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Cruzeiro fala em se tornar primeiro Clube Empresa de Minas. Vantagens e desvantagens da novidade no Brasil

O Marcio Borges tocou no assunto aqui no blog: “Chico, muito se falando em clube empresa neste momento. Você podia abordar o tema porque, quando se ouve os presidentes falando sobre parece que será a solução para todos os problemas. E nós sabemos que não será.”

Vamos lá: o presidente Sérgio Santos Rodrigues deu entrevista à TV Senado, reproduzida pelo Superesportes, dia 16: “Sérgio Rodrigues projetou que clube será a primeira SAF do Brasil – A meta do Cruzeiro é se tornar o primeiro clube-empresa do Brasil com as especificidades da Sociedade Anônima do Futebol (SAF)”.

O Vitória da Bahia passou por experiência semelhante, entre 2000 e 2004, com um grupo investidor argentino, mas não deu certo e foi parar na Série B do Brasileiro. Penso de forma bem objetiva. No Brasil, da forma como a legislação está sendo elaborada será uma boa para os clubes que conseguirem investidores que saibam contratar gestores competentes, que entendam de futebol, coisa rara. Não basta ter dinheiro e sair contratando treinadores e jogadores errados. Esculhambado e nada transparente como é o ambiente do futebol, grande parte que optar pela transformação, deve quebrar.

O portal Rede Brasil Atual, ouviu quem entende do assunto, no dia 13 de fevereiro. Vale a pena conhecer os exemplos citados por eles e as previsões nada otimistas que fazem para essa novidade no futebol brasileiro. Um desses especialistas é o Amir Somoggi, que conhece muito do assunto. Já o vi e ouvi muito no Sportv e Rádio CBN.

Confira e também dê a sua opinião:

Rede Brasil Atual

Donos para fins políticos: Sebastian Piñera comprou o Colo-Colo. Tempos depois, faliu o clube e tornou-se presidente do Chile (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Autor do Projeto de Lei (PL) 5516/2019, o Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) promete mais investimentos privados, gestões modernas e crescimento do esporte no Brasil. O teor do PL, entretanto, é questionado por especialistas em gestão esportiva.

O PL de Rodrigo Pacheco propõe a criação de uma nova estrutura societária para o futebol, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que envolve um conjunto de regras específicas para o mercado do futebol. O texto, instruído pelos advogados José Francisco Manssur e Rodrigo Monteiro de Castro, tem como base os modelos de negócio da Espanha e Portugal – ambos criticados pelos especialistas ouvidos pela Rede Brasil Atual.

O jornalista e pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Irlan Simões, também organizador do livro Clube empresa: abordagens críticas globais às sociedades anônimas no futebol (Corner, 2020), afirma que o projeto pode colocar os clubes nas mãos de grupos privados “inescrupulosos”.

O consultor esportivo Amir Somoggi, diretor da Sports Value, explica que o projeto do SAF não combate os principais problemas do futebol brasileiro, como a sonegação e endividamento dos clubes. “O projeto não garante o fortalecimento do futebol. Não tem nada ali que garanta que o futebol brasileiro saia do atoleiro e tenha boas gestões. Não é uma canetada de um deputado que vai mudar 30 anos de sonegação fiscal e má administração, transformando em gestões modernas e numa economia pujante”, afirmou.

Sociedade Anônima do Futebol

O Projeto de Lei de Pacheco propõe a criação de uma estrutura societária específica para o futebol, diferente do que a legislação brasileira já prevê atualmente. Como por exemplo, as empresas de sociedade anônima, limitada ou sem fins lucrativos. A ideia da SAF é criar mecanismos e travas de segurança específicas para o futebol profissional.

A ideia é que a SAF, diferentemente da uma sociedade anônima comum, crie debêntures específicas, ou seja, títulos de dívida que o clube-empresa poderia emitir no mercado financeiro para captar investimentos com juros mais baixos.

