Blog do Chico Maia

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De “bestial”, o técnico Marcelo Galhardo deve estar sendo chamado de besta neste momento pelos torcedores do River

Em quase todo jogo de futebol a maioria dos gols sai em função de alguma falha individual e nesta final da Libertadores não foi diferente. O que importa é o “conjunto da obra”; quem erra menos e quem aproveita melhor as poucas oportunidades que surgem ou a genialidade de um craque que faz com que o “sobrenatural de almeida” entre em ação, como diz o imortal Nelson Rodrigues.

Primeiro, é importante frisar a justiça da conquista. O Flamengo de ótimos jogadores e um excelente treinador, foi determinado e galgou jogo a jogo para chegar lá. Nesta final, a defesa errou no gol que tomou e o River também errou, com Lucas Pratto encebando e perdendo a bola no gol de empate e o zagueiro Pinola na virada.

Mas para que tudo isso acontecesse houve um cenário, que foi muito bem explicado, de forma simples pelo Marcelo Godinho, que o destino quis que se tornasse um mestre da odontologia, mas que jogou muita bola e conhece do assunto. De Governador Valadares, residente em Vila Velha-ES, onde é professor da Universidade Federal, resumiu bem a conquista do flamenguista nesta tarde em Lima:

“O River Plate subestimou o Flamengo a partir dos 35 do segundo tempo. O jogo estava ganho, já que o time argentino tinha conseguido anular todas as peças e jogadas estratégicas do Flamengo, jogando com muito êxito, de forma fora de série, de tirar o chapéu. Aí quis matar o jogo, na ânsia de fazer 2 a 0. Tirou os jogadores de criação do meio de campo, tirou marcador e pôs atacantes. Começou tomar contra-ataques, sempre com um jogador do Flamengo a mais. Não deu outra. De repente, o time brasileiro que não jogou nada nesta final, à exceção do Bruno Henrique, virou o jogo se aproveitando desses contra-ataques e na eficiência do Gabigol no aproveitamento das oportunidades surgidas. Terminou o jogo parecendo que jogou muito.”

Pois é! Marcelo Galhardo hoje se deu mal nas substituições. De “bestial” deve estar sendo chamado de besta neste momento pelos torcedores do River.


Flamengo e River Plate fazem final que muda a história das decisões da Libertadores

Programas de rádio e TV, como o Seleção, comandado pelo André Rizek, no Sportv, dissecam todos os detalhes possíveis e imagináveis de Flamengo e River Plate. 

Em campo, dois grandes times, dirigidos por ótimos treinadores, de estilos distintos, garantia de um jogo imprevisível e inesquecível. Na festa das torcidas nas ruas de Lima, que deveria ser de confraternização, alguns argentinos cismaram de chamar brasileiros de macacos e se deram mal. Bem feito! Que vença o mais brilhante em todos os ingredientes que envolvem uma final.

Primeira decisão em jogo único, copiando a fórmula da UEFA com a final da Liga dos Campeões de lá. Claro que influi tecnicamente, já que não há segunda chance para quem perder e os treinadores têm de pensar estratégias para uma única partida.

Interessante também a instabilidade política e social do nosso continente. A primeira sede dessa nova forma de decidir seria Santiago, capital do país, teoricamente mais estável da América do Sul. Mas os protestos que pararam o Chile e resultaram em mortos, feridos e centenas de detidos, obrigaram a Conmebol a mudar o jogo para Lima.

Ironicamente, capital do país responsável pela desilusão do “Libertador” Simón Bolívar. Depois de expulsar os colonizadores espanhóis também de lá, ele pensou que finalmente, poderia organizar o fim total da presença europeia no continente e transformá-lo na “Grande América Colombiana”, o que incluía inclusive o Brasil. Pois justamente o Peru se rebelou contra o poder de Bolívar, incentivou a Venezuela a sair fora, também, e acabar com a ideia de união dos povos sul-americanos.

https://twitter.com/i/status/1198160966493577217


Não está fácil: depois de Galvão Bueno e Jorge Kajuru internados e a morte do Gugu, lá se foi o Son Salvador!

