Blog do Chico Maia

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Cruzeiro tem que concentrar todas as suas forças na montagem de um time de futebol competitivo. O trem tá feio!

“Cruzeiro se mantém no G4 do Campeonato Mineiro após a conclusão da sétima rodada – A disputa pelo G4 do estadual está acirrada, com três times com onze pontos”

Esta manchete do site da Itatiaia deste domingo é extremamente incômoda para todo cruzeirense. O Cruzeiro venceu o Boa. Ótimo! Qualquer vitória é importante, pois dá moral ao grupo, espanta ou adia crises e gera um ambiente de otimismo. Não importa que o adversário seja fraco, já que nem sempre o melhor vence. Por exemplo, a Caldense é o melhor time do interior. Ganhou dos três grandes do estado, mas tomou de 3 a 1, hoje, do Pouso Alegre. Dias atrás perdeu para a URT. Ou seja, “futebol é jogado, lambari é pescado…”.

Mas, foi de 1 a 0, suado, jogo feio, time ruim, de dar calo nas vistas.

Felipe Conceição é muito bom treinador, candidatíssimo à prateleira de cima do país, mas sem material humano à altura ele não vai conseguir montar time, nem emplacar suas estratégias.

O Presidente Sérgio Santos Rodrigues precisa se preocupar só com o futebol. Montar um time que dê pelo menos esperanças à torcida de que poderá brigar verdadeiramente por uma vaga na Série A 2022 e não ser apenas coadjuvante, nem flertar novamente com o risco de queda para a Série C. Que esqueça o papo furado, essas ações midiáticas nas redes sociais, factóides que não acrescentam nada ao clube, muito contrário, viram zombaria.

Só a recuperação do clube interessa ao torcedor cruzeirense neste momento. E é o time de futebol o que importa. Para enfrentar as zoações dos adversários, não há nenhum outro remédio. O repertório do passado glorioso cinco estrelas já não basta. Precisa voltar para a Série A. Sem um time competitivo não tem jeito. A concorrência será mais forte este ano.

Que o presidente e diretoria gastem todas as energias buscando parceiros, dinheiro para pagar tanta conta e cumprir os compromissos, além de contratar jogadores que  justifiquem a relação custo/benefício. Foram eleitos para isso. Na campanha eleitoral a principal bandeira de campanha era devolver o Cruzeiro ao patamar de alguns anos trás. O tempo está passando e até agora…


O Atlético é Nacho, Arana, Junior Alonso e mais oito. Dá prazer ver o time jogar com eles em campo

Foto: twitter.com/Atletico

O argentino foi a melhor aquisição do Galo depois de Ronaldinho Gaúcho. O lateral vem em seguida. Hulck entrou bem demais na partida. Sasha idem. Os demais, na maioria são bons, num elenco respeitável montado desde o início do ano passado. O problema é na defesa. Faltam lateral direito e zagueiros, além de reservas à altura para eles. Só Junior Alonso é 100% confiável. Réver é ótimo, mas não aguenta mais 90 minutos de alta competitividade. Cuca é ótimo treinador e certamente, mineiramente, já apresentou uma lista de jogadores que ele precisa que sejam contratados, para que o time brigue pelos títulos do Brasileiro e Libertadores. Para o Mineiro, dá e sobra.

O América foi até melhor do que eu esperava. Tem um elenco bom, treinador excelente, mas foi muito bem definido pelo Edu Panzi, no comentário dele durante o jogo, pela Itatiaia, depois que o Galo fez o segundo gol: “… a diferença está no banco, em que o Atlético tem jogadores muito mais qualificados que e o América”.

Como diz o Fernando Rocha, do Diário do Aço, de Ipatinga: “Fecha o pano!”.


