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Mineiros em Rostov, e a surpresa de José Flávio Lanna Drumond ao saber da saída do Enderson Moreira do América

Muitos, de várias regiões do nosso estado, aqui na Rússia, em especial, hoje, neste Brasil 1 x 1 Suíça em Rostov. nas arquibancadas e tribunas de autoridades. Dos mais famosos, Castellar Guimarães Neto, que terminou este mês o mandato de presidente da FMF e assumirá uma das vices-presidências da CBF. Me encontrei com um dos maiores beneméritos do América, José Flávio Lanna Drumond, que está acompanhado dos filhos Adriano (à esquerda na foto) e Rafael. Os três ficaram surpresos e tristes ao tomar conhecimento da saída do técnico Enderson  Moreira.


Bandeiras de Atlético e Cruzeiro retiradas detrás dos gols quando começou Brasil 1 x 1 Suíça

Muitos atleticanos e cruzeirenses de várias regiões de Minas, espalhados pelo mundo, estão aqui em Rostov, com camisas dos respectivos times. Até o jogo começar muitas faixas e bandeiras dos dois clubes estavam bem posicionadas perto das bandeiras de corner e atrás dos gols. Tão logo a bola rolou, funcionários da organização pediram que fossem retiradas. Por determinação da FIFA para não atrapalhar as marcas dos patrocinadores oficiais.

Fernando, de Viçosa, representando a Guaragalo, de Guaraciaba.

Paulo Henrique Fraga, “PH”, de Matipó, que mora nos Estados Unidos há 10 anos, sempre ligado no Cruzeiro.

Tive o prazer de me encontrar com o José Flávio Lanna Drumond, um dos grandes beneméritos da história do América.


O fã do “Pequitito”, de madrugada, numa estação de Moscou

Osvaldo Reis (de chapéu), o “Pequitito” e seus companheiros nos tempos de Rádio Globo/CBN, na chegada ao Mineirão para Argentina x Irã na Copa de 2014. À esquerda Guilherme Ibraim, à direita Henrique Fernandes e Rodrigo Pires.  

As estações de metrô e de trens de longa distância, mais as ruas, praças e bares de suas imediações se tornaram esquinas do mundo, ponto de convergência e confraternização de torcedores do mundo inteiro, inclusive de seleções que não se classificaram para a Copa. Surpresas e curiosidades nos chamam a atenção o tempo todo, como na saída do metrô, já de madrugada, depois de Rússia 5 x 0 Arábia Saudita. Percebendo que eu era brasileiro, o rapaz puxou conversa e perguntou de onde eu era e em qual veículo trabalho. Com a resposta, vibrou ao saber que sou amigo do Osvaldo Reis, o “Pequitito”, de quem ele é fã. O fato não seria grande novidade se o rapaz fosse mineiro e torcesse para algum dos nossos times. Mas ele é paulistano, torcedor do Palmeiras e só conhece o Pequitito de ouvi-lo na Rádio Super 91,7.

O fã nunca teve a curiosidade de acessar nem foto do ótimo narrador, mas ficou fã por causa da forma da narração, misturando poesia e letras de músicas com os gols. Especialmente da turma do Clube da Esquina. O moço se chama Douglas, é funcionário público, fez economias durante dois anos para estar aqui. Comprou passagem com preço promocional até Helsinque (Finlândia) que fica perto de São Petesburgo e de lá para cá, outra passagem promocional, porém de trem até Moscou. “Fuçando” pela internet, Douglas conseguiu hospedagem em um hostel pagando 80 reais por dia, num quarto com mais cinco pessoas.

Que o nobre Pequitito mande um alô para o palmeirense Douglas na próxima transmissão na volta do Campeonato Brasileiro. De preferência num jogo do Palmeiras contra um dos mineiros. O rádio tem essa magia e cativa as pessoas. E imaginar que a cada invenção tecnológica, da TV à internet, muitas foram as previsões que o rádio estaria com “os dias contados”. Pois está aí, cada vez mais firme e forte.

Depois de terminar esta coluna, caminhei os dez minutos de onde estou hospedado até a estação de longa distância Kazan. Meu dia de conhecer a viagem de trem pelos trilhos russos, até Rostov, para a estreia da seleção brasileira contra a Suíça. São 1075 quilômetros. O trem saiu da capital russa às 18h42 e chegou, como previsto às 11h55 de hoje. Nas próximas postagens contarei mais detalhes.


No comércio normal os preços na Rússia são muito bons, nos estádios é com a FIFA, que mete a mão

Cerveja russa, 500 ml, excelente, comprada numa loja perto de onde estou hospedado em Moscou. Em reais, 4,70. Nos estádios, é Bud, a R$ 20,00.

