No sábado, após a eliminação na segunda divisão mineira, o dono do Ipatinga, Itair Machado, chutou o balde e a situação na cidade, que já não era das melhores para ele, ficou mais complicada.
Segunda-feira ele deu uma entrevista pesada ao jornal Diário Popular, de lá, o que gerou especulações de que ele estaria criando clima para justificar uma possível transferência do time, de Ipatinga para Betim, onde já teria feito um acordo com o candidato a prefeito, Carlyle Pedrosa (PSDB). Se o mesmo ganhar e o PT ganhar em Ipatinga, com a Cecília Ferramenta, mulher do Chico Ferramenta, que está disparada na frente nas pesquisas, Itair faria o mesmo que o Ituiutaba fez, e virou “Boa” em Varginha.
* “Itair Machado dispara contra Governo Robson”
Dirigente do Ipatinga Futebol Clube afirma que existe ‘quadrilha’ na Prefeitura, por isso administração não estaria liberando dinheiro ao time
“Em Ipatinga, tem uma quadrilha. Inclusive existem rádios que são proibidas de entrevistar a gente porque recebem verba da Prefeitura”, disparou o dirigente do Ipatinga
IPATINGA – Após a vitória do Ipatinga sobre o Marmoré neste sábado (11), em rodada válida pelo Campeonato Mineiro Módulo II, o que deveria ser uma entrevista para falar sobre a atuação dos jogadores na partida, acabou virando um ‘torneio’ de acusações proferidas pelo presidente do clube, Itair Machado.
Durante pronunciamento a várias rádios locais, que transmitiram ao vivo as declarações do dirigente do Ipatinga Futebol Clube, Itair fez duras acusações ao prefeito Robson Gomes (PPS) e integrantes do primeiro escalão. Ele afirmou que a cidade não merece o time que tem.
“Em Ipatinga, tem uma quadrilha. E inclusive tem rádios que são proibidas de entrevistar a gente porque recebem verba da Prefeitura. Eles são proibidos porque não podem falar mal do poder público”, declarou Itair.
PREFEITO
Ainda segundo o presidente, quem governa o município não é o prefeito eleito. “Quem é prefeito aqui é o Roberto Carlos, de Coronel Fabriciano. O Ipatinga tinha dois clientes querendo comprar o espaço na camisa do clube, e não vendemos porque o espaço foi negociado com a Prefeitura. Mas o Roberto Carlos chegou e cortou o dinheiro que seria do Ipatinga”, afirmou.
O nome citado pelo dirigente é de um ex-diretor da Univale Transportes. Ele disse ainda que não tem medo do Roberto Carlos.
Não é a primeira vez que o nome de Roberto Carlos vem à tona envolvendo a Prefeitura de Ipatinga. Ele foi relacionado às eleições do Legislativo em Fabriciano, no início deste ano, como o homem “que tentou comprar o voto de vereadores”. O vereador Francisco Lemos, que acabou reeleito presidente com o apoio do PT, denunciou o esquema um dia antes da votação.
“Se ele mandar me matar, eu não tenho medo dele. Eu tenho família, mas se eu morrer já tem dez pessoas pra matar ele. O Ipatinga vai fazer denúncias. Eles não querem que arrume dinheiro para publicidade do clube, porque tem que pagar veículos da imprensa. Mas R$ 1,8 milhão para Liga de Desportos de Ipatinga (LDI), eles podem pagar. Se eles me rebaterem, tenho detalhes minuciosos pra falar depois”, disparou.
SECRETÁRIO
Outra queixa do presidente do Ipatinga Esporte Clube foi quanto à escolha do próximo secretário de Cultura, Esporte e Lazer. Itair garantiu que caso o prefeito Robson Gomes (PPS) nomeie alguém indicado pela LDI, o time vai deixar de jogar no estádio da cidade.
