Os tempos andam realmente mudados no futebol brasileiro. Decantado pela imprensa de São Paulo, até há pouco tempo, como o clube mais sério e organizado do Brasil, modelo de gestão, o São Paulo, do senhor Juvenal Juvêncio (que mudou o estatuto do clube para continuar na presidência), tem sido destaque negativo na imprensa nacional por desorganização e falta de respeito com os co-irmãos.
Foi dos poucos, entre os maiores do país, a antecipar receitas com a Rede Globo para 2013; tem abusado nas contratações equivocadas, que geram prejuizo financeiro e técnico; afastado das disputas de torneios das categorias de base por causa da mania contumaz de “roubar” jogadores dos demais, em todo o país, e agora enfrentando ações judiciais.
O penúltimo a acioná-lo foi o Dagoberto, segundo nota na coluna Painel FC, de ontem, na Folha de S. Paulo.
Veja aí:
“Onda. Dagoberto entrou na Justiça contra o São Paulo. O ex-jogador tricolor pede R$ 2,5 milhões de direitos de arena não pagos pelo clube. O atacante segue o caminho de Borges, Hugo, Jonílson, Arouca e Fabão, entre outros, que já entraram com ações contra o ex-clube.”
considero o debate sobre as questões fundamentais do país, muito mais importante que o futebol, por isso, de vez em quando, abuso dessa conversa política e sociológica aqui.
E gosto muito dos comentários neste tipo de postagem, a favor, contra ou nem aí.
É pra estimular o debate sim e conscientizar quanto mais gente possível, que temos que ficar mais atentos ao que acontece em nossas cidades, nosso estado e no país.
O Rodrigo Araújo é dentista em Beagá, não o conheço pessoalmente, mas periodicamente manda comentários muito interessantes sobre futebol e Brasil, via e-mail.
No post anterior falei do risco que estamos correndo de ver as forças de extrema direita voltarem a crescer no país, em função de tanta incompetência, corrupção e impunidade.
E antes, que os xiitas de plantão venham dizer que sou contra o atual governo, adianto que considero quase todos os atuais políticos, farinha do mesmo saco.
Desses só são éticos e sérios antes de chegarem ao poder; que torcem pelo fracasso do governante de plantão para que tenham chance nas eleições seguintes; que manipulam o máximo que podem a opinião pública, através dos meios de comunicação, quase todos, usando o poder que têm, de controle do dinheiro público.
Estou quase chegando à frase, não sei de quem, que diz: “Hay gobierno; soy contra”.
Mas, em primeiro lugar, abomino qualquer ditadura, de direita ou de esquerda, e principalmente a instalada no Brasil em 1964, que rasgou a Constituição e derrubou João Goulart:
Vejam o que escreveu o Rodrigo:
* “Oi Chico Maia.
Aproveitando o assunto Copa do Mundo no blog, gostaria de colocar o que ouvi hoje, no comentário do Alexandre Garcia na Itatiaia, de manhã.
Ele disse que um major ou sei lá o quê, que acompanhava o então presidente Figueiredo, presenciou uma conversa do mesmo com o presidente da FIFA, empossado 5 anos antes, João Havelange. O Havelange ofereceu a Copa do Mundo no Brasil e o “delicado” presidente lhe respondeu: “Vc conhece uma favela do Rio de Janeiro? Vc já viu a seca do nordeste? E vc acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol?”.
Toda ditadura é cruel de alguma forma com o povo. Sempre há exagero. Mas, sempre digo que o Brasil experimentaria uma ditadura naquele período (década de 60). Melhor ter sido capitalista. Porque a ditadura de “esquerda” não é direita, é torta e estão tentando enfiá-la goela abaixo na gente.
Esse governo esdrúxulo e despreparado está gastando oceanos e não rios de dinheiro para construir estádios inúteis e nada de infra estrutura. Educação pra quê? Nem eles têm, como podem oferecer ao povo? E, o mais nojento é o tanto que os petistas e comunistas do PC do B estão ricos. Os generais estão mortos e deixando heranças compatíveis com seus soldos.
