Blog do Chico Maia

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Simpatia recíproca pelo trabalho um do outro motivou pacto entre Telê Santana e Cruyff na final do Mundial de 1992

Só li agora, e muitos aqui possivelmente nem leram, então vale a pena ler de novo.

Quando era o treinador mais falado do mundo, comandando o Barcelona, Pep Guardiola sempre exaltava a seleção brasileira de 1982, de Telê Santana, e lembrava que, 20 anos antes, o seu técnico no próprio Barcelona, Johan Cruyff sempre a citava como uma das formas modernas de se jogar futebol.

A simpatia do Telê por Cruyff era recíproca e dias atrás, por ocasião das comemorações do título mundial interclubes pelo São Paulo, importantes revelações do árbitro argentino Jucan Carlos Loustau, ajudam a explicar essa sintonia entre essas duas figuras legendárias do futebol, que infelizmente morreram, quando ainda tinham muito a contribuir com o mundo da bola.

Confira em trechos de reportagens do Uol e R7:

“Árbitro revela pacto feito por Telê e Cruyff antes do Mundial de 1992”

“Cruyff e Santana queriam ganhar, mas não de qualquer forma”, afirmou Juan Carlos Loustau, árbitro da final do Mundial de 1992. Em entrevista à agência EFE, o argentino revelou detalhes da conversa que presenciou dias antes da decisão entre São Paulo e Barcelona realizada no Japão, na qual os treinadores combinaram que tentariam realizar uma grande partida de futebol, sem artimanhas para buscar apenas a vitória.

O papo entre Telê Santana e Johan Cruyff ocorreu na madrugada do dia 11 de dezembro. Sem sono pela diferença de fuso horário entre Argentina e Japão, Loustau cruzou com Telê no hotel em que ambos os times estavam hospedados e foi convidado para participar do diálogo com o treinador do Barcelona.

“Falavam de futebol como se fosse algo sagrado. Diziam que interromper uma partida com simulações de lesões, esconder a bola ou fazer uma substituição para ganhar segundos não era válido”, lembrou o argentino.

“Estavam convencidos que perder jogando bem não era fracassar e que uma partida leal, se se respeitam os princípios, não há vencedores nem vencidos”, completou.

Loustau tirou daquela conversa a conclusão que tanto Telê quanto Cruyff nunca consideraram perder como um fracasso, apesar das icônicas derrotas da Holanda na Copa do Mundo de 1974 e do Brasil em 1982, quando Cruyff jogava e Telê treinava, respectivamente.

Entre outras coisas que o argentino presenciou estava a aversão de Telê e Cruyff a cruzamentos sem objetividade. Lousteau ainda disse que, se pudessem, os treinadores teriam conversado por horas sobre futebol, pois não cansavam de falar do assunto.

Em campo, o São Paulo de Telê Santana foi vencedor, virando o jogo contra o Barcelona por 2 a 1, no dia 13 de dezembro. Stoichkov abriu o placar para os espanhóis, mas Raí marcou duas vezes e garantiu o primeiro título mundial dos paulistas.

“ Foi Telê, quem convidou Loustau para se juntar à conversa com Cruyff, vitorioso como jogador e que já colecionava sucesso com Ajax e depois Barcelona.

Seus jogadores, tinham por onde seguir a escola do bom futebol. O São Paulo, então campeão da Libertadores, contava com Zetti; Vitor, Adilson, Ronaldão e Ronaldo Luis; Toninho Cerezo, Pintado e Raí; Cafu, Palhinha e Muller. Do outro lado, o Barcelona, campeão da Liga dos Campeões, tinha Zubizarreta; Ferrer, Koeman, Guardiola e Euzébio; Bakero, Amor, Witschge e Beguiristiain; Stoichkov e Laudrup. Toninho Cerezo, Bakero e Beguiristiain foram substituídos naquela partida.”


Bom demais ver figurões dos esportes, política e mundo empresarial do Brasil na cadeia

Que mofem ou morram lá; igual aos generais, almirantes, brigadeiros e outros facínoras das forças armadas da Argentina, que barbarizaram na ditadura deles. Aqui, nenhum político teve peito para encará-los.

