Blog do Chico Maia

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Centenário do Geraldo Vieira, um dos grandes beneméritos do Atlético!

Ontem ele completaria 100 anos de idade e certamente estaria furioso com o presente de “grego” que ganhou, com essa derrota para o Cruzeiro. Geraldo Vieira foi um grande dirigente do Galo e uma das pessoas mais gentis e boa prosa que conheci no futebol, quando eu estava começando minha vida de repórter em Belo Horizonte, na Rádio Capital. Foi o Fernando, um dos filhos dele, quem me lembrou do aniversário dele e nos deu o prazer de lembrar a atuação marcante do Geraldo na vida do Atlético: “Geraldo Vieira da Silva, nascido em Peçanha/MG, casado com Eva Martins Vieira e pai de Humberto, Marcelo, Maurício, Fernando, Patrícia e Álvaro.
Após a morte de seu pai, em Peçanha, veio novo para BH, vindo a trabalhar no Banco da Lavoura como contínuo e conheceu nessa mesma época um dos grandes amores da sua vida: o Clube Atlético Mineiro.
Com o passar do tempo, foi crescendo no banco como auxiliar de contabilidade, subgerente, gerente de filial, e ao mesmo tempo, foi se enfronhando e vivendo o Galo no seu dia a dia. Participava como torcedor e depois das atividades do clube.
Foi diretor da base, tesoureiro, Conselheiro, Conselheiro Nato, até que foi convidado pelo Sr. Elias Kalil para ser vice-presidente financeiro, em 1980. Nessa época conseguiu recursos junto a bancos para que o CAM pudesse comprar o terreno onde hoje é a Cidade do Galo.
Nessa mesma época já era Superintendente do Banco Mercantil do Brasil, depois foi diretor do banco até se aposentar em 1993, após mais de 50 anos de trabalho.
Em 1995 foi convidado a ser novamente vice-presidente, do Sr. Paulo Cury. Após o impedimento do mesmo, assumiu a presidência e promoveu a transição para que o Sr. Nélio Brant assumisse a presidência.
Após esse período continuou atuando como Conselheiro e se afastou do dia a dia do clube, pois já estava em idade avançada.
Veio a falecer em 07.05.2006 aos 85 anos bem vividos e dedicados à sua família e ao glorioso Clube Atlético Mineiro.
No dia 11.04.2021 ele completaria 100 anos…”

A homenagem do blog ao saudoso Geraldo Vieira, uma grande figura humana, dos maiores atleticanos que conheci.


Na véspera do clássico, Manoel deixou o Cruzeiro na mão e não fez falta nenhuma

Lamentável que os nossos maiores clubes só utilizem a prata da casa quando não tem outro jeito. O Cruzeiro tem a defesa menos vazada do campeonato. Apenas três gols em nove jogos. Manoel era uma referência e sabia disso. Mas, na hora “agá”, negociando a sua permanência no clube, resolveu dizer que não estava com a cabeça boa para o clássico e deixou o time na mão. Felipe Conceição acreditou em Weverton, 18 anos e o moço foi bem demais. Ninguém se lembrou de Manoel.

E assim segue o futebol mineiro, em que especialmente Atlético e Cruzeiro só recorrem às suas categorias de base quando não há outra opção. Não têm uma política de lançamento dos jovens que eles mesmos formam. Por falta de coragem ou por algum outro interesse.

Nascido em Goiânia, 18 anos de idade, no Cruzeiro desde os 13, depois de passar numa “peneirada”, Weverton foi promovido ao profissional este ano. Frequente em convocações para as seleções brasileiras da faixa etária dele, mostrou que tem um grande futuro pela frente, pois soube aproveitar a oportunidade.

E sem essa conversa fiada de grande parte da imprensa de que “jovens são jogados na fogueira”. Papo furado. Que tem capacidade, joga e fim de papo. Quem não tem, treme e vai ter o destino que a sua competência permite, que é jogar em times menores, onde a pressão não seja tão grande. Ou então buscar uma outra profissão, já que futebol é para quem sabe e aguenta. Se fosse fácil, qualquer um estaria ali.


