Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Rui Costa e Dudamel já eram, mas a conta e o sofrimento ficam com a torcida atleticana

Foto: Bruno Cantini/Atlético

Demorou, já vão tarde. Diretor Rui Costa, Dudamel, Marques e demais da Comissão Técnica, demitidos, mas as multas contratuais e demais contas caríssimas, morais e financeiras ficam em Belo Horizonte.

O futebol é o carro chefe de qualquer clube grande e por conseqüência, depois da presidência, diretor de futebol e treinador são os principais cargos. Têm um poder descomunal, trabalham com fortunas. A competência e correção deles são decisivas para o sucesso ou fracasso da instituição e a sua diretoria. Alexandre Gallo foi muito mal na função e o sucessor dele, Rui Costa, tão ruim quanto, ou pior.

Demitido após o vexame em Afogados da Inghazeira, o Atlético fica com a conta e pagará pelos erros dele em contratações, contratos e renovações, de jogadores, comissão técnica e dirigentes das categorias de base, importados do Sul do país. Aliás, ele também foi importado do Sul do país, com um histórico ruim no Grêmio, como mostra essa reportagem do Globoesporte.com do dia 07 de maio de 2016:

* “Quedas, 48 reforços e nenhuma taça: os 41 meses de Rui Costa no Grêmio –

Executivo foi desligado oficialmente do clube nesta sexta-feira, após a 11ª eliminação em três anos no clube, nas oitavas de final da Libertadores, diante do Rosario Central”

Contratado para substituir Alexandre Gallo, chegou no dia seguinte à goleada que o Atlético tomou do Cerro Porteño e a iminente eliminação na Libertadores do ano passado, em 10 de abril.

Foi mal na sua primeira importante missão, de contratar o sucessor do demitido Levir Culpi. No dia 24 de abril, escrevi aqui no blog: “Rogério Ceni não foi procurado; velho capitão diz que é “tempestadezinha, futuro brilhante” e o novo diretor faz efusivos elogios ao grupo do Atlético

No dia 17 de maio, também do ano passado, estranhei o oba-oba sobre este Rui Costa: “Muito oba-oba sobre um prêmio que o diretor de futebol do Atlético ganhou. E o time? Vai ganhar alguma coisa?

No dia 24 de setembro, no Campeonato Brasileiro, o Eduardo de Ávila, um dos atleticanos mais apaixonados que conheço, abria o verbo no blog dele no Uai:

* “Omissão da diretoria tira o sono do Torcedor”

Depois de tentar dormir e levantar algumas vezes durante a noite, cá estou eu no meio da madrugada, tentando escrever e entender o que se passa com o Galo. Sinceramente, o que dizer depois de seis derrotas seguidas no Brasileiro. Nas dez últimas partidas, são três vitórias e sete derrotas. No campeonato nacional, nenhum ponto em 18 disputados. Isso, zero, nenhum!

Vergonha! Ontem, ao final do jogo, arrisquei algo que raramente faço. Ouvir as entrevistas dos jogadores e do treinador. Confesso ter imaginado, doce ilusão, que o presidente ia dar as caras e tentar colocar ordem nessa bagaça. Nada! Ouvi um dos jogadores dizendo que o time “tentou e criou”. Outro sugerindo que é preciso chegar logo aos 45 pontos para não correr riscos. Desanimador, um e outro. O primeiro, com todo respeito, fora da realidade.

https://blogs.uai.com.br/cantodogalo/omissao-da-diretoria-tira-o-sono-do-torcedor/

E aqui a reportagem completa sobre Rui Costa no Grêmio:

* “Quedas, 48 reforços e nenhuma taça: os 41 meses de Rui Costa no Grêmio”