“Se o prefeito nomear o secretário de Esportes que a Liga quer, o Ipatinga não joga mais no Ipatingão. Vamos aproveitar que estamos sem dinheiro mesmo e vamos sair do campeonato. E vai ter troco, se nomear o secretário, porque o Ipatinga vai denunciar muita coisa”, ameaçou.
Vereador propõe ação para investigar verbas do esporte
Ipatinga – Com base nas declarações dadas por Itair Machado, o vereador petista Sebastião Guedes afirmou ao DIÁRIO POPULAR que vai protocolar nesta quarta-feira (16), na Vara da Fazenda Pública, uma ação cautelar de pedido de exibição de documentos
A intenção do parlamentar é pedir liminarmente que a Prefeitura Municipal repasse ao Judiciário os documentos referentes às verbas repassadas para a Liga de Esporte Especializado de Ipatinga (Liespe), Liga de Desportos de Ipatinga (LDI) e para o Ipatinga Futebol Clube.
“Vamos requerer que a Prefeitura apresente toda documentação referente às verbas pagas para a Liespe, LDI e para o Ipatinga. Seja a título de convênio ou publicidade, referente aos períodos de 2010, 2011 e 2012 até os dias de hoje”, explicou Guedes.
A ação vai requerer ainda que as entidades apresentem a documentação comprobatória da aplicação de recursos, tais como nota fiscal e cópias de cheques. “Eles vão ter que explicar como gastaram e para onde foram os recursos”, declarou o vereador.
CPI
Questionado se a documentação poderia ser usada para fundamentar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Guedes declarou que a medida não vai ser necessária.
“A partir do momento que estou propondo uma ação na justiça para recolher esses documentos, vai ficar a cargo da Justiça a conferência da documentação. Então tudo vai ser feito no âmbito judicial”, concluiu.
Senhores, desde ontem estou aqui em Salvador para o lançamento do novo caminhão Iveco Tector, mas já me preparando para retornar a Belo Horizonte.
Apesar da correria, estou muito satisfeito porque acabo de ser informado pelo amigo italiano Michelangelo Deodato, que foi lançado o livro do Paolo Rossi (aquele mesmo do Sarriá, 1982), em Turim, e que está sendo um sucesso de crítica e vendas.
Através de intermediação do Michelangelo, com o próprio Rossi e a autora da obra, a esposa dele, Federica Cappelletti, tive a honra de ser convidado para escrever a repercussão daqueles gols que ele fez e que eliminaram o Brasil da Copa da Espanha de 1982.
Entrevistei pessoas diretamente envolvidas naquele jogo e inseri opiniões pessoais e o que escrevi foi incluído na íntegra no livro, intitulado “1982 Il Mio Mitico Mondiale”.
Um prazer contar um pedaço importante da história do futebol mundial.
Vejam o meu trecho na obra do Rossi:
“Paolo Rossi: o artilheiro que o Brasil nunca esquecerá”
- Por Chico Maia
Lá se vão 30 anos que Paolo Rossi liquidou com o Brasil na Copa da Espanha e o trauma continua no país pentacampeão mundial de futebol. Certamente que nem o próprio Rossi e demais companheiros daquela seleção comandada por Enzo Bearzot, imaginam a profundidade das consequências daqueles 3 x 2 no Estádio Sarriá, de Barcelona, naquela tarde do dia 5 de julho.
No dia 18 de janeiro deste ano comemorativo dos 30 anos, a coluna “Planeta que Rola”, do “O Globo”, um dos mais importantes jornais do Brasil destacava: “Desde a nossa derrota na Copa de 82 e, principalmente, após a conquista do tetra, em 94, o torcedor brasileiro foi levado a crer que futebol bonito é sinônimo de fracasso, e que a força vale mais que o talento. Um engano que durou 30 anos, até surgir o Barcelona de Messi, que há três temporadas vem mostrando que vencer praticando o mais fino futebol-arte é possível. E está longe de ser fruto do acaso. O time de Pep Guardiola apenas segue uma cartilha básica: valorização das categorias de base, aposta em jogadores técnicos em vez de brutamontes que só sabem destruir, disciplina tática, posse de bola e vocação ofensiva. E assim realiza o sonho de qualquer um que gosta de futebol: ver um time que ganha e encanta ao mesmo tempo. Será que do alto da sua majestade de pentacampeão mundial o Brasil saberá aprender com o clube espanhol?”.
