Blog do Chico Maia

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Galo caiu para terceiro na classificação do Brasileiro. Na conta do Sampaoli. Porém, agora o asterisco está a favor

Jorge Sampaoli em imagem da TV Galo

Durante várias rodadas iniciais o Atlético era líder, jogando um futebol empolgante, o que levou os precipitados da mídia a garantir que o time “impecável do Sampaoli” era o maior favorito ao título. O número de jogos era o mesmo dos demais concorrentes. Daí a pouco o futebol do Galo começou oscilar, o treinador andou testando formações estranhas, nunca repetia a mesma escalação e pontos preciosos começaram a ser perdidos, para adversários da prateleira de baixo. Num campeonato por pontos corridos, empates e derrotas altamente comprometedores. Para uma comissão técnica e elenco dos mais caros do país, situação inaceitável para quem almeja o título pra valer.

Com os adiamentos de jogos dos times que disputavam a Libertadores, Sul-americana e Copa do Brasil, a classificação do campeonato passou a adotar um asterisco (*) apontando quantos jogos a mais o líder ou vice tinha sobre os que estavam perto. O Atlético continuou líder ou vice durante algumas rodadas, com dois e até três jogos a mais que o São Paulo e Flamengo. Mas muitos atleticanos se irritavam com as críticas e cobranças ao time e à comissão técnica. Alguns chegavam a levantar velhas teorias conspiratórias e dizer que a imprensa “sempre” busca problemas, visando provocar crise no Galo, especialmente quando o time era líder, como naquele momento, ignorando o tal “asterisco”, que mostrava a liderança ou vice era relativa, ou, enganosa, já que a bola jogada pela turma do Sampaoli estava em baixa.

Com a avalanche de coronavírus que se abateu sobre o plantel e comissão técnica, a situação piorou. São Paulo, Flamengo e Internacional começaram colocar seu jogos em dia e a gordura de pontos do Galo não segurou a onda. Perdeu de vista a liderança e a vice passou a ser ameaçada, até perdê-la também. Ontem, o Inter foi a Fortaleza e venceu o Ceará por 2 a 0. Virou vice, com um ponto a mais que o Galo. Ficou a seis do líder, São Paulo. Porém, agora sim, o asterisco está a favor do Sampaoli e cia., já que os gaúchos e paulistas têm um jogo a mais.

Essa conversa toda para dizer o óbvio: se o time é bom, bem treinado e faz tudo certo, o primeiro lugar estará garantido. No presente caso, o Atlético tem bom time/elenco, muito bom treinador, que acerta mais do que erra, porém, não fez tudo certo no seu trabalho do dia a dia. Ao não acreditar na gravidade da pandemia do coronavírus, ele não tomou e nem exigiu os cuidados máximos que todos deveriam ter tomado na Cidade do Galo. Está custando caro, possivelmente custou o campeonato. Comparem com o São Paulo, o líder isolado, que não sofreu dentro de campo com essa pandemia. Que sirva de aprendizado ao treinador argentino, caso ele tenha humildade e seja desses que fazem dos próprios erros uma escola de vida.

A conta está sendo paga pelos milhões de atleticanos mundo afora.

A classificação:

P J V E D GP GC SG
1 SÃO PAULO 56 28 16 8 4 49 26 23
2 INTERNACIONAL 50 28 14 8 6 43 26 17
3 ATLÉTICO-MG 49 27 15 4 8 46 34 12
4 FLAMENGO 49 27 14 7 6 47 37 10
5 GRÊMIO 48 27 12 12 3 37 23 14
6 PALMEIRAS 44 26 12 8 6 37 25 12
7 FLUMINENSE 43 28 12 7 9 39 32 7
8 SANTOS 39 27 10 9 8 38 35 3
9 CORINTHIANS 39 27 10 9 8 30 30 0
10 ATHLETICO 37 28 11 4 13 26 28 -2
11 CEARÁ 36 28 9 9 10 38 39 -1
12 ATLÉTICO-GO 35 28 8 11 9 25 32 -7
13 BRAGANTINO 34 28 8 10 10 35 33 2
14 SPORT 32 28 9 5 14 24 36 -12
15 FORTALEZA 31 28 7 10 11 24 26 -2
16 VASCO 29 27 7 8 12 26 39 -13
17 BAHIA 28 28 8 4 16 34 50 -16
18 GOIÁS 26 28 6 8 14 29 43 -14
19 BOTAFOGO 23 28 4 11 13 25 41 -16
20 CORITIBA 21 28 5 6 17 22 39 -17

