Blog do Chico Maia

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De capitão do Venda Nova e torneiro mecânico a treinador de ponta: a bela história do Enderson Moreira, agora comandando o Cruzeiro

O novo treinador em foto/montagem do www.cruzeiro.com.br/noticia

Obrigado ao Samuel Venâncio, da Itatiaia, que resgatou reportagem que fiz com o Enderson Moreira, cinco anos atrás, para o jornal Sete Dias e postada aqui no blog. Tinha sido demitido pelo  Santos e estava sendo especulado para dirigir o Atlético, mas já estava acertado com o Atlético-PR.

Na época ele dizia que não acreditava que algum dia fosse contratado pelo Galo ou pelo Cruzeiro, que não davam oportunidades para treinadores e nem diretores executivos mineiros, e lamentava. Também vivo lamentando isso, mas felizmente a realidade está mudando. Hoje, não só Galo e Raposa têm executivos de Minas, mas o América também (Paulo Bracks), e o Coelho é o mais estável dos três.

Acredito no sucesso do Enderson na Toca da Raposa por motivos simples. Vai trabalhar com o Ricardo Drubsky, com quem tem grande sintonia, há décadas, e fizeram sucesso no América, reconduzindo o clube à Série A em 2017. Enderson tem personalidade e não vai aceitar interferência externa em seu trabalho, principalmente para “vender jogadores”, como declarou o antecessor dele, Adilson Batista, que admitiu que fazia este papel na Toca da Raposa. É um estudioso do futebol e acredita no trabalho das categorias de base.

Conheça mais sobre a vida do novo técnico do Cruzeiro, dentro e fora de campo, nessa reportagem lembrada pelo Samuel Venâncio:

* De Capitão e Torneiro Mecânico a técnico de ponta

Enderson Moreira com a esposa Rosângela, em seu refúgio na cidade de Fortuna de Minas

No dia seis de março o jornal Folha de S. Paulo publicava: “…Mesmo com o Santos na liderança do Campeonato Paulista e com cinco vitórias em sete jogos, o clube anunciou nesta quinta-feira (5) a demissão do técnico Enderson Moreira, que estava no clube desde setembro de 2014…”.

Nada que abalasse a este mineiro, nascido por força do destino na capital de São Paulo, há 43 anos. Acostumado às dificuldades naturais enfrentadas por quem quer vencer no futebol, ele só lamentou o fato de ter de interromper um trabalho vitorioso, cujos melhores resultados seriam colhidos durante o Campeonato Brasileiro. Enquanto aguardava convite para dar sequência à carreira, Enderson Moreira curtia a família na cidade de suas origens, onde ele tem uma bela casa e de onde nunca se afastou: Fortuna de Minas, a 98 Km de Beagá (35 Km de Sete Lagoas), terra do seu pai, Romário de Melo Moreira, falecido há 15 anos. A mãe, D. Maria Alves também é do interior mineiro: Capitólio, a 279 Km da Capital, no lago de Furnas.

Por razões profissionais, no dia 28 de setembro de 1971, seu Romário e D. Maria moravam em São Paulo quando ele nasceu, mas três meses depois todos estavam de volta a Minas. Em Beagá foram morar no Bairro Venda Nova onde a vizinhança se tornou parte da família e onde ele se casou, com a vizinha Rosângela, namorada desde criança, filha dos padrinhos dele, seu Manoel e D. Ilda Tolentino. Este ano, Enderson e Rosa completam 20 anos de casados, já curtindo o sucesso dos filhos, Bruna, 18, aprovada em 1º lugar no vestibular de Psicologia da UFMG, e Rafael, 17, que faz Curso Técnico em Administração no Sebrae/MG.

Durante a entrevista que fiz com o Enderson me lembrei do slogan de campanha do gaúcho Leonel de Moura Brizola: “Quem conhece o Brizola, vota no Brizola!”. Terminada a conversa saí convencido de que esta frase se aplica a ele, e certamente serei mais um torcedor dos times que ele dirigir. Trata-se de um batalhador desde criança, daqueles que assim como milhões de jovens brasileiros sonham ser jogador de futebol e, quando vê que não vai dar, descobre uma atividade ligada ao mundo da bola. Ele é mais um exemplo da importância do esporte, possivelmente o maior fator de inclusão social em países como o nosso. Pena que os governantes brasileiros nunca pensem assim.

