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De Bruno no Flamengo a Fábio no Cruzeiro: uma ótima entrevista com Robertinho, o treinador de goleiros que faz diferença

Foto do Vinnicius Silva/Cruzeiro

A história do Robertinho é muito parecida com a de milhões de brasileiros: queria ser jogador de futebol na infância e tentou enquanto deu. Quando sentiu que não daria tratou de pensar em outra ocupação, mas dentro do futebol. Bateu em várias portas e agarrou as oportunidades que obteve. Com força de vontade, humildade e muita criatividade conseguiu ocupar o seu espaço e hoje é um das referência entre os preparadores de goleiros do futebol brasileiro graças aos métodos diferentes, que ele mesmo desenvolveu.

Robertinho concedeu ótima entrevista ao Henrique André, do Hoje em Dia, que vale a pena ler:

“Das ligações a cobrar para Itair ao trabalho-referência no país: a trajetória de Robertinho”

Henrique André

hcarmo@hojeemdia.com.br

O menino de Coronel Fabriciano, cidade do Vale do Aço, que sonhava em ser goleiro profissional desde a infância, tornou-se referência no Brasil, mesmo sem a camisa 1. Das noites em que se deitava às 19h e ficava até às 22h sonhando com as entrevistas à imprensa e com todo o glamour do mundo da bola ao árduo trabalho como um dos principais treinadores do país, Roberto Barbosa dos Santos, o Robertinho, encarou vários desafios.

Responsável por cuidar dos goleiros da Raposa desde 2010, o treinador de 45 anos recebeu de braços abertos o vice-presidente Itair Machado e fez o papel de revelar suas qualidades para quem não o conhecia quando chegou ao clube. Tudo por gratidão.

Nesta entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, Robertinho conta como iniciou a vida no futebol, relembra das ligações à cobrar para Itair, quando, pelo telefone público, pedia emprego no Ipatinga, fala da experiência com Bruno no Flamengo, diz como é a convivência e os desafios com Fábio, Rafael e demais goleiros do Cruzeiro, e muito mais.

Como começou a sua relação com o futebol?

Eu desde sempre gostei de futebol e sempre como goleiro. Nas peladas eu era sempre o primeiro a ser escolhido; era o melhor e o único que queria ir no gol era eu. Com 12 anos, já jogava bola no meio do adulto. Menino do interior, muito pobre, família bem humilde. Eu tinha um vizinho e, com 13 anos, ele marcou um teste aqui no Cruzeiro. Estava indo até bem, estava treinando e quebrei o dedo. Chegou um goleiro de Ubá, de 1,92m, e eu tinha um metro e meio. Acabei dispensado por causa do tamanho. Fui para o Santa Tereza, onde joguei o campeonato de infantil. No ano seguinte fui para o América, onde joguei o campeonato de juvenil. Fizemos um jogo no Rio de Janeiro e uma pessoa do Bangú me convidou. Peguei minha mala, sem avisar ninguém, e fui pra lá. Joguei por um tempo no Rio, até no profissional. O Palmieri, que foi goleiro lá, me levou para o Botafogo de Ribeirão Preto. Depois recebi um convite para jogar no nordeste e acabei aceitando; para mim, um grande erro da minha carreira, porque deixei um grande centro que é São Paulo e ir para o interior de Alagoas. Fiquei por lá, casei, tive filhos e, como atleta, as condições eram ruins. Com salários atrasados, resolvi não seguir mais a carreira, por causa da responsabilidade com a família. Passou um tempo, eu estava na minha fabriquinha de camisas e escutei na rádio que a comissão do Asa, de Arapiraca, tinha toda ido embora. Resolvi pedir emprego, mesmo contra a vontade da minha mulher, e fui. Bati na porta, sem ninguém me conhecer, aí o Chiquinho, o técnico, me deu uma oportunidade. Foi na época que o Asa tirou o Palmeiras da Copa do Brasil. Eu ganhava 400 reais por mês e nunca recebi um salário integral. Assim foi o início da minha carreira, com muito sofrimento, mas eu acreditava na força do trabalho e no potencial que eu tinha, embora muito jovem. Sabia que com o tempo as coisas iam melhorar pra mim.

