Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Dispensa antecipada do Marcelo Oliveira foi mais simples do que todos os especuladores disseram

MO

Ao contrário do que andou sendo especulado não houve nenhuma confusão no intervalo ou depois de Atlético 1 x 3 Grêmio no jogo de quarta passada no Mineirão. Muita gente andou dizendo que um quiproquó do gênero teria sido o motivo da dispensa imediata do Marcelo Oliveira antes do jogo da volta e faltando duas rodadas para o fim do Brasileiro.

Também andaram dizendo que o presidente Daniel Nepomuceno quis criar um “fato novo”, que motivasse de forma especial os jogadores, um “choque” no grupo, de acordo com alguns chutadores mais fortes. Bobagens ao vento e chutes no atacado e varejo.

Nepomuceno quis simplificar e agilizar visando 2017. Como já estava decidido que o treinador não ficaria para a próxima temporada, independentemente da conquista ou não da Copa do Brasil, o melhor seria abrir logo o caminho para a contratação do comandante para o ano que vem. O presidente garante que não conversa e nem conversaria com outro treinador com alguém no cargo. Também que já está sondando possíveis contratações e precisa trocar ideias sobre estes nomes com o futuro treinador, que não seria Marcelo. Por isso, o a dispensa e agradecimento ao Oliveira no dia seguinte à derrota para o Grêmio.


Enquete do Duke pra descontrair a 2a-feira: um Coelho, uma Raposa ou um Galo? Quem você salvaria primeiro?

DUKE

No Super Notícia, ontem. Inspirado na Fátima Bernardes!

É rir para não chorar com este desfecho da temporada para os mineiros


Caso o interino Diogo Giacomini entregue as camisas certas para os jogadores certos, até acredito no sucesso do Galo no jogo em Porto Alegre

CAM

Em foto do Rafael Araújo, o abraço de Hyuri em Diogo Giacomini na comemoração do gol contra o São Paulo

***

Reta final de campeonato sem motivos para comemorações do futebol mineiro. O Atlético pensando no jogo da volta pela Copa do Brasil contra o Grêmio em Porto Alegre. Time reserva contra o São Paulo; o Cruzeiro cumprindo tabela contra o desesperado Inter na capital gaúcha e o América rebaixado, tentando pelo menos escapar da última colocação, numa disputa particular com o Santa Cruz. Ficou no 2 a 2 com o Sport no Independência, ontem.

Em jogo muito fraco o Galo saiu na frente, o São Paulo partiu pra cima, empatou e perdeu duas grandes oportunidades de virar, ainda no primeiro tempo. Os times voltaram ao gramado para a segunda etapa mas deixaram o futebol e a vontade nos vestiários. Se arrastaram até aos 45 minutos, quando Patric colaborou para mais um gol dos paulistas. Fez a falta que o Maicon bateu com perfeição no empate e perdeu a bola no campo ofensivo que originou a virada. Logo em seguida o paraense Dewson Fernando Freitas da Silva, apitou o fim despedida melancólica alvinegra em Belo Horizonte na atual temporada.

 

Entrega de camisas

Haja paciência para aguentar questionamentos ao técnico interino do Atlético Diogo Giacomini sobre questões táticas e mudanças na forma de jogar tanto no jogo contra o São Paulo quanto contra o Grêmio. Não dá tempo para nada, nem se ele quisesse. Caso ele entregue as camisas certas para os jogadores certos, até acredito no sucesso do time no jogo em Porto Alegre.

 

Foi mal

Terminar o campeonato em quarto lugar com um grupo de jogadores desse porte é difícil de engolir. Talvez se tivesse chegado para montar o time, com jogadores operários e ainda sem consagração, Marcelo Oliveira poderia ter feito melhor trabalho no Atlético. O Galo corre o sério risco de terminar o ano sem conquistar nenhum título, mesmo com este investimento altíssimo que fez.


Com tantas grandes chances perdidas Cruzeiro deu fôlego ao Inter na luta contra a degola

cruinter

Mano Menezes exagerou nas reclamações contra o árbitro paulista Marcelo Aparecido de Souza e foi expulso. Bem colocado, o apitador viu que no lance que originou os xingamentos cruzeirenses a bola pegou no rosto do meia Alex e não na mão. Depois do jogo o técnico viu o reprise do lance e constatou que a arbitragem estava certa e pediu desculpas na entrevista coletiva.

