Blog do Chico Maia

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Venceu os treinos contra o Galo e a Raposa. O que esperar do América no recomeço do campeonato?

Foto: Daniel Hott /América

Dependendo do adversário, “jogo treino” pode resultar em grandes equívocos, principalmente de avaliação, que é a finalidade desse tipo de preparação. Estes do América, por exemplo. Os jogadores entram com tudo, querendo mostrar serviço para o próprio treinador mas principalmente para a comissão técnica adversária e para o grande número de repórteres presentes.

Foto: Marina Almeida/América

Na expectativa de ganhar/firmar vaga no próprio Coelho, ou quem sabe, receber uma proposta do outro lado ou ganhar especial na mídia. Já os jogadores do Atlético (3 a 1 pro América) e do Cruzeiro (2 a 1 pro América) se preocupam principalmente em não correr risco de uma contusão.

Vamos ver se no recomeço do Brasileiro da Série B o time do Maurício Barbieri mostra serviço de verdade e sai da péssima posição em que se encontra na tabela. Na 18a posição, cinco pontos em oito jogos.


Árbitra da final da Copa feminina é a única mulher que apita jogos do campeonato francês masculino

Stéphanie Frappart (em foto da FIFA/Channel) apita ao meio dia, horário do Brasil, a final da Copa do Mundo feminina entre Estados Unidos e Holanda, em Lyon. Tem 35 anos de idade e apitou três jogos nesta: Argentina 0 x 0 Japão; Holanda 2 x 1 Canadá, na primeira, e Suécia 2 x 1 Alemanha, pelas quartas de final.

Ontem, em Nice, a Suécia venceu a Inglaterra por 2 a 1 e ficou em terceiro lugar na competição.

Fotos FIFA/Channel


Preço do ingresso da Copa América é mais caro que da Copa do Mundo feminina

Foto: FIFAChannel

Da primeira fase à final, na Copa feminina da França os valores oficiais dos ingressos variaram de 9 a 84 (R$ 40 a R$ 378). Na Copa América, de R$ 60 a R$ 800 (13 a 178 euros).

Gianni Infantino, presidente da FIFA e Noël Le Graët, presidente da Associação (FFF) de Futebol Francês (a CBF deles), e Brigitte Henriques (FFF), chefe do Comitê Organizador e do Grupo de estudos técnico da FIFA, serão os protagonistas da coletiva de balanço da Copa, daqui a pouco em Lyon. Vão falar dos números da audiência mundial pela TV, dos ingressos vendidos (mais de 50% de ocupação dos estádios) e demais dados de interesse, neste balanço do que foi a 8ª edição da Copa do Mundo de futebol feminino. Ainda faltam a decisão do terceiro lugar, entre Alemanha e Suécia, amanhã em Nice, e a final, domingo, entre Estados Unidos e Holanda. Mas todos os ingressos estão vendidos e as únicas informações que ficarão para depois do último apito do árbitro serão sobre segurança, e o número de ocorrências registradas.


Futebol, história e cultura em Lyon, no centro das atenções na reta final da Copa feminina

Escultura que integra o Museu da Resistência francesa na Segunda Guerra Mundial.

Situado no suntuoso prédio que funcionou como sede da Gestapo, a terrível polícia secreta da Alemanha Nazista.

Com muitas homenagens aos vários grupos e pessoas que deram suas vidas à resistência . . .

A poucos metros da Universidade de Lyon.

Daqui a pouco, 10 horas, no Brasil, 15, na França, a FIFA e o Comitê Organizador da Copa darão entrevista coletiva fazendo um balanço da competição, que tem sido um sucesso em todos os aspectos. Um marco na evolução do futebol feminino. Nem tanto na Europa e Estados Unidos, que já são fortes na modalidade, mas principalmente em países como o Brasil, alguns da Ásia e no mundo mulçumano, onde as restrições ao acesso das mulheres a várias atividades, futebol inclusive, é enorme.

