Blog do Chico Maia

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Lamentável no clássico entre Cruzeiro e América foi apenas o público: 4.429 pagantes para uma renda de R$ 76.955,00

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Um dos jogos mais importantes do nosso futebol e ainda válido pela semifinal do estadual. E os preços dos ingressos não eram caros, variando de R$ 10 a R$ 80.

O jogo foi bom, com o América cumprindo com a sua obrigação de atacar mais, para tentar acabar com a vantagem cruzeirense. A rádio Itatiaia elegeu como melhor em campo o árbitro Igor Junio Benevenuto, que realmente apitou muito bem. Mas poderia ter dado também para o goleiro Rafael, do Cruzeiro, ou o Renan Oliveira, ele mesmo, ex-Galo, que jogou como gente grande e quase levou o América a um resultado positivo.

O time do Cruzeiro parece ter sentido a correria de quinta-feira contra o São Paulo e foi menos intenso nesta tarde. O Coelho teve ótima atuação e mostrou que está vivo na disputa.


Não faltou vontade aos jogadores do Galo. Faltou foi futebol!

CAM

 

Sim, e faltou também organização em campo. Jogo bem ruim para um início de semifinal neste 1 a 1 entre Atlético e URT. Mais uma vez o time do Roger Machado se mostrou emperrado, sem criatividade e poder ofensivo limitadíssimo. Jogou melhor o primeiro tempo e no segundo quase tomou uma virada da equipe de Patos de Minas. Rafael Moura abriu o placar, depois de ganhar um presente do zagueiro Rodolfo, aos 21 minutos. No segundo tempo a defesa do Galo retribuiu o presente, aos quatro minutos, quando Leo Silva e Gabriel ficaram na dúvida quanto a quem marcar, permitindo que Marques empatasse.

Menos mal que o treinador atleticano não colocou culpa no calor do meio do dia no Mineirão. Roger preferiu valorizar a vontade da URT, e não conseguiu explicar porque o time não engrena e continua o sistema defensivo vulnerável.


Lava Jato está chegando à imprensa, timidamente, mas está chegando

LAVAJATO

Por enquanto, peixes pequenos citados. Seria muito bom se os graúdos, barões e tubarões fossem escancarados ao público. Do portal Comunique-se:
* “Lava Jato chega à imprensa: delatores citam Carta Capital e Diogo Mainardi”
Um tema tem predominado os noticiários dos principais veículos de comunicação do país ao decorrer dos últimos dias. É a chamada “lista de Fachin”. O nome faz referência ao ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a abertura de inquérito contra 108 personagens ligados à política brasileira. O assunto foi divulgado em primeira mão pelo site do Estadão,  em reportagem de Breno Pires. O trabalho da imprensa, porém, não tem sido apenas relatar os fatos. Uma revista e um colunista tiveram que se posicionar, pois acabaram se tornando pauta. Carta Capital e Diogo Mainardi foram citados por delatores vinculados à empreiteira Odebrecht. (mais…)


Famílias de Caio Jr., jogadores e até imprensa, na Justiça, querendo indenização da Chapecoense

CAIO

Como disse o Milton Neves na BandNews FM: “Solidariedade tem prazo de validade”. A notícia não é nova, mas sempre será tema de debates. É impossível sentir o que a família de uma vítima sente e as suas motivações. O fato é que o clube catarinense continuará tendo muitas dores de cabeça por causa da opção por uma empresa aérea de fundo de quintal, como essa boliviana LaMia.

Da Folha de S. Paulo:

“A família do técnico Caio Júnior afirma que vai à Justiça pedir indenização da Chapecoense no valor de cerca de R$ 30 milhões. A ação deve ser protocolada ainda nesta semana, em Santa Catarina.

Quatro meses depois do acidente aéreo que matou 71 pessoas antes da primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional (Colômbia), os parentes do ex-técnico decidiram tomar a medida.

Segundo o advogado da família, Luiz Fernando Pereira, o valor foi calculado com base em entendimentos já consolidados de tribunais sobre o assunto. A regra, de acordo com ele, é considerar a expectativa de vida do falecido e a última média salarial.

