Blog do Chico Maia

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Ruins do Grêmio 0 x 0 Inter foram a falta de futebol e a briga de “faz de conta”

Na foto do @museu_gremio a gozação pela briga sem socos no empate na Arena Grêmio

O assunto predominante do futebol brasileiro nesta sexta-feira foi o empurra empurra entre os jogadores de Grêmio e Internacional pela Libertadores da América. Os falsos moralistas falando em “vergonha”, “absurdo”, “clássico manchado”, e bla,bla,bla…

Ora, ora, isso faz parte do futebol, principalmente quando se trata de clássicos como este, de tanta rivalidade e nervos à flor da pele. A hipocrisia geral verde e amarela reina também no futebol. O pior é que nem ouve briga pra valer, com sopapos, murros, chutes e tudo o que uma briga de verdade tem. Ficou só na base do “me segura senão eu corro”, “vem não que eu também não vou”.

O que merece reclamação mesmo é a qualidade do jogo, muito fraco, frustrante para quem esperava um jogaço.


Bom resultado do América em Araraquara e classificação no Mineiro poderá acontecer domingo

O Coelho ficou no 0 a 0 pela Copa do Brasil e decidirá a vaga em casa, na próxima quinta-feira, 19h15, no Independência. Pelo Campeonato Mineiro, uma vitória sobre o Patrocinense, domingo, em Patrocínio, garante vaga antecipada na semifinal, caso o Cruzeiro perca para o Coimbra.


Fala mais lúcida depois do vexame contra CRB foi a do Robinho: “Agora chegou a realidade do Cruzeiro…”

No SuperFC: “Tem que ter tranquilidade e avaliar o que foi bom e o que foi ruim. Agora chegou a realidade do Cruzeiro, jogos que realmente serão confrontos diretos para o nosso primeiro objetivo que é o acesso. Temos que entender que a realidade do Cruzeiro será essa agora, times competitivos. Temos, o mais rápido que possível, estar melhor para competir melhor.

Como diz o Tostão, “o resto é perfumaria”.

O jogo de volta será no dia 18 de março em Maceió. Em caso de vitória azul com o mesmo placar ou mesma diferença, pênaltis. O Cruzeiro se classifica se vencer por três ou mais gols de saldo.


Imperdível, em Araxá e Belo Horizonte: Fred Melo Paiva, sobre futebol, jornalismo e livros

Este é da prateleira de cima do jornalismo brasileiro e estará em Araxá na próxima terça-feira, 17, e Belo Horizonte, na quarta, 18, no Sempre Um Papo, projeto cultural do Afonso Borges, que este ano completa 34 anos de ótimos serviços à Cultura do país.

* “Fred Melo Paiva fala, em BH, sobre jornalismo, futebol e literatura – e lança livros”

O Sempre Um Papo recebe o jornalista, cronista e atleticano Fred Melo Paiva para o debate sobre o tema “Jornalismo, Futebol e Literatura” e autógrafos nos livros “O Atleticano Vai ao Paraíso” (Edição do Autor) e “Bandido Raça Pura — e Outros 35 Perfis se Ilustres Mais ou Menos Virtuosos, Notáveis Anônimos, Cães, Ratos, Urubus e Coisas Supostamente Inanimadas” (Arquipélago Editorial). O evento será no dia 18 de março, quarta-feira, às 19h30, na sala João Ceschiatti do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com entrada gratuita. Pede-se a doação de livros literários novos ou usados para o projeto de bibliotecas comunitárias do Sempre Um Papo. Haverá tradução em libras.

A mediação será de Afonso Borges, idealizador do projeto de incentivo à leitura, criado há 34 anos. (mais…)


Ex-jogador em atividade e “chupa sangue” não jogam com Jorge Sampaoli

A frase no alto da página do Super Notícia de hoje dá o tom do que quer o novo técnico do GaloAcredito muito no trabalho dele e com os reforços necessários poderá dar grandes alegrias à torcida. Mas não tem pavio. Só deu uma amansada durante a Copa da Rússia, quando a seleção argentina corria risco de ser eliminada na primeira fase, e ele teve que dialogar com Messi e cia.

