Blog do Chico Maia

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Cruzeiro 1 x 0 Juazeirense; foi suado, mas acabou com o jejum de vitórias

Foto: twitter.com/Mineirao

Não vi o jogo, mas pelo  comentário do Luciano Dias, da Band, o time do Felipe Conceição continua devendo @jornlucianodias “Cruzeiro agradece o placar em 0 a 0 no primeiro tempo. Juazeirense teve, pelo menos, três chances para marcar. A evolução invisível continua.”

Reportagem do Josias Pereira, no SuperFC, mostra que o treinador está encontrando uma dupla de ataque que pode se tornar permanente:

* “Cruzeiro: dupla Sóbis e Bissoli é aprovada, mas Conceição não crava sequência”

Treinador cruzeirense ressaltou que jovem atacante vem se adaptando à estrutura do time, mas tem grande potencial pela frente

De tantas situações ainda a se ajustar dentro do elenco do Cruzeiro, o atacante Guilherme Bissoli vem ganhando notoriedade dentro do elenco estrelado e vai ‘cavando’ sua permanência entre os titulares. Contra a Juazeirense, na vitória por 1 a 0 nesta quinta-feira (3), ele pode até não ter ido às redes, mas assistiu com precisão o companheiro Bruno José, que balançou as redes sacramentando o triunfo. Felipe Conceição gostou da formação com Bissoli e Rafael Sóbis juntos. Mas não quis se apressar em dizer que vai manter este desenho de jogo para a partida contra o CRB, no próximo domingo, às 18h15, no Mineirão, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O comandante ressaltou a juventude de Bissoli e a adaptação à concepção e filosofia de jogo da Raposa. (mais…)


Zero a zero com o Criciúma. O América está precisando de um divã ou de uma pajelança

Significados:

Pajelança: “ Benzedura, arte de curar. Prática dos curandeiros ou pajés da Amazônia.”

Divã: “Espécie de sofá sem encosto e sem braços. Nome que tinha o conselho de Estado do sultão turco. Ficou muito famoso por ser o local onde os psicanalistas desenvolvem as suas atividades ouvindo seus pacientes.”

Marcus Salum é bom nisso. Quando a coisa começa degringolar, ele reúne o grupo, dá uma sacudida e as coisas engrenam. Mas, uma coisa ou outra. Quem sabe, as duas, para se resolver o problema do Coelho, que voltou a jogar mal, uma caricatura daquele grande time que vinha tendo tão belas atuações na Série B e até meados do Campeonato Mineiro.

Empatou sem gols com o Criciúma, em casa, pela Copa do Brasil e terá de se desdobrar no jogo da volta para conseguir aa classificação.

Pelo menos, neste 0 a 0 no Independência, o Lisca voltou com o Ademir, como titular. Logo no início ele sofreu pênalti, que o Rodolfo, chutou pra fora. Este também deve estar precisando de um divã, abalado que ficou pelo pênalti desperdiçado na decisão contra o Atlético.

Sem falar no Lisca, que chamou a atenção da imprensa ontem por ter abandonado o estilo “doido”, à beira do gramado. Essas duas twittadas do Thiago Reis, durante e após o jogo, revelam muita coisa: @thiagoreisbh ‘Lisca hoje no Indepa não é nem sombra do treinador do ano passado quando vibrava a beira do gramado, seja para apoiar ou cobrar. Agora passa o jogo quase todo sentado ou em pé coçando a cabeça. Isso quando não vai ao vestiário no meio jogo com a bola rolando!!! #Snsb

@thiagoreisbh “Terminou o suplício aqui no Indepa. Que 0 a 0 medonho para América e Criciúma. Momento do Coelho na temporada é ASSUSTADOR…”


Não fosse a “raiva” que o Marrony tem do gol, o Galo teria dado uma goleada em Belém

Em foto da Agência Galo, Nacho Fernandes, que foi novamente o cérebro do Atlético na vitória convincente em Belém. 

O título deste post foi inspirado na twittada do Murilo Rocha, da Band, depois que o Marrony desperdiçou a terceira ótima oportunidade: @EuMuriloRocha “Que raiva que o Marrony tem do gol.”

