Blog do Chico Maia

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Paulistas ainda não aceitaram a travada que o Cruzeiro deu no Palmeiras

A imprensa de São Paulo dava como certa a vitória palmeirense, em casa, sobre o Cruzeiro, o que motivaria a reta final do Brasileiro na caça ao líder Corinthians. A frustração pelo empate ainda não passou pelas bandas de lá e agora o portaUol/Folha de S. Paulo levanta questões “éticas” e aposta que os jogadores do Cruzeiro tiveram “doping financeiro” pago pelo Corinthians para tirar pontos do Palmeiras.

A hipocrisia reinante neste que é um dos países mais corruptos do mundo, grita contra premiação para um time vencer, quando deveria é investigar e punir o contrário. É tanto que influencia até torcedores do próprio time acusado de receber “mala branca”, como é o caso do Luiz Ibirité, um dos participantes mais assíduos e de comentários mais brilhantes aqui do blog, que enviou este link do Uol, com o comentário:

“Cruzeirenses celebram “mala branca” de R$ 500 mil após 2 a 2 com Palmeiras … https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/esporte/2017/11/02/cruzeirenses-celebram-mala-branca-de-r-500-mil-apos-empate-com-palmeiras.htm

“Opa, será verdade? Pra mim quem aceita pra ganhar, com certeza também aceita pra perder!”


Grêmio e Flamengo estão cumprindo bem o papel; só falta ao Galo fazer a parte dele

O Grêmio perdeu só de 1 a 0 em Porto Alegre para o Barcelona de Guaiaquil e está em mais uma final da Libertadores, agora contra o Lanús, da Grande Buenos Aires. O Flamengo estava quase eliminado pelo Fluminense da Sul-americana e de forma surpreendente fez 3 a 3 e se classificou para a semifinal.

Assim como o Corinthians anda fazendo tudo para entregar o título do Brasileiro, tradicionais adversários do Atlético fazem de tudo para mantê-lo disputando a Libertadores em sequência inédita. Com possibilidades de Grêmio campeão do continente e Flamengo da Sul-americana, aumenta a esperança de um G9 na Libertadores 2018.

Mas os comandados do Oswaldo Oliveira precisam fazer a parte deles, o que vem acontecendo fora de casa, mas não em Belo Horizonte, invertendo uma ordem que era quase 100% positiva até o ano passado, de ganhar sempre no Independência.

É até difícil acreditar que este grupo de jogadores, cuja folha salarial é uma das três mais altas do campeonato, ocupe um vergonhoso 10º lugar na classificação, ou seja, hoje, nem com G9 teria um vaga na principal competição disputada em toda temporada anual.

Sábado tem o Santos pela frente, na Vila Belmiro.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Corinthians 59 31 17 8 6 40 21 19 63
Palmeiras 54 31 16 6 9 48 33 15 58
Santos 53 31 14 11 6 33 22 11 57
Grêmio 51 31 15 6 10 45 28 17 55
Cruzeiro 48 31 13 9 9 38 30 8 52
Botafogo 48 31 13 9 9 39 32 7 52
Flamengo 47 31 12 11 8 40 29 11 51
Vasco 44 31 12 8 11 31 39 -8 47
Atlético-PR 42 31 11 9 11 37 37 0 45
10° Atlético-MG 42 31 11 9 11 36 36 0 45
11° São Paulo 40 31 11 7 13 41 43 -2 43
12° Chapecoense 39 31 11 6 14 36 43 -7 42
13° Bahia 39 31 10 9 12 40 41 -1 42
14° Fluminense 39 31 9 12 10 40 41 -1 42
15° Sport 35 31 9 8 14 39 47 -8 38
16° Coritiba 35 31 9 8 14 32 41 -9 38
17° Ponte Preta 35 31 9 8 14 31 40 -9 38
18° Avaí 35 31 8 11 12 22 37 -15 38
19° Vitória 34 31 9 7 15 39 48 -9 37
20° Atlético-GO 27 31 7 6 18 29 48 -19 29

Alexandre Gallo, a primeira peça do xadrez do futuro presidente do Atlético

Primeira aquisição da futura diretoria comandada por Sérgio Sette Câmara no Atlético é o Alexandre Gallo como diretor de futebol. Ex-jogador do próprio clube, já foi treinador de clubes, empresário, treinador de seleções e depois coordenador da base da CBF.

