Blog do Chico Maia

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Estados Unidos no olho do furacão com a COVID-19. O mundo perdido, de cabeça para baixo, e imagens de terror

Essa imagem da TVE da Espanha é de arrepiar: orientações sobre o que fazer com os cadávares em decorrência do coronavirus.

Agora há pouco os Estados Unidos deram um salto assustador no número de registros e mortes por coronavirus

Dentro de casa, zapeando por canais de TV e rádio de Minas, Brasil e mundo inteiro, paro por mais tempo na TVE da Espanha, na italiana Rai, na portuguesa SIC, na franco/canadense TV5Monde, na japonesa NHK, da alemã Deutsche Welle e nas CNN/EUA e agora a CNN/Brasil, além das nossas Band News, Record e Globo News. Tentando entender o que está acontecendo com o mundo e o que poderá vir por aí.

Pista de patinação no gelo servirá de necrotério em Madri durante epidemia de coronavírus

Na verdade ninguém tem certeza de nada e de vez em quando aparecem uns lunáticos tentando minimizar a questão da saúde para agradar aos donos do mercado financeiro. Lembrei-me de duas frases que li das redes sociais, que merecem reflexão: “O falido se recupera, o falecido não” e “A tendência é o COVID-19 matar mais CNPJ do que CPF”. Ambas têm razão e o que é preciso é calma e muita conversa entre as autoridades dos setores diretamente envolvidos para que os múltiplos interesses e necessidades sejam conciliados e postos em prática.

Bill Gates alertou muito antes sobre essa pandemia mortal e estava agora há pouco, ao vivo, na CNN/EUA

Dia mais mortal até agora nos Estados Unidos. Pelo menos 248 mortes relatadas

Colapso do atendimento nos hospitais, medo manifestado pelo Ministro Mandetta, de que ocorra no Brasil. Na Espanha virou terror, com mais de três mil mortos já.


Eduardo Costa e o Galo: da “geral” do Mineirão ao “hinaço” na janela esta noite, às 8 e 13

Já assisti muitos jogos do Atlético ao lado do Eduardo Costa (Rádio Itatiaia) e família, na tribuna do saudoso Mineirão, pré-Copa. Gostei demais do depoimento que ele deu ao Jefferson, da Itatiaia Vale do Aço, sobre o Galo na vida dele:

* “Eu sou de uma família cujos pais avós, tios, primos, irmãos, todos os parentes, meus seis irmãos; todos os parentes; todos, são cruzeirenses. Mas tinha um rapaz que morava com a gente, que trabalhava com o meu pai, entregando leite; o meu pai era caminhoneiro, leiteiro.

Num belo dia, eu lá com os meus nove, dez anos, ele falou:

__ Vou ao Mineirão, vamo?

Eu falei, “vamo”.

Cheguei ao Mineirão, lá na geral evidentemente, porque não tinha dinheiro para um lugar mais forte, e de lá eu ficava olhando era para a torcida, não olhava para o jogo direito. E fiquei encantado. Ainda hoje! Sou atleticano, é fato, mas eu sou muito impressionado é com a torcida do Atlético. Do jeito como os caras tratam futebol.

Tenho duas filhas, uma ficou cruzeirense, e a outra atleticana comigo. Não sou do tipo fanático, não tenho ido mais a campo de futebol, porquê… fico triste quando a massa não canta o hino nacional, porque tem a palavra Cruzeiro nele, fico muito triste, acho que deveria cantar; fico muito triste com muita violência, não tolero essas tais de organizadas…

Mas o essencial, que eu queria dizer é que a torcida do Atlético é um negócio único.  E aquela campanha da Libertadores, com aquele “eu acredito, eu acredito, eu acredito”, eu ouvi de alguém de entende de sociologia que aquilo é algo muito forte; diz que aquilo é uma corrente de fé tão violenta, mas tão violenta que vai quebrando barreiras. Os caras perdem pênaltis, o nosso goleiro defende e dá no que deu!

O Atlético é um negócio  e s p a n t o s o , não tem nada parecido no mundo do futebol; mas não tem em lugar nenhum.

Veja só: nós estamos na era do panelaço; panelaço contra o Bolsonaro, panelaço a favor do Bolsonaro, e os caras resolvem marcar para hoje à noite, 8 e 13, e 13 é Galo, 8 e 13, um “hinaço”; cantar o hino da janela; e eu imagino a quantidade de gente que vai estar cantando o hino esta noite neste Estado de Minas Gerais.