Referia-se à aula de futebol dada pelo Barcelona sobre o Santos na final do Mundial Interclubes, em Yokohama/Japão, no mês de dezembro de 2011.
A dor de Luizinho
É quase uma unanimidade na imprensa e torcedores brasileiros e grande parte do mundo, que aquela seleção, dirigida por Telê Santana, foi a melhor montada no Brasil, depois da conquista do tricampeonato no México, em 1970, juntando-se com a equipe campeã na Suécia, em 1958, como as três melhores seleções da história do futebol do país.
E Paolo Rossi é o símbolo maior do que até hoje é chamada como a “Tragédia do Sarriá”, com os três gols que eliminaram a seleção de Telê, mandando os “canarinhos” de volta para casa.
Um dos responsáveis pela marcação de Paolo Rossi, era Luizinho, então jogador do Clube Atlético Mineiro, de Belo Horizonte. Hoje ele é Secretário de Esportes da cidade de Nova Lima e ainda lamenta o que ele chama de “fatalidade”, aquele encontro com a seleção italiana, com Rossi tão inspirado: “Ele estava iluminado naquele dia e quem joga ou já jogou futebol sabe que tem dia que não dá; que nada dá certo, e naquela tarde não ganharíamos de jeito nenhum. O Zico disse depois que se nós fizéssemos 10 gols o Paolo Rossi faria 11!”.
Hoje com 53 anos de idade, Luizinho afirma que foi um privilegio fazer parte daquele grupo e disputar a Copa da Espanha, mas que a dor foi muito grande na época e que aquela derrota representou um atraso na forma do futebol brasileiro jogar: “Se tivéssemos ganhado, o futebol brasileiro não teria abandonado a opção pelo ataque, pelo toque de bola, enfim, o futebol-arte, que felizmente foi resgatado agora pelo Barcelona, e reconhecido pelo seu técnico Pep Guardiola”.
Luizinho se refere à entrevista do treinador catalão, que após a goleada sobre o Santos, no Japão, declarou que o time dele pratica o futebol que os seus pais e avós diziam que antes era praticado pelos brasileiros.
Telê Santana
Telê Santana era um defensor ardoroso do futebol arte e do fair-play. Não gostava que seus jogadores cometessem faltas, não admitia pontapés e até aplaudia o adversário quando este o vencia, por méritos.
Foi o maior alvo das críticas da imprensa por causa daquela derrota; acusado de optar por um esquema muito ofensivo contra a Itália naquela partida, quando o empate bastaria para classificar o Brasil à fase seguinte.
Infelizmente Telê morreu no dia 21 de abril de 2006, em consequência de um Acidente Vascular Cerebral – AVC, do qual foi vítima 10 anos antes.
Mas o seu filho Renê estava presente nos hotéis e vestiários da seleção brasileira em 1982. Hoje com 56 anos de idade, ele também treinador de futebol, e reverencia Paolo Rossi. Acredita que ninguém jamais conseguirá explicar de forma convincente a mudança de comportamento e o crescimento da Itália, justamente contra o Brasil que tinha o futebol mais elogiado até então naquele Mundial, por todo o mundo: “Paolo Rossi foi fenomenal a partir daquele jogo. Era com o se estivesse dopado; não um doping químico, mas uma motivação particular de quem não vinha fazendo uma boa Copa e viu naquele jogo o momento único para se afirmar perante o seu país e ao mundo”, lembra.