Bom demais ver figurões dos esportes, política e mundo empresarial do Brasil na cadeia

A injustiça e lentidão do judiciário no Brasil são revoltantes, mas nos últimos anos nós estamos assistindo a detenções, condenações e quedas de máscaras inimagináveis para os nossos tempos. Não há como negar: são luzes no fim do túnel, apesar dos “Gilmar Mendes” da vida.

Nunca imaginei que algum dia veria o Paulo Maluf, outrora arrogante, na cadeia, ainda mais com 86 anos de idade, de bengala e carcomido. No Brasil as pessoas têm dó de velhos e doentes, mesmo quando são ladrões, assassinos, estupradores e marginais desse tipo. As leis inclusive os beneficiam em muitas situações.

Eu já dava Maluf como caso perdido, mais um impune nessa multidão de bandidos do colarinho branco, neste país depósito de gente. Que beleza essa cena!

Pertenço à ala dos brasileiros que não defendem nenhuma concessão ou solidariedade a bandidos desse nível. Penso primeiro nas vítimas deles, e o pior dessa raça são os políticos que compram e se vendem. Prejudicam um país inteiro. Responsáveis por milhões de sacaneados e grande parte se torna marginal, por falta de oportunidades ou por revolta pura e simples, na base do “se aquele fulano rouba e não acontece nada com ele, porque não posso roubar também?”. http://blog.chicomaia.com.br/

Coincidentemente José Maria Marin foi governador de São Paulo na barca de Paulo Maluf, de quem era vice. Agora toma cadeia pra valer nos Estados Unidos, depois de dois anos em prisão domiciliar, no apartamento dele em um dos metros quadrados mais caros de Nova York. De onde teria saído o dinheirão pra ele comprar este “ap”? Nos Estados Unidos eles sabem, mas aqui a legislação protege elementos como ele. Tanto que só foi preso na Suíça, porque não deu tempo de escapar antes. Seus parceiros Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, igualmente enrolados, não põem o nariz em aeroportos do exterior, bem orientados que são, por grandes advogados. Espero assistir a casa deles caindo, assim como assisti a do Marin e tantos políticos e mega empresários brasileiros. Cambada!


A todos, a minha gratidão e boas festas, ótimo Natal e um 2018 mais feliz ainda de janeiro a dezembro!

Meus queridos e queridas que me dão a honra e privilégio da companhia nestes espaços virtuais e em outros por onde nos encontramos. Obrigado por tudo e continuemos juntos. Faço minhas as palavras do Luiz Souza, um dos mais antigos participantes deste blog, que no dia 21 , nos escreveu:

“Chico e amigos do Blog.
Hoje passei por aqui não para falar de futebol, mas de algo muio mais sublime que é a celebração à vida.
A medida que amadurecemos nada mais é importante, ao não ser os valores adquiridos ao longo da jornada. Felizmente tento caminhar sobre as pegadas de São Francisco de Assis e, a cada ano me desprendo de vaidades e de valores materiais.
Quero mandar-lhe Chico Maia, o meu fraterno abraço desejando-lhe um Natal Belíssimo, um ano igualmente feliz.
Nessa época, até mesmo para os ateus, não deixa de ser um momento de muita reflexão.
Aos amigos do blog, desejo-lhes o mesmo e faço do poesia de Cora Coralina as minhas palavras.
Feliz natal! Feliz 2018 a todos!

* POESIA DE NATAL

Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante

Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!

Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!”

* Cora Coralina


Ida de Fred para o Cruzeiro agradou à maioria das duas torcidas

O portal O Tempo está promovendo uma enquete: “Quem sai ganhando com a transferência de Fred?”.

Agora há pouco votei e vi o resultado parcial, às 8h45:

Atlético 45%

Cruzeiro 37%

Os dois 7%

Nenhum 11%

Votei na opção “Os dois”. Fred não se ambientou no Galo, se acomodou e fracassou junto com o time. Aquisição caríssima, que se mostrou equivocada. A saída dele alivia o caixa. Tecnicamente, já tem substituto. Não vejo possibilidade de Ricardo Oliveira render menos que Fred, mesmo com 37 anos de idade. É um outro perfil de profissional.

