Blog do Chico Maia

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Fé no “Burro com Sorte” faz acreditar que o Galo será melhor este ano que em 2018

Claro que o título do post é uma referência ao livro autobiográfico do Levir Culpi, que fez do que seria uma ofensa de um torcedor no seu início de carreira, um exemplo da passionalidade e incompreensões do mundo do futebol. (Foto do Bruno Cantini/CAM

Não sei até que ponto irá o Atlético este ano; se vai beliscar algum título ou não, porém, certamente terá um time melhor de se ver jogar; mais confiável. Levir é competente, tem credibilidade e se impõe. Tem controle sobre o grupo e não permite que a diretoria contrate tão mal, como ocorreu ano passado.

Das aquisições até agora, só achei fraca a do atacante Maicon “Bolt”. Se fosse bom de bola como é para dar entrevistas estaria na seleção brasileira, mas o time precisa é de quem jogue e marque gols. Boas apostas, como o lateral Guga, que veio do Avaí. Tem 22 anos e fez um bom Brasileiro na série B. O volante Jair é tido como um ótimo marcador e sabe chegar ao ataque; dos únicos que escapavam do rebaixado Sport Recife. Vinícius, meia que ajudou o Bahia a se manter na A ano passado, chuta bem de longe e é habilidoso. A zaga deve deixar de ser “peneira” com o retorno do Rever e a chegada do Igor Rabello, do Botafogo; para mim, a melhor contratação atleticana.


Sem mudar muito e com um reforço de verdade, Cruzeiro deverá brigar de novo na prateleira de cima

Em foto do FOX Sports, Mano Menezes e Rodriguinho em tempos de Corinthians

O Cruzeiro além de manter a comissão técnica e quase todo o time de 2018 deve se reforçar com Rodriguinho, ex-América, principal jogador do Corinthians campeão brasileiro de 2015 e 2017. Em condições normais joga até mais que o uruguaio Arrascaeta. Resta saber se está bem fisicamente, se está sendo profissional e se cuidando devidamente fora das quatro linhas. Ficou apenas uma temporada no futebol egípcio, para onde foi apenas para ganhar dinheiro, já que dentro de campo não teria nada a aprender por lá.


A aposta do América de Givanildo nos velhos e nos novos em 2019

Neto Berola (esquerda) e o lateral João Paulo, apresentados pelo sócio Onda Verde Carlos Augusto, em foto de Mourão Panda/América

Aos 31 anos, Neto Berola é a contratação mais famosa do América. Com menos dinheiro que os seus maiores concorrentes, o Coelho investe em jogadores mais rodados e nas categorias de base. Acredito no olho clínico do técnico Givanildo Oliveira, que deverá contar na estreia do Mineiro, domingo, contra a Caldense, em Poços, com apenas quatro remanescentes do time que terminou 2018: o zagueiro Messias, os volantes Zé Ricardo, Juninho e o meia Matheusinho.

Sempre às voltas com problemas físicos, Berola não era titular no CSA, clube que ajudou a subir para a Série A do brasileiro. É uma aposta válida da diretoria e torço para que seja muito útil. Mas acredito mais nos sete jovens promovidos da base pelo Givanildo, mesmo sem vê-los jogar. Além da tradição do América nesta área, qualquer jogador da base veste com mais orgulho a camisa do clube que o acolhe no início da carreira, somando a isso o sonho de se tornar alguém no mundo do futebol.


Nessa época, jogadores sem qualidade, boêmios e enganadores com os seus empresários competentes deitam e rolam

Imagem: soderbi.com.br

Todo início de ano a avaliação do futuro dos nossos clubes na temporada que se inicia é semelhante. No afã de motivar os seus torcedores os departamentos de marketing capricham e exageram nas letras, tintas e cores para dizer que os fulanos e beltranos contratados são espetaculares e que resolverão os problemas das respectivas posições. Ultimamente estão chegando ao ridículo de usar o photoshop para montar foto com a cara de um contratado com a camisa do clube, até comemorando gol. Às vezes o sujeito não sabe ainda nem a cor da camisa do time.

Boa parte da imprensa vai no embalo e participa dessa Ópera-bufa, vendendo ilusões, mentindo para o torcedor, elogiando determinados contratados sem nem vê-los jogar ou saber se estão bem fisicamente, se ainda têm energia e motivação para jogar futebol.

