Blog do Chico Maia

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América de volta à Série A 2021; briga agora é pelo título de 2020

O artilheiro Rodolfo marcou o gol da vitória, mas Zé Ricardo foi o melhor em campo, eleito pela enquete das redes sociais americanas com 46%. Seguido por Rodolfo, 32,6%; Matheus Cavichioli, 17,9% e Daniel Borges, 3,6%.

A vitória sobre o Guarani em Campinas garantiu o acesso, de acordo com projeção do departamento de matemática da UFMG. Nos seis jogos que faltam para acabar a competição, o Coelho precisará de um ponto para ficar com uma das vagas. Confira a reportagem do SuperFC:

* “Para matemático, o América ‘já está na série A do Brasileirão’”

Os três pontos conquistados neste sábado (2) elevam o Coelho a 63 pontos que assume provisoriamente a liderança do campeonato

Os três pontos conquistados elevam o Coelho a 63 pontos que assume provisoriamente a liderança do campeonato. De acordo com o matemático Moacir Martinez, matematicamente, o América precisa de 64 pontos para garantir o acesso, ou seja, apenas um empate, nas próximas seis partidas, colocaria definitivamente o América na série A.

“O América tem ainda três jogos em casa. Ele pega o lanterna ainda em casa. Podemos afirmar que ele está na primeira divisão. Agora ele disputa pelo título”, afirmou.

Ainda de acordo com o matemático, América e Chapecoense estão praticamente classificados. As duas outras vagas, para Martinez, o CSA, de Alagoas, é o time com maior chance para ficar com a terceira vaga e Guaraní, Juventude, Cuiabá e Ponte Preta disputam a quarta vaga.

“Quem tem os jogos mais fáceis é CSA e não Juventude. Então, o CSA provavelmente será o terceiro, ai o pelo quarto lugar será aquela briga danada entre Juventude, Guaraní, Cuiabá e Ponte Preta”, analisou.

https://www.otempo.com.br/superfc/am%C3%A9rica/para-matematico-o-america-ja-esta-na-serie-a-do-brasileirao-1.2430908


Luto para os jornais do interior: lá se foi o Alexandre Wagner da Silva, liderança do segmento, mais uma vítima da Covid-19

Alexandre (esquerda) com o amigo e sócio Cassiano.

Que tristeza a informação que acabo de receber, da morte do Alexandre, ex-presidente da Associação dos Jornais do Interior (Adjori) e Sindicato dos Jornais do Interior (Sindijori), também da Republicar, agência de representação de jornais do interior de Minas em Belo Horizonte. Meu amigo, contemporâneo da FAFI/BH (hoje Uni/BH), parceiro comercial do SETE DIAS durante décadas, ótima prosa, uma pessoa formidável.

Mais uma vítima dessa pandemia, tratada como “gripezinha” por irresponsáveis, loucos. Neste embalo, tomei conhecimento também da morte de outro grande companheiro de muitas lutas, o Dermeval, de São João Del Rey, também forte liderança do movimento dos jornais do interior.

O Márcio, do Correio de São Lourenço, e o Paulo Coelho, do Nova Imprensa/Últimas Noticias, de formiga, foram os primeiros a se manifestar em nosso grupo, do Sindijori:

“Nossa! Muito triste.
O Sindjori e a imprensa Mineira estão duplamente em Luto.
No dia 30 liguei na Pousada de Dermeval em São João Del Rei e recebi a triste notícia do seu falecimento ocorrido no dia 11/11.
Fiquei extremamente chocado.
Agora vem a notícia do Alexandre. Não tenho palavras pra traduzir meus sentimentos. O Correio do Papagaio está de luto. Muito do que somos devemos a estes dois parceiros.
No ano de 94 participei do meu primeiro Congresso em Pirapora. Fiz muita amizade com Alexandre e Dermeval, ficamos muito amigos.
De lá pra cá participei de todos os congressos. Tenho milhares de recordações destes  dois.
Meus sentimentos a todos os familiares e a toda imprensa Mineira e principalmente a do interior de Minas, que eles tanto defendiam.
Márcio Muniz Fernandes
Jornal Correio do Papagaio
Aiuruoca e São Lourenço-MG”

***
“Alexandre foi um grande líder e incansável batalhador. Nossas condolências aos familiares e centenas de amigos, que há anos o acompanham desde a criação do Sindjori e da Febrajor.
Paulo Coelho em nome da equipe do Nova Imprensa/Últimas Noticias”

Alexandre (direita), com os amigos no bar do Walter, em Santa Teresa, Belo Horizonte.

