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Aos 41 anos de idade, Formiga disputa sua sétima Copa e continua sendo um dos motores do time

Imagem @CBF_Futebol

Além de Marta e Cristiane, Formiga é outra jogadora muito festejada da seleção brasileira nesta Copa do Mundo. Aos 41 anos de idade, bate recorde em disputas de Copas: sete. Disputa desde a primeira edição em 1991. Mesmo sendo a mais velha entre todas as jogadoras aqui na França ela foi um dos destaques do time na vitória de 3 a 0 sobre a Jamaica na estreia.

A seleção brasileira foi muito bem recebida por alguns brasileiros em sua chegada em Montpellier, local da segunda partida, contra a Austrália, quinta-feira às 18 horas aqui, 13 no Brasil. Mas animação mesmo e muito barulho quem está fazendo nesta Copa feminina na França é a torcida da Holanda, nas ruas Le Havre, onde o time laranja está para a estreia contra a Nova Zelândia, hoje, pelo Grupo E.


Torcida brasileira na França é maior do que se esperava na Copa feminina

A estudante Lola, que saiu da Alemanha para dar força à seleção brasileira em Grenoble

Surpresa para incrédulos da imprensa, eu inclusive, muitos brasileiros vieram à França para dar força à seleção feminina, comandada pelo técnico Vadão. Gente que veio do Brasil e uma maioria que mora em alguma parte da Europa e se deslocou até aqui para torcer. Só no hotel em que fiquei em Grenoble conheci duas brasileiras se enquadram nestes exemplos. Valéria, pernambucana que mora em Teresina, veio fazer turismo e torcer nos jogos da primeira fase. É a primeira vez dela na Europa e só está decepcionada com o curso de francês que ela fez no Brasil e está tomando bomba no teste por aqui. Segundo ela, parece outro idioma: não está entendendo nem conseguindo falar nada. Mas está adorando a viagem e rasga elogios à gentileza dos franceses, ao contrário do que muita gente fala deles sobre isso.

A gaúcha Lola, essa da foto que ilustra o post, é de Pelotas, mas mora em Munique há quase dois anos. Estudante de moda, pegou um ônibus na Baviera e varou a noite até chegar em Grenoble para dar força à seleção. Está gostando de tudo, com elogios especiais ao grande público na estreia do Brasil, que ela não imaginava que fosse tão grande e tão animado. De Grenoble, Lola, que é torcedora do Internacional, vai para Montpellier, para o segundo jogo do Brasil, quinta-feira, 13 horas, contra a Austrália.

Com ela o estudante catarinense de Garopaba, Lucas, que veio do Brasil só para torcer pelo time brasileiro, principalmente por causa da Marta, de quem é fã, que ficou de fora ontem, mas que deve jogar na quinta-feira.


Com o fim do Torneio de Roland Garros, Copa feminina começará a ter mais destaque na imprensa francesa

Hoje é feriado de pentecostes na França. Tranquilidade total nas ruas de todo o país e pouca coisa funcionando. A imprensa destaca o feito de Rafael Nadal, mais uma vez campeão em Roland Garros: primeiro tenista a conquistar 12 títulos de um mesmo Grand Slam. Está na capa e nas manchetes de quase todos os jornais, depois de derrotar, ontem, o austríaco Dominic Thiem na final, em Paris.

Aliás, o Torneio de Roland Garros ocupava mais espaços na mídia esportiva da França do que a Copa feminina. Impressionante como eles veneram esta competição. O Le Figaro, por exemplo, não dá uma linha sequer, hoje, sobre a vitória do Brasil e demais jogos de ontem. Dá destaque apenas para os sucesso de audiência que a Copa está proporcionando às TVs francesas e de várias partes do mundo. Quase 10 milhões de pessoas assistiram a abertura da Copa, sexta-feira: 9,83 milhões e estádio Parque dos Príncipes lotado: 45.261 pessoas, nos 4 a 0 da França sobre a Coreia do Sul. Comparando, a estreia dos homens, em Moscou 2018, contra a Austrália, foi vista por 12,6 milhões de pessoas.

