Blog do Chico Maia

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Na primeira coletiva oficial como diretor do Cruzeiro, Itair Machado “apaga” incêndio com gasolina

Está passando da hora dos novos comandantes do Cruzeiro baixarem a poeira e cuidar do presente e futuro do clube. Expor problemas passados a todo instante não acrescenta nada, a não ser o risco de levar as picuinhas da cartolagem para o futebol. Dr. Gilvan, Bruno Vicintim e cia. passaram, e todas as virtudes e defeitos deles foram expostos, antes, durante e depois das eleições. Aliás, foram os principais cabos eleitorais da chapa vencedora.

Não se justifica, no dia da apresentação do grupo para a temporada 2018, a continuidade de lavação de roupa suja em público, como fez o Itair Machado na entrevista coletiva de ontem. Está em toda a imprensa, desde ontem. Aqui, no portal do O Tempo, em reportagem do Felippe Drummond Neto e Gláucio Castro:

* “Itair Machado assume que Cruzeiro está com salário atrasado há 3 meses”

Segundo o dirigente, os atletas não receberam os vencimentos de novembro, dezembro e o décimo terceiro

Após a reapresentação do elenco cruzeirense para a temporada 2018, o novo vice-presidente de futebol do clube, Itair Machado, concedeu, nesta quarta-feira (3) uma coletiva de imprensa em que falou de diversos temas, entre eles o atraso de salário dos jogadores que já chegam a três meses e a dívida do time celeste com a Fifa, que gira em torno de R$ 50 milhões.

Segundo o dirigente, o mais complicado na hora de negociar as contratações, foi convencer atletas e equipes que o time irá pagar tudo nos dias combinados. “Tivemos que escutar de algumas pessoas, que o time não pagaria os valores combinados, já que estamos devendo quase R$ 50 milhões à Fifa. Além disso, nas negociações com os próprios jogadores foi falado que não pagaremos em dia, já que o salário está atrasado desde novembro”, lamentou. (mais…)


Parabéns Cruzeiro; 97 anos de engrandecimento do futebol!

Campeão da Taça Brasil em 1966 depois de jogos memoráveis contra o Santos: Neco, Pedro Paulo, William, Procópio, Piazza e Raul; Natal, Tostão, Evaldo, Dirceu Lopes e Hilton Oliveira.

Este segundo dia do ano é muito importante para o futebol. Data de fundação do Cruzeiro Esporte Clube. Neste quase Século de vida, grandes times, grandes jogadores, grandes dirigentes, treinadores, enfim, profissionais e amadores que construíram uma instituição que entrou para a história do futebol mundial.

Cada um que curte futebol, independentemente do clube para o qual torce, tem uma lembrança de emoção que envolve a “Raposa”, seja de alegria, tristeza, raiva ou felicidade. Indiferença, jamais!

Nesta homenagem do blog, recorro a essas imagens emblemáticas, de momentos decisivos dessa bela trajetória.

A primeira, do alto, do time que colocou o Cruzeiro na “prateleira de cima” do país, que detonou com o Santos. Meados dos anos 1960, e eu tinha nascido há pouco tempo. Não tive o prazer de vê-lo, ao vivo.

Essa, de nove anos depois, o time Campeão da Libertadores de 1975, que misturava qualidade técnica com força. Um time também sensacional: Darci Menezes, Nelinho, Morais, Zé Carlos, Raul e Vanderley; massagista Guido, Roberto Batata, Eduardo, Jairzinho, Palhinha e Joãozinho.

Infelizmente o Roberto Batata morreu em acidente de carro, depois de um jogo no Peru. Chegou da viagem, pegou o carro para ver a família em Três Corações, e bateu o carro no km 182 da Rodovia Fernão Dias, em Oliveira, a 150 quilômetros de Belo Horizonte. O técnico Zezé Moreira, optou por Zé Carlos em seu lugar. O time campeão ficou assim na foto:

Vale a publicação em homenagem a estes grandes jogadores: Roberto Batata e Zé Carlos, que infelizmente não anda bem de saúde.

