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Sampaoli vai impondo o seu estilo dentro e fora de campo. Atlético deve anunciar o goleiro que ele queria

O jornalista paulista Brenno Beretta twittou no início da tarde: @BrennoBeretta: “Everson será goleiro do #Atlético! Pedido antigo do técnico Sampaoli, ele chega ao Galo por R$ 6 milhões + o volante José Welison, que vai para o #Santos. Gostaram do negócio pra ambas as partes ? #MercadoDaBola”.

***

Para mim o time não está precisando de goleiro e sim de criadores de jogadas e um grande finalizador. Mas se o treinador insistiu nessa contratação, é porque deve ter alguma ideia muito interessante. Aguardemos.

Tirando isso, concordo com o que escreveu hoje o advogado Stefano Venuto Barbosa, sobre as relações do técnico atleticano com alguns segmentos da imprensa:

* “StefanoVB: “Comentaristas esportivos, no geral, não se contentam com o óbvio, nenhum time no mundo joga 100% bem, o copo meio cheio são os três pontos, mas eles querem enxergar um defeito pra encher linguiça e arrumar polêmica. Ontem o Galo fez um primeiro tempo certinho, caiu no segundo…

E ninguém comentou que o Jair foi amarelado e a marcação no meio caiu, por um receio de expulsão, caiu a retomada de bola, todo time caiu, então não dá para escutar quem viu outra coisa, não existe sensatez em cutucar o Sampaoli. Só Telê, nesse tempo todo, deu um padrão ao Galo.

Nem mesmo time do Cuca teve regularidade, o time do Galo naquela libertadores fez partidas horríveis fora de casa, era chutão e sufoco, parem de encher a cabeça de torcedor com perfumaria.”


E lá se foi o Fábio, ex-goleiro do Atlético, Cruzeiro, São Paulo e Seleção Brasileira

Na seleção brasileira em 1966: Murilo, Fábio, Djalma Dias, Edson Cegonha, Sebastião Leônidas e Dudu; Pai Santana, Jairzinho, Célio, Tostão, Lima e Ivair. Fotos: www.terceirotempo.uol.com.br/que-fim-levou/fabio-medeiros-159

Se o VAR existisse em 1965, e fosse jogo oficial, teria havido uma grande polêmica. No pênalti apitado para o River Plate contra a seleção mineira na inauguração do Mineirão, Fábio chegou a tocar na bola, que saiu rente ao poste, mas o árbitro não percebeu o toque e não deu corner. Graças à essa defesa, não registrada oficialmente, Buglê entrou para a história como o autor do primeiro gol do estádio, que sábado completou 55 anos.

Infelizmente o goleiro morreu na última noite. Não tive a honra de conhecê-lo pessoalmente, mas só ouvi e ouço coisas boas a respeito dele, dentro e fora de campo. Procópio Cardozo prestou homenagem, logo cedo, com essa foto principal do post, acompanhada da frase: “@procopiocardozo: O futebol mineiro perdeu um de seus ícones dos anos 60. Fábio, ex-goleiro de Atlético, Cruzeiro e Seleção Brasileira”

A partir da esquerda, Humberto Monteiro, Vanderlei Paiva, Djalma Dias, Vander, Oldair e Fábio; Vaguinho, Ronaldo, Silvio Major, Neguito e Tião

No dia 21 de dezembro de 2012 o Marco Antônio Astoni, fez uma ótima reportagem sobre ele no Globoesporte.com. Vale a pena ler de novo:

* “Defensor do primeiro pênalti do Mineirão relembra várias histórias”

Fábio impediu que o argentino Sarnari fosse autor do primeiro gol do estádio

O atacante Buglê, ex-Atlético-MG, Santos e Vasco, ficou famoso por ter marcado o primeiro gol da história do Mineirão, em 1965, em um jogo entre a seleção mineira e o River Plate, da Argentina. O que pouca gente sabe é que Buglê só entrou para a história porque o goleiro Fábio, que, na época, jogava pelo Cruzeiro, defendeu um pênalti cobrado por Sarnari, quando o jogo ainda estava 0 a 0, e evitou que um argentino balançasse as redes do estádio da Pampulha pela primeira vez. Fábio Arlindo Medeiros começou a carreira profissional no Atlético-MG e também atuou por Cruzeiro e São Paulo, além de ter defendido a Seleção Brasileira. Atualmente, vive em um condomínio em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, onde tem uma vida tranquila e confortável ao lado da família.

