Blog do Chico Maia

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Cena inédita, por uma grande causa: atleticanos, cruzeirenses e americanos caminhando juntos e unidos contra o racismo

O assassinato de George Floyd está se tornando um marco na luta contra o racismo, de forma semelhante ao de Martin Luther King em 1968. Há tempos não se via um movimento pela causa tão forte e espalhado por tantos países do mundo. E pela primeira vez este tipo de protesto tem adesão forte no Brasil, unindo até adversários que costumam se tratar como inimigos, como torcedores de futebol. Essa foto do Fred Magno, hoje, no portal O Tempo, é altamente representativa. Mostra atleticanos, cruzeirenses e americanos pelas ruas de Belo Horizonte na manhã de hoje, contra o racismo e contra qualquer retrocesso político/democrático.

A foto em Belo Horizonte é uma das consequências dessa, do assassinato do cidadão negro George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin, em Minneapolis, no noroeste dos Estados Unidos. Em plena luz do dia, o assassino nem aí, mesmo sendo filmado e ouvindo os apelos das pessoas que passavam, tendo com cúmplices, três outros companheiros de farda. Se no chamado “primeiro mundo” ainda se vê este tipo de coisa, imagine por aqui, num dos países mais violentos do mundo.


Assassinato de Floyd provoca mudança de postura de Michael Jordan, que doa 100 milhões de dólares à luta contra o racismo

Michael Jordan em foto de Frank Fife/AFP, no portal Surto Olímpico

Estou assistindo a série “Arremesso Final”, a trajetória de Michael Jordan, o Pelé do basquete mundial. Sensacional, imperdível e voltarei ao blog, breve, para falar sobre ele e de tantos atletas, do futebol principalmente, que poderiam ter tido mais sucesso que tiveram em suas carreiras, mas que não persistiram e não foram 100% profissionais, como foi Jordan.

Como ser humano, ele foi e continua sendo como qualquer mortal, cheio de virtudes e defeitos. Uma das críticas que mais recebia era quanto à sua falta de engajamento em relação às lutas dos negros nos Estados Unidos. Recusou o pedido da própria mãe para apoiar publicamente a candidatura de um candidato negro ao senado norte-americano. Apoiou financeiramente, mas a candidatura foi derrotada por um branco, racista radical.

Agora, neste assassinato de George Floyd ele entrou com tudo na luta contra o racismo. Além de dar declarações fortes, anunciou que vai doar 100 milhões de dólares à instituições que trabalham pela causa.

* “Michael Jordan anuncia doação de 100 milhões de dólares para combate ao racismo”

A lenda Michael Jordan e a Jordan Brand, marca esportiva relacionada ao ex-jogador de basquete, prometeram doar U$ 100 milhões de dólares (cerca de R$ 496 milhões) às instituições dedicadas ao combate da discriminação racial pelos próximos 10 anos. (mais…)


Cruzeiro se reforça com as dispensas de Edilson e Robinho

Em foto do Vinnicius Silva/Cruzeiro, Robinho (esq.) e Edilson, em fim de linha na Toca da Raposa 

O lateral já demonstrou não conseguir jogar mais em alto rendimento, numa posição fundamental para defender, atacar e participar da armação de jogadas. O meia tem fôlego, mas, foi uma das principais lideranças, muito contestada, na fracassada campanha do Brasileiro 2019 que levou o time ao rebaixamento.

Condição física 100% e bom ambiente no grupo, são fundamentais para times competitivos no futebol e qualquer esporte coletivo.


