Blog do Chico Maia

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Roberto Carlos e Cabral: quando a ganância une o público e o privado em muitas emoções

RCARLOS

Um tempo no futebol para a sugestão de leitura de dois ótimos artigos. De um veterano das letras, o genial Ruy Castro, e um emergente, o não menos genial Bernardo Mello Franco. Informações e comentários surpreendentes sobre figuras públicas da história contemporânea do Brasil, que mostram o caráter nacional.

Uma das figuras é brilhante no que faz, um “Rei”, mas que assim como todo ser humano, comete seus deslizes. O outro começou de forma brilhante e subiu no tamburete da ética como plataforma para ganhar o apoio popular. Mas, depois se mostrou um engodo, um farsante. Ambos os textos na Folha de S. Paulo, respectivamente em novembro e outubro deste ano. Vale a pena:

* “Muitas emoções”

Ruy Castro

Uma notícia circulou há dias sem o destaque merecido. Tratava da vitória nos tribunais do empresário Roberto Carlos Vieira, de Vila Velha (ES), contra o cantor Roberto Carlos, que tentou — e conseguiu, por mais de um ano — impedi-lo de manter uma corretora imobiliária com seu nome na cidade e o levou à falência. Roberto Carlos, o cantor, também tem uma imobiliária, chamada Emoções, e a marca “Roberto Carlos” está registrada para inúmeros fins, inclusive neste ramo. Donde, para o cantor Roberto Carlos, nenhum outro Roberto Carlos pode vender quase nada no Brasil com esse nome.

Infelizmente para Roberto Carlos, o país está cheio de Robertos Carlos. Muitos, por sua causa. Não é o caso de Roberto Carlos Vieira, que tem 55 anos e, quando nasceu, em 1961, o cantor era um anônimo que rondava as boates cariocas pedindo emprego. As mães ainda não batizavam filhos com seu nome. E Roberto Carlos Vieira foi chamado assim porque seu pai, Antonio Carlos, deu parte de seu nome a todos os filhos – Renato Carlos, Ronaldo Carlos, Roberto Carlos – e até à sua filha, Roseana Carla.

O processo movido por Roberto Carlos cantor obrigou Roberto Carlos corretor a retirar seu nome de sua própria empresa – ou a pagar a multa diária de R$ 1.000 enquanto não fizesse isso. Obrigou-o também a remover as placas espalhadas por Vila Velha, o site na internet e as páginas nas redes sociais. Ao virtualmente desaparecer, o empresário quebrou. Só lhe restou fazer bicos para continuar pagando a faculdade das filhas e o tratamento de câncer de sua mulher.

Agora, a Justiça de São Paulo julgou improcedente o caso e devolveu ao corretor o direito de se chamar Roberto Carlos e vender imóveis ao mesmo tempo. Além disso, condenou o cantor a pagar as custas e os honorários do processo.

São muitas emoções.

* * *

Cabral, o imortal

CABRAL

BRASÍLIA – Dizem que certos políticos têm sete vidas, tamanha a sua capacidade de sobreviver a escândalos. Se for verdade, Sérgio Cabral deve ter 14. O ex-governador do Rio é alvo de acusações de corrupção há quase duas décadas, mas as suspeitas contra ele nunca foram a julgamento.

Em 1998, o Ministério Público abriu a primeira investigação sobre Cabral. Ele era suspeito de enriquecimento ilícito por comprar uma mansão em Mangaratiba, perto de Angra dos Reis. O caso foi arquivado pelo procurador Elio Fischberg, que seria afastado por falsificação de documentos em ação contra outro peemedebista ilustre: Eduardo Cunha.

O escândalo à beira-mar não interrompeu a escalada de Cabral. Ele acumulou poder e se elegeu senador e governador por duas vezes. Chegou a se insinuar à Vice-Presidência da República, mas foi abatido em voo pelas manifestações de 2013.

Um acidente aéreo na Bahia expôs sua intimidade com empresários que prosperaram em terras fluminenses. Um deles, o empreiteiro Fernando Cavendish, presenteou a mulher do peemedebista com um anel avaliado em R$ 800 mil. O valor da joia parece gorjeta diante das cifras atribuídas a ele na Lava Jato.

