Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Exemplo da TV Alterosa

Ouvi o Bruno Azevedo dizer no noticiário do América, pela Itatiaia, que a TV Alterosa adquiriu os direitos de transmissão do jogo final da Série C, entre América e ASA, em Belo Horizonte, e por isso o jogo teve a data alterada do dia 20 para o dia 19, sábado.

Uma grande notícia, que deveria se repetir sempre, não só nos jogos do América, mas do Atlético e do Cruzeiro. Nos anos 1970 a TV Itacolomi fazia isso, e raramente um jogo de qualquer time mineiro deixava de ser transmitido. Com a criação do Império Globo, e a legislação condescendente, ficou impossível às emissoras de menor poder aquisitivo prestarem esse serviço.

Até a Rede Bandeirantes, que usava o slogan “O canal do esporte”, nos anos 1980, sucumbiu e teve que mudar a sua grade de programação porque a Globo comprou os direitos de transmissão de todas competições importantes, inclusive nem transmite várias, mas não deixa a concorrência transmitir.

Os políticos morrem de medo de entrar nessa briga. Nem pensam em mexer nas leis para diminuir o poderio excessivo nas mãos de um único grupo de comunicação. Lembram-se do Leonel Brizola, que peitou a Globo a vida toda, mas foi trucidado por ela politicamente.

Na Argentina, a presidente da república, Cristina Kirchner, interveio, e comprou os direitos do atual campeonato nacional, que está sendo transmitido em canal aberto para todo o país.

E que ninguém se iluda: não há a menor perspectiva desse quadro mudar. Viveremos de exemplos legais como esse da TV Alterosa, na Série C, e de migalhas que a Globo libera para a Band ou outra rede que não a incomode em jogos de competições da prateleira de cima.


Zezé Perrela diz que jornal de São Paulo é mal informado

O presidente do Cruzeiro foi hoje à Toca da Raposa e rebateu o jornal Folha de S. Paulo, que ontem, na coluna Painel, soltou duas notas dizendo que grande parte do elenco do Cruzeiro não gosta do técnico Adilson Batista.

Para isso pegou o testemunho dos repórteres que cobrem o dia a dia da Raposa, perguntando se eles sentem se há algum problema de relacionamento entre jogadores e comissão técnica.

__Se vocês que vem aqui todos os dias não estão vendo problema nenhum, como alguém da Folha, que raramente vem aqui, pode dar uma informação dessas?


Com estilo próprio Kalil vira mania no twitter

Alexandre Kalil virou mania no twitter com os anúncios de contratações e tijoladas sutis em quem ele julga que está cutucando o Atlético. Em menos de um mês como usuário – postou pela primeira vez no dia 16 de julho – é recordista em seguidores em Minas, totalizando, hoje, até às 18h22, 18.043 pessoas que se cadastraram para receber suas mensagens.

 Agora há pouco escreveu o seguinte: “Contratei quem a massa pediu e mandei embora quem a massa mandou. Agora quero mineirão lotado tdo jogo”.


Lélio Gustavo diz que Ricardinho é reforço

O comentarista Lélio Gustavo é um dos companheiros mais bem informados que conheço sobre tudo e todos do esporte, principalmente do futebol. Assiste, lê e ouve todos os canais possíveis, do mundo, e nunca entra num assunto nos programas ou transmissões da Rádio Itatiaia sem dar uma pesquisada nos temas do momento.

Liguei pra perguntar a ele sobre o Ricardinho, grande meio campista contratado hoje pelo Atlético, até 2011, mas que anda sumido do noticiário nacional, já que estava jogando no Qatar.

“__E aí Lélio? Ricardinho é apenas mais uma contratação ou um reforço de verdade?

 __Este é reforço, principalmente porque vinha jogando com regularidade no Qatar. Não é cachaceiro, não é metido a estrela, bate faltas muito bem, e o melhor: é um vencedor, que deverá ser muito importante nessa reta final do brasileiro!”


Ricardo Guimarães diz que Adilson Batista é um chato

Calma gente!

