Blog do Chico Maia

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Não está fácil pra ninguém: Cruzeiro tenta rolar mais uma dívida, agora com a Receita Federal

Presidente cruzeirense, Wagner Pires de Sá, usando da criatividade e todos os recursos possíveis para segurar a barra e manter investimentos no futebol

Do Uol:

* “Cruzeiro tenta parcelar débito de R$ 17 milhões com a Receita Federal”

Rodrigo Mattos e Thiago Fernandes

Do UOL, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte

O Cruzeiro impetrou mandado de segurança pedindo parcelamento de débitos referentes a tributos federais de R$ 17 milhões A procuradoria da Fazenda Nacional, no entanto, indeferiu a solicitação. O clube impetrou outro mandado de segurança requerendo nova análise. O processo foi paralisado para aguardar a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com o documento, os mineiros tentam o parcelamento da dívida para assegurar a permanência no ProFut. O valor é referente ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e está avaliado em R$ 17.115.669,44.

A diretoria cruzeirense enviou o pedido de parcelamento do montante pela primeira vez em 29 de março passado. Porém, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional rejeitou a solicitação, alegando que “a Lei nº 10.522/02 limita a concessão de parcelamentos simplificados ao montante de R$ 1 milhão, estabelecido por meio de ato infralegal”. Outro argumento é que “o débito objeto do pedido de parcelamento (IRRF) é expressamente vedado pelo art. 14 da Lei nº 10.522/02”. Na sequência, o clube solicitou a revisão da primeira decisão da Fazenda Nacional. O juiz Bruno Oliveira de Vasconcelos, da 27ª Vara Cível de Belo Horizonte, no entanto, determina que o caso seja julgado pelo STJ…

O clube recorreu ao advogado Sacha Calmon, especialista em direito tributário… (mais…)


Wagner Tiso, Juarez Moreira, Nivaldo Ornelas, Zubreu e o melhor da gastronomia mineira, domingo, no Made in Minas

Alguns dos mais renomados chefs do estado e do país estarão mostrando a sua arte ao lado de nomes fantásticos da nossa música instrumental no Mande in Minas, um evento criado para exaltar a genuína comida mineira e valorizar a nossa Cultura. Tudo na Savassi, domingo, a partir das 11 horas, com entrada franca.

Tive a satisfação de conhecer o idealizador e curador do Made in Minas no feriado de 1º de maio, Jordane Macedo, na Festa da Síria, na Rua Santa Rita Durão, por intermédio do companheiro de rádio Guido Cunha. Segundo ele a ideia é levar este projeto Brasil e muno afora, sempre valorizando a comida e a arte de Minas Gerais. Começando pela Capital do Estado, que tem ótimos exemplos de grandes festas que divulgam outros países por aqui, como a da Itália, da França, Irlanda, Síria e mais recentemente a Holanda.

Força total a este evento e no domingo estaremos lá, experimentando as comidas, bebidas e ouvindo as feras da música, nessa programação apresentada no site do Made in Minas:

“… Entre as atrações musicais, Wagner Tiso, um dos fundadores do Clube da Esquina, ao lado de Nivaldo Ornelas e Juarez Moreira, celebrará os 60 anos de carreira. Outro destaque será a apresentação do Dudu LimaTrio, aclamado por Stanley Jordan como um dos melhores instrumentistas que já viu tocar, um dos mais respeitados grupos instrumentais em atividade no país, liderado pelo compositor mineiro Dudu Lima, ao lado de Ricardo Itaborahy (teclados e vocais, não pode ter voz no evento, pois lei rouanet não permite) e Leandro Scio (bateria). O DJ Zubreu também vai animar o público que passar pelo evento…” (mais…)


E lá se foi o Zé Maria Pena!

O Galo no Mineirão em 1971: Renato, Zé Maria, Normandes, Vanderlei, Vantuir e Oldair; Ronaldo, Humberto Ramos, Dario, Lola e Tião.

