Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Desfecho do Campeonato Mineiro: América campeão ou só depois de mais duas rodadas?

Em foto do www.hojeemdia.com.br o América que levantou o título de 2016; este ano apontado como favorito

Ninguém tem certeza de como terminará o Campeonato Mineiro, nem mesmo se terminará ou não. Na FMF e imprensa há duas correntes de pensamento: a que defende que a competição seja encerrada do jeito que está, com o América declarado campeão, por estar na liderança com 21 pontos. Seriam rebaixados o Villa Nova que tem quatro pontos e o Tupynambás, três.

A outra corrente, na qual me incluo, que sejam disputadas as duas rodadas restantes e aí sim, seriam conhecidos o campeão e os rebaixados. Seria mais justo e menos danoso para a imagem da disputa.

E você? O que pensa?


Em tempos de pandemia, reprise de ótima entrevista com Romário: sobre corruptos, sem palavra e amizades. Reinaldo foi o maior que viu jogar

A entrevista do Romário foi no programa “Resenha ESPN”, gravado excepcionalmente no Rio, na casa do Djalminha, amigo dele. Foi no dia 16 de abril de 2017 e o já Senador disse que toparia participar do programa, desde que não fosse nos estúdios da TV em São Paulo. Só se fosse no Rio. E assim foi feita a vontade de um dos mais “marrentos” e goleadores do futebol mundial. Participaram também o ex-lateral Sorin e o jornalista André Plihal, o comandante do programa. Ótima conversa e o “baixinho” contou detalhadas histórias de vestiário, relacionamento com companheiros e da vida pessoal dele.

Romário falou da até então pouco conhecida no Brasil, cirurgia de interposição ileal, para se curar da diabetes. Depois de todas as dificuldades do procedimento conseguiu ficar livre da doença e perdeu 20 quilos, gerando um monte de boatos, de que estava de câncer, AIDS e outras coisas. Soltou a língua, tipo:

__ A CBF é administrada pelo maior corrupto, desonesto e safado do futebol, que é o Marco Polo Del Nero.

__ Ricardo Teixeira me prometeu que eu estaria na Copa da França em 1998 e na Ásia em 2002. Furou nas duas. Em 1998 me chamaram para conversar: Zagallo, Parreira, Américo Teixeira e o falecido Dr. Lídio Toledo, e me garantiram que eu estaria na Copa. Tudo sem palavra.

__ Para as eliminatórias de 1994 só me chamaram porque se fuderam com os outros que convocaram e a seleção estava quase fora da Copa. Me chamaram para aquele jogo decisivo com o Uruguai e eu falei que classificaria o Brasil e classifiquei.

__ Reinaldo foi o maior atacante que vi jogar e me inspirei nele.

__ Johan Cruijff foi o melhor treinador com quem trabalhei. Sabia como ninguém trabalhar um grupo e como tirar o melhor de cada jogador. No Brasil, por incrível que pareça, cito o Joel Santana.

__ Barcelona foi a melhor cidade onde morei e o Barcelona foi o melhor time em que joguei.

__ Nunca me arrependi de ter trocado a vida boa que tinha em Barcelona e um ótimo salário para voltar ao Rio e jogar no Flamengo. Eu queria voltar a morar aqui de qualquer jeito.

__ Arrependimento eu tenho foi ter agredido o zagueiro Andrey (companheiro no time do Fluminense, dentro de campo), uma babaquice minha, que nunca me perdoei. Pedi desculpas pessoal e publicamente e até hoje peço desculpas a ele, um grande cara, pessoa maravilhosa.

Em 1994 ele foi eleito o melhor jogador do mundo e o time em que jogava no Barcelona era: Zubizarreta; Ferrer, Guardiola, Koeman, Sergi, Bakero (Iván Iglesias, 75’), Goikoechea, Stoichkov (Laudrup, 47’), Amor, Romário e Nadal.

A entrevista pode ser vista por meio do link:

http://www.espn.com.br/video/686784_resenha-espn-vai-ao-rio-e-tem-romario-como-convidado-veja-os-bastidores-da-gravacao


Em tempos de pandemia, reprise de ótima entrevista com Ricardinho, o “Mosquitinho Azul”; exemplo de jogador e cidadão no Baú do Esporte

Com a maioria dos profissionais em quarentena as redes de televisão estão reprisando muitos programas de entrevistas e jogos marcantes da história do futebol. Destaco, principalmente, as produções do Sportv e ESPN. Semana passada reprisaram duas entrevistas sensacionais, com dois personagens da história do nosso futebol de perfis totalmente diferentes.

