Blog do Chico Maia

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Retrato em Branco & Preto: bela foto, boas histórias e a crueldade do destino com dois grandes jogadores

Publicação do jornal Sete Dias na edição desta sextta-feira, 14 de fevereiro.

Gérson, do Atlético, e Ailton do Democrata disputam uma bola observados pelo ponta Mauricinho, também do Galo. A foto foi feita por Célio Apolinário, em 04/06/1989, no Estádio Independência, Campeonato Mineiro. Foi 7 x 0 para o Atlético, campeão daquele ano, com três gols de Robertinho, Zanata (2), Batista e Marquinhos.

O Democrata tinha como patrocinador a Bombril, que instalara a sua fábrica em Sete Lagoas em 1987. O Jacaré foi um dos primeiros clubes do Brasil a se aproveitar da mudança na legislação que passou a permitir publicidade nas camisas.

Gérson foi artilheiro da Copa do Brasil de 1991, com sete gols, jogando pelo Atlético, que naquele ano venceu o Caiçara do Piauí, por 11 x 0, no Independência, maior goleada da competição até hoje. Até chegar ao Galo (1988/1991), o artilheiro passou pelo Santos, Guarani e Paulista de Jundiaí-SP. Depois foi para o Internacional de Porto Alegre (1992/1993), onde foi campeão gaúcho e da Copa do Brasil em 1992. Morreu aos 28 anos de idade, depois de drama e mistério, já que havia rumores de que estivesse infectado pelo vírus da Aids, depois confirmado por um diretor do clube gaúcho. A causa mortis foi toxoplasmose. A esposa Andréa, com quem Gérson teve três filhas, acusou o Inter de tê-lo abandonado nos piores momentos, conforme mostra essa reportagem do site da ESPN ( http://www.espn.com.br/noticia/441128_goleador-da-copa-do-brasil-morreu-com-aids-viuva-acusa-o-inter-de-abandono ).

Ailton foi um ótimo zagueiro, mas também teve a carreira abreviada, aos 28 anos, por sucessivas contusões. Natural de Janaúba, jogou no junior do América, onde era meia-esquerda. Uma contusão na bacia o afastou do Coelho e ele recomeçou no Ideal, de Sete Lagoas em 1984, como zagueiro. Destaque no futebol amador da cidade, foi chamado pelo Democrata, aos 24 anos de idade e se destacava por ser um zagueiro clássico e também “porradeiro” quando o momento exigia, além de marcar belos gols de cabeça e em cobranças de falta. Uma cirurgia de meniscos e outra de ligamentos cruzados, fizeram-no desistir do futebol profissional. Voltou ao amadorismo onde se destacou novamente no Ideal, Paraopeba, São José de Jequitibá, até encerrar a carreira no Ideal, que lhe prestou grandes homenagens na despedida.

Ailton está com 56 anos de idade, é Coordenador da Siderúrgica 7Gusa, mora em Sete Lagoas com a esposa Andréa, com quem tem o filho Matheus, 25 anos, Engenheiro Ambiental. E continua jogando futebol, e bem, agora no campeonato de veteranos do Clube Náutico de Sete Lagoas.


Estreia do Cruzeiro na Copa do Brasil também foi de dar calo nas vistas, igual às de Atlético e América

São Raimundo-RR x Cruzeiro pela Copa do Brasil de 2020, no estádio Flamarion Vasconcelos, (Canarinho) em Boa Vista – RR. Foto: William Roth/Light Press/Cruzeiro

Não vi o empate que classificou o Cruzeiro, ontem, pela Copa do Brasil, mas li e ouvi comentários. Pelo que tenho visto dos jogos do Campeonato Mineiro, os nossos três maiores clubes estão com times muitíssimo abaixo da tradição do futebol mineiro. Ruins mesmo. Tudo bem que estamos em início de temporada, mas comparando com jogos que assistimos dos campeonatos do Rio e São Paulo, estamos mal demais. É futebol de segunda, dos três.

Um dos cruzeirenses cujas análises eu mais respeito é o conterrâneo de Conceição do Mato Dentro, que mora em Vitória-ES, João Chiabi Duarte. Ele tem uma ótima coluna no site “Debate Zeiros”, e lá escreveu ontem sobre o jogo contra o São Raimundo de Roraima, e como está vendo a montagem do time atual. Confira:

* São Raimundo 2×2 Cruzeiro: De bom apenas a classificação à segunda Fase na Copa do Brasil

João Chiabi Duarte

O que me marcou de São Raimundo-RR 2×2 Cruzeiro – O Cruzeiro fez uma longa viagem até o extremo norte do Brasil para enfrentar o São Raimundo em Boa Vista, capital de Roraima. Antes da viagem fomos informados que o trio de meio titular nos últimos jogos estava vetado (Machado, Jadsom e Everton Felipe), uma péssima notícia para um time em construção ou melhor, em reconstrução.