O ex-goleiro contou sua história desde o começo, quando decidiu jogar futebol por influência de um vice-campeão mundial de 1950, até o fim da carreira, com apenas 30 anos, para ficar mais perto da família. (mais…)


Coritiba tinha caixa pra mais, principalmente no primeiro tempo

Sasha em foto da Agência CAM

O Atlético é muito bem treinado, tem jogadas mortais, como os cruzamentos, que originam gols como este da vitória de hoje em Curitiba. Mas carece de um tipo de jogador que a maioria dos concorrentes procura também: que saiba marcar gols, pelo menos aproveitar uma em cinco oportunidades criadas. Contra o Coritiba isso ficou bem claro mais uma vez. Fez um primeiro tempo impecável, marcou apenas um gol, com Sasha, aos 33 minutos, e correu risco enorme no segundo. Na forma de jogar do Jorge Sampaoli os riscos são calculados. Contra adversários mais qualificados a perspectiva de tomar gols é grande, mas há quase que certeza que gols a favor também sairão.

O time paranaense é o 17º colocado, primeiro da zona de rebaixamento, com sete pontos. Foi com todas as forças para cima do Galo em busca do empate no segundo tempo, mas esbarrou no sistema defensivo bem postado e nas próprias deficiências.


  Que beleza de jogo! Pena que a torcida não pode estar presente

Foto: Bruno Cantini/Agência Galo

Três jogos em casa e três vitórias do Atlético. Futebol sem público não tem tanta graça, mas este jogo foi bom demais. Dentro do esperado, devido ao estilo ofensivo dos dois treinadores. Fernando Diniz é cada vez mais pressionado, já que os times dele jogam bonito, atacam muito, erram gols impressionantes e seu sistema defensivo não consegue parar os contra ataques adversários e nem evitar gols. Hoje foi assim de novo, principalmente no primeiro tempo. Mandou na partida, chutou bolas na trave (aos 6 minutos com Luciano e aos 13, Paulinho), desperdiçou oportunidades incríveis, teve gol do Luciano mal anulado pelo VAR, aos 30 e saiu com três a zero no lombo.Foi uma situação parecida com a do Atlético contra o Botafogo, em que foi o dono da partida e perdeu de 2 a 1.

Os gols do Atlético evidenciaram o estilo Sampaoli. No primeiro, aos 34, o São Paulo saía para o ataque, foi desarmado pelo Hyoran, que em toque rápido encontrou Allan Franco, que marcou na saída do goleiro. O segundo foi um dos mais bonitos do ano, em quatro toques. Começou com o Rafael, que lançou milimetricamente na esquerda para o Sasha, que dominou com precião, já tocando para Allan, novamente infiltrado na zaga para fazer 2 a 0, aos 43.

No segundo tempo o Galo voltou com mais confiança e o São Paulo diminuiu o ímpeto. Aos 13 minutos, Jair aproveitou uma escorada do Junior Alonso de uma cobrança de córner e voltou a marcar de cabeça, fechando o placar. Aos 8, Keno chutou na trave. Um 3 a 0 com a ajuda do “Sobrenatural de Almeida”, como diria o Nélson Rodrigues. Adversários errando gols, e a arbitragem errando a favor, coisa rara na vida do Galo.

Futebol absolutamente coletivo praticado pelos comandados do Jorge Sampaoli. Individualmente, concordo com as opiniões do Álvaro Damião, da Itatiaia, e do Rodrigo Frossard, do Globoesporte.com:

@alvarodamiao: “O Rafael está pegando demais, núuuuu! E não é só isso, o 2° gol nasceu de um passe dele! Ele é fundamental no esquema do Atlético! Merece! É um cara super do bem! Que jogão!!!”

@guifrossard: “Rafael: tem tudo pra fazer história no Galo. Excelente. Essencial pra segurar o 0 a 0 na pressão inicial do São Paulo. Jair: muito acima da média. Alan Franco: pelo segundo jogo seguido, mostrando inteligência pra atacar espaços na zaga adversária. Hoje deu certo.”