Claro que houve corrupção e barbaridades. Mas isso ocorreria com socialistas. Fidel é rico e, se Cuba se tornar capitalista, ele e seus pares serão donos de quase tudo.
No site do PC do B, eles postaram um texto falando sobre a ameaça da paz e da felicidade na República Democrática da Coréia do Norte, por parte dos EUA. Isso foi comentário do Jabour na CBN, semana passada ou retrasada. O post é de 12 de abril. Muito engraçado, de tão sem noção. A Veja trouxe uma matéria sobre a república “feliz”. Deprimente.
Pra mim, a Copa será a 1ª grande desgraça do Brasil no século 21. Vamos levar uns 20 anos pra recuperar do prejuízo causado nos dois últimos anos, com essas obras mirabolantes. A farra dos governantes, dirigentes e empreiteiros. Uma lástima.
Se gastam bilhões para um eventozinho da FIFA, que ganhou antipatia geral, e dura um mês, imagine quanto deveriam gastar em infra estrutura, educação, saúde e segurança para o povo que vai passar a vida toda aqui?
Um abraço.
Rodrigo Araújo”
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Procurando uma foto do general-presidente João Baptista Figueiredo, encontrei essa, interessantíssima, no site “Minha Vida de Cinéfilo”, postada no dia 23/04/2008:
“. . . Belo Horizonte, 1979, lançamento do primeiro carro a álcool do país.
As escolas da cidade levaram uma fila de crianças para cumprimentá-lo. E não é que a primeira menininha da fila se recusou terminantemente a apertar a mão do cabeça da vez da ditadura militar? Mesmo com repórteres e professores insistindo, ela cruzou os braços e ficou firme.
Este flagrante incrível foi registrado pelo repórter fotógrafico Guinaldo Nicolaevsky, então trabalhando em O Globo – que não publicou a foto. Ele teve que mandar para Veja, que teve grande destaque. A história completa está no site da BR Press . . .”
Poucos minutos depois desta postagem, o jornalista Pedro Blank, ex-companheiro no jornal O Tempo, a quem agradeço, escreveu em seu facebook:
* “Meu querido e fraterno amigo Chico Maia, O texto encaminhado a você (não sei se intencionalmente) comete, para usar um termo ameno, um grosseiro erro histórico.
Foi ele que foi empurrado goela abaixo nas Organizações Bloch para supervisionar o jornalismo da TV Manchete. Esse sujeito, que vomita frases etéreas e metafísicas, estava lá todo pimpão no período das trevas deste país. Figueiredo e acho que o autor do texto desconhece isso, foi um dos artífices da Operação Condor, centro de inteligência dos Golpes de direita em toda a América Latina. E Havelange entrou pela porta privativa de todos os monstros: Pinochet, Videla, Medici etc.
E o Havelange não tinha vergonha de fazer coisas esdrúxulas, como obrigar o Chile a entrar em campo na repescagem contra a URSS (a URSS não entrou em campo na repescagem das eliminatórias de 74 porque se recusou a jogar em um país que torturava as pessoas e a Fifa – do JH – montou aquela cena patética do Chile tocando a bola até fazer o gol e vencer por 1 a 0). O desconhecimento histórico, infelizmente, é que perpetua essa cultura da mentira, da Lei de Gérson por aqui.
Hoje à noite, Chico, quando estivermos deitados confortavelmente em nossas camas, dezenas de milhões de crianças estarão deitadas em ruas de todo o planeta, passando fome e frio. Asseguro a você e a quem quiser: NENHUMA DELAS É CUBANA.”
Só para complementar, é impossível chamar o Governo petista de esquerda. Metologicamente não é. Com boa vontade trata-se de um governo social-liberal.
Eu estava em Diamantina quando tomei conhecimento da morte do General Videla, um dos ditadores mais cruéis da história recente da humanidade.
Não poderia deixar de falar sobre isso, e se existe inferno, que ele esteja queimando lá a essa altura.
