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Blog do Chico Maia

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Inacreditável, mas era verdade: gol perdido aos 45 e pênalti sofrido aos 47 do segundo tempo

O Capitão Helivelton, da nossa gloriosa Polícia Militar, se recusou a assistir a reprise de Atlético x Olimpya, domingo, por medo do centroavante “Tanque Ferreyra” não escorregar de novo e matar a final no Mineirão. Deu certo.

Hoje, mesmo com medo do árbitro chileno Patricio Polic prejudicar o Galo, encarei o repeteco do Sportv, de Atlético e Tijuana pelas quartas de final da Libertadores 2013. Que belo jogo, tenso, emocionante, tão inacreditável quanto esclarecedor. Assim como naquele dia 30 de maio, não acreditei que o Luan conseguiu desperdiçar o que seria o 2 a 1 do Galo, aos 45 do segundo tempo. Em mais um contra ataque, Ronaldinho Gaúcho o colocou na cara do goleiro Saucedo, e ele chutou mal, para a defesa do mexicano. O mesmo Luan, que empatou o jogo na ida, no 2 a 2 que dava a vantagem daquele 1 a 1 no Independência. Aliás, um segundo tempo encardido, desta partida de volta. O Galo tinha mais volume de jogo, mas era o Tijuana que matava a massa de susto. Aos 25, Victor começa a ser “canonizado” ao defender, cara a cara, um chute do Piceño. Aos 34, Arce cobra falta, a bola passa pela barreira, bate no travessão e vai pra fora. Ufa!

Mas aos 46 o apitador Patrício Polic enxerga uma falta do Leonardo Silva no Moreno.

Não era possível!

__ Ladrão!

Foi a primeira reação, minha e de quase todos os atleticanos. Daí a pouco, reprise do lance e os comentaristas dizendo que realmente houve um toque do zagueiro e a marcação foi correta.

Mas, PQP, o Leonardo Silva tinha que cometer pênalti a essa hora?

Zagueiro velho, não dá mais conta de ganhar uma corrida de atacante mais jovem, ainda mais nesse momento do jogo.

Também, que merda este Cuca, e estes jogadores experientes, que não sabem segurar um resultado no fim de uma decisão como essa; ainda mais dentro de casa, Indepa lotado! Porra! Cambada de FDP! PQP, que time desgraçado!

Quero nem ver essa cobrança. Bora dormir, e esperar mais um ano nessa fila que não anda nunca, agüentando a encheção de saco daqueles FDP! PQP!!!

Correu Riascos, bateu e …

Viiiiictooor!!! Viiiiictooor!!! Viiiictooor!!!

São Victor, do pé esquerdo mais abençoado da face da terra! PQP!!! Não estou acreditando!

É lance de quem vai ser campeão! Não é possível. Agora vai. Agora eu acredito.

Na TV, hoje, o locutor Milton Leite gritou:

__ O árbitro vai mandar voltar a cobrança.

Uai, mas não teve isso! Que história é essa?

__ O árbitro está mandando cobrar de novo e deu cartão amarelo para o Réver.

PQP (de novo) que merda é essa?

Até que alguém disse na transmissão que o lance valeu, que a defesa do Victor foi legítima e que o jogo ia acabar.

Ufa!

Na sequência, mais emoções, mais sufocos, mais lances e apertos inacreditáveis e o destino foi justo, como em incontáveis vezes não foi com o Atlético, com muitos jogadores, do jeito que é o futebol.

Nesta conquista, vários que estavam virando vilões entraram para a galeria de heróis, com toda justiça. Uns pela determinação outros pela qualidade da bola que jogavam e todos pela raça, sangue nos olhos que empenharam, empurrados pela torcida, que nunca faltou com o time.

Leonardo Silva marcou o gol que garantiu a prorrogação na final e o respeito conquistado garantiu a ele jogar mais seis anos, e ainda como titular.

