Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Imperdível, especialmente para quem quer curar qualquer dor: Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, a partir de amanhã

Nesta foto do Ariel Branco, que me foi enviada pelo Igor Duarte, o visual predominante de Conceição do Mato Dentro nessa época do ano

“Peço desculpas se deixei meu verso / espelhar o inverso /

reclamar sem ter razão / POIS SEMPRE QUE A COISA APERTA /

A RECEITA CERTA É VIR PRA CONCEIÇÃO.”

Com este trecho da Marchinha de Conceição (de autoria do Cadinho Faria e Murilo Albernaz), recomendo a todas as senhoras e senhores que estão precisando descansar o corpo e a alma do dia a adia estressante ou qualquer outro problema (atleticanos do mundo unamo-nos ), que peguem o carro, o ônibus, a bicicleta, avião ou até à pé, e sigam rápido pra Conceição do Mato Dentro. Hoje à noite ou amanhã cedíssimo estarei na MG-010 para curtir o 1º Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, que começa neste sábado, 13, conforme mostra o site da prefeitura de Conceição:

O Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, terá sua primeira edição no período de 13 a 21 de julho, na sede do Munícípio de Conceição do Mato Dentro, e nos Distritos de Córregos, Santo Antônio do Norte (Tapera) e Santo Antônio do Cruzeiro (onde nasce o Rio Santo Antônio em MG). Iiniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico, com a realização da Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro, em parceria com a FLAMA.

Serão 09 dias de intensa programação cultural, sendo todas atividades gratuitas, propiciando a reflexão sobre o tema da arte e da cultura, em seu potencial transformador e de pertencimento. Terão oficinas de arte, cultura, educação, rodas de conversa, teatro, cinema, dança, cinema, exposição de artes plásticas e vários shows na sede e em distritos, em espaços como praças, ruas, escolas públicas e outros equipamentos sociais.

Tema (mais…)


Opção de Mano Menezes por Pedro Rocha liquidou com o Atlético no Mineirão

Essa sequência de fotos do twitter.com/Mineirao ilustra a beleza do gol do Pedro Rocha, que acabou com o Atlético neste jogo

Até os 10 minutos de jogo parecia que o Atlético estava melhor no jogo. O Cruzeiro mal passara do meio campo. Mas aos 12, entrou em ação aquilo que o Nelson Rodrigues chamava de “Sobrenatural de Almeida”, quando o Pedro Rocha fintou três defensores do Galo, trocou de perna para chutar, a uma distância inimaginável e chutou, forte e certeiro, enganando o Victor.

Um gol espetacular pra ficar na memória.

A partir daí o Galo ficou desnorteado. Aos 26, com o time todo no ataque, Réver comete um erro infantil: passe atravessado para o meio de campo, pessimamente dado para o Zé Welison. Pedro Rocha interceptou, correu mais que todo mundo e cara a cara com o Victor deu para o Thiago Neves fazer 2 a 0.

Parecia que sairia mais uma goleada histórica do Cruzeiro. E aos nove do segundo tempo foi a vez de Elias, veterano igual ao Réver, errar passe quando tentava armar um contra ataque. Robinho pegou um rebote e chutou com o gol vazio, já que Victor levou quase meia hora para se levantar do primeiro chute que havia originado a jogada.

Satisfeito com os 3 a 0, Mano Menezes mandou o time se precaver. Se continuasse apertando, poderia marcar mais gols, tamanho o desacerto e ruindade de quase todo o time atleticano nesta noite.

Enquanto o Cruzeiro beirou a perfeição, o Atlético não teve ninguém que merecesse um elogio. Com destaque negativo para Cazares, Réver e Elias.

O jogo da volta, no Independência, certamente terá emoções mais fortes. O Galo precisando descontar o placar num tipo de jogo que oferece as condições que o Mano Menezes mais gosta, de jogar em contra ataques.