Não se trata do ex-presidente do Atlético, Ricardo Annes Guimarães, e sim de um xará, o Ricardo Marcus Guimarães Silva, jornalista, assessor de uma grande empresa público/privada, leitor desse blog, que enviou o seguinte comentário:

 “Chico, esse Adilson é muito chato. É da escola do Dunga. Sempre se dirige à imprensa de forma rispida. Ou melhor, é mal educado mesmo…

Abraço!”


Músico atleticano é o melhor amigo do Sorín

O melhor amigo, no Brasil, do ex-lateral do Cruzeiro, o argentino Sorín, é atleticano, dos mais apaixonados. Trata-se do compositor e cantor Celso Adolfo, presente em quase 100% dos jogos do Galo no Mineirão. Leia mais sobre a carreira dessa grande figura, que está lançando disco novo, publicada no jornal Turismo de Minas, em reportagem do Breno de Araújo. A foto é da Dayse Aguiar.“Talento, música e história

em homenagem a Minas Gerais/Estrada Real

Antes de nascer, a música já estava presente no sangue da família de Celso Adolfo. E foi, graças a ela que seus pais se conheceram, em uma cidade do interior de Minas. O pai, José dos Reis Marques, mais conhecido como Zequito, era músico. A mãe, Maria Gonçalves, ou Daica, era filha do maestro da banda de música de São Domingos do Prata, a mesma em que Zequito tocava.

Aos 17 anos, em 1969, Celso Adolfo deixou São Domingos do Prata, que fica a 136 quilômetros de Belo Horizonte, no Centro-Leste do Estado, e veio para a capital estudar. Já trazia a intenção de mexer com música. Lançou seu primeiro “Long Play” (LP), em 1973, produzido por Milton Nascimento, chamado “Coração Brasileiro”. “Milton Nascimento assistiu meu show em Belo Horizonte, gostou, e me ajudou a gravar o primeiro disco. Essa foi a minha entrada no mundo da música profissional”, lembra. Dez anos mais tarde, a cantora Elba Ramalho e o próprio Milton Nascimento também gravaram “Coração Brasileiro”.

Entre tantos trabalhos no decorrer da carreira, Celso Adolfo destaca dois de seus discos preferidos: seu penúltimo álbum, chamado “O Tempo”, um CD com uma veia artesanal e romântica, lançado em 2003; e seu disco mais recente: “Estrada Real de Vila Rica”. Este, uma homenagem à estrada por onde escoava o ouro de Minas e ligava Ouro Preto a Paraty, construída entre 1698 e 1705. Segundo o cantor, foi o álbum que lhe deu mais trabalho, justamente por ser um disco temático. Para o compositor, ao abordar a história mineira colonial é preciso tomar cuidado, pois “não se pode ficar no mineirismo bobo”.

A Estrada Real de Vila Rica

A ideia de compor uma trilha sonora para a Estrada Real partiu do momento em que a esposa de Celso chamou sua atenção. “Um dia, estava vendo televisão com minha esposa e ela disse que havia de tudo nessa Estrada Real; tinha chapéu, bota, calça, roupas e até carro da Estrada Real, só música que não”, relembra. Ele explica que resolveu pensar nessa história. Foi então que se viu diante de uma enormidade de situações, pois são inúmeros os fatos históricos que envolvem este percurso. “Fiquei tentado a resumir essa história em um disco”, conta.

Segundo Celso, muitos podem representar o Estado pelo fato de serem mineiros, por iniciarem uma carreira em Minas, fazerem música de vários gêneros; rock, pop, samba ou um produto histórico, como seu novo CD. Mas, devido ao trabalho que teve e por contar um pouco da nossa história, o compositor mineiro, orgulha-se. “Do ponto de vista estético, foi o trabalho que mais gostei de fazer. Tive muita vontade, condições e tempo para trabalhar”. E ressalta a importância do ponto de vista da identidade: entender, a partir do passado, o que o mineiro é hoje”. A ajuda para colocar em andamento a ideia veio da Lei Rouanet, nº 8.313, de incentivo à cultura e patrocínio de empresas públicas e privadas.

 Turismo

Celso Adolfo sempre que viaja para fazer shows no interior de Minas, aproveita também para conhecer o lado turístico das cidades que visita. “Toda vez que viajo, não viajo só a trabalho — vou para divertir e trabalhar”, afirma.