Cabral já foi acusado de receber propina em várias obras milionárias, como a reforma do Maracanã, o complexo petroquímico, o Arco Metropolitano e a reurbanização de favelas. Ele anda sumido, mas continua a atuar no bastidor. Há poucas semanas, treinava o aliado Pedro Paulo para os debates da eleição municipal.

Encastelado no Leblon, o peemedebista acaba de entrar na mira de outra operação de nome sugestivo: Saqueador. Para o juiz Marcelo da Costa Bretas, as apurações apontam para um “gigantesco esquema de corrupção” no Estado, “com o apadrinhamento” do ex-governador.

Em nota, Cabral disse que “repele com veemência” e manifesta “indignação e repúdio” contra os acusadores. Se sobreviver a mais essa, ele poderá reivindicar o título de imortal.


Árbitros de vídeo geraram mais polêmicas que soluções nas primeiras experiências

DUKETV

O Mundial de Clubes da FIFA vencido pelo Real Madri, ontem, foi o primeiro laboratório para a experiência com o uso da tecnologia e gerou mais polêmicas do que era de se esperar. Eu que era totalmente favorável, fiquei na dúvida quanto a eficiência da aplicação da ideia. Pelo menos gera a presunção de que ficará mais difícil a armação de resultados, mas até nisso passamos a ver controvérsias no tema.

Deste Mundial no Japão, apenas uma certeza. A arbitragem via vídeo aumentou a matéria prima para grandes chargistas, como o Duke, conforme mostra esta que saiu no Super Notícia.


Robinho e Piqué dão exemplos das consequências da irresponsabilidade do mau jornalismo

HOMOSAPIENS

Virada de temporada, tempo de especulações e muita notícia plantada, por empresários querendo emplacar jogadores em clubes grandes e gente nossa da imprensa querendo dar notícia em primeira mão. Com o surgimento da internet os “furos” de reportagem se tornaram espécie em extinção, porque ficou quase impossível saber quem contou primeiro a “bombástica” informação. Nessa, muitos colegas vão entrando de sola, sem pensar nas consequências de uma informação mal apurada ou movida por interesses comerciais ou até mesmo inconfessáveis, o que não é raro em nosso meio.

Mas, o normal é a vaidade exacerbada, de querer ter a primazia da notícia. A partir da segunda metade dos anos 1990 a internet mudou tudo e estamos vivendo um momento de rearranjo das coisas. Acabou aquilo de era chamado de “4º Poder”, quando a imprensa era colocada no patamar do Executivo, Legislativo e Judiciário. Esse poder foi detonado pelas mídias virtuais e quem não souber se adaptar será condenado pelo mais rigoroso dos juízes de qualquer jornalista: o público, seja leitor, ouvinte ou telespectador, todos unidos na mesma plataforma que é internet.

E foi um jogador de futebol que fez o melhor alerta que vi até agora aos maus profissionais do jornalismo em geral, do esporte principalmente. Disse o zagueiro Gerard Piqué semana passada: “A urgência da notícia, agora, tem mais importância que o rigor. Sempre haverá alguém que se importa em dar a notícia antes de apurá-la”. E emendou: “Compreendo que o Barça blinde seus jogadores”.

Continua falando o zagueiro do Barça: “O clube tinha que cortar pela raiz o mal da imprensa. O jogador tem cada vez mais poder, e usa menos a imprensa. Alguns têm mais seguidores que o jornal esportivo mais lido na Espanha.” Piqué arrematou dizendo que “…poderia não dar mais entrevistas, e nada aconteceria”. Pois é! Esta semana Robinho, do Atlético, viveu situação que tem tudo a ver.

