Blog do Chico Maia

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Brasil; depósito de gente: da covardia com um técnico de futebol à matança da Vale/Samarco

Revoltantes as cenas de agressão ao Zé Ricardo, ex-técnico do Botafogo por marginais que esperavam a delegação no aeroporto Santos Dumont. Só não o pegaram fisicamente porque foi à luz do dia com muitas testemunhas e muita gente filmando, inclusive equipes de TV.

Mais triste é lembrar que este tipo de comportamento é uma característica crescente em nosso país, sem distinção de atividade profissional, classe social, sexo ou localização geográfica quando se trata de grosseria, falta de educação e desonestidade. Exemplos não faltam envolvendo figurões e anônimos, por uma simples razão: impunidade.

Marginais como estes que falaram horrores e ameaçaram o Zé Ricardo tinham que ser punidos exemplarmente, mas nem responderão à justiça. De delitos aparentemente pequenos como este à matança de megaempresas como Vale/Samarco, tudo cai no esquecimento, depois de comoção inicial e muita exploração midiática.


Novo diretor de futebol do Galo não teve um bom começo em sua primeira missão

Dizia Tancredo Neves que “telefone é só pra marcar compromisso; falar, o mínimo possível”. Mas a diretoria do Atlético não segue essa filosofia e se deu mal na tentativa de tirar o técnico do Athlético-PR.

Não foi um bom começo do Rui Costa, o novo diretor de futebol. Assunto como este tem que ser tratado pessoalmente. Por telefone, deu essa oportunidade ao “ético” cartola do paranaense de subir no tamborete.


Clima do Galo para a final do Mineiro: protestos na sede e discussão sobre treinadores e elenco

Obrigado ao Fernando – f.nandobhz – que informa: “Essa arte é do @RonaldoSva”, muito bom de serviço, diga-se!!

Com essa imagem que ilustra o post, Igor Assunção da 98FM publicou no twitter dele hoje cedo: @IgortepA máquina de moer treinadores ataca novamente.”

São os que comandaram o time nos últimos anos: Levir Culpi (duas vezes), Thiago Larghi, Oswaldo de Oliveira, Rogério Micale, Roger Machado, Marcelo Oliveira, Levir Culpi, Diego Aguirre e Paulo Autuori. Entre um e outro, duas vezes o interino Diogo Giacomini.

Vejo muitos teóricos condenando tantas mudanças. Sim, o ideal é que haja continuidade no trabalho, de dois, três até mais anos, porém, quando o time desanda a perder e empatar, alguém tem que pagar o pato. Mais fácil demitir um do que demitir um time inteiro.

Porém, vejo também muitas “viúvas” de um ou outro desses demitidos. À exceção do Levir, quando substituiu o Paulo Autuori, nenhum deles mostrou serviço que justificasse a permanência no cargo. Inclusive o atual Levir Culpi, completamente acomodado, diferente daquele contestador e “reclamão” de tudo. Levir perdeu aquilo que Leonel Brizola definia como “virtude do inconformismo”, ou seja, se há algo errado, é preciso ao menos tentar mudar e consertar.

Preste atenção no presente de cada um desses senhores que foram dispensados do Galo nos últimos anos. Tiveram êxito em algum time depois? Onde estão trabalhando? Inclusive o Thiago Larghi, que contava com uma boa vontade danada da imprensa. Eu mesmo cheguei a apontá-lo como um “emergente” entre os novos treinadores brasileiros. Ficou na promessa, “foguete molhado”, igual a tantos jogadores. Com a ressalva que, no caso de treinador, ainda dá para “estourar”, já que não enfrenta a barreira da idade, tão fortemente como o jogador.

Claro que a responsabilidade é de quem contrata. Portanto, a diretoria vem errando feio nessas escolhas, começando a demissão fora de hora do Levir no início do mandato do Daniel Nepomuceno. De lá até aqui, contratações infelizes de técnicos, inclusive a essa volta do Levir. Aí, também faço o “mea-culpa”, pois eu também achava que seria uma boa o retorno dele. Nem os argumentos daqueles que eram contra, de que ele foi muito mal em sua última passagem pelo Japão me convenceram.

É isso. Treinador é fundamental para montar um grupo e um time. Razão do sucesso ou fracasso de muitos dirigentes. Essa escolha é crucial.