Por outro lado, Mano Menezes precisa de um “homem referência” no comando do ataque do Cruzeiro. Fred é finalizador brilhante e terá garçons da melhor qualidade a servi-lo, como Thiago Neves, excelente também neste quesito.

A nova diretoria do Atlético se desfez de um “engastaio”, como diria o saudoso Seu Naco, cruzeirense, avô do Bodão, na cidade de Ferros. Ou, se livrou de uma “roia” como diz o atleticano professor Paulo Bento e os habitantes de Porto Firme e região de Viçosa.

A nova diretoria do Cruzeiro marcou território e mostra para a torcida que este é o estilo que prevalecerá nos próximos três anos: ousadia.

Pela enquete, as senhoras e os senhores viram que a maioria das torcidas está feliz com essa troca de lado do atacante, né? Os atleticanos mais: 45%. Os cruzeirenses, 37% e 11% acham que os dois clubes fizeram mau negócio.

E na verdade, quem ganhou mais ou quem perdeu mais, só o tempo dirá, com a bola rolando. Não tenho a menor dúvida que Fred encherá a sacola de gols no Campeonato Mineiro. Mas Ricardo Oliveira deverá encher também. Mas o bicho pega mesmo é nas competições que realmente valem e cujos adversários são difíceis: Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e Sul-americana.

O resto é perfumaria!


Lembranças do dia em que Nelinho trocou a Toca da Raposa pela Vila Olímpica

João Leite, Nelinho, Batista, Elzo, Heleno, João Paulo e o vice-presidente de futebol Ivo Melo; Sérgio Araújo, Paulo Isidoro, Tita, Éverton e Edvaldo.

***

Ontem pela manhã o Alexandre Simões escreveu uma ótima reportagem no portal do Hoje em Dia, reavivando a memória de todos nós contando a história da troca de lado por um jogador da prateleira de cima, que realmente mexeu com o nosso futebol. Nelinho saindo do Cruzeiro e indo para o Atlético.

Eu era repórter da Rádio Capital e tive o privilégio de cobrir o dia a dia do Galo naquela época. Só não concordo com a pergunta que o Alexandre faz no título da reportagem: “Fred no Cruzeiro: um troco depois de três décadas e meia?”.

Não dá pra comparar. Nelinho era, simplesmente, o maior lateral direito do país, um dos mais badalados do mundo.

Confira:

* “Foram 105 gols em 410 jogos. Isso lhe garante a 13ª posição no ranking dos principais artilheiros da história do clube. Mas num determinado momento da carreira, já veterano, ele agitou a maior rivalidade mineira trocando de clube em Belo Horizonte. Não é de Fred que estou falando. O personagem é Nelinho, o maior lateral-direito da história cruzeirense e que encerrou a carreira vestindo a camisa atleticana.

A troca de lado de Nelinho aconteceu em 1982, logo após a disputa do Campeonato Brasileiro, que naquela época era a primeira competição do ano. Considerado “laranja podre” pelo técnico Yustrich, que assumiu o time após a eliminação precoce na competição nacional, ele deixou a Toca da Raposa e foi para a Vila Olímpica.

No Atlético, em cinco anos, foram quatro títulos mineiros, três semifinais de Campeonato Brasileiro e 52 gols em 274 partidas. Inicialmente, o cruzeirense comprou a ideia do novo treinador e da diretoria. Mas esse sentimento logo se transformou em depressão, pois o antigo ídolo logo se transformou num dos destaques do rival.

O último jogo de Nelinho pelo Cruzeiro foi em 20 de março de 1982, uma derrota de 1 a 0 para a Anapolina, de Goiás, no Mineirão, que decretou a eliminação do time comandado pelo técnico Brito do Brasileirão daquele ano.

Em 2 de maio do mesmo ano, um jogo pela Taça dos Campeões, torneio criado para manter em atividade os clubes eliminados do Brasileirão, levou 52.328 pagantes ao Mineirão. A atração era justamente a estreia de Nelinho num time quase reserva do Atlético, pois Luizinho, Toninho Cerezo e Éder já estavam treinando na Seleção Brasileira, para a disputa da Copa do Mundo da Espanha, e Reinaldo estava machucado.