Vitória que levou o time para a  terceira posição, com 12 pontos, à frente do Vasco, Fluminense e Flamengo, 11, atrás do São Paulo, 13, e Internacional, o lider, com 16.

Domingo, 20h30 tem o Coritiba, lá. Jogo bom pra ganhar fora de casa. Na quarta-feira, o Sanos, na Vila Belmiro.


Mesmo se não tivesse começado com menos 6 pontos, o Cruzeiro seria o 10º colocado da Série B

A coisa realmente está feia pelo lado azul. Vejam o nível do adversário desta noite, com base nesta manchete de anteontem do Globoesporte.com

E a frase título deste post foi inspirada no que escreveu o Paulo Galvão, do Estado de Minas, depois da derrota de 1 a 0 para o Brasil de Pelotas: @paulogalvaobh “Acreditem, mesmo se não tivesse sido punido com a perda de 6 pontos, o Cruzeiro seria o 10º na Série B. Que coisa.”

Outro bom analista de futebol é o  Luciano Dias, que twittou

@jornlucianodias: “– O fundo do poço do Cruzeiro não era o rebaixamento do ano passado.

– A badalada reconstrução é feita com tijolos de péssima qualidade.

– O time não assusta ninguém. E pior: todo mundo assusta o Cruzeiro. – A realidade, por enquanto, é permanecer na B.”

Já a Cruzeiro News pensa num eventual substituto Enderson Moreira:

@Cruzeiro_News “Vou sonhar com o Ceni e acordar co”m o Micale. Vai vendo…”

Vamos aguardar se o presidente Sérgio Santos Rodrigues irá para as redes sociais nesta quinta-feira à tarde e quais serão as justificativas.


Vencer ou vencer: “as opções” para o América à tarde, em casa, e o Cruzeiro, à noite no Sul

Técnicos Enderson Moreira e Lisca, em fotos de Marco Ferraz/Cruzeiro e João Zebral/América, no site www.oempallador.com.br

Jogos que prometem muito. É a luta pelo acesso e contra o rebaixamento, contra concorrentes diretos, nesta sétima rodada da Série B. O América, com 11 pontos, está na 7a posição e recebe o CSA às 16h30 no Independência. Caso vença, o Coelho poderá chegar ao topo, na briga com os líderes Cuiabá e Paraná que têm 14, a Chape, 13 e o Operário-PR, 12. O Paraná tem um jogo a mais.

O CSA está três pontos, na zona da degola, em 17o lugar, junto com o Brasil de Pelotas e Oeste/SP, que também têm três, à frente do lanterna Sampaio Correia, que não pontuou até agora.

O Cruzeiro tenta sair dessa briga da parte de baixo da tabela de classificação, já que tem apenas quatro pontos e enfrenta justamente o Brasil, 18o colocado com um ponto a menos. Oportunidade para os jogadores tirarem a corda do pescoço do técnico Enderson Moreira ou jogá-lo às cobras na pressão que o presidente Sérgio Santos Rodrigues enfrenta pela cabeça dele.

P J V E D GP GC SG
1 14 6 4 2 0 7 2 5
2 14 7 4 2 1 10 6 4
3 13 6 4 1 1 6 2 4
4 12 6 3 3 0 9 3 6
5 11 6 3 2 1 8 5 3
6 11 7 3 2 2 12 10 2
7 11 6 3 2 1 6 4 2
8 10 7 2 4 1 7 6 1
9 10 7 2 4 1 8 8 0
10 9 7 2 3 2 7 8 -1
11 8 7 2 2 3 5 5 0
12 6 5 2 0 3 5 5 0
13 6 6 1 3 2 4 6 -2
14 5 6 1 2 3 2 5 -3
15 4 6 3 1 2 8 7 1
16 4 7 1 1 5 6 11 -5
17 3 4 1 0 3 2 7 -5
18 3 5 0 3 2 3 5 -2
19 3 7 0 3 4 4 10 -6
20 0 4 0 0 4 1 5 -4

