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Festa da torcida brasileira ao saber do fracasso da Alemanha

Na chegada ao estádio do Spartak, brasileiros e sérvios ficavam sabendo que a Alemanha tinha sido eliminada na primeira fase da Copa e comemoravam. Os brasileiros gritavam “chupa Alemanha”.

Eu lamento a saída precoce deles, mas, como disse o próprio técnico Joachim Low, não fizeram por merecer. Uma surpreendente péssima Copa, o que não é novidade para uma campeã do mundo que tenta defender seu título da edição anterior. Em 2002 a França fez pior. Chegou com a pompa de todo campeão do mundo, derrotando o Brasil por 3 a 0 na final e foi eliminada na primeira fase, sem marcar um gol sequer, depois de perder para Senegal (1 a 0) e Dinamarca (2 a 0) e empatar com o Uruguai (0 a 0). Outra quwe chegou cotada como favorita e deu vexame foi a Argentina, que venceu a Nigéria (1 a 0)mas perdeu para a Inglaterra (1 a 0), empatou com a Suécia (1 a 1 ) e voltou para casa.


Inspirado no exemplo da Alemanha, Brasil correu muito, fez bom jogo e não deu espaço para ser supreendido

Foto do Eugênio Sávio, que registrou o exato momento do toque do Paulinho para fazer Brasil 1 a 0 na Sérvia.

Assim como todo mundo os jogadores da seleção brasileira foram surpreendidos pela notícia da eliminação da Alemanha, minutos antes de o jogo começar no estádio do Spartak, em Moscou. Certamente isso mexeu com a cabeça da rapaziada que deve ter pensado: não se ganha só com o nome. E todos correram muito para não serem surpreendidos pela Sérvia.

Foi a melhor partida da seleção até aqui, contra um adversário cheio de bons jogadores e muito bom taticamente. Venceu o jogo coletivo em que até Neymar foi bem nisso, sem individualismo exacerbado, jogando para o time, como tem que ser. Parece que a enxurrada de críticas contra este grave defeito dele surtiram efeito positivo. E nem se lembrou de cair à toa. O único tombo foi pra valer, depois de uma porrada forte pela esquerda.

Agora é o México, segunda-feira, 11 horas, do Brasil, em Samara. O adversário venceu a Alemanha na estreia de ambas as seleções na Copa. Time dirigido pelo colombiano Carlos Osório, bom treinador, que trocou o São Paulo pela seleção mexicana.


A comida boa e barata dos “PFs” dos estádios

Ontem, em São Petesburgo, enquanto via aquela marmelada de França x Dinamarca, mandava para o papo uma salada e esta massa no centro de imprensa do estádio, pouco antes de Argentina x Nigéria, por 503 rublos (mais ou menos R$ 29,00), incluindo a Coca-Cola. Como se fosse um “PF” (prato feito) do dia a dia.

Normalmente os preços nestes restaurantes para a imprensa em Copa do Mundo ou Olimpíada são caros, mas aqui na Rússia, não.

Certamente os mais baratos destes eventos que já cobri.

Essa é uma das atrações a mais antes dos jogos nos centros de imprensa dos estádios. Pelo menos três opções de pratos diferentes no restaurante a cada jogo. O melhor que experimentei até agora foi o strogonoff, invenção deles, lá de São Petesburgo. Comi na primeira rodada, em Moscou, onde estou agora, indo para o estádio do Spartak, para Brasil x Sérvia.


Segundo o narrador da TV o braço não faz parte do corpo…

* Por Marcos Caldeira, do Trem itabirano:

“ARGENTINA CHOROU SANGUE EM SÃO PETERSBURGO,

MAS ESTÁ CLASSIFICADA E ENFRENTARÁ A FRANÇA”

(Messi, com sua barba de Vang Gogh, continua na copa)