Como você chegou ao Ipatinga?

Eu estava na Catuense-BA, e o Ipatinga estava numa fase muito boa, disputando a Série C do Brasileiro e o Estadual. Descobri o telefone do Itair Machado e ligava para ele à cobrar, lá da Bahia, porque não tinha celular e nem nada. Usava o orelhão. E não é que ele me atendia? Lembro disso com muito carinho. Lá no passado, mesmo sem me conhecer, ele não virou as costas pra mim. Ele dizia para eu ir ligando que, assim que surgisse uma oportunidade, ele me dava uma chance. Cansei de lá, peguei minhas coisas e fui para Ipatinga. Chegando, vi o time parado. Acabou que o Itair e o Amarildo me contrataram e fui treinar os goleiros. No ano seguinte (2005) ganhamos o Campeonato Mineiro, que foi um privilégio.

E a ida para o Flamengo, como foi? (mais…)


Proezas do América que vence o Santos lá e cá mas consegue perder para o Paraná, também lá e cá!

Com o golaço do Matheuzinho o América venceu o Santos pela segunda vez neste Brasileiro. No turno ganhou na Vila Belmiro na estreia do Adilson Batista.  Foto do Mourão Panda/América.

A ciranda do futebol costuma apresentar situações incríveis. O Coelho ganhou as duas do time paulista, mas conseguiu a proeza de perder as duas para o Paraná, pior time do campeonato. Que em compensação empatou com o Palmeiras hoje, dando ainda esperanças ao Flamengo que ganhou do Sport em Recife por 1 a 0.

Por isso é que estava certo o Givanildo depois da derrota para o Inter em Porto Alegre: “Tem nada que desanimar, pois no futebol tudo é possível”.

Agora o Coelho vai a São Paulo enfrentar o Palmeiras. Se o Paraná tirou pontos do time do Felipão, os comandados do Givanildo também podem.


Como disse o Henrique André: “maior goleada do Atlético no campeonato”

Elias voltou a jogar muito, melhor em campo neste 1 a 0 sobre o Bahia. Cazares foi outro destaque positivo, interessado no jogo e eficiente, além do belíssimo gol. Segunda vitória consecutiva, não importa que por placar mínimo. Se existisse “meio a zero” estaria de ótimo tamanho também. Ou, como disse o jornalista Henrique André, do Hoje em Dia: “maior goleada do Atlético no campeonato”.

A briga pela última vaga da Libertadores continua intensa, com Santos e Atlético-PR na cola. O time paranaense venceu o Vitória em Salvador e receberá o Corinthians quarta-feira. O Santos tem o América hoje no Horto e na próxima rodada o Botafogo na Vila Belmiro. O Galo vai a Porto Alegre encarar o Inter.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Palmeiras 70 34 20 10 4 55 23 32 69
Internacional 65 34 18 11 5 47 25 22 64
Flamengo 63 34 18 9 7 53 27 26 62
Grêmio 59 34 16 11 7 45 25 20 58
São Paulo 59 34 15 14 5 45 31 14 58
Atlético-MG 53 35 15 8 12 51 39 12 50
Atlético-PR 50 35 14 8 13 49 34 15 48
Cruzeiro 49 34 13 10 11 31 31 0 48
Santos 46 34 12 10 12 40 33 7 45
10° Bahia 44 35 11 11 13 37 40 -3 42
11° Botafogo 44 34 11 11 12 34 43 -9 43
12° Corinthians 43 35 11 10 14 34 33 1 41
13° Fluminense 41 34 11 8 15 31 42 -11 40
14° Vasco 39 35 9 12 14 39 47 -8 37
15° Sport 38 34 10 8 16 32 53 -21 37
16° Ceará 38 34 9 11 14 29 36 -7 37
17° Chapecoense 37 34 9 10 15 31 47 -16 36
18° Vitória 36 35 9 9 17 34 57 -23 34
19° América-MG 34 34 8 10 16 27 41 -14 33
20° Paraná Clube 21 34 4 9 21 15 52 -37 21

