Blog do Chico Maia

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Uma pena que o Uruguai não tenha conseguido jogar nada do que jogou nas partidas anteriores

Acabou se tornando uma presa fácil para a França, que tinha um meio de campo bem melhor e ali dominou as ações e ganhou o jogo. Independentemente da falha do bom goleiro Muslera, a vitória francesa se desenhou desde o início, já que o time uruguaio não conseguia nem sair jogando. Cavani fez muita falta. Suarez jogou totalmente isolado e no único perigo de gol sofrido pela França, o goleiro Lhoris fez uma defesa espetacular, defendendo uma cabeçada no canteiro direito, do lateral Cáceres. A única.

O time francês, bem dirigido pelo Didier Deschamps (campeão mundial em 1998, como volante), mostrou futebol coletivo o tempo todo. Se a jovem estrela Mbapee foi bem marcado e pouco apareceu, Griezmann fez a parte dele e foi o destaque, com o passe para o primeiro gol e o chute que originou o frango do Muslera no segundo.

Destaque também para a emoção do zagueiro Gimenez, que ao ver que a vaca já tinha ido pro brejo, com 2 a 0, faltando um minuto para acabar o tempo regulamentar, desandou a chorar, mas não desanimou e foi tentar marcar gol de cabeça na área francesa.


Eliminações mais sentidas da Copa: Peru pelos piadistas e torceddores; comércio russo chora pelos mexicanos

A gente sempre torce por uma das seleções em campo, com mais ou menos intensidade, pelas mais diversas razões. Normalmente torço pelas nossas, latino-americanas, e o Uruguai é quem mais está dando gosto assistir. Foi triste ver uma Colômbia dando adeus, ainda mais da forma como foi. Mas a volta pra casa mais sentida para quem tem convivido nas ruas com torcedores de todas as 32 seleções foi a do Peru. Que povo alegre e simpático! Torcedores presentes em uma quantidade impressionante. Parecia que depois de três décadas longe da Copa queriam tirar o atraso, mas o time não ajudou. Mesmo jogando um futebol vistoso, saiu na primeira fase. Mas tem peruano demais por aqui ainda, em todos os jogos e cidades sedes. A maioria adquiriu pacotes até as quartas de final e passou a fazer turismo depois que Guerrero e cia., voltaram pra casa. Os fazedores de piadas com a palavra peru também lamentaram, porque perderam um bom mote. Aliás, piadas bem velhas e fraquinhas.

A economia, com destaque para o comércio da Rússia lamentou mesmo foi a eliminação México. Aliás, a lamentação foi geral desde que ficou definido que os mexicanos enfrentariam o Brasil nas oitavas, já que ali estava decretada, possivelmente, a despedida deles da Copa. Além de animados e muito gentis os mexicanos lotaram o país da Copa, sendo a maior torcida latino-americana presente. E dos que mais gastam, sem dó.

As autoridades do turismo russo informam que mais de 80 mil deles vieram, registrados pelo “FAN ID”, a identidade, espécie de passaporte para todos que estão aqui para torcer para alguma seleção nesta Copa. E os mexicanos já tinham uma frase na ponta da língua para a previsível eliminação: “este México x Brasil será uma final antecipada do Mundial”. Coisa de torcedor mesmo, já que o time deles era apenas muito guerreiro, inferior tecnicamente à maioria de quem avançou às quartas de final.


Ex-jogadores continuam ganhando uma boa grana com a Copa do Mundo

Diz o velho ditado que “quem faz fama deita na cama”. E nem precisa ter sido campeão do mundo para ganhar bons cachês e ser convidado VIP em futuras Copas.

Caso do ex-goleiro português Vitor Baía (direita), e dos campeões do mundo, o também goleiro, da Espanha, Casillas, do lateral Roberto Carlos e do ex-zagueiro francês, Marcel Desailly, que estão em painéis gigantes das Fan-Fest espalhadas pela Rússia.