Pelo que foi escrito por um jornalista paulista, Robinho estava acertando o retorno ao Santos. O jogador do Galo utilizou suas redes sociais e seguiu a mesma toada do Piqué: “É de se estranhar agora no final do dia, de forma quase que simultânea, sair em vários veículos de comunicação notícias levianas, que geralmente, antes de publicarem, costumam ouvir a outra parte para verificar a veracidade, fato que não ocorreu. Será que vale tudo mesmo por uma notícia? Vale tudo pelo “ibope”? Será que não pensam no impacto que uma notícia leviana pode causar, principalmente quando envolve torcida, clube, família, emoção…?”

Como discordar destes jogadores? O que falaram precisa ser refletido por novos e veteranos da imprensa ou por quem pretende ingressar nessa profissão. A irresponsabilidade na informação gera cada vez mais o descrédito da categoria, numa instantaneidade absurda.


Num mosaico de notícias e comentários Fred Melo Paiva recomenda: hoje tem lançamento de livro infantil sobre o Rei ‏

REI

@fredmelopaiva 

“Hoje tem lançamento do livro infantil sobre a história do Rei! Na sede do Galo.”

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Também recomendo, escrito pelo excelente Eduardo Ávila e pelo filho do Rei, Philipe. Bora lá!

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Vale lembrar também essa twittada da Úrsula Nogueira:

“Festa do futebol amador: começa neste domingo a 56ª edição da Copa Itatiaia” – http://bit.ly/2hXSm6R 

COPA

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Essa é prá dizer que faço minhas as palavras do genial Duke ‏@dukechargista 

“Sério, não dou conta mais de ouvir gente que se livrou de tragédias dizer “Deus me salvou”. Então os outros Deus deixou que se fudessem, né?”

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Esta aqui está no blog do Ancelmo Gois, no portal O Globo. Apesar de tudo, a Odebrecht continua mandando e não vejo a hora dessas investigações chegarem pra valer, também, à reforma do Mineirão, onde debaixo do angu tem muita carne:

“Pezão dá ‘Ok’ e Odebrecht escolherá quem será novo administrador do Maracanã

Ok de Pezão ao Maraca

maraca

“Os dois consórcios que disputam o arrendamento do Maracanã entregaram suas credenciais, quinta e ontem, ao governo do Rio.

Com o ok, quase certo, de Pezão, a bola vai para a Odebrecht, que irá escolher a proposta que mais lhe convém para repassar o estádio.”

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Verdade verdadeira do Vinicius Grissi ‏@ViniciusGrissi 

“Eduardo Baptista e Roger Machado empregados. Faltam Fernando Diniz e Milton Mendes em algum clube da Série A.”

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Ótimo jornalista da nova safra, Frederico Ribeiro ‏@Fredfrm do Hoje em Dia, informa:

“Alvo do Atlético, Gustavo Bou é opção para ocupar vaga em provável venda de Lucas Pratto” http://hoje.vc/sviq 

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O namoro e noivado deram certo e parece que haverá casamento, segundo informa o UOL Esporte ‏@UOLEsporte 

“Cruzeiro antecipa conversas e cogita compra de Robinho no início de 2017” http://bit.ly/2gVvsz9 

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Outra boa da área literária vem do Sempre um (bom) Papo, Afonso Borges ‏@afonsoborges  que hoje lança livro próprio:

“Ei, …  de 10 as 12h, vou autografar “O Menino…” na @livrariaouvidor Savassi. Alegria vê-los por lá.”

Estarei lá, também!

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Os estragos de Pedro Álvares Cabral parecem eternos por aqui e se multiplicam em valore$. Tiradentes morreu por muito pouco dinheiro pelo que escreve o Ricardo Amorim do Manhathan Conexion ‏@Ricamconsult 

“Portugal cobrava 1/5 em impostos sem contrapartidas; os inconfidentes lutaram pela independência. Hoje, pagamos 2/5”. #retrospectiva2016

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Carlos Cereto, do Sportv retwittou uma notícia legal do Portal Mídia Esporte ‏@midiaesporte 

“Santos homenageia Deva Pascovicci com nome em cabines de TV da Vila Belmiro” https://goo.gl/Y1SSdK 

DEVA

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Por falar nisso, ver o lateral Alan Ruschel da Chapecoense saindo do hospital andando, entrando no carro sem ajuda de ninguém, inteiro fisicamente me fez pensar na vida de forma especial.