Manchetes em letras garrafais e gritos aos microfones alardeiam: “chegou mais um reforço na Cidade do Galo … na Toca da Raposa … no Lanna Drumond…”

Quando os campeonatos começam e a bola rola pra valer a frustração é gigante na maioria ou totalidade dos casos. Jogadores sem qualidade técnica ou física, ex-jogadores em atividade, boêmios e enganadores com os seus empresários competentes deitam e rolam. Comem, dormem e ganham um bom dinheiro por uma ou mais temporadas sem justificar os investimentos, que não são poucos.

Vão embora com os bolsos cheios e rapidamente são esquecidos porque na virada do ano outros estão chegando, a roda continua girando e os prejuízos ficam com os clubes, dirigidos em incontáveis casos por irresponsáveis, incompetentes e aproveitadores. Bem ou mal intencionados, estes cartolas também vão embora, deixando os rabos de foguete para trás, com a omissão ou cumplicidade de grande parte da imprensa.

Não é à toa que a cada ano menos gente está indo aos estádios ou se interessando como antes pelo time para o qual torce.


Com Elzo, Mirandinha, Edson Boaro e parceria com República Dominicana, Democrata Jacaré tenta retorno à primeira divisão de 2020

Elzo, ex-Atlético, presenteia Carlinhos do Área Verde, um dos melhores bares de Sete Lagoas, no Bairro São Geraldo

Jogador venezuelano Jose Piña posa com  Mirandinha (esquerda) e com o diretor Cesar Maciel

Atual gerente de futebol do Jacaré, Mirandinha abre o jogo (Fotos: Assessoria Democrata) 

Com data marcada para estreia na segunda divisão chamada de “Módulo II” do Campeonato Mineiro, contra o Uberaba, no dia nove de fevereiro, o Democrata vem apresentando jogadores e comissão técnica à sua torcida. A nova gestão do futebol do clube – que tem o ex-volante Elzo como comandante, tem também Mirandinha (ex-centroavante do Cruzeiro e Palmeiras), gerente de futebol e Edson Boaro, ex-lateral do Corinthians como treinador.

A primeira novidade é o meio campo Jose Piña, um venezuelano de 23 anos, que veio através de uma parceria do Jacaré com o Inter RD, clube da República Dominicana, que deverá enviar mais jogadores.

O técnico Edson fez sucesso na década de 1980 com a camisa do Corinthians e disputou a Copa de 1986, no México, comandado por Telê Santana.

Mirandinha foi o primeiro jogador brasileiro a defender uma equipe inglesa na Premier League, o Newcastle.

Elzo brilhou com a camisa do Atlético, Palmeiras e Benfica; foi um dos melhores jogadores da Copa de 1986, titular em todos os jogos. Uma curiosidade interessante na carreira dele é que nunca foi expulso de campo, em 15 anos de carreira. Se aposentou no Grêmio Catanduvense em 1993.


E deu Galo, de novo, no Rapogalo de fim de ano em Conceição

Da esquerda para a direita, Glauciney, Túlio, Sérgio, Paulo, Bolão, Márcio, Digão, Samuel, Lobão, Geraldo, Juninho, Tadeu, Jobert e Gustavo; agachados: Remilson, Estácio, Jordane, Milton, Otávio, Wellington, Rafael, Jorge, Bruno, Walace, Beto, Warley, Pedro, Edward, Gustavo, Rodrigo, Dudu, Diego, Miguel.

Foi 3 a 1 para o Atlético, no campo da AABB. Fundador desta confraternização, o Betinho do saudoso Caci, atleticano, informa: ” … poderia destacar q na vitória desse ano, 2018, jogamos desfalcados de nossos 02 melhores jogadores, Jordane e Marcinho do Zé (o maior artilheiro do Rapogalo com 19 gols). E eles tiveram a presença de dois ex-atletas do Villa, Milton Tanque e Rodrigo.

Dessa vez até com árbitro de nível superior pra ninguém reclamar: Antônio William Gomes apitou a tradicional confraternização entre atleticanos e cruzeirenses na última pelada do ano em Conceição do Mato Dentro. De 23 disputas foram 12 vitórias alvinegras oito empates e três vitórias estreladas.

Antônio William Gomes apitou muito bem e foi até cumprimentado pelo zagueiro Wellington, porreteiro, que teve um cartão amarelo perdoado para não ser expulso.