Uma das melhores pessoas que conheci no futebol, Zé Maria nos deixou ontem, aos 70 anos de idade. Lateral direito que dividia a titularidade com Humberto Monteiro no início dos anos 1970, treinador da base do Galo, comandou o time principal em alguns momentos e fez ótimos trabalhos também em vários clubes do interior, com destaque especial no Democrata de Governador Valadares, vice-campeão mineiro em 1991.

Em foto recente do Superesportes, o Zé, que trabalhou também no nosso Democrata de Sete Lagoas, e fez muitas amizades na cidade.

Descanse em paz grande Zé Maria!


Vitória em São Januário foi na raça e o Galo vai cumprindo o dever de casa e de fora

O jogo foi ruim, principalmente no primeiro tempo, mas a vitória foi sensacional, não só para ajudar a espantar a crise, mas para levantar o moral do time em especial de dois jogadores que estão precisando mostrar serviço: Elias e Chará (foto do site do Galo), que jogaram muito e marcaram belos gols.

Dois jogos, duas vitórias, contra adversários que deverão brigar para ficar na Série A, portanto, dever cumprido nestas duas primeiras rodadas do Brasileiro. Sábado à noite tem o Ceará em Fortaleza, num dos melhores estádios do país. Se repetir a garra deste 2 a 1 sobre o Vasco poderá voltar para Belo Horizonte comemorando mais um resultado positivo.


O Ceará deu mais trabalho que se esperava e obrigou ao Fábio a receber mais uma vez prêmios como o melhor em campo

Em foto do SuperFC o pênalti defendido por Fábio no 1 a 0 sobre o Ceará

Até o técnico Mano Menezes, que não costuma avaliar jogadores individualmente, se rendeu e destacou a atuação do goleiro, que pegou pênalti quando o placar era zero a zero e depois fez três defesas impressionantes. A vitória era uma necessidade absoluta já que o time perdera na estreia e como o próprio Cruzeiro sabe muito bem, pontos perdidos não são recuperáveis em campeonatos por pontos corridos.


O desabafo do Victor e o jogo contra o Vasco, que tem mais importância do que muitos atleticanos imaginam

Victor na contracapa d’O Tempo de hoje

Além de todo ponto valer muito na disputa por pontos corridos o Galo enfrenta um adversário cuja cotação está mais para brigar para não ser rebaixado do que pelo título, fugindo da tradição de grandeza do Vasco no futebol brasileiro. Uma vitória ou mesmo um empate lá, ajudará demais para que o Atlético melhore o astral e espante nova crise.

Depois de tanta porrada que tem tomado e cobranças, o goleiro Victor resolveu se manifestar ontem. Para mim continua sendo um dos melhores goleiros do país mas realmente tem falhado muito. Ele sofre com a ruindade do sistema defensivo como um todo. Qualquer erro toma proporções maiores e a pressão acaba originando novos erros. Vejo como exagero alguém pedir a cabeça dele. Merece um tratamento especial até  que passe a fase ruim, como já foi feito com outros grandes goleiros no próprio Galo, como o Taffarel; Fábio no Cruzeiro, depois que tomou aquele gol “de costas”, do Vanderlei e vários outros.

Não se descarta um grande goleiro como o Victor, que tem muito a render pelo Galo ainda.

Na entrevista que concedeu ontem ele confirma, nas entrelinhas, aquilo que muita gente vinha falando do relacionamento do Levir Culpi com o grupo, que era muito difícil. Confira:

“Nosso problema era organização. A gente tinha um esquema, mas, às vezes, atuava de forma desordenada. O Rodrigo tem tentado coordenar, compactar mais a equipe, estabelecer funções para cada atleta. E a equipe tem demonstrado uma evolução neste sentido de organização. Ele está correto de organizar defensivamente, porque as ações defensivas têm que ser melhor coordenadas que as ações ofensivas. Você precisa manter uma estrutura de linhas de quatro, compactado, de saber o momento de pressionar


Cruzeiro, do treinador mais “antigo” deste Brasileiro contra o Ceará, de um dos mais recentes

Robinho, de volta ao time, em foto do Vinnicius Silva/Cruzeiro

O Cruzeiro pega o Ceará, 19h15, no Mineirão. O “Vovô” começou bem o campeonato goleando o CSA por 4 a 0 em Fortaleza. Poderá ser uma “vaca atolada” esta noite, ou não. O time é comandado pelo mineiro Enderson Moreira, que chegou para o Brasileiro, logo depois da demissão do Lisca Doido, que caiu por perder o estadual e por desgaste com jogadores e diretoria. A conferir.