ALAN

Como deve ficar a cabeça de alguém que escapa da queda de um avião em que só ele e mais cinco pessoas se salvaram, de um total de 77 pessoas?

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Esta aqui está em todos os noticiários de esportes:

“Após promessa à torcida, Verón confirma volta aos gramados pelo Estudiantes”.

veron

Faz isso não Verón! Aos 41 anos, certamente vai se arrastar pelos gramados, destruindo uma ótima imagem criada em função de muita bola jogada com muita raça. Principalmente se levar adiante a idéia de disputar a Libertadores. Presidente e capitão do time! Só mesmo o futebol Sul-Americano para produzir essas coisas.

Isso nos faz também pensar sobre essa Flórida Cup. Verón está retornando aos gramados principalmente para disputá-la, já que o time dele não tinha nenhuma estrela de primeira grandeza para apresentar neste torneio nos Estados Unidos. O Flamengo desistiu de disputá-la por causa do calendário e puseram o Bahia no lugar. O Internacional, precisando rever toda a sua vida, também desistiu. O Galo diz que deve mandar um time “alternativo”, e se tiver juízo manda mesmo ou até desiste também, porque senão ficará reclamando da avalanche de jogadores machucados no decorrer da temporada toda.


A carruagem está se mostrando abóbora e começa cair a máscara do “legado olímpico” da Rio’2016

PAEZ

No jornal O Dia/RJ, Aroeira retratou bem o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador carioca Sérgio Cabral.

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Os gastos desnecessários com a Copa do Mundo elitizaram o público do futebol nos estádios e irrigaram os bolsos de corruptos de Norte a Sul, Leste a Oeste do país e a verdade está aparecendo nas investigações do Ministério Público e Polícia Federal nestes dois anos pós-evento. A Olimpíada do Rio foi vendida como organização “perfeita”, com contenção de gastos, obras sustentáveis, modelo de gestão e etecetera e tal. Nem parecia “coisa de Brasil”. Agora, quatro meses depois, o governador que tanto trabalhou para a cidade se tornar sede dos Jogos, está na cadeia, e o prefeito condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos, logo no início das investigações. Eles juravam que o “legado” esportivo para a população do Rio e do país compensaria os altos investimentos e todo mundo engoliu.

O colunista Marco Aurélio Canônico, da Folha de S. Paulo, começou mostrar a realidade do tal legado:

* “Cemitério de elefantes olímpicos” 

Um dos mantras mais repetidos por Eduardo Paes era o de que a Rio-2016 não deixaria “elefantes brancos” para a cidade. Menos de três meses após o fim do evento, tal promessa já se mostra furada.

Alguns equipamentos eram claramente insustentáveis desde a concepção. Caso do campo de golfe, construído por US$ 19 milhões em uma área de reserva natural. O local é público, mas, como ninguém pratica o esporte no Brasil, é inútil. Sua manutenção gira em torno de US$ 82 mil mensais.

Mesmo instalações para as quais havia algum simulacro de planejamento já começam a tomar a forma de paquidermes de concreto e metal. É o caso do Parque Olímpico da Barra. Ali, segundo Paes, a “criatividade” seria garantia de aproveitamento: parte dos estádios seria administrada por meio de uma parceria público-privada e outra parte seria desmontada e “transformada em escolas e ginásios em áreas mais pobres”.

Não é o que está se desenhando. A licitação para escolher a empresa que cuidará do local deveria ter acontecido em agosto, mas foi sucessivamente adiada. Uma única empreiteira se interessou, mas não cumpriu as regras do edital. Com isso, a prefeitura teve de contratar emergencialmente (ou seja, sem licitação) um gestor para o espaço por até três meses, ao custo de R$ 4 milhões.

Ainda que ocorra até o fim do ano, a licitação já tem oposição declarada do próximo prefeito, Marcelo Crivella, que se espantou com a conta que herdará: R$ 166,5 milhões a serem pagos pelo município por obras de adaptação ao longo de três anos. A partir deste prazo, a prefeitura arca com parte das despesas de duas das arenas, gastando até R$ 382,7 milhões.