Agora, depois de 35 anos, a história pode se repetir. Fred não sai do Atlético por causa de treinador ou diretoria, pelo menos oficialmente, como foi o caso de Nelinho em 1982. De toda forma, o Cruzeiro, onde ele jogou em 2004 e 2005, marcando 55 gols em 71 jogos, tem no final de 2017 a chance de dar o troco em um dos capítulos mais polêmicos da história do clássico.

Luís Antônio, Nelinho, Mundinho, Marquinhos, Zézinho Figueroa e Luís Cosme. Agachados: Eduardo, Eli Carlos, Tião, Erivelto e Joãozinho.

Afinal, Nelinho não era laranja podre. Muito pelo contrário. Era o maior lateral-direito da história do futebol mineiro. E o cruzeirense, acostumado com sua qualidade e gols por quase uma década (1973 a 1982) foi obrigado a seguir acompanhando o seu sucesso com  camisa rival.

Fred já movimentou o futebol mineiro quando veio para o Atlético, na metade do ano passado. Agora vai virar um troco cruzeirense depois de 35 anos? Como diz Adilson Batista: “vamo aguardá!”.”

http://hojeemdia.com.br/esportes/fred-no-cruzeiro-um-troco-depois-de-tr%C3%AAs-d%C3%A9cadas-e-meia-1.584291


Cedro E. Clube, campeão mais uma vez; no ano do centenário. Praça Tiradentes em dia de virada em Pequi

Da esquerda para a direita, Mateus, André Bereco, Edvaldo, Serginho Sabiá, Davi Futsal, Gílson, Marcinho, Denílson, Nélson Mang-Hidrau e Marcelo Abranches; Nélson Honorato (técnico), Magela Paca, Léo do Roberto, Toninzezim, Wesley, Alex Construcenter, Eduardo, Professor Ernane e Magelinha. Não está na foto o Toninho Eletricista, contundido, mas muito importante na conquista.

Fim de ano chegando, pausa no trabalho em Beagá, chega a hora de rever amigos, lembrar coisas boas, visitar as cidades do início da minha vida de jornalista, como Caetanópolis, terra de Clara Nunes, origem da Cedro e Cachoeira uma das grandes tecelagens do país, guerreira na luta contra a invasão chinesa.

Uma grande festa lá, sábado, marcou a conquista pelo Cedro do Torneio da AVEC – Associação dos Veteranos Esportistas de Caetanópolis, no Estádio Quintiliano Mascarenhas, depois de 1 x 1 com o Palmeiras, mas beneficiado pela melhor campanha. Jogo equilibradíssimo, que valeu ao Cedro mais um título, no ano em que completou 100 anos de existência.

Agradeço ao Júlio César Diniz Silva, ao Professor Ernane Duarte Nunes e ao Sandro Fotógrafo, pelas informações e colaboração com o SETE DIAS.

A homenagem do blog aos amigos do nosso time da Praça Tiradentes, nesta imagem de 1989 quando jogamos na cidade de Pequi e ganhamos, de virada, 2 a 1. Da esquerda para a direita, Caio do Expedito, Daniel, Chico Maia, Nunuca, Alan, Breno Valadares, Júlio e Amilton; agachados: Carlinhos Volpi, Luiz Moreira, Toninho Abaeté, Vadinho, Marquinho Caixeta, Riane, Maurício Schimit e Warley.


Entre chutes, balelas e profecias sobre Libertadores e Sul-americana 2018

A cada sorteio de grupos em toda competição mundo afora, lá vem grande parte da imprensa levantar pauta sobre “Grupo da Morte”, o mais difícil, o mais tenebroso, o terrível, o temível e coisas tais. Como diria o grande José Luiz Gontijo: “é o futebol comercial, em que vale tudo pela audiência”.

Previsão em futebol é coisa de profeta do acontecido, engenheiro de obra pronta, genérico de Mãe Dinah, ou coisa parecida.