A maioria desafinada é claro, né? Mas este é o Galo, É uma paixão! Que na verdade, na verdade não tem muita definição não, né?

É Galo!

Aqui é Galo.

Abraço”

Eduardo Costa


Êh Galo! 112 anos. E foi assim que virou paixão, até morrer!

Mineirão, 1969: Vander, Mussula, Vanderlei Paiva, Grapete, Normandes e Cincunegui; Ronaldo, Amaury Horta, Dario, Lola e Tião.

Ganhei este cartão postal (isso, cartão postal, lembra?) quando era quase adolescente e guardo-o até hoje. O time já não existia, mas virou “cartão postal”, que até nos tempos atuais é possível encontrar em alguma loja de souvenir, ou “armazém” do interior de Minas. Não o vi em ação, mas a história conta que foi um timaço, que entretanto, entrou para a história por não ter conquistado nenhum título. Topou com a máquina do Cruzeiro, no início da era Mineirão. Aí está o enigma dessa loucura pelo Galo, cuja massa ama a instituição independentemente de qualquer coisa.

É Impossível descrever com exatidão o sentimento de ser atleticano. Mas é fácil de entender quando nos recordamos de como nos tornamos “do Galo”. Ou, quando ouvimos alguém contar como foi o seu primeiro contato com essa paixão. Procurei ontem à noite e hoje cedo, um disco (vinil) que ganhei do meu pai, com o Hino do Clube Atlético Mineiro. Era um “compacto simples”, com o hino no lado A e um hino extra-oficial de Belo Horizonte no lado B. Creio que a gravadora era a Bemol. Mas, há coisas que guardamos tão bem, com tanto carinho, que acabamos não nos lembrando onde estão, quando mais precisamos. Já já encontro e mostro aqui.

Interessante é que o meu saudoso pai, Vicente Barbosa Duarte, não era atleticano, mas a irmã mais velha dele, Tia Geralda, era, até o último fio de cabelo, e impunha as suas idéias de tal forma, que raramente alguém a confrontava. No futebol, jamais. Ela enchia os sobrinhos de presentes do Galo. Meu pai, simpatizante do Cruzeiro, mas vendo que seria difícil me convencer a mudar de time, num belo dia apareceu com este disco lá em casa. Era o brinde do Clube Atlético Mineiro que me faltava. Isso aos quatro para cinco anos de idade. Que prazer, que saudade do meu pai, do respeito dele pela minha vontade de ser Galo, da minha tia, enfim…

A partir dali, até morrer!

Na foto no alto do post o zagueiro Vander estava no time, porém improvisado na lateral direita, já que o titular da posição era Humberto Monteiro, que está aí, no jogo de botão.


Lásaro Cândido da Cunha, vice-presidente, fala do futuro do Galo, da dívida do Fred e de outras situações do clube

Foto: Pedro Souza/Atlético

Graças à tecnologia temos o prazer de ver e ouvir a programação do rádio e TV a qualquer dia e hora. E a soma de um bom personagem com um bom entrevistador sempre resulta em ótimas entrevistas. Está aí uma boa dica pra curtir a “quarentena” em casa. Ouvir o papo do Thiago Reis com o Dr. Lásaro Cândido da Cunha na Rádio Itatiaia.

Nascido em Patos de Minas, onde foi radialista no começo da vida profissional, Lásaro é um advogado brilhante, além de excelente prosa. Foi uma das peças importantes da diretoria montada por Alexandre Kalil para tirar o Atlético do atoleiro no qual se encontrava em fins de 2008. Com ele à frente do departamento jurídico o Galo parou de ser caixa de pancadas nos tribunais comuns e desportivos. “Era uma chacota”, como ele mesmo diz.

Nesta conversa com o Thiago, Dr. Lásaro detalha a batalha jurídica com os advogados do Fred, pelo pagamento da multa de R$ 10 milhões, e dá uma notícia que considero muito ruim: ao término deste mandato do Sérgio Sette Câmara ele vai deixar o Atlético e voltar a se dedicar exclusivamente ao seu concorrido escritório de advocacia. Importante lembrar que se trata de um dos mais respeitados especialistas em Direito Previdenciário do país.

