Blog do Chico Maia

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Valeu Coelhão! Fica pra 2021. Mas sem hipocrisia!

É preciso encarar a realidade e saber perder. Um diretor do América foi totalmente infeliz ao reclamar depois do jogo de incentivo financeiro ao São Bento. Todos nós sabemos que isso existe, sempre existiu e existirá até o fim dos dias. Seria inaceitável se fosse para entregar um jogo. Grandeza nessa hora para reconhecer que o time foi mal, mereceu perder e que o péssimo começo foi o que impediu o acesso à Série A de 2020. O resto é perfumaria e idiotice pós-derrota! Agradeço ao Huener pela presença constante aqui, inclusive com este comentário após a decepção depois da derrota:

* “Caríssim@s, boa noite.

Infelizmente, quis Deus que não fosse dessa vez. Mas, tudo bem. Valeu pela luta e esforço de tod@s. Por outro lado, posso dizer que William Maranhão e Ricardo Silva fizeram falta hoje. Se o Coelhão tivesse feito um esforço junto ao Inter e segurado o Paulao aqui… talvez a história fosse outra hoje. Para o ano que vem, espero três coisas: manter a espinha dorsal da equipe e fotlaecer com reforços pontuais. Já estão falando em propostas para Mateusinho, Flávio e Zé Ricardo de times da série A. O Ricardo Silva é do Ituano..já deve ter propostas. Quanto as dispensas, devolver o Thiago para o Flamengo, ver as situações dos contratos do Belusso, Diogo e Toscano. Quanto ao Lima, ver se ele se sobressai no Mineiro. Se não, obrigado e passar bem. Quanto aos reforços, ver como está a situação do Messias, e olhar o Jean Patrick, Jefinho (Cuiabá), Rodrigão (Santos), Fernando Neto (Paraná), João Pedro (Atletico PR), Jorginho, Pedro Raul (Atletico GO), Alisson Farias (CRB). Acredito que com esses aí, e mantendo o Lucas Kal e o Pedrão de zagueiros e mais um experiente, caso o Ricardo não continue, formaremos um coelhão para subir. Em segundo, precisamos de um patrocinador master para o campeonato inteiro ou um investidor. Salum falou de chineses, tomara mesmo! Vejam o caso do Bragantino. Ah, e por fim, voltem com a camisa verde e branca. Não tenho boas recordações da vermelha em 2012 e 2019 (vide jogo da Ponte…).
No mais, vida que segue e que venha 2020.

Saudações americanas.”

Huener


Dia de Minas Gerais se unir pelo América, o único que jogou futebol à altura de nossa tradição este ano no Brasileiro

A criançada, futuro americano em foto do Cristiano Quintino, publicada aqui no blog em janeiro de 2011, junto com outras, históricas, que podem ser vistas no link:  http://blog.chicomaia.com.br/2011/01/04/lembrancas-de-um-sabado-memoravel/

***

Nem falarei hoje das lambanças de Atlético e Cruzeiro, que estão penando com seus times horrorosos para se manter na primeira divisão nacional. O dia é de falar e apoiar o time que está jogando o futebol mais bonito de Minas e do Brasil ao lado do Flamengo e Bragantino. Jogo aberto, corajoso, solidário, fruto do trabalho dessa revelação entre os treinadores brasileiros, Felipe Conceição.

Otimismo e humildade neste sábado em que o Coelho pode dar uma enorme alegria à sua fiel torcida e a todos os mineiros que gostam de futebol de verdade. O estádio estará lotado, o adversário merece respeito e certamente tem incentivos extras para dificultar o caminho americano. A diretoria trabalhou muito bem, assim como a comissão técnica e jogadores para que este momento chegasse.


Camisas no Indepa hoje: do América, por favor! Mobilização americana para o grande jogo

Foto: Cristiano Quintino

O clima em Belo Horizonte está muito legal por causa deste jogo. Faz lembrar 2010, quando venceu o Sport Recife, 2 a 1, e ficou a um ponto do acesso, conforme relembrado no post anterior.

Transcrevo aqui mensagens de força e mobilização americana para esta tarde. Primeiro do Márcio Amorim, que escreveu no blog, ontem:

* “Queria muito comentar a grande mobilização em torno da decisão. Ia levantar alguns aspectos que envolvem a presença de amigos atleticanos e cruzeirenses, que andam decepcionados como seus respectivos clubes, mas se mobilizam para amanhã, pelo simples fato de gostar de futebol.

