Blog do Chico Maia

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Idioma é complicado, mas comunicação visual facilita tudo na Rússia

Se é impossível a comunicação em russo para a maioria, a sinalização é farta também em inglês, além de placas e fotos indicativas. . .

… nas ruas, metrô, estádios, restaurantes e pontos turísticos.

Assim como no Brasil, pouca gente aqui fala inglês, mas no fim todos se entendem e tudo dá certo.


Até baterias antiaéreas protegem as instalações da Copa

Estão montadas perto dos estádios.

Camufladas ou ostensivas, como essas, perto do estádio de Rostov.


Segurança é um dos pontos altos na Rússia

Segurança, perfeita. Todo mundo é observado o tempo todo, em todos os lugares, por “olhos” atentos como estes, leitores digitais, detectores de metal . . .

… policiais fardados, em trajes civis e infiltrados na multidão, nas ruas, trens, metrô, enfim…


Os russos estão realizando uma das melhores copas da história

Nos estádios, em todo jogo, aparece este aviso no telão, em russo e em inglês, informando que os torcedores têm wi-fi à sua disposição, livre, sem dificuldades.

No post anterior, o Marcos Caldeira comentou que Alemanha 2 x 1 Suécia foi o melhor jogo da Copa até agora. Concordo. Superou Portugal 3 x 3 Espanha da primeira rodada, em qualidade técnica e emoção.

O nível das partidas é quase sempre assim em todas as Copas, principalmente na primeira fase. E o estilo “aposta numa bola” ou “num erro do adversário”, vai se firmando cada vez mais. Primeiro, pensar em tomar tomar gols; se der, “golear” por 1 a 0 e estamos conversados.

Se dentro de campo a Copa da Rússia está sendo parecida com as anteriores, fora, os russos estão realizando uma das melhores da história. Tudo funciona muitíssimo bem, para quem está trabalhando e para quem veio torcer.


O melhor jogo da Copa até agora: Alemanha 2 x 1 Suécia

Coluna do Marcos Caldeira, do jornal O Trem Itabirano:

* “A copa vista do meu sofá”

Numa mesma partida, os atuais campeões mundiais arrumaram as malas para voltar para casa, quando perdiam por 1 a 0; passaram a ter chance, quando empataram, mas dependendo de combinação difícil de resultados; e saíram com a melhor possibilidade de classificação do grupo. Na rodada decisiva, vão enfrentar o adversário mais fraco dos quatro, a Coreia do Sul, enquanto México e Suécia se matarão por uma vaga. A situação dos germânicos passou de medonha para confortável, mas como sofreram. Foi com gol no finalzinho, atuando com um a menos – Boateng expulso. O jogo começou com a Alemanha indo para cima como um pitbull picado por marimbondos, baita pressão, mas os suecos tiveram grande chance. Perto de meia hora de partida, um alemão tomou pancada no nariz e saiu para atendimento, sangrando. Sua equipe jogou com um a menos na eternidade de cinco, seis minutos, tempo que o médico gastou para tentar recuperar o atleta machucado, fazendo de tudo para enviá-lo de volta a campo. Com um a mais, a Suécia cresceu. O rapaz de nariz estropiado não se recuperou e foi substituído, mas o país da banda ABBA não quis saber e fez seu gol – bonito, por cobertura. O time que enfiou 7 a 1 (em quem mesmo? Tenho memória fraca) entrou no intervalo com resultado que o eliminava. Por isso mesmo, tratou logo de empatar, aos dois minutos do segundo tempo. “Ah, vai virar fácil, é a Alemanha”, pensaram mundo afora os equivocados. Jogo pegando fogo, chances do dois lados, mas com a pátria de Goethe melhor, assim foram os 45 minutos. Nos últimos segundos dos acréscimos, Toni Kroos bateu falta de forma espetacular e aliviou os germânicos. Se empatasse, a Alemanha teria de vencer a Coreia e torcer para que México x Suécia não terminasse no empate que classificaria ambos. O gol final dissolveu a possibilidade de haver marmelada similar à da primeira fase da copa de 1982, quando Alemanha e Áustria fizeram uma partida de compadres, se classificaram, mas saíram de campo moralmente derrotados. Ajeitaram logo o resultado bom para os dois e passaram o resto do jogo tocando bola de faz-de-conta. Jogo, não, fraude, desonestidade, politicalha, Michel Temer, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Aécio Neves, essas coisas. Como não devo terminar esta nota com lembrança ruim, que belíssimo uniforme o da Suécia hoje: camisa azul-não-Cruzeiro e calção amarelo-o-mais-amarelo-que-existe.