Confira a entrevista:

“Vice do Atlético: caso Fred, dívidas na Fifa, último ano no clube e lançamento de livro”

http://www.itatiaia.com.br/noticia/vice-do-atletico-caso-fred-dividas-na-fifa-ul


Com a bola parada alguns programas esportivos estão sendo criativos para sair da mesmice

Alê Silva, Leo Gomide, Héverton Guimarães e Vinicius Grissi, do Arena 98

Com o futebol parado, sem treinos e jogos, o noticiário esportivo diário anda numa mesmice danada, repetindo informações e tentando esquentar assuntos “inesquentáveis”. Dureza aguentar ontem e hoje a turma falando que o Atlético tem novo preparador de goleiros (Rogério Maia) e que o novo técnico do Cruzeiro, Enderson Moreira, está vindo de carro de Fortaleza. Mas alguns programas conseguem produzir coisas interessantes. Destaco um programa de rádio e um de TV: no 98Esportes (98FM)

Héverton Guimarães, Edu Panzi, Alê Silva e o CJota, fizeram uma ótima entrevista, ao vivo, com o goleiro Rafael. Esclareceu todas as dúvidas sobre a ida dele do Cruzeiro para o Atlético, e como recebeu os ataques dos cruzeirenses e a receptividade atleticana. Meia hora de papo, desses que não te deixam nem pensar em mudar de emissora.

Por falar no Héverton, anteontem, 19, ele completou dois anos de 98FM. O sucesso do 98 Esportes (8 às 10 horas) foi tão grande que logo em seguida ele começou outro na 98, o Arena (19 às 21 horas), que conta também com o Léo Gomide. Dia dois de abril, aniversário de dois anos também.

A ESPN está reprisando os seus melhores programas de entrevistas. Ontem foi o Resenha ESPN com o Ronaldinho Gaúcho, na casa dele. Entrevistado pelo Pihalm Djalminha, Amoroso e Luizão.

Aliás, hoje o R10 completa 40 anos de idade, numa situação triste, em cana, no Paraguai. Que se saia bem dessa e dê um melhor rumo para a vida dele.


Sugestão de leitura: comparação entre América e Cruzeiro na futura disputa da Série B: no momento o Coelho está melhor

Fotos: Mourão Panda/América e Bruno Haddad/Cruzeiro

Tem coisa demais pra fazer quando o seu direito de ir e vir exige limitações, como atualmente. Além da atividade física que pode ser feita ao ar livre, correndo ou caminhando, ficar dentro de casa oferece opções infinitas quando se tem TV, internet, streamings, rádio, livros, enfim, para todos os gostos.

Hoje cedo, por exemplo, a partir de chamadas do twitter, li coisas muito interessantes, como por exemplo, esta avaliação do Superesportes, sobre a situação de Cruzeiro e América.

América bem e Cruzeiro mal entre melhores ataques e defesas ‘da Série B’; veja ranking

Como estão os ataques e as defesas dos 20 clubes que disputarão a Série B em 2020? O Superesportes aproveitou a paralisação dos campeonatos neste mês de março, em função da pandemia de coronavírus, para analisar os desempenhos de América e Cruzeiro nesses quesitos. A comparação com os demais postulantes ao acesso mostra um Coelho competitivo, entre os melhores, e uma Raposa ineficiente na frente e mais frágil ainda defensivamente (veja ranking completo abaixo). (mais…)


O Duke falou; está falado!

O portal O Tempo recomenda: “Esta é uma das charges do #Duke desta sexta-feira (20).  

***
É isso aí!
Neste momento delicado, que cada um faça a sua parte!

E lá se foi o Misael, campeão pelo América, Cruzeiro, “Xerife” e campeão também pelo Democrata Jacaré

Em sua campanha pelo título de Campeão Mineiro de 1971 o América utilizou os seguintes jogadores: Élcio,   Emílio, Adilson, Batista, Misael, Ademir, Cláudio, Hale, Vander, Café, Dias, Zé Horta, Veran, Pedro Omar, Édson, Dirceu Alves, Hélio, Zé Carlos, Mérola, Jair Bala, Dario, Valtinho, Élter, Eli , Julinho e Amaury Horta.  

