Blog do Chico Maia

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Até 16 de julho dá pra curtir a Copa do Mundo também em Belo Horizonte

Lá no Shopping Diamond Mall, excelente exposição de fotos do Eugênio Sávio, o fotojornalista mineiro que mais cobriu Copas do Mundo, e que aliás, está cobrindo essa da Rússia, também.

Ele tem postado no Facebook e Instagram ótimas imagens, como essa, dos 2 a 0 do Brasil, ontem, sobre a Costa Rica . . .

ou essa . . .

do jogo de abertura, Rússia 5 x 0 Arábia Saudita, aquela do Neymar encenando falta no 1 x 1 com a Suíça, que postei aqui no blog e tantas outras.

Antes de viajar para cá fui ver a exposição lá no Diamond Mall, no piso L3, e sugiro.

Um ótimo programa, para ver fotos como essas por exemplo, das Copas da África do Sul 2010 . . .

Brasil 2014 . . .

e várias outras.

Outra dica é visitar as redes sociais do Eugenio Savio | Facebook   

https://www.instagram.com/eugeniosavio


A copa vista do sofá: “Ronaldo comentarista, o conselheiro acácio…”

Gente, entre tudo de melhor do que tenho lido na imprensa brasileira sobre a Copa da Rússia, palmas especiais para a coluna do Marcos Caldeira, no jornal O Trem, de Itabira. A melhor de todas, disparado. Ainda bem que a internet nos possibilita estas preciosidades e vem lá da terra de Drumond. Confira, na íntegra:

* “(A copa vista do meu sofá)”

RONALDO COMENTARISTA, O CONSELHEIRO ACÁCIO

Ronaldo – aquele que disse que passou fome no Cruzeiro, ou seja, cuspiu no prato em que não comeu – é sofrível como comentarista de futebol, mas a TV Globo não quer comentarista de futebol, quer audiência. Opina receoso, abafado, inseguro como quem tem certeza – e aí ele acerta – que nada tem a acrescentar naquele mister para o qual foi escalado. Sua conversa é sem cor e sabor. Fala sempre com medo, e o que ele fala? Anotei frases de hoje: “O povo brasileiro é muito criativo”; “os cavalinhos do Fantástico ficaram muito famosos”; “independente de camisa amarela ou azul, o Brasil tem de jogar bem e ganhar bem esse jogo”; “não há mais seleção boba no futebol”; “cada entrada dura que um jogador recebe é uma dor”; “o Real Madrid sempre busca os melhores jogadores para comprar”; “o jogo é para se conseguir uma vitória, é Copa do Mundo”. O eciano Conselheiro Acácio perde. Obrigado, Ronaldo, pelo que fez em campo.

MATÉRIA-PRIMA PARA FAZEDORES DE PIADAS INFAMES

A Costa Rica tem um jogador chamado Calvo, que não é o que o nome dele diz. Avante, Fernanda Gentil e Tadeu Schmidt. A TV Globo, logo após o jogo de hoje, mostrou um cavalinho com dinheiro na cacunda para evocar a Costa Rica. Nossa senhora!!! Fiquei imaginando eles – sala fechada, várias pessoas pensando, aquela tecnologia toda – criando essa piada.

A HOLANDA, HEIN? COMO ESTÁ MAL

O comunicador Mário Menezes disse hoje na rádio Itabira – programa Viver Itabira, exatamente às 13h29 – que a Holanda não está jogando nada na copa. Concordo com ele, está certíssimo, grande verdade, a Holanda não está jogando nada na copa mesmo. Aliás, a Holanda nem está na copa.