Antes de começar a temporada deste ano, essa turma cravava como favoritos a tudo, o Palmeiras, Atlético e Flamengo. Corinthians? Candidato a brigar contra o rebaixamento, “ainda mais com Carille de treinador…”. Grêmio? Idem. O Cruzeiro não era apontado como candidato a rebaixamento, mas também não era cotado para campeão de nada; nem mineiro. Pois, foram os três maiores ganhadores do país. Se um time irá bem ou mal numa competição, só depois que a bola rolar e o comportamento dos jogadores dentro de campo for o resultado do que está acontecendo agora, neste período de dispensas e contratações, de  montagem de comissões técnicas e elencos.

Na Sul-americana o Galo pegará o San Lorenzo, atual vice-líder do campeonato argentino. Terá que comer muita grama, já que estará no início da temporada e o adversário em plena disputa da temporada deles. E é mata-mata!

O Cruzeiro em situação semelhante na Libertadores, com a diferença de que a fase de grupos tem jogos de ida e volta, com tempo para recuperação em caso de maus resultados iniciais. No papel, difícil, o argentino Racing, mas o Universidade do Chile e possivelmente Vasco, merecem respeito. Classificam-se dois por grupo.

Vejam o que pensa o companheiro Fernando Rocha, que nos brinda em primeira mão com a coluna dele, “Bola na Área”, que será publicada domingo no Diário do Aço, de Ipatinga:

* Sem previsões

O destaque da semana passada foi o sorteio realizado pela Confederação Sul Americana, em sua luxuosa sede no Paraguai, onde foram conhecidos os grupos e os primeiros jogos em 2018 da Copa Libertadores e Copa Sul Americana.

O Cruzeiro, como campeão da Copa do Brasil e pelo ranking da Conmebol, ficou como cabeça da Chave 5, onde também estarão o Universidade do Chile, Racing da Argentina e, muito provavelmente, o Vasco da Gama, que antes fará dois jogos de mata-mata, com o chileno Union Espanhola pela chamada Pré-Libertadores.

O Galo, que terminou em nono lugar no Brasileiro e não conseguiu uma classificação ao menos para disputar a Pré-Libertadores, vai iniciar a disputa da Copa Sul Americana contra o San Lorenzo da Argentina, o time do Papa Francisco.

Portanto, qualquer previsão que se faça hoje é chute. Não há como saber ao certo, neste momento,  como estarão os adversários e muito menos os times brasileiros, que estão com os jogadores em período de férias, além do mercado aberto para contratações e reformulação de suas equipes.

Seria também de bom tamanho pedir cautela inclusive à nossa grande mídia, useira e vezeira em achar que os times brasileiros,  são sempre favoritos em qualquer competição continental.

Por conta dessa soberba, arrogância que contamina nossos  dirigentes, jogadores, torcidas, já quebramos a cara várias vezes.  (mais…)


Bem reformado, Ipatingão está pronto para receber novamente grandes da capital, começando pelo Cruzeiro contra o Tombense

Poderá também se tornar uma arma para o Cruzeiro renegociar as relaçõe$ com Minas Arena/Mineirão.

O presidente Wagner Pires de Sá tem falado o tempo todo que adotará métodos empresariais em sua gestão. Pôs no comando da Comunicação/Marketing alguém acostumado a grandes negociações internacionais pela Fiat Automóveis, o Marco Antônio Lage. E tem como principal confidente/escudeiro, Itair Machado, que pode ser tudo, menos ingênuo.

Cruzeiro e Minas Arena travam briga na justiça por falta de pagamento das taxas por parte do clube, apesar de serem “parceiros”. Aliás, único parceiro oficial, que não concorda com muitos termos do contrato assinado pelo Dr. Gilvan de Pinho Tavares.

Esta notícia no blog Toque Di Letra, do Vinícius Dias, não diz, mas indica que o Cruzeiro poderá utilizar mais o Ipatingão e diminuir o número de jogos na Pampulha. Mas como diria o Adilson, “vamos aguardar”.

