Blog do Chico Maia

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O fim da linha do Alexandre Tadeu Gallo no comando do futebol do Atlético

O comentarista do blog, Pedro Vitor, me pergunta o que acho do presidente Sérgio Sette Câmara. Respondo já falando sobre a demissão esta tarde do diretor de futebol Alexandre Gallo, que foi o único erro do presidente neste quase um ano à frente do Atlético. Infelizmente, justamente no coração do clube, que é o futebol, com mais uma temporada perdida. Sette Câmara é sério, está administrando muito bem as contas atleticanas, mas errou na escolha do comandante do futebol alvinegro. Gallo não se deu bem como treinador, como diretor da CBF e agora fracassa como executivo de um dos maiores clubes do país. E teve plenos poderes. Contratou mal, renovou contratos por tempo exagerado e o time está aí correndo o risco de não conseguir nem chegar à Libertadores. Acelerou a própria queda quando saiu da sua calma característica e foi grosso com o Roberto Abras, repórter correto, cuja história se confunde com a do Atlético, que o acusou de palpitar nas escalações do técnico Thiago Larghi.

Mas foi elegante na despedida, conforme publicado no site do clube: “Agradeço ao presidente Sérgio Sette Câmara pela oportunidade que me foi confiada e, principalmente, por ter a chance de conhecer de perto a pessoa que é, seu caráter e sua honestidade.

Saio com a convicção de que foi um ano difícil e de mudanças, mas com a proximidade do objetivo de voltar a disputar a maior competição Sul-Americana, que é a Libertadores, lugar onde os grandes têm que estar.

Todos sabemos que o Atlético é gigante, principalmente quando a sua apaixonada torcida o abraça. O momento é agora. Joguem juntos, falta pouco”.

Abraços,

Alexandre Gallo”


Galo sofrendo pela classificação. Nova derrota, um ponto em 12 disputados

Em foto do SuperFC, Ricardo Oliveira e a inacreditável a lerdeza do Atlético contra o Ceará cujos jogadores iam para as divididas como se estivessem indo para um prato de comida.

O Paulo Cavalcanti, belorizontino que mora em Fortaleza nos escreveu uma verdade: “Quando o narrador do jogo fala mais de 5 vezes durante a partida “falta fome pro Atlético, falta vontade”…é dureza, mas é verdade. Aquela que sempre foi a marca registrada do Galo, a RAÇA, não aparece nesse time. Triste.”

Futebol horroroso, de novo, no quarto jogo consecutivo sem vitória e alto risco de ficar fora das seis primeiras colocações. O próprio Levir Culpi passou a impressão de estar perdido na história. Na coletiva depois da derrota começou falar sobre a educação no país ao invés de responder sobre o péssimo futebol do time. Depois se concentrou e tentou passar otimismo e esperança à torcida: “O Atlético vai voltar a ser o que é, tenho certeza disso, conheço o Atlético. Estou observando o time, existe qualidade técnica para o time ser vencedor. Estou observando, vamos aguardar e tomaremos atitude”.”

João Vitor Cirilo,‏ da Rádio Super, fez uma previsão diferente, sombria, mais dentro da realidade: @JoaoVitorCirilo: “Outubro do Atlético: Chapecoense, América, Fluminense e Ceará. De 12 pontos, um conquistado. Qualquer aposta consciente hoje coloca esse time fora da Libertadores.”


Galo esta noite em Fortaleza. Na reta final do Brasileiro e os nossos representantes com objetivos distintos

Capa do caderno de esportes do jornal O Povo, de Fortaleza, twittada pelo

O América perdeu pra Chapecoense no sábado e se aproximou perigosamente da zona da degola. O Cruzeiro, que não almeja o título e nem corre risco de cair, venceu o Paraná, único já rebaixado e o Galo terá uma parada duríssima esta noite em Fortaleza, contra o Ceará, que tem os mesmos 34 pontos do América, e luta para se distanciar do rebaixamento. Em sexto lugar, 46 pontos, mesma pontuação do Santos, o Atlético precisa pontuar. Vamos ver qual será a estratégia do Levir Culpi em seu segundo jogo à frente do time.