Recorda também que o seu pai fora alertado pelo Zezé Moreira, experiente treinador brasileiro na Copa do Mundo de 1954, na Suiça, que a pedido do Telê, observou a Itália nos jogos anteriores para passar as informações para ele: “O Zezé recomendou cuidados com o Paolo Rossi, com a ressalva que ele não vinha jogando bem, mas que era um goleador nato, que se posicionava muito bem em campo”.
E mesmo com os alertas foi impossível parar Rossi, que destruiu a defesa e a reputação da seleção brasileira como favorita absoluta ao título de 1982.
Renê Santana lembra que Rossi impressionou pela movimentação em campo, com muita garra, oportunismo e roubadas de bola para buscar incessantemente o gol do Waldir Peres.
Renê conta também que logo após o fim da partida o sentimento era de revolta pela eliminação, porém, com o passar das horas o reconhecimento ao mérito de todo o time italiano foi unânime, com destaque para Paolo Rossi: “Naquele dia ocorreu uma coisa inédita, quando o meu pai chegava para a sala da entrevista coletiva, onde já se encontrava o técnico Enzo Bearzot, que foi muito gentil e se levantou para cumprimentá-lo. Neste momento, toda a imprensa presente, também se levantou e aplaudiu o meu pai, de pé, numa atitude rara no Brasil, de reconhecimento público a quem perde uma disputa”.
Ele se recorda também que o ônibus da delegação foi aplaudido pelas ruas de Barcelona, do Estádio Sarriá até o hotel onde a seleção estava hospedada: “Chegamos ao hotel e aí foram cenas inesquecíveis de emoção e lamentos. Alguns jogadores choravam, outros bebiam e se abraçavam, também chorando, lamentando, mas reconhecendo que aquele 5 de julho foi, por méritos, da Itália”.
Nessa entrevista que nos concedeu em Belo Horizonte, onde vive com a esposa Rafaela, Renê fez uma revelação interessante: por sugestão de Johan Cruyff, o Barcelona enviou um diretor ao Brasil para tentar contratar Telê Santana para substitui-lo, porque admirava a forma de os times dele jogar: “Eles chegaram a iniciar as negociações, mas logo em seguida o meu pai teve o AVC, e ficou impedido de trabalhar”.
Telê comandou o Brasil também na Copa de 1986, no México, sendo eliminado nos pênaltis pela França, de Michel Platini.
Ele voltou a encantar o mundo com o time do São Paulo, bi-campeão da Copa Libertadores da América e Mundial Interclubes, nas disputas contra o Barcelona em 1992 e Milan em 1993.
Eder
Outro importante jogador em campo naquele 5 de julho de 1982 foi o ponta-esquerda Eder, que na época também defendia o Atlético Mineiro.
Dono de fortíssimo chute, um dos melhores cobradores de penalidades da história do futebol brasileiro, ele sustenta que, com aqueles três gols contra o Brasil, Paolo Rossi influenciou não só os treinadores brasileiros, mas do mundo, na forma de escalar taticamente os seus times. “Jogávamos como joga hoje o Barcelona, sem guardar posições fixas, confundindo os adversários com movimentação intensa em campo. Eu teoricamente era ponta, mas jogava pelo meio, às vezes atuava como ala, e o Junior ia para o meu lugar; o Zico corria por todo o campo; o Cerezzo saia do meio e costumava cruzar para o Falcão ou outro companheiro marcar; era um time fantástico!”.
Eder lamenta que por causa daquela derrota para a Itália os treinadores passaram a pensar mais em jogar defensivamente, com a ordem de primeiro não sofrer gols, para depois, tentar marcá-los.
Eder lembra uma característica perversa da imprensa e dos torcedores no Brasil: “Aqui só interessa o primeiro lugar, pois ficar em segundo ou em último tem o mesmo valor”.
