Blog do Chico Maia

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O novo time do Atlético que se desenha para a próxima temporada

Foto: site do Galo

Chará está sendo negociado com o Portland Timbers, clube dos Estados Unidos. Não foi nem a sombra do que se esperava, pelo altíssimo investimento que foi feito nele. Para ficar livre do Ricardo Oliveira o Atlético deverá ter que arcar com metade dos salários dele, jogando pelo clube que o levar. Que roubada. E por onde anda e o que faz quem o contratou? O então diretor Alexandre Gallo ainda fe um contrato bem duradouro com ele, mesmo chegando aos 40 anos de idade. Se fosse uma empresa do próprio Gallo ele faria um negócio desses?

Para 2020 já foram embora Luan, Leonardo Silva, Elias, e Geuvânio. Ufa! Resta torcer para que venham substitutos à altura do Clube Atlético Mineiro. Rafael Dudamel ou qualquer treinador do mundo não faz milagres com um grupo de pernas de pau.


Possível novo técnico do Galo tem fama de durão, e caro

Em foto do Uol, Dudamel foi muito bom goleiro da Venezuela nos anos 1990.

Exige muito dos seus comandados e os mais “sensíveis” não agüentam o tranco. Como o atacante Josef Martínez, por exemplo. Jogador do Atlanta United da Liga dos Estados Unidos, que foi para as redes sociais em setembro e disse que não jogaria mais pela seleção venezuelana enquanto Dudamel fosse o treinador. Isso é um ótimo sinal. Nos últimos tempos os treinadores “bonzinhos” que o Atlético andou arrumando não deram certo.

Além de durão, Rafael Dudamel é um treinador caro, pelo disseram o globoesporte.com e Uol:

No radar do Santos, Dudamel, técnico da Venezuela, recebe o dobro de Jorge Sampaoli

Ex-goleiro ganha cerca de R$ 1 milhão por mês e é pago pelo governo do país vizinho

Por Leonardo Lourenço e Martín Fernandez — São Paulo

16/12/2019 16h16  Atualizado há uma semana

Rafael Dudamel, treinador da seleção da Venezuela, entrou no radar do Santos, que busca um treinador para substituir Jorge Sampaoli, que deixou o clube na última semana. Se quiser tirar o venezuelano de Caracas, porém, o presidente José Carlos Peres provavelmente terá que abrir os cofres.

Dudamel recebe cerca de US$ 3 milhões (R$ 12,7 milhões) por ano, o equivalente a pouco mais de R$ 1 milhão por mês. O valor é aproximadamente o dobro do que era pago a Sampaoli – o argentino recebia quase R$ 500 mil entre salário e direitos de imagem.

O alto valor pago ao ex-goleiro da Venezuela não é responsabilidade da federação do país, mas sim do governo local.”

https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/no-radar-do-santos-dudamel-tecnico-da-venezuela-recebe-o-dobro-de-jorge-sampaoli.ghtml

* “Atlético-MG se reuniu com Dudamel em São Paulo, mas salário é empecilho””

  • Atlético-MG se reuniu com Rafael Dudamel, técnico da Venezuela, em São Paulo, no decorrer da semana passada
  • Sérgio Sette Câmara, presidente do clube, foi quem encontrou o treinador. Na ocasião, ele apenas fez uma consulta ao ex-goleiro
  • Galo escutou, a princípio, que Dudamel não pensava em deixar a seleção de seu país. O ex-goleiro tem salários elevados e gostaria de mantê-los
  • O UOL escutou um agente de Rafael Dudamel no Brasil e escutou que o técnico não gostaria de se mudar para o país por causa dos vencimentos
  • O mesmo representante de Dudamel, no entanto, não descarta a mudança para o Brasil, desde que as propostas sejam melhores
  • https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/12/21/atletico-mg-se-reuniu-com-dudamel-em-sao-paulo-mas-salario-e-empecilho.htm

Dissecando o Cruzeiro IV: o que dizem e pensam os novos comandantes do Cruzeiro

Na apresentação do uniforme da Adidas, a cara de desânimo de Fábio, Dedé e cia.

Contrato altamente ruim para o Cruzeiro, segundo os interventores.