 


As experiências do Cruzeiro na reta final e os campeões de troca de técnicos e de clubes

Até no banco o Cruzeiro experimenta e dá “rodagem” ao auxiliar Sidnei Lobo, que substitui Mano Menezes que está de licença para tratamento médico. Foto do SuperFC que mostra à esquerda o Samuel Venâncio, da Itatiaia.

Assuntos como sempre muito bem abordados pelo Fernando Rocha na coluna dele deste domingo no Diário do Aço de Ipatinga:

* “Motivação extra”

Diante do Corinthians no meio da semana, a estratégia que o Cruzeiro vem aplicando nesta reta final do Brasileirão, deu o resultado esperado, ou seja, escalou o time titular com a maioria de reservas ou jogadores jovens, que não tiveram chances reais até então, e entram mais motivados.

A atuação do atacante Deivid, autor do gol da vitória por 1 a 0, para muitos o melhor em campo, é um exemplo disso, mas outros como o artilheiro Fred, Lucas Romero e Patric Brey, também tiveram bom rendimento.

A ausência do técnico Mano Menezes na beira do gramado, em razão de uma licença médica, não foi muito sentida, já que seu auxiliar Sidney Lobo segue a mesma linha de trabalho do comandante celeste.

Sem almejar mais nada na competição e só cumprindo tabela, o próximo desafio do Cruzeiro será encarar neste domingo o São Paulo, no Morumbi, que luta por vaga no G-4, para ir direto à fase de grupos da Libertadores.

Uma nova e ótima oportunidade para os jogadores que não vinham atuando, mostrar serviço e garantir o emprego ou uma transferência para outro clube na próxima temporada.

Relação promíscua

A demissão pelo Real Madrid do técnico Julen Lopetegui e, a efetivação quinze dias depois do interino, Santiago Solari, pôs o dedo na ferida de um problema que acontece no mundo inteiro, sobretudo no Brasil, no que se refere às relações entre clubes e treinadores, hoje de uma promiscuidade ilimitada.

Na Espanha, uma regra que limita em duas semanas o período de interinidade dos treinadores nas equipes, obrigou o gigante Real Madrid a tomar esta decisão.

Se essa norma fosse aplicada aqui, certamente não resolveria todos os nossos problemas no trato entre clubes e técnicos, mas colocaria um pouco de ordem nessa bagunça de hoje em dia.

Uma excelente matéria publicada pelo “globoesporte.com”, mostrou em detalhes os números da loucura atual praticada no futebol brasileiro, apurando que a média de permanência de um técnico por aqui é de seis meses e meio.

Somente na era dos pontos corridos iniciada há 15 anos atrás, Bahia e Atlético-PR tiveram  63 treinadores. Em média, os 21 clubes estudados tiveram 42,5 técnicos de futebol nesse mesmo período.

Há uma total falta de critério, regras, para se contratar e demitir esses profissionais por parte dos clubes, mas é preciso também destacar, que em função dessa relação deteriorada, também se tornaram frequentes as interrupções de trabalho por iniciativa de treinadores.

Então, seria de bom tamanho limitar também a quantidade de clubes que um treinador possa assumir num ano, desde que, ele tenha saído por vontade própria.