É preciso descobrir o que está havendo com ele, ótimo jogador, que sabe fazer gols, mas que parece ter esquecido o caminho das redes. Já estava 2 a 0 para o Atlético, que fez uma partida muito boa, do princípio ao fim, com destaque para Nacho e Hulk. O argentino ajeitou para Hyoran marcar o primeiro, marcou o segundo e armou outras situações de perigo. Hulk, além do empenho, ajeitou para Nacho fazer o gol dele. Éverson também fez boas defesas.

O Remo entrou empolgado, tinha certeza da vitória e partiu para cima. Dançou nesse ímpeto, de querer matar logo o jogo. Se abriu demais e deixou o Galo jogar.

Dirigido por Paulo Bonamigo, ex-zagueiro, colega de Cuca no Grêmio, que treinou o Atlético em curta passagem em 2004. O Remo ainda não tinha perdido este ano, com 10 vitórias e seis empates. Esta noite, conheceu a primeira derrota.

O jogo da volta será dia 10, no Mineirão. Pelo Brasileiro, o Galo vai a Recife, enfrentar o Sport, domingo, 20h30.


Em “mata-mata”, adversário mais forte ou mais fraco é conversa pra boi dormir. Se não jogar bola, um Jorge Wilstermann é tão perigoso quanto um Boca Juniors

Em 2000, o Galo eliminou o Boca pela Copa Mercosul, vencendo no Mineirão por 2 a 0 e empatando em 2 a 2 na Bombonera. O técnico era Nedo Xavier, mas o time tinha Marques, Guilherme, Caçapa e outros bons jogadores.

Vale pela audiência que a discussão gera, mas na prática, torcer para que o adversário de uma disputa eliminatória seja um ou outro, teoricamente mais fraco, é a maior perda de tempo no futebol. O mundo já assistiu gigantes sendo eliminados por times inexpressivos, por motivos óbvios: o mais forte entrou achando que seria barbada ou não jogou nada naquele dia, ou cometeu falhas fatais, individual ou coletiva. O normal, é o que tem melhores jogadores seguir adiante na disputa. Quando há equilíbrio, mínimo que seja, prevalece a vontade de ganhar ou um jogador que desequilibra.

Para ficar em um único exemplo do próprio Atlético, na Libertadores, no dia nove de setembro de 2017 o Jorge Wilstermann o eliminou no Mineirão, também pelas Oitavas de Final, num empate sem gols. O Galo perdeu de 1 a 0 em Cochabamba e precisava de dois gols de diferença aqui ou uma vitória, para decidir nos pênaltis. E olhem que o time, no papel era bom: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Elias, Adilson (Valdívia, no intervalo) e Cazares; Luan (Robinho, aos 17 do 2º) e Fred. Mas, tinha um projeto de treinador, que se revelou um enorme “foguete molhado”, que era o Rogério Micale.

O Boca não vive um bom momento, mas é o Boca e fim de papo. Caso entre em campo do jeito que entrou contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro, ou como contra o Fortaleza, na estreia do Brasileiro, o Atlético vai dançar feio. Não adianta ter um Nacho, grande investimento, que não rende o que se espera dele em momentos decisivos. Ou se o Cuca, treinador consagrado, errar na opção tática ou na escalação e substituições. Ou o Éverson tomar um gol como aquele do empate do Fortaleza. É isso! Depois não adianta “chororô”.

Aí vejo sujeito da imprensa falando já que o Galo “vai pegar o River Plate” ou sei lá quem, “se” passar para as quartas de final.

Como diria a Madre Superiora: é phoda!


“Presidente do Cruzeiro traça perfil para contratar novo diretor de futebol”.  Uai, não passou da hora não?

Em foto do Igor Sales (Cruzeiro), Sérgio Santos Rodrigues, que ontem completou um ano na presidência da Raposa

O título do post é a manchete do Superesportes para o noticiário do Cruzeiro esta manhã, que reproduz entrevista do presidente ao João Vitor Xavier, no programa Bastidores, da Itatiaia. Estaria tudo certo, se a entrevista tivesse sido no fim do ano passado ou logo depois do encerramento da Série B 2020, ou até durante o Campeonato Mineiro deste ano. Mas, foi ontem, depois da primeira rodada da Série B 2021, quando o elenco e todo o staff já deveriam estar prontos, em ponto de bala para a disputa.