Não dá para dizer que esse cenário é surpreendente. Mas os elefantes olímpicos cariocas cresceram muito mais rapidamente do que se podia supor.


“Já tomei uns tragos de poesia e prosa pra amaciar a tristeza”

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O enunciado deste post é muito bom, não é? Bem que eu gostaria que fosse meu, mas não é. Trata-se do título do livro do Emanoel Ferreira, jornalista da nova geração que já fazia sucesso deste os tempos de estagiário, quando cuidava de uma das mídias sociais do projeto “Por um futebol melhor”, da Ambev. Ele era o responsável pelo “Brahma Cruzeiro”. Também é um grande colaborador do nosso blog e de vez em quando nos honra com seus textos sobre futebol.

LIVRODOMANEL

Emanoel também é poeta e lançará o seu primeiro livro, apesar de parecer um veterano das letras.

Obrigado à jornalista Luciana Mayer, da Partners Comunicação Integrada, que nos enviou todas as informações e fotos:

* “Um belo horizonte para a poesia”

No mês em que a capital mineira completa 119 anos, o poeta Emanoel Ferreira lança seu primeiro livro, que tem diversos pontos de Belo Horizonte como cenários de seus textos

Belo Horizonte, dezembro de 2016 – A história de Beagá confunde-se com a de nomes como Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Otto Lara Rezende, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Pedro Nava, Hélio Pellegrino, Murilo Rubião, dentre outros. Celeiro de grandes escritores, a cidade dá a luz a mais um artista. No próximo sábado, dia 17 de dezembro, o escritor mineiro Emanoel Ferreira lançará seu primeiro livro Já tomei uns tragos de poesia e prosa pra amaciar a tristeza, no Boi Vindo Steakhouse, às 12h.  A editora responsável pela publicação é a carioca Multifoco, pelo selo FuturArte Poesia. (mais…)


MG tem ótimos executivos de futebol, mas os nossos clubes andam preferindo os de São Paulo, e se dando mal

SCURO

Anunciado ano passado como “jovem, acadêmico e bem relacionado”, Thiago Scuro (esquerda) ao lado do então técnico Deivid

***

O Cruzeiro dispensou Thiago Scuro, contratado ano passado como a “revelação” entre os novos executivos do futebol brasileiro, vindo do Red Bull. Nada contra nenhum profissional de outro estado trabalhar em Minas, muito pelo contrário, mas os melhores diretores de futebol do Brasil atualmente são mineiros e vivem recebendo propostas de outros grandes clubes: Eduardo Maluf e Alexandre Mattos.

O América também se deu mal ao tentar um paulista para comandar o seu departamento profissional e voltou para a Série B, graças em grande parte ao senhor Sidiclei Menezes, que cometeu um monte equívocos e não deixou nenhuma saudade. Interessante é que há nomes de potenciais bons dirigentes em Minas, que poderiam ganhar oportunidades em nossos grandes clubes, como o Alberto Dalva Simão, que começou no próprio América e levou o Tupinambás ao título da Segunda Divisão mineira deste ano. O tradicional clube de Juiz de Fora estava fora do profissionalismo desde 2007.

Sem falar em Valdir Barbosa, que teve ótima passagem no Coritiba, depois de acumular experiência no próprio Cruzeiro. Os mestres dele são ninguém menos que Zezé e Alvimar Perrella. Valdir trabalhou no Cruzeiro em todo o período dos irmãos Perrella, que, queiram ou não, de futebol conhecem tudo, e deram à Raposa algumas das maiores glórias da história do clube. Em Minas temos também os irmãos que comandam o Boa Esporte, que mesmo com todas as dificuldades enfrentadas por todo clube, principalmente do interior, mantém o time em evidência em todas as disputas.

Este ano os irmãos do Boa conquistaram o título da Série C, numa grande final com o tradicional Guarani de Campinas. E nessa procura por substituto para o Thiago Scuro, a diretoria do Cruzeiro tomou uma esnobada do Erasmo Damiani, candidato a emergente no futebol brasileiro, mas que até agora só é conhecido por coordenar a base da CBF, nomeado por José Maria Marin. Convenhamos, nada que o credencie a comandar o futebol profissional de um clube como o Cruzeiro.