Em entrevistas ao João Vitor Xavier, Thiago Reis e Emerson Pancieri, postadas no twitter e site da Rádio Itatiaia, Pedro Lourenço, Vitório Mediolli e Saulo Froes falaram da realidade encontrada no Cruzeiro e as perspectivas de futuro:

Vitório Mediolli (entrevistado por Thiago Reis) acaba de informar que o teto para 2020 no futebol do clube será de R$ 150.000,00 e o clube não fará nenhuma contratação de atleta para o início da temporada. Cruzeiro entrará em recuperação judicial.

“Tenho muitas tarefas, mas os princípios geram resoluções rápidas. Já peguei empresas, a prefeitura de Betim, dando resultado. Entro com honestidade, transparência, competência, privilegiando valores, e aí podemos fazer até milagre”, Medioli.

CONSELHEIROS: “Aqueles que ficarem é por amor ao Cruzeiro. Ninguém será remunerado. Temos uma tarefa voluntária de ajudar o time. Isso trará uma redução da folha”.

JOGADORES NA JUSTIÇA: “Vamos oferecer uma saída que esteja a altura de ser atendida, cumprida. Não é fácil. Mas quem entra na Justiça acho que parte para o caminho errado. O clube já tem tudo penhorado. Essa corrida não vai resolver muito.

PROJEÇÃO: “Primeira coisa é cortar os gastos desnecessários e depois otimizar o que temos a disposição, apesar de estar escasso. Teremos a disposição 5 a 6 milhões por mês. Um recurso que, ainda assim, dá para fazer muita coisa”.

2020: “A realidade é um pouco sombria. Mas mostraremos nos próximos dias o que realmente pode ser feito. Mas o ponto fundamental é sair da Série B e voltar para a Série A.

GASTOS: “Já está sendo feito o ‘patrimônio imobiliário’. Não precisamos ter várias sedes. O que mais é necessário ao Cruzeiro é a Toca II, temos outras que ao torcedor não interessa. O importante é ter o clube sadio e vamos enxugar gastos pra isso”, Medioli.

“No futebol, não ganha um só atleta; ganham onze. Não dá para comprar um jogador caro, que poderia ter trazido vários. Nos baseamos em um projeto vencedor, mas de equipe. Modalidade coletiva tem que ser equilibrada”.

CRISE: “O clube vem em primeiro lugar. Temos que ter a grandeza de saber que o Cruzeiro é uma instituição que precisa dar certo em toda gestão, não ir bem em uma e quebrar na outra. É preciso união; menos vislumbre, mais seriedade e transparência”.

VÔLEI: “Você não constrói um time ganhador de uma hora para a outra. É construído. Um dos segredos foi a persistência. O treinador do Sada/Cruzeiro está lá há 11 anos. As mudanças toda hora não serve. Tem que criar fidelidade”, Vittorio Medioli.

ELENCO: “Agora temos que cair na realidade. Conversaremos um a um, com tranquilidade. Vamos reduzir o plantel para 22 atletas e, muitos deles, vindo da base. Teremos um time titular que possa garantir as vitórias na Série B”.

ELENCO: “O Cruzeiro não tem como bancar uma folha de Série A na Série B, principalmente com contratos que significaria aumentar ainda mais a dívida. Então temos que cair na realidade.

GESTÃO NOTÓRIA: “Mas não é só jogar dinheiro. Isso não resolve. Vamos dar amor a camisa, seriedade, notoriedade. Conseguiremos dar um novo ambiente e, em um prazo relativamente curto, tirar o time dessa situação”.

CRISE: “Cotas vendidas até 2023, altos salários… um desmando! Não culpo ninguém em especial mas, ao me ver, a situação deveria ter sido contida antes que as contas do Cruzeiro derretesse, como derreteu. “, Vittorio Medioli.
CRISE: “Nunca poderia ter chegado onde chegou. R$ 700 milhões, certamente, não foram com coisas corretas. Agora assumiremos com essa dívida nas costas no sofrimento e terá que ser feito um sacrifício para sanar”, Vittorio Medioli.

Cruzeiro vai propor o rompimento do contrato com a Adidas. No entendimento da nova gestão o contrato com a fornecedora é lesivo ao clube!

Cruzeiro terá que pagar R$ 16,2 milhões em janeiro por dívidas na Fifa, diz Pedro Lourenço. Integrante do núcleo dirigente transitório se mostrou abismado com salários dos atletas e comentou a chance da construção de shopping do Cruzeiro no Barro Preto.

