Blog do Chico Maia

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No futebol e na política, “farinha pouca, meu pirão primeiro”, mas o apóstolo nos exorta a “Examinar tudo, e reter o que é bom”.

Imagem: fadebate.com.br

Nestes momentos que antecedem a jogos importantíssimos para Atlético e América na últtima rodada do Brasileiro, abri mensagem e-mail do Alexis Campos Alves, que sempre envia ótimos comentários. Ele enviou no início de outubro mas infelizmente só agora acessei. Mas vale sempre o ditado “antes tarde do que mais tarde” e o assunto continua atualíssimo. Coincidentemente eu vinha pensando escrever sobre o mesmo assunto e concordo com ele. Nós da imprensa mineira às vezes exageramos na condenação de árbitros por possíveis erros contra nossos clubes. Costumamos concordar demais com jogadores, treinadores e dirigentes na transferência de suas eventuais falhas e incompetências para a turma do apito.

Obrigado ao Alexis e veja que texto interessante:

* “Prezado Chico,

clubes colocarem na arbitragem a culpa por uma derrota ou eliminação está tão previsível, no Brasil, quanto as campanhas eleitorais, nas quais cada facção – direita, centro ou esquerda – coloca nas outras a responsabilidade pelas mazelas que assolam nosso país. Diante da inexistência de argumentos plausíveis, de autoavaliação e do senso crítico, acaba sendo compreensível tal ato, embora, nem sempre, as explicações sejam verdadeiras ou justificáveis – tanto no futebol quanto na política.

Apesar de ser professor, formado pela Faculdade de Letras da UFMG, convivi com muitas pessoas na FAFICH, várias que cursavam Jornalismo. Lembro-me de um dia em que brinquei com uma amiga estudante de Jornalismo, dizendo-lhe que a imprensa era o “quarto” poder, numa crítica à parcialidade de determinados setores da imprensa na informação e formação de opinião. Fiquei surpreso ao ser corrigido por ela, que me afirmou ser a imprensa não o “quarto” poder, mas o “primeiro”.

Sempre critiquei a imprensa bairrista de Rio e São Paulo no que diz respeito ao futebol – melhor nem falar de Política, senão o assunto rende demais… Entretanto, nos últimos tempos, tenho me sentido incomodado com as transmissões esportivas da supostamente mais tradicional rádio de Minas. O assunto “arbitragem” é explorado em todas as nuances possíveis antes, durante e depois do jogo. As perguntas feitas aos atletas, treinadores, dirigentes e torcedores são sempre direcionadas por esse viés: os clubes mineiros foram “operados” pela arbitragem. Nem sequer se dão ao trabalho de ver o lance na tela e, quando veem, tentam ajustar a imagem aos comentários emitidos, e não o contrário.

Árbitros erram – com ou sem intenção. Políticos cometem equívocos – com ou sem dolo. Um ex-jogador e até pouco tempo comentarista numa emissora de TV foi demitido por criticar a parcialidade e a maneira passional com que os repórteres setoristas trabalham. Sou um defensor contumaz da democracia, da liberdade de imprensa e de opinião. Mas acredito que precisa haver uma postura mais comedida dos profissionais de imprensa, sem exasperações tendenciosas. E também creio que urge um posicionamento criterioso de quem ouve, lê, assiste, “consome” as notícias. O Apóstolo Paulo nos exorta a “Examinar tudo, e reter o que é bom” (I Tessalonicenses 5.21).

As diferenças são importantes, o contraditório é salutar. E o domínio próprio é essencial a fim de se evitar entrar na onda extremista para a qual a humanidade caminha a passos largos  –  seja na política, no futebol ou na vida.

Abraço!

Alexis Campos Alves”


Mando de campo de Atlético x Cruzeiro em 2019 e a final da “Colonizadores” da América

Informações e comentários do Fernando Rocha na coluna dele no Diário do Aço de Ipatinga:

*”Surpresa na decisão tomada pela Conmebol, em comum acordo com os dirigentes do River e Boca, ao marcar a decisão da Libertadores para a Espanha, dia 12 próximo, no estádio do Real Madrid. Estranho, sobretudo o Boca Juniors aceitar jogar a final, pois certamente ganharia o título nos tribunais sem ter de jogar, como em 2015, quando foi eliminado da disputa por causa de atos violentos praticados por sua torcida, contra o próprio River Plate.