“Guerra mundial é uma coisa muito, muito, muito terrível para os povos: porque cancela a Copa do Mundo”

Parece Drumond, mas não é!. Apenas uma homenagem ao grande poeta e à terra dele, Itabira. Durante uma caminhada em Moscou, vi essa escultura em ferro, me lembrei de Minas, parei e fotografei. Aqui não quebram os óculos e nem picham os homenageados,

Não só as personalidades militares e políticas são cultuadas por meio de estátuas e belíssimas esculturas na Rússia. Em todas as cidades, em incontáveis locais públicos, obras de arte homenageiam artistas e professores, como este, que faz lembrar Carlos Drumond de Andrade, em frente a uma Universidade de Moscou.

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Por falar em itabiranos, aqui está a imperdível coluna do Marcos Caldeira, do d’O Trem Itabirano:

* (A copa vista do meu sofá)

A REDAÇÃO DE ANINHA: COPA E GUERRA MUNDIAL

No intervalo de Suécia x Suíça, a patroa perguntou se era possível falar comigo sobre assunto sério. Concordei, claro: “Mas aproveite enquanto a TV passa comerciais, pois, embora o primeiro tempo não tenha sido lá essas coisas, quero ver os melhores momentos”. Avisou-me que a psicóloga da escola de Aninha quer reunião conosco, informou estar preocupada com o que a menina tem escrito nas tarefas e me mostrou uma redação. Li o trecho manchado com marca-texto – apressadamente, suíços e suecos já voltavam dos vestiários – e não captei a apreensão. Não há palavra errada, a pontuação está certinha, as vírgulas bem colocadas, tudo perfeito, a menina é estudiosa – influência, modéstia à parte, minha. “Guerra mundial é uma coisa muito, muito, muito terrível para os povos”, escreveu Aninha, em linda letra: “Porque cancela a Copa do Mundo”.

EXÓTICAS SUÍÇA E SUÉCIA, ONDE AS PESSOAS TÊM O ESQUISITO HÁBITO DE ANDAR NAS RUAS

O primeiro tempo de Suíça x Suécia, clássico da qualidade de vida, derby do IDH, me lembrou que essa vaga para as quartas de final poderia ser disputada num Holanda x Itália, ausentes da copa. Chute suíço que abalroou um microfone peludo, tipo cãozinho de madame, foi o lance mais emocionante. Na segunda etapa, a seleção com mais história em copas fez um gol, não tomou e se garantiu, para alegria de dezenas de Sharon Stone no estádio de São Petersburgo. Países exóticos ambos, seus habitantes têm o hábito estranho, muito estranho, de andar nas ruas…

O JOGADOR CUJA MÃE FOI COLOCADA NO MEIO

Vinte e duas horas antes da partida contra a Suécia, um atleta suíço recebeu telefonema informando que seu primeiro filho nasceria hoje a qualquer momento, podendo até ser durante o jogo. Os companheiros de time perguntaram se ele queria voltar para casa, ficar ao lado da mulher e viver a quente o momento único na vida de um homem. “Se quiser ir, vá tranquilo, vamos nos empenhar ao máximo para levar nossa seleção às quartas de final. Você sempre quis muito esse filho, entenderemos perfeitamente”, disse o capitão, obtendo unânime concordância. “A gente só tem o primeiro filho uma vez”, acaciou um lá, no meio da roda. O futuríssimo papai ficou bravo e, em voz alta e nervosa, respondeu: “Gosto muito de todos aqui, somos um só, uma equipe, uma família, mas não vou aceitar vocês se desfazendo da velha, insinuando que ela não tem capacidade, organização, solidariedade e amor no coração para cuidar da minha esposa na hora do parto. Aceito tudo nesta vida, menos que falem mal da minha santa mãezinha”. Acabou o assunto ali, um amarrou a chuteira, outro ajeitou o meião, um terceiro ajustou a caneleira e todos foram treinar.