Sou admirador da Argentina, tanto no futebol, como nação!
Um dos motivos é essa busca deles pela Justiça, que direitistas extremistas chamam de “vingança”. Videla e seus principais oficiais do exército, marinha e aeronáutica, além dos civis que cometeram crimes hediondos durante da ditadura, estão apodrecendo ou morrendo nas cadeias, ainda sentando-se nos bancos dos réus, sendo justiçados. Não apaga a dor das famílias das vítimas, mas diminui um pouco o sofrimento e serve de exemplo para potenciais aspirantes a ditadores não se metam nessa maluquice.
Enquanto isso, no Brasil, a impunidade se perpetua. Os criminosos da ditadura iniciada em 1964 morreram ou vão morrer sem pagar pelos crimes que cometeram.
O atual governo criou uma “Comissão da Verdade” que na prática, não vai dar em nada, porque o governo e o congresso não lhes dão o devido respaldo. Para “inglês ver”; uma satisfação mentirosa às vítimas e parentes das vítimas.
Ando desanimado desse assunto, porque é malhar em ferro frio. Principalmente porque, com tantas lambanças, corrupção, violência e a eterna impunidade, a atual democracia brasileira, iniciada em 1985, está abrindo espaço para a extrema direita voltar a falar alto e grosso no país!
Trecho da notícia da Folha de S. Paulo, de sexta-feira, que fala da morte do Videla:
“Morreu nesta sexta-feira, às 6h30 da manhã, o general Jorge Rafael Videla, aos 87, na prisão de Marcos Paz, em Buenos Aires. O líder da primeira junta militar que governou a Argentina entre 1976 e 1981 cumpria pena de prisão perpétua em uma prisão militar.
Videla é o responsável por comandar o aparato de repressão que, durante o período, matou mais de 30 mil pessoas, de acordo com estimativas de direitos humanos. Também esteve por trás da sistematização do sequestro de mais de 500 bebês, filhos de guerrilheiros e militantes desaparecidos. As crianças foram entregues a famílias de militares. . .”
* Ainda sobre a conquista do Galo e os 2 a 1 do Cruzeiro, faltou lembrar que Pierre fez e faz falta demais ao time. Em jogos decisivos, especialmente como o de domingo, exemplos de raça são fundamentais, e isso é a marca principal do volante atleticano que estava suspenso.
popesportes.com.br
Verdadeiro “carrapato” quando é incumbido de parar algum adversário que se destaca na armação do jogo.
Depois de sete anos
Patos de Minas merece estar na prateleira de cima do futebol mineiro e coube à URT recolocar esta belíssima cidade na primeira divisão de 2014, depois de ótima campanha na segundona e o título, após nove vitórias, três empates e quatro derrotas, 26 gols marcados e 17 sofridos.
Foram sete anos de luta pelo retorno.
O time do Geraldo
Sete Lagoas também retorna à elite estadual, através do Minas Futebol Brasil, um clube fundado em 2011, por um conhecedor de futebol, apaixonado pelo assunto e que vê o setor, também como oportunidade de bons negócios: Geraldo Magela dos Santos, que aposta sempre nas categorias de base e pegou experiência no futebol amador de Betim e Belo Horizonte, onde foi presidente do Geralvidas e Riviera (Bairro Alto Veracruz).
Batalhador
Em 2007 Geraldo Magela assumiu a base do Democrata Jacaré, onde atuou até fins de 2010 e em 2011 fundou o Minas. Maior atestado de que conhece mesmo do assunto é que subiu o time da terceira para a segunda divisão no ano de nascimento e agora para a primeira, em menos de três anos de existência.
Nesta terça-feira, o Minas receberá as faixas de vice-campeão, das mãos do Villa Nova, campeão do interior, em jogo amistoso, às 20h30 na Arena do Jacaré.
Parabéns à tradicional URT e principalmente ao caçula Minas.