·        Infelizmente nessa hora o dinheiro fala mais alto e entre Miami nos Estados Unidos, Doha no Qatar, onde será realizada a próxima Copa do Mundo, a grana oferecida pelos espanhóis foi mais interessante, embora seja o pior lugar, pois se trata do país que colonizou toda América do Sul, à exceção do Brasil, dos países que disputam a Libertadores.

·        Nas redes sociais a repercussão foi gigante, com a divulgação de memes com gozações e citações hilárias. Até o nome da maior competição do continente foi alterado para “Taça Colonizadores da América”. De fato, devem ter se revirado no túmulo, Bernardo  0’Higgins( Chile e Peru); José San Martín(Argentina, Chile e Peru)); Simon Bolívar (Colombia, Venezuela, Equador e Panamá ); Antonio José de Sucre (Venezuela, Equador, Bolívia e Peru), heróis da independência dos nossos  vizinhos “hermanos”.

·        Itair Machado, vice-presidente de futebol do Cruzeiro, esteve na última quinta-feira nos estúdios da rádio Super Notícia FM, em Belo Horizonte, onde concedeu uma entrevista aos nossos companheiros Arthur Morais, Lélio Gustavo, Oswaldo Pequitito, entre outros, fazendo revelações interessantes ao torcedor celeste. Não confirmou nenhum reforço, mas promete contratar na base de trocas dois laterais, um meia e um atacante de velocidade. Disse que a dívida do clube beira meio milhão de reais, semelhante ao que deve o maior rival Atlético. E que aceitou todas as exigências da diretoria do Galo, para que os clássicos entre os dois no próximo ano, sejam disputados com torcida e renda divididas. “Só trazer o papel que eu assino”, disse.”

*  Fernando Rocha – Diário do Aço


O exemplo da Polícia Militar de Minas que os argentinos não seguiram na final entre Boca e River

Em duas finais recentes de Libertadores da América em Belo Horizonte a nossa Polícia Militar deu show. Antes, durante e depois dos jogos, torcedores e delegações do argentino Estudiantes e do paraguaio Olímpia tiveram plena segurança e retornaram bem aos seus países. Os marginais infiltrados nas torcidas do Atlético e Cruzeiro bem que tentaram aprontar mas foram repelidos previamente com o rigor que merecem. Em 2009 o Comandante do Policiamento da Capital – CPC -, era o Cel. Nilo que chegou a ser criticado por ter montado uma “operação de guerra”. Parecia que Belo Horizonte estava sob intervenção da PM. Cumpriu com excelência o dever dele e nenhum argentino foi agredido, mesmo tendo saído vitoriosos do Mineirão. Este foi um ótimo exemplo de competência em um grande evento explosivo.

O mundo globalizado torna países e costumes cada vez mais parecidos, mas os bons exemplos não têm a mesma força dos maus. Com a velocidade crescente da informação pelos mais diversos meios, toda ocorrência chega aos olhos e ouvidos de gente em todo o planeta instantaneamente. Com isso proliferam aqueles que sentam no rabo pra falar dos outros e complexados vira-latas, como definiria Nelson Rodrigues.

Nessa selvageria da torcida do River Plate essas turmas deitaram e rolaram, mas tiveram bons contra-ataques que mostraram o quanto se equivocam.

O argentino Mariano postou no twitter vídeo de selvageria semelhante da torcida do Manchester United “recebendo” o ônibus do City e escreveu:

@marianoG/ottiga: “Para los moralistas que se preocupan por como nos ven en el mundo, vean lo que pasa en una sociedad “civilizada” cuando haces pasar un micro del equipo rival entre medio de la hinchada local que esta por entrar al estadio La diferencia es que el este micro no tiene vidrios”.

