Blog do Chico Maia

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Propostas ao Democrata para uso da Arena do Jacaré: “Andar na canoinha da mamãe, todo mundo quer; pegar no remo do papai, ninguém quer!”

Estádio Joaquim Henrique Nogueira – Arena do Jacaré -, em foto do www.setelagoas.mg.gov.br/

Ouvi o Kleyton Borges usando essa frase quando trabalhávamos na Rádio Inconfidência, em fins dos anos 1980. Sempre verdadeira, de vez em quando me lembro dela para incontáveis situações. Agora, por exemplo, o nosso Democrata está recebendo propostas indecorosas, de clubes que pretendem utilizar a Arena do Jacaré em jogos dos campeonatos Mineiro e Brasileiro. Só faltam pedir que o alvi-rubro de Sete Lagoas lhes pague alguma coisa para jogar lá.

E, diante da falta de acordo, falam que o gramado não está bom e inventam outros defeitos. Hoje, o clube postou em seu twitter: @democratajacare “Vocês, coirmãos, jogarem aqui em nossa querida Sete Lagoas, na Arena do Jacaré, é um grande prazer pra nós! Estamos de braços abertos sempre. Mas, não achem que estão nos fazendo favor. Sete Lagoas e o Democrata têm amor próprio. Estamos juntos! Humildemente, não nos ofendam.”


O futebol sem o monopólio das transmissões pela TV

Em foto de Marcos Corrêa/PR, os presidentes do Palmeiras, Santos, Bahia, Internacional, Athlético Paranense, Coritiba, Ceará e Fortaleza com o presidente Jair Bolsonaro

A Medida Provisória 984, do governo federal, pode ter iniciado o fim do monopólio das transmissões do futebol no Brasil pela Rede Globo. Isso é bom para o público, que passa a ter mais opções e principalmente para os clubes, que ganham mais poder de negociação. Porém, pra variar os dirigentes estão desunidos. O Flamengo vem agindo sozinho e oito clubes, que tinham acordos paralelos com a rede norte-americana Turner, negociam em bloco. Os demais, aguardam os acontecimentos e por enquanto, continuam sob contrato com a “poderosa”, que nessa, tomou chumbo numa das asas. A polêmica só está começando e ontem, a transmissão de Fluminense x Flamengo, acrescentou mais um ingrediente para esquentar o debate.

Com as novas regras, o próprio clube mandante pode transmitir seus jogos, por meio de suas redes na internet ou em parceria com alguma TV. Porém, a qualidade das transmissões é absolutamente questionável e a isenção, obviamente, zero! A FluTv foi quem transmitiu o Fla x Flu. Antes do jogo, o André Rizek, do Sportv, previu: “Na internet Torcedores do Flamengo que acharam o máximo a exclusividade dos jogos do time (como mandante) na Fla TV – “para que imparcialidade, a mídia é lixo etc” – hoje poderão ter a experiência, inédita, de assistir a um título narrado na TV do rival. A conferir como será a experiência...”

Durante o jogo, um dos maiores flamenguistas da imprensa brasileira, Renato Mauricio Prado, reclamou via twitter: @RMPoficial “Ridículo demais o narrador da Flu TV evitar os nomes dos jogadores do Flamengo. Fica mudo quando o rubro-negro toca a bola.”

Um torcedor do Flamengo, de nome @vessoni, reclamou: “O Flamengo tem o melhor time do Brasil. Seus 11 jogadores são conhecidos e famosos. A transmissão da TV Flu não fala o nome de NENHUM jogador rival. Novo Normal”

No que foi respondido pelo jornalista de São Paulo, Julio Gomes, @juliogomesfilho: “Não é o que a turma quer? Que a mídia lixo pare de falar dos times?? Então fiquem aí com transmissões clubísticas de verdade para ver se curtem…”

No site www.nossopalestra, ligado ao Palmeiras, que é um dos oito clubes fechados com a Turner, mais informações sobre o encontro com o presidente Jair Bolsonaro:

* “Palmeiras e clubes da Turner se reúnem com Bolsonaro para discutir direitos de transmissão”

O Palmeiras tem contrato até 2024 com a Turner para a TV fechada e com a Globo para a TV aberta e pay per view.
(mais…)


Seis anos dos 7 a 1 para a Alemanha no Mineirão. Lembrando Felipão, sal grosso do preparador físico, David Luiz, e o vexame que nunca será apagado

Reprodução/ Twitter/O Tempo

No dia 8 de julho de 2014 o Mineirão era palco do maior vexame do futebol brasileiro. A seleção tomou de 7 a 1 da Alemanha e foi eliminada da Copa do Mundo. Muito se falou que aquilo poderia motivar uma revisão geral de tudo de errado que estava sendo feito no país e quem sabe, um recomeço sustentável. Mas, não evoluimos em nada!