NEYMAR TIRA O TALHARIM-CAPILAR DA ESTREIA,

VOLTA COM O CABELO-MIOJO E O BRASIL VENCE

(Foi pênalti!!! Seleção novamente prejudicada

pelo árbitro de vídeo. VAR à puta que o pariu)

Brasil, 2; Costa Rica, 0. Os canarinhos (hoje de azul) nada fizeram até os 25 minutos, depois melhoraram, mas a única boa chance de gol no primeiro tempo foi do adversário. No segundo só deu Brasil. Bola na trave, passando perto, pressão, mas nada de abrir o placar. Quarenta e cinco minutos, zero a zero. Empate nos dois jogos, pensava eu, já agarrando-me à história para manter o otimismo. “A Itália, na copa de 1982, empatou as três partidas da primeira fase, contra Polônia, Peru e Camarões, se classificou no sufoco e foi campeã”, eu soliloquiava, sozinho na sala. Aos 46, pimba, lá dentro, saco, barbante, véu da noiva, caixa, caçapa e – a metáfora de que mais gosto – “tá no filó”, como dizia o narrador da minha infância, finado Fernando Sasso. Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo. O primeiro corte caiu-lhe bem melhor, é muito mais massa. Acho bom a seleção passar dificuldade, imagino que possa acabar com o oba-oba e aumentar a concentração. Ademais, estou acostumado com sofrimento – sou atleticano. Eu acredito.

VAR À PUTA QUE PARIU

Pênalti. Com toda a certeza deste mundo, pênalti. De novo: pênalti. Repetindo: pênalti. Mais uma: pênalti. Agora é a última: pênalti. Mentira, há mais uma: pênalti. Neymar driblou a pessoa lá da Costa Rica e ia mandar um petardo para fazer 1 a 0, a uns cinco metros do goleiro Navas, mas foi barrado faltosamente. Pênalti, como assinalou, no quente do lance, o árbitro de campo, mas acatou a sugestão do olho eletrônico e desmarcou a falta máxima. Corrigiu um acerto com um erro. O árbitro de vídeo prejudicou o Brasil nos dois jogos. VAR à puta que o pariu.

MARCELO, ONDE ESTÁ VOCÊ?

O futebol do ótimo globetrotter Marcelo, que joga demais no Real Madrid, ainda não apareceu. Estará escondido no cabelo?

COMPLEXO DE LULU-DA-POMERÂNIA

Nigéria, 2; Islândia, 0. Traí a Islândia, para quem vinha torcendo porque só tem 320 mil habitantes e cismei que esse dado a faz representar o interior. Optei pela vitória da Nigéria para aumentar a chance da Argentina, o que foi confirmado com dois gols bonitos. Só um jogador da Islândia, incluindo os reservas, não tem nome terminado em son, Frederik Schram. Com essa informação, tentei despistar o leitor, mas já o ouço pedindo explicações. Sim, sim, torço para a Argentina se classificar, apesar de um dado interessante: o Brasil venceu as três copas em que o país de Maradona caiu fora na primeira fase – 1958, 1962 e 2002. Essa tal rivalidade futebolística entre Brasil e Argentina é velhaco estratagema dos hermanos: criar antagonismo com a maior de seleção de todos os tempos para fazer de conta que é do mesmo tamanho, ou pouco menor. Nananinanão, não é de jeito nenhum!!! Sobre clubes, até aceito discutir, há o Boca Juniors e o Independiente, campeoníssimos da Copa Libertadores e tal e tais, mas, se o assunto é seleção, não tem papo, a superioridade do Brasil acha fácil amparo na história. Os argentinos, com duas copas, precisam ganhar mais três para ter direito de sentar à nossa mesa e puxar papo conosco. Emulação desesperada do outro lado, tanto é assim que frequentemente se vê brasileiro com camisa da Argentina, mas jamais argentino com camisa do Brasil. Somos tão maiores que vestimos a camisa deles. O Brasil, diante da Argentina, tem todo direito de sentir complexo de lulu-da-pomerânia.

AMARELO-RAUL-PLASMANN E PRETO-YASHIN

Suíça, com goleiro vestindo preto-Yashin, 1; Sérvia, com goleiro trajando amarelo-Raul- Plassmann, 1. Nada conta a Sérvia, mas torci para a Suíça porque tenho um amigo itabirano (Antônio Ramos, Pité) morando lá, num lugar bacaníssimo chamado Vufflens-le-Château. Brasil e Suíça passarão.

