Blog do Chico Maia

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Para gregos, goianos e até troianos: vai que tô te vendo!

Obrigado ao Renato Mello, comentarista tradicional aqui do blog, que agora é colunista do blog “Vai que tô te vendo”, um ótimo espaço para troca de ideias sobre futebol e outros esportes. Sucesso a ele e a nossa sugestão de leitura para todos colocarem na lista de preferências .

Confira:

https://vaiquetotevendo.blogspot.com

*… “Chico! Como vai? Já tem um tempinho que não comento, apesar de continuar acompanhando o blog… Gostaria de pedir a gentileza e a licença de, se possível, divulgar o blog onde estreei como colunista do GALO essa semana. É o “Vai Que Tô Te Vendo”. É um blog muito interessante, onde há colunistas de todos os grandes times do país, além de F-1 (automobilismo em geral também), vai ter NBA, enfim…uma equipe muito bacana, e outros estão entrando. Temos uma equipe do GALO que está bacana. Caso seja possível dar uma força, deixo aqui minha primeira coluna, que fala sobre o tratamento dado à base do GALO, e se der permissão, divulgarei outras aqui também.

Desde já, agradeço! Grande abraço, Renato Mello!”

https://vaiquetotevendo.blogspot.com/2019/01/calma-com-nossos-garotos-galera.html


Na implosão do Clube dos 13 a origem da diferença de grana que bate firme entre os grandes clubes brasileiros

No post anterior publiquei a coluna do Fernando Rocha que aborda o assunto. As consequências do fim do Clube dos 13 em função da desunião dos clubes, principalmente nas negociações das cotas de TV começam se mostrar de forma concreta nesta virada de ano. Na época, 2011, previa-se que Flamengo e Corinthians dominariam a cena, nos moldes de Real Madri e Barcelona na Espanha. Escrevi neste blog e em minhas colunas no O Tempo e Super Notícia, que os demais grandes clubes do país teriam a seu favor, apenas a incompetência e interesses inconfessáveis das diretorias destes dois clubes. Mas, quando surgissem dirigentes sérios e bons de serviço a situação se complicaria.

Parece que o Flamengo chegou lá com Bandeira de Melo, que arrumou a casa e deixou o clube pronto para voos mais altos. O Corinthians continua uma zorra, mas quando entrar nos trilhos será agressivo igual ao rubro-negro em suas investidas atuais sobre os melhores jogadores do país. O Palmeiras vive anos especiais, surfando na paixão e vaidade da dona da financeira Crefisa que está despejando dinheiro lá. Quando ela se cansar de brincar de mecenas o time voltará às dificuldades de sempre.

Mexendo nos meus “alfarrábios” (salve Mestre Kafunga) e “fuçando” no Google, cheguei na origem do problema e encontrei uma monografia muito bem feita e transcrita no portal Monografias Brasil Escola.

Sugiro a leitura. Está tudo lá. Mocinhos e bandidos, heróis e vilões. Vale a pena conferir:

* “O FIM DO CLUBE DOS 13: COMO A REDE GLOBO CONTROLA O FUTEBOL BRASILEIRO”

COMUNICAÇÃO E MARKETING

Caminhos que levaram a construção do monopólio da Rede Globo de Televisão sobre o Campeonato Brasileiro de futebol

https://monografias.brasilescola.uol.com.br/comunicacao-marketing/o-fim-clube-dos-13-como-rede-globo-controla-futebol-brasileiro.htm#capitulo_6


O Flamengo em 2003  arrecadava 50% a mais que o Vasco; em 2017 a diferença passou para 210%

O desequilíbrio financeiro entre os maiores clubes brasileiros, que proporciona ataques como o Flamengo tem feito aos melhores jogadores dos concorrentes é o tema da coluna do Fernando Rocha, que vai circular no Diário do Aço, de Ipatinga:

* “Nova Espanha”

Um estudo realizado pelo jornalista Rodrigo Capelo, publicado no jornal “O Globo”, revela alguns dados interessantes, que mostram a disparidade econômica hoje existente entre alguns dos principais clubes brasileiros.

Os números chamam a atenção para um problema, que vem sendo debatido nos bastidores por dirigentes de clubes, sobretudo fora do eixo Rio-SP, mas não ganhou ainda o espaço devido na grande mídia nacional.

Trata-se da chamada “espanholização” do futebol nacional,  onde por conta da disparidade financeira, apenas dois, no máximo três ou quatro clubes, estariam caminhando para dominar em breve totalmente o cenário das principais competições, revezando-se na conquista dos títulos e tornando os demais competidores em meros coadjuvantes.