“O cálculo leva em conta que o clube tem de pagar pelo menos 70% do que o Caio ganharia se vivesse até a expectativa devida, que são mais 20 anos, além de danos morais”, afirmou Pereira em entrevista à Folha.

Caio Júnior morreu com 51 anos. Ele recebia cerca de R$ 120 mil mensais, considerando a soma dos direitos de imagem e o contrato por CLT.

Viúvas de jogadores -como Bruno Rangel, Gimenez, Canela, Gil e Ananias- têm dado entrada em ações para processar a Chapecoense na Justiça. Elas exigem revisão similar à da família do treinador. A Chapecoense e a CBF já pagaram indenizações de seus seguros aos atletas. (mais…)


Até os colegas da imprensa de São Paulo reconheceram que o Cruzeiro foi o senhor do jogo durante toda a partida

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Dentro das quatro linhas e no banco, a superioridade foi gritante. Rogério Ceni é um treinador aprendiz e certamente deve ter tirado muito proveito da aula que teve do Mano Menezes nestes 2 a 0 em pleno Morumbi.

E um jogador começa a atrair as atenções de forma especial: Hudson, volante que veio do próprio São Paulo, trocado no fim do ano passado pelo atacante  Neilton, aquele que chegou à Toca da Raposa com pompas, comparado com Neymar.

HUDSON

A troca é por um ano e está muito claro que a vantagem cruzeirense foi enorme.


Fred foi o salvador, mas Rafael Moura foi quem sacudiu a torcida e por consequência o time

RAFAELMOURA

Até os 25 minutos do segundo tempo a sensação era a pior possível para os atleticanos. Time desencontrado, sem força ofensiva e vulnerável aos contra ataques, mais próximo de tomar o terceiro gol, do que empatar. O adversário era só correria, mas comandado por um treinador experiente que sabia explorar as deficiências defensivas do Galo, que são crônicas, há tempos: Marcos Rocha sem cobertura para as suas subidas e o miolo de zaga que não consegue evitar com eficiência os gols de cabeça.

FRED

Mas, se não vai na bola, vai na raça e Roger Machado pôs Rafael Moura em campo, provocando o início da reação alvinegra. Ele foi o motor e a inspiração para a torcida se exaltasse e contagiasse o time todo. Fred foi quem mais se beneficiou e com o faro para o gol, fez quatro gols e aliviou a barra de todo mundo, inclusive do técnico Roger, que ainda não conseguiu transformar o futebol dos talentos individuais que tem, em um time que inspire confiança.


Campeonato Mineiro começa é agora, com as mesmas esquisitices de sempre

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 Estádio Bernardo Rubinger, casa do Esporte Clube Mamoré, em Patos de Minas, que não serve para receber URT x Atlético pela semifinal do Mineiro

Tecnicamente é de se esperar jogos melhores entre os quatro finalistas. A URT foi o melhor do interior pelo segundo ano consecutivo, mas se tinha alguma motivação a mais, de fazer um dos jogos semifinais em casa, empurrado pela torcida, já era, pois seu mando de campo será o Mineirão, domingo às 11 horas. Os dois estádios de Patos de Minas não atendem ao regulamento, que exige capacidade mínima para 10 mil pessoas. Dizem que o do Mamoré está sem os “laudos”.

Ridículo! E os dirigentes vêm com o velho bla, bla, bla de sempre, para enganar e iludir os torcedores. A cartolagem do interior se finge de besta para faturar um dinheirinho a mais e entrega a alma, para não dizer o jogo. Aceitas certas coisas no regulamento para poder levar vantagens como essa, por exemplo. Seu torcedor, a sua cidade e até a sua região, que se lasquem. Se quisesse fazer valer um mínimo de interesse do seu público a URT poderia mandar um jogo como este em Uberlândia, por exemplo, no Parque do Sabiá, a 222 quilômetros de distância. Certamente teria milhares de patenses e triangulinos torcendo por ela nas arquibancadas e cadeiras. Mas prefere vir para a Capital, a 400 quilômetros, encarar a torcida do Galo.