Envolto em um ambiente de frustração no hotel do Grêmio em Rosário, Rui Costa cedeu ao fardo que carrega desde 20 de novembro de 2012, quando aceitou o convite de Fábio Koff para ser diretor executivo do clube. Ali, frente a frente com o atual mandatário, Romildo Bolzan, o agora ex-dirigente entregou o cargo após a queda para o Rosario Central nas oitavas de final da Libertadores. Encerrou, assim, uma trajetória de 41 meses imerso em pressão no futebol tricolor, com 48 reforços, cinco técnicos e nenhuma taça no armário. (mais…)


De Di Santo em Di Santo, Galo dá adeus a mais uma competição no início da temporada

Não consigo entender a insistência do Dudamel. Com Di Santo o Atlético joga com um a menos. Aliás, até hoje não entendi a contraação desse jogador, que nunca atuou no futebol argentino e tem poucos gols marcados na carreira para um jogador da posição em que joga. Recebe bolas por baixo, à meia altura e pelo alto. Mas não sabe finalizar. É lento, se posiciona mal, não se antecipa aos marcadores mas mesmo assim a bola chega nele, em vão.

Neste vexame contra o Afogados, pelo menos dois indicativos positivos: Arana, ótima partida, ofensivo, assistências certeiras e personalidade. E Otero, que voltou a fazer uma boa partida, principalmente no segundo tempo.

Antes do fim do jogo o Paulo F. comentou no blog: “É Chico, esse treinador e diretoria conseguiram tirar meu interesse pelo Galo. É a primeira vez que passo 3 jogos sem assistir. Entrei pra ver como estava, no retorno do intervalo. Simplesmente não consigo acreditar que esse entregador de camisas conseguiu a proeza de escalar 3 zagueiros e 3 volantes (pra mim Nathan é volante) contra o poderoso afogados
Será que ele se pergunta porque será q o time não faz gols ou o objetivo dele é esse mesmo? Simplesmente não dá pra acreditar nessa escalação. Pra piorar, de novo não substituiu no intervalo. Vou dormir que ganho mais
Se me pagarem 20 mil por mês eu treino esse time melhor que o venezuelano e ainda corto a grama da cidade do Galo”.


Na Europa, Manchester City é suspenso por abuso financeiro; no Brasil, prática é incentivada

Foto: jornalggn.com.br

A Uefa suspendeu o Manchester City por dois anos das competições europeias, além de multar o clube em € 30 milhões. Aqui, o Flamengo recebe tratamento privilegiado da Rede Globo na distribuição das verbas de direito de transmissão, segundo denúncia da Folha de S. Paulo:

* “Globo estipulou em contrato que nenhum clube ganharia mais que o FlaEmissora definiu que R$ 120 milhões em luvas seriam o limite em negociações”

Em contrato pelos direitos de TV do Campeonato Brasileiro de 2019 a 2024, a Globo prometeu ao Flamengo que nenhum outro clube ganharia mais luvas (dinheiro adicional na assinatura) que o rubro-negro carioca. É o que mostram documentos aos quais a Folha teve acesso.

No acordo, fechado no dia 4 de abril de 2016, a Globo estipulou que “garante que o valor das luvas devidas ao clube não será inferior ao valor das luvas devidas aos demais clubes que disputarem o campeonato com os quais venham a celebrar contrato”.

Assim, o Flamengo conseguiu R$ 120 milhões em luvas: R$ 70 milhões no prazo de cinco dias úteis após a assinatura do instrumento, mais R$ 30 milhões, com a correção monetária, em 2019, e outros R$ 20 milhões a serem pagos em janeiro de 2021… (mais…)


Cruzeiro corre risco de exclusão do Profut. Villa Nova, América de Teófilo Otoni e Social de Cel. Fabriciano já foram excluídos