Aos 18 anos passou no vestibular de Educação Física da UFMG e montou uma escolinha de futsal

Enderson Moreira começou a vida no futebol defendendo o Venda Nova, onde era volante. Como demonstrava espírito de liderança foi nomeado Capitão do time pelo treinador Ricardo Drubsky. Ele nunca imaginaria que ali estava o embrião do futuro treinador, já que, anos depois foi trabalhar como preparador físico e depois auxiliar do Drubsky, em times de base e profissionais. Do Venda Nova foi jogar no Santa Tereza, onde foi colega do meia Cleisson, que jogou no Cruzeiro, Atlético e Flamengo. Mas, orientado pelo pai, preocupado com o futuro dele, Enderson fez ao mesmo tempo, cursos técnicos no Senai. Formou-se como Fresador e Torneio Mecânico.

Aos 18 anos passou no concorridíssimo vestibular de Educação Física da UFMG e ao mesmo tempo montou uma escolinha de futsal no Bairro Venda Nova, que lhe ajudava a custear os estudos. Aos 19 deu os primeiros passos como treinador, comandando o time de futsal do Colégio Magnum, incentivado pelo diretor da escola, Professor José Alonso. No futebol a primeira oportunidade surgiu no América, onde o seu ex-treinador Ricardo Drubsky comandava o time júnior e estava precisando de um preparador físico. Recém formado, foi indicado ao Ricardo Drubsky pelo Nival de Sá, presidente do Venda Nova quando eles trabalharam juntos lá em 1986.

A partir daí foram vários títulos conquistados e o crescimento profissional de ambos. De cara, vice-campeão da Taça BH pelo América, perdendo o título para o Cruzeiro. No ano seguinte, o troco: Campeão da Copa São Paulo pelo Coelho, sobre o Cruzeiro. Também no América trabalhou com o técnico Chico Formiga, como auxiliar da preparação física. Chegou a trabalhar com Toninho Cerezo, que jogou no Coelho, sob o comando do Ricardo Drubsky em 1996.

Em 1998 iniciou a trajetória como treinador, assumindo o Proesp/7 de Setembro, projeto universitário do professor Jurandy Gama Filho. Em 1999 comandou o juvenil B do América que tinha parceria com o Santa Tereza. Em 2000 o juvenil principal do América. Se 2001 a 2004 ele se afastou dos clubes tradicionais para cuidar de um projeto de futebol escolar do Colégio Magnum. Em 2004 Ricardo Drubsky assumiu o comando da base do Atlético e o levou para dirigir o juvenil, conquistando pela primeira vez o Torneio de Gradisca, na Itália, vencendo a Juventus de Turim na final por 3 a 0. No ano seguinte nova final entre eles em Gradisca e dessa vez vitória dos italianos. Mesma época em que Marcelo Oliveira comandava o júnior do Galo.

Em 2006 Ricardo Drubsky foi para o Cruzeiro e o levou como auxiliar do juvenil. No mesmo ano Drubsky assumiu a base cruzeirense e o promoveu a técnico do júnior. Foi vice-campeão mineiro, perdendo o título para o Galo, comandado pelo Marcelo.

2007 foi um ano especial para Enderson Moreira: comandou o Cruzeiro na conquista do título da Copa São Paulo; foi vice no mesmo ano da Taça BH e Campeão Brasileiro sub-20, quando alguns jogadores se destacaram: Guilherme, hoje no Atlético; Maicon, zagueiro do FC do Porto; o meia Bernardo e o atacante Jonhatan.

Em 2008 foi auxiliar do Ricardo Drubsky na disputa da Série A do Brasileiro pelo Ipatinga e assumiu o comando no mesmo ano. Foi substituído por Marcelo Oliveira no Tigre em 2009, quando assumiu o sub-20 do América. Mesmo cargo que ocupou no mesmo ano no Atlético-PR. Em 2010 comandou o time sub-23 do Internacional, onde se destacava Oscar, hoje Chelsea. Em 2011 ganhou mais visibilidade nacional ao substituir Muricy Ramalho e comandar interinamente o Fluminense até que Abel Braga assumisse. Comandou a reação do Flu na Libertadores da América, conseguindo a improvável classificação na primeira fase, mas eliminado pelo Libertad do Paraguai nas oitavas.

Em 2011 Enderson conseguiu entrar para o time dos principais treinadores do país graças ao trabalho feito no Goiás. Conseguiu evitar a queda para a Série C e montou o time que seria campeão da B em 2012 e chegar em 6º lugar em 2013. Em 2012 comandou jogadores que depois se destacaram no Cruzeiro como Egydio e Ricardo Goulart. Foi bi-campeão goiano; chegou à semifinal da Copa do Brasil, ano em que eliminou o Atlético no Independência.

