Blog do Chico Maia

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Ecos do passado: em 2009 na África, com Luciano do Vale, que falava em se aposentar

O tempo passa depressa: em junho de 2019 já serão 10 anos da Copa das Federações da África do Sul. Nesta foto, em um restaurante em Bloemfontein, estávamos com o Luciano do Vale (centro), Tiago Lacerda (presidente do Comitê Executivo da Copa de 2014, órgão da prefeitura de Belo Horizonte) e o repórter Fernando Fernandes (esq.) que continua na Band, e é um dos profissionais mais queridos por todos os colegas que tiveram ou têm o privilégio de trabalhar ou conviver com ele; uma grande figura.

Infelizmente o Luciano morreria cinco anos depois, em 14 de abril de 2014, mas já nesta época ele manifestava vontade de encerrar a carreira. Falava em ficar quieto em Porto de Galinhas, perto de Recife, onde optara por morar. Dizia que possivelmente a Copa de 2010 marcaria o fim da sua carreira de locutor, ou no máximo a de 2014.

Luciano foi muito importante para o jornalismo esportivo brasileiro. Sonhador e ousado, transformou a TV Bandeirantes no “Canal do Esporte”, com intensa programação das mais variadas modalidades. Alavancou o vôlei e até o boxe, na figura do Maguila. Com ele o futebol mineiro passou a ter voz nacional com a incorporação da nossa equipe do Minas Esporte à grade da rede, diariamente nos programas e principalmente aos domingos, de esporte o dia todo, ao vivo na tela.


Ecos do Passado: eu entrevistando o primeiro capitão do mundo a levantar a taça de um mundial

Em 1983 tive a satisfação de entrevistar, para a Rádio Capital, Bellini, o grande capitão da Seleção Brasileira, primeiro a levantar uma taça de campeão mundial pelo Brasil, em 1958. Até então os troféus eram carregados, mas sem a elevação ao alto da cabeça. E ele fez o gesto atendendo ao pedido dos fotógrafos que, na necessidade de uma visão melhor, gritavam: “erga a taça, erga a taça!”. Ele ergueu e o gesto continua imitado até hoje.

A foto é de uma visita que ele fez à Federação Mineira de Futebol, então presidida pelo Dr. Alcir Álvares Nogueira (ao fundo de óculos escuros). Ao centro, também de óculos, o saudoso Gérson Sabino, na época o jornalista que mais cobrira copas do mundo, 13, na imprensa brasileira. Ideraldo Luiz Bellini morreu em 20 de março de 2014, aos 83 anos, portando o mal de Alzheimer.

Gérson Sabino era irmão do escritor Fernando Sabino, um dos grandes nomes da literatura brasileira.


Na imagem do “governador sem cerimônia” a minha esperança em um 2019 promissor

“O governador Luiz Fernando Pezão, preso desde o dia 29 de novembro em quartel da Polícia Militar em Niterói, Região Metropolitana do Rio, participou do hasteamento da bandeira no pátio da unidade – Reprodução/TV Globo”- Folha de S. Paulo

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Vem aí ano novo e renovo a minha esperança de ver e viver dias melhores para o Brasil. Com tantos políticos e empresários de grosso calibre na cadeia nos últimos anos, dá pra acreditar. Faltam muitos, mas já já também serão enjaulados. Acreditemos!

Não sou de me chocar facilmente com qualquer coisa que acontece mas me choquei com uma manchete e uma foto em dois dos principais jornais brasileiros. No carioca O Globo, a manchete: “Governador sem cerimônia”. Na Folha de S. Paulo, a imagem do governador Luiz Fernando Pezão, uniforme de presidiário, camisa branca, calção azul, barrigão à mostra, olhando pra frente, nem notando que um policial militar prestava continência a ele. Claro, deve ser um PM correto, já que cumpria com o dever, da formalidade de bater continência ao comandante-chefe da força policial do estado. Se é um chefe bandido, fazer o quê? O ritual tem que ser cumprido, enquanto ele for detentor do mandato. Mas pode ter sido também uma ironia do policial. Em se tratando do Rio de Janeiro, nunca se sabe.