Com os amigos Xandinho (esquerda), Djalma (Sindijori/RJ), no Rio, quando foi buscar novo visto no passaporte para os Estados Unidos

A notícia da morte do Dermeval, no jornal Mais Vertentes, de São João Del Rey, em novembro de 2020:

* “São João del-Rei: Morre o jornalista Dedé do jornal O Raio”

Faleceu na manhã desta quarta-feira (10) o jornalista Dermeval Antônio do Carmo Filho, o Dedé do Jornal O Raio, em São João del-Rei. Dedé ficou conhecido pelo seu trabalho com o jornal O Raio, que circulou pelo município entre os anos 70 e 80, recentemente tendo retornado suas atividades.

https://www.maisvertentes.com.br/noticia/1563/sao-joao-del-rei-morre-dede-do-jornal-o-raio


Parabéns Cruzeiro, um Século de páginas heroicas e imortais!

Tempos de simplicidade, em que jogadores de futebol eram tratados e agiam como seres humanos comuns, apesar de jogarem muito mais que os metidos a “pop-star” atuais. Os clubes eram acessíveis, liberavam seus vestiários e todos os jogadores davam entrevistas, sem frescura, sem chatice. Nessa foto, entrevisto o Palhinha, sentado à beira da banheira do tradicional vestiário à direita das cabines do Mineirão, na segunda fase dele no Cruzeiro, em 1984, depois de ter passado pelo Corinthians, Atlético, Santos e Vasco. Encerrou a carreira no América, um ano depois.

Wanderley Eustáquio de Oliveira, Palhinha, um dos maiores da história do Cruzeiro e do futebol brasileiro. Cria da casa, sucessor de Tostão, quando este foi vendido para o Vasco. Jogava demais e sempre foi gente boa toda vida. Fundamental na conquista da primeira Libertadores da América do Cruzeiro, em 1976. Marcou 13 gols em 10 partidas, até hoje o maior artilheiro brasileiro em uma só Libertadores.

O Cruzeiro nunca deixará de ser gigante. O momento atual é muito ruim, mas vai passar, como tudo passa na vida. Muitos dos maiores clubes do mundo beijaram a lona e retornaram, mais fortes e maiores que antes. A minha homenagem ao clube cinco estrelas e à toda a nação azul espalhada pelo mundo. Tive o prazer e honra de cobrir o dia a dia da Raposa, pela Rádio Capital, nos tempos da Toca I. O presidente era o maior da história celeste, Felício Brandi, da prateleira de cima do futebol brasileiro, uma grande figura humana.


Hoje é dia do aniversário de um dos maiores e melhores da história do rádio: parabéns Marco Antônio Bruck

Em frente ao prédio da Rádio Capital, na Avenida do Contorno 5057, quase esquina com Afonso Pena, fiz essa foto do Marco Antônio Bruck, com a filha Sara, em 1982.

Que honra e prazer ter começado minha vida de repórter com pessoas como o Marco Antônio Bruck, na Rádio Capital, em 1979. Ele era uma das feras que o Gil Costa, diretor da Capital, tirou da Itatiaia, para montar uma das melhores equipes esportivas do rádio mineiro. Fui buscado na Rádio Cultura de Sete Lagoas, para integrar o time e aprender com alguns dos melhores da história do rádio mineiro e brasileiro, como o Marco. Pena que o sonho durou apenas cinco anos. A fúria verbal do Gil e questões políticas envolvendo o então governador Tancredo Neves interromperam a trajetória da Capital, que era fantástica.

Marco Antônio Bruck, atualmente.


Hoje é dia do aniversário de quem eu mais gosto na vida: parabéns D. Terezinha

Minha mãe, completa hoje 91 anos, muito bem vividos e em ótima saúde, curtindo bem a vida. E continua mandando em todos nós, quatro filhos, como sempre.

Pena que nesta comemoração de hoje, meu pai, Vicente, não esteja presente fisicamente, já que nos deixou em 2002, aos 75 anos.

Obrigado a eles por tudo que fizeram e fazem por mim, incluindo meus irmãos, cunhados e sobrinhos.

Da esquerda para a direita, Gilmar, Edilse, Dirce, Nonô e D. Terezinha.

Nós.