Diferença brutal

Segundo o estudo feito pelo jornalista carioca, o Flamengo, em 2003,  arrecadava 50% a mais do que o seu rival Vasco da Gama, saltando suas receitas em 2017 para 210% superiores ao clube cruzmaltino.

Há 15 anos atrás, o Flamengo, clube de maior torcida e maior visibilidade na mídia do país, arrecadou 70% a mais do que outro rival carioca e também gigante,  Fluminense,  e só na última temporada teve ingressos vendidos 160% maiores do que o adversário.

Em São Paulo, o Palmeiras que arrecadou metade do Santos, em 2003, no ano de 2017 teve receitas 80% maiores, superando também todos os demais rivais no seu estado.

Isto explica claramente porque o rubronegro carioca  e  o alviverde paulista investem tanto últimamente na contratação e pagamento de salários aos jogadores,- por exemplo as recentes investidas do Flamengo para tirar Dedé e Arrascaeta do Cruzeiro -,  tornando-se  protagonistas em praticamente todas as competições que disputam. (mais…)


Simples: nada como um ambiente hostil para o Flamengo levar Arrascaeta

Há muitos anos o Caetano já dizia na música Sampa “… da força da grana que ergue e destrói coisas belas…”, e esta pendenga entre Cruzeiro, procurador do Arrascaeta e o jogador mostra isso. O jogador e o procurador estão agindo como moleques, porém, movidos pela força da grana do Flamengo, que mexeu com a cabeça de ambos. Da fortuna que será paga ao craque uruguaio, uma gorda comissão fica com o representante dele e possivelmente com outros envolvidos.

Só acho estranho o diretor cruzeirense Itair Machado estar tão bonzinho com a diretoria do Flamengo. Na 98FM, hoje cedo, no programa do Heverton Guimarães, chamou o procurador do Arrascaeta de “bandido” mas elogiou o comportamento da diretoria rubro-negra. Vai entender!

Este clima era tudo o que o Arrascaeta precisava para “judicializar” a questão e tornar a sua permanência em Belo Horizonte insuportável.

Esta nota divulgada por ele explica tudo.


Igor Rabelo é ótimo nome para o Galo e Botafogo só liberou porque a corda está no pescoço

Em foto do O Globo, o zagueiro que chega para o Atlético

Entendo que este zagueiro foi a melhor aquisição do Atlético até agora e pode resolver um problema crônico do time. O Gabriel vai para o Botafogo, em empréstimo de dois anos. Bom para ele e na sequência poderá ser também para o Galo. É muito bom zagueiro e mostrou isso tão logo foi promovido da base, mas foi tragado pelo “conjunto da obra” com quem passou a jogar e recebeu, injustamente,  a culpa por todas as falhas do sistema defensivo. Sem tanta pressão, deverá voltar a mostrar a bola que tem e se valorizar.

Veja nessa reportagem do Thales Machado, no O Globo, os motivos que levam o Botafogo a se desfazer de jogadores como o Igor Rabelo e vários outros:

* “Entenda por que o Botafogo mostra pressa para vender algumas de suas joias da base”

Ida de Igor Rabello ao Atlético-MG se encaixa em estratégia de aliar fluxo de caixa a expectativa de lucro futuro

Igor Rabello vai mesmo trocar de alvinegro. Por R$ 13 milhões, o jovem zagueiro que saiu da base do Botafogo vai jogar no Atlético-MG, clube que adquiriu 70% dos seus direitos . É o segundo titular “prata da casa” que o Botafogo vende para o mercado brasileiro após o fim da temporada passada —o primeiro foi Matheus Fernandes, que se transferiu para o Palmeiras —, o que expõe uma necessidade e uma realidade cada vez mais presentes para o clube de General Severiano: é preciso saber vender. Da torcida, chega a reclamação não só pela venda, mas também pelo valor, inferior, por exemplo, aos R$ 22 milhões que o Flamengo pagou ao São Paulo por só 45% dos direitos do também zagueiro Rodrigo Caio . Outro argumento é a intenção rubro-negra em contratar Dedé, do Cruzeiro , de 30 anos — sete a mais que Rabello — por R$ 30 milhões. Sem entrar na discussão do quanto vale cada jogador, fato é que a principal diferença está no tempo: para o Botafogo, vender é urgente. (mais…)


Marco Antônio Lage diz por que saiu do Cruzeiro: “… meu projeto era transformar o clube vencedor também fora de campo…”