E aqui, uma montagem do “time de todos os tempos”, numa dessas enquetes feitas para tentar apurar qual seria a melhor formação da longa história do clube, ouvindo gerações diferentes de futebolistas e registros históricos. De todas que já vi, considero que esta formação se aproxime mais do que pensa a maioria dos cruzeirenses com quem converso. Extrai do http://paginasheroicasdigitais.com.br/blog/50891/: da esquerda para a direita: Zé Carlos, Nelinho, Procópio, Raul, Perfumo e Sorín; Tostão, Palhinha, Niginho, Dirceu Lopes e Joãozinho.

Será? Assunto bom para eterna discussão!

Parabéns Cruzeiro, parabéns cruzeirenses!


O futebol surgiu em Belo Horizonte por iniciativa de um carioca que veio estudar Direito na recém fundada cidade

Obrigado ao Horacio V. Duarte que indicou ótimas leituras sobre futebol para que compartilhemos aqui no blog. Uma sobre a história dos estádios de Belo Horizonte (http://camposinvisiveis.com/) e outra sobre a violência das torcidas no Brasil (https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/28/deportes/1514427700_914142.html).

A primeira, sobre os estádios, é leitura obrigatória para quem gosta do futebol, especialmente de Minas Gerais. Mostra a origem do Atlético, Cruzeiro, América, de outros clubes que já não existem mais e o mapa do futebol no início da cidade nos primeiros anos do Século XX. Sensacional.

Parabenizo aos autores deste trabalho e recomendo: http://camposinvisiveis.com/

* “Campos Invisíveis”

Campos Invisíveis é um projeto jornalístico sobre os antigos estádios de Belo Horizonte. Um percurso que vai dos primeiros matches disputados na capital até o surgimento dos grandes estádios. De tempos em que o futebol belo-horizontino era praticado na área central, com as mais importantes taças sendo erguidas nos limites da Avenida do Contorno.

Por mais de meio século, os clubes da cidade possuíram seus próprios estádios. Pouca gente sabe, mas o famoso 9 a 2 aconteceu em um campo na Avenida Augusto de Lima, onde hoje fica o Mercado Central. São poucos os que se lembram, então, que Tostão fez seu primeiro gol pelo Cruzeiro jogando em um estádio no Barro Preto.

Neste meio tempo, o que se perdeu foi a memória. Estes campos são, hoje, invisíveis, pois foram derrubados para a construção de empreendimentos diversos, com pouca ou quase nenhuma ligação com o futebol. Quando se fala em progresso, nada pode ser mais importante. E é justamente aí que a memória se esvai.

A nossa proposta é lançar uma lupa sobre as antigas canchas belo-horizontinas, elucidando as histórias que se passaram dentro daqueles que um dia foram os principais palcos do futebol da cidade.

O trabalho tem orientação de Carlos d’Andréa e Enderson Cunha. Este projeto só foi possível graças às contribuições de Afonso Celso Raso, André La Rocca, Benito Fantoni, Benito Fantoni Jr, Breno Sousa, Coleção Linhares/ECI – UFMG, Déa Januzzi, Divisão de Coleções Especiais/Biblioteca Universitária da UFMGGeorgino NetoHemeroteca Histórica/Biblioteca Pública Estadual Luiz de BessaMuseu Histórico Abílio Barreto e Ronaldo Inácio.

Siga o Campos Invisíveis no Twitter: @camposdebh

Você pode entrar em contato pelo camposinvisiveis@gmail.com

Os primeiros campos

Por Lucas Sousa

A história dos campos de futebol de Belo Horizonte conta como o esporte ganhou a capital mineira. Os espaços de jogo foram de pedaços de calçada desocupados a concessões com o apoio da Prefeitura. O que era apenas divertimento para os garotos da monótona cidade, em pouco tempo se transformou em assuntos tratados pelos políticos.

A prática do futebol em Belo Horizonte passou por pontos turísticos e endereços famosos. Locais como o Parque Municipal e o atual Mercado Central foram referências da cena do futebol na capital mineira em seus primeiros anos (Ver mapa). A história dos campos belo-horizontinos não foi planejada como a cidade, mas seguiu o curso que o jogo ia tomando nos seus primeiros anos de vida.

