Blog do Chico Maia

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No dia em que o Brasil chega a 47.869 mortos pela Covid-19, Maracanã se abre para Flamengo x Bangu, no reinício do Campeonato Carioca

Foi 3 a 0 para o Flamengo, com gols de Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro Rocha. A foto é do Globoesporte.com

De ontem para hoje foram registrados 1.204 mortos pelo novo coronavirus no país. O Rio é o segundo estado com mais mortes: 7.672, atrás de São Paulo, com 10.694. Mas tanta gente nem aí para milhares de famílias que estão chorando seus mortos. Sem falar no esforço e sacrifício de milhões em todo  o território nacional, passando por todo tipo de sufoco, em função do isolamento social, que pode estar sendo em vão. Os países que fizeram corretamente o dever de casa já saíram ou estão saindo do isolamento e retomando seus negócios e suas vidas. Aqui, vamos continuar penando por tempo indeterminado.

A jeito brasileiro de ser não contribui para o bem do interesse coletivo. Na base de levar alguma vantagem; “cada um pra si e Deus pra todos”, e foda-se!

Um amigo jornalista me ligou agora há pouco, por volta das 20h30, pra falar do Galo, do Cruzeiro, reclamar dos problemas e consequências da pandemia e perguntando se eu tenho ideia de quando isso vai diminuir ou acabar. Se amanhã a PBH vai anunciar a reabertura ou fechamento de alguma atividade não essencial.

Deu pra ouvir que ele estava com outras pessoas, possivelmente num bar. Respondi, na bucha:

__ Com tanta gente igual a você, neste momento, tomando umas, junto com várias pessoas, e ainda por cima num bar funcionando clandestinamente, sem chance de prever alguma coisa. Vamos continuar nos ferrando, por tempo indeterminado, porque é gente demais que não cumpre com o seu dever de casa.

Não satisfeito, encurtou a conversa, mas antes contou que realmente estava no bar vizinho à casa dele, cujo dono abre “só pros chegados”, mas que é jogo rápido e etecetera, etecetera e tal. E vida que segue!

No frigir dos ovos, Tim Maia é que está certo: “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”.


E lá se foi o “Marinho do Betânia”, grande ponta direita do Galo, Botafogo e Bangu

O timaço do Atlético em 1976, com Márcio Gugu, Ortiz, Getúlio, Dionísio, Cerezo e Vantuir; Marinho, Danival, Paulo Isidoro, Reinaldo e Marcelo, em foto do também saudoso Guinaldo Nicolaevsky, na época para a revista Placar.

“Marinho do Betânia, o filho da Dona Efigênia”! Era assim que o saudoso Vilibaldo Alves o chamava e gritava no microfone da Rádio Itatiaia, seus gols e jogadas pelo Atlético nos anos 1970. Do Bairro Betânia, em Belo Horizonte.

***

O Raws Miranda comentou hoje, aqui no blog, no post sobre a morte do comentarista Tancredo Naves: “É a nossa geração se despedindo…”

Pois é! Agora o Marinho, que jogava muito, chegou ao ápice da carreira, mas não conseguiu administrar tanta fama e falsos amigos. O Ivan Drumond escreveu um belo relato sobre ele, no Superesportes:

* “Morre ex-atacante Marinho, ídolo de Atlético, Bangu e Botafogo”

Ex-ponta-direita teve passagens por Atlético, Bangu e Botafogo

O ex-ponta-direita Marinho experimentou a fama como ídolo de três clubes: Atlético, onde iniciou a carreira; Bangu; e Botafogo. Jogou também pela Seleção Brasileira, a ponto de disputar a Olimpíada de Montreal’1976.

No auge da trajetória profissional, Marinho morou em uma casa com piscina, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro e tinha uma Mercedes. Mas uma tragédia, a morte de um filho, Marlo, com apenas um ano e sete meses, na piscina dessa casa, fez o craque ir ao fundo do poço.

Na volta para Belo Horizonte, resgatado pelos filhos do primeiro casamento, João e Priscilla, foi viver no Bairro Glória. E, com ajuda deles, tentava dar a volta por cima. Mas ficou doente. Teve problemas de cirrose e um câncer, no pâncreas.