BACCA ERROU PÊNALTI E A COLÔMBIA FOI PRO BREJO

Muita correria e pouco futebol, com os súditos de Elizabeth 2ª melhores, não tanto. Assim foi o primeiro tempo de Colômbia x Inglaterra. No início da segunda etapa, Carlos Sánchez, que fez pênalti tolo contra o Japão e ainda foi expulso com três minutos de jogo, voltou a cometer bobagem: enroscou-se com um inglês em sua área, sem nenhuma necessidade de agir assim, e o árbitro assinalou a falta máxima. Harry Kane bateu, 1 a 0. Os sul-americanos jogavam mal, nada indicava empate, mas isso é futebol, amigo, e nos acréscimos, quando colombianos já perguntavam quando seria o próximo voo para Bogotá, o meia Mateus Uribe – nome de antigo e bom jogador peruano – deu um chute maravilhoso para o gol. Pickford defendeu, mas cedeu escanteio. Batido, o zagueiro Mina meteu a cabeça na bola, empatou e levou a peleja para a prorrogação, que teve a Colômbia melhor no primeiro tempo, não tanto, e a Inglaterra melhor na segunda etapa, não tanto. Sem gol, pênaltis. Nas cobranças, foram empatando, mas no final o atacante Bacca errou, um conterrâneo de Alfred Hitchcock acertou e a pátria de Gabriel García Márquez foi pro brejo, ou para Macondo. Cem anos de solidão, colombianos, até o próximo mundial.

Por Marcos Caldeira d’O TREM ITABIRANO


Imperdível: a “bombástica” entrevista do Kleber Machado com o Júnior, ex- Flamengo, na Globo

* Recebi a foto por e-mail e adoraria saber onde é e quem é o autor, para dar o crédito.

Está na também imperdível coluna do Marcos Caldeira, d’OTrem Itabirano:

* (A copa vista do meu sofá)

CLÉBER MACHADO ENTREVISTA JÚNIOR

No intervalo de Bélgica x Japão, o narrador Cléber Machado entrevistou o comentarista Júnior. Reproduzo na íntegra. Cléber Machado: “Júnior, quando você jogava, você gostava de fazer gol?”. Júnior: “Sim”. Cléber Machado: “E de tomar gol?” Júnior: “Não”. Juro, pode conferir. Há leitor que duvida, acha que é invenção. Quem me dera se eu soubesse criar algo assim.

NOTA DEZ PARA O PSICÓLOGO QUE ESTÁ TRATANDO NEYMAR

(Já marquei um gol de bicicleta no campo do Caveirinha)

Um resto de gripe no time do México fê-lo se esquecer de quem estava enfrentando hoje e a pátria de Diego Rivera começou agredindo o Brasil. Foi melhor até os 23 minutos e 32 segundos (exatamente esse tanto) do primeiro tempo. Vendo aquele atrevimento todo, alguém chegou à beira do campo e avisou: “Ei, essa camisa amarela aí não é da Colômbia não, nem da Suécia”. Bendito seja esse cujo. A partir daí só deu a nossa seleção, que matou a peleja em 2 a 0. Não foi mais porque o goleiro Ochoa, quando enfrenta os canarinhos, pensa ser Dasaev, Fillol ou Pfaff. No segundo tempo, um mexicano tentou desestabilizar Neymar, dando um pisão desleal no brasileiro caído, e por essa pilantragem devia não só ter sido expulso como obrigado a fazer a rota Rússia/Acapulco a pé. Nota dez para o psicólogo que assumiu a cabeça de Neymar após o jogo contra a Costa Rica. Desde então, ele parou de cair à toa e de xingar o apitador. Tem de ter o miolo muito no lugar para tomar, sem reagir, aquelas pancadas que os adversários desferem no craque da 10. Se o Brasil passar pela Bélgica, já estará na semifinal. Gabriel Jesus ainda não estreou. Foi ao orelhão telefonar e até agora não voltou para jogar a copa.