A zaga no Democrata de Sete Lagoas era ele e o Edson Vampiro, que não amaciava, e os adversários respeitavam demais. Misael era natural de Raposos, foi revelado pelo Villa Nova. Campeão mineiro com o América em 1971 e Bi-campeão com o Cruzeiro em 1972/1973. A carreira quase acabou em 1974 quando ele bateu o carro (Chevette), no muro de uma casa na Avenida do Contorno, depois de comemorar a vitória de 3 a 0 do Cruzeiro sobre o Nacional de Muriaé, no Mineirão. “Nasceu de novo”, mas teve múltiplas fraturas, inclusive expostas. Após longo período de recuperação e a não renovação com o Cruzeiro, passou pelo Rio Negro de Manaus, Operário de Várzea Grande-MS, Itabaiana-SE, Marília-SP, Esportiva de Guaxupé, Caldense, Flamengo de Varginha, Alfenense e o nosso Democrata, onde foi o capitão na conquista da segunda divisão estadual de 1981.

Morreu hoje, aos 72 anos de idade, em Nova Lima, onde vivia. Ainda não sei a causa da morte e caso os amigos saibam, favor nos informar por aqui.

No Cruzeiro em um grande time.

No Democrata de Sete Lagoas, no jogo de recebimento das faixas de campeão da segunda divisão, 3 a 0 sobre o Cruzeiro em amistoso no Estádio José Duarte de Paiva. Da esquerda para a direita Pedro da Padaria, Álvaro da Costa (JA Imóveis), presidente Geraldo Negocinho, Saúva, Edson Vampiro, Misael, Prego, Baiano, Souza, Careca e o técnico Arizona. Chico Maia (na época repórter da Rádio Capital), Supervisor Carmelito, Astolfo, Rogério Bomba, Rubão, Diney, Edu e o massagista Zé da Pomba.

Ano passado o Wilson José fez uma reportagem sobre o Misael para o jornal O Tempo:

“Com Misael na zaga, o atacante não podia passar – Misael lembra-se com orgulho de ter sido um zagueiro que jogava firme, era bom no cabeceio e tinha muita vontade de ganhar” (mais…)


De capitão do Venda Nova e torneiro mecânico a treinador de ponta: a bela história do Enderson Moreira, agora comandando o Cruzeiro

O novo treinador em foto/montagem do www.cruzeiro.com.br/noticia

Obrigado ao Samuel Venâncio, da Itatiaia, que resgatou reportagem que fiz com o Enderson Moreira, cinco anos atrás, para o jornal Sete Dias e postada aqui no blog. Tinha sido demitido pelo  Santos e estava sendo especulado para dirigir o Atlético, mas já estava acertado com o Atlético-PR.

Na época ele dizia que não acreditava que algum dia fosse contratado pelo Galo ou pelo Cruzeiro, que não davam oportunidades para treinadores e nem diretores executivos mineiros, e lamentava. Também vivo lamentando isso, mas felizmente a realidade está mudando. Hoje, não só Galo e Raposa têm executivos de Minas, mas o América também (Paulo Bracks), e o Coelho é o mais estável dos três.

Acredito no sucesso do Enderson na Toca da Raposa por motivos simples. Vai trabalhar com o Ricardo Drubsky, com quem tem grande sintonia, há décadas, e fizeram sucesso no América, reconduzindo o clube à Série A em 2017. Enderson tem personalidade e não vai aceitar interferência externa em seu trabalho, principalmente para “vender jogadores”, como declarou o antecessor dele, Adilson Batista, que admitiu que fazia este papel na Toca da Raposa. É um estudioso do futebol e acredita no trabalho das categorias de base.

Conheça mais sobre a vida do novo técnico do Cruzeiro, dentro e fora de campo, nessa reportagem lembrada pelo Samuel Venâncio:

* De Capitão e Torneiro Mecânico a técnico de ponta

Enderson Moreira com a esposa Rosângela, em seu refúgio na cidade de Fortuna de Minas

No dia seis de março o jornal Folha de S. Paulo publicava: “…Mesmo com o Santos na liderança do Campeonato Paulista e com cinco vitórias em sete jogos, o clube anunciou nesta quinta-feira (5) a demissão do técnico Enderson Moreira, que estava no clube desde setembro de 2014…”.

Nada que abalasse a este mineiro, nascido por força do destino na capital de São Paulo, há 43 anos. Acostumado às dificuldades naturais enfrentadas por quem quer vencer no futebol, ele só lamentou o fato de ter de interromper um trabalho vitorioso, cujos melhores resultados seriam colhidos durante o Campeonato Brasileiro. Enquanto aguardava convite para dar sequência à carreira, Enderson Moreira curtia a família na cidade de suas origens, onde ele tem uma bela casa e de onde nunca se afastou: Fortuna de Minas, a 98 Km de Beagá (35 Km de Sete Lagoas), terra do seu pai, Romário de Melo Moreira, falecido há 15 anos. A mãe, D. Maria Alves também é do interior mineiro: Capitólio, a 279 Km da Capital, no lago de Furnas.