Naquele dia, escrevi aqui no blog:

* “Um futebol moderno contra interesses financeiros, arrogância e crendices

A imagem do preparador físico Paulo Paixão, flagrada pela Fox Sports, jogando sal grosso no gramado do Mineirão resume o caminho que o Brasil trilhou para tomar de sete da Alemanha. Superstição, discursos de motivação, canto do hino à “capela” e agressividade física contra o adversário não funcionam quando se enfrenta um time melhor preparado.

Aos 11 minutos Klose fez 1 a 0. Aos 14 a torcida entoou “Eu acredito” e o Brasil continuava errando passes; aos 21, novamente o coro “Eu acredito”. Aos 23, 2 a 0, aos 24, 3 a 0; aos 26, 4 a 0; aos 28, 5 a 0. Aos 34 a torcida “inovou” com o horroroso “Eu, sou brasileiro…”

No segundo tempo a Alemanha continuou se poupando e fez só mais dois.

Parecia um time da Série A brasileira contra um Bayern de Munique, e não sei o que foi pior: o placar, o futebol não exibido pela seleção brasileira ou a entrevista do técnico Luiz Felipe Scolari depois do jogo. O arrogante treinador conseguiu enxergar que o time dele foi melhor que o alemão até levar o segundo, terceiro, quarto e quinto gols. Só ele deve ter visto isso. Só essa resposta seria motivo para mudar de canal ou sintonizar numa rádio de música. Como sempre, Scolari duvida da inteligência das pessoas e acha que o seu poder motivador ainda funciona no futebol do Século XXI. Ele pensa que todos nós nos esquecemos que com este mesmo discurso ele levou o Palmeiras à segunda divisão brasileira de 2012. Mas, como estamos no Brasil, onde a CBF é controlada por gente que não está nem aí para o futebol, ele foi premiado com o cargo de treinador da seleção, que era dirigida por Mano Menezes.

Ultrapassado, Felipão assumiu e usou os mesmos métodos e discursos de 2002, quando ganhou a Copa com um time bem melhor que os adversários, num Mundial de qualidade técnica geral bastante ruim. Os grandes acertos dele naquela época foram: apostar na recuperação do Ronaldo, tido como acabado, e inventar a “Família Scolari”, valorizando o grupo que convocou.

Mas o tempo passou. A Alemanha, vice em 2002 com um time envelhecido e futebol parado no tempo, mudou tudo. Renovou comissão técnica da seleção em sintonia com mudanças gerais no campeonato alemão e aposta nas categorias de base. Os jovens Jurgen Klisnman e o braço direito Joachim Low, foram os pensadores dessas mudanças.

Em 2006, em casa, a Alemanha foi eliminada pela campeã Itália na semifinal, mas o trabalho continuou.

Klinsman passou a bola para o auxiliar, a Alemanha voltou a chegar perto do título na Copa de 2010 e a evolução geral do futebol deles continuou, com reflexos no campeonato alemão e nas competições da UEFA. O Brasil parado no tempo e regredindo, com dirigentes só preocupados em ganhar dinheiro. Um cartolão com medo de ir para a cadeia, Ricardo Teixeira, negociou o poder com outro esquisito, José Maria Marin, que ressuscitou Scolari e seu discurso antigo.

Reprodução/Twitter/Globo

O zagueiro David Luiz era um dos sinônimos da ineficiência daquele time, mas titular absoluto. Continuou enganando no futebol inglês. Duas semanas atrás, o ex-ídolo do Arsenal, fez duras críticas ao descompromisso dele dentro de campo, registrado pelo site da Fox Sports:

* “Ídolo do Arsenal cobra David Luiz após erro em amistoso: ‘Não foi honesto’” (mais…)


Aniversário do Samuel Venâncio, que há cinco anos assumia a cobertura do Cruzeiro no lugar do Arthur Moraes

Parabéns ao Samuel, quase conterrâneo, nascido em Araçaí, que fica a 30 Km de Sete Lagoas, gente muito boa. No fim de 2015 ele foi escalado pela Úrsula Nogueira para cobrir o Cruzeiro, na Itatiaia, no lugar do Arthur Moraes, que entraria de férias e não retornaria mais, já que estava sendo desligado da rádio.