Hoje empresário e comentarista esportivo da Rede Bandeirantes, Eder ressalta que aquela seleção deixou tão boas lembranças que até hoje por onde ele vai, em qualquer parte do mundo, as pessoas falam bem e lamentam aquela derrota de 3 x 2 no Sarriá.
“Era o dia de Paolo Rossi e da Itália, cujo time jogou tanto quanto nós, mas que soube aproveitar melhor as oportunidades que teve, porque o Rossi se posicionava muito bem em campo e era um oportunista raro”, completa.
Como o Mundial de 2014 será no Brasil, a imprensa está com farto material sobre a história das Copas, com destaque especial para os 30 anos da Espanha’82.
E Paolo Rossi é nome tão conhecido no país quanto aos grandes craques que entraram para a história do futebol brasileiro.
Naquele Mundial a FIFA elegeu pela primeira vez o “Craque da Copa” e quem venceu foi justamente o nosso “carrasco” na “Tragédia do Sairrá”. No dia 31 de janeiro deste ano, o jornal O Globo dedicou a ele uma página inteira com a manchete: “Paolo Rossi, o rei de 1982 – O Bambino D’Oro que ofuscou o futebol-arte de Telê Santana, Sócrates, Zico & Cia”.
Notícia na edição de O TEMPO, ontem: “…a Justiça do Trabalho de Minas Gerais, determinou que o clube não pode utilizar garotos abaixo de 14 anos em suas peneiradas, devendo afastar os que já estejam treinando… para o Ministério Público do Trabalho esse tipo de ação fere a Lei Pelé e o Estatuto da Criança e do Adolescente…”
A notícia se referia ao Atlético, mas vale para o Cruzeiro, América e todos os clubes que querem formar jogadores.
A cada dia um segmento da população é prejudicado pelos excessos das leis brasileiras. No afã de “proteger” e garantir “segurança”, acabam abrindo espaço para câmbio negro, tráfico e todo tipo de marginalidade. O Estatuto do Torcedor, que na prática, não atende aos interesses de quem torce, só cria restrições e desencoraja as pessoas de ir aos estádios. A parte boa da legislação, que determina que os flagrados em delitos nas arquibancadas sejam proibidos de ir aos jogos do seu time por determinado período, não é cumprida.
Eu, e certamente a maioria da minha geração, comecei trabalhar com 11 anos de idade, escrevendo no “Jornal do Centro de Minas”, em Sete Lagoas, mas o meu sonho mesmo era ser jogador de futebol. Aos 13 era repórter da Radio Cultura, e aos 18 estava cobrindo o América, pela Rádio Capital, em Belo Horizonte.
Hipocrisia
De uns anos para cá crianças, nem tão crianças assim, foram proibidas de trabalhar, em qualquer atividade, como se isso fosse a solução para a incompetência do país em garantir a elas o mínimo exigido pela Constituição Federal.
A aplicação da lei ao pé da letra está ceifando o sonho de milhares, ou milhões de crianças, cujo maior sonho é se tornar jogador de futebol. Os clubes estão proibidos de realizarem os testes, chamados de “peneiradas”, e ameaçados de processos.
Sonhos
Não passei no teste para me tornar goleiro do Atlético, mas me realizei como jornalista ligado ao esporte. De lá até aqui, foram sete coberturas de Copas do Mundo, estou indo para a quinta Olimpíada, em Londres, e vou cobrir a Eurocopa, na Polônia e Ucrânia, que começa dia 8 de junho.
E tudo começou com aquele sonho que toda criança tem, de ao menos fazer um teste em um grande clube.
Inclusão
O esporte, futebol principalmente, é um dos maiores meios de inclusão social desse país miserável e injusto. Ao não poderem nem tentar realizar o seu sonho, incontáveis crianças vão abastecer o tráfico de drogas e a criminalidade em geral.
O Ministério Público do Trabalho tira as crianças do futebol e as coloca à disposição da arregimentação dos bandidos.
