Blog do Chico Maia

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Com ótima atuação de brasileira no apito, Estados Unidos vencem Inglaterra e está na final da Copa feminina

Em foto da Agência Brasil/FPF, Edina Alves entre as auxiliares Neuza Back Tatiane Sacilotti, da Federação Paulista de Futebol. Elas trabalharam muito bem nos 2 a 1 dos Estados Unidos sobre a Inglaterra na primeira semifinal.

Edina é paranaense mas apita em São Paulo. Teve atuação impecável num ótimo jogo, tenso e disputadíssimo, em que anulou o que seria o gol de empate da Inglaterra (impedimento) e depois deu um pênalti para a mesma Inglaterra quando faltavam 9 minutos para o jogo acabar. A capitã inglesa, Houghton, não tomou distância e deu um chute fraco, fácil para Naeher, a excelente goleira norte-americana defender. Em ambos os lances Edina se utilizou do auxilio do VAR para voltar atrás e marcar. E ainda expulsou Bright, da Inglaterra, por falta violenta.

Impressionante a correria dos dois times. As inglesas são muito fortes fisicamente, e os Estados Unidos além de correr muito tem jogadoras talentosíssimas, que fazem diferença.

E ainda jogaram desfalcadas da líder e maior destaque, Rapinoe, machucada. Agora o time norte-americano aguarda a vencedora de Holanda e Suécia, amanhã, também em Lyon, às 12 horas, horário brasileiro.

Domingo a final, novamente em Lyon, às 16 horas.

E ótimo público no estádio do Lyon: 53 512 pagantes.


Uma foto para a memória antes de um clássico imperdível

Por iniciativa do Daniel Alves e Marquinhos essa foto com os meninos da base do Atlético foi feita depois do treino de ontem nma Cidade do Galo, mostrando a descontração da seleção. A assessoria de imprensa da CBF postou no site oficial.

Às 21h30 o Mineirão recebe essa possível final antecipada da Copa América. Jogão, para mandar a crise para o lado que perder. Brasil x Argentina é como um grande clássico local. Bom de se assistir, de qualquer jeito. Ruim é quando o seu time perde, mas isso, só depois do apito final é que ficamos sabendo. Ofensivo, retrancado, muita bola em jogo, muitas paralizações, com catimba, sem expulsões, com expulsões, de qualquer forma que for, vale a pena.

É quando presumíveis pernas de pau costumam mostrar o contrário, ou ter seus minutos de glória, decidir a partida e retornar ao que eram. Também há casos de ocasos de estrelas, de quem se espera muito e elas negam fogo.

Mesmo quando os times não estão lá essas coisas, como nesta noite, Brasil x Argentina é imperdível. Quem ganha, vira manchete positiva mundo afora; quem perde, entra ou mergulha mais na crise, e normalmente com direito a troca de treinador e o fim de linha para muito jogadores.


Na cidade do Papa da gastronomia, caminhar pelas ruas e vielas faz lembrar as cidades de Minas

No centro de informações turísticas de Lyon, instalado na antiga e desativada estação de trem, uma das atrações é tirar foto ao lado de Paul Bocuse, o “Papa da gastronomia mundial”, um dos símbolos da cidade, que morreu em 2018, aos 91 anos, debilitado pelo mal de Parkinson.

Em Lyon se encontram os rios Rhône e Saône. A cidade respira gastronomia. Mesmo com os seus 490 mil habitantes, caminhar pelas ruas e vielas entre o Rhône e a Basílica Notre-Dame de Fourviere, faz lembrar cidades do interior de Minas, em que o cheio de comida toma conta do ar.

Com isso vem o inevitável exercício de tentar adivinhar que carne estaria sendo frita ou assada, que tempero estaria sendo utilizado. Em muitas casas, restaurantes e padarias, chaminés de fornos à lenha soltam fumaça e aromas, fazendo lembrar Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Tiradentes e tantas outras cidades mineiras.

Simpatia de lugar!