O Cruzeiro pagou pelas oportunidades desperdiçadas, principalmente no primeiro tempo, quando foi superior ao Internacional. A bola parecia queimar nos pés dos gaúchos, pressionados a vencer, nessa disputa com o Vitória para deixar a última vaga da degola com o time baiano. Robinho e Ábila deixaram escapar oportunidades incríveis.


Cuca mereceu!

PAL

Com uma rodada de antecedência o Palmeiras sagrou-se campeão brasileiro, com um time comum, operário, sem grandes estrelas, mas escorado no estilo de jogo característico das equipes comandas pelo Cuca: marcação forte, velocidade e contra ataques. Um grande treinador.

E bem lembrado pelo 

“Parabéns ao competente Alexandre Mattos. Em 4 anos, 4 títulos nacionais. 3 Brasileiros e 1 Copa do Brasil. Merece”

 

 


Reflexos da fracassada passagem do Marcelo Oliveira como técnico do Atlético

CAMPAL

Fred, único da prateleira de cima do Galo em campo hoje pelo Brasileiro

***

A sempre ótima coluna do Fernando Rocha, hoje, no Diário do Aço, de Ipatinga:

* “Em campo”

A falta de planejamento e desorganização do Atlético, abordados numa entrevista coletiva por um de seus principais jogadores , Rafael Carioca, – precisou de um jogador de futebol falar a verdade -, se refletem nesta penúltima rodada do Brasileirão.

Ainda com chances reais para chegar ao G-3, caso vença o São Paulo e o Flamengo perca para o Santos, mesmo assim irá colocar em campo hoje um time totalmente reserva para enfrentar o São Paulo, no Independência, quando deveria escalar força máxima para tentar a vaga direto na fase de grupos da Libertadores, já que através da Copa do Brasil virou algo improvável.

Aliás, não é só o Galo que demitiu o seu treinador ( demorou a tomar essa decisão) durante a última semana, pois o São Paulo  também trocou Ricardo Gomes pelo ainda ídolo da sua torcida, Rogério Ceni, uma medida de alto risco, considerando que o ex-goleiro ainda não dirigiu sequer um time de botões.

No Galo, o interino Diogo Giacomini, técnico da categoria de base, vai comandar o time, com todas as atenções voltadas  para a decisão com o Grêmio na próxima quarta-feira, em Porto Alegre,  na esperança de um novo milagre.

A saída de Marcelo Oliveira, que já não tinha o controle do grupo faz tempo, gerou uma situação inusitada, onde a diretoria transfere aos jogadores toda a responsabilidade de reverter a larga vantagem dos gaúchos, que podem perder até por um gol de diferença que ainda serão campeões.

Não se pode duvidar da capacidade de superação do Atlético, que tem jogadores além de muito experientes, com qualidade  para reverter este quadro adverso, mas é fato que a situação ficou muito difícil, em razão das escolhas erradas feitas pelo técnico anterior, culpa que deve ser também dividida com a diretoria, que contratou bastante do meio prá frente, mas não contemplou o sistema defensivo com as mesmas opções de qualidade e quantidade.

·        Já o Cruzeiro vai a Porto Alegre enfrentar o desesperado Internacional. O Inter está em situação delicadíssima e, este sim,  precisa de um verdadeiro milagre para não ser rebaixado. O técnico Mano Menezes, preterido pelo atual presidente colorado no início da temporada, leva o que tem de melhor no momento para este jogo no Beira-Rio. O receio é que a torcida gaúcha reaja com violencia, caso o time do sul perca e seja rebaixado neste domingo, como aconteceu recentemente com os torcedores do Coritiba. O pavio foi acesso e toda cuidado é pouco.

·        Os erros cometidos pela diretoria celeste nos últimos dois anos não podem se repetir em 2017, como por exemplo as apostas erradas em treinadores, e a contratação de jogadores medianos ou medíocres, sem a mínima condição de vestir a camisa celeste. Nada de apostas, este deve ser o lema para a próxima temporada, ou pelo menos é o desejo da sua torcida. E os nomes de possíveis reforços já começam a surgir, como por exemplo Elias, volante do Sporting de Portugal, que se consagrou em conquistas recentes no Corínthians. Se é ou não especulação isso não importa, pelo menos agora está sendo cogitado um nome que vale a pena, e não um desses cabeças de bagre,  do tipo que foram trazidos no início deste ano, que só deram prejuizo ao clube.

