Blog do Chico Maia

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No calor do Independência prevaleceu a melhor pontaria do Cruzeiro

Washington Alves/FMF

Apesar do calorão danado os jogadores dos dois times correram muito. Mas o jogo foi morno. O primeiro tempo, muito amarrado. Os treinadores entraram com o mesmo objetivo:  explorar os contra ataques, arriscando pouco. As defesas prevaleceram, ambas sem falhas. Lances reais de perigo foram nas faltas batidas pelo Otero, defendida com o pé pelo Fábio, e Robinho, que pegou no travessão. A tendência é que o segundo tempo fosse no mesmo ritmo, mas o gol do Raniel aos três minutos obrigou o Atlético a buscar mais o ataque. Um minuto antes Ricardo Oliveira perdeu uma boa oportunidade, dentro da área, chutando pra fora. Logo em seguida ao gol do Raniel, Victor achou Erik em ótima posição, cara a cara com o Fábio, mas o goleiro fez muito boa defesa.  Aos seis minutos o lateral Edilson foi expulso. Mano Menezes tirou Raniel para recompor a defesa com Lucas Romero. Thiago Larghi apostou nas entradas de Cazares, Tomás Andrade e Luan, nos lugares de Roger Guedes, Erik e Patric.

Cansado, Thiago Neves deu lugar a Arrascaeta, e aos 46 Mancuello entrou no lugar do Robinho, para garantir o 1 a 0. Um minutos depois de Leonardo Silva acertar uma cabeçada no travessão do Fábio.


E lá se foi o professor Theotônio dos Santos, um humanista

Que boas lembranças me veem quando me lembro do Theotônio, uma das primeiras pessoas a quem dei ouvidos sobre política e sociologia. Fim dos anos 1970, início dos 1980, tempos da anistia política assinada pelo General João Figueiredo, o último da ditadura. Eu recém chegado de Sete Lagoas a Beagá para trabalhar na Rádio Capital, cheio de sonhos juvenis. Os exilados retornando ao Brasil, Brizola o principal deles, de quem eu era fã. A Rádio Capital se caracterizava por grandes entrevistas, debates acalorados sobre todos os assuntos. O chefe era Gil Costa, um radical na defesas de suas idéias, mas ao mesmo tempo um democrata. Dá pra entender? Abria espaços para gente que pensava o que quisesse, mesmo contra as opiniões dele. Na época, a maioria absoluta pensava diferente dele, direitista que era, defensor do regime militar, filiado à Arena, depois PDS.

Do cartunista Henfil a temidos delegados do apavorante Dops, todas as principais figuras da cena política freqüentavam os estúdios da Capital. Muitas vezes representantes dos dois extremos se cruzavam nos corredores e salões da rádio, cuja sede era num suntuoso casarão da Av. do Contorno 5057, quase esquina com Afonso Pena, ao lado da Praça Milton Campos, que naquele tempo era uma praça única, de verdade. Era ótimo ver e conviver com gente tão famosa, presenças diárias nas primeiras páginas dos principais jornais do país, noticiários das TVs e das rádios. Eu era repórter de esportes, mas tinha a maior curiosidade pelo que estava acontecendo com o país e o que poderia vir com a tal abertura política, o retorno do voto para governador e “quem sabe, a volta das eleições diretas para presidente!”. Com 18 anos de idade a gente sonha e acredita em dias melhores. Eu acreditava piamente no que dizia o filósofo austríaco Stefan Zweig (fugitivo da Alemanha nazista, que veio para cá, onde foi morar em Petrópolis), que escreveu: “Brasil, o país do futuro”. Num desses debates conheci o pessoal que representava Leonel Brizola em Minas, capitaneados pelo José Maria Rabelo, Sinval Bambirra e Theotônio dos Santos. Fiquei amigo do Jorge, do Sindicato dos Bancários, do Helinho demais filhos do Zé Maria e acabei me juntando a essa turma ótima na fundação do PDT. Brizola perdera a briga pelo comando do PTB, para a neta de Getúlio Vargas, Ivete, apoiada pelo governo militar na necessidade que eles tinham de barrar o ex-governador do Rio Grande do Sul de qualquer jeito.