América cumpriu muito bem o seu papel e agora se concentra na busca de mais um  título da Série B

Como quase toda decisão, América e Palmeiras fizeram um jogo muito cauteloso, estudado e com poucas emoções. O time paulista foi melhor no primeiro  tempo, mas marcou seus dois gols da vitória no segundo, quando parecia que o Coelho abriria o marcador a qualquer momento.

Partida equilibrada, definida num feliz chute do Luiz Adriano, aos 23 minutos, da entrada da área, até meio fraco, mas que pegou o goleiro Cavichioli “desprevenido”, para não dizer desatento. Uma bola defensável. O time sentiu o golpe e não conseguiu reagir com a intensidade necessária. Aos 39, a zaga vacilou e Rony fez o segundo gol. Juninho, que hoje esteve longe do excelente jogador que é, desperdiçou uma chance de ouro, da marca do pênalti, quando o placar estava em branco.

Mas, valeu demais. Foi para a final o time que errou menos, por ter um dos elencos mais caros do futebol brasileiro. A arbitragem foi tranquila.

O Palmeiras enfrentará o Grêmio, que foi para a final depois de vencer o São Paulo em Porto Alegre por 1 a 0 e empatar esta noite no Morumbi, sem gols. Também  por seus méritos. Ridículo o cerco que os jogadores paulistas fizeram ao trio de arbitragem depois da partida, comandados pelo técnico Fernando Diniz, que parecia descontrolado. Queriam mais tempo de acréscimos. O árbitro deu sete minutos, mas eles queriam oito.


Confiança total no América contra o Palmeiras esta noite

Esta noite teremos o jogo do ano para o futebol mineiro e acredito piamente no América, que tem feito tudo certo, dentro e fora de campo, para atingir os seus objetivos na temporada: retornar à Série A, e fazer a melhor campanha possível na Copa do Brasil. Tem tudo para chegar à final e se campeão. Já superou adversários tão difíceis quanto o Palmeiras, porque teve e tem time, estratégia e retaguarda para tal. Ou seja: diretoria, treinador/comissão técnica e jogadores competentes.

Peço permissão ao Marcio Amorim, tradicional americano, dos mais exigentes, e antigo colaborador do blog, para utilizar a análise que ele fez, do jogo passado, para explicar um pouco dos motivos dessa bela trajetória do América:

* “Caros Chico e amigos!

O jogo de ontem serviu para que o Lisca se consolidasse como um ótimo estrategista. Durante o jogo, ele consegue alternar as variações que treina ou tenta treinar quando o calendário desumano permite. Nem ele nem o técnico do Palmeiras imaginaram que o América sairia na frente, nem de modo tão inusitado e rápido. O goleiro do Palmeiras saiu jogando com o zagueiro que se viu cercado por uma implacável marcação pelos lados do campo. Tentou voltar para o goleiro, fazendo a lambança. Muita gente “olha tv”, sem ver o jogo. Analisar, então, deve ser muito para este tipo de plateia obtusa.
Logo no início do jogo, o Ademir fez uma farra pela direita e colocou o Giovane de frente para o gol e bateu certo, porém fraco.
O Palmeiras viu que tinha de se cuidar. Mudou a ânsia de atacar desde os primeiros minutos. Pouco tempo depois, no único “ataque”, saiu o gol. Aí, sim, o Palmeiras assustou. Assustou o Palmeiras e quem “olha TV”. Não devem ter-se assustado os técnicos de Corínthians e do Inter. Já haviam provado daquele veneno. Gol fortuito também vale.
Mudou o panorama da partida, e o próprio Lisca repensou a sua programação. Passou a marcar no seu campo e, no último lance do primeiro tempo, saiu o empate. Novamente os dois técnicos tiveram de repensar as duas estratégias.
O Palmeiras passou a insistir pela sua direita, diante da insegurança do Sávio. A partir dos 28 minutos, o estrategista de cá deu um nó no de lá. Embora pudesse tentar sair de lá com a vitória, optou por dificultar a possibilidade de o Palmeiras tentar virar o jogo. Colocou o Toscano como auxiliar da lateral direita, trocou o Sávio na esquerda e colocou o Calysson como auxiliar da lateral esquerda. O centroavante passou a fechar o meio. Trocou o Flávio, um gigante na cabeça da área e já cansado, colocando o jovem e descansado Sabino. E acabou o Palmeiras que tentou, e tentou, e tentou…
Quem “olha TV”…
Abraços! Que a magia do Natal seja o prenúncio de um ano realmente novo e sem tantos sustos! Cuidem-se! Juízo, moçada! Quarta tem mais alegria, se Deus quiser.”