Era mister abordar a importância de não se usar camisa dos dois times no Independência, por já ter sido motivo de provocações e violências.

Em tempo: o “Samba do Crioulo Doido” é de autoria do Sérgio Porto ou Stanislaw Ponte Preta. É uma sátira à obrigatoriedade de se fazer samba-enredo apenas com temas envolvendo fatos históricos. Data-se de 1966”

***

Esta, do Dr. Paulo Lasmar, um dos grande dirigentes que já passaram pelo comando do clube:

“Bom dia ! Será um excelente dia! Histórico dia! O dia em que o América subirá para a primeira divisão do futebol brasileiro e de lá jamais sairá ! Memorável dia! Dia feliz! Dia de porre ! Dia de abraços a alegria! Que DIA .

HOJE NÃO É DIA DE “PODE SER”. HOJE É DIA DE “TEM QUE SER”. QUE VENHA A VITÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

**8

E aqui das redes americanas:

“Neste sábado, o pré-jogo na @ArenaIndepa

terá “Rua de Fogo” e show ao vivo para a torcida americana entrar no clima da decisão. Saiba mais http://bit.ly/2q3ebLL #VamosSubirCoelho #PraCimaDelesCoelho #SomosSparta


O dia em que a torcida do América fez diferença na rodovia e no estádio para empurrar o time ao acesso

Foto do grande americano Cristiano Quintino, a quem agradeço mais uma vez, e desejo todo o sucesso no jogo de hoje e sempre.

Foi dia 20 de novembro de 2010. Eu estava voltando do Rio, onde participei do Redação Sportv no dia anterior.Não só vi, como me juntei ao “comboio” na MG-424 e na Arena do Jacaré para ver o América vencer o Sport Recife e ficar a um ponto da Série A, o que ocorreu no jogo seguinte, contra a Ponte Preta.

Foi uma tarde inesquecível, possivelmente como será hoje também. Transcrevo aqui o que escrevi aqui no blog, e dedico à toda a torcida americana, em especial aos mais assíduos aqui neste espaço, como o Márcio Amorim, Dr. Paulo Lasmar e o conterrâneo Cacá Tomazzi, que lá em Miami, acompanha noticiário até de treinos do Coelhão:

*O dia em que a torcida do América fez a diferença

20 de novembro de 2010 às 21:22

A festa só não foi completa porque faltou um único ponto para que a ascensão fosse garantida matematicamente hoje mesmo.

Ou, que o Ipatinga empatasse com a Portuguesa no Canindé.

Mas, lá foi 2 x 1 para a Lusa, que pôs fim à agonia do Tigre, rebaixado para a Série C, depois de uma reação que quase salvou o clube do Vale do Aço. Lamentável!

Do aeroporto de Confins segui para a Arena do Jacaré, passando por Matozinhos. Parei no conhecido restaurante Panela de Pedra e vi cenas inéditas envolvendo o América. Parecia um filme: a estrada tomada por centenas de carros, ônibus e micro ônibus, com bandeiras e camisas do Coelho sendo balançadas, buzinaços e saudações como só se vê em dias de grandes decisões e de clubes de massa.

Os clientes se acotovelavam na varanda do restaurante e muitos perguntavam o que estava acontecendo. Daí a pouco famílias inteiras, de três gerações começaram parar e entrar no restaurante, para lanchar, almoçar ou esperar alguém. E todos com camisas do América. Avós, filhos e netos se confraternizando e manifestando confiança em um grande jogo contra o Sport Recife e uma possível classificação nesta tarde.

Por volta de 15h30 o restaurante ficou vazio, pois a americanada partira para a minha cidade, que nunca imaginou viver o que está vivendo, de ser a “capital” do futebol mineiro.

Que honra, e que belas cenas.

Já vi as torcidas do Galo e do Cruzeiro fazendo festa nesta estrada, MG-424, e na BR-040, porém, a caminho do Mineirão em dias de decisões que entraram para a história.

Mas no sentido contrário e ainda por cima com a torcida do América, na mesma proporção, jamais imaginei que um dia veria.

Pensei que saindo 40 minutos antes da bola rolar, pegaria um trânsito tranqüilo, porque todos já estariam no estádio.

Quebrei a cara e dessa vez não fiquei irritado. Muito pelo contrário!