Victor está aí até hoje. Merece todo o respeito, mas o corpo já não obedece tanto quanto antes.

Essas reprises são muito interessantes e nos fazem viajar no tempo, nos levando a autocrítica e revisão de conceitos.


Kroll, a consultoria que auditou as contas do Cruzeiro, já apurou crimes até de Saddam Hussein

Ilustração do Superesportes

Numa rápida olhada no site da Kroll Consultoria dá pra sentir que se trata de “cobra criada”, para pegar gatunos de toda ordem. Já pegou gente do naipe de ditadores do Haiti, Filipinas e até do Iraque, o finado Saddan Hussein. No link “Quem somos”, diz: “Nós desvendamos o desconhecido ao ajudar você a fazer sua gestão de compliance, conduzir litígios, e mitigar riscos relacionados a fraude, impropriedades e ameaças de segurança…”

Na “História” da empresa, está lá: “A Kroll foi fundada em 1972 por Jules B. Kroll como uma consultoria especializada para Departamentos de Compras. A empresa tinha como principal objetivo auxiliar seus clientes através da detecção de esquemas de fraude, pagamento de propina e outras formas de corrupção.

Nos anos 80, a Kroll ficou conhecida como “o detetive de Wall Street” por conta de importantes due diligences investigativas realizadas para o setor financeiro. Posteriormente, a empresa ganhou renome internacional pelo sucesso obtido em investigações de busca de ativos ocultos de Jean-Claude Duvalier, Ferdinand e Imelda Marcos, e Saddam Hussein.

(https://www.kroll.com/pt-br/quem-somos/a-historia-da-kroll)

Vale lembrar que, hoje, Wagner Pires de Sá é a “Geni” (Viva Chico Buarque) do mundo azul, “caçado feito ratazana prenhe”, como diria Nélson Rodrigues. Porém, até outro dia, era bajulado e cortejado por quase todos que hoje o atacam. Virou até “Cidadão Honorário” de Belo Horizonte. Bastava alguém da imprensa (da ala que não tinha compromisso com ele) falar qualquer coisa contra, que choviam impropérios e ameaças das mais diversas formas. Essas reportagens do Superesportes mostram outros fatos lamentáveis, como a farra dos ingressos de cortesia, que lotariam mais de um Mineirão, sem que entrasse um real nos cofres do Cruzeiro.

* “Só em 2018, o prejuízo com bilhetes ‘não cobrados’ foi de R$ 13,2 milhões. Naquele ano, as retiradas desses cinco profissionais somam 24.301 tíquetes. Em 2019, o número saltou para mais do que o dobro: foram 54.923. O montante de todo período da gestão Wagner alcança 79.224 entradas retiradas como ‘cortesias’.”

* “Farra dos ingressos no Cruzeiro: documentos revelam retirada de quase 80 mil ‘cortesias’ na gestão Wagner”

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2020/05/18/noticia_cruzeiro,3847847/farra-dos-ingressos-do-cruzeiro-mais-de-80-mil-retiradas-de-cortesias.shtml

* “Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro, recebe título de cidadão honorário de BH”

Condecoração foi entregue em cerimônia na Câmara dos Vereadores (mais…)


Em janeiro, Vittorio Medioli antecipou o que a Kroll Consultoria oficializou agora. Inclusive a dívida, na faixa de R$ 1 Bi

Vitttorio Medioli em foto do Fred Magno/O Tempo

A leitora Walquíria Walls estranhou que no post anterior aparecem apenas R$ 8,6 milhões, como dívidas do Cruzeiro, em reportagem que transcrevi do Alexandre Simões. Claro que não é só isso, prezada Walquiria. Esta quantia foi apenas em uma das reportagens do Hoje em Dia, de uma das transações, em que 52 pessoas com alguma ligação com o Cruzeiro receberam do clube em 2018/19.

