Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Com 46.924 pessoas no Mineirão, Atlético ficou com menos dinheiro que a FMF

Twittada do repórter Frederico Ribeiro‏ do jornal O Tempo @Fredfrm: “Borderô de Atlético x Tupynambás, no Mineirão apresenta FMF lucrando mais que o Galo: (R$ 51.314 x R$ 50.954). Foram 31.089 torcedores pagantes. A renda bruta de R$ 513.148 tem 10% pra FMF. Galo pegou somente 9,92% da renda bruta”.

***

E tem a parte técnica, né? Na derrota para o Cerro Ponteño na estreia da Libertadores foram três lances de gol duvidosos, inclusive o da vitória paraguaia. Na dúvida a arbitragem decidiu três vezes contra o Galo. Se fosse no Independência, pelo menos em um dos lances árbitro e bandeirinhas decidiriam a favor do mandante, não?

***

O borderô do jogo


Lá os clubes é que mandam; enquadram até a FIFA

O ex-craque alemão Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern de Munique comandou também a Associação dos Clubes Europeu (ECA), até 2017. Substituído pelo presidente da Juventus de Turim, Andrea Agnelli

Os grandes clubes brasileiros que nunca se unem em defesa dos seus interesses comuns deveriam se inspirar no mais recente exemplo dos coirmãos europeus. A FIFA quer passar o Mundial entre eles para 24 clubes, sendo oito da Uefa (Europa), seis da Conmebol (América do Sul), três para AFC (Ásia), CAF (África) e Concacaf (América do Norte, Central e Caribe), e mais um da OFC (Oceania). Pois, os europeus, unidos por meio da Associação Europeia de Clubes (ECA) disseram “não” e estão fora. Principalmente porque a FIFA simplesmente quer impor isso, sem conversar com nenhum clube antes.

Igual a CBF faz no Brasil e a Conmebol no América do Sul. Quem faz o espetáculo são os clubes, que têm altíssimos custos para montar seus times, mas quem decide suas vidas e têm os maiores lucros são as entidades.

O assunto vai render e a dona FIFA terá de negociar tudo com essa associação europeia se quiser ter os maiores do mundo neste novo Mundial.


Morte do Rafael Hensel nos faz pensar e repensar a vida, que é curta, imprevisível

A vida e as surpresas que ela apresenta. Semana passada lembramos aqui o primeiro ano da morte do Bebeto de Freitas que na época abalou a todos, não só pela grande figura que era, mas principalmente por estar bem de saúde, e em pleno exercício das atividades profissionais.

Esta semana outra péssima surpresa com a morte por infarto do jornalista/radialista catarinense Rafael Hensel, 45 anos de idade. Foi um dos seis sobreviventes do voo da Chapecoense que matou 71 integrantes da delegação em 2016. Morreu jogando uma pelada. Socorrido na quadra, chegou sem vida ao Hospital em Chapecó.

Uma figura do bem, querida por todos do meio jornalístico, pelo público e pessoas que conviviam com ele.

Nos faz pensar e repensar a vida, que é curta, imprevisível. Que não levamos dada material para o além e que a ganância, excesso de vaidade e poder a qualquer custo não nos levam a nada. Só atrapalham e impedem que tenhamos um mundo melhor.

Hensel fez a parte dele e deixa bons exemplos e muita saudade! Que descanse em paz.


Rodriguinho vai se confirmando como a grande aquisição do ano e titular absoluto

Além de marcar o primeiro gol, aos seis minutos, Rodriguinho (foto do Vinnícius Silva/CEC) foi novamente um dos melhores em campo, no dia em que completou 31 anos de idade. Os venezuelanos correram e jogaram mais do que se esperava, por tudo que estão passando no país e pelas dificuldades de viajar até Belo Horizonte. Só tomaram o segundo gol aos 49 do segundo tempo, marcado pelo Jadson.