AINDA BEM QUE NÃO APARECERAM OS PATRULHEIROS

Neymar aplicou num adversário hoje, no final da partida, um chapéu de lambreta, drible lindo e desmoralizante. Ainda bem que não foi censurado pelos patrulheiros do politicamente correto. “Isso é molecagem, é desnecessário, é querer humilhar o companheiro de profissão, todo mundo é pai de família”, costumam blablablar. Drible genial é arte. Arte do movimento, é Fred Astaire, é Dançando na Chuva, é Baryshnikov, é Michael Jackson deslizando no Moonwalker, é Ana Botafogo, é Garrincha, é mestre-sala na Marquês de Sapucaí…

* Por Marcos Caldeira


Com Phillipe Coutinho de maestro seleção brasileira passa pela Costa Rica

De novo, Phillipe Coutinho foi eleito pelos observadores da FIFA como o melhor em campo. Mereceu. Está se revelando o principal líder da seleção, puxando e empurrando os companheiros nos momentos em que o time se parece perdido.

Vitória suadíssima sobre o bom time da Costa Rica, que talvez vencida pelo cansaço, relaxou nos últimos minutos e tomou os dois gols. A seleção brasileira está enfrentando o mesmo que as demais favoritas nesta Copa: adversários aguerridos, que estão acreditando em si, fazendo de cada partida o momento único de suas vidas.

À exceção de Cristiano Ronaldo, as principais estrelas escolhidas pela mídia para receberem os holofotes neste Mundial ainda não se explicaram. Neymar tentou cavar um pênalti, mas com o VAR o árbitro voltou atrás na marcação. Teve atuação discreta, mas além do gol teve muita importância na já que a Costa Rica se preocupou em marca-lo de forma especial.

Agora, a Sérvia, último adversário dessa primeira fase.


Papagaio e Montes Claros em São Petesburgo. A mineirada continua presente em toda a Rússia

De todas as regiões de Minas. Na festa de chegada ao estádio de São Petesburgo, vejo uma bandeira do Galo com o nome da cidade de Papagaio, cujo prefeito é o meu amigo Mário Filgueiras, ótima terra, vizinha da nossa Sete Lagoas.

O dono da bandeira é o Ringley, curtindo a Rússia com os conterrâneos cruzeirenses Omar Maciel, Bruno, Alex, André e Alysson Braga.

Interessante é que o vento não deixava o Ringley ajeitar a bandeira do Galo para a foto de jeito nenhum.

Nem com a ajuda de um russo que chegou em socorro, para a alegria dos amigos cruzeirenses que aproveitaram para zoá-lo.

Mas no fim, deu tudo certo.

Como em toda Copa, Montes Claros não falha, e dentro do estádio o cruzeirense João Paulo me chamou pelo nome e fui lá fazer essa foto dele com o Gustavo, também cruzeirense.

Mais atrás o atleticano Mateus, que chegou junto, perguntando pelo Caixa, da Itatiaia, que está em Belo Horizonte.

O trio montesclarense viu o jogo bem ao lado da tribuna de imprensa.


O estádio de São Petesburgo é dos mais bonitos do mundo

Tem capacidade para 64 mil torcedores e é dos mais bonitos do mundo, por dentro e principalmente por fora.

Fica entre um parque (que tem muito a ver com o nosso Parque Municipal multiplicado por 20) e o mar Báltico.

Servido por três linhas de metrô. Uma deixa o torcedor na entrada do Parque, outra entre o mar e o estádio e uma outra mais perto dos portões de acesso.

É a concepção ideal para uma família ir junto para se divertir. Quem quiser assistir a um jogo de futebol que vá. Se alguém quiser ficar num dos muitos bares e restaurantes ou no enorme parque de diversões, enquanto a bola rola, bom também.


Atleticanos, cruzeirenses, americanos e mineiros de todos os cantos na Copa da Rússia

No metrô até o estádio do Spartak tive o prazer de conhecer estes quatro gente boa, que são de Caratinga: O corintiano Yuri, o cruzeirense Luan, e os atleticanos Bernardo (que mora nos Estados Unidos) e João Marcos. Dando exemplo de ótima convivência entre eles e respeito aos russos e russas.