O total passa de R$ 1 bilhão e o Vittorio Medioli, criador e mantenedor do super time de vôlei, Sada/Cruzeiro abriu este jogo no início do ano. Ele ficou apenas 15 dias no comando do Conselho Gestor que assumiu o clube no lugar do Wagner Pires de Sá, mas tempo suficiente para manjar tudo e, deixar o cargo, no dia 5 de janeiro, dando o seu veredicto: “… o Cruzeiro precisa de um interventor amparado pela Justiça e com autoridade para executar o que for preciso. Doa a quem doer…” O Globoesporte.com publicou:

* “Medioli fala em dívida de R$ 1 bilhão do Cruzeiro, detecta falta de profissionalismo e “cabidão de emprego”

Ex-diretor executivo explica o porquê de deixar o clube e dificuldades em lidar com os desmandos das últimas administrações da Raposa

– O torcedor tem que ser informado, tem que ter transparência. Uma gestão transparente ou uma gestão para parente? Lá é para parente! Cabidão de emprego, nepotismo para os amigos. Tem que moralizar.

– Mandaram embora 100, eu ‘canetei’ 83 porque eram parentes de conselheiro, cabide de emprego, super-salário. Esse corte foi de dois milhões e trezentos, metade da folha mensal foi reduzida com (a demissão) dessas 83 pessoas. A folha do Cruzeiro era de R$ 4,5 milhões, só esse corte foi quase metade. Tem muito mais a fazer. A folha dos atletas é R$ 16 milhões por mês. Com R$ 16 milhões por ano o Coritiba subiu da B para A. Nós, com 16 milhões por mês, caímos da A para B.

“Hoje as pessoas ficam tão distraídas em ganhar dinheiro com trambique lá dentro, que não cuida do atleta, não cuida do clube (…) no futebol tem dirigente que vai na gandaia junto com atleta. É um caso de polícia, tem que entrar lá dentro, despoluir e reconstruir, não é muito difícil”.

– Os atletas não tem uma regra como nós temos no vôlei. Tem que se abster de bebida alcoólica, tem que fazer análise de sangue, tem que ter nutricionista, não nutricionista de araque, nutricionista de verdade. Tem que ter todo um sistema para levar os atletas ao máximo desempenho. Eles tomam cachaça, ficam na gandaia e fica por isso mesmo, ninguém toma providência (…) – afirmou.

– Numa situação catastrofista, como é o Cruzeiro, a cada dia aparece mais dívidas. A última conta vai chegar a R$ 800 milhões. Toda hora aparece um contrato (…). A maioria é fiscal. Lá, foi feito um Refis (Programa de Recuperação Fiscal) que chama Profut e tem três anos que não paga (…) para renovar precisa gastar mais R$ 200 milhões, dentro dos 800 milhões que estão falando como não tem esses 200 milhões e a dívida (do Cruzeiro) vai para R$ 1 bilhão.

– Eu bato na necessidade de uma intervenção judicial porque recuperaria um prazo para renegociar essa situação. E como renegociar? Afinal, não é muito difícil. Nós já deixamos, nesse relatório, daqui alguns dias vão publicar, estão apenas esperando o que o Conselho vai fazer, entretanto tem que dar as vias de saída. Tem que fazer o dever de casa, doa a quem doer (…) agora, o Cruzeiro tem jeito. Precisa passar pelas vias legais, você não vai lá na porrada para consertar o Cruzeiro. Você tem que ter amparo legal. Hoje a lei não ampara as associações fechadas, não tem como ter falência, nem recuperação judicial. O Cruzeiro, falido do jeito que está, como é que vai renegociar? A associação não tem essa possibilidade. Se o governo federal agora aprovar uma lei que permite a recuperação judicial das associações, porque até então é proibido, se abre uma luz. (mais…)


Auditoria mostra absurdos cometidos contra o Cruzeiro, mas o risco de ninguém ser preso ou ter que devolver dinheiro é grande

Reportagem do Alexandre Simões para o Hoje em Dia mostra como funciona o mundo paralelo do futebol no Brasil, em que muita gente ganha dinheiro de forma imoral, porém coberto por uma tintura legal. 