A Era “SSR” e as perspectivas de recuperação do Cruzeiro

Sérgio Santos Rodrigues, em foto do Igor Sales/Cruzeiro

Com as iniciais do Sérgio Santos Rodrigues, é assim que muitos cruzeirenses estão chamando o atual momento do clube, com a posse da nova diretoria, dia 1º. Advogado, 38 anos, o presidente foi eleito para um mandato tampão, que será cumprido até dezembro deste ano, concluindo o trágico período que seria de Wagner Pires de Sá. Diferentemente do antecessor, Sérgio não é um paraquedista no Cruzeiro, muito pelo contrário. Já ocupou cargos de relevância em gestões passadas e é ligado ao Zezé Perrella, de quem é advogado. Contou com o apoio fundamental de Pedrinho Lourenço (Supermercado BH) e continua contando, de forma mais fundamental ainda, para a injeção de recursos nestes primeiros momentos de absoluto sufoco para pagar contas urgentes.

O discurso é otimista, com razão, para que assume um grande clube, detentor de uma das maiores torcidas do país. Como disse Alexandre Kalil quando assumiu o Atlético, em fins de 2008, tão quebrado quanto: “em time grande, se o presidente não roubar e não deixar roubar, o dinheiro rende e dá pra fazer tudo que precisa ser feito…”. As fontes de arrecadação são muitas e fartas.

Neste contexto de crença na recuperação do Cruzeiro, transcrevo coluna de uma das pessoas mais bem * informadas sobre o clube que conheço, que é o João Chiabi Duarte, do site Debatezeiros:

* “O Cruzeiro vai renascer das cinzas”

O momento exige apoio total ao Sérgio Santos Rodrigues Mundo Azul,

A situação é difícil, mas, acredito muito no arrojo do Presidente e na reversão da situação – Não bastassem os problemas decorrentes da queda absurda de receita com o rebaixamento à série B, o processo de endividamento do clube agora apontado no balanço de R$ 394 milhões apenas no ano de 2019, algo realmente inexplicável, tornou ainda mais complicada a situação do nosso clube do coração.

Com R$ 803 milhões de dívidas, excluída a parte do PROFUT praticamente sem juros, só de custos financeiros o Cruzeiro desembolsou em 2019 o valor de R$ 127 milhões. Os custos administrativos DOBRARAM sem nenhuma explicação plausível (23 à 47 milhões). E na parte das receitas o Cruzeiro perdeu em todas as rubricas (vendas de jogadores, arrecadação de bilheteria, sócios do futebol, cotas de TV, patrocínios, etc).

O desafio do nosso novo presidente Sérgio Santos Rodrigues é enorme, mas, é importante se ressaltar que parte importante e fundamental das ações de ajuste já foram feitas pelo Conselho Gestor, reduzindo a folha salarial dos atletas de R$ 16 milhões mensais x 13.3 = R$ 212.8 milhões / ano para algo em torno de R$ 3 milhões mensais = R$ 39.9 milhões anuais. Ajuste positivo de R$ 172.9 milhões.

Na parte administrativa ainda estão em estudos outras medidas relevantes, mas, até aqui se estimam R$ 25 milhões anuais de redução nos gastos.

Cumpre destacar ainda outras ações relevantes do Conselho Gestor que foram:

  • Negociação das dívidas e retomada da relação com a Minas Arena, permitindo além da redução do valor a ser pago, uma carência importante para aliviar o caixa do clube neste período muito difícil da vida do clube.
  • Volta do Cruzeiro ao PROFUT
  • Redução das perdas de mando de campo, decorrentes de processos de 2019
  • Cancelamento de cartão de crédito corporativo, venda dos veículos e suspensão das linhas telefônicas usadas pelo presidente e diretoria do clube.
  • Nova aproximação com a gestão das equipes de vôlei SADA -Cruzeiro e busca de patrocínio para recriar a vitoriosa equipe de atletismo do Cruzeiro que sob o comando de Alexandre Minardi fez o nome do Cruzeiro brilhar no esporte.
  • Análise Geral de todos os contratos de atletas do clube
  • Envio de proposta de reforma estatutária ao Conselho Deliberativo
  • Criação do Portal da Transparência
  • Relatórios de auditorias da Moore (Auditoria contábil) e da Kroll (investigação corporativa) para dar visibilidade a todo o processo de endividamento do clube.

