Blog do Chico Maia

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Mano Menezes tem competência para blindar a Toca da Raposa dessas lambanças da diretoria do Cruzeiro

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

A diretoria do Cruzeiro soltou nota lamentando que a Polícia Civil esteja fazendo essa devassa nos documentos do clube faltando apenas dois dias para um clássico contra o Atlético. Ora, ora, ela é que não deveria ter deixado a situação chegar a este ponto. Em relação ao time, não tenho a menor dúvida quanto a competência do Mano Menezes em administrar situações como essa que a própria diretoria está expondo o clube. Ele sabe blindar a Toca da Raposa, de tal forma que os jogadores não se deixem contaminar pelo noticiário que ganhou as manchetes do dia, da polícia civil vasculhando a sede administrativa e residências dos cartolas.

Que tudo isso sirva para depurar o Cruzeiro Esporte Clube para que ele volte a ficar apenas no noticiário esportivo, como sempre foi em sua história.


Copa América é igual ao campeonato estadual: ganhar não vale muito, mas perder pode significar degolas

Uma conquista sobre o Peru, depois de vitória muito contestada sobre a Argentina na semifinal. Pelo menos valeu para mostrar que a seleção brasileira não depende de Neymar como tantos querem nos fazer pensar que sim. Também serviu para mostrar determinados talentos emergentes como Everton, Gabriel Jesus e Richarlison, coincidentemente autores dos gols destes 3 a 1 no Maracanã.

No mais, uma Copa América fraquinha cheia de problemas de organização e nível técnico idem.


Do início da Bossa Nova em Diamantina ao fim difícil no Rio. Que João Gilberto descanse em paz

Foto: Jornal Zero Hora/RS

Em fins dos anos 1960 o diamantinense Fausto Miranda foi tentar a vida nos Estados Unidos e arrumou emprego numa pizzaria em Nova Iorque. Bom de prosa e de serviço, caiu no gosto do dono da casa, que num belo dia o chamou para uma missão:

__ Temos um cliente brasileiro, muito difícil de lidar. A partir de agora você é quem vai atendê-lo. Deixe a comida na porta do apartamento, pois ele não nunca abre a porta.

Lá foi o Fausto, mas neste dia o cliente abriu a porta e se assustou com ele:

__ Fausto? Você por aqui?

__ Uai, Joãozinho? Você que é o cliente “difícil” da pizzaria onde eu trabalho?

Depois de quase 20 anos sem se verem, os amigos de adolescência João Gilberto e Fausto Miranda se reencontravam nessa feliz coincidência. João perguntou pelos amigos que fizera em Diamantina, nos tempos em que morou lá com a irmã e o marido dela, que era engenheiro do antigo DNER e construía estradas federais na região.

Detalhes desses tempos me foram contados pelo próprio Fausto, que depois concedeu entrevista à Folha de S. Paulo numa repodtagem de 2011, transcrita aqui no blog:

Meus amigos, presenças garantidas no Mercado Velho de Diamantina, todo sábado: da esquerda para a direita, Vandinho Baracho, Bueno do Prado Filho, Fausto Miranda e seu Edvaldo Orlando. 

http://blog.chicomaia.com.br/2011/06/12/joao-gilberto-de-um-banheiro-em-diamantina-para-o-mundo/

João Gilberto descansou. Seus últimos anos de vida foram de muitas dificuldades, em todos os aspectos, conforme mostram essas reportagens da revista Cifras, Estadão e O Globo, ano passado:

* “COM AJUDA DE CAETANO E CHICO, JOÃO GILBERTO BUSCA SAIR DA AGONIA”

Depois de dez anos sem ser visto fora de casa, João Gilberto teve de deixar à revelia o apartamento em que vivia, a 500 metros da praia do Leblon. O cantor, que enfrentava ameaça de despejo por conta de pagamentos atrasados, foi convencido a se mudar para não correr o risco de ser constrangido a sair à força. Uma amiga do meio artístico cedeu um outro imóvel na região para acomodá-lo.

A um mês dos 87 anos, o músico vive numa situação de fragilidade física e mental, agravada pela condição de miserabilidade financeira, segundo afirmou a advogada de sua filha Bebel Gilberto, Simone Kamenetz. A penúria vem comovendo admiradores de João do meio musical. Chico Buarque, que foi seu cunhado (ele foi casado com Miúcha, mãe de Bebel), e o casal Caetano Veloso e Paula Lavigne estão mobilizados para ajudá-lo.