O projeto prevê que os clubes poderão se converter em SAFs, ou criar uma SAF como subsidiária, com os ativos relacionados ao futebol. A sociedade do clube-empresa terá o capital dividido em ações e a responsabilidade dos acionistas será limitada às ações adquiridas. O PL abre a possibilidade de pessoas físicas, empresas e fundos de investimentos controlarem os times.

O PL ainda propõe um regime tributário facultativo, de natureza transitória, denominado “Re-Fut”, com o recolhimento único de 5% da receita mensal, apurada pelo regime de caixa. Essa porcentagem quitaria três tributos de uma só vez: o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Atualmente, as demais empresas são obrigadas a recolher 25% sobre o lucro referente ao Imposto de Renda e 9% sobre a CSLL, além de 3% sobre as receitas para a Cofins.

“Tática”

Amir Somoggi aponta problemas na essência do PL 5516. Na avaliação dele, como a proposta enfatiza que os fundos de investimentos podem comprar clubes, isso mostra o espírito real por trás dele. “A lei precisa de uma base de sustentação que vai além de só pensar no dono do clube, mas como o time pode fazer parte disso sem perder o controle da entidade”, disse o especialista.

O consultor esportivo também lamenta a proposta de tributação do PL, que considera uma benesse às entidades. “Os clubes devem bilhões para o fisco e ainda querem dar essa tributação. Os grandes clubes faturam R$ 1 bilhão ao ano. Qual empresa que possui esse faturamento e paga apenas 5% de imposto? Na Alemanha, o imposto é de 30% para os clubes”, compara.

Clube-empresa tem profissionalismo?

O principal argumento de Rodrigo Pacheco é que o SAF melhoraria a gestão dos clubes, ampliaria o valor de mercado dos torneios nacionais e aumentaria as receitas dos clubes. Segundo Irlan Simões, na prática, o Projeto de Lei possui um “excesso de mentiras”.

De acordo com ele, o PL se orienta pela mesma lógica neoliberal que tenta privatizar serviços públicos, com o argumento de “melhorar a eficiência de serviços”. “Não é verdade que os clubes que viram empresas são mais bem geridos e ficam mais ricos. Os times europeus são mais ricos porque a economia de lá é melhor. No Brasil, tivemos clubes que viraram empresas e caíram nas mãos de grupos privados inescrupulosos, trazendo problemas para esses clubes. Bahia, Vitória e Figueirense são exemplos. Você vai ter o Cuiabá, agora, como um exemplo positivo, mas será um dos tantos clubes que aparecem e morrem, em pouco tempo”, afirmou.

Bola fora

Citado por Irlan, o Esporte Clube Vitória foi o primeiro clube brasileiro a adotar o modelo de sociedade anônima e vender a maioria das ações para um grupo de investimentos estrangeiro, o argentino Exxel Group, no começo dos anos 2000. Em 2004, com a crise cambial da Argentina, o grupo escolheu deixar de investir o prometido no clube baiano. Naquele mesmo ano, o Vitória caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte foi rebaixado para a Série C e a diretoria da instituição precisou negociar o pagamento parcelado da recompra das ações.

O pesquisador acrescenta que, quando o clube se transforma em empresa, ele fica suscetível ao que ocorre com todo tipo de empresa: a falência. “Na Itália foi o que aconteceu, times fecharam as portas. Alguém refundou com cores e emblema parecidos e voltaram. Na Espanha, não aconteceu isso porque os clubes têm uma força política enorme. O que ocorreria no Brasil?“, alerta.

Somoggi afirma também que o projeto da SAF foi “escrito pelo capital, pelos donos dos interesses econômicos”, sem a participação da sociedade. “Aquilo está sendo legislado para dar certo para um fundo de investimento, empresas, não é para a sobrevivência da Ponte Preta ou XV de Jaú.”

Neoliberal em campo

Os especialistas dizem que o projeto de clube-empresa tem suas fundamentações teóricas, porém, equivocadas. Na justificativa do PL, Rodrigo Pacheco trata as experiências mercadológicas no futebol espanhol e português como “exemplos bem-sucedidos”. Na avaliação de Irlan Simões, as considerações são “absurdas e irreais”.