 


O novo presidente e as mudanças no futebol do Atlético

Mesmo sendo candidato único à presidência do Atlético, Sérgio Coelho visitou, se reuniu ou telefonou para antigos e novos conselheiros, para trocar ideias e buscar a união do Galo. Como neste encontro no restaurante Xico da Kafua, com o jornalista Sérgio Moreira (à esquerda dele) e Muraí Caetano. Na foto abaixo, ex-diretores da base, e conselheiros, como o Carlos Alberto Costa, Jamil Salomão, o técnico Baiano, e outros atleticanos tradicionais.  

Todo sucesso ao Sérgio Batista Coelho, novo presidente do Atlético, que já entrou promovendo mudanças no setor mais importante de qualquer grande clube, que é o futebol. Demitiu Alexandre Matos e contratou Rodrigo Caetano para o lugar.

A partir de meados dos anos 1990 a figura do diretor de futebol ganhou super poderes nos clubes. A competência ou não deles, passou a ser atrelada ao sucesso ou ao fracasso do presidente e sua diretoria.

Recém saído da presidência do Valeriodoce, de Itabira, onde fez muito boa gestão, Eduardo Maluf, foi lançado por Zezé Perrella, como o “executivo” do futebol do Cruzeiro. Deu certo.

Maluf depois foi para o Atlético, retornou ao Cruzeiro e voltou ao Galo, levado por Alexandre Kalil, para um novo período de enorme sucesso. Infelizmente um câncer o levou precocemente, na gestão do Daniel Nepomuceno, que não conseguiu um substituto à altura. De lá para cá, seis passaram pela vaga no Atlético. Rodrigo Caetano será o sétimo.

É um cargo de extrema importância e da confiança absoluta do presidente, que é quem sabe onde realmente dói o calo. O comandante maior do clube é quem enfrenta as consequências diretas do acerto ou erro da nomeação de alguém para essa função. Sérgio Coelho preferiu trocar. Se será melhor, só o futuro dirá. Alexandre Matos teve passagem rápida, ofuscada pelo treinador Jorge Sampaoli, que manda em tudo.

Estes “executivos” de futebol passaram a ter uma valorização anormal, como se fossem grandes jogadores. Eduardo Maluf foi um dos pioneiros deste novo modelo de gestão, porém, diferentemente das novas gerações, tinha ligação total com os presidentes com os quais trabalhava. Dividia as responsabilidades e dava 100% de satisfação a Zezé/Alvimar Perrela, no Cruzeiro, e a Alexandre Kalil, no Atlético. Não fechava nenhum negócio sem a autorização e supervisão dos mesmos.

Estes atuais executivos chegam com plenos poderes. Recebem as chaves das sedes administrativas e dos centros de treinamentos. Muitas vezes fazem contratos difíceis para quem conhece um mínimo de futebol entender. Tornou-se comum, pernas de pau serem dispensados ou terminar seus contratos, recorrerem à justiça e ganhar fortunas, graças a cláusulas estranhas, que geram brechas para bons advogados trabalhistas deitar e rolar. Mistérios do futebol “comercial”, moderno, que passam batidos do grande público, que só quer saber da bola rolando, no embalo dos interesses de grande parte de repórteres, comentaristas e empresas de mídia, que têm patrocinadores diretamente ligados aos clubes, dirigentes, empresários, jogadores e etecetera e tal.