Esta semana tem sido duríssima para a comunicação com graves problemas de saúde e mortes muito lamentadas. Quinta-feira o Galvão Bueno passou mal em Lima e o Jorge Kajuru foi internado em Brasília. Ontem morreu o Gugu Liberato e hoje, nas primeiras horas do dia, tivemos a péssima notícia da morte de um dos melhores chargistas do país, o gente boa Son Salvador, do Estado de Minas e TV Alterosa. À família os nossos sentimentos. O Superesportes deu mais detalhes:

* “Morre aos 70 anos o chargista Son Salvador”

Autor charges sempre ótimas, como esta

Son estava internado no Hospital Vila da Serra, em Nova Lima, para tratar problemas respiratórios

As charges que “trazem a esperança através da ironia” vão deixar saudades. Morreu na madrugada deste sábado (23) Gerson Salvador Pinto, de 70 anos, chargista e ilustrador que divulgou seus traços e bom humor nas páginas do Estado de Minas por 43 anos. Son Salvador, como era conhecido por todos, estava internado no Hospital Vila da Serra para tratar problemas respiratórios. Seu quadro evoluiu para falência múltipla de órgãos e ele não resistiu.

O velório será realizado a partir das 10h, no cemitério Bosque da Esperança e o sepultamento será às 17h. (mais…)


Vitão, nome de gente grande, o “menino” que garantiu o América na zona da Série A em Campinas

Mais uma vitória sensacional fora de casa e o Coelhão na dependência só dele mesmo para voltar para a primeira divisão nacional. Faço minhas as palavras do Cacá Tomazzi, concecionense (do Mato Dentro) que mora em Miami, para saudar a esta campanha fantástica comandada pelo técnico Felipe Conceição:

* “O que faz do América um time apaixonante são as sutilezas, e um punhado delas apontava prum dia histórico. A começar pelo fato de que se até ontem dependíamos de resultados de outros times, hoje entramos em campo com o destino em nossas mãos. A história do adversário, o Guarani de Campinas, que já teve Zenon e Dicá na meiúca e Careca com a 9. O nome do estádio, Brinco de Ouro da Princesa, pura poesia. Jogo encardido, 19 minutos do segundo tempo e um 0x0 persistente. Pro América era um jogo de um só resultado, ganhar ou ganhar. Não havia mais o que esperar, era chegada a hora do treinador dar a cartada decisiva, e o Ás guardado na manga de Felipe Conceição era um jovem de 19 anos. Uma temeridade pra qualquer time, mas não pro Coêlho que sabe preparar os jovens pra responsabilidade e os deixa à vontade pra ser o que são, pro bem ou pro mal. Receita infalível, êle, Vitão, que já leva no nome a dimensão do grandioso, foi quem balançou as redes adversárias pra fazer seu primeiro gol pelos profissionais e dar a tão ansiada vitória. Vitão, com nome de gente grande,  chorou como menino. Coisas do meu América. Nosso América…”

P J V E D GP GC SG
1 BRAGANTINO 72 36 21 9 6 62 26 36
2 SPORT 67 37 17 16 4 49 29 20
3 AMÉRICA-MG 61 37 17 10 10 41 32 9
4 ATLÉTICO-GO 61 37 15 16 6 44 29 15
5 CORITIBA 60 36 16 12 8 45 33 12
6 CRB 55 37 15 10 12 44 41 3
7 PARANÁ 55 37 14 13 10 31 30 1
8 CUIABÁ 51 36 13 12 11 42 38 4
9 OPERÁRIO 49 37 13 10 14 31 40 -9
10 BOTAFOGO-SP 48 36 13 9 14 35 35 0
11 VITÓRIA 45 37 11 12 14 41 46 -5
12 GUARANI 44 37 12 8 17 27 35 -8
13 BRASIL DE PELOTAS 44 37 11 11 15 31 43 -12
14 PONTE PRETA 44 37 10 14 13 37 39 -2
15 OESTE 41 37 8 17 12 40 47 -7
16 FIGUEIRENSE 40 37 7 19 11 30 37 -7
17 LONDRINA 36 37 10 6 21 35 53 -18
18 SÃO BENTO 36 37 9 9 19 44 53 -9
19 CRICIÚMA 36 37 7 15 15 28 37 -9
20 VILA NOVA 36 37 6 18 13 25 39 -14

Imagem do Dia: um parabéns aos músicos e um viva à amizade

Foto: Deyse Aguiar

 

O melhor amigo, no Brasil, do ex-lateral e ídolo do Cruzeiro, o argentino Sorín, é atleticano e dos mais apaixonados. Trata-se do compositor e cantor Celso Adolfo.

Nesta sexta-feira, comemora-se o Dia do Músico. E, em tempo punição do STJD a Cruzeiro e Atlético, após brigões confundirem adversários com inimigos durante o último clássico, fica essa apropriada menção à amizade e ao respeito entre torcedores.

E a todos os músicos, na pessoa do Celso Adolfo, deixo o meu parabéns pelo dia especial!

