Blog do Chico Maia

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Erros, desatenções e as mesmas reclamações que se repetem enquanto o Galo empaca na tabela

Foto: Bruno Cantini/Atlético

Duas twittadas de dois jornalistas da nova safra da imprensa mineira definiram bem a segunda derrota consecutiva do Atlético no Brasileiro. Vinicius Grissi‏, da 98FM escreveu no twitter: @ViniciusGrissi

“Vitória justa do Sport que jogou melhor por mais tempo na Ilha. Atlético não pode virar um jogo duro como esse e ceder a virada como fez. Faltou concentração.”

E Frederico Ribeiro, do Hoje em Dia apresentou alguns números da desantenção‏: @Fredfrm

“20’/2ºT – Sport 1×2 Atlético

22’/2ºT – Sport 2×2 Atlético

26’/2ºT – Sport 3×2 Atlético”

A ciranda continua. Uma falha individual aqui, uma desatenção ali, jogador dá entrevista depois da derrota dizendo que o time está de “parabéns” pela luta e assim vai.

Aí vem o diretor de futebol com mais reclamações contra a arbitragem.


A “Lei de Gérson” e o caráter nacional

Domingo, 26/05, 9h30, fila quilométrica e dificuldade para abastecimento em posto da Av. Antônio Olinto –Editorial do jornal Sete Dias, de Sete Lagoas:

* Além de completar a desmoralização desse governo o movimento dos caminhoneiros (muito justo, diga-se) trouxe outro benefício ao país: lembrar a “Lei de Gérson e repensar o caráter nacional. Essa “lei” surgiu de uma campanha publicitária dos anos 1970, do cigarro Vila Rica, em que o jogador Gérson, destaque na conquista da Copa do Mundo de 1970, dizia que gostava de levar vantagem em tudo, por isso comprava a tal marca de cigarro. Atualmente comentarista esportivo, até hoje Gérson vive se explicando, mas o caráter nacional continua o mesmo. Grande parte dos brasileiros, possivelmente a maioria, só pensa em si; o semelhante que se dane.

O jornalista Henrique André, do jornal Hoje em Dia, escreveu no twitter dele, terça-feira, @ohenriqueandre: “Impressionado com as filas quilométricas formadas para abastecer. Mais ainda com as tarifas do @Uber_Brasil, que se aproveita da greve para faturar. Minha corrida, que daria R$ 12 reais, deu R$ 32. E sabe o detalhe? O carro era movido a gás. Brasil-sil-sil-sil!”.

Nos postos Vila, dos dois lados da BR-040 no trecho entre Sete Lagoas e Belo Horizonte, na divisa dos municípios de Esmeraldas e Pedro Leopoldo, a direção da empresa e a polícia proibiram a venda de combustíveis em vasilhames, porque espertalhões estavam adquirindo um galão por R$ 24 e revendo nas próprias filas de abastecimento a R$ 50.

No anonimato das redes sociais, em meio a tanto lixo, costuma-se aproveitar coisas boas, como este texto, entitulado “Para refletir”, que realmente merece reflexão: “Japão: após o tsunami, a população comprava o estritamente necessário para não prejudicar o próximo.
EUA: após o estrago do furacão Katrina, o comércio vendia bens a preço de custo para ajudar a população.
França: depois dos atentados terroristas, os táxis faziam corridas grátis para a população.
Brasil: durante a greve dos caminhoneiros, comerciantes vendiam gasolina a R$9,99/l; a batata foi reajustada em 300% e a alface foi vendida a quase R$7,00. O botijão de gás passou de R$ 65,00 para  R$ 130,00. O nosso problema não é apenas culpa dos políticos. Eles são o reflexo da nossa sociedade. Precisamos mudar!!!”

É isso aí!