Parque Municipal: a primeira casa do futebol em Belo Horizonte

No projeto para a construção de Belo Horizonte, o engenheiro-chefe Aarão Reis delimitou mais de 550 mil metros para a construção de um parque municipal. O arquiteto e paisagista francês Paul Villon reservou para o local diversos atrativos, como coretos, uma cascata de seis metros, pequenas lagoas, milhares de árvores e arbustos. O que eles não esperavam é que alguns dos vários gramados fossem utilizados como campos improvisados para jovens correrem atrás de uma bola, dando início à história do futebol na cidade. Porém, antes de ser lugar do esporte, o espaço era o lugar da elite de Belo Horizonte.

http://camposinvisiveis.com/index.html


Novos ares farão bem a Marcos Rocha, Atlético, Roger Guedes e Palmeiras

Antes, jogador era aguardado na sede ou campo de treino do novo clube para vestir a camisa oficial. Agora, o “photoshop” resolve o problema instantaneamente. Basta o diretor de futebol anunciar que o departamento de marketing já produz a foto com a nova camisa. Pena que o recurso tecnológico não resolver também o problema da qualidade do contratado.

O Galo com pouco dinheiro para gastar opta por trocas e “negócios” de ocasião, que podem dar certo, já que o técnico Oswaldo Oliveira está à frente das indicações e com poder de veto quando um indicado não lhe agrada. Marcos Rocha prestou ótimos serviços ao Atlético, é um dos melhores laterais do país, mas, aos 29 anos, está na hora de rodar, ganhar mais dinheiro e experimentar um outro grande clube. Roger Guedes é jovem, 21 anos, despontou-se como revelação do Criciúma, foi bem em seu primeiro ano de Palmeiras, campeão ano passado, mas caiu de produção em 2017. A mudança para Minas poderá fazer muito bem a ele também.

Marcos Rocha também jogou no Uberlândia, CRB, Ponte Preta e América, por empréstimo. Roger Guedes é gaúcho de Ibirubá, mas começou no Criciúma.


Poster da Florida Cup apresenta ex-jogadores do três representantes do Brasil

Dizia Tom Jobim que “o Brasil não é para amadores”, país difícil de mexer e entender. Os organizadores da Florida Cup devem, estar com este mesmo pensamento, já que viraram motivo de gozação por causa da gafe que foram induzidos a cometer no material de divulgação da disputa: Jô, agora ex-Corinthians; Fred, ex-Galo e o meia Gustavo Scarpa, ex-Fluminense estão com as caras e camisas dos antigos clubes estampados em todos os milhões de cartazes espalhados pelos Estados Unidos.


Simpatia recíproca pelo trabalho um do outro motivou pacto entre Telê Santana e Cruyff na final do Mundial de 1992

Só li agora, e muitos aqui possivelmente nem leram, então vale a pena ler de novo.

Quando era o treinador mais falado do mundo, comandando o Barcelona, Pep Guardiola sempre exaltava a seleção brasileira de 1982, de Telê Santana, e lembrava que, 20 anos antes, o seu técnico no próprio Barcelona, Johan Cruyff sempre a citava como uma das formas modernas de se jogar futebol.

A simpatia do Telê por Cruyff era recíproca e dias atrás, por ocasião das comemorações do título mundial interclubes pelo São Paulo, importantes revelações do árbitro argentino Jucan Carlos Loustau, ajudam a explicar essa sintonia entre essas duas figuras legendárias do futebol, que infelizmente morreram, quando ainda tinham muito a contribuir com o mundo da bola.

Confira em trechos de reportagens do Uol e R7:

“Árbitro revela pacto feito por Telê e Cruyff antes do Mundial de 1992”

“Cruyff e Santana queriam ganhar, mas não de qualquer forma”, afirmou Juan Carlos Loustau, árbitro da final do Mundial de 1992. Em entrevista à agência EFE, o argentino revelou detalhes da conversa que presenciou dias antes da decisão entre São Paulo e Barcelona realizada no Japão, na qual os treinadores combinaram que tentariam realizar uma grande partida de futebol, sem artimanhas para buscar apenas a vitória.