É gente boa, de fino trato, mas terá no Galo, a primeira experiência efetiva neste cargo, em um clube. Será o elo entre os jogadores, comissão técnica e diretoria atleticana.

Se vai dar certo ou não, dependerá dos resultados do time em campo. Vitórias dão tranquilidade e estabilidade a todo mundo. Derrotas só não derrubam em curto prazo o presidente, que tem como anteparos a comissão técnica e o diretor de futebol.


As incríveis façanhas do River Plate, do Lanús e dos árbitros de campo e de vídeo!

O River podia perder por diferença de um gol; vencia por 2 a 0 na casa do adversário, até quase o fim do primeiro tempo. Mas toma uma virada de 4 a 2, com polêmica em torno da arbitragem do colombiano Wilmar Roldan, que pediu auxilio ao árbitro de vídeo, no lance polêmico que colocou o Lanús na final da Libertadores.

Que o Grêmio fique esperto contra o Barcelona do Equador esta noite em Porto Alegre, pois periodicamente façanhas ocorrem no futebol!

ÁRBITROROLDAN

O jornalista argentino Federico Nogueira se utilizou da ironia dos Simpsons,  para denunciar que a FIFA e federações em geral podem usar o árbitro assistente de vídeo (VAR) para manipular resultados no mundo inteiro. Não duvido.

@fedenogueira25:

“-señor Roldán, cuando haya una jugada polémica usted debe pedir el VAR…”

ROLDAN

Mais detalhes desta sensacional partida no Uol: “Com árbitro de vídeo decisivo e virada heroica, Lanús vai à final”

https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/libertadores/ultimas-noticias/2017/11/01/lanus-x-river-plate.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-esporte&utm_source=t.com&utm_medium=social&cmpid=copiaecola


Verdades verdadeiras de quem conhece do assunto: meses perdidos, incompetência dos grandes e o sumiço dos craques que decidem

Para a nossa honra, todos participantes aqui do blog e do facebook/blogdochicomaia. Agradeço ao João Cavalieri, Raws Miranda e ao jornalista, sempre brilhante, Wagner Augusto Álvares de Freitas. Concordo a opinião dos três, quase que 100%:

João Cavalieri

“O Campeonato Mineiro é semi-profissional, cheio de jogadores veteranos e de péssima qualidade, times sem o mínimo apelo, estádios horrorosos, uma tiriça. São praticamente 5 meses jogados no lixo.
Mas os bananas dos dirigentes da capital sempre aceitam imposições destas coisas do interior.
Arrisco a dizer que dos 4 principais estados, RJ, SP MG e RS, o nosso é o pior. Eu não perco meu tempo acompanhando este campeonato, cruz credo.”

 

Wagner Augusto Álvares de Freitas

“Por que Atlético e Cruzeiro não deixam de disputar o Campeonato Mineiro, já que ele é tão ruim? Porque precisam dos R$13 milhões da Globo e não têm competência, juntamente com os outros clubes brasileiros chamados de grandes, para criar Ligas consistentes. Então, como não é possível fazer apenas dois jogos, um na Toca da Raposa e outro na Cidade do Galo, precisam dos times do interior para a disputa do Mineiro. Já que é impossível se livrar dessa companhia incômoda, que respeitem a decisão soberana do Conselho Técnico e parem de mimimi.”