Outro destaque para o futebol é a cobrança para cima da seleção masculina deles, campeã do mundo ano passado, que perdeu de 2 a 0 para a Turquia, com a clássica pergunta: “cadê os campeões?”


Distância do estádio ao centro proporcionou uma das mais belas festas da Copa até agora

O Stade des Alpes, em Grenoble, fica a menos de 1 km do cento da cidade e isso proporcionou uma das cenas mais bonitas e animadas desse mundial feminino. Em grupos, os muitos torcedores brasileiros saíam dos bares e restaurantes, com suas bandeiras, camisas de diversos times e charangas improviadas em direção ao estádio. Franceses e estrangeiros de todas as partes se contagiavam e seguiam o cortejo. Um carnaval temporão nos Alpes torcida que terminou lotando o estádio para ver Brasil 3 x 0 Jamaica: 17.688 pagantes numa Arena cuja capacidade é 20 mil torcedores.


Treinador e jogadores do Galo não foram bem contra o Santos, mas Ricardo Oliveira foi péssimo

Cinco horas de diferença da França para o Brasil. Já madrugada de segunda feira, morto de sono, fiquei ouvindo no hotel em Grenoble a transmissão da Itatiaia e o Caixa tentando empurrar o time. Pelo que ouvi, vitória santista justa.

Era esperado que partisse com tudo pra cima do Atlético. Questão de honra e manutenção de emprego para jogadores e comissão técnica “peixeiros”. Mas o Galo foi muito abaixo do que se pensava que seria. Mistura de mau futebol da maioria que esteve em campo com opções táticas e técnicas do Rodrigo Santana. Derrota coletiva.

Uma das opções equivocadas do treinador é manter o Ricardo Oliveira como titular. Quando saiu aquele “balão de ensaio” dizendo que o Santos estava levando este senhor, torci muito para que isso ocorresse. Mas, imediatamente, me lembrei que os muitos anos de futebol ensinaram que sempre temos que desconfiar de muita coisa na vida e na principalmente na bola. Procuradores de jogadores são espertos e sabem plantar notícias. Garantem seus clientes na mídia e forçam a barra para renovações de contrato e transferências.

Infelizmente, Ricardo Oliveira, muito bom de papo e de pregações, ficou na Cidade do Galo. E somos obrigados a ver cenas como essa na derrota para o Santos, fazendo birra e dando chilique ao ser substituído pelo Alerrandro, que deveria ser o titular absoluto.

Papelão desse veterano que, com quase 40 anos de idade, deveria contribuir para unir o grupo e dar bons exemplos.


Seleção feminina estreia bem na Copa, na cidade do acidente do Schumacher e dos Jogos Olímpicos de Inverno

Grenoble é uma belíssima cidade dos Alpes, a 575 quilômetros de Paris, ao sul, na divisa com a Itália. Ficou mundialmente famosa ao receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968. Tem um dos maiores e mais procurados complexos de esqui do mundo, e lamentavelmente foi aqui, mais precisamente nas montanhas de Méribel, a 17 quilômetros, que Michael Schumacher, bateu a cabeça numa pedra, no dia 29 de dezembro de 2013 e se acabou para a vida normal. Cidade turística e universitária (entre 50 e 60 mil estudantes), 175 mil habitantes, recebeu a seleção brasileira em sua estreia na Copa do Mundo feminina.
Uma vitória de 3 a 0 na largada anima qualquer ambiente. Vale principalmente para a seleção comandada pelo Vadão, que chegou completamente desacreditada para esta disputa na França. A Jamaica não é adversária de peso, mas o time brasileiro vinha de péssimos resultados nos amistosos preparatórios. Marta sempre fará falta, mas Cristiane estava inspirada e retornou à seleção exatamente para ajudar levantar o astral do grupo. Ela é uma jogadora de personalidade, que fala o que pensa e enfrenta as consequências. Desde o início de 2018 tinha decidido não jogar mais na seleção.

Candidata a primeiro lugar deste Grupo C, na fase de classificação, a Itália está em segundo, já que venceu a Austrália por 2 a 1, perdendo no saldo de gols. Aliás, as australianas treinaram muito e querem se classificar. Serão as próximas adversárias do Brasil, dia 13, quinta-feira, 13 horas em Montpellier.