O papo entre Telê Santana e Johan Cruyff ocorreu na madrugada do dia 11 de dezembro. Sem sono pela diferença de fuso horário entre Argentina e Japão, Loustau cruzou com Telê no hotel em que ambos os times estavam hospedados e foi convidado para participar do diálogo com o treinador do Barcelona.

“Falavam de futebol como se fosse algo sagrado. Diziam que interromper uma partida com simulações de lesões, esconder a bola ou fazer uma substituição para ganhar segundos não era válido”, lembrou o argentino.

“Estavam convencidos que perder jogando bem não era fracassar e que uma partida leal, se se respeitam os princípios, não há vencedores nem vencidos”, completou.

Loustau tirou daquela conversa a conclusão que tanto Telê quanto Cruyff nunca consideraram perder como um fracasso, apesar das icônicas derrotas da Holanda na Copa do Mundo de 1974 e do Brasil em 1982, quando Cruyff jogava e Telê treinava, respectivamente.

Entre outras coisas que o argentino presenciou estava a aversão de Telê e Cruyff a cruzamentos sem objetividade. Lousteau ainda disse que, se pudessem, os treinadores teriam conversado por horas sobre futebol, pois não cansavam de falar do assunto.

Em campo, o São Paulo de Telê Santana foi vencedor, virando o jogo contra o Barcelona por 2 a 1, no dia 13 de dezembro. Stoichkov abriu o placar para os espanhóis, mas Raí marcou duas vezes e garantiu o primeiro título mundial dos paulistas.

“ Foi Telê, quem convidou Loustau para se juntar à conversa com Cruyff, vitorioso como jogador e que já colecionava sucesso com Ajax e depois Barcelona.

Seus jogadores, tinham por onde seguir a escola do bom futebol. O São Paulo, então campeão da Libertadores, contava com Zetti; Vitor, Adilson, Ronaldão e Ronaldo Luis; Toninho Cerezo, Pintado e Raí; Cafu, Palhinha e Muller. Do outro lado, o Barcelona, campeão da Liga dos Campeões, tinha Zubizarreta; Ferrer, Koeman, Guardiola e Euzébio; Bakero, Amor, Witschge e Beguiristiain; Stoichkov e Laudrup. Toninho Cerezo, Bakero e Beguiristiain foram substituídos naquela partida.”


Bom demais ver figurões dos esportes, política e mundo empresarial do Brasil na cadeia

Que mofem ou morram lá; igual aos generais, almirantes, brigadeiros e outros facínoras das forças armadas da Argentina, que barbarizaram na ditadura deles. Aqui, nenhum político teve peito para encará-los.

Bom demais ver figurões dos esportes, política e mundo empresarial do Brasil na cadeia

A injustiça e lentidão do judiciário no Brasil são revoltantes, mas nos últimos anos nós estamos assistindo a detenções, condenações e quedas de máscaras inimagináveis para os nossos tempos. Não há como negar: são luzes no fim do túnel, apesar dos “Gilmar Mendes” da vida.

Nunca imaginei que algum dia veria o Paulo Maluf, outrora arrogante, na cadeia, ainda mais com 86 anos de idade, de bengala e carcomido. No Brasil as pessoas têm dó de velhos e doentes, mesmo quando são ladrões, assassinos, estupradores e marginais desse tipo. As leis inclusive os beneficiam em muitas situações.

Eu já dava Maluf como caso perdido, mais um impune nessa multidão de bandidos do colarinho branco, neste país depósito de gente. Que beleza essa cena!