Cláudio Caçapa, Cris e Fred, ainda são muito lembrados em Lyon, mas Juninho Pernambucano foi o brasileiro de maior sucesso lá

Fotos: FIFA

O estádio do Lyon, palco das semifinais e final da Copa feminina, tem capacidade para 59 mil pessoas e fica na “Grande Lyon”, cidade de Décines-Charpieu, a 15 km.

No retorno de Grenoble, parei em Lyon (112 km de distância), onde fiquei por três dias. Povo apaixonado por futebol, que deu muita visibilidade à cidade nos últimos anos, com o time da terra conquistando sete campeonatos seguidos, contando com importantes jogadores brasileiros. O que fez mais história foi o Juninho Pernambucano que ficou lá oito anos (2001/2009) e conquistou sete títulos. Cláudio Caçapa, ex-Galo, também se tornou ídolo lá (2000/2007), capitão do Lyon por três anos. Cris, ex-zagueiro do Cruzeiro também é lembradíssimo. Era conhecido como “Soldado”, que punha ordem na casa. Campeão quatro vezes, entre 2004 e 2012. Outro zagueiro que fez sucesso lá foi o Edmilson, ex-São Paulo. De 2000 a 2004, quando foi vendido ao Barcelona. O atacante Fred deixou a marca dele, de 2005 a 2009.


Paris passou a bola para Lyon, sede das semifinais e final da Copa

Foto: Fifa

O Parque dos Príncipes foi protagonista no início da Copa do Mundo feminina e Lyon, a terceira maior cidade da França, receberá todas as atenções a partir de agora. Começando nesta terça-feira, com Estados Unidos x Inglaterra, às 16 horas (horário brasileiro), e Suécia x Holanda, quarta-feira, também às 16 horas.

A decisão do terceiro lugar será em Nice, sábado, ao meio dia. A final, domingo, novamente em Lyon, também ao meio dia.


Cruzeiro não combinou com os argentinos e seus jogadores foram “convidados” a se retirar do treino de Messi e Cia.

Fotos: twitter.com/Cruzeiro

O Cruzeiro fez uma bela recepção à delegação da Argentina na Toca da Raposa. Entregou presentes, deu camisas personalizadas, decorou vestiário e deixou os gringos à vontade. Porém, quando o treino ia começar e os jogadores do Cruzeiro começaram se posicionar para assistir ao treino, foram impedidos pela segurança do Comitê Organizador. Constrangimento total e desnecessário. Certamente se a diretoria tivesse acertado isso previamente com a chefia da delegação argentina, essa situação desagradável não ocorreria.

Notícia no SuperFC:

“Jogadores do Cruzeiro são impedidos de assistir ao treino da Argentina”

Os atletas celestes foram convidados a se retirarem por orientação da AFA e também da organização da Copa América

https://www.otempo.com.br/superfc/cruzeiro/jogadores-do-cruzeiro-s%C3%A3o-impedidos-de-assistir-ao-treino-da-argentina-1.2203151

 


A violência nossa de cada dia, tratada como banalidade

Dono do site Lei Seca Maricá, jornalista Romário Barros, 31, morto no final da noite de terça-feira (18), em Maricá – Reprodução/Folha de S. Paulo/Facebook

Um colega jornalista francês perguntou como é conviver com a violência no Brasil. Tentei explicar que cada estado do país tem as suas peculiaridades e que em Minas Gerais a situação não é tão complicada como no Rio e em outras regiões. Tentei pegar leve, já que a nossa imagem é péssima lá fora, principalmente na Europa.