FIM DE PAPO

  • No Brasil há uma cultura sobre leis que pegam e outras que não pegam. Geralmente as que pegam são aquelas que estabelecem pesadas multas aos infratores. No futebol não é diferente e só haverá uma mudança deste quadro se houver regulamentos específicos, multas pesadas, para punir com rigor a insanidade atual. Um exemplo recente é o do  Atlético,  que teve o técnico Thiago Larghi mais tempo como interino do que efetivo. Trouxe para seu lugar Levir Culpi, que está na sua quarta passagem pelo clube em menos de 15 anos.
  • O América, à beira de cair novamente à Série B nacional, já teve quatro treinadores este ano. Trouxe agora Givanildo Oliveira, que está na quinta passagem pelo clube, com a missão de ser novamente o “salvador da pátria”. Aliás, Givanildo e Paulo César Gusmão são os recordistas em pular de galho em galho e lideram este ranking bizarro e extravagante: já tiveram passagens por 29 clubes diferentes desde 2003 quando se iniciou a era dos pontos corridos.
  • Outro que pode ser considerado um campeão de trocas é Celso Roth, contratado e demitido três vezes só pelo Vasco da Gama em menos de uma década. O “papai” Joel Santana já comandou o Flamengo cinco vezes e o Vitória contratou Wagner Mancini quatro nos últimos dez anos. O já falecido Mário Sérgio Pontes de Paiva foi o que ficou menor tempo no cargo, demitido pelo Botafogo apenas nove dias depois de ser contratado,  um exemplo claro dessa permissividade que reina no futebol brasileiro.
  • A bagunça também atinge em cheio o mercado de jogadores, pois não há uma regulação mais severa e a qualquer momento do ano nossos clubes contratam ou dispensam a seu bel prazer, de acordo com o barulho vindo das arquibancadas. Mas já passou da hora de impor limites e, ao menos,  copiar o exemplo do futebol espanhol, o que não seria nada demais, para frear um pouco a insanidade dos nossos cartolas e também a ganância de muitos treinadores. (Fecha o pano!)
  • Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga

Se o futebol foi feio contra o pior dos times, o que o importa são os três pontos. Bom demais da conta

Jogo dos piores, arbitragem horrorosa, mas valeu a pena ver mais um pênalti impecavelmente batido pelo Fábio Santos, que garantiu os três pontos em Curitiba. A essa altura, isso é o que importa, na esperança de ver o Atlético entre os seis primeiros até o término do campeonato. E imaginar que ano passado, contra o Palmeiras no Independência, jogo empatado, o atacante Fred toma a bola das mãos do Fábio Santos, bate e perde o pênalti que poderia ter sido o da vitória. O Atlético ficou fora da Libertadores por um ponto.

Vejo atleticanos dizendo que, “com um futebol desses, melhor ficar fora da Libertadores para não dar vexame”. Nada mais insensato! Classificado para uma grande disputa, a mais importante do continente, todo clube tem que se virar para competir em alto rendimento. A diretoria é obrigada a se virar e montar um elenco à altura da própria tradição da instituição e da disputa.

O adversário desta noite é o pior entre os 20 disputantes mas venceu o América em Belo Horizonte, praticamente rebaixando o Coelho. Porque o então time do Adilson Batista não teve competência para vencê-lo. Contra adversários assim, basta mais vontade que a vitória acontece, mesmo que pelo placar mínimo como foi hoje. Parecia que o Galo estava com preguiça em campo, mas não; é a qualidade do grupo que o treinador tem nas mãos. Muito fraco, com poucos jogadores fazendo por merecer vestir essa camisa. E são estes que garantem pontos valiosíssimos como estes.


Flávio Anselmo manda avisar: está de volta; o pior passou!