Ilustração: colunadofla.com

A maioria das pessoas físicas não se dá conta da gravidade que é a inadimplência fiscal. Quando alguém tem uma empresa constituída, micro, pequena, média ou grande, a coisa muda de figura. Dever impostos se torna um inferno na vida de qualquer cidadão correto. Quando essa dívida foge do controle e vira uma bola de neve, sai de baixo. O governo (seja municipal, estadual ou federal – pior ainda) arrebenta com o sujeito. Para evitar que milhares de empresas e pessoas físicas quebrassem o governo federal criou o Refis, programa redução de multas, juros e parcelamento do pagamento de dívidas ativas com a Receita, INSS e outros órgãos públicos. O primeiro foi criado em 2000. De lá para cá foram mais 30, o último em 2017. Em 2015 foi criado o Profut, que também é um Refis, específico para os clubes de futebol profissional, que têm privilégios em relação a empresas e pessoas físicas, como por exemplo: podem parcelar suas dívidas em até 240 meses, enquanto o outro permite em até 120.

Os clubes brasileiros vivem obtendo privilégios do governo. Aquela farra de patrocínios da Caixa Econômica Federal, por exemplo, era um absurdo. Ao invés de fomentar a economia, ajudar empresas com capital de giro, incentivar geração de novos empregos, que seria a finalidade número um da existência dela, bancava clubes país afora, sem nenhuma contrapartida.  Por essas e outras é que os dirigentes não pensam duas vezes em contratar pernas de pau ou renovar contratos com velhos e ex-jogadores em atividade. Nenhuma responsabilidade jurídica pesará sobre os ombros deles. Sobra para os clubes, que entretanto, são quase sempre socorridos por padrinhos políticos. Na Europa isso acabou nos anos 1980. Aqui, ainda estamos engatinhando no assunto.  Até há pouco tempo Atlético, Flamengo, Corinthians, Vasco, Fluminense e o Botafogo lideravam a lista dos maiores devedores. Porém, o Cruzeiro entrou com muita força no rol dos mais problemáticos e reportagem de hoje na Folha de S. Paulo mostra a situação da Raposa e outros clubes:

* “Cruzeiro pode ser primeiro grande clube excluído do Profut”

Rebaixados à Série B, mineiros acumulam R$ 269 milhões em dívidas com governo

diretoria do Cruzeiro tem até quinta-feira (27) para apresentar sua defesa no plenário da Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol) e tentar evitar a exclusão da lista de clubes do Profut.

Caso não consiga reverter a decisão da primeira instância, o clube mineiro será o primeiro entre os grandes do país a perder o benefício do programa de refinanciamento implementado pelo governo federal em 2015.

A agremiação está inscrita na Dívida Ativa da União em R$ 268.629.934,86. O montante é referente a débitos de Imposto de Renda, PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e previdenciários.

O Profut, que entrou em vigor em agosto de 2015, ofereceu aos clubes a possibilidade de parcelar suas dívidas com o governo em até 240 meses (20 anos), com descontos de 70% das multas e 40% dos juros, além de isentar os encargos legais. (mais…)


O “intruso” o FEBEAPA e as perspectivas do Atlético depois da primeira eliminação da temporada

Estamos no segundo mês do ano e o Galo já está fora da segunda competição mais importante para o clube em 2020. Eliminado na primeira fase da Copa Sul-Americana por um time da prateleira de baixo do futebol argentino. O Union de Santa Fé é 18o colocado no campeonato deles, com 23 pontos. O River é o líder com 42, seguido pelo Boca com 39. O 24o colocado, lanterna, é o Godoy Cruz, com 12 pontos, o antepenúltimo é o Huracan, com 16. Todos já jogaram 20 vezes, à exceção do Godoy Cruz e Velez Sarsfield, que jogaram 19.

De acordo com a imprensa argentina, o salário de três jogadores atleticanos paga toda a folha salarial do Unión. Ao sair da Sul-Americana o Atlético deixa de arrecadar R$ 1,59 milhão.