JAPÃO: QUE O MUNDO DESAPAREÇA DE NOSSAS RETINAS

O que a Bélgica fez hoje contra o Japão foi uma maldade só. Ambos estavam muito assustados na reta final do segundo tempo e pactuaram de prorrogar o jogo, em que cada qual teve seu bom momento e o aproveitou para marcar dois gols. No intervalo, antes dos 30 minutos, tomaremos calmante e tudo dará certo, pensaram. No entanto, os europeus decidiram quebrar o trato e, faltando 15 segundos para o fim da partida, enfiaram a bola na meta dos asiáticos, após contra-ataque cinematográfico. Escolheram esse momento para não dar aos oponentes nenhuma possibilidade de reação. Letais os belgas, assinaram a eliminação mais dolorosa até agora nesse mundial. Após tomarem o terceiro gol, os japoneses só tiveram tempo de cobrir a cabeça com a camisa, numa tentativa de fazer o mundo desaparecer de suas retinas. Num jogo em que tudo ocorreu no segundo tempo, chegaram a ter 2 a 0, com possibilidade de aumentar, mas farão check-in em algum aeroporto russo nas próximas horas. Deu dó, sentimento que se dissolve completamente se sairmos do campo. Em 2011, quando numerosas cidades do Japão foram arrasadas por tsunami, estava para começar a reforma da assassina BR 381, que liga Itabira a Belo Horizonte. O país do Kashima Antlers consertou tudo lá em seis meses – e com ferro do minério itabirano, diga-se. Já a nossa estrada continua nas obras que nunca terminam e sendo notícia quase diariamente por acidentes pavorosos e matança de pessoas.

MARQUEI UM GOL DE BICICLETA NO CAMPO DO CAVEIRINHA

Inveja, confesso. Passei a ter dos moradores do conjunto predial Juca Batista ao deambular por lá hoje cedinho e ver que eles têm um belíssimo campinho de terra nos fundos. Não é “inveja branca”, não, é da modalidade mais cinza, pesada e perfurocortante. Mas que saudade – posso, tenho direito, estou autorizado a ter sentimento? – dos campinhos de minha adolescência, principalmente o do Caveirinha, soterrado pelo asfalto da avenida Mauro Ribeiro. Era onde mandava seus jogos o time da Capa Égua, que tinha até torcida, pouca, mas ruidosa. Ganhar no Caveirinha sempre foi problemão – as pessoas lá eram gentis como alguns frequentadores do La Bombonera. Goleamos o brioso Capa Égua uma vez – marquei três, um de bicicleta (não, não há registro) – e nosso centroavante entrou numas de humilhar. Para não apanharmos, corremos como quenianos pela linha do trem – chuteira fazendo plac-plac na brita e deslizando no lodo dos dormentes. Todos os campinhos dos bairros em que morei em Itabira foram extintos. Não sobrou unzinho sequer; puseram prédios no lugar. Moradores do Juca Batista, protejam o campinho de vocês com, como diria o finado cronista Guido de Caux, “unção de devoto”. Ter um no bairro hoje é prova de milagre reconhecido pelo Vaticano.

Por Marcos Caldeira d’OTREM ITABIRANO

*  Dos últimos campinhos de terra que sobraram em Itabira.


A virada belga sobre o Japão foi sensacional. Adversário perigoso para o Brasil na sexta-feira

Mas não vi neste time tudo aquilo que a imprensa europeia e brasileira estão falando desde o ano passado. Adversário perigoso nas quartas de final, mas a camisa costuma pesar nessa hora.

Interessante neste 3 a 2 foram os contra ataques bem aproveitados, tantos pelo Japão quanto pela Bélgica. Os japoneses surpreenderam com bom futebol e muita vontade. Os belgas estavam perdendo pela soberba e precisaram tomar dois gols para acordar para a realidade.

 


Jogando simples e objetivamente, Brasil dá mais um passo rumo ao título

Com um gol e passe para outro, Neymar foi eleito pelos observadores da FIFA como o melhor em campo nos 2 a 0 sobre o México.