Porém, a única falha do Conselho Gestor foi não cumprir o pagamento de dívida de R$ 5 milhões em função da contratação de Denílson (Al Wahda – Arábia Saudita), o que resultou na perda de 6 pontos, tornando nossa tarefa de acesso muito mais complicada.

Antes de virar a página é importante lembrar onde começaram estas dívidas da FIFA. Todas se iniciaram por volta do 2º semestre de 2016 e até hoje não consigo entender porque o Cruzeiro contratou e deixou de pagar todo mundo (Riascos, Arrascaeta, Denílson, Ábila, Sóbis, Caicedo, Latorre, Pizano, Careca, Ezequiel, Halef Pitbull, Paulo Bento, entre outros,  isto apenas na gestão do 2º mandato do Dr. Gilvan). (mais…)


Cazares se comporta como quem quer sair do Atlético pela porta dos fundos

Em foto do Bruno Cantini, a elegância em campo do Cazares, que constantemente mostra o seu descompromisso profissional com o Atlético.

No dia 18 de maio Levir Culpi, em entrevista ao Afonso Alberto, falou algumas verdades sobre o Cazares: “Ele tem que resolver o que quer fazer. Se ele acha que é bom sair na zona e chegar bêbado para treinar, ele vai fazer isso. Agora, tem um preço. Tudo tem um preço”. Falou com a autoridade de quem dirigiu o jogador no Atlético e passou muita raiva por causa do comportamento extra-campo dele.

Esta semana, no primeiro dia do mês, o equatoriano estava nas manchetes negativas de novo, por teste positivo de coronavirus e multa de R$ 130 mil, a ser paga à prefeitura de Lagoa Santa, onde mora, depois de três festas consecutivas, denunciadas por vizinhos, contrariando o decreto municipal de prevenção à doença.

Atualmente com 28 anos de idade, Cazares está no Atlético desde 2016. Já faltou a treinos, chegou atrasado, enfrenta acusação de agressão à mulheres, afastado da seleção do Equador pelo técnico Hernán Dario Gómez, disse que deseja jogar no Corinthians e outras coisas mais, Não conquistou nenhum título relevante com o Atlético, porém, marcou alguns belos gols, deu umas belas assistências e deixou marcadores deitados ou “catando cavaco”, depois de dribles desconcertantes. Isso ainda mantém seu prestígio com torcedores mais apaixonados do Galo. Quando alguém o critica ou põe o dedo nessas feridas, enfrenta a ira de muitos ou comentários como, “podem falar o quê quiser ,mas eu penso que o Cazares bêbado ainda é melhor jogador do Atlético. Pode colocar pinga na garrafinha de água dele e deixá-lo em campo. Vai jogar mais.”

Critiquei-o recentemente, lembrando que é craque, mas cuja irresponsabilidade só prejudica o clube que lhe paga um alto salário. Tomei porrada de torcedores em meu próprio blog. Quem o defende com unhas e dentes se esquece que em momentos decisivos, quando o time mais precisou dele, negou fogo, por causa de uma dessas indisciplinas. Certa vez foi retirado da concentração antes de um jogo importante, sem explicações públicas convincentes. Depois saiu a informação de que ele foi a uma festa antes de se concentrar e por via das dúvidas, melhor deixá-lo de fora da partida.

Nunca demonstrou preocupação de verdade em dar retorno ao Atlético. Nestes últimos meses de contrato, dá a impressão de que quer sair fora logo. Tipo de comportamento inaceitável para Jorge Sampaoli, que conhece muito bem todos os jogadores dos principais clubes da América do Sul.

Foi-se o tempo em que jogador tomava todas e na hora agá arrebentava em campo. Cada dia mais o profissionalismo, condição física principalmente, é exigido de um atleta. Quem tem mais fôlego, normalmente vence. Sem falar em outros detalhes dos regulamentos, que prevêem exame antidoping e essas coisas. Maradona estava fazendo uma ótima Copa nos Estados Unidos em 1994 e depois de uma grande partida contra a Nigéria teve a carreira na seleção encerrada, flagrado que foi no antidoping.