* “Kroll mostra que 52 pessoas com alguma ligação com o Cruzeiro receberam do clube em 2018/19”

É impressionante o envolvimento de dirigentes e conselheiros do Cruzeiro com a gestão Wagner Pires de Sá, que é alvo de investigação na Polícia Civil e na 11ª Promotoria Justiça de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Minas Gerais (MP). Segundo relatório da Kroll, empresa multinacional e referência em investigação, due diligence, compliance, segurança cibernética e gestão de riscos de segurança, que foi entregue na tarde desta segunda-feira (18) pelo Conselho Gestor ao MP, “foram feitos pagamentos a empresas, sócios, familiares e empresas de familiares de 52 pessoas que são ou foram dirigentes/conselheiros do clube”. Isso a partir da investigação de 619 nomes.

Ainda neste ponto, em relação ao pagamento do Cruzeiro para pessoas ligadas ao clube, isso na gestão Wagner Pires de Sá, outro número impressiona. O clube pagou, isso num período de dois anos, mais de R$ 6 milhões a empresas vinculadas a esses 52 conselheiros, o que é proibido pelo Estatuto desde outubro de 2015.

Trinta conselheiros foram excluídos do quadro do Conselho Deliberativo, mas 28 deles já conseguiram na Justiça o retorno e inclusive o direito de votar na próxima quinta-feira.

Há ainda mais de R$ 2 milhões pagos a empresas de consultoria jurídica, tributária e de engenharia, “com descritivo genérico de de atividades e sem comprovação de serviços prestados”.

Outros R$ 600 mil foram pagos como comissão pela negociação de contratos com patrocinadores do Cruzeiro, o que, na prática, é a pessoa recebendo duas vezes pelo mesmo serviço.

Legal

Todas essas questões, que foram repassadas ao Ministério Público, só poderão ser consideradas crimes se a movimentação do dinheiro tiver alguma irregularidade.
O fato de conselheiros receberem do Cruzeiro ou de terem sido feitos pagamentos sem a prestação do serviço, é uma irregularidade que precisa ser punida pelo Conselho Deliberativo.

E a eleição da próxima quinta-feira tem um papel importante neste aspecto, pois os dois presidentes eleitos terão de comandar a “limpeza da casa”.

https://www.hojeemdia.com.br/esportes/kroll-mostra-que-52-pessoas-com-alguma-liga%C3%A7%C3%A3o-com-o-cruzeiro-receberam-do-clube-em-2018-19-1.787205


O melhor goleiro da história do Galo

O uruguaio Mazurkievisk, num Atlético x Corinthians em 1972, no Mineirão, com o lateral Cláudio Mineiro, Lance (atacante do Corinthians) e o zagueiro Grapete.

Mário Marra é um dos melhores comentaristas do Brasil. É sempre muito bom ler, ver e ouvir o que ele diz. No “Dia do Goleiro”, 26 de abril, o Marra falou sobre Victor, a quem considera o maior goleiro da história do Atlético. Tenho dificuldade em afirmar com tanta certeza o melhor isso ou aquilo da história em qualquer atividade. Cada época é de um jeito, as condições são diferentes e muitas vezes a regras também.

Sou fã do Victor, sem dúvida o maior ganhador da história alvinegra, mas tive o privilégio de cobrir o Galo quando jogavam, por exemplo o Taffarel, fantástico, numa das fotos abaixo, com o Pagliuca, na final da Copa de 1994.

João Leite e …

Carlos.

E, criança, me tornei atleticano vibrando com defesas espetaculares do Renato, campeão brasileiro, …

cujo reserva era o Careca, que começou no nosso Democrata de Sete Lagoas, …

que eu vi defendendo uma bomba do Nelinho, com a cabeça em 1975.