Uma estrela mundial, Romário, e outra, com um dos maiores “papa títulos” do país, Ricardinho, batizado pelo Alberto Rodrigues, da Rádio Itatiaia, como o “Mosquitinho Azul”, que levantou 15 taças com o Cruzeiro, dentre elas a Copa do Brasil e a Libertadores.

A entrevista do Ricardinho foi no “Baú do Esporte”, do Sportv, apresentado originalmente dia 27 de setembro de 2018. Jogador exemplar, dentro e fora de campo, sempre discreto, porém de uma dedicação e retorno ao Cruzeiro que poucos jogadores conseguiram dar, nos quase cem anos da história do clube, em 440 jogos com a camisa azul. Ricardinho foi inteligente até na hora de saber parar, quando o corpo já não dava mais conta. E soube se inserir em outro mercado de trabalho, agora como representante comercial, distribuidor de sandálias. Vale a pena assistir:

https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=aZQsqM5H7uk


E lá se foi o Karioca, locutor do América nos jogos do Independência

Consternação geral, principalmente no mundo americano, onde o Karioca era amigo de todo mundo. O América prestou homenagens em suas redes sociais e publicou nota de pesar em seu site:

@AmericaMG  “O América lamenta o falecimento de Wanderson da Silva Ferreira, o Karioca. Há anos, ele era o locutor do Clube nos jogos realizados na @ArenaIndepa

. Obrigado por tudo, Karioca. Expressamos nossos sentimentos aos familiares e amigos.”

***

* Comunicado Oficial – Nota de Falecimento

O América Futebol Clube lamenta o falecimento de Wanderson da Silva Ferreira, conhecido como Karioca. Há anos, ele era o locutor responsável pela animação e comunicação com a torcida nos jogos realizados na Arena Independência.

Karioca estava hospitalizado desde o início de março, com quadro de pneumonia. (mais…)


Readequação pela sobrevivência: Atlético consegue cortar 25%; outros clubes brasileiros, não. Barcelona corta 70%

Foto: twitter.com/Atletico

Bons e maus exemplos dos principais atores do futebol em Minas e no mundo. No Barcelona baixaram os salários em 70% dos jogadores. Numa atitude que deveria merecer maior espaço na mídia, Lionel Messi liderou movimento entre os colegas para que os funcionários do clube continuem recebendo 100% do que já ganham, e que grupo vai bancar, enquanto durar a quarentena por causa da pandemia do coronavírus. No Brasil, os jogadores dos maiores clubes não aceitaram a proposta da Comissão Nacional de Clubes (CNC), de reduzir em 25% os salários enquanto a bola não voltar a rolar.

O Atlético fez acordo com o seu elenco e anunciou redução de 25%, com manifestação pública de apoio do técnico Jorge Sampaoli e apenas um jogador de nariz torcido, que foi o Arana, que acabou acatando também. Importante lembrar é que este desconto é sobre o salário oficial, que é a parte menor. No “direito de imagem” é que está a “bufunfa” graúda de jogadores e treinadores.

Nem todos os grandes clubes conseguirão fazer essa redução de 25%. No Sul, o Grêmio acertou com os jogadores que vai adiar o direito de imagem, economizando neste momento R$ 10 milhões, evitando um colapso financeiro do clube, já que a arrecadação caiu e outras receitas não entrarão nos cofres do clube conforme previsão de 2019 para 2020. Mas lá será “adiamento” do pagamento, já que na sequência o Grêmio terá de quitar este débito.


Eleições, demissões, rachas e acusações: Cruzeiro continua no mesmo ritmo de 2019

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

O Conselho Gestor ameaça deixar o clube e não lançar seu candidato à presidência, Emílio Brandi, caso as eleições marcadas para 21 de maio sejam realizadas. O candidato oposicionista, Sérgio Rodrigues, defende as eleições e diz que disputa de qualquer jeito, mesmo que em outubro haja novo pleito, como prevê o atual estatuto.