Na militância pedetista, fiquei mais próximo à ala do professor Theotônio dos Santos, figura carismática, então casado com a Wânia Bambirra, outra figura fantástica, que mais tarde viria a se tornar “tia” do Nelinho, já que o grande lateral se casaria com a Vânia, sobrinha dela.

Na sequência, Theotônio bateu chapa contra o Zé Maria Rabelo pela presidência do PDT mineiro. Perdeu, ou melhor, perdemos. Pouco tempo depois ele foi se dedicar à vida acadêmica no Rio de Janeiro e só voltava a Belo Horizonte esporadicamente. Daqueles tempos para cá Brizola morreu, o PDT, assim como a nossa política virou o que virou, e a realidade é completamente oposta aos meus sonhos juvenis. Resta a resignação. Paciência, que o Stefan Zweig, o autor da bendita frase não teve, já que suicidou-se aos 60 anos lá em Petrópolis.    Pois, esta semana o Theotônio dos Santos morreu no Rio, aos 81 anos de idade. O jornal O Globo, de quarta-feira, dedicou página inteira à história dele. Vale a pena ler. A ele, a minha homenagem e eterna saudade:

Theotônio dos Santos, Vânia Bambirra e Herbert de Souza, o Betinho, na chegada ao Brasil após o exílio – Arquivo O Globo

“Morre o economista Theotônio dos Santos, aos 81 anos”

Professor foi um dos mais influentes pensadores da esquerda latino-americana (mais…)


Neymar opera na cidade em que a Alemanha enfiou sete no Brasil

Exageros à parte (e tome exagero nisso) essa cobertura da imprensa mundial à cirurgia do Neymar põe os holofotes de forma positiva em Belo Horizonte, que tem uma medicina reconhecidamente competente, case de sucesso em várias especialidades, como a ortopedia. Reconhecimento ao trabalho do Dr. Rodrigo Lasmar e a equipe dele do Atlético, que o acompanha nessa cirurgia.

E para explicar melhor ao público que mundial que não conhece muito a nossa capital, a imprensa internacional dirá que é a cidade onde a Alemanha tacou 7 a 1 no Brasil na Copa do Mundo passada. E imaginar que, em termos de organização, o nosso futebol não evoluiu em nada e não tirou nenhum proveito daquela bordoada. A CBF continua a mesma, se é que não até piorou.


De Goiânia, Jorge Kajuru cumprimenta a Rádio Super pela contratação de Lélio Gustavo

Independência, coragem e uma boa dose de loucura são as principais características do Lélio Gustavo (esquerda), nesta foto ao lado do legendário Roberto Abras, no portão de entrada da sala de imprensa do estádio nacional de Marrakech em 2013. Os dois saíram para fumar, quando fiz esta foto.

***

Direto de Goiânia o jornalista Jorge Kajuru, elogiou as novidades no rádio mineiro via twitter: “BH VAI PARAR! 91,7 FM RÁDIO SUPER NOTÍCIA, Parabéns pelo privilégio de ter juntos @LelioMetralha e @pequetitoreis 2 dos maiores talentos do país! E o caráter é inigualável”.

Realmente uma notícia que mexeu com a comunicação mineira. E não foi apenas o Lélio que a Rádio Super Notícia buscou na 98FM. Levou também o locutor e âncora Gleyson Lage, que junto com o Lélio e o CJ alavancou o horário das 8 às 10 horas da manhã, diariamente, e o produtor Diego Mulambo, considerado um gênio de programação de rádio, um dos responsáveis diretos pelo sucesso que é o esporte na grade da 98FM. Ainda quando estava na Itatiaia o já tinha se consolidado como a maior referência de comentarista esportivo de Minas. Tanto que não ficou nem uma semana desempregado. Empresário de visão e inteligente que é, o diretor da 98FM Rodrigo Carneiro, acertou rápido com ele, que ficou lá até agora, quase quatro anos. Ele volta a trabalhar com Roberto Abras e Arthur Morais, seus companheiros na Itatiaia, além dos locutores Oswaldo Reis (Pequitito), Hugo Sérgio e uma turma nova, boa de serviço, lançada pela rádio da Sempre Editora, dona também dos jornais O Tempo, Super Notícia, Pampulha, O Tempo Betim e O Tempo Contagem.