E, o melhor goleiro do mundo de 1970, Ladislao Mazurkievski, …

aquele que tomou o drible antológico do Pelé na Copa do México, mas a bola não entrou.

Único autógrafo que pedi na vida, e dado com uma gentileza absurda. Guardo até hoje com o carinho e a emoção de quem tem 11 anos de idade. Jogou pouco tempo no Atlético, mas o suficiente para inserir o Galo no “mapa-mundi” do futebol. Quando ouvi a notícia da morte dele, aos 67 anos, em 2 de janeiro de 2013, fiquei triste como se fosse alguém muito próximo.

O também grande craque (das letras) xico sá, lembrou dele no dia 26, no twitter: @xicosa “Outro gigante da maldita profissão: Ladislao Mazurkievski #DiaDoGoleiro

E ainda contou uma que eu não sabia: @xicosa “Camus, Albert. O autor de “A Peste” foi goleiro do Racing Universitaire, da Argélia, nos anos 1930 #DiaDoGoleiro”.

O Atlético em 1972 com Mazurkiewicz, Raul Fernandes, Oldair, Vanderlei Paiva, Vantuir e Cláudio; Guerino Neto, Spencer, Dario, Lola e Romeu.

Vamos às razões do Mário Marra sobre o “São Victor”, a quem também rendo as minhas homenagens:

* “Victor é o maior goleiro da história do Atlético”

É natural que o passar do tempo acabe encobrindo o tamanho de alguém como Victor no Atlético. É natural e também é cruel.

Victor chegou ao Galo em um momento de instabilidade na posição. O torcedor que não conhece ou não tem o hábito de exercitar a memória vai perceber que a posição de goleiro no clube não era conquistada já há um bom tempo.

Após as saídas de Bruno e Diego Alves, que naquele momento ainda eram promessas, Aranha, Renan Ribeiro, Edson, Carini, Fábio Costa, Lee e Giovanni não chegaram a encantar e nunca assumiram de fato a camisa 1. Até que…

A chegada de Victor, já consagrado no Grêmio, coincidiu com a volta da competitividade. O Galo atacava e sabia que tinha um goleiro confiável lá atrás.

Logo no primeiro ano, Victor já terminou o Brasileiro com a segunda colocação e nem é preciso exigir muito da memória para elencar os vários milagres que, na minha opinião, o principal jogador do Atlético fez na conquista da Libertadores.

E as conquistas continuaram. Victor mantinha regularidade e acabou fazendo parte da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014.

O tempo passou e o inquestionável passou a ser questionado. É bem verdade que Victor falhou algumas vezes, mas talvez seja necessário observar que o time também piorou. Se antes ele operava alguns milagres e o ataque resolvia, os ataques perderam poder de fogo e o goleiro ficava ainda mais exposto e vulnerável.

A atual temporada talvez seja a temporada mais diferente para São Victor do Horto no Galo. Jorge Sampaoli tem claro em sua forma de pensar a preferência por um melhor início das jogadas e Rafael parece ter sido contratado para ser titular.

Até mesmo durante o tempo de Dudamel e antes da chegada de Rafael, Victor esteve no banco de reservas. Talvez 2020 seja o ano de Victor ser levado a dar a volta por cima e de se reinventar na função.

Ainda assim, o torcedor atleticano não pode se permitir esquecer o que o goleiro, que já está perto de completar uma década à frente do clube, fez. Ele ocupou um espaço vazio há muitos anos. Com autoridade, Victor fez a sua posição deixar de ser um problema e passou a ser um orgulho. Não foram poucas as crianças que nasceram carregando o seu nome e não serão poucas as que ainda vão nascer.

A grandeza do goleiro atleticano foi novamente revelada ontem em mais uma live promovida pela clube. Victor fez questão de deixar claro que se sente responsável por acolher os novos companheiros de clube.

