Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Olha o Jacaré aí, gente: “4 a 0: Democrata atropela Guarani fora de casa e se aproxima do G4”

Isaac Bryan fez o segundo gol do Jacaré

Sensacional!

Do jornal Sete Dias

* Por Celso Martinelli

O Democrata fez história na tarde deste sábado (14) em Divinópolis. Em jogo válido pela sexta rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro, o Jacaré goleou o Guarani por 4 a 0 e chegou aos nove pontos na competição. O time comandando por Paulinho Guará não tomou conhecimento do até então vice-líder do certame – que estacionou nos 10 pontos – e, em ótima partida coletiva, não economizou nos gols – com chances do balaio ter sido ainda maior.

Apesar de ter criado muito desde o início da partida, o primeiro gol só saiu aos 47 minutos do primeiro tempo com João Sala, jogador que vem se soltando ao longo da temporada e está fazendo a diferença. O ritmo foi mantido no segundo tempo e, logo aos oito minutos, o placar foi ampliado com Isaac. Completaram a goleada Matheus, aos 24, e Emerson Silva, de pênalti, quando o cronômetro marcava 32 minutos da etapa complementar.

O futebol coletivo apareceu e até quem não fez gol se destacou de forma muito positiva. Casos de Eudes e Pedro, recém-promovidos como titulares, que foram fundamentais para que o time alcançasse a vitória que coloca o time setelagoano – de vez – na disputa por uma das quatro vagas que antecedem o acesso à primeira divisão.

Ainda há jogos em andamento e, dependendo dos resultados, o Jacaré entra na próxima rodada no G4. O confronto seguinte também será fora de casa. Enfrenta o Ipatinga, no sábado (21/3), às 16h. O encontro com a torcida em Sete Lagoas será somente no dia 28 de março, quando recebe o Pouso Alegre.

Celso Martinelli

http://www.setedias.com.br/noticia/destaques/4-a-0-democrata-atropela-guarani-fora-de-casa-e-se-aproxima-do-g4/53/22629


Alexandre Mattos foi a melhor aquisição feita pelo Atlético na “Era” Sette Câmara

Foto: @Atletico

Tivesse feito isso no início do mandato, as possibilidades de sucesso do atual presidente do Galo no cargo teriam sido muito maiores. Alexandre Mattos é muito bom de serviço e provou isso no América. Foi o grande acerto do Dr. Gilvan de Pinho Tavares, que apostou nele e se deu bem, conquistando dois títulos brasileiros, montando um grupo barato inicialmente. Ele sabe trabalhar com dinheiro e sem dinheiro. Tem tudo para dar certo no Galo, mas há um fator que precisa ficar mais claro nessa história. O Sampaoli tem o seu diretor do bolso do colete, Gabriel Andreata, que trouxe do Rio. Ele e o Matos precisarão trabalhar em sintonia fina. Caso contrário, haverá problemas.

* Ecos do passado

Em 2010 o Mineirão estava prestes a ser fechado para reformas visando a Copa de 2014 e a Arena do Jacaré recebia dirigentes do Atlético, Cruzeiro e América para conferir o andamento da finalização das obras. Fiz essa foto, de uma das cabines de rádio, Valdir Barbosa (diretor de futebol do Cruzeiro), Alexandre Matos comandante do futebol do América, o promotor de justiça, Dr. Francisco Santiago (um dos presidentes gestores do América), o então presidente americano Antônio Baltazar e  saudoso Eduardo Maluf, na época, diretor de futebol do Atlético, à direita.


Melhor da semana foi a manchete da Turma do Bate-Bola: “Cruzeiro age rápido e contrata Adilson para o lugar de Adilson…”

E foi lida pelo próprio dono da Rádio Itatiaia, Emanuel Carneiro

Às 11h57 da quinta-feira, pós derrota para o CRB, o Globoesporte.com destacava com letras garrafais:

* “Adilson Batista é demitido do Cruzeiro; Guto Ferreira (foto) é o substituto mais provável”

Poucas horas mais tarde, o constrangido desmentido dos dirigentes cruzeirenses.

A falta de alguém na diretoria que manda de verdade provoca este tipo de situação. Só a eleição do novo presidente deixará o Cruzeiro livre de constrangimentos com estes.  Fico imaginando a cara do cartola que informou a demissão e depois teve que se desmentir. No presente caso, cabe a surrada frase: “em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”.


Ruins do Grêmio 0 x 0 Inter foram a falta de futebol e a briga de “faz de conta”

Na foto do @museu_gremio a gozação pela briga sem socos no empate na Arena Grêmio

O assunto predominante do futebol brasileiro nesta sexta-feira foi o empurra empurra entre os jogadores de Grêmio e Internacional pela Libertadores da América. Os falsos moralistas falando em “vergonha”, “absurdo”, “clássico manchado”, e bla,bla,bla…

Ora, ora, isso faz parte do futebol, principalmente quando se trata de clássicos como este, de tanta rivalidade e nervos à flor da pele. A hipocrisia geral verde e amarela reina também no futebol. O pior é que nem ouve briga pra valer, com sopapos, murros, chutes e tudo o que uma briga de verdade tem. Ficou só na base do “me segura senão eu corro”, “vem não que eu também não vou”.

