Blog do Chico Maia

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Dia de tensão e alegria em Buenos Aires na maior final da história da Libertadores

Foto: www.goal.com/brasilglobaltour

River e Boca voltam a campo hoje, 18 horas, dessa vez na casa do River. Que final!

Gosto dos dois times. Típico jogo que a gente assiste bem à vontade, torcendo por muitos gols e surpresas de lado a lado, já que qualquer um que vencer o título estará em boas mãos. Tensão dentro e fora de campo, por causa do jogo em si e do alto risco de violências nas ruas de Buenos Aires e do país.

A edição da Folha de S. Paulo de hoje mostra o envolvimento dos governantes do país com o mundo do futebol.

* “Final da Libertadores mexe com poder e imagem da Argentina”

Boca Juniors e River Plate decidem o torneio neste sábado (24), em Buenos Aires

A ligação do presidente da Argentina, Mauricio Macri, com o Boca Juniors é profunda. Ele conta que quando foi sequestrado, em 1991, dizia aos criminosos que o mantiveram em cativeiro por 12 dias que quando saísse queria ser presidente. Não da Argentina, do Boca Juniors.

Macri comandou o clube por 12 anos e está à frente do Executivo do país há quase 3. Neste sábado (24), acompanhará –mas não no estádio– o seu time enfrentar o maior rival, o River Plate, na decisão da Copa Libertadores que ganhou o apelido de “a final do mundo”.

No Boca, o político foi o dirigente mais vitorioso da história do clube –com 17 títulos, sendo 11 deles internacionais. Adiante da Argentina, sua atuação é irregular. Aprovou reformas importantes, mas a economia segue se mostrando frágil, enquanto a alta inflação tem provocado a queda da popularidade do governo.

Na Argentina, futebol e política andam de mãos dadas. Chefes de torcida atuam como “punteros” (líderes políticos informais nos bairros mais humildes) e clubes estão associados ou pertencem a empresários que financiam campanhas ou a sindicalistas. (mais…)


América atropelado pelo Palmeiras mas ainda pode escapar da degola

No primeiro tempo o Coelho resistiu bem ao bombardeio palmeirense mas no segundo não teve jeito. Tomou o primeiro gol, teve que se abrir e mais três bolas entraram. Mesmo assim continua na briga para escapar do rebaixamento. Seus próximos jogos são contra o Bahia do Enderson Moreira, domingo, 19 horas no Independência e no outro domingo, no Rio, 17 horas contra o Fluminense.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Palmeiras 74 36 21 11 4 60 24 36 69
Flamengo 69 36 20 9 7 56 27 29 64
Internacional 65 36 18 11 7 48 28 20 60
Grêmio 62 36 17 11 8 47 27 20 57
São Paulo 62 35 16 14 5 46 31 15 59
Atlético-MG 56 36 16 8 12 53 40 13 52
Atlético-PR 53 36 15 8 13 50 34 16 49
Cruzeiro 52 36 14 10 12 34 32 2 48
Botafogo 48 36 12 12 12 36 44 -8 44
10° Santos 47 36 12 11 13 42 36 6 44
11° Bahia 44 35 11 11 13 37 40 -3 42
12° Corinthians 43 36 11 10 15 34 34 0 40
13° Fluminense 42 35 11 9 15 31 42 -11 40
14° Ceará 39 35 9 12 14 29 36 -7 37
15° Vasco 39 35 9 12 14 39 47 -8 37
16° Sport 38 35 10 8 17 32 54 -22 36
17° América-MG 37 36 9 10 17 29 46 -17 34
18° Chapecoense 37 35 9 10 16 31 49 -18 35
19° Vitória 36 36 9 9 18 34 60 -26 33
20° Paraná Clube 22 35 4 10 21 16 53 -37 21

 


Cuca teve um infarto no jogo contra o Cruzeiro no Mineirão e será operado depois do Brasileiro

A atividade de treinador de futebol é tensa demais, mesmo para ex-atletas de aparente saúde de ferro. Muricy Ramalho abreviou a carreira para poder curtir melhor a vida, Ricardo Gomes quase morreu, Telê Santana sucumbiu. Mano Menezes faz tratamento de pele para evitar o pior, em função da grande exposição ao sol no dia a dia. Agora é o Cuca que apresenta problemas. Força a ele.