Cruzeiro e América jogarão a primeira no Independência, também domingo, 16 horas, e o jogo da volta no Mineirão.

Não dá pra cravar quem vai pra final, já que zebras são cada vez mais comuns no mundo da bola, porém, em “condições normais de temperatura e pressão”, lá vão Atlético e Cruzeiro decidir mais uma vez o estadual.

E o que ganhar iludirá a muitos torcedores campeões, que acharão que o time está pronto para brigar pelo título brasileiro. Mas não está! Nem um nem outro. Ambos terão de melhorar muito e corrigir muitas deficiências graves.


Mais um grande jornal do país anuncia o fim das edições impressas diariamente

GAZETA

A Gazeta do Povo, tradicional jornal do Paraná, sairá das bancas e apostará na mídia digital. Informações e comentários dos portais Comunique-se e Brasil247:

* “O jornal Gazeta do Povo anunciou nesta quinta-feira (6) uma mudança significativa na sua produção jornalística. A partir de 1º de junho, deixará de publicar a edição impressa diária e será o primeiro jornal brasileiro feito originalmente para plataformas móveis, a partir do conceito “mobile first”. Ao todo, foram investidos R$ 23 milhões em tecnologia para promover essa mudança.

“Nossa estratégia se baseia em levar ao leitor onde ele estiver, pelo celular, notícias de credibilidade em um ambiente onde se difundem amplamente as fake news. Acreditamos que o leitor da Gazeta valoriza a informação de credibilidade e isso será a base para que ampliemos o nosso universo de assinantes”, afirmou Guilherme Pereira, presidente do GRPCOM, grupo proprietário do jornal.

A partir do aplicativo da Gazeta do Povo, desenvolvido por pela Eidos, o jornalista poderá produzir não só textos, mas também fotos, vídeos e lives. A proposta inverte a lógica de consumo de conteúdo geralmente utilizada pelos veículos jornalísticos na internet: o site originalmente construído para celular será responsivo para a tela do computador.

Além da plataforma digital, será publicada uma edição semanal do jornal, que circulará sempre aos sábados em um novo formato. A ideia é aprofundar e explicar os assuntos mais quentes do momento com artigos exclusivos. Cada exemplar terá 64 páginas e será vendido a R$ 8 nas bancas. Os assinantes receberão em casa aos sábados. Também haverá mensalmente a publicação das revistas Haus e Bom Gourmet.

O jornal também anunciou novos colunistas: Ricardo Amorim, Teco Medina, Leandro Narloch, Rodrigo Constantino, Lúcio Vaz e Evandro Éboli.

Curitiba, a oitava maior cidade do Brasil, com 2 milhões de habitantes e 1,4 milhão de eleitores, não terá mais um jornal impresso, com a decisão da Gazeta do Povo de se concentrar apenas na produção digital. Este movimento antecipa uma onda que atingirá todas as capitais do país, colocando em risco a sobrevivência impressa de títulos como Correio Braziliense, Zero Hora, Estado de Minas e até mesmo Globo, Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.

Embora faça todo o sentido econômico, a morte das edições impressas traz um risco gigantesco para a mídia tradicional, que é matar a sua presunção de influência.

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/289510/Gazeta-do-Povo-antecipa-a-morte-de-todos-impressos.htm


Vem aí a Rádio Super Notícia FM, com as possíveis voltas ao microfone de Roberto Abras, Arthur Moraes e Pequitito

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Arthur Moraes (esquerda) e Roberto Abras, em forma e animados para o retorno ao mundo do rádio

Excelente notícia para o público e principalmente para o mercado de trabalho de jornalistas e radialistas: deverá ser no dia 1º de maio a estreia da Rádio Super Notícia FM 91,7 que promete marcar época no mercado radiofônico mineiro. Novidade da Sempre Editora, proprietária de jornais como O Tempo, Super Notícia e Pampulha. Empresas integrantes do grupo pertencente ao empresário Vitório Medioli. A nova rádio terá programação eclética, com destaque para o jornalismo em geral, focado principalmente em esportes, cidades, política, entretenimento e música.