Classificação

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

%

Palmeiras

63

31

18

9

4

48

20

28

68

Flamengo

59

31

17

8

6

49

23

26

63

Internacional

58

31

16

10

5

42

23

19

62

São Paulo

56

31

15

11

5

41

27

14

60

Grêmio

52

31

14

10

7

41

23

18

56

Atlético-MG

46

30

13

7

10

47

35

12

51

Santos

46

31

12

10

9

38

28

10

49

Atlético-PR

43

31

12

7

12

43

30

13

46

Cruzeiro

43

31

11

10

10

28

28

0

46

10°

Fluminense

40

31

11

7

13

31

38

-7

43

11°

Corinthians

39

31

10

9

12

32

30

2

42

12°

Bahia

37

31

9

10

12

32

36

-4

40

13°

Vasco

35

31

8

11

12

36

43

-7

38

14°

Botafogo

35

31

8

11

12

30

42

-12

38

15°

Ceará

34

30

8

10

12

25

31

-6

38

16°

América-MG

34

31

8

10

13

26

36

-10

37

17°

Chapecoense

34

31

8

10

13

30

45

-15

37

18°

Sport

33

31

9

6

16

31

53

-22

35

19°

Vitória

33

31

9

6

16

30

52

-22

35

20°

Paraná Clube

17

31

3

8

20

13

50

-37

18


O Brasil depois das urnas de 2018

Sábado, no Rádio Vivo da Itatiaia, o José Lino Souza Barros leu um artigo muito bom do David Coimbra, publicado dia 14 no jornal Zero Hora de Porto Alegre, sobre as eleições presidenciais. Vale a pena ler, aliás como tudo o que o David escreve; ótimo jornalista, que conheço de coberturas de várias Copas do Mundo:

* “O que pediria ao vencedor da eleição”

Não é hora para arroubos ou para aventuras

Não. O Brasil não vai virar fascista, nem vai virar comunista. Não se tornará uma Itália de Mussolini, nem uma Venezuela de Maduro. Os gays não serão enforcados em praça pública como no Irã, e as escolas não serão convertidas em madraças em que criancinhas aprenderão a pansexualidade. Seja com Bolsonaro, seja com o PT, a democracia brasileira não corre riscos.

Um candidato à Presidência levou uma facada, atos violentos de natureza política ocorreram em várias partes do país, é verdade. Mas o Brasil é um país violento. O mais violento do mundo, onde não são necessárias guerras ou revoluções para que morram 65 mil pessoas assassinadas por ano. Dá uma média de 178 assassinatos por dia. Mata-se por tudo e por qualquer coisa no Brasil. Os assassinos do Brasil não precisam de motivações especiais para matar. Escolha, entre esses 65 mil crimes, os motivos que você quiser. Filtre-os e use-os para justificar a sua tese, qualquer uma. No Brasil, há violência contra velhos e crianças, jovens e adultos, gays e héteros, mulheres, negros e índios. A violência grassa nas terras brasileiras. Decerto que contra homens jovens, negros e pobres há mais violência. Mas não por sua condição, não porque eles são homens jovens, negros e pobres, e sim pelo contexto em que os homens jovens, negros e pobres vivem. O que também não significa que não existe preconceito no Brasil. Claro que há. É mais um de tantos problemas brasileiros. Assim, radicalize a política em um país violento e preconceituoso e o que você conseguirá é o que estamos vendo.

O Brasil vem se deteriorando moralmente a cada ano. Piorando a cada ano. A diferença, nesta eleição, é que divergentes se transformaram em inimigos, e com o inimigo você não convive, o inimigo você quer eliminar. Como alcançar a paz entre pessoas que não se suportam? (mais…)


Entre chiliquentos, violentos e ameaçadores, árbitros continuam com a força e poder de sempre

Os árbitros nunca deixarão de ser protagonistas no futebol e nem com a chegada do VAR perderão o seu poder incomensurável, quase ditatorial. Alguns, sabedores da força que têm, costumam passar da conta, dentro e fora das quatro linhas.