Da Gazeta Esportiva:

*Cuca passará por cirurgia no coração e deve deixar o Santos” 

Cuca não deve permanecer no Santos em 2019. E um dos motivos é de saúde. O técnico admitiu em entrevista coletiva depois do empate em 1 a 1 com o Botafogo na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro.

O presidente José Carlos Peres citou em entrevista ao Bandsports que só vê Cuca fora do Peixe se for problema de saúde. E a preocupação é cardíaca. O técnico terá que ser submetido a uma cirurgia. Ele passou por uma bateria de exames após um princípio de infarto diante do Cruzeiro, no dia 23 de setembro.

“Tenho um problema de saúde e provavelmente vai me tirar (do Santos), mas não era para (o presidente) ter falado”, disse Cuca.

A preocupação de Cuca não é apenas ficar ou no Santos, mas sim continuar a carreira. O técnico marcará uma cirurgia nas próximas semanas. Ele tem 55 anos.

Ciente da provável saída de Cuca, o Peixe já pensa em substitutos.

https://www.gazetaesportiva.com/times/santos/cuca-passara-por-cirurgia-no-coracao-e-deve-deixar-o-santos/


Um Atlético realmente diferente, mesmo com a ruindade de uns e outros

Terceira vitória consecutiva. Mas a maior novidade nesta vitória sobre o Inter em Porto Alegre foi o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo. O normal era tomar gols assim em viradas ou empates comprometedores. Outro fato a ser comemorado foi a raça do time todo. Totalmente oposta à lerdeza e sono de tantos jogos nesta temporada. O “vagalume” Casares hoje esteve mais acesso que apagado. Jogas demais, quando quer. Hoje queria. Gols e assistências fantásticos, como neste 2 a 1. Fica a esperança, sempre ela, de que Levir Culpi consiga colocá-lo nos trilhos, sem recaídas.

Patrick bem demais na lateral esquerda. Nem parecia Patrick. Leo Silva andou vacilando feio no início da partida, errando passes, armando contra ataques gaúchos, displicente, parecendo um noviço. Mas depois de 30 minutos consertou o corpo e segurou a barra, marcando também ao colega de zaga Maidana, que queria porque queria entregar a rapadura. Quase conseguiu ao cometer o pênalti no veterano Leandro Damião. Como pode um zagueiro de 22 anos, 1,96 de altura, passada larguíssima, chegar atrás de um lento atacante sete anos mais velho que ele?

Felizmente o mesmo Damião deixou de marcar dois gols com as redes escancaradas. E assim, o Atlético do Levir Culpi mostrou cara de Galo de verdade e aplicou a primeira derrota ao Internacional como mandante neste campeonato.


E lá se foi o Mussula, uma das melhores pessoas do mundo do futebol

Um dos times marcantes da história do Atlético de meados dos anos 1960: Normandes, Humberto Monteiro, Grapete, Vanderlei, Mussula e Cincunegui; Ronaldo, Odair, Dario, Vaguimho e Tião.

De acordo com o comentarista do blog, Antônio Sérgio Paiva, a quem agradeço, “Essa foto aí é de 1969, no morumbi onde o Galo venceu por 5 X 2. O São Paulo tinha contratado Gérson, Pedro Rocha e outros.”

***

Que triste manhã de quarta-feira com a notícia da morte do Mussula, uma grande figura, das pessoas que mais admirava e admiro no mundo do futebol. Não tive o prazer de vê-lo jogando mas tive a honra de conviver com ele no dia a dia da cobertura do Atlético, onde ele foi diretor, supervisor e treinador. Grande contador de histórias, competente e atencioso, gentil com todo mundo.