Ao mesmo tempo o Conselho notificou a senhora Fernanda Moraes de São José, esposa do ex-presidente Wagner Pires de Sá, para que ela não use as marcas do Cruzeiro Esporte Clube no Instituto 5 Estrelas, criado e comandado por ela no início do mandato do marido.

Na semana passada foi demitido o Tote (Aristóteles Lorêdo) que era, há muitos anos, diretor de tecnologia da informação do Cruzeiro. Saiu quando o Wagner Pires entrou e retornou em janeiro com o atual grupo. Garante que a demissão agora foi porque apóia abertamente a candidatura de Sérgio Rodrigues.

Interessante é que olhando estas fotos postadas aqui e em outros sites e portais sobre o Cruzeiro, dirigentes e até jogadores aparecem apoiando todo mundo, em tempos distintos. Hoje é difícil dizer quem é renovação e quem apenas está de lado trocado na tradicional política do clube.

Informações mais detalhadas nos portais da Itatiaia e Superesportes:

* “Em nota, Conselho Gestor ameaça deixar Cruzeiro caso eleição em maio seja realizada

http://www.itatiaia.com.br/noticia/em-nota-conselho-gestor-ameaca-deixar-cruzeir

“Não coloquei candidatura contra o Conselho Gestor’, diz Sérgio Santos Rodrigues à Itatiaia”

http://www.itatiaia.com.br/noticia/nao-coloquei-candidatura-contra-o-conselho-ge

“Cruzeiro demite Aristóteles Lorêdo, que vê motivação política em decisão do Conselho Gestor”

 https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2020/03/25/noticia_cruzeiro,3842130/cruzeiro-demite-aristoteles-loredo-que-ve-motivacao-politica.shtml

* “Cruzeiro notifica esposa de Wagner Pires por uso da marca do clube em instituto”

http://www.itatiaia.com.br/noticia/cruzeiro-notifica-esposa-de-wagner-pires-por


Mexeu no bolso: o egoísmo de alguns e a solidariedade urgente e necessária do mundo do futebol em tempos de COVID19

Foto: www.noticiasaominuto.com/mundo

Está circulando o vídeo de um torcedor do Palmeiras cobrando dos jogadores que ganham altos salários a se movimentarem no sentindo de ajudar de alguma forma à população mais carente, que é a massa, que sustenta a paixão pelo futebol. Neste momento em que falta e faltará comida na casa de muita gente, uma cesta básica faz diferença, e qualquer um de nós pode contribuir. Imagine quem ganha muito dinheiro como a maioria dos jogadores dos grandes clubes!

No vídeo, este torcedor sugere que eles contem com as torcidas organizadas, que realmente poderiam ser muito úteis nesta situação, já que elas têm contato direto com quem mais precisa e também têm entrosamento bem próximo a praticamente todos as estrelas e seus procuradores, além da maioria dos dirigentes dos clubes.

O jornalista Fernando Rocha, abordou este tema na coluna dele, hoje, no Diário do Ano de Ipatinga:

* “Mexeu no bolso”

O Atlético anunciou que vai aplicar a redução de 25% dos salários incluindo diretoria, atletas e comissão técnica, exceto de quem ganha até R$ 5 mil mensais, pelo período em que a pandemia de coronavírus persistir no país.

Segundo a nota divulgada pelo clube, a decisão foi baseada no decreto de calamidade pública decretado pelo governo , considerando a “circunstância de força maior, que paralisou as competições no Brasil e no mundo, acarretando redução drástica de receitas, e a excepcionalidade da atual conjuntura”.

Tudo perfeitamente normal, não fosse a postura sem noção,  alienada e descompromissada  da categoria dos atletas, como por exemplo, o lateral Arana, que vive em outro mundo,  cercado de regalias, aspones e puxa-sacos de todos os tipos, como é comum entre os que atuam nos grandes clubes e recebem fortunas mensais.

O jovem Arana, 22 anos, lateral recém-contratado pelo Atlético, deu sua opinião a respeito do corte de salários dos jogadores: “Acho que não justifica (redução). Está paralisado porque deve paralisar, você vê na televisão pessoal comentando para evitar ficar na rua porque a coisa é muita séria, e eu acho que a gente, jogador, não tem nada a ver com isso”.