Marinho passou os últimos três meses internado no CTI do Hospital Alberto Cavalcante, onde tinha sido operado.

O ex-atacante chegou a fazer uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas. Mas Marinho não se recuperou, uma vez que seu quadro se agravara em função de uma cirrose.

Marinho teve duas infecções em decorrência da cirurgia. Chegou a ter uma arritmia. Houve uma melhora, no entanto, o problema voltou. Marinho estava sendo acompanhado pelos filhos Priscilla, João e Steve, que passaram praticamente todos os dias no hospital.

Desde cedo atrás de uma bola

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Marinho era, desde pequeno, apaixonado por futebol. Ainda menino, corria atrás de uma bola em campos de terra, em especial no bairro onde morava, o Betânia, em BH. Tinha o apoio da mãe, dona Efigênia, que trabalhava como enfermeira no Hospital Militar. Lá, ela trabalhava como lavadora de defuntos. (mais…)


Um ano atrás: Copa feminina na França e Copa América no Brasil. Como tanta coisa mudou neste curto período

Neymar era destaque na imprensa da França, acusado de estupro e cortado da seleção brasileira.

Exatamente há um ano estávamos em plena disputa da Copa do Mundo feminina, na França e da Copa América, no Brasil. A seleção feminina venceu a Jamaica por 3 a 0, na estreia, dia 9 de junho, em Grenoble, e perdeu para a Austrália, 3 a 2, dia 13, em Montpellier. Depois venceria a Itália, 1 a 0, e seria eliminada nas oitavas, pela França, 2 a 1. A França seria eliminada pelos Estados Unidos nas quartas de final, e a seleção dos Estados Unidos campeã, derrotando a Holanda por 2 a 0, em Lyon.

Na Copa América, um ano atrás, 14 de junho, a seleção do Tite estreava vencendo a Bolívia por 3 a 0, no Morumbi. Nas quartas de final passou pelo Paraguai nos pênaltis, em Porto Alegre; eliminou a Argentina na semifinal, 2 a 0, no Mineirão e seria campeã em cima do Peru, 3 a 1, no Maracanã.

Eu estava na França, em Lyon, no dia 14 de junho, fazendo esta foto com o famoso chef de cozinha, Paul Bocuse, filho ilustre da cidade, que morreu em 2018 aos 91 anos. Essa estátua dele fica na antiga estação de trem, hoje um excelente centro de apoio aos visitantes dessa cidade muito legal.

Tanta coisa aconteceu e tantas mudanças em apenas um ano.

Na revista de bordo da Gol, a atacante Formiga era capa e assunto para seis páginas internas.

Na França, Neymar era noticia nas TVs, por causa daquela acusação de estupro e do estranho corte da seleção brasileira, por contusão. Fora do futebol, o assunto da moda lá e aqui eram os patinetes, na França, “trottinettes”.

Uma praga, estacionados em todos os cantos de Paris e demais grandes cidades do mundo, Belo Horizonte inclusive.

Falava-se dos riscos, dos problemas, possíveis soluções e da necessidade “urgente” de regulamentação e etecetera e tal.

A onda sumiu na mesma velocidade que apareceu.

Quem imaginaria que estaríamos vivendo essa pandemia mundial, hoje? O futebol parado na maior parte do mundo. Incertezas em tudo, para todos, em todas as atividades, em todos os lugares do planeta.

Vadão (nessa foto da CBF), o técnico da seleção feminina, que um ano atrás comandava o time na França, morreu dia 25 de maio, de câncer no fígado, aos 63 anos de idade. A CBF pensou em trazer a Copa feminina de 2023 para cá, mas retirou a candidatura dias atrás. O mundo estaria falando agora em Jogos Olímpicos de Toquio, que começariam dia 8 de agosto. Hoje, ninguém tem certeza se acontecerão em 2021. Não sabemos também quando começará o campeonato brasileiro, ou se haverá. E o mineiro? Vai acabar dentro de campo, o América será declarado campeão ou simplesmente passa-se uma borracha em tudo e não teremos campeão declarado em 2020?

E vida que segue!