Mano Menezes está aí para confirmar a tese. O Dr. Gilvan apostou nele duas vezes, acertou nas duas e o Cruzeiro surfa até hoje na competência e comando firme dele. Mandou embora quem tinha que mandar, indicou as contratações que precisava, evitou o rebaixamento do time e ganhou títulos importantes.

Simples, não é!?

Simples coisa nenhuma. O profissional certo na hora certa. Acertar essa conciliação é que é difícil.


Levir passou, Marques também. Atlético agora corre contra o tempo para consertar o grande erro cometido na largada do Sette Câmara

Foto: clicfolha.com.br

No dia 31 de março, depois do 0 a 0 do Atlético com o Boa, em Varginha, postei aqui comentário do experiente jornalista Paulo Celso:

* “Alerta ao Galo: Corinthians, Flamengo, Grêmio, Inter não são o Boa! Com este time, com Levir Culpi, O Teimoso, o Galo que abra os olhos na Libertadores e que a diretoria pense logo em reforços – e muitos – e num técnico mais moderno e menos teimoso. E agradeça aos bons trabalhos – no passado – do treinador que já deu o que tinha que dar aí Atlético.”

Já que a diretoria do Galo não seguiu a dica, Levir Culpi deveria ter pedido demissão ontem, depois do vexame em Assunção. Não o fez e acabou sendo demitido. Merecia uma saída mais honrosa, pelo seu passado no clube e no futebol.

O Atlético não tinha outra opção. Demorou. Também fez bem em tirar o Marques do comando do futebol. Não é a praia dele. Só ter sido um bom jogador não credencia nenhum ex-boleiro a nada, não garante que será um bom treinador ou executivo do futebol. Nem comentarista de rádio, jornal ou TV, mas no Brasil qualquer um pode ser. Bom ou ruim, importante é a fama do sujeito, na ótica de quem tem o poder da caneta para contratar. Até que os resultados esperados não surjam e o consumidor exija que haja mudanças.

Nessa correria toda, em função da decisão do campeonato mineiro e primeira rodada do Brasileiro, já dia 27, a urgência pode levar a nomes errados novamente. É o preço que se paga quando se escolhe errado no início. Ao optar por Alexandre Gallo, que fracassara em tudo no futebol depois que encerrou a carreira de jogador, o recém-empossado presidente Sérgio Sette Câmara errou. E agora paga pelo erro e corre para tentar consertar.

O novo diretor de futebol, Rui Costa, fez um bom trabalho no Grêmio. O nome mais falado para o lugar do Levir é o Tiago Nunes, que tem 39 anos de idade e se destaca no comando do Athletico-PR, onde chegou para comandar o juvenil em 2017 e assumiu o profissional ano passado, sendo campeão da Copa Sul-Americana. Gaúcho, de Santa Maria, rodou muito por clubes do interior do Rio Grande do Sul e outros estados.

São apostas, tanto o diretor quanto o treinador. Entendo que válidas, porque têm bons serviços prestados. Não podem é repetir erros do Levir Culpi e outros antecessores, como por exemplo, manter no grupo e no time titular tantos jogadores que estão mal tecnicamente e ou velhos ao mesmo tempo.


Situação do Cruzeiro é favorável na busca pelo primeiro lugar geral na primeira fase da Libertadores

Foto: www.cruzeiro.com.br/noticia/show/

O Cruzeiro mantém a sua disposição de chegar em primeiro na classificação geral da primeira fase da Libertadores e garantir vantagens do regulamento até uma eventual final. Só diminuiu o ritmo nessa goleada sobre o Huracán no fim da partida, sem dar tempo aos argentinos de respirar.

Uma goleada sem contestações em noite de Fred que volta a marcar três gols num só jogo, repetindo o que fez contra o América elo Campeonato Mineiro. Com 12 pontos, igual ao Cerro, porém com oito gols de saldo, contra seis dos paraguaios. Lembrando que faltam jogos nesta quinta-feira para o fim dessa rodada. Próximos adversários serão o Lara, na Venezuela, dia 23, e o Emelec no Mineirão, dia oito de maio.


Esperar o quê de um time que passou aquele aperto todo contra o venezuelano Zamora no Mineirão?

Alguns leitores aqui do blog reclamaram do que escrevi depois da goleada do Atlético sobre o “poderoso” Boa. Tecnicamente o Campeonato Mineiro só serve pra iludir e criar falsas expectativas. Barrigada perdida. Hoje o poder de fogo do Galo foi testado e reprovado, de novo. E por um adversário apenas razoável, desta chave teoricamente das mais fáceis da primeira fase da Libertadores.