Grato, o Lélio agradeceu publicamente à 98FM e se despediu dos ouvintes:

‏ @LelioMetralha: “Uma SuperNoticia pra vc!!! Domingo comento o Superclássico Atletico x Cruzeiro no Independência.. A partir de agora a minha casa é a 91,7 FM-Radio Super Notícia.. Quem viver verá não é @pequetitoreis? Kkkk Tô muito feliz e com sangue nos olhos!!!!

Quero agradecer a @Radio98Oficial pela oportunidade de ter trabalhado por 3 anos e 10 meses nesta casa e, consolidar um horário diferente para o esporte no rádio!!! Obrigado por apostar e acreditar @Rodrigojax!! Valeu @naohadesernada”.

Todo mundo ganha com essas mexidas na comunicação em Minas, principalmente os ouvintes que passam a ter mais opções de qualidade e visões diferentes do mundo da bola. Além do mais é a única chance de melhoria salarial de qualquer profissional, já que historicamente, veículo nenhum tira profissional de um concorrente.

Sucesso ao Lélio, Gleyson e Diego e que a concorrência entre as emissoras seja cada vez mais acirrada, para o bem de todos.

Gleyson Lage, Diego Mulambo, Lélio Gustavo e CJ, que alavancaram audiência fantástica em horário incomum para programas esportivos, de 8 às 10 horas, com o 98Esportes, na 98FM. Dizem que o CJ tem uma plaquinha no corpo com os dizeres “Propriedade da 98FM – Imexível”. Ele continua na emissora, com o sucesso de sempre.


Atlético mostra personalidade em Florianópolis que andava sumida nos últimos tempos

Mais uma vez gostei do comportamento do Galo, bem diferente das “eras” Oswaldo, Micale, Roger, Marcelo e Aguirre, com quase os mesmos jogadores. Um time que aparenta saber o que quer e não se apavora nos momentos cruciais do jogo. Um bom exemplo disso é o capitão Leonardo Silva. Em quase todo jogo era comum vê-lo correndo desembestado atrás de atacantes, depois de um “mano a mano”, assistindo o adversário fazer gols ou dando passes para companheiros fazê-los. No sistema adotado por Thiago Larghi isso acabou. Com quase 40 anos de idade, Leo Silva não pode ser exposto a embates diretos ou apostas de corrida com jovens que têm pouco mais da metade da idade dele. Larghi mudou isso. Tanto que nesta vitória em Florianópolis o árbitro deu quatro minutos de acréscimos e a defesa do Atlético se manteve tranquila, administrando o resultado. Os ataques do Figueirense já não assustavam mais.

O gol do Otero foi mais uma prova do talento dele, na hora certa. E que dedicação em campo desse venezuelano!

Disse Mário Henrique Caixa‏ @mariocaixa, após a partida: “O cara certo no lugar certo na hora certa. Parece que Tiago Larghi é esse cara. Na turbulência da demissão do técnico ganhou o clássico, ganhou na Paraíba e hoje emenda 4 jogos sem derrota. Ainda é cedo, mas vamos dar força pra ele. Ótima vitória do Galo. Vem aí a classificação.”

Vamos ver como será a sequência, pois muita coisa precisa ser arrumada. A começar pelo Roger Guedes que deu chilique ao ser substituido aos 13 minutos do segundo tempo. Isso não pode acontecer e a diretoria precisa impor a disciplina necessária.


Atlético luta por afirmação e uma boa grana nesta disputa com o Figueirense

Foto: SuperFC

A Copa do Brasil começa a ficar mais apertada a partir de agora. Às 21h45 o Galo começa a disputa por vaga na próxima com o Figueirense, em Florianópolis. Precisa se afirmar tecnicamente para espantar a desconfiança geral em torno do time e ganhar crédito para o clássico de domingo contra o Cruzeiro. Também há muito dinheiro em jogo, já que a Copa do Brasil está premiando bem melhor a partir deste ano.

