Blog do Chico Maia

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A diferença fundamental das viradas do Galo na Copa do Brasil de 2014 para 2019

Foto: Washington Alves/Vipcomm

A tradição de raça e a camisa são as mesmas, a fé da torcida idem, porém, o time é totalmente diferente. Tudo é possível no futebol, principalmente num clássico como este. Mas em 2014 o técnico era Levir Culpi em alta, motivado, com dois ótimos laterais, uma excelente zaga, com o Leo Silva cinco anos mais novo, Jemerson em ascensão; a liderança e o “sangue nos olhos” do Leandro Donizete; Luan no auge da forma física; Dátolo jogando muito e Diego Tardelli desequilibrando.

Vejamos as escalações e substituições nas duas goleadas, 4 a 1, sobre o Corinthians no dia 15 de outubro, com apito de Leandro Pedro Vuaden: Victor; Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete (Josué) e Dátolo; Luan (Maicosuel), Guilherme e Carlos; Diego Tardelli (Marion). Treinador: Levir Culpi.

Guilherme comemora com Tardelli e Lua, um dos gols contra o Corinthians, em foto do Mourão Panda.

E sobre o Flamengo, na semifinal, dia cinco de novembro, com apito para o também gaúcho Anderson Daronco: Victor; Marcos Rocha, Leo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué (Leandro Donizete, 28’/2ºT), Dátolo, Luan e Maicosuel (Marion, 28’/2ºT); Diego Tardelli e Carlos (Dodô, 35’/2ºT) – Técnico: Levir Culpi.


O aprendizado do Mano Menezes com a famosa “dancinha” nas quartas da Copa do Brasil de 2014

Sábia e mineiramente o comentarista Flávio Anselmo costumava dizer no programa Minas Esporte, da Band: “vou guardar minha boca pra comer a minha farinha”. E Mano Menezes (em foto do Vinnicius Silva/Cruzeiro) assimilou a frase, para não dar cutucar o adversário antes da hora.

O Cruzeiro vencia por 2 a 0, dominava o jogo e a torcida gritava “olé” no Mineirão. Mano Menezes se voltou para as arquibancadas e fez gestos pedindo que os torcedores parassem com a provocação ao Galo. Porque não era o momento. Tinha mais jogo pela frente e um outro jogo ainda.

Certamente ele punha em prática um duro aprendizado que teve na profissão, justamente contra o Atlético, também nas quartas de final da Copa do Brasil, quando comandava o Corinthians.

No jogo de ida, em São Paulo, o time paulista fez 2 a 0 e Mano fez a famosa “dancinha”, que no jogo da volta custou caro: 4 a 1 no Mineirão e o Galo classificado.

E Mano está aguardando a classificação se sacramentar para soltar seu desabafo contra uma entrevista que teria sido dada por um diretor do Atlético durante a parada da Copa América. Eu estava na França, e como não ouvi e nem li, também aguardo o desfecho dessa disputa.

Taticamente é o jogo perfeito para o treinador cruzeirense colocar em prática o sistema que mais gosta: contra ataques. Com 3 a 0 no lombo o Galo terá de sair para o jogo.


Marcelo Oliveira à toa, fazendo caminhadas na Afonso Pena, e o América efetiva supervisor como treinador

Em foto de Estevão Germano (site do América), Felipe Conceição, carioca de Nova Friburgo, 40 anos de idade, ex-atacante, ex-auxiliar de Jair Ventura no Botafogo, atuava como como coordenador de futebol e foi efetivado como treinador no lugar do demitido Maurício Barbieri.

Quem informa e reclama sobre o Marcelo Oliveira é o Márcio Amorim, americano tradicional e assíduo nos jogos do Coelho. Além de nos brindar periodicamente com ótimos comentários aqui no blog. Confira mais um desabafo dele:

“Marcelo Oliveira caminha lá no alto da Afonso Pena, na avenida do antigo hospital Hílton Rocha, quase toda manhã, desempregadinho da silva. Parem com esta molecagem de colocar auxiliar-técnico como interino-definitivo. Chega de Ricardos Drubscks! Estou cansado de tudo, mas o América é maior do que vocês todos: diretores e atletas medíocres.

De volta e em momento sinistro. Não tenho conseguido aparecer e ter a felicidade de falar bem do meu América. Sou contra o que parte da torcida faz: vaiar jogadores e gritar olé. Não é o momento. Aliás, não sei se existe momento para isto. Seria o retrato da tristeza ou da revolta? Não justifica, não ajuda.

Às vezes, fico revoltado com o amadorismo da diretoria. Só que Salum não é amador. Macaco velho que, de repente, parou de pensar? O caminho para a Série C está aberto. Cabe aos jogadores escolher se querem continuar nesta trilha maldita. Poucas coisas são necessárias: uma diretoria amadora, um elenco fraco, um técnico que acha o Juninho um craque e o Zé Ricardo reserva, uma torcida ausente e revoltada.

Quanto ao Juninho, cansei. Todos os técnicos que confiaram nos seus conceitos, em relação a este atleta, caíram. E ele ficou. Entretanto, atualmente não é só ele. Goleiros indecisos, laterais fracos, zaga horrível. Meio sem criatividade e ataque inoperante.