Em 2014 fez ótimo trabalho no Grêmio, até ser eliminado da Libertadores da América pelo San Lorenzo, na cobrança de pênaltis.

Luiz Fernando Flores, ex-meia do Cruzeiro é o seu auxiliar permanente. Enderson se inspirou em dois treinadores com quem trabalhou e em dois que se tornaram mitos no futebol brasileiro, mas com quem não chegou a trabalhar: Fernando, seu comandante no Santa Tereza, que hoje é instrutor da Escolinha Zico no Buritis; e Ricardo Drubsky, grande incentivador que se tornou amigo; mais Telê Santana e Ênio Andrade. (mais…)


A pressão no Galo é sempre grande e não poupa ninguém. Jorge Sampaoli sabe disso

Ótimas fotos produzidas pelo Guilherme Frossard, do Globoesporte.com, que mostram a realidade do futebol Sul-Americano. Sábado o badalado treinador estreava no comando do Atlético nas acanhadas instalações do “Alçapão do Bonfim”, em Nova Lima.

Menos de dois anos atrás ele comandava a seleção argentina nos suntuosos e modernos estádios da Rússia, na Copa do Mundo. 

Em Nova Lima, se levantava da cadeira de plástico para cumprimentar Ricardo Oliveira, que acabava de ser substituido.

Em 2018 a conversa era com Lionel Messi e cia. 

A lua de mel da chegada acabou e agora é buscar resultados para que o casamento seja duradouro. Com Dudamel foi uma chuva de verão. O Atlético dispensou Chiquinho, o treinador de goleiros, que vinha sendo muito contestado nos últimos tempos, mas que também tinha muitos defensores dentro e fora do clube, na imprensa inclusive. Vejo essas e as muitas mudanças que foram feitas na comissão técnica e diretoria de futebol como normais. Se há um novo treinador é claro que ele vai querer trabalhar com pessoas da confiança dele. Os resultados serão cobrados é do “chefe” Sampaoli, que agora tem no Alexandre Mattos outra cabeça pensante da montagem do time.

A expectativa é grande, em torno da qualidade do futebol que será jogado e dos jogadores que serão contratados. Treinador faz diferença e a competência dele é aferida em momentos como este em que o argentino pega o Atlético, que estava descendo ladeira e não tem dinheiro para adquirir medalhões. E caso os adquira de alguma forma, terão de render em campo. Nem todo treinador consegue montar times ganhadores mesmo com grandes nomes.


Manga, o goleiro da defesa mais difícil que já vi, volta a morar no Brasil e pede ajuda

É desagradável e muito triste falar de ex-jogadores de futebol em dificuldades, mas o assunto é permanente e só ganha repercussão quando envolve nomes muito famosos. O caso do momento é do ex-goleiro Manga, que ao contrário da maioria em situação semelhante, não põe a culpa em ninguém pela sua atual situação, nem trata da situação como “vítima do sistema”, hipocrisia ou coitadinho. Mostra a realidade, é grato a quem o ajuda e a quem já o ajudou.

Tenho apenas uma discordância em relação a quem acha que os ex-clubes de ex-jogadores têm a obrigação de sustentá-los quando passam por dificuldades. A relação entre eles foi profissional, como de todo trabalhador que tem direito e deveres em qualquer empresa. Com uma diferença a favor dos jogadores de futebol: eles são premiados por vitórias e empates (bichos) e principalmente por metas e títulos alcançados. O Internacional, aliás, foi um dos pioneiros no país a pagar altas quantias em bichos e premiações, muito maiores que os salários, fórmula essa fundamental para que ele fosse bi-campeão brasileiro consecutivamente em 1975/1976.

A final de 1975 foi a primeira que não contou com time carioca nem paulista. Grande jogo no Beira-Rio, 1 a 0 para o Inter, gol de cabeça do Figueroa, com 82.568 pagantes. Nunca me esqueci a defesa do Manga de falta batida por Nelinho, o maior cobrador do mundo naquela época. Bola na risca da grande área, cinco na barreira. Chute forte, fazendo curva em torno da barreira, com tendência de ir na gaveta do lado direito do Manga que já tinha pulado, porém, numa elasticidade e reflexo inacreditáveis, conseguiu voltar e dar um tapa na bola, aliviando o que seria o empate do Cruzeiro. Felizmente a memória eletrônica está aí para que o resumo da partida possa ser visto de novo:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=5wCh-mOrF8Q&feature=emb_logo

ue=333&v=hyodkLQgMWo&feature=emb_logo

A notícia sobre a atual situação do Manga está no Uol:

* “Ex-goleiro Manga será o primeiro ex-jogador a morar no Retiro dos Artistas”

Goleiro da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1966 e ídolo de Botafogo e Internacional, no Brasil, e Nacional, no Uruguai, Manga será o primeiro ex-jogador a morar no Retiro dos Artistas, instituição localizada no Rio de Janeiro fundada há mais de 100 anos e que acolhe artistas idosos que passam por dificuldades financeiras e emocionais. É o caso do ex-arqueiro, de 82 anos. Aposentado, Haílton Corrêa de Arruda, o Manga, passou recentemente por uma cirurgia para tratar uma insuficiência renal aguda. A operação foi realizada no Uruguai e contou com ajuda financeira de torcedores do Nacional-URU, entre eles Mateo D’Costa, Cônsul do Uruguai no Equador — país onde Manga vive desde  que pendurou as chuteiras pelo Barcelona de Guayaquil, no início da década de 80. Ele mesmo conta em entrevista exclusiva ao UOL Esporte…. (mais…)


Novidade em evento: Fred Melo Paiva confirmado em Belo Horizonte hoje, porém com “portões fechados”

Foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press

A tecnologia sendo bem utilizada e de forma diferente, de acordo com este comunicado do Afonso Borges e equipe:

* O “Sempre Um Papo”, em consonância com os esforços de toda a sociedade para a contenção do Coronavírus, comunica a suspensão de toda a sua programação de março, em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Araxá.

No entanto, o “Sempre um Papo” com Fred Melo Paiva vai acontecer nesta quarta-feira, dia 18/03, às 19h30, com portões fechados, no Mercure Accór Lourdes (Av. do Contorno, 7.315). O bate-papo sobre “Futebol, Literatura e Jornalismo” vai ter a participação de Afonso Borges, com transmissão ao vivo pelo Facebook do “Sempre Um Papo”, replicado em todas as demais redes sociais e de informação: Youtube, Twitter e Instagram do associadas ao Projeto. As pessoas vão poder participar fazendo perguntas ao convidado pelo email info@sempreumpapo.com.br ou através dos canais de comunicação oferecidos pelas plataformas. Ao tomar esta iniciativa, o “Sempre um Papo” acredita estar abrindo uma nova alternativa de comunicação e realização de eventos no mundo da Cultura, utilizando os enormes recursos de interatividade que a tecnologia oferece.

Além disso, quem quiser adquirir os livros autografados, basta entrar em contato pelo email acima que o mesmo será entregue na porta do Mercure ou em casa. Os livros são “Bandido Raça Pura” e os poucos exemplares que restam da edição “O Atleticano Vai ao Paraíso”. O autor vai fazer um vídeo exclusivo no momento dos autógrafos do livro que seguirá pelo Whatsapp do comprador/leitor.

Como forma de democratização do acesso à cultura e à informação o canal do Youtube do “Sempre um Papo” hospeda mais de 450 eventos de uma hora (ou mais), cada, gravados ao longo dos últimos 25 anos, com escritores brasileiros e portugueses. Hoje, registra 4.725.796 visualizações e, certamente, contém um dos mais importantes acervos da literatura do País. Além disso, a Rede Minas, desde o ano passado, edita os programas para o formato de TV e os exibe, todo final de semana, aos sábados, às 21h com reprise no domingo, às 6h30. A atração deste final de semana é Rosa Freire D’Aguiar, falando sobre os “Diários Intermitentes”, de Celso Furtado. Em tempo: todo o acervo está à disposição das demais tevês educativas do País, para exibição, de forma gratuita.

O projeto “Sempre um Papo” é apresentado pelo Ministério da Cidadania, Secretaria Especial, via Lei de Incentivo à Cultura, e uma realização da Associação Cultural Sempre um Papo com patrocínio da Cemig e Rede Mater Dei de Saúde.

Fred Melo Paiva fala, em BH, sobre jornalismo, futebol e literatura – e lança livros


Grandes, médios e pequenos, clubes e entidades, no futebol e demais esportes, as incertezas dominam o mundo todo

Essas imagens ilustrativas mostram o quanto é triste um estádio vazio, seja o esporte que for. Sem falar do prejuízo financeiro que envolve patrocinadores e produtos comercializados lá dentro.