Os portais SuperFC, da Rádio Itatiaia e Superesportes com mais detalhes da lamentável notícia:

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/interior/2018/11/20/noticia_interior,552807/mussula-ex-goleiro-de-america-atletico-e-cruzeiro-morre-aos-80-anos.shtml

https://www.otempo.com.br/superfc/atl%C3%A9tico/morre-ex-goleiro-mussula-campe%C3%A3o-brasileiro-pelo-galo-em-1971-1.2070253

* “Morre ex-goleiro Mussula, que defendeu Atlético, América, Cruzeiro e Villa Nova”

Luiz de Matos Luchesi, mais conhecido como Mussula, ex-goleiro de Atlético e Cruzeiro, morreu aos 80 anos nessa terça-feira (20). A causa da morte não foi divulgada. O corpo será velado nesta quarta-feira, no Cemitério do Bonfim, na Região Noroeste de Belo Horizonte. 

Mussula foi revelado pelo Cruzeiro, com 126 partidas com camisa celeste. De lá teve passagens por Villa Nova e América até seguir para o Atlético, onde teve atuação de destaque na história do clube. 

Em duas passagens, o ex-jogador atuou em 168 partidas com a camisa alvinegra e levou 156 gols. Além disso, foi reserva na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1971. 

Após aposentar as chuteiras, Mussula foi auxiliar de Telê Santana e iniciou a carreira de treinador, levando o Atlético ao hexacampeonato do Mineiro em 1983.

Por meio das redes sociais, o Atlético prestou condolências à família do jogador e deixou um agradecimento. 

O Atlético lamenta profundamente o falecimento de Luiz de Matos Luchesi, o Mussula, e se solidariza aos familiares e amigos do ex-goleiro e treinador Atleticano. http://www.galodigital.com.br/enciclopedia/Luiz_de_Matos_Luchesi …

http://www.itatiaia.com.br/noticia/com-passagens-por-atletico-e-cruzeiro-ex-gole


De Bruno no Flamengo a Fábio no Cruzeiro: uma ótima entrevista com Robertinho, o treinador de goleiros que faz diferença

Foto do Vinnicius Silva/Cruzeiro

A história do Robertinho é muito parecida com a de milhões de brasileiros: queria ser jogador de futebol na infância e tentou enquanto deu. Quando sentiu que não daria tratou de pensar em outra ocupação, mas dentro do futebol. Bateu em várias portas e agarrou as oportunidades que obteve. Com força de vontade, humildade e muita criatividade conseguiu ocupar o seu espaço e hoje é um das referência entre os preparadores de goleiros do futebol brasileiro graças aos métodos diferentes, que ele mesmo desenvolveu.

Robertinho concedeu ótima entrevista ao Henrique André, do Hoje em Dia, que vale a pena ler:

“Das ligações a cobrar para Itair ao trabalho-referência no país: a trajetória de Robertinho”

Henrique André

hcarmo@hojeemdia.com.br

O menino de Coronel Fabriciano, cidade do Vale do Aço, que sonhava em ser goleiro profissional desde a infância, tornou-se referência no Brasil, mesmo sem a camisa 1. Das noites em que se deitava às 19h e ficava até às 22h sonhando com as entrevistas à imprensa e com todo o glamour do mundo da bola ao árduo trabalho como um dos principais treinadores do país, Roberto Barbosa dos Santos, o Robertinho, encarou vários desafios.

Responsável por cuidar dos goleiros da Raposa desde 2010, o treinador de 45 anos recebeu de braços abertos o vice-presidente Itair Machado e fez o papel de revelar suas qualidades para quem não o conhecia quando chegou ao clube. Tudo por gratidão.

Nesta entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, Robertinho conta como iniciou a vida no futebol, relembra das ligações à cobrar para Itair, quando, pelo telefone público, pedia emprego no Ipatinga, fala da experiência com Bruno no Flamengo, diz como é a convivência e os desafios com Fábio, Rafael e demais goleiros do Cruzeiro, e muito mais.

Como começou a sua relação com o futebol?