Editorial do jornal Sete Dias, de Sete Lagoas


Jogo aberto, bom de se ver, mas primeira derrota do América em casa, para o único invicto do campeonato

Atacante Ademir fez a estreia com a camisa do América – Foto: Mourão Panda/América

Hoje não foi dia do América, que quis se impor em casa mas foi superado pela melhor qualidade do São Paulo. Tanto que foi um jogo totalmente aberto, bom de se ver, com os dois times buscando a vitória. Ao sair na frente, por intermédio do Diego Souza, o time paulista fez o Coelho correr mais e empatar. A empolgação foi tanta que parecia até que ia empatar. O ritmo continuou intenso e aí prevaleceu a melhor qualidade individual do elenco são-paulino, que ampliou e depois ainda fez o terceiro gol, de novo com Nenê.

Os americanos estão reclamando que não teria sido pênalti no segundo gol do São Paulo. Vamos ver se a diretoria vai berrar que este é “o velho futebol brasileiro”, como fez no Campeonato Mineiro.

A ficha do jogo: (mais…)


Fórmula do Mano Menezes continua funcionando e o Cruzeiro começa a se aproximar do topo também no Brasileiro

O jogo foi muito bom. O Santos caiu na arapuca armada pelo Mano Menezes, de atrair o adversário e sair nos contra ataques. Alguém pode dizer que a arma é manjada, tudo bem! Mas neutralizá-la é que são elas. Nem com toda a força do locutor da TV, torcendo escancaradamente para o Santos.

E nessa toada, o Cruzeiro vai se credenciando à briga pelo título em todas as competições do ano. O time todo foi bem, com destaque para a condição física. Mesmo enfrentando um adversário cuja idade média é bem inferior.

A paciência da torcida santista vai se esgotando com o técnico Jair Ventura, tido como a grande revelação dos últimos anos, pelo bom trabalho no Botafogo. Com mais estrutura no time paulista, esperava-se bem mais dele. Foi mal no paulista e está em 16º no Brasileiro, com seis pontos, lutando pra não entrar na zona do rebaixamento.

Duro mesmo foi ter de aguentar as interrupções da transmissão da Globo, que mostrou várias vezes os preparativos da seleção para o embarque para a Copa. Até o avião pegar voo. Uma coisa estranha, antiga, que pensei que não se usasse mais. Ufanismo fora de moda. Até parecia que eram soldados indo pra uma guerra!

Como diria o grande Mestre Rogério Perez: “menos gente; bem menos!”.

Agradeço ao Alexa Souza pelo complemento do comentário sobre este 1 a 0:

* “Acho maravilhoso quando a turma fala que jogadores como Gabigol são craques. Antes dele, no Santos, era o Lucas Limas, agora no Palmeiras. Não que sejam ruins; longe disso. A badalação e a bajulação que os segue, como segue todo jovem valor que aparece no Santos, é um negócio brutalmente equivocado. É um tal de sucessor do Robinho pra cá, um tal de sucessor do Neymar pra lá. Bom para os adversários. (mais…)


A história se repete com o Galo: joga bem, manda no jogo, mas perde de novo

A maior frustração numa derrota como essa do Atlético é a constatação de que falta muito pouco para que as coisas se ajeitem, mas a sensação é que este “muito pouco” não chegará. Ou, se chegar, poderá ser tarde, já que as rodadas vão passando e o time desperdiça oportunidades de se consolidar no topo.

Mandou na partida quase o tempo todo, obrigou o goleiro Diego  a fazer ótimas defesas, pressionou, mas . . . em um único vacilo, perdeu de 1 a 0. Aliás, um vacilo que pode ser contado como três. Para quê nove jogadores na área do Flamengo em uma cobrança de corner, aos 34 minutos do segundo tempo? Porquê o lateral direito Emerson, ao invés de um dos zagueiros, ficar como único defensor de prontidão em caso de um contra ataque? Porque o Marcelo não atrasou a bola ou deu um bico pro lado ao perceber a chegada do Vinícius Júnior? Foi o famoso “gol bobo”, numa das pouquíssimas chances claras do Flamengo.

A esperança é que a diretoria consiga atender ao técnico Thiago Larghi que quer, pelo menos, três reforços para deixar o time competitivo na parte de cima da tabela.


