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Na abertura do Mineiro’19 mesmo com a “novidade” Ewerton Maradona, Guarani não parou o Cruzeiro

Nessa foto do site do Cruzeiro está o Raniel, o dono do jogo desta tarde, com dois gols e muito boa atuação.

Ewerton “Maradona” foi um foguete que não estourou no Atlético nos anos 1990 e agora está com 36 anos de idade. De cara foi vítima de algum idiota que pôs este complemento de nome nele, por causa da semelhança do cabelo com o astro argentino. Mas amanhã o Roger Bernardo, 33, outra “novidade” poderá arrebentar e ajudar o Villa Nova a vencer e Nova Lima o Tupynambás, e quem sabe, até ser vendido depois do campeonato e ajudar a resolver os problemas financeiros do Leão do Bonfim. Afinal, o Villa sempre revelava grandes volantes e e principalmente zagueiros para o país.

Doce ilusão! Mas, num passado não muito distante, era assim. A cada início de estadual havia uma expectativa quanto a qual clube do interior revelaria os melhores ou o melhor jogador e qual deles seria a “sombra” a incomodar os da capital. Valeriodoce de Itabira, Villa Nova, Caldense, Uberaba, Uberlândia, meu Democrata de Sete Lagoas e Democrata de Governador Valadares sempre se destacavam.

Veio a Lei Pelé e acabou com isso, entregando o filet do futebol profissional aos atravessadores. Como nenhuma tragédia vem desacompanhada e depois da queda vem o coice, no fim dos anos 1980 a TV entrou de sola no mercado. Competente e organizadíssima, tomou conta, fomentando e se aproveitando da desunião e burrice da maioria dos clubes. Nem falemos dos interesses inconfessáveis de incontáveis cartolas, provavelmente maioria, que negociavam e continuam negociando à parte. Outros, por vaidade, no sonho de entrar para a história, gastavam e gastam mais que podiam e podem, endividando o clube de forma comprometedora. A TV, muito solidária e “amiga” se prontifica a “ajudar” antecipando cotas dos anos seguintes para renovações antecipadas dos contratos de direitos de transmissão. Nessa “filantropia” tornou quase todos os clubes reféns de suas verbas. Quando alguma TV concorrente ao menos pensa entrar no jogo, encontra como primeira barreira as amarras dos clubes com a poderosa que lhes antecipou dinheiro e os têm debaixo do balaio. Presidente ou qualquer diretor de clube vai embora, o problema fica, ninguém é responsabilizado e os sucessores que se danem.

De tempos em tempos tudo na vida precisa ser reavaliado e reajustado, mas no futebol é diferente. Com exclusividade a TV dona dos direitos faz o que quer. Como a moita verde no pasto seco continua verdinha, não há interesse em mudanças, mesmo quando o torcedor está cansado da mesmice, de saco cheio. Importante é que o faturamento publicitário está gordo, o cartola desonesto satisfeito, mesmo se o seu clube esteja se ferrando.

Muitas vezes os patrocinadores do campeonato são os mesmos da TV e dos veículos de comunicação mais poderosos. Com isso, raramente alguém fala que os clubes do interior recebem uma cota ínfima em relação aos da capital e a cada ano morre um tradicional. Os empresários, donos da maioria dos jogadores, fundam clubes ou fazem dos tradicionais, barrigas de aluguel, enquanto for do interesse. Quando deixa de ser, vão-se embora e deixam o moribundo para ser enterrado pela cidade e seus torcedores.

E vamos que vamos! Neste primeiro jogo do Mineiro’2019 fiquei atento ao problema de saúde do grande radialista e amigo Alberto Rodrigues, que felizmente não teve nada de grave, e fiquei sabendo que foi 3 a 1 para o Cruzeiro com dois gols do Raniel e um do Robinho.

Do Guarani e de Divinópolis os repórteres devem ter dito que o estádio Farião foi “reformado” com uma boa caiação dos muros, vestiários pintados, que o gramado estava até bom, apesar de “um pouco duro” e que havia muita gente nos morros vizinhos assistindo a partida, de graça. Igual eu falava no início dos anos 1980 quando era repórter de campo da saudosa e queridíssima Rádio Capital.


Alberto Rodrigues passa mal antes de Guarani x Cruzeiro, mas avisa que já está bem

Foi só um susto, justamente na terra natal dele, a ótima Divinópolis. O filho dele, o também jornalista “Vibrantinho”, tranquilizou a todos, via twitter:

* Vibrantinho @vibrantinhotv

Thiago Reis, Alberto Rodrigues e o Vibrantinho

“Amigos, estou aqui em Divinópolis e meu pai está sendo cuidado no Hospital São Judas Tadeu e está bem. Agradeço aos amigos @pequetitoreis , @AdroaldoLeal , @samuelvenancio e @thiagoreisbh por terem o socorrido e ajudado a encaminha-lo para o hospital.”