A grande surpresa da segundona, porém negativa, foi o não acesso do Patrocinense; o melhor time que vi jogar na segundona e que decidiu em casa a sua classificação. Se vencesse, subiria, mas ficou no 0 a 0 com o Minas; o terceiro empate em casa no quadrangular decisivo.
Segundo o próprio Geraldo, dono do Minas e adversário que tomou a vaga com o empate, o Patrocinense esbarra nas dimensões acanhadas do seu gramado, que favorece a quem precisa garantir um resultado.
Sobre o nosso Democrata Jacaré, ficamos mais um ano na fila de espera, mas a atual diretoria já conseguiu o feito de tirá-lo da terceira divisão e conseguir mantê-lo vivo, mesmo com quase R$ 6 milhões de dívidas herdadas e toda arrecadação bloqueada pela justiça para pagamento aos credores.
A luta pela volta continua e já começa agora!
* Estas e outras notas estarão em minha coluna no Super Notícia, amanhã, nas bancas!
Vejam este e-mail que recebi do Márcio Amorim, americano que não esqueceu erros do Leandro Pedro Vuaden na final do Mineiro do ano passado, e que assim como a maioria dos brasileiros, está indignado com a gastança de dinheiro público com a Copa no Brasil e outras mazelas governamentais:
* “Meu caríssimo amigo!
Sei que hoje é um dia festivo para você, como atleticano. Gostaria que este bom juiz, o Vuaden, tivesse tido esta convicção de assinalar três pênaltes claros, como hoje, na final do ano passado, quando o Bernard, aos 15 minutos do primeiro tempo – fato denunciado no blog por você e com o América dominando o jogo – puxou o China pela camisa dentro da área. Ele estava a uns 10 passos do lance e não “viu”. Parabéns assim mesmo. O assunto agora é outro.
Se você se sente revoltado com a falta de dinheiro para saúde e educação, vá ao www.uol.com.br.
Está lá a notícia de que houve ontem um boato dizendo que o bolsa-família iria acabar. Para ser curto, houve uma corrida aos terminais da Caixa, numa tentativa de sacar o dinheiro. Há pelo menos duas fotos desta correria desenfreada aos caixas, tendo havido, inclusive tentativas de saques e destruição de terminais. O que há de importante nisto? Simples: veja lá, nas fotos, o perfil dos “bolsistas”.
Não consegui visualizar nenhum com cara de idoso ou de pessoa incapacitada para o trabalho. São jovens. Isto mesmo, JOVENS, aparentemente em “idade produtiva” e com força para destruir o que vissem pela frente. Se estádios consomem grande parte dos nossos impostos, duas bolsas levam o resto, beneficiando o governo em “votos”: o bolsa-família que beneficia muitos vagabundos e o bolsa-presidiário que beneficia marginais. Um abraço.
tomo a liberdade de mostrar às senhoras e senhores o meu diálogo com o Armando Cordeio, leitor da minha coluna no jornal O Tempo.
Ele discorda do que escrevi hoje, sobre o clássico de ontem, e deu-me a oportunidade de falar sobre uma situação muito comum vivida por nós da imprensa, quando questionados sobre o time para o qual torcemos.
Também “oportuniza-me” (valeu Celso Roth!) a mostrar o quanto é bom poder dialogar com leitores e ouvintes, quando a pessoa é educada, mesmo na divergência de opiniões e a dureza da cobrança.