Custódio Pereira Neto, da Cariogalo e um dos maiores incentivadores do Consulados do Galo pelo mundo, twittou sobre o trecho da entrevista do Jorge Jesus à FOX Sports em que ele fala que recusou a proposta do Atlético porque queria dirigir uma equipe que pudesse disputar títulos: “Declaração que mostra que o futebol tem uma lógica a ser observada para o Clube empilhar taças. Quem conhece o mínimo de futebol sabia que o Galo não tinha quaisquer condições de título em 2019, muito pelo contrário.”

Concordo plenamente com ele e felizmente, o outro Jorge, o Sampaoli, parece ter acertado com a diretoria do Atlético que ele terá reforços de verdade para montar um time competitivo. Aliás, a primeira coletiva do novo treinador atleticano foi bem realista, da forma como o futebol brasileiro não está acostumado. Normalmente, técnico e jogador que é apresentado, procura fazer média, dizendo que o “grupo é bom”, “vim pra somar”, e etecetera e tal.

Sampaoli chegou chutando a lata: “…este time me parece um pouco apagado, um pouco temeroso. Jogadores que tiverem temor não vão poder estar aqui. A ideia é que a gente vá a campo e tomemos frente a qualquer equipe que enfrentarmos… Vamos começar do zero, temos que armar tudo rápido, para conseguir alcançar equipes em um campeonato muito exigente, que é o Brasileirão. Não teremos Copa e isso nos dará possibilidade de trabalhar muito mais daqueles times que tem que disputar mais de um torneio…”

Caso os resultados sejam satisfatórios e o Galo pelo menos brigue na parte de cima da tabela, todo o mundo alvinegro ficará feliz e ninguém vai querer saber detalhes do contrato com Sampaoli e nem quem vai pagar todas as contas. Em caso contrário, salve-se quem puder.


Goleiro do Cruzeiro nos anos 1970/80, Vitor Braga lamenta ida de Rafael para o Galo e critica postura do Fábio

Três grandes goleiros que fizeram história no futebol mineiro e brasileiro. Três figuras humanas fantásticas: Vitor Braga (esq.), Paulo Monteiro e RaulPaulo jogou no nosso Democrata de Sete Lagoas, Atlético e Santos; Vitor no Cruzeiro e Santos; Raul no Cruzeiro e Flamengo.

O goleiro Fábio começa pavimentar o caminho para virar dirigente. Na entrevista que deu segunda-feira pós derrota no clássico, a fala dele soou mais como de dirigente do que de jogador. Possivelmente cavando vaga no próprio clube como dirigente para quando acabar a vida de boleiro. Faltou a ele essa postura de liderança firme durante a campanha do time no Brasileiro do ano passado, especialmente quando as coisas ficaram ruins e o risco de rebaixamento se tornou iminente. Ouvi essa crítica a ele do ex-goleiro Vitor, que atuou em alguns dos maiores times da história do Cruzeiro, e para quem o Fábio não é “jogador de grupo”, pois “se esconde quando o bicho pega”.

Aliás, Vitor lamentou demais a saída do Rafael, principalmente indo para o Atlético. Para ele a diretoria deveria ter investido neste goleiro, que “está maduro e pronto para ser titular de qualquer time do Brasil, depois de tantos anos sendo preparado na Toca da Raposa”, disse.

Da esquerda para a direita, Zé Carlos, Nelinho, Procópio, Vitor, Perfumo e Vanderlei; Eduardo Amorim, Palhinha, Cândido, Dirceu Lopes e Lima, que era reserva do Joãozinho. Este time tinha outros grandes jogadores, como o zagueiro Darci Menezes e o saudoso Roberto Batata. O técnico era o Hilton Chaves.


As verdades e a simplicidade do técnico Jorge Jesus, que deveriam inspirar os colegas brasileiros

Assisti ontem a entrevista do técnico Jorge Jesus à Fox Sports. Excelente em todos os aspectos. A começar pela novidade do canal: primeira participação dele em um programa do gênero, ao vivo, e não foi na Globo.