Na 98 FM o Adroaldo Leal‏ Informou a possível escalação do Cruzeiro @AdroaldoLeal: “Mano deverá realizar algumas mudanças no time – Robinho e Léo voltam, Dodô deve ser mantido. Henrique e Rodriguinho devem ser poupados. Provável Cruzeiro: Fábio, Edílson, Dedé, Léo e Dodô. Lucas Silva ou Ariel Cabral, Romero, Robinho, Thiago Neves, Marquinhos Gabriel e Fred.

O “Estadão” deu destaque hoje para os técnicos com mais tempo de casa neste Brasileiro e Mano está no topo da lista: 33 meses (desde 26 de julho de 2016), seguido por Renato Gaúcho (Grêmio, 18 de setembro 2016), Rogério Ceni no Fortaleza (10 de novembro 2017), Oldair Hellmann (Internacional, 25 de novembro 2017) e Marcelo Cabo que comanda o CSA desde 19 de fevereiro de 2018.

Essa “longevidade” de vários deverá começar acabar logo nas primeiras rodadas do Brasileiro, com mais umas duas ou três derrotas ou mais uma ou duas goleadas. Nem o 3º colocado escapa: Rogério Ceni tomou de 4 a 0 do Palmeiras na estreia e corre risco. Recebe hoje o Athlético-PR e domingo vai ao Rio enfrentar o Botafogo.

Pior que a situação dele é a do Marcelo Cabo, menos famoso e com menos prestígio no CSA. Recebe o Palmeiras hoje e o Santos no domingo.

Geninho desde 18 de abril do ano passado no Avaí, que é o sexto da lista do “Estadão”,  perdeu na estreia para o Galo, recebe o Grêmio  hoje e domingo vai a Salvador enfrentar o Bahia.


Há 25 anos morria Ayrton Senna na Itália; no Mineirão a “SeleGalo” com Renato Gaúcho, Éder e Adilson Batista empatava com o Cruzeiro de Ronaldo “fenômeno”, Dida, Cerezo e outras feras

A partir de Emerson Fittipaldi a Fórmula 1 se tornou a segunda atração esportiva de quase todo brasileiro. Só perdia para o futebol. Com  ele e depois dele vieram Nelson Piquet, José Carlos Pace e o fenomenal Ayrton Senna, o nosso maior campeão.

A morte dele, aos 34 anos dde idade, mexeu com todo mundo. Quase todos nós nos lembramos do exato momento em que tomamos conhecimento da notícia. Eu estava dirigindo meu carro, um Ford Escort vermelho, a caminho do Mineirão, na rodovia MG-424, passando por Pedro Leopoldo, ouvindo a rádio CBN. Os narradores falaram do acidente “gravíssimo”, da chegada do helicóptero para socorrê-lo, da torcida para que ele se recuperasse, da expectativa em torno das primeiras notícias “direto do hospital” em Bolonha (a 35 Km do circuito de Ímola), e a agonia estava apenas começando. Um pouco mais tarde a notícia da “possível” morte cerebral e finalmente a confirnmação da morte. Era difícil acreditar.

Foi num 1º de maio, como hoje. O tempo passa depressa. Depois de Ayrton Senna vieram “foguetes molhados” como Rubens Barrichello, Felipe Massa e outros que fizeram menos fama. Nós, mineiros, chegamos a nos empolgar na crença de que o Cristiano da Matta fosse “estourar”. Também não deu.

Cheguei ao Mineirão e o assunto era só esse. O jogo foi fraco tecnicamente. Os jogadores também estavam baqueados por causa da notícia. Foi 1 a 1, gol do Gaúcho (que morreu aos 52 anos, em março de 2016) para o Galo e Cleisson para a Raposa.