É verdade! O problema em Buenos Aires foi a incompetência da cúpula da segurança. Onde estavam os policiais que deveriam garantir a chegada do Boca em segurança ao Monumental? Uma única rua de acesso, sem batedores de verdade e sem polícia ostensiva antes de um jogo explosivo.

Ainda mais na Argentina, onde este clássico já teve 71 mortos, em 1968, num dos portões de acesso do mesmo estádio Monumental. Veja essa reportagem do portal Terra, de sábado, antes da final prevista:

* “Porta 12: o local do Monumental que remete a um drama de Boca e River”

Um clássico realizado em 1968 resultou na morte de 71 torcedores xeneizes no palco da grande decisão da Libertadores deste ano. Episódio ainda levanta muitas dúvidas

Sthefany Afonso

Argentina conta milhares de mortes induzidas por corrupção, negligência ou imprudência pública e privada. Não obstante, o dia 23 de junho de 1968 marcou a data mais negra do futebol nacional. Justamente no dia do clássico de maior rivalidade do país: River Plate x Boca Juniors.

Se disputava o Torneio Metropolitano, um campeonato dividido em dois grupos de onze equipes. River e Boca protagonizaram um empate sem gols no Monumental, palco do decisivo jogo deste sábado, pela Libertadores. A porta 12, correspondente do setor visitante, havia sido fechada após o apito final. Torcedores xeneizes estavam aglomerados e um caos começou. Resultado da tragédia: 71 pessoas morreram esmagadas e sufocadas, enquanto tentavam deixar o estádio.

Após o episódio, o acesso não é mais identificado pelo número 12, e sim pela letra L, por ser a décima segunda letra do alfabeto. Além da mudança, o River Plate decidiu dar o nome de “Centenário” ao setor visitante.

Cinquenta anos depois, River e Boca se encontram novamente em uma decisão. Apesar de toda magia criada em torno da partida que marcará o século, as verdadeiras causas da barbárie de 68 ainda são desconhecidas e deixam grande marcas.

Na época, hipóteses começaram a surgir por meio da mídia: portas fechadas ou semi fechadas, catracas que não haviam sido removidas, ou a irresponsabilidade funcionários. No entanto, nada se falava sobre a polícia. Eram tempos da ditadura de Juan Carlos Onganía, repressões nas ruas, tribunais e universidades. (mais…)


CBF volta aos tempos pré-Ricardo Teixeira e muda dia de jogos numa canetada só

Em reunião esta noite na sede de Lourdes Conselho Deliberativo do Galo aprovou orçamento para 2019 – Foto: Pedro Souza/Atlético

Alguém já isse que “no Brasil a única coisa que vai pra frente é o atraso”. O futebol é testemunha disso: a CBF passou na cara dura Atlético x Botafogo para sábado, 17 horas no Horto, mesmo dia e horário de Flamengo x Atlético-PR no Maracanã. Isso para quebrar o galho do fluminense que receberá o América no domingo, também no Maraca. Sem consultar a ninguém, apenas para atender aos interesses maiores dos cariocas. Desrespeito e molecagem, dentro das tradições da entidade, que entretanto vinha cumprindo o que escrevia nos últimos anos. Pioramos bastante no quesito organização.

O Atlético protestou oficialmente mas e daí? A cartolagem da CBF dá de ombros e fica por isso mesmo. A bola vai rolar e que o time vença e garanta finalmente este sexto lugar que dá acesso à pré-Libertadores.


Em condições normais América pode ganhar do Fluminense no Rio e escapar da degola

Foto: www.americamineiro.com.br

Não tenho dúvidas que num jogo entre times de qualidade semelhante vence o que se entrega mais, que entra em campo com “sangue nos olhos”. São os casos de Atlético x Botafogo no Independência, América x Fluminense no Rio.

Por isso discordei do jornalista Júlio Gomes Filho, de São Paulo, que palpitou via twitter:  @juliogomesfilho “Puro palpite: Flu não perde, América cai. Chape ganha do São Paulo e se salva. Sport ganha do Santos. Último rebaixado dependeria de Ceará x Vasco. Se der Ceará, dança o Vasco. Se não der, dança o Sport. E o teu palpite?”

