Blog do Chico Maia

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Até os colegas da imprensa de São Paulo reconheceram que o Cruzeiro foi o senhor do jogo durante toda a partida

Cruzeiro-02

Dentro das quatro linhas e no banco, a superioridade foi gritante. Rogério Ceni é um treinador aprendiz e certamente deve ter tirado muito proveito da aula que teve do Mano Menezes nestes 2 a 0 em pleno Morumbi.

E um jogador começa a atrair as atenções de forma especial: Hudson, volante que veio do próprio São Paulo, trocado no fim do ano passado pelo atacante  Neilton, aquele que chegou à Toca da Raposa com pompas, comparado com Neymar.

HUDSON

A troca é por um ano e está muito claro que a vantagem cruzeirense foi enorme.


Fred foi o salvador, mas Rafael Moura foi quem sacudiu a torcida e por consequência o time

RAFAELMOURA

Até os 25 minutos do segundo tempo a sensação era a pior possível para os atleticanos. Time desencontrado, sem força ofensiva e vulnerável aos contra ataques, mais próximo de tomar o terceiro gol, do que empatar. O adversário era só correria, mas comandado por um treinador experiente que sabia explorar as deficiências defensivas do Galo, que são crônicas, há tempos: Marcos Rocha sem cobertura para as suas subidas e o miolo de zaga que não consegue evitar com eficiência os gols de cabeça.

FRED

Mas, se não vai na bola, vai na raça e Roger Machado pôs Rafael Moura em campo, provocando o início da reação alvinegra. Ele foi o motor e a inspiração para a torcida se exaltasse e contagiasse o time todo. Fred foi quem mais se beneficiou e com o faro para o gol, fez quatro gols e aliviou a barra de todo mundo, inclusive do técnico Roger, que ainda não conseguiu transformar o futebol dos talentos individuais que tem, em um time que inspire confiança.


Campeonato Mineiro começa é agora, com as mesmas esquisitices de sempre

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 Estádio Bernardo Rubinger, casa do Esporte Clube Mamoré, em Patos de Minas, que não serve para receber URT x Atlético pela semifinal do Mineiro

Tecnicamente é de se esperar jogos melhores entre os quatro finalistas. A URT foi o melhor do interior pelo segundo ano consecutivo, mas se tinha alguma motivação a mais, de fazer um dos jogos semifinais em casa, empurrado pela torcida, já era, pois seu mando de campo será o Mineirão, domingo às 11 horas. Os dois estádios de Patos de Minas não atendem ao regulamento, que exige capacidade mínima para 10 mil pessoas. Dizem que o do Mamoré está sem os “laudos”.

Ridículo! E os dirigentes vêm com o velho bla, bla, bla de sempre, para enganar e iludir os torcedores. A cartolagem do interior se finge de besta para faturar um dinheirinho a mais e entrega a alma, para não dizer o jogo. Aceitas certas coisas no regulamento para poder levar vantagens como essa, por exemplo. Seu torcedor, a sua cidade e até a sua região, que se lasquem. Se quisesse fazer valer um mínimo de interesse do seu público a URT poderia mandar um jogo como este em Uberlândia, por exemplo, no Parque do Sabiá, a 222 quilômetros de distância. Certamente teria milhares de patenses e triangulinos torcendo por ela nas arquibancadas e cadeiras. Mas prefere vir para a Capital, a 400 quilômetros, encarar a torcida do Galo.

Cruzeiro e América jogarão a primeira no Independência, também domingo, 16 horas, e o jogo da volta no Mineirão.

Não dá pra cravar quem vai pra final, já que zebras são cada vez mais comuns no mundo da bola, porém, em “condições normais de temperatura e pressão”, lá vão Atlético e Cruzeiro decidir mais uma vez o estadual.

E o que ganhar iludirá a muitos torcedores campeões, que acharão que o time está pronto para brigar pelo título brasileiro. Mas não está! Nem um nem outro. Ambos terão de melhorar muito e corrigir muitas deficiências graves.