Em frente ao Stade des Alpes, em Grenoble, onde a seleção estreou vencendo a Jamaica por 3 a 0.

Lyon, belíssima e acolhedora.


E lá se foi o Tancredo Naves, o “Premiê dos comentaristas”!

Tancredo Naves (esquerda) e Assad Almeida, para a nossa honra com o jornal SETE DIAS na mesa, em foto publicada aqui no blog, no dia primeiro de junho de 2015.

Foi a primeira notícia que li ao abrir o site da Itatiaia nesta manhã de sábado. E que triste notícia! Cresci ouvindo o Tancredo Naves e o Sérgio Ferrara, respondendo perguntas dos ouvintes da Rádio Inconfidência, todos os domingos, no programa “Caixa-Postal”, no quadro “Você pergunta, Sérgio Ferrara responde”. Era a dupla de comentaristas de esportes da rádio, cujo slogan era “O Gigante do Ar”. O apelido de “Premiê dos Comentaristas” era uma referência ao xará famoso da política, Tancredo Neves, que chegou a ser Primeiro-Ministro, na curta experiência que o Brasil teve com o parlamentarismo, um imbondo arrumado na época para que os militares aceitassem a posse do vice-presidente da república, João Goulart, no lugar de Jânio Quadros, que renunciara.

Naqueles anos 1960/70, só existia emissoras AM e Ondas Curtas, que atingiam o interior de Minas e do Brasil. A TV era coisa rara, internet nem nos sonhos do mais otimista dos mortais existiria. A Inconfidência reinava no interior, audiência monstro, seus apresentadores, repórteres, comentaristas, locutores, cantores, eram tão ídolos quanto jogadores de futebol e artistas em geral. Sérgio Ferrara se tornou deputado federal e até prefeito de Belo Horizonte, embalado pelo prestígio adquirido no microfone da Inconfidência. Tancredo optou por disputar votos só nos anos 1980, eleito deputado estadual em 1986, para um único mandato. Foi nomeado Secretário de Estado de Esportes, pelo governador Newton Cardoso, e muito bom Secretário, diga-se. Sempre gentil e solidário, comentarista de estilo ponderado. Uma grande figura. Morreu nesta madrugada, aos 83 anos, vítima de um Acidente Vasculhar Cerebral – AVC.

Em 2015 ele voltou para a Rádio Inconfidência, como diretor-presidente, a convite do então eleito governador Fernando Pimentel. Levou para diretor artístico o experiente e competente Assad Almeida, que fora diretor da Rádio Guarani nos tempos áureos da emissora e também da própria Inconfidência nos anos 1980. A idéia era recuperar a força da rádio oficial do governo. Tirou o Willy Gonser da aposentadoria em Alcobaça/BA, contratou outros grandes nomes, mas o projeto não vingou. Eram outros tempos e um governo difícil. Tive a honra de ser convidado por eles a voltar também, mas meus projetos profissionais eram outros, não animei, mas fiquei muitíssimo grato a ele e ao Assad, com quem tinha trabalhado na própria Inconfidência.

Escrevi aqui no blog sobre o retorno do Willy Gonser, no dia 1º de junho de 2015:

Na sala da presidência da Inconfidência, Roberto Gosende, diretor de marketing do Epa Supermercados, os publicitários Sérgio Nigri e Geraldo Eugênio que integram a equipe comandada por Tancredo Naves, ao lado de Assad Almeida.

http://blog.chicomaia.com.br/?s=Tancredo+Naves+e+assad+de+almeida

À família do Tancredo Naves, o nosso abraço, nosso lamento e a eterna saudade do “Premiê dos Comentaristas”.

O portal da Rádio Itatiaia informou:

* “Jornalista Tancredo Naves morre aos 83 anos em Belo Horizonte”

O comunicador chegou a trabalhar no departamento de esportes da Rádio Itatiaia e também como diretor de jornalismo da emissora

O jornalista, advogado e político mineiro Tancredo Antônio Naves morreu aos de 83 anos, neste sábado (13), devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele estava internado no Hospital Madre Tereza, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ainda não há informações sobre o sepultamento do comunicador.