A simples realização de uma Copa feminina, com grande cobertura da mídia, provoca discussões sobre o assunto. E tudo se resume a dinheiro. O fortalecimento da presença das mulheres no futebol abre mercados, cria novos produtos e mexe com a economia mundial.

Lyon é a cidade da reta final da competição. Das quartas de final até a final, neste domingo, 12 horas, horário brasileiro.


A impressionante metamorfose peruana, que atropelou o Chile e enfrentará o Brasil na final

O futebol e suas surpresas. O Peru esmagou o Chile, na Arena Grêmio, como foi esmagado pelo Brasil na primeira fase. Apesar do placar menor, 3 a 0. Sim, porque tomou de 5 a 0 do Brasil, mas naquele jogo o goleiro Gallese contribuiu bastante para isso.

É preciso lembrar de um ingrediente especial neste confronto. Trata-se de uma rivalidade extrema, que envolve questões históricas, geopolícas, em especial a Guerra do Pacífico (de 1879 a 1883) quando Peru e Bolívia se uniram para atacar o Chile. Chegaram a ocupar o território chileno até as portas de Santiago, quando foram repelidos de forma avassaladora pelo exército chileno, que recorreu aos índios mapuches, famosos e sanguinários guerreiros, impiedosos contra seus inimigos. No contra ataque, os chilenos chegaram às portas de Lima e ao território da Bolívia no Oceano Pacífico, quando organismos internacionais entraram na parada e promoveram um acordo. Algumas terras peruanas foram devolvidas, mas a Bolívia ficou sem mar e até hoje discute e tenta negociar, sem sucesso.

Pelo que vi do Peru contra o Brasil e contra o Uruguai, não deverá será páreo duro na final de domingo no Maracanã. Apesar do técnico argentino Ricardo Gareca estar fazendo um ótimo trabalho na seleção deles.


Grande exibição da seleção mostrou a Tite que Neymar não faz tanta falta como ele diz

Daniel Alves, que liderou a seleção brasileira nos 2 a 0 sobre a Argentina, que também fez uma ótima partida. Foto da CBF.

Neste grande jogo entre Brasil e Argentina a maior constatação é que Neymar mais atrapalha do que ajuda. Pena que o Tite não vai querer assumir que o jogador do PSG é importante para o grupo, mas que não merece e nem pode ser tratado como o dono do time.

Foi uma seleção diferente, em que todos se ajudam e participam intensamente, usando a genialidade de alguns, determinação de outros, e todo mundo fazendo de forma simples, sem estrelismos. E Daniel Alves como maestro, jogando muita bola ainda.


Com ótima atuação de brasileira no apito, Estados Unidos vencem Inglaterra e está na final da Copa feminina

Em foto da Agência Brasil/FPF, Edina Alves entre as auxiliares Neuza Back Tatiane Sacilotti, da Federação Paulista de Futebol. Elas trabalharam muito bem nos 2 a 1 dos Estados Unidos sobre a Inglaterra na primeira semifinal.

Edina é paranaense mas apita em São Paulo. Teve atuação impecável num ótimo jogo, tenso e disputadíssimo, em que anulou o que seria o gol de empate da Inglaterra (impedimento) e depois deu um pênalti para a mesma Inglaterra quando faltavam 9 minutos para o jogo acabar. A capitã inglesa, Houghton, não tomou distância e deu um chute fraco, fácil para Naeher, a excelente goleira norte-americana defender. Em ambos os lances Edina se utilizou do auxilio do VAR para voltar atrás e marcar. E ainda expulsou Bright, da Inglaterra, por falta violenta.

Impressionante a correria dos dois times. As inglesas são muito fortes fisicamente, e os Estados Unidos além de correr muito tem jogadoras talentosíssimas, que fazem diferença.

E ainda jogaram desfalcadas da líder e maior destaque, Rapinoe, machucada. Agora o time norte-americano aguarda a vencedora de Holanda e Suécia, amanhã, também em Lyon, às 12 horas, horário brasileiro.