Mas, esperar o quê de um time passou aquele aperto todo contra o venezuelano Zamora no Mineirão? As falhas são tão gritantes que me fazem acreditar em teorias tipo: os caras querem derrubar o Levir. Ou, Levir está “fora do prumo”; não dá mais.

Depois do jogo mais uma entrevista coletiva em que o técnico atleticano não fala nada convincente. Pelo contrário, confundia alhos com bugalhos, trocando nome do Cerro por Peñarol, dizendo que o time tem vantagem na decisão do campeonato “gaúcho”(?)… eu hein!?

Três questões respondidas por ele:

Goleada histórica

“Foi uma coisa meio estranha. Deu um pânico no time e reverter um resultado de 4 a 1 é muito difícil. Às vezes as críticas são exageradas e atrapalham o desenvolvimento do time”.

 

Classificação na Libertadores

“Tudo pode acontecer. Quem esperava esse resultado? As coisas acontecem. Por que não? O time disputou um primeiro tempo fora da média. Deu um pânico no time em alguns momentos”

 

Motivação para a final do Mineiro

“Quem não acredita no Atlético não precisa de ir no jogo contra o Cruzeiro. Vamos enfrentar um time com um técnico há três anos e time bem superior, com contratações de patamar bem alto. Mas, tecnicamente, temos jogadores para reverter. Por que não é possível vencê-los?”


A Libertadores na hora da verdade, com Galo e Grêmio no olho do furacão

Imagem: gauchazh.clicrbs.com.br

No futebol nada é impossível e já se viu de tudo. Certamente ainda veremos o inimaginável. Daqui pouco começa mais uma rodada da Libertadores, que tem no Atlético no Grêmio as grandes decepções até o momento, ambos correndo sério risco de não chegar às oitavas.

Mas, já tivemos Cruzeiro e River Plate, “virtualmente” eliminados nessa mesma primeira fase e terminarem campeões, em 1997 e 2015, respectivamente. O Cruzeiro, comandado por Paulo Autuori, perdeu os três primeiros jogos (1 x 2 para o Grêmio, em casa, 0 x 1 para Alianza e Sporting Cristal, no Peru). Mas, ganhou do Grêmio (1 a 0) em Porto Alegre e dos peruanos(2 a 0 Alianza) e Sporting Cristal (2 a 1).

Em 2015 o River passou às oitavas com uma única vitória, só na última rodada, 3 a 0 no San José, em Buenos Aires. Perdera antes do San José, na Bolívia (0 a 2) e empatou quatro: 2 a 2, com o Tigres, no México, e três vezes 1×1, com o Tigres, em Buenos Aires, e com o Juan Aurich, no Peru, e em Buenos Aires.

O Galo está em terceiro lugar no grupo E com três pontos, atrás do Cerro (9) e do Nacional de Montevidéu (6). Tem de vencer hoje. Um empate seria quase “adeus”, mas “quase” ainda renderá um “eu acredito”!!!

O Grêmio, que até outro dia era tido como o melhor time do Brasil, que jogava o futebol mais “envolvente” está assistindo à carruagem virar abóbora no grupo H, liderado pelo paraguaio Libertd (9 pontos), Universidade do Chile (6). Ele e o Rosário, adversário de daqui a pouco em Porto Alegre, têm 1 ponto.

O Cruzeiro deve se garantir daqui a pouco contra o Huracán, sem sobressaltos. O Inter se classificou ontem. O Flamengo perdeu em casa para o Penarol, semana passada, mas está em segundo, com 4 pontos, mesma pontuação com Liga de Quito, que não é lá essas coisas. O Penarol tem 9 pontos.

Outro brasileiro que está abaixo da expectativa é o Palmeiras, em segundo no grupo F com seis pontos, atrás do San Lorenzo, que surpreende e dois pontos a mais que o Melgar.

Brasileiro que surpreende positvamente é o Atlhetico-PR, que encantou ao fazer 3 a 0 no Boca em Curitiba. E não parece ter sido um fogo de palha. O futebol praticado tem sido bonito e eficiente. Vamos ver até onde irá o fôlego. Tem 9 pontos, contra 4 do Boca, quatro do colombiano Tolima (que eliminou o Cruzeiro em 2011) e 2 da alegria do grupo, o Jorge Wilsterman, boliviano que já tirou o Galo da Libertadores de 2017.