“SE VOCÊ DEIXAR DE LEVAR ANINHA PARA SE VACINAR POR

CAUSA DE TUNÍSIA E BÉLGICA, TOMAREI MEDIDAS JUDICIAIS”

(Fui acusado de futebólatra) (mais…)


Garoto propaganda de supermercado, Ronaldinho Gaúcho continua com o prestígio em alta na Rússia

Quem entra em uma das maiores redes de supermercados da Rússia se depara com o “R10” em tamanho natural, feito em plástico e papelão, além de farto material impresso e uma “caderneta” em que os clientes podem acumular pontos e trocá-los por diversos tipos de mercadoria.

O prestígio de Ronaldinho Gaúcho continua alto por aqui e nem parece que ele parou com a bola já há algum tempo.


Até 16 de julho dá pra curtir a Copa do Mundo também em Belo Horizonte

Lá no Shopping Diamond Mall, excelente exposição de fotos do Eugênio Sávio, o fotojornalista mineiro que mais cobriu Copas do Mundo, e que aliás, está cobrindo essa da Rússia, também.

Ele tem postado no Facebook e Instagram ótimas imagens, como essa, dos 2 a 0 do Brasil, ontem, sobre a Costa Rica . . .

ou essa . . .

do jogo de abertura, Rússia 5 x 0 Arábia Saudita, aquela do Neymar encenando falta no 1 x 1 com a Suíça, que postei aqui no blog e tantas outras.

Antes de viajar para cá fui ver a exposição lá no Diamond Mall, no piso L3, e sugiro.

Um ótimo programa, para ver fotos como essas por exemplo, das Copas da África do Sul 2010 . . .

Brasil 2014 . . .

e várias outras.

Outra dica é visitar as redes sociais do Eugenio Savio | Facebook   

https://www.instagram.com/eugeniosavio


A copa vista do sofá: “Ronaldo comentarista, o conselheiro acácio…”

Gente, entre tudo de melhor do que tenho lido na imprensa brasileira sobre a Copa da Rússia, palmas especiais para a coluna do Marcos Caldeira, no jornal O Trem, de Itabira. A melhor de todas, disparado. Ainda bem que a internet nos possibilita estas preciosidades e vem lá da terra de Drumond. Confira, na íntegra:

* “(A copa vista do meu sofá)”

RONALDO COMENTARISTA, O CONSELHEIRO ACÁCIO

Ronaldo – aquele que disse que passou fome no Cruzeiro, ou seja, cuspiu no prato em que não comeu – é sofrível como comentarista de futebol, mas a TV Globo não quer comentarista de futebol, quer audiência. Opina receoso, abafado, inseguro como quem tem certeza – e aí ele acerta – que nada tem a acrescentar naquele mister para o qual foi escalado. Sua conversa é sem cor e sabor. Fala sempre com medo, e o que ele fala? Anotei frases de hoje: “O povo brasileiro é muito criativo”; “os cavalinhos do Fantástico ficaram muito famosos”; “independente de camisa amarela ou azul, o Brasil tem de jogar bem e ganhar bem esse jogo”; “não há mais seleção boba no futebol”; “cada entrada dura que um jogador recebe é uma dor”; “o Real Madrid sempre busca os melhores jogadores para comprar”; “o jogo é para se conseguir uma vitória, é Copa do Mundo”. O eciano Conselheiro Acácio perde. Obrigado, Ronaldo, pelo que fez em campo.