Saulo Fróes (foto/Itatiaia) confirma auditoria no Cruzeiro e admite: ‘Praticamente falência.

Alexandre Mattos está de férias na Europa e tem conversado com Pedro Lourenço, responsável pelo futebol do clube. No entanto, só discutirá um eventual contrato após voltar do descanso com a família. Via @thiagoreisbh, @emersonpancieri e @joaovitorxavier.

Pedrinho, do Supermercado BH.


Dissecando o Cruzeiro III: modelo de gestão que está sendo implantado poderá ser o início de moralização na gestão do nosso futebol

Mas, desse pesadelo real, o Cruzeiro poderá tirar enorme proveito e retornar fortalecido ao seu devido lugar. Os interventores que assumiram são pessoas sérias, empresários consagrados em seus respectivos negócios, avessos à hipocrisia, demagogia e sem compromissos políticos com as antigas facções internas e externas, que levaram o clube a este atoleiro. As primeiras medidas tomadas são corajosas e necessárias, seguindo a linha do que disse e fez o Alexandre Kalil quando assumiu o Atlético. Na entrevista coletiva de posse ele afirmou: “No futebol, em clube que tem torcida grande; se não roubar e não deixar roubar o dinheiro que entra dá para tudo…

De repente, o Cruzeiro pode estar passando por um processo que poderá servir de exemplo e contribuir com uma nova legislação do futebol brasileiro, que exija principalmente transparência das administrações dos clubes, federações e CBF. Uma medida simples já seria de enorme valia para acabar com a “ação entre amigos” que prevalece em nosso futebol: o CPF do dirigente fica atrelado à sua gestão no clube. Eventuais irresponsabilidades ou atitudes suspeitas precisam gerar consequências a ele. Do jeito que funciona hoje, a cartolagem apronta à vontade e sai de fininho, indo curtir a vida sossegadamente ou aprontando em outra freguesia.

A nova cúpula cruzeirense é composta por: José Dalai Rocha (presidente interino), Pedro Lourenço (Supermercados BH), Vittorio Medioli (Grupo Sada), Saulo Fróes (Lokamig), Alexandre de Souza Faria (Multiseg), Walter Cardinali Júnior (Advogado), Jarbas Matias dos Reis (Galvão Engenharia), Carlos Ferreira Rocha (Frigorífico Uberaba) e Emílio Brandi (Nova Safra). Também participaram das primeiras reuniões, Paulo Roberto Sifuentes e Waldeyr Estevão Júnior, membros da mesa diretora do Conselho Deliberativo.

Os marginais do quebra-quebra no Mineirão deram prejuizo de quase R$ 500 mil ao clube.


Dissecando o Cruzeiro II: com a entrada de interventores sérios, descobre-se uma dívida gigante que estava sob o tapete

A dor maior fica com os torcedores de verdade e alguns poucos jogadores que realmente são profissionais e respeitam o clube que os paga muito bem. O resto, desaparece da mídia ou da cidade e nem toma conhecimento das lamúrias e xingamentos.

Mas, incômoda mesma foi a realidade financeira e administrativa que se descortinou nos últimos dias, com a entrada de interventores sérios, que não querem nada do clube a não ser tirá-lo desta situação. De repente, uma dívida que estava escondida debaixo do tapete, contraída e aumentada absurdamente, sabe-se lá como. Fosse uma empresa, estaria com a falência decretada, ou na melhor das hipóteses, em estado de recuperação judicial, aliás, já vivendo uma fórmula parecida, implantada em caráter de urgência pelos novos gestores.

Ficam perguntas que o mundo do futebol gostaria muito de respostas convincentes: para serve o Conselho Fiscal de um clube de futebol? Porque a imprensa, especialmente que vive o dia a dia de um clube, não entra nem de passagem em assuntos administrativos/financeiros da instituição?

No caso específico do Cruzeiro, e a oposição? Para que servia lá dentro? Ou nunca houve e todos são cúmplices?; na base do “não mexe na minha caixa preta que eu não mexo na sua, e todos continuamos nos dando bem!”.