Aliás, ótimas lojas especializadas em bebidas e comidas, com preços que não assustam de jeito nenhum.

Nos fazem é lembrar de como são caras as coisas no Brasil, certamente por causa dos impostos absurdos que pagamos.

O salário mínimo aqui é de 7,8 mil rublos, em torno de R$ 470,00.

Num post anterior alguém questionou os preços das coisas no país sede da Copa em função de foto que publiquei da tabela do bar do estádio Luznhiki. Realmente nas áreas controladas pela FIFA é tudo mais caro, três vezes mais, no mínimo. O copo de cerveja, 500 ml, 350 rublos (R$ 20). Refrigerante e água 200 rublos (R$ 10). Hot-dog e outros sanduíches, 300 rublos (R$ 17). Camisetas, boné, mascote e bonés custam até 100% mais que nas lojas e supermercados fora dos estádios. Variam de 1500 a 6000 rublos (R$ 90 a R$ 360), sem chance de negociação. E por incrível que pareça, vende tudo.


No metrô, bares e restaurante os russos aplaudem, e até a seleção brasileira parou pra ver show de Cristiano Ronaldo

TVs ligadas no comércio, dentro do metrô e principalmente bares, restaurantes e recepções de hotéis para mostrar todos os jogos da Copa. A seleção chegou em Rostv, cidade da estreia no domingo, e também parou pra ver Portugal 3 x 3 Espanha. Foto do Lucas Figueiredo /CBF.

No segundo dia de bola rolando um 3 a 3 entre Portugal e Espanha que tem grande chance de ser escolhido como o melhor de toda a Copa da Rússia. Com direito a mais um show de Cristiano Ronaldo que é o faz tudo do time português, gols principalmente. Após o apito final do árbitro comemoração e vibração pouco comuns para uma estrela de primeira grandeza como ele. Jogando pra cima a torcida e os companheiros de time como se estivesse tentando mostrar a eles que Portugal também deve ser incluída entre as seleções favoritas ao título.

Mais cedo o Uruguai com Suarez e Cavani, dois dos maiores artilheiros do mundo, sofreu para ganhar de 1 a 0 do Egito (sem Salah) e mesmo assim com gol de zagueiro (Gimenez), aos 45 do segundo tempo.

O Irã venceu Marrocos, mas ambos vieram para cumprir tabela, já que as duas vagas deste Grupo B não sairão das mãos de Portugal e Espanha.


Ecos do Passado/França’1998: com Tostão e Maurílio Costa

Em Ozoir La Ferrière (35 Km de Paris), em 1998, assistíamos diariamente aos treinos da seleção, comandada por Zagallo, que perderia de 3 a 0 a final para a França. Eu cobria para a Rádio Alvorada FM. Ao centro, Maurílio Costa, da Itatiaia (hoje aposentado) e à direita, Tostão, na época colunista do Jornal do Brasil e Alvorada FM.


A primeira Copa depois do esboço de faxina

Uma das heranças positivas dos tempos da União Soviética são as moradias russas. Não se vê favelas em Moscou, apesar de uma população em torno dos 12 milhões de habitantes. Prédios como este predominam por aqui. Os apartamentos são pequenos, de dois a quatro quartos, dependendo da região. Em todo complexo como este, há parques para crianças e áreas verdes entre os prédios.

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Meus caros amigos e amigas do blog, neste período da Copa do Mundo eu volto a escrever minhas colunas diárias nos jornais O Tempo e Super Notícia e convido-os a nos prestigiarem com a leitura lá também. A de ontem, foi esta:

“É a 21ª Copa da história, a minha nona; a terceira para O Tempo/Super Notícia. A primeira após o esboço de faxina geral nas confederações e na próxima FIFA. Muita gente cumpre pena, afastada em definitivo, mas muitos espertos passam em branco e outros, candidatos a novos “mafiosos”, surgem. Por isso, prefiro dizer que tivemos um “esboço” de faxina. No Brasil, por exemplo, a CBF mudou apenas os nomes, mas a linha é a mesma de Del Nero, Marin, Teixeira…

O prazer e as expectativas são os mesmos da minha primeira, em 1986, no México. Como será a organização? Qual será a qualidade do futebol? Quem serão os destaques coletivos e individuais? Haverá alguma novidade tática? E as decepções? E as evoluções tecnológicas, dentro e fora de campo? Tudo isso começa a ser respondido a partir de hoje, quando Rússia e Arábia Saudita entrarem em campo.

