Blog do Chico Maia

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Galo 2 x 0 Juventude. Mais um capítulo da contagem regressiva de todo atleticano mundo afora!

Cada atleticano, de todas as idades, de toda parte do mundo, tem uma história para contar sobre a sua relação do Galo. Uma alegria, uma tristeza, um encontro, um desencontro, enfim…

Quem não se lembra aonde estava e com quem estava na conquista da Libertadores? Não será diferente com cada jogo deste Brasileirão de 2021.

Tive o privilégio de estar em Diamantina, na festa comemorativa do dia 8  de dezembro de 2019, promovida pelo Ailton Bonfim…

… terceiro ano consecutivo, no A Baiúca, e assistindo o jogo na casa do Roosevelt, junto com muita gente boa.

O Domêmico Bhering, grande jornalista, excelente diretor de comunicação do Atlético durante muitos anos, registrou a presença do Rafael Miranda no Mineirão, com uma frase muito feliz e verdadeira:

@domenicobhering

“Rafael Miranda com seu filho, ontem, no Mineirão! Que bacana ver um cara que jogou anos com a camisa do Galo na arquibancada. Entra funcionário, sai torcedor. Fato!”

Mais uma decisão para o Galo hoje, e a viagem na maionese do Ricardo Oliveira

Foto: twitter.com/Atletico

Lembrando frase do saudoso Luiz Carlos Alves, eu fiquei “absurdado” quando li no Superesportes, o ex-centroavante Ricardo Oliveira dizendo que a saída dele do Atlético foi “perseguição” pessoal do Jorge Sampaoli. Que maluquice é esssa, minha gente? O sujeito já em  idade avançada, não jogando nada, teve uma renovação de contrato contestadíssima por quase toda a torcida e ainda não queria largar o osso! Como diria a “madre” superiora, é “phoda”, com “ph”.

Mas, vamos ao jogo de hoje, 19 horas, no Mineirão lotado:

Certamente será um jogo “carne de pescoço”, por todas as circunstâncias. O Juventude sempre dá trabalho e  precisa somar pontos na luta contra o rebaixamento. Está na 15a posição, 39 pontos, três a mais que o Bahia, o primeiro da zona da degola.

O Atlético tem entrado determinado em seus últimos jogos, buscando os três pontos na garra, já que é o adversário de quem todos querem tirar pontos, pois é o líder da disputa. Uns adversários, como o de hoje, brigam para si, no caso, para não ser rebaixado; outros, porque são concorrentes diretos, como o Flamengo e ainda o Palmeiras, e tem aqueles que cumprem tabela, porém, turbinado$ por incentivo$ tão comun$, dos que precisam  que o  Galo perca pontos.

Por isso é que não se pode baixar a guarda. Os times prováveis:

Atlético, de Cuca:
Everson, Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso (Réver) e Arana; Allan, Jair e Zaracho; Keno, Hulk e Diego Costa
 
Juventude, de Jair Ventura:
Douglas, Michel Macedo, Quintero, Rafael Forster e William Matheus; Dawhan, Jadson, Chico e Wescley; Sorriso e Ricardo Bueno

Arbitragem para Luiz Flávio de Oliveira, auxiliado por Alex Ang Ribeiro e Miguel Ribeiro da Costa. VAR:Pericles Bassols Pegado Cortez, todos de São Paulo.

Agora, as sandices do ex-atacante do Galo:

* “Ricardo Oliveira culpa Jorge Sampaoli por saída do Atlético”

Veterano diz que foi dispensado do Galo por ter rejeitado convite do treinador para se transferir para o Santos, em 2019

O atacante Ricardo Oliveiraculpou Jorge Sampaoli pela saída do Atlético em 2020. O centroavante acredita que sofreu retaliação do argentino por não ter se transferido para o Santos um ano antes, a pedido do próprio treinador. “Sampaoli me queria no Santos. Ele falou: ‘briga aí para você vir’. Não posso brigar. Sou profissional. Não posso sair desse jeito. Não fui para o Santos por isso. Ele quis brigar. Quando ele foi para o Atlético, nem me permitiu treinar com o elenco. A palavra profissional tem que ser levada a sério, atingiu um nível diferente”, declarou o jogador de 41 anos, em entrevista ao podcast oficial do Santos.

Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

(mais…)


Virtudes, defeitos e enganações: o América na ótica de um americano da gema

Professor Marcio Amorim, de vez em quando dá uma “canja” por aqui, para a nossa satisfação. Vale a pena.

* “Caros Chico e amigos!”
Há pouco, comentei aqui que o melhor para o América, neste momento, é ter “pés no chão”. Ter pés no chão, hoje, é saber que os quarenta e cinco pontos que completamos ontem não garantem o time na Série A. Aliás, pés no chão foi o que faltou ontem. Desde o início, havia a certeza de que ganharia do fraco Atlético-Go quando bem entendesse.
Sofreu uma pressão inicial, com a turma fora das quatro linhas sem entender o que estava acontecendo. Dentro do campo, ninguém sabia o que fazer. É nessas hora que a limitação de alguns avoluma-se. São vários os limitados e um limitadíssimo. Entretanto, tenho por norma não citar nomes em momentos de preocupação. Quero crer que todos os americanos sabem de quem estou falando.
Quanto ao comandante recém-chegado e premiado com quatro vitórias importantes, um empate e uma derrota, deixou a impressão de estar longe de conhecer o grupo. Ignora completamente o que tem nas mãos e o que pode extrair de cada peça. De alguns não há o que extrair. Isto o Lisca sabia, e o Mancini aprendeu rápido.
Ou este cidadão providencia com urgência este conhecimento técnico do grupo ou poderemos ter surpresas desagradáveis, exatamente quando coisas boas pareciam surgir no nosso sofrido horizonte.
Para encerrar: não se pode colocar um zagueiro com muita intimidade com os chutões na lateral; não se escala centroavante cheio de gols perdidos de forma bisonha no currículo; não se escala um monte de zagueiros no time, deixando um buraco no meio e, finalmente, não se faz substituição, colocando o atleta apenas para ouvir o apito final do jogo mais perto do juiz.
Para a diretoria: vender ingressos na bilheteria do estádio é a melhor opção, principalmente para os que não são torcedores do América. Neste caso, é insanidade justificar, dizendo que a fila lá fora provoca aglomeração. Nos bares há mais filas e todas as filas se aglomeram mais tarde dentro do estádio. É louvável a troca de alimentos por ingressos, até porque o América nunca se sustentou com bilheteria. Há que se considerar que a pessoa tem de se deslocar até a sede em horário de trabalho, para efetuar a troca. Se não for torcedor ou mesmo torcedor que ainda trabalha, não vai. Abraços!
Marcio Amorim


“O sono do atleticano”. Mais duas ótimas crônicas do Dr. Gerardo Figueiredo Jr.

Foto: www.atletico.com.br

Mineiro da gema, grande advogado, residente em São Paulo, Dr. Gerardo andou sumido com suas crônicas, mas felizmente retornou. Incentivado por muita gente, em especial, dois amigos comuns: o meu conterrâneo, médico Ricardo Godinho e o curvelano, Delegado de Polícia Civil, André Pelli.

Vale pena curtir até a justificativa dele por ter voltado a escrever:

* “Meus Queridos, saudações atleticanas!”

Há muito tempo deixei de escrever sobre o Galo.

Aconteceu um pouco de tudo nos nos últimos anos, perdas e conquistas que me fizeram perder um pouco a vontade de escrever. Durante algum tempo, tive a sorte de contar com a bons amigos que circularam meus e-mails e fizeram crescer o número de torcedores que puderam conhecer um pouco dessa paixão que nos une, descrita por um humilde escriba que nunca quis mais do que manter por perto os amigos espalhados por este mundo.