Respondi a ele que o maior risco do América é a força do Fluminense nos subterrâneos da bola. Se for só futebol, o Coelho não cai. Os outros jogos estão com cara de empate.


Última rodada com muita coisa em disputa para o futuro de Atlético e América

Os concorrentes diretos colaboraram decisivamente para que o Atlético chegasse à penúltima rodada em sexto lugar, na zona de classificação para a pré-Libertadores. Mas o Atlético-PR, que empatou em casa hoje com o Ceará ainda tem chances e por isso o Galo terá de comer grama no Independência e vencer o Botafogo na última rodada para não depender de tropeço do xará paranaense no Maracanã contra o Flamengo.

Ao América faltou uma vitória, que fosse contra o Paraná, no Horto, para que ele chegasse à 37ª rodada garantido na Série A do ano que vem. Mas ainda dá. É só vencer o concorrente direto, Fluminense, no Rio, independentemente de ver Vasco ou Chapecoense tropeçando, contra o Ceará em Fortaleza ou contra o São Paulo, em Chapecó, no caso da Chape.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Palmeiras 77 37 22 11 4 61 24 37 69
Flamengo 72 37 21 9 7 58 27 31 65
Internacional 68 37 19 11 7 50 28 22 61
Grêmio 63 37 17 12 8 47 27 20 57
São Paulo 62 36 16 14 6 46 33 13 57
Atlético-MG 56 37 16 8 13 55 43 12 50
Atlético-PR 54 37 15 9 13 52 36 16 49
Cruzeiro 52 37 14 10 13 34 34 0 47
Santos 50 37 13 11 13 45 38 7 45
10° Botafogo 48 36 12 12 12 36 44 -8 44
11° Bahia 47 37 12 11 14 39 41 -2 42
12° Corinthians 44 37 11 11 15 34 34 0 40
13° Ceará 43 37 10 13 14 32 38 -6 39
14° Fluminense 42 37 11 9 17 31 46 -15 38
15° Vasco 42 37 10 12 15 41 48 -7 38
16° Chapecoense 41 37 10 11 16 33 50 -17 37
17° América-MG 40 37 10 10 17 30 46 -16 36
18° Sport 38 36 10 8 18 33 56 -23 35
19° Vitória 37 37 9 10 18 34 60 -26 33
20° Paraná Clube 22 36 4 10 22 16 54 -38 20

 


Neto Berola foi destaque na última rodada da Série B, em que dinheiro não falou mais alto

Neto Berola entrou no segundo tempo marcou três dos quatro gols da goleada do CSA sobre o Juventude

A Ponte Preta bateu na trave, mas ficou em quinto lugar e não será dessa vez que retornará à primeira divisão nacional. Foi o time paulista de melhor campanha na Série B que terminou neste fim de semana. O Guarani, outro campineiro e considerado favorito ao acesso no início da disputa ficou em nono.

Muito bom ver o mapa da Série A do Brasil mais “democratizado”: Fortaleza campeão, para grandes clássicos contra o Ceará com Castelão lotado em 2019. O CSA devolve Alagoas ao cenário nacional depois de ótima campanha em toda a disputa e uma queda assustadora na reta final. Mas salvo por Neto Berola, ex-Galo, repatriado do México no início do ano, onde estava mal no Veracruz, em que fez apenas um jogo e saiu mal de lá. O Avaí também está de volta, assim como o Goiás que demorou quatro anos para recuperar o seu lugar na prateleira de cima do nosso futebol.