Atualmente temos dois apitadores chamando a atenção de forma especial no continente; um do Brasil e um do Chile. O chileno Roberto Tobar, que apitou Boca 2 x 0 Palmeiras, tem fama ‘brigão’, de ameaçar e chamar jogador pra porrada “depois que o jogo acabar”. Tido como um dos melhores dos quadros atuais da Conmebol, estreou como árbitro FIFA em 2011, num Atlético x Zamora da Venezuela, pela Copa Sul-Americana.

No Brasil, o mineiro Ricardo Marques Ribeiro, que não incluo entre os melhores da CBF, vai colecionando polêmicas, somando às do início de carreira no Campeonato Mineiro. Desde segunda-feira se tornou uma das figuras mais vistas nas redes sociais em cenas de bate boca e quase porradas no vestiário do Beira Rio, com dirigentes do internacional, e em aeroportos com torcedores. Em todas, ameaça chamar a Polícia Federal para os detratores.

Tudo bem que ninguém tem sangue de barata, mas figuras muito conhecidas têm de se conter em situações como essas, sob pena de se tornarem alvos preferenciais de provocadores em ambientes públicos.


Depois de vencer Mano em Minas, Lisca aguarda Levir e seus problemas

Na 12a rodada foi jogo duríssimo no Independência e o Atlético venceu de virada por 2 a 1

Dia desses destaquei o trabalho do técnico Lisca (que de doido não tem nada) e agora ele mostrou um pouco do bom trabalho dele no Mineirão, nos 2 a 0 do Ceará sobre o Cruzeiro completo, dentro do Mineirão. Assumiu o time tido pela maioria absoluta como um dos rebaixados garantidos e o conduz a uma das melhores campanhas do returno.

Certamente Levir Culpi observou atentamente essa vitória cearense e já deve estar pensando formas para conter a fúria que terá pela frente na segunda-feira em Fortaleza. Precisando se distanciar mais da zona da degola o Ceará será osso duríssimo de roer no Castelão.

Outra missão que o Levir tem pela frente neste reinício no comando do Galo é acabar com este discurso acomodado e covarde de vários jogadores de que ficar entre os seis primeiros é um ótimo negócio. Se o título se tornou impossível, a meta tem que ser, no mínimo, entre os quatro primeiros, com vaga assegurada diretamente na Libertadores.


Dificuldades na reta final eram previsíveis; América precisa é de apoio geral neste momento

Há sete jogos sem vencer, o América precisa é se unir e contar com o apoio geral dos mineiros para continuar fora da zona da degola. As dificuldades da reta final do campeonato estavam previstas em função do orçamento e investimentos entre os concorrentes. Elenco com limitações técnicas sofre com as contusões e suspensões que se acumulam nas últimas rodadas. Os pontos somados no turno estão segurando a barra até agora, mas ainda faltam 12 para se manter na Série A 2019. Precisa beliscar um ou dois pontos fora, começando sábado contra a Chapecoense e garantir pelo menos duas vitórias no Independência contra outros concorrentes diretos, o Paraná e o Bahia. Os outros que terá em casa são o Cruzeiro e o Santos. Fora, terá ainda o Inter, Palmeiras e Fluminense.


Os goleiros Bruno, Diego Alves e as voltas que a bola dá

Foto www.oglobo.com.br

Bruno estava em ótima fase no Atlético e começou queimar o próprio filme ao mostrar arrogância e falta de profissionalismo no trato com o seu reserva Diego Alves, que chegou a ser humilhado em entrevistas por ele. Quando foi para o Flamengo, tirou uma última lasca dizendo que quem merecia sucedê-lo no Gol alvinegro era o Edson, “este sim, um ótimo goleiro”.