Ao visualizarmos o estado do gramado ficou claro que o mesmo não teve o tempo necessário para ser chamado de bom piso, pois, deixava a bola muito viva e a qualidade do jogo foi realmente muito ruim, mas, é bem verdade que a condição do piso prejudicava a ambos os times, que se registre isto.

O Cruzeiro começou a partida especulando, mais atrás, dando campo ao time local, que tinha em Emerson, meia de ligação (camisa 10) e no lateral esquerdo Maia (camisa 18) as duas melhores válvulas de escape e com boa condição de carregar a bola entre o meio e ataque.

Desta forma, no primeiro quarto da partida, foram três momentos de perigo maior, sendo um chute na trave de Roberson e um chute de virada de Jhonata Robert pelo Cruzeiro, enquanto Emerson ganhou na corrida de João Lucas e por pouco não serve a Vanílson no meio da área, no lance de maior perigo do azulão de Roraima. (mais…)


Demitir treinador, agora não. Mas o Atlético precisa melhorar muito se quiser evitar o pior no Brasileiro

Foto do Bruno Cantini, no www.atletico.com.br

Até o próprio Dudamel se assustou  com a ruindade do time neste empate com o Campinense em Campina Grande. As palavras dele, registradas pelo @thiagonoggueira, do SuperFC, demonstram isso: “É um momento que vamos receber críticas, porque não funcionou bem. Temos que encontrar uma resposta e trabalhar. Tenho que conversar com os jogadores, encontrar um caminho. Não conseguimos mostrar nos jogos o que fizemos nos treinamentos”.

É frase que faz lembrar os treinadores que o antecederam, quando estavam para ser demitidos, em função do mau desempenho. Por outro lado, a qualidade do elenco é igualmente fraca aos das temporadas passadas. Tardelli vem aí, mas querer jogar a salvação da lavoura só nas costas dele, é covardia.

Pelo que tem sido noticiado a diretoria está correndo atrás de goleiro, mas a carência pra valer está no meio e ataque. Comentários de jornalistas atentos mostram isso, como o Cândido Henrique, do portal O Tempo @candidoh: “Ter Allan no banco e o Zé Wellison em campo é algo que não consigo descrever.”

HENRIQUE ANDRÉ, do Hoje em Dia, fez observações mais assustadoras ainda @ohenriqueandre: “Só de pensar que precisa golear o Unión para seguir na Sul-Americana, bate um calafrio… Atlético vai ter que se reinventar ofensivamente para atingir a façanha. Di Santo não é o homem referência do setor para tal. Hora de voltar com o Pastor, até outro assumir a função…”

E o Heverton Guimarães @hevertonfutebol, também prevê uma situação complicada na sequência de 2020, caso a tão esperada evolução do futebol do time não ocorra: “Pelo que vi até aqui na temporada (e vi pouco), times encontram dificuldades contra adversários mais frágeis, entretanto Atletico encontra muuuuuuiiitaaaaa dificuldade. Não fica com a bola e segue com a mesma fragilidade pra defender.”


Este sim, é reforço! Até a Conmbebol exalta o retorno de Tardelli ao Galo

Foto: @sulamericana

Quase que ao mesmo tempo em que o Atlético anunciou a contratação do Tardelli as redes sociais da Confederação Sul-Americana de futebol também informou, exaltando ao retorno dele. É o prestígio de glórias passadas, que infelizmente não entra na cabeça da maioria dos jogadores quando eles estão iniciando a carreira. Conquistar grandes títulos garante fama, prestígio e dinheiro pelo resto da vida, claro, quando o jogador sabe administrar o sucesso.

A volta do Tardelli anima a torcida e levanta o astral da Cidade do Galo. Certamente ainda joga infinitamente mais que os que estão no clube com a responsabilidade de fazer e ajudar a fazer gols.

CONMEBOL Sul-Americana

@sulamericana?

O artilheiro voltou! O @Atletico anunciou a contratação do atacante @tardelli9, campeão da @LibertadoresBR pelo clube em 2013 e da @RecopaConmebol em 14.