O que merece reclamação mesmo é a qualidade do jogo, muito fraco, frustrante para quem esperava um jogaço.


Bom resultado do América em Araraquara e classificação no Mineiro poderá acontecer domingo

O Coelho ficou no 0 a 0 pela Copa do Brasil e decidirá a vaga em casa, na próxima quinta-feira, 19h15, no Independência. Pelo Campeonato Mineiro, uma vitória sobre o Patrocinense, domingo, em Patrocínio, garante vaga antecipada na semifinal, caso o Cruzeiro perca para o Coimbra.


Fala mais lúcida depois do vexame contra CRB foi a do Robinho: “Agora chegou a realidade do Cruzeiro…”

No SuperFC: “Tem que ter tranquilidade e avaliar o que foi bom e o que foi ruim. Agora chegou a realidade do Cruzeiro, jogos que realmente serão confrontos diretos para o nosso primeiro objetivo que é o acesso. Temos que entender que a realidade do Cruzeiro será essa agora, times competitivos. Temos, o mais rápido que possível, estar melhor para competir melhor.

Como diz o Tostão, “o resto é perfumaria”.

O jogo de volta será no dia 18 de março em Maceió. Em caso de vitória azul com o mesmo placar ou mesma diferença, pênaltis. O Cruzeiro se classifica se vencer por três ou mais gols de saldo.


Imperdível, em Araxá e Belo Horizonte: Fred Melo Paiva, sobre futebol, jornalismo e livros

Este é da prateleira de cima do jornalismo brasileiro e estará em Araxá na próxima terça-feira, 17, e Belo Horizonte, na quarta, 18, no Sempre Um Papo, projeto cultural do Afonso Borges, que este ano completa 34 anos de ótimos serviços à Cultura do país.

* “Fred Melo Paiva fala, em BH, sobre jornalismo, futebol e literatura – e lança livros”

O Sempre Um Papo recebe o jornalista, cronista e atleticano Fred Melo Paiva para o debate sobre o tema “Jornalismo, Futebol e Literatura” e autógrafos nos livros “O Atleticano Vai ao Paraíso” (Edição do Autor) e “Bandido Raça Pura — e Outros 35 Perfis se Ilustres Mais ou Menos Virtuosos, Notáveis Anônimos, Cães, Ratos, Urubus e Coisas Supostamente Inanimadas” (Arquipélago Editorial). O evento será no dia 18 de março, quarta-feira, às 19h30, na sala João Ceschiatti do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com entrada gratuita. Pede-se a doação de livros literários novos ou usados para o projeto de bibliotecas comunitárias do Sempre Um Papo. Haverá tradução em libras.

A mediação será de Afonso Borges, idealizador do projeto de incentivo à leitura, criado há 34 anos. (mais…)


Ex-jogador em atividade e “chupa sangue” não jogam com Jorge Sampaoli

A frase no alto da página do Super Notícia de hoje dá o tom do que quer o novo técnico do GaloAcredito muito no trabalho dele e com os reforços necessários poderá dar grandes alegrias à torcida. Mas não tem pavio. Só deu uma amansada durante a Copa da Rússia, quando a seleção argentina corria risco de ser eliminada na primeira fase, e ele teve que dialogar com Messi e cia.

Custódio Pereira Neto, da Cariogalo e um dos maiores incentivadores do Consulados do Galo pelo mundo, twittou sobre o trecho da entrevista do Jorge Jesus à FOX Sports em que ele fala que recusou a proposta do Atlético porque queria dirigir uma equipe que pudesse disputar títulos: “Declaração que mostra que o futebol tem uma lógica a ser observada para o Clube empilhar taças. Quem conhece o mínimo de futebol sabia que o Galo não tinha quaisquer condições de título em 2019, muito pelo contrário.”

Concordo plenamente com ele e felizmente, o outro Jorge, o Sampaoli, parece ter acertado com a diretoria do Atlético que ele terá reforços de verdade para montar um time competitivo. Aliás, a primeira coletiva do novo treinador atleticano foi bem realista, da forma como o futebol brasileiro não está acostumado. Normalmente, técnico e jogador que é apresentado, procura fazer média, dizendo que o “grupo é bom”, “vim pra somar”, e etecetera e tal.