E lá se foi Agnaldo Timóteo, uma das vozes mais cativantes da música mundial

Adalclever Lopes (esquerda), ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, conterrâneo e amigo de Agnaldo Timóteo

Que pena que ele tenha sido levado pela Covid, furando fila. Estava com 84 anos de idade mas esbanjava saúde e ainda tinha muito a alegrar ao país e ao mundo com o seu talento e principalmente simpatia pessoal e coração maior do que ele. Tive um único contato com Agnaldo, num jogo entre jornalistas e comissão técnica do Cruzeiro, que fez parte da programação de inauguração da Toca da Raposa II. Caratinguense, botafoguense e cruzeirense, jogou pelo time da Comissão Técnica do Cruzeiro, contra o nosso time da Associação Mineira de Cronistas Esportivos – AMCE. Ganhamos! Ele, pesadão, não jogou toda a partida, naquele calorão de um sábado às 11 horas. Saiu antes do fim do primeiro tempo e ficou “cornetando” à beira do gramado, com aquele vozeirão, nos intimidando e incentivando a turma azul. Depois do jogo, “chá com torradas”, num churrasco de confraternização e ele, centro das atenções, contando casos, dando gargalhadas, lembrando principalmente de Aldair Pinto, a quem sempre foi grato pela força que recebeu dele no início da carreira. Aldair foi um dos grandes radialistas do Brasil, um “show-man”, além de ser o criador da Charanga do Cruzeiro. Camarada fantástico, com quem tive o privilégio e honra de trabalhar e aprender demais, da vida e da profissão, no meu início em Belo Horizonte, na Rádio Capital.

Horas agradabilíssimas e inesquecíveis na Toca II, com tanta gente boa, colegas de profissão e profissionais do Cruzeiro, ouvindo e rindo das histórias contadas pelo Timóteo. E, óbvio, entremeadas por músicas que ele cantava para vários casos que contava e pedidos que atendia.

Tantas gerações, fãs dessa grande figura e voz fantástica, que ontem se calou. Hoje a minha mãe, 91 anos, lamentou a morte dele, assim como milhões, Brasil e mundo afora. Descanse em paz, Agnaldo!

O amigo comum Adalclever Lopes, ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, conterrâneo dele (assim como Flávio e Fábio Pacelli Anselmo, Ziraldo, Zélio, Mírian Leitão e tantos caratinguenses gente boa), o homenageou com este artigo, que reproduzo aqui:

* “O Brasil chora o falecimento de um dos seus maiores cantores, que encantou multidões com canções inesquecíveis, executadas por uma das mais belas vozes da música mundial. Eu, antes do artista, do qual sempre fui admirador, choro a morte de um grande amigo, amigo de todas as horas.
Dono de uma biografia motivadora, de alguém nascido em família humilde que foi à luta e ascendeu ao estrelato pelo seu inquestionável talento, Agnaldo Timóteo não se limitou à arte. Ele se engajou na vida pública, onde sempre teve posicionamentos firmes, assumindo posturas, como só ocorre aos grandes nomes da política, jamais tendo permitido qualquer nódoa em sua careira parlamentar.
Mas, acima de todo o sucesso, seja como admirável cantor ou incorruptível político, Agnaldo Timóteo alcançou sucesso como ser humano, que jamais se negou a ajudar a quem lhe procurasse, nunca se furtando a estender a mão a quem dele precisasse.
Grande homem que foi, nunca se esqueceu de seu berço, de suas origens!… Aliás, delas sempre se orgulhou e tinha prazer de falar de sua infância pobre, de seu início como cantor, na sua querida Caratinga, cidade da qual sempre foi o maior divulgador.
Agnaldo sempre esteve ao meu lado em minha carreira política, prestando sua preciosa ajuda, apoiando-me em todos os momentos, enriquecendo convenções, reuniões e eventos partidários, jamais aceitando receber um centavo sequer por tantas participações, justificando-se de seu nobre gesto à amizade que sempre nos uniu.
Agnaldo Timóteo deixa uma profunda e impreenchível lacuna no coração de sua enorme legião de fãs e de seus familiares. Em mim, ele deixará a dor de uma imensa saudade, porém, deixará excelentes lembranças dos momentos felizes, das oportunidades em que ele emprestou sua arte, nos ajudando a defender causas e ajudar pessoas, nunca se recusando a atender ao pedido de ajuda.
Junta-se em meu coração à saudade que dói profundamente, o privilégio de ter desfrutado da amizade e do companheirismo de uma pessoa do quilate de Agnaldo Timóteo.
O som do microfone cessou, as luzes do palco se apagaram, as cortinas se fecharam, mas, Agnaldo Timóteo continuará brilhando intensamente em nossos corações.”
Adalclever Lopes