Tancredo Naves chegou a dirigir o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e presidiu a Administração de Estádios de Minas Gerais (Ademg). O jornalista chegou a ser deputado estadual entre os anos de 1987 e 1991. Em 2015, ele ainda assumiu a presidência da rádio Inconfidência.

Além disso, Naves atuou no departamento de esportes da Rádio Itatiaia e também como diretor de jornalismo da emissora.

https://www.itatiaia.com.br/noticia/jornalista-tancredo-naves-morre-aos-83-anos-e


Neste fim de semana teríamos Cruzeiro x América pela Série B. O que esperar deles e do Galo no Brasileiro2020?

Jorge Sampaoli em foto do Bruno Cantini/Atlético

A Alemanha recomeçou seu campeonato há três semanas e agora foi a vez da Espanha. Eles viveram o auge da pandemia dois meses antes de nós e por isso ficaremos mais um tempo aguardando. Sem falar que aqui, virou “samba do crioulo doido”. Óbvio que os times que já começaram seus treinos deverão se destacar nas primeiras rodadas dos seus respectivos campeonatos. E os que tiverem melhores elencos, brigarão na cabeça nas rodadas finais. Aí entra o fator financeiro. Com a autorização pela FIFA/CBF para cinco substituições, quem tiver melhor elenco levará grande vantagem. O Flamengo de Jorge Jesus é, novamente, o principal favorito. Vários comentaristas da imprensa nacional apontam, além do rubro-negro, o Grêmio, Palmeiras e Atlético como os principais candidatos ao topo. Novidade nesta lista em relação a 2019 é o Galo, por causa obviamente do técnico Jorge Sampaoli, que é um “tarado” pelo trabalho intenso e zela pelo próprio nome, ou seja: não viria para Minas apenas para figurar no campeonato. Nem fazer um trabalho de médio ou longo prazo, aproveitando as categorias de base, onde não desponta ninguém. Tanto que a diretoria investiu num diretor como o Alexandre Mattos, e tem buscado atender aos pedidos do treinador , que deu nomes para várias posições, com opções para todo tipo de investimento. Sampaoli ficou engasgado com a falta de bala na agulha do Santos, ano passado. Na hora agá, quando precisava de um banco mais qualificado, não havia dinheiro e o Flamengo deitou o rolou, sozinho na raia, chegando ao título com 16 pontos na frente. Mesmo apertado de grana o Atlético está dando a Sampaoli os reforços que ele pediu. Sendo assim, dá pra acreditar que o time não será apenas mais um figurante no Brasileirão.

Com o aperto geral que todos os concorrentes estão passando, o América, que já tinha um time montado, e mantém suas contas bem administradas, poderá fazer diferença na Série B. Lisca é bom treinador, conhece a fundo todos os adversários e tem uma retaguarda forte para realizar seu trabalho. Acredito muito no Coelho na busca de uma das quatro vagas do acesso.

O mesmo penso sobre o Cruzeiro, que certamente é o clube que passa os maiores apuros financeiros no momento, mas em compensação, é o de camisa mais forte entre todos os concorrentes da Série B, e isso pesa muito. Tem ótima comissão técnica e uma nova diretoria, empolgada, fechando parcerias que vão proporcionar pagar em dia e ainda montar um time competitivo. Enderson Moreira e Ricardo Drubsky são muito bons de serviço. Conhecem o caminho das pedras, também da Série B.

O Alexandre Simões lembrou no Hoje em Dia, de hoje, que teríamos clássico mineiro pela Série B neste fim de semana, adiado pela Covid-19. Aproveitou para contar grandes disputas entre ambos na história do futebol mineiro:

* “Encontro desmarcado: Clássico entre Cruzeiro e América, pela Série B, seria nesta sexta ou sábado”

Era para o futebol mineiro estar vivendo neste Dia dos Namorados a expectativa pelo primeiro clássico entre dois clubes de Belo Horizonte na Série B do Campeonato Brasileiro. Isso porque a tabela original da competição, divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 28 de fevereiro, marcava o confronto entre Cruzeiro e América, pela sexta rodada, para 12 ou 13 de junho.