Outro nível

A solidariedade e conscientização,  que não se vê por aqui, de fazer alguma coisa para ajudar as pessoas que estão sofrendo pela pandemia do coronavírus, pelo menos surgiu entre os jogadores brasileiros que atuam fora do país. (mais…)


E lá se foi o “seu” Edivaldo Orlando, de Diamantina, pai do Luciano da Batcaverna

“Seu” Edivaldo Orlando (primeiro à direita), ao lado do Fausto Miranda, Bueno do Prado Filho e Vandinho Baracho. num sábado no Mercado Velho em Diamantina. 

Não bastasse este momento estranho que todos estamos vivendo, chega a notícia da morte do “seu” Edivaldo, ontem à noite. Quem teve o privilégio de conhecê-lo sabe a figura humana fantástica que era e a dor que os amigos e principalmente familiares estão sentindo. À viúva, D. Elvira, aos filhos/filhas, Cláudia, Eduardo, Vânia e Luciano, toda força do mundo e os nossos sentimentos pela perda.

Um dos maiores prazeres que eu tenho quando vou a Diamantina é ir ao Mercado Velho, aos sábados, bater papo e tomar umas com a velha guarda da barraca da Seresteira, a cachaça/licor do Admilson, no canto à direita da entrada pela rua Joaquim Costa. Invariavelmente, lá estava o seu Edivaldo, fala tranqüila, ótimas histórias de Diamantina e diamantinenses, atencioso e gentil.

Quando a Seresteira começava “fazer efeito”, ele olhava o relógio e dizia que tinha que levar a couve que “Elvira está esperando pra fazer o almoço”. Claro que ela já tinha almoçado há muito tempo, mas se o papo estivesse bom, ele acabava ficando para a “saideira”, que costumava durar bastante.

Seu Edivaldo é pai do Luciano Orlando, de carisma semelhante, cavaquinista, vocalista, uma das lideranças da banda Batcaverna (à esquerda, de chapéu e camisa branca na foto abaixo) e ótimo Implantodontista “nas horas vagas”.

No dia 11 de dezembro de 2011 eu estava em Diamantina e postei aqui no blog um pouco do que é um fim de semana em Diamantina e a receptividade característica dos diamantinenses, uma gente muito especial. Alto astral e felicidade. Coincidentemente estava lá também neste dia, Wilson Piazza, o grande jogador do Cruzeiro e seleção brasileira, do time Tri-Campeão no México’1970, outro ser humano acima da média.

Piazza com a esposa Margot e o filho Felipe.

Vale a pena conferir:

http://blog.chicomaia.com.br/2011/12/03/piazza-e-diamantina-figura-impar-e-uma-cidade-fantastica/


Olimpíada adiada, corruptos em casa, e os crimes da Vale passando em branco

Foto: SuperFC

Raras pessoas ou segmentos profissionais no planeta não estão pagando caro a sua cota de sacrifício por causa da COVID-19, a pandemia mundial. Mas há quem esteja se beneficiando dela: o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o publicitário Marcos Valério, por exemplo, que foram mandados para casa pela justiça.

Depois de muita relutância o Comitê Olímpico Internacional – COI -, e o governo japonês decidiram adiar para 2021 os Jogos Tokyo 2020. Demoraram até quando não dava mais para esperar. Óbvio, os prejuízos são astronômicos, financeiros e esportivos. Mas, não havia outro jeito.

No momento em que vi a notícia na TV, fiquei imaginando a cabeça das autoridades e executivos responsáveis por tomar decisões como essa. Questão de vida ou morte, de empresas, e principalmente de gente. Imediatamente me vieram a lembrança de nomes como Ricardo Vescovi (presidente da Samarco/Vale no massacre de Mariana) e Fabio Schvartsman, presidente da Vale no massacre de Brumadinho), quase esquecidos e por aí, levando suas vidas. Coincidente, no mesmo momento recebi essa mensagem via Whatszapp:

* “Na dúvida sobre isolamento?