***

Menos mal. Força a este que é um dos colegas mais queridos da imprensa brasileira; meu amigo e mestre Albertinho. O portal da Itatiaia deu mais detalhes:

* “O narrador Alberto Rodrigues teve um mal-estar neste sábado, antes do duelo entre Guarani e Cruzeiro, devido ao forte calor em Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais.

Por precaução, o narrador foi encaminhado ao Hospital São Judas Tadeu para realizar exames de rotina.

Está tudo bem com o nosso vibrante! E ele aproveitou o momento do soro para tranquilizar a todos.

“Obrigado pela solidariedade de todos os colegas da imprensa, do Hospital São Judas Tadeu, do Samu e de todos os ouvintes da Rádio Itatiaia. O calor aqui é realmente muito forte e eu não resisti”, disse Alberto.

A Rádio Itatiaia tranquiliza a todos e informa que foi apenas um susto.”

http://www.itatiaia.com.br/noticia/depois-de-mal-estar-em-divinopolis-alberto-ro


Fé no “Burro com Sorte” faz acreditar que o Galo será melhor este ano que em 2018

Claro que o título do post é uma referência ao livro autobiográfico do Levir Culpi, que fez do que seria uma ofensa de um torcedor no seu início de carreira, um exemplo da passionalidade e incompreensões do mundo do futebol. (Foto do Bruno Cantini/CAM

Não sei até que ponto irá o Atlético este ano; se vai beliscar algum título ou não, porém, certamente terá um time melhor de se ver jogar; mais confiável. Levir é competente, tem credibilidade e se impõe. Tem controle sobre o grupo e não permite que a diretoria contrate tão mal, como ocorreu ano passado.

Das aquisições até agora, só achei fraca a do atacante Maicon “Bolt”. Se fosse bom de bola como é para dar entrevistas estaria na seleção brasileira, mas o time precisa é de quem jogue e marque gols. Boas apostas, como o lateral Guga, que veio do Avaí. Tem 22 anos e fez um bom Brasileiro na série B. O volante Jair é tido como um ótimo marcador e sabe chegar ao ataque; dos únicos que escapavam do rebaixado Sport Recife. Vinícius, meia que ajudou o Bahia a se manter na A ano passado, chuta bem de longe e é habilidoso. A zaga deve deixar de ser “peneira” com o retorno do Rever e a chegada do Igor Rabello, do Botafogo; para mim, a melhor contratação atleticana.


Sem mudar muito e com um reforço de verdade, Cruzeiro deverá brigar de novo na prateleira de cima

Em foto do FOX Sports, Mano Menezes e Rodriguinho em tempos de Corinthians

O Cruzeiro além de manter a comissão técnica e quase todo o time de 2018 deve se reforçar com Rodriguinho, ex-América, principal jogador do Corinthians campeão brasileiro de 2015 e 2017. Em condições normais joga até mais que o uruguaio Arrascaeta. Resta saber se está bem fisicamente, se está sendo profissional e se cuidando devidamente fora das quatro linhas. Ficou apenas uma temporada no futebol egípcio, para onde foi apenas para ganhar dinheiro, já que dentro de campo não teria nada a aprender por lá.


A aposta do América de Givanildo nos velhos e nos novos em 2019

Neto Berola (esquerda) e o lateral João Paulo, apresentados pelo sócio Onda Verde Carlos Augusto, em foto de Mourão Panda/América

Aos 31 anos, Neto Berola é a contratação mais famosa do América. Com menos dinheiro que os seus maiores concorrentes, o Coelho investe em jogadores mais rodados e nas categorias de base. Acredito no olho clínico do técnico Givanildo Oliveira, que deverá contar na estreia do Mineiro, domingo, contra a Caldense, em Poços, com apenas quatro remanescentes do time que terminou 2018: o zagueiro Messias, os volantes Zé Ricardo, Juninho e o meia Matheusinho.

Sempre às voltas com problemas físicos, Berola não era titular no CSA, clube que ajudou a subir para a Série A do brasileiro. É uma aposta válida da diretoria e torço para que seja muito útil. Mas acredito mais nos sete jovens promovidos da base pelo Givanildo, mesmo sem vê-los jogar. Além da tradição do América nesta área, qualquer jogador da base veste com mais orgulho a camisa do clube que o acolhe no início da carreira, somando a isso o sonho de se tornar alguém no mundo do futebol.