Cuca quer visitar o Papa, fala de superstições, sobre o Galo e o Cruzeiro no caminho dele e que pode largar o futebol, se não sentir falta

CUCA

Falou isso e muito mais numa longa e boa entrevista ao Guilherme Seto, da Folha de S. Paulo:

* ‘Se não sentir falta, talvez nem volte mais ao futebol’, diz Cuca

Campeão brasileiro, Cuca não é mais técnico do Palmeiras, time que deixou para cuidar da família e viajar à Europa para aprender mais sobre treinamentos. No entanto, ele pode não ser nem mais treinador.

Em entrevista à Folha, ele diz que está cansado e que, caso não sinta falta do futebol, não voltará a dar instruções à beira do gramado. Além disso, Cuca também comenta com detalhes a campanha do título, o que fará no futuro e o impacto que sofreu com a tragédia da Chapecoense.

A ideia é voltar quando ao futebol?
Não sei. Quero ver o quanto que vou sentir de falta. Também é bom para ver se a gente faz falta para o futebol. Se a gente não sentir falta, pode ser que nem volte mais. Estou cansado. Mentalmente. Comecei em 1998 no Uberlândia e não parei mais. Não é fácil lidar com tantas pessoas. Não é fácil chegar na cara de um jogador e falar: ‘olha, não vou contar com você’. Eu fiz isso no Atlético-MG com 19 pessoas. É a pior coisa que tem no futebol. O jogador pergunta o porquê, fala que é mais do time do que você. Quem comanda tem que agir assim, infelizmente.

O que mais vai fazer no período sabático?
Ficar em casa, cuidar dos bichos. Em Curitiba, tenho veado, lhama, papagaio, pavão, arara, cavalo, porco Tudo registrado no Ibama. Ando muito a cavalo. Adoro contato com os bichos. Quando os papagaios nascem, eles demoram muito para aprender. Depois, quando você menos espera, eles começam a cantar. É tão gostoso.
Vou pescar também, no mar. Eu e meus irmãos entramos no barquinho e vamos. Mais que peixe, você pega raiva lá. Tá difícil de pegar peixe. Pescamos anchova, dourado. Também pegamos porquinho, peixe de couro, bom de briga e bom de comer. Nós que limpamos, mesmo. Comer peixe fresco é outra coisa. Que coisa boa.

Em algum momento achou que não ia dar certo?
Não. No começo, quando ganhamos do Atlético-PR, depois perdemos da Ponte Preta, ganhamos do Fluminense e perdemos do São Paulo, eu sabia que era um time ainda tentando encaixar. Aí deu uma encaixada. Demos uma caída quando perdemos o Prass e o Gabriel Jesus. Aí perdemos para o Atlético-MG, para o Botafogo e empatamos com a Chapecoense. Aí eu disse ‘opa, precisamos voltar a ganhar’. Não estávamos mais praticando aquele futebol bonito e vistoso. Mas a gente praticou um futebol mais seguro. Ali passamos a ser a defesa mais sólida, que não tomava gol. Tanto que no segundo turno só perdemos para o Santos. Acho que ali passamos a ser o time que podia até não jogar bonito algumas vezes, mas queria ser campeão. E essa era a nossa maior beleza.

Qual foi o jogo mais marcante da campanha para você?
Eu fiz todos os cálculos naquele quadro, defini quais jogos a gente precisava ganhar e quais eram as partidas de descarte, que a gente talvez não pontuasse. Eu sabia que com 74 pontos seríamos campeões. Hoje, com 74, teria dado certo. Trabalhamos em cima desse número. Fizemos ‘banners’ para motivar os jogadores: faltam nove vitórias. Isso é comprometimento que você cria.