Márcio Amorim


Após novo empate em casa e quatro jogos sem vencer, mais uma entrevista de desesperança do Felipão

Imagens: twitter.com/CuiabaEC

Desde que chegou, o treinador só falou em escapar do rebaixamento, e que o elenco só daria para isso. A mensagem parece ter sido incorporada pelos jogadores, que desistiram de brigar por uma das quatro vagas na Série A, que sair da degola já estaria de bom tamanho. Felipão também dá a entender que ficou assustado com a realidade com a qual se deparou no atual Cruzeiro, sem dinheiro para nada e atolado em dívidas e ações judiciais. Pouca ou nenhuma margem para contratações futuras.

Detalhes do empate sem gols com o Cuiabá na reportagem do Alexandre Simões para o Hoje e Dia:

“Após empate com Cuiabá, Cruzeiro tem mais chances de ser rebaixado à Série C que de voltar à Série A”

O empate sem gols com o Cuiabá, nesta terça-feira (29), no Independência, pela 32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, deixa o Cruzeiro novamente com mais chances de ser rebaixado à Série C que de alcançar o acesso à Serie A. Isso é o que mostram os números no site Probabilidades no Futebol, mantido pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As duas possibilidades são muito remotas, de toda forma, os cálculos dos matemáticos da UFMG são de que a Raposa tem 0,40% de chances de voltar à elite. Por outro lado, são de 0,87 as probabilidades de queda.

Antes do empate com dos cuiabanos, o Cruzeiro já precisava de um milagre para conseguir voltar à Primeira Divisão. Agora, depende de marcas do acesso que só aconteceram duas vezes, em 14 edições, para seguir com chances de retornar à elite.

Com 41 pontos e mais 18 por disputar, a equipe de Luiz Felipe Scolari só consegue chegar aos 59. Na Série B por pontos corridos, que é disputada desde 2006, este número foi suficiente para uma equipe subir em 2008 e 2007, quando a marca foi ainda mais baixa (57). (mais…)


Cruzeiro e Cuiabá é jogo de vida ou morte para as pretensões de ambos em 2021

Com 40 pontos, o Cruzeiro está há cinco pontos da zona da degola e a nove do G4. O Cuiabá está em terceiro, com 50, na briga direta por uma vaga de acesso. O jogo promete. Se houvesse torcida no estádio seria um diferencial a favor da Raposa, mas com as arquibancadas vazias, o Independência dá a impressão de campo neutro.

Depois da derrota para a Ponte Preta, Felipão deu entrevista realista, em tom de muita preocupação com o futuro, já que a situação financeira do clube anda cada dia mais delicada: Estamos trabalhando todos os dias para ter detalhes de uma equipe futura melhor do que estamos hoje. É desanimador? Claro que é desanimador. Para todo mundo. Não só para a torcida do Cruzeiro, mas para os jogadores e para o técnico, principalmente. Temos que fazer uma reflexão, em todos os sentidos, para saber o que é que realmente vamos fazer com o Cruzeiro no ano que vem. E o que é que pode ser feito, em razão de tudo que aconteceu este ano. Tenho que resolver a minha parte dentro de campo, e a minha parte nós temos conversado sobre algumas situações, mas, em primeiro lugar, precisamos conversar sobre a situação atual. A situação atual ainda nos preocupa, e vamos esperar ter uma situação definitiva de conversa, de acerto e de detalhes, quando estivermos com os pontos garantidos pelo menos para a permanência na Série B”, disse o treinador.