No programa 98 Esportes, Itair Machado esquenta mais um capítulo da dívida do Cruzeiro com o Consórcio Minas Arena

Héverton Guimarães, (esquerda) comanda diariamente, às oito da manhã o 98 Esportes. À direita, Eduardo Panzi um dos bons comentaristas da nova safra mineira

Com repercussão nos principais jornais do estado, como nessa reportagem do Alexandre Simões, no Hoje em Dia:

* “Cruzeiro deve R$ 26 mi ao Mineirão e recebeu centenas de notificações alertando para fim de parceria”

Alexandre Simões

@oalexsimoes

A declaração do vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, de que o Mineirão mandou uma notificação ao clube falando sobre a possibilidade de rompimento do contrato que existe entre as duas partes, é apenas mais uma das centenas que já foram enviadas à diretoria cruzeirense pela administração da arena nos últimos anos. A fala do dirigente foi no programa 98 Esportes, da Rádio 98, na manhã desta terça-feira (9).

“O Mineirão fez uma ação de cobrança da dívida. Como qualquer contrato, uma inadimplência pode acarretar realmente numa rescisão. Mas das centenas de notificações que a gente manda para o Cruzeiro, a gente sempre destaca que ele corre o risco de perder esse contrato. E como o próprio Itair Machado falou hoje na 98, é um contrato muito bom para o Cruzeiro”, revela Samuel Lloyd, diretor do Mineirão.

Segundo ele, a intenção é sempre pelo diálogo e pela manutenção do contrato de parceria, mas pela inadimplência de cinco anos do Cruzeiro, há sim possibilidade legal para o rompimento do contrato e inclusive com o Mineirão cobrando a multa, que é por volta de R$ 10 milhões.

Isso faria aumentar ainda mais a dívida cruzeirense com a administração do Gigante da Pampulha. Hoje, o clube já deve quase R$ 26 milhões pois na gestão do presidente Gilvan de Pinho Tavares o Cruzeiro parou de pagar as despesas dos jogos logo após o Atlético jogar no Mineirão, a final da Libertadores de 2013, numa data que era do Governo de Minas e que previa esse tipo de benefício.

O então presidente achou que isso dava ao Cruzeiro o direito de não pagar as despesas dos seus jogos como mandante porque o contrato com o Mineirão prevê que qualquer vantagem que outro clube tenha jogando no estádio, ela estará automaticamente incorporada ao contrato cruzeirense.

A batalha judicial entre as duas partes já dura alguns anos e o Cruzeiro tem sofrido derrotas seguidas na justiça.

Limite

Samuel Lloyd garante que a situação tem chegado ao limite para o Mineirão: “A gente precisa que o clube se posicione. Ele simplesmente ignora nossas cobranças. Está chegando ao limite. Não podemos mais tirar do nosso bolso para pagar os jogos do Cruzeiro. É isso o que acontece. O Cruzeiro vai lá, joga, pagamos por toda a operação, segurança, limpeza, brigadistas, o clube vai embora com a renda líquida dele, sem pagar um real para a gente e falando que está indo super bem para o torcedor”.

A reportagem tentou contato com o vice-presidente jurídico do Cruzeiro, Fabiano de Oliveira Costa, mas ele não atendeu as ligações.

https://www.hojeemdia.com.br/esportes/cruzeiro-deve-r-26-mi-ao-mineir%C3%A3o-e-recebeu-centenas-de-notifica%C3%A7%C3%B5es-alertando-para-fim-de-parceria-1.706213


Da coçada no saco à mágoa por se considerar vítima de preconceito. Ótima entrevista do Givanildo

Uma ótima entrevista do comandante americano à Luiza Oliveira, do Uol. É longa, mas vale a pena ler

Não sei se ele está certo nessa afirmação, pois só quem é vítima sabe onde dói o calo. Mas, pode ser sim. Afinal, é um dos treinadores mais vitoriosos do país e a sua competência é incontestável. Além de grande figura humana. Homenageado inclusive pelo jornalista Henrique André (Hoje em Dia), que vestiu essa camisa e postou em seu twitter, no dia 28 de março, quando o treinador celebrava 50 anos de futebol:

“É porque sou do lado de lá

Rei do Acesso”

Givanildo Oliveira tem mais de 40 títulos na carreira, mas nunca teve o valor que merece