O público não chegou aos 50 mil anunciados por muitos da imprensa


Atlético e Cruzeiro fazem uma decisão que vale muito mais que a vaga na semifinal da Copa do Brasil

Foto: Bruno Cantini/Atlético

Disputa absolutamente imprevisível. Tecnicamente vejo equilíbrio entre os times. Esta disputa será decidida na vontade, e óbvio, por quem errar menos. Quem controlar melhor os nervos. A acuada diretoria cruzeirense sabe que no futebol as vitórias resolvem, pelo menos de fachada, todos os problemas extra campo. Ainda mais quando se trata de clássico. Na cabeça, mãos e pés de Mano Menezes e jogadores está a salvação geral da lavoura, pelo menos temporariamente. Passando pelo Galo, tudo muda. Na sequência, passando pelo River Plate na Libertadores, os dirigentes acusados e acuados de hoje, poderão ganhar até estátua no Barro Preto ou Toca da Raposa.

Foto: Vinnicius Siva/Cruzeiro

Em situação inversa, o técnico Rodrigo Santana e jogadores do Atlético estão diante pressão dupla no destino do maior rival. Passando, aumenta a crise na Toca e principalmente no Barro Preto. E ganha moral para a sequência do Brasileiro e da própria Copa do Brasil. Não passar pode mudar a crise de lado.

E nessas montanhas de pressões sobre todos os envolvidos, um árbitro que tem fama de suportar bem a barra: Raphael Clauss, da Federação Paulista e da FIFA.


Conselho Deliberativo atuante é fundamental para a transparência da gestão de qualquer clube

Em foto do Superesportes, presidentes marcantes na história do Conselho Deliberativo do Atlético: o atual, Rodolfo Gropen (esquerda), e o seu antecessor, Emir Cadar.

Este ano o nosso blog está completando 10 anos e não me lembro de ter recebido nenhum comentário elogioso a qualquer Conselho Deliberativo de nenhum clube. Aliás, nem em meus tempos de rádio, TV e jornal. Muito pelo contrário. Porém no dia 26 de junho passado, o Carlos Henrique Costa comentou aqui: “Gostei da reunião do Conselho, querendo dar transparência, ao Atlético, modernizar o clube, com a torcida sabendo das coisas e como foi falado, reuniões semestrais sobre a parte financeira. Sendo assim, corre menos risco de uma gestão temerária, como acontece no rival”.
Carlos Henrique

***

O que o Cruzeiro está passando é muito ruim para qualquer instituição. Os piores anos do Atlético foram aqueles de grandes rachas internos e falta de transparência nas administrações. A polícia não foi à sede de Lourdes ou à casa de nenhum dirigente. Mas jogadores chegaram a ser despejados de hotéis por falta de pagamento e o então goleiro Taffarel liderou “vaquinhas” para diminuir o drama de jogadores que ganhavam menos e funcionários passando por dificuldades em casa, com salários atrasados. O presidente da época (1998) Paulo Cury, foi afastado pelo Conselho Deliberativo. O Atlético demorou se reerguer e recuperar a sua credibilidade. Mais precisamente em fins de 2008 quando Alexandre Kalil foi eleito presidente, ocupando a cadeira que estava vazia com a renúncia de Ziza Valadares, que não conseguiu conviver com as consequências da bagunça administrativa e guerra política interna. A partir de Kalil o Galo mudou de patamar, dentro e fora de campo, e a demonstração cabal disso foi a última reunião do Conselho Deliberativo em que o presidente do órgão, Rodolfo Gropen, apresentou proposta de modernização e aperfeiçoamento do estatuto do clube. Aliás, Gropen vai entrar para a história como um dos melhores presidentes do Conselho atleticano, pelo seu conhecimento técnico, conhecimento da alma atleticana e pela figura humana fantástica que é.