Ele diz gostar muito do turismo interiorano mineiro, o que chama de turismo típico. “Tem um lugar que sempre me apaixona e que é bem pertinho: Ouro Preto. Eu não consigo esgotar a minha vontade de ir até lá”, confessa. Já “o turismo histórico, que está bem perto da gente, eu sempre faço. Costumo visitar Sabará, Mariana, Ouro Preto, São João del-Rei e Tiradentes”. No entanto, o artista não esconde a sua preferência por São Domingos do Prata, sua terra Natal — “por razões emocionais é o primeiro lugar onde gosto de ir, é uma região muito bonita, com montanhas e cachoeiras”, frisa.

Comida

Em visita a Tiradentes, Celso Adolfo lembra que comeu um prato com um nome muito diferente, “Mané de Jaleco”. “O prato era tutu, arroz, couve, lombo de porco, legumes e salada. É uma combinação simples, mas uma delícia.” Gostou tanto, que até lembrou-se dela ao compor seu CD sobre a Estrada Real. E ao descrever o prato, o cantor revela-se um típico mineiro: “isso com uma pinguinha e um torresmo…”.”


Argentina paga pela hipocrisia e demagogia

A Argentina não vai ficar fora da Copa de 2010. Sua classificação vai ser na “bacia das almas”, mas ela chegará lá. Nem que seja na “repescagem”. Este aperto pelo qual está passando é bom para o mundo ver que não basta ter sido craque para ser técnico de futebol.

Ao apostar em Maradona, o presidente da AFA (a CBF deles), Julio Grondona, apenas foi demagógico e hipócrita, jogando para a apaixonada torcida. Está pagando caro.

Mas vai escapar! Seria uma pena uma Copa sem a Argentina.


Para acessar e acompanhar-me no twitter

Quem quiser me dar a honra do acompanhamento no twitter é só acessar www.twitter.com/chicomaiablog

Estou escrevendo notas lá todos os dias. A diferença é que aqui tenho espaço à vontade. Lá, só 140 toques, mas é muito legal.


Folha de S.Paulo diz que Adilson rachou elenco do Cruzeiro

Adilson Batista adora detonar a imprensa mineira, mas hoje levou uma detonada da coluna “Painel” do caderno de esportes da Folha de São Paulo. Duas notas disseram o seguinte:

“Rachou. Parte do elenco do Cruzeiro não suporta mais o técnico Adilson Batista. Reclama de que o treinador tem crucificado publicamente os jogadores, como aconteceu com o volante Fabinho no jogo contra o São Paulo, após derrotas do time. E, quando vence, não divide os méritos.

Medo. Outra reclamação é a de que Adilson amedronta os mais jovens do elenco. Jogadores contam que o técnico “se transformou” após a perda do título da Libertadores.”


A falta que fazem os operários

Muitas vezes, só depois que se perde alguma coisa é que a gente sente o tanto que são importantes e fazem falta. Hoje, não tenho a menor dúvida que Márcio Araújo e Jonilson são fundamentais ao bom desempenho do Atlético. Principalmente Márcio Araújo, muito contestado por uma ala de atleticanos e boa parte da imprensa. Não é à toa que entra técnico, sai técnico, e todos, o mantém como titular do Galo.

Quando o Celso Roth indicou o Jonilson, pensei, mas não cheguei a escrever: bananeira que já deu cacho. Ainda bem que não falei nem escrevi, o que iria ser uma tremenda besteira minha. O moço é igual carrapato para ficar na cola dos adversários. Essencial à defesa.

A massa dá vivas, pelas voltas deles, possivelmente no próximo jogo, domingo, Mineirão contra o Atlético-PR.

No Cruzeiro é o Wellignton Paulista. Chegou a ser transformado em moeda de troca da diretoria que queria trazer de volta o Zé Roberto, que está no Flamengo. Ia ser a barca furada do ano da Raposa.

Os cruzeirenses lamentam o estiramento que o excelente atacante teve ontem, que vai tirá-lo do time por, no mínimo, duas semanas.

Além de ótimo jogador, Wellignton Paulista é daqueles “de grupo”, querido por todos, tremendo boa praça. Que retorne logo.