Por aí se chega fácil à Serie C. É impossível não ter aprendido com a experiência de 2018. Um mês de paralisação, tempo mais do que suficiente para arrumar a casa que ameaçava ruir. A diretoria contrata mais uma barca de meias-bocas, o técnico coloca uns 3/4 para jogar, mantém o crack indispensável como titular e põe o verdadeiro craque na reserva. Joga a base (Zé, Matheusinho, Cristhian) na vala comum e toca terra por cima de carreiras brilhantes.

Eu peço licença, ao Marcão, fazendo-o representante da torcida atleticana e vou usar uma frase famosa deles: eu acredito!
Acredito que alguém há de acordar, sair deste marasmo, fugir de atitudes tresloucadas e de contratações hilárias. Gosto que me calem a boca, mas fazer um meio com Juninho, Maranhão?
Vocês estão querendo o quê?

Saiam cabisbaixos! Sumam! Desapareçam!
Desculpem o desabafo! Um abraço!

Márcio Amorim

 


A vontade e determinação deste time reserva do Atlético servem de exemplo para o time principal

Foto: twitter/Atlético

Depois do cochilo no início do jogo, tomando gol aos 18 segundos, o Atlético se desdobrou para dominar as ações do jogo em Chapecó. Foi uma virada na raça. Maidana teve uma grande atuação e marcou o gol de empate. Vinícius que, que não fazia uma partida brilhante, fez o gol da virada aos 53 do segundo tempo. E Ricardo Oliveira teve a oportunidade de virar antes, aos 25 minutos, quando cobrou um pênalti de forma displicente, facilitando a defesa do goleiro da Chapecoense.


Faltaram vontade e fôlego ao Cruzeiro no empate sem gols com o Botafogo

Foto: twitter.com/Cruzeiro

O que sobrou nos 3 a 0 sobre o Atlético faltou esta tarde no Mineirão. Jogo ruim, que terminou com vaias da torcida. e bate boca de Mano Menezes com torcedor que o xingava atrás do banco de reservas.

E a entrevista dele depois da partida mostrou que o pensamento geral continua nas quartas de final contra o Atlético: “Vamos procurar descansar, colocar as pernas para cima, ir para casa mesmo, quando quiser tomar líquido, escolher mais água. É assim que vamos chegar fortes na quarta-feira”.

 


O América mostrou contra o Figueirense que fez tudo errado para encarar a Série B este ano

Foto: Rafael Costa /América

Montou time fraco, dispensou o técnico Givanildo nas primeiras rodadas, contratou jogadores fracos “como reforços”, buscou um treinador que não está dando conta de melhorar o desempenho do time e desperdiçou a parada da Copa América que seria para arrumar a casa. Tomou de quatro a zero em casa com os jogadores com a língua para fora a partir dos 20 minutos do segundo tempo.  Vai penar para escapar de um novo rebaixamento, agora para a C.


A lamentável notícia do problema cardíaco do Adilson e o belo gesto de solidariedade do Cruzeiro e do América

Fotos Bruno Cantini/Atlético

Dói demais ver alguém sendo obrigado a encerrar a carreira antes da hora, principalmente quando se trata de quem ainda tinha tanto a mostrar nos gramados.

Força ao Adilson, que vai continuar trabalhando no Galo e parabéns ao Cruzeiro e ao América por estas postagenss em suas redes sociais. Do Cruzeiro com essa foto principal do blog e do América na sequência deste texto. Neste mundo de tanta ignorância e irracionalidade é ótimo ver que há pessoas e instituições de bom senso e racionais, ainda que seja envolvendo das maiores rivalidades do futebol mundial. O Atlético agradeceu aos co-irmãos. Gestos aparentemente simples, mas importantíssimos na tentativa das pessoas de bem serenar os ânimos e reafirmar que “o futebol é a coisa mais importantes dentre as coisas menos importantes de nossas vidas”, como disse um dia o técnico italiano Arrigo Sachi.

* “O Cruzeiro lamenta e manifesta a sua solidariedade ao atleta Adilson, do @atletico, que hoje encerrou de forma precoce a sua carreira! #ForçaAdilson” Cruzeiro Esporte Clube @Cruzeiro

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América FC‏ @AmericaMG

Rivalidade à parte, o #Coelhão lamenta o término precoce da carreira do volante Adilson, do @Atletico. Que você seja acolhido por sua família e seus amigos para superar esse momento. Desejamos sucesso e felicidade em seus novos caminhos!

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Adilson, uma nova etapa se inicia em sua vida e a Massa Atleticana continua torcendo por você!

#Atlético: Departamento médico do @atletico confirma o fim da carreira do volante Adilson devido a um problema cardíaco.

Demais atletas do elenco acompanham a despedida.