O Frederico Ribeiro, do Globoesporte.com fez uma bela reportagem com ele. Só lamento que nessa entrevista ele anunciou que não vai se candidatar à reeleição:

* “Novo estatuto do Atlético-MG e eleições: Gropen explica pauta e descarta tentar reeleição no Conselho”

Presidente do Conselho Deliberativo vai deixar o cargo em outubro deste ano e, em entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com, explica a necessidade de uma modernização no estatuto do Galo

Por Frederico Ribeiro — de Belo Horizonte

A última reunião do Conselho Deliberativo do Atlético-MG, realizada na última segunda-feira, teve como ponto alto a aprovação da formação de uma comissão de conselheiros para estudo e proposta de reforma do estatuto do clube. Esta será uma das últimas ações de Rodolfo Gropen, atual presidente do Conselho Deliberativo, antes do término do seu mandato, em outubro.

Em entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com, Gropen esclareceu detalhes sobre a ideia de mudança no estatuto, que foi criado em 2008 e, segundo ele, necessita de modernizações.

– A minha ideia é modernizar todo o estatuto, aperfeiçoando-o na medida do possível. Este estatuto foi elaborado em 2008, ocasião em que o Atlético tinha como orçamento cerca de R$ 50 milhões. Hoje o orçamento do Atlético é cerca de seis vezes maior, por volta de R$ 300 milhões. E a tendência clarividente, com a nossa nova casa própria (não se pode esquecer o trabalho do Daniel Nepomuceno) e o direcionamento econômico que vem sendo trilhado em uníssono nos últimos dez anos, é que as receitas cresçam bastante. Refiro-me apenas aos últimos dez anos porque foi o período que participei.

O novo estatuto faz parte de um plano para garantir que as próximas gestões do Atlético-MG não façam ações que coloquem em risco a integridade do clube. – Na minha visão há que se colocar regras de compliance no nosso estatuto, repensando e desenvolvendo mecanismos de controle interno, aumentando cada vez mais a transparência dos procedimentos, a exemplo do sistema de gestão implantado pelo Sette Câmara e Lásaro Cunha, diminuindo os riscos de práticas indesejáveis, otimizando a governança, obrigando os próximos administradores do Atlético a seguir um comportamento baseado em regras e padrões éticos.

Saída do Conselho Deliberativo

Há dez anos no Atlético-MG, chegou a hora de Rodolfo Gropen deixar o clube. O dirigente relembra sua trajetória no Galo e os momentos importantes que viveu dentro do clube, trabalhando diretamente com as três últimas diretorias alvinegras. No entanto, o momento é de voltar para a arquibancada.

 “Tenho direito à reeleição à Presidência do Conselho Deliberativo do Atlético, cargo que me honra muitíssimo, mas não irei me candidatar a novo mandato”.

– Por que? Em apertada síntese porque refleti muito e considero que devo encerrar, desta feita, meu ciclo no Atlético. Completei, há alguns meses, dez anos ajudando o Galo, remunerado exclusivamente pela paixão, friso. Comecei me apresentando ao Alexandre Kalil, dois dias antes da sua eleição de 2008, a quem não conhecia. Por generosidade dele, fui nomeado Diretor de Gestão e de Planejamento no período de sua administração e acabei tendo a felicidade sem par de integrar a gestão mais vitoriosa da história do Atlético, coroada pela Copa Libertadores em 2013 e pela mais especial e exclusiva Copa do Brasil, em 2014. Preciso fazer parênteses aqui. Os seis anos ao lado do Kalil, dia a dia, me permitem afirmar que ele é, de fato, duro, não verga a espinha em instante algum, um líder na melhor acepção da palavra, com uma visão sempre muito à frente, além de um executor extraordinário. (mais…)


Os tempos e as leis mudaram e o Cruzeiro enfrenta as consequências de não ter se preocupado com isso

Foto: Alex de Jesus/O Tempo

No futebol a conta chegava e era “pendurada”. Agora tem que pagar ou enfrentar as consequências. O que o Cruzeiro está vivendo fora das quatro linhas talvez sirva para que uma significativa parte de torcedores, não só do próprio clube, mas dos grandes clubes em geral, se conscientize que é um erro grave continuar pensando à moda antiga que todo mundo deve, “o importante é ganhar títulos”.