* “Caro Chico;
Desenvolvi , durante a minha vida de torcedor que gosta de ir a estádios de futebol , o hábito de assistir aos “vídeos tapes “dos jogos que acabara de ver e , muitas vezes , constatei que tinha sido traido pela minha paixão clubística e que o jogo tinha sido , na realidade , muito diferente daquiloque jurava ter acontecido ! Alguns jogos de AtléticoxCruzeiro servem de exemplos:
-Galo 3×3 Cruzeiro : primeiro tempo 3×1 Galo , com três gols do Lacy e um gol mal anulado do próprio quando ainda estava 3×0 , gol de empate do Cruzeiro , de pênalte de Vander , no final da partida ; vendo o vídeo pela Itacolomi do Fernando Sasso , o pênalte foi um mão involuntária em um carrinho na linha de fundo que , se fosse a favor do Galo , não seria marcada ;
-Galo 4×0 Cruzeiro (Fábio de costas ): saí do Mineirão com a sensação de um verdadeiro massacre atleticano ; vendo o vídeo constatei que o Cruzeiro foi muito melhor e que não merecia perder ( a volta ganhou por 2×0 );
-Galo 3×0 Cruzeiro: massacre atleticano comprovado no vídeo , dois pênalties não marcados pelo juizão a favor do Galo , bola na trave e inúmeros gols perdidos ; ficou mesmo barato para o Cruzeiro;
-Cruzeiro 2×1 Galo ( ontem ) : assistindo ao jogo , a primeira impressão foi a de domínio total do Cruzeiro no primeiro tempo e que o Galo tinha jogado mal. Pelo vídeo tape (Soprtv2), constatei que o Cruzeiro , no primeiro tempo , teve apenas volume de jogo e só ameaçou o Galo nas jogadas dos pênalties e em dois fracos chutes de Diego Souza e Borges ; por outro lado , o ótimo goleiro Fábio fez duas ótimas defesas de chutes de Jô e Tardeli . Na etapa final , apenas um bom chute de Borges ( não sei porque êle foi substituido ) e nada mais para o Cruzeiro e, pelo lado do Galo , um gol , uma bola na trave e duas defesas epetaculares de Fábio contra Réver e Marcos Rocha . O Galo foi muito melhor do que seu adversário e não merecia a derrota !
Gosto das suas crônicas mas a de hoje eu achei um pouco tendenciosa , com um gostinho azul bem disfarçado ! Veja o vídeo tape e , depois , releia o seu artigo , ok ?”
Abraços ; Armando.
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Caro Armando,
obrigado pela leitura e por escrever-me.
É sempre um prazer dialogar com os leitores, principalmente quando recebemos boas informações e argumentos, mesmo quando as opiniões são divergentes, como é o caso.
Você mesmo dá a resposta ao questionamento que me faz, ao dizer que:
“. . .assistindo ao jogo , a primeira impressão foi a de domínio total do Cruzeiro no primeiro tempo e que o Galo tinha jogado mal. Pelo vídeo tape (Soprtv2), constatei que o Cruzeiro , no primeiro tempo , teve apenas volume de jogo e só ameaçou o Galo nas jogadas dos pênalties e em dois fracos chutes de Diego Souza e Borges . . .”
Isso é a mesma coisa que falar mal do árbitro depois de ver e rever, via TV, que naquele lance de difícil definição, o sujeito errou.
Muitos colegas meus fazem isso e considero uma covardia com os apitadores e bandeiras.
Eu escrevo as colunas sobre jogos, durante e ou imediatamente após a partida, e ontem, tive a mesma visão que você: primeiro tempo do Cruzeiro, que soube aproveitar as oportunidades que teve, através de pênaltis justos. O segundo tempo, do Atlético, que soube aproveitar apenas uma oportunidade, também de pênalti justo; entre tantas que teve, durante todo o jogo, inclusive algumas no primeiro tempo”.
Sobre justiça ou injustiça no futebol, tenho uma opinião bem clara, desde que me entendo por gente: o placar só é injusto quando há interferência clara do trio de arbitragem a favor de alguém. Se um time massacra o adversário, mas não aproveita as oportunidades, toma um gol e perde; incompetência dele, que não soube marcar e não conseguiu evitar um do concorrente. É o jogo, onde, nem sempre vence o melhor.
Por isso, arrematei a coluna destacando o esforço do Cruzeiro e cruzeirenses, dizendo: “A força que a torcida deu ao time, todo o trabalho de motivação que foi feito pela diretoria funcionaram e só não deu certo porque o Atlético tem elenco melhor.
No futebol, nem sempre querer é poder!”
Graças a este “conjunto da obra” melhor, o Galo acertou mais e errou menos nesta final, vencendo por 4 a 2.