Uma transição tranquila, registrada por mim em minhas colunas no Super Notícia, O Tempo e aqui no blog, no dia 03 de fevereiro de 2016. Na época o Samuel ficou surpreso quando tomou conhecimento que seria o novo setorista na Toca da Raposa e teve o seguinte diálogo com o Arthur:

_ “Feliz pela oportunidade que estou ganhando, mas triste pelo fato de ser no seu lugar”.

_ “Faça o seu melhor, igual eu fiz quando assumi este lugar, 20 anos atrás; essa é a roda da vida e você merece”.

Um ano depois o Arthur começava uma nova etapa profissional na Rádio Super Notícia, onde está até hoje.

Para relembrar a coluna de fevereiro de 2016:

* “Com a volta do futebol e dos principais profissionais da imprensa, muita gente estranhou a ausência do Artur Moraes, repórter setorista do Cruzeiro, com quem conversei anteontem à noite.

Artur conta que na volta das férias, duas semanas atrás, foi comunicado pela direção da Itatiaia, que dentro das mudanças previstas para este ano, ele não cobriria mais o Cruzeiro e seria substituído pelo Samuel Venâncio nessa função.

Surpreso, mas entendedor de que neste mundo nada é eterno, e que toda empresa promove mudanças periodicamente, ele compreendeu e agradeceu pelos 20 anos de Itatiaia que seriam completados em maio. 

Descoberto em Manhuaçu

Natural de Cabo Frio-RJ, Artur Moraes cobriu o Cruzeiro por 19 anos, em um período de grandes conquistas do clube. Veio da Rádio Manhuaçu, depois de trabalhar nas rádios Difusora e Cultura, de Campos-RJ, onde foi colega de trabalho do Anthony Garotinho, que chegou a ser governador do Rio de Janeiro. Em 1996 foi contratado pela Itatiaia, por Osvaldo Faria e Emanuel Carneiro, depois que o Osvaldo o ouviu trabalhando em Manhuaçu. (mais…)


Arrogância castigada: “melhor do que você diz agora que está com medo; agressora demitida”

Inaceitável que alguém use de sua condição social ou formação escolar para tentar desmerecer a outra pessoa. Coisa de ser humano menor. Mas, acontece, até com frequência maior do que imaginamos. Quando há flagrante, felizmente, a indignação é grande. Foi o que ocorreu domingo, no Rio, quando um casal agrediu verbalmente a um fiscal da Vigilância Sanitária. Ao se referir ao marido da mulher, como “cidadão”, o fiscal ouviu dela: “Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”.

Pois é! Ontem ela foi demitida da Taesa, empresa onde era funcionária. O marido, “engenheiro”, não estava tão melhor assim que o fiscal, já que estava recebendo os R$ 600 do auxílio emergencial do governo. Agora, diz que está com medo de sair de casa, por causa da reação das pessoas à grosseria dele e da mulher, registrada pela reportagem do Fantástico, domingo.

Reportagem do jornal Extra, do Rio:

* “Estamos hoje com medo da nossa integridade física. Desde o momento em que a reportagem foi ao ar as pessoas na internet começaram a nos ameaçar. Há 24 horas não dormimos, não comemos e só bebemos água. Estamos apavorados com tudo isso”. A declaração é do engenheiro que foi flagrado pela reportagem do Fantástico, da TV Globo, durante inspeção da Vigilância Sanitária, em bar da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele e sua mulher questionaram a atuação da equipe da prefeitura, com ataques ao superintendente de educação e projetos da Vigilância Sanitária, Flávio Graça.

“Estamos recebendo ameaças por telefone. Estão nos xingando, nos ameaçando, estamos apavorados. Eu não esperava essa repercussão. Estamos com medo de sair na rua. Não queremos nem pensar em sair às ruas”, contou o engenheiro, que pediu para não ter seu nome revelado.

