Blog do Chico Maia

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O empate no Horto e três conclusões sobre o Galo 2019

Os goleiros se destacaram, o Santos foi melhor no primeiro tempo e o Galo no segundo. A torcida atleticana mandou recado novamente: só voltará a comparecer em massa depois que o time merecer um mínimo de confiança: 11.176 torcedores pagaram ingressos para uma renda de R$ 178.476,00.

Para mim, a melhor definição da atual fase alvinegra veio de Diamantina, do ex-presidente da Associação Comercial de lá, Roosevelt de Melo Gonçalves, que mesmo distante 290 Km, raramente perde jogos do Atlético em Belo Horizonte. Mandou mensagem depois do zero a zero dessa quarta-feira:

“Hoje eu cheguei a três conclusões:

1 – O Independência realmente faz diferença a favor do Galo;

2 – Nós não estamos entre os cinco melhores do Brasileiro, mas também não estamos entre os 10 piores;

3 – Nossa torcida também está em débito: torcer numa boa é fácil; o Independência não pode ter lugares vazios em jogos como este”.


O River Plate, que ficou quatro pontos atrás do Inter na primeira fase, novamente no caminho do Cruzeiro

No dia 21 de julho de 1976 o Cruzeiro fez 4 a 1 no River no primeiro jogo da final da Libertadores, no Mineirão

Seguramente este será o jogo mais badalado das Oitavas da Libertadores e dos mais emocionantes. A tradição dos dois clubes na competição e a disputa particular entre eles na história dizem tudo.

Primeiro jogo em Buenos Aires, possivelmente dia 23 de julho, o da volta, dia 30, também a ter a data confirmada pela Conmebol.

Sobre a qualidade do adversário, fico com a opinião do Adroaldo Leal, da 98FM @AdroaldoLeal: “É Libertadores amigo! E eu prefiro quando a torcida está receosa, afinal, pilha e joga junto com força na hora…”


Adversário do Galo na Sul-Ameicana, La Calera tem treinador argentino de 30 anos de idade, que já trabalhou para Bielsa e Sampaoli

Foto: latercera.com

Francisco Meneghini é argentino e poderia ser enquadrado na mesma categoria de Thiago Larghi, oito anos mais velho que ele: estagiário. Porém, teve mestres da prateleira de cima do futebol sul-americano, de bagagem mundial, como os também argentinos Marcelo Bielsa e Jorge Sampaoli. Com ele no comando, este Union La Calera, fundado em 1933, chegou pela primeira a uma competição internacinal que é esta edição da Copa Sul-Americana.

Eliminou a Chapeoense com um 0 a 0 em casa e um 1 a 1 em Chapecó.

Segundo o jornalista Bruno Garces,‏ conhecedor do futebol chileno, este time é a sensação do futebol deles nos últimos campeonatos e seu estádio tem grama artificial.

La Calera é uma cidade de 50 mil habitantes, fica a 115 Km de Santiago, bem perto de Viña Del Mar e Valparaíso.

O primeiro jogo será lá, possivelmente no próximo dia 22; o da volta, dia 29, com datas a ser confirmadas pela Conmebol.

E o atleticano CrisGalo‏ fez uma ótima observação, acompanhada de sugestão: @CrisGalo “Dá pra chegar até a final hein @Atletico! Alô @camara_sette, favor não dar entrevistas até o final da competição! Grato!”


A realidade também está batendo à porta do Cruzeiro

Foto Vinnicius Silva/Cruzeiro

Mais uma expulsão do veterano Edilson, futebol frustrante do Thiago Neves, o similar do Cazares na Toca da Raposa. Muito bom jogador, mas inconstante, imprevisível.  O jornalista Alexandre Simoes‏ definiu bem @oalexsimoes: “O Cruzeiro poupa jogador toda partida, voo fretado até para Porto Alegre para diminuir o desgaste, e o clube toda hora tem um tanto de gente com problema muscular. E o pior, a equipe de Mano Menezes não consegue jogar bem há muito tempo. É evidente que há algo errado.”