O dilema do Campeonato Mineiro: fim, fora ou dentro de campo? Com ou sem rebaixamento? Com ou sem acesso?

A situação é complicada para todo mundo. E incerta para os estados e para a CBF. O presidente da Federação Mineira de Futebol, Adriano Aro (foto), quer terminar o Campeonato Mineiro dentro de campo, o que seria a medida mais justa, caso haja datas ainda este ano. Se não der, o América poderia ser declarado campeão, já que liderava a disputa quando houve a paralisação.

O maior problema seria quanto ao rebaixamento, já que o Villa Nova e o Tupynambás, que estão nas últimas posições, ainda teriam chances matemáticas de escapar. Outra opção seria o não rebaixamento em 2020, com previsão de se rebaixar quatro em 2021 e 2022, para o retorno da quantidade de 12 participantes em 2023, já que a segunda divisão (Módulo II) prevê o acesso de dois e o campeonato também está paralisado.

A classificação:

    P J V E D GP GC SG  
1 América 21 9 6 3 0 15 6 +9 a
2 Tombense 20 9 6 2 1 15 5 +10 a
3 Atlético 18 9 5 3 1 15 6 +9 a
4 Caldense 17 9 5 2 2 14 8 +6 a
5 Cruzeiro 14 9 4 2 3 12 10 +2 a
6 Patrocinense 12 9 3 3 3 10 7 +3 a
7 Uberlândia 11 9 3 2 4 9 11 -2 a
8 URT 11 9 3 2 4 5 12 -7 a
9 Boa Esporte 8 9 1 5 3 8 10 -2 a
10 Coimbra 7 9 1 4 4 3 8 -5 a
11 Villa Nova 4 9 1 1 7 9 17 -8 a
12 Tupynambás 3 9 0 3 6 6 21 -15 a

Reprises de jogos da seleção e dos clubes mostram que o futebol brasileiro continua parado no tempo

Essa foto do Douglas Magno, no jornal O Tempo, depois de Brasil x Chile, no Mineirão na Copa de 2014, mostra a fragilidade emocional do então capitão da seleção brasileira, sendo acalmado pelo técnico Felipão.

A avaliação é do Fernando Rocha, na coluna dele, no Diário do Aço de Ipatinga, e concordo. Confira:

* “Volta no tempo”

Com as competições paralisadas, o recurso encontrado pelas emissoras de TV aberta ou fechadas tem sido recorrer aos arquivos e reprisar jogos, decisões de campeonatos ou jogos de Copas do Mundo, de boas ou más recordações.

Na ultima sexta-feira, o Sportv reprisou um jogo das oitavas de final da Copa de 2014, disputado no  Mineirão, onde a Seleção da CBF com Neymar empatou 1 x 1 com o Chile, que era dirigido pelo Jorge Sampaoli, atual técnico do Atlético, classificando-se nos pênaltis graças ao “Sobrenatural de Almeida”, personagem fictício criado pelo grande Nelson Rodrigues, para explicar as peças inusitadas que o futebol nos proporciona.

Além de tomar sufoco, a Seleção comandada por Felipão e Parreira teve uma bola chutada no travessão pelo chileno Pinilla, no último minuto da prorrogação, que poderia ter nos deixado pelo caminho, e evitado o vexame dos 7 x 1 na semi-final para a Alemanha, o maior vexame da história do nosso futebol.

Tirar lições  

O que tem sido muito debatido ultimamente pelos colegas da imprensa nacional é se a Globo deveria ou não reprisar o 7 x 1.

Sou totalmente a favor da reprise, por tudo o que aconteceu antes, durante, depois, mas sobretudo porque não se trata de apenas um jogo.

Hoje, as análises seriam menos apaixonadas, mais equilibradas, para aí sim tirar conclusões a respeito da escalação escolhida por Felipão, atuações individuais, esquema tático, adentrar também nas  mazelas que perduram até hoje na estrutura do futebol brasileiro.