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

A pandemia pelo novo coronavírus não permitiu nem mesmo o início do torneio, que seria em 1º de maio, pois desde a metade de março o futebol está parado no Brasil. Faltam ainda seis datas para que sejam encerrados os estaduais. Só então deve-se pensar no começo das quatro divisões do Brasileirão.

Este clássico entre Cruzeiro e América pela sexta rodada da Série B terá mando cruzeirense. E será disputado com portões fechados de qualquer maneira. Seja por determinação das autoridades, por causa da pandemia, ou pelo cumprimento de pena imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Por causa dos incidentes provocados por sua torcida na Série A  do ano passado, a Raposa tem de cumprir cinco jogos de punição imposta pelo órgão. E terá de jogar sem a presença de público.

História (mais…)


O dia em que acabou o sonho do goleiro e começou a vida do repórter

Em tempos de quarentena, vasculho gavetas, encontro e revejo antigas e queridas fotos. Ou não encontro algumas que imaginava estarem em minhas gavetas, mas as recebo via internet, essa santa tecnologia, que recupera nossa memória.

Esta semana o vice-presidente do Atlético, Dr. Lásaro Cunha tirou sarro em “ex-craques” que apareceram ao lado dele em fotos postadas por mim, sobre os três anos sem Eduardo Maluf, dizendo que, de todos, o único “federado” seria ele, os demais, “peladeiros”.

@lasaroccunha: “Únicos federados entre todos dessa foto: Malufão e Lásaro Cândido. Os demais são peladeiros e “ex-jogadores” em sonhos … RS”

O ex-presidente da FMF, Castellar Neto, retrucou:

@castellarneto: “Dr. Lásaro deve ter sido federado em outro estado. Na Mineira, nunca achei registros!”

Thiago Reis (Itatiaia), que foi um grande atacante e chegou a jogar mesmo na base do Galo, reagiu. Victor Martins, do Yahoo Esportes, outro atacante de “peso”, engoliu seco, e eu prometi a mim mesmo que encontraria documentos para mostrar ao Dr. Lásaro.

Aí me enviaram o link da página Retalhos do Passado, do facebook, que mostra pessoas e cenas antigas de Sete Lagoas, com a foto do alto deste post, que se encontra na sede do Ideal Sport Clube, tradicional clube amador da minha cidade, um grande “papa-títulos” regional. Estou lá, goleiro, campeão infanto-juvenil em 1975, com um time inesquecível. Companheiro de Ideal, também nesta foto, o ponta direita Catatau, também sete-lagoano, o único que fez sucesso no profissionalismo. Do Ideal ele foi para o Guarani de Divinópolis e de lá para o Atlético. Ficou conhecido como o “Secretário do Nelinho”, pois além de atacar, voltava para cobrir as avançadas do maior lateral direito que vi jogar. Coisa do Procópio Cardozo, o treinador que conseguia extrair tudo do potencial de um jogador em prol dos times que dirigia.

Depois o Catatau foi para o Guarani de Campinas e por lá se casou, se tornou um empresário do ramo de tintas e caixas de papelão, bem sucedido e vive lá com a família. Só aparece nos fins de ano em Sete Lagoas para rever os parentes e amigos.

Depois do Ideal, goleiro “chama-gol”, 1,76m de altura, fui levado ao Galo para um teste, pelo então vereador Paulinho Maciel, que era amigo de pescarias do Toninho Cerezo, o grande nome do Atlético na época. O diretor era o Wolnei Andrade; o técnico, Dawson Laviola. Ao fim do treino, no campo B da Vila Olímpica, me chamaram, junto com os meus “padrinhos” e o Wolnei, disse, gentil e polidamente, que eu tinha “potencial”, mas que deveria voltar no “ano que vem”, pois era “muito novo” e etecetera e tal. Na verdade, só fui aceito para o teste, porque ninguém recusaria um pedido desses do Cerezo. Naquele tempo, já nem aceitavam goleiros com menos de 1,80m, para teste. Captei a mensagem, foquei na oportunidade que tive na Rádio Cultura de Sete Lagoas e quatro anos depois estava de volta à Vila Olímpica, aí, como repórter, da Rádio Capital, que acabava de se instalar em Belo Horizonte. Comecei cobrindo o América e três meses depois o chefe de esportes da rádio, Flávio Anselmo, me escalara para cobrir o Galo. Foi como jogar o sapo n’água.