Diego manteve a humildade fechou o gol atleticano, foi para a Espanha, onde se tornou um dos melhores da Europa e retornou consagrado ao Brasil, enquanto Bruno se tornou um presidiário.

No Flamengo, alternou boas partidas e algumas nem tanto. Por causa de contusões, acabou perdendo a posição para o prata da casa César. E não é que o Diego deu uma de Bruno, se recusando a viajar com o time por não aceitar a reserva?

Lamentável. Que se lembre do seu passado e volte a calçar as sandálias da humildade.


O Cruzeiro está jogando para cumprir tabela neste Brasileiro

Especialmente porque o seu objetivo do momento já foi alcançado, que é a Copa do Brasil e a vaga direta na Libertadores da América 2019. Entrou em campo contra o Ceará completamente displicente enquanto o adversário dava a vida em mais um passo para fora da zona do rebaixamento, além de ter bom time, montado pelo Lisca Doido.

Para ficar mais tranquilo ainda na competição, espera chegar logo aos 45 pontos para não mais correr riscos em zona de degola. Neste aspecto, faltam apenas cinco e a partir do próximo sábado podem ficar faltando apenas dois, já que o time volta a campo em casa contra o lanterna do campeonato, e já rebaixado Paraná, às 21 horas.


O Atlético de Levir Culpi, a ajuda do Cruzeiro ao América e a justa reclamação do Mano Menezes

Depois de dez dias de férias, uma semana no Rio Grande do Norte, estou de retorno a Belo Horizonte. Vi apenas os gols da rodada e algumas presepadas nos noticiários. Atua atualizada via twitter e pelo que li da curtiva do Adroaldo Leal em texto do Mário Alaska, o fim de semana em nossa capital foi muito legal, né? @marioalaska: “Orgulho de BH! Pessoas a caminho do Mineirão pra ver Roger Waters, a caminho do Indepa pra ver Cruzeiro x Chape, fila pra entrada na casa Fiat de Cultura, os teatros movimentados, a cidade respira. Aplausos”.

Sobre o Galo, o Frederico Ribeiro‏, do Hoje em Dia, escreveu: @Fredfrm “Levir Culpi, sobre as peças do elenco do Atlético: ‘A culpa é minha por não conhecê-los e é possível que eu cometa alguns erros nesses dias. Depois não, depois eu vou dominar a situação’.

O Fred falou outra importante sobre a nova ordem no Atlético: “Levir Culpi comentou sobre Cazares e usou argumento da época em que barrou R10 e Tardelli em 2014: ‘Cazares tem qualidade técnica (…) Mas precisamos traduzir isso para números. Nós somos números’ Participação em gols de Cazares no Galo: 2016 – 14,51% 2017 – 22,8% 2018 – 21%”

Alexandre Simoes‏ @oalexsimoes retweetou o @Esp_Interativo: “EITA, DEYVERSON! O jogador do Palmeiras deu uma de Karatê Kid, acertou o jogador do Ceará e depois saiu pedindo desculpas pra torcida!” e comentou em seguida: “Gente, se o Sassá levou 6 jogos de gancho, o Deyverson tem de tomar pelo menos uns 12. Não tem explicação para o que ele fez.”

***

O Cruzeiro levou apenas 45 minutos para atropelar a Chapecoense, resultado que ajudou o América na corrida da zona do rebaixamento.

Com razão, Mano Menezes reclamou mais uma vez a insanidade do calendário do futebol sul-americano:

__ Até quando o torcedor vai gostar de ver 60 % do potencial de um time e do bom jogo de duas equipes? Infelizmente é o que podemos oferecer no momento com um calendário de jogos da forma em que está hoje em dia. Quem compra o campeonato tem de valorizar o seu produto. E quem organiza saber que um bom jogo vai depender das boas condições dos atletas. Não é choro, nem nada. Podemos fazer algo melhor pelo futebol e uma reflexão é necessária.

Falou e disse!


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