A Argentina começou o jogo contra a Nigéria em último lugar no grupo, liderado pela classificada e tranquila Croácia, que, ao mesmo tempo, enfrentava a Islândia, esta a fim de abocanhar a vaga até então de posse dos africanos. Messi fez 1 a 0 e recolheu a classificação para seu país. A seguir chutou bola na trave, em cobrança de falta, e foi só. A Argentina consumiu o resto do primeiro tempo no lesco-lesco e desceu aos vestiários feliz. Segundo tempo. Se a Nigéria empatar, toma a vaga dos hermanos. A Islândia deseja enfiar gol na Croácia para que seja ela a sorrir no final. Logo aos cinco minutos, o experiente Mascherano segurou tolamente um africano, em cobrança de escanteio, e bola na cal. Pênalti e gol, a Nigéria enfiou a mão no bolso da blusa do irrequieto Maradona e pegou de volta a classificação. Pouco depois, a Croácia fez 1 a 0 e, mais adiante, a Islândia empatou, mas a situação está muito preta para Nigéria e Argentina, não dá para prestar atenção na outra partida. A seleção da pátria de Evita Perón se perdeu nos nervos, até Messi errava passe. Está saindo na primeira fase – é tragédia com pitadas de vexame. O tempo passa, 25 minutos e nada de bola na rede. Para piorar, a Nigéria ataca perigosamente. Trinta e dois minutos: os argentinos pressionam, mas não conseguem criar boa chance. Trinta e dois minutos do segundo tempo é o momento em que todo torcedor do mundo diz: “Puta que pariu, o jogo vai acabar daqui a pouquinho”. A situação vai piorando. Os imperadores do lugar-comum falam em tango. Messi telefonou para seu velho companheiro Iniesta, disse que sentia falta do espanhol e tentou convencê-lo a se naturalizar e vir correndo ajudá-lo. Ouviu que não dá tempo para os trâmites burocráticos. Trinta e quatro, Higuaín é boludo, 37, 38, gol não sai, 1 a 1, Argentina dando adeus, todos os ponteiros dos relógios de Buenos Aires se transformaram em ventiladores de teto, 39, 40 e alguns segundos. Mercado (agora, sim, a direita argentina o endeusará com força) cruzou na área e o zagueiro Faustino Marcos Alberto Rojo emendou: gol, gritado pelos narradores portenhos com 1345 ós. Messi, com sua barba de Vincent Van Gogh, subiu nas costas do salvador e o abraçou como se quem o carregava fosse maior jogador do mundo – e era, naquele momento era. O estádio enlouqueceu, os nigerianos desabaram, Mascherano chorou sangue. Fortalecida, a Argentina enfrentará a França na próxima fase.

DOIS RELÓGIOS NO BRAÇO DE MARADONA: EXPLICAÇÃO

Homenagem ao argentino Ernesto Guevara de la Serna, que fez em Cuba aquilo tudo que você sabe e que, nos matos, usava dois marcadores de tempo. Chê e Messi nasceram na mesma Rosário.

HERESIA NA CAMISA DA FRANÇA: GALOS AZUIS

França, 0; Dinamarca, 0. Ambas classificadas e jogo de pouca emoção. A televisão mostrou na grade do estádio Lujniki três bandeiras com escudo do Atlético. Alegria no sofá em Itabira. A televisão cortou para o campo e exibiu em close uma heresia: camisa da França com galo azul. Galo azul é visão alighierina (para variar de dantesca). Diante daquele famoso portão, os dois poetas se puseram a ler: “Abandonai toda a esperança, ó vós que entrais. Por mim se vai à cidade das dores, povoada por galos azuis”. Essa informação após a segunda vírgula não se encontra em nenhuma edição de “A Divina Comédia”, está num documento perdido em Florença, carecendo de ser encontrado.

JOGUEI COM ELE NO TIME TAL

O ex-jogador Roger Flores, comentarista da TV Globo, adora dizer que foi companheiro de atletas em campo. Repetiu hoje sobre o argentino Mascherano: “Joguei com ele no Corinthians”. Jeito camuflado de dizer: “Não sou tão velho”.

BRAÇO NÃO É CORPO?

No jogo de hoje, franceses pediram um pênalti no primeiro tempo. O narrador da TV disse que não foi e explicou: “A bola bateu no corpo do dinamarquês e depois rolou pelo seu braço”. E eu pensava que braço também era corpo…

DEIXAR A FESTA ANTES DA MEIA-NOITE

Jogadores eliminados voltam para casa. Nas mãos, mochilas e tchauzinho ao entrarem para os ônibus que os levarão ao aeroporto. O melhor da festa está por vir, será depois da meia-noite, mas alguns convidados tiveram de deixá-la antes das 22h30.

REFLEXÃO COLATERAL A PARTIR DO CASO NEYMAR

É verdade, muitos pobres morrem de inveja de ricos e danam a caluniá-los, injuriá-los e difamá-los. Mas também é verdade que muito rico canalha, quando criticado corretamente, com argumentos sólidos, às vezes irretorquíveis, foge de dar explicações, agarrando-se no simplismo de que quem o criticou o fez por inveja.

O TREM ITABIRANO

* Por Marcos Caldeira – O TREM ITABIRANO

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Torcida, Messi e Rojo fizeram a diferença para a Argentina, que agora pega a França

Em foto do Eugênio Sávio, Messi comemora o primeiro gol da Argentina, que passou no sufoco e agora encara a França, sábado.