O Galo joga a volta da Fase 1 da #SulAmericana dia 20/2 contra o @clubaunion em Belo Horizonte. Perdeu a ida: 3-0.”


A estreia do Galo na Copa do Brasil e a gratidão do goleiro Cleiton

O treinador de goleiros, Chiquinho, sendo homenageado pelo Cleiton, em foto do Bruno Cantini/Atlético

Com essa fórmula da competição, todo cuidado é pouco. “Jogo da vida” para os clubes menos famosos, que têm o privilégio de estrear em casa, mas que entretanto têm de vencer. O empate dá a classificação ao, teoricamente, “bicho papão” visitante. O Bahia, todo favorito em Teresina contra o dono da casa River, perdeu de 1 a 0, saiu da disputa e deixou de embolsar R$ 1,3 milhão de premiação por chegar à segunda fase.

Que o Galo não vacile em Campina Grande, bela cidade paraibana, contra o Campinense. Não vale desculpa de cansaço e essas coisas para não exibir um futebol melhor que o que vem sendo mostrado.

Ontem o goleiro Cleiton foi se despedir, vendido que foi para o Bragantino, e teve uma atitude bonita, ao dar força ao preparador de goleiros Chiquinho, tão questionado por muita gente. O gesto do Cleiton, de presentear com a camisa da seleção brasileira, ao profissional que o ajudou a chegar lá, foi muito importante neste momento. Por tudo que já ouvi de gente que conhece o dia a dia dos treinos do Atlético, Chiquinho é um injustiçado e merece este apoio que recebe dos goleiros, demais jogadores e todos os técnicos que têm passado pela Cidade do Galo.

Por falar em goleiros, entendo que a diretoria deveria se preocupar em investir em na busca de jogadores para outras posições, como o ataque e armação, essas sim carentes. Os goleiros que estão lá dão conta, porém o resto do time, com um Réver batendo cabeça e chegando atrasado, não tem jeito.


Medo do coronavirus força a saída de Marcelo Moreno do futebol da China

Sexta-feira passada, 7, o jornalista argentino, Jorge Barraza, twitou a capa da revista Marcas, suplemento de esportes do jornal La Razón, de Laz Paz: @JorgeBarraza: “El goleador boliviano Marcelo Martins, que juega en el Shijiazhuang Ever Bright de la Superliga China, se confiesa sobre el temor al coronavirus. El club decidió “escapar” a Emiratos Árabes Unidos y aminorar el posible contagio de sus jugadores. Su familia está en Brasil.”

Bom para o Cruzeiro, que terá menos dificuldades para contratá-lo.

Jogo ruim em Patos, mas valeu pelo destaque de dois jogadores do Atlético

Foto: twitter.com/Atletico

Foi de dar calo nas vistas este URT 0 x 1 Atlético, mas valeu pela atuação do Dylan Borrero, que além da jogada para o gol do Di Santo, procurou o jogo enquanto esteve em campo e mostrou talento.

O lateral Lucas Hernandez também foi novidade para mim. Nem parecia aquele perna de pau que todos vimos entrar em campo ano passado. Melhorou da água para o vinho, pelo menos neste jogo em Patos.

Estou aguardando algum “especialista” em arbitragem explicar o motivo da anulação do que seria o gol de empate da URT. Dói demais ver um sofrido e esfolado clube do interior sendo prejudicado contra um dos grandes.


Cruzeiro e América se respeitaram demais e empate refletiu o pouco futebol de ambos esta tarde

Esta foto do Ramon Bitencourt no SuperFC reflete o que foi o clássico desta tarde no Mineirão

Partida muito estudada, em que os dois times se respeitaram demais. Cruzeiro e América foram iguais em quase tudo durante quase os noventa e poucos minutos de jogo. Até em comprometedores erros de passes. Machado, do Cruzeiro, tentou sair jogando e quase deu um gol de presente ao América. Mas Felipe Augusto chutou para fora. Neste aspecto o Cruzeiro foi mais feliz e conseguiu o gol de empate graças a duas falhas americanas. Do lateral que saiu jogando errado, proporcionando o contra ataque cruzeirense e do goleiro, mão de quiabo, que espalmou para dentro do gol o chute de longe do Maurício, que vem sendo o grande nome do Cruzeiro neste início de temporada.

O gol do América foi aos 24 do segundo tempo com Ademir se deslocando bem entre os marcadores dentro da pequena área, no aproveitamento de bola cruzada da linha de fundo pelo Felipe Augusto. O empate azul foi oito minutos depois.