Imperdível, especialmente para quem quer curar qualquer dor: Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, a partir de amanhã

Nesta foto do Ariel Branco, que me foi enviada pelo Igor Duarte, o visual predominante de Conceição do Mato Dentro nessa época do ano

“Peço desculpas se deixei meu verso / espelhar o inverso /

reclamar sem ter razão / POIS SEMPRE QUE A COISA APERTA /

A RECEITA CERTA É VIR PRA CONCEIÇÃO.”

Com este trecho da Marchinha de Conceição (de autoria do Cadinho Faria e Murilo Albernaz), recomendo a todas as senhoras e senhores que estão precisando descansar o corpo e a alma do dia a adia estressante ou qualquer outro problema (atleticanos do mundo unamo-nos ), que peguem o carro, o ônibus, a bicicleta, avião ou até à pé, e sigam rápido pra Conceição do Mato Dentro. Hoje à noite ou amanhã cedíssimo estarei na MG-010 para curtir o 1º Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, que começa neste sábado, 13, conforme mostra o site da prefeitura de Conceição:

O Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, terá sua primeira edição no período de 13 a 21 de julho, na sede do Munícípio de Conceição do Mato Dentro, e nos Distritos de Córregos, Santo Antônio do Norte (Tapera) e Santo Antônio do Cruzeiro (onde nasce o Rio Santo Antônio em MG). Iiniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico, com a realização da Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro, em parceria com a FLAMA.

Serão 09 dias de intensa programação cultural, sendo todas atividades gratuitas, propiciando a reflexão sobre o tema da arte e da cultura, em seu potencial transformador e de pertencimento. Terão oficinas de arte, cultura, educação, rodas de conversa, teatro, cinema, dança, cinema, exposição de artes plásticas e vários shows na sede e em distritos, em espaços como praças, ruas, escolas públicas e outros equipamentos sociais.

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Opção de Mano Menezes por Pedro Rocha liquidou com o Atlético no Mineirão

Essa sequência de fotos do twitter.com/Mineirao ilustra a beleza do gol do Pedro Rocha, que acabou com o Atlético neste jogo

Até os 10 minutos de jogo parecia que o Atlético estava melhor no jogo. O Cruzeiro mal passara do meio campo. Mas aos 12, entrou em ação aquilo que o Nelson Rodrigues chamava de “Sobrenatural de Almeida”, quando o Pedro Rocha fintou três defensores do Galo, trocou de perna para chutar, a uma distância inimaginável e chutou, forte e certeiro, enganando o Victor.

Um gol espetacular pra ficar na memória.

A partir daí o Galo ficou desnorteado. Aos 26, com o time todo no ataque, Réver comete um erro infantil: passe atravessado para o meio de campo, pessimamente dado para o Zé Welison. Pedro Rocha interceptou, correu mais que todo mundo e cara a cara com o Victor deu para o Thiago Neves fazer 2 a 0.

Parecia que sairia mais uma goleada histórica do Cruzeiro. E aos nove do segundo tempo foi a vez de Elias, veterano igual ao Réver, errar passe quando tentava armar um contra ataque. Robinho pegou um rebote e chutou com o gol vazio, já que Victor levou quase meia hora para se levantar do primeiro chute que havia originado a jogada.

Satisfeito com os 3 a 0, Mano Menezes mandou o time se precaver. Se continuasse apertando, poderia marcar mais gols, tamanho o desacerto e ruindade de quase todo o time atleticano nesta noite.

Enquanto o Cruzeiro beirou a perfeição, o Atlético não teve ninguém que merecesse um elogio. Com destaque negativo para Cazares, Réver e Elias.

O jogo da volta, no Independência, certamente terá emoções mais fortes. O Galo precisando descontar o placar num tipo de jogo que oferece as condições que o Mano Menezes mais gosta, de jogar em contra ataques.

O público não chegou aos 50 mil anunciados por muitos da imprensa


Atlético e Cruzeiro fazem uma decisão que vale muito mais que a vaga na semifinal da Copa do Brasil

Foto: Bruno Cantini/Atlético

Disputa absolutamente imprevisível. Tecnicamente vejo equilíbrio entre os times. Esta disputa será decidida na vontade, e óbvio, por quem errar menos. Quem controlar melhor os nervos. A acuada diretoria cruzeirense sabe que no futebol as vitórias resolvem, pelo menos de fachada, todos os problemas extra campo. Ainda mais quando se trata de clássico. Na cabeça, mãos e pés de Mano Menezes e jogadores está a salvação geral da lavoura, pelo menos temporariamente. Passando pelo Galo, tudo muda. Na sequência, passando pelo River Plate na Libertadores, os dirigentes acusados e acuados de hoje, poderão ganhar até estátua no Barro Preto ou Toca da Raposa.

Foto: Vinnicius Siva/Cruzeiro

Em situação inversa, o técnico Rodrigo Santana e jogadores do Atlético estão diante pressão dupla no destino do maior rival. Passando, aumenta a crise na Toca e principalmente no Barro Preto. E ganha moral para a sequência do Brasileiro e da própria Copa do Brasil. Não passar pode mudar a crise de lado.

E nessas montanhas de pressões sobre todos os envolvidos, um árbitro que tem fama de suportar bem a barra: Raphael Clauss, da Federação Paulista e da FIFA.


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