Desde o fim do ano passado, Bebel está na Justiça para interditar o pai. Foi a forma que a cantora encontrou de tentar cuidar de sua saúde, e resguardar suas finanças – pilar da música brasileira, criador da bossa nova e cultuado por fãs do mundo todo, e apesar de ter feito um acordo milionário com o banco Opportunity em 2013, como adiantamento do valor a ser ganho por uma ação contra a gravadora EMI dois anos depois, João não tem recursos sequer para arcar com um plano de saúde, algo bastante temerário a essa altura de sua vida. (mais…)


O tetra dos Estados Unidos e os rumos do futebol feminino no mundo e no Brasil

Os Estados Unidos ganharam a sua quarta Copa do Mundo em oito edições da história da competição.

Venceu todos os jogos e deu um passeio na disputa que terminou hoje na França, com o melhor ataque, a melhor defesa e a melhor jogadora, Rapinoe, escolhida pela FIFA e imprensa. A rigor, não passou aperto contra ninguém. Dominou e administrou todos os jogos, inclusive a final contra uma Holanda que deu até um certo trabalho mas em momento algum ameaçou a supremacia norte-americana.

Prestigiada pelo presidente da França, Emanoel Macron, a final disputada em Lyon, teve protesto nas arquibancadas antes da bola rolar. Gianni Infantino, presidente da FIFA, foi vaiado e ouviu o público gritando por direitos iguais aos homens nas premiações e salários das jogadoras. Pleito justo, porém, impossível, até que os valores dos patrocínios sejam também iguais. Lei de mercado.

Todavia essa Copa da França foi um grande avanço, com recorde de audiência no mundo, recorde de público nos estádios e mais investimentos da FIFA e país sede na organização.

No Brasil, essa evolução ainda vai demorar. Mesmo com a CBF obrigando os principais clubes a montar times. O torcedor brasileiro ainda não se empolgou com o futebol feminino e a tendência é que vai demorar muito. Quem leu vários comentários de participantes aqui do blog sobre o assunto percebe isso.


Venceu os treinos contra o Galo e a Raposa. O que esperar do América no recomeço do campeonato?

Foto: Daniel Hott /América

Dependendo do adversário, “jogo treino” pode resultar em grandes equívocos, principalmente de avaliação, que é a finalidade desse tipo de preparação. Estes do América, por exemplo. Os jogadores entram com tudo, querendo mostrar serviço para o próprio treinador mas principalmente para a comissão técnica adversária e para o grande número de repórteres presentes.

Foto: Marina Almeida/América

Na expectativa de ganhar/firmar vaga no próprio Coelho, ou quem sabe, receber uma proposta do outro lado ou ganhar especial na mídia. Já os jogadores do Atlético (3 a 1 pro América) e do Cruzeiro (2 a 1 pro América) se preocupam principalmente em não correr risco de uma contusão.

Vamos ver se no recomeço do Brasileiro da Série B o time do Maurício Barbieri mostra serviço de verdade e sai da péssima posição em que se encontra na tabela. Na 18a posição, cinco pontos em oito jogos.


Árbitra da final da Copa feminina é a única mulher que apita jogos do campeonato francês masculino

Stéphanie Frappart (em foto da FIFA/Channel) apita ao meio dia, horário do Brasil, a final da Copa do Mundo feminina entre Estados Unidos e Holanda, em Lyon. Tem 35 anos de idade e apitou três jogos nesta: Argentina 0 x 0 Japão; Holanda 2 x 1 Canadá, na primeira, e Suécia 2 x 1 Alemanha, pelas quartas de final.

Ontem, em Nice, a Suécia venceu a Inglaterra por 2 a 1 e ficou em terceiro lugar na competição.

Fotos FIFA/Channel


Preço do ingresso da Copa América é mais caro que da Copa do Mundo feminina

Foto: FIFAChannel

Da primeira fase à final, na Copa feminina da França os valores oficiais dos ingressos variaram de 9 a 84 (R$ 40 a R$ 378). Na Copa América, de R$ 60 a R$ 800 (13 a 178 euros).