Ele lembra que os clubes espanhóis endividados foram transformados em sociedades anônimas, em 1990, através da Ley del Deporte. Apesar disso, em 2010, grandes clubes, como Valencia e Atlético de Madrid, possuíam dívidas de cerca 500 milhões de euros. Outro exemplo citado é o tradicional Málaga, comprado em 2010, pelo xeique do Catar Abdullah bin Nasser. Sob essa gestão, o clube conseguiu uma classificação inédita à Uefa Champions League, em 2012. Pouco depois, o Málaga passou a arcar com punições da Uefa por atrasos de salários e dívidas acumuladas e acabou banido das competições europeias. Hoje, o time disputa a segunda divisão espanhola.

Em Portugal, onde foi aplicada a lei da Sociedade Anônima Desportiva, um dos exemplos do fiasco de clube-empresa é o tradicional Belenenses. O clube português foi vendido à empresa Codecity Sports Managment, do empresário Rui Pedro Soares, em 2012. O acordo previa prioridade na recompra dessas ações, se assim o clube entendesse ser o ideal, mas a devolução dos ativos foi negada pela empresa, o que tirou o poder da associação. Sem voz ativa no clube, os sócios e torcedores tiveram que criar um novo time para disputar a última liga portuguesa.

Gol contra

Pioneira desse tipo de legislação, a Itália criou sua lei de sociedade anônima do futebol, Societá per Azioni, anos antes, em 1981, alegando alto endividamento e corrupção nos clubes. Entretanto, nos últimos 35 anos, dos 63 clubes que participaram de ao menos uma edição da Serie A, a primeira divisão italiana, 40 faliram pelo menos uma vez.

Somoggi cita o exemplo do AC Milan, um dos maiores times do mundo e que sofre nas mãos de seus proprietários. “Ele tinha como dono o (empresário e ex-primeiro ministro da Itália) Silvio Berlusconi, que cansou de brincar de dono do clube, quando viu que era um negócio deficitário. Ele vendeu o Milan para um grupo chinês que contratou um monte de jogador, pensando que teria resultado esportivo, mas quebrou. O time está na mão de um americano, que não entende nada de futebol, sem perspectiva alguma. Esse é o Milan de hoje”, citou.

“Não tinha que criar SAF nenhuma. A SAD (Sociedade Anônima Desportiva) da Espanha foi um fiasco, a lei de Portugal foi um outro fiasco. A SAF é uma baboseira”, acrescentou o diretor da Sports Value.

‘Futebol não dá dinheiro’

Resultados financeiros e esportivos não andam juntos. Ao se tornar empresa e jogar no mercado de capital aberto, o clube pode enfrentar problemas para manter suas ações em alta. Os especialistas alertam que, apesar da possibilidade do aumento de receitas no curto prazo, é muito difícil para os times de futebol manter os ganhos financeiros ao longo dos anos.

Irlan Simões afirma que é impossível ter resultado financeiro e esportivo aliados no futebol. “Se o Cruzeiro criar uma sociedade anônima, ele será o dono de 100% das ações no primeiro momento e venderá esses capitais para gerar receita, pagar as dívidas e melhorar o time. Nos dois ou três primeiros anos, eles têm mais dinheiro. Porém, depois, o clube perderá esse turbo econômico e pode configurar num ‘salto de golfinho’: você sobe, ‘faz uma graça’ e volta à agua”, acredita.

Amir Somoggi diz que nenhum clube, com raríssimas exceções, como o inglês Manchester United, é bem-sucedido na bolsa de valores no longo prazo. “Quando o time é eliminado, a ação vai cair. O futebol tem o resultado esportivo e financeiro vinculados, não dá para separar. O clube, se for rebaixado estará pior, mas se ganhar, melhorará, onde é que entra o conceito econômico da SAF?”, questiona.

