Blog do Chico Maia

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Cláudio Caçapa, Cris e Fred, ainda são muito lembrados em Lyon, mas Juninho Pernambucano foi o brasileiro de maior sucesso lá

Fotos: FIFA

O estádio do Lyon, palco das semifinais e final da Copa feminina, tem capacidade para 59 mil pessoas e fica na “Grande Lyon”, cidade de Décines-Charpieu, a 15 km.

No retorno de Grenoble, parei em Lyon (112 km de distância), onde fiquei por três dias. Povo apaixonado por futebol, que deu muita visibilidade à cidade nos últimos anos, com o time da terra conquistando sete campeonatos seguidos, contando com importantes jogadores brasileiros. O que fez mais história foi o Juninho Pernambucano que ficou lá oito anos (2001/2009) e conquistou sete títulos. Cláudio Caçapa, ex-Galo, também se tornou ídolo lá (2000/2007), capitão do Lyon por três anos. Cris, ex-zagueiro do Cruzeiro também é lembradíssimo. Era conhecido como “Soldado”, que punha ordem na casa. Campeão quatro vezes, entre 2004 e 2012. Outro zagueiro que fez sucesso lá foi o Edmilson, ex-São Paulo. De 2000 a 2004, quando foi vendido ao Barcelona. O atacante Fred deixou a marca dele, de 2005 a 2009.


Paris passou a bola para Lyon, sede das semifinais e final da Copa

Foto: Fifa

O Parque dos Príncipes foi protagonista no início da Copa do Mundo feminina e Lyon, a terceira maior cidade da França, receberá todas as atenções a partir de agora. Começando nesta terça-feira, com Estados Unidos x Inglaterra, às 16 horas (horário brasileiro), e Suécia x Holanda, quarta-feira, também às 16 horas.

A decisão do terceiro lugar será em Nice, sábado, ao meio dia. A final, domingo, novamente em Lyon, também ao meio dia.


Cruzeiro não combinou com os argentinos e seus jogadores foram “convidados” a se retirar do treino de Messi e Cia.

Fotos: twitter.com/Cruzeiro

O Cruzeiro fez uma bela recepção à delegação da Argentina na Toca da Raposa. Entregou presentes, deu camisas personalizadas, decorou vestiário e deixou os gringos à vontade. Porém, quando o treino ia começar e os jogadores do Cruzeiro começaram se posicionar para assistir ao treino, foram impedidos pela segurança do Comitê Organizador. Constrangimento total e desnecessário. Certamente se a diretoria tivesse acertado isso previamente com a chefia da delegação argentina, essa situação desagradável não ocorreria.

Notícia no SuperFC:

“Jogadores do Cruzeiro são impedidos de assistir ao treino da Argentina”

Os atletas celestes foram convidados a se retirarem por orientação da AFA e também da organização da Copa América

https://www.otempo.com.br/superfc/cruzeiro/jogadores-do-cruzeiro-s%C3%A3o-impedidos-de-assistir-ao-treino-da-argentina-1.2203151

 


A violência nossa de cada dia, tratada como banalidade

Dono do site Lei Seca Maricá, jornalista Romário Barros, 31, morto no final da noite de terça-feira (18), em Maricá – Reprodução/Folha de S. Paulo/Facebook

Um colega jornalista francês perguntou como é conviver com a violência no Brasil. Tentei explicar que cada estado do país tem as suas peculiaridades e que em Minas Gerais a situação não é tão complicada como no Rio e em outras regiões. Tentei pegar leve, já que a nossa imagem é péssima lá fora, principalmente na Europa.

Aí ele perguntou também sobre jornalistas, já que o Brasil figura em posição nada confortável nas estatísticas de assassinatos da categoria no mundo. Respondi que este problema é maior nas regiões mais remotas, especialmente no Norte e Nordeste do país, onde há muitas ameaças e casos de execuções. No retorno, peguei para dar uma olhada nos vários jornais e revistas do período em que fiquei fora. Uns dias fora do país e a gente volta a se assustar com notícias como essa, em quase todos os jornais, que são tratadas como normais no Brasil:

* “Maricá, no Rio, tem 2º assassinato de jornalista em menos de um mês” (mais…)


Dos três jogos importantes deste sábado o pior foi o da Copa América

Dia de olho na TV. Ótimas partidas pela Copa feminina da França, na vitória da Holanda sobre a Itália, e da Suécia, de virada sobre a Alemanha, até de forma surpreendente, já que a Alemanha era favorita ao título.

Na última partida do dia, cercada de grande expectativa, pois envolvia Uruguai e Peru, quartas de final da Copa, uma decepção. Mais um empate sem gols. Jogo feio, amarrado, os dois times com medo de tomar gol e um zero a zero de matar de raiva quem pagou ingresso. Na decisão por pênaltis, a arbitragem mandou que as cobranças fossem do lado aberto do estádio da Fonte Nova, onde não há público, deixando tudo bem mais longe de quem gastou um bom dinheiro para assistir ao “espetáculo”.

Pra completar, o Luiz Suárez ainda perde a cobrança dele, o Peru não erra nenhuma e manda a “Celeste” pra casa mais cedo, tirando um ingrediente a mais que teríamos nas semifinais.

O Peru vai enfrentar o Chile. Possivelmente um filet para os chilenos.

A tristeza do capitão uruguaio Godin.


O show da Holanda contra a Itália e a implicância chata e sem sentido com a “bola parada”

Que belo jogo fizeram Holanda e Itália pelas quartas de final da Copa feminina, em Valenciennes.

