Blog do Chico Maia

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Cruzeiro e Mano estão sentindo que em momentos como este é que ganhar ou perder o Campeonato Mineiro faz diferença

mano

Se tivesse sido campeão o Cruzeiro não enfrentaria tanta turbulência como está vivendo depois dessa eliminação da Copa Sul-americana. Perdeu para o São Paulo, mas se classificou para a sequência da Copa do Brasil. Não tivesse perdido o título domingo, uma boa desculpa depois da derrota para o Nacional esta noite aplacaria a ira da torcida.

Nem os colegas cruzeirenses da imprensa deram trégua para o Mano Menezes em Assunção. Depois da eliminação, a escalação foi contestada, as substituições cobradas e até os batedores de pênaltis escolhidos pelo treinador foram questionados.

Mano deu uma acalmada depois das enxurrada de críticas que recebeu em função de suas reclamações contra tudo e contra todos, após o primeiro jogo contra o Atlético. Esboçou apelar quando recebeu as primeiras perguntas mais apimentadas na entrevista coletiva no vestiário, mas se conteve. Deve ter se inspirado naquela surrada, mas sempre válida frase: “apelou, perdeu!”.

Domingo tem o São Paulo na estreia do Brasileiro e todo cuidado será pouco.


Chegadas e saídas no elenco e as expectativas do Cruzeiro na Sul-Americana e no Brasileiro esta semana

SOBISNEVES

Thiago Neves e Rafael Sóbis não renderam o que se esperava deles nos jogos decisivos contra o Galo

Vamos ver como será o comportamento do Cruzeiro no Paraguai pela Copa Sul-Americana e na estreia do Brasileiro, domingo, no Mineirão contra o São Paulo. O time parecia bem arrumado, até os dois jogos decisivos contra o Atlético, quando mostrou que o poder ofensivo não era tão bom quanto parecia. No momento em que se esperava muito de jogadores como Thiago Neves e Rafael Sóbis, ele não deram o retorno desejado.

O cruzeirense Joao Duarte, que acompanha muito de perto o time, fez um balanço geral, avaliando todas as posições e possibilidades de dispensas e aquisições para tornar o grupo competitivo:

* “Vou antecipar aqui a reforma no elenco que eu faria no Cruzeiro. Goleiros: Rafael,  Fabio e Lucas França. Não precisamos mexer. E ainda temos o Georgemy que está em Portugal que para mim tem mais futebol até que o Rafael que é excelente. Allan está no Londrina e talvez nem volte.
Lateral direito: hoje temos Ezequiel, Mayke e John Lennon. Eu negociaria o Mayke para fazer caixa (50% x 5M€ x 3.5 R$ / 1€ = R$ 8,75 M). Avaliaria melhor o John Lennon,  afinal de contas, a amostra foi péssima, mas, tirar conclusão por um só jogo é demais. De qualquer forma subiria o Vitinho da base, pois, vi nele espírito de quem vai ser um baita jogador de futebol. Lateral-esquerdo: Diogo Barbosa é excelente.  Depois de 10 tentativas pós Egídio, acertamos uma. (mais…)


Os prós e contra do Galo; hora de acabar o oba-oba e mostrar que continua “valendo” a partir de sábado

ADILSON

O volante Adilson chegou sob desconfiança geral e está conquistando, com bom futebol, a confiança da torcida e da imprensa

Que nenhum cabeça cozida pense que qualquer tentativa e até agressões verbais e físicas a jogadores do Atlético na porta da Cidade do Galo tenha tido algum efeito positivo no futebol que o time apresentou na conquista do título sobre o Cruzeiro. Menos ainda em relação ao Marcos Rocha que jogou demais nas duas partidas.

O crescimento e produção do Atlético se deve ao bom senso do Roger que, possivelmente, descobriu a formação tática ideal, escalando Rafael Carioca, Adilson e Elias na formação do meio de campo. Este Adilson, indicado por ele, e que ninguém em Minas conhecia, pode ter sido um achado. Foi bem em todas as vezes que acionado e subindo de produção.

Se alguma pressão funcionou, foi a natural, da torcida nas arquibancadas e da imprensa, já que ninguém estava vendo um futebol convincente na equipe do Roger até começar a fase final do campeonato. O próprio Marcos Rocha declarou após o título que os jogadores sentiram que o treinador estava pagando o pato sozinho e resolveram “correr por ele”. E realmente, parecia que o time estava jogando sem vontade.