·           Ainda sobre o vareio que o Atlético tomou do Grêmio na última quarta-feira, a superioridade tática dos gaúchos foi tanta, que no primeiro tempo parecia existir só um time em campo. Poucas vezes ví o time alvinegro tão perdido, sendo facilmente dominado, sobretudo no meio de campo. Já o setor defensivo, cuja deficiência já era conhecida, voltou a fazer sua parte com a fragilidade de sempre.

·        No pronunciamento do técnico Marcelo Oliveira, após a demissão na Cidade do Galo, ficou no ar várias questões, mas uma de suas afirmações me chamou a atenção, por ser uma meia verdade. Marcelo disse que deixava o Atlético “com vaga garantida na Libertadores”. Na verdade, o  que está garantido mesmo é a disputa da pré-Libertadores, onde ainda terá de eliminar um concorrente, em dois jogos de mata-mata, para aí sim chegar à fase de grupos da maior competição do continente.

·        Com o atual elenco, que não é nenhuma Brastemp como apregoa a imprensa festiva nacional, apesar do grande número de contusões, algo que precisa ainda ser melhor expliado,  e notória carência de defensores com mais qualidade e quantidade, era obrigação do treinador  ao menos garantir a vaga na disputa de grupos da Libertadores, sem ter de prestar vestibular.(Fecha o pano!)

* Fernando Rocha


Demissão até que demorou. Marcelo não conseguiu fazer este time do Atlético jogar

ESPN

Mundo ESPN ‏@ESPN brincou com a demissão do técnico do Galo: “Não é só Pedro Rocha que está procurando lugar pra assistir a finalíssima…” Lélio Gustavo ‏@LelioMetralha  escreveu: “Nao precisa ser nenhum PHD em futebol pra ver q o Atlético entrava em campo despreparado.. O chocolate de ontem demorou a vir…” E eu penso o seguinte: Marcelo Oliveira não “deu liga” com este elenco do Galo. Talvez, talvez com um grupo de “operários” ele funcione melhor! Há muitos casos de treinadores que não conseguem trabalhar com estrelas. Nada de anormal no futebol. Que o Marcelo seja feliz em outro clube!


Mal escalado e com estratégias erradas, nenhum “Eu acredito” será capaz de fazer o Galo vencer

GRE

Falta pouco mais de um mês para terminar o ano. Em que momento esse timaço do Galo, melhor elenco do Brasil, vai enfim estrear?!

***

No intervalo do jogo o comentarista Ita, aqui do blog escreveu dentre outras coisas: “…O gol do Grêmio, nem em rachão é aceitável…”.  O saudoso Aloísio Martins, diria em seu comentário pela Rádio Guarani: “O Atlético foi uma pálida caricatura de um time de futebol”. Parecia que só havia o Grêmio em campo. Marcos Rocha no banco, o meio campo não marcava, não criava, Cazares andando em campo, a bola não chegava ao Lucas Pratto nem ao Maicosuel e Victor evitava que o placar fosse mais dilatado. O 1 a 0 ficou de ótimo tamanho para quem mereceu tomar pelo menos mais dois. No intervalo Robinho disse textualmente que o Atlético estava jogando com um a menos no meio e se isso não fosse corrigido a situação poderia se complicar. No intervalo Marcelo Oliveira não consertou a lambança que fez e o “segundo gol anunciado” saiu aos nove minutos, de novo com o Pedro Rocha, em envolvimento da defesa parecido com o do primeiro que ele mesmo fez.

Marcelo tirou o Cazares, pôs o Clayton, e minutos depois colocou Marcos Rocha e Hyuri nos lugares do Junior Urso e Maicosuel.

Era tarde. O time já estava atordoado pelas duas pancadas e pelos quase gols e do banho de bola que tomou, devido às péssimas escolhas do treinador. O zagueiro Gabriel marcou o primeiro gol dele como profissional e diminuiu. Mas em outra troca de passes perfeita o Grêmio chegou ao terceiro gol, 43 minutos, sacramentando o placar.

Não se pode duvidar nunca da capacidade de superação do Atlético em nenhum momento nem circunstância. Tem um elenco excelente, mas mal escalado e com estratégias erradas, nenhum “Eu acredito” será capaz de fazê-lo vencer.

Opiniões de alguns colegas de imprensa e outros twitteiros que sigo:

Fred Melo Paiva ‏@fredmelopaiva

Galo é um time de pelada. Ou joga na raça, igual jogou contra o Palmeiras, ou não vai dar nada.