O time fez o melhor jogo do ano, venceu por 2 a 0, empurrado pela torcida que até acreditou que o terceiro e quarto gols viriam no segundo tempo, já que chegou aos dois primeiros aos 15 (Otero, de falta) e 28 (Hyoran) minutos. Obviamente o técnico Dudamel escalou um time mais ofensivo, mas com Di Santo de centroavante, time nenhum vai a lugar nenhum. Fica a esperança de que a chegada de Tardelli e mais algum reforço que possa ser contratado melhorem as coisas.

Mas é desanimador ver justificativas como essa de ontem do treinador venezuelano:

“Há um detalhe que eu quero publicamente administrar, porque não gostei antes do jogo. Saiu a informação do nosso time, do nosso elenco para hoje, antes de chegar ao estádio. E isso não me deixou tranquilo. Eu sei que vocês (da imprensa) querem a premissa de ter a informação, de ter o time inicial. Mas os jogos nós ganhamos no campo e vocês, como jornalistas profissionais, fora do campo, também nos ajudam. Então, tentamos conseguir o elenco do rival, mas não tivemos a premissa de conhecer nosso rival. Temos que trabalhar muito para descobrir de onde está vazando a informação interna. E eu vou vir aqui e vou falar para todos vocês o nome desse intruso que temos em família, dentro de casa. Isso não pode seguir acontecendo. Temos que trabalhar muito com isso. São pequenos detalhes que também são valiosos”.

Digna de ser incluída no FEBEAPA (Festival de Besteira que Assola o País), do saudoso Sérgio Porto.


Na derrota em Tombos, o pior jogo do Cruzeiro ano

Foto: Ricardo Danilo/Light Press/Cruzeiro

No site DebateZeiros, João Chiabi Duarte e a sua análise detalhada de mais um jogo do time do Adilson Batista, que teve a sua primeira derrota no Campeonato Mineiro 2020:

O que restou de Tombense 2 x 0 Cruzeiro – O Cruzeiro fez uma 1º tempo muito fraco, sem imaginação, sem criar um lance de perigo sequer e tomou um gol de bola parada num lance no qual a superioridade física do Tombense era flagrante com o centroavante Rubens e os 2 zagueiros da Tombense preocupando demais o sistema defensivo celeste. Na parada para hidratação por volta dos 30’ da etapa inicial Adílson Batista orientou que Roberson fosse responsável pela marcação do grandalhão da Tombense (1.94 m) e pouco depois num corner o lateral David bateu no meio da área e saiu o gol. Rubens ganhou a disputa com Léo e acertou cabeçada indefensável. O sistema ofensivo do Cruzeiro usava o Maurício aberto na direita e participando pouco do jogo. Na esquerda Jhonatã Robert também atuava aberto. Everton Felipe e o centroavante figurativo Roberson não acertavam uma jogada sequer. Irritantemente perdiam TODAS as bolas. O Tombense não criara muito mais que o Cruzeiro, mas, tinha em Íbson um líder dentro de campo, o experiente jogador de 36 anos (com passagens por Flamengo, Santos e pelo futebol do exterior) fazia uma ótima partida na transição entre defesa e ataque, sendo o destaque da partida na etapa inicial.

No Cruzeiro Felipe Machado fazia uma partida correta e era responsável por várias roubadas de bola, bons passes e viradas de bola, mas, era cair nos pés do trio de reforços que o Cruzeiro trouxe e a jogada literalmente morria. Assim, terminou a etapa inicial, com a vantagem da Tombense que assim assumia a liderança do campeonato mineiro. No intervalo, Adílson Batista promoveu a entrada de Judivan no lugar de Roberson, que caminha a passos largos para assumir a posição de pior 9 da história do Cruzeiro. E mesmo sem fazer nada de espetacular, Judivan conseguiu melhorar a produção ofensiva do Cruzeiro. (mais…)


Mais uma vitória com futebol altamente convincente do América

O americano Flávio Braga de Azevedo comentou em minha página no facebook: “COELHÃO está com a faca e o queijo na mão, pra papar este estadual..espero que forças ocultas não nos atrapalhe!”.