Mais um grande jornal do país anuncia o fim das edições impressas diariamente

GAZETA

A Gazeta do Povo, tradicional jornal do Paraná, sairá das bancas e apostará na mídia digital. Informações e comentários dos portais Comunique-se e Brasil247:

* “O jornal Gazeta do Povo anunciou nesta quinta-feira (6) uma mudança significativa na sua produção jornalística. A partir de 1º de junho, deixará de publicar a edição impressa diária e será o primeiro jornal brasileiro feito originalmente para plataformas móveis, a partir do conceito “mobile first”. Ao todo, foram investidos R$ 23 milhões em tecnologia para promover essa mudança.

“Nossa estratégia se baseia em levar ao leitor onde ele estiver, pelo celular, notícias de credibilidade em um ambiente onde se difundem amplamente as fake news. Acreditamos que o leitor da Gazeta valoriza a informação de credibilidade e isso será a base para que ampliemos o nosso universo de assinantes”, afirmou Guilherme Pereira, presidente do GRPCOM, grupo proprietário do jornal.

A partir do aplicativo da Gazeta do Povo, desenvolvido por pela Eidos, o jornalista poderá produzir não só textos, mas também fotos, vídeos e lives. A proposta inverte a lógica de consumo de conteúdo geralmente utilizada pelos veículos jornalísticos na internet: o site originalmente construído para celular será responsivo para a tela do computador.

Além da plataforma digital, será publicada uma edição semanal do jornal, que circulará sempre aos sábados em um novo formato. A ideia é aprofundar e explicar os assuntos mais quentes do momento com artigos exclusivos. Cada exemplar terá 64 páginas e será vendido a R$ 8 nas bancas. Os assinantes receberão em casa aos sábados. Também haverá mensalmente a publicação das revistas Haus e Bom Gourmet.

O jornal também anunciou novos colunistas: Ricardo Amorim, Teco Medina, Leandro Narloch, Rodrigo Constantino, Lúcio Vaz e Evandro Éboli.

Curitiba, a oitava maior cidade do Brasil, com 2 milhões de habitantes e 1,4 milhão de eleitores, não terá mais um jornal impresso, com a decisão da Gazeta do Povo de se concentrar apenas na produção digital. Este movimento antecipa uma onda que atingirá todas as capitais do país, colocando em risco a sobrevivência impressa de títulos como Correio Braziliense, Zero Hora, Estado de Minas e até mesmo Globo, Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.

Embora faça todo o sentido econômico, a morte das edições impressas traz um risco gigantesco para a mídia tradicional, que é matar a sua presunção de influência.

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/289510/Gazeta-do-Povo-antecipa-a-morte-de-todos-impressos.htm


Vem aí a Rádio Super Notícia FM, com as possíveis voltas ao microfone de Roberto Abras, Arthur Moraes e Pequitito

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Arthur Moraes (esquerda) e Roberto Abras, em forma e animados para o retorno ao mundo do rádio

Excelente notícia para o público e principalmente para o mercado de trabalho de jornalistas e radialistas: deverá ser no dia 1º de maio a estreia da Rádio Super Notícia FM 91,7 que promete marcar época no mercado radiofônico mineiro. Novidade da Sempre Editora, proprietária de jornais como O Tempo, Super Notícia e Pampulha. Empresas integrantes do grupo pertencente ao empresário Vitório Medioli. A nova rádio terá programação eclética, com destaque para o jornalismo em geral, focado principalmente em esportes, cidades, política, entretenimento e música.

O diretor é o jornalista Heron Guimarães, que já comanda a Sempre Editora, e o coordenador geral é o Rogério Maurício, que deixou o cargo de editor-chefe do jornal Super Notícia, para se dedicar exclusivamente à 91,7. Rogério tem grande experiência no ramo. Já foi da Rádio Globo e ultimamente participava, como debatedor convidado, do Rádio Vivo, o tradicional programa do José Lino Souza Barros, na Itatiaia.