No caso, se trata do Soccer City/Joanesburgo, em fotos que fiz antes da abertura da Copa da África do Sul em 2010.

Um apanhado rápido nas redes sociais dá a noção das incertezas e loucuras que estamos vivendo no setor por causa do coronavirus, que não perdoa ninguém.

Comentário de leitor em uma postagem que fiz ontem em minha página do Facebook:

Anderson Tadeu É surreal pensar em futebol agora.

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Uma das manchetes da Folha de S. Paulo de hoje: “Com futebol parado, atletas vão para casa sem saber quando retornar – Clubes liberam profissionais diante da pandemia que suspende competições no país – … únicas exceções ainda: a federação baiana, que pretende realizar as duas próximas rodadas com portões fechados. A Copa do Nordeste não anunciou mudanças até agora…”

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Site da Rádio Gaúcha, coluna do Pedro Ernesto Denardim: “O Gauchão terminou nesta segunda-feiraNão existem datas livres para o restante da competição”

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Diálogo entre especialistas em marketing esportivo, o presidente do Democrata de Sete Lagoas e torcedores, via twitter:

@AtaqueMarketing

Clubes menores devem sofrer mais sanções nesse período. O exemplo do Democrata, que joga a série A2 do mineiro é espelho para demais.

Renato Paiva @renatompaiva

É bem isso aí! Contratos do @democratajacare encerram-se no início de junho, já que a previsão do térmido do campeonato – Módulo II do Mineiro – era final de maio. Como arcaremos com os custos de hospedagem, alimentação, deslocamento, salários, etc.? Ninguém pensa nos pequenos.

Gustavo Mota M. Pereira @Gustammp

Então coloca todos em risco, depois quando jogadores, funcionários ou repórteres forem contaminados não fiquem se lamentando, CBF e as federações tem como intervir financeiramente para ajudar esses clubes, mas não tem como ajudar se forem contaminados. É cada idéia.

Renato Paiva @renatompaiva

Você acha que, dando folga aos jogadores, comissão e funcionários, estarão todos imunes!? É provável que estando juntos, bem cuidados e orientados, as chances de contrair o vírus sejam até menores. Em Sete Lagoas não há casos. No Rio há. Temos jogadores do Rio que vão pra casa.

João @jpngomes

Em resposta a @renatompaiva @AtaqueMarketing e @democratajacare

Nessa hora a @FMF_Oficial deveria fornecer auxilio financeiro aos clubes do interior.

Renato Paiva @renatompaiva

Se não cobrasse os custos dos jogos, já ajudaria muito.

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ESPN Brasil @ESPNBrasil

Rússia não interrompe futebol, e torcida do Zenit canta ‘vamos todos morrer’ durante jogo

Globoesportecom @globoesportecom

Agência japonesa diz que vice-presidente do comitê de Tóquio-2020 foi diagnosticado com coronavírus

Julio Gomes @juliogomesfilho

É oficial. A Eurocopa-2020 ficou para 2021. Pela primeira vez, uma Copa ou Euro em ano ímpar.

Globoesportecom @globoesportecom

Decisão tomada! Conmebol adia Copa América para 2021

ESPN Brasil @ESPNBrasil 

‘Nada mais justo do que ser declarado campeão’: líder do Paulista, Santo André quer título se o campeonato não voltar

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E também há os que não estão tão preocupados e levam na gozação, ou na irresponsabilidade:

José Simão @jose_simao

Me infecta Mito! Espirra nimim!


Paralisação de campeonatos interrompe boa sequência do América e vários times

Foto/Montagem: AméricaFC

No Brasil inteiro campeonatos estaduais estão sendo paralisados por causa do coronavirus. Uma pena para alguns times que estão embalados e terão a sequência de boas vitórias interrompida. O América é um desses casos. Ontem mais uma vitória, fora de casa e sobre adversário que está na briga por vaga na fase decisiva. A Avacoelhada avaliou Patrocinense 0 x 1 América, considerando que “Apesar do baixo desempenho, o resultado foi excelente”. Muito interessante a utilização de tantos jogadores jovens, feitos em casa.

Confira o texto do Marco Antônio:
* “Sem demonstrar futebol convincente, o time americano venceu, manteve a liderança invicta da competição e conquistou antecipadamente a classificação para a semifinal do Mineiro.
Flávio, no lugar do Zé Ricardo, suspenso, foi uma alteração obrigatória…. (mais…)


O que esperar de Alexandre Mattos, novo diretor do Galo, apresentado oficialmente hoje

Foto: Bruno Cantini/Atlético

Sábado, dia 14, escrevi aqui que gostei da aquisição. Muitos atleticanos questionaram e continuam questionando algumas situações, e concordo com quase todos, porém aguardando os rumos que o Galo vai tomar na política de contratações de jogadores e quem pagará a conta, já que o clube é um dos mais endividados do futebol brasileiro. O Cruzeiro em pouco tempo saiu da lista dos poucos “saudáveis” financeiramente para o futebol brasileiro para o topo dos quase quebrados. Os atleticanos endinheirados vão pagar do bolso ou emprestar? E em que condições?

Algumas opiniões e questionamentos interessantes que selecionei entre comentaristas do blog:

Raws Miranda

“Pela carência de tal profissional no mercado e principalmente pela carência no Galo depois do saudoso Maluf, também gostei.
Ficam algumas interrogações, qual a parcela de culpa de Alexandre Matos no endividamento crônico do rival? No Palmeiras ele contratou 70 jogadores e muitos caros que não deram resultado.
Lógico que Atleticano que sou, quero um time forte. Porém não critiquei Sete Câmara por entender que se deve administrar com responsabilidade, o que mudou agora? Nossos atleticanos abastados resolveram abrir os cofres? Porque não antes? Tomara que eu esteja preocupado sem motivos”.

 

Bernardo Montalvão

“Caro Raws, entendo que este profissional tem mais acesso ao mercado e mais diálogo com empresários, tem mais facilidade de contratar e ao mesmo tempo deixar dúvidas em muitas contratações. Antigamente, o próprio presidente se dedicava ao clube e exercia essa função juntamente com o vice, deixando dúvidas se realmente há a necessidade deste profissional no futebol. Quando Mattos dirigiu o cru cru a torcida gostou dos títulos, quando dirigiu o Palmeiras, contratou com a aquiescência da diretoria e da comissão técnica. Portanto a culpa não é dele é dos presidentes que não honraram com os compromissos ou praticam a “rachadinha” e o dinheiro saiu pelo “ralo”.”

 

Raws Miranda

“Bernardo, bom demais?
Concordo que a responsabilidade maior deva ser hierárquica, porém pelo histórico de quem “manda” também isso me preocupa.
Sem falar que diretor com “Status” e sendo malandro se quiser deita e rola…”.

 

Mauricio Souza – Serrano

“Quebrou o crucru, o Palmeiras e agora, vem pro lado de cá. Vamos aguardar, não gostei da contratação.”

 

O cruzeirense Claudio Nielsen:

“Raws, tudo bem?
Não te conheço pessoalmente, mas percebo ser você uma pessoa sensata.
Alguns posts atrás falei sobre isso.
Ele pregou discurso de austeridade, mas a dívida só aumentou.
No último ano de mandato, chutou o pau da barraca.
Alguma coisa tem de errado.
Já que a ideia era de austeridade, por que no último ano mudar?
Acho que o atlético está indo no mesmo caminho do Cruzeiro.
Porém, só o tempo irá dizer.
Tudo de bom aos colegas mineiros, porém torço para que eu esteja certo.”


Adilson Batista e os ecos do passado: arrogância, língua solta e as voltas que a bola dá

Contracapa do jornal Super Notícia, de hoje.

Na entrevista de saideira depois da derrota para o Coimbra ele falou da “bagunça” que o Cruzeiro vive: “…não tínhamos comando. Rezo pra que o clube tenha logo um presidente. Tá precisando urgentemente. Hoje tem 8 gestores. E os oito querem tomar conta do futebol…, mas sté antes do clássico contra o Atlético ele falava exatamente o contrário.

Li na coluna do Rômulo Ávila, no portal da Itatiaia, um artigo em que ele lembra passagens e falas marcantes do ex-treinador do Cruzeiro, que certamente prejudicaram e continuam prejudicando a carreira dele. Interessante é que foi escrito na quinta-feira, antes da demissão definitiva de ontem. Confira:

* “Adilson não aprende que o mundo dá voltas”

Minha avó Geni, a quem devo praticamente tudo sempre me dizia: “Meu filho, a gente não sabe o dia de amanhã”. Lembrei desse ensinamento ao saber que o técnico Adilson Batista seria demitido do Cruzeiro (o que acabou não ocorrendo) nesta quinta-feira (12), pouco mais de uma semana após ele mesmo criticar o Atlético que mandou Rafael Dudamel embora.

“Lá [no Atlético] está tão organizado que já mandaram treinador embora. Lá está dois pontos atrás de nós [no Campeonato Mineiro]”, disse em entrevista coletiva após a classificação nos pênaltis na Copa do Brasil contra o Boa.

Apesar da reviravolta que resultou na manutenção do treinador, Adilson demonstra que não aprende com os erros do passado e está longe de cair novamente nas graças da torcida celeste.

Comentei neste espaço na última semana que treinador precisava muito mais do Cruzeiro do que o contrário. Adilson, que coleciona fracassos desde 2009, parece não saber importância da humildade. E digo isso não pelo trabalho atual no Cruzeiro.  Abaixo trechos de um artigo que escrevi em julho de 2018, quando o treinador acertou com o América, e que é pertinente com o momento atual.

Dia 13 de julho de 2009, uma segunda-feira pós-clássico entre Atlético e Cruzeiro. Na Toca da Raposa, Adilson Batista falava da partida, mas sem muita preocupação com a derrota por 3 a 0. Afinal, o Cruzeiro tinha escalado um time reserva. A prioridade era a decisão da Copa Libertadores, contra o Estudiantes, no Mineirão.

Lembro que, merecidamente, Adilson Batista era o principal técnico do futebol brasileiro. No entanto, uma resposta dada pelo treinador naquela coletiva de imprensa chamou minha atenção e nunca mais esqueci.

“O tempo é que vai dizer aonde ele vai chegar. Eu sei aonde ele vai chegar. Deixa ele cuidando da vidinha dele, eu tenho as minhas preocupações aqui, vamos trabalhar.” A declaração foi uma resposta do treinador ao atacante Alessandro, que se transferiu para o Atlético depois de não ter sido aproveitado por Adilson Batista no Cruzeiro.

Alessandro fez o segundo gol da vitória do Galo e, no intervalo, disse: ” (Foi) A primeira humilhação que passei de ser cortado dentro do ônibus. Então, quando a gente faz um gol é para mostrar o nosso valor e dar uma resposta a quem nos prejudicou”.

A história entre os dois parou por aí. Mas desde então, por mera coincidência, a carreira de Adilson Batista começou a afundar. Três dias após a entrevista, viu o título da Libertadores escapar em pleno Mineirão. Continuou no clube até 2010, quando foi demitido.

Ainda valorizado no mercado, assumiu o Corinthians, mas caiu pouco tempo depois. Acertou com Santos e mais uma vez não emplacou. Tentou novo desafio no Atlético-PR, mas o trabalho não evoluiu.

O São Paulo, outro gigante do futebol paulista, daria nova chance ao treinador. Contudo, foram apenas 22 partidas e nova demissão. Passou ainda por Atlético-GO (2012), Figueirense (2013), Vasco (2013 a 2014) e Joinville (2015). Porém, nunca conseguiu fazer um bom trabalho.

Se foi arrogante no passado, Adilson Batista deve ter aprendido que a humildade é grande aliada das pessoas que têm sucesso na carreira. Como diz a Bíblia, “A soberba precede à ruína; e o orgulho, à queda”.

* Rômulo Ávila

http://www.itatiaia.com.br/blog/romulo-avila/adilson-nao-aprende-que-o-mundo-da-voltas


Quando tudo muda de uma hora para outra

Estou de férias e semana passada estava em Aracaju, uma ótima cidade, que recomendo 100%. Só na quinta-feira, quando o presidente Bolsonaro apareceu de máscara na TV, e a Conmebol anunciou o adiamento dos jogos da Libertadores, as pessoas lá começaram a falar sobre “coronavirus”.

Sexta-feira o Eugênio Sávio ligou pra informar que foi obrigado a adiar o 10º Festival de Fotografia de Tiradentes, que seria desta quarta a domingo. Duas semanas atrás decidi que não vou mais cobrir os Jogos Olímpicos de Tóquio. A Federação Mineira de Futebol soltou nota oficial informando que, “Devido ao coronavírus, o Campeonato Mineiro está suspenso por prazo indeterminado”. CBF, clubes, TV e patrocinadores iniciam discussões sobre como será o Brasileiro 2020.

A TAP cancelou mil voos mundo afora. Ontem morreu Francisco García, treinador da base do Atlético Portada Alta, da região de Málaga, na Espanha, de apenas 21 anos de idade, em função do vírus.

Escolas públicas e privadas cancelam aulas. Quem pode trabalhar em casa está sendo orientado pelas chefias a não se deslocar para o local onde trabalha. É a pandemia influenciando diretamente na vida de todos nós. Coincidentemente estou lendo o primeiro volume de Escravidão, a ótima nova obra do Laurentino Gomes, em que ele descreve como milhões de pessoas morriam ao longo dos séculos, em decorrência de vírus e bactérias. Demoravam chegar a determinados lugares, mas a devastação era avassaladora já que a ciência ainda não dominava a prevenção e vacinas. Hoje é tudo mais rápido, inclusive a comunicação e a cura, com muito menos mortes, graças aos cientistas das áreas biológica e tecnológica. Mas ainda tem gente que questiona a Ciência. E ainda há quem diga que isso é coisa de Deus ou do Capeta.

Os clubes do interior estão apavorados com a possibilidade, agora real, de terem de pagar mais uma, duas, três ou até mais folhas de pagamento, totalmente fora dos seus planos. Os do Módulo II (Viva meu Democrata Jacaré!) preferem jogar com portões fechados a ter a competição paralisada. O prejuízo seria menor e vão propor isso à Federação.

A propósito, fico imaginando qual ramo de atividade está tendo os maiores prejuízos financeiros. De cara me lembro dos agentes de viagens, companhias  aéreas, hotéis, enfim, a cadeia do Turismo.

Mas, a vida é assim!

No início do ano fiz reflexões como essas quando estourou a notícia da cerveja Belorizontina. Daí a pouco sobre outros rótulos da Backer, excelente cervejaria, que conheço desde os primórdios, inclusive os donos. E crescia a olhos vistos. Cinco anos atrás fiquei numa felicidade danada quando cheguei no “A Baiúca”, lá em Diamantina, e vi uma chopeira de dois bicos, soltando duas categorias da Backer, geladíssimas. Era o que faltava ao bar dos amigos Braga e Emilio, os donos d’A Baiúca. Ficou perfeito.

De repente, a nossa artesanal que mais crescia, vivia um inferno, cujas conseqüências até agora ninguém sabe no que vai dar. Infelizmente todo o setor das artesanais acaba sentindo os efeitos dos danos da Backer. Eu que sou um aficcionado e conhecedor de grande parte dos produtores, continuo fiel consumidor, defensor e incentivador, com destaque especial para a Falke Bier, do meu amigo desde o século passado, dos tempos do Colégio Roma, Marco Antônio Falcone, um dos papas do assunto na América do Sul.

Vida que segue. Não será a primeira nem a última grande crise em Minas, no Brasil e no mundo. Espero que daqui alguns dias tudo volte ao normal e que todos estejamos bem, sãos, salvos e com o nosso suado dinheirinho no bolso.


Pelo menos uma razão na última verborragia do Adilson Batista

Ele só foi contratado por causa da amizade com o Zezé Perrella, que tentava evitar o rebaixamento ano passado. A carreira estava ladeira abaixo, inclusive com passagem muito ruim pelo América, onde também foi demitido. Demorou cair do comando do Cruzeiro e na entrevista coletiva depois da derrota para o Coimbra saiu atirando pra todo lado. Mas pelo menos numa coisa Adilson tem razão: o clube precisa ter um presidente. As eleições já deveriam ter ocorrido: “O clube com uma bagunça dentro dos vestiários, uma desordem. Os atletas tomaram conta do clube, derrubaram o Mano Menezes, o Abel Braga, o Rogério Ceni. Tomaram conta do clube. Você chega e tem que limpar, mas dei treino até alguns dias nesta confusão, mesmo sem comando. Rezo para que o clube tenha logo um presidente”.

É o que pensa também o comentarista do blog, Luiz Ibirité, que escreveu: “Caro Chico, o Adilson caiu (bi demitido na mesma semana) mas tudo bem, saiu soltando os cachorros pra tudo quanto é lado, mas pera lá, disse muita coisa pra ser levado em consideração! Uma das principais é sobre as eleições, deveriam ter feito lá atrás, nem q seja com um mandato somente pra este ano.
O estadual deveria ser um laboratório mesmo!
Muita gente pra mandar e ninguém tem razão, não atoa que nomes importantes já saíram, vide mediolli, Pedrinho e tem um outro tb.
Jogadores muito novos e sem experiência.
Se houvesse um planejamento ( presidente já eleito) poderia contratar melhor, pq no mercado tem alguns nomes aí q irão incorporar este time, o qual o objetivo maior é voltar mesmo pra série a!
E ele disse q alguns do núcleo gestor estão sonhando em ganhar algum título este ano ainda, ele não disse somente asneira não!”


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