Realmente, neste momento, o futebol mais convincente de nossas montanhas é do América. Contra o Coimbra, ontem, além dos dois a zero (Felipe Augusto e Alê) e o pênalti desperdiçado (Rodolfo), jogou com uma tranquilidade impressionante, com poucos erros de passes e alta velocidade. Os dois gols foram muito parecidos e construídos na fórmula clássica do futebol bem jogado, feijão com arroz: depois de tabela perfeita, cruzamento certeiro para a área, rapidez para se antecipar à marcação e chute certeiro.

Eficiência dos principais atores, que são os jogadores, ótima condição física e treinamento em dia, que reflete o bom trabalho da comissão técnica. Da anterior, comandada pelo Felipe Conceição, e da atual, do Lisca.

Quanto à outra observação do Flávio Braga, em relação à arbitragem, também é válida, mas querer transferir a responsabilidade de eventuais derrotas para os homens do apito, muitas vezes é complexo de inferioridade ou tentativa de camuflar erros e incompetências.

Cada caso é um caso.

Fotos: twitter.com/AmericaMG


Considerando a má apresentação do Cruzeiro e a pior partida do ano, este ponto em Patrocínio caiu do céu

Análise do João Chiabi Duarte, no site Debate Zeiros ( www.debatezeiros.com/ ) sobre o empate do Cruzeiro em Patrocínio:

* “Empate no Último Lance: Patrocinense 1 x 1 Cruzeiro”

Uma partida complicada, resultado justo – O Cruzeiro não contou hoje com Felipe Machado (contusão muscular) e Edílson (amigdalite) para o jogo contra a Patrocinense no interior e Adilson não fez improvisações, fazendo entrar no time Valdir na lateral e dando chances ao Pedro Bicalho de começar o jogo na função de volante. Para iniciar a partida Adílson resolveu manter Alexandre Jesus na vaga de Jhonatã Robert, que não vinha bem.

O Cruzeiro até começou bem o jogo, mas, aos poucos o time de Thiago Oliveira foi se assentando no gramado e passou a gostar do jogo. O centroavante Paulo Renê se movimentava bem e criava muitas dificuldades para a zaga, pois, buscava sempre a antecipação. Léo e Cacá não estavam muito inspirados hoje e Edílson fez falta no lado direito da defesa onde Valdir passou uma magrela danada na marcação a Giba. O Cruzeiro passou a errar passes em demasia e o time se enervou com o fato e com a marcação pesada do time adversário e não conseguia dar continuidade aos lances.

E depois de ter falhado em 2 oportunidades na 3ª chegada Paulo Renê acabou fazendo o gol que deu a vantagem à Patrocinense já na fase de descontos do 1º tempo, se antecipando a Léo e marcando no cruzamento de Giba que passou pelo Valdir mais uma vez, colocando a bola no fundo do gol de Fábio e fazendo a festa. Era a 4ª vez seguida que o Cruzeiro saia atrás no placar e teria que correr atrás da virada no placar na etapa final. Estes gols sofridos em fase de descontos tanto do início quanto no final dos jogos costumam abater demais os times. Mas, o Cruzeiro tem conseguido jogar melhor os tempos finais.

No intervalo Adílson tirou Alexandre Jesus, que esteve mal em campo e colocou Marco Antônio para fazer um tripé de meio jogando ao lado de Jadson e Pedro Bicalho. Abriu Éverton Felipe e Maurício nas pontas, mudando o sistema para um 4-3-3 clássico. Depois de ver Roberson errar tudo o que tentava, Adílson o tira para colocar Welinton aso 17’ da etapa final, que entrou para atuar na ponta direita e puxar as jogadas de velocidade, fazendo Maurício virar um falso nove. Mas, ainda assim o jogo do Cruzeiro não conseguia transpor as linhas da Patrocinense com facilidade;