E já que a frase “quando está valendo, está valendo”, colou, vamos ver a partir de sábado, se estará valendo mesmo. Começa o Brasileiro, em que qualquer ponto perdido faz falta na reta final e o adversário será da prateleira de cima, o Flamengo, no Rio.


A justa indignação de um consumidor do produto futebol em um estádio

SOM

Senhoras e senhores, na semana passada publiquei frase do Marcelo Barreto, do Sportv, que define bem como as coisas funcionam em nosso futebol:

“…O futebol justifica qualquer pensamento torto, desde que sirva para garantir os três pontos, evitar uma suspensão, provar que o pênalti ou o impedimento a meu favor foram bem marcados, e contra mim, um roubo…”

Serve para definir também o uso da palavra “ética” no Brasil, que existe, desde que seja em defesa dos “meus interesses”. Os dos outro, que se danem!

Recebi e-mail do Alex Sousa, cruzeirense, que está indignado, com toda a razão, por causa da história do excesso dos auto-falantes no Independência, domingo. Deveria ter o seu desabafo ecoando nos veículos de comunicação e gerando consequências. Mas, tudo indica, que o tema ficará resumido a este blog:

* “Olá Chico Maia. Será que o torcedor adversário não merece no estádio pelo menos o tratamento de consumidor? Afinal paga o preço do ingresso, tem o direito de estar no espaço público e se sujeita às exigências dos órgãos de defesa social, na forma prevista do Estatuto do Torcedor.

Lamentável a idealização, instalação e operação daquelas caixas de som destinadas a tentar abafar o barulho da torcida do Cruzeiro. Verdadeiramente, jericos & ideias formam uma dupla terrível, sobretudo quando o assunto é ser hostil ao torcedor adversário.

Mais lamentável ainda uma parcela da mídia, que deveria denunciar e preferiu minimiza a questão como sendo coisas de rivalidade. Consumidor tem direitos; nenhum torcedor do Cruzeiro foi ao estádio de favor. Como canalhas estão em vários lugares logo apareceu uma justificativa de que “teria sido algo emergencial para corrigir falta de som naquele lugar do estádio”.

De quem teria sido a ideia? Será coisa do gênio que projetou aquelas arquibancadas? Infelizmente está cada vez mais claro que a insanidade governa o futebol mineiro; de nada adianta as leis como Código de Defesa do Consumidor e  Estatuto do Torcedor. Incrível que algo deste tipo aconteça num estádio que foi reformado com dinheiro público recolhido de contribuintes de todos os clubes, inclusive torcedores do Cruzeiro.

E as autoridades? Já sei: “só trabalham se provocadas”. Sei…

As caixas foram instaladas e operadas sem o consentimento da Luarenas? É papel de administradora de estádio (concessão pública) ser hostil à torcida visitante? O Atlético, clube mandante, estaria envolvido? O que a Federação tem a dizer sobre este tipo de situação? É permitido? Ou será que mais uma vez aceitaremos desculpas esfarrapadas por violação legal e vale-tudo?

Só há um remédio: punição pecuniária e condenação do responsável ao pagamento de indenização a cada consumidor submetido a tal tipo de abuso por violação dos direitos do consumidor e do torcedor. Só assim o riso vai embora da cara de canalhas capazes de patrocinar coisas dessa espécie. Quem avisa amigo é: “sabiá que sai atrás de joão de barro acaba virando servente de pedreiro”.

Abraço amigo. Minha filha, atleticana, sócia-torcedora, comemorou o resultado aqui em casa; meus parentes e amigos torcedores do Atlético mandaram mensagens, vídeos, fotos. Não somos inimigos. Respeito e respeitarei o direito deles de festejar, como eles respeitam o meu”.

Alex Souza


Polícia Militar mostrou, mais uma vez, que para ter as duas torcidas nos clássicos, basta querer!

CAMCRU

O comentarista do blog, Leandro Fabrício, pediu que eu comentasse sobre o sossego garantido a quem quis comparecer ao Independência, ontem.