Aí ele perguntou também sobre jornalistas, já que o Brasil figura em posição nada confortável nas estatísticas de assassinatos da categoria no mundo. Respondi que este problema é maior nas regiões mais remotas, especialmente no Norte e Nordeste do país, onde há muitas ameaças e casos de execuções. No retorno, peguei para dar uma olhada nos vários jornais e revistas do período em que fiquei fora. Uns dias fora do país e a gente volta a se assustar com notícias como essa, em quase todos os jornais, que são tratadas como normais no Brasil:

* “Maricá, no Rio, tem 2º assassinato de jornalista em menos de um mês” (mais…)


Dos três jogos importantes deste sábado o pior foi o da Copa América

Dia de olho na TV. Ótimas partidas pela Copa feminina da França, na vitória da Holanda sobre a Itália, e da Suécia, de virada sobre a Alemanha, até de forma surpreendente, já que a Alemanha era favorita ao título.

Na última partida do dia, cercada de grande expectativa, pois envolvia Uruguai e Peru, quartas de final da Copa, uma decepção. Mais um empate sem gols. Jogo feio, amarrado, os dois times com medo de tomar gol e um zero a zero de matar de raiva quem pagou ingresso. Na decisão por pênaltis, a arbitragem mandou que as cobranças fossem do lado aberto do estádio da Fonte Nova, onde não há público, deixando tudo bem mais longe de quem gastou um bom dinheiro para assistir ao “espetáculo”.

Pra completar, o Luiz Suárez ainda perde a cobrança dele, o Peru não erra nenhuma e manda a “Celeste” pra casa mais cedo, tirando um ingrediente a mais que teríamos nas semifinais.

O Peru vai enfrentar o Chile. Possivelmente um filet para os chilenos.

A tristeza do capitão uruguaio Godin.


O show da Holanda contra a Itália e a implicância chata e sem sentido com a “bola parada”

Que belo jogo fizeram Holanda e Itália pelas quartas de final da Copa feminina, em Valenciennes.

Aliás, foi o segundo melhor momento que assisti nesta Copa: o primeiro, eu estava lá, vendo presencialmente o canto do hino da França, no Parque dos Príncipes, na abertura, quando as francesas atropelaram o time da Coréia do Sul. Hoje, vi pela TV: sol radiante, mulheres belíssimas, jogo futebol de verdade e sem interrupções.

E que show de bola da Holanda, com uma movimentação e troca de passes impressionantes. A Itália, com estilo de jogo parecido com o tradicional do time masculino: força, que entretanto, durou e agüentou até o momento em que o fôlego acabou. Pouco depois dos 20 minutos do segundo tempo, só deu Holanda, que fez 2 a 0 em duas cabeçadas sensacionais.

Continuo não entendendo comentaristas e treinadores, fazendo ressalvas a bolas cruzadas na área de córner, lateral ou faltas, que resultam em gols. Falam: “foi de bola parada, mas…” Mas o quê? Bola parada não faz parte do jogo? Bons cruzamentos e boas cabeçadas ou o elemento surpresa da infiltração na defesa não são frutos de treinos, jogadas ensaiadas e etecetera e tal? Quem treina mais este tipo de lance não merece ser exaltado? Se é pra fazer ressalvas a este tipo de jogada, que se elimine também a expressão “bola parada”, pois ao pé da letra, isso não existe. Se a bola estiver parada então ela não sai do lugar, e aí não acontece nada.

Bobagens ao vento e conversa fiada fora, essas fotos da FIFA mostram bem o que foi o jogo…

da fineza e o “balet” das holandesas . . .

…contrastando com a força e a bateção de cabeça das italianas principalmente depois que o gás acabou.

Daqui a pouco tem Alemanha x Suécia. Deve dar Alemanha. Aí o bicho deverá pegar para a Holanda. “Ou não”; como diria o Caetano!


O palco dos 3 a 0 da França no caminho de quem vai para o aeroporto

Do Centro ao Aeroporto Charles de Gaulle o RER (trem metropolitano de Paris) para na estação Saint Dennis, a penúltima antes do terminal 1.

Olho pela janela e lá está o imponente Stade de France, onde no dia 12 de julho de 1998 a seleção brasileira tomou de três a zero para a França, que conquistava com Zidane e Cia. A sua primeira Copa do Mundo.


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