O Cruzeiro cumpriu bem o dever de casa ao vencer o venezuelano Deportivo Lara. Já tinha feito melhor ainda o “dever fora de casa” ao derrotar o Huracán em Buenos Aires e está em situação tranquila no Grupo B da Libertadores com vistas à classificação. Seis pontos, enquanto o Emelec tem dois, Huracán e Deportivo 1.

Pela Libertadores o time volta a campo quarta-feira que vem contra o Emelec, em Guayaquil, no Equador. Pelo Mineiro, domingo, clássico contra o América, 16 horas no Mineirão.


Condição física e muito mais dinheiro fazem diferença na hora de decidir. O América se aproveitou disso ontem; daqui em diante, Atlético e Cruzeiro

Entre os três maiores do estado o América foi o que teve a maior dificuldade de passar às semifinais do campeonato estadual. E este jogo contra a Caldense, no Independência, mostrou bem a diferença entre o “conjunto da obra” de um clube com muito mais dinheiro que o outro nos momentos decisivos: o primeiro gol do Coelho só saiu aos 37 do segundo tempo, quando o adversário já estava pondo a língua para fora, de tão cansado. E o cansaço foi o responsável pela trapalhada da defesa, quando o goleiro e mais dois defensores não conseguiram raciocinar devidamente e nem tiveram forças para sair jogando, num lance que seria absolutamente tranquilo, caso eles estivessem em condições físicas razoáveis. Viçosa se aproveitou, deu um belo chute por cobertura e Matheusinho empurrou para a rede. O segundo gol, do João Paulo, foi aos 46, para sacramentar.

A tendência é que essa diferença de milhões em investimentos faça diferença também nas semifinais. No caso do América, não na condição física em relação ao Cruzeiro, já que nisso eles se equivalem, pois têm ótimos profissionais e estruturas. Mas, na qualidade técnica, em que os melhores jogadores costumam decidir em um ou dois lances.

No Atlético x Boa, a diferença se fará sentir em todos os aspectos, a não ser que uma zebra gigante ou o “Sobrenatural de Almeida” do Nélson Rodrigues, dê as caras em Varginha.

Lembrando que a desigualdade na distribuição de verbas da TV somente no Campeonato Mineiro é impressionante: Atlético e Cruzeiro, cada um, R$ 6,15 milhões; América R$ 2,9 mi; os do interior R$ 300 mil, cada.

O jogo do Galo será sábado às 18 horas em Varginha, e o clássico, domingo, 16 horas, no Mineirão.


Parabéns ao Clube Atlético Mineiro, 111 anos. Paixão maior de milhões mundo afora!

Homenagem do blog também ao Alexandre Kalil, que hoje chega aos 60 anos de idade; ao saudoso Vicente Mota, autor do hino, bonito demais da conta; e à massa alvinegra, fantástica, razão de ser Galo:

“Nós somos do Clube Atlético Mineiro

Jogamos com muita raça e amor

Vibramos com alegria nas vitórias

Clube Atlético Mineiro

Galo Forte Vingador

 

Vencer, vencer, vencer

Este é o nosso ideal

Honramos o nome de Minas

No cenário esportivo mundial

 

Lutar, lutar, lutar

Pelos gramados do mundo pra vencer

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer

 

Nós somos campeões do gelo

O nosso time é imortal

Nós somos campeões dos Campeões

Somos o orgulho do esporte nacional

 

Lutar, lutar, lutar

Com toda nossa raça pra vencer

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer”

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer

 

Nós somos campeões do gelo

O nosso time é imortal

Nós somos campeões dos Campeões

Somos o orgulho do esporte nacional

 

Lutar, lutar, lutar

Com toda nossa raça pra vencer

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer”


Valeu pela festa dos 111 anos e pela classificação mas o futebol do Galo foi aquém do esperado

Um dos grandes nome do rap nacional, o belorizontino Djonga (www.facebook.com/DjongaDV/), com o filho no Mineirão 

Não foi fácil apesar do placar de 3 a 1. O Atlético entrou pressionado pela obrigação de vencer, pela goleada que o Cruzeiro deu no Patrocinense no mesmo local 24 horas antes e o clima de “já ganhou” implantado por grande parte da imprensa e pela festa de 111 anos, cuja data oficial é a segunda-feira, 25.