Futebol feijão com arroz do Brasil, sem exibições fantásticas, mas seguras, como essa da classificação às quartas de final. Até aos 20 minutos só dava México, pelos dois lados do campo. Aos 23 o Brasil começou a se impor. Aos 32 uma jogada de ataque brasileiro quase resultou em gol e “tonteou” os mexicanos, dando a impressão que o nocaute seria eminente. Mas o primeiro tempo seguiu sem abertura de placar até o fim. A bola rolou na etapa final e a conversa do Tite com os jogadores parece ter funcionado: 1 a 0 logo aos cinco minutos, gol do Neymar depois de uma jogada sensacional com o William.

Aliás, junto com o Philipe Coutinho, o William tem sido fundamental para a seleção. Corre o campo todo, acredita em todos os lances, sem bola perdida, e não enche o saco de nenhum companheiro, nem da torcida.

A partir daí, partida sem nenhum sobressalto e o gol que selou a classificação só saiu aos 42 depois de uma arrancada do Fernandinho, toque pro Neymar que achou o Firmino com o gol escancarado.


Brasil x México: dia de disputa acirrada no gramado e festa mineira e multinacional nas imediações do estádio

Acredito que Brasil e México farão um grande jogo e acho que não teremos surpresa, como na estreia mexicana e a vitória sobre a Alemanha. Muito menos uma “zebra” da seleção do Tite ser eliminada, como ocorreu com a Espanha ontem.

O México certamente vai tentar jogar e para isso dará espaço para o Brasil, que tem melhores jogadores e o time está em ascensão no Mundial. Mas, todo cuidado é pouco, já que motivação nunca falta aos mexicanos, que têm um bom treinador, o colombiano Carlos Osório e uma torcida enorme aqui, fanática. Além do jogo, hoje é dia de confraternização brasileira, com destaque para os mineiros, na Rússia, nesta partida contra o México pelas oitavas de final em Samara. Quatro horas antes de todo jogo começa a concentração da torcida nas imediações e no próprio estádio.

Estas fotos foram antes de Brasil x Sérvia no Spartak, em Moscou:

Um verdadeiro carnaval, unindo não só as torcidas adversárias, mas gente de todos os países que vem prestigiar a Copa. O cruzeirense Roberto Ribeiro (Betinho), com a esposa atleticana Helena, de Belo Horizonte.

Em todo jogo do Brasil me encontrei com americanos, como o Ricardo Purisch, entre os cruzeirenses Evandro Ferreira (esq.) e o João Guilherme. Ricardo mora há 16 anos em Barcelona, mas está sempre em Belo Horizonte.

Ricardo conta que esta camisa metade seleção, metade “Coelhão”, foi presente do Guilherme Trivellato, filho do Fernando Trivellato, do Conselho Gestor do América.

Com a camisa do Galo é o Rafael, de Montes Claros, ao lado do casal de atleticanos João Roberto e Roberta.


Ao Brasil vale a experiência da Espanha, que começou contra a Rússia dando a entender que meteria três gols rapidamente

A coluna do Marcos Caldeira, d’O Trem Itabirano:

* “Que o Brasil vença e que a sorveteria Pinguim pare com papo de “paleta mexicana” e só chame picolé de picolé”

Espanha, cujo hino não tem letra, fechou participação na copa com Aspas. Dinamarca fora, mas é dos países com menos corrupção na política