Aliás, foi o segundo melhor momento que assisti nesta Copa: o primeiro, eu estava lá, vendo presencialmente o canto do hino da França, no Parque dos Príncipes, na abertura, quando as francesas atropelaram o time da Coréia do Sul. Hoje, vi pela TV: sol radiante, mulheres belíssimas, jogo futebol de verdade e sem interrupções.

E que show de bola da Holanda, com uma movimentação e troca de passes impressionantes. A Itália, com estilo de jogo parecido com o tradicional do time masculino: força, que entretanto, durou e agüentou até o momento em que o fôlego acabou. Pouco depois dos 20 minutos do segundo tempo, só deu Holanda, que fez 2 a 0 em duas cabeçadas sensacionais.

Continuo não entendendo comentaristas e treinadores, fazendo ressalvas a bolas cruzadas na área de córner, lateral ou faltas, que resultam em gols. Falam: “foi de bola parada, mas…” Mas o quê? Bola parada não faz parte do jogo? Bons cruzamentos e boas cabeçadas ou o elemento surpresa da infiltração na defesa não são frutos de treinos, jogadas ensaiadas e etecetera e tal? Quem treina mais este tipo de lance não merece ser exaltado? Se é pra fazer ressalvas a este tipo de jogada, que se elimine também a expressão “bola parada”, pois ao pé da letra, isso não existe. Se a bola estiver parada então ela não sai do lugar, e aí não acontece nada.

Bobagens ao vento e conversa fiada fora, essas fotos da FIFA mostram bem o que foi o jogo…

da fineza e o “balet” das holandesas . . .

…contrastando com a força e a bateção de cabeça das italianas principalmente depois que o gás acabou.

Daqui a pouco tem Alemanha x Suécia. Deve dar Alemanha. Aí o bicho deverá pegar para a Holanda. “Ou não”; como diria o Caetano!


O palco dos 3 a 0 da França no caminho de quem vai para o aeroporto

Do Centro ao Aeroporto Charles de Gaulle o RER (trem metropolitano de Paris) para na estação Saint Dennis, a penúltima antes do terminal 1.

Olho pela janela e lá está o imponente Stade de France, onde no dia 12 de julho de 1998 a seleção brasileira tomou de três a zero para a França, que conquistava com Zidane e Cia. A sua primeira Copa do Mundo.


Aposentado da TV, Arnaldo César Coelho fala da vida, da experiência na Globo e da tentativa do José Roberto Wright de puxar seu tapete

Foto: SuperFC

Foi em ótima entrevista ao Uol, em que ele fala sobre tudo, inclusive sobre características nada salutares do também ex-apitador, José Robertp Wright. Vale a pena ler: “Em maio de 2018, o também ex-árbitro José Roberto Wright disse ao UOL Esporte que ele era o criador da famosa expressão “a regra é clara”, e que Arnaldo havia tomado a frase “na mão grande”. Conhecidos de longa data, os dois também trabalharam juntos como comentaristas de arbitragem por mais de uma década. Apesar do convívio de anos, Arnaldo Cezar Coelho revelou que o ex-colega tentou puxar seu tapete na Globo. “Quando parei de apitar, eu já era instrutor de árbitros da Fifa, ele também se tornou instrutor. Quando passei para Globo, falei: ‘não quero mais vínculo com a Fifa, porque eticamente não posso ter’. Pedi para sair. Ele não, ficou numa comissão.Entrava mudo e saía calado. Ficava amigo dos caras de arbitragem, mas não apitava nada, ganhava a diária. E ele chegava dentro da Globo e falava para o Luiz Fernando [Lima, então diretor de esportes da emissora]: ‘Porra, eu tô por dentro de tudo da Fifa e quem faz jogo de seleção é o Arnaldo’.”… – Veja mais em https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/arnaldo-cezar-coelho/index.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_campaign=esporte&utm_content=geral#concorrencia-com-wright&cmpid=copiaecola


Sem choro nem velas, o triste fim de uma idéia que poderia ter melhorado o futebol brasileiro

A Primeira Liga, coitada. Surgiu para corrigir os maiores absurdos do futebol brasileiro. Daria poder aos clubes de organizar o Campeonato Brasileiro e demais competições, negociar patrocínios e vendas de direitos, enfim, seria donos dos espetáculos e arrecadariam o que têm direito, independentemente da CBF e federações. Mas o sonho durou pouco e esta semana, na sede do América, quase que despercebidamente, o fim.Por essas e tantas outras é que não se vê perspectivas de evolução do nosso futebol.

Deu no Hoje em Dia: “Em reunião realizada nesta terça-feira (25) na sede do América, em Belo Horizonte, os clubes integrantes da Primeira Liga decidiram que não mais organizarão edições da competição, como ocorreu em 2016 e 2017.”

Clubes presentes: Chapecoense, Paraná, América, Ceará, Internacional, Brasil de Pelotas, Vila Nova-GO, Criciúma, Atlético, Fluminense, Paraná, Grêmio, Corinthians, Londrina, Atlético-GO e Athletico-PR.

Pois é!


Ex-goleiro Dudamel se destaca como treinador na Copa América

A Venezuela fez uma bela campanha na Copa América, superando todas as expectativas. Perdeu de 2 a 0 para a Argentina, mas encarando de forma leal, saindo para o jogo e sem dar porrada. O técnico Dudamel mostra competência. Com um time de jogadores apenas esforçados, a Venezuela joga bonito e de forma competitiva. Tomara que o Dudamel ganhe uma oportunidade em um grande clube da América do Sul ou mesmo numa seleção do continente para que o seu trabalho apareça mesmo.


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