Estes novos “executivos” da bola, são todos amigos entre si, com algumas exceções. Frequentam os mesmos cursos de formação existentes, têm formas de trabalho muito parecidas, trocam informações permanentemente entre eles e não deixam os amigos na mão. Raramente algum integrante deste fechado círculo fica desempregado. Raramente um fala mal do outro publicamente. Se indicam para os futuros patrões. Uma grande ação entre amigos, mudando de clubes com bastante frequência.

A maioria dos flamenguistas que conheço não sente nenhuma saudade do Rodrigo Caetano. Com dinheiro sobrando, montou um grande time e o entregou para Abel Braga dirigir. Deu com os burros n´água. Tomara que, caso o Sampaoli saia algum dia, por qualquer motivo, não traga o Abel como sucessor.


Novas mexidas no esporte da Globo Minas

Depois da saída de Márcio Rezende de Freitas, em outubro do ano passado, e do editor-chefe do Globo Esporte, Robert Wagner, o ano novo começou com mais uma mexida no esporte da emissora, conforme informam O Tempo e o Uol:

* “Carina Pereira é desligada da TV Globo Minas”

Informação foi confirmada pela apresentadora nesta segunda-feira

A jornalista Carina Pereira foi desligada nessa segunda-feira (4) da TV Globo Minas. A apresentadora era responsável pelas notícias esportivas do “Bom Dia Minas”, telejornal que abre as manhãs da emissora.

A informação foi confirmada pela apresentadora a reportagem de O TEMPO. Sem citar os motivos de sua saída da emissora, Carina exaltou que, no período que trabalhou lá, além de repórter, também foi apresentadora titular do “Globo Esporte” por quase dois anos.

A jornalista contou que, por enquanto, não tem nenhum projeto em vista. “Nada mesmo! Pelo menos hoje não (risos)”, disse. Mas após tanto tempo madrugando para participar do “Bom Dia Minas”, que começa às 6h, ela só tem uma certeza: “Por enquanto só quero acordar tarde (risos)”. https://www.otempo.com.br/diversao/carina-pereira-e-desligada-da-tv-globo-minas-1.2431425

* “Globo demite ex-apresentadora do GE Minas, que se despede com “climão” (mais…)


América de volta à Série A 2021; briga agora é pelo título de 2020

O artilheiro Rodolfo marcou o gol da vitória, mas Zé Ricardo foi o melhor em campo, eleito pela enquete das redes sociais americanas com 46%. Seguido por Rodolfo, 32,6%; Matheus Cavichioli, 17,9% e Daniel Borges, 3,6%.

A vitória sobre o Guarani em Campinas garantiu o acesso, de acordo com projeção do departamento de matemática da UFMG. Nos seis jogos que faltam para acabar a competição, o Coelho precisará de um ponto para ficar com uma das vagas. Confira a reportagem do SuperFC:

* “Para matemático, o América ‘já está na série A do Brasileirão’”

Os três pontos conquistados neste sábado (2) elevam o Coelho a 63 pontos que assume provisoriamente a liderança do campeonato

Os três pontos conquistados elevam o Coelho a 63 pontos que assume provisoriamente a liderança do campeonato. De acordo com o matemático Moacir Martinez, matematicamente, o América precisa de 64 pontos para garantir o acesso, ou seja, apenas um empate, nas próximas seis partidas, colocaria definitivamente o América na série A.

“O América tem ainda três jogos em casa. Ele pega o lanterna ainda em casa. Podemos afirmar que ele está na primeira divisão. Agora ele disputa pelo título”, afirmou.

Ainda de acordo com o matemático, América e Chapecoense estão praticamente classificados. As duas outras vagas, para Martinez, o CSA, de Alagoas, é o time com maior chance para ficar com a terceira vaga e Guaraní, Juventude, Cuiabá e Ponte Preta disputam a quarta vaga.