Por razões profissionais, no dia 28 de setembro de 1971, seu Romário e D. Maria moravam em São Paulo quando ele nasceu, mas três meses depois todos estavam de volta a Minas. Em Beagá foram morar no Bairro Venda Nova onde a vizinhança se tornou parte da família e onde ele se casou, com a vizinha Rosângela, namorada desde criança, filha dos padrinhos dele, seu Manoel e D. Ilda Tolentino. Este ano, Enderson e Rosa completam 20 anos de casados, já curtindo o sucesso dos filhos, Bruna, 18, aprovada em 1º lugar no vestibular de Psicologia da UFMG, e Rafael, 17, que faz Curso Técnico em Administração no Sebrae/MG.

Durante a entrevista que fiz com o Enderson me lembrei do slogan de campanha do gaúcho Leonel de Moura Brizola: “Quem conhece o Brizola, vota no Brizola!”. Terminada a conversa saí convencido de que esta frase se aplica a ele, e certamente serei mais um torcedor dos times que ele dirigir. Trata-se de um batalhador desde criança, daqueles que assim como milhões de jovens brasileiros sonham ser jogador de futebol e, quando vê que não vai dar, descobre uma atividade ligada ao mundo da bola. Ele é mais um exemplo da importância do esporte, possivelmente o maior fator de inclusão social em países como o nosso. Pena que os governantes brasileiros nunca pensem assim.

Aos 18 anos passou no vestibular de Educação Física da UFMG e montou uma escolinha de futsal

Enderson Moreira começou a vida no futebol defendendo o Venda Nova, onde era volante. Como demonstrava espírito de liderança foi nomeado Capitão do time pelo treinador Ricardo Drubsky. Ele nunca imaginaria que ali estava o embrião do futuro treinador, já que, anos depois foi trabalhar como preparador físico e depois auxiliar do Drubsky, em times de base e profissionais. Do Venda Nova foi jogar no Santa Tereza, onde foi colega do meia Cleisson, que jogou no Cruzeiro, Atlético e Flamengo. Mas, orientado pelo pai, preocupado com o futuro dele, Enderson fez ao mesmo tempo, cursos técnicos no Senai. Formou-se como Fresador e Torneio Mecânico.

Aos 18 anos passou no concorridíssimo vestibular de Educação Física da UFMG e ao mesmo tempo montou uma escolinha de futsal no Bairro Venda Nova, que lhe ajudava a custear os estudos. Aos 19 deu os primeiros passos como treinador, comandando o time de futsal do Colégio Magnum, incentivado pelo diretor da escola, Professor José Alonso. No futebol a primeira oportunidade surgiu no América, onde o seu ex-treinador Ricardo Drubsky comandava o time júnior e estava precisando de um preparador físico. Recém formado, foi indicado ao Ricardo Drubsky pelo Nival de Sá, presidente do Venda Nova quando eles trabalharam juntos lá em 1986.

A partir daí foram vários títulos conquistados e o crescimento profissional de ambos. De cara, vice-campeão da Taça BH pelo América, perdendo o título para o Cruzeiro. No ano seguinte, o troco: Campeão da Copa São Paulo pelo Coelho, sobre o Cruzeiro. Também no América trabalhou com o técnico Chico Formiga, como auxiliar da preparação física. Chegou a trabalhar com Toninho Cerezo, que jogou no Coelho, sob o comando do Ricardo Drubsky em 1996.

Em 1998 iniciou a trajetória como treinador, assumindo o Proesp/7 de Setembro, projeto universitário do professor Jurandy Gama Filho. Em 1999 comandou o juvenil B do América que tinha parceria com o Santa Tereza. Em 2000 o juvenil principal do América. Se 2001 a 2004 ele se afastou dos clubes tradicionais para cuidar de um projeto de futebol escolar do Colégio Magnum. Em 2004 Ricardo Drubsky assumiu o comando da base do Atlético e o levou para dirigir o juvenil, conquistando pela primeira vez o Torneio de Gradisca, na Itália, vencendo a Juventus de Turim na final por 3 a 0. No ano seguinte nova final entre eles em Gradisca e dessa vez vitória dos italianos. Mesma época em que Marcelo Oliveira comandava o júnior do Galo.