Nessa época, jogadores sem qualidade, boêmios e enganadores com os seus empresários competentes deitam e rolam

Imagem: soderbi.com.br

Todo início de ano a avaliação do futuro dos nossos clubes na temporada que se inicia é semelhante. No afã de motivar os seus torcedores os departamentos de marketing capricham e exageram nas letras, tintas e cores para dizer que os fulanos e beltranos contratados são espetaculares e que resolverão os problemas das respectivas posições. Ultimamente estão chegando ao ridículo de usar o photoshop para montar foto com a cara de um contratado com a camisa do clube, até comemorando gol. Às vezes o sujeito não sabe ainda nem a cor da camisa do time.

Boa parte da imprensa vai no embalo e participa dessa Ópera-bufa, vendendo ilusões, mentindo para o torcedor, elogiando determinados contratados sem nem vê-los jogar ou saber se estão bem fisicamente, se ainda têm energia e motivação para jogar futebol.

Manchetes em letras garrafais e gritos aos microfones alardeiam: “chegou mais um reforço na Cidade do Galo … na Toca da Raposa … no Lanna Drumond…”

Quando os campeonatos começam e a bola rola pra valer a frustração é gigante na maioria ou totalidade dos casos. Jogadores sem qualidade técnica ou física, ex-jogadores em atividade, boêmios e enganadores com os seus empresários competentes deitam e rolam. Comem, dormem e ganham um bom dinheiro por uma ou mais temporadas sem justificar os investimentos, que não são poucos.

Vão embora com os bolsos cheios e rapidamente são esquecidos porque na virada do ano outros estão chegando, a roda continua girando e os prejuízos ficam com os clubes, dirigidos em incontáveis casos por irresponsáveis, incompetentes e aproveitadores. Bem ou mal intencionados, estes cartolas também vão embora, deixando os rabos de foguete para trás, com a omissão ou cumplicidade de grande parte da imprensa.

Não é à toa que a cada ano menos gente está indo aos estádios ou se interessando como antes pelo time para o qual torce.


Com Elzo, Mirandinha, Edson Boaro e parceria com República Dominicana, Democrata Jacaré tenta retorno à primeira divisão de 2020

Elzo, ex-Atlético, presenteia Carlinhos do Área Verde, um dos melhores bares de Sete Lagoas, no Bairro São Geraldo

Jogador venezuelano Jose Piña posa com  Mirandinha (esquerda) e com o diretor Cesar Maciel

Atual gerente de futebol do Jacaré, Mirandinha abre o jogo (Fotos: Assessoria Democrata) 

Com data marcada para estreia na segunda divisão chamada de “Módulo II” do Campeonato Mineiro, contra o Uberaba, no dia nove de fevereiro, o Democrata vem apresentando jogadores e comissão técnica à sua torcida. A nova gestão do futebol do clube – que tem o ex-volante Elzo como comandante, tem também Mirandinha (ex-centroavante do Cruzeiro e Palmeiras), gerente de futebol e Edson Boaro, ex-lateral do Corinthians como treinador.

A primeira novidade é o meio campo Jose Piña, um venezuelano de 23 anos, que veio através de uma parceria do Jacaré com o Inter RD, clube da República Dominicana, que deverá enviar mais jogadores.

O técnico Edson fez sucesso na década de 1980 com a camisa do Corinthians e disputou a Copa de 1986, no México, comandado por Telê Santana.

Mirandinha foi o primeiro jogador brasileiro a defender uma equipe inglesa na Premier League, o Newcastle.

Elzo brilhou com a camisa do Atlético, Palmeiras e Benfica; foi um dos melhores jogadores da Copa de 1986, titular em todos os jogos. Uma curiosidade interessante na carreira dele é que nunca foi expulso de campo, em 15 anos de carreira. Se aposentou no Grêmio Catanduvense em 1993.


E deu Galo, de novo, no Rapogalo de fim de ano em Conceição

Da esquerda para a direita, Glauciney, Túlio, Sérgio, Paulo, Bolão, Márcio, Digão, Samuel, Lobão, Geraldo, Juninho, Tadeu, Jobert e Gustavo; agachados: Remilson, Estácio, Jordane, Milton, Otávio, Wellington, Rafael, Jorge, Bruno, Walace, Beto, Warley, Pedro, Edward, Gustavo, Rodrigo, Dudu, Diego, Miguel.