“Quem tem os jogos mais fáceis é CSA e não Juventude. Então, o CSA provavelmente será o terceiro, ai o pelo quarto lugar será aquela briga danada entre Juventude, Guaraní, Cuiabá e Ponte Preta”, analisou.

https://www.otempo.com.br/superfc/am%C3%A9rica/para-matematico-o-america-ja-esta-na-serie-a-do-brasileirao-1.2430908


Luto para os jornais do interior: lá se foi o Alexandre Wagner da Silva, liderança do segmento, mais uma vítima da Covid-19

Alexandre (esquerda) com o amigo e sócio Cassiano.

Que tristeza a informação que acabo de receber, da morte do Alexandre, ex-presidente da Associação dos Jornais do Interior (Adjori) e Sindicato dos Jornais do Interior (Sindijori), também da Republicar, agência de representação de jornais do interior de Minas em Belo Horizonte. Meu amigo, contemporâneo da FAFI/BH (hoje Uni/BH), parceiro comercial do SETE DIAS durante décadas, ótima prosa, uma pessoa formidável.

Mais uma vítima dessa pandemia, tratada como “gripezinha” por irresponsáveis, loucos. Neste embalo, tomei conhecimento também da morte de outro grande companheiro de muitas lutas, o Dermeval, de São João Del Rey, também forte liderança do movimento dos jornais do interior.

O Márcio, do Correio de São Lourenço, e o Paulo Coelho, do Nova Imprensa/Últimas Noticias, de formiga, foram os primeiros a se manifestar em nosso grupo, do Sindijori:

“Nossa! Muito triste.
O Sindjori e a imprensa Mineira estão duplamente em Luto.
No dia 30 liguei na Pousada de Dermeval em São João Del Rei e recebi a triste notícia do seu falecimento ocorrido no dia 11/11.
Fiquei extremamente chocado.
Agora vem a notícia do Alexandre. Não tenho palavras pra traduzir meus sentimentos. O Correio do Papagaio está de luto. Muito do que somos devemos a estes dois parceiros.
No ano de 94 participei do meu primeiro Congresso em Pirapora. Fiz muita amizade com Alexandre e Dermeval, ficamos muito amigos.
De lá pra cá participei de todos os congressos. Tenho milhares de recordações destes  dois.
Meus sentimentos a todos os familiares e a toda imprensa Mineira e principalmente a do interior de Minas, que eles tanto defendiam.
Márcio Muniz Fernandes
Jornal Correio do Papagaio
Aiuruoca e São Lourenço-MG”

***
“Alexandre foi um grande líder e incansável batalhador. Nossas condolências aos familiares e centenas de amigos, que há anos o acompanham desde a criação do Sindjori e da Febrajor.
Paulo Coelho em nome da equipe do Nova Imprensa/Últimas Noticias”

Alexandre (direita), com os amigos no bar do Walter, em Santa Teresa, Belo Horizonte.

Com os amigos Xandinho (esquerda), Djalma (Sindijori/RJ), no Rio, quando foi buscar novo visto no passaporte para os Estados Unidos

A notícia da morte do Dermeval, no jornal Mais Vertentes, de São João Del Rey, em novembro de 2020:

* “São João del-Rei: Morre o jornalista Dedé do jornal O Raio”

Faleceu na manhã desta quarta-feira (10) o jornalista Dermeval Antônio do Carmo Filho, o Dedé do Jornal O Raio, em São João del-Rei. Dedé ficou conhecido pelo seu trabalho com o jornal O Raio, que circulou pelo município entre os anos 70 e 80, recentemente tendo retornado suas atividades.

https://www.maisvertentes.com.br/noticia/1563/sao-joao-del-rei-morre-dede-do-jornal-o-raio


Parabéns Cruzeiro, um Século de páginas heroicas e imortais!