A festa continuou e a procissão de carros lotados de americanos e suas bandeiras continuava, agora comigo na fila.

Passamos por Matozinhos, Prudente de Morais, e dá-lhe buzinas e gritos de “Vamos subir Coelhão!”.

Nas proximidades da Arena um quase caos no trânsito, repetindo o que ocorre nos grandes jogos do Atlético e do Cruzeiro; e a bola já rolava lá dentro.

Quem diria! O América proporcionando engarrafamento e estacionamento lotado; gente nervosa, ansiosa, parando o carro em qualquer lugar para acabar de chegar a pé!

Eu vi; fui testemunha e isso me fez perder o gol do Fábio Júnior. Quando consegui chegar às cabines do estádio já estava 1 x 0.

Olhei para as arquibancadas e quase não acreditei: um mar verde e branco. Mal dava para ver que as cadeiras da Arena são das cores do Democrata: vermelho e branco, pois a torcida do América tomou conta de tudo.

Foi emocionante e a grande prova que o Coelho tem uma grande torcida, mas que depois de tantas desilusões parou de ir em massa aos estádios.

Mas, diante dessa iminente ressurreição do futebol do clube, deu o seu recado: pode voltar e crescer, desde que o time faça a sua parte.

Na Arena, faixas e cartazes de apoio ao time, à comissão técnica e à diretoria. Me surpreendi também com a quantidade de crianças, jovens e mulheres.

Surpresa minha, de toda a imprensa presente e até da diretoria americana, na cabine ao lado da que eu estava. O Senador Eduardo Azeredo assistiu junto com os dirigentes, também curtindo esses momentos inesquecíveis, que podem marcar um novo tempo para o futebol mineiro.

O América precisa subir e caso isso ocorra este mesmo povão que foi vê-lo vencer hoje, vai se multiplicar e apoiá-lo na Série A do ano que vem.

Quase 14 mil pagantes e nenhuma confusão. Só alegria entre os americanos.

No gramado, foi um dos melhores jogos que vi este ano, porém, de matar qualquer um do coração. Inclusive o pai do zagueiro Micão passou mal e foi levado de ambulância para o Hospital de Sete Lagoas. Felizmente, nada grave.

Jogo aberto, com o Sport kamikaze depois que tomou o segundo gol.

Não sei quem perdeu mais oportunidades, mas foram muitas, com bolas na trave à vontade, dos dois lados.

Um sufoco, mas valeu demais da conta!

Como diz o Bruno Azevedo: “Acredita América”!

http://blog.chicomaia.com.br/?s=Am%C3%A9rica+vence+sport+recife+na+arena+do+jacar%C3%A9


Argel, Abel e Adilson, os técnicos da hora, segundo Tom Jobim e Demônios da Garoa

Foto e texto postados pelo CSA logo após a vitória sobre o Cruzeiro @CSAoficial: O treinador Argel Fucks solicitou o desligamento do Centro Sportivo Alagoano. Agradecemos pelos serviços prestados.

Este é o nosso país, em todas as áreas. O futebol é apenas um extrato do todo, que reflete o comportamento nacional de modo geral. Perto do que assistimos diariamente na política, no judiciário, polícia e etecetera e tal, é fichinha.

Disse Tom Jobim que “o Brasil não é para principiantes”. A música O Samba do Crioulo Doido, do grupo Demônios da Garoa, é outra que mostra as loucuras verde e amarelas.

Mas, Zezé Perrella pode até estar certo ao dizer que “espero que a gente consiga causar algum choque”, ao anunciar Adilson Batista, que deixou o Ceará.

O comentarista Vinicius Grissi, da 98FM @ViniciusGrissi, desde ontem falava dessa dança de cadeiras de treinadores: “Argel trocando o CSA pelo Ceará faltando três rodadas. Conquistou hoje a primeira vitória pelo novo clube, antes do anúncio oficial. Coisas que o futebol brasileiro pode proporcionar.

Argel é a 29ª mudança de técnico na Série A em 2019. A 21ª em 35 rodadas. É o 11º treinador que vai dirigir pelo menos dois clubes da elite na temporada. Adilson Batista será ser o 12º.

Abel Braga é a 30ª mudança de técnico na Série A em 2019. A 22ª em 35 rodadas. Cruzeiro é o segundo time que vai para o quarto técnico no ano. O primeiro a ter quatro técnicos diferentes no Brasileiro. Ultrapassamos as trocas de 2017. Faltam quatro para igualar 2018.