O futebol em “entressafra” diferente. Pelo andar da carruagem, o que esperar do Galo, América e Cruzeiro em 2021

O futebol brasileiro está vivendo no fim de março, princípio de abril, o que normalmente ocorre em dezembro/janeiro de todos os anos. Em função da pandemia o calendário teve que ser adaptado e continua sofrendo adaptações com paralisações de competições e remanejamento de jogos. Sendo assim a temporada de contratações e dispensas só está rolando agora. Atlético, Cruzeiro e América tiveram mudanças importantes no comando do futebol, o setor mais importante de todos eles. Da competência ou não do diretor-chefe e do treinador dependerá o sucesso ou fracasso do clube no Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil enfim, das disputas nas quais cada um estará envolvido.

Novos diretores e técnicos

O Cruzeiro buscou o técnico Felipe Conceição, no Guarani de Campinas, e o diretor André Mazzuco, no Vasco. Treinador novo na atividade, Conceição mostrou serviço no América e em Campinas. No Cruzeiro, a pressão é maior e ele ainda não tem material humano nas mãos para conquistar a tão almejada vaga na Série A 2022. Se está difícil até na briga por uma das quatro vagas entre os finalistas do Mineiro… O diretor veio do Vasco, que vem capengando há vários anos seguidos, tanto no Campeonato Carioca quanto no brasileiro. Assim como no clube do Rio, Mazzuco enfrenta no Cruzeiro a falta de dinheiro. Tem que mostrar muita criatividade e boa lábia para conseguir montar um elenco competitivo e contornar as cobranças. A contratação do Rômulo, por exemplo; 33 anos, três anos de contrato é uma aposta alta. Vamos ver no que vai dar. O Atlético apostou no conhecido Rodrigo Caetano, que estava aguardando convite, depois da passagem pelo Internacional. O trabalho dele é menos difícil no Galo, porque, em princípio, dinheiro não é o maior problema por lá. A troca de Jorge Sampaoli por Cuca, na minha opinião, foi um ótimo negócio.

O América foi quem menos mexeu no seu departamento de futebol. Conseguiu manter o técnico Lisca, mas teve uma grande perda, com a saída do diretor Paulo Bracks para o Internacional. O substituto, Armando Desessards, que pouca gente por aqui conhecia, veio do Ceará, que tem feito campanhas satisfatórias no Brasileiro, se mantendo na Série A. Mas aqui, o novo diretor americano está sob observação, e não começou bem.

Sem Messias e Ademir

Armando Desessards, novo diretor americano, não conseguiu segurar Messias, um dos melhores zagueiros do país, que foi justamente para o Ceará, na teoria, concorrente direto do Coelho contra o rebaixamento. A situação do Ademir também está sendo mal conduzida. Principal jogador da criação do time, se recusou a sair do hotel em Campina Grande para jogar contra o Treze pela Copa do Brasil, por causa de uma possível transferência. Incidente absurdo. No mínimo, faltou uma conversa “olho no olho” da diretoria com o jogador para evitar que isso ocorresse.

Apostas americanas

Ontem foi anunciada a contratação do meia-atacante Yan Sasse, 23 anos, que vem do Coritiba, rebaixado ano passado. Pelo Coxa, jogou 18 vezes no campeonato e não marcou nenhum gol. Estava “livre no mercado”, e apesar de jovem, já rodou bem: Internacional (onde começou), Red Bull Brasil-SP, Vasco e Caykur Rizespor da Turquia.