Pense no Presidente da Vale SA decidindo se fechava ou não a Mina do Feijão. O prejuízo seria enorme, empregos seriam perdidos e a economia direta e indireta de Brumadinho afundaria. Decidiu não fechar! Afinal, apesar do risco conhecido, não se tinha certeza se a barragem iria se romper. Se rompesse, não se sabia quantos iam morrer. Fechar seria “irresponsável”, ato de um “histérico” e “lunático”. Ele preferiu ser apenas o Presidente da Vale! Muitos lhe deram razão. Até aqueles que hoje estão mortos. Mas depois da tragédia consumada, todos o acusam de criminoso. Ninguém duvida que ele tomou a decisão errada. Mas aí, já era tarde.

Boa reflexão a todos!””

Infelizmente o amigo que me enviou não soube dizer quem é o autor/autora, mas como diz Milton em Certas Canções, “…Que perguntar carece… Como não fui eu que fiz…”


Como um jogo de futebol contribuiu de forma tão decisiva para espalhar o coronavirus e as conseqüências

Foto:veja.abril/Giuseppe Maffia/Getty Images

Lamentável que o futebol esteja parado no mundo todo, nossos campeonatos com futuro incerto e até os Jogos Olímpicos de Tóquio cancelados. Mas a situação é séria e as medidas foram e são necessárias. Giorgio Gori, prefeito de Bérgamo, que fica a 52 Km de Milão, concedeu entrevista e deu exemplo de como o coronavirus se multiplica. Ao mesmo tempo em que explica porque a Itália tem sido o país mais afetado, com quase sete mil mortos, tendo Milão e Bergamo como os olhos deste furacão. Para ele o jogo entre Atalanta e Valencia pela Liga dos Campeões, dia 19 de fevereiro, no estádio San Siro em Milão, foi uma “bomba biológica”, que espalhou o vírus para a cidade, para a itália e para a Espanha, já que os milhares de torcedores do Valência retornaram para casa infectados. Da Itália, cuja economia é baseada no turismo, para dezenas de países do mundo, Brasil incluído. Milão tem um dos aeroportos internacionais mais movimentados da Europa.

Mais ou menos 40 mil torcedores pegaram estrada de Bergamo para Milão. Retornaram felizes com a goleada de 4 a 1 sobre o Valência, neste jogo que era o de ida, pela Liga dos Campeões. Porém, como disse o prefeito Giorgio Gori, “O jogo foi uma bomba biológica. Naquela época, não sabíamos o que estava acontecendo. O primeiro paciente na Itália surgiu em 23 de fevereiro. Se o vírus já estava em circulação, os 40 mil torcedores que foram ao San Siro foram infectados. Ninguém sabia que o vírus estava circulando entre nós”.

A aglomeração do estádio San Siro se estendeu por bares, restaurantes e outros lugares de Milão, já que foi uma goleada histórica e as festas de comemoração rolaram soltas. Dias depois o Valencia informava que quase todos os seus jogadores e comissão técnica também estavam infectados. E o jogo de volta foi de portões fechados, como medida preventiva. Mas aí já era tarde. Além de perder novamente, 4 a 3, o Valência virou referência de  como o coronavirus entrou de forma tão violenta na Espanha, que até o momento em que eu escrevia esta coluna, contava 4.089 mortos.

Enquanto eu escrevia, eram quase 8 mil mortos na Itália em decorrência da pandemia. A Lombardia, região onde se encontram Bérgamo/Milão, é recordista, com mais de 500 mortes. As funerárias não estão dando conta dos funerais. De acordo com o prefeito Giorgio Gori, o grande “estopim” para explodir o contágio em Bérgamo foi o Hospital Alzano Lombardo, já que no início, ninguém sabia o que estava acontecendo: “O jogo foi um fator, mas o hospital é a explicação mais plausível. Não sabemos exatamente quando, mas um dia um paciente apareceu com pneumonia, e os sintomas não foram reconhecidos. O paciente estava junto com outros pacientes, que se infectaram, assim como médicos e enfermeiros – afirmou o prefeito. Nossa defesa foi construída enquanto a epidemia crescia. Nós subestimamos os riscos. Sabendo o que aconteceu na China, toda a Europa deveria ter se preparado melhor. Ao mesmo temo, estamos vendo governantes que não estão agindo rápido o suficiente.”

Pois é! Agora que todos sabemos o que é o problema, e como evitar ser contaminados, cuidemo-nos.


Página 6 de 1.148« Primeira...45678...203040...Última »