Tabelinha

O jornalista e pesquisador diz que os empresários que querem adquirir o clube-empresa sabem do prejuízo econômico, mas possuem outro interesse: o ganho político. Um dos exemplos citados é o Colo-Colo, do Chile. Sebástian Piñera se tornou sócio majoritário da Blanco y Negro S.A., empresa que controla o clube. Apesar de endividar o time, Piñera usou o prestígio popular conquistado e se tornou, cinco anos depois, presidente do país.

Os interesses políticos sobre o futebol ocorrem de diversas maneiras, aponta Simões. “O futebol alemão não deixa nenhum empresário ser dono de um clube, apenas acionistas minoritários. Porém, para se beneficiar politicamente, os empresários entram como patrocinadores. O Schalke 04 tem como patrocínio uma empresa de gás natural da Rússia, que quer levar um gasoduto até a Alemanha, por exemplo. A ideia do capital é se beneficiar politicamente da popularidade de um clube.”

Substituições

Os dois entrevistados são enfáticos: o projeto de clube-empresa da SAF não é o ideal. Outro PL, 5.082/2016, de autoria deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), também trata sobre o tema, mas é considerado apenas um novo meio para refinanciar as dívidas dos clubes com o governo, sem o objetivo mudar a gestão das equipes.

Cada um deles apresenta suas ideias para melhorar o cenário do futebol brasileiro. Irlan, por exemplo, defende uma maior democracia nas gestões dos clubes. Ele lembra que grandes clubes, como São Paulo, Corinthians, Flamengo, não têm nem três mil eleitores internos.

Com maior participação de associados, é possível alcançar mais transparência e cobrança por melhores resultados, segundo Simões. Em 2020, o Internacional bateu recorde nacional no número de votantes em pleitos de clubes, com a presença de quase 30 mil sócios. Na contramão disso, o São Paulo, que recentemente também fez eleições internas, teve 2,5 mil votantes.

“Quem se importa com o clube é torcedor, o sócio, não é o acionista majoritário que quer virar presidente do país. Se tem algo que precisamos debater sobre os clubes brasileiros é a democratização da estrutura e ampliar a participação dos torcedores. É fácil manter essa atual estrutura com 400 apenas pessoas votando, mas ficaria difícil com 40 mil eleitores internos. Isso criaria um ambiente de fiscalização e cobrança, diferente do que temos atualmente. Por isso, Internacional, Grêmio e Bahia, que ampliaram essa participação, têm colhido bons resultados”, afirmou Irlan.

Regras claras

Para Amir Somoggi, da Sports Value, clubes são importantes demais para virarem propriedade de magnatas. Inclusive, ele lembra que a legislação atual já permite a transformação em clube-empresa, como é o caso do Red Bull Bragantino.

Um modelo que o especialista defende é o aplicado na Alemanha, que permite clubes buscarem capital privado, mas que mantém o controle majoritários (50%+1 das ações) nas mãos das associações. “A transformação em clube-empresa precisa passar pelo viés democrático, visando a transparência. O dinheiro não pode determinar o futuro dos clubes. O Bayern de Munique é dono de boa parte da maioria de suas ações, mas diluiu parte delas entre investidores. Os sócios não deixaram de ser representados”, exemplifica.

Entretanto, o consultor esportivo afirma ser preciso criar uma espécie de “marco zero” para o futebol brasileiro, com regras financeiras mais rígidas para os clubes. “O débito dos clubes passa pelo fisco, dívida bancária e trabalhista. A lei precisa colocar nos eixos o futebol brasileiro, sem benesses. Os clubes são patrimônios culturais, mas em nenhum outro lugar do mundo há essa ‘bondade’ com os times de futebol, sem alguma punição. Não precisamos criar clube-empresa, mas de um marco zero regulatório com regras fiscais”, finalizou.

https://www.redebrasilatual.com.br/esportes/2021/02/mau-negocio-clube-empresa-senado/


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Comentários:
21
  • Horacio disse:

    Ficar falando de clube-empresa, clube-SA é só chavão de quem não tem qualquer projeto para os clubes e para o futebol. E estamos vendo o país ter chavões como meta econômica.

