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Casamento do Cruzeiro com a Arena do Jacaré durou pouco. Realmente, não tinha como dar certo

Foto do excelente Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press

Violeiro quando é ruim, bota culpa na viola, diz o velho ditado.

A intenção da diretoria do Cruzeiro foi boa, mas não tinha como dar certo, por vários fatores. Até a posição da câmera do VAR foi levantada como argumento para o fim da parceria. Na verdade, a gota d’água foi o empate com o Operário, com as condições do gramado sendo o ingrediente principal. Se tivesse vencido, Vanderlei Luxemburgo teria falado a mesma coisa que falou depois da vitória sobre a Ponte Preta: “vamos fazer dessa Arena a nossa casa, pois aqui  nós vencemos e este é o objetivo”. Ou, como muitos torcedores azuis diziam: “é o palco dos 6 x 1, a nossa casa”. Pois é! Deu no que deu.

A verdade é que estava ruim para todo mundo. Confira o editorial do jornal Sete Dias, de Sete Lagoas, ontem:

Foi só o Cruzeiro anunciar que mandaria seus próximos jogos na Arena do Jacaré que boa parte da imprensa de Belo Horizonte começou a criticar o estádio, a cidade, as estradas e etecetera e tal. Depois da vitória suadíssima sobre a Ponte Preta, sob o sol das 11 horas, sábado, o jogador Rômulo desceu a lenha no gramado e no fato de ter que sair da capital para jogar aqui. Criticou a Prefeitura de Belo Horizonte, que estaria proibindo público no Mineirão e Independência. O técnico Vanderlei Luxemburgo foi na mesma linha. Mal informados, demagógicos e defensores de outros interesses. No caso da imprensa, é sabido que especialmente alguns que têm de cobrir presencialmente os jogos na Arena do Jacaré, ficam “p” da vida porque além de pegar estrada, não recebem diárias, já que retornam à capital no mesmo dia, na base do “bate-volta”.

No caso do jogador e treinador, eles deveriam saber que nada mais impede o time de jogar no Mineirão e Independência. O problema é que em Sete Lagoas o Cruzeiro tem lucro, e nos estádios de Belo Horizonte, prejuízo. Simples assim! Para eles e quem mais não sabe disso, veja essa reportagem desta semana do Superesportes/Estado de Minas:

“Após prejuízo no Mineirão, Cruzeiro lucra com jogo na Arena do Jacaré – De acordo com boletim financeiro, time celeste embolsou cerca de R$ 75 mil”

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tornou público, nesta terça-feira, o boletim financeiro do jogo entre Cruzeiro e Ponte Preta, realizado no último sábado, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. A operação da partida no estádio da Grande BH rendeu lucro de R$ 75.800,26 ao clube celeste.

De acordo com o documento, foram arrecadados R$ 131.310,00. O público pagante na partida pela Série B do Campeonato Brasileiro foi de 4.467. As despesas totais do jogo alcançaram R$ 52.718,13. Os impostos totais foram calculados em R$ 2.791,61.

Os números são bem melhores em comparação aos registrados no último dia 20, quando o Cruzeiro voltou a receber público no Mineirão na vitória por 1 a 0 sobre o Confiança, também pela Segunda Divisão. Naquela oportunidade, a Raposa contabilizou prejuízo de R$ 134 mil.

Como precisa abrir todos os setores do Gigante da Pampulha em função das normas sanitárias contra a COVID-19, as despesas do estádio custam cerca de R$ 370 mil – número sete vezes maior do que o gasto com a Arena do Jacaré.

Até pelo motivo financeiro, o Cruzeiro estuda seguir mandando seus compromissos em Sete Lagoas na reta final da Série B. . . .

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2021/09/14/noticia_cruzeiro,3937414/apos-prejuizo-no-mineirao-cruzeiro-lucra-com-jogo-na-arena-do-jacare.shtml


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