Dois anos depois o Atlético buscava o Catatau, no Guarani de Divinópolis e passamos a conviver nos treinos, jogos e viagens, como nessa foto, junto com o Éder, no aeroporto de Barcelona, em 1982, a caminho da França, onde o Galo seria campeão do Torneio de Paris.

Procópio era o técnico e o time era este, porém, com o Palhinha (ex-Cruzeiro e Corinthians) no lugar do Renato Dramático:

João Leite, Nelinho, Osmar Guarneli, Luizinho, Cerezo e Jorge Valença; Catatau, Heleno, Reinaldo, Renato e Éder.

Que prazer e honra cobrir este time e conviver com estas grandes figuras humanas.


E lá se foi o Ronaldo Drumond, campeão pelo Galo, Cruzeiro e Palmeiras

Força à família e amigos do Ronaldo, uma grande figura humana, excelente jogador, que brilhou no Atlético, Cruzeiro e Palmeiras. Entre 1995 e 1997 foi diretor de futebol do Galo, quando o presidente era Paulo Curi.

Ronaldo tinha 73 anos e estava internado há 20 dias no Hospital Vera Cruz, enfrentando uma hemorragia no estômago. O sepultamento será no Cemitério do Bonfim, em horário não informado, sem velório, por causa da Covid-19.

O Alexandre Simões, conta no Hoje em Dia, detalhes importantes da vida e da carreira dele, que era primo do Tostão:

* “Morre Ronaldo Drummond, campeão brasileiro pelo Atlético e da Libertadores pelo Cruzeiro”

O futebol mineiro perdeu nesta terça-feira (9) um dos grandes nomes da sua história. Morreu, às 4h, Ronaldo Gonçalves Drummond, ex-atacante que brilhou com as camisas de Atlético e Cruzeiro e que viveu ainda grandes momentos com a camisa do Palmeiras.

O currículo fala por ele. Revelado no Galo, após passagem pelo juvenil cruzeirense, de onde saiu numa troca entre os rivais, ele estreou no time principal ainda com 17 anos. O Gonçalves que carrega no nome é o mesmo de Tostão, seu primo de primeiro grau, e ele mostrou em campo que a família tem dois craques. (mais…)


A juíza do caso Bruno/Elisa Samúdio. Tom Jobim é que está certo: “o Brasil não é para principiantes”

Foto: jornal O Tempo

Durante toda a minha vida ouço falar da necessidade de reformas estruturais “urgentes” das instituições do Brasil: política, administrativa, previdenciária, tributária e etecetera e tal. Porém, com a experiência de cidadão e graduado em Direito, não tenho a menor dúvida de que sem uma reforma do sistema judiciário e seus meios de controle, nada se resolve. Exemplos não faltam. Vejam esta situação da primeira juíza do caso Bruno/Elisa Samúdio. Afastada do cargo, continuou, continua e deverá continuar recebendo o salário/punição de R$ 30 mil.

Notícia do G1:

* “Justiça de MG acata denúncia contra juíza suspeita de ter negociado sentenças para beneficiar goleiro Bruno Fernandes”

“Como se refere a agente público, o processos prescrevem junto com o prazo para aplicação da penalidade administrativa, que, no caso, é de cinco anos contados da ciência pela corregedoria. Então, em tese, a prescrição teria ocorrido em 2016 e 2017”

Maria José Starling foi a primeira juíza do caso.

A juíza Maria José Starling foi afastada do caso em junho de 2011, suspeita de pedir R$ 1,5 milhão para soltar o goleiro acusado de matar a modelo Elisa Samúdio. Na época, ele estava preso na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. A denúncia foi feita por Ingrid Calheiros, que era noiva de Bruno.

Em 2018, sete anos após a denúncia, a juíza foi condenada em processo administrativo a aposentadoria compulsória, em que o servidor público não perde o direito ao salário, mesmo tendo cometido falta grave. Hoje, ela recebe R$ 30 mil por mês.