Eu desde sempre gostei de futebol e sempre como goleiro. Nas peladas eu era sempre o primeiro a ser escolhido; era o melhor e o único que queria ir no gol era eu. Com 12 anos, já jogava bola no meio do adulto. Menino do interior, muito pobre, família bem humilde. Eu tinha um vizinho e, com 13 anos, ele marcou um teste aqui no Cruzeiro. Estava indo até bem, estava treinando e quebrei o dedo. Chegou um goleiro de Ubá, de 1,92m, e eu tinha um metro e meio. Acabei dispensado por causa do tamanho. Fui para o Santa Tereza, onde joguei o campeonato de infantil. No ano seguinte fui para o América, onde joguei o campeonato de juvenil. Fizemos um jogo no Rio de Janeiro e uma pessoa do Bangú me convidou. Peguei minha mala, sem avisar ninguém, e fui pra lá. Joguei por um tempo no Rio, até no profissional. O Palmieri, que foi goleiro lá, me levou para o Botafogo de Ribeirão Preto. Depois recebi um convite para jogar no nordeste e acabei aceitando; para mim, um grande erro da minha carreira, porque deixei um grande centro que é São Paulo e ir para o interior de Alagoas. Fiquei por lá, casei, tive filhos e, como atleta, as condições eram ruins. Com salários atrasados, resolvi não seguir mais a carreira, por causa da responsabilidade com a família. Passou um tempo, eu estava na minha fabriquinha de camisas e escutei na rádio que a comissão do Asa, de Arapiraca, tinha toda ido embora. Resolvi pedir emprego, mesmo contra a vontade da minha mulher, e fui. Bati na porta, sem ninguém me conhecer, aí o Chiquinho, o técnico, me deu uma oportunidade. Foi na época que o Asa tirou o Palmeiras da Copa do Brasil. Eu ganhava 400 reais por mês e nunca recebi um salário integral. Assim foi o início da minha carreira, com muito sofrimento, mas eu acreditava na força do trabalho e no potencial que eu tinha, embora muito jovem. Sabia que com o tempo as coisas iam melhorar pra mim.

Como você chegou ao Ipatinga?

Eu estava na Catuense-BA, e o Ipatinga estava numa fase muito boa, disputando a Série C do Brasileiro e o Estadual. Descobri o telefone do Itair Machado e ligava para ele à cobrar, lá da Bahia, porque não tinha celular e nem nada. Usava o orelhão. E não é que ele me atendia? Lembro disso com muito carinho. Lá no passado, mesmo sem me conhecer, ele não virou as costas pra mim. Ele dizia para eu ir ligando que, assim que surgisse uma oportunidade, ele me dava uma chance. Cansei de lá, peguei minhas coisas e fui para Ipatinga. Chegando, vi o time parado. Acabou que o Itair e o Amarildo me contrataram e fui treinar os goleiros. No ano seguinte (2005) ganhamos o Campeonato Mineiro, que foi um privilégio.

E a ida para o Flamengo, como foi? (mais…)


Proezas do América que vence o Santos lá e cá mas consegue perder para o Paraná, também lá e cá!

Com o golaço do Matheuzinho o América venceu o Santos pela segunda vez neste Brasileiro. No turno ganhou na Vila Belmiro na estreia do Adilson Batista.  Foto do Mourão Panda/América.

A ciranda do futebol costuma apresentar situações incríveis. O Coelho ganhou as duas do time paulista, mas conseguiu a proeza de perder as duas para o Paraná, pior time do campeonato. Que em compensação empatou com o Palmeiras hoje, dando ainda esperanças ao Flamengo que ganhou do Sport em Recife por 1 a 0.

Por isso é que estava certo o Givanildo depois da derrota para o Inter em Porto Alegre: “Tem nada que desanimar, pois no futebol tudo é possível”.

Agora o Coelho vai a São Paulo enfrentar o Palmeiras. Se o Paraná tirou pontos do time do Felipão, os comandados do Givanildo também podem.


Como disse o Henrique André: “maior goleada do Atlético no campeonato”

Elias voltou a jogar muito, melhor em campo neste 1 a 0 sobre o Bahia. Cazares foi outro destaque positivo, interessado no jogo e eficiente, além do belíssimo gol. Segunda vitória consecutiva, não importa que por placar mínimo. Se existisse “meio a zero” estaria de ótimo tamanho também. Ou, como disse o jornalista Henrique André, do Hoje em Dia: “maior goleada do Atlético no campeonato”.