Fred Melo Paiva ‏@fredmelopaiva 

E São Victor é São Victor, vamo contar com Deus e com a sorte, q cá pra nóis é a mesma coisa

Chico Pinheiro ‏@chico_pinheiro 

Tô aqui esperando o Galo chegar ao Mineirão. Se chegar a tempo, pode até vencer o Grêmio …

Sérgio Xavier Filho ‏@sxavierfilho 

Defesa do Grêmio = Scotland Yard

Defesa do Galo = Segurança da CBF nos tempos de Jules Rimet

Héverton Guimarães ‏@hevertonfutebol

O que o Marcelo fez? Meu Deus!

lair rennó ‏@olalair

Grêmio muito bem e Galo muito mal!

Vinícius Dias ‏@dias_vinicius_ 

Tática do Atlético é dar bola para Pratto/Cazares/Robinho e torcer. Sobra talento. Não faltou raça, mas sim organização!

Custodio PereiraNeto ‏@CustodioTodinho

Que 2×0 seja de novo a senha pra falar com Deus!!!

Victor Martins ‏@victmartins

Uma coisa não se pode negar. O Atlético é um time muito regular. Joga mal quase sempre.

Leonardo Miranda ‏@leoffmiranda

Que Copa do Brasil faz o Éverton. Atlético Mineiro dá vexame e paga o preço do atraso do treinador.

Vinicius Grissi ‏@ViniciusGrissi

Geromel, que falhou no gol do Atlético, fez TUDO SOZINHO enquanto o Atlético olhava. Um retrato. Grêmio faz o terceiro com 10.

Victor Martins ‏@victmartins

Atlético teve a sorte de ficar com a mais. Mas não teve competência para jogar. E ainda sofre um gol com o zagueiro puxando contra-ataque.

CrisGalo ‏@CrisGalo 

Grêmio deu um PASSEIO de bola no #Galo. Não tem como defender o MO mais.

Ursula Nogueira ‏@ursulanogueira

Ó o pupagante do jogo no @Mineirao: Público: 50.586 Renda:R$ 4.082.175,00


Gaúcho Wianey Carlet, que chamou Galo de “marrecada” informa: “Evidentemente que eu sei que o Atlético não é um time de marrecas!”

WIANEY

Pedro Ernesto e Wianey Carlet (direita), no papel de “Azedinho” durante o programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha

***

Clima de festa e de tensão em Belo Horizonte para Atlético x Grêmio. Ambiente tipicamente de final de uma grande competição: a cidade respira futebol e o assunto é este em todos os cantos. O preto e branco nas ruas faz lembrar o dia da final da Libertadores da América em 2013, em que carros e pessoas “trajando” o uniforme alvinegro buzinam e gritam “Gaaaaallllllloooo” quando passam um pelo outro. E assim como em 2013 tem muito azul na parada, todos contra, obviamente. Porém, o azul gaúcho se mistura ao preto, não só na camisa, mas também na sintonia que é tradicional entre atleticanos e gremistas. Nessa rivalidade histórica e salutar, a torcida do Cruzeiro tem como parceira no Rio Grande do Sul a do Internacional.

Por isso é que a diretoria do Grêmio se apressou em soltar nota oficial duas semanas atrás, quando o radialista Wianey Carlet incendiou essa final da Copa do Brasil, chamando o time do Atlético de “naba” e “marrecada”, expressões típicas sulistas para desqualificar um adversário. Mas a nota nem teria razão de ser, já que o próprio Wianey disse dias depois que aquilo não passou de uma brincadeira, dentro do espírito do programa Sala de Redação, tradicionalíssimo da Rádio Gaúcha, um dos mais longevos do rádio brasileiro. Virou inclusive tema de livro, “Sala De Redação – Aos 45 do primeiro tempo”, recém lançado, pelos jornalistas Cléber Grabauska e Junior Maicá.
Um programa que faz lembrar o nosso saudoso Minas Esporte, que durou mais de 30 anos na TV Bandeirantes, que fez história na imprensa mineira. Estive lá por 16 anos, trocando zoações com o cruzeirense Flávio Carvalho e até hoje pessoas comentam comigo episódios dos programas daquela época. Hoje mesmo, no Redação Sportv, o Fred Melo Paiva lembrou do Minas Esporte, dizendo que “saía da PUC e ia almoçar” nos assistindo.
Quando o Wianey zoou com o Galo ele estava interpretando o personagem “Azedinho”, que cumpre o papel de sacanear todo mundo que pode no programa, que tem uma audiência fantástica. Só que em Belo Horizonte pouca gente sabe disso e o circo pegou fogo, com a repercussão dada por colegas da capital mineira. Wianey morreu de rir da onda que seus comentários criaram e em seus textos e falas normais, no jornal Zero Hora e na própria Rádio Gaúcha, disse: “Evidentemente que eu sei que eu o Atlético não é um time de marrecas, eu falei aquilo pra provocar o João de Almeida Neto”, colega de programa.
A situação faz lembrar também a turma da 98FM, maior sucesso recente do rádio mineiro, cujos programas e transmissões esportivas são excelentes, porém com 90% de humor e gozações pra cima de tudo e todos do futebol. Principalmente quando falam dos adversários mineiros. Já pensou se os gaúchos tivessem levado a sério a enquete feita pelo 98 Futebol Clube dias antes do Azedinho chamar o Galo de “marrecada”?