Foi 3 a 1 para o Atlético, no campo da AABB. Fundador desta confraternização, o Betinho do saudoso Caci, atleticano, informa: ” … poderia destacar q na vitória desse ano, 2018, jogamos desfalcados de nossos 02 melhores jogadores, Jordane e Marcinho do Zé (o maior artilheiro do Rapogalo com 19 gols). E eles tiveram a presença de dois ex-atletas do Villa, Milton Tanque e Rodrigo.

Dessa vez até com árbitro de nível superior pra ninguém reclamar: Antônio William Gomes apitou a tradicional confraternização entre atleticanos e cruzeirenses na última pelada do ano em Conceição do Mato Dentro. De 23 disputas foram 12 vitórias alvinegras oito empates e três vitórias estreladas.

Antônio William Gomes apitou muito bem e foi até cumprimentado pelo zagueiro Wellington, porreteiro, que teve um cartão amarelo perdoado para não ser expulso.


Discussão sobre cotas da TV aos clubes gera elogio até de cruzeirense a Alexandre Kalil

A semana passada foi marcada pela ida do Arrascaeta para o Flamengo e a discussão sobre a distribuição de verbas da TV pelos direitos de transmissão do Brasileiro. Com direito à volta a cena do futebol de Alexandre Kalil, profundo conhecedor do assunto, entrevistado pelo Henrique André, do Hoje em Dia, na quinta-feira e repercussão na mídia nacional.

Mauro Cézar, comentarista do ESPN, entrou no assunto e twittou:

Imediatamente tomou o troco de Kalil:

O cruzeirense fanático João Chiabi Duarte, colunista do Blog do Torcedor do Globo.com, enviou-me essa mensagem:

* “É Chicão … pensei que futebolisticamente jamais iria bater palmas para o Alexandre Kalil… mas, esta enquadrada no Mauro Cezar Pereira da ESPN foi muito oportuna…”

E enviou essa mensagem direto ao ex-presidente do Galo:

*”Kalil,
Como cruzeirense é óbvio que normalmente não vou gostar de suas posições…
Mas, o atleticano terá que lhe demonstrar gratidão eterna. FATO !!!
Agora, quanto a bater de frente com a imprensa do eixo Rio-São Paulo terá meu apoio sempre.”

Sexta-feira Kalil voltou a twittar:

 

A entrevista foi esta:

“Caso Arrascaeta: Kalil relembra profecia de 2014 e critica poder dado ao Flamengo no mercado”

Henrique André

hcarmo@hojeemdia.com.br

“Os clubes têm que mandar a televisão (Globo, detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão) fazer o Campeonato apenas com o Flamengo. É hora de fazer uma grande guerra. Eles (TV) vão perder audiência. Se não for feito, os clubes vão fechar as portas”. Para Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético e atual prefeito de Belo Horizonte, esta é a única solução para diminuir a cota do time carioca e, consequentemente, a disparidade em relação aos outros concorrentes da Série A.

De acordo com estudo da empresa de consultoria Ernest & Young, em caso de título, o Flamengo receberia cerca de R$327 milhões em cotas no Brasileirão 2019. Este valor, inclusive, é de R$147 milhões a mais que a projeção feita para o ano passada.

Já o Corinthians, detentor da segunda maior torcida do país, ficaria com R$271 milhões em caso de título. Este montante representa cerca de R$91 milhões a mais que em 2018.

No novo modelo de divisão de cotas, Atlético e Cruzeiro podem receber menos do que na temporada passada; o valor deve cair de R$108 para R$100 milhões, mesmo em caso de volta olímpica.

“Enquanto isso não acontecesse (o Flamengo entrar com força máxima no mercado), os clubes não iam acordar. Na última vez que negociei com eles (Globo), não deixei nem subirem na sede. Ficaram na calçada da Olegário Maciel. O Atlético foi o último a assinar”, acrescenta Kalil em entrevista ao Hoje em Dia.

Questionado sobre a não mudança de cenário, mesmo com a demora para assinar o acordo, o ex-presidente do Galo disse que vários fatores interferem na união dos clubes pela causa e que o atual cenário é consequência de “safadeza e corrupção”.

Palmeiras

Sobre o crescimento financeiro do Palmeiras nos últimos anos e a força do alviverde no mercado da bola, Kalil é enfático ao afirmar que não pode ser comparado com o Flamengo. De acordo com o prefeito da capital mineira, os paulistas arrecadavam menos que o Atlético durante seu mandato e que tiveram competência para se reestruturar e fazer a parceria com a Crefisa, patrocinadora master.