A retranca era esperada e foi muito bem feita pelo Tupynambás que tomou o primeiro gol no único vacilo da marcação sobre o Cazares até então. Depois do gol o jogo deixou de ser ataque contra defesa e o time de Juiz de Fora andou levando perigo ao gol do Victor.

Time até então sem velocidade e pouco vibrante, melhorou neste aspecto com a entrada do Bolt, que deu passe para o Cazares marcar o segundo gol. Num contra ataque o Tupinambás conseguiu um pênalti. Pela TV, na repetição do lance, dá pra ver que foi fora da área, mas o árbitro não tem este recurso no momento exato da jogada e por isso, na dúvida, apitou. A partida ficou tensa depois deste gol já que um empate levaria a decisão para as penalidades. Mas Ricardo Oliveira, cobrando falta, aliviou tudo e matou o jogo com o terceiro gol.

Não destaco ninguém individualmente. Guga jogou “mais ou menos”, fazendo lembrar Patric, porém, sem correr tanto quanto ele.

Bonito mesmo fez a torcida que compareceu em 46.924 pessoas e fez festa dentro e fora de campo, pela vitória e principalmente pelos 111 anos, de amanhã.

Fotos: site do Atlético


Campeonato mineiro começou pra valer, com goleada do Cruzeiro e Boa eliminando Tombense nos pênaltis 

Foto: @Cruzeiro

O Cruzeiro jogou muito e o placar ficou até de bom tamanho para o Patrocinense, que pensou em usar uma forte retranca para apostar num contra ataque ou num empate sem gols. Sem chance, já que logo aos sete minutos Fred abriu a porteira e na sequência  Rodriguinho (dois) e Marquinhos Gabriel (dois) completaram a goleada. Aliás, como se encaixaram bem no time estas duas ótimas aquisições cruzeirenses.

Em Varginha o Boa eliminou o Tombense nos pênaltis, depois de 1 a 1 no tempo normal.

Hoje tem Galo x Tupynambás, 16 horas no Mineirão e amanhã América x Caldense fecham essa primeira rodada decisiva do campeonato que apontará os semifinalistas.


Dátolo está bem na Argentina, mas pensa no Galo todo dia

Penso que Dátolo tem muita bola e condição física para jogar no Atlético atual. Não só pelo que rende em campo, mas principalmente pela identificação dele com o clube e torcida. É um dos gringos que mais se apaixonaram pelo Galo e por Belo Horizonte que já tivemos notícia. Nas rodas particulares de conversa ele sempre fala da importância da torcida e que o Atlético deveria fazer como o Boca Juniors, com todo jogador que é contratado: uma aula sobre a história da instituição, do respeito que se deve ter pela camisa, dos grandes exemplos de dedicação de jogadores, treinadores, dirigentes e principalmente dos torcedores, que ajudaram a construir uma história tão longa, de mais de um século. E quem veste essa camisa tem a obrigação de ajudar a manter a trajetória de grandeza, além da honra que poucos têm de ter seu nome gritado nos estádios onde o time joga. Seria primeira o primeiro trabalho do recém contratado pelo clube, antes do primeiro treino.

Aliás, Dátalo é um jogador que poderia passar pelo mesmo processo que o Leonardo Silva está passando no Galo, para se tornar um executivo do clube. Tem perfil semelhante. Mas, para jogar, quem decide é o treinador. E pelo que ele disse esta semana, o Levir Culpi não acha que haja lugar no elenco para ele, conforme essa reportagem do Thales Fernandes, no Uol:

* “Dátolo se declara ao Atlético-MG e diz que Levir não quis sua volta”

Jesus Dátolo nasceu em Carlos Spegazzini, na região metropolitana de Buenos Aires. O coração, no entanto, não está nas imediações da capital argentina. Pelo contrário. O meia-atacante se apaixonou pelo Atlético-MG e sonha com uma volta ao clube, com o qual venceu Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana. Hoje no Banfield, onde fez três gols e deu uma assistência nos últimos seis jogos, o jogador não esconde de ninguém que o seu desejo é retornar à Cidade do Galo. Nos últimos dias, inclusive, chegou a conversar com o presidente Sérgio Sette Câmara sobre um retorno, mas ouviu que Levir Culpi não tem interesse em sua contratação. A informação foi divulgada inicialmente pela Rádio 98fm (mais…)


O que se salva do Campeonato Mineiro, e de todos os estaduais?

