Blog do Chico Maia

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Eduardo Costa no coração do Barça e uma pequena aula de marketing e turismo

Eduardo Costa admirando a grandiosidade do estádio do Barcelona, com capacidade para 99.354 torcedores

Os ouvintes da Itatiaia estão sentindo falta do Eduardo Costa, mas já já terminam as férias dele. Foi curtir a Europa com a família e como amante do futebol que é, visitou o Camp Nou, um dos templos maiores do futebol mundial. Estádio, museu e outras dependências do clube que além de emblemáticas, são respeitáveis fontes de renda a mais para o Barça.

Nos enviou boas fotos e pedi a ele mais informações para repassar às senhoras e senhores. Estive lá em 2005, mas eles se preocupam tanto com o cliente, que hoje parece outro tour, outro museu, outro estádio. Evolução e melhorias sempre!

E perguntei ao Eduardo Costa se ele acha que algum clube brasileiro conseguirá chegar a este nível de organização e faturamento com marketing um dia. Ele respondou:

* “O tour custa 27 euros (R$ 130), mas eles acabam nos tomando 69 (R$ 325) porque acabamos comprando fotos e fatos históricos em álbum maravilhoso. Simplesmente dez! A gente vê as taças, filmes, fotos, homenagens, inclusive aos mortos e o principal deles é Johan Cruijff, o holandês. Sempre cheio. Visitamos vestiário, sala de imprensa, zona mista, cabines e vai à beira do gramado.

Filas e mais filas de turismo que podem chegar de carro, metrô ou ônibus daqueles que rodam a cidade por um preço só. Dentro do estádio, lojas, bares, banheiro e todo o conforto… até uma pista de gelo. Percebe-se respeito a todas as modalidades mas em especial com o futebol. Todos os ídolos são venerados, mas fica clara a mágoa com Neymar que só aparece nas conquistas. Um carinho sem limites com Ronaldinho Gaúcho. A chuteira com que Beletti decidiu a Champions de 2006 está lá, assim como registros de Ronaldo, Rivaldo e Romário, além de outros brasileiros como Dani Alves. Um espetáculo.

Se um clube do Brasil vai chegar lá? Quem sabe o Galo? Se pensar grande, no momento de futebol pequeno?

Eduardo Costa em dois tempos no Tour pelo Camp Nou, do Barcelona: com a filha mais velha, Fernanda . . . e

com Lionel Messi ao lado de uma das bolas de ouro do craque argentino.


O aniversariante Thiago Reis em tempos de arrancada profissional

Sempre é tempo de homenagear a grandes figuras. Anteontem foi aniversário do Thiago Reis, e por coincidência me deparei com essas fotos, do dia 2 de julho de 2010, quando tive o prazer de trabalhar ao lado do “Seu Nome Seu Bairro” que se firmava naquela época como um dos repórteres da prateleira de cima da Itatiaia e do Brasil. No Estádio Nelson Mandela Bay em Port Elizabeth, Copa da África do Sul. Foi na derrota por 2 a 1 para a Holanda e eliminação do Brasil nas quartas de final do Mundial.

Parabéns a ele, amigo e grande profissional.

Nessa foto com o Rogério Maurício, na época editor-chefe do jornal Super Notícia, atualmente diretor de programação da Rádio Super 91,7. Outra grande figura!


Na cartilha do Mano Menezes conquista maiúscula do Cruzeiro no Itaquerão

O árbitro carioca Wagner do Nascimento Magalhães foi corajoso, cumpriu as regras e não atrapalhou a final da Copa do Brasil que mais uma vez foi para o Cruzeiro, com todos os méritos. Jogo de nervos à flor da pele com os ingredientes preferidos do Mano Menezes, que deitou e rolou outra vez com a sua estratégia, inclusive no momento certo de por o Arrascaeta em campo e decidir a parada.

Com a vantagem do empate a seu favor além da pressão e impaciência da torcida corintiana, jogando contra o próprio time, o Cruzeiro mandou na partida e teve sangue frio para administrar o resultado que lhe interessava.


Quatro anos depois Levir Culpi volta para onde não devia ter saído

Estou de férias, no nordeste do Rio Grande do Norte. Ouvi agora há pouco manchete do Jornal Nacional informando que Thiago Larghi foi dispensado pelo Atlético. Só o Galo mesmo e outros grandes clubes para dar notoriedade dessa forma! Li que o Levir Culpi está de volta. Boa notícia.

O maior erro do Daniel Nepomuceno foi perder Levir Culpi, quando estava assumindo a presidência do Atlético. Conduziu mal aquele momento. Quis contratar o ex-técnico da Argentina Alejandro Sabella ou Muricy Ramalho, tomou dois “não”, Levir ficou sabendo e entregou o cargo quando faltavam três rodadas para o fim do Brasileiro. Obvio que saiu magoado.