Além dele, o Coelho contratou o zagueiro Ricardo Silva; o volante Juninho Valoura e os atacantes Leandro Carvalho, Luiz Fernando e Ribamar. Deverá oficializar a qualquer momento a contratação do meia Bruno Nazário, ex-Botafogo. Para ser chamado de “reforço”, qualquer um deles terá de surpreender muito. Por enquanto, Lisca vai ter que se virar para cumprir o principal objetivo da temporada, que é se manter na Série A e, quem sabe, beliscar uma vaga na Sul-americana.

Dinheiro demais e de menos

Repetindo 2020 o Atlético investe alto para tentar ganhar o Brasileiro e Libertadores. Contratou o excelente Nacho Fernandez, que fazia diferença com o River e deverá fazer também com a camisa do Galo nas principais competições. Este pode ser chamado de reforço. No Mineiro, já mostrou suas credenciais, mas este campeonato funciona como treino de luxo, em que os adversários são “sparrings” e o que conta é a perda do título: entre os grandes, quem perde costuma entrar em crise.

O dinheiro dos investimentos continua saindo do bolso do principal apoiador, Rubens Menim. Semana passada a dívida do clube, na faixa de 1,2 bilhão, foi informada em primeira mão pelo Jaeci Carvalho, no Estado de Minas e pelo Fred Ribeiro, em reportagem no Globoesporte.com. Claro que assusta, mas acredito nas entrevistas do Menim, que garante haver um planejamento para equacionar a situação.


Rômulo, nova aquisição do Cruzeiro, 33 anos, três anos de contrato

O Cruzeiro anunciou com pompas a contratação de Rômulo, lateral e volante (foto do Igor Sales/Cruzeiro), que jogou no próprio clube em 2010, foi para a Itália, onde defendeu a Fiorentina, Verona, Juventus, Lazio, Genoa e Brescia. Por mais que algum repórter amigo queira e até insista, ninguém sabe como ele está tecnicamente. Muitos, sequer se lembram da passagem dele pelo Cruzeiro.

No material de divulgação, consta um “gol de cabeça na vitória por 4 a 2 sobre o Guarani, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela 22ª rodada do Brasileirão de 2010. Naquele ano, o Cruzeiro foi vice-campeão nacional, com 69 pontos…”.

Na primeira entrevista que concedeu neste retorno a Minas, falou das suas características, de como jogava na Itália e que o goleiro Fábio, amigo dele das antigas, é que influenciou para que acertasse com o Cruzeiro.

Mas o que chama a atenção mesmo é que ele está com 33 anos de idade e ganhou contrato de três anos.

Quando a bola rolar veremos o acerto ou não do negócio. Se jogar o que o Cruzeiro precisa, ótimo, caso contrário, continuará recebendo salários por três anos ou será mais um a ingressar na justiça contra o clube.


E lá se foi o Dr. Manuel Bravo Saramago, grande atleticano, ex-presidente do Conselho Deliberativo do Galo

Dr. Manuel Saramago (direita) em Marrakech, durante o Mundial de clubes no Marrocos, ao lado do então presidente da Federação Mineira de Futebol, Dr. Paulo Schettino. Foi no dia 16 de dezembro de 2013, quando me encontrei com eles na Praça Jamaa el Fna e fiz esta foto.

Uma grande figura humana, Conselheiro Grande-Benemérito do Galo, o Desembargador Manuel Bravo Saramago morreu na madrugada de hoje, em consequência de um infarto, aos 76 anos de idade. Foi atuante membro do Conselho Fiscal de 2000 a 2004, vice-presidente do Conselho Deliberativo em 2005 e em 2007, presidente. Em 2012 se tornou presidente do Conselho de Ética e Disciplina. De 2015 a 2017 foi vice-presidente do Galo na gestão do Daniel Nepomuceno. Em 2019 foi agraciado com a Medalha de Mérito do clube como ex-dirigente.
Bacharel em Direito, Mestre em Direito Processual pela PUC/MG, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado e professor de Direito Civil, Comercial e Processual Civil.
Autor dos livros jurídicos: Falência, recuperação judicial e recuperação extrajudicial do empresário e da sociedade empresária, segundo a lei nº 11.101 de 09.02.2005 e Teoria Geral do Processo – Da Relação Processual e Conexão de Normas.
Seu corpo foi velado no Grupo Zelo – Memorial, nesta terça-feira, das 15h às 17h, com somente 20 pessoas, sem rodízio, devido à pandemia. Em seguida, levado ao Cemitério Parque da Colina, sendo cremado.