Foi também em 2018 que o Ministério Público entrou com uma Ação Civil Pública, por improbidade administrativa, contra a juíza Maria José Starling. Porém, só na semana passada, o Tribunal de Justiça de MG aceitou a denúncia.

A juíza poderá responder a processo judicial e, se for condenada, pode até perder a aposentadoria. Mas, de acordo com Daniel Medrado de Castro, especialista em direito público, a demora foi tanta que o processo pode estar prescrito.

Enquanto o processo da juíza corre ainda sem prazo pra terminar, Bruno já foi condenado, cumpriu parte da pena e já teve o benefício do regime domiciliar.

A defesa da juíza afirmou que vai contestar a ação por prescrição e que se trata de uma montagem contra Maria José Starling.

O Ministério Público Estadual afirmou que aguarda que a justiça julgue procedentes os pedidos feitos na ação.

O Tribunal de Justiça, por sua vez, informou que a juíza foi aposentada compulsoriamente, em agosto de 2018, conforme prevê a lei, e que não se pronuncia sobre casos específicos.

https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/06/08/justica-de-mg-acata-denuncia-contra-juiza-suspeita-de-ter-negociado-sentencas-para-beneficiar-goleiro-bruno-fernandes.ghtml


Três anos sem Eduardo Maluf

Perto da conclusão das obras do Independência, que estava sendo preparado para servir às seleções que jogariam em Belo Horizonte pela Copa de 2014, a diretoria e comissão técnica do Atlético visitaram o estádio, no início de março de 2012. Da esquerda para a direita, Eduardo Maluf, Thiago Reis (Seu Nome Seu Bairro), da Itatiaia, Cuca, Lásaro Cândido da Cunha, Rodolfo Gropen e o “locutor que vos fala”.

Grande figura humana e grande executivo do futebol. No dia 8 de junho de 2017 ele nos deixava, depois de intensa luta contra um câncer de estômago, aos 61 anos de idade.

Tive o prazer de conhecê-lo ainda nos meus tempos de repórter da Rádio Cultura de Sete Lagoas. Num dia de gloria dele como goleiro do júnior do Valeriodoce de Itabira, fechou o gol contra o Democrata, no saudoso Estádio José Duarte de Paiva. Alguns anos depois voltei a entrevistá-lo, aí como presidente do Valério.

Jornalista Vitor Martins (ex- Lance!, Superesportes, TV Alterosa, iG, O Tempo e Uol, atualmente no Yahoo Esportes), Maluf, Cuca e Lásaro Cândido da Cunha.

Em 2009 Alexandre Kalil firmou parceria do Atlético com o nosso Democrata de Sete Lagoas e incumbiu a Maluf a missão de montar um bom time para disputar a terceira divisão estadual, de onde surgiu Bernard. Esta foto, feita por mim, registra o primeiro encontro de trabalho na Cidade do Galo: Maluf, André Figueiredo (então diretor da base do Galo), o presidente do Jacaré, Flávio Reis e Geraldo Magela (diretor do Democrata).


Cena inédita, por uma grande causa: atleticanos, cruzeirenses e americanos caminhando juntos e unidos contra o racismo

O assassinato de George Floyd está se tornando um marco na luta contra o racismo, de forma semelhante ao de Martin Luther King em 1968. Há tempos não se via um movimento pela causa tão forte e espalhado por tantos países do mundo. E pela primeira vez este tipo de protesto tem adesão forte no Brasil, unindo até adversários que costumam se tratar como inimigos, como torcedores de futebol. Essa foto do Fred Magno, hoje, no portal O Tempo, é altamente representativa. Mostra atleticanos, cruzeirenses e americanos pelas ruas de Belo Horizonte na manhã de hoje, contra o racismo e contra qualquer retrocesso político/democrático.

A foto em Belo Horizonte é uma das consequências dessa, do assassinato do cidadão negro George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin, em Minneapolis, no noroeste dos Estados Unidos. Em plena luz do dia, o assassino nem aí, mesmo sendo filmado e ouvindo os apelos das pessoas que passavam, tendo com cúmplices, três outros companheiros de farda. Se no chamado “primeiro mundo” ainda se vê este tipo de coisa, imagine por aqui, num dos países mais violentos do mundo.


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