O time do Thiago Largui para daqui a pouco: Victor, Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos, Adilson, Elias, Róger Guedes e Otero, Erik e Ricardo Oliveira.

O Figueirense de Milton Cruz: Denis, Samuel Santos, Cleberson, Nogueira e João Paulo, Zé Antônio, Betinho, João Paulo e Victor Cedrón, Jorge Henrique e André Luiz.

Trio de arbitragem carioca: Bruno Arleu de Araujo auxiliado por Luiz Claudio Regazone e Gabriel Conti Viana.

O SuperFC deu detalhes do dinheiro que está em jogo nesta partida: “Se passar pelo Figueira, Atlético ganhará mais do que todo 2017 – Galo já embolsou R$ 1 milhão contra o Atlético-AC, R$ 1,2 milhão, diante do Botafogo-PB, e R$ 1,4 milhão contra o Figueirense (mais…)


Que a goleada sirva de alerta ao Cruzeiro: Libertadores não é estadual; não há espaço para tantos erros

‘Não gostei da partida que fiz’, disse Lautaro Martínez após vitória do Racing com três gols dele. Afirmou que poderia ter feito mais pelo time, mas que vacilou em alguns momentos.

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Sobre o Cruzeiro este post será ocupado pelos dois primeiros cruzeirenses que comentaram aqui no blog, e concordo com o que eles escreveram. Sobre o Racing, fiquei impressionado com o toque de bola, precisão nos passes e lançamentos, velocidade e jogadas ensaiadas. Sem falar no ótimo Lautaro Martínez que outro dia mesmo marcou três gols numa mesma partida pelo campeonato argentino e hoje repetiu a dose. Principal estrela portenha da atualidade, está na mira do Real Madri. O que os brasileiros chamam de “bola parada” faz parte do jogo e ao invés de creditar como falha de quem toma gols dessa origem, prefiro dar méritos a quem marca, pois treinou bem para isso. O Racing foi impecável.

Vejam o que escreveram o Alisson Sol e o Alex Souza, a quem agradeço:

* “Primeiro jogo da Libertadores: choque de realidade!

Este negócio de jogar o Rural e achar que “vale como treinamento” dá nisto.
A defesa pensando que vai sempre jogar contra jogadores velhos e lentos.
Meio-de-campo achando que vai rolar a bola livre sem combate.
Ataque achando que vai ser fácil driblar e sair do jogo sem qualquer pancada.
De positivo, apenas a possível contusão do cone!

Segue o jogo, pois seria pior se tivesse vencido na sorte e continuado no oba-oba!
Talvez este seja o alerta do qual o time estava precisando.”

Alisson Sol

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Alex Souza:

* “A defesa do Cruzeiro vinha dando muito espaço aos adversários no Campeonato Estadual e Fábio vinha salvando gols incríveis.
Apesar das vitórias a fragilidade vinha aparecendo quase todo jogo. Hoje o Racing deitou e rolou sobre um sistema defensivo estático, que não disputou os lances que resultaram em gol.
Inaceitável o gol nas costas do Manoel (atacante já sabe que ele é fraco na bola alta e se posiciona ali para marcar; desde que ele veio ao Cruzeiro é a mesma coisa), o vacilo na marcação no gol de falta (a bola foi tocada para um jogador que estava na barreira), o Henrique olhando o cabeceio no terceiro gol e Egídio olhando o avanço do adversário para marcar o 4º gol.
Era um jogo equilibrado e o adversário foi fazendo a sua parte, acertando as conclusões. As falhas também apareceram do outro lado, contudo, ofensivamente, o Cruzeiro perdeu as chances claras que apareceram com Sóbis, Arrascaeta, Rafinha e Henrique, o que também desequilibrou a disputa.
A postura do Cruzeiro precisa mudar; não dá para ficar olhando o adversário vindo com tudo na disputa das jogadas, catimbando, simulando faltas para pressionar juiz e até sendo desleal numa disputa (lance da expulsão) e ficar olhando.
Indiscutível a qualidade do atacante que marcou 03 gols (Martinez); merece destaque o aproveitamento tão alto. Lamentável, para o Cruzeiro, sofrer uma goleada num jogo que foi desequilibrado por causa de falhas defensivas seguidas e desperdício de seguidas chances de marcar para colocar um freio no adversário. Quando o time conseguiu fazer o segundo gol, diminuindo para 3 a 2, pareceu que a reação viria, contudo, nova falha ocorreu e a fatura foi liquidada.
É só o começo e uma coça dessas pode contribuir para chamar o time para a realidade… Tradição, Copeiro, La Bestia Negra, Catimbero são predicados que não foram a campo com o time do Cruzeiro hoje. Não há espaço para tantos erros na Copa Libertadores.”