Primeiro tempo, jogo muito ruim; no segundo o Cruzeiro jogou como o antigo Cruzeiro

Hulk e Potker foram protagonistas do entrevero da vez de quase todo clássico. Esperava-se mais bola de ambos. Imagem do Sportv

A falta de emoções no nosso maior clássico já começa na entrada dos times, que, com casa cheia é um espetáculo à parte. Nesta tarde, a frieza das arquibancadas contaminou os dois times, principalmente no primeiro tempo. Fizeram uma péssima partida. No segundo, voltaram com mais vontade. A principal estrela em campo, Nacho, perdeu a bola para o Mateus Pereira, que iniciou a jogada do gol da vitória cruzeirense, depois de tabela muito bem treinada.

O Atlético foi um amontoado em campo. Quando se imaginava que o técnico Cuca fosse mandar pressionar desde o início, aproveitando o potencial dos seus jogadores de meio e ataque, optou por um esquema medroso, temendo um contra-ataque, o que acabou ocorrendo.

Felipe Conceição fez o que tinha que fazer. Fechou-se, pensando em uma “única bola”, à moda Mano Menezes. Ele sabe que a defesa do Atlético é fraca, muito lenta. Deu certo.

Vitória que levanta o moral azul. Da Comissão Técnica, que estava com a corda no pescoço, dos jogadores que eram vistos como incapazes de vestir a camisa cinco estrelas e da torcida, que estava jogando a toalha aos montes, a cada exibição de desesperança no campeonato.

Que esta derrota sirva para acordar Cuca e a diretoria. Sem uma defesa eficiente, poderá decepcionar também na Libertadores da América.

No retorno ao Galo, Cuca alcança uma marca triste, lembrada pelo jornalista Pedro Rocha Franco do jornal O Tempo:

@pedrorfranco “Cuca é o treinador das duas maiores vergonhas da história do Galo”.

Verdade, verdadeira. Aquele 6 a 1 nunca será esquecido, e a participação do Cuca foi decisiva nos dias que anteceram a partida.

Muita gente estava prevendo que o desfecho do jogo hoje não seria dos melhores para o Galo. Dois comentarista aqui do blog, escreveram no intervalo e no início do segundo tempo:

Luiz Souza

“Vendo o jogo aqui. Fim do primeiro tempo.
O galo totalmente preguiçoso no jogo, displicente, desinteressado. O Cruzeiro marcando muito e não deixando o galo avançar. Por incrível que parece o Cruzeiro chutou mais ao gol, é bem verdade que sem direção. Fosse o time azul um pouco melhor a situação seria outra.”

 

Raws Miranda

“Como, não estou na arquibancada e quando estava só criticava no final do primeiro tempo e ou do segundo,
CUCA BURRO! CUCA BURRO! CUCA BURRO!
Obs. Fui e sou defensor do Cuca no Galo.

Como não sabia da escalação e como está zero a zero até esse momento, que M… de escalação é essa desse tchê, Tchê?
Contrataram o R10? O cara chega de para quedas e toma lugar do Zaracho em uma semana?
Não! Mil vezes não! Tchê Tchê pode se tornar muito e colocar Zaracho no bolso, mais essa titularidade precoce não só me irritou, me irou.”


O clássico dos 100 anos, sem público. Com Covid ou sem Covid, os “donos” do futebol não estão nem aí. O dinheiro entra de qualquer jeito

Esta capa do Estado de Minas de hoje mostra a triste realidade por causa da pandemia, mas a ausência de torcidas nos estádios se tornou fato comum no futebol nos últimos anos, por um motivo ou outro. Punição a clubes por causa de badernas ou alegada incapacidade das forças  de segurança para garantir a presença de ambas no mesmo jogo e por aí vai.

Mas outros motivos já afetavam o sumiço voluntários dos torcedores: custo alto para ir a um jogo, horários e dias incompatíveis para um cidadão que tem que trabalhar cedo no dia seguinte, entre outras coisas. Mas, nem a baixa qualidade dos espetáculos pesa tanto quanto o desinteresse por um campeonato, como estaduais, por exemplo, na fórmula caduca como são disputados.

A imprensa faz das tripas coração para criar motivações que atraiam o público consumidor de futebol nos campeonatos estaduais, o Mineiro inclusive. Heverton Guimarães, da Band/98FM, twittou quando os jogos da 8ª rodada estavam rolando: @hevertonfutebol “Em 300 anos de campeonatos estaduais, resultados e desempenhos de grandes e pequenos ñ mudaram. Vitória com placar elástico aqui, derrota p/ time do interior acolá, jogos ruins. Depois de tanta repetição ano após ano ainda tem gente querendo algo diferente. Estaduais são isso aí.”