Tive o privilégio de comparecer ao Mineirão com públicos na faixa de 100 pagantes, muitas vezes com poucas ocorrências policiais graves, e até nenhuma. O tempo passou as leis foram afrouxadas, o necessário rigor das autoridades policiais foi intimidado e tolhido, e os marginais, que sempre existiram, passaram a ter a certeza da impunidade. Isso, mais a omissão de governantes e a preguiça geral em trabalhar com a devida intensidade, fizeram com que caíssemos nessa absurda zona de conforto de “torcida única”, ou pequenos percentuais nos clássicos.

O comando da PM na capital declarou dias atrás que, operacionalmente, controlar a multidão com o percentual de 10% de adversários é muito mais difícil que 50% de cada lado. Pois neste Atlético 2 x 1 Cruzeiro ela deu show, como nos velhos tempos, como ela sempre dá, quando é determinada para isso. Fica então, decretado pelo bom senso, que os próximos clássicos poderão ser assistidos, meio a meio, no Independência ou Mineirão, que segundo próprios oficiais da PM, é onde tudo mais fácil de se controlar.

Alguém pode argumentar que para que a tranquilidade prevalecesse ontem, foram mobilizados mais de 2000 policiais. E daí? A PM existe é para isso. A guerra de gangues ocorrida mais cedo no Barreiro tinha hora e local marcados. Se houve alguma falha foi da inteligência das polícias, que monitoram essa cambada através das redes sociais. E mais uma vez a certeza da impunidade entrou em campo porque poucas horas depois de presos, os marginais estavam soltos.

Se há tantas brechas nas leis para beneficiar a vagabundos, há também para dificultar a vida deles. Os delegados responsáveis por recebê-los deveriam enviá-los para as celas mais lotadas, juntos com a pior espécie de bandido possível e deixa-los lá até o limite que a lei permite. No futuro, todos eles pensariam dez vezes antes de voltar a delinquir.


O Galo jogou pra valer e o título foi merecido em mais uma partida de futebol convincente

CAM

O Cruzeiro tentou surpreender o Atlético logo de cara, na esperança de fazer um gol nos primeiros minutos para inverter a vantagem. Mas conseguiu dar o primeiro chute ao gol do Victor somente aos 35 minutos, com Diogo Barbosa, que chutou pra cima, sem nenhum perigo. A outra finalização no primeiro tempo só veio aos 47, com Rafael Sóbis, no único vacilo da defesa atleticana. A bola também foi bem acima do gol. Foram 69% de posse de bola, mas apenas dois chutes a gol.

O Atlético entrou com a mesma formação de meio campo que funcionou bem no jogo contra o Sport Boys, com Rafael Carioca, Adilson e Elias. Marcos Rocha teve boa cobertura e pode atacar sem riscos. O lateral do Cruzeiro que mais vai ao ataque é o Diogo Barbosa, e foi por ali que o Galo concentrou a maioria das suas jogadas ofensivas. Aos 12 minutos, tabela do Robinho com o Fred que estava naquele setor e devolveu para o colega fazer 1 a 0.

Aos 29, Robinho fez 2 a 0, mas o bandeira Ricardo Júnio de Souza, marcou impedimento, erradamente. Mas, um erro que só poderia ser confirmado pelo olho mecânico.

Precisando virar o jogo, Mano Menezes voltou para o segundo tempo na base do tudo ou nada, com Ábila no lugar do Hudson, que tinha tomado cartão amarelo aos três minutos de partida e estava inseguro em campo. Pelo menos em princípio funcionou, já que o argentino, sempre oportunista, empatou aos sete minutos.

O jogo que já era bom, ficou melhor ainda. Roger Machado se apressou em mexer no time para evitar que o Cruzeiro crescesse mais em campo. Pôs Maicosuel no lugar de Otero e poucos minutos depois, Cazares no lugar do Rolbinho. O equatoriano entrou com tudo e na segunda participação no jogo, recebeu de Marcos Rocha e achou Elias entrando pela direita. Mesmo sem ângulo o meio campista chutou forte e fez o segundo do Galo, aos 24 minutos.

Aos 35, Elias foi substituído por Danilo. Ele, Adilson e Rafael Carioca estavam com cartão amarelo.

Aos 38 Danilo recebeu cartão amarelo por falta no Alisson que tinha entrado no lugar do Rafael Sobis. Aos 39, Rafinha foi expulso por ter feito falta no Adilson, que aos 42 também foi expulso. Ambas expulsões erradas, diga-se.

Aos 48, Cazares desperdiçou a melhor oportunidade do jogo, cara a cara com Rafael, chutando pra cima.