Na verdade Abel foi a 31ª troca no ano. A 23ª em 35 rodadas. Tinha faltado o Tiago Nunes na minha planilha.”

Aguardemos os próximos capítulos e vida que segue!

Com as senhoras e senhores o Samba do Crioulo Doido:

“Foi em Diamantina

Onde nasceu JK

Que a Princesa Leopoldina

Arresolveu se casá

Mas Chica da Silva

Tinha outros pretendentes

E obrigou a princesa

A se casar com Tiradentes

 

Lá iá lá iá lá ia

O bode que deu vou te contar

Lá iá lá iá lá iá

O bode que deu vou te contar

 

Joaquim José

Que também é

Da Silva Xavier

Queria ser dono do mundo

E se elegeu Pedro II

Das estradas de Minas

Seguiu pra São Paulo

E falou com Anchieta

O vigário dos índios

Aliou-se a Dom Pedro

E acabou com a falseta

 

Da união deles dois

Ficou resolvida a questão

E foi proclamada a escravidão

E foi proclamada a escravidão

Assim se conta essa história

Que é dos dois a maior glória

Da. Leopoldina virou trem

E D. Pedro é uma estação também

 

O, ô , ô, ô, ô, ô

O trem tá atrasado ou já passou…”


CSA brilhou na estratégia e ainda se aproveitou da desorganização do Cruzeiro

Além da determinação do CSA e das limitações do próprio time, o Cruzeiro enfrentou um fator que já alterou o resultado de jogos e títulos: o clima. Choveu muito na Pampulha, encharcou o gramado e acabou com o calorão que estava fazendo. A condição física cruzeirense que faria diferença principalmente no segundo tempo, não aconteceu e a troca rápida de passes que seria fundamental para furar o bloqueio alagoano ficou comprometida. A história conta que a Alemanha contou com fator semelhante para ganhar a Copa de 1954 sobre a Hungria de Puskas e Cia., contrariando todas as expectativas.

Mesmo assim é difícil acreditar que o Cruzeiro conseguiu perder em pleno Mineirão, com o apoio total da torcida (pelo menos até o Thiago Neves perder o pênalti que seria do empate), para um adversário teoricamente inferior em todos os aspectos.

Enquanto o gramado ainda oferecia boas condições de jogo os comandados do Abel não produziram nada e o Pedro Rocha cometeu a lambança que proporcionou o gol do Alan Costa para o CSA, aos 43 minutos. A chance de empate veio aos 15 do segundo tempo no pênalti, sofrido também pelo Pedro Rocha. Pessimamente batido pelo Thiago Neves, que está pagando por todos os excessos cometidos, verbais e de comportamento. A chuva se intensificou e o CSA, muito bem postado defensivamente, passou a rebater as bolas pingadas na área, além do goleiro Jordi estar em ótima noite. Méritos do time do Argel Fucks, que veio com essa estratégia bem definida, não errou e continua vivo na luta pela permanência na Série A.

O Cruzeiro agora enfrenta o Vasco, segunda-feira, 20 horas, em São Januário; o Grêmio, em Porto Alegre, na quinta-feira e o Palmeiras no Mineirão, na última rodada, dia oito.


Na luta para permanecer na primeira divisão, um ponto em Salvador foi muito bom para o Galo

Em foto do twitter @Atletico, Cazares, que se aproveitou de vacilo do zagueiro Juninho, do Bahia para fazer 1 a 0

Ao contrário de muitos que ainda se deixam iludir, imaginando que o Atlético pode conseguir uma vaga na Sul-Americana ou até na Libertadores de 2020, a minha ansiedade e torcida é para que ele pontue para escapar o rebaixamento. Como fez esta noite em Salvador contra o Bahia. Chegou aos 42, que ainda não resolvem o problema, matematicamente.

É preciso ser realista. Assisto os jogos deste time do Galo com a mesma sensação que um rato ou porquinho da índia diante de uma cobra pronta para dar o bote e engoli-lo. Aguardando a falha do dia: será do goleiro, dos laterais, um dos zagueiros, volantes ou a perda de uma bola do ataque que resultará em contra ataque mortal do adversário. Quando isso não ocorre tem o pior: o fôlego que acaba após os 35 minutos de cada tempo.