*  “À espera do Cruzeiro, Ipatingão garante ajustes e capacidade máxima para 2018

Estádio do Vale do Aço teve liberação para 22,5 mil torcedores na próxima temporada; Tombense fará melhorias internas e externas

Vinícius Dias

Palco de Tombense x Cruzeiro, no dia 28 de janeiro de 2018, o Ipatingão voltará a receber o clube celeste após quase sete anos. No que depender da Prefeitura, o duelo válido pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro não será o único de uma equipe de Belo Horizonte no Vale do Aço. A cidade já negocia com o Tombense para que o confronto com o América, cinco rodadas depois, também seja disputado no estádio e tem estratégia definida para viabilizar a presença do Atlético, o que não ocorre desde 2014.

Há alguns meses, sediar grandes partidas soaria como devaneio. Um dos palcos da Série A em 2008 e cenário de jogos da Raposa em duas edições da Copa Libertadores, o Ipatingão chegou a ser interditado no início de 2016. “Tinha até colonião no gramado, mendigos ocuparam a parte externa”, relembra o fotojornalista Sérgio Roberto. O Ipatinga, que exerceu o mando de campo no módulo II do estadual em Coronel Fabriciano e Itabira, acabou rebaixado, com apenas sete pontos em dez duelos.

Intervenções ao longo deste ano

Gramado deteriorado e cenário de abandono, no entanto, fazem parte do passado. “Também mexemos na parte estrutural, ligada à segurança: luzes de emergência, hidrantes, portões, barras de segurança antipânico”, destaca o secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Ipatinga, Carlos Oliveira. As intervenções permitiram que o Tigre voltasse a atuar em casa neste ano e, com direito a goleada por 5 a 1 sobre o Atlético B na 15ª rodada, conquistasse o título da Segunda Divisão e o acesso ao módulo II.

Supervisor de futebol do Ipatinga durante a gestão Itair Machado, Carlão, como é conhecido, foi o responsável pelos primeiros contatos com o Tombense, que já havia exercido o mando de campo no Vale do Aço, diante do Atlético, no Campeonato Mineiro de 2014. Pelo acordo fechado, o Gavião realizará novos ajustes no estádio, antes de utilizá-lo contra o Cruzeiro, a título de contrapartida. “Pintura da parte frontal, dos corredores para os vestiários e troca das claraboias do túnel”, enumera.

Liberação para 22,5 mil em 2018

Após uma década de restrições, o Ipatingão voltará ter a capacidade máxima em 2018. O Blog Toque Di Letra teve acesso ao auto do Corpo de Bombeiros e ao parecer da Polícia Militar, emitidos após vistorias em novembro – veja trechos abaixo. O estádio foi liberado para 22,5 mil pessoas, considerando a exigência de isolamento de três mil lugares para separação de torcidas, aumento do efetivo de segurança contratado para os jogos e bares e banheiros em funcionamento para os visitantes.

Maior público deste ano foi registrado no dia 28 de outubro, no duelo entre Ipatinga e Ponte Nova, que valeu o título e o acesso ao time da casa: 5.437 torcedores. O recorde é de 07 de abril de 1996, na vitória do Atlético sobre o Cruzeiro por 2 a 1: mais de 25 mil presentes.

Publicado por: Vinícius Dias

https://toqdiletra.blogspot.com.br/2017/12/a-espera-do-cruzeiro-ipatingao-garante-ajustes-e-capacidade-maxima-para-2018.html

 


Selvageria nos estádios: “Na terça-feira, o Mineirão apresentou candidatura para ser o estádio da primeira final única da Libertadores. Na quarta-feira, saiu do páreo…”

Nesta época de “entressafra” da bola, quando especulações, tentativas de vendas, trocas e contratações de jogadores tomam conta do chato noticiário, melhor trocarmos ideias sobre outros temas até os times estiverem com os seus elencos definidos para 2018.

A selvageria nos estádios, por exemplo. Vejam que coluna interessante do Paulo Vinícius Coelho, na Folha de S. Paulo, domingo:

* “A selvageria não está em Buenos Aires ou Montevidéu. Está no Brasil”

Na terça-feira (12), o Mineirão apresentou candidatura para ser o estádio da primeira final única da Libertadores. Na quarta-feira (13), saiu do páreo. “O Brasil perdeu a chance de ser sede da primeira decisão”, diz um dirigente da Conmebol, escandalizado com o vandalismo no Maracanã, em Flamengo x Independiente.