Nessa indefinição, dois nomes foram quase anunciados e depois desmentidos: Felipe Ximenes e Rodrigo Pastana, que está no CSA e já passou pelo  Paraná, Figueirense, Bahia e Coritiba. Os dois foram bombardeados nas redes sociais e parece que isso assustou a diretoria que recuou. O primeiro, por ter se declarado atleticano numa entrevista, que passou a ser repetida pelos cruzeirenses quando o nome dele foi ventilado. O segundo, porque teria saído dos clubes em que trabalhou, sendo xingado pelas respectivas torcidas.

Ora, ora, se uma liderança, de clube de futebol ou política, se deixar pautar pela imprensa, ou pior ainda, por este mundo maluco das redes sociais, grande esgoto e refúgio de tantos recalcados, é porque não está preparado para o cargo que ocupa. Ou, no mínimo, é inseguro e não sabe o que fazer.

Anúncio de aula conjunta, dia 26 de maio, do Sérgio Rodrigues e Felipe Ximenes, no canal do Ximenes.

Rodrigo Pastana, em foto no site do CSA

A reportagem do Superesportes sobre a entrevista do Sérgio S. Rodrigues ao João Vitor: (mais…)


A desimportância cada vez maior das convocações da seleção brasileira

Foto: cbf.com.br/selecao-brasileira

Neste bate-boca envolvendo a realização da Copa América, está passando quase desapercebido que a seleção do Tite foi convocada e já está treinando na Granja Comary, visando os jogos pelas Eliminatórias da Copa do Qatar 2022, sexta-feira, 4, contra o Equador em Porto Alegre e terça-feira, 8, contra o Paraguai em Assunção.

Desde a ida cada vez mais precoce dos principais jogadores para o exterior, no início dos anos 1990, o entusiasmo com torcedor com a seleção começou entrar em decadência. Até então era uma expectativa danada no dia da convocação: qual clube terá mais jogadores convocados? Será que fulano do Atlético, Cruzeiro e até do América, vai ser chamado? Quantos do Rio, de São Paulo, do Sul ou do Nordeste irão?

Atualmente, quem se importa se fulano, beltrano ou cicrano de um time da Inglaterra, Espanha, Alemanha, França, Itália, China ou Arábias será chamado ou não?

O Fernando Rocha falou sobre isso numa das últimas colunas dele, no Diário do Aço, de Ipatinga:

“A verdade é que as seleções da CBF, exceto aos cartolas dos clubes e empresários de jogadores, há tempos não interessam mais ao torcedor brasileiro. Tite convocou na última semana a seleção principal para dois jogos das eliminatórias, visando a Copa de 2022, mas, ao contrário de décadas passadas, quando havia uma ferrenha discussão em torno dos nomes chamados, as torcidas dos principais clubes pelo país afora, não queriam ver na lista o nome de jogadores das suas  equipes.

  • A valorização do atleta convocado também já não é a mesma de antes, pois a pandemia diminuiu o tamanho dos investimentos feitos em contratações pelos clubes estrangeiros. Então, a cada convocação das seleções da CBF repete-se a rotina de prejuízos aos clubes, algo que só vai se acentuar na atual temporada com a Copa América. O torcedor do Galo será o mais afetado aqui nas nossas bandas, pois já perdeu o lateral Arana convocado para a seleção olímpica, e deve ficar ainda sem o zagueiro paraguaio Alonso, o meia argentino Nacho Fernandez e o atacante venezuelano Savarino, que deverão ser chamados para servir as seleções de seus países nas eliminatórias da Copa de 2022 no Qatar.”
  • Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga
  • ***

Falou e disse!


Atlético x Boca Juniors nas Oitavas da Libertadores, com expectativas distintas dos torcedores de ambos

Os confrontos definidos esta tarde pelo sorteio na Conmebol

Como o Boca não atravessa um bom momento, torcedores de lá lamentaram que o sorteio apontasse o Galo como o próximo adversário.

Aqui, o Markin, manifestou o que incontáveis atleticanos pensam, eu inclusive!


Birra tem limite. Se Ademir é o que resolve, ele não pode continuar na reserva do América

Ademir e Lisca, em foto do Estevão Germano/América

Incomodado com a derrota do América em Curitiba, domingo, com todo o conhecimento que tem, como jogador e treinador, Procópio Cardozo twittou: @procopiocardozo “Gol está cada vez mais escasso no futebol. Não se pode abrir mão de um jogador com o poder ofensivo do Ademir. @AmericaMG”.