Fica a eterna saudade deste grande atleticano e profissional do Direito, ótima prosa.


Hoje é aniversário do repórter que virou lenda: Roberto Abras, que continua sendo um dos melhores do país

Eu (direita) ao lado dele, nos bons tempos em que os repórteres de campo podiam ficar ao lado do gramado do Mineirão e demais estádios brasileiros. Até podiam ter bancos para se sentar atrás dos gols, para ter visão privilegiadíssima dos lances. Foto de 1989, atrás do “gol da lagoa” da Pampulha. Da esquerda para a direita, Marcos Russo (então da Rádio Inconfidência), Almir Roberto (Rádio América), Roberto Abras (Itatiaia) e eu que era da TV Bandeirantes naquela época.

Em 2017 Roberto Abras estreava na Rádio Super 91,7, depois de se aposentar na Itatiaia

Liguei para cumprimentá-lo. Trata-se de um dos grandes amigos que fiz na profissão, mesmo defendendo emissoras diferentes, na cobertura do Atlético no início dos anos 1980. Eu, começando, na recém inaugurada Rádio Capital, ele já consagrado, na Itatiaia, que mandava na audiência já naquela época. A Capital montou um time fantástico e brigou palmo a palmo pelo primeiro lugar na audiência, principalmente no futebol. Foi a última emissora a dar um calor na Itatiaia, de 1979 a 1984. Um sonho que durou apenas cinco anos.

Só de cobertura do Galo, o Abras tem 58 anos, quase a minha idade. Chegou hoje aos 79, em plena forma, com a voz forte e vibrante que cativou milhões de ouvintes nestes anos todos; com seus boletins sérios, a credibilidade e as reportagens de campo que descrevem os lances e apresentam detalhes com competência rara. Sempre fui fã e continuo sendo.

Parabéns caro “Bob”, e obrigado pela amizade e ensinamentos.

Em foto enviada pelo Alex Elian, a quem agradeço, o Abras nos anos 1980

Roberto Abras numa das melhores equipes de esportes que o rádio brasileiro já teve: da esquerda para a direita: Osvaldo Faria,  Maurílio Costa,  Edson Rodrigues,  Gil Costa,  ele com o seu eterno jeito de cantor de tangos e boleros. O saudoso Paulo Roberto Pinto Coelho, José Luiz Aguiar, conhecido também como Mário Moreno.
Agachados: Vilibaldo Alves, o mais marcante locutor que já ouvi. Seu inconfundível “ADIVINHE!!!” continua vivo na memória de todos. Que pecado que tenha ido tão cedo, aos 54 anos, em 1994. O também saudoso Luiz Carlos Alves,  Toinzé, que era da retaguarda,  Geraldo Martins, locutor; também foi embora cedo; e Messias José. Essa foto me foi enviada pelo Luiz Carlos Alves; feita na Praça Raul Soares, em frente à sede do Diário de Minas, adquirido na época pela Itatiaia. Foi capa do disco lançado pela rádio com os gols da Copa do México de 1970.

Numa quinta-feira de novembro de 2016, tive a satisfação de tomar um café ele e o Carlos Quintão (direita), no Shopping Anchieta (o da emissão de passaportes da Polícia Federal, na Av. Francisco Deslandes, 900). Lá está a Cia. Dos Vistos, casa de câmbio e outras empresas ligadas ao turismo, do Quintão, uma das maiores autoridades do setor em Minas e no Rio.


Chapa de renovação tem apoio de liderança importante e tradicional da recuperação do América

Em dezembro de 2018, o Dr. Paulo Lasmar (centro) e o filho Arthur, foram conhecer Gandia, no Sul da Espanha e visitar Euler, o “filho do vento”, que se tornou um ilustre da cidade e onde concluiu seu curso de treinador UEFA/FIFA. Hoje, o grande ex-atacante está apto, oficialmente, a dirigir qualquer clube do mundo, dentro e fora de campo. Filho de Felixlândia, vizinha de Três Marias, centro de Minas Gerais, esta grande figura humana chegou aos 50 anos, dia 15. Parabéns e felicidades eternas a ele!