  Os motivos que levam o presidente do Cruzeiro a não demitir Enderson Moreira

Enderson Moreira em foto do Bruno Haddad/Cruzeiro

No sábado, depois da derrota para o América, Sérgio Santos Rodrigues deve ter gastado um bom tempo para convencer o Pedro Lourenço a aceitar que ele não demita, agora, o treinador. Seria uma desmoralização absoluta. No domingo bem cedo ele enviou um comunicado aos conselheiros, repassado à imprensa, dando explicações “técnicas/administrativas/financeiras” para justificar a permanência do Enderson e de toda a comissão. Mas a explicação poderia ter sido mais simples: não fossem os seis pontos a menos, determinados pela FIFA, por causa de um calote, o Cruzeiro estaria hoje na oitava posição, a apenas um ponto do G4. Realmente, o futebol que o time vem apresentando é muito ruim, porém, compatível com o grupo de jogadores que o treinador tem à disposição.

Todavia, o Sérgio Santos Rodrigues parece ter acalmado o Pedrinho e usou os seguintes argumentos, enviados aos demais conselheiros do clube:

* “Bom dia amigos Conselheiros.”

Sempre é melhor cabeça fria pra falar. Sobre troca de técnico, tema central do debate atual, quero lembrar de uma coisa: tivemos 4 no fim do ano passado pra fugir do rebaixamento e o que nos rendeu? 4 débitos pesados. Devemos o Mano mais de 5MM, Abel mais de 2MM, Adilson uns 600 mil e o próprio Rogério foi um acerto alto.

Trocar técnico com 6 rodadas não é a solução. Temos que cobrar sim, porque claro que não estamos satisfeitos, mas não tem mágica. Tem trabalho e isso estamos fazendo muito.

Trazendo reforços que conseguimos pagar pra não aumentar ainda mais o buraco e buscando dar condição de trabalho pra equipe.

Se todos ficam chateados, imaginem a gente, na linha de frente, trabalhando 12 hs por dia pra fazer as coisas acontecerem?

Os problemas extra campo ainda são MUITO maiores que os problemas em campo. Muito. Então temos que conviver com isso porque infelizmente nos fizeram chegar até aqui.

Não tem problema. Continuaremos firmes e precisamos do apoio de todos. Não nos abalamos porque sabemos que é muito simples essa análise de “ganhou tá bom, perdeu tá ruim”.

Se não fossem os 6 pontos perdidos fora de campo estaríamos no G4, aí a repercussão não seria tanta. Então vamos serenos, focados, cobrando e com certeza atentos. Teremos reforços ainda.

Temos hoje 9MM de técnicos e cada um pensa de um jeito; não adianta cada um achar que tá certo. Tem gente que estuda isso o dia inteiro por trás.

Precisamos de confiança, de ajuda. Situação financeira ainda péssima. Então vamos contribuir, pedir contribuição que daqui vamos continuar trabalhando muito, mas muito mesmo, com muita disposição e alegria de poder servir o Cruzeiro.

Agradeço muito aos que confiam em nós e mandam mensagens positivas! Contamos com vocês

Abraço!

Sérgio Santos Rodrigues


História de jogadores que derrubam treinador pode estar se repetindo: Felipe Conceição (ex-América) cai no Bragantino

Felipe Conceição em foto do Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

Ele se revelou como treinador no América, ao comandar uma reação espetacular na fuga da Série C e a quase classificação para a A, em 2019. O Bragantino, turbinado pela grana da Red Bull, subiu para a Série A, e o levou, para comandá-lo na temporada 2020. Tudo parecia dar certo, com a aquisição de teóricos reforços e uma boa estrutura profissional. Ótima campanha no Campeonato Paulista, eliminado nas quartas de final pelo Corinthians, depois de liderar a fase inicial.

Veio Brasileiro e em seis rodadas a campanha é até razoável: 5 pontos, 17ª posição, porém, metade da pontuação do Fluminense, que é o quarto colocado, que aliás, perdeu para ele por 2 a 1 na quarta rodada. E pelo que a imprensa de lá diz, ruim mesmo foi o jogo contra o Fortaleza, domingo, na capital cearense, derrota de 3 a 0. Antes, empatara na estreia, em casa, com o Botafogo 1 a 1; outro 1 a 1, com o Santos, na Vila Belmiro; e derrotas de 2 a 1 para o Corinthians (em casa) e Bahia, em Salvador.