O jogo mais marcante para mim foi contra o Corinthians no Itaquerão. A gente tinha jogado com o Flamengo na quarta-feira, empatamos e ficamos um ponto na frente. No sábado, se a gente perde ou empata o Flamengo jogava com o Fiegueirense no Pacaembu. Se ganhassem, eles passavam. E o Flamengo embalado é muito difícil de retomar a liderança dele. E o nosso time é jovem, não é cascudo. Falamos que não podíamos deixar o Flamengo passar.

Sem Vitor Hugo e sem Gabriel Jesus, fizemos um jogo taticamente perfeito. E vencemos. E depois do jogo, ajoelhamos em Itaquera e agradecemos a Deus, porque aqueles 20, 25 que estavam lá enfrentaram 40 mil corintianos fortes, gritando o jogo inteiro, confusão com a polícia. Controlamos maravilhosamente o jogo e ali eu senti que estávamos prontos para sermos campeões.

E o lance mais marcante?
O gol que o Zé Roberto tirou de barriga contra o Cruzeiro, em Araraquara. Seria um gol que faria a gente perder pontos e a confiança do torcedor. E tomaríamos um gol de um jogador nosso, o Robinho. (mais…)


Robinho leva três troféus no Guará; Mano Menezes, técnico do ano, Daniel Nepomuceno o dirigente

GUARA

Mesa apuradora dos votos do Troféu Guará 2016 com Emanoel Carneiro (esquerda), Úrsula Nogueira, Bruno Azevedo, Henrique Fernandes, Dimara Oliveira, Alexandre Simões, Cadu Doné, Leo Figueiredo e Michel Ângelo.

***

Do site da Itatiaia:

* “Imprensa mineira elege os melhores do futebol na 54ª edição do Troféu Guará”

Os melhores da temporada de 2016 no futebol mineiro foram escolhidos pela imprensa do estado, na noite desta terça-feira, na 54ª edição do Troféu Guará. A seleção foi equilibrada entre Atlético, que emplacou seis jogadores, e Cruzeiro, com quatro. O América teve um representante.

Os vencedores foram escolhidos por representantes de 30 veículos de comunicação de Minas, mais a Rádio Itatiaia, entre emissoras de rádio e televisão, jornais impressos, revistas e portais de internet. Cada órgão de imprensa teve direito a um voto, assim com a Itatiaia.

Destaque para o atacante Robinho, do Atlético, que conquistou três troféus, como artilheiro da temporada, craque do ano (com 26 votos) e única unanimidade no ataque da Seleção Guará.

Pela primeira vez, o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, foi eleito o dirigente do ano em Minas com 16 votos. O zagueiro Gabriel, também do Galo, ganhou como revelação de 2016, com 22 votos.

Mano Menezes, do Cruzeiro, recebeu 18 votos e foi eleito o melhor técnico no estado superando Givanildo Oliveira, que comandou o América no primeiro semestre, foi escolhido por dez veículos de imprensa de Minas.

Igor Junio Benevenuto recebeu 12 votos e foi eleito o melhor árbitro da temporada em Minas. Eduardo Silva, do Cruzeiro, foi escolhido por sete veículos de imprensa como o melhor preparador físico.

Alguns títulos conquistados em campo já estavam definidos, como o atacante Robinho (artilheiro da temporada em Minas e no Brasil com 25 gols), América (campeão Mineiro), Boa Esporte (campeão brasileiro da Série C), Cruzeiro (campeão Mineiro Júnior Sub-20), Democrata-GV (campeão Mineiro do Módulo II) e Sada Cruzeiro (campeão Mundial de Vôlei).

Seleção Guará

O goleiro João Ricardo, do América, levou o troféu pelo segundo ano consecutivo. Ele recebeu 16 votos. Na lateral-direita, Marcos Rocha, do Atlético, arrebatou o prêmio pela sétima vez seguida. Na ala esquerda, Fábio Santos, também do Galo, foi o escolhido por 27 órgãos de imprensa.

Leonardo Silva (Atlético), com 17 votos, e Manoel (Cruzeiro), com 14, foram os escolhidos como os melhores zagueiros na Seleção Guará.