E se ao menos uma pessoa pudesse ler o que escrevo e responder, já seria o suficiente!

Recentemente, um novo amigo me fez escrever novamente e a vontade começou a brotar, ainda que timidamente.

Pois, acordei hoje pensando no momento atleticano e, antes que digam que só escrevo quando estamos por cima, aos que me acompanham eu gostaria de lembrar que meu primeiro texto foi enviado um dia após o fatídico 6×1 para um rival que quase nem existe mais.

Espero que gostem!

Abraços.

Gerardo Figueiredo Jr

* “Um grito entalado na garganta!”

Um turbilhão de sentimentos está passando por mim neste momento. Aquele grito preso, inflando os pulmões há décadas, e que parece cada dia mais próximo de explodir! Por outro lado, uma cautela que me impede de completar a frase “é campe…”.
Preciso aprender a lidar com isso, mas confesso que não está sendo nada fácil. O atleticano não foi forjado para abraçar a vitória antes da hora e, muitas vezes, nem temos certeza se ela aconteceu. Precisamos assistir ao replay para confirmar se o Victor realmente defendeu aquele pênalti em 2013!
Certa vez, estava conversando com o campeão do mundo Mauro Silva e disse a ele que torci muito para aquele chute entrar na final de 1994, contra a Itália. Ele me respondeu que torce até hoje!
O atleticano é assim! Cada vez que a partida contra o Tijuana está na TV, olhamos tensos para a tela apenas para ter certeza de que, desta vez, a bola não entrou! Somos assim, fazer o quê?
Difícil não pensar nos jogadores de 1977, encarando o catimbeiro Waldir Peres e vendo o sonho do título invicto se esvair naquela fatídica cobrança de pênaltis ou, ainda, cada vez que o apito “amigo”, mas amigo dos outros, nos tirou a chance de decidir um campeonato apenas na bola.
A decepção de cada um desses jogadores pode estar perto de ser vingada, como bem cabe à figura do Galo Vingador que inspirou o artista Mangabeira a traçar as linhas de uma mascote que praticamente rebatizou o Clube Atlético Mineiro.
Quanto ao grito preso, melhor segurar só mais um pouquinho! Afinal, o mineiro sabe como ninguém que é preciso ter paciência, prudência! Em todo caso, CBF, anote aí certinho o CEP da sede de Lourdes para não se confundir na hora de empacotar e enviar a taça, ok?”

***
* “Está difícil para o atleticano acordar ou se deitar sem pensar no tão sonhado título!
Somos cautelosos por natureza, ou melhor, por obra e graça de uma história que mistura injustiças, má-fé e, precisamos admitir, incompetência.
Quantas vezes assistimos ao título escapando entre os dedos?
E por que seria diferente agora? Esse Galo passa uma extrema confiança. Conseguimos formar um grupo de jogadores que sabem o que é vencer e com experiência para não se abalar nos tropeços.
Dá gosto de ver o Diego Costa protegendo a bola quando é preciso ou brigando com zagueiro quando a partida pede um pouco mais de provocação! Assim como a vontade do Hulk supera os dias nos quais o melhor futebol não aparece.
E o que dizer do Everson? Quantos atletas suportariam a pressão dos primeiros erros?
Vargas, questionado, mas sempre disposto a buscar a superação. O gol não sai? Tudo bem, vamos contribuir taticamente, com um passe preciso, com luta.
O próprio Guga, marcado mais por torcer para o time errado do que do que propriamente pela qualidade (ou falta dela). Podemos criticá-lo por algumas jogadas,
mas jamais pela omissão, por não deixar de buscar o apoio do torcedor.
Estamos cada dia mais próximos do que muitos nem viveram, o título brasileiro. E pode vir acompanhado da segunda Copa do Brasil, ou seja, aquela idiotice de time sem bicampeonato (uma inverdade, por sinal), precisará passar por uma revisão, mas
convenhamos que está difícil para quem não é Galo criar algo convincente.
Enquanto isso, tentarei dormir, mesmo sabendo que será cada vez mais difícil pegar no sono sem assistir à reprise dos últimos cinquenta anos como torcedor, no meu caso, toda uma vida!”