Veja aí: 98 Futebol Clube ‏@98FC: O Grêmio levou um pau do Sport…… isso significa?

45% Só pra rebaixar o Inter
5% É fraco mesmo
11% Tá fingindo de morto
39% Normal, gaúcho gosta
Sobre a bola rolando, não sei. Tenho certeza apenas que teremos dois jogos sensacionais, para quem quem “nervos de aço”, como diria o gremista Lupicínio Rodrigues. E espero que o Galo esteja inspirado hoje e dia 30 para ficar com a Taça!

GAUCHO

A propósito, estou aguardando o voo de volta do Rio para Belo Horizonte e ao meu lado aqui no Aeroporto Santos Dumont, este gremista já roeu quase todas as unhas, embarcando para chegar em Confins e seguir direto para o Mineirão.


Em entrevista à Folha de hoje Renato Gaúcho dá pistas para o Marcelo Oliveira

RENATOGAUCHO

Boa conversa do comandante do Grêmio com Luiz Cosenzo da Folha, em que ele abre o jogo sobre a sua visão do futebol como um todo, inclusive sobre o time dele:

* “Não vou aprender lá fora mais do que já sei, diz Renato Gaúcho”

Renato Gaúcho, 54, vive com uma certeza. Está convencido de que não tem o que aprender fora do Brasil.
Em entrevista à Folha, o treinador que comanda o Grêmio nesta quarta (23) no primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, às 21h45, no Mineirão (com Globo, SporTV, ESPN Brasil e Fox Sports), defendeu os colegas brasileiros das críticas de serem piores que os europeus e duvidou que Guardiola, do Manchester City, e José Mourinho, do United, teriam sucesso por aqui.
“Não vou aprender nada lá fora do que já sei porque não vejo nenhum time jogar diferente. Concordo que o Guardiola e o Mourinho estão entre os melhores, mas queria que trabalhassem aqui com o nosso calendário, com os salários atrasados”, disse.
O gremista alfineta os técnicos que vão à Europa em busca de qualificação e voltam rapidamente ao Brasil.
“Técnico falar que foi para a Europa [se aperfeiçoar] e voltar dez dias depois, com foto de jogador importante, é a maior piada do planeta.”
Campeão como jogador no clube gaúcho, comentou sobre a possibilidade de conquistar um título nacional que o Grêmio não vence há quinze anos.
“Não sei se tem como ser mais amado do que já sou”.
*
Folha – Pela sua história no Grêmio, o título da Copa do Brasil seria especial?
Renato Gaúcho – Seria fantástico, já que seria o primeiro na Arena. Título não tem preço, mas para mim seria fundamental. Eu ganhei quase tudo pelo Grêmio como jogador e agora posso ganhar como treinador um título nacional que o clube não conquista há 15 anos. Eu seria ainda mais amado pela torcida, apesar de não saber se tem como ser mais.
Voltei para o Grêmio sem tempo para treinar. Pegamos o Atlético-PR, que tem o Autuori, que é um p… de um treinador. Na sequência, pegamos o Cuca, que acho um dos melhores do Brasil, se não for o melhor. Logo depois, pegamos o Cruzeiro, que é dirigido pelo Mano Menezes, que já foi da seleção brasileira, e eliminamos todos. Aí eu te pergunto. Não tenho mérito na história? Fiquei quase dois anos parado e consegui isso.
Como foi a decisão com a diretoria de abrir mão do Brasileiro e focar na Copa do Brasil? (mais…)


Página 22 de 980« Primeira...10...2021222324...304050...Última »