É claro que concordo com ele, mas sabemos que os “donos” do futebol mineiro e brasileiro não têm nenhum intere$$e em mudar, já que mesmo não sendo do ramo, são os que mais lucram com esta mesmice. As federações e CBF estão tranquilas. Nem estádios vazios pelo segundo ano consecutivo assustam a elas, já que as gordas verbas da TV e patrocínios estão mantidos. Com público ou não, o dinheiro das bilheterias é cada vez menos importante na sustentação do circo. Ou seja: o torcedor se tornou um mero detalhe, quando deveria ser exatamente o contrário. Se for ao estádio ótimo; se não for, ótimo também. Vai comprar pacote de trasmissão, vai aderir a planos de sócio-torcedor ou comprar produtos com a marca do time dele. O que importa é que o dinheiro vai continuar entrando, com Covid ou sem Covid.

Enquanto isso a TV que compra os direitos e a imprensa em geral, que precisa atrair a audiência/leitura de quem gosta de futebol, têm que  inventar fórmulas para motivar os consumidores de notícias. Aí criam manchetes e grandes reportagens sobre o “tabú” do Atlético nunca ter vencido o Pouso Alegre na história!!! Como diz o grande jornalista Rogério Perez: “Cruz credo; santo Deus”. Que notícia! E coisas assim, duvidando da inteligência da “plebe ignara”! E vida que segue, e bola que rola.


O que pensam azuis e alvinegros, sobre o clássico de sempre, no palco espetacular, mudado para pior, pro chato e caro “padrão” FIFA

Reparem as montanhas da capital mineira em meados dos anos 1960, Mineirão recém inaugurado, a Serra do Curral quase virgem de bairros ao fundo e a Pampulha principiante em ocupação desordenada

Recebi esta foto e este texto, que andam circulando nas redes sociais: “Belo Horizonte, Minas Gerais. Vista do bairro São José em primeiro plano, Mineirão recém inaugurado e, ao fundo, região dos atuais bairros Ouro Preto, Paquetá e Engenho Nogueira praticamente desocupados. Destaque para a avenida Antônio Abraão Caram, que vem da avenida Antônio Carlos e chega ao estádio. Destaca-se também a área do Centro Esportivo Universitário (CEU) ainda desocupada e parte do campus da UFMG em obras. Data: entre os anos de 1966 e 1970. Fonte: Fotos Antigas de Belo Horizonte/Facebook, 2021.”

Comecei frequentar o Mineirão em meados dos anos 1970. Que maravilha, que emoção, que sonho! Era o sonho de consumo de diversão dos belorizontinos, imagine de quem era e morava no interior. De Sete Lagoas à capital era uma viagem longa; às vezes três ou quatro horas, pela atual MG-424 que era a BR-040 naqueles tempos, passando por Prudente de Morais, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Vespasiano. Creindeuspai! E continua do mesmo jeito até hoje. Vergonha para todos os governos estaduais dos últimos quase 40 anos, o atual inclusive, apesar das promessas.

Aí recebi esta outra foto, abaixo, de um dos papas do fotojornalismo brasileiro, professor Eugênio Sávio, com a legenda: “reforma, 2011”.

E hoje é este Mineirão, em foto da Belotur/PBH…

… sem a geral, cheio de separações, compartimentos, todo envelopado, frescuras, chatices, bares e tropeiro “gourmet”, pqp, e coisas tais…

***

Sobre o jogo e a história de favoritismo, algumas opiniões manifestadas aqui no blog, como o Rodrigo Leão de Oliveira, a quem agradeço: “Chico, apesar de nunca ter escrito um comentário aqui, eu te acompanho a anos, desde a época do Minas Esporte da Band. Esta frase dita ao Flávio Carvalho por você, lembro como se fosse hoje, eu assistia o programa todos os dias e foi uma época de muito sofrimento nosso devido as circunstâncias da época que nem preciso repetir. Quanto a sua opinião a respeito do clássico, concordo plenamente com tudo que você escreveu. Comemorar é só após o apito final do árbitro. Um abraço!”

Direto da queridíssima Montes Claros, o Amaury Alkimim:

“Chico, mais uma publicação irretocável sua. O Atlético Mineiro tem um elenco de 220 milhões; um dos 4 melhores do pais,. Meu Cruzeirão está cspengando em todas as áreas. Amanhã um empate é um grande resultado, pois vcs têm mais time. Simples assim.”