Gianni Infantino, presidente da FIFA e Noël Le Graët, presidente da Associação (FFF) de Futebol Francês (a CBF deles), e Brigitte Henriques (FFF), chefe do Comitê Organizador e do Grupo de estudos técnico da FIFA, serão os protagonistas da coletiva de balanço da Copa, daqui a pouco em Lyon. Vão falar dos números da audiência mundial pela TV, dos ingressos vendidos (mais de 50% de ocupação dos estádios) e demais dados de interesse, neste balanço do que foi a 8ª edição da Copa do Mundo de futebol feminino. Ainda faltam a decisão do terceiro lugar, entre Alemanha e Suécia, amanhã em Nice, e a final, domingo, entre Estados Unidos e Holanda. Mas todos os ingressos estão vendidos e as únicas informações que ficarão para depois do último apito do árbitro serão sobre segurança, e o número de ocorrências registradas.


Futebol, história e cultura em Lyon, no centro das atenções na reta final da Copa feminina

Escultura que integra o Museu da Resistência francesa na Segunda Guerra Mundial.

Situado no suntuoso prédio que funcionou como sede da Gestapo, a terrível polícia secreta da Alemanha Nazista.

Com muitas homenagens aos vários grupos e pessoas que deram suas vidas à resistência . . .

A poucos metros da Universidade de Lyon.

Daqui a pouco, 10 horas, no Brasil, 15, na França, a FIFA e o Comitê Organizador da Copa darão entrevista coletiva fazendo um balanço da competição, que tem sido um sucesso em todos os aspectos. Um marco na evolução do futebol feminino. Nem tanto na Europa e Estados Unidos, que já são fortes na modalidade, mas principalmente em países como o Brasil, alguns da Ásia e no mundo mulçumano, onde as restrições ao acesso das mulheres a várias atividades, futebol inclusive, é enorme.

A simples realização de uma Copa feminina, com grande cobertura da mídia, provoca discussões sobre o assunto. E tudo se resume a dinheiro. O fortalecimento da presença das mulheres no futebol abre mercados, cria novos produtos e mexe com a economia mundial.

Lyon é a cidade da reta final da competição. Das quartas de final até a final, neste domingo, 12 horas, horário brasileiro.


A impressionante metamorfose peruana, que atropelou o Chile e enfrentará o Brasil na final

O futebol e suas surpresas. O Peru esmagou o Chile, na Arena Grêmio, como foi esmagado pelo Brasil na primeira fase. Apesar do placar menor, 3 a 0. Sim, porque tomou de 5 a 0 do Brasil, mas naquele jogo o goleiro Gallese contribuiu bastante para isso.

É preciso lembrar de um ingrediente especial neste confronto. Trata-se de uma rivalidade extrema, que envolve questões históricas, geopolícas, em especial a Guerra do Pacífico (de 1879 a 1883) quando Peru e Bolívia se uniram para atacar o Chile. Chegaram a ocupar o território chileno até as portas de Santiago, quando foram repelidos de forma avassaladora pelo exército chileno, que recorreu aos índios mapuches, famosos e sanguinários guerreiros, impiedosos contra seus inimigos. No contra ataque, os chilenos chegaram às portas de Lima e ao território da Bolívia no Oceano Pacífico, quando organismos internacionais entraram na parada e promoveram um acordo. Algumas terras peruanas foram devolvidas, mas a Bolívia ficou sem mar e até hoje discute e tenta negociar, sem sucesso.

Pelo que vi do Peru contra o Brasil e contra o Uruguai, não deverá será páreo duro na final de domingo no Maracanã. Apesar do técnico argentino Ricardo Gareca estar fazendo um ótimo trabalho na seleção deles.


Grande exibição da seleção mostrou a Tite que Neymar não faz tanta falta como ele diz

Daniel Alves, que liderou a seleção brasileira nos 2 a 0 sobre a Argentina, que também fez uma ótima partida. Foto da CBF.

Neste grande jogo entre Brasil e Argentina a maior constatação é que Neymar mais atrapalha do que ajuda. Pena que o Tite não vai querer assumir que o jogador do PSG é importante para o grupo, mas que não merece e nem pode ser tratado como o dono do time.

Foi uma seleção diferente, em que todos se ajudam e participam intensamente, usando a genialidade de alguns, determinação de outros, e todo mundo fazendo de forma simples, sem estrelismos. E Daniel Alves como maestro, jogando muita bola ainda.


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