    Sem transparência, sem gerenciamento profissional, ninguém vai colocar dinheiro em um clube-poço-sem-fundo só porque um cartola bosta desses aí disse que agora o clube é uma SA.

    Os clubes, endividados, comem na mão de uma única rede de televisão, por exemplo, nunca venderam os jogos para o exterior, a tv nunca teve interesse em uma boa competição, só no monopólio. Trocar de capitão do mato não vai resolver. Na libertadores é a commebol que vende os direitos das transmissões!! PQP a commebol!!

    Os clubes não têm organização, rixas, que deveriam ficar entre os torcedores, e a estupidez política como norma, impedem um projeto maior para o futebol. Tornar isto uma zona-SA não vai mudar o quadro, as receitas nunca vão aumentar por ser SA, quem coloca dinheiro quer alguma coisa de volta. Futebol ruim e competições encavaladas não trazem retorno financeiro.

  • Marcão de Varginha disse:

    Uai, gostaria de saber como os moderadores destas belas páginas deixaram escapar ofensas desnecessárias por parte de um cidadão abaixo, que é contumaz em ofensas à quem lhe contraria com argumentos lúcidos. demonstra extrema falta de cortesia e respeito ao próximo.
    – #benecyeternomito

    – #benecyeternomito

    • Eduardo Silva disse:

      Realmente Marcão, o cara escreveu ” sua arrogância é nauseante “…

      Mas ele não entendeu coitado, estamos falando de gestão e ele tá indo pro lado esportivo… tem que CENSURAR mesmo! Devemos seguir um script, se é que entendem…kkk

      E… perdeu a esportiva…kkk

  • Renato César disse:

    O que temos visto é que os representantes mineiros no Congresso estão tentando salvar a todo custo o clube do coração. Isto é criminoso!

    Tem uns idiotas, e não existe outra definição, que insistem em comparar Menin com Governo. Não podemos classificá-los de forma diferente porque uma coisa é dinheiro privado e outra coisa é dinheiro público.

    Menin salvou o Galo? Sim! Usou seu dinheiro e seu conhecimento em gestão empresarial para fazer uma reestruturação no clube. O planejamento segue e o clube vai saindo do atoleiro, mesmo com dívida bilionária, que está controlada neste momento.

    Senadores e deputados fazerem lobby nos órgãos federais e inventarem Leis para salvar clubes do coração é o mesmo que o presidente tem feito para salvar igrejas. Se estava errado no passado com outros tentando salvar bancos e empreiteiras, continua errado agora.

    Tem que dar um basta nisto. Estes senadores aí, foram eleitos há 03 anos. Ou seja, vamos sofrer mais 05 com estes vermes lá. E a culpa é de quem votou neles. Pensem melhor, porque ano que vem já tem eleição de novo.

  • Raws disse:

    Partindo de uma analogia que o clube seja uma estatal, que nunca dá lucro, muitos aproveitando das “tetas” e só gerando dívidas… Lógico que seria bom privatizar para mudar esse quadro.
    O problema é que já temos um exemplo da tal “lei do passe”.
    Os jogadores ganharam uma “carta de alforria” se libertando dos clubes e se escravizando desde a adolescência com os empresários.

  • Luiz disse:

    chico maia e amigos,
    Saindo fora do tema do futebol…para os que gostam de choro, sambas , serestas envio esse endereço para vocês curtirem.

    https://www.youtube.com/watch?v=WSp9WDKxqDY

    Essas moças são de São Paulo e tem muitos anos de estrada. Elas tem muita coisa no youtube. Vale a pena curtir um pouquinho e tomar um vinho. Abração

  • Eduardo Silva disse:

    Chico, boa noite,

    Sobre esse assunto tenho uma estorinha muito bonitinha:

    Era uma vez, um empresário bem sucedido, muito, mas muito rico, quero dizer, PODRE de rico, dono de construtora, que como não tinha nada pra fazer resolveu colocar seu rico dinheirinho em seu clube do coração.