JB Cruz:

“ANTES DO JOGO SEM COMENTÁRIOS:
Parabéns para os dois Clubes pelo centésimo Aniversário( dos quais; assisti (in loco) 49 jogos); e ao CHICO MAIA pela Excelente Resenha ….
CRUZEIRO SEMPRE !!!!…”

Marcio Borges:

“É Chico…. mas acho que jamais vi uma diferença tão grande como hoje. Antes a camisa pesava. Hoje manda o dinheiro. E quem tem dinheiro hoje é o galo e está fazendo bom uso. Contratou bem e quem quis. Então amanhã só vai ter um time em campo, infelizmente. O Cruzeiro ainda tem que melhorar muito pra ficar competitivo….”

 

Silvio T:

“Exato, Chico. Lembro da falação do Cerezzo em 77 que levou o medíocre Revetria a dar o título para o Raja Esporte Clube. E do Lucas Prato fazendo a mariada engolir a empáfia em 2015. Os exemplos são muitos ao longo da história de um time inferior se superar em campo. Agora um detalhe. O zagueiro Manoel pediu pra não jogar amanhã. Tá explicado porque a “justiça atleticana” tentou de todas as maneiras evitar a realização do clássico.”

 

Luiz Ibirité:

“Sem susto, se o atletico nao ganhar é pq p Cruzeiro comprou o juiz.”


Todo jogo do Cruzeiro na atual fase é o “jogo da vida”, imaginem este de amanhã

Do nosso grande clássico só tenho a lamentar que pela primeira vez na história não haverá nenhuma torcida presente no estádio. Mais uma conta que pagamos dessa pandemia fdp. Mas, que a vida siga. Cuidemo-nos, lutemos pelas nossas e pelas dos nossos semelhantes.

Se futebol fosse uma ciência exata, daria Galo, como não é, fico com a opinião de quem conhece dentro e fora das quatro linhas, como jogador e treinador dos dois lados: Procópio Cardozo, cujas opiniões respeito e admiro demais:

@procopiocardozo: “Desde 1977 eu não vejo uma diferença tão grande entre Atlético e Cruzeiro. Naquele ano o Atlético era muito superior. Mas o Cruzeiro tinha Nelinho, Eduardo, Joãozinho. Hoje

não sei quem pode surpreender, decidir. De qualquer forma o clássico continua sendo um jogo imprevisível.”


Cruzeiro x Atlético: toda arrogância será castigada

Saudade dos estádios cheios, principalmente em um clássico, como o destas fotos do Rodrigo Clemente/EM/D.A Press e Juarez Rodrigues/EM/D.A Press, publicadas hoje pelo Superesportes 

Sou fã do Nelson Rodrigues. Décadas atrás, parafraseei o nome de uma das mais famosas peças dele, “Toda nudez será castigada”, para cobrar do Flávio Carvalho, durante o programa Minas Esporte (Band), respeito ao Atlético, que passava por um péssimo momento, dentro e fora de campo, e que jogaria o clássico contra o Cruzeiro, muito superior em tudo, no domingo. Um domingo como este, em que os papéis estão invertidos. A Raposa passando o que o Galo vivia naqueles tristes tempos, mas sempre merecendo respeito, dentro e fora de campo. “Humildade e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém”, muitíssimo pelo contrário.

Nunca gostei de zombaria sobre o adversário antes do jogo; não só quando se trata de Atlético e Cruzeiro, mas em qualquer disputa, em qualquer circunstância. Desfazer do adversário mexe com os brios dele, que normalmente se agiganta com isso e busca forças onde nem tem. Zoação é pra depois da vitória, aí sim. Antes, é arrogância, desrespeito e burrice!

O Atlético tem mais time e mais banco, mas o Cruzeiro é o maior rival e isso pesa quando os jogadores estão dentro do gramado, olho no olho, com a sua qualidade técnica e principalmente emocional sendo julgada por milhões mundo afora.

Querer nem sempre é poder, porém, o Cruzeiro entrará em campo consciente que ali estará a sua chance de iniciar uma volta por cima em sua história. Ganhar este clássico, especificamente, valeria o campeonato. Aliás, este jogo é um campeonato à parte, que costuma obrigar o perdedor a debelar crise ou acabar de mergulhá-lo nela. E vice versa, quem está por baixo, costuma sair gigante depois de uma vitória.