Os estúdios da Rádio Super Notícia estão quase totalmente prontos, com o que há de mais moderno na tecnologia, junto às redações do O Tempo e Super, na Avenida Babita Camargos, na divisa de Belo Horizonte com Contagem e alguns nomes de peso do rádio esportivo mineiro estão praticamente confirmados, como o Osvaldo Reis, o “Pequitito”, que era um sucesso nas rádios Globo/CBN, até a recente extinção da equipe de esportes das emissoras em Minas e Arthur Moraes, que saiu da Itatiaia há pouco mais de um ano.

Outros dois nomes podem ser confirmados a qualquer momento: Roberto Abras, que estaria disposto a voltar a trabalhar, já que havia se aposentado na Itatiaia no fim do ano passado, e o comentarista Lélio Gustavo, que está muito bem na 98 FM, mas que também foi convidado.

O investimento na contratação de grandes profissionais não se restringe a Minas Gerais. Também está praticamente acertada a vinda, de bons profissionais de Goiânia, cidade que sempre lança grandes nomes para o rádio esportivo.

O surgimento da Rádio Super Notícia FM faz lembrar a Rádio Capital, em 1979, que sacudiu o rádio mineiro, quando contratou grandes nomes, investiu em jovens desconhecidos, como eu na época, buscado em Sete Lagoas, e que marcou época com uma programação diferente e alta movimentação do setor.


Rebaixados já estão definidos nesta fórmula falida de um campeonato a cada ano mais decadente

MINEIRO

Com a derrota de ontem para o Democrata em Governador Valadares, 1 a 0, o América de Teófilo Otoni retornou à segunda-divisão, junto com o Tricordiano. Mais do mesmo e o Campeonato Mineiro segue, pobre tecnicamente, sem novidades, mas atendendo aos interesses da cartolagem da FMF, demais federações do país e à CBF.

Atlético ou Cruzeiro será o campeão, com alguma possibilidade de o América quebrar essa hegemonia. O campeão soma pouquíssimo à sua história; o que perder viverá os dias seguintes de muita onda, risco de crise e risco de queda do treinador, até a primeira rodada do Brasileiro, quando ninguém se lembrará mais deste campeonato.

E ano que vem começa tudo de novo!

Atlético e Cruzeiro ficam na zona de conforto deles. Recebem polpuda cota da Globo, quase R$ 6 milhões, cada. Não se mexem para mudar tudo, de forma que os paupérrimos clubes do interior trabalhem a base e revelem jogadores, como já foi até meados dos anos 1980.

O presidente da FMF, de quem se esperava coragem e arrojo para mudar, diz que a entidade está amarrada ao Estatuto do Torcedor e a um emaranhado de leis, e que por isso não muda tudo. E cruza os braços, também nessa zona de conforto, assim como o seu antecessor, Paulo Schettino, que tinha o mesmo discurso. Se quisessem mesmo mudar, se mobilizariam, buscariam apoios políticos e botariam a boca do mundo, denunciando aquilo que todos assistimos anualmente: essa fórmula faliu e a decadência do nosso futebol é gritante.

Pelo poder midiático e financeiro que tem, só a Globo poderia fazer todos se mexerem e buscar o caminho ideal. Mas enquanto estiver bom pra ela, tudo continuará do jeito que está.

E assim caminha a humanidade, com a vida que segue!


Reflexões sobre a merecida vitória do Cruzeiro no clássico

ARRASCAETA

Incrível como o Arrascaeta regula contra o Galo, com gols e assistências memoráveis. Thiago Neves está muito à vontade no Cruzeiro, dentro e fora de campo.

O árbitro Igor Junior Benevenuto foi preciso nas marcações e vai se consolidando como o melhor apitador da atual safra mineira.

Giovani falhou nos gols, mas isso não tira a condição dele de muito bom goleiro. O erro do Fred foi mais grave e pesou mais para a derrota atleticana.

ELIAS

O melhor discurso alvinegro após a derrota foi do Elias, com “sangue nos olhos”, prometendo um time com postura diferente no próximo clássico.