* Gerardo Figueiredo Jr.

***

Pois é, texto da melhor qualidade. Só discordo quando ele dá moral demais pro Guga. Dizem que é uma ótima pessoa, mas como lateral do Galo; para mim, um enganador!


A simplicidade e competência de Enderson Moreira, que poderá ser campeão com o Botafogo, com menos recursos e menos estrutura que o Cruzeiro

Foto: O Globo

Ótima entrevista do treinador botafoguense ao O Globo. Pegou o time numa situação difícil na Série B e garantiu o acesso à A com duas rodadas de antecipação. No primeiro ano do Cruzeiro na segunda divisão, ele conseguiu zerar os seis pontos de punição da FIFA nas duas primeiras rodadas e começou muito bem a disputa. No primeiro baque, foi demitido, dentro daquela máxima de que “Santo de casa não faz milagres”.

Outra característica admirável do Enderson é a mineiridade dele. Valoriza o nosso estado em toda oportunidade que tem. Como nesta conversa com O Globo, em que ele destaca Fortuna de Minas, a encantadora cidade onde mora, 35 Km depois de Sete Lagoas, vizinha da terra do pai dele, que é Cachoeira da Prata. Vale lembrar que também em Fortuna, mora o Vitor, ex-goleiro do Cruzeiro; o ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas, agora comentarista da Rádio Itatiaia e Orlando Augusto, grande jornalista, apresentador do programa Jogada de Classe (https://www.facebook.com/orlandoaugusto.carneiroguerra/videos/269755441764228), e até há pouco tempo morava lá o Raul Plasman, ex-goleiro do Cruzeiro e Flamengo.

Mas, o assunto agora é Enderson Moreira, que na última rodada enfrentará o Brasil em Pelotas, lanterna da competição. O concorrente ao título, Coritiba, que tem dois pontos a menos, recebe o CSA.

A entrevista do treinador:

* ‘O Botafogo é um dos pilares do futebol do Brasil e precisa resgatar isso’, diz o técnico Enderson Moreira

Rodado treinador mineiro recusa alcunha de salvador da pátria do alvinegro…

(Tatiana Furtado)

Enderson Moreira saiu de Fortuna de Minas rumo ao Rio, de carro, com contrato de cinco meses e uma missão: reorganizar o futebol do Botafogo e levá-lo de volta à Série A. O rodado treinador de 50 anos recusa a alcunha de salvador da pátria alvinegra, não se ilude com a lua de mel de momento e deixa as chaves a postos se precisar refazer o caminho de volta para casa. Mas continua sendo um apaixonado pelo que faz, e até se pega cantarolando na estrada: “Técnico bom, é o Enderson”, paródia de Marcelo Adnet para “Marrom Bombom”, do grupo Os Morenos, sucesso entre a torcida alvinegra.

*Quando aceitou o convite para treinar o Botafogo, no meio da temporada, o que esperava encontrar e o que realmente encontrou?*
Quando você chega num clube como o Botafogo, o objetivo é muito claro. Tem que conquistar resultado porque a pressão é enorme. Mas internamente o ambiente era bom. A expectativa e imagem que as pessoas têm do Botafogo, não condizem tanto como é realmente o clube. Mesmo com essas dificuldades é um clube organizado. Aquela ideia de clube desorganizado não existe, e isso facilitou muito.

*O elenco escolhido levou em conta a questão do grupo. É fundamental o ambiente bom?*
Isso é tão importante quanto as outras coisas (talento, técnica). É a gestão do grupo e como esse grupo se relaciona. No futebol, os atletas são levados a ser muito individualistas, mas é um esporte que só funciona no coletivo. Prefiro ter um elenco com boa capacidade de entendimento da questão coletiva porque isso ajuda muito no processo. No momento mais difícil do clube eles tiveram a capacidade de enfrentamento, não se omitiram e a torcida sente.