Com grandes chances de acerto sabe-se antecipadamente as respostas, mas só depois da ação da polícia e da justiça, é que poderão ser respondidas sem risco de enfrentamento de ações por “dano moral”. No Brasil, há brechas de leis que facilitam demais a vida de ladrões, corruptos, chantagistas, gangsters e etecetera e tal. E eles têm uma força descomunal em todos os segmentos da sociedade.

A Folha de S. Paulo publicou uma das imagens mais chocantes no dia seguinte à derrota para o Palmeiras. O colombiano Orejuela é um dos poucos jogadores que merecem o respeito dos cruzeirenses.


Dissecando o Cruzeiro I: time grande cai sim! A maioria dos maiores do Brasil caiu

Sou desses que também não acreditava que o Cruzeiro seria rebaixado em 2019. Já namorou bastante com a segundona, mas com times muito piores, em situação bem mais difícil escapara em outras oportunidades. Com um elenco milionário como este iria cair? Com cartolas “espertos”, ainda com boas relações na CBF!? Só comecei acreditar, pra valer, quando o Palmeiras fez o primeiro gol. Não acreditava que o Ceará conseguisse um ponto contra o Botafogo, no Rio. Pois é!

Passadas as festas natalinas, empresariais e familiares, a vida volta ao normal por três dias, que são levados em “fogo baixo” e começam os festejos da virada do ano. No dia dois, aniversário do Cruzeiro, começa 2020. Quem de sã consciência poderia imaginar que um clube desses chegaria aos 99 anos de existência nesta situação?

Para os cruzeirenses deve estar parecendo um pesadelo, desses que a gente acorda assustado, no meio do sono, para constatar que era apenas uma noite mal dormida, que aquilo não aconteceu nem estava acontecendo. Que situação! Se fosse apenas o rebaixamento, seria apenas uma dor momentânea, com data marcada para o retorno à primeira divisão, em 2021, ano do centenário. Coisa normal no mundo do futebol, pois apesar dos cruzeirenses terem feito raiva nos atleticanos com a frase “time grande não cai”, desde 2005; Cai sim! A maioria dos maiores do Brasil caiu, e o Cruzeiro é apenas mais um da lista.

E nem se fala mais nos marginais que aprontaram aquela quebradeira no Mineirão, que obrigou o árbitro a acabar a derrota para o Palmeiras por 2 x 0 antes do tempo regulamentar. A impunidade continua protegendo-os e incentivando outros.


Agradecimento e votos de ótimo Natal e feliz ano novo

Este é o Grupo Carroça Teatral, de Sete Lagoas, que acaba de prestar uma emocionante homenagem à minha querida sobrinha Vanessa, aniversariante do dia. Estendo a homenagem às senhoras e senhores, amigos do blog, com os devidos agradecimentos por mais um ano de companhia e parceria nas informações e debates. Sou muito grato a todos vocês que leem e principalmente participam do blog com seus comentários. Excelente Natal a todos e um ótimo 2020.

Vale a pena conhecer o trabalho do Paulinho do Boi (esq.) e equipe, um grande artista, amigo e batalhador pela Cultura:

https://www.facebook.com/carrocateatral/?ti=as


E lá se foi o Luiz Perez, grande jornalista, grande figura humana, grande torcedor do América

Luiz (esquerda), Nancy, Rogério e Carmem Perez, irmãos de uma tradicional e querida família de Belo Horizonte. Nascidos e criados na Rua Lavras 825 (Bairro São Pedro). Hoje, lamentavelmente, o Luiz se foi, depois de lutar bravamente contra um câncer.

Não tive a honra de trabalhar com ele, que brilhou como jornalista da da TV Itacolomi e do Estado de Minas durante a maior parte da sua vida profissional. Querido demais por todos, especialmente em nosso meio jornalístico. Irmão do Rogério Perez, que foi meu chefe no Hoje em Dia, outra figura sensacional.

Torcedor fiel do América, Luiz estava com 78 anos de idade. Deixa a esposa Maria Honorina e os filhos Luizinho, Adriana (também jornalista) e o Rafael, atleticano dos mais fanáticos, da Galo Prates.

O bom humor sempre foi uma marca do Luiz e Rogério Perez. Neste momento de dor, força à toda família. Ficam a saudade e as ótimas lembranças dele.

Agradeço ao sobrinho dele, Leonardo, pelas informações.