A agressão do Edílson ao Nico López teve reação do ex-zagueiro do Internacional, Índio, que twittou: “Lembro de um soco seu no Dourado por trás e agora esta cotovelada enquanto Nico olhava a bola. Tu se acha valente e na verdade nunca saiu numa trocação. Já passou tua validade nas quatro linhas, vem para cá onde já estou, do lado de fora”, detonou Índio, que diz ter recebido apoio até de cruzeirenses: “Surpreendentemente a torcida do @Cruzeiro tem mais raiva do Edilson do q nós.
Estão organizando até vaia pro vacilão pro próximo jogo.”

Índiooficial03 (@indiooficial03


Terceira derrota seguida do Galo no Mineirão e explicações irritantes no vestiário

Foto: Bruno Cantini/Atlético

Jogo normal e dois a zero, idem, já que o Palmeiras tem mais time e mais banco. Poderia ter sido diferente caso a entrega alvinegra fosse maior dentro das quatro linhas e pressão das arquibancadas também fosse maior. Com 24.368 torcedores presentes, o Mineirão é campo neutro e facilita para quem é superior tecnicamente. Tanto que o Elias reconheceu isso, com toda razão: “O Independência hoje é a casa do Atlético, por mais que a gente entenda a história do Galo no Mineirão. Lá é pressão, o jogo vira, o jogo muda de uma hora para a outra”.

O que mais me incomodou nessa derrota foi a postura acomodada do técnico Rodrigo Santana, satisfeito com a atuação do time e até com o placar adverso de dois a zero. Pior foi o que disse sobre Alerrandro no banco e Ricardo Oliveira titular. “- Não tenho adjetivos para falar dele, de tão bom como jogador, como líder, um líder positivo. A gente precisava muito dele, ele sabe disso. E ele tem condições para dar. A minha opção de tirar foi no momento que ele levou uma pancada. A gente tem um jogo decisivo na quarta-feira, é um jogador que a gente tem que preservar. Independentemente de vaia ou não, ele é o Ricardo Oliveira, tem a história dele, a gente respeita. Tem muito valor, é um cara que eu admiro demais. Confio e acredito. Tirei ele mais para preservar.”

Na verdade, o técnico, três anos mais jovem que o atacante, estava apenas retribuindo a gentileza, já que na sexta-feira Ricardo Oliveira falou sobre o “chefe” na entrevista coletiva:

“É um cara estudioso, que entende, sabe montar time, sabe fazer com que a informação chegue ao atleta. O mais difícil para o treinador é fazer com que o atleta entenda a ideia do jogo. Hoje em dia, todo atleta tem que entender um pouco de tática de futebol. E o Rodrigo tem mostrado que, na prática, dá certo”.

É o jogo de compadres que prevalece no futebol brasileiro, principalmente em Minas. Amigos quebram o galho de amigos e parentes, garantido bons e bem remunerados empregos. A torcida e os resultados em campo que se danem.


Fora de casa América conquista o primeiro ponto na expectativa de dias melhores

Foto: Daniel Hott/América

O América conseguiu o seu primeiro ponto num jogo fraco de sábado às 11 horas contra o Criciúma. Com treinador novo chegando não dá pra falar muita coisa. Apenas ter esperança na competência dele e que consiga por o time na briga pelas quatro primeiras posições. Atualmente, três jogos, duas derrotas, um empate, um ponto em 12 disputados e 17º lugar.

1 Botafogo-SP 9 3 3 0 0 5 1 4 100,0
2 Bragantino 7 3 2 1 0 5 1 4 77,8
3 Londrina 7 3 2 1 0 3 1 2 77,8
4 Paraná 7 3 2 1 0 3 1 2 77,8
5 Cuiabá 6 3 2 0 1 3 2 1 66,7
6 Coritiba 5 3 1 2 0 3 1 2 55,6
7 Oeste 5 3 1 2 0 3 1 2 55,6
8 Operário 4 3 1 1 1 2 2 0 44,4
9 Atlético-GO 4 3 1 1 1 4 5 -1 44,4
10 CRB 3 3 1 0 2 3 3 0 33,3
11 Vitória 3 2 1 0 1 3 4 -1 50,0
12 Figueirense 3 3 0 3 0 2 2 0 33,3
13 Sport 3 3 0 3 0 2 2 0 33,3
14 Vila Nova 2 3 0 2 1 2 3 -1 22,2
15 Criciúma 2 3 0 2 1 1 2 -1 22,2
16 Ponte Preta 2 3 0 2 1 1 3 -2 22,2
17 América-MG 1 3 0 1 2 0 2 -2 11,1
18 Guarani 1 2 0 1 1 0 2 -2 16,7
19 São Bento 1 3 0 1 2 3 6 -3 11,1
20 Brasil de Pelotas 0 3 0 0 3 0 4 -4 0,0