O Cruzeiro comandado pelo saudoso Ênio Andrade: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luizinho e Nonato; Ademir, Cerezo, Cleisson e Macalé; Ronaldo e Roberto Gaúcho (Catê).

O Atlético de Waldir Espinosa: Humberto, Luiz Carlos Winck, Adilson Batista, Kanapkis e Paulo Roberto Prestes; Éder Lopes, Darci, Zé Carlos e Éder Aleixo (Clayton); Renato Gaúcho e Gaúcho (Reinaldo).

Neto, hoje comentarista da Band, machucado, não jogou.

O árbitro foi Lincoln Afonso Borjaile Bicalho (que morreu em dezembro de 2009, aos 53 anos) auxiliado por Marco Antônio de Souza Machado e Marco Antônio Gomes.

Os gols e mais detalhes nessa reportagem do Hoje em Dia no dia 1º de maio do ano passado, de autoria do Fred Ribeiro, que agora está no jornal O Tempo, brilhando como sempre, diga-se:

https://www.hojeemdia.com.br/esportes/h%C3%A1-24-anos-morte-de-ayrton-senna-teve-atl%C3%A9tico-x-cruzeiro-em-luto-e-com-lendas-em-campo-1.617929


Está ruim; mas pode piorar! Que o América tenha muita calma nessa hora

Não vá cair na besteira de demitir treinador agora e agir de cabeça quente, apesar deste péssimo começo. 

O técnico Givanildo Oliveira foi sincero na entrevista depois do jogo e não ficou em cima do muro fazendo média com o elenco que tem nas mãos: precisa de reforços; “é urgente” Alguém poderia perguntar: mas só agora que você percebeu isso? Mas ele se antecipou na resposta: “A diretoria está trabalhando em cima disso. O que acontece é que as vezes tem (quer um) jogador que é um pouco mais caro (e não consegue contratar), e a gente não pode pegar e trazer outro jogador só para dar uma satisfação. Então, não adianta. É com calma, estão trabalhando em cima disso, das contratações. Eles (diretoria) também sabem que é urgência”

Fazer o quê? Que a diretoria se vire então!

Recém chegado da Série A, dois jogos, duas derrotas, para times que subiram da B do ano passado. Um a zero para o Operário em Ponta Grossa, um a zero para o Botafogo de Ribeirão Preto em pleno Independência. Situação incômoda do América neste início de campeonato, numa ducha fria em todos nós que acreditávamos que o time estivesse acertado. Ledo engano. O Campeonato Mineiro ilude, não é de hoje, mas entra ano sai ano e os dirigentes, dos clubes e da Federação não se tocam. Nem a maioria da imprensa, que entra o oba-oba, se engana e engana o público ao falar e escrever que o time tal tal fez uma partida partida e “vendeu caro” a derrota para um dos edinheirados da capital. Cruzeiro, Atlético e América deitam e rolam sobre os sobreviventes clubes do interior, que vendem almoço para comprar a janta neste estadual de fórmula esgostada, ridícula e que nos levam ao fracasso nas competições mais importantes da temporada.

Li a twittada que o grande (em todos os aspectos) Héverton Guimarães‏  escreveu depois do jogo @hevertonfutebol:  “Aniversário do América, melão rolando pela série B, depto de marketing com ações para torcedores e apenas 1800 pessoas no estádio.”

Mas aí eu pergunto, caro Héwerton: queria o quê? Casa cheia para ver o que viu?

Nenhum marketing resolve se o clube não tiver um time minimamente confiável.

Sem vitórias, nem Jesus salva!


E lá se foi a Beth Carvalho, intérprete do belíssimo segundo hino do Galo!

Vai festejar lá no céu com milhões de atleticanos que também nos deixaram e velam por nós lá de cima! Viva Beth Carvalho!

Aos 72 anos de idade. Guerreira, lutou pela vida e cantou na cama até seus últimos dias. A música “Vou festejar”, foi adotada pela massa atleticana nos anos 1980 e ela adotou o Atlético. Descanse em paz Beth Carvalho e obrigado pela obra que deixou, como essa e outras tantas que podem ser conferidas no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=wSjelkRuK8U


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