Alguém escreveu que “o tempo é o grande senhor da razão”. Embora este episódio do 7 x 1 ainda seja recente, já deu para  esfriar as emoções, permitir um olhar mais específico sobre o que poderia explicar algo tão ou grandemente atípico.

***

·        Na sexta-feira à noite, após assistir no Sportv a reprise do jogo das quartas-de-final contra o Chile, também disputado no Mineirão, recorrí aos arquivos desta coluna e pude constatar que em nenhum momento botei fé naquela Seleção, dirigida pela dupla Felipão-Parreira, que a rigor e não só naquele jogo, dependia exclusivamente do talento de Neymar, sem esquema tático, um verdadeiro amontoado de jogadores em campo.

·        Se houvesse justiça no futebol, a nossa Seleção  deveria ter sido eliminada neste confronto com os chilenos, diga-se de passagem, muito bem dirigidos pelo argentino Sampaoli. O massacre alemão por 7 a 1 na semi-final foi apenas o complemento daquele fracasso retumbante, que já estava previsto por quem enxerga o futebol com os olhos da razão e não apenas da emoção.

·        Triste mesmo é constatar que de 2014 até agora , o futebol brasileiro parou no tempo e no espaço. Neste período pós-7 x 1 tivemos alguns bilharecos  com a chegada do falante e midiático Tite, que agora já parece ser uma “bananeira que deu cacho”, passou da hora de ser substituído. Por isso,  na minha opinião,  rever a partida com os alemães  se torna algo válido e relevante

·        A bem da verdade, só a partir do ano passado, com as chegadas de dois técnicos estrangeiros, Jorge Jesus no Flamengo e Jorge Sampaoli no Santos, vimos algo de novo do ponto de visto tático aqui nos nossos grotões. O momento é propício para refletir, pensar o futuro, pois há tempo de sobra para isso em meio ao isolamento. Não só nas nossas vidas, mas também no futebol que é uma das suas imitações, nada mais atual do que o genial Milton Nascimento no clássico da MPB: “Nada será como antes”.

Por Fernando Rocha


Ansiedade, arrogância e incertezas na expectativa do recomeço do futebol no Brasil

Foto: twitter.com/Mineirao

Impossível dizer qual a atividade econômica e qual categoria profissional está sendo mais prejudicada, somando mais prejuízos em função da Covid-19.  Certamente as que estão no “fim da fila”, para receber o sinal verde das autoridades sanitárias, para retornarem. O futebol é uma delas.

E quando você pensa que este terror pelo qual passa a humanidade faria as pessoas refletirem mais, dialogarem e serem mais solidárias, brotam rompantes de arrogância e insensatez, aos montes, Brasil e mundo afora, no futebol inclusive. No Rio, Botafogo e Fluminense têm posições diferentes de Flamengo e Vasco, quanto à hora de voltar aos treinos e às competições. Mas o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que até hoje não resolveu a questão das indenizações às famílias dos jogadores da base, mortos no incêndio do Ninho do Urubu, saiu com essa frase, em entrevista à Fox Sports: “… além do tamanho e da importância que o Botafogo hoje tem, é um indicador que, se eles (Botafogo) discordam, é uma indicação muito forte que estamos no caminho certo…”.

Certamente este presidente ainda não experimentou na vida a adaptação da frase do Nelson Rodrigues, de que “toda a arrogância será castigada”. Deve desconhecer que o Brasil é o segundo no nefasto ranking de mortes no mundo: 23.522 e que o Rio de Janeiro contribui com inacreditáveis 4.125 pessoas, disputando com São Paulo qual estado é o primeiro.