 

Raws Miranda

“Eu não percebo quase nenhum jornalista esportivo abordar um tema preponderante nesse ano, a falta de talentos individuais na criação de jogadas. Todos os times estão sofrendo quando jogam em casa e enfrentam uma defesa bem postada. O exemplo da semana foi o Palmeiras, que rodava, rodava e rodava a bola até perder. Apesar de ter o Keno e Dudu, que são acima da média, raramente eles partiam para cima do marcador e obtinham sucesso. Antes do Cruzeiro fazer o segundo gol, chegou a ser irritante a inoperância dos atacantes palmeirenses com tamanha necessidade de vencer. Agora, em termos de emoção, pela situação foi ótimo jogo de se ver. Desde o começo do ano muito se falou da qualidade do plantel do time verde, porém ter como titulares, Dracena, Maicon e Egídio não merece essa supervalorização de forma alguma. E vamos seguindo em frente com o Corinthians doido para entregar a rapadura e os outros, diabéticos.”


E lá se foi o Rui Vieira, um dos maiores zagueiros da história do futebol mineiro

Democrata de Sete Lagoas, vice-campeão mineiro de 1963, quando perdeu a final para o América. O Estádio Duarte de Paiva. Da esquerda para direita, de pé, Pedrinho, Caixinha, Gegê, Eduardo, Rui e Nelsinho; agachados, Castelo, Joel, Silvinho, Bertolo e Ivo. Foto cedida pelo Sergio Paiva ao Centro de Memória Democratense – CEDEM, à disposição na internet.

Não tive o prazer de vê-lo jogar profissionalmente, envergando a camisa do nosso Democrata Jacaré, mas o vi em times de veteranos, do Banco Agrimisa e Bandeirantes Pneus no Clube Náutico. Também acompanhei o trabalho dele como treinador, do Textil e Cedro de Caetanópolis, nos anos 1970/80, quando o campeonato amador da região era fortíssimo. Ganhou quase todos que disputou.

Uma grande figura, discreto, na dele, mas sempre bem humorado e prestativo. Os mais velhos contam que era um zagueiro clássico e moderno ao mesmo tempo, que saía jogando e raramente dava uma porrada. Chutões, nem pensar! Foi sepultado hoje às 14 horas em Sete Lagoas.

Esta geração representa o ápice de um ciclo em que o Jacaré encarava a todos os times de Minas de igual pra igual. Este foi o último dos três vice-campeonatos, completados pelos de 1955 e 1957, pouco depois da profissionalização do time, ocorrida em 1953.

À família, em especial aos filhos, meus colegas de escola, os meus sentimentos e ao Rui, a eterna gratidão de quem gosta de futebol.


Campeonato Mineiro retrocede; o que já era ruim, vai piorar

Mais jogos que pouco valerão na primeira fase, de uma disputa que, tecnicamente, é horrível e nada acrescenta a Atlético, Cruzeiro e América, que enfrentam adversários muito fracos. Os clubes do interior se reuniram antes do Conselho Arbitral e fizeram acordo entre eles, que desagrada à dupla mais poderosa, mas que que vão acatar. Não dão muita bola porque têm uma excelente cota da Globo pelos direitos de transmissão. Cada um embolsa R$ 12 milhões, o América R$ 3 mi, os do interior R$ 300 mil.

Ao invés de bolar fórmula esdrúxula como essa os clubes do interior deveriam propor mudança de verdade, que beneficiasse a todos, tornando a disputa mais barata e que durasse o ano inteiro. Fórmula ao estilo Copa do Mundo, disputada durante um mês, porém de eliminatórias que ocupassem o ano inteiro, regionalizadas. Fim dessas ridículas segunda e terceira divisões. Se fosse como a Copa com 32 times, durante todo o ano a classificatória apontaria os 28 que se juntariam aos quatro primeiros colocados do ano anterior. Essa é apenas uma das várias propostas de fórmula que poderia revitalizar a disputa, mas os cartolas nem param para discutir o assunto. E lá vamos nós para mais do mesmo em 2018, agora piorando o que já era ruim.

Reportagem do Thiago Nogueira, para o SuperFC, dá mais detalhes e também do jogo de cena da dupla mais poderosa, que reclama, mas não faz nada para que haja uma mudança de verdade.