Eu não tinha visto nenhuma entrevista do ex-vice presidente executivo do Cruzeiro sobre a sua rápida passagem pelo cargo. Tão discreto quanto brilhante em tudo o que faz, Marco Antônio é acima de tudo um conciliador, que prefere “construir pontes” em vez de dinamitá-las. E acredito que só tenha falado porque foi para o conterrâneo dele, Marcos Caldeira, dono do jornal O TREM Itabirano, cuja qualidade e credibilidade extrapolam as montanhas de Minas. E mesmo assim falou pouco sobre este assunto, numa das últimas edições de dezembro. A entrevista era sobre a terra deles e de Carlos Drummond de Andrade, Itabira, que poderá tê-lo como candidato a prefeito em 2020, ano em que o minério fácil vai acabar e a Vale deverá encerrar as suas atividades lá. Com isso, a nossa Conceição do Mato Dentro e vizinhanças que se cuidem

Certamente Itabira, a região e a política brasileira ganharão muito, caso o Marco Antônio Lage se torne prefeito.

O TREM também fala da chegada do MartMinas, uma das maiores redes varejistas do país a Itabira.

Repasso às senhoras e senhores do blog o papo do Marcos com o Marco e os links d’O TREM, para que acrescentem à suas listas de leituras preferidas:

… “O TREM – Li sua carta de despedida do Cruzeiro, mas, para mim, não ficou claro. Por que saiu?

MARCO ANTÔNIO LAGE – Saí porque meu projeto era transformar o Cruzeiro em um clube vencedor também fora de campo, o que significa acabar ou reduzir drasticamente as dívidas, cortar custos e aumentar receita criando novas plataformas para novos negócios no futebol. Há imenso potencial, mas isso exige planejamento e desenvolvimento de projetos de médio e longo prazo. A atual gestão está mais focada em emergências de curto prazo e tivemos visões diferentes na estratégia para a solução. Não poderia me demorar em um projeto com o qual não concordo, no qual o meu potencial de gestor ficaria no banco de reservas.

MARCO ANTÔNIO LAGE PARA PREFEITO DE ITABIRA, JÁ PENSOU?
“Quero usar a experiência que adquiri na minha vida profissional para ajudar a criar um plano sustentável que tire Itabira do atraso em que se encontra”…

Assim que 2019 entrar, daqui a alguns segundos, é hora de dizer: “Gente do céu, ano que vem já é ano de eleição para prefeito de Itabira”. (mais…)


Ano novo, governo novo, mas ninguém, fala em acabar com as bandalheiras e inversão de valores no futebol

Em foto de O Globo, maio de 1990 o então presidente Fernando Collor de Melo faz aquecimento ao lado de Careca na Granja Comary. Ao fundo, à esquerda, o jornalista e empresário J. Hawilla, criador da Traffic, que fez delação premiada nos Estados Unidos e foi o responsável pela prisão de José Maria Marin e muitos presidentes de federações da Conmebol. Morreu ano passado.

Já perdi a esperança de ver algum novo governo assumindo e entrando de sola na legislação federal para acabar com a bandalheira do esporte nacional, principalmente o futebol. Collor só usava o assunto para fazer marketing pessoal. Chegou a treinar com a seleção brasileira que se preparava para a Copa da Itália em 1990. Pôs o Zico de Ministro do Esporte, mas não lhe deu apoio para fazer o que deveria. Durou pouco no cargo. Fernando Henrique Cardoso inventou Pelé como Ministro e o maior craque do mundo com a bola nos pés fez lambança ao mexer o doce de forma errada. Criou a “Lei Pelé” que acabou com os clubes formadores e pôs os empresários e atravessadores no comando de tudo. Lula e Dilma “aparelharam” o ministério e só se preocuparam em sediar Copa do Mundo e Olimpíada para construírem obras gigantes, a maioria “elefantes brancos”, que enriqueceram muita gente. Felizmente deu cadeia para graúdos da política e das empreiteiras. E está faltando muita gente atrás dessas mesmas grades.