*Pode-se dizer que a química com a diretoria e com o elenco foi instantânea?*
A primeira conversa no vestiário foi: “Não está chegando aqui nenhum Salvador da Pátria”. Falei que tudo que eu tenho é uma forma de trabalhar e que precisaria que eles abraçassem as minhas ideias. Tentaram abraçar as ideias desde o primeiro jogo, e estão sempre tentando fazer.

*Você é tido como um técnico que transmite as ideias de forma muito clara. Também ouve os jogadores?*
Eu não quero que o atleta faça o que eu quero só porque estou mandando. Preciso que eles façam porque eles acreditam realmente que é a melhor coisa a ser feita. Então é um trabalho de convencimento constante. Eles precisam saber os porquês. Se eles me propõem uma mudança também tem de ser bem argumentada. Nós conversamos muito. Eu digo que o trabalho de toda a comissão é de facilitar o trabalho deles, ajudá-los a desempenhar cada vez melhor em campo. Temos construído isso na temporada.

*Antes de chegar, você sabia apontar os problemas?*
Antes de eu vir, eu acompanhei a derrota para o Goiás. Foi jogo muito ruim. Isso me deixou atento. Cheguei para dar uma ajustada no time com as minhas ideias, mas sabendo que não ia conseguir fazer tudo num primeiro momento. Conseguimos rapidamente resultados não com boas atuações, mas com um pouco mais de consistência defensiva.

*A defesa foi sua prioridade?*
Em campeonatos de pontos corridos, o time que tem mais destaque quase sempre é aquele que tem boa estrutura defensiva definida. É assim que eu vejo o futebol moderno. Um jogador moderno é o que tem a mesma capacidade tanto defensiva como ofensiva.

*Qual foi o maior desafio?*
O jogo posicional que eu tenho como proposta é o desafio maior. É mais difícil do jogador entender no Brasil e demanda um pouquinho de tempo. Em alguns momentos, o jogador precisa esperar a bola chegar. Mas o jogador brasileiro gosta muito de ir ao encontro da bola. Estamos evoluindo, mas tem de ter paciência.

*O Carli estava sendo pouco utilizado. Por que decidiu trazê-lo de volta?*
A primeira coisa que perguntei ao Freeland (Eduardo, diretor de futebol) foi se ele estava com alguma limitação para jogar. Não havia. Acreditei muito que ele pudesse ser a nossa referência dentro de campo. Não adiantava ter um jogador com com a liderança dele fora do processo. Fizemos a reincorporação dele, recuperou-se fisicamente, teve algumas dificuldades no começo, mas conseguiu fazer a função muito bem.

*O Navarro encaixou bem no seu estilo de jogo? E o Chay?*
Eu sempre gostei de jogar com centroavante e com meia. São posições que a cada dia temos mais dificuldades de encontrar. O Navarro é um jogador que ajuda muito defensivamente, tem muita força e faz muito movimento de profundidade. Isso casa muito bem comigo. O Chay tem uma história muito bacana. Não teve grandes oportunidades mais jovem, mas de repente as coisas aconteceram. Como ele não teve a mesma preparação física de quem joga na base, tivemos preocupação com isso. Ele fazia um jogo muito bom, mas no outro não conseguia sustentar até o fim. Entendemos isso e conseguimos promover uma sequência maior de jogos, que foi muito importante.

*O Botafogo mudou quase todo o elenco. É o melhor a fazer?*
Quando um gigante cai a primeira coisa que vem na cabeça é que tem de tirar todo mundo. Quando você não tem uma uma base de sustentação, a equipe está sendo criada em cima de nada. E o começo é sempre muito difícil. No Botafogo, está dando certo, mas poderia ter dado errado. O risco é grande. Mas o Botafogo não tinha outra alternativa porque o elenco era oneroso.