Flávio Anselmo (direita) em frente à famosa Queen’s Place, lanchonete/casa de chá, em estilo inglês, em Brasília, onde passou uns dias com o irmão Fábio, que mora lá há algumas décadas

Com que prazer recebi, ontem, essa mensagem do comentarista Flávio Anselmo, numa postagem do dia 04 de junho de 2015, cujo título era: “Comentarista Flávio Anselmo sofre grave acidente mas se recupera bem”:

* “Meu caro Chico Maia,

faz três anos que tive o acidente e estive entre a vida e a morte. Fui salvo pelas orações dos amigos, pelo amor de Deus e de Nossa Senhora, pelos cuidados de minha família e atenção dos médicos do Vila da Serra e dos milhares de amigos, entre eles você. Agora por favor substitua esta manchete que está na página há tantos anos:

Agora deve ser: Flávio Anselmo recupera-se, faz comentários no facebook, na rádio proativa de Betim, do Marcos Russo e em breve estará de volta á televisão e ao rádio da capital. Analisa as várias propostas que recebe….” Um abração, Chiquinho do meu coração.”

Já falei em várias oportunidades da gratidão que tenho pelo “Comentarista de Peito Aberto”. O Flávio foi a pessoa que mais me ajudou quando, aos 18 anos, vim de Sete Lagoas para Belo Horizonte, com suas orientações paternais, ensinamentos e cobranças de chefe ao aspirante a repórter de uma grande rádio da capital. Aquele apoio fundamental para um iniciante na luta por um espaço entre feras, do bem e do mal. De lá para cá, cobri nove Copas do Mundo, seis olimpíadas e muita história pra contar.

Segui direito as orientações do bravo chefe caratinguense, que não pensava duas vezes para esbravejar com os comandados quando necessário. E sempre era necessário. Tipo de chefe raro atualmente, quase em extinção. Hoje o sujeito fala ou escreve um monte de bobagens, repete velhos surrados jargões e fica por isso mesmo. Olhos e ouvidos do consumidor de notícia viraram penico. Não se respeita mais a inteligência alheia; felizmente, ainda com ótimas exceções.

Fábio e Flávio Anselmo, nomes e aparência quase idênticos, além da característica comum dos filhos do Seu Dico e D. Geralda, de Caratinga: gente boa toda vida!


Em Portugal a dança dos treinadores também assusta

Acessei uma página do esporte do RTP (Rádio e Televisão de Portugal)Notícias de abril do ano passado, quando os portugueses estavam espantados com tanta troca de treinadores pelos clubes do país. Vale conferir:

* “Dança de treinadores vai no 19º”

E quando se pensava que já não aconteceriam mais mudanças de treinadores neste campeonato… aí está a 19ª (!).Jorge Simão sai do Sp. Braga.

Eis as 19 saídas:

1º – Paulo Gusmão (Maritimo)
2º – Velasquez (Belenenses)
3º – Sanchez (Boavista)
4º -Capucho (Rio Ave)
5º – Pepa (Moreirense)
6º – Carlos Pinto (Paços)
7º – Fabiano Soares (Estoril)
8º – José Peseiro (Sp. Braga)
9º – Jorge Simão (Desp. Chaves)
10º – José Mota (Feirense)
11º – Manuel Machado (Nacional)
12º – Petit (Tondela)
13º – Lito Vidigal (Arouca)
14º – Pedro Carmona (Estoril)
15º – Jokanovic (Nacional)
16º – Inácio (Moreirense)
17º – Manuel Machado (Arouca)
18º – Quim Machado (Belenenses)
19º – Jorge Simão (Sp. Braga)

Sp. Braga, Belenenses, Arouca, Nacional, Moreirense e Estoril já tiveram três treinadores.

Sp. Braga – José Peseiro, Abel e Jorge Simão.

Belenenses – Velasquez, Quim Machado e Domingos Paciência.

Arouca – Lito Vidigal, Manuel Machado e Jorge Leitão.

Nacional – Manuel Machado, Jokanovic e João de Deus.

Moreirense – Pepa, Inácio e Petit.

Estoril – Fabiano Soares, Pedro Carmona e Pedro Emanuel.