E aí está a beleza do futebol e as paixões suscitadas por ele!
Quanto a achar que a coluna de hoje foi “tendenciosa” com “um gostinho azul, bem disfarçado”, é claro que discordo de você, mas sempre fico feliz quando alguém fica em dúvida para qual time torço, porque sou honesto no que escrevo e falo, mesmo quando tem que ser contra o nosso querido Clube Atlético Mineiro.
Ser atleticano é um prazer e honra, mas ser honesto na profissão é uma obrigação para com o público em geral, que me garante a credibilidade fundamental a um jornalista.
Também sugiro que você releia a coluna e acredito que observará a minha isenção.
Grande abraço e escreva sempre.
Chico Maia
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Aproveitando este papo com o Armando Cordeiro, presto a minha homenagem ao grande Normandes, zagueiro que honrou a camisa do Galo em fins dos anos 1960, início dos 1970, jogando em um grande time, marcado pela raça, e mesmo não tendo o melhor elenco, foi campeão brasileiro em cima de Santos (de Pelé), Cruzeiro (de Piazza, Tostão e Cia.), Botafogo (de Jairzinho, o “Furacão), São Paulo (de Cejas, Pedro Rocha…) e tantos outros monstros sagrados do futebol.
Este time me tornou atleticano e fiquei muito grato ao Normandes, dentista, que mora em sua cidade natal, Uberaba, honrou-me ao parabenizar-me, via facebook, por mais um título do Galo!
Aliás, o face do Normandes é Normandes Lima e certamente ele ficará feliz demais se todos os atleticanos enviarem uma mensagem de felicitações a ele, hoje, um dos responsáveis diretos pelo gigante que é o Clube Atlético Mineiro.
Ele é o primeiro, à direita, nesta foto, neste time de raça, base do que foi campeão brasileiro em 1971.
Da esquerda para a direita, em pé: Oldair, Vander, Grapete, Vanderlei, Mussula e Normandes;
Aos 42 minutos do primeiro tempo o centroavante Borges desarmou o zagueiro Réver que tentava sair jogando para armar uma das principais jogadas do Atlético, o contra ataque. Como todo atacante tem dificuldade em marcar, o camisa 9 recorreu a um carrinho para atingir o seu objetivo.
Este foi o retrato do primeiro tempo quando o Cruzeiro chegou aos 2 a 0, sem muitas dificuldades.
Foi uma exibição de gala; futebol solidário, onde nenhum jogador cometeu qualquer vacilo e a concentração no objetivo de fazer os três gols que dariam o título era total.
É injusto dizer que o primeiro gol saiu em função da lentidão do Gilberto Silva. Seria tirar o mérito de Dagoberto que, na raça, se antecipou ao Marcos Rocha e partiu pra cima do zagueiro improvisado. Invadiu a área e driblou bem, ao seu estilo, sendo parado com o pênalti. Isso aos 16 minutos.
O Atlético esboçou reação, mas sem convencer. Fazendo lembrar o sol desse outono, que quase não aquece.
O segundo gol nasceu do afobamento característico do Rycharlison, que não raramente usa excesso de força para resolver situações simples dentro da área, derrubando Borges.
Entrevistado no intervalo o capitão Réver disse que o Atlético não tinha ido para o jogo.
O primeiro tempo foi tão corrido, e o Cruzeiro queria tanto jogo que o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden deu apenas um minuto de tempo extra. O Atlético fez lembrar o Grêmio que na quinta-feira tentou jogar pelo empate contra o Santa Fé, em Bogotá, e foi eliminado da Libertadores, ao perder de 1 a 0, aos 34 do segundo tempo.
Na segunda etapa o Atlético começou dando a impressão que iria reagir.
Aos 34 minutos entendi porque os amigos flamenguistas Waldívio e Walmisson Régis de Almeida disseram que a torcida do Urubu não gosta do Egídio. Displicente, deu o passe para Luan invadir a área e sofrer o pênalti, cometido pelo próprio lateral, que tentou corrigir a grave falha.