Na fila de entrada do Museu Ermitage vi um torcedor do América vestindo a camisa verde e preta, usada no ano passado, mas infelizmente não houve como abordá-lo para saber o nome dele.

Na estação de São Petesburgo, conheci o Guido Guimbard, que é de Pouso Alegre, mas mora fora do nosso estado há 10 anos. Atualmente vivendo na Austrália, disse que saiu de Minas, mas o Galo jamais sairá dele. O pai do Guido é boliviano, não gostava de futebol, mas ao ver o Reinaldo jogar, no fim dos anos 1970, início dos 1980, passou a gostar e se apaixonou pelo Atlético, passando a paixão para o filho. É fã do Mário Henrique Caixa e ouve todos os jogos narrados por ele, mesmo com a dificuldade do fuso horário entre Austrália e Brasil.

Guido perdeu o celular aqui, mas ganhou este, de um torcedor argentino que estava no mesmo trem que ele.

Ele conta que este adesivo é parte de uma campanha que o Diego Maradona está fazendo a favor da soltura de Lula.

O comentarista do blog Júlio César Ramos escreveu: “Li no Superesportes que torcedores de Atlético e Cruzeiro brigaram no estadio durante jogo da selecinha. É verdade Chico ? Porque se for que vergonha. Os caras investem uma grana pra ir pagar mico na Rússia. E servir de comentários para o país inteiro…”

Infelizmente aconteceu mesmo, mas o problema foi mesmo grave do que foi pintado pela imprensa. Eles trocaram cusparadas, coisa feia, ridícula, mas o cuidado que a segurança aqui tem com qualquer indício de violência é enorme. Foram detidos na hora, levados para a cadeia do estádio de Rostov e liberados pouco tempo depois, com o “convite” para irem embora, na hora. Nada de jogo no estádio.

Mais feio fizeram os cabeças cozidas que sacanearam a russa no aeroporto. Infelizmente este tipo de comportamento de torcedores do Brasil em copas do mundo é comum.

Os caras saem do nosso país e acham que têm o direito de aprontar em terras alheias. Nos trens é uma vergonha. Na ida de Moscou a Rostov a bagunça foi tanta no carro/restaurante que a polícia foi chamada a intervir. A viagem foi interrompida por alguns minutos. Só continuou depois que cada um foi para a sua cabine, dormir.

Grande parte dessa turma é “filho de papai”, de políticos ou “novos ricos”, que querem aparecer. No caso da moça russa, estão aparecendo bastante e o mal exemplo serviu para sossegar o facho de muitos por aqui que gostam de agir na mesma linha.


Amigos, parentes, improviso e expectativa nas aquisições de Cruzeiro, América e Atlético

Em foto do SuperFC, o diretor Ricardo Drubsky, que voltará à condição de treinador neste momento de incerteza do América quanto ao substituto do Enderson Moreira.

Os comentaristas do blog, Alisson Sol e Flávio Braga de Azevedo enviaram links com informações importantes do Cruzeiro e do América, e uma importante twittada do jornalista Victor Martins, sobre a mais nova contratação do Atlético:

Alisson Sol:

* “Falando em polêmica: enquanto rola a copa, o Cruzeiro aumenta sua folha de pagamento fora de campo, na base do “Q.I.” (link).

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/colunistas/jogo-rapido/2018/06/19/jogo-rapido,482252/ex-ipatinga-assume-diretoria-de-base-do-cruzeiro.shtml

Isto está com indícios de que não vai acabar bem…”

***

Flávio Braga de Azevedo

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/america-mg/noticia/solucao-caseira-america-mg-surpreende-e-diretor-assumira-cargo-de-treinador.ghtml

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Victor Martins‏ @victmartins

“Depois de uma longa negociação o Atlético confirma a contratação do atacante Denilson, que estava no Vitória. O jogador de 22 anos foi revelado pelo Fluminense e já passou pelo São Paulo.”