Uma partida em que prevalece o controle emocional. Quem errar menos, se dará melhor.


O clássico de amanhã: “Seria loucura pensar numa vitória certa ou fácil. A vitória terá de ser umedecida com o suor forte, épico”

Em foto do Superesportes, Cruzeiro 1 x 0 Atlético, em 1969, clássico com maior público da história (Foto: Arquivo/EM/D.A Press

A frase é do Nelson Rodrigues, utilizada pelo Fernando Rocha, na coluna dele que será publicada amanhã no Diário do Aço, de Ipatinga. Penso como o Nelson e sugiro da coluna do Fernando, que trás ótimas lembranças de clássicos passados:

* “Clássico diferente”

Mais um clássico centenário entre os dois maiores clubes do estado e eternos arquirrivais, será disputado hoje, no Mineirão, desta vez com um fato inédito.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez em sua história, o clássico que sempre arrasta multidões,  será bastante diferente, pois não terá torcida nas arquibancadas.

Dos 15 maiores públicos pagantes da história do Mineirão, nove foram em clássicos, desde o primeiro deles disputado  no dia 4 de maio de 1969, vencido pelo Cruzeiro por 1 x 0, que registrou a presença de 123.351 torcedores.

O último clássico, disputado no dia 7 de março do ano passado, com a presença de 53.205 torcedores, terminou com a vitória do Galo por 2 x 1.

Há controvérsias quando se trata de  quem mais venceu este clássico, cada um com a sua versão, mas em ambas as estatísticas, o Atlético venceu maior numero de vezes.

Respeito mútuo

A julgar pelos investimentos atuais feitos nas equipes e a fase  que atravessam, o Atlético pode ser considerado amplamente  favorito para vencer o clássico logo mais no Mineirão.

Mas, a história centenária deste confronto mostra inúmeros exemplos onde o favoritismo foi deixado de lado, ou não se confirmou dentro de campo.

O clima que antecede este jogo especial, acaba gerando uma atmosfera de respeito mútuo, que se reflete dentro de campo na atuação dos jogadores.

Craques e pernas de pau escreveram seus nomes, com atuações destacadas seja pelo lado bom ou ruim e serão sempre lembrados pelas duas maiores torcidas rivais do estado.

O genial Nelson Rodrigues escreveu sobre o “Fla-Flu”,  mais famoso clássico do futebol carioca, algo que se aplica também ao nosso: – Seria loucura pensar numa vitória certa ou fácil. A vitória terá de ser umedecida com o suor forte, épico. (Nelson Rodrigues)

FIM DE PAPO

·        No domingo, 2 de agosto de 1970, o antigo Mineirão, dividido ao meio pelas duas torcidas,  recebeu nada menos que 106.155 torcedores para mais um clássico entre Cruzeiro e Atlético, cuja renda espetacular atingiu na moeda da época Cr$ 456.675,00. O Cruzeiro, comandado por Ílton Chaves, era considerado franco favorito para vencer o jogo, pois tinha entre outros craques, Tostão, Piazza, Dirceu Lopes, Natal, Zé Carlos e o goleiro Raul.

·         O Atlético, que no ano seguinte ganharia seu único título de Campeão Brasileiro, ainda estava sendo formado por Telê Santana e não possuía grandes destaques. O poderoso e favorito  Cruzeiro fez 1 a 0 aos 35 do 1º tempo, através de Rodrigues, porém, logo em seguida, aos 41, Dario “Peito de Aço” empatou. Na segunda etapa, os jogadores do Galo  superaram a melhor qualidade técnica do adversário, com muita garra e raça, até que Dario fez o gol da vitória, aos 39 minutos, que deu o improvável título de campeão estadual daquele ano ao Galo.

·        No Campeonato Mineiro de 1981, as diretorias de Atlético e Cruzeiro combinaram que a renda dos clássicos seria do mandante. Para sacanear o rival, no turno o Atlético escalou os reservas contra o Cruzeiro, levando apenas 38.119 pagantes ao Mineirão, clássico que terminou empatado em 0 a 0. No returno, a diretoria celeste deu o troco e mandou os reservas a campo. Nem o técnico Didi foi para o banco, deixando seu auxiliar, Vicente Lage, o “Cento e Nove”, no seu lugar.