O meio-campo foi dominado pelo Cruzeiro: Henrique, com 27 votos, e Robinho (Cruzeiro), com 22, foram eleitos os volantes da Seleção Guará. A armação ficou com Arrascaeta, com 25 votos.

Se no meio, o Cruzeiro foi soberano, no ataque só deu Atlético. Fred (Atlético), com 18 votos, Lucas Pratto (Atlético), com 18, e a única unanimidade na Seleção Guará: Robinho, que foi o escolhido pelos 31 veículos de imprensa.

Os componentes da mesa apuradora do Guará 2016 foram os jornalistas Alexandre Simões (jornal Hoje em Dia), Henrique Fernandes (TV Globo Minas) e Dimara Oliveira (TV Band Minas). Também estiveram presentes os comentaristas da Itatiaia, Léo Figueiredo e Cadu Doné, além da diretora de esportes, Ursula Nogueira, e do diretor-presidente da Itatiaia, Emanuel Carneiro.

Criado em 1962 pela Rádio Itatiaia, o Troféu Guará é reconhecido pelo público como o mais importante e tradicional prêmio do futebol mineiro, exaltando os destaques da temporada em sua posição. O nome Guará é uma homenagem ao ex-jogador Guaracy Januzzi, que defendeu o Atlético nas décadas de 1930 e 1940.

Confira os premiados:

Seleção Guará

Goleiro: João Ricardo (América)

Lateral-direito: Marcos Rocha (Atlético)

Zagueiros: Leonardo Silva (Atlético) e Manoel (Cruzeiro)

Lateral-esquerdo: Fábio Santos (Atlético)

Volantes: Henrique (Cruzeiro) e Robinho (Cruzeiro)

Meias: Arrascaeta (Cruzeiro)

Atacantes: Fred (Atlético) Lucas Pratto (Atlético) e Robinho (Atlético)


Outros prêmios

Técnico: Mano Menezes (Cruzeiro)

Preparador físico: Eduardo Silva (Cruzeiro)

Dirigente do Ano: Daniel Nepomuceno (presidente do Atlético)

Jogador revelação: Gabriel (zagueiro do Atlético)

Melhor árbitro: Igor Junio Benevenuto

Craque do ano: Robinho (Atlético)

Artilheiro: Robinho (Atlético), com 25 gols

Campeão Mineiro: América

Campeão Mineiro Módulo II: Democrata-GV

Campeão Brasileiro da Série C: Boa Esporte

Campeão Mineiro Júnior Sub-20: Cruzeiro

Campeão Mundial de Vôlei: Sada Cruzeiro


Prêmio Guará Especial

Cruzeiro, que comemora os 50 anos do título da Taça Brasil de 1966.

http://www.itatiaia.com.br/noticia/imprensa-mineira-elege-os-melhores-do-futebol-na-54-edicao-do-trofeu-guara


Contusão de Victor em pelada de fim de ano provoca discussão entre atleticanos

vic

Victor fraturou o ombro numa dessas peladas de fim de ano entre jogadores e ex-jogadores. Grave. Será operado e desfalcará o Atlético nos primeiros meses de 2017. Deve retornar aos gramados em abril. O assunto provocou bate-boca entre atleticanos no twitter. Dois nomes fictícios tiveram o seguinte diálogo:

* Contra o Vento

“Jogador q se machuca em jogos fora dos times pelos quais tem contrato, deveriam ficar sem receber os salarios pelos meses em q ficar parado.”

* Sô Dico:

“vc deixa de fazer algo qdo está de férias??? Deixa de ser hipócrita, ôiducú.”

***

À exceção do palavrão e do “hipócrita”, concordo com o “Véio Sô Dico”. Acidentes acontecem. Canizares, goleiro da seleção da Espanha, acabava de assumir a camisa titular em 2002, mas teve que ser cortado na véspera da Copa da Coréia/Japão porque machucou o pé com um vidro de perfume que quebrou no banheiro do hotel. Deu chance para o reserva Casillas, que durou até 2014 como titular do escrete espanhol.

CANIZARES

Santiago Canizares, cortado dias antes da estreia da Espanha em 2002


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