Cada vez mais, ex-jogadores e ex-treinadores assumem papéis de jornalistas

Também na Copa. Igual no Brasil, quando a bola acaba ou estão sem clubes, ou até mesmo de férias, emprego pra eles não falta. A popularidade adquirida nos tempos áureos os leva às TVs, rádios e outras mídias, que visam alavancar audiência.

Kevin Kuranye, 36 anos (foto acima), ex-seleção alemã, nascido em Petrópolis-RJ, parou de jogar ano passado e além de empresário de jogadores está comentarista da TV/Rádio ARD da Alemanha. Muito gentil e atencioso com todos que o abordam, concedia entrevista a uma rádio do Panamá no momento desta foto.

O italiano Carlo Ancelotti, ex-técnico do Milan, Real Madri, Bayer, Chelsea, atualmente no Napoli, está aqui, comentando para uma TV italiana.


Cara, crachá e leitura digital, até pra sair dos estádios na Rússia

Segurança e controle absolutos, em todos os lugares da Rússia. Mas sem tanta burocracia e dificuldades, já que a evolução tecnológica facilita tudo, com a leitura digital. O acesso aos estádios todo digitalizado

Detalhe para os “zoião” das câmeras, no estádio Luznhiki.

Torcedor apresenta o ingresso . . .

que é conferido por leitora digital . . .

. . . tudo certo, bem vindo, bom jogo!

Se for embora antes de o jogo acabar também tem que passar pelo controle digital.

Aqui, numa saída de imprensa do estádio Spartak.


O Mané de Senegal e o dia em que o Botafogo, com Garrincha, Didi e Nilton Santos perdeu em Itabira para o Valério

Meus prezados e prezadas do blog, fui ao estádio do Spartak, ontem, ver Polônia x Senegal, com a vitória senegalesa, aproveitando as falhas da defesa cintura dura dos polacos, inclusive do brasileiro Tiago, naturalizado, cuja perna a bola bateu no primeiro gol. Gostei mais da facilidade do metrô, que deixa o torcedor a 100 metros dos portões de acesso e do belíssimo estádio, confortável, prático e tipo “caldeirão”.

Mas, melhor mesmo foi quando entrei no metrô, de volta pra casa e abri e-mail do Marcos Caldeira, grande jornalista e empreendedor de Itabira, dono do ótimo jornal O Trem. Com a devida licença, compartilho este artigo de autoria dele:

* A copa vista do meu sofá: MANÉ, DO SENEGAL, ME LEMBROU GARRINCHA, QUE

PERGUNTOU: “AQUI EM ITABIRA TEM MUITA MULHER?”

Toda vez que o narrador Cléber Machado mencionava o nome de Mané, do Senegal, que jogou hoje cedo contra a Polônia, me vinha lembrança boa – Mané Garrincha – e ruim: ainda não li a biografia do craque da bola escrito pelo similar das letras Ruy Castro. É vergonha um brasileiro apaixonado por futebol não ter lido esse livro. Darei jeito nisso no segundo semestre. Por falar nele, Mané Garrincha esteve em Itabira com Didi e Nilton Santos, 17 meses antes de o trio ser campeão da Copa do Mundo na Suécia, em 1958. O Botafogo perdeu para o nosso Valério por 2 a 1, em amistoso apitado por um carioca, Hanver Bilate, em 17 de fevereiro de 1957. Assim que pisou na cidade, me contou o finado e saudoso Chiquinho Alfaiate, Garrincha perguntou: “Aqui em Itabira tem muita mulher?” Falei com o escritor Sérgio Augusto sobre essa falha imperdoável: omitir no seu livro “Botafogo Entre o Céu e o Inferno” (Ediouro) o estupendo coro tomado pelos alvinegros em Itabira. “Realmente, há coisas que só acontecem ao Botafogo”, ele escapuliu. “Tu és o Glorioso. Não podes perder, perder pra ninguém… Só para o Valério, de Itabira”, rebati de cá, sugerindo alteração no hino composto por Lamartine Babo.