·        O Galo com seu time titular, que tinha entre outros o goleiro João Leite, zagueiros Osmar Guarneli e Luisinho, o meio-campista Heleno, além de  Éder Aleixo, o “bomba”, no ataque, era tido como franco favorito para vencer o clássico, que teve público de apenas  30.149 torcedores pagantes. Mas, para surpresa e espanto geral quem venceu por 1 x 0 foi o Cruzeiro, com um gol de Jacinto, atacante que havia se destacado pelo Ferroviário do Ceará, sendo então contratado Cruzeiro.

* Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga


Fosse um adversário mais qualificado, o América teria pagado caro pela displicência

Em foto da comunicação do América, Ribamar comemora o gol do empate do Coelho

O jogo estava no intervalo quando o Júlio Cesar Ramos fez comentário aqui no blog: “… É Chico, América perdeu o primeiro tempo do treino de luxo!…”. Zoava meu texto no post anterior, em que eu dizia que o Coelho faria um treino de luxo contra o Patrocinense. Parecia que os jogadores do América estavam com preguiça de treinar; jogar, nem pensar e o adversário jogando tudo o que podia. Tema para uma bronca do Lisca no time dele, que perdeu pontos preciosos em casa. No Brasileiro, pontos como estes significam muito, para cima e para baixo.

Thiago Reis, da Itatiaia também chiou: @thiagoreisbh “Pior jogo disparadoooooo do @AmericaMG

em 2021. Time parecia conformado em campo com a derrota dentro de casa para o Patrocinense até o gol de Ribamar…”

O twitter oficial do América cumprimentou de forma bem humorada o primeiro gol do Ribamar com a camisa americana: @AmericaMG “Claro que no #RibaDay, o atacante Ribamar tinha que marcar um gol!! O primeiro com a camisa do #Coelhão teve até comemoração com o chapéu do nosso fotografo!! BOA, RIBAMAR! QUE SEJA O PRIMEIRO DE MUITOS!!! #CoelhaoSerieA #PraCimaDelesCoelho #SomosSparta


América fechando a rodada, o “fenômeno” Caldense e a demissão do técnico pelo Athletic de São João

O demitido Cícero Júnior, em foto de Fernanda Trindade/Athletic Club/São João del-Rei

América e Clube Atlético Patrocinense jogam às 17 horas no Independência, concluindo a 8ª rodada do Mineiro. Lisca aproveita mais este treino de luxo para testar formações e estratégias visando o Brasileiro da Série A que começa mês que vem. O Coelho é vice-líder, 15 pontos, com o Cruzeiro no cangote, com 14. O Patrocinense, com 8, luta contra o rebaixamento, já que está em 10º, com Coimbra, 5, e Boa, 4, os lanternas, ameaçando.

Boa e Tombense jogariam em Varginha, mas o jogo foi adiado para o dia 14, já que o Tombense jogou ontem pela Copa do Brasil. O ex-Ituiutaba, que nos últimos anos se tornou um dos fortes do interior, dificilmente escapa da degola este ano. O Tombense com 10 pontos, tende a ficar no meio tabela na classificação final, mas ainda com chances de brigar por vaga na fase decisiva.

O Athletic demitiu o técnico Cícero Junior, após a derrota em casa,(Estádio Joaquim Portugal em São João del-Rei), ontem, para a URT, por 1 a 0. Deve ter ocorrido algum desentendimento entre ele e diretoria, já que a missão dele neste campeonato estava quase cumprida, que era manter o time na primeira divisão estadual, o que não é fácil para quem sobe da segundona no ano anterior. Pode ter sido um erro fatal, já que o time tem 9 pontos e caso essa mudança não seja bem assimilada pelo grupo, pode despencar.

Mas interessante mesmo é a situação da Caldense. Ganhou enorme destaque por ter vencido Atlético, Cruzeiro e América na mesma temporada, mas perdeu em casa para o Uberlândia, 1 x 2, que vinha muito mal e tomou de 3 a 1 duas vezes, do Pouso Alegre e da URT, além de empatar com o Tombense, 1 x 1, e Patrocinense, 0 x 0. Ou seja: um leão contra os três da capital e um gatinho contra os concorrentes de nível semelhante.

Por isso é que qualquer avaliação de força ou fragilidade do Galo, Raposa e Coelho no estadual merece ser feita com mais cuidado. Os menores dobram os esforços em campo contra eles, já que seus jogadores sabem que a única chance de ganharem visibilidade na imprensa é contra os três. Depois, voltam à normalidade, que quase sempre é ruim.


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