Auxílio emergencial

Questionado se ele havia solicitado o auxílio emergencial do governo federal, o engenheiro confirmou o pedido e disse que até alguns dias estava desempregado e não viu problema pedir o beneficio. “Eu recebei, sim, os R$ 600 porque estava desempregado. Consegui emprego no meio da pandemia. Se for necessário, eu devolvo. Entendo que essa medida emergencial se aplica a pessoa que precisa. Naquele momento era o meu caso”, revelou. Em nenhum momento, o engenheiro pediu desculpas para o fiscal da Vigilância Sanitária. (mais…)


As consequências das novas regras dos direitos de transmissão do futebol pela TV

Imagem: coluna do Fla.com

Às 10h30 do domingo, 06/07, Dona Celina me liga para dizer que estava com enorme dificuldade em conseguir comprar as imagens de Flamengo x Volta Redonda, na FlaTV. Desligada do mundo do futebol, queria saber se havia alguma opção diferente para se ver a partida. Por R$ 10, um jogo que começaria às 16 horas, pelo Campeonato Carioca. O marido diamantinense, Waldívio, não perde um jogo do rubro-negro e como nenhuma TV transmitiria a partida, a internet seria a única opção? Além de ser o Flamengo, o carioca é o único futebol reiniciado no Brasil e o congestionamento da internet, absolutamente previsível.

E depois da pandemia, como vai ser? De tudo que li e ouvi a respeito, essas mudanças podem ser boas para os clubes, porém, como sempre, não trabalham unidos. O Flamengo agiu sozinho, só pensa nos próprios interesses. Na sequência, ele e todos os demais podem se ferrar.

Para este e todo assunto jurídico envolvendo o futebol, uma voz que vale a pena ouvir é a do vice vice-presidente do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha, que twitou, hoje:
@lasaroccunha: “
Aqueles q festejam a quebra dos contratos de transmissão do futebol, alicerçados numa Medida Provisória(984), editada p atender aspirações de um clube q não é capaz de pensar além do seu “umbigo”, talvez não sabem o impacto negativo q essa insegurança contratual pode produzir…

A união dos clubes do nosso futebol passa p alteração do modelo de negociação individual p a negociação coletiva dos direitos das competições, c fixação de um padrão razoável de equilíbrio entre os valores do rateio. A lei pode ajudar p IMPOR negociação pela entidade dos clubes.”, disse o Dr. Lásaro.

Assim como a pandemia do coronavirus, ainda está tudo incerto em relação aos direitos das transmissões dos jogos. A Rede Globo manda  no assunto, com mão de ferro, desde o fim dos anos 1980. Com o seu poderio econômico e de barganha, monopolizou as transmissões, passou a controlar as fórmulas de disputa dos campeonatos estaduais e Brasileiro, e a escolher quais os clubes levariam mais ou menos dinheiro. O primeiro abraçado por ela foi o Flamengo, em 1980, que agora a abandonou, em nome de maiores ganhos, com outras formas de negociação e transmissão, com o surgimento das novas tecnologias, além de novos parceiros.

Há quem preveja que os campeonatos estaduais vão acabar. A Globo ameaça sair fora, não só do carioca, mas também de todos. Como diria aquele antigo treinador, “vamos aguardar”.

Até lá, sugiro a leitura de quem, para mim, melhor informou e analisou sobre o assunto até agora, que é o Paulo Vinícius Coelho – PVC -, na coluna dele na Folha de S. Paulo:

* “Sem dinheiro de TV, manter estaduais exigirá novas formas de financiamento

Discussão sobre direitos é decisiva e pode ter impacto enorme no futuro do futebol brasileiro

A decisão da Rede Globo de cancelar o contrato para transmissão do Estadual do Rio pode ser o início do fim, ou o começo de uma nova era em que não existam mais os estaduais.

Na prática, foi o Boavista quem descumpriu o que assinou, ao permitir a transmissão de sua partida pela FlaTV. Pelo acordo com a Globo, o Boavista não poderia permitir a transmissão de seus jogos, como mandante ou visitante, por qualquer outra mídia.