Do senhor Jair Messias, as únicas referências que tenho dele, envolvendo o esporte, é que foi paraquedista no exército e é mergulhador. Também que torce para o Palmeiras e que o nome “Jair” é uma homenagem do pai dele ao Jair da Rosa Pinto que foi um grande craque palmeirense e vascaíno nos anos 1940/50. Fala tanto em acabar com a safadeza no país, mas não se ouviu nada dele em acabar com a inacreditável situação vivida pelo nosso futebol, bem  resumida pelo Fernando Rocha, na coluna dele no Diário do Aço:

“A revelação foi publicada pelo jornal “O Globo”, na coluna do jornalista Lauro Jardim: “Um dos benefícios a que o presidente da CBF tem direito é andar numa Mercedes Benz Classe E da entidade. O Coronel Nunes, portanto, tem o seu à disposição.  Só que agora a CBF comprou outra Mercedes Benz. É para que o presidente eleito, Rogério Caboclo, também possa se locomover com o mesmo conforto pelo Rio de Janeiro”. Ah! Tá!

* Enquanto os nossos os maiores clubes vivem de pires na mão, vendendo o almoço para pagar o jantar, e os chamados  “pequenos” morrem à míngua, federações e CBF continuam nadando em dinheiro. Acham caro e se negam, como é o caso da CBF, de patrocinar  o árbitro de vídeo nas suas competições, mas por outro lado acaba de comprar uma segunda Mercedes 0KM, avaliada em mais de R$ 300 mil, só  para atender o presidente eleito. (Fecha o pano!)

Também em foto d’O Glogo, o então Ministro Pelé (com o presidente Fernando Henrique Cardoso) criou a lei que entregou o futebol para os empresários, matando a maior fonte de renda dos clubes pequenos e médios.


Lembrando Gabeira e Thales Machado em Moscou e a paráfrase do Fernando Rocha, direto de Guriri/ES

A minha coluna do jornal Sete Dias(da minha cidade natal, Sete Lagoas)tem uma seção chamada “Ecos do Passado”, em que relembro pessoas e lugares de outros tempos. Na última de 2018, publiquei esta foto e o seguinte texto: “Passado bem recente, mas que já dá uma saudade danada. Na festa de recepção da Prefeitura de Moscou aos jornalistas que cobririam a Copa do Mundo deste ano, tive a satisfação de rever o jornalista Thales Machado, mineiro de Três Corações, formado em História pela UFMG e jornalismo pela UFRJ, atualmente editor do O Globo (que coordenou a equipe do jornal nessa cobertura). E também conhecer pessoalmente o jornalista Fernando Gabeira, um nome importante da história do jornalismo e da política do Brasil. Desnecessário falar da inteligência e cultura do Gabeira. O que eu não sabia é que se trata de uma figura extremamente gentil e de uma humildade espantosa.”

***

Coincidentemente, o Fernando Rocha, na última coluna dele de 2018, no Diário do Aço, de Ipatinga, cita o Gabeira, parafraseando-o, que repasso às senhoras e senhores do blog: Peço licença ao jornalista Fernando Gabeira da “Globonews”, para mudar apenas a cronologia de uma das suas ótimas frases neste final de 2018: “A única esperança para 2019 é que as coisas ruins sejam diferentes das ruins de 2018”.

O Fernando que curte férias na mansão dele na Ilha de Guriri (São Matheus/ES), que tem praias como essas, mostradas pelo ótimo site de viagens https://viagenscinematograficas.com.br /2017/06/ilha-praia-de-guriri-es.html :

Praia do Bosque

Foz do rio Mariricu divide a ilha de Guriri: de um lado Barra Nova, do outro Urussuquara.

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E como diz o próprio Fernando Rocha “fecha o pano”!


A força do futebol, que consegue espaço até no encontro do G20, na cidade que não conseguiu realizar uma final de Libertadores

O futebol é realmente fenômeno de paixões, com todos os prós e contras que a passionalidade envolve. A Argentina não conseguiu realizar um jogo final de Libertadores da América, entre River Plate e Boca Juniors, mas uma semana depois realizou o G20 (os países mais fortes da economia mundial), sem nenhum incidente, com a presença dos principais chefes de estado do mundo. As muitas manifestações ocorridas antes, durante e depois do G20 ocuparam espaços minúsculos nos noticiários internacionais, enquanto Boca e River, com suas delegações oficiais, torcidas e todo o aparato que os cercam se deslocavam para Madri, que oferecia todas as condições para a realização do jogo.

Mas o presidente da FIFA, Gianni Infantino, permaneceu em Buenos Aires. Não para resolver assuntos do futebol ou pendengas da Conmebol e Libertadores, mas para ser ouvido pelos chefes de estado numa das conferências do G20. O futebol movimenta tanta gente e tanto dinheiro mundo afora que a partir de 2018 passou a ter voz no encontro dos países líderes da economia mundial.


Parabéns ao Cruzeiro, 98 anos, hoje!

E à toda nação azul!


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