Por outro lado, lamentei a queda do Paysandu, de torcida gigante, para a Série C. Com ele foram o Sampaio Corrêa, Juventude e o nosso Boa.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Fortaleza 71 38 21 8 9 54 33 21 62
CSA 62 38 17 11 10 51 37 14 54
Avaí 61 38 16 13 9 50 32 18 54
Goiás 60 38 18 6 14 54 50 4 53
Ponte Preta 60 38 16 12 10 42 30 12 53
Atlético-GO 59 38 16 11 11 57 51 6 52
Vila Nova-GO 57 38 14 15 9 41 36 5 50
Londrina-PR 55 38 15 10 13 45 42 3 48
Guarani 54 38 14 12 12 44 39 5 47
10° Coritiba 52 38 13 13 12 40 44 -4 46
11° Brasil de Pelotas 50 38 13 11 14 36 35 1 44
12° CRB 48 38 12 12 14 35 39 -4 42
13° São Bento 47 38 11 14 13 41 41 0 41
14° Criciúma 47 38 11 14 13 45 49 -4 41
15° Figueirense 46 38 11 13 14 48 51 -3 40
16° Oeste 46 38 9 19 10 36 40 -4 40
17° Paysandu 43 38 10 13 15 42 53 -11 38
18° Sampaio Correa-MA 38 38 10 8 20 32 47 -15 33
19° Juventude 35 38 7 14 17 27 48 -21 31
20° Boa Esporte Clube 30 38 7 9 22 26 49 -23 26

 

 


Palmeiras campeão! Felipão não poderia terminar a carreira sem este título

Pelo conjunto da obra, encerrar a carreira tendo como maior lembrança os 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014 seria um castigo muito duro e injusto com o grande profissional que é Luiz Felipe Scolari. A o site Trivela fez um belo retrospecto da trajetória dele:

* “Felipão teve a oportunidade de se redimir e a aproveitou, conduzindo o Palmeiras ao título”

O Palmeiras conquistou a Copa do Brasil, em 2012. Ainda era um torneio sem os times da Libertadores, enfraquecido, mas isso pouco importou para o torcedor alviverde que comemorou o primeiro título nacional deste século. O tempero especial foi o homem que estava no banco de reservas: Luiz Felipe Scolari, com seu bigode, seu jeito bonachão, chefe de família. O treinador das glórias do final da década de noventa alimentava os sentimentos de nostalgia e de esperança. Quando ninguém imaginava que ele faria o Palmeiras campeão, dada a ausência de camarões, como ele metaforizou os bons jogadores que queria contratar e não podia, ele fez o Palmeiras campeão.

No entanto, era um time fraco. Dependente demais das bolas paradas de Marcos Assunção, com brilhos esporádicos de Valdívia, um bom centroavante em Hernán Barcos e um bom zagueiro em Henrique. O resto deu poucos argumentos para o Palmeiras recuperar-se no Campeonato Brasileiro e, em setembro, dois meses depois da glória no Couto Pereira, ele foi demitido. “Acho que era o momento certo para que eu saísse do Palmeiras”, disse. O segundo rebaixamento foi consumado por Gilson Kleina. Mas começou com Felipão. (mais…)


Dia do Galo: derrota em Santos, redator precipitado e torcida pelo Ceará para manter o sexto lugar

Foto; www.atletico.com.br

Caminhando sob chuva mansa dessa manhã de domingo ouvi o noticiário esportivo do Jornal da Itatiaia que o Atlético “perdeu” a sexta posição do Campeonato Brasileiro.

Uai? Mas o Atlético-PR jogou e ganhou ontem? Pensei.

Mais tarde, no mesmo jornal o analista de números Baião disse que o Galo perderá a sexta posição “caso” o xará paranaense vença o Ceará, em partida marcada pra hoje às 17 horas na Arena da Baixada em Curitiba. Ah, bom! Então o Galo ainda tem uma chance de permanecer em sexto ao fim desta 37ª rodada, apesar da torcida do redator do noticiário.

De toda forma é uma reta final lamentável para o Atlético que meteu os pés pelas mãos em mais uma temporada, montou um elenco ruim, não acertou na contratação de um diretor de futebol à altura e muito menos de um técnico para 2018. Perder fora de casa para o Santos não seria anormal, caso não tivesse perdido pontos e jogos em casa e fora para adversários da pior qualidade, neste que tem sido um dos campeonatos de índice técnico mais baixo da história do futebol brasileiro. Falta de dinheiro não foi, já que a folha salarial do clube está entre as maiores do país. Porém, dinheiro mal gasto.