*Como você lida com essa pressão da torcida? No jogo com o Avaí, houve o bate-boca com alguns torcedores…*
Eu não sou um cara midiático, não faço média com ninguém e respeito demais o torcedor em todo lugar que eu vou. Mas naquele dia eu tomei as dores dos jogadores, como se fosse um pai querendo protegê-los. Eles não mereciam ser vaiados. Mas o torcedor é a principal razão de ser de um clube. Vou te falar que em três ou quatro jogos, se não é a nossa torcida aqui, não teríamos ganhado. Eles foram nossos centroavantes.

*Por isso você evita redes sociais?*
Agora eu tive de fazer uma conta oficial para ver se eles param de fazer essas fakes. Fico chateado, nunca tive redes sociais e vários se passam por mim. Falam como se fosse eu e, às vezes, até acredito que fiz alguma coisa e não me lembro (risos).

*Então você viu a paródia feita pelo Marcelo Adnet. Aprovou?*
É impossível não ter acompanhado, né? Foi muito bacana. Às vezes eu me pego dirigindo e vem a música. Me sinto muito homenageado assim. Eu sou apenas um grãozinho de areia nessa praia toda aqui que é o Botafogo. Às vezes, eu acabo aparecendo mais, mas eu queria estabelecer uma justiça. É um trabalho muito coletivo, não é o trabalho do Enderson. O Enderson sozinho não conseguiria nada.

*Você quase sempre deixa a família em Minas. Por quê?*
Em Curitiba, eu assinei um contrato de locação na sexta-feira; na segunda-feira de manhã, fui mandado embora. É uma uma concessão que você faz quando abraça a profissão. Eu sou muito feliz com o que eu faço, eu não vejo isso como trabalho. O trabalho mesmo é a pressão externa. Mas é uma profissão muito solitária. Eu prefiro não sair muito por causa da exposição. O tal do iFood é uma invenção para treinador.

*Este ano, você esteve internado por Covid-19, perdeu sua sogra e teve um infarto. Pensou em dar um tempo do futebol?*
Quando eu estava com 40 anos, tive um AVC transitório. A partir daquele momento, minha vida mudou muito. É uma vida muito estressante, então comemoro os bons resultados e aproveito a vida. Gosto de dirigir, de andar de moto, jogar squash, ouvir música, vinil, pedalar. Lá na fazenda, em Minas, criei um Instituto para compartilhar mais com as pessoas da região.

*Você costuma ir de carro para as cidades onde vai trabalhar. Ele vai ficar na garagem do Rio ano que vem?*
Isso é com o presidente. Eu comprei um apartamento aqui, mas não foi por alguma promessa da diretoria. Eu gosto daqui, é muito perto de BH e vou tem um lugarzinho aqui quando vier. Eu tinha um FGTS parado e aproveitei para investir aqui. Eu estou muito feliz aqui e gostaria muito de continuar.

*Hoje, a torcida do Botafogo é a mais feliz do Rio, ao contrário de qualquer análise feita meses atrás?*
Eu espero que eles possam se sentir bem representados pelo time dentro de campo, que tenta fazer o seu melhor. Ninguém queria que a queda acontecesse, mas se aconteceu o clube precisa tirar coisas positivas. O Botafogo está buscando outro caminho, e isso é fundamental para reestruturação do clube. Esse clube é gigantesco, é um dos pilares do futebol brasileiro e precisa resgatar isso. Espero que a torcida realmente possa estar muito feliz no final deste ano. E acho a conquista da Série B muito importante para mostrar que essa conquista foi o divisor de águas de um novo caminho.

https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/o-botafogo-um-dos-pilares-do-futebol-do-brasil-precisa-resgatar-isso-diz-tecnico-enderson-moreira-25277139

Mais sobre a recuperação do Botafogo:

“Da pior campanha do clube na Série A ao acesso antecipado: como o Botafogo se reconstruiu em nove meses”