    Então, resolveu construir um estádio para esse clube que tá na beira da falência de dívidas e “enterrou” mais 400 milhões, comprando jogadores, pagando contas na FIFA, salários atrasados e a conta de luz e todo o resto… Ocorre que como ele NÃO é burro ele “colocou” um presidente e outros funcionários que ele mandasse e desmandasse e NENHUMA folha de árvore cai no CT, na sede administrativa ou em qq lugar do clube sem o seu conhecimento.

    Fez auditorias externas e ele põe o dinheiro e ele controla TUDO!

    ENTENDERAM?

    Então, empresário nenhum do mundo, investidor ou alguém que queira lavar dinheiro em clube de futebol no Brasil vai colocar sua grana e não ter controle de nada!

    Realmente é uma realidade que pode aparecer gente bem intencionada e gente trambiqueira, isso tem em qualquer segmento da vida, não só esportivo. Esse exemplo que dei antes, PARECE que são pessoas bem intencionadas!

    Mas disso tudo, os presidentes de clubes mais tradicionais do país tinham que se unir, tem muitos clubes acabando por más administrações, a CBF não faz nada e tá perigando o Campeonato Brasileiro ser disputado por Fortaleza, Ceará, América, Bragantino, Chapecoense, Cuiabá, Juventude, times SEM expressão alguma no cenário nacional, SEM torcida, SEM títulos, SEM apelo de mídia a nível nacional.

    Cada vez mais estão matando a galinha de ovos de ouro.

    Mas vamos ver quando da aprovação dessa lei do clube-empresa como que cada um vai se virar.

    Como tudo na vida, todos tem 50% de chance de dar certo ou 50% de dar errado!

    Vamos aguardaaar…

    • Roberto Fonseca disse:

      Pois é todos os times citados ganharam na bola e não na malandragem e corrupção como alguns desses clubes que vc chama de tradicionais. No caso da massa azul falida e sem teto, os tais títulos, torcida, não ajudaram em nada né. A sua arrogância é nauseante. Você deve viver num universo paralelo onde mérito competência e valores democráticos não existe no vocabulário. Na Europa tentaram fundar uma liga e viu o que dei os próprios torcedores dos chamados GIGANTES foram contra. Aceita o momento ruim do seu time e deixe de menosprezar os outros vai fazer bem para a sua mente e alma.

      • Eduardo Silva disse:

        Prezado Roberto Fonseca, boa noite,

        Como estou com muita paciência hoje, deixa eu te ensinar uma coisa chamada Interpretação de Texto!

        Primeiro que em nenhum momento falei que os referidos clubes não mereciam PARTICIPAR da série A do Campeonato Brasileiro. PONTO! Só constatei uma realidade!

        Agora vou desenhar o que escrevi: Clubes tradicionais como Cruzeiro, Alt Mineiro, Corinthians, Santos, Vasco, Botafogo e Fluminense estão FALIDOS!! Vou soletrar pra você entender: FA LI DOS!! E estão falidos por conta de más administrações e NINGUÉM faz nada para moralizar os clubes, a CBF está se lascando para seus afiliados!

        Os campeonatos brasileiro, estaduais, copa libertadores/sulamericana, copa do brasil estão sobrepostos a eliminatórias de copa do mundo, olímpíadas e também copa américa, uma salada de calendário e nada muda, tiveram a oportunidade de igualar com as janelas européias e não fizeram, uma zorra total.

        Pronto! Entendeu agora?

    • Luís Cláudio disse:

      O Galo pelo menos paga as dívidas, o seu ex clube é protegido da justiça e dos politiqueiros, só empurra a sujeira para debaixo do tapete. Um dia a casa acaba de ruir!

  • Geraldo Lopes disse:

    Muito mistério, que nós pobres mortais não sabemos de nada. Pior ainda, ouço falar mais em clube empresa em clubes falidos.