Os tempos mudaram e a legislação mundial também. Se fosse somente as leis brasileiras, continuaríamos do jeito que era: a conta chegava, empurrava-se com a barriga, dava-se um jeito, ou não, e ficava por isso mesmo. Hoje a conta chega e o pagamento tem que ser feito ou negociado. Se falhar na negociação o pau vai cantar, como está cantando agora, com investigações policiais e ameaça de rebaixamento em consequência de ações da FIFA, movida por credores.

Muitos torcedores já são conscientes e dois comentaristas tradicionais aqui do blog demonstram, com fundamentos e conhecimento de Brasil, que teatros e oba-obas, já não enganam como antigamente. Sobre a “busca e apreensão” pela Polícia Civil na sede do Cruzeiro e residências de dirigentes ontem, vejam o que disseram o Alisson Sol e o Clayton Batista Coelho: 

Alisson Sol

“Mais patético impossível… O Brasil é realmente o país da piada pronta…

Eu quero o Cruzeiro limpo de falcatruas. O que me faz estranhar darem um mês para os “envolvidos” se prepararem. Sai até notícia de que a esposa do presidente estava tirando documentos da sede. E só depois disto a polícia faz uma batida.

Agora, vão encontrar o que? Faltou só terem colocado um anúncio em jornal avisando que iam dar as caras para “aparecer” e dar uma satisfação caso alguém algum dia pergunte “E a polícia não fez nada?”. Se helicóptero capturado cheio de droga não deu em nada…

***

Clayton Batista Coelho 

“Concordo plenamente com o que o Alisson Sol falou. Mandaram o recado bem ao estilo: “Olha, vamos dar um tempinho para que vocês limpem o que puderem, mas daqui uns dias vamos dar uma batida” pra inglês ver, só pra constar…
E nesse meio tempo, ainda teve uma eleição para um novo Conselho Fiscal, onde um dos integrantes da chapa vencedora, a primeira coisa que fez foi procurar os microfones e sair logo falando que acreditava na honestidade do Presidente…”

 Claytinho do Nova Vista 

***

Quanto à determinação da perda de seis pontos no Brasileiro pela FIFA, a situação é séria, mas há saídas, como informa essa reportagem do portal ESPN:

* “Cruzeiro mostra, com documento, que perda de 6 pontos no Brasileiro ainda está em julgamento”

Cruzeiro mostrou por meio de um e-mail oficial da Fifa que ainda não está definido que vá perder seis pontos no Campeonato Brasileiro por conta do ‘caso Willian’.

A sanção imposta pela entidade máxima do futebol de fato existe, como divulgou o colunista Ancelmo Gois no jornal O Globo desta quarta-feira (10). Mas o ESPN.com.br apurou e obteve o documento que deixa claro que a decisão está suspensa até que a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) julgue o caso

O posicionamento da Fifa foi emitido em 22 de março deste ano.

A agremiação mineira, porém, recorreu à CAS, que informou em 23 de maio à organização presidida por Gianni Infantino que avaliará a questão.

Na terça-feira 9 de julho, a Fifa enviou e-mail às partes envolvidas no ‘caso Willian’ dizendo que a decisão tomada por seu Comitê Disciplinar não tem nenhum efeito enquanto o recurso ainda estiver sob apreciação.  (mais…)


O Nove de Julho que a torcida do Cruzeiro e quem gosta de futebol não devem esquecer nunca

Maior pesquisador da imprensa esportiva brasileira da atualidade, o jornalista Alexandre Simoes‏  lembrou bem nas páginas do Hoje em Dia de hoje:

O 9 de julho era para ser lembrado pelo nascimento do maior meio de campo da história do futebol mineiro. Há 55 anos, Piazza, Tostão e Dirceu Lopes eram titulares, juntos, pela primeira vez. Os cartolas do Cruzeiro deram outra marca ao 9 de julho. Mas a história é bela”:

“Há exatos 55 anos nascia o maior meio de campo da história cruzeirense”

O Cruzeiro vivia há exatos 55 anos um dos momentos mais importantes da sua história. Na época não havia a dimensão do que estava acontecendo, mas pela primeira vez, numa partida contra o Uberaba, pelo Campeonato Mineiro, jogavam juntos, como titulares, Piazza, Tostão e Dirceu Lopes, o maior meio-de-campo que o futebol mineiro já viu em ação e que mudou os rumos da trajetória daquele que até então era o clube do Barro Preto.

O tripé, como ficou conhecido o trio, campeão da Taça Brasil de 1966 e penta do Mineiro, entre 1965 e 1969, nasceu por uma contusão de Ílton Chaves, que era o volante titular do time do técnico Marão.

Sem o jogador, ele lançou Piazza, que tinha chegado do Renascença, como o titular. E mudou o esquema 4-2-4 para o 4-3-3, criando assim o tripé no meio-de-campo.

Por pouco, o famoso trio teve sua estreia como titular adiada. Tostão, com apenas 17 anos à época, não tinha sua presença garantida na partida. Assim como Ílton Chaves, que foi substituído por Piazza, o maior artilheiro da história cruzeirense sentia a coxa, mas se recuperou. (mais…)


Mano Menezes tem competência para blindar a Toca da Raposa dessas lambanças da diretoria do Cruzeiro

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

A diretoria do Cruzeiro soltou nota lamentando que a Polícia Civil esteja fazendo essa devassa nos documentos do clube faltando apenas dois dias para um clássico contra o Atlético. Ora, ora, ela é que não deveria ter deixado a situação chegar a este ponto. Em relação ao time, não tenho a menor dúvida quanto a competência do Mano Menezes em administrar situações como essa que a própria diretoria está expondo o clube. Ele sabe blindar a Toca da Raposa, de tal forma que os jogadores não se deixem contaminar pelo noticiário que ganhou as manchetes do dia, da polícia civil vasculhando a sede administrativa e residências dos cartolas.

Que tudo isso sirva para depurar o Cruzeiro Esporte Clube para que ele volte a ficar apenas no noticiário esportivo, como sempre foi em sua história.


Copa América é igual ao campeonato estadual: ganhar não vale muito, mas perder pode significar degolas

Uma conquista sobre o Peru, depois de vitória muito contestada sobre a Argentina na semifinal. Pelo menos valeu para mostrar que a seleção brasileira não depende de Neymar como tantos querem nos fazer pensar que sim. Também serviu para mostrar determinados talentos emergentes como Everton, Gabriel Jesus e Richarlison, coincidentemente autores dos gols destes 3 a 1 no Maracanã.

No mais, uma Copa América fraquinha cheia de problemas de organização e nível técnico idem.


Do início da Bossa Nova em Diamantina ao fim difícil no Rio. Que João Gilberto descanse em paz

Foto: Jornal Zero Hora/RS

Em fins dos anos 1960 o diamantinense Fausto Miranda foi tentar a vida nos Estados Unidos e arrumou emprego numa pizzaria em Nova Iorque. Bom de prosa e de serviço, caiu no gosto do dono da casa, que num belo dia o chamou para uma missão:

__ Temos um cliente brasileiro, muito difícil de lidar. A partir de agora você é quem vai atendê-lo. Deixe a comida na porta do apartamento, pois ele não nunca abre a porta.

Lá foi o Fausto, mas neste dia o cliente abriu a porta e se assustou com ele:

__ Fausto? Você por aqui?

__ Uai, Joãozinho? Você que é o cliente “difícil” da pizzaria onde eu trabalho?

Depois de quase 20 anos sem se verem, os amigos de adolescência João Gilberto e Fausto Miranda se reencontravam nessa feliz coincidência. João perguntou pelos amigos que fizera em Diamantina, nos tempos em que morou lá com a irmã e o marido dela, que era engenheiro do antigo DNER e construía estradas federais na região.