Pertenço à ala dos brasileiros que não defendem nenhuma concessão ou solidariedade a bandidos desse nível. Penso primeiro nas vítimas deles, e o pior dessa raça são os políticos que compram e se vendem. Prejudicam um país inteiro. Responsáveis por milhões de sacaneados e grande parte se torna marginal, por falta de oportunidades ou por revolta pura e simples, na base do “se aquele fulano rouba e não acontece nada com ele, porque não posso roubar também?”. http://blog.chicomaia.com.br/

Coincidentemente José Maria Marin foi governador de São Paulo na barca de Paulo Maluf, de quem era vice. Agora toma cadeia pra valer nos Estados Unidos, depois de dois anos em prisão domiciliar, no apartamento dele em um dos metros quadrados mais caros de Nova York. De onde teria saído o dinheirão pra ele comprar este “ap”? Nos Estados Unidos eles sabem, mas aqui a legislação protege elementos como ele. Tanto que só foi preso na Suíça, porque não deu tempo de escapar antes. Seus parceiros Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, igualmente enrolados, não põem o nariz em aeroportos do exterior, bem orientados que são, por grandes advogados. Espero assistir a casa deles caindo, assim como assisti a do Marin e tantos políticos e mega empresários brasileiros. Cambada!


A todos, a minha gratidão e boas festas, ótimo Natal e um 2018 mais feliz ainda de janeiro a dezembro!

Meus queridos e queridas que me dão a honra e privilégio da companhia nestes espaços virtuais e em outros por onde nos encontramos. Obrigado por tudo e continuemos juntos. Faço minhas as palavras do Luiz Souza, um dos mais antigos participantes deste blog, que no dia 21 , nos escreveu:

“Chico e amigos do Blog.
Hoje passei por aqui não para falar de futebol, mas de algo muio mais sublime que é a celebração à vida.
A medida que amadurecemos nada mais é importante, ao não ser os valores adquiridos ao longo da jornada. Felizmente tento caminhar sobre as pegadas de São Francisco de Assis e, a cada ano me desprendo de vaidades e de valores materiais.
Quero mandar-lhe Chico Maia, o meu fraterno abraço desejando-lhe um Natal Belíssimo, um ano igualmente feliz.
Nessa época, até mesmo para os ateus, não deixa de ser um momento de muita reflexão.
Aos amigos do blog, desejo-lhes o mesmo e faço do poesia de Cora Coralina as minhas palavras.
Feliz natal! Feliz 2018 a todos!

* POESIA DE NATAL

Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante

Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!

Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!”

* Cora Coralina


Ida de Fred para o Cruzeiro agradou à maioria das duas torcidas

O portal O Tempo está promovendo uma enquete: “Quem sai ganhando com a transferência de Fred?”.

Agora há pouco votei e vi o resultado parcial, às 8h45:

Atlético 45%

Cruzeiro 37%

Os dois 7%

Nenhum 11%

Votei na opção “Os dois”. Fred não se ambientou no Galo, se acomodou e fracassou junto com o time. Aquisição caríssima, que se mostrou equivocada. A saída dele alivia o caixa. Tecnicamente, já tem substituto. Não vejo possibilidade de Ricardo Oliveira render menos que Fred, mesmo com 37 anos de idade. É um outro perfil de profissional.

Por outro lado, Mano Menezes precisa de um “homem referência” no comando do ataque do Cruzeiro. Fred é finalizador brilhante e terá garçons da melhor qualidade a servi-lo, como Thiago Neves, excelente também neste quesito.

A nova diretoria do Atlético se desfez de um “engastaio”, como diria o saudoso Seu Naco, cruzeirense, avô do Bodão, na cidade de Ferros. Ou, se livrou de uma “roia” como diz o atleticano professor Paulo Bento e os habitantes de Porto Firme e região de Viçosa.

A nova diretoria do Cruzeiro marcou território e mostra para a torcida que este é o estilo que prevalecerá nos próximos três anos: ousadia.

Pela enquete, as senhoras e os senhores viram que a maioria das torcidas está feliz com essa troca de lado do atacante, né? Os atleticanos mais: 45%. Os cruzeirenses, 37% e 11% acham que os dois clubes fizeram mau negócio.

E na verdade, quem ganhou mais ou quem perdeu mais, só o tempo dirá, com a bola rolando. Não tenho a menor dúvida que Fred encherá a sacola de gols no Campeonato Mineiro. Mas Ricardo Oliveira deverá encher também. Mas o bicho pega mesmo é nas competições que realmente valem e cujos adversários são difíceis: Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e Sul-americana.

O resto é perfumaria!