Discussão sobre cotas da TV aos clubes gera elogio até de cruzeirense a Alexandre Kalil

A semana passada foi marcada pela ida do Arrascaeta para o Flamengo e a discussão sobre a distribuição de verbas da TV pelos direitos de transmissão do Brasileiro. Com direito à volta a cena do futebol de Alexandre Kalil, profundo conhecedor do assunto, entrevistado pelo Henrique André, do Hoje em Dia, na quinta-feira e repercussão na mídia nacional.

Mauro Cézar, comentarista do ESPN, entrou no assunto e twittou:

Imediatamente tomou o troco de Kalil:

O cruzeirense fanático João Chiabi Duarte, colunista do Blog do Torcedor do Globo.com, enviou-me essa mensagem:

* “É Chicão … pensei que futebolisticamente jamais iria bater palmas para o Alexandre Kalil… mas, esta enquadrada no Mauro Cezar Pereira da ESPN foi muito oportuna…”

E enviou essa mensagem direto ao ex-presidente do Galo:

*”Kalil,
Como cruzeirense é óbvio que normalmente não vou gostar de suas posições…
Mas, o atleticano terá que lhe demonstrar gratidão eterna. FATO !!!
Agora, quanto a bater de frente com a imprensa do eixo Rio-São Paulo terá meu apoio sempre.”

Sexta-feira Kalil voltou a twittar:

 

A entrevista foi esta:

“Caso Arrascaeta: Kalil relembra profecia de 2014 e critica poder dado ao Flamengo no mercado”

Henrique André

hcarmo@hojeemdia.com.br

“Os clubes têm que mandar a televisão (Globo, detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão) fazer o Campeonato apenas com o Flamengo. É hora de fazer uma grande guerra. Eles (TV) vão perder audiência. Se não for feito, os clubes vão fechar as portas”. Para Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético e atual prefeito de Belo Horizonte, esta é a única solução para diminuir a cota do time carioca e, consequentemente, a disparidade em relação aos outros concorrentes da Série A.

De acordo com estudo da empresa de consultoria Ernest & Young, em caso de título, o Flamengo receberia cerca de R$327 milhões em cotas no Brasileirão 2019. Este valor, inclusive, é de R$147 milhões a mais que a projeção feita para o ano passada.

Já o Corinthians, detentor da segunda maior torcida do país, ficaria com R$271 milhões em caso de título. Este montante representa cerca de R$91 milhões a mais que em 2018.

No novo modelo de divisão de cotas, Atlético e Cruzeiro podem receber menos do que na temporada passada; o valor deve cair de R$108 para R$100 milhões, mesmo em caso de volta olímpica.

“Enquanto isso não acontecesse (o Flamengo entrar com força máxima no mercado), os clubes não iam acordar. Na última vez que negociei com eles (Globo), não deixei nem subirem na sede. Ficaram na calçada da Olegário Maciel. O Atlético foi o último a assinar”, acrescenta Kalil em entrevista ao Hoje em Dia.

Questionado sobre a não mudança de cenário, mesmo com a demora para assinar o acordo, o ex-presidente do Galo disse que vários fatores interferem na união dos clubes pela causa e que o atual cenário é consequência de “safadeza e corrupção”.

Palmeiras

Sobre o crescimento financeiro do Palmeiras nos últimos anos e a força do alviverde no mercado da bola, Kalil é enfático ao afirmar que não pode ser comparado com o Flamengo. De acordo com o prefeito da capital mineira, os paulistas arrecadavam menos que o Atlético durante seu mandato e que tiveram competência para se reestruturar e fazer a parceria com a Crefisa, patrocinadora master.

“O caso do Palmeiras é bem diferente e a gente não pode misturar as coisas. O Paulo Nobre (ex-presidente) foi muito competente e isso é preciso ser destacado. Assim como o Alexandre Mattos (diretor de futebol), que tem sido muito feliz nas contratações”, explica o ex-presidente atleticano, que também frisou a competência do Cruzeiro em manter a maioria do elenco que conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil e o técnico Mano Menezes.

Sobre o Atlético e seus desafios, Alexandre prefere se abster e, sem titubear, apenas afirma que “isso é assunto para o Sette Câmara (atual presidente) responder”. Ele ainda lembrou que, o time campeão da Libertadores em 2013, época em que ainda ocupava a principal cadeira do alvinegro, foi montado sem dinheiro em caixa.

Pedra cantada

A surpreendente ousadia do Flamengo ao investir no mercado da bola, principalmente com a batida de martelo com Gabigol e Arrascaeta, foi pedra cantada por Kalil há quase cinco anos. Em entrevista ao canal Fox Sports, ele previu o domínio rubro-negro no cenário nacional.