Sampaoli chegou chutando a lata: “…este time me parece um pouco apagado, um pouco temeroso. Jogadores que tiverem temor não vão poder estar aqui. A ideia é que a gente vá a campo e tomemos frente a qualquer equipe que enfrentarmos… Vamos começar do zero, temos que armar tudo rápido, para conseguir alcançar equipes em um campeonato muito exigente, que é o Brasileirão. Não teremos Copa e isso nos dará possibilidade de trabalhar muito mais daqueles times que tem que disputar mais de um torneio…”

Caso os resultados sejam satisfatórios e o Galo pelo menos brigue na parte de cima da tabela, todo o mundo alvinegro ficará feliz e ninguém vai querer saber detalhes do contrato com Sampaoli e nem quem vai pagar todas as contas. Em caso contrário, salve-se quem puder.


Goleiro do Cruzeiro nos anos 1970/80, Vitor Braga lamenta ida de Rafael para o Galo e critica postura do Fábio

Três grandes goleiros que fizeram história no futebol mineiro e brasileiro. Três figuras humanas fantásticas: Vitor Braga (esq.), Paulo Monteiro e RaulPaulo jogou no nosso Democrata de Sete Lagoas, Atlético e Santos; Vitor no Cruzeiro e Santos; Raul no Cruzeiro e Flamengo.

O goleiro Fábio começa pavimentar o caminho para virar dirigente. Na entrevista que deu segunda-feira pós derrota no clássico, a fala dele soou mais como de dirigente do que de jogador. Possivelmente cavando vaga no próprio clube como dirigente para quando acabar a vida de boleiro. Faltou a ele essa postura de liderança firme durante a campanha do time no Brasileiro do ano passado, especialmente quando as coisas ficaram ruins e o risco de rebaixamento se tornou iminente. Ouvi essa crítica a ele do ex-goleiro Vitor, que atuou em alguns dos maiores times da história do Cruzeiro, e para quem o Fábio não é “jogador de grupo”, pois “se esconde quando o bicho pega”.

Aliás, Vitor lamentou demais a saída do Rafael, principalmente indo para o Atlético. Para ele a diretoria deveria ter investido neste goleiro, que “está maduro e pronto para ser titular de qualquer time do Brasil, depois de tantos anos sendo preparado na Toca da Raposa”, disse.

Da esquerda para a direita, Zé Carlos, Nelinho, Procópio, Vitor, Perfumo e Vanderlei; Eduardo Amorim, Palhinha, Cândido, Dirceu Lopes e Lima, que era reserva do Joãozinho. Este time tinha outros grandes jogadores, como o zagueiro Darci Menezes e o saudoso Roberto Batata. O técnico era o Hilton Chaves.


As verdades e a simplicidade do técnico Jorge Jesus, que deveriam inspirar os colegas brasileiros

Assisti ontem a entrevista do técnico Jorge Jesus à Fox Sports. Excelente em todos os aspectos. A começar pela novidade do canal: primeira participação dele em um programa do gênero, ao vivo, e não foi na Globo.

Foi justamente na TV onde o português mais apanhou desde a sua chegada ao Brasil; a mesma emissora que estava em litígio judicial com o Flamengo. O que mostra que ele não mistura as coisas. Pediu autorização ao clube e aceitou o convite do Benja (Benjamim Back), o editor e apresentador do programa, com quem fez amizade. Moram no mesmo condomínio no Rio.

A simplicidade e transparência marcaram o papo com os entrevistadores. Diferentemente dos colegas brasileiros, Jesus foi claro e objetivo nas respostas, sem rodeios, sem hipocrisia e sem querer se parecer diferente. Usou palavreado comum, futebolístico, sem as tentativas de invencionices que prevalecem na maioria dos treinadores brasileiros e uma grande ala da imprensa, que quer se passar por intelectuais.

Exemplos de clareza e ausência de hipocrisia dele: o que falta para renovar com o Flamengo é acerto financeiro. Pagam o que ele quer ou ele vai aceitar uma das outras propostas que tem.

Gostou muito da recepção que teve em Belo Horizonte, mas não topou o convite do Atlético por um motivo óbvio: faria o quê com aquele elenco que estaria à disposição dele? Sem laterais, dois zagueiros que viviam da glória de campeões da Libertadores, seis anos atrás, sendo um com quase 40 anos de idade; meio de campo horrível, ataque pior ainda, cujo nome mais famoso é outro na faixa dos 40. Chance de queimar o nome era enorme.

E uma frase deixou a entender que ele também deve ter estranhado a estrutura de poder do Galo: “… Jantei na casa, não foi do presidente, mas da pessoa responsável… Era um banco que não lembro o nome, não sei se pode fazer publicidade, mas é o BMG, Ricardo Guimarães…”

Ao mesmo tempo em que Jorge Jesus falava à Fox, a Globo entrevistava o ex-lateral Branco, hoje funcionário da CBF, no “Bem Amigos”. Postura exatamente oposta à do português. A simples visão do semblante dele remetia ao atraso, ao tempo do “anteontem futebol clube”, apesar do Branco ter 55 anos de idade e o Jorge Jesus 65.

Branco, em foto do site do Sportv


Página 4 de 1.143« Primeira...23456...102030...Última »