Sobre a eleição do Conselho Deliberativo do América, nesta segunda-feira, fiquei honrado e surpreso com a participação do Dr. Paulo Ramis Lasmar, aqui no blog. Para quem não conhece os bastidores do América, trata-se de uma das pessoas mais importantes do grupo que devolveu o Coelho à posição que merece, nos gramados e principalmente fora deles, nas áreas jurídicas, administrativas e financeiras:

* “Prezado Chico Maia,
Parabéns pela matéria. São verdadeiramente duas jovens lideranças que surgem no América. Sejam bem vindos Carlos e Jairo. Vocês agregam, não separam. Contem com o meu voto e apoio.
Paulo Lasmar”.

Também fiquei honrado com a mensagem que recebemos do Jairo Viana Junior, candidato a vice da Chapa Renovação do Conselho americano. Ainda não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, mas será uma honra quando chegar a oportunidade:

***

– Sucesso a essa turma que luta pela renovação, muito necessária de tempos em tempos em todas as instituições. “


América em tempos de eleições do Conselho. Movimento por renovação é forte e vem da arquibancada

Que alegria ver o América dando provas vivas de que mudou de patamar, voltou a ser protagonista e provoca novamente disputas internas pelo poder. Gente boa das mais diversas camadas populares de Belo Horizonte se mobiliza, faz campanha e briga por votos para as eleições do novo Conselho Deliberativo, da próxima segunda feira. Eleição disputada palmo a palmo, no voto dos associados. Envolve inclusive companheiros jornalistas, torcedores de verdade do Coelhão, como o Lucas Prates, fotógrafo da ala mais jovem da imprensa e o Thiago Reis, da Itatiaia, já da turma mais rodada. Estão em lados opostos, mas sempre em alto nível, ao estilo americano, do jeito que o América faz pra se renovar com sustentabilidade.

Este é o manifesto da chapa “Renovação”, encabeçada pelo Carlão Vogas e Jairo Viana:

“Aos amigos americanos, ilustres conselheiros, digníssimos torcedores do nosso tricolor. Viemos por meio deste dar-lhe conhecimento a nossa candidatura a Presidência do Conselho Deliberativo do América Futebol Clube, para o próximo triênio, com muita alegria e satisfação de os fazermos para as eleições que ocorrerão dia 29 de março de 2021.

Nós candidatos, detemos de experiência já consolidada com Gestão aplicada, como presidente, Carlos Vogas o “Carlão”

AMERICANO nato nascido e criado na capital mineira, casado, pai de 2 filhas e médico veterinário pela UFMG. Sócio e diretor do Vether hospital Veterinário e fundador e Diretor do Vetvogas hospital veterinário, empresas essas onde exerço cargos de gestão administrativa e gestão de pessoas há mais de 20 anos, além disso sócio torcedor Onda Verde desde primórdios, torcedor assíduo e participativo em engajamentos da torcida americana.

Nosso candidato a vice-presidência, Jairo Viana Jr.  apaixonado pelo Coelhão, sócio torcedor desde o início do programa e apresentador do programa Decadentes, canal e podcast sobre o América. Bacharel e Mestre em Matemática Computacional pela UFMG, com um MBA em Gestão Estratégica de Negócios, Jairo Viana trabalha criando soluções de TI principalmente na área de Aviação, Mineração e Gestão.

Reunimos todas as condições para termos um Conselho mais dinâmico e proativo para auxiliarmos o clube em discussões de investimentos, respeito ao estatuto do nosso querido Coelhão e valorização do orgulho do América em nível mundial.

Somos pessoas moderadas e dialogantes e procuramos sempre consensos tão alargados quanto possíveis e ouvimos com total atenção opiniões distintas. Acreditamos que as características que possuímos contribuirão decisivamente para unir ainda mais o Conselho Deliberativo, em prol do América em cenário nacional e internacional!