Tempos de simplicidade, em que jogadores de futebol eram tratados e agiam como seres humanos comuns, apesar de jogarem muito mais que os metidos a “pop-star” atuais. Os clubes eram acessíveis, liberavam seus vestiários e todos os jogadores davam entrevistas, sem frescura, sem chatice. Nessa foto, entrevisto o Palhinha, sentado à beira da banheira do tradicional vestiário à direita das cabines do Mineirão, na segunda fase dele no Cruzeiro, em 1984, depois de ter passado pelo Corinthians, Atlético, Santos e Vasco. Encerrou a carreira no América, um ano depois.

Wanderley Eustáquio de Oliveira, Palhinha, um dos maiores da história do Cruzeiro e do futebol brasileiro. Cria da casa, sucessor de Tostão, quando este foi vendido para o Vasco. Jogava demais e sempre foi gente boa toda vida. Fundamental na conquista da primeira Libertadores da América do Cruzeiro, em 1976. Marcou 13 gols em 10 partidas, até hoje o maior artilheiro brasileiro em uma só Libertadores.

O Cruzeiro nunca deixará de ser gigante. O momento atual é muito ruim, mas vai passar, como tudo passa na vida. Muitos dos maiores clubes do mundo beijaram a lona e retornaram, mais fortes e maiores que antes. A minha homenagem ao clube cinco estrelas e à toda a nação azul espalhada pelo mundo. Tive o prazer e honra de cobrir o dia a dia da Raposa, pela Rádio Capital, nos tempos da Toca I. O presidente era o maior da história celeste, Felício Brandi, da prateleira de cima do futebol brasileiro, uma grande figura humana.


Hoje é dia do aniversário de um dos maiores e melhores da história do rádio: parabéns Marco Antônio Bruck

Em frente ao prédio da Rádio Capital, na Avenida do Contorno 5057, quase esquina com Afonso Pena, fiz essa foto do Marco Antônio Bruck, com a filha Sara, em 1982.

Que honra e prazer ter começado minha vida de repórter com pessoas como o Marco Antônio Bruck, na Rádio Capital, em 1979. Ele era uma das feras que o Gil Costa, diretor da Capital, tirou da Itatiaia, para montar uma das melhores equipes esportivas do rádio mineiro. Fui buscado na Rádio Cultura de Sete Lagoas, para integrar o time e aprender com alguns dos melhores da história do rádio mineiro e brasileiro, como o Marco. Pena que o sonho durou apenas cinco anos. A fúria verbal do Gil e questões políticas envolvendo o então governador Tancredo Neves interromperam a trajetória da Capital, que era fantástica.

Marco Antônio Bruck, atualmente.


Hoje é dia do aniversário de quem eu mais gosto na vida: parabéns D. Terezinha

Minha mãe, completa hoje 91 anos, muito bem vividos e em ótima saúde, curtindo bem a vida. E continua mandando em todos nós, quatro filhos, como sempre.

Pena que nesta comemoração de hoje, meu pai, Vicente, não esteja presente fisicamente, já que nos deixou em 2002, aos 75 anos.

Obrigado a eles por tudo que fizeram e fazem por mim, incluindo meus irmãos, cunhados e sobrinhos.

Da esquerda para a direita, Gilmar, Edilse, Dirce, Nonô e D. Terezinha.

Nós.


América cumpriu muito bem o seu papel e agora se concentra na busca de mais um  título da Série B

Como quase toda decisão, América e Palmeiras fizeram um jogo muito cauteloso, estudado e com poucas emoções. O time paulista foi melhor no primeiro  tempo, mas marcou seus dois gols da vitória no segundo, quando parecia que o Coelho abriria o marcador a qualquer momento.

Partida equilibrada, definida num feliz chute do Luiz Adriano, aos 23 minutos, da entrada da área, até meio fraco, mas que pegou o goleiro Cavichioli “desprevenido”, para não dizer desatento. Uma bola defensável. O time sentiu o golpe e não conseguiu reagir com a intensidade necessária. Aos 39, a zaga vacilou e Rony fez o segundo gol. Juninho, que hoje esteve longe do excelente jogador que é, desperdiçou uma chance de ouro, da marca do pênalti, quando o placar estava em branco.