MATÉRIA-PRIMA PARA FAZEDORES DE PIADAS INFAMES

A Costa Rica tem um jogador chamado Calvo, que não é o que o nome dele diz. Avante, Fernanda Gentil e Tadeu Schmidt. A TV Globo, logo após o jogo de hoje, mostrou um cavalinho com dinheiro na cacunda para evocar a Costa Rica. Nossa senhora!!! Fiquei imaginando eles – sala fechada, várias pessoas pensando, aquela tecnologia toda – criando essa piada.

A HOLANDA, HEIN? COMO ESTÁ MAL

O comunicador Mário Menezes disse hoje na rádio Itabira – programa Viver Itabira, exatamente às 13h29 – que a Holanda não está jogando nada na copa. Concordo com ele, está certíssimo, grande verdade, a Holanda não está jogando nada na copa mesmo. Aliás, a Holanda nem está na copa.

NEYMAR TIRA O TALHARIM-CAPILAR DA ESTREIA,

VOLTA COM O CABELO-MIOJO E O BRASIL VENCE

(Foi pênalti!!! Seleção novamente prejudicada

pelo árbitro de vídeo. VAR à puta que o pariu)

Brasil, 2; Costa Rica, 0. Os canarinhos (hoje de azul) nada fizeram até os 25 minutos, depois melhoraram, mas a única boa chance de gol no primeiro tempo foi do adversário. No segundo só deu Brasil. Bola na trave, passando perto, pressão, mas nada de abrir o placar. Quarenta e cinco minutos, zero a zero. Empate nos dois jogos, pensava eu, já agarrando-me à história para manter o otimismo. “A Itália, na copa de 1982, empatou as três partidas da primeira fase, contra Polônia, Peru e Camarões, se classificou no sufoco e foi campeã”, eu soliloquiava, sozinho na sala. Aos 46, pimba, lá dentro, saco, barbante, véu da noiva, caixa, caçapa e – a metáfora de que mais gosto – “tá no filó”, como dizia o narrador da minha infância, finado Fernando Sasso. Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo. O primeiro corte caiu-lhe bem melhor, é muito mais massa. Acho bom a seleção passar dificuldade, imagino que possa acabar com o oba-oba e aumentar a concentração. Ademais, estou acostumado com sofrimento – sou atleticano. Eu acredito.

VAR À PUTA QUE PARIU

Pênalti. Com toda a certeza deste mundo, pênalti. De novo: pênalti. Repetindo: pênalti. Mais uma: pênalti. Agora é a última: pênalti. Mentira, há mais uma: pênalti. Neymar driblou a pessoa lá da Costa Rica e ia mandar um petardo para fazer 1 a 0, a uns cinco metros do goleiro Navas, mas foi barrado faltosamente. Pênalti, como assinalou, no quente do lance, o árbitro de campo, mas acatou a sugestão do olho eletrônico e desmarcou a falta máxima. Corrigiu um acerto com um erro. O árbitro de vídeo prejudicou o Brasil nos dois jogos. VAR à puta que o pariu.

MARCELO, ONDE ESTÁ VOCÊ?

O futebol do ótimo globetrotter Marcelo, que joga demais no Real Madrid, ainda não apareceu. Estará escondido no cabelo?

COMPLEXO DE LULU-DA-POMERÂNIA

Nigéria, 2; Islândia, 0. Traí a Islândia, para quem vinha torcendo porque só tem 320 mil habitantes e cismei que esse dado a faz representar o interior. Optei pela vitória da Nigéria para aumentar a chance da Argentina, o que foi confirmado com dois gols bonitos. Só um jogador da Islândia, incluindo os reservas, não tem nome terminado em son, Frederik Schram. Com essa informação, tentei despistar o leitor, mas já o ouço pedindo explicações. Sim, sim, torço para a Argentina se classificar, apesar de um dado interessante: o Brasil venceu as três copas em que o país de Maradona caiu fora na primeira fase – 1958, 1962 e 2002. Essa tal rivalidade futebolística entre Brasil e Argentina é velhaco estratagema dos hermanos: criar antagonismo com a maior de seleção de todos os tempos para fazer de conta que é do mesmo tamanho, ou pouco menor. Nananinanão, não é de jeito nenhum!!! Sobre clubes, até aceito discutir, há o Boca Juniors e o Independiente, campeoníssimos da Copa Libertadores e tal e tais, mas, se o assunto é seleção, não tem papo, a superioridade do Brasil acha fácil amparo na história. Os argentinos, com duas copas, precisam ganhar mais três para ter direito de sentar à nossa mesa e puxar papo conosco. Emulação desesperada do outro lado, tanto é assim que frequentemente se vê brasileiro com camisa da Argentina, mas jamais argentino com camisa do Brasil. Somos tão maiores que vestimos a camisa deles. O Brasil, diante da Argentina, tem todo direito de sentir complexo de lulu-da-pomerânia.