Pode alegar que a Medida Provisória 984, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, cortou as suas pernas e deu respaldo ao Flamengo, por ser o mandante. Mas o Boavista nem sequer se manifestou, como se não fosse parte do problema. O momento atual é decisivo e pode ter impacto enorme no futuro. No último domingo (28), a boa audiência do jogo Fluminense x Volta Redonda registrou índices parecidos com o de espectadores de Espanyol x Real Madrid, ambos na TV fechada. (mais…)


Brasileirão pode começar dia 8 de agosto, mas falta combinar com o vírus

Ilustração: https://chuteirafc.cartacapital.com.br/tag/serie-a-do-brasileirao-2020/

A CBF marcou o início do Campeonato Brasileiro para os dias 8 e 9 de agosto. Tomara que dê certo e a bola role. Mas, não houve combinação com o coronavirus e a entidade que manda no futebol do país, corre o risco de passar o que a Federação Mineira de Futebol passou agora: marcou o reinício do Mineiro para 26 de julho e na semana passada foi informada pelas autoridades sanitárias do estado, que nessa data, não vai dar, já que a pandemia não estará dominada até lá.

Mas, duas novidades estão confirmadas para a disputa, independentemente de quando vai começar: dos 20 clubes da Série A, 19 concordam em jogar fora de suas cidades, caso até lá suas sedes estejam vetadas pelas autoridades. Só o Athletico/PR, se recusa a jogar fora de Curitiba, alegando prejuízos técnico e financeiro.

A outra novidade é que o campeonato vai atravessar 2020, terminando só nos primeiros meses de 2021, já que a fórmula de disputa por pontos corridos será mantida.


Vem aí o Brasileirão: possibilidades do Mineiro da Série A

Ano passado Cazares (foto do Bruno Cantini/CAM) marcou um golaço na vitória sobre o Flamengo, no Independência, por 2 a 1.

Tecnicamente, dentro de campo, o Brasileirão será uma outra incógnita, tanto na Série A quanto na B, porque ninguém sabe como estarão os 20 integrantes de cada uma. Na A, o Flamengo segue como principal favorito. Manteve a comissão técnica, os melhores jogadores e voltou a trabalhar antes dos demais. Palmeiras e Grêmio, na sequência. Em função dos altos investimentos em comissão técnica e elenco, o Atlético entrou neste radar de candidatos. Pelas aquisições mais recentes, está claro que a diretoria está cumprindo o que combinou com o técnico Jorge Sampaoli, que aceitou o convite com a condição de que fosse montado um grupo competitivo, que não entrasse na disputa apenas como coadjuvante.

Caso seja permitido o público no Mineirão e Independência, será outro fator fundamental para ficar otimista.


Possibilidades dos mineiros da Série B 2020

Em foto do Mineirão/Minas Arena, lance de América 1 x 1 Cruzeiro, dia 9 de fevereiro, pelo Campeonato Mineiro. Lisca já comandava o Coelho e Adilson Batista, a Raposa.

Na Série B, acredito plenamente no sucesso do futebol mineiro. O América, que foi muito bem em 2019, se reforçou dentro e fora de campo. Lisca é um bom treinador, a diretoria mantém as contas em dia, apesar da crise, que é para todos. O Cruzeiro tem a força da camisa, uma ótima comissão técnica e está montando um time que, aparentemente, tem todas as condições de ficar com uma das quatro vagas, que é o que importa nesta disputa.


Problema maior no futebol brasileiro é para o clubes “invisíveis”

Dos raros dias de casa cheia na Arena do Jacaré, do Democrata de Sete Lagoas.

Semanas atrás o Luverdense Esporte Clube soltou nota sobre uma possível desistência do Campeonato Mato-grossense e da Série D do Brasileiro. O Noroeste de Baurú fechou as portas para 2020 e dispensou os funcionários, apesar de liderar com o folga a Série A3 de São Paulo. Em Minas, quase todos os clubes do interior dispensaram seus profissionais e muitos devem fechar as suas portas em definitivo. A situação está assim em todo o Brasil.

As séries A e B do Brasileiro não são motivo para tanta preocupação, já que os clubes têm visibilidade e apoio material e financeiro da CBF, federações, governos municipais, estaduais e federal. Problema mesmo têm os das séries C, D e principalmente os demais, que não estão nas divisões nacionais. Os regionais, que antigamente eram os principais formadores e fornecedores de jogadores para os grandes. São “invisíveis”, só lembrados pelas entidades e governos, quando chega a hora de pagar as tantas taxas de inscrições, alvarás, multas e etecetera e tal, as mesmas, nos mesmos valores, que são pagos pelos maiores do futebol brasileiro.

Também a imprensa estadual e nacional, só se lembra deles quando anunciam que estão fechando as portas ou quando passam por alguma situação constrangedora, em função das dificuldades financeiras. A maioria absoluta, na penúria; vejamos quantos sobreviverão.


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