Aliás, me choca também jornalistas ou qualquer pessoa minimamente informada, se surpreender ou buscar razões para o caos vivido há anos pelo Rio. Entre 2017 e 2018 um governador no exercício do mandato e três antecessores presos; ex-presidente da Assembleia Legislativa, vários deputados, ex-Procurador Geral; cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado; ex-Chefe da Polícia Civil, todos presos. Precisa dizer mais alguma coisa?

Mas o Rio de Janeiro continua lindo. E quando a poeira baixar e as balas perdidas diminuírem valerá a pena demais voltar a passear lá.


O deputado mais votado de Minas em 2018 foi meu lateral direito em 2012

Em 15 de janeiro de 2012 tive o prazer de jogar no mesmo time do Mauro Tramonte, da TV Record, na preliminar da final da Copa Itatiaia vencida naquele ano pelo Inconfidência que venceu o Brumadinho por 2 a 1. Jogamos no time dos Amigos da Itatiaia contra ex-craques mineiros. Perdemos, mas o placar não me lembro, hehehe…

Deputado estadual mais votado de Minas nas últimas eleições ( 516.390 votos pelo PRB), Tramonte continua a mesma figura simples e solícita de sempre.


O lado bom e o lado ruim das peladas de fim de ano dos craques e ex-craques

* João Bosco Costa Lima e Maria Betânia Lima Guimarães, a quem o blog rende homenagens e agradecimentos pela realização, há 30 anos, do fantástico Projeto Matriz em Conceição do Mato Dentro, em todo feriado do 7 de setembro.

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Obrigado ao Walter Pereira que comentou aqui no blog:

“Chico,

Chico,
Desculpe, mas vê esses caras tentar jogar, é deprimente! Vivem de passado e não conseguem se desvencilhar do saudosismo. Se o futebol brasileiro profissional, em quase totalidade é muito ruim. Imagine de ex-atletas, com mais de 50 anos?!  Deveriam apenas a se limitar a jogar as suas peladas de fins de semana. E não se prestar a isso.”

Pois é, caro Walter! Também tenho muita preguiça com essas peladas de fim de ano, dos “amigos do fulano”, contra “amigos do beltrano”. Se o futebol profissional brasileiro está fraco, “cruz credo” (Ave mestre Rogério Perez) para essas peladas, que as TVs por assinatura adoram transmitir para encher a linguiça da programação em época de férias.

Mas muitas são beneficentes, como a que o Zico promove todo ano. Aí a gente divulga, com prazer. Assistir, eu não assisto de jeito nenhum. Concordo contigo. É deprimente ver aquele sujeito que já foi craque se arrastando em campo, barrigão ou parecendo um pangaré surrado de olaria.

Essa de Sete Lagoas, pensei que fosse beneficente também, mas não é o caso. E para a minha surpresa e decepção fiquei sabendo que os organizadores não vão hospedar ninguém, ninguém mesmo, em nenhum hotel da cidade. Ora, ora, o legal de um evento desses no interior é a integração com a comunidade, o prazer dos locais em ver de perto ex-craques, tomando umas nos botecos, almoçando nos restaurantes, dando autógrafos à meninada nos saguões dos hotéis, circulando pelas ruas e deixando boas histórias para serem contadas pelas pessoas. Além, óbvio, de aquecer a economia.

Mas neste torneio, a minha cidade só entra com o estádio e com a grana de quem pagar ingresso pra assistir. Os ex-craques chegam da capital, descem do ônibus, batem a sua bolinha, entram no ônibus novamente e retornam para o hotel em Belo Horizonte, ou seguem direto para o aeroporto de Confins.

Lamentável!

* A foto ilustrativa deste post é pra dizer que a única pelada de craques e ex-craques que curto em todo fim de ano é a nossa, lá em Conceição, cuja figura que comemora nessa imagem é o João Bosco, que é craque como gente, mas possivelmente o maior perna de pau da nossa pelada. Marcou o único gol da vida, na edição do ano passado, espalhou essa foto para todo mundo e está ameaçando encerrar a carreira “por cima”, querendo boicotar a deste ano, confirmada para o dia 30, 10 horas, no Clube Social.