A briga pela última vaga da Libertadores continua intensa, com Santos e Atlético-PR na cola. O time paranaense venceu o Vitória em Salvador e receberá o Corinthians quarta-feira. O Santos tem o América hoje no Horto e na próxima rodada o Botafogo na Vila Belmiro. O Galo vai a Porto Alegre encarar o Inter.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Palmeiras 70 34 20 10 4 55 23 32 69
Internacional 65 34 18 11 5 47 25 22 64
Flamengo 63 34 18 9 7 53 27 26 62
Grêmio 59 34 16 11 7 45 25 20 58
São Paulo 59 34 15 14 5 45 31 14 58
Atlético-MG 53 35 15 8 12 51 39 12 50
Atlético-PR 50 35 14 8 13 49 34 15 48
Cruzeiro 49 34 13 10 11 31 31 0 48
Santos 46 34 12 10 12 40 33 7 45
10° Bahia 44 35 11 11 13 37 40 -3 42
11° Botafogo 44 34 11 11 12 34 43 -9 43
12° Corinthians 43 35 11 10 14 34 33 1 41
13° Fluminense 41 34 11 8 15 31 42 -11 40
14° Vasco 39 35 9 12 14 39 47 -8 37
15° Sport 38 34 10 8 16 32 53 -21 37
16° Ceará 38 34 9 11 14 29 36 -7 37
17° Chapecoense 37 34 9 10 15 31 47 -16 36
18° Vitória 36 35 9 9 17 34 57 -23 34
19° América-MG 34 34 8 10 16 27 41 -14 33
20° Paraná Clube 21 34 4 9 21 15 52 -37 21

 


As experiências do Cruzeiro na reta final e os campeões de troca de técnicos e de clubes

Até no banco o Cruzeiro experimenta e dá “rodagem” ao auxiliar Sidnei Lobo, que substitui Mano Menezes que está de licença para tratamento médico. Foto do SuperFC que mostra à esquerda o Samuel Venâncio, da Itatiaia.

Assuntos como sempre muito bem abordados pelo Fernando Rocha na coluna dele deste domingo no Diário do Aço de Ipatinga:

* “Motivação extra”

Diante do Corinthians no meio da semana, a estratégia que o Cruzeiro vem aplicando nesta reta final do Brasileirão, deu o resultado esperado, ou seja, escalou o time titular com a maioria de reservas ou jogadores jovens, que não tiveram chances reais até então, e entram mais motivados.

A atuação do atacante Deivid, autor do gol da vitória por 1 a 0, para muitos o melhor em campo, é um exemplo disso, mas outros como o artilheiro Fred, Lucas Romero e Patric Brey, também tiveram bom rendimento.

A ausência do técnico Mano Menezes na beira do gramado, em razão de uma licença médica, não foi muito sentida, já que seu auxiliar Sidney Lobo segue a mesma linha de trabalho do comandante celeste.

Sem almejar mais nada na competição e só cumprindo tabela, o próximo desafio do Cruzeiro será encarar neste domingo o São Paulo, no Morumbi, que luta por vaga no G-4, para ir direto à fase de grupos da Libertadores.

Uma nova e ótima oportunidade para os jogadores que não vinham atuando, mostrar serviço e garantir o emprego ou uma transferência para outro clube na próxima temporada.

Relação promíscua

A demissão pelo Real Madrid do técnico Julen Lopetegui e, a efetivação quinze dias depois do interino, Santiago Solari, pôs o dedo na ferida de um problema que acontece no mundo inteiro, sobretudo no Brasil, no que se refere às relações entre clubes e treinadores, hoje de uma promiscuidade ilimitada.

Na Espanha, uma regra que limita em duas semanas o período de interinidade dos treinadores nas equipes, obrigou o gigante Real Madrid a tomar esta decisão.

Se essa norma fosse aplicada aqui, certamente não resolveria todos os nossos problemas no trato entre clubes e técnicos, mas colocaria um pouco de ordem nessa bagunça de hoje em dia.

Uma excelente matéria publicada pelo “globoesporte.com”, mostrou em detalhes os números da loucura atual praticada no futebol brasileiro, apurando que a média de permanência de um técnico por aqui é de seis meses e meio.

Somente na era dos pontos corridos iniciada há 15 anos atrás, Bahia e Atlético-PR tiveram  63 treinadores. Em média, os 21 clubes estudados tiveram 42,5 técnicos de futebol nesse mesmo período.