A decisão que àquela altura estava indefinida, foi sacramentada ali, com o gol marcado pelo Ronaldinho Gaúcho.
Com este gol a situação se complicou e toda a mobilização celeste para chegar até aquele ponto foi desfeita pela presunção da impossibilidade de marcar mais gols em menos de 10 minutos.
Luan, cuja raça é a principal característica, evitou que Dagoberto entrasse na área, através de carrinho perigoso que justificou a expulsão.
O tempo fechou, pescoções saíram de lado a lado, ninguém mais foi expulso e o Galo administrou para ser bicampeão.
O lance determinante da partida foi o passe errado do Egídio, já que a vontade atleticana no segundo tempo topou com o goleiro Fábio, que fez defesas memoráveis, em duas cabeçadas do Jô.
A força que a torcida deu ao time, todo o trabalho de motivação que foi feito pela diretoria funcionaram e só não deu certo porque o Atlético tem elenco melhor.
No futebol, nem sempre querer é poder!
Nestas fotos do Superesportes a alegria do Ronaldinho Gaúcho que aliviou o sufoco alvinegro, e esta, antes do jogo, mostra atleticano com faixa de campeão, que costuma dar um peso danado.
Tive o prazer de participar de encontro com grandes companheiros da imprensa, quinta-feira e executivos da Ambev, quando a empresa anunciou ótimas novidades na parceria dela e várias outras empresas gigantes nacionais com os clubes, visando fortalecer financeiramente o futebol brasileiro.
A Brahma vai intensificar a sua relação com os clubes, através dos programas sócio-torcedor de cada um, e venderá seus produtos em determinados dias, por até 50% do preço.
Mário Henrique “Caixa” (esquerda), Lucas Marques (Ambev) e Alberto Rodrigues, o “Vibrante”.
Dois dos maiores nomes da narração brasileira e vão promover um desafio, através da transmissão da Itatiaia, provocando a rivalidade sadia entre atleticanos e cruzeirenses.
Amanhã, antes da bola rolar no clássico, em campanha beneficente para entidades assistenciais, incentivada pela Ambev.
Mais detalhes neste informativo que recebi da assessorial de imprensa da Ambev:
“Empresas do Movimento por um Futebol Melhor oferecem descontos de até 50% em Super Fim de Semana do Sócio-Torcedor”
Novos sócios podem aderir ao programa de seu clube até o dia 22 para ter direito à promoção nos dias 25 e 26 de maio
Para incentivar ainda mais a adesão dos sócios-torcedores, as empresas integrantes do Movimento por um Futebol Melhor preparam uma “grande loucura”:
Super Fim de Semana do Sócio-Torcedor com até 50% de descontos, nos dias 25 e 26/5, na estreia do Campeonato Brasileiro 2013.
Atualmente, mais de 430 mil torcedores são sócios dos seus times e já têm vantagem no programa.
O Movimento conta com a participação de 19 clubes, dos estados de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa e Ponte Preta), Rio (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco), Minas (Atlético, Cruzeiro e América), Bahia (Bahia e Vitória), Ceará (Ceará, Fortaleza e Ferroviário) e Santa Catarina (Joinville).
Em todo o Brasil, os sócios terão a oportunidade de aproveitar os benefícios oferecidos pelas empresas, que incluem descontos em cerca de 600 produtos e serviços – bebidas, higiene, limpeza, alimentos, material esportivo e serviços financeiros.
Para que tenha acesso à promoção, o torcedor deve se associar a seu clube no máximo até o dia 22, tempo suficiente para que o CPF esteja disponível nos sistemas e os descontos sejam dados nos caixas dos supermercados conveniados (confira lista abaixo) e nos serviços. Os clubes também darão benefícios aos novos adeptos, desde que se associem até o dia 26.
Nesta grande promoção, sete grandes empresas do Movimento por um Futebol Melhor (Ambev, Unilever, PepsiCo, Seara, Danone, Bradesco e Netshoes) se unem às redes de supermercados, clubes e sociedade com o objetivo único de gerar benefícios concretos para impulsionar a receita dos clubes por meio do programa de sócio-torcedor e fazer do futebol brasileiro o melhor do mundo até 2015.