Domingo a final, novamente em Lyon, às 16 horas.

E ótimo público no estádio do Lyon: 53 512 pagantes.


Uma foto para a memória antes de um clássico imperdível

Por iniciativa do Daniel Alves e Marquinhos essa foto com os meninos da base do Atlético foi feita depois do treino de ontem nma Cidade do Galo, mostrando a descontração da seleção. A assessoria de imprensa da CBF postou no site oficial.

Às 21h30 o Mineirão recebe essa possível final antecipada da Copa América. Jogão, para mandar a crise para o lado que perder. Brasil x Argentina é como um grande clássico local. Bom de se assistir, de qualquer jeito. Ruim é quando o seu time perde, mas isso, só depois do apito final é que ficamos sabendo. Ofensivo, retrancado, muita bola em jogo, muitas paralizações, com catimba, sem expulsões, com expulsões, de qualquer forma que for, vale a pena.

É quando presumíveis pernas de pau costumam mostrar o contrário, ou ter seus minutos de glória, decidir a partida e retornar ao que eram. Também há casos de ocasos de estrelas, de quem se espera muito e elas negam fogo.

Mesmo quando os times não estão lá essas coisas, como nesta noite, Brasil x Argentina é imperdível. Quem ganha, vira manchete positiva mundo afora; quem perde, entra ou mergulha mais na crise, e normalmente com direito a troca de treinador e o fim de linha para muito jogadores.


Na cidade do Papa da gastronomia, caminhar pelas ruas e vielas faz lembrar as cidades de Minas

No centro de informações turísticas de Lyon, instalado na antiga e desativada estação de trem, uma das atrações é tirar foto ao lado de Paul Bocuse, o “Papa da gastronomia mundial”, um dos símbolos da cidade, que morreu em 2018, aos 91 anos, debilitado pelo mal de Parkinson.

Em Lyon se encontram os rios Rhône e Saône. A cidade respira gastronomia. Mesmo com os seus 490 mil habitantes, caminhar pelas ruas e vielas entre o Rhône e a Basílica Notre-Dame de Fourviere, faz lembrar cidades do interior de Minas, em que o cheio de comida toma conta do ar.

Com isso vem o inevitável exercício de tentar adivinhar que carne estaria sendo frita ou assada, que tempero estaria sendo utilizado. Em muitas casas, restaurantes e padarias, chaminés de fornos à lenha soltam fumaça e aromas, fazendo lembrar Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Tiradentes e tantas outras cidades mineiras.

Simpatia de lugar!


Cláudio Caçapa, Cris e Fred, ainda são muito lembrados em Lyon, mas Juninho Pernambucano foi o brasileiro de maior sucesso lá

Fotos: FIFA

O estádio do Lyon, palco das semifinais e final da Copa feminina, tem capacidade para 59 mil pessoas e fica na “Grande Lyon”, cidade de Décines-Charpieu, a 15 km.

No retorno de Grenoble, parei em Lyon (112 km de distância), onde fiquei por três dias. Povo apaixonado por futebol, que deu muita visibilidade à cidade nos últimos anos, com o time da terra conquistando sete campeonatos seguidos, contando com importantes jogadores brasileiros. O que fez mais história foi o Juninho Pernambucano que ficou lá oito anos (2001/2009) e conquistou sete títulos. Cláudio Caçapa, ex-Galo, também se tornou ídolo lá (2000/2007), capitão do Lyon por três anos. Cris, ex-zagueiro do Cruzeiro também é lembradíssimo. Era conhecido como “Soldado”, que punha ordem na casa. Campeão quatro vezes, entre 2004 e 2012. Outro zagueiro que fez sucesso lá foi o Edmilson, ex-São Paulo. De 2000 a 2004, quando foi vendido ao Barcelona. O atacante Fred deixou a marca dele, de 2005 a 2009.


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