Por Luiza Olveira do UOL, em Belo Horizonte

Era mais um dia comum de trabalho no Athletico-PR quando Givanildo Oliveira saiu de seu hotel e parou na banca para comprar jornal. Uma capa com a sua foto chamou a atenção: “Se Givanildo perder amanhã, vai voltar pro sertão”. É verdade que o momento do time não era bom no Brasileirão de 2006, mas só uma coisa vinha à cabeça: “Filho da mãe”. O técnico até preferiria o jornal concorrente, mas faz questão de comprar um exemplar. Ao fim do treino, interrompeu o burburinho dos jornalistas na sala de entrevistas do clube: “Hoje, o primeiro sou eu”. Antes de começar a falar, passou, de jornalista a jornalista, o jornal com sua foto. Fez questão de se certificar que todos leram – inclusive o autor – antes de dobrar o jornal. “Deixa eu falar uma coisa para vocês: se eu voltasse para o sertão, iria com a maior alegria. O sertão nosso é lugar de gente honesta, de palavra, de homem. É um lugar puro. Agora, o sertão para onde eu vou voltar sabe qual é? Primeiro que aqui vocês não têm praia, têm que ir procurar. Mas eu moro num lugar em que desço do meu apartamento, ando do elevador até o portão. Abrem o portão para mim, eu atravesso a rua, ando uns cinco metros e piso na água do mar. É esse o sertão para onde eu vou voltar. Agora, podem perguntar o que quiserem”. (mais…)


Pelo fim da idiotice e do atraso: é preciso um basta nesta fórmula e calendário de campeonatos regionais

Os estaduais sempre apresentam “novidades animadoras” nas finais: Galo x Raposa em Minas; Grêmio x Inter no Sul … No Rio, Flamengo x Vasco x Fluminense x Botafogo em São Paulo, Corinthians x SP x Santos x Palmeiras…

É desse jeito! Só espero que os cinco gols que o Atlético marcou no “temível” Boa não tenham esgotado o estoque da semana pois na quarta-feira tem Libertadores e o Cerro Porteño pela frente em Assunção. Se quiser continuar sonhando em passar da primeira fase não pode perder lá. O ideal é devolver a derrota imposta pelos paraguaios no jogo do Mineirão.

Recuso-me a entrar no oba-oba do “futebol comercial” (como diz o jornalista José Luiz Gontijo) de grande parte da imprensa que insiste em tentar jogar pra cima o Campeonato Mineiro e demais estaduais com essa fórmula e calendário retrógrados. Entendo que a competição pode e deve continuar existindo, mas em formato e calendário completamente diferentes, com os grandes clubes entrando só na reta final, com um critério simples: os quatro primeiros colocados do ano anterior só entram nas oitavas de final. Os demais clubes, todos os profissionais o interior, disputam eliminatórias durante o ano inteiro, tipo Copa do Mundo. Que se acabe com outras inutilidades e burrices como segunda e terceira divisões que são chamados imbecilmente de Módulo I e Módulo II.

Todos os clubes no bolo, sem rebaixamento, eliminatórias regionalizadas, em disputas mais baratas, sem custos absurdos com viagens e hospedagens que inviabilizam a existência de clubes e o investimento onde é necessário que é o futebol, da base ao profissional. O mundo mudou, tudo muda com o passar do tempo. Minas Gerais, por exemplo, com a sua área territorial de 586 522,122 km² é maior que países como a França (551 500), Alemanha (356 733) e Espanha (504 782 ). População de 21.119.536 milhões. Precisamos nos atualizar, modernizar, fazer contas e nos lembrarmos permanentemente que somos fortes e temos potencial para muito mais que essa insignificância que temos vivido nos últimos anos. Avançar!

O campeonato pra valer teria 32 clubes e duraria um mês, mesma fórmula da Copa. Poderia inclusive ser todo disputado numa das Macrorregiões do estado, levando integração, motivação, turismo e dinheiro para as cidades escolhidas.

Exemplos? O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba seria a sede do primeiro estadual com essa fórmula. Uberaba, Uberlândia, Araxá, Araguari, Frutal, Ituiutuba, Patrocínio e Patos de Minas seriam as cidades. Abertura e encerramento em Uberaba e Uberlândia.

Tem que mudar leis e regulamentos? Mudem. Basta querer. O que não pode é continuar essa decadência e lenga-lenga, principalmente técnica. É muito comum o campeão estadual ser rebaixado ou passar aperto no Brasileiro meses depois.


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