Fique de olho!
A Ambev oferecerá 50 % de desconto em toda linha Brahma e seu portfólio de refrigerantes (Pepsi, Guaraná, Sukita e Soda), além de Gatorade, H2OH! e Lipton.
O torcedor pagará a metade do preço também em produtos da Pepsico, como Doritos, Torcida, Aperitivos, Pipoca Elma Chips, Mabel, Toddynho, Toddy (400g) e KeroCoco (200ml).
A Unilever vai oferecer 35% de desconto em mais de 300 produtos, de higiene e limpeza, cuidados pessoais e de alimentação, do seu portfólio. Marcas líderes de mercado como OMO, Comfort, Dove, Dove Men, Rexona, Clear, Close Up, Ades, Hellmans, Cif, Vim e Kibon fazem parte da promoção.
A Danone dará até 50% de descontos no Grego, Actívia e demais iogurtes.
A Seara dará 30% de descontos em Doriana, Tekitos, Texas Burger, Hot Hit, Mega Hit, Pizzas, lasanhas e salsichas.
A Netshoes vai oferecer personalização grátis de camisas de futebol, chuteiras e luvas que já possuírem os campos de personalização habilitados, além do desconto padrão de 10% nos produtos futebol, com exceção de lançamento de até três meses.
O Bradesco dará um desconto adicional de até 15% nos produtos participantes desta oferta, limitados a R$ 25,00 por CPF, desde que adquiridos nos estabelecimentos participantes e pagos com Cartão de Crédito Bradesco Visa, Master e Elo, exceto cartões emitidos pela Bradescard. O desconto adicional será concedido através de crédito na fatura do Cartão Bradesco utilizado para o pagamento da compra, em até 45 dias após a data da transação. O benefício não é válido para compras realizadas na rede Extra Supermercados e Netshoes.
Mecânica
Os benefícios oferecidos aos sócios são validos para até dez produtos com o mesmo código de barras e disponíveis enquanto durar os estoques. Para ter acesso aos descontos, o torcedor precisa informar seu CPF nos caixas antes de efetuar a compra.
As redes EXTRA e Carrefour serão os pontos de vendas credenciados em todo o país. O torcedor de cada Estado também pode obter as vantagens nos supermercados regionais em Minas (Supernosso), Rio (Berg’s, Feira Nova, Floresta, Prezunic, Princesa e Super Prix) e São Paulo (Barbosa, Bergamini, Coop, D’avó, Paulistão, St. Marche e Savegnago).
Acesse o site www.futebolmelhor.com.br para conferir o regulamento, a lista de produtos, as redes participantes do Movimento e os links para os programas de sócios de cada clube.
Fonte: Isabela Martins – Rede Comunicação de Resultado
Estava devendo uma visita do Dr. Paulo Célio, o grande médico e figura humana que assumiu a prefeitura dia 1º de maio.
Não foi possível vir à posse, por isso, aproveitei a brecha para matar saudade dessa terra; a cidade mais europeia e o povo mais receptivo do Brasil!
Volto domingo, a tempo do clássico!
Enquanto isso, sugiro Diamantina, sempre, a todos, em qualquer época!
Algumas dicas, imperdíveis:
A Baiúca, do Braga e Emilio . . .
com o cliente Celinho e o gerente Amauri.
O Empório Passadiço, no Largo Dom João (na antiga da linha do trem) do Professor Cristiano e a Chef Verediana, com suas massas caseiras, petiscos, vinhos, chope e trilha sonora da melhor qualidade!
Para informações e encomendas é só ligar 38 – 3531 3784
No Empório, a Maria Virgínia (filha do Barbosa e Elza Maria) e o noivo Cássio, informam que neste fim de semana tem o “Festival tira em tira”, grande festa do tira gosto de São Gonçalo do Rio das Pedras, aqui pertinho.