Vi de perto o sofrimento argentino para essa classificação suadíssima contra a boa e perigosa Nigéria. Estádio de São Petesburgo lotado e a apaixonada torcida empurrando este time pouco confiável do Sampaoli, mas que tem Messi. A FIFA o elegeu o melhor do jogo, mas colegas da imprensa argentina discordam e escolheram Marcos Rojo “pelo gol”.  A defesa deles continua comprometendo e vamos ver como vai se comportar contra a França, nas oitavas de final.


Árbitro de Vídeo continua dando o que falar, mas está legal

E o aperto que a Espanha passou contra o eliminado Marrocos? Contou com uma ajuda formidável do tal árbitro de vídeo, o que levanta suspeitas: seria interessante ter a Espanha de volta pra casa antes das oitavas de final?

Portugal também foi sacaneado. Aquele pênalti marcado a favor do Irã foi uma sacanagem sem tamanho. O cara estava de lado, meio de costas quando a bola escorreu sobre o braço dele. E tirou o primeiro lugar de Portugal no grupo. Vai encarar o Uruguai, melhor sul-americano até agora com 100% de aproveitamento. A Espanha, a Rússia, que apesar de ser a anfitriã, tem um time fraco.


O choro de verdade dos iranianos

A Copa proporciona cenas que entram pra história, para ser contadas pelo resto da vida. O choro, de emoções verdadeiras dos iranianos por causa da eliminação foi algo raríssimo no futebol atual, em extinção.


A Argentina e o exemplo italiano

Torcedores argentinos dentro do metrô, na ida para o estádio em São Petesburgo, antes do jogo decisivo contra a Nigéria. Apreensivos e cabisbaixos, totalmente diferente do normal deles, que fazem grandes festas antes de todos os jogos.

Toda vez que vejo uma seleção em crise dentro e fora de campo, em apuro absoluto, pressão total, de todos os lados, me lembro da seleção da Itália em 1982. Briga entre jogadores, comissão técnica, dirigentes e principalmente imprensa, além de estar jogando mal.

Foi enfrentar o Brasil, maior favorito ao título pela bola que estava jogando. Eram “favas contadas”, e deu no que deu. A Itália se uniu na hora dos vamos ver e foi campeã do mundo naquela Copa.

Caso a Argentina passe às oitavas, hoje, contra a Nigéria, o time e o país vão se unir. Aí, tudo poderá acontecer.


Acabou aquela história de “escola sul-americana”, “escola europeia”. Misturou tudo!

A diferença agora é somente na qualidade individual de cada jogador e o que ele tem de diferencial, como um chute desses do Quaresma, por exemplo, no gol de Portugal contra o Iran.

O estilo de jogo se globalizou há muito tempo, mais intensamente a partir da Copa de 1990, na Itália, quando o “futebol de resultados” entrou em campo de forma definitiva, com a importação de brasileiros e craques do mundo inteiro por clubes da Europa. Antes eles levavam os nossos times para os famosos “torneios de verão” na pré-temporada deles. Foram assimilando nossas formas de jogar e depois passaram a levar os nossos melhores jogadores, às pencas. Atualmente é como se levassem os ovos das aves mais atrativas para chocarem nos viveiros deles. Lionel Messi é o melhor exemplo. Levado aos 12 anos pelo Barcelona. Com quem o Messi tem mais afinidade? Com o futebol sul-americano ou europeu?

Acabou aquela história de “escola brasileira, “escola argentina”, “escola uruguaia”, “escola europeia”. Misturou tudo, e aí cabe a frase do Tim Maia, em que “tudo é tudo e nada é nada”. Peguem as 32 seleções que estão aqui. Em qualquer jogo (com exceções, de países que não figuram no mapa competitivo do futebol) a quase totalidade dos dois times em campo e seus respectivos bancos, jogam em algum clube europeu.


A consagração do estilo Mano Menezes na Copa da Rússia

Paulo Galvão (Estado de Minas), Josias Pereira (O Tempo/SuperFC) e este que vos “fala”, no Estádio Luzhniki em Moscou. Muricy Ramalho, que está aqui comentando para o Sportv, diz a mesma coisa que a maioria da imprensa. E o que escrevemos aqui esta semana: o negócio hoje é apostar numa bola, num erro do adversário e “golear” por 1 a 0. Não é o bom espetáculo, mas é o que garante o emprego dos treinadores e os três pontos, que acabam gerando títulos. O jornalista Josias Pereira, do O Tempo, observou que esta Copa está consagrando as opções táticas do Mano Menezes, para o alcance de objetivos. Muita gente não gosta, mas a realidade é essa. Paulo Galvão, que cobre o Cruzeiro, para o Estado de Minas, também vê assim. Tem sido assunto de nossas resenhas durante o trabalho aqui.


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