Há uma total falta de critério, regras, para se contratar e demitir esses profissionais por parte dos clubes, mas é preciso também destacar, que em função dessa relação deteriorada, também se tornaram frequentes as interrupções de trabalho por iniciativa de treinadores.

Então, seria de bom tamanho limitar também a quantidade de clubes que um treinador possa assumir num ano, desde que, ele tenha saído por vontade própria.

FIM DE PAPO

  • No Brasil há uma cultura sobre leis que pegam e outras que não pegam. Geralmente as que pegam são aquelas que estabelecem pesadas multas aos infratores. No futebol não é diferente e só haverá uma mudança deste quadro se houver regulamentos específicos, multas pesadas, para punir com rigor a insanidade atual. Um exemplo recente é o do  Atlético,  que teve o técnico Thiago Larghi mais tempo como interino do que efetivo. Trouxe para seu lugar Levir Culpi, que está na sua quarta passagem pelo clube em menos de 15 anos.
  • O América, à beira de cair novamente à Série B nacional, já teve quatro treinadores este ano. Trouxe agora Givanildo Oliveira, que está na quinta passagem pelo clube, com a missão de ser novamente o “salvador da pátria”. Aliás, Givanildo e Paulo César Gusmão são os recordistas em pular de galho em galho e lideram este ranking bizarro e extravagante: já tiveram passagens por 29 clubes diferentes desde 2003 quando se iniciou a era dos pontos corridos.
  • Outro que pode ser considerado um campeão de trocas é Celso Roth, contratado e demitido três vezes só pelo Vasco da Gama em menos de uma década. O “papai” Joel Santana já comandou o Flamengo cinco vezes e o Vitória contratou Wagner Mancini quatro nos últimos dez anos. O já falecido Mário Sérgio Pontes de Paiva foi o que ficou menor tempo no cargo, demitido pelo Botafogo apenas nove dias depois de ser contratado,  um exemplo claro dessa permissividade que reina no futebol brasileiro.
  • A bagunça também atinge em cheio o mercado de jogadores, pois não há uma regulação mais severa e a qualquer momento do ano nossos clubes contratam ou dispensam a seu bel prazer, de acordo com o barulho vindo das arquibancadas. Mas já passou da hora de impor limites e, ao menos,  copiar o exemplo do futebol espanhol, o que não seria nada demais, para frear um pouco a insanidade dos nossos cartolas e também a ganância de muitos treinadores. (Fecha o pano!)
  • Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga

Se o futebol foi feio contra o pior dos times, o que o importa são os três pontos. Bom demais da conta

Jogo dos piores, arbitragem horrorosa, mas valeu a pena ver mais um pênalti impecavelmente batido pelo Fábio Santos, que garantiu os três pontos em Curitiba. A essa altura, isso é o que importa, na esperança de ver o Atlético entre os seis primeiros até o término do campeonato. E imaginar que ano passado, contra o Palmeiras no Independência, jogo empatado, o atacante Fred toma a bola das mãos do Fábio Santos, bate e perde o pênalti que poderia ter sido o da vitória. O Atlético ficou fora da Libertadores por um ponto.

Vejo atleticanos dizendo que, “com um futebol desses, melhor ficar fora da Libertadores para não dar vexame”. Nada mais insensato! Classificado para uma grande disputa, a mais importante do continente, todo clube tem que se virar para competir em alto rendimento. A diretoria é obrigada a se virar e montar um elenco à altura da própria tradição da instituição e da disputa.

O adversário desta noite é o pior entre os 20 disputantes mas venceu o América em Belo Horizonte, praticamente rebaixando o Coelho. Porque o então time do Adilson Batista não teve competência para vencê-lo. Contra adversários assim, basta mais vontade que a vitória acontece, mesmo que pelo placar mínimo como foi hoje. Parecia que o Galo estava com preguiça em campo, mas não; é a qualidade do grupo que o treinador tem nas mãos. Muito fraco, com poucos jogadores fazendo por merecer vestir essa camisa. E são estes que garantem pontos valiosíssimos como estes.


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