Está chegando a hora de entender que Victor não é só um goleiro para o Clube Atlético Mineiro, Victor é o grande ídolo de uma geração de atleticanos e o maior goleiro da história do Galo.

https://bolaprafrente.uai.com.br/2020/05/13/o-profissional-victor-merece-todo-o-respeito-possivel-do-torcedor-do-galo/


O Ministro da Saúde durou menos que Dudamel no cargo

Mais uma vez recorro à frase do Tom Jobim: “o Brasil não é para principiantes”.

É cômico e terrivelmente trágico.

Essa mensagem do Igor Duarte foi a primeira que recebi, imediatamente após o anúncio da renúncia do Ministro da Saúde:

“Teich durou no ministério menos do que o Dudamel no Galo. Pqp…  Aguarde o Osmar Trevas Terra Plana pra empilhar os corpos.”

***

Daí a pouco o Alexandre Simões, do Hoje em Dia, twittou:

@oalexsimoes “Mais um, e pede música no Fantástico!”

* Teich deixa o Ministério da Saúde antes de completar um mês no cargo

https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/05/15/teich-deixa-o-ministerio-da-saude-antes-de-completar-um-mes-no-cargo.ghtml

Em foto da Agência Brasil, Nelson Teich há 28 dias, tomava posse no lugar de Mandetta

Cuidemo-nos e salve-se quem puder!


Dalai Rocha dá uma grande notícia para a torcida do Cruzeiro: R$ 20 milhões de dívidas na FIFA, a vencer agora, serão pagos

Um papo muito legal do presidente em exercício do Cruzeiro, Dr. Dalai Rocha, com Fernando Rocha, o grande jornalista, ex-Globo, cruzeirense desde que nasceu, e filho do Dr. Dalai. E uma grande notícia para a torcida azul, repercutida pelo Samuel Venâncio, da Itatiaia, no twitter dele: @samuelvenancio “Na live com @fernandoroch, Dalai Rocha disse que a dívida do Cruzeiro em ações na FIFA e pra vencer agora, chega aos R$20 milhões. Denílson (R$5 milhões), Willian (R$11 milhões) e Caicedo (R$4 milhões). Dalai disse que com muito esforço o Conselho Gestor vai conseguir pagar.”

A conversa agradou tanto que o Thiago Ferreira mandou essa mensagem no twiter: @PetruquioCec “Será que em algum cartório amanhã eu consigo agilizar a papelada pra adotar o Dalai como meu vô e o @fernandoroch como meu tio? Que família!”

Fernando Rocha com o filho Pedro, repórter da Globo Minas, dos melhores da nova geração de jornalistas.


Astrólogo previu em dezembro de 2019 um ótimo ano de 2020, para o Brasil principalmente

Além do futebol, os programas de TV deveriam resgatar agora os astrólogos e pais de santo com as suas previsões de toda virada de ano. Aqui, por exemplo, está o João Bidú, no Jornal do Comércio, de Baurú/SP, no dia 29 de dezembro de 2019, com ótimas notícias para todos nós em relação a 2020. E não é o mesmo que o Cruzeiro contratou para tirá-lo do rebaixamento no Brasileiro. Confira:

* “Novo ano promete ser mais leve, diz astrólogo”

João Bidu revela o que os astros reservam para o Brasil e para Bauru

A imagem do Brasil no Exterior deve melhorar, enquanto acordos comerciais devem trazer mudanças significativas e altamente positivas para a economia do país.

… “Setores ligados à moda, cosméticos, beleza, teatro, festas, shows e entretenimento terão lugar de destaque, alguns por resultados altamente positivos, outros por dificuldades financeiras ou problemas com imagem em função de fraudes, falhas graves nos produtos e acidentes, principalmente com fogo.