O nosso conselho necessita de uma visão estratégica diferente, com redefinição das prioridades vigentes. O América necessita de um Conselho que se concentre no que é necessário em detrimento do que é acessório.

Desde já, afirmamos nosso compromisso que teremos prioridades DIFERENTES E QUE VAMOS FAZER DIFERENTE!!!

Trataremos o Conselho Deliberativo do nosso querido Coelhão como uma grande casa comum do real e leal americano que muito estimamos!!!!”

Conte Conosco,

Contem com a Candidatura da Renovação da Arquibancada!!!

Seremos a VERDADERIA VOZ DO AMERICANO DA ARQUIBANCADA NO CONSELHO!!!

Forte Abraço,

Carlos Vogas & Jairo Viana


A fórmula certa para quebrar um grande clube de futebol

A incompetência, irresponsabilidade e descompromisso da maioria dos dirigentes do futebol brasileiro são antigos, em todo o país, mas só agora, quando o Cruzeiro chegou perto do fundo do poço, este tema passou a ser abordado de forma mais efetiva pela imprensa nacional. Até foi inventado o neologismo “cruzeirar”, como sinônimo de loucuras com o dinheiro e má gestão. Mas o Cruzeiro já foi o oposto disso. O apelido Raposa, não é à toa. Astúcia e malícia eram características do clube cinco estrelas nos anos 1950/1960, tempos de Mário Grosso e Felício Brandi na presidência. Durante décadas foi apontado como modelo de gestão. Até que começou a cometer abusos, a partir de 2010, contratando e pagando salários por valores incompatíveis com a economia brasileira e Sul-americana, perto de hum milhão ou mais de salários para jogadores, treinadores e outros abusos com gastos, muitos, desnecessários. Sem falar em outros aspectos, que estão sendo apurados pela polícia e justiça. A conta um dia chega, como está chegando para outros que também eram citados como modelos de gestão. O São Paulo pode ser uma das bolas da vez.

Vejam o que conta o Cosme Rímoli, um dos melhores jornalistas do país, no blog dele. Por estes e outros tantos desatinos, a maioria absoluta dos grandes clubes brasileiros está à beira do precipício:

* “Dívida de R$ 12 milhões é a prova. Contrato com Daniel Alves é irreal”

O São Paulo tem de pagar R$ 61,5 milhões até 2022 ao veterano lateral, que exige jogar como volante. Negociação absurda, que jamais atraiu patrocinadores

A ideia foi de Raí. E abraçada pelo inseguro ex-presidente Leco.

O ex-executivo do São Paulo, sabia, já em junho de 2019, o quanto o elenco era inseguro, tenso, sem personalidade e fraquejava diante de qualquer pressão.

Foi quando Raí decidiu buscar o ‘líder dos sonhos’.

Afinal, havia conquistado 42 títulos oficiais no futebol.

Recordista mundial.

E fechou com Daniel Alves, enquanto ele disputava a Copa América, disputada no Brasil. Pouco importava para a diretoria o péssimo nível do torneio, mas o desempenho do jogador, escolhido como o melhor de todos.

E capitão, levantou a taça, no Maracanã.

Ganhou abraços, beijos de Tite, de Neymar.

Daniel Alves ficou certo que encaminhou sua ida para o Catar, com a Seleção.

Tudo ficaria ainda mais fácil depois de fechar contrato até dezembro de 2022. Vestir a camisa do seu coração, em um clube com enorme infraestrutura. Com Raí na diretoria e a promessa de montar time para ser campeão da Libertadores, disputar o Mundial.

Raí tinha certeza, em agosto de 2019, que o São Paulo não gastaria um mísero real com Daniel Alves. Os patrocinadores fariam fila para pagá-lo e ter o privilégio de vê-lo em publicidade de suas marcas.

O acordo foi fechado da seguinte maneira.

O São Paulo pagaria R$ 500 mil em carteira assinada, como salário. E mais R$ 1 milhão seriam pagos em luvas e direito de imagem.