Perdendo e precisando virar o jogo Adílson mudou o sistema para 4-1-4-1 e entrou com o garoto Vinícius Popó na frente. Mas, fato é que o time do Cruzeiro errava passes demais e quando resolvia arriscar acabava errando a jogada e com o tempo passando o fator nervosismo pesava mais ainda no processo, com os garotos acelerando demais algumas jogadas e desta forma o jogo se encaminhava para um desfecho negativo, quando Welinton ganhou do marcador, Popó desviou no meio e Maurício, sempre ele, dividiu com a defesa e marcou o gol que decretou o resultado final da partida. O resultado acabou sendo justo, embora o jogo não tenha sido de fato bom.

☻ A Classificação do Campeonato Mineiro: O Cruzeiro mantém a invencibilidade com 11 pontos conquistados e agora vai a Tombos para cumprir a partida adiada da 3ª rodada em função das chuvas, na 4ª feira. Amanhã tem Coimbra x América no Independência.

A classificação após 6 rodadas mostra:

  1. Caldense (13 PG) +++

  2. Tombense (11 PG e 7 Gols de saldo)

  3. Atlético-MG (11 PG e 6 gols de saldo)

  4. América-MG 11 PG e 5 gols de saldo)

  5. Cruzeiro (11 PG e 5 gols de saldo. Perde no desempate por ter mais cartões amarelos).

(*) Para completar esta rodada faltam os jogos Tombense x Cruzeiro e Coimbra x América (mais…)


Ataques à torcida mostram que treinador e alguns jogadores do Atlético estão em um mundo à parte

Foto: www.atletico.com.br

A atitude e declarações dos jogadores e treinador do Atlético depois da derrota para a Caldense mostram que eles formaram uma “confraria”, para se defenderem. Blindaram o péssimo Zé Welison e atacaram a torcida. Dudamel chegou ao cúmulo de dizer: “O que aconteceu hoje serve para eu saber quem está com o Atlético”.

Uai! Quem é ele para falar uma barbaridade dessas? Sabe onde fica a Praça Sete? Sabe alguma coisa da história do futebol mineiro e especialmente sobre o Clube Atlético Mineiro? Sabe como chegar à sede de Lourdes?

Disse também que o Zé Welison é “… um grande jogador…” Vixe!

Ricardo Oliveira soltou essa pérola: “Já que “nós amamos o clube”, como os torcedores falam, já que eles dizem ser o maior patrimônio, é o momento de abraçar o time, ajudar o treinador, fazer reflexão. E trabalhar, só conseguimos mudar com trabalho. Mas o Brasil é isso, só o que mantém o treinador é resultado. A pré-temporada fantástica, ideia de trabalho boa. Infelizmente os resultados não vem aparecendo e o torcedor reage desse jeito”.

Inacreditável essa fala. No interior este tipo de jogador é chamado de “come-dorme”. Bom de fala, já foi um grande artilheiro. Hoje vive da fala. Ja já será mais um comentarista de uma TV brasileira.

Aí vem o zagueiro Igor Rabello e emenda: “Torcedor, né?! Mexe com paixão, emoção. Torcedor sempre quer a vitória, às vezes não sabe como é difícil aqui dentro de campo…”

O sujeito é muito bem pago para jogar num clube grande e não pode ser vaiado?

Infelizmente estou chegando à conclusão que Rafael Dudamel foi um equívoco e cada entrevista pós-jogo dele vai reforçando essa convicção. Na terceira rodada do campeonato, após o empate com o Coimbra ele reclamou que o adversário “respeitou demais o Atlético”, para justificar a escalação de três volantes. Depois do empate com o Tombense, reclamou da mesma coisa. Sem falar das reclamações também contra as arbitragens.

Nessa derrota para a Caldense tirou de campo o Nathan que era o único sopro de criação e qualidade do time, e ainda insistiu com Di Santo. Desde que assumiu, não conseguiu achar o melhor lugar e jeito de jogadores como Jair e Allan renderem o que podem e sabem.