Alex Souza


Cruzeiro inicia contra um velho rival a caminhada pelo tri da Libertadores

Última conquista internacional do Racing foi justamente contra o Cruzeiro, no Mineirão, a Supercopa de 1988. Em 1992 a Raposa deu o troco e ganhou a mesma competição em cima do mesmo adversário.

Às 21h45 Cruzeiro e Racing deverão fazer uma grande partida com apito do colombiano Wilmar Roldán, considerado um dos melhores árbitros da Fifa, auxiliado pelos compatriotas Alexander Guzman e Cristian de la Cruz.

O Cruzeiro de Mano Menezes: Rafael, Edílson, Leo, Murilo e Egídio, Henrique, Ariel Cabral, Robinho (Mancuello) e De Arrascaeta, Rafinha e Fred.

O Racing, de Eduardo Coudet: Musso, Saravia, Segali, Donatti e Soto, Nery Domínguez, Zaracho, Neri Cardozo e Centurión, Lautaro Martínez e Lisandro López.

O Adroaldo Legal (98FM) postou no twitter dele uma cena muito legal do Ramon Ábila, visitando a delegação no hotel em que o time está hospedado em Buenos Aires para o jogo de hoje contra o Racing. O ex-centroavante do Cruzeiro deixou boas lembranças em Belo Horizonte, não só pelos gols, mas também pela simpatia com a qual tratava a todos que abordavam em qualquer lugar da cidade. Só não ficou mais porque o clube teve que devolvê-lo por falta de dinheiro. Atualmente está no Huracan, emprestado pelo Boca Juniors.

@AdroaldoLeal: “Muito bacana o carinho do @wanchopeabila9 com o @Cruzeiro e com os seus ex-companheiros de clube!…”


Atlético gastou quase R$ 53 milhões com Fred e Robinho, a dupla responsável por gols, que não aconteceram

Estou devendo cumprimentos ao Igor Tep Assunção e equipe da 98FM pela ótima entrevista com o Sérgio Sette Câmara, ontem, no programa 98FC.

Dentre outros importantes esclarecimentos o presidente do Atlético informou que o clube gastou R$ 52,9 milhões em pagamentos a Robinho (22 meses) e Fred (18 meses). O centroavante ainda receberia mais R$ 16 milhões do Galo em salários se tivesse ficado em 2018.

Estes dois resumiam as esperanças da torcida de muitos gols alvinegros em 2016 e 2017. Que frustração, que fracasso. Imaginar que o Galo ficou fora da Libertadores deste ano por falta de um ponto, hein!? Fico lembrando do Fred tomando a bola do Fábio Santos e batendo o pênalti contra o Palmeiras naquele empate de 1 a 1 com o Palmeiras no Independência. Seriam três pontos naquele jogo, crucial naquele momento do Brasileiro. Pensei que o Mário Werneck (Secretário de Meio-Ambiente da PBH) fosse se jogar do camarote onde ele estava, de tanto ódio, coitado!

Fazer o quê!? Né? Vida que segue!


Acredite se quiser: Tricordiano e Prefeitura de São Gonçalo impedem a imprensa de Ipatinga entrar no estádio para trabalhar

Em foto da revista DeFato, de Itabira, o estádio Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo, inaugurado em fevereiro deste ano com capacidade para 8 mil pessoas.