O histórico hábito brasileiro de atribuir a argentinos e uruguaios a selvageria nas competições de clubes da América do Sul transforma-se diante das evidências de que somos mais primitivos.

Logo depois da batalha campal em Montevidéu, em Peñarol x Palmeiras, em abril, Diego Lugano alertou para o que, na visão dos uruguaios, é um problema brasileiro. “Todas as confusões envolvem times do Brasil”, disse.

O contra-argumento é Atlético Nacional x Rosario Central, briga no final, em 2016. Mas houve Atlético-MG x Arsenal de Sarandí em 2014, Santos x Peñarol e Argentinos Juniors x Fluminense em 2011, São Paulo x Tigre em 2012, Palmeiras x Cerro Porteño em 2006, São Caetano x América do México em 2004, Corinthians x River Plate e São Paulo x River Plate em 2005…

“Me parece que os brasileiros que vêm à Argentina são mais bem tratados do que os argentinos que vão ao Brasil”, diz, de Buenos Aires, o editor da revista El Grafico, Elias Perugino.

Rio de Janeiro, com seus três governadores presos, tem agravantes na comparação com São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. O Flamengo disputou 18 partidas no Maracanã neste ano e registrou tentativa de invasão em quatro (22%). A segunda maior torcida uniformizada do clube, a Jovem, está proibida de ir ao estádio e não tem acesso aos ingressos. A suspeita é que seus integrantes comandam as invasões. Convocam pelas redes sociais.

***

Concordo com o PVC


Artilharia pesada do novo comando do Cruzeiro contra Gilvan e cia.: sábado, Itair Machado; hoje Zezé Perrella

No posse, em foto do Superesportes, o presidente executivo Wagner Pires de Sá, o presidente do Conselho Deliberativo Zezé Perrella e o diretor de comunicação do Cruzeiro, Marco Antônio Lage.

O Cruzeiro está precisando de bombeiros para debelar a fogueira que toma conta do clube desde as eleições. Quando se pensava que a poeira estava baixando entre ex-aliados, aliados, rivais e ex-rivais, o novo comandante do futebol, Itair Machado, baixou o porrete nos antecessores, acusando-os de atolarem a Raposa em dívidas, frutos de péssimos negócios. Segundo ele, só de salários o clube gasta em torno de R$ 5 milhões mensais, pagando jogadores que não utiliza, que estão emprestados a outros clubes. Isso no sábado. Hoje, durante a posse do Wagner Pires de Sá na presidência executiva e do Zezé Perrella no Conselho Deliberativo, foi a vez do Zezé centrar fogo no Dr. Gilvan de Pinho Tavares, que teria deixado a dívida do Cruzeiro chegar aos R$ 400 milhões.

É uma guerra interna que envolve altos interesses e vaidade, o que só prejudica o clube, com riscos de atingir o futebol.

Perrella deu entrevista à Rádio Itatiaia:

* “Zezé suspeita que dívida do Cruzeiro chegue a R$ 400 milhões: ‘Situação não é cômoda’”

Empossado como novo presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, Zezé Perrella não poupou críticas à gestão do agora ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares. Durante a cerimônia de posse dos novos integrantes da diretoria e do conselho, o dirigente se mostrou preocupado com o suposto crescimento da dívida do clube que, segundo suspeita, pode chegar em torno de R$ 400 milhões.

Zezé Perrella afirmou que as informações foram obtidas inicialmente, mas ele terá que levantar melhor os números por meio de uma auditoria independente.

“Segundo informações que tenho, ainda temos que apurar, a dívida gira em torno de R$ 400 milhões. Eu deixei o clube [no fim de 2011] com R$ 100 milhões de dívidas, tudo no Refis, que custava pouco mais de R$ 150 mil por mês ao Cruzeiro. Essa dívida de R$ 220 milhões só no Profut parece que ele [Gilvan] não reconhece como dívida, mas isso custa mais de R$ 1 milhão por mês, só de prestação, aos cofres do clube”, argumentou. (mais…)


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