Certamente não foi praga dele, profissional corretíssimo e respeitador dos colegas de profissão, mas de lá para cá o Galo não conseguiu acertar na contratação de nenhum técnico. Thiago Larghi foi um estagiário que custou caro, demorou ser dispensado, mas passou. Dá tempo de arrumar a casa, conseguir vaga na Libertadores ou na “pré” e começar logo montar time para 2019.

Feliz retorno ao Levir; sucesso ao Larghi, gente boa, na sequência da carreira! Vida que segue.


Corinthians terá o grito e pulos da torcida, cada vez menos influentes em campo; Cruzeiro as demais vantagens

O Corinthians tem a seu favor a força de sua fanática torcida empurrando o time, gritando o tempo todo e pulando nas arquibancadas do Itaquerão. Mas essa força já não é a mesma dos tempos em que o time mandava seus jogos no Pacaembu e aquele alambrado de aparência frágil, que deixava o adversário morrendo de medo de uma invasão do campo. Como a torcida não joga e grito tem cada vez menos influência dentro das quatro linhas, o Cruzeiro tem amplas condições de voltar mais uma vez campeão da Copa do Brasil de terras paulistas. Seu elenco é melhor, o time mais conjunto e o treinador Mano Menezes é especialista em situações como essa. Vai administrar a vantagem feita no Mineirão e poderá até vencer a partida. Caso o árbitro carioca Wagner do Nascimento Magalhães não atrapalhe, teremos uma grande final com faca e queijo nas mãos cruzeirenses.

Mais detalhes dos times e do ambiente da partida nessa reportagem do Josias Souza, no SuperFC: (mais…)


Inspirado em Mano Menezes e Abel Braga, Lisca (que de doido não tem nada), caminha para a prateleira de cima dos treinadores

Lisca Doido é o atual técnico do Ceará. Foto: Bruno Aragão/Ceará

A intensidade de um jogo das 11 horas de um domingo no fim de setembro me fez parar diante da TV para ver de quem se tratava. Era jogo do Brasileiro, mas parecia do inglês ou espanhol. O time de camisa branca dava um sufoco danado no listrado de preto e azul. Uai, Grêmio? Sim, e em casa, tomando sufoco do Ceará. Jogaço, vitória gremista, de virada, 3 a 2. A partir daí passei a prestar mais atenção ao trabalho do Lisca “Doido”, que tirou o Ceará da penúltima colocação do campeonato, venceu o Flamengo no Maracanã, Corínthians  e está quase conseguindo tirar o time do rebaixamento.

Era treinador do juvenil do Internacional, quando o Mano Menezes comandava o júnior. O técnico do Cruzeiro e Abel Braga, são os dois colegas de profissão mais admirados por ele, que concedeu ótima entrevista ao “Estadão”:

* “’Meu sonho é me firmar no mercado dos 12 grandes’, afirma Lisca Doido”

Por Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

Nos próximos dias, é capaz de Muricy Ramalho receber um telefonema inesperado. Do outro lado da linha, estará Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi, o Lisca Doido. Recentemente, o agora comentarista esportivo e colunista do Estado durante a Copa disse em um programa de TV que o técnico do Ceará era bom, mas seu jeito não o levaria muito longe. “É muito bom treinador, só tem de acabar com esse negócio de louco”, opinou Muricy.

Não que Lisca não goste da segunda parte do apelido que o tornou personagem querido no futebol, principalmente dos torcedores das equipes que dirige. O problema é ser visto apenas da forma folclórica, pejorativa. “Chamou a atenção, porque o Muricy é um cara renomado e comentou isso. Vou ligar pra ele”, promete.

Alucinado por futebol, mas também por qualquer esporte que esteja passando na televisão e do qual possa tirar conceitos táticos para aplicar no seu trabalho, Lisca, de 46 anos, é do tipo metódico. Diz que acorda às 6h da manhã desde os 10 anos. Em Fortaleza, isso significa correr na praia e dar um mergulho antes de pensar no Ceará, que luta para se manter na Série A do Nacional.

Lisca vive solitário, já que a mulher, Danielle, e as filhas Giovanna, 12 anos, e Antônia, 9, moram em Porto Alegre, cidade onde iniciou a trajetória, treinando as categorias de base do Internacional. Lisca não foi jogador. Nas horas vagas, estuda. Lê, assiste, escuta. E fala, muito, sem freios, como nesta entrevista ao Estado.

Até que ponto ajuda o lado engraçado de ser o Lisca Doido, e até que ponto atrapalha na sua ascensão como treinador?