 


Ainda sobre Guardiola, que mostrava jogos do Galo, Cruzeiro, seleção brasileira e Corinthians como exemplo de como não se jogar futebol

Num dos posts anteriores pegamos gancho do jornalista Alexandre Simões reclamando do “futebol de resultados” muitas vezes praticado pelo Cruzerio (http://blog.chicomaia.com.br/2019/05/05/cruzeiro-vence-a-segunda-consecutiva-em-casa-contra-candidatos-ao-rebaixamento/), implantado por Sebastião Lazaroni em fins dos anos 1980 no Vasco da Gama, levado à seleção que fracassou e foi eliminada pela Argentina na Copa da Itália em 1990. Que gerou também a “Era Dunga”. E quando a maioria achava que aquele estilo de jogo estava morto e enterrado no futebol brasileiro houve a ressurreição em 1994 com a conquista da seleção de Carlos Alberto Parreira da Copa dos Estados Unidos. Venceu a Itália nos pênaltis e chegou à final graças à genialidade de Romário, chutes pontentíssimos do lateral Branco, jogos inspirados do Bebeto e reflexos apurados do Taffarel para pegar pênaltis. Mesmo jogando feio e quase 100% defensivamente chegou à final e conquistou o “tetra”. No Brasil, quando se ganha, a cegueira toma conta e os defeitos são esquecidos por todo  mundo. Depois dessa conquista, mesmo incompetente para o cargo, Dunga virou até técnico da seleção brasileira, perdendo uma Copa (2010) e quase indo pra outra (2018), ressuscitado depois dos 7 a 1 da Alemanha em 2014.

Aquilo (a conquista de 1994) foi um tiro no futebol brasileiro que abandonou seu estilo ofensivo, de liberdade aos mais talentosos e passou a copiar o que há de pior do futebol europeu e suas famosas retrancas e “goleadas” de 1 a 0, 2 a 1, etecetera e tal. Enquanto isso os europeus se adaptavam à forma de jogar do Brasil e da Argentina. Como diria o gaúcho Lupicínio Rodrigues em “Esses moços”, deixam o  céu por ser escuro e vão ao inferno à procura de luz.

A mídia mundial está repercutindo a entrevista do Rafinha ao canal Fox Sports, sobre seus tempos de jogador do Pep Guardiola no  Bayern de Munique: “Rafinha: Guardiola exibia jogos brasileiros como exemplo do que não fazer”.

Como se sabe, Guardiola é discípulo do holandês Johan Cruijff, que por sua vez era fã e se inspirava em Telê Santana, como treinador, na forma de jogar.

E o mais triste, para nós, mineiros, Pep Guardiola mostrava nas preleções, jogos da seleção brasileira, Corinthians e também do Atlético e Cruzeiro, para dar exemplo de como não se deve jogar.

Veja essa reportagem do UOL:

“Rafinha contou uma história no mínimo curiosa a respeito de Pep Guardiola, na manhã de hoje (5), em entrevista ao “Fox Sports”. O lateral-direito do Bayern de Munique revelou que ex-treinador do clube bávaro passava vídeos de jogos brasileiros. Contudo, a intenção do técnico espanhol era apontar o que não deveria ser feito dentro de campo. De acordo com Rafinha, que assinou contrato recentemente com o Flamengo, Guardiola ensinava os jogadores a saírem do campo de defesa com toques rápidos e com muita velocidade, diferentemente do que o público costuma assistir no Brasil.