O público pagante no Independência foi recorde depois da reforma: 22.411 para renda de R$ 1.602.000,00.

CAMPEAO

O Sportv homenageou o Galo com esta imagem na TV e em suas mídias digitais


Uma foto, várias vírgulas e os 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa, na torcida para que a civilidade prevaleça neste dia de final do Mineiro

CAMCRU

Via twitter, o jornalista Henrique André, do Hoje em Dia, recorreu a essa imagem de reportagem de O Tempo, para desejar que tudo corra bem no clássico desta tarde, dizendo: “#Paz (Imagem extraída de uma matéria do Thiago Prata. Suponho que seja do @douglasmagnoDM)”.

E eu recorro a um belo texto que recebi do Raws Miranda, comentarista do blog, comemorativo dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa – ABI. Representa bem, como tudo na vida pode ser mais simples e harmônico. Basta querer. É o desejo das pessoas de bem para a final do Mineiro hoje, que a rivalidade fique nos parâmetros da civilidade, especialmente pelas ruas da cidade e imediações do Estádio Independência:

* “100 anos da vírgula”
Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis…
Isso só, ele resolve.
Isso, só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de mulher…

Se você for homem, colocou a vírgula depois de “tem”.
Moral da história:
A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação.

Pontue sua vida com o que realmente importa.

Isso faz toda a diferença!


Acredito que o título será decidido em função dos acertos e erros de Mano e Roger em suas opções no clássico

IGOR

Erros de arbitragem também costumam decidir jogos, mas a final será apitada pelo Igor Junio Benevenuto, o melhor árbitro de Minas atualmente.

Todos os ingredientes conspiram a favor de uma decisão memorável do campeonato estadual neste domingo. Ótimo gramado, árbitro mineiro, equilíbrio total entre os finalistas, que tiveram jogos no meio de semana, poupando os principais jogadores e qualidade superior em ambos os lados, dentro e fora de campo.

O Atlético fez a melhor campanha durante toda a disputa, mas quem mostrou melhor conjunto foi o Cruzeiro. Mas o Galo cresceu neste aspecto nos últimos cinco jogos, além de ter jogadores consagrados que estão devendo no clássico: Fred e Robinho. O Cruzeiro tem Arrascaeta que quase sempre se dá muito bem contra o Galo e Thiago Neves, que costuma desequilibrar.

Pelo equilíbrio técnico dos jogadores dos dois lados, acredito que o treinador será decisivo para que saia o campeão. A competência de Mano Menezes e Roger Machado será confrontada diretamente, já que ambos têm trunfos e calcanhares de Aquiles a serem explorados. Um precisa vencer de qualquer jeito, o outro sabe que se ficar só na defensiva, dificilmente resiste. Há também o que o saudoso Nelson Rodrigues chamava de “sobrenatural de almeida”, quando o “imponderável” entra na história: um gol logo de cara a favor de um ou outro, uma falha individual, um erro escandaloso da arbitragem e por aí vai.

A arbitragem estará em boas mãos. Igor Junio Benevenuto é o melhor apitador mineiro na atualidade. No clássico passado foi seguro, expulsou o Fred com inteira razão, soube se comportar diante da pressão sofrida por ambos os lados, antes, durante e depois do clássico e é candidato a se tornar um dos principais nomes da arbitragem nacional.

No mais, é torcer para que os marginais pseudo torcedores de ambos, não estraguem a festa pelas ruas da cidade e nem nas imediações do estádio. Se começarem a aprontar que tenham o tratamento com o devido rigor dos cassetetes da nossa Polícia Militar, que sempre é brilhante em jogos como este.


Consulados dos clubes no exterior são notícia nas mídias do Brasil e de Portugal, com destaque especial para o Galo

MASSA1

O jornal português explica: “O galo é o símbolo do Atlético Mineiro” ENRIC VIVES-RUBIO

O “Bom dia Brasil” de hoje, da Globo, mostrou os consulados dos clubes brasileiros mundo afora e deu destaque aos atleticanos que têm o maior número de associações espalhadas pelo planeta. Mais, inclusive, que os do Flamengo. Coincidentemente, o jornal Público, um dos principais de Portugal, fez enorme reportagem sobre a Portugalo, que agita Lisboa e outras cidades do país. Agradeço ao Fábio Anselmo, caratinguense, irmão do comentarista Flávio Anselmo, que mora em Brasília e nos enviou o link. Vale a pena ler:

* “Em Lisboa, os adeptos do Atlético Mineiro celebram algo mais do que o futebol”

Em Portugal, os jogos do Atlético dão demasiado tarde para gritar “golo” em casa. Um “consulado” reúne os adeptos em Lisboa. Na Bica, sempre que o Galo joga, o futebol é às vezes apenas um pretexto para reunir a “família”.