 

 

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Punição do STJD a Atlético e Cruzeiro com perda de mandos de campo tem cara de manobra

Foto: site do STJD

Na reta final do campeonato, em que há risco de rebaixamento envolvendo dois times do Rio, este julgamento de ontem é, no mínimo, suspeito. Este tribunal, assim como os demais tribunais do futebol, costuma decidir penalizações absurdas e o assunto fica por isso mesmo. Aliás, estes tribunais nem deveriam existir. Ou, deveriam apenas ser acionados caso o regulamento da competição não previsse pena para determinadas situações.

Novamente vale a frase do saudoso Kafunga: “No Brasil, o errado é que é certo”. Enquanto isso os baderneiros que aprontaram o quebra-quebra no Mineirão estão impunes, incentivando que a selvageria se repita nos próximos clássicos.


Galvão Bueno é da prateleira de cima! Que retorne logo ao dia a dia

Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, nascido a Tijuca, Rio de Janeiro, em 21 de julho de 1950, 69 anos, portanto.

Tomara que não tenha sido nada grave e que ele retorne logo às atividades normais, de preferência na final da Libertadores neste sábado, em que o Flamengo dele decide contra o River Plate. Não estive tantas vezes em rodas de conversa com o Galvão Bueno, mas nas poucas em que tive este prazer, foi inesquecível. Apesar da fama, uma figura simples e gentil com todos, por mais que não pareça. É preciso compreensão com alguém reconhecido em qualquer lugar em que se esteja, no Brasil e no mundo. O sujeito tem poucos momentos de privacidade.

De acordo com a blogueira Keila Jimenez, ele teria abusado de uma comida afrodisíaca (https://portalaltadefinicao.com/galvao-bueno-teria-provado-viagra-natural-antes-de-passar-mal/?fbclid=IwAR3Dy4Nv1ah2pW1qKc08qw9Xg6VGg6qul-72nM5akuHmdDTA0rdmIHA91CY)

*** (mais…)


Imagem do dia: seria falta de bom senso? falta de inteligência? ou o foda-se ligado?

Me refiro a jogadores do Atlético e do Cruzeiro que mesmo nesta situação delicada nos quais os clubes se encontram não têm o mínimo cuidado nas exposições públicas e até festas particulares que comparecem ou organizam em suas casas. Com raras exceções, como o Henrique, por exemplo.

Quando as coisas vão bem a vida segue normal, porém em determinados momentos, como agora, todo cuidado é pouco. Uma simples comemoração de aniversário de um ente querido, batizado, formatura ou seja lá o que for, dá problema, caso se torne de conhecimento público. E não é pra menos. O futebol envolve paixão e fortunas e quem está neste meio é obrigado a ter ciência das consequências de seus atos.

O sujeito faz uma festa na casa dele e entre os convidados alguém vai mandar uma foto ou vídeo para um chegado de “absoluta confiança”. Quem, na vida, não tem alguém de absoluta confiança? Aí, este de confiança passa para o seu respectivo de “confiança” e se forma uma corrente, que cai nas redes sociais e a confusão está formada.

O constrangimento vivido pelo zagueiro Dedé foi o resultado disso. Veja em https://www.hojeemdia.com.br/esportes/membros-de-organizada-invadem-anivers%C3%A1rio-da-esposa-de-ded%C3%A9-para-cobrar-atletas-do-cruzeiro-1.757787

O que me causa estranheza é um jogador experiente como o Dedé cair numa dessas. A tecnologia acabou com muitas profissões e diminuiu consideravelmente a quantidade de profissionais em outras. Os paparazzi, por exemplo. Lembra deles? Fotógrafos que ficavam na espreita para flagrar famosos em lugares, atitudes ou companhias anormais, bebendo, beijando, trepando, enfim…

Hoje, qualquer pessoa pode desempenhar este papel com um telefone celular. Celebridades ou subcelebridades são alvos de curiosos e podem se tornar vítimas da maldade humana a qualquer momento.

Cazares e outros jogadores do Atlético são mais comuns nas redes com todo tipo de imagem. A ideia que o equatoriano passa é que não está nem aí pra coisa nenhuma.

Errado é o Galo que insiste em mantê-lo em Belo Horizonte.

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Imagem do dia: Quilombo dos Palmares, Dia da Consciência Negra, alerta contra o racismo e racistas

Eu tinha muita vontade de conhecer a maior representação da luta contra a escravidão no país, das maiores do mundo, que é a Serra da Barriga, em Alagoas. Mais precisamente o Quilombo dos Palmeiras, onde Zumbi se tornou mártir.