“[Guardiola]Cansou de mostrar em preleção vídeo de jogo do Brasil. Porque ele pegava uma jogada que a bola saía do lateral-direito para chegar no lateral-esquerdo. A bola começava na direita, ia para um zagueiro, depois para outro zagueiro e depois para o lateral. Essa transição passou por quatro jogadores e perdeu tempo”, disse Rafinha. O ala ainda relatou que o comandante do Bayern de 2013 a 2016 assistia aos jogos de Corinthians, Cruzeiro e Atlético-MG. “O Guardiola vê muito jogo do Brasil e mostrou muitas vezes. Mostrava de Corinthians, de Atlético-MG, na época que o Ronaldinho estava lá. Ele acompanhava bastante também o Cruzeiro. Não era uma crítica dele, mas o futebol é assim. É difícil ver um lateral virando uma bola, aqui na Europa é muito mais rápido”, arrematou”.


Cruzeiro achou que seria fácil e Emelec foi para o tudo ou nada

Rojas, autor do primeiro gol do Emelec, em foto do 

Com 18.083 pagantes no Mineirão o Cruzeiro tomou seus primeiros gols na Libertadores 2019 e também a primeira derrota. Fez um primeiro tempo da pior qualidade e melhorou no segundo, passando a impressão de que marcaria gols no momento que quisesse. Mas esbarrou num Emelec com total vontade de vencer.

O primeiro gol equatoriano nasceu de uma bola perdida pelo Rodriguinho, que recebeu um “tijolo” do Egídio, que acabara de dar um drible desconcertante num adversário arrancando efusivos aplausos da torcida. Pois é, driblou  bonito mas entregou mal em seguida. No chutaço de longe de Rojas a bola pegou Fábio de surpresa, pegou no travessão, bateu nas costas dele e entrou, aos 21 minutos de jogo. Sassá empatou aos 40. No segundo tempo a vitória equatoriana saiu aos 40 minutos em cobrança de pênalti do Ângulo, que ele mesmo sofreu do Edilson, um dos jogadores mais xingados pelos cruzeirenses essa noite.

Com o 1 a 0 do Palmeiras sobre o San Lorenzo o time paulista ficou com a melhor campanha da primeira fase e terá a vantagem de decidir casa a partir de agora.


A diferença do Atlético de Levir Culpi para o de Rodrigo Santana

Quem assistiu a  participação do Levir Culpi no programa Bem Amigos, do Sportv de segunda-feira, entendeu o porquê do Atlético ter se complicado tanto nestes primeiros meses do ano e ter sido eliminado na primeira fase da Libertadores.

O time que era uma bagunça com ele, fez dois bons jogos contra o Cruzeiro, apesar de ter perdido o Campeonato Mineiro. No Brasileiro é líder isolado, com três vitórias em três jogos. Não é nenhuma maravilha, mas minimamente organizado consegue ser competitivo.

Com o time completo passou um aperto danado contra o Zamora no Mineirão, jogando mal e virando um jogo a duras penas depois de estar perdendo por 2 a 0.  Esta noite na Venezuela, poupando os principais jogadores para o jogo contra o Palmeiras, se impôs e retorna ao Brasil com vitória e classificado para disputar a sequência da Copa Sul-americana.

Thiago Nogueira, do jornal O Tempo fez observações interessantes sobre o time do Galo @thiagonoggueira: “Zamora 1 x 2 Atlético. Alerrandro duas vezes. Alerrandro: 10 gols em 12 jogos em 2019. Fábio Santos: 1ª assistência em 22 jogos em 2019. Patric. 2ª assistência em 10 jogos em 2019.”


O show de Liverpool e Barcelona e a demonstração de profissionalismo impressionante do Messi

É até arriscado ficar assistindo demais a jogos da Champions League. Às vezes ficamos pensando que se trata de outro esporte e não a mesma modalidade de futebol que vemos no Brasil. Velocidade, tática, qualidade técnica de lances geniais. O time que mais gostei até agora foi o Ajax que pensava que fosse enfrentar o Liverpool na final. E que jogo o time inglês e o Barcelona fizeram hoje: sensacional.

Lionel Messi saiu eliminado de campo mas o seu profissionalismo e respeito à camisa do Barcelona foram muito bem definidos pelo jornalista Jorge Luiz Rodrigues, do Sportv‏ @jorgeluizrod: “Cena emblemática de um jogo extraordinário: um atônito Messi correndo atrás de Fabinho, para pará-lo com falta, aos 48 do segundo tempo, quando o Barcelona perdia de 4 a 0 do Liverpool. Vitória épica do clube inglês”.

Quando foi a última vez que vimos um jogador brasileiro com uma atitude dessas?


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