E assim caminha o Brasil.
Otimismo
- Celso Roth foi a melhor escolha que o Cruzeiro poderia fazer. Sabe armar times competitivos com elencos limitados e sem grandes investimentos. Seus times nunca passam nem perto do rebaixamento.
- Confio piamente na volta do América à Série A 2013 e o time já começa a disputa da B c
* O ex-atacante Euller é o convidado do “Programa do Sócio” que vai ao ar às 23h de terça-feira, dia 22, no Premiere 24h. Jogador de muita habilidade e velocidade, Euller Elias de Carvalho começou e encerrou a carreira no América, onde ganhou seu primeiro título estadual, em 1993. O “Filho do Vento”, como era chamado, foi destaque na equipe que levou o Coelho de volta à primeira divisão do campeonato estadual e ao título da série C do Brasileirão. Euller se despediu dos gramados em 2011.
O bom de eventos como estes, de lançamentos de novos uniformes, é a oportunidade, cada vez mais rara, de reencontrar tantos companheiros da imprensa num só local, com tempo, e botar a conversa em dia.
O Automóvel Clube ficou pequeno para tanta gente do mundo futebolístico, mas foi uma grande festa.
Mais tarde vou passar informações das mais conversas que tive lá, porém, no momento, o tempo me permite dizer que a especulação em torno de uma possível ida do Mário Henrique o “Caixa”, da Itatiaia, para o Rio de Janeiro, pode deixar de ser especulação e tornar-se realidade.
Com a ida do José Carlos Araújo, da Globo para a parceria Band/Bradesco (a nova rede de rádio, só de esportes), o Luiz Penido, que era o locutor carro-chefe da Tupi, foi para o lugar do “Garotinho”, e a Tupi deverá fazer uma proposta ao Caixa.
Ele disse que não sabe de nada, que só ouviu esses boatos, mas estava igual a jogador de futebol, que nega e depois assina contrato com o “especulador”.
A ex-Miss Brasil Natália Guimarães, desfilando com a nova camisa do Galo.
Hoje cedo até me assustei ao ver o Chico Pinheiro, apresentando, ao vivo o “Bom Dia Brasil”, dos estúdios da Globo Rio.
Ele foi o mestre de cerimônias ontem, ficou no Automóvel Clube até umas 23 horas, e de madrugada já estava na emissora.
Trem de doido!
Foto postada pelo Igor Tep no twitter dele
Prazer de assistir a cerimônia, e depois tomar um chá com torradas, ao lado do Igor Tep Assunção, do conterrâneo Gilbert (que é de Pompéu, da grande Sete Lagoas, portanto) e do Cristiano Junqueira, o “CJ Pepilo”, da Rádio 98 FM.
* ”Cruzeiro já tem novo treinador: diretoria anuncia Celso Roth”
Técnico passou duas vezes pelo futebol mineiro, ambas pelo Atlético
Acabou o mistério. Em entrevista coletiva na Toca da Raposa II, o diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, divulgou que Celso Roth é o novo técnico celeste. O gaúcho, de 54 anos, chega para assumir o lugar de Vágner Mancini, demitido após a eliminação na Copa do Brasil diante do Atlético-PR.
Natural de Caxias do Sul, Roth, que já passou pelo Atlético-MG em 2003 e em 2009, começou no futebol como zagueiro. Foi também preparador físico, antes de se tornar treinador. Além do Galo, o treinador passou por grandes equipes do futebol brasileiro, como Flamengo, Botafogo, Sport, Vasco, Santos, Palmeiras, Internacional e Grêmio.
- É um treinador que arruma a casa. É uma pessoa que tem tudo para agregar valor ao Cruzeiro. A princípio, ela virá até o fim do ano. Mas somente amanhã ele estará em Belo Horizonte para assinar e definir detalhes. Ele confidenciou que era um desejo muito grande trabalhar aqui. Está muito motivado. Conhece o elenco. Já conversamos muito sobre isso. Ele era um dos nomes. Tentamos muita coisa. Mas, na verdade, com muita tranquilidade, conseguimos acertar. O Cruzeiro precisa de pessoas que queiram trabalhar aqui. Esse é o caso do Celso Roth – afirmou Alexandre Mattos.