A volta do Campeonato Alemão aumentou a ansiedade de quem aguarda essa volta no Brasil, mas a realidade de cada país é completamente diferente. Começando pelo início da pandemia. Lá, começou dois meses antes, sem falar no comportamento da população. Para ficar em um único exemplo, o técnico Heiko Herrlich, 48 anos, do Augsburg, não pôde dirigir o time no jogo contra o Wolsfburg (que venceu por 2 a 1 ), porque deixou hotel da concentração para dar uma chegada num supermercado e comprar uma pasta de dente. Esqueceu a máscara e teve que ficar “preso” no quarto do hotel por alguns dias, para cumprir os tais protocolos e refazer exames.

– Cometi um erro ao deixar o hotel. Mesmo que eu tenha seguido todas as medidas de higiene tanto ao sair do hotel quanto na volta, eu não posso desfazer isso. Nessa situação, eu não agi como um modelo para o meu time e para o público, disse ele.

Convenhamos, não teríamos muitos exemplos como este por aqui. Neste esboço de retorno dos nossos times em Minas, as notícias são muito positivas no que se refere aos cuidados de Atlético, Cruzeiro e América, porém, o reinício do Campeonato Mineiro e começo do Brasileiro continuam cercados de incertezas.


A cena mais chocante das eleições do Cruzeiro

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/cruzeiro/noticia/zeze-perrella-e-alvo-de-lata-e-cusparadas-em-eleicao-para-definir-novo-presidente-do-cruzeiro.ghtml

“Os fãs de hoje são os linchadores de amanhã”, disse Cazuza. Lembrei dessa frase na hora em que vi a imagem de um cruzeirense cuspindo na cara do Zezé Perrella. Nunca imaginei assistir a uma cena dessas algum dia, justamente com o Zezé.

Ninguém merece uma cuspida na cara. Considero essa, a mais indigna das agressões e condeno todo agressor que a pratica. Covardia inaceitável.

Protestos com vaias, palavrões, cantos, frases de ordem, enfim, tudo vale, menos agressão física. Cusparada, jamais.

Até atleticanos que se manifestaram aqui no blog e facebook condenaram este gesto. Mas é claro que deram troco no ex-presidente do Cruzeiro, que conquistou a simpatia da torcida azul com frases de efeito sacaneando o Galo. É o caso do Leonardo Braz, a quem agradeço, que nos enviou este exemplar do jornal Hoje em Dia, de seis de janeiro de 2018, reportagem do Henrique André, com a seguinte observação: “… o mundo dá voltas e toda arrogância será castigada… estou muito feliz com a queda do Cruzeiro e se ele acabasse eu ficaria mais feliz ainda…”

* “Se o Atlético acabasse, iríamos rir de quem?”

Na chegada dele à sede, para votar, uma lata de cerveja quase o acertou. Fato registrado pela jornalista Laura Rezende do Globoesporte.com,  via twitter:

@laurarrezende Zezé Perrella chega na sede para votação e é alvo de xingamentos dos torcedores. Uma lata de cerveja foi arremessada na direção do ex-dirigente celeste e quase o acertou. Vídeo do colega @rodrigoaffranco que segue acompanhando a eleição no Cruzeiro #gecruzeiro


Cruzeiro elegeu presidente que será testado. Em dezembro, novas eleições, para mantê-lo ou mudar

Essas fotos foram capa do Super Notícia, hoje e na eleição que foi de 9 às 16 horas, deu: Sérgio Santos Rodrigues, à esquerda, 269 x 74 Ronaldo Granata, hoje, 21. Dia 1º de junho o novo presidente assume, sem direito a dizer que foi surpreendido pelo quer que seja ou valores e quantidade de dívidas. As principais missões, imediatas, colocar salários em dia, montar um time competitivo e subir para a Série A. Se entrou nessa disputa é porque entende ter planos e relacionamentos e bons contatos para atrair parceiros para investir e solucionar a montanha de problemas, com a torcida cobrando.

Para cumprir o que manda o estatuto do clube, no fim do ano haverá nova eleição, aí assim para três anos de mandato. A eleição de hoje foi para cumprir o que falta do tempo do Wagner Pires. É claro que todo cruzeirense tem que depositar confiança a partir de agora e ajudar da forma que for possível. Fora disso é torcer pelo fracasso do clube.