Mostra-se absolutamente perdido no futebol brasileiro e mineiro. Não entendeu ainda o que são os campeonatos estaduais, pensa que enfrentar Caldense, Tombense, Coimbra, etecetera é a mesma coisa que jogar contra Cruzeiro, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Inter, Grêmio e demais da prateleira de cima. Não é possível que ninguém do Atlético não tenha dado uma geral sobre o assunto para ele, ou, pior: que ele próprio não tenha estudado tudo sobre isso aqui antes de aceitar o convite da diretoria atleticana, que por sua vez, dá a entender que também não se informou a fundo sobre o seu pretendido treinador estrangeiro.

Futebol é resultado aqui e em qualquer lugar do mundo. Não deu certo, tchau! Campeonato mineiro deve ser usado para testes mesmo, de jogadores e também treinadores. Resultados pífios como os que estamos vendo do Galo, são inaceitáveis para quem está se preparando para o Brasileiro que começa daqui a três meses. Se perde e empata enfrentando times de estrutura mínima, vai ganhar de quem na principal disputa da temporada? Reclamar de retranca e de arbitragens no estadual é atestado de incompetência e transferência de responsabilidade, que custarão caro daqui a pouco. Tomou de três do Union de Santa Fé no jogo de ida da Sul-Americana. Com este jeito de jogar vai conseguir ganhar de quatro em Belo Horizonte? E se ganhar, vai se sustentar contra adversários de verdade no Brasileiro.

E imaginar que o contrato com o venezuelano é de dois anos! Hein!?


Jogo ótimo, torcida animada, festa da melhor qualidade, mas, um empate com sabor de derrota

O pequeno Miguel ficou com raiva com o empate que o Democrata tomou aos 49 do segundo tempo, e o João tentando consolá-lo.

Uma tarde legal demais na Arena do Jacaré, ontem. Show do George Machado, antes e depois do jogo, o estádio com público que não via há tempos (quase cinco mil pessoas) e o chamado “futebol raiz” dentro das quatro linhas: correria dos dois times, raça daquelas de fazer lembrar esfomeados num prato de comida, nível técnico de segunda divisão, com um ou outro jogador mostrando futebol de qualidade superior. Valeu a pena demais ter ido ver Democrata e CAP Uberlândia, dois times que se equivalem e justificaram o ingresso.

O problema foi o centroavante do Jacaré, Gleisson, que chutou um pênalti na trave, aos 49 do primeiro tempo, quando o jogo estava 2 a 1. Ali ele mataria o jogo, já que o CAP estava começando a por a língua para fora, por causa do  calorão que fazia em Sete Lagoas.

O goleiro deles soltava bolas e saía mal do gol de forma impressionante. Doido para tomar mais gols, mas o Democrata não chutava. Velhos amigos, corneteiros, com quem eu dividia a arquibancada, diziam:

__ Este goleiro faz lembrar você em seus tempos, hein Chico!?

Pior é que é verdade, e o Jacaré não se aproveitava, mesmo atacando muito.

No segundo tempo o técnico democratense Paulinho Guará pôs João Sala (que a torcida chama de “Salah”), no lugar do Gleisson e o time melhorou muito, ganhando velocidade e desperdiçando dois contra ataques de forma inacreditável.

Aí, me lembrei da frase corretíssima do agora comentarista Muricy Ramalho: a bola pune!

Não deu outra: aos 49 minutos do segundo, último lance do jogo, falta para o CAP e o goleiro democratense aceita. Era o empate e em seguida o apito do árbitro acabando o jogo.

Depois de um sonoro “PQP”!!! a torcida voltou para a área externa onde rolava muita cerveja…

e recomeçava o show do George Machado, excelente vocalista da George’s Band.

 

Próximo jogo em casa, sábado, contra o Betim.


Página 1 de 1.13812345...102030...Última »