Hoje foi assim e o comentarista da TV dizia estranhar o motivo de o Atlético perder o controle da partida a partir daquele momento no primeiro tempo, quando começou tomar vapor do Bahia. No segundo tempo, achou um belo gol por meio do Cazares, aos oito minutos, graças à entregada do zagueiro Juninho, mas não teve capacidade para segurar por muito tempo. Aos 18 o Bahia empatou, se aproveitando da indecisão da defesa atleticana.

Menos mal que retorna com mais um ponto, apesar de ter caído para a 14ª posição, perdendo a 13ª para o Botafogo que venceu a Chapecoense por 1 a 0. Agora enfrenta o Corinthians, domingo às 18 horas, em Belo Horizonte, o Botafogo na quarta-feira, também em Beagá e o Internacional em Porto Alegre.


Chico Fala #5: papo com Lélio Gustavo (parte 2)

Dando continuidade ao papo, eu e o Lélio Gustavo relembramos grandes vozes das rádios que marcaram o futebol mineiro. E ainda sobrou tempo para relembrar algumas da polêmicas do futebol que acompanhamos na época.

 

 

Não se esqueça de curtir, comentar e compartilhar entre seus amigos este vídeo. Até mais!

 

Veja também:

Chico Fala #1: Pelé

Chico Fala #2: Minas Esporte

Chico Fala #3: Histórias de Bernard e Bruno Henrique

Chico Fala #4: papo com Lélio Gustavo (parte 1)


No jogo de desesperados Fluminense foi menos ruim e saiu da zona, mandando o Cruzeiro de volta

Foto: twitter.com/FluminenseFC

Correria, bolas nas traves dos dois lados, muitos passes errados de dois times que merecem estar onde estão, na luta contra o rebaixamento. O centroavante Ricardo Bueno, do CSA, fez a mesma raiva na torcida alagoana que fazia na massa do Galo, desperdiçando oportunidades impressionantes. Pelo Flu, Ganso chutou uma bola na trave e está sendo exaltado até agora por amigos dele na imprensa.

Mas o time carioca teve o mérito de conseguir um gol, aos quatro minutos do segundo tempo, numa cabeçada do Yony Gonzales. Chegou aos 38 pontos, dois a mais que o Cruzeiro, que retornou à zona da degola.

P J V E D GP GC SG
1 FLAMENGO 81 34 25 6 3 73 30 43
2 SANTOS 68 34 20 8 6 53 30 23
3 PALMEIRAS 68 34 19 11 4 53 27 26
4 GRÊMIO 59 34 17 8 9 57 34 23
5 ATHLETICO 56 34 16 8 10 47 31 16
6 SÃO PAULO 54 34 14 12 8 34 25 9
7 INTERNACIONAL 51 34 14 9 11 39 34 5
8 CORINTHIANS 50 34 12 14 8 36 30 6
9 GOIÁS 46 34 13 7 14 39 54 -15
10 BAHIA 44 34 11 11 12 39 38 1
11 VASCO 44 34 11 11 12 36 42 -6
12 FORTALEZA 43 34 12 7 15 44 46 -2
13 ATLÉTICO-MG 41 34 11 8 15 39 45 -6
14 BOTAFOGO 39 34 12 3 19 29 41 -12
15 FLUMINENSE 38 34 10 8 16 34 44 -10
16 CEARÁ 37 34 10 7 17 33 34 -1
17 CRUZEIRO 36 34 7 15 12 27 40 -13
18 CSA 29 34 7 8 19 21 51 -30
19 CHAPECOENSE 28 34 6 10 18 27 48 -21
20 AVAÍ 18 34 3 9 22 16 52 -36

 


Razões do sucesso de Jorge Jesus, o treinador que calou os invejosos colegas brasileiros II

Capa da biografia do treinador na versão portuguesa, em sua terceira edição. No Brasil será lançada pela Editora Chiado Books. 

Na mesma página da Folha de S. Paulo sobre Jorge Jesus, no dia três de novembro, o cronista Ricardo Araújo Pereira deu detalhes da forma do treinador agir pessoal e profissionalmente.

* “Jorge Jesus ensina aos seus atletas o que fazer em 88 minutos e meio”

Se melhor documento da qualidade de um técnico é a opinião dos seus jogadores, treinador tem a certificação certa

Ricardo Araújo Pereira/Lisboa

Quando, em julho deste ano, o meu amigo carioca e flamenguista Francisco Bosco me perguntou o que eu achava da contratação de Jorge Jesus, disse: em três anos, vocês serão campeões três vezes, vencerão pelo menos uma Libertadores e vão jogar o melhor futebol desde o Zico.