Fica a expectativa em torno da urgente e necessária apuração e eventuais punições àqueles que arruinaram o Cruzeiro. Há desconfianças se o Conselho Deliberativo pegará pesado ou não nessa questão. Vai depender da vontade de agir do presidente que foi eleito, Paulo Pedrosa, que gastou boa parte de suas entrevistas, depois de eleito, para explicar declaração ano passado, de que não havia irregularidades nas contas do Wagner Pires de Sá. Alegou que estava se referindo aos números de 2018. Por determinação judicial os conselheiros expulsos votaram e tentam ser reintroduzidos no Conselho. Fazer o quê? Isso é Brasil.

O site do Cruzeiro publicou mais detalhes da votação e sobre os eleitos:

Sérgio Santos Rodrigues (esq.) e Lidson Potsch Magalhães. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O Cruzeiro já conhece seu novo presidente. Sérgio Santos Rodrigues foi eleito como novo mandatário da Raposa em eleição realizada nesta quinta-feira, no Clube Cruzeiro Barro Preto. Além de Sérgio, compõem a chapa “Centenário”, vencedora no pleito, Lidson Potsch Magalhães, 1º vice-presidente, e Biagio Teodoro Peluso, 2º vice-presidente.

Escolhido em 269 dos 351 votos computados, o grupo vitorioso concorreu com a chapa “Cruzeiro Primeiro”, formada por Ronaldo Granata, Maurício Marques da Silva e Ailton Ricaldoni Lobo.

Para o Conselho Deliberativo, os votantes definiram que a chapa “Somos Todos Cruzeiro” ocupará a Mesa Diretora nos próximos meses. Paulo César Pedrosa é o presidente, enquanto Nagib Simões, Evandro Vassali e Marcus Edmundo Lambertucci assumirão os cargos de vice-presidente, 1ª secretário e 2ª secretário, respectivamente. Ao todo, 112 votos foram angariados pelos vencedores.

Os novos presidentes do Clube e do Conselho Deliberativo tomam posse no dia 1 de junho, segunda-feira, com mandato válido até 31 de dezembro de 2020. Até o fim deste ano, outro pleito será feito para que sejam eleitos os dirigentes que comandarão o Cruzeiro no triênio 2021-2023.

Conheça Sérgio Santos Rodrigues

Mestre em Direito pela Faculdade Milton Campos, Sérgio Santos Rodrigues é advogado e foi professor universitário de Direito Empresarial, Direito Esportivo, Direito do Consumidor e Teoria Geral do Direito. O novo presidente da Raposa conta ainda em seu currículo cursos de gestão técnica pela Universidade do Futebol, gestão do futebol pela CBF e MBA em Gestão de Entidades Desportivas, feito no Real Madrid.

Pelo Cruzeiro, Sérgio acumula passagens como assessor jurídico da presidência, superintendente de gestão estratégica, superintendente de negócios internacionais e superintendente de futebol.

O novo presidente do Conselho

Conselheiro do Cruzeiro há mais de duas décadas, Paulo César Pedrosa é comerciante e presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Na Raposa, é o atual presidente do Conselho Fiscal.

NÚMEROS DA ELEIÇÃO:

Presidência do Cruzeiro

– Votos chapa Centenário: 269
– Votos chapa Cruzeiro Primeiro: 74
– Votos em branco: 7
– Votos nulos: 1

Conselho Deliberativo

– Votos chapa Somos Todos Cruzeiro: 112
– Votos chapa Transparência e Reconstrução: 102
– Votos chapa Renovação Azul: 100
– Votos chapa Independente: 35
– Votos em branco: 1
– Votos nulos: 1

TOTAL DE VOTOS: 351

https://www.cruzeiro.com.br/noticia/show/17729/sergio-santos-rodrigues-e-eleito-presidente-do-cruzeiro-chapa-somos-todos-cruzeiro-e-escolhida-para-o-conselho-deliberativo


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