Coisas do Brasil: “Elefante branco”, estádio mais caro da Copa de 2014, foi vendido. E nenhum (ir) responsável pela obra está preso

Richard Dubois, o novo “dono” do Mané Garrincha, em foto da epocanegocios.globo.com

O Mané Garrincha, de Brasília, maior vergonha da gastança pública desnecessária da Copa disputada no Brasil, agora pertence à iniciativa privada. Estive lá durante os Jogos Olímpicos de 2016 e ainda havia obras por terminar, dentro e principalmente fora do estádio, mesmo depois de vários “aditivos”, que custaram quase R$ 2 bilhões aos cofres públicos. E o governador da época, responsável pelo empreendimento, o ex-Ministro dos Esportes, Agnello Queiroz, curte a vida livremente.

Menos mal que o estádio agora é administrado por um grupo privado. Li sobre o novo “dono” no site Infomoney, numa reportagem da Agência Estado:

* “Richard Dubois: o homem que quer ‘comprar’ Brasília”

O apetite do investidor levou nada menos que dez governadores do País a procurarem Dubois para apresentarem propostas de concessão de espaços públicos

Em 2014, durante a Copa do Mundo, o empresário Richard Jean Marie Dubois trabalhava como auditor da PwC Brasil, em um prédio que ficava em frente ao estádio de Brasília, o Mané Garrincha. Da janela, via o símbolo maior dos “elefantes brancos” erguidos para o torneio, com custo de R$ 1,7 bilhão aos cofres públicos. “Eu sabia que havia um potencial de negócios muito grande aqui.”

Quase seis anos depois, na semana passada, a arena passou a ser administrada integralmente pelo grupo de Dubois, que tem dominado as privatizações de diversos espaços da capital federal. Além do estádio, ele arrematou o autódromo de Brasília e apresentou propostas para levar a Torre de TV Digital, a rodoviária e o metrô da cidade.

O apetite do “homem que está comprando Brasília” levou nada menos que dez governadores do País a procurarem Dubois para apresentarem propostas de concessão de espaços públicos. O empresário avaliou e já descartou negócios como o estádio do Pacaembu e o autódromo de Interlagos, em São Paulo, mas se mostrou interessado na administração do Maracanã, no Rio.

Com mais de dez anos de trabalho em consultorias que ajudaram a formatar concessões do governo federal em diversas áreas, Dubois abriu uma empresa própria – a RNGD Consultoria de Negócios – no fim de 2015. O capital inicial, diz ele, veio do que ganhou no mercado financeiro. “Já tinha ajudado muita gente a ganhar dinheiro, e resolvi correr um pouco mais de risco.”

Ele bateu à porta do então governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), para sugerir um programa amplo de concessões. Mesmo assim, o processo levou mais de quatro anos para ser concluído e o contrato só foi assinado na gestão do atual governador, Ibaneis Rocha (MDB). “Vi que Brasília era a cidade com mais oportunidades de negócios. Há empresários brilhantes aqui, mas eles são poucos. São Paulo e Rio de Janeiro têm uma competição maior.”

Além de um projeto de R$ 22 milhões para recuperar o estádio – já sucateado após seis anos de uso público -, a concessão de 35 anos do Mané Garrincha prevê investimentos de mais de R$ 300 milhões em seu entorno, com a construção de um “boulevard” de compras e lazer. O empreendimento é a maior aposta para retorno financeiro com a operação da arena. (mais…)


Mordaças inaceitáveis do nosso futebol querem usar Edilson, do Cruzeiro, com exemplo

Foto, divulgação/Cruzeiro

Está na imprensa: “Edílson será julgado na próxima terça-feira, dia 11, às 19h (de Brasília) e poderá pegar de um a seis jogos de punição. O lateral foi enquadrado no artigo 258, que fala em : “Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código”.”

O lateral usou uma de suas redes sociais para reclamar da dura vida de viajante das estradas estaduais e federais em Minas. Agruras principalmente para quem viaja de ônibus em tempos de chuvas. Ele também se aproveitou, oportunisticamente, do sofrimento de quem penou e pena muito por consequências das tempestades que nos assolaram nos últimos dias para vender o comercial dele.

Direito do jogador cruzeirense, num país que, pelo menos teoricamente, respeita a liberdade de expressão. Mas, aí surge alguma “autoridade” dessas que se aproveitam bem demais do futebol para se dar bem, ofendida e “indignada” com o que escreveu o lateral, e quer que ele seja punido.

Censura, mordaça, sacanagem, imbecilidade, enfim, considero essa ameaça tudo isso e muito mais.


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