Em 2006 Ricardo Drubsky foi para o Cruzeiro e o levou como auxiliar do juvenil. No mesmo ano Drubsky assumiu a base cruzeirense e o promoveu a técnico do júnior. Foi vice-campeão mineiro, perdendo o título para o Galo, comandado pelo Marcelo.

2007 foi um ano especial para Enderson Moreira: comandou o Cruzeiro na conquista do título da Copa São Paulo; foi vice no mesmo ano da Taça BH e Campeão Brasileiro sub-20, quando alguns jogadores se destacaram: Guilherme, hoje no Atlético; Maicon, zagueiro do FC do Porto; o meia Bernardo e o atacante Jonhatan.

Em 2008 foi auxiliar do Ricardo Drubsky na disputa da Série A do Brasileiro pelo Ipatinga e assumiu o comando no mesmo ano. Foi substituído por Marcelo Oliveira no Tigre em 2009, quando assumiu o sub-20 do América. Mesmo cargo que ocupou no mesmo ano no Atlético-PR. Em 2010 comandou o time sub-23 do Internacional, onde se destacava Oscar, hoje Chelsea. Em 2011 ganhou mais visibilidade nacional ao substituir Muricy Ramalho e comandar interinamente o Fluminense até que Abel Braga assumisse. Comandou a reação do Flu na Libertadores da América, conseguindo a improvável classificação na primeira fase, mas eliminado pelo Libertad do Paraguai nas oitavas.

Em 2011 Enderson conseguiu entrar para o time dos principais treinadores do país graças ao trabalho feito no Goiás. Conseguiu evitar a queda para a Série C e montou o time que seria campeão da B em 2012 e chegar em 6º lugar em 2013. Em 2012 comandou jogadores que depois se destacaram no Cruzeiro como Egydio e Ricardo Goulart. Foi bi-campeão goiano; chegou à semifinal da Copa do Brasil, ano em que eliminou o Atlético no Independência.

Em 2014 fez ótimo trabalho no Grêmio, até ser eliminado da Libertadores da América pelo San Lorenzo, na cobrança de pênaltis.

Luiz Fernando Flores, ex-meia do Cruzeiro é o seu auxiliar permanente. Enderson se inspirou em dois treinadores com quem trabalhou e em dois que se tornaram mitos no futebol brasileiro, mas com quem não chegou a trabalhar: Fernando, seu comandante no Santa Tereza, que hoje é instrutor da Escolinha Zico no Buritis; e Ricardo Drubsky, grande incentivador que se tornou amigo; mais Telê Santana e Ênio Andrade. (mais…)


A pressão no Galo é sempre grande e não poupa ninguém. Jorge Sampaoli sabe disso

Ótimas fotos produzidas pelo Guilherme Frossard, do Globoesporte.com, que mostram a realidade do futebol Sul-Americano. Sábado o badalado treinador estreava no comando do Atlético nas acanhadas instalações do “Alçapão do Bonfim”, em Nova Lima.

Menos de dois anos atrás ele comandava a seleção argentina nos suntuosos e modernos estádios da Rússia, na Copa do Mundo. 

Em Nova Lima, se levantava da cadeira de plástico para cumprimentar Ricardo Oliveira, que acabava de ser substituido.

Em 2018 a conversa era com Lionel Messi e cia. 

A lua de mel da chegada acabou e agora é buscar resultados para que o casamento seja duradouro. Com Dudamel foi uma chuva de verão. O Atlético dispensou Chiquinho, o treinador de goleiros, que vinha sendo muito contestado nos últimos tempos, mas que também tinha muitos defensores dentro e fora do clube, na imprensa inclusive. Vejo essas e as muitas mudanças que foram feitas na comissão técnica e diretoria de futebol como normais. Se há um novo treinador é claro que ele vai querer trabalhar com pessoas da confiança dele. Os resultados serão cobrados é do “chefe” Sampaoli, que agora tem no Alexandre Mattos outra cabeça pensante da montagem do time.

A expectativa é grande, em torno da qualidade do futebol que será jogado e dos jogadores que serão contratados. Treinador faz diferença e a competência dele é aferida em momentos como este em que o argentino pega o Atlético, que estava descendo ladeira e não tem dinheiro para adquirir medalhões. E caso os adquira de alguma forma, terão de render em campo. Nem todo treinador consegue montar times ganhadores mesmo com grandes nomes.


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