O diretor é o jornalista Heron Guimarães, que já comanda a Sempre Editora, e o coordenador geral é o Rogério Maurício, que deixou o cargo de editor-chefe do jornal Super Notícia, para se dedicar exclusivamente à 91,7. Rogério tem grande experiência no ramo. Já foi da Rádio Globo e ultimamente participava, como debatedor convidado, do Rádio Vivo, o tradicional programa do José Lino Souza Barros, na Itatiaia.

Os estúdios da Rádio Super Notícia estão quase totalmente prontos, com o que há de mais moderno na tecnologia, junto às redações do O Tempo e Super, na Avenida Babita Camargos, na divisa de Belo Horizonte com Contagem e alguns nomes de peso do rádio esportivo mineiro estão praticamente confirmados, como o Osvaldo Reis, o “Pequitito”, que era um sucesso nas rádios Globo/CBN, até a recente extinção da equipe de esportes das emissoras em Minas e Arthur Moraes, que saiu da Itatiaia há pouco mais de um ano.

Outros dois nomes podem ser confirmados a qualquer momento: Roberto Abras, que estaria disposto a voltar a trabalhar, já que havia se aposentado na Itatiaia no fim do ano passado, e o comentarista Lélio Gustavo, que está muito bem na 98 FM, mas que também foi convidado.

O investimento na contratação de grandes profissionais não se restringe a Minas Gerais. Também está praticamente acertada a vinda, de bons profissionais de Goiânia, cidade que sempre lança grandes nomes para o rádio esportivo.

O surgimento da Rádio Super Notícia FM faz lembrar a Rádio Capital, em 1979, que sacudiu o rádio mineiro, quando contratou grandes nomes, investiu em jovens desconhecidos, como eu na época, buscado em Sete Lagoas, e que marcou época com uma programação diferente e alta movimentação do setor.


Rebaixados já estão definidos nesta fórmula falida de um campeonato a cada ano mais decadente

MINEIRO

Com a derrota de ontem para o Democrata em Governador Valadares, 1 a 0, o América de Teófilo Otoni retornou à segunda-divisão, junto com o Tricordiano. Mais do mesmo e o Campeonato Mineiro segue, pobre tecnicamente, sem novidades, mas atendendo aos interesses da cartolagem da FMF, demais federações do país e à CBF.

Atlético ou Cruzeiro será o campeão, com alguma possibilidade de o América quebrar essa hegemonia. O campeão soma pouquíssimo à sua história; o que perder viverá os dias seguintes de muita onda, risco de crise e risco de queda do treinador, até a primeira rodada do Brasileiro, quando ninguém se lembrará mais deste campeonato.

E ano que vem começa tudo de novo!

Atlético e Cruzeiro ficam na zona de conforto deles. Recebem polpuda cota da Globo, quase R$ 6 milhões, cada. Não se mexem para mudar tudo, de forma que os paupérrimos clubes do interior trabalhem a base e revelem jogadores, como já foi até meados dos anos 1980.

O presidente da FMF, de quem se esperava coragem e arrojo para mudar, diz que a entidade está amarrada ao Estatuto do Torcedor e a um emaranhado de leis, e que por isso não muda tudo. E cruza os braços, também nessa zona de conforto, assim como o seu antecessor, Paulo Schettino, que tinha o mesmo discurso. Se quisessem mesmo mudar, se mobilizariam, buscariam apoios políticos e botariam a boca do mundo, denunciando aquilo que todos assistimos anualmente: essa fórmula faliu e a decadência do nosso futebol é gritante.

Pelo poder midiático e financeiro que tem, só a Globo poderia fazer todos se mexerem e buscar o caminho ideal. Mas enquanto estiver bom pra ela, tudo continuará do jeito que está.

E assim caminha a humanidade, com a vida que segue!


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