Depende muito de quem está recebendo a mensagem. Tem o Lisca Doido superpositivo, que as crianças gostam, a torcida tem empatia, que é doido por aquilo que faz, apaixonado pelo trabalho. Mas tem o lado pejorativo. Acompanho os programas, alguns colegas teus que nem conhecem o que acontece, mas o negócio do Doido vira um adjetivo pejorativo.

Tem superstição ou mania?

Sou treinador desde 1990, já ganhei de um jeito, perdi de outro, usando o mesmo tênis, dando ré com o ônibus, três pulinhos… Já foram tantas vitórias e derrotas de tantas maneiras. Em alguns jogos, fico mais agitado. Em outros, dou uma meditada antes, tento relaxar.

Costuma apelar mais ao aspecto emocional ou tático nas preleções?

Depende do momento. Em alguns casos, posso trabalhar mais o emocional. Mas a preleção é o resumo final da preparação para o jogo, da parte tática. É preciso cuidado para o jogador não receber muita informação. A parte mental entra também, dependendo da situação, como quando é necessário acender o botão da competitividade do time. (mais…)


São Victor foi acima da média novamente e América lamenta os dois pontos perdidos

Em foto da Federação Mineira de Futebol, os capitães e a arbitragem antes do empate sem gols no Independência

Vi as mesmas coisas que companheiros que gosto de ouvir, ler e ver as opiniões e informações:

globoesportecom‏ @globoesportecom

Números do primeiro tempo de Atlético-MG 0 x 0 América-MG http://glo.bo/2CfvXiv 

Posse de bola: ATL 47% x 53% AME Finalizações: ATL 5 x 8 AME Passes errados: ATL 12 x 11 AME Faltas cometidas: ATL 9 x 7 AME Roubadas de bola: PAL 7 x 7 AME

Victor Martins‏ @victmartins

O América é um time mais bem treinado do que o Atlético. Porém não tem jogadores de qualidade como tem o rival. Por isso falhou nas tantas chances que teve para definir e deu duas boas oportunidades para o Galo.

Frederico Ribeiro‏ @Fredfrm

40 minutos do primeiro tempo e o América cansou de perder chances de gol. Time de Adilson Batista joga melhor que o Atlético no Independência. Tomás Andrade criou espaço, mas o time todo muito abaixo.

Galo Australia‏ @GaloAustralia

A gente espera uma semana pra ver isso aí…

Jornal Hoje em Dia‏ @jornalhojeemdia

Fim do primeiro tempo: Atlético 0x0 América. Torcedor do Galo vaia o time diante de um Coelho superior nos 45’ iniciais.

Vinicius Grissi‏ @ViniciusGrissi

América foi melhor que o Atlético no primeiro tempo. Galo só chegou quando o Coelho errou e entregou a bola na entrada da área. Matheusinho tão longe do gol é desperdício.

Edu Panzi @edupanzi

Um 1° tempo sofrível do Atlético. Time lento na saída e bagunçado atrás e na frente. Só criou chances após erros do adversário ou na bola parada. América joga melhor e construiu as melhores oportunidades do jogo até aqui. Coelho só não vence a partida pq (também) é limitado

Atlético News‏ @atleticonews

(En)Fim de 1°T no Indepa, #GALO 0 x 0 América. Aô, preguiça e falta de respeito! Bora honrar o manto, né? #aquiéGALO!

O segundo tempo foi na mesma toada e Vitor, o melhor em campo, disparado. Escreveu o Igor Assunção‏ da 98FM @Igortep:

“Cornetas do Victor deitados em posição fetal nesta noite de domingo”

e a Galo Australia‏, alerta: @GaloAustralia

“Palmeiras perdeu 3 pontos no returno inteiro. A gente perdeu 5 só nos últimos 3 jogos que teoricamente seria a sequência mais fácil desse returno. Se preparem…”


Vitória de um dos piores times do Vasco num dos campeonatos mais fracos da história

Em foto da Gazeta Press, Yago Pikachu e Maxi López comemoram o primeiro gol do Vasco

Campeonato mais equilibrado desde 2008, também, um dos piores em termos de nível técnico. Média de gols por jogo, entre as mais baixas da história do Brasileirão.

O esticamento da duração da Copa do Brasil e principalmente da Libertadores da América contribui muito para isso. Os clubes que seguem até as fases decisivas escalam seus times mistos ou reservas em muitos jogos.

O Cruzeiro contra o Vasco, hoje, é um dos exemplos disso. O pensamento é o Corinthians, e a final de quarta-feira. Com time todo reserva foi a São Januário e perdeu de 2 a 0 para um dos piores times da história do Vasco, candidatíssimo a um novo rebaixamento. Mas jogou tudo o que podia nesta tarde e mereceu vencer.