No país da hipocrisia o nosso maior clássico nunca fica de fora das bobagens ao vento

URSULA

Ótimo artigo da Úrsula Nogueira, diretora de esportes da Rádio Itatiaia:

* “O clássico do ‘mimimi’”

Semana de clássico é sempre “mais do mesmo”. Toda vez é a mesma coisa. Infelizmente! Na contramão da civilidade, alguns dirigentes de Cruzeiro e Atlético fomentam, mais uma vez, uma série de polêmicas desnecessárias.

A “bagunça” começou no último domingo (26) quando o repórter Thiago Reis informou que o clássico teria 90% de cruzeirenses e apenas 10% de atleticanos no Mineirão. A famosa polêmica da divisão dos ingressos.

Na última terça-feira (28) a diretoria do Atlético encaminhou um ofício à Federação Mineira de Futebol pedindo o afastamento do árbitro Ricardo Marques Ribeiro. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o diretor jurídico do Atlético, Dr. Lásaro Cândido, alegou que o pedido foi feito pelo histórico de jogos do Cruzeiro mediados pelo árbitro. “O que ocorreu ontem, no jogo contra o Uberlândia, praticamente reafirmou essa incapacidade (de Ricardo Marques) de gerir um espetáculo respeitando as regras, pelo menos em jogos envolvendo o Cruzeiro”, disse Cândido.

Se o Atlético tivesse sido prejudicado pela pontuação alcançada pelo Cruzeiro, o pedido de afastamento do árbitro teria um embasamento mais lógico. Mas não foi isso que aconteceu! (mais…)


As artimanhas de todo clássico, que não valem nada, mas que podem valer tudo

RIC

Ricardo Marques Ribeiro, de novo na geladeira alvinegra

Cada dia mais me convenço que Tim Maia é que está certo quando diz que “Tudo é tudo e nada é nada”. Vale para futebol, principalmente quando se fala de um clássico entre Atlético e Cruzeiro. A cada jogo, medidas tomadas pelos dirigentes de um ou outro, quase sempre de ambos, que raramente se justificam, em que o bom senso e a racionalidade passam longe. Eles inventam fantasmas e acreditam neles. Mas às vezes estas fantasias podem ser verdadeiras e acabam influenciando no resultado. Nunca se sabe, não é? Por isso, seguro morreu de velho e é melhor tomar porrada da imprensa ou do lado adversário fora de campo do que lá dentro. Sempre foi assim e assim será. Não dá pra tomar partido de uma das diretorias neste clássico, quando Galo e Raposa vão se enfrentar. A razão está com as duas, ou não; depende do lado de se enxergá-la.

Sendo assim, o Cruzeiro acha que limitar o acesso da torcida do Galo pode ajudá-lo. Tentou evitar a entrada até dos mascotes.  O Atlético voltou a colocar o apitador Ricardo Marques Ribeiro na geladeira, alegando que ele é suspeito. Foi funcionário do gabinete do desembargador Wanderley Salgado de Paiva, presidente do Conselho do Cruzeiro, o que motivou o primeiro veto atleticano, da era Alexandre Kalil, em 2009. Retirado da geladeira pouco tempo atrás, voltou apitar jogos do Galo, até bem, mas . . . errou contra o Uberlândia, na semana do clássico, justamente a favor do Cruzeiro.

Se a Federação vai aceitar o veto é outra história, mas a pressão sobre a arbitragem já está feita. Qualquer que seja ela.

Que seja um jogão, e vida que segue…


Estou enganado ou acabou aquela puxação de saco e troca de confetes entre o Neymar e a mídia mais poderosa do país?

GALNEY

Se sim, este é um “legado” a ser comemorado da Olimpíada do ano passado. Desde o rompimento do atacante com o Galvão Bueno, que fez duras e justas críticas a ele na primeira fase dos Jogos do Rio, que a relação entre eles passou a ser profissional, sem oba-oba e enganação de lado a lado.

Neymar passou a ser mais sério dentro de campo e o tratamento a ele, jornalístico, como devem ser as relações entre profissionais das duas pontas, que “mamam na mesma vaca”, porém, em tetas diferentes. Bom para o futebol, bom para os telespectadores, ouvintes e leitores.


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