Levir Culpi chegou tarde, mas antes tarde do que mais tarde. Fica a esperança de que, junto com a diretoria, já esteja montando o elenco para 2019. Terá de usar a sua experiência e toda a criatividade e amizades país afora para descobrir jogadores que tenham condição de vestir a camisa atleticana. A um custo não muito alto já que antecipações de receitas têm sido feitas para quitar salários e o 13º deste ano. Problemão para o futuro próximo.

No mais, força ao Ceará esta tarde na corrida dele contra o rebaixamento e que domingo próximo, na última rodada, o time jogue tudo que não jogou este ano e mantenha a sexta posição.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Palmeiras 74 36 21 11 4 60 24 36 69
Flamengo 69 36 20 9 7 56 27 29 64
Internacional 65 36 18 11 7 48 28 20 60
Grêmio 62 36 17 11 8 47 27 20 57
São Paulo 62 36 16 14 6 46 33 13 57
Atlético-MG 56 37 16 8 13 55 43 12 50
Atlético-PR 53 36 15 8 13 50 34 16 49
Cruzeiro 52 36 14 10 12 34 32 2 48
Santos 50 37 13 11 13 45 38 7 45
10° Botafogo 48 36 12 12 12 36 44 -8 44
11° Bahia 47 36 12 11 13 39 40 -1 44
12° Corinthians 43 36 11 10 15 34 34 0 40
13° Fluminense 42 36 11 9 16 31 44 -13 39
14° Vasco 42 36 10 12 14 41 47 -6 39
15° Ceará 42 36 10 12 14 30 36 -6 39
16° Chapecoense 40 36 10 10 16 33 50 -17 37
17° Sport 38 36 10 8 18 33 56 -23 35
18° América-MG 37 36 9 10 17 29 46 -17 34
19° Vitória 36 36 9 9 18 34 60 -26 33
20° Paraná Clube 22 36 4 10 22 16 54 -38 20

 


River x Boca: lá como cá, palhaçada pura. E tem gente que ainda acha isso bonito!

Poderia ser um Atlético x Cruzeiro; Palmeiras x Corintians; Grenal; Vasco x Flamengo; Peñarol x Nacional; Olímpia x Cerro Porteño; Colo-Colo x La U, América do México x Chivas Guadalajara enfim…

Lá como cá. Em Buenos Aires, Belo Horizonte, São Paulo, Rio e em qualquer lugar do Brasil e continentes americanos. Somos terceiro mundo e do terceiro mundo nunca sairemos. O futebol expressa o pensamento e o comportamento latino-americano, da ignorância, malandragem e falta de bom senso, com honrosas e raras exceções de lideranças de tempos em tempos, que fazem diferença.

Três anos atrás, em 14 de maio de 2015, o River Plate foi vítima de emboscada no retorno do time para o segundo tempo ao gramado de La Bombonera. Eram as oitavas de final da Libertadores da América.

Gás de pimenta atingiu em cheio aos jogadores, impediu a realização do resto do jogo e resultou na eliminação do anfitrião pelo tribunal da Conmebol. O River terminou campeão e foi presa fácil para o Barcelona na final do Mundial de Clubes, tomando 3 a 0 em Yokohama/Japão.

Agora o Boca dá o troco para tentar desmoralizar o River, cujos imbecis da torcida jogaram tudo que podiam no ônibus do time que chegava ao Monumental de Nuñes. Fez drama e ameaçou não entrar em campo. E o mundo vendo isso pela TV. Catimba pura contando com a insegurança e incompetência da diretoria da Conmebol. Desrespeito a patrocinadores e principalmente aos torcedores que estavam no estádio e milhões de telespectadores mundo afora. Sem falar nas empresas jornalísticas e seus profissionais mobilizados para essa cobertura. Todos com cara de tacho, com repertório esgotado, repetitivos e sem saber o que falar mais. Palhaçada pura!

Programei-me para ver esta final, às 18 horas no horário brasileiro de verão, e depois assistiria Atlético x Santos pelo Brasileiro, justificando a grana que pago mensalmente à Sky e ao Premiere. E aí? Como ficamos os milhares que foram ao Monumental e milhões, como eu, mundo afora?

E tem cabeça cozida que ainda acha isso bonito, que “faz parte do futebol”.


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