A classificação

P

J

V

E

D

GP

GC

SG

1

Chapecoense

62

31

17

11

3

36

14

22

2

América-MG

60

31

17

9

5

35

21

14

3

Cuiabá

50

31

14

8

9

37

31

6

4

Juventude

49

31

13

10

8

43

32

11

5

CSA

48

31

14

6

11

42

30

12

6

Guarani

47

31

13

8

10

38

35

3

7

Ponte Preta

46

30

13

7

10

38

39

-1

8

Sampaio Corrêa

45

31

13

6

12

41

31

10

9

Avaí

44

31

13

5

13

33

40

-7

10

Brasil de Pelotas

43

31

10

13

8

28

26

2

11

Cruzeiro

40

31

12

10

9

36

29

7

12

Confiança-SE

39

31

10

9

12

33

38

-5

13

Operário

38

30

9

11

10

27

28

-1

14

CRB

37

31

10

7

14

31

39

-8

15

Vitória

36

31

8

12

11

38

37

1

16

Figueirense

35

31

8

11

12

26

31

-5

17

Náutico

35

31

8

11

12

28

35

-7

18

Paraná

32

31

8

8

15

29

42

-13

19

Botafogo-SP

26

31

6

8

17

18

31

-13

20

Oeste

20

31

4

8

19

23

51

-28


De repórter esportivo a fenômeno de audiência como Tieta Presley

Reportagem publicada no jornal Sete Dias, “Retrato em Branco & Preto”: repórter Rodrigo Rocha (esq.) e Willy Fritz Gonser, durante a transmissão de Caldense 1 x 4 Atlético, em Poços de Caldas, pelo Campeonato Mineiro de 1995/Rádio Itatiaia.

***

Rodrigo é um talento da comunicação. Nascido em Sete Lagoas, filho do saudoso Tonico “Boa Fala”, também comunicador. Começou na Rádio Cultura, 1988, onde foi redator, apresentador, plantonista, e repórter. Queria mesmo é ser locutor esportivo, mas diz que nunca teve essa oportunidade lá. Assim como muitos, que tentam essa profissão, ele conta que trabalhou dois anos “sem receber um centavo, pois eu queria aprender a profissão”.

O talento de Rodrigo foi notado pela recém inaugurada Rádio Eldorado, também de Sete Lagoas. Os chefes de esporte da nova emissora, João Carlos Oliveira e João Senna, o contrataram para ser o segundo narrador (o João era o primeiro), “com a carteira assinada, recendo salários e tudo”, conta.

Em 1994, foi ouvido pelo hoje saudoso Januário Carneiro, dono da Rádio Itatiaia, durante um Democrata Jacaré x Seleção da Copa Itatiaia, no antigo Estádio José Duarte de Paiva. Recebeu o convite do próprio Januário, para trabalhar na maior emissora de Minas. Lá, Rodrigo cobriu a Federação Mineira de Futebol, foi repórter volante e cobria os clubes, quando os titulares estavam de folga: Roberto Abras no Galo, Waldir Barbosa no Cruzeiro e Mauro Neto no América. O chefe de esportes era o Osvaldo Faria, por quem ele é grato até hoje: “me ajudou muito”, diz.

Em 1998, Rodrigo deu uma guinada na carreira. Trocou a Itatiaia pela ExtraFM e foi trabalhar com o Dudu no programa Grafite, fazendo imitações e humor. O público gostou e pouco tempo depois ele ganhou o próprio programa, com a personagem “Tieta Presley”, imitando uma travesti, que se tornou fenômeno de audiência. O sucesso foi tão grande que virou tese, apresentada pela professora Nair Prata, Doutora em Lingüística (UFMG), titular do Curso de Comunicação da UFOP de Ouro Preto, no IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom em Porto Alegre em 2004. 

Mais um tempo e surgiu a oportunidade de ir São Paulo, onde trabalhou como músico durante um ano. Voltou para Belo Horizonte, para trabalhar na Rádio LiberdadeFM, onde ficou por 10 anos. Depois, foi para a BH FM (Sistema Globo), onde ficou sete anos, mas lá teve uma experiência triste, como ele mesmo conta: “Saí da BH porque sofri uma injúria racial, lá dentro, em 2015 e tento me recuperar desse trauma até hoje. Voltei para a LiberdadeFM em 2015 e fiquei por lá até o início da pandemia, em março deste ano, quando a direção resolveu dispensar vários funcionários e eu fui no meio”.

Atualmente, Rodrigo/Tieta está aguardando novo convite para dar sequência à carreira. Enquanto isso, faz trabalhos temporários, como narrador esportivo (no site a LBV), na equipe do Afonso Alberto, e também na rádio Transamérica FM, na equipe do Flávio Anselmo.

Rodrigo é casado, tem um filho, Igor, de 14 anos, e este ano passou por uma enorme dor, ao perder a mãe. Seu pai, Tonico “Boa Fala”, morreu em 2012.

Rodrigo Rocha como Tieta Presley, entre Lady Darley (esq.) e Cláudia Gandra, no programa Turma do Manhã Legal, na Rádio Liberdade FM.

Rodrigo, na Liberdade FM


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