* “Atlético e Cruzeiro são contra mudança na fórmula do Mineiro”

Competição em 2018 terá oito clubes classificados para a fase de quartas de final (mais…)


Cruzeiro e Palmeiras fizeram ótimo jogo, com todos os ingredientes que caracterizam um clássico de qualidade

Grande público em um belo estádio: 37.961 pagantes, dois times sabendo o que queriam e precisavam, muitos gols e polêmicas. O Palmeiras fez um excelente primeiro tempo mas perdeu intensidade no segundo. O Cruzeiro bem ao estilo Mano Menezes, esperando a hora de dar o bote certo. O time melhorou muito com a entrada do Robinho, que fez um golaço, no lugar do Rafael Marques.

Quanto às reclamações contra o árbitro Heber Roberto Lopes (SC), concordo com o jornalista de São Paulo Julio Gomes Filho: @juliogomesfilho “Sobre arbitragem. Não havia impedimento no 1o do Cruzeiro e não houve pênalti em Keno. Gol de Borja, seria o 2-1, foi absurdamente anulado”.

Com a sofrível campanha do returno o Corinthians vai contando com os tropeços dos concorrentes para ir se consolidando como campeão, conforme mostra tabela do Sportv:

CLASSIFICA


Cruzeiro e Palmeiras deverão fazer um dos melhores jogos do Brasileirão deste ano

Todas as atenções para o jogo entre eles, esta noite em São Paulo. Os corintianos torcem feito loucos para o Mano Menezes, pois uma vitória palmeirense além de esquentar o campeonato, transformará o clássico entre eles domingo uma batalha decisiva. O estado emocional dos comandados do Carille já anda abalado e pode ficar mais complicado ainda com a possibilidade de perda do resto da gordura de vantagem acumulada no primeiro turno.

Jogo fundamental para as pretensões do Palmeiras que terá pela frente um Cruzeiro como franco atirador, sem pressão, jogando absolutamente à vontade. Perspectivas de jogão


E lá se foi o Nival Dias de Sá, eterno presidente do Venda Nova!

Nival, em foto do Pedro Silveira, para o jornal O Tempo

Muito bonita a atitude do técnico Enderson Moreira que, na entrevista coletiva de sexta-feira, fez questão de prestar homenagem póstuma ao Nival, com palavras emocionantes sobre ele, que o dirigiu como técnico e presidente. Na realidade ele foi tudo no Venda Nova, e o seu nome se confunde com o do tradicional clube, que revelou tantos jogadores para o futebol brasileiro, como o atacante Euler e o goleiro Bruno dentre outros.

Só hoje fiquei sabendo que ele se foi, na sexta-feira. Nival era uma ótima figura humana, além de grande guerreiro do futebol amador. Irmão do humorista Geraldo Magela, o “Ceguinho”, pai da jornalista Ludymilla Sá, sempre discreto e muito trabalhador. Merece todas as homenagens que o futebol mineiro lhe prestar.

O jornalista Ricardo Plotek, Subeditor de Esportes do jornal O Tempo, também o homenageou na coluna dele de sábado:

* “Minha Homenagem”

 Outro assunto que gostaria de abordar, assim como Enderson Moreira, é o falecimento de uma das maiores figuras do futebol amador de Minas Gerais, em especial, de Belo Horizonte.

Foi cremado ontem, no Parque Renascer, em Contagem, o corpo do eterno presidente do Venda Nova Futebol Clube, Nival Dias de Sá, que morreu aos 66 anos devido a problemas no coração.

Nos últimos 40 e tantos anos, Nival dedicou muito, mas muito tempo mesmo de sua vida ao clube, que nunca abandonou e ao qual sempre se entregou, mesmo com as inúmeras dificuldades que um time amador tem.

A sua família, em especial à viúva Graça e à filha Ludymilla Sá, jornalista das melhores e que herdou do pai o amor pelo futebol e pelo desporto, fica sincero e enorme abraço.

A imagem que fica para mim de Nival Dias de Sá é de um abnegado, que não tinha fim de semana, feriado, dia santo, chuva, sol, frio ou calor.

Ele sempre tentou fazer e fez o melhor para o Venda Nova, que está de luto, assim como todo o futebol amador da capital. E ainda arrumou tempo para formar uma família amorosa e acolhedora, que dele deve se orgulhar. Viva o Nival!


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