A quem interessa jogo amistoso da seleção brasileira?

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Em jogos oficiais a motivação já não é a mesma com a seleção. Amistoso então! Ninguém comentou comigo que o time do Tite venceu a Arábia Saudita por 2 a 0, sexta-feira. Ontem à noite vi os gols, com direito a um comentarista exaltando o passe “fantástico” do Neymar para o primeiro gol, e a cobrança de corner “impressionante” também do Neymar para o segundo. A ordem geral é essa: encher a bola do moço, realçando inclusive que ele está mais “participativo” agora, e até põe a “cara pra bater”!

Ah, é? Anhhã!

Além desse oba-oba, certamente estes amistosos atendem bem aos interesses de empresários de jogadores, de muitos clubes e aos dirigentes da CBF, federações e parceiros.

Terça-feira tem a Argentina, também na Arábia Saudita, com os mesmos objetivos.


O clássico de risco para Atlético e América e a desproporção financeira entre os grandes clubes

Imagem: Torcedores.com

Coluna do Fernando Rocha, no Diário do Aço de Ipatinga: 

“Mesmo neste horário incomum, 19 horas, Atlético x América, fazem neste domingo, no Independência,  um clássico que promete fortes emoções, pois só a vitória interessa aos dois lados. 

No caso do América, goleado na última rodada pelo Atlético-PR (4 x 0) fora de casa, caso perca hoje para o rival, fica em situação dramática, podendo entrar na zona de rebaixamento se o Ceará(17º)  vencer o Botafogo amanhã em Fortaleza, jogo que encerra a 29ª rodada.

O Atlético também está pressionado, depois da péssima atuação na derrota para a Chapecoense, além de ver o Santos se aproximar ameaçando sua vaga na pré-Libertadores.

Nos últimos confrontos o Galo tem levado nítida vantagem sobre o Coelho, mas cada jogo tem a sua história, e embora seja favorito o alvinegro correrá muitos riscos hoje diante do Coelho.

FIM DE PAPO

·        Um estudo do jornalista Rodrigo Capelo, publicado no jornal “O Globo”, revela alguns dados interessantes, que mostram a disparidade econômica hoje existente entre alguns dos principais clubes brasileiros. Por exemplo, o Flamengo, em 2003,  arrecadava 50% a mais do que o seu rival Vasco.  Em 2017, as receitas do rubro-negro foram 210% superiores. Há 15 anos, o Flamengo arrecadou 70% a mais do que o Fluminense. Na última temporada, teve ingressos 160% maiores. Em São Paulo, o Palmeiras que arrecadou metade do Santos em 2003, em 2017 teve receitas 80% maiores. Isso explica a posição destes clubes atualmente nos campeonatos disputados.

·        Atlético e Cruzeiro arrecadam hoje muito abaixo do que podem em relação tamanho e à capacidade de mobilização de suas torcidas, com a  venda de patrocínios e propriedades comerciais, bilheteria e programas de sócio-torcedor. A divisão das cotas de TV também é desigual e prejudicial aos times fora do eixo Rio-SP. O Galo, arrecada hoje  muito menos do que o seu maior rival no estado, por insistir em jogar no Independência, uma casa muito pequena para o tamanho da sua torcida.

·        Mesmo assim, os dois “grandes” aqui dos nossos grotões, conseguem disputar de igual para igual com os gigantes do eixo Rio-SP e  conquistar títulos, o que não deixa de ser um mérito de suas diretorias. Acabam ajudando a tornar o Brasil, um dos  poucos países do mundo, onde existe uma quantidade de clubes, cujo peso e torcida mesmo sendo menor, aspirem sempre um lugar de destaque nas competições que disputam. Até quando isso vai durar é uma grande incógnita. Do jeito que as coisas vão caminhando, mais dia menos dia, a “espanholização” do nosso futebol irá ocorrer na prática.

·        Todos os clubes brasileiros devem muito, e precisam vender um ou mais jogadores a cada ano, para fechar ou equilibrar suas contas. O Flamengo, que acaba de anunciar a transferência de uma das suas jovens revelações, Marcos Paquetá, 21 anos,  para o Milan da Itália, por cerca de 30 milhões de euros ou aproximadamente R$ 140 milhões, é o mais bem sucedido neste aspecto. Apesar de elogiada pela boa administração, a atual diretoria rubronegra, cujo mandato está terminando,  não conseguiu ainda conquistar títulos importantes, deixando sua torcida frustrada. O torcedor é passional e só enxerga as vitórias e conquistas do seu time do coração dentro de campo. (Fecha o pano!)”

* Por Fernando Rocha – Diário do Aço de Ipatinga


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