Sob a égide do profissionalismo, Alvinegro não mudou os rumos do planejamento e apostou no bom ambiente com poucos recursos (mais…)


Sampaio Corrêa 1 x 1 Cruzeiro. Um dos piores jogos do ano, com jeito de “marmelada”

Foto: twitter.com/sampaiocorrea

Opinião de cinco jornalistas e dois conhecedores do futebol, um que jogou muito e foi um grande treinador e um agente FIFA, Roberto Tibúrcio: @RobertoTiburcio “na época que comecei (década de 70)…nós gritaríamos: “É MARMELADAAA” eu postei aos 10 do 2º tempo (se ocorrer um gol para qualquer um dois lados ai: será obra e graça do acaso!) Eles queriam chegar aos 47 pontos! Muito RUIM ver isso!”

Paulo Galvão, do Estado de Minas: @paulogalvaobh “Que coisa horrorosa a partida Sampaio Corrêa 1 x 1 Cruzeiro. O segundo tempo, então, foi tenebroso. Torcedores mereciam mais respeito de ambos os lados.”
Edu Panzi, da Radio Itatiaia: @edupanzi “A sorte do Cruzeiro é a incompetência ainda maior de Londrina, Vitória, Remo, Confiança… que tiriça”
Luciano Dias, da Band @jornlucianodias “Sampaio Corrêa x Cruzeiro tem um novo recorde de passes de lado e para trás. Fim de feira!”
Guilherme Piu, do portal da Itatiaia: @guilhermepiu “Falta agora o duelo com o Náutico. Quase um sacrifício, levando-se em conta o nível do futebol apresentado pelo Cruzeiro.”
Samuel Venâncio, também da Itatiaia: @samuelvenancio “Remo não vencer o Vasco fora ou Londrina não vencer o Vila Nova fora ou a Ponte Preta perder pro Confiança fora . Um desses resultados e o martírio acaba nesta rodada!”
E Procópio Cardozo: @procopiocardozo “Chega de manchar a camisa do Cruzeiro. Basta.”

América chega aos 45, se garante na Série A e agora busca vaga em inédita competição continental

O primeiro objetivo foi alcançado, que era a permanência da Série A. Depois de começo muito difícil, que gerou pessimismo geral e a saída do técnico Lisca, o time se encontrou, consertado pelo Vagner Mancini, cujo trabalho teve sequência com o Marquinhos Santos.

Claro que o empate com o Atlético goianiense, ainda mais sem gols, foi frustrante, porém a grande pressão sobre o grupo e comissão técnica para se garantir, está superada. Agora é jogar mais solto, sem medo de ser feliz e buscar a conquista inédita na história do Coelho de disputar uma competição continental.

É o que pensa também o americano Ed Diogo, tradicional comentarista do blog: ”

Este sentimento de ver o Coelhão crescendo e se firmando no cenário nacional com os pés no chão subindo gradualmente com consciência e um sonho para nos americanos. Agora depois deste empate de hoje que nos assegurou definitivamente na Série A vamos em busca de uma disputa internacional.
Acredita Coelhão!”

Quer prazer, ler uma manchete como essa: “América enfrenta o Atlético-GO para manter vivo o sonho da Libertadores”

* “Praticamente assegurado na Série A do ano que vem, Coelho começa a almejar objetivos maiores na competição” – https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/america-mg/2021/11/17/noticia_america_mg,3947995/america-enfrenta-o-atletico-go-para-manter-vivo-o-sonho-da-libertadores.shtml

Está no Superesportes de hoje e me enche de alegria ver o Coelho nos trilhos, graças ao trabalho de americanos sérios e competentes que começaram tirar o clube do buraco há quase 15 anos, quando o time foi parar na Segunda Divisão estadual.

Esta noite, a partir das 19 horas, terá a oportunidade de dar mais um passo fundamental na busca por uma vaga na Libertadores 2022. Com 64% de aproveitamento, o América tem a segunda melhor campanha do returno. Na classificação geral é o novo colocado, com 44 pontos.