Futebol sênior movimenta ex-jogadores de Atlético, Cruzeiro, Corinthians, Flamengo, Boca e outros estrangeiros em janeiro

“Torneio Internacional”

* Bruno Costa

A Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, sediará a segunda edição do Torneio Internacional de Futebol sênior nos dias 9, 10, 11, 12 e 13 de janeiro. Com a participação de grandes estrelas de décadas passadas, que brilharam com as camisas de seus respectivos clubes.

Além de Atlético, Cruzeiro, Corinthians e Flamengo, a competição terá equipes sul-americanas, como Boca Juniors (ARG), River Plate (do Uruguai), San Lorenzo (ARG) e Racing (ARG). O evento acontecerá em três rodadas, além das semifinais e final. As equipes desembarcarão nos próximos dias em solo mineiro para a disputa.

Vários ex-craques estarão presentes, como Navarro Montoya, histórico goleiro do Boca Juniors, Vampeta e Vladimir, atletas do Corinthians, Marcelo Ramos e Maurinho, do Cruzeiro, Sérgio Araújo e Paulo Roberto Prestes, do Atlético, entre outros.

O torneio, que promete ser um espetáculo, é também uma oportunidade para matar a saudade e apresentar para quem não teve a oportunidade de acompanhar os ex-jogadores quando se consagravam com a camisa dos clubes.

O evento será transmitido pelo SporTV

* Por Bruno Costa


O Atlético que agora tem “h” e escudo novo!

Minas Gerais também tem o seu CAP: Clube Atlético Pompeano, que é alvinegro, de uniforme idêntico ao do Galo. Um dos melhores times do futebol amador do estado.

Lá de Pompéu, ótima cidade do Centro-Oeste mineiro, a 174 km de Belo Horizonte. O Gilbert, da 98FM é um de seus torcedores mais ilustres.

O Atlético Paranaense agora é Athlético, com “h” e mudou até o escudo, que teve introduzido uma marca semelhante a um furacão, apelido que o identifica. Diz a diretoria que é uma jogada de marketing, para se diferenciar dos demais xarás e mostrar que eles pensam o futebol de forma diferente, moderna.

Tá, bom! Mas, como já disse Alexandre Kalil, “se a bola não entrar na casinha adversária” isso não adianta nada. Aliás, o clube paranaense só andou ocupando os noticiários nacionais do futebol porque conquistou, com todos os méritos, a Copa Sul-americana. Não fosse isso, a informação da mudança de nome e escudo não teria saído das fronteiras do belo e receptivo estado do Paraná.


De volta o palco do gol mais rápido da história do Brasileiro, que foi contra o Atlético em 1989

Foto: NauticoNet

O Náutico reformou o seu legendário estádio Aflitos para a alegria da sua torcida. Pelas imagens que vi na reportagem ficou muito bom, com cara de novo. Gosto do Clube Náutico Capibaribe, desde menino, quando lia a revista Placar mostrando o time campeão pernambucano de 1974, com Beliato na zaga, Jorge Mendonça e Vasconcelos no ataque e outros grandes jogadores. Mas, certamente a empatia com o “Timbu” alvirrubro se deu mais por causa do seu uniforme, idêntico ao do nosso Democrata de Sete Lagoas, até na largura das listras da camisa.

Gosto também dos outros grandes de Pernambuco que assim como o Náutico passam por péssimo momento: Sport Recife que foi rebaixado para a B e o Santa Cruz, assim como o Timbu, que agora vai amargar a Série C.

E com a reforma do Aflitos, mais um estádio construído para a Copa de 2014 se consolida como elefante branco, vala suja da corrupção e desperdício de dinheiro público. A Arena Pernambuco era usada quase que somente pelo Náutico, já que o Sport não abriu mão da sua Ilha do Retiro e o Santa, do Arruda.

Talvez, quem sabe, voltando a jogar em seu caldeirão, o Náutico se recupera. Não me sai da memória um jogo do Atlético em que eu estava lá, no dia 18 de outubro de 1989. Comandado por Jair Pereira, o Galo vencia e convencia, de virada, por 2 a 1, até aos 42 minutos do segundo tempo, quando eles empataram. A torcida não arredava o pé. O Galo tonteou, e dois minutos depois o Náutico fez o terceiro gol, o da vitória. Jair Pereira, quase ficou louco com essa derrota. Neste jogo saiu o gol mais rápido da história do Brasileirão, até hoje, do Nivaldo, para o Náutico, aos 8 segundos de partida.

