras na construção de Salvador-BA, que quebrou a coroa portuguesa. O golpe foi tão violento, que Portugal, até então o dono dos mares, das grandes navegações e descobertas, nunca mais foi o mesmo, e virou o pária europeu, que só saiu da lama com a entrada na Comunidade Européia, agora, nos tempos atuais, tipo 1995. Foi Arnaldo Jabor quem falou!

Me parece um grande sujeito esse Jabor. Passei a admirá-lo mais depois que li o livro do Valter Clark, “O campeão de audiência”, que outro livro que todo brasileiro deveria ler. Especialmente para conhecer a história da imprensa do nosso país. Rede Globo, nem se fala!

Esta manhã fui ao Museu Inconfidência, onde estive há tantos anos que nem lembrava mais de nada. Das melhores coisas do gênero no Brasil. Com placa de reforma do governo Lula, 2006, teve impulsos, fundamentais das duas maiores lideranças que o nosso país republicano teve, por tudo que vi, convivi e li: Getúlio e JK. O primeiro trouxe os despojos dos líderes da Inconfidência, em 1942, e deu reconhecido da nação que eles merecem. O segundo, além de tudo que fez pelo nosso patrimônio histórico, adquiriu para o Museu, o relógio de Tiradentes, do dia em que ele foi preso. Estava até então, na mão de particulares que o arremataram originalmente num leilão logo após o enforcamento do danado, no Rio de Janeiro.

Do Museu da Inconfidência, a minha amiga Michele, que não tem nada a ver com a minha ex-mulher, quis visitar umas igrejas, com as obras de Aleijadinho e Ataíde.

Aproveitei e fui conhecer o “Bené da Flauta”, bar/restaurante que me foi recomendado pelo amigo Marco Antônio Falcone, que, pelo fato de ter apenas três anos, eu não conhecia. Tenho do privilégio de dizer, que conheço muitos dos bares e butecos dessas terras que amo de paixão, das cidades coloniais de Minas Gerais.

Bené da Flauta foi um artista ouropretano que tocava e fabricava instrumentos, como flauta e violão. Anti-dinheirista viveu como tal, contemporâneo de Sinhá Olímpia, outra doida do bem viver que a história de Minas registra, tema do carnaval da Mangueira, não sei de que ano.

Telefonei pro Marco Antônio Falcone, grande amigo dos tempos de Colégio Roma, da Rua Gonçalves Dias em BH, hoje produtor da melhor cerveja do Brasil, a Falke Bier. Disse a ele: “perguntar o que estou bebendo, é chover no molhado, mas me diga aonde estou?” Diante da dica “top de linha nacional”, ele respondeu: “Bené da Flauta”.

Sacanagem!

O lugar é brincadeira! Coisa rara no Brasil. Só vindo. Aliás, de onde estou escrevendo, desde às 13h45.

Fui recebido pelo Djalma, nota dez, depois pelo César, que me apresentou à cachaça “Caçador”, e depois pelo Jorge, gente boa demais da conta. Aí vieram o Luciano, e agora o Níveo, grandes figuras.

Neste momento, conheci a Yara, dona, junto com o marido Philipe, que apesar do “PH”, é nacional;

Tchau procês, porque a noite vai começar e eu estou aqui escrevendo feito um besta quadrada”

Inté!