Nunca se viu nada assim nos campeonatos deste século. Ainda faltam quatro jornadas para o final da competição, teremos ainda a 20ª saída?

https://www.rtp.pt/noticias/1a-liga/danca-de-treinadores-vai-no-19_d997679


No vai e vem dos treinadores, os que duram mais no cargo dão mais retorno, salvo raras exceções

Mário Sérgio, que morreu na tragédia do voo da Chapecoense, foi o treinador demitido mais rápido desde 2003: nove dias, pelo Botafogo.

O Luiz Ibirité sugeriu reportagem bem interessante do Globoesporte.com sobre a permanente troca de treinadores dos clubes brasileiros. Não é à toa que os clubes que menos trocam se dão melhor ao longo do tempo. Atualmente Mano Menezes, bi-campeão da Copa do Brasil com o Cruzeiro é o mais longevo. O Atlético teve suas grandes conquistas com técnicos que duraram bastante como Cuca e Levir Culpi. Em 2016 o América fez a bobagem demitir Givanildo Oliveira com apenas cinco rodadas do Brasileiro da Série A, no momento que o time somanda três derrotas e dois empates. E não resolveu o problema já que o time foi rebaixado de forma vexatória naquele ano. Agora contrata o mesmo Givanildo para cinco jogos, quando deveria ser para, no mínimo, até o final de 2019, pensando num trabalho mais aprofundado.

A grande questão é acertar na contratação do treinador certo, pois aí não haverá necessidade de mudança durante um campeonato, mesmo quando o time passar por momentos ruins. É o caso do Cruzeiro com Mano, Grêmio com Renato Gaúcho, Palmeiras com Felipão, Cuca no Santos e agora com Levir no Galo, para ficar apenas nestes exemplos. São profissionais consagrados, capazes de aguentar os trancos e solavancos após derrotas e empates que não descem bem na goela da torcida e da imprensa.

Confira a reportagem sugerida pelo Luiz:

* http://interativos.globoesporte.globo.com/futebol/especial/rotatividade-dos-tecnicos


Fim dos estaduais é utopia, mas há solução possível

Imagem: www.superlutas.com.br

No post anterior o jornalista Fernando Rocha abordou este tema e também falou sobre a situação financeira do Atlético na coluna dele no Diário do Aço de Ipatinga.

Sobre o campeonato estadual tenho uma sugestão de solução que foi formatada pelas diversas opiniões de comentaristas aqui do blog: que a disputa seja nos moldes da Copa do Mundo, em um mês, reunindo os quatro primeiros colocados do ano anterior e 28 classificados que disputariam eliminatórias durante o ano quase todo. Com todo mundo no mesmo balaio, sem essas bobagens de Módulo I, Módulo II e Segunda Divisão.

Sobre dívida do Atlético e demais grandes clubes brasileiros a história é sempre a mesma: chegam a este ponto porque gastam mais do que arrecadam. Simples assim, mas raros dirigentes enxugam a folha de funcionários e do departamento de futebol. Jogam dinheiro pela janela com estruturas absurdamente inchadas. Contratam montes de pernas de pau ou ex-jogadores em atividade, profissionais complicados fora das quatro linhas ou sem condição física para atuar em alto rendimento. Não passam uma “lupa” ou um “pente fino” antes de bater o martelo e assinar o contrato. Também tem a história do prazo de duração de contratos. Jogadores em fim de carreira ou de qualidade duvidosa ganhando três, quatro e até cinco anos de contrato. Só pode dar errado!


Os estaduais na corda bamba e a aventada venda do Shopping do Atlético  

Foto: Sindilojasbh

A sempre muito boa coluna do Fernando Rocha no Diário do Aço de Ipatinga:

* “Ficam os dedos”

O assunto mais comentado durante a semana no âmbito do futebol estadual foi a declaração de um diretor da área financeira do Atlético, que ao detalhar as dificuldades que o clube enfrenta no momento, com salários dos jogadores atrasados há dois meses, sugeriu a venda da parte que sobrou de participação acionária do clube em um shopping da capital, visando o  equacionamento de dívidas urgentes.