Vitor Lima Gualberto (em primeiro plano) responsável pela comunicação e marketing do Tupynambás, em self com a diretoria, comissão técnica e o time no vestiário do Mário Helênio, após o jogo contra o Atlético

Para não ser injusto, não direi secamente, “nada”. Afinal de contas, até de tragédias aproveitamos alguma coisa, tiramos lições. Mas é muito pouco para tanto tempo consumido e tanta paciência do torcedor para aguentar. Dá até dó dos colegas jornalistas, radialistas, principalmente os da Rede Globo (dona do “espetáculo”), tirando água de pedra, se esguelando e inventando frases, reportagens e “feitos” para inventar motivações e emoções desses jogos enfadonhos, maioria de péssima qualidade técnica. Velhos ou rodados jogadores, treinadores, em estádios e ou gramados que dificultam mais ainda, sem falar na fórmula (considerada a melhor dentre todos os estaduais, pasmem!), em que 12 times jogam entre si para 8 se classificarem à fase decisiva.

Soma-se a isso a inacreditável divisão do bolo dos direitos televisivos entre os “concorrentes”: quase 10 milhões para o Atlético, para o Cruzeiro, em torno de R$ 3 mi para o América e R$ 300 mil para cada um do interior.

Tudo bem, já que todo ano reclamamos a mesma coisa e quem tem o poder não muda, falemos de alguma coisa positiva, enquanto a decadência continua, até que todos se ferrem com a chegada do fundo do poço.

Um dos jornalistas da prateleira de cima do país, Alexandre Simões @oalexsimoes, do Hoje em Dia, deu o veredito e concordo com ele: “Primeira fase do Campeonato Mineiro termina com reservas sendo os destaques de @Atletico e @Cruzeiro. Alerrrandro e David mostraram muito serviço. França, do @AmericaMG , também aproveitou as oportunidades. Concordam? Quem é o destaque de vcs?”

Entre estes três, gostei mais do França, mas o América tem também o Zé Ricardo, para mim, o melhor de todas as promessas do futebol mineiro. Importante demais no time. Acredito que tem futebol e personalidade para jogar em qualquer clube do país.

Fora das quatro linhas, efusivas palmas para todos do Tupynambás, tradicionalíssimo clube de Juiz de Fora (15 de agosto de 1911), com duas passagens anteriores pela primeira divisão mineira: 1934 e 1969.

Há quatro anos um grupo competente assumiu o clube, conseguiu colocá-lo na terceira divisão, subindo consecutivamente até chegar à primeira este ano e não cair. Pelo contrário, fez bonito, está na fase decisiva e tem boas perspectivas de futuro sustentável.

O brilhante juizforano Vitor Lima Gualberto‏ @vitorlimag, criador de um site que ficou famoso e que prestou ótimos serviços ao futebol do interior (segundonamineira.com.br), escreveu após o término da última rodada: “Março de 2016: clube sem futebol profissional e com as portas praticamente fechadas. Março de 2019: equipe na elite do #FutebolMineiro e com vaga assegurada na #SerieD2020. Nada disso seria possível sem o trabalho. Parabéns a todos: diretoria, comissão técnica e atletas.#Leão”.

Nessa carência de bons dirigentes e gestores de futebol no Brasil, principalmente em Minas, o que tem sido feito no Tupynambás precisa ser estudado. O Albertinho Simão é um dos protagonistas lá. Já falei da competência dele aqui no blog. Inquieto, fez ótimo trabalho no América, nem tanto no Villa, mas foi bem demais agora no “Baeta”.


Página 4 de 1.088« Primeira...23456...102030...Última »