AMARELO-RAUL-PLASMANN E PRETO-YASHIN

Suíça, com goleiro vestindo preto-Yashin, 1; Sérvia, com goleiro trajando amarelo-Raul- Plassmann, 1. Nada conta a Sérvia, mas torci para a Suíça porque tenho um amigo itabirano (Antônio Ramos, Pité) morando lá, num lugar bacaníssimo chamado Vufflens-le-Château. Brasil e Suíça passarão.

AINDA BEM QUE NÃO APARECERAM OS PATRULHEIROS

Neymar aplicou num adversário hoje, no final da partida, um chapéu de lambreta, drible lindo e desmoralizante. Ainda bem que não foi censurado pelos patrulheiros do politicamente correto. “Isso é molecagem, é desnecessário, é querer humilhar o companheiro de profissão, todo mundo é pai de família”, costumam blablablar. Drible genial é arte. Arte do movimento, é Fred Astaire, é Dançando na Chuva, é Baryshnikov, é Michael Jackson deslizando no Moonwalker, é Ana Botafogo, é Garrincha, é mestre-sala na Marquês de Sapucaí…

* Por Marcos Caldeira


Com Phillipe Coutinho de maestro seleção brasileira passa pela Costa Rica

De novo, Phillipe Coutinho foi eleito pelos observadores da FIFA como o melhor em campo. Mereceu. Está se revelando o principal líder da seleção, puxando e empurrando os companheiros nos momentos em que o time se parece perdido.

Vitória suadíssima sobre o bom time da Costa Rica, que talvez vencida pelo cansaço, relaxou nos últimos minutos e tomou os dois gols. A seleção brasileira está enfrentando o mesmo que as demais favoritas nesta Copa: adversários aguerridos, que estão acreditando em si, fazendo de cada partida o momento único de suas vidas.

À exceção de Cristiano Ronaldo, as principais estrelas escolhidas pela mídia para receberem os holofotes neste Mundial ainda não se explicaram. Neymar tentou cavar um pênalti, mas com o VAR o árbitro voltou atrás na marcação. Teve atuação discreta, mas além do gol teve muita importância na já que a Costa Rica se preocupou em marca-lo de forma especial.

Agora, a Sérvia, último adversário dessa primeira fase.


Papagaio e Montes Claros em São Petesburgo. A mineirada continua presente em toda a Rússia

De todas as regiões de Minas. Na festa de chegada ao estádio de São Petesburgo, vejo uma bandeira do Galo com o nome da cidade de Papagaio, cujo prefeito é o meu amigo Mário Filgueiras, ótima terra, vizinha da nossa Sete Lagoas.

O dono da bandeira é o Ringley, curtindo a Rússia com os conterrâneos cruzeirenses Omar Maciel, Bruno, Alex, André e Alysson Braga.

Interessante é que o vento não deixava o Ringley ajeitar a bandeira do Galo para a foto de jeito nenhum.

Nem com a ajuda de um russo que chegou em socorro, para a alegria dos amigos cruzeirenses que aproveitaram para zoá-lo.

Mas no fim, deu tudo certo.

Como em toda Copa, Montes Claros não falha, e dentro do estádio o cruzeirense João Paulo me chamou pelo nome e fui lá fazer essa foto dele com o Gustavo, também cruzeirense.

Mais atrás o atleticano Mateus, que chegou junto, perguntando pelo Caixa, da Itatiaia, que está em Belo Horizonte.

O trio montesclarense viu o jogo bem ao lado da tribuna de imprensa.


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