“O Flamengo está com uma diretoria que está arrumando o clube. Se arrumar o Flamengo, acabou o futebol brasileiro. Temos que rezar para Flamengo e Corinthians trazerem um (Alexandre) Pato por ano, porque senão, nós vamos embora”, disse em dezembro de 2014.

https://www.hojeemdia.com.br/esportes/caso-arrascaeta-kalil-relembra-profecia-de-2014-e-critica-poder-dado-ao-flamengo-no-mercado-1.684971


Versão em português de livro sobre corrupção no futebol lançado nos EUA só foi publicada em Portugal

http://wamidia.com.br/CarregarNoticia?idNoticia=27301: “Lançado nos EUA em junho de 2018, o livro “Red Card: How the U.S. Blew the Whistle on the World’s Biggest Sports Scandal” (“Cartão Vermelho: Como os EUA Revelaram o maior Escândalo Esportivo Mundial”), do jornalista Ken Bensinger, relata com detalhes o escândalo de corrupção da Fifa, revelado em 2015.”

Da Folha de S. Paulo, de ontem:

* “Globo compra direitos e embarga publicação de livro sobre corrupção na Fifa”

Obra tem versão traduzida para o português e foi lançada em junho nos EUA

Danielle Brant/Paulo Passos

Lançado nos EUA em junho de 2018, o livro “Red Card: How the U.S. Blew the Whistle on the World’s Biggest Sports Scandal” (“Cartão Vermelho: Como os EUA Revelaram o maior Escândalo Esportivo Mundial”), do jornalista Ken Bensinger, relata com detalhes o escândalo de corrupção da Fifa, revelado em 2015.

A exclusividade para a publicação no Brasil foi comprada pela Globo Livros, editora do Grupo Globo, em 2015, quando a obra ainda estava em produção. O lançamento no país era previsto para maio, antes da Copa do Mundo, mas foi adiado. Há uma versão em português da obra, que é vendida em Portugal desde junho.

“É muito estranho, porque eles compraram, me pagaram, uma pessoa da Globo mostrou a meu agente o manuscrito em português, e era para ser publicado em maio, em junho, em julho, e nunca foi publicado”, afirma Ken Bensinger à Folha.

Dona de direitos de TV de torneios da Fifa, a Globo é citada quatro vezes no livro. Em duas, o grupo aparece quando J.Hawilla é perfilado.

O empresário —morto em 2018— foi delator na investigação das autoridades americanas. Ele admitiu ter pago propina para dirigentes na compra de direitos de transmissão de torneios da Fifa e da CBF.

Ao contar a história de Hawilla, o livro cita que ele trabalhou na Globo, primeiro como repórter e depois como chefe do departamento de Esporte da emissora, nas décadas de 1970 e 1980.

Em outro trecho, Bensinger informa o quanto a Globo pagou à Fifa pelos direitos de TV das Copas do Mundo de 2010 e 2014. Segundo o autor, a emissora desembolsou 340 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,4 bilhão).

Na quarta referência à emissora, a obra reproduz o depoimento de Alejandro Buzarco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias, na Justiça dos Estados Unidos.

Em novembro de 2017, ele afirmou que a Globo e o grupo mexicano Televisa pagaram propina a um dirigente da Fifa durante negociação para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo.

“Recentemente meu agente ligou para um responsável da Globo Livros, e eles disseram que meu livro menciona a Globo, mas não muito, só um pouco no final. Mas eles disseram que não querem publicar até o caso criminal ser encerrado”, diz Bensiger.

As declarações sobre as supostas propinas pagas pela Globo foram amplamente noticiadas na época. A emissora divulgou uma nota à imprensa em que afirmou “veementemente” que “não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina”. (mais…)


Em entrevista no Uruguai Arrascaeta diz que ganhar do Atlético facilitou a convivência dele com a torcida do Cruzeiro

Para quem conhece a rivalidade ele não falou nada demais. Uma obviedade para quem conhece o futebol mineiro e brasileiro. Mas isso valoriza o clássico lá fora e o nosso estado. Nem todos os jogadores famosos fazem isso em relação a clubes por onde passaram. Ronaldo, ex-Cruzeiro, por exemplo, nunca deu a menor importância para o passado dele aqui. Pelo contrário, deu foi entrevistas negativas.