Coincidiu de ser agora, na semana das celebrações da data do assassinato dele. Hoje é feriado estadual e a cidade de União dos Palmeiras, sede da Serra da Barriga, vive intensa programação, inclusive com a presença do jornalista e escritor Laurentino Gomes, que twittou bem cedo @laurentinogomes:

No alto da Serra da Barriga (AL), no Dia da Consciência Negra. Aqui situava-se a Cerca do Macaco, último reduto dos guerreiros de Zumbi dos Palmares, aniquilados pelo bandeirante Domingos Jorge Velho em 6 fevereiro de 1694. Zumbi seria morto mais tarde, em 20 de novembro de 1695.”.

O Brasil valoriza muito pouco a história, em todos os aspectos. Se todos nós conhecêssemos melhor o nosso passado, não teríamos situações como aquela no último clássico, Cruzeiro x Atlético, quando estes dois elementos agrediram o segurança do Mineirão em função da cor da pele dele. Que eles e demais racistas estudem, se informem e se conscientizem que não é a cor da pele que diferencia a competênca ou o caráter de alguém.

Ontem o Laurentino twittou:

 

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Imagem do dia: assistindo a aflição de cruzeirenses e a alegria de atleticano no Cruzeiro 0 x 0 Avaí, em Maceió

No Pirata, na orla da praia de Ponta Verde, na capital de Alagoas

Da esquerda para a direita, o alagoano Ricardo, o mineiro/basco Ricardo, Adilson e Eduardo, de Timóteo

***

Coincidências da vida. De férias, em Maceió, escolhi um bar na orla da praia de Ponta Verde para assistir Cruzeiro x Avaí e escolhi uma mesa atrás de dois grupos que estavam atentos ao jogo, já com uns cinco minutos de bola rolando. Numa mesa, dois torcendo pelo Cruzeiro, um secando e o outro meio indiferente. Em outra mesa, um torcendo claramente pelo Avaí e um senhor, mais velho, nem aí para o jogo. Daí a pouco notei que um estava com a camisa de jogo do Cruzeiro, outro de camisa preta, sem ser e jogo, com escudo do Galo. Sotaques se misturavam, nordestinos, mineiros e um que não dava para entender, mas parecia gringo: argentino? espanhol?

Jogo terminando, a curiosidade de repórter falou mais alto e abordei o cruzeirense aflito, que tinha sotaque mineiro. Era o Eduardo, belorizontino que mora em Timóteo há mais de 30 anos, aposentado recentemente na antiga Acesita, hoje Aperan/Arcelor Mittal.

__ Uai, você é o Chico Maia? Você ainda está na Band? Te via sempre na hora do almoço, mas há alguns anos a Band Minas não pega mais em Timóteo.

Pronto! Conversa iniciada, convite para me juntar ao grupo e falamos até quase uma da manhã, de futebol e da vida como se todos fôssemos velhos amigos. Coisa de mineiro. Uma característica que nos torna um povo raro em termos de receptividade, comunicabilidade e simpatia, modéstias às favas.

O atleticano é o Ricardo, de Timóteo, porém morando há 13 anos em Bilbao, a capital do País Basco, no Norte da Espanha, perto da divisa com a Franca. Vem rever a família e amigos em todo o período de férias lá. De Timóteo para Maceió, veio de carro com o Eduardo, com as respectivas esposas, Carmem e Valéria. Vieram visitar o Rogério, também de Timóteo, que trabalha e mora aqui há três anos. Visita que se estende a outro Ricardo, amigo deles de longa data, que costumava sair daqui, de carro, às quintas-feiras à tarde, para festas em Timóteo, retornando no domingo. São 1.625 Km, quase dois dias de viagem e ele fazia o roteiro com prazer. Ricardo é alagoano nascido na cidade de Batalha, bem no interior do estado, a 186 Km de Maceió.

Os da mesa ao lado são alagoanos. O mais falante é o também Eduardo (acima), torcedor do CSA, secando o Cruzeiro para que o time dele permaneça na Série A.

Turma boa, antigas e novas amizades mundo afora, que se perpetuam. Achei que tinha gravado uma entrevista em vídeo com o grupo, mas ficou apenas na tentativa. Péssimo cinegrafista que sou, interrompi, sem querer, a gravação. Além do mais, com um punhado de “chás com torradas” na cabeça, a gente se complica mesmo.

Peço desculpas a eles e a você, que vai ver pelo menos o início da tentativa de entrevista, no Bar/Restaurante Pirata, na orla de Ponta Verde, que aliás, recomendo. Comidas, bebidas e atendimento excelentes.

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