Foi justamente na TV onde o português mais apanhou desde a sua chegada ao Brasil; a mesma emissora que estava em litígio judicial com o Flamengo. O que mostra que ele não mistura as coisas. Pediu autorização ao clube e aceitou o convite do Benja (Benjamim Back), o editor e apresentador do programa, com quem fez amizade. Moram no mesmo condomínio no Rio.

A simplicidade e transparência marcaram o papo com os entrevistadores. Diferentemente dos colegas brasileiros, Jesus foi claro e objetivo nas respostas, sem rodeios, sem hipocrisia e sem querer se parecer diferente. Usou palavreado comum, futebolístico, sem as tentativas de invencionices que prevalecem na maioria dos treinadores brasileiros e uma grande ala da imprensa, que quer se passar por intelectuais.

Exemplos de clareza e ausência de hipocrisia dele: o que falta para renovar com o Flamengo é acerto financeiro. Pagam o que ele quer ou ele vai aceitar uma das outras propostas que tem.

Gostou muito da recepção que teve em Belo Horizonte, mas não topou o convite do Atlético por um motivo óbvio: faria o quê com aquele elenco que estaria à disposição dele? Sem laterais, dois zagueiros que viviam da glória de campeões da Libertadores, seis anos atrás, sendo um com quase 40 anos de idade; meio de campo horrível, ataque pior ainda, cujo nome mais famoso é outro na faixa dos 40. Chance de queimar o nome era enorme.

E uma frase deixou a entender que ele também deve ter estranhado a estrutura de poder do Galo: “… Jantei na casa, não foi do presidente, mas da pessoa responsável… Era um banco que não lembro o nome, não sei se pode fazer publicidade, mas é o BMG, Ricardo Guimarães…”

Ao mesmo tempo em que Jorge Jesus falava à Fox, a Globo entrevistava o ex-lateral Branco, hoje funcionário da CBF, no “Bem Amigos”. Postura exatamente oposta à do português. A simples visão do semblante dele remetia ao atraso, ao tempo do “anteontem futebol clube”, apesar do Branco ter 55 anos de idade e o Jorge Jesus 65.

Branco, em foto do site do Sportv


Lamentável a situação vivida pelo Ronaldinho Gaúcho no Paraguai

Todos nós pagamos por nossas escolhas. Ronaldinho optou por ter o irmão Assis como procurador e cuidador de quase tudo da vida dele. Constantemente o envolve em encrencas. Essa no Paraguai é mais uma.  

Quando tudo parecia que se resolveria num primeiro momento a Justiça paraguaia endureceu o jogo e fala-se em até seis meses de detenção. O portal Yahoo destaca hoje que “Ronaldinho Gaúcho pode passar seu aniversário de 40 anos na prisão”, o que seria muito triste:

“… O craque, que irá comemorar mais um ano de vida no próximo dia 21 de março, teve a decisão de continuar detido preventivamente mantida pela juíza Clara Ruiz Díaz em audiência no último sábado. Dessa forma, o ex-jogador e seu irmão, Assis, podem ficar até seis meses como prisioneiros até o fim das investigações.

A autoridade paraguaia explicou as razões de mantê-lo detido no país. A prisão domiciliar foi negada.

– É um ato punível, pois atenta contra os interesses da República. Existe o perigo de escapar, pois eles não têm raízes no país. Eles entraram ilegalmente e permanecem ilegalmente aqui. (mais…)


Galo venceu mesmo sendo sufocado; castigo para Adilson Batista que comemorou antes do jogo acabar

Difícil dizer qual foi o gol mais bonito, do Igor Rabelo, de calcanhar, ou aquela bomba do Otero aos 47 do segundo tempo. O do Thiago, no empate do Crueiro, também foi bonito, apesar da colaboração da zaga do Galo e do Vitor.

O Atlético comemorou muito a vitória, com toda razão. Além de ser sobre o Cruzeiro, ele estaria fora do G4 do Mineiro caso o empate prevalecesse. Também comemorou a pontaria ruim cruzeirense, que perdeu oportunidades impressionantes no segundo tempo.