Quando ouvi a notícia, ontem à noite, que o Felipe Conceição foi demitido, achei estranho. Especialmente para este “projeto”, de clube-empresa, sob o guarda chuva da gigante multinacional dos energéticos, que jura estar fazendo algo “diferente” no futebol. Com o Bragantino, são quatro investimentos dela no futebol mundial e o maior exemplo de sucesso é o Leipzig, da Alemanha, eliminado da Champions deste ano pelo Paris Saint Germain. Os outros são o Red Bull Salzburg, da Áustria, e o New York Red Bulls, dos Estados Unidos.

Aquele papo de não demitir treinador em inicio de temporada, no Brasil não funciona, especialmente quando alguns jogadores cismam de derrubar o chefe, como parece ter sido o caso. Ao ler o início de uma reportagem do Globoesporte.com matei a charada: “… atletas manifestam descontentamento com a reserva. Ytalo, barrado no último jogo até do banco de reservas, curtiu uma foto do Wellington Paulista comemorando gol (contra o Bragantino). O atleta pediu desculpas na sequência…”

Está explicado. Felipe Conceição não conseguiu administrar os egos e anti profissionalismo de alguns que se consideram intocáveis do elenco. Que o mundo do futebol não se esqueça de nomes, como este: Ytalo, por exemplo. A atitude dele indica que é da turma que gosta de derrubar treinador. Se fez isso atuando pelo Bragantino, o fará novamente em qualquer outro clube, basta que seus interesses pessoais sejam incomodados.


A história em fotos: o título de hoje e o primeiro do Galo na era Mineirão, 50 anos atrás

Em meio às comemorações do título estadual confirmado esta tarde sobre o Tombense, a ótima lembrança e homenagem  do twitter Galo_Memória @galo_memoria a grandes jogadores que ajudaram na construção do gigante que é o Atlético: há 50 anos o Galo conquistava o Campeonato Mineiro de 1970, o nosso primeiro título no Mineirão. Em pé: Careca, Humberto Monteiro, Vanderlei, Grapete, Vantuir e Cincunegui. Agachados: Vaguinho, Oldair, Dario, Lacy e Tião.

No Rio, a Cariogalo fez uma festa mineira, especial: Cariogalo @Cariogalo

Com imagens do Título do Mineiro 2017, desejamos a todos um ótimo domingo e uma excelente semana. Comemore, torcedor! FAZ A FESTA, FAZ A FESTA! Que possamos estar juntos em breve. E nossa solidariedade aos mais de 120 mil mortos pela COVID-19.

 

O Galo conquistou o seu 45o título estadual

Jorge Sampaoli em um dos raros momentos de descontração

Voltando a 1970, Frederico Ribeiro @Fredfrm  postou fotos memoráveis

A festa da torcida do Atlético no Mineirão e nas ruas de Belo Horizonte. “Acabaram-se as lágrimas, as tristezas e o desencanto”, sentenciava o Diário de Minas do dia seguinte.

Cinquenta anos depois, assim como na cena acima, Antônio e Samuel são levados pelo pai, Leonardo Faria, à sede de Lourdes para reforçar a paixão pelo Galo.

E assim a renovação e imortalidade do Galo vão se perpetuando

Todo título tem a sua importância e entra para a história.


Opinião de um cruzeirense da gema: “Desalento no ar: o Cruzeiro conseguiu piorar”

João Chiabi Duarte é uma das pessoas que mais conhecem de futebol que conheço, e um grandes cruzeirense, tradicionalíssimo, cujas opiniões são muito respeitadas, especialmente no mundo azul. Ninguém melhor que ele para expressar o sentimento dos torcedores da Raposa neste momento. Reproduzo aqui a coluna dele no site www.debatezeiros.com : 

“… Creio que o momento de trocar o treinador acontece quando os jogadores deixam de acreditar nas ideias do técnico, quando ele perde o vestiário, combinando isto tudo com futebol fraco e sem resultados. A opinião do Pedro Lourenço (Supermercados BH) após o jogo foi muito enfática. Expressou a tristeza de todos os cruzeirenses após a partida de hoje …” 