O adversário merece respeito, principalmente porque está há quatro jogos sem vencer, mas tem um bom time e busca reação. Está em 14º lugar com 38 pontos.

As escalações prováveis:

América

Cavichioli, Patric, Eduardo Bauermann, Ricardo Silva e Marlon; Lucas Kal, Alê e Juninho; Ademir, Felipe Azevedo e Zárate.

Técnico: Marquinhos Santos

Atlético-GO

Fernando Miguel, Dudu, Éder, Pedro Henrique, Igor Cariús; Willian Maranhão, Marlon Freitas, João Paulo; Janderson, Zé Roberto e Ronald.

Técnico: Marcelo Cabo

Arbitragem de Leandro Pedro Vuaden, auxiliado por Jorge Eduardo Bernardi e Jose Eduardo Calza, todos do Rio Grande do Sul. VAR: Rodrigo Nunes de Sá, do Rio de Janeiro.


Jogo amarrado como era de se esperar e vitória do Galo, na melhor qualidade, raça, e inteligência

Em imagem extraida do twitter.com/Atletico, Zaracho, autor do gol do Galo, depois de belíssima jogada iniciada pelo Keno, que tabelou com Hulk e cruzou para o argentino marcar.

Um aperitivo do que será a final da Copa do Brasil entre os dois. O Athletico paranaense, em casa, precisando de pontos para não correr risco de rebaixamento nesta reta final de campeonato. O Galo tentando chegar mais perto do título. Jogo tenso, nervos à flor da pele.

E duas cenas marcantes e contraditórias nas arquibancadas da Arena da Baixada. Renaldo, centroavante artilheiro do Galo no Brasileiro de 1996, queridíssimo da torcida exatamente pelas muitas demonstrações de carinho pelo clube, dentro e fora de campo. Como nesta foto, publicada pelo Fred Ribeiro no twitter. @fredfrm

Vestido como um autêntico torcedor. Grande figura humana o Renaldo, que se tornou um grande atleticano.

Por outro lado, cabeças cozidas, aceitando provocação de um único imbecil paranaense. Por causa dessas cenas ridículas, o jogo foi paralisado por dois minutos. Tudo que o Atlético não quer, não pode e não precisa neste momento é confusão, que dê qualquer margem para alguma manobra de cartolagens que possam prejudicar o que o que vem sendo feito dentro de campo.

E impressionante como os seguranças privados do estádio e depois a Polícia Militar foram lerdos para agirem.

Ainda sobre Renaldo, ele está com 51 anos. Foi campeão mineiro com o Galo e artilheiro em 1995 com 13 gols. Em 1996 fez ótimo Brasileiro pelo Atlético e dividiu a artilharia com Paulo Nunes (na época no Grêmio), marcando 16 gols. Teve um começo difícil em Belo Horizonte, mas logo emplacou e conquistou a torcida. Jogou no Ahletico-PR em 1991 e 1992. Depois que parou com a bola voltou a morar em Curitiba.


Galo escalado para mais uma final fora de casa, nesta reta de chegada do campeonato

Com importantes desfalques, mas o banco tem correspondido às necessidades do Cuca.

O Fred Ribeiro, do Globoesporte.com, rettwitou o Rodrigo Fonseca @fonseca_rodrigo, que postou foto da família do Cuca, dando força ao Galo em Curitiba.

Família Stival em peso para torcer pelo Atlético de Cuca. Na foto: João, Eluisa, Patrícia (filhos e esposa Cuquinha), Maiara (filha Cuca), Romeu (padrinho de Cuca), Rejane (esposa de Cuca), Dona Nilde e seus bisnetos (Lara e Teo, netos Cuquinha) e a Eloá (neta Cuca) #trbaixada
O Atlhetico, também escalado . . .
bem como os donos do apito.

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