O sol deve garantir um 2020 mais leve do que o ano que passou, conforme previsão do astrólogo João Bidu. No encerramento de 2019, ele também revela o que os astros reservam para os rumos do Brasil e de Bauru e faz previsões para o presidente da República, Jair Bolsonaro…”

Bidu explica que o sol, regente de 2020, é a força astrológica mais poderosa e sinônimo de vitalidade, alegria, liderança e nobreza. Estrela de quinta grandeza, o astro governa Leão, abrigo do paraíso astral, que é considerada a Casa mais sortuda do Zodíaco. (mais…)


Quem ganha e quem perde com a mudança de três para cinco substituições em uma partida de futebol

Foto que fiz das torcidas de Brasil e Japão durante o jogo entre as duas seleções na Copa do Mundo da Alemanha em 2006, em Dortmund, pela fase de grupos. Foi 4 a 1 para o Brasil, de virada, com dois gols de Ronaldo, Juninho Pernambucano e Gilberto.

***

Para mim, de cara, o torcedor é o primeiro beneficiado, já que muitas implicações táticas serão envolvidas e os treinadores terão incontáveis oportunidades de inovar a partir de agora. Uma pena que fosse necessária uma tragédia Como essa Covid-19 para obrigar os cabeçudos da FIFA a mexerem em alguma coisa nas velhas e “nafiftalínicas” regras do futebol. Os jogos ficarão mais interessantes com variações de esquemas e fôlego renovado de um time em vários e imprevisíveis momentos, dependendo do placar e da cabeça dos respectivos treinadores.

E imaginar que até 1970 um time que tivesse um jogador machucado, terminava a partida com 10 ou com o coitado apenas figurando em campo. A partir da Copa do Mundo, daquele ano, no México, é que as substituições passaram a ser permitidas. Agora, com a possibilidade de cinco mexidas, os técnicos de times grandes, médios e pequenos poderão mostrar o seu talento tático ou a sua incompetência no ramo e fazer diferença. Veja essa interessante análise do comentarista/locutor Fernando Rocha, na coluna dele no Diário do Aço, de Ipatinga:

* “Perde e ganha”

A Fifa, através da International Board,   autorizou a CBF aumentar de 3 para 5 substituições nas futuras competições do país, sob a justificativa de preservar o estado físico dos jogadores no futebol pós-pandemia do Covid-19.

A partir de agora no mundo todo, os treinadores terão três janelas durante os 90 minutos para mexer nas equipes. Mas, quem irá ganhar com esta mudança, que mexe profundamente na dinâmica dos jogos de futebol?

A justificativa e o propósito é  válido , se considerarmos a intensidade dos jogos atualmente e,  também, a realidade do nosso calendário, onde se privilegia não a qualidade, mas a quantidade  cada vez maior de jogos e competições.

Embora o anúncio seja de que esta alteração é temporária, até o final de 2020, a impressão é de que vai acabar ficando como algo definitivo.

Não tenho ainda uma opinião formada sobre a mudança, mas uma coisa é certa: a meu juízo este aumento de 3 para 5 substituições irá beneficiar muito mais os chamados “grandes” clubes, por possuírem elencos mais encorpados e jogadores mais qualificados.

Claro, poderão oferecer maiores opções a fim de que seus treinadores  mexam nas equipes, quando as coisas não estiverem indo como o esperado, o que certamente fará aumentar ainda mais

a distância entre ricos e pobres.