No futebol mineiro, em duas passagens pelo Atlético-MG, Celso Roth acumulou bons números, mas não conquistou título. Em 2003, em 40 jogos, o treinador teve 22 vitórias, 11 empates e apenas sete derrotas. Um aproveitamento de 64,2%.
Já em 2009, teve a chance real de ganhar o Campeonato Brasileiro. Porém, após cinco derrotas consecutivas no fim da competição, o Galo caiu na tabela e perdeu a oportunidade de brigar até mesmo por uma vaga na Taça Libertadores. Em 40 jogos, foram 17 vitórias, dez empates e 13 derrotas, com um aproveitamento de 55%.
Em 2011, ele dirigiu o Grêmio na reta final do Campeonato Brasileiro e classificou o clube gaúcho para a Copa Sul-Americana de 2012.
Ficha do treinador
Nome completo: Celso Juarez Roth Data de nascimento: 30/11/1957 (54 anos) Local de nascimento: Caxias do Sul-RS Clubes: Al Qadsia-KUW (1988/1990), Indonésia Sub-21 (1990/1991), Qatar Sub-21 (1991/1992), Al Etehad-KUW (1992/1993), Internacional-RS Sub-21 (1993/1994), Al Ahli-EAU (1994), Brasil-RS (1995), Juventus-SC (1996), Esportivo-RS (1996), Caxias-RS (1996), Internacional-RS (1997/1998), Vitória-BA (1998), Grêmio-RS (1998/1999), Sport-PE (2000), Grêmio-RS (2000/2001), Palmeiras-SP (2001), Santos-SP (2002), Internacional-RS (2002), Atlético-MG (2003), Goiás-GO (2004), Flamengo-RJ (2005), Botafogo-RJ (2005), Vasco-RJ (2007), Grêmio-RS (2008/2009), Atlético-MG (2009), Vasco-RJ (2010), Internacional-RS (2010/2011) e Grêmio-RS (2011) Títulos: Campeonato Gaúcho (1997/1999), Copa Sul (1999), Copa do Nordeste (2000) e Taça Libertadores (2010)
Vamos a uma geral sobre fatos atuais, que têm a ver com todos nós, baseados em assuntos levantados por companheiros bons de serviço e de credibilidade na imprensa.
Antes, lamento que o América perca o Moisés, mas tudo indica que não haverá jeito de segurá-lo, pelo que conversei com um dirigente americano ontem.
Hoje tem lançamento da nova camisa do Atlético e amanhã o presidente Alexandre Kalil viaja para a Europa. Creio que os atleticanos não devem ficar muito esperançosos que ele consiga contratar o Fórlan, pois o uruguaio disse que quer ficar mais uma temporada na Inter.
A respeito do Celso Roth no Cruzeiro, falo na sequência.
De Brasília o Renato Alves, do Correio Braziliense twittou:
“Pontos de ônibus de Brasília ganharão internet wi-fi http://bit.ly/KihIF5 via @cbonlinedf ou: internet chega antes dos onibus…”
- E eu comento daqui: até ponto de ônibus de Brasília tem wi-fi, e o novo e milionário estádio Independência, “de primeiro mundo”, não oferece este serviço ao público e nem para a imprensa.
Vida que segue!
- Em Belo Horizonte o Igor Assunção, da 98 FM, acendeu uma ótima discussão em torno do Celso Roth, novo técnico do Cruzeiro:
“Carini; C.Alberto, Werley, J. Luiz e T.Feltri; Jonílson, Correa, M.Araújo e Ricardinho; Éder Luís e Tardelli. Galo do