E os jogadores comemoraram no momento certo, depois do apito final do árbitro. Um troco no técnico do Cruzeiro, que foi desrespeitoso com o seu colega, técnico do Atlético, ao comemorar o gol do Thiago, além de chutar a garrafa de água em frente ao banco atleticano. Humildade continua passando longe do comportamento do Adilson. E ele foi até bem no jogo. Suas substituições surtiram efeito no segundo tempo e o time cresceu, passou a mandar na partida, que foi equilibrada na primeira etapa.

Jorge Sampaoli assistiu a partida perto da tribuna de imprensa. Só observando. Deve ter ficado incomodado com a fragilidade da defesa, principalmente nas bolas cruzadas na área pelo alto. Também não deve ter gostado da mão de quiabo do Vitor, no gol de empate, quando Thiago, de longe, se infiltrou entre os lentos defensores do Galo e cabeceou. Otero desequilibrou, melhor em campo disparado e deu um trabalho danado para o Fábio com suas bombas.

A torcida também deu show. Aliás, as duas, já que a do Cruzeiro, mesmo com pouca gente, incentivou muito o time, principalmente no segundo tempo.


Hoje no Mineirão, jogadores e treinadores, de ambos os times, têm muito a ganhar e muito a perder

Vamos ver se as semelhanças entre os desengonçados James do Atlético e Adilson do Cruzeiro ficam apenas no tamanho das barrigas, mostradas nessas fotos do Bruno Cantini (Atlético) e Bruno Haddad (Cruzeiro)

Saindo do “muro das lamentações” do posts anteriores, falemos do que esperar do futuro dos adversários do clássico das 19 horas, em um Mineirão quase lotado, já que a massa do Galo disse “presente” nas bilheterias por antecipação. Certamente será uma boa partida, como acontece em quase 100% deste clássico.

Hoje por um ingrediente especial: todos os jogadores em campo têm muito a ganhar em caso de sucesso e muito a perder se fracassarem. Atlético e Cruzeiro estão se preparando para uma nova era em suas histórias e quem se destacar nos próximos jogos poderá se garantir no barco ou dar adeus.

O Galo passará a ser comandado por um dos treinadores mais badalados e bem recomendados do futebol Sul-Americano e até mundial. Além do sangue argentino, Jorge Sampaoli é um estudioso, um estrategista, que sabe tirar água de pedra quando necessário, e vai precisar disso nesta sua passagem por Belo Horizonte. Jogador que sua verdadeiramente a camisa, com ele tem valor e pode garantir lugar no elenco e time titular.

Para os jogadores do Cruzeiro mais ainda, já que o clube não está em condições de contratar nenhum medalhão e terá de contar o grupo que tem, da base principalmente. E a história mostra que foi com jogadores saídos da base e apostas do interior de Minas e do Brasil que o clube se iniciou a trajetória como um dos maiores clubes do país e do mundo.  Basta jogar no Google o time de 1965 e ver a origem de cada jogador.

No banco, comandando cada time, James Freitas e Adilson Batista são “franco atiradores”. Ex-auxiliar de Dudamel, o interino atleticano tem futuro incerto, mas seguramente dará sequência à sua carreira e vencer o maior clássico mineiro fica muito bem no currículo. Adilson Batista estava descendo ladeira na profissão, acabava de ser demitido pelo Ceará e ganhou uma nova chance na prateleira de cima ao ser resgatado pelo amigo de longa data, Zezé Perrella. Era a última cartada ano passado, no desespero para escapar do rebaixamento e Adilson foi chamado para substituir Abel Braga, demitido após perder no Mineirão para o CSA, 1 a 0, em 28 de novembro.

Sem dinheiro para buscar alguém mais interessante, ele é a aposta para tentar retornar com o time à Série A. Caso vá bem no Mineiro e primeiras rodadas, ganhará fôlego para seguir. Senão, terá o destino natural dos treinadores cujos times não vencem.


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