Seleção feminina tenta superar problemas para fazer bonito na Copa da França

Foto: CBF

Nenhum clima de euforia pela estreia da seleção brasileira na Copa feminina da França. Muito pelo contrário: o time perdeu os nove últimos amistosos preparatórios e não fez nenhum amistoso desde a última derrota, em oito de maio para a Escócia. Para complicar mais ainda, o técnico Vadão não poderá contar com Marta, a melhor jogadora do time e do mundo, nesta primeira partida contra a Jamaica, às 10h30, horário brasileiro. Um problema muscular na coxa esquerda pode comprometer a qualidade do futebol dela neste mundial.

Esta é a oitava Copa feminina, e o Brasil participou de todas até agora. A melhor campanha foi na quinta edição, em 2007, disputada na China, quando Marta e cia. ficaram com a taça de vice. Até então a melhor colocação tinha sido o terceiro lugar, em 1999, nos Estados Unidos. Na primeira Copa, em 1991 (na China) e na segunda (na Suécia), a seleção brasileira não passou da primeira fase. Em 2003 (novamente nos Estados Unidos) e em 2011 (na Alemanha), foi eliminada nas quartas de final. Em 2015, no Canadá, foi eliminada nas oitavas.

Ontem uma das principais favoritas ao título, a Alemanha, estreou vencendo a China por 1 a 0. A Espanha fez 3 a 1 na África do Sul e a Noruega venceu a Nigéria, 3 a 0.

Às 13 horas de hoje tem Inglaterra x Escócia.


Empate do Cruzeiro, reação americana e novamente Galo x Santos

Foto: twitter.com/Cruzeiro

Conferindo o sábado futebolístico no Brasil, li que o Cruzeiro empatou com o Corinthians e o América surpreendeu e conseguiu a primeira vitória na Série B, vencendo o CRB em Maceió por 3 a 1. Que o Coelhão continue nessa toda.
André Rizek‏ não gostou do que viu na Série A: @andrizek “Que noite de sábado desgraçada, a minha. Assisti a Cruzeiro 0 x 0 Corinthians, depois Avaí 0 x 0 São Paulo, na sequência. 180 minutos de um grande nada. Só me resta beber”
Já o Victor Martins foi mais ameno: @victmartins: “Avaí x São Paulo faz parecer que Cruzeiro x Corinthians nem foi tão ruim.”
O Galo joga às 19 horas, de novo contra o Santos, na casa deles. Parada será mais dura já que a derrota santista pela Copa do Brasil na quinta-feira continua doendo no lombo do Sampaoli.


Dica para o sábado: Festival de cervejas artesanais na Serra do Cipó com Tianastácia

Certamente eu estaria lá, caso não estivesse cobrindo a Copa do Mundo feminina, na França, mas sugiro muito, neste fim de semana, o Cipó Beer, Festival de Cervejas Artesanais da Serra do Cipó, com a banda Tianastácia como principal atração musical. As melhores cervejas produzidas em Minas, inclusive as novidades do Cipó, como essa, que ganhei semana passada, em Conceição do Mato Dentro, do Rafael, do Bar Distrito:

Mais informações: www.vemprocipo.com.br/eventos/ –  ou 31 3718.7040 ou www.chaodaserra.com.br/


Um estádio muitíssimo parecido com o Mineirão

Por fora e por dentro o Parque dos Príncipes faz lembrar o Mineirão. Pertence à prefeitura de Paris, mas administrado em parceria com o Paris Saint-Germain (PSG, que manda nele os seus jogos. Tive o prazer de assistir aqui exibições de mineiros que, que pela competência, extrapolaram as montanhas de Minas e brasileiras: Skank e Alexandre Pires (Só Pra Contrariar), durante a Copa de 1998. Foi um festival organizado pelo Raí, que tinha parado com a bola e continuava ídolo do PSG.

Também assisti aqui o Brasil goleando o Chile, 4 a 1, pelas Oitavas de 1998. O estádio fica bem perto do centro da capital francesa e é servido por três linhas de metrô cujas estações ficam a menos de 500 metros dos portões de entrada: Porte de Saint-Cloud, Porte de Saint-Cloud e Michel-Ange Molitor.


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