Mas, valeu demais. Foi para a final o time que errou menos, por ter um dos elencos mais caros do futebol brasileiro. A arbitragem foi tranquila.

O Palmeiras enfrentará o Grêmio, que foi para a final depois de vencer o São Paulo em Porto Alegre por 1 a 0 e empatar esta noite no Morumbi, sem gols. Também  por seus méritos. Ridículo o cerco que os jogadores paulistas fizeram ao trio de arbitragem depois da partida, comandados pelo técnico Fernando Diniz, que parecia descontrolado. Queriam mais tempo de acréscimos. O árbitro deu sete minutos, mas eles queriam oito.


Confiança total no América contra o Palmeiras esta noite

Esta noite teremos o jogo do ano para o futebol mineiro e acredito piamente no América, que tem feito tudo certo, dentro e fora de campo, para atingir os seus objetivos na temporada: retornar à Série A, e fazer a melhor campanha possível na Copa do Brasil. Tem tudo para chegar à final e se campeão. Já superou adversários tão difíceis quanto o Palmeiras, porque teve e tem time, estratégia e retaguarda para tal. Ou seja: diretoria, treinador/comissão técnica e jogadores competentes.

Peço permissão ao Marcio Amorim, tradicional americano, dos mais exigentes, e antigo colaborador do blog, para utilizar a análise que ele fez, do jogo passado, para explicar um pouco dos motivos dessa bela trajetória do América:

* “Caros Chico e amigos!

O jogo de ontem serviu para que o Lisca se consolidasse como um ótimo estrategista. Durante o jogo, ele consegue alternar as variações que treina ou tenta treinar quando o calendário desumano permite. Nem ele nem o técnico do Palmeiras imaginaram que o América sairia na frente, nem de modo tão inusitado e rápido. O goleiro do Palmeiras saiu jogando com o zagueiro que se viu cercado por uma implacável marcação pelos lados do campo. Tentou voltar para o goleiro, fazendo a lambança. Muita gente “olha tv”, sem ver o jogo. Analisar, então, deve ser muito para este tipo de plateia obtusa.
Logo no início do jogo, o Ademir fez uma farra pela direita e colocou o Giovane de frente para o gol e bateu certo, porém fraco.
O Palmeiras viu que tinha de se cuidar. Mudou a ânsia de atacar desde os primeiros minutos. Pouco tempo depois, no único “ataque”, saiu o gol. Aí, sim, o Palmeiras assustou. Assustou o Palmeiras e quem “olha TV”. Não devem ter-se assustado os técnicos de Corínthians e do Inter. Já haviam provado daquele veneno. Gol fortuito também vale.
Mudou o panorama da partida, e o próprio Lisca repensou a sua programação. Passou a marcar no seu campo e, no último lance do primeiro tempo, saiu o empate. Novamente os dois técnicos tiveram de repensar as duas estratégias.
O Palmeiras passou a insistir pela sua direita, diante da insegurança do Sávio. A partir dos 28 minutos, o estrategista de cá deu um nó no de lá. Embora pudesse tentar sair de lá com a vitória, optou por dificultar a possibilidade de o Palmeiras tentar virar o jogo. Colocou o Toscano como auxiliar da lateral direita, trocou o Sávio na esquerda e colocou o Calysson como auxiliar da lateral esquerda. O centroavante passou a fechar o meio. Trocou o Flávio, um gigante na cabeça da área e já cansado, colocando o jovem e descansado Sabino. E acabou o Palmeiras que tentou, e tentou, e tentou…
Quem “olha TV”…
Abraços! Que a magia do Natal seja o prenúncio de um ano realmente novo e sem tantos sustos! Cuidem-se! Juízo, moçada! Quarta tem mais alegria, se Deus quiser.”

Márcio Amorim


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