Concordo 100% com o Procópio. Quem está por dentro do dia a dia do Coelho, diz que essa reserva ainda é consequência daquela viagem a Campina Grande, em que o jogador não entrou em campo contra o Treze, pela Copa do Brasil, porque havia uma negociação com o Palmeiras em curso. Difícil acreditar nisso, mas, sem dúvida, passou da hora do técnico Lisca voltar a apostar no Ademir como o grande nome do meio campo americano.

A diretoria resolveu, à maneira dela, e deu o caso por encerrado. É um grande jogador, para mim, maior revelação do futebol mineiro nos últimos anos. Ao deixá-lo no banco, Lisca está punindo é o América e à sua torcida. Ademir é um projeto quase pronto de craque, precisando deslanchar, doido para mostrar serviço. Não pode sofrer represálias por causa de um momento infeliz, que já teria sido superado.


Nunca é tarde para se homenagear a quem merece: lá se foi o Ilton Chaves, grande jogador e treinador. O que mais vezes comandou o Cruzeiro

Foto: Globoesporte.com

Foi quinta-feira, 27, em decorrência de problemas causados pelo Alzheimer. Ilton de Oliveira Chaves foi volante. Não tive o prazer de vê-lo jogar, mas a história conta que jogou muito. Tive a honra de ser repórter nos tempos em que ele dirigiu o Cruzeiro, Atlético e América. Ótimo treinador e uma figura humana sensacional. Mineiro, de Itinga, que fica entre Araçuaí e Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, se foi aos 84 anos.

O Superesportes contou um pouco da riquíssima história dele no futebol de Minas e do Brasil.

* “Morre Ilton Chaves, aos 84 anos, campeão por Atlético e Cruzeiro”

Ex-volante deixou legado de títulos e foi técnico que mais comandou a Raposa

O futebol mineiro está de luto. Morreu nesta quinta-feira, no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, aos 84 anos, Ilton Chaves, ex-jogador de AtléticoAmérica Cruzeiro, e que também foi treinador dos três principais clubes de Minas. Ele vinha sendo internado com frequência desde janeiro devido a seguidos problemas de anemia e complicações causadas pelo Alzheimer. Ilton de Oliveira Chaves nasceu em Itinga, no Vale do Jequitinhonha, em 28 de março de 1937. Ele começou a carreira como volante, no América de Teófilo Otoni, em 1955, e depois se transferiu para o Atlético, onde se firmou em definitivo como nome de ponta no futebol mineiro.

Ilton Chaves vestiu a camisa atleticana em cinco temporadas e foi tricampeão mineiro (1955/56 e 58). O ex-volante passou ainda pelo América e defendeu o América-RJ. Mas foi no Cruzeiro, onde chegou em 1964, que ele alcançou maior destaque como jogador, participando da histórica conquista da Taça Brasil de 1966, ao lado de craques como Tostão, Dirceu Lopes, Natal e outros. Na decisão, o time celeste desbancou o Santos, de Pelé e cia, considerado a melhor equipe brasileira na ocasião. Com a Raposa, ergueu o troféu estadual em 1965/66/67/68. Ilton Chaves vestiu a camisa da Seleção Brasileira em 1963 e participou do Campeonato Sul-Americano, hoje conhecido como Copa América. O Brasil terminou em quarto lugar. No mesmo ano, ele defendeu a Seleção Mineira que conquistou o título do Brasileiro de Seleções Estaduais.

Sucesso como treinador

Ilton Chaves foi também treinador de sucesso. Ele começou no Cruzeiro, em 1969, como auxiliar, e logo assumiu o cargo de forma interina. No clube celeste, foi tetracampeão mineiro entre 1972 e 1975. E terminou como vice no Brasileiro de 1974, quando a Raposa foi superada pelo Vasco na decisão. Ele ainda conquistou a Taça Minas Gerais de 1973.

Ilton Chaves foi o técnico que mais vezes dirigiu o Cruzeiro: em 389 partidas, conquistou 213 vitórias, empatou 89 vezes e teve 87 derrotas, com aproveitamento de 62,38%. Ele ainda comandou times do inteiror como Valério, Villa Nova, Guarani de Divinópolis, Uberaba, Uberlândia e Tupi.