  • Silvio T disse:

    Vou bater nessa tecla até morrer. Mais um absurdo do Massa Falida hoje detonando e expondo um atleta. Além dos calotes, os canalhas espalham que o cara tá bichado. Já pensaram o que a “imprensa atleticana” não estaria fazendo se fosse com o Atlético? São revoltantes as sujeiras que esse clube faz há décadas e o tratamento especial que recebe tanto dos “jornalistas” daqui quanto dos de Rio e São Paulo. Mas enquanto o Chico permitir, estarei sempre denunciando aqui

  • Amaury Alkimim - Montes Claros disse:

    Chico, meu Cruzeiro, depois do colapso, melhorou em alguns aspectos, mas continua sombrio, nebuloso ( e não cabuloso) e gerando muita suspeição quando se fala dos Conselhos. Continua na mão de 400 ( não 40 como Alibabá) Conselheiros. Nada de concreto ocorreu relativo a mudanças e modernização do Estatuto e demais regras que proporcionem transparência, controle social, etc. Como um investidor ( um Pedrinho da vida) se arriscará a colocar dinheiro nesse galinheiro que não há provas concretas de que não esteja infestado de raposas? Só com as recentes conquistas das 2 Copas do Brasil o Cruzeiro deve ter arrecadado mais de 200 milhões de reais entre premiações, publicidade, TV, bilheteria , etc. Sem falar nas conquistas dos BRasileirões tbm relativamente recentes. São tantas desculpas para justificar a abertura total , ampla e irrestrita das caixas pretas. Parece que alguém está refém de outrem. A torcida, maior patrimônio só é permitida entrar com o sofrimento e ser usada como lastro. Uma lástima. Acabou o tempo e já começaremos semana q vem com um melhorado em relação ao ano anterior, mas ainda muito limitado; sem nenhuma contratação importante. Dias de muitas incertezas. Como não tenho nenhum valor pois não passo de um torcedor apaixonado, mas fora dos 400, só me resta…

  • Ed Diogo disse:

    E tudo muito obscuro para mim pois vamos dar um exemplo Cruzeiro e o Botafogo estão de rios de dinheiro. Quem vai comprar ou investir nestas instituições falidas ? Quando os investidores terão lucro pois os times devem 1 bilhão? Quem vai quitar esta dívida? Eu não entendo se alguém sabe se manifeste .

  • Pedro Vítor disse:

    Outro dia, estava escutando uma entrevista do Marcus Salum, falando sobre esse negócio de clube empresa, para o América.

    Ele disse, que no América, já esta tudo bem encaminhado.

    No caso do América, o parceiro que irá ser sócio, vai pagar a dívida milionária do Independência?

    Já o Cruzeiro, vem com este papo, que seria mais conversa pra boi dormir. Como pode, viver na ilusão por tantos anos, iludindo muita gente, vivendo de sonhos.

    A verdade absoluta, é que o Cruzeiro Esporte Clube, tem uma dívida de quase 1,5 Bilhões, fizeram uma maquiagem, no balanço, coisa que o Atlético divulgou, da forma que era.

    O Corinthians, deve quase 2 Bilhões, e também escondeu o jogo.

    Eu não acredito em clube empresa no futebol brasileiro. Pode ate ser que clubes menores, tipo o Bragantino, mudou as cores, houveram grandes mudanças. Porém ainda tem o outro lado, fazer isso dar certo.

    • Eduardo Silva disse:

      PIADA DO DIA:

      O Cruzeiro tem uma dívida de 1,5 bilhões…

      O Corinthians tem uma dívida de 2 bilhões…

      O Alt Mineiro não tem dívida alguma…

      FONTE: Profundezas de minha mente magoada…kkkk

  • Marcio Borges disse:

    Chico, obrigado pela bela abordagem. Infelizmente estão tentando vender este projeto como a salvação dos clubes endividados mas pelo visto será só mais destas amuletas que os clubes e seu dirigentes adoram.
    #tiburcioeternomito