Daniel Alves havia combinado antes de se apresentar no Morumbi. Falou para Raí que iria jogar como segundo volante e não mais na lateral. Mesmo sendo um dos melhores laterais direitos do mundo. Sua escolha era para se poupar fisicamente para a Copa do Mundo.

O fato de ser camisa 10, midiático, capitão da Seleção campeã da Copa América amenizou o absurdo desejo do jogador.

E logo depois que a empolgação passou, ficou escancarado o enorme erro.

Como segundo volante, e cobrador oficial de faltas e escanteios, Daniel Alves é um jogador comum. No dia 6 de maio ele completará 38 anos. Seu vigor físico não é o mesmo do Barcelona, da Juventus, do PSG.

Tite não é tolo.

E tem deixado Daniel Alves fora do grupo que está montando para a Copa de 2022.

Faz um ano e nove meses que ele não atua como lateral. E como segundo volante não tem mostrado futebol nem para a reserva.

O ‘plano perfeito’ de Raí foi um fracasso.

Mal o São Paulo conseguiu manter o pagamento dos R$ 500 mil. O R$ 1 milhão restante foi adiando.

A ponto de acumular R$ 12 milhões em dívidas com o jogador.

O presidente Julio Casares já havia adiantado a amigos esta dívida enorme, antes mesmo de assumir o lugar do inseguro Leco.

Avisou conselheiros que ele não tinha nada a ver com a negociação. A não ser a consequência do enorme erro de avaliação.

Está encurralado.

O sonho de buscar parceiros é irreal.

Não só pela profunda crise pela pandemia.

Mas pelos fracassos do São Paulo com Daniel Alves.

Mesmo com ele, o clube só aumentou seu jejum, o acúmulo de fracassos.

Com um ano e sete meses no clube, a falta de conquistas do São Paulo, tricampeão mundial, já atinge oito anos e três meses.

A situação só se complica.

“O São Paulo deve cerca de R$ 580 milhões”, assumiu o próprio Casares.

Não há sequer uma empresa interessada em patrocinar Daniel Alves.

Ele perdeu o status de ‘intocável’, que tinha com Fernando Diniz.

Por pior futebol que mostrasse, o treinador não o substituía.

Com Hernán Crespo, a situação é diferente.

Ele quer o São Paulo veloz, intenso, vibrante.

Quando ele sentir Daniel Alves cansado, improdutivo, vai tirá-lo de campo.

O enrosco é profundo porque o jogador sabe que não tem mercado nos grandes clubes da Europa. Talvez nem nos médios.

E, se for para um time pequeno europeu, ou para mercados menos importantes, como Estados Unidos, Arábia, Japão ou China, será esquecido de vez por Tite.

Dará adeus à chance de disputar o Mundial do Catar.

Daniel Alves tem a situação financeira definida na sua vida.

Com seu trabalho e sucesso no Sevilla, Barcelona, Juventus e PSG.

Pode seguir credor do São Paulo.

Recebendo um terço do combinado e vendo a dívida crescer.

Ele não tem dúvida que receberá, já que tem o contrato nas mãos.

E trabalha com um escritório de advogados de alto nível.

Está tranquilo.

Sabe que até seus 39 anos e sete meses tem direito a R$ 1,5 milhão por mês do São Paulo.

Conquistando ou não títulos.

Sendo titular, reserva.

Enquanto isso, Casares se desespera.

Não sabe o que fazer.

Só tem a consciência que há dois caminhos.

Seguir amarrado ao contrato draconiano feito por Raí e pelo inseguro Leco.

Ou, no futuro, tentar uma rescisão amigável.

No momento é algo que não interessa Daniel Alves.

Ele apenas contabiliza a dívida.

Que não para de crescer.

O acordo é de 41 meses.

Ou seja, R$ 61,5 milhões até dezembro de 22.

Ninguém,na história, ganhou tanto dinheiro no Morumbi…

https://esportes.r7.com/prisma/cosme-rimoli/divida-de-r-12-milhoes-e-a-prova-contrato-com-daniel-alves-e-irreal-24032021


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