Chico Fala #8 – Xuxa Meneguel no “Baile do Galo”

 

Quem lembra? Antes de ser a rainha dos baixinhos, Xuxa esteve no saudoso “Baile do Galo”, nos tempos de um Atlético histórico, hexacampeão mineiro. Vamos relembrar essa história?


 

 


Vale a pena ler de novo: “O Brasil jamais produzirá um técnico como Jürgen Klopp”

Foto: Globoesporte.com

Desde os tempos do Borússia Dortmund admiro o trabalho desse técnico. Foi um jogador razoável, tornou-se comentarista de TV depois que parou até encarar a vida de treinador de futebol. E construiu uma carreira de forma brilhante, absolutamente o “sustentável”, sem padrinhos e sem enganação, situações bem típicas no mundo da bola, principalmente no Brasil.

O jornalista Martin Fernandez escreveu no dia 14 de dezembro, coluna n’O Globo que revela detalhes da personalidade dele. Vale a pena ler, demais da conta:

* “O duro caminho de Jürgen Klopp ao topo”

Técnico do Liverpool chegou ao auge porque nunca transformou derrotas em crises

O Brasil jamais produzirá um técnico como Jürgen Klopp. Não se trata de crítica, mas de constatação após ler as quase 350 páginas de “Klopp”, biografia do treinador do Liverpool escrita pelo jornalista alemão Raphael Honigstein e lançada neste ano no Brasil pela editora Grande Área.

A começar pelo fato de que, em quase 20 anos à beira do campo, Klopp está apenas no terceiro emprego. O Liverpool acaba de anunciar a renovação de seu contrato até 2024. Antes disso, o treinador esteve sete anos no Borussia Dortmund e outros sete no modesto Mainz — onde também fora jogador; primeiro um atacante limitado, depois um lateral direito mais inteligente do que talentoso. Ao longo desses períodos, não faltaram convites para Klopp aceitar outros trabalhos e nem oportunidades para seus chefes se livrarem dele.

Lançada em 2017 na Europa, a biografia não cobre as duas últimas temporadas, justamente as duas em que o Liverpool de Klopp chegou à final da Liga dos Campeões. Por um lado é uma pena. Teria sido saboroso conhecer os bastidores da máquina de jogar futebol em que se transformou o clube inglês nas mãos do técnico alemão. Por outro, é um mérito. Assim fica mais claro que sua carreira foi forjada sob “muita lama, dívidas e medo” na segundona alemã do que graças às facilidades oferecidas pelo vasto orçamento de um gigante da Premier League.

O caminho rumo ao topo não teve os atalhos proporcionados por títulos no início da carreira, como aconteceu com Mourinho ou Guardiola. A trajetória de Klopp é marcada por uma quantidade razoável de rebaixamentos, não-acessos, vice-campeonatos. O tipo de relação estabelecida com empregadores, jogadores e torcedores sempre impediu que as derrotas se transformassem em crise ou rompimento. Ao contrário.

Há uma sequência especialmente dolorosa com o Mainz, que por dois anos seguidos (e por muito, muito pouco) não conseguiu subir para a primeira divisão da Alemanha. A reação de Klopp foi declarar: “Qualquer um que nos descartar estará cometendo um erro enorme”. Na temporada seguinte, com campanha pior do que as duas anteriores, o Mainz finalmente chegou lá.

Não era só palavrório para agradar torcida sofrida de time pequeno. Houve frustrações semelhantes com os gigantes Borussia e Liverpool, com respostas parecidas do treinador. A maneira quase desdenhosa como trata as derrotas contrasta (mas também combina) com o comportamento irascível e a exigência brutal nos treinamentos. “Era insano”, resume um de seus ex-jogadores.

O livro de Honigstein disseca os aspectos táticos dos times de Klopp, detalha sua bem sucedida passagem como comentarista de TV e descreve tanto a saudade de quem trabalhou com ele quanto o arrependimento de quem não o contratou quando teve oportunidade.

Há passagens hilárias e frases de antologia, que provavelmente deixariam contrariados muitos de seus colegas brasileiros. “Uma vitória por si só não é necessariamente emocionante”, é uma. Outra: “Futebol é teatro. Se não apresentarmos um desempenho soberbo, só duas pessoas estarão sentadas ali no final”.

É tão divertido ler “Klopp” quanto ver seus times em ação.


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