SENEGAL, 2; POLÔNIA, 1

Um time todo de brancos contra um time todo de negros; se jogador fosse madeira, seria Braúna x MDF; se fosse passarinho, Melro x Cardeal; se fosse líquido, Petróleo x Leite; se fosse… Não, não, chega, aí já deu, melhor parar. Torci para o Senegal, sem detestar a Polônia, tão fraquinha que é impossível lhe desejar mal. Polônia, Polônia, quando é que produzirá outro Lato, outro Boniek?

JAPÃO, 2; COLÔMBIA, 1. A MAIOR BURRADA ATÉ AGORA

O colombiano Carlos Sánchez meteu a mão na bola dentro da área, cometeu pênalti, convertido em gol, e foi expulso aos 3 minutos do primeiro tempo, arrebentando a Colômbia. Maior burrice individual da copa em campo até o momento. Só admito jogador ser expulso após 27 minutos do segundo tempo, quando nada mais há a fazer para evitar um gol decisivo. Desfalcar o time em número de jogadores é prejuízo grande demais; quase sempre, é melhor tomar o gol. Com a equipe completa, dá para empatar e virar; com um atleta a menos, quase nunca. Jogador expulso aos 3 minutos do primeiro tempo tem de voltar para casa a pé ou pelo mar, em boia de caminhão. Safadinho o goleiro do Japão jurando ao árbitro que a bola de empate da Colômbia, em cobrança de falta rasteira, à Ronaldinho Atleticano, não passou da linha. Entrou, sim, e o cujo foi desmoralizado pelo telão do estádio. Torci para os sul-americanos, mas também gostei da vitória dos asiáticos. Em campo, a América do Sul ainda não fez nada bonito no mundial.

ATENÇÃO, FAZEDORES DE PIADA FUTEBOLÍSTICA INFAME

Avante! O Japão tem um jogador chamado Kagawa, autor de um gol hoje. Pronuncia-se com som de u o dáblio do atleta; se fosse com vê, piorava o que já é bastante ruim.

RÚSSIA, 3; EGITO, 1

A desacreditada Rússia aproveita o fator casa e vai ganhando os jogos. O Egito será eliminado amanhã, pois o Uruguai derrotará a Arábia Saudita. Não sei o placar, mas haverá gol de Cavani e Suárez.

ATENÇÃO, FAZEDORES DE PIADA FUTEBOLÍSTICA INFAME

O melhor jogador do Egito atuou hoje contra a Rússia, ou seja: Salah na copa. Avante! Aproveitem, produzam logo suas anedotas terríveis, pois o Egito só faz mais uma partida.

É SÉRIO: GOSTEI DO CABELO DE NEYMAR

Falação danada no Brasil sobre a cabeça de Neymar. Boas piadas a respeito são sempre bem-vindas, mas há até gente boa exagerando ao criticá-lo pelo penteado. O que tem a ver cabelo com o futebol improdutivo do rapaz na estreia do Brasil? É sério, aprovei mesmo o corte do ex-santista, caiu-lhe bem. Aliás, sempre gostei de pessoas que usam cabelos doidões. Posso citar centenas, mas, para não esticar a nota, mencionarei as dez primeiras que vierem à cabeça: Einstein, Jimi Hendrix, Sid Vicious (representando os punks), Bob Marley, qualquer integrante do Led Zepellin (representando os metaleiros), Valderrama, James Dean, Elza Soares, Curibinha, falecido mendigo itabirano que usava luzes nas vastas madeixas (luzes mesmo, aquelas pequenas lâmpadas de Natal produzidas na China) e Elke Maravilha, que, por falar em Rússia, nasceu lá e veio com o pai para a zona rural de Itabira, depois é que se mandou para o Rio de Janeiro. Por falar nela, cadê o Museu Elke Maravilha que o jornalista itabirano Marco Antônio Lage, diretor de comunicação e marketing do Cruzeiro, falou, em entrevista aO TREM, que montaria aqui no município?

* Marcos Caldeira

O TREM ITABIRANO

Foto: Botafogo de Garrincha em Itabira. Arquivo dO TREM.


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