Neste mês encontrei o Francisco em Portugal e ele olhou para mim como se eu fosse um profeta. Na verdade, não era preciso ter poderes especiais. Quando, em 2009, Jorge Jesus chegou ao maior clube do mundo (o Benfica, para os distraídos), era já um técnico de 55 anos e tinha uma boca muito maior do que o currículo. Embora tivesse treinado apenas times de menor dimensão, tinha uma confiança nas suas capacidades que chegava a ser cômica.

Na primeira coletiva, disse: “Comigo, estes jogadores vão passar a jogar o dobro”. Ninguém achou que ele cumpriria a promessa —e não cumpriu: os jogadores passaram a jogar o quádruplo. Nos quatro anos anteriores à chegada de Jesus, o Benfica tinha ficado três vezes em terceiro e uma em quarto —registro paupérrimo para o maior clube português, com o maior número de torcedores e mais campeonatos nacionais conquistados.

No primeiro ano, Jesus foi campeão ligando aquilo que ficou conhecido como o “rolo compressor”. Num jogo no Estádio da Luz, a casa do Benfica, o adversário era o Vitória de Setúbal. Jesus tinha má relação com o treinador adversário (o que não é raro) e, antes do jogo, anunciou aos jogadores: “O objetivo é 10 a 0”. Ao intervalo estava 5 a 0. Os jogadores recolhem ao vestiário e Jesus grita: “É para continuar. Quem tirar o pé não joga!”. A poucos minutos do fim, quando estava 8 a 0, os visitantes aproveitaram um desentendimento entre David Luiz e o goleiro e reduziram.

Dizem que, no fim do jogo, pela primeira vez na história do futebol os jogadores de um time que tinha ganho por 8 a 1 estavam meio tristes. Nos seis anos de Jesus, o Benfica foi campeão três vezes e o pior que fez foi ficar em segundo. Além disso, foi bicampeão nacional pela primeira vez em 20 anos e foi a duas finais europeias consecutivas pela primeira vez em mais de 50. No total, ganhou 10 títulos.

A primeira vez que reparei em Jorge Jesus foi em 2007. Ele treinava o Belenenses, que tinha sido convidado para um torneio de pré-época com o Real Madrid. Os espanhóis ganharam por 1 a 0 e, no fim do jogo, Bernd Schuster, técnico do Real, queixou-se de que o Belenenses tinha adotado postura demasiado defensiva. Jesus respondeu: “Com os jogadores que tu tens, dava-te três gols de avanço, mudava aos cinco e acabava aos 10.”

É uma resposta que o define bem: os times dele têm o espírito do futebol de rua, do drible malandro e exibicionista, mas consequente, a serviço da obsessão pela vitória, e aquela agressividade competitiva do garoto que, depois de fazer gol, grita para o goleiro: “Vai buscar!”.

Se o melhor documento da qualidade de um técnico é a opinião dos seus jogadores, Jesus tem a certificação certa.

Uma lenda, igual a tantas do mesmo gênero, conta que uma vez, num jantar na casa de um antigo jogador do Benfica e da seleção portuguesa, alguém perguntou: “Quem foi o melhor treinador que tiveste na carreira?” Resposta imediata: “Jorge Jesus.” A mulher dele indignou-se: “O Jesus?! Ele nem te punha a jogar, deixava-te quase sempre no banco!”. Então, calmamente, o craque disse: “Repara.” Pegou no celular e enviou a mesma mensagem para vários antigos colegas, naquela altura a serviço de Real Madrid, Chelsea, PSG: “Quem foi o melhor treinador da tua carreira?” Passados  alguns segundos, todos mandavam a mesma resposta.

Sempre que chega a um novo time, a primeira coisa que Jesus faz é perguntar ao elenco: “Em 90 minutos de jogo, sabem quanto tempo, em média, é que cada um de vocês tem a bola nos pés? Um minuto e meio. Eu vou ensinar-vos o que fazer nos outros 88 minutos e meio.” Outra lenda: ao fim de alguns meses de treino com ele, um internacional belga disse-lhe: “Mister, eu não sabia que jogava tão bem…”.

* Ricardo Araújo Pereira

https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2019/11/jorge-jesus-ensina-aos-seus-atletas-o-que-fazer-em-88-minutos-e-meio.shtml


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