É uma noite amena. Quarta-feira, dia 26 de Abril. No topo da Rua da Bica de Duarte Belo, uma das mais emblemáticas (e íngremes) da cidade de Lisboa, com o seu ascensor amarelo, grupos de pessoas conversam de copo na mão à porta dos bares. Estudantes de todo o país, turistas de outras paragens e lisboetas da velha guarda compõem uma imagem que há muitos anos se tornou habitual. Mas em frente ao número 62, há um grupo que se distingue de todos os outros pelas camisolas, cachecóis e bandeiras pretas e brancas que usam. Denominador comum: são adeptos do Atlético Mineiro, clube do estado de Minas Gerais que milita no principal escalão do futebol brasileiro. São 23h15, e dentro de 15 minutos o Atlético vai jogar contra o Libertad, do Paraguai, quarta partida a contar para a fase de grupos da Taça dos Libertadores.

MASSA

Adeptos do Atlético Mineiro seguem o jogo com a máxima atenção ENRIC VIVES-RUBIO

Os adeptos aguardam o início do jogo frente a um ecrã de televisão na Petiscaria do Elevador, o café e restaurante brasileiro que alberga o PortuGalo desta noite, um “consulado” que procura reunir os adeptos do Atlético Mineio que estejam por Lisboa, a viver ou só de passagem, para verem os jogos juntos, como explica o seu presidente, Thiago Lisboa. Nesta noite, o grupo é maioritariamente masculino. Mas aos sábados e domingos, há mais mulheres e crianças a juntarem-se à festa.

“Nós temos três funções principais. A primeira é o jogo do Galo [a mascote do clube]. Estamos aqui hoje todos reunidos em volta do Galo. Segundo: é a integração daquelas pessoas, dos ‘atleticanos’ que vêm de fora e estão aqui de passagem. O terceiro ponto é a integração com a comunidade local”, diz Thiago. É que este não é um clube só para brasileiros. Os portugueses, e não só, também costumam parar para ver os jogos do Atlético. E pode ser o princípio de uma bela amizade.

No entanto, o PortuGalo também é um assunto sério. Tem uma comissão de cinco pessoas que organizam o visionamento dos jogos, sendo que pelo menos dois têm de estar presentes para garantir que há transmissão do encontro, para convocar os adeptos através das redes sociais, falar com os responsáveis do local e receber as pessoas. A maior dificuldade que o “consulado” enfrenta é a diferença horária entre Portugal e Brasil. Nem sempre é possível organizar encontros devido às horas tardias em que os jogos são transmitidos deste lado do Atlântico. Mas a meta, diz Thiago, é fazer pelo menos dois encontros por mês.

Um grupo para quem não pode gritar ‘golo’ às 4h da manhã

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Certamente um time todo reserva do Cruzeiro renderia muito mais contra os reservas da Chapecoense

RANIEL

Atacante Raniel, ex-junior, autor do gol cruzeirense, em foto do Washington Alves

O gol do jovem Raniel logo aos dois minutos de jogo fez todo mundo imaginar que o Cruzeiro daria uma goleada no time reserva da Chapecoense no Mineirão, pela Copa do Brasil. Além de jogar em casa, Mano Menezes escalou seis titulares para começar a partida, contra apenas um titular do adversário, que também poupou seus principais jogadores, de olho na final do Campeonato Catarinense no fim de semana contra Avaí. Apenas Andrei Girotto, que está suspenso, começou jogando. Mesmo com Rafael, Diogo Barbosa; Henrique, Thiago Neves, Alisson e Arrascaeta em campo o Cruzeiro não deslanchou e por pouco não deixou escapar a vitória neste primeiro jogo.

É claro que estes titulares entraram em campo pensando na final contra o Atlético domingo e jogaram apenas para o gasto. Possivelmente, com um time todo reserva o Cruzeiro renderia bem mais, já que o empenho dos suplentes é muito maior em situações como esta.


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