O Atlético teria hoje um passivo de aproximadamente R$ 600 milhões, embora tenha renegociado com o governo federal a maior parte desse valor, que é referente a dívidas fiscais consolidadas.

Mas existem pendências com fornecedores, dívidas trabalhistas  em fase final de execução, além de vários milhões já pendurados no prego mais alto da Fifa, que pode lhe render pesadas punições a qualquer momento.

Resta-lhe 49% do shopping avaliado em R$ 300 milhões,- a outra parte de 51% foi vendida para custear parte da construção do seu futuro estádio-, mas para torrar tudo a diretoria atual vai precisar de uma nova autorização do Conselho Deliberativo do clube, o que não vai ser nada fácil embora em tese  tenha o apoio da  maioria dos conselheiros.

Diz o ditado popular que “vão-se os anéis, ficam os dedos”. Este é um dos argumentos usados por aqueles que defendem a medida sugerida pelo diretor alvinegro, mas há uma clara divisão da torcida a este respeito.

Fim da mamata 

No cenário nacional o tema mais comentado foi a declaração do polêmico cartola, Mário Celso Petraglia, o manda-chuva do Atlético-PR, de que a Rede Globo não estaria mais disposta, a partir de 2020, a patrocinar os estaduais.

A se confirmar a notícia poderá significar no futuro próximo o fim da mamata, que dá sustentação às obsoletas e arcaicas federações estaduais, e ganhou mais repercussão ainda, pelo  fato do cartola paranaense ser um inimigo declarado da atual direção da CBF, além de viver às turras com a Globo, contrário ao monopólio da emissora no tocante aos direitos de transmissão de TV.

Petraglia apoiou abertamente o presidente eleito, Jair Bolsonaro, de quem seria um dos principais interlocutores na área do futebol, e poderia no futuro liderar um movimento para a formação de uma liga independente, pondo fim à dinastia da CBF, que ficaria confinada a administrar apenas a Seleção Brasileira,  como acontece nos principais países da Europa. FIM DE PAPO

  • O fim dos estaduais poderá significar um golpe de morte para as federações estaduais, sustentadas com parte do dinheiro proveniente da venda dos direitos de TV. Com isso, abriria mais datas para as competições nacionais e internacionais, desafogando o nosso calendário. Mas não será da noite para o dia, já que há contratos em vigor para cumprir, como por exemplo os do nosso estadual, além do Gaúcho e o Paulista, que só terminam em 2021.  No Rio de Janeiro, Globo e Federação local têm contrato até 2024. Já o acordo feito em separado com o Flamengo termina em 2019.
  • A direção da Globo não mencionou o nome de Mário Celso Petraglia em sua nota explicativa sobre o assunto, mas não desmentiu a sua afirmação sobre o fim dos estaduais. Disse apenas que é preciso haver mudanças no atual formato de competições nacionais,  e que vai discutir o assunto no momento oportuno com as entidades e demais atores envolvidos.
  • Uma idéia comentada nos bastidores seria diminuir aos poucos as competições regionais, no famoso “jeitinho” brasileiro. Uma data a menos em um ano, outra no seguinte,  até acabar de vez com este monstrengo, que ocupa um terço das datas disponíveis do atual calendário de competições do futebol brasileiro. Mas essa idéia esbarra nos interesses do grupo Globo, que não estaria disposto a assinar novos contratos.
  • A direção da CBF depende do voto das federações para manter o poder e o domínio sobre o futebol nacional. As pressões dos cartolas que comandam essas entidades, verdadeiros cabides de emprego, que só existem aqui no Brasil, certamente já estão vindo de todos os lados, a fim de que não se concretize qualquer tipo de mudança. Aqui nos nossos grotões banhados pelo Rio Doce, é comum ouvir alguém dizer que se “o capim é bom, a moita verdinha, a vaca não sai do lugar de jeito nenhum”. (Fecha o pano!)
  • Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga

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