Lembranças do dia em que Nelinho trocou a Toca da Raposa pela Vila Olímpica

João Leite, Nelinho, Batista, Elzo, Heleno, João Paulo e o vice-presidente de futebol Ivo Melo; Sérgio Araújo, Paulo Isidoro, Tita, Éverton e Edvaldo.

***

Ontem pela manhã o Alexandre Simões escreveu uma ótima reportagem no portal do Hoje em Dia, reavivando a memória de todos nós contando a história da troca de lado por um jogador da prateleira de cima, que realmente mexeu com o nosso futebol. Nelinho saindo do Cruzeiro e indo para o Atlético.

Eu era repórter da Rádio Capital e tive o privilégio de cobrir o dia a dia do Galo naquela época. Só não concordo com a pergunta que o Alexandre faz no título da reportagem: “Fred no Cruzeiro: um troco depois de três décadas e meia?”.

Não dá pra comparar. Nelinho era, simplesmente, o maior lateral direito do país, um dos mais badalados do mundo.

Confira:

* “Foram 105 gols em 410 jogos. Isso lhe garante a 13ª posição no ranking dos principais artilheiros da história do clube. Mas num determinado momento da carreira, já veterano, ele agitou a maior rivalidade mineira trocando de clube em Belo Horizonte. Não é de Fred que estou falando. O personagem é Nelinho, o maior lateral-direito da história cruzeirense e que encerrou a carreira vestindo a camisa atleticana.

A troca de lado de Nelinho aconteceu em 1982, logo após a disputa do Campeonato Brasileiro, que naquela época era a primeira competição do ano. Considerado “laranja podre” pelo técnico Yustrich, que assumiu o time após a eliminação precoce na competição nacional, ele deixou a Toca da Raposa e foi para a Vila Olímpica.

No Atlético, em cinco anos, foram quatro títulos mineiros, três semifinais de Campeonato Brasileiro e 52 gols em 274 partidas. Inicialmente, o cruzeirense comprou a ideia do novo treinador e da diretoria. Mas esse sentimento logo se transformou em depressão, pois o antigo ídolo logo se transformou num dos destaques do rival.

O último jogo de Nelinho pelo Cruzeiro foi em 20 de março de 1982, uma derrota de 1 a 0 para a Anapolina, de Goiás, no Mineirão, que decretou a eliminação do time comandado pelo técnico Brito do Brasileirão daquele ano.

Em 2 de maio do mesmo ano, um jogo pela Taça dos Campeões, torneio criado para manter em atividade os clubes eliminados do Brasileirão, levou 52.328 pagantes ao Mineirão. A atração era justamente a estreia de Nelinho num time quase reserva do Atlético, pois Luizinho, Toninho Cerezo e Éder já estavam treinando na Seleção Brasileira, para a disputa da Copa do Mundo da Espanha, e Reinaldo estava machucado.

Agora, depois de 35 anos, a história pode se repetir. Fred não sai do Atlético por causa de treinador ou diretoria, pelo menos oficialmente, como foi o caso de Nelinho em 1982. De toda forma, o Cruzeiro, onde ele jogou em 2004 e 2005, marcando 55 gols em 71 jogos, tem no final de 2017 a chance de dar o troco em um dos capítulos mais polêmicos da história do clássico.

Luís Antônio, Nelinho, Mundinho, Marquinhos, Zézinho Figueroa e Luís Cosme. Agachados: Eduardo, Eli Carlos, Tião, Erivelto e Joãozinho.

Afinal, Nelinho não era laranja podre. Muito pelo contrário. Era o maior lateral-direito da história do futebol mineiro. E o cruzeirense, acostumado com sua qualidade e gols por quase uma década (1973 a 1982) foi obrigado a seguir acompanhando o seu sucesso com  camisa rival.

Fred já movimentou o futebol mineiro quando veio para o Atlético, na metade do ano passado. Agora vai virar um troco cruzeirense depois de 35 anos? Como diz Adilson Batista: “vamo aguardá!”.”

http://hojeemdia.com.br/esportes/fred-no-cruzeiro-um-troco-depois-de-tr%C3%AAs-d%C3%A9cadas-e-meia-1.584291


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