No Atlético, Ilton Chaves foi o técnico que levou o time ao troféu do Campeonato Mineiro de 1986. Comandou ainda o América, em 1977, e teve passagens no comando de Ceará, Sport, Santa Cruz, Náutico e Santos. Em 1988, o ex-treinador trabalhou no Al-Rayyan, do Catar.

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/interior/2021/05/27/noticia_interior,3917554/morre-ilton-chaves-aos-84-anos-campeao-por-atletico-e-cruzeiro.shtml


E lá se foi o Januário de Oliveira!

Foto: Reprodução/Instagram/Itatiaia.com.br

Era uma simpatia de pessoa. O conheci no início dos anos 1980, no Maracanã, apresentado pelo Vilibaldo Alves, enquanto montávamos o equipamento para uma transmissão pela Rádio Capital. Ele era da Rádio Mauá. Que descanse em paz!

Coincidentemente me deparei com uma foto em que ele e o Vilibaldo estão juntos, com outros grandes nomes da história do rádio, durante a Copa do México, em 1970. Está lá no site “Terceiro Tempo”, do Milton Neves, na seção “Que fim levou”.

Da esquerda para a direita, em pé: Vilibaldo Alves (Itatiaia), Jorge Marins (operador da Mauá, Rio), Luís Orlando (Mauá), Paulo Roberto (Itatiaia), João Saldanha (Globo), um mexicano, atrás dele Jorge Cury (Globo), na frente Valdir Amaral (Globo), o grande árbitro, escritor e jornalista Pedro Escartin (Fifa), Orlando Batista (Mauá), um mexicano, Flávio Araújo (Bandeirantes) Joseval Peixoto (Jovem Pan), Denys Menezes (Globo), Osvaldo Faria (Itatiaia), Roberto Silva (Bandeirantes) e Luiz Carlos Alves. (Itatiaia). Agachados: Luís Mendes (Globo), Flávio Alcarraz Gomes (Coordenador Geral), Ademir Marques de Menezes (Mauá), um mexicano, outro mexicano e Januário de Oliveira (Mauá)

https://terceirotempo.uol.com.br/que-fim-levou/januario-de-oliveira-1627

***

No O Globo de hoje, o Thales Machado o homenageou no Obituário:

* “Januário de Oliveira, tá aí o que vocês não queriam”

Após 11 dias internado, ex-locutor esportivo sofreu parada cardíaca enquanto tratava um quadro de pneumonia

Thales Machado

Tá aí o que você não queria ler. Difícil, muito difícil não começar a falar de Januário de Oliveira, morto ontem aos 81 anos – ele sofreu uma parada cardíaca enquanto tratava um quadro de pneumonia em um hospital particular de Natal-RN, cidade em que morava com a família – sem usar o artifício de brincar com seus bordões.

No futebol, há quem marque sua passagem  pelos gols marcados e títulos conquistados. Locutor de rádio e TV por mais de quatro décadas – trabalhou em grandes veículos de 1952 a 1998, quando foi obrigado a se aposentar graças à cegueira causada pela diabetes – Januário ficava na memória todas as vezes em que a rede balançava, não importa que time marcasse. Virava herói ao criar os da galera: o Valdeir “The Flash”, do Botafogo; o Anjo Loiro da Gávea Sávio, do Flamengo; o matador de São Januário, Valdir Bigode, do Vasco e o Super Ézio, do Fluminense.

Transformando o jogo numa história em quadrinhos cheia de entretenimento, sem deixar a informação de lado (“O que é que só você viu, Addison?”, perguntava ao repórter de campo), Januário foi marcante porque conseguiu se inserir no espetáculo, tal qual o atacante, o estádio, o gol. Há, numa certa época e lugar, jogos que só parecem fazer sentido com sua voz ao fundo, em especial as transmissões do futebol carioca dos anos 90 da TV Bandeirantes.

Perder Januário nessa época sinistra, muito sinistra de mais de mil mortes por dia é deixar só na memória momentos de alegria daquele que sabia que é isso que o povo gosta. Não há como fugir do clichê que é cruel, muito cruel sua partida. “Acabou o milho, acabou a pipoca, fim de papo”. Descanse em paz.

https://oglobo.globo.com/esportes/obituario-januario-de-oliveira-ta-ai-que-voces-nao-queriam-1-25042118

Com a camisa do Galo, que lhe foi presenteada pelo também saudoso centroavante Ézio.


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