“O caso do Palmeiras é bem diferente e a gente não pode misturar as coisas. O Paulo Nobre (ex-presidente) foi muito competente e isso é preciso ser destacado. Assim como o Alexandre Mattos (diretor de futebol), que tem sido muito feliz nas contratações”, explica o ex-presidente atleticano, que também frisou a competência do Cruzeiro em manter a maioria do elenco que conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil e o técnico Mano Menezes.

Sobre o Atlético e seus desafios, Alexandre prefere se abster e, sem titubear, apenas afirma que “isso é assunto para o Sette Câmara (atual presidente) responder”. Ele ainda lembrou que, o time campeão da Libertadores em 2013, época em que ainda ocupava a principal cadeira do alvinegro, foi montado sem dinheiro em caixa.

Pedra cantada

A surpreendente ousadia do Flamengo ao investir no mercado da bola, principalmente com a batida de martelo com Gabigol e Arrascaeta, foi pedra cantada por Kalil há quase cinco anos. Em entrevista ao canal Fox Sports, ele previu o domínio rubro-negro no cenário nacional.

“O Flamengo está com uma diretoria que está arrumando o clube. Se arrumar o Flamengo, acabou o futebol brasileiro. Temos que rezar para Flamengo e Corinthians trazerem um (Alexandre) Pato por ano, porque senão, nós vamos embora”, disse em dezembro de 2014.

https://www.hojeemdia.com.br/esportes/caso-arrascaeta-kalil-relembra-profecia-de-2014-e-critica-poder-dado-ao-flamengo-no-mercado-1.684971


Versão em português de livro sobre corrupção no futebol lançado nos EUA só foi publicada em Portugal

http://wamidia.com.br/CarregarNoticia?idNoticia=27301: “Lançado nos EUA em junho de 2018, o livro “Red Card: How the U.S. Blew the Whistle on the World’s Biggest Sports Scandal” (“Cartão Vermelho: Como os EUA Revelaram o maior Escândalo Esportivo Mundial”), do jornalista Ken Bensinger, relata com detalhes o escândalo de corrupção da Fifa, revelado em 2015.”

Da Folha de S. Paulo, de ontem:

* “Globo compra direitos e embarga publicação de livro sobre corrupção na Fifa”

Obra tem versão traduzida para o português e foi lançada em junho nos EUA

Danielle Brant/Paulo Passos

Lançado nos EUA em junho de 2018, o livro “Red Card: How the U.S. Blew the Whistle on the World’s Biggest Sports Scandal” (“Cartão Vermelho: Como os EUA Revelaram o maior Escândalo Esportivo Mundial”), do jornalista Ken Bensinger, relata com detalhes o escândalo de corrupção da Fifa, revelado em 2015.

A exclusividade para a publicação no Brasil foi comprada pela Globo Livros, editora do Grupo Globo, em 2015, quando a obra ainda estava em produção. O lançamento no país era previsto para maio, antes da Copa do Mundo, mas foi adiado. Há uma versão em português da obra, que é vendida em Portugal desde junho.

“É muito estranho, porque eles compraram, me pagaram, uma pessoa da Globo mostrou a meu agente o manuscrito em português, e era para ser publicado em maio, em junho, em julho, e nunca foi publicado”, afirma Ken Bensinger à Folha.

Dona de direitos de TV de torneios da Fifa, a Globo é citada quatro vezes no livro. Em duas, o grupo aparece quando J.Hawilla é perfilado.

O empresário —morto em 2018— foi delator na investigação das autoridades americanas. Ele admitiu ter pago propina para dirigentes na compra de direitos de transmissão de torneios da Fifa e da CBF.

Ao contar a história de Hawilla, o livro cita que ele trabalhou na Globo, primeiro como repórter e depois como chefe do departamento de Esporte da emissora, nas décadas de 1970 e 1980.

Em outro trecho, Bensinger informa o quanto a Globo pagou à Fifa pelos direitos de TV das Copas do Mundo de 2010 e 2014. Segundo o autor, a emissora desembolsou 340 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,4 bilhão).

Na quarta referência à emissora, a obra reproduz o depoimento de Alejandro Buzarco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias, na Justiça dos Estados Unidos.

Em novembro de 2017, ele afirmou que a Globo e o grupo mexicano Televisa pagaram propina a um dirigente da Fifa durante negociação para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo.

“Recentemente meu agente ligou para um responsável da Globo Livros, e eles disseram que meu livro menciona a Globo, mas não muito, só um pouco no final. Mas eles disseram que não querem publicar até o caso criminal ser encerrado”, diz Bensiger.

As declarações sobre as supostas propinas pagas pela Globo foram amplamente noticiadas na época. A emissora divulgou uma nota à imprensa em que afirmou “veementemente” que “não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina”. (mais…)


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