 

Sem meter a mão

Estou aqui há uma semana, muito bem impressionado com tudo o que tenho visto e vivido. A Rússia se preparou devidamente, em todos os aspectos. Tudo funciona da melhor forma, a receptividade aos estrangeiros é excelente, as comunicações são ótimas, povo gentil e o mais importante: sem abusos do comércio em geral no que se refere a preços. O “olho grande” dos locais é muito comum em grandes eventos como este, no afã de lucrar o máximo e meter para isso ter que meter a mão no bolso dos turistas. À exceção dos meios de hospedagem, cuja procura é altíssima durante a Copa, até agora não vi nada mais caro que no Brasil.

Acordei e pensei que já passasse das 7 horas. Que nada, 2h30 da madrugada. Nesta época a noite dura pouco por aqui. Depois das três o sol já está como se fosse pleno dia.

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Cidade que não para

Todo moscovita sabe que a Copa começa hoje, mas diferentemente de outras sedes de abertura, a cidade não parou por causa disso. Além de seu gigantismo, com seus quase 12 milhões de habitantes, Moscou é naturalmente um dos maiores destinos turísticos do mundo e não precisa do futebol para atrair visitantes. Além do mais a seleção russa não empolga. Se conseguir se classificar em primeiro no grupo já será uma glória. Mais que isso será lucro.

 

Que vença a melhor

Muitos sul-americanos em Moscou, com os argentinos prevalecendo. A brasileirada em sua maioria está a 1.630 Km daqui, em Socchi. Peruanos também estão em bom número, e me encontrei com dois equatorianos, que vieram torcer pelo Uruguai.

As seleções favoritas são as de sempre: Alemanha, Brasil, Argentina, França e a Espanha, que mesmo com essa loucura de demitir o treinador 48 horas antes da estreia, continua forte. Se estivessem aqui, Itália e Holanda estariam nesse bolo. Vejo como ponto fraco do Brasil a defesa. Thiago Silva em especial, zagueiro frouxo. Desde o dia em que o vi desabando em choro compulsivo contra o Chile, em 2014 no Mineirão, perdi a fé na figura, que ainda por cima era o capitão.

Mas o meio e o ataque são ótimos. Não entro naquela de “prá frente Brasil”, da “torcida verde e amarela”. Que vença a melhor.

Roger Waters (Pink Floyd) fará shows em São Petesburgo dia 29 de agosto, dia 31 em Moscou e depois seguirá para o Brasil, para oito apresentações. Dia 21 de outubro em Belo Horizonte, no Mineirão.

A divulgação aqui é em todas as mídias possíveis, como nestas peças de rua. Os ingressos em Moscou estão quase esgotados. O mais barato custa 4.820 rublos (R$ 290,00). O mais caro 6.508 (R$ 390,00).


Estádio Luzhniki faz lembrar Mané Garrincha, Soccer City e o Mineirão dos bons tempos

O estádio Olímpico Luzhniki, para 80 mil pessoas, internamente faz lembrar o Mané Garrincha em Brasília e o Soccer City em Joanesburgo. Prático e confortável.

Com a diferença fundamental para o estádio de Brasília que é mais espaço entre as cadeiras no de Moscou.

O anel interno faz lembrar o antigo Mineirão.

Além de lanchonetes, há também postos de venda de souvenir da Copa.

Banheiros alinhadíssimos!

E um visual externo fantástico.


Monopolizada, cerveja é vendida durante todo o jogo

Diferentemente das Fan-fest em que é vendida uma ótima cerveja russa, opcional, nos estádios, só se bebe Budweiser.

A venda é rápida, paga-se com dinheiro ou cartão (só Visa, também patrocinador da FIFA).Tem “combos” com opções hot-dog, sanduiche de presunto, com cerveja ou Coca-Cola, e o preço é três vezes maior que no comércio normal da cidade.

O copo de cerveja, 500 ml, 350 rublos (R$ 20). Refrigerante e água 200 rublos (R$ 10). Hot-dog e outro sanduíche, 300 rublos (R$ 17).


Time da Rússia menos ruim e goleada poderia ter sido até maior

A partida inaugural teve dois times ruins, mas o jogo foi até bom porque a seleção anfitriã tinha que vencer por um bom placar, visando a classificação para as oitavas e fez um gol logo aos 12 minutos. A Arábia Saudita foi com tudo pra cima, se abrindo, facilitando as coisas para os russos que aproveitaram menos oportunidades que poderiam. Mas 5 a 0 dá uma boa gordura de saldo de gols na briga com Uruguai e Egito por duas vagas.

A Rússia tem um brasileiro naturalizado. Mário Fernandes, ex-Grêmio, que recusou uma convocação da seleção em 2011, então comandada por Mano Menezes, para não perder a chance de disputar uma Copa. Fez bem. Lateral direito razoável, que dificilmente seria convocado para a seleção brasileira para estar aqui.


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