Arrascaeta falou da vida pessoal e profissional dele ao jornalista Rodri Vázquez, em programa da DIRECTV Uruguay‏ @DIRECTVUy, quarta-feira, que anunciou antes: “Hoy desde las 21hs en una nueva edición de #PuntoDePartidaDIRECTV te invitamos a conocer los inicios de @GiorgiandeA. Seguilo por #DIRECTVSportsUy (610U/1610U en HD) y online por DIRECTV Play. Conduce: @RodriVazquez95

Com os atalhos proporcionados pela tecnología ficou fácil se informar sobre tudo em qualquer parte do mundo. Vale a pena seguir este  jornalista e este canal televisivo do Uruguai.

O ex-jogador do Cruzeiro demonstra ter ótima formação familiar e escolar. É de uma pequeña cidade do oeste do Uruguai, a 315 km de Montevidéu e a 350 de Rosário, na Argentina: Nuevo Berlin, de 2.500 habitantes, fundada por alemães. Um resumo da entrevista dele:

“Un defecto es ser muy tímido, una virtud es que no le tengo miedo a nada”

“Defensor fue el equipo que me marcó más. Me brindaron todo para crecer como persona y futbolista. En el 2014 armamos un grupo bárbaro, fue fundamental, para llegar a donde llegamos en la Libertadores”

“Me gustaría jugar en España. Jugar en el Barcelona me encantaría”

“Me tocó ganarle un campeonato a Atletico Mineiro, el clásico, hice goles clásicos, cuando llegué a Cruzeiro la gente me recibió excelente y eso hizo que todo fuera más fácil para adaptarme”

“Hay una historia que nadie la sabe, antes de llegar a Defensor estuve una semana entrenando en Danubio, me dijeron que no podía jugar porque era de físico chico y me volví a Nuevo Berlín, al año siguiente vine a Defensor”.


E assim segue o futebol, com a credibilidade cada vez mais em baixa!

Em Montevidéu, Arrascaeta concede entrevista a @DIRECTVUy ao jornalista @RodriVazquez95

Numa guerra, a primeira vítima é a verdade”. Essa frase foi usada pelo jornalista Carlos Brickmann num artigo para o Observatório da Imprensa na edição 497 de maio de 2008. Pronunciada pelo senador americano Hiram Johnson, que certamente devia ser leitor do filósofo grego Ésquilo, que disse, antes de Jesus Cristo nascer, que na guerra, a verdade é a primeira vítima.

Todo este preâmbulo para dizer que essa história da ida do Arrascaeta para o Flamengo não está bem contada. O jogador chega com o empresário dele a Belo Horizonte no dia da reapresentação do time e não vai treinar. Se reúne com o diretor de futebol do clube, diz que tem uma proposta do Flamengo e depois volta para o Uruguai. Não sem antes escrever no twitter que ele e o empresário foram ameaçados, que os números dos telefones deles foram divulgados e que ele estaria correndo riscos na capital mineira a partir daquele momento. Ao mesmo tempo em que o diretor do Cruzeiro chama o empresário do jogador de bandido.

Ora, ora! Então, a partir dali deveria se instalar uma guerra entre clubes, jogador e empresário, já que um contrato estava sendo rompido unilateralmente. Imprensa e torcida se mobilizaram, muito disse-me-disse e menos de uma semana depois entra um novo empresário na parada, que representa o clube numa reunião na capital uruguaia junto com um diretor do Flamengo e o negócio foi fechado. Paz no céu, na terra, na Toca e no Ninho do Urubu! E todos saíram felizes para sempre, com muito dinheiro no bolso.

A única parte que não ficou satisfeita foi a que mais interessava e que não teve os seus interesses bem defendidos: a torcida do Cruzeiro, cujo time fica seriamente desfalcado.

E assim segue o futebol, com a credibilidade cada vez mais em baixa!

No artigo para o Observatório da Imprensa o Carlos Brickman prosseguia: “… A guerra não precisa ter tiros: pode ser também guerra ideológica. E a mentira não precisa ser completa (embora às vezes seja, como um diálogo inventado, e divulgado como se fosse real, entre um delegado e seu prisioneiro): às vezes, basta caprichar no destaque e um texto que pode ser ou não verdadeiro, publicado numa revista estrangeira de posição partidária definidíssima, vira verdade divina e passa a provocar repercussões e explicações que, a propósito, também não são lá muito verdadeiras...”


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