* Mundo Azul,

Hoje foi triste:Cruzeiro1 x 2América-MG – O Cruzeiro vinha de vários jogos e resultados ruins em sequência: empate com o Confiança, derrota para a Chapecoense e empate com gosto de eliminação frente ao CRB. Não tinha desculpa de campo ruim, não tinha desculpa dos atos do adversário fora de campo, mas, fez contra o América-MG uma partida de dar calo nas vistas e deixar a nós seus torcedores muito preocupados. A razão é muito simples, o time INVOLUIU, conseguiu piorar o que já era ruim. Pode parecer implicância, mas, desde a volta de Henrique o Cruzeiro não conseguiu fazer um resultado de vitória sequer. Mas, a meu ver a culpa não é só dele, mas, passa pelas escolhas de Ederson Moreira.

Pela escalação inicial, Enderson Moreira armou o time num 4-3-3 típico, com linha de 4 zagueiros, 2 volantes e um meia centralizado, 2 pontas à moda antiga e um centroavante. Mas, encontrou imensas dificuldades de superar o time do  América, armado num 4-4-2 muito inteligente na hora de ocupar os espaços, que explorou com competência os pontos fracos do Cruzeiro e fez um 1º tempo primoroso, fazendo 2 x 0 sem sofrimento e impondo ao time celeste uma das mais melancólicas jornadas.

O Cruzeiro colocava os 3 da frente para tentar marcar a saída de bola, porém, a marcação era mal feita de forma que raramente o América tinha que recorrer aos famosos chutões. Saia jogando sem dificuldades com Messias, Eduardo Bauermann ou João Paulo. E quando a bola caia nos pés de Juninho, Alê ou até mesmo de Zé Ricardo (o verdadeiro center-alf moderno, que se aproxima, triangula, passa bem e também combate o adversário fazendo os desarmes sem se recorrer às faltas), os passes procuravam Toscano, Matheusinho ou Rodolfo que faziam as jogadas de infiltração inteligentes e abusavam da rapidez, explorando as costas dos volantes e especialmente de Giovanni.

Enderson Moreira para tentar compactar o time, trazia os volantes e zagueiros para bem perto da área. Como consequência disso, Régis e também os homens de frente acabavam recuando ficando numa região híbrida do campo sendo todas as iniciativas de ataque desarmadas pela defesa do América, com inteligência. Vez por outra Aírton saia, driblava, um, dois ou três, mas, o quarto vinha e fazia o desarme, porque os outros não se aproximavam dele para serem opções. Cáceres prudente e corretamente guardou mais posição, porque do lado dele se deslocava Matheusinho que é o mais virtuoso atacante americano. O América literalmente destroçou o meio-campo do Cruzeiro, onde Ariel Cabral se desdobrava tirando as bolas de qualquer jeito.

Num destes lances de córner, a bola foi devolvida para a área e Léo e Giovanni subiram com Eduardo Bauermann, a bola sobrou para Rodolfo que pôs na área e Eduardo Bauermann chapou a bola para vencer a Fábio e abrir o placar.

Se a coisa estava ruim antes deste 1º gol, senti que o controle emocional do time foi para o espaço com a vantagem a favor do América, o Cruzeiro passou a errar passes demais, numa destas ocasiões, o erro foi de Ariel Cabral na saída de bola. Juninho retomou e de cara deixou Rodolfo livre nas costas de Giovanni. Ele cruzou para Matheusinho no 2º pau, ele chutou a 1ª vez e Cáceres evitou o gol, mas, o próprio Matheusinho pegou o rebote e não chegou ninguém no socorro, o garoto americano não vacilou e fez o 2º gol.

O Cruzeiro estava literalmente dominado. E, para nossa sorte, fomos para os vestiários com uma diferença de 2 gols, porque a vitória poderia ter sido mais dilatada se o América não errasse alguns passes de preparação. Se fosse jogo com torcida a vaia teria sido violenta, porque a rigor o Cruzeiro não fez nada. Nem com a bola rolando e menos ainda com as jogadas de bola parada.

Temos algumas pessoas que adoram dizer que o time não tem PADRÃO DE JOGO. Mas, na minha opinião tem, só que é muito ruim e as peças escolhidas para a execução são equivocadas. O Cruzeiro realmente está intragável. Difícil de assistir.