América faz campanha por carona no domingo e Palmeiras dança em casa

Muito legal a iniciativa do América de sugerir que seus torcedores sejam solidários e dêem carona para quem quiser ir ao Independência ver o time contra o São Paulo.

Tão legal quanto a defesa do goleiro Magrão, aos 47 minutos do segundo tempo, pegando pênalti e garantindo a vitória de 3 a 2 do Sport sobre o Palmeiras, na casa palmeirense.


Com frangos e sem “fair play”, mais um título do Real Madri, porém, merecido!

O twittetr Goleada Info‏ @goleada_info decretou depois do primeiro gol: “Esse certamente é o gol mais louco que você já viu numa final de Champions League!”

Depois do jogo, o correspodente do SBT na Europa, Sérgio Utsch, escreveu, direto de Londres: “ @utsch: Torcida do Liverpool aplaude Karius. Apóia o goleiro. Que cena maravilhosa.”

***

Torci para o Liverpool. Mas sabia que vencer o Real Madri seria quase impossível, por causa da maior quantidade de craques acima da média do time espanhol. O jogo estava até equilibrado. A falha do goleiro Karius no gol do Benzema era “o de menos”, principalmente porque o Mane empatou logo depois. O grande problema foi o segundo gol do Real. Como se precaver contra uma bicicleta daquela distância e de uma bola entrando na gaveta? Aí está a diferença de um time que tem vários craques acima da média para qualquer adversário, ainda que seja um ótimo adversário. Lembremo-nos que o cruzamento foi feito pelo Marcelo, melhor lateral do  mundo. Até outro dia, Bale, o dono da bicicleta era o jogador da transação mais cara do futebol mundial.

Mas o vilão maior de mais um título do Real Madri é o goleiro Karius, coitado. Errou feio nos dois gols, mas tem defesa: no primeiro, abusou da ansiedade, de querer repor rápido a bola e tentar o contra ataque. Dançou! No segundo, quase a mesma coisa. Bola tranqüila, era só pegar e repor rápido. Só que a pressa o derrotou de novo e um frango histórico se consumou.

Acontece! Mas se trata de um ótimo goleiro, bancado pelo técnico Jurgen Klopp, também alemão, que o elogiou três meses atrás, depois de um 2 a 0 sobre o Newcastle pela Liga inglesa: “Foi melhor que eles tivessem aquele chute porque, se não tivessem, ninguém estaria falando sobre o nosso goleiro. Essa defesa foi como marcar um gol. Se ele não fosse um bom goleiro, eu seria o maior idiota do mundo para colocá-lo na formação. Ele é um goleiro proeminente e qualificado. Seu começo não foi tão bom, mas na nossa vida é assim. Ele precisava de tempo e precisava de treinamento”.

Outro vilão eleito pela imprensa foi o zagueiro Sérgio Ramos, que tirou o egípcio Salah de campo, num golpe de judô.

Ele foi sacana sim, com requintes de covardia, mas não foi o primeiro e nem será o último a usar de métodos sujos para tirar de campo um adversário fundamental. Machuca àqueles que defendem e acreditam no “fair play”, mas enquanto isso o Real levanta mais uma taça!

O portal Terra Futebol‏ mostrou como anda a barra do zagueiro malvado do Real: @FutebolTerra : “Sérgio Ramos tira Salah de campo e gera revolta nas redes”. 

Só espero que o Salah contrarie as previsões inciais e consiga sara o ombro e disputar a Copa da Rússia.

Salah no momento do golpe do Sérgio Ramos.


Apesar de tudo, tem Galo x Flamengo e rodada completa do Brasileiro. Coisa de “cabeças cozidas”!

A inversão de valores chegou a um ponto em que o ser humano é o que menos importa. Nem falo da violência absurda que toma conta do planeta, aqui, principalmente, mas do dia a dia, daquilo que deveria ser o óbvio, o normal. Não existe mais respeito ao senso comum, ao que a maioria da população pensa. Àquilo que antigamente era chamado de “opinião pública”. Agora, a pública e a publicada nada valem.