Nivaldo. Quatro anos depois ele foi contratado pelo Cruzeiro e participou da campanha do título da Copa do Brasil em 1993. Em entrevista ao Globoesporte.com em 2015 ele reconhecia que não foi bem na Raposa porque se empolgou com a noite belorizontina, enfiou a cara no álcool e durou pouco na Toca da Raposa. Contou também que mesmo vindo para Minas ganhando 300% a mais que ganhava em Pernambuco, torrou a grana na farra. Está agora com 52 anos de idade, montou uma escolinha de futebol em Catende-PE e reclama que o Náutico não o procura. Ora, ora! Jogou lá cinco anos e foi devidamente remunerado para isso. Não cuidou bem da vida enquanto estava no auge da produtividade e agora quer que o clube segure a barra dele! É o Brasil!

A história dele é interessante e pode ser lida neste link:

http://globoesporte.globo.com/pe/caruaru-regiao/futebol/noticia/2015/10/lembra-dele-autor-do-gol-mais-rapido-do-brasileirao-ensina-futebol-criancas.html


Bem vindo Jorge Sampaoli ao futebol brasileiro. Ótima cartada do Santos

Este intercâmbio é bom para o futebol brasileiro. Ótima cartada do Santos de trazer o argentino, da cidade de Casilda (a menos de 10 km de Rosário), que se consagrou comandando a La U (Universidad Católica) do Chile e a seleção chilena, que, com ele, conquistou suas maiores glórias.

Li o livro sobre a vida do Sampaoli, (cuja capa ilustra este post) escrito por um jornalista argentino, conterrâneo dele, de Casilda. O texto é modorrento, nada convidativo, mas trás muitos detalhes da vida pessoal e profissional do técnico, muitos desnecessários, mas vale a pena, principalmente porque só existe a versão em espanhol e ajuda no aprimoramento do idioma.

Sampaoli é um batalhador, assim como a maioria de nós, mortais comuns, de muitos pantanais e cerrados percorridos no início da carreira para ocupar um bom espaço na profissão. Fã de Marcelo Bielsa, um dos grandes treinadores argentinos, focado 100% no dia a dia do trabalho e muito exigente com os seus comandados, tanto jogadores quanto membros de suas comissões técnicas.

Rendeu menos do que se esperava no Sevilha e fracassou na seleção argentina na Copa da Rússia. Acredito que em função da dificuldade de trabalhar com estrelas. É destes que quer tratar igualmente um Messi e um Aguero ou um Caballero. Em um elenco de jogadores de nível semelhante, ou na vida comum, funciona bem, mas no futebol, não. Cada qual com o seu cada qual.

Inteligente que é, deve ter aprendido, e o Santos poderá colher bons frutos desse aprendizado. Caso a torcida tenha paciência, já que não é fácil um gringo chegar, se adaptar e ajustar as coisas logo de cara.


Atlético contra um uruguaio, Cruzeiro contra equatoriano, argentino e venezuelano na arrancada inicial da Libertadores 2019

Imediatamente ao sorteio que indicou o uruguaio Danúbio como adversário do Atlético na Libertadores, o jornalista HENRIQUE ANDRÉ‏, do Hoje em Dia, twittou: @ohenriqueandre “Prometo não fazer matéria com “Terans e Rea ajudarão Levir Culpi a conhecer o Danúbio”.”

Que alívio prévio, pois se ele não fizesse este alerta, hoje mesmo já teria editor pautando repórter para este velho jargão do “anteontem futebol clube”. Aliás, alguém viu este Rea jogar pelo Galo? O Terans até teve lampejos de bom jogador.

Outra bobagem, entretanto continua prevalecendo na imprensa é esse papo de “grupo da morte” ou “grupo mais fácil”. Ora, ora, se o time não estiver bem preparado, qualquer adversário é mortal e vice-versa.

Já na fase de grupos, o Cruzeiro terá pela frente o equatoriano Emelec, o argentino Huracan e o venezuelano Deportivo Lara, no Grupo B.


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