Com o jogo à feição do América, com a vantagem no placar Lisca Doido, que de maluco não tem nada, trouxe o time um pouco para trás e deu a bola para o Cruzeiro na etapa final. De cara as entradas dos garotos Mateus Pereira (Giovanni), Jadsom (Ariel Cabral) e Maurício (Régis) deram uma melhorada na dinâmica do jogo cruzeirense. Mas, Henrique que não tinha feito nada de positivo na etapa inicial ficara em campo, saindo Ariel Cabral que pelo menos se esforçava. Henrique gosta da bola nos pés, mas, está visivelmente fora de ritmo, fora de sintonia e continuou errando muitos passes. Não lhe faltou esforço, mas, ele começou a partida e até sua saída correu errado em campo. Enderson sacou Henrique (Felipe Machado) e depois Marcelo Moreno (Thiago). O Cruzeiro diminuiu numa fantástica cobrança de falta de Arthur Kaike, mas, não foi o suficiente para conseguir o empate. Afinal de contas, o América soube controlar a partida nos minutos finais e o Cruzeiro não teve chances concretas de gol. E o jogo acabou com vitória merecida do América.

OPINIÃO DO COLUNISTA: Enderson Moreira treinou o Cruzeiro em 3 partidas pelo Campeonato Mineiro, 1 pela Copa do Brasil e 6 pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Penso que se ele continuar será preciso mudar a forma de encarar o elenco e a competição. A Série B é uma competição que exige muita entrega, velocidade, marcação apertada e que muitas vezes exporá o time a situações adversas, coisas extra-campo que não deveriam mais existir, mas, estão aí. Chega de vestibular no Cruzeiro. É hora de colocar em campo os jogadores que estiverem tendo melhor rendimento. Isto tem que ser parte do nosso cotidiano. Hoje Régis pelo menos tentou alguma coisa, mas, o Cruzeiro se posicionou mal e correu errado. Cito alguns fatos:

  • Marcelo Moreno está voltando demais para participar do jogo, acaba não estando na área na hora que os colegas o procuram para a finalização.
  • O Cruzeiro está compactando atrás da linha de meio-campo, talvez em função dos nossos volantes lentos. Vejam como a situação mudou com Felipe Machado e Jadsom, o América praticamente não chegou no fim do jogo.
  • Maior reconhecimento às figuras de Ariel Cabral e Henrique, mas, o Cruzeiro não pode entrar em campo com ambos nos sistemas 4-2-3-1 ou 4-3-3, não tem como manter 2 volantes com o perfil lento em campo. O time fica fraco defensivamente e tem uma transição muito lenta, sendo presa fácil para qualquer sistema de marcação decente.
  • Depois de ver João Lucas, Patrick Brey, Giovanni e Rafael Santos afirmo sem medo de errar que o Mateus Pereira é o melhor que temos pra escalar neste momento.
  • Se o Cruzeiro precisa fazer caixa não vai ser com os medalhões em campo que vamos valorizar os nossos atletas. Desta forma os 4 garotos que já despontaram precisam estar no time… Cacá, Jadsom, Maurício e Thiago, junto com o Mateus Pereira serão 5 da base.
  • O Cruzeiro escalando volantes mais ágeis poderá fazer a marcação mais adiantada sufocando ao adversário, recuperando as bolas no campo deles, sobrando oxigênio para a tomada de decisão… Este negócio de compactar atrás da linha de meio-campo e fazer gol como o do Wellington no campeonato mineiro não acontece todo dia e é raro na série B, exceto nos finais dos jogos.
  • Arthur Caike será um jogador de muita valia para o Cruzeiro nas bolas paradas. O Cruzeiro deveria concentrar seus treinamentos nos lances de bola parada ofensiva, porque tem sido raro o time fazer gols em lances de corners ou faltas com bolas alçadas na área (este ano lembro do gol da virada de Léo).

Creio que o momento de trocar o treinador acontece quando os jogadores deixam de acreditar nas ideias do técnico, quando ele perde o vestiário, combinando isto tudo com futebol fraco e sem resultados. A opinião do Pedro Lourenço (Supermercados BH) após o jogo foi muito enfática. Expressou a tristeza de todos os cruzeirenses após a partida de hoje. (mais…)


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