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Senhoras e senhores do blog, quando digo que este país não tem jeito, muita gente fica brava comigo. O futebol é o espelho da sociedade brasileira e constantemente assistimos ou tomamos conhecimento de insanidades, que são aceitas como normais por quase todo mundo. Quem deveria tomar medidas enérgicas contra, se omite ou ameniza. Leiam o que o Fernando Rocha conta na coluna dele no Diário do Aço, de Ipatinga, hoje:

* “Quase sempre pelo lado negativo, a 2ª Divisão do Campeonato Mineiro, também chamada de Modulo II pela Federação Mineira de Futebol, foi destaque novamente no fim de semana.

O Social jogou em Divinópolis e conheceu a sua primeira derrota, 1 x 0, para o Guarani, um dos líderes da competição. O Ipatinga encontrou muitas dificuldades e só obteve o empate contra o Tricordiano, 1 x 1, em São Gonçalo do Rio Abaixo.

Mas o sofrimento maior ficou reservado para os profissionais de imprensa da nossa região, surpreendidos por uma ordem do tresloucado presidente do Tricordiano, Gustavo Vinagre, os impedindo de entrar no estádio para cobrir a partida.

Mesmo vendo a imagem da cidade prejudicada pela atitude intempestiva desse dirigente, conhecido muito mais pelos  mal feitos publicados no noticiário policial do que no esportivo, representantes da Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo, a dona do estádio, não se manifestaram.

O mesmo ocorreu com a Federação Mineira, neste caso, sem surpresa alguma, pelo histórico de omissões recentes da entidade, quando se trata de tomar posições em relação a assuntos importantes do futebol no estado.

Na raça

Por conta disso, os telespectadores do Vale do Aço, não puderam assistir o jogo pelo canal aberto e a cabo da TV Cultura/Afiliada Rede Minas e TV Ipatinga, esta última pela internet.

Na mesma situação estava a equipe de esportes da Rádio Vanguarda AM/Líder FM, que no entanto usou o “jeitinho” brasileiro, no bom sentido, para driblar a proibição do cartola maluco,  e assim cumprir o compromisso de levar a informação aos seus milhares de ouvintes.

Em pé, de cima da carroceria de uma caminhonete estacionada ao lado do muro do estádio, emprestada pelo médico do Ipatinga, Dr. Ygor, sob um sol escaldante, com muita raça e profissionalismo,  o narrador Nelcy Romão, o comentarista Nardyello Rocha e o repórter Jota Passos, com assistência técnica de Ronaldo Antônio, realizaram a transmissão completa do jogo.

Receberam a solidariedade dos ouvintes através de milhares de mensagens nas redes sociais, além dos moradores vizinhos ao estádio, que desaprovaram a atitude do dirigente e da Prefeitura local, que permitiu este abuso.

Que atentados contra a liberdade de imprensa como este, fruto da insanidade de um dirigente desqualificado e despreparado para o cargo, não se repitam, esperando-se que as entidades de classe representantes da nossa categoria se manifestem, o que, infelizmente, até o fechamento desta coluna na tarde de ontem, não havia acontecido”.

*Por Fernando Rocha

***

E eu pergunto: qual o motivo da Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo estar dando alguma colher de chá ao Tricordiano que, geograficamente ou esportivamente não tem nada a ver com Três Corações? São “apenas” 375 Km de distância! Uma fica no Vale do Aço e a outra no Sul de Minas.

Que força é essa do sujeito que manda neste time tem com o prefeito da cidade ao ponto de ele permitir esta covardia cometida contra a imprensa e seus profissionais?

Aí leio no Superesportes do dia 16 de novembro de 2017:

*“Despejado do Elias Arbex, Tricordiano altera sede para São Gonçalo do Rio Abaixo – Prefeitura de Três Corações pediu reintegração de posse do estádio”

Reportagem de Guilherme Macedo e Renan Damasceno

Brasiiiillll!!!!


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