O jogo Espanha x Rússia começou dando a entender que o país do Real Madrid meteria três gols rapidamente e passaria o segundo tempo poupando-se para as quartas de final. O rei Felipe VI, no estádio, baixou lei proibindo a seleção comandada por Stanislav Cherchesov de encostar na bola. Os espanhóis aproveitaram e, aos 10 minutos, fizeram gol: Sérgio Ramos disputou a pepita na área, vinda de cruzamento, ela bateu num russo e entrou. O time de Iniesta, até então na reserva, ficou trocando passes, como se dissesse: alguém aí dúvida de que seremos nós os classificados hoje? O primeiro-ministro da Rússia, também presente, deu jeito de revogar a lei do monarca visitante e sua pátria pôde, enfim, ter contato com a redonda. Aos 35 minutos, deu o primeiro chute a gol, com perigo. Viu que aquilo era bom e, aos 40, empatou de pênalti, cometido por Piqué, que, fosse volante, daria uma piada infame. O segundo tempo passou num lesco-lesco danado – Espanha atacando sem criatividade, Rússia defendendo-se – e foi prorrogada a partida que me fez cogitar se não teria sido melhor abrir um livro. Os 130 minutos que passei diante da TV daria para ler 28, 30 páginas do diário “Minha Vida de Menina”, de Helena Morley, pseudônimo de Alice Caldeira Brant, que conta lances da vida dela em Diamantina no final do século XIX. Espanha e Rússia não se resolveram nos 30 minutos adicionais e, nos pênaltis, venceu a seleção que tem muitos jogadores cujos nomes terminam com a letra vê. O goleiro Igor Akinfeev, da equipe que estava em casa, defendeu dois pênaltis. O último fê-lo de pé esquerdo, motivo pelo qual terá de pagar direitos autorais ao goleiro Victor, do Atlético, vide Copa Libertadores de 2013. Quando o atacante espanhol Iago Aspas caminhou para cobrar a falta máxima, tive dois motivos para urubuzá-lo. Primeiro, queria desclassificada a seleção do rapaz; segundo, para não perder a piada. Ele errou o pênalti e ali seu país foi eliminado. A Espanha, cujo hino não tem letra, fechou sua participação na copa com Aspas.

DINAMARCA ESTÁ FORA, MAS É DOS PAÍSES MENOS CORRUPTOS

A Dinamarca fez seu gol antes do primeiro minuto do primeiro tempo, a Croácia empatou três minutos depois. O jogo começou eletrizante, dando esperança de que assim continuaria, o que não se confirmou. Não foi ruim, nem ótimo. Aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação, o croata Modric perdeu o pênalti que poderia ter classificado seu país sem o sofrimento das cobranças alternadas, após a prorrogação. O goleiro Schmeichel defendeu três pênaltis, mas quem passou de fase foi o adversário. Está fora a Dinamarca, que, embora William Shakespeare tenha escrito aquilo, é, entre todos, um dos países com menor índice de corrupção na política – e por causa desse dado, confesso, morro de inveja dos nórdicos.

VACILO DO COMENTARISTA: É BALZAC, É ARMANI

Cometi dois equívocos ontem: troquei o nome do goleiro da Argentina – jogou Armani, não Caballero – e Balzac saiu Balzaz. Notei minha mancada minutos depois de enviar o texto, consertei rapidinho nas redes sociais e mandei errata aos editores dos sites e blogues que republicam meus comentários. Fico desesperado quando deixo passar erro, tenho vontade de ligar para cada leitor pedindo desculpa, o que faço agora. Aproveito para agradecer ao pessoal de sites, blogues, jornais e rádios pela tabelinha comigo. Aos pouquinhos, vou citando-os. Hoje mencionarei três: o jornalista Chico Maia (cresci ouvindo-o em rádio e vendo-o na TV, sempre gostei dele), o escritor Marco Lacerda (meu xará singular) e Juca Kfouri, ex-diretor de redação da revista “Placar”, da qual fui leitor assíduo na infância – às vezes chegava à banca antes do dono, ansioso para comprar números que traziam pôster do Galo campeão mineiro. Era só o que o Atlético conquistava na época, mas sempre em cima do Cruzeiro.

BRASIL X MÉXICO: VAI UM PICOLÉ AÍ?

Tanto quanto desejo a vitória da nossa seleção nesta segunda, torço para que uma das sorveterias de minha infância em Itabira – Pinguim (foto) – pare com papo de “paleta mexicana” e volte a chamar picolé de picolé.

Por Marcos Caldeira, d’O TREM ITABIRANO


Finalmente um jogo fraco nas oitavas; e deu Croácia

Depois de partidas memoráveis entre França e Argentina, Uruguai e Portugal, Rússia e Espanha, a Croácia e a Dinamarca fizeram um jogo de dar calo nas vistas. Com 1 a 1 no tempo normal e prorrogação, a conquista da vaga pelos croatas, que pegarão a Rússia nas quartas de final.


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