Os governos não tomam conhecimento se a vida do cidadão vai melhorar ou piorar se ele não tomar certas medidas ou deixar a coisa desandar. Esta greve dos caminhoneiros, por exemplo. É questão de sobrevivência. Como o camarada vai conseguir tocar a vida dele, pagando para trabalhar? Se o preço do diesel e da gasolina foi represado durante anos, erradamente, também não poderia subir quase toda semana no ritmo alucinado adotado pelos atuais ocupantes do poder. Questão de raciocínio lógico.

Aí entramos em nossa seara, o futebol. Com o país quase parado, por falta de combustíveis, a CBF mantém a rodada do Brasileiro. Idiotamente alega que as companhias aéreas garantem os vôos das delegações. Mas e o que deveria ser o principal? A razão de ser deste esporte que é o torcedor, o “besta”, que paga toda a conta!

Estes dirigentes imbecis não tomam conhecimento se haverá transporte para aquele que quer ir ver o espetáculo.

Atlético e Flamengo, por exemplo, não é uma pelada de amigos do Bairro Horto, para atrair apenas a vizinhança, que pode ir a pé. Os bairros distantes da capital mineira, milhares de pessoas do interior de Minas, do Rio e outros estados não contam? Sem falar naqueles que precisam trabalhar no jogo: imprensa de várias cidades distantes, segurança, polícias, serviços médicos e etecetera e tal.

Os dias atuais são de racionamento geral de combustíveis, para garantir os serviços básicos da população, que precisa ter a coleta de lixo, ônibus, táxis, aplicativos, ambulâncias, rabecões, carros fúnebres, e por aí vai.

A CBF e os clubes não estão nem aí para a presença de torcidas nos estádios porque acredita que só o dinheiro da TV basta para pagar a conta toda. Se esquecem que este desprezo pelo torcedor de raiz provoca um paulatino desânimo em torno do produto, que vai se enfraquecendo. O futebol enfrenta atualmente a concorrência de outros incontáveis atrativos para crianças, jovens, adultos e mais velhos, que vão dividindo este bolo. A audiência de um jogo de futebol na TV vem caindo, apesar de ser, ainda, o melhor filet.

A cartolagem também não leva em conta que a qualidade técnica do Campeonato Brasileiro está muito baixa em relação ao internacional. Na tarde de hoje teremos a final da Champions, cheia de craques de verdade. Mais tarde o torcedor liga a TV pra assistir partidas da segunda, terceira e quarta divisões do futebol mundial.

Pra complicar mais ainda, Atlético e Flamengo jogam no pior dia e horário possíveis para quem gosta de futebol. É pra espantar mesmo até os mais apaixonados.


América ficou no “quase”, mas fez uma boa partida contra o Palmeiras

O América fez um jogo inteligente contra o Palmeiras em São Paulo. Saiu na frente, através do Serginho, deu uma recuada estratégica mas acabou tomando o empate que o eliminou da Copa do Brasil.

Partida equilibrada, em que prevaleceu a quantidade dos talentos individuais do time paulista.


Classificado em primeiro no grupo, Cruzeiro fica sabendo dia 4 quem será o próximo adversário na Libertadores

Cruzeiro e Racing fizeram um grande jogo, concluindo a fase de grupos e terminando em primeiro deste grupo 5. Partida foi mais difícil do que se esperava e o time argentino confirmou que também é candidato a voos mais altos na competição.

Detalhes e comentário, do Alex Souza, especial para o blog, a quem agradecemos:

* “Jogo disputadíssimo pela necessidade de vitória dos dois times. O Cruzeiro, depois de um começo arrasador, foi cedendo espaços ao time argentino, que por pouco não empatou. O time azul voltou a crescer ofensivamente e teve a chance de liquidar o jogo em duas ocasiões, no fim do 1º tempo, quando De Arrascaeta perdeu duas chances claras. No tempo final o Racing rondou a área, mas não conseguiu chegar com grande perigo, salvo em cabeçada de Centurion bem defendida por Fábio. O Cruzeiro se retraiu e contra-atacou com perigo chegando a perder chances perigosas com Sassá, Raniel e Léo…” (mais…)


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