Detalhes desses tempos me foram contados pelo próprio Fausto, que depois concedeu entrevista à Folha de S. Paulo numa repodtagem de 2011, transcrita aqui no blog:

Meus amigos, presenças garantidas no Mercado Velho de Diamantina, todo sábado: da esquerda para a direita, Vandinho Baracho, Bueno do Prado Filho, Fausto Miranda e seu Edvaldo Orlando. 

http://blog.chicomaia.com.br/2011/06/12/joao-gilberto-de-um-banheiro-em-diamantina-para-o-mundo/

João Gilberto descansou. Seus últimos anos de vida foram de muitas dificuldades, em todos os aspectos, conforme mostram essas reportagens da revista Cifras, Estadão e O Globo, ano passado:

* “COM AJUDA DE CAETANO E CHICO, JOÃO GILBERTO BUSCA SAIR DA AGONIA”

Depois de dez anos sem ser visto fora de casa, João Gilberto teve de deixar à revelia o apartamento em que vivia, a 500 metros da praia do Leblon. O cantor, que enfrentava ameaça de despejo por conta de pagamentos atrasados, foi convencido a se mudar para não correr o risco de ser constrangido a sair à força. Uma amiga do meio artístico cedeu um outro imóvel na região para acomodá-lo.

A um mês dos 87 anos, o músico vive numa situação de fragilidade física e mental, agravada pela condição de miserabilidade financeira, segundo afirmou a advogada de sua filha Bebel Gilberto, Simone Kamenetz. A penúria vem comovendo admiradores de João do meio musical. Chico Buarque, que foi seu cunhado (ele foi casado com Miúcha, mãe de Bebel), e o casal Caetano Veloso e Paula Lavigne estão mobilizados para ajudá-lo.

Desde o fim do ano passado, Bebel está na Justiça para interditar o pai. Foi a forma que a cantora encontrou de tentar cuidar de sua saúde, e resguardar suas finanças – pilar da música brasileira, criador da bossa nova e cultuado por fãs do mundo todo, e apesar de ter feito um acordo milionário com o banco Opportunity em 2013, como adiantamento do valor a ser ganho por uma ação contra a gravadora EMI dois anos depois, João não tem recursos sequer para arcar com um plano de saúde, algo bastante temerário a essa altura de sua vida. (mais…)


O tetra dos Estados Unidos e os rumos do futebol feminino no mundo e no Brasil

Os Estados Unidos ganharam a sua quarta Copa do Mundo em oito edições da história da competição.

Venceu todos os jogos e deu um passeio na disputa que terminou hoje na França, com o melhor ataque, a melhor defesa e a melhor jogadora, Rapinoe, escolhida pela FIFA e imprensa. A rigor, não passou aperto contra ninguém. Dominou e administrou todos os jogos, inclusive a final contra uma Holanda que deu até um certo trabalho mas em momento algum ameaçou a supremacia norte-americana.

Prestigiada pelo presidente da França, Emanoel Macron, a final disputada em Lyon, teve protesto nas arquibancadas antes da bola rolar. Gianni Infantino, presidente da FIFA, foi vaiado e ouviu o público gritando por direitos iguais aos homens nas premiações e salários das jogadoras. Pleito justo, porém, impossível, até que os valores dos patrocínios sejam também iguais. Lei de mercado.

Todavia essa Copa da França foi um grande avanço, com recorde de audiência no mundo, recorde de público nos estádios e mais investimentos da FIFA e país sede na organização.

No Brasil, essa evolução ainda vai demorar. Mesmo com a CBF obrigando os principais clubes a montar times. O torcedor brasileiro ainda não se empolgou com o futebol feminino e a tendência é que vai demorar muito. Quem leu vários comentários de participantes aqui do blog sobre o assunto percebe isso.


Página 2 de 1.10412345...102030...Última »