  • Vamos imaginar o Flamengo, Palmeiras, Gremio, Internacional, Atlético, quando estiverem enfrentando um Fortaleza, um CSA; ou até mesmo o Cruzeiro jogando contra um Cuiabá pela Série B. Seus treinadores terão muito mais peças de qualidade à disposição do que os adversários, podendo alterar táticamente as equipes de acordo com suas necessidades.
  • Há também outro componente onde esse aumento das substituições trará maiores benefícios aos chamados clubes “grandes”: um jogador sondado pelo clube grande, onde não seria titular, pretendido também por um “médio” ou “pequeno”, onde teria maiores chances de jogar, ficará propenso a optar   pelo primeiro. Isto porque agora com o maior número de substituições, suas chances de jogar aumentam consideravelmente, agregando-se ao fator normal   de suspensões ou contusões dos titulares.
  • Mas se olharmos pelo ângulo do copo meio cheio, os treinadores dos  times de menor investimento terão  ao menos  a oportunidade de reoxigenar mais as suas equipes, para tentar resistir ou segurar o resultado. Até mesmo nos chamados “grandes”, um adepto de sistemas táticos que privilegiam em primeiro lugar a marcação, como por exemplo o técnico Mano Menezes,  a partir de agora vai poder segurar “goleadas” de 1 x 0, enchendo suas equipes de zagueiros e volantes de marcação.

* Por Fernando Rocha


As histórias e dificuldades da mineira, de Abaeté, Léa Campos, árbitra de futebol pioneira no mundo, reconhecida pela FIFA

Léa Campos (direita) em ação na década de 1970. Foto: www.museudofutebol.org.br/pagina/exposicoes-virtuais

Tive a satisfação de conhecê-la nos meus primeiros tempos de Rádio Capital no início dos anos 1980., apresentado pelo então Secretário Geral da Federação Mineira de Futebol, o saudoso Elmer Guilherme. Ela e o Marco Antônio Bruck (Rádio Itatiaia), na época também da Capital, disputavam quem contava mais casos e provocada mais risadas na sala do Elmer. Uma mulher forte, determinada e corajosa. Vive atualmente nos Estados Unidos, passando apertos como o mundo inteiro, em função da Covid-19.

No dia 27 de abril ela concedeu ótima entrevista à Renata Ruel, do portal da ESPN:

* “Primeira árbitra do mundo, brasileira Léa Campos passa necessidade e pede ajuda”

A arbitragem feminina, assim como o futebol feminino, vem de uma história de luta, preconceito, determinação. Não se pode falar de mulher na arbitragem sem citar Asaléa de Campos Fornero Medina, conhecida historicamente por “Léa Campos”. Ela simplesmente foi a primeira mulher reconhecida pela FIFA, no mundo, como árbitra de futebol. Nascida em 1945 na cidade de Abaeté, Minas Gerais, graduada em educação física e jornalismo, Léa também lutou Boxe e atualmente mora nos Estados Unidos, fez parte do quadro da FIFA entre os anos de 1971 e 1974.

Com a pandemia do COVID-19 muitas pessoas estão passando por dificuldades e não somente no Brasil. Léa e o marido, Luiz Medina que está com câncer, estão sem poder trabalhar com o isolamento social, foram despejados do apartamento que moravam e momentaneamente vivendo em um quartinho na casa de uns amigos, porém brevemente pode ser que precisem deixa-lo, pois o filho dos amigos deve retornar.

Léa, agora com 75 anos e usando um colar cervical, pois há pouco tempo cai e precisou ser socorrida de ambulância, está pedindo ajuda financeira para os colegas da arbitragem e do futebol.

Os árbitros e dirigentes resolveram fazer uma campanha junto com uma “vaquinha” para poder ajudar a grande pioneira da arbitragem feminina no Brasil e no mundo.

Ao conversar com a Léa pelo WhatsApp e perguntar como está a situação dela e do marido, a resposta foi:

“Bem difícil. O dono do apartamento trabalha na mesma empresa que meu esposo trabalha. Ficou acertado que assim que normalizar vamos pagar a ele. Nossa alimentação e comprada por nós. O governo americano deu uma ajuda financeira à todos que perderam o emprego. Mas é incômodo a liberdade nunca é a mesma. Com a campanha que as árbitras e árbitros estão fazendo para arrecadar dinheiro vamos sair dessa se Deus quiser e Ele quer.”

Léa ainda agradece toda a mobilização para ajuda-la e fica feliz com o espaço ocupado pelas mulheres no futebol e na mídia. (mais…)


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