Blog do Chico Maia

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Rodrigo Santana efetivado no comando do Galo e as inevitáveis comparações com Thiago Larghi

Fotos do Bruno Cantini/Montagem SuperFC

Desde a demonstração de personalidade, comando, boas escolhas táticas e escalações nos jogos finais do Campeonato Mineiro, defendo a efetivação do Rodrigo Santana no cargo de técnico do Atlético. Sujeito simples, faz o “feijão com o arroz”, não fala bobagens nas entrevistas depois dos jogos e assume erros.

Único defeito que via nele era o medo de tirar o Ricardo Oliveira do time, mesmo quando o atacante já estava morto em campo. Mas depois tirou. Ou seja, foi precavido, esperou a hora certa e mostrou que tem personalidade. Não se deixou levar por corneteiros, como eu aqui, e grande parte da torcida e companheiros da imprensa. Mexeu quando achou que estava na hora.

Muita gente faz comparações com a situação similar do Thiago Larghi ano passado, que depois que foi “efetivado” o time despencou na tabela de classificação do brasileiro. A favor dele, temos que lembrar que o Galo perdeu o motor da equipe na época, o Roger Guedes. Mas o estilo de comando do Larghi é bem diferente do Santana. Não vejo nele a mesma liderança e acertos na escalação e táticos do atual treinador atleticano. Aliás, os dirigentes dos clubes brasileiros também devem pensar assim, não é? Até hoje o Thiago Larghi não foi contratado por ninguém.


A Conmebol sonha ser a UEFA mas a Copa América tem sido: fracasso de público, gramados ruins e fórmula de disputa ridícula

Com a antiga cúpula quase toda enjaulada ou banida do futebol os novos dirigentes que assumiram a Confederação Sul-Americana de futebol chegaram com discurso de inovação e modernização do futebol do continente. De cara incharam a Libertadores da América e sonhando transformá-la numa “Champions” agora a final será em jogo único em país previamente definido. Não levou em consideração as distâncias, as dificuldades de mobilidade e as condições financeiras da maioria de quem vive na América do Sul. Mas para quê público no estádios? Afinal, as redes de TV e os patrocinadores bancam tudo!

Aí chega a vez da Copa América, que a Conmebol quis transformar numa Eurocopa. Para injetar dinheiro no caixa, repete a velha prática da antiga cúpula de convidar Japão e Qatar para disputar a competição. Elabora uma fórmula “interessantíssima”, em que depois de depois de muitos jogos, de 12 participantes, oito se classificam. E num país de quase 15 milhões de desempregados, economia em recessão, põe o preço médio do ingresso em mais de 400 reais. Mas, público nas arquibancadas para quê? As TVs e o patrocinadores bancam tudo. O futebol é um mero detalhe. Torcedor que se dane!

O resumo da ópera, nas informações e comentários de jornalistas, jogadores e treinadores:

Frederico Ribeiro‏ @Fredfrm, do Globoesporte.com: “Piores públicos do Mineirão: 108 pessoas para Villa 0x2 Valeriodoce em 1985.

Novo Mineirão: 2.106 pagantes para Equador 1×1 Japão na #CopaAmerica

Vinicius Grissi‏ @ViniciusGrissi, da 98FM: “Paraguai classificado com DOIS PONTOS em três jogos. Que competição…”

Renan Damasceno‏ @renan_damasceno, Estado de Minas: “Hernán Gomez, técnico do Equador, sobre públicos da Copa América: “Eu fiquei surpreso que nem nos jogos do Brasil estava cheio. Vi que tinha pouco entusiasmo. É a minha 10ª Copa América e quando a gente vai para uma Copa América vemos propaganda, motivação e não vi isso aqui.”

Ainda o Renan Damasceno: “Mineirão registra 2.106 pagantes, superando o jogo de sábado, como o pior da Copa América.”

Sérgio Xavier Filho‏, Sportv @sxavierfilho: “América do Sul tem 10 países. Aí torramos duas semanas pra recomeçar a Copa América com… oito países?”

No portal da ESPN: “Messi, após classificação da Argentina: ‘Todos os campos que jogamos são muito ruins’”

Disse depois do jogo na Arena do Grêmio, em Porto Alegre: “Todos os gramados em que jogamos são muito ruins. É muito difícil jogar, sempre necessita de algo para parar a bola”.

Antes, a Argentina tinha empatado com o Paraguai no Mineirão e perdido a Colômbia na Fonte Nova, em Salvador.

No Globoesporte.com: “Os buracos da Copa América: gramados são alvos de crítica de Messi, James, Suárez & Cia.”

– … os gramados dos estádios não estão em bom estado. Mas tem que se adaptar a essas situações – afirmou o uruguaio Luis Suárez, após o jogo contra o Japão, na Arena do Grêmio.

– Estava um pouco ruim, e para uma Copa deveria estar melhor – declarou James Rodríguez, após a vitória colombiana contra a Argentina, em Salvador.

Por duas vezes, Lionel Scaloni, técnico da Argentina, reclamou dos gramados. A Argentina passou por Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.

– Primeiro, gostaria de fazer um comentário: é lamentável o estado do campo, principalmente depois do segundo tempo. Imaginem na segunda e terceira partida que tivermos aqui… Deixou muito a desejar para ter uma boa partida de futebol – disse, depois da partida contra a Colômbia, na Fonte Nova…”

Até o técnico da Venezuela, o ex-goleiro da seleção, Dudamel, desceu a lenha, geral:

“– Quando se fala numa Copa América no Brasil, ou numa Copa do Mundo que não tivemos o privilégio de participar, imaginamos encontrar o melhor em tudo, assim como têm o melhor futebol. Encontrar os melhores cenários para poder desfrutar da Copa América no Brasil. Estamos muito surpresos, não somente com o gramado que estava igual para ambos, e poderia estar melhor, mas a logística de hotéis e demais coisas não corresponde a uma Copa América, e muito menos ao Brasil. É uma crítica construtiva que faço. E não é desculpa, mas uma manifestação porque estamos muito surpresos. Nós viemos para jogar – afirmou.

Procurado pelo GloboEsporte.com, o Comitê Organizador Local (COL) não respondeu até a publicação desta reportagem….”

***

Pois é! Brasil e Conmebol, tudo a ver. E nada vai mudar.


Essas jogadoras da seleção merecem todos os aplausos da torcida brasileira

O futebol feminino no Brasil é embrionário, começando querer se tornar profissional agora. A prática é pouco desenvolvida no país, raros incentivos e ainda enfrenta desconfianças e preconceitos. A dura realidade é que quase não há entusiasmo do torcedor brasileiro com o futebol das mulheres. Pode ser, que talvez, daqui há muitos anos o quadro mude.

Países como os Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Noruega, que têm tradição nesta modalidade, começaram a incentivar a prática nos anos 1970, levando o futebol feminino inclusive para as escolas e universidades.

A seleção que disputou a Copa da França fez muito mais bonito do que o esperado, em função das condições físicas precárias das principais jogadoras e das dificuldades do período de preparação. E não será fácil a reposição de peças para vagas que serão deixadas por Marta e demais colegas mais veteranas, que carregaram o time nessa Copa. Vadão e qualquer treinador da seleção tem e continuará tendo as maiores dificuldades possíveis, a começar pela “conta do chá” de jogadoras de qualidade. Se no masculino não estamos vendo o surgimento de craques como em outros tempos, imagine no feminino.


Apesar de fazer a sua melhor partida na Copa, seleção brasileira ficou no “quase” e está fora das quartas de final

Há tempos a seleção feminina brasileira não fazia uma partida tão brilhante bonita de se ver jogar. Melhor atuação nessa Copa da França, sem dúvida, mas infelizmente não o suficiente para passar pelas anfitriãs e chegar às quartas a final.

Além do ótimo time francês, jogadoras fundamentais ao time do Vadão, como Formiga e Cristiane não aguentaram jogar o tempo todo e saíram nos momentos finais e tempo extra. Também contou com a infelicidade da Debinha, de perder um gol, cara a cara com a goleira da França, quase no fim da prorrogação. O surrado “quem não faz leva” prevaleceu e no início do segundo tempo da prorrogação, Henry, marcou o gol que garantiu as francesas na próxima fase. Única falha da defesa brasileira nessa partida, que não viu a atacante francesa entrando no meio da zaga para esperar o cruzamento. Gol que fez lembrar o do, também Henry, da França que eliminou o Brasil na Copa da Alemanha em 2006.


No carro, ouvindo Acyr Antão na Itatiaia, chegando em Grenoble, com gol da Cristiane

De vez em quando algum leitor reclama das comparações que faço de países por onde viajo com o Brasil. Claro que compreendo. Muita gente não tem ideia do quanto é prazeroso ter retorno do que se paga por tantos e tão caros impostos. No Brasil pagamos igual ou mais que os cidadãos na maioria dos países da Europa, sem retorno, nem parecido.

Na telefonia móvel e internet por exemplo. As muitas opções na França, com preços e qualidade de assustar a quem se utiliza desses serviços no Brasil. Cobertura em todos os locais, sem delay, nenhuma interrupção, queda de ligação ou perda de qualidade. Usando whatsapp e viva voz, fui dirigindo e ouvindo as nossas rádios de Belo Horizonte durante os quase 600 km de Paris a Grenoble.

No domingo da estreia do Brasil contra a Jamaica, saí mais tarde do que deveria de Paris e chegaria atrasado ao estádio dos Alpes. Nas imediações da cidade, acionei o aplicativo da Itatiaia para saber detalhes e o placar do jogo. Estava no ar o Acyr Antão, que no exato momento em que sintonizei, acionava a plantonista Daniele Rodrigues, que informou: “Bom Dia Acyr, o Brasil acaba de marcar o primeiro gol da partida de estreia contra a Jamaica: Cristiane, aos 15 minutos de jogo…”.

No Brasil temos dificuldade de falar ou acionar a internet até de dentro das maiores cidades, quanto mais nas estradas.

Por 39,99 euros (R$183), adquiri numa loja Relay, do Aeroporto Charles de Gaulle, um chip da operadora Bouygues Télécom que me proporcionava duas horas de chamadas internacionais, 10GB de internet, dois meses de validade dos créditos e um punhado de outras que nem tomei conhecimento porque não precisaria mais do que isso. A concorrência é grande, várias empresas no setor.

A maior operadora francesa é a Orange S.A., que oferece pacote idêntico. Optei pela Bouygues porque um brasileiro que mora em Paris me disse que ela “é mais fácil de mexer”. E valeu a pena.


Ecos do passado: Califórnia, Copa dos Estados Unidos’1994, com a repórter que informou em primeira mão que Ronaldo não era mais do Cruzeiro

O mestre Rogério Perez entre Orlando Augusto (esquerda), eu e a Fabíola Colares, em Pasadena, dois dias antes da final da Copa, em que o Brasil sagrou-se tetra-campeão, vencendo a Itália nos pênaltis.

Viajando, mexendo em velhos arquivos de antigos “pen-drive” encontrei essa foto. Que prazer e que aprendizado, de jornalismo e da vida, eu tive com esses aí. Felizmente, todos bem de saúde, curtindo a vida da melhor forma. Com a mudança de direção da Rede Minas, Orlando passou  comando do Meio de Campo (programa dos domingos à noite) e, grande baterista que é, continua com as suas bandas de MPB e Rock, fazendo shows em Belo Horizonte e interior.

Fabíola foi a jornalista que informou em primeiríssima mão, durante a Copa dos Estados Unidos, que Ronaldo estava vendido pelo Cruzeiro ao PSV da Holanda, revelando inclusive os valores. O então presidente César Masci a chamou de mentirosa, “ondeira” e a proibiu de entrar na Toca da Raposa. Terminada a Copa, Ronaldo se apresentou ao time holandês. Não retornou a Belo Horizonte nem para buscar as roupas. Ela mudou-se para Fortaleza, onde continua jornalista e atuando também no comércio.

Rogério Perez quer saber só de viver a vida da melhor forma, visitando os amigos, comendo e bebendo o que gosta nos bares que sempre frequentou e dando aulas informais sobre futebol e obviamente jornalismo, nas rodas de conversa.


Pela TV, sucesso a Vadão, Marta e cia., em Le Havres contra as donas da casa

Nos sites de apostas está dando França com 71%, empate 19% e Brasil 10% com a rola rolando, domingo, a partir das 16 horas, horário brasileiro, no Stade Océane em Le Havre, que tem capacidade para 25 mil pessoas e é utilizado pelo time do mesmo nome da cidade, que disputa a segunda divisão da Franca. Assistirei pela TV, já que estou retornando a Belo Horizonte. A nossa troca de ideias sobre a Copa feminina passa a ser de Minas, com fotos, informações e comentários sobre o dia a dia vivido em Paris, Lyon, Grenoble e outras cidades por onde passei nas duas últimas semanas. Ótimas experiências.

Como nessas estradas de Paris a Grenoble: 570 Km, dois pedágios salgados, totalizando 43 euros (R$ 198)…

… mas altamente compensatórios, por excelentes pistas de rolamento, sinalização, segurança…

… comunicações…

… ótimos postos de abastecimento e lojas de conveniência.

E visual de castelos (como este, de Chateauneuf, na rodovia A6, a 188 Km d Lyon) e outros atrativos pelo caminho.


Considerada “azarã”, seleção feminina do Brasil vai pegar a França; EUA e Alemanha são as maiores favoritas ao título

Falar de Copa do Mundo de futebol feminino me proporciona mais um ganho cultural. Alguém sabe me dizer o feminino de azarão? Pois é! Sem tempo para consultar meus mestres em nosso tão maltratado idioma (Marcos Barbosa, Waldemar Carabina, Dona Celina e Dona Valeriana), chutei no título do post “azarã”, com quase 100% de chances de ter errado, mas… texto que segue!

De acordo com todas as previsões, uma conquista da seleção brasileira seria “zebra”, porém, possível. Pela ordem, Estados Unidos, Alemanha, Noruega e França são as maiores favoritas.

Chegar às oitavas já foi uma conquista brasileira na Copa feminina. Vai pegar a França, anfitriã e embalada pela torcida e pelo bom time que tem. Passar às quartas de final seria uma glória e teria a favorita seleção dos Estados Unidos ou a Espanha (também correndo por fora), pela frente.

Depois do fim da terceira rodada da primeira fase, os próximos confrontos serão, em horário do Brasil:

sábado, Alemanha x Nigéria em Grenoble, 12h30.
Em Nice, 16 horas, Noruega x Austrália.

No domingo, 12h30, Inglaterra x Camarões em Valenciennes.

Às 16, Brasil x França, em Le Havre.

Segunda-feira, 13 horas, Espanha x EUA em Reims; às 16, Suécia x Canadá em Paris.

Na terça-feira, Itália x China, 13 horas em Montpellier; às 16, Holanda x Japão em Rennes.


Quando países como Brasil e Argentina estão com seleções ruins e inconfiáveis o problema está no comando do time

“Así juega la Selección Argentina, Messi llevando la pelota, ocho futbolistas paraguayos cerca y escalonados para impedirle accionar. Un argentino 25 metros a la derecha y otro a unos 15 arreglándose las medias.” 

A frase é do Jorge Barraza‏, grande jornalista e escritor argentino, também aflito com a situação de Messi, que tem que carregar sozinho o piano dos “hermanos”, que assim como o Brasil está com um time irreconhecível, inconfiável, apesar de grandes jogadores à disposição dos respectivos treinadores. É inacreditável e inaceitável ver uma seleção dessas na quarta posição em seu grupo, correndo risco de não passar da primeira fase de uma Copa América de baixíssimo nível técnico. Quando países de tradição de qualidade no futebol não têm seleções competitivas, seguramente que o problema é o comando ruim, incompetente para a função. Na Argentina este aspirante Lionel Scaloni não está sabendo aproveitar a oportunidade de ouro que está tendo. No Brasil, Tite parece ter sido atraído pelo “canto da sereia”, saiu do feijão com arroz e personalidade firme que o consagraram, para inventar taticamente e fazer convocações difíceis de explicar. Uns “velhos” que não terão condiçõeS físicas de jogar a próxima Copa e uns desconhecidos de futebol duvidoso para estar numa seleção brasileira. Voltando a Jorge Barraza, sabe tudo do futebol sul-americano e vale a pena segui-lo. O endereço do twitter é este: @JorgeBarraza


Na Copa América as dificuldades de sempre no acesso aos estádios, na Copa feminina na França, tranquilidade absoluta

O Boulevard Périphérique (anel rodoviário de Paris), passa debaixo do Parque dos Príncipes e tem 35 Km de extensão.

Lendo sobre os problemas de sempre do acesso dos torcedores aos estádios onde está sendo jogada a Copa América, bate de novo aquela frustração de ter consciência que no Brasil sempre foi assim, até para jogos com pouco público. Trânsito péssimo, filas demoradas e confusão para se entrar no estádio. Exatamente o contrário do que ocorre na Copa feminina na França.

Quando você desce do trem do metrô já bate o olho na ótima sinalização que te guiará até os portões de entrada.

Como o complexo de quadras de Roland Garros é vizinho do Parque dos Príncipes, a sinalização é mais detalhada ainda. Dentro e principalmente fora das três estações de metrô que atendem a estes destinos.

Do outro lado da rua e arredores, bares funcionam normalmente,

Lado a lado a imponência e o belo visual do estádio de futebol e o ginásio poliesportivo, como se fosse o Mineirão e o Mineirinho, porém mais próximos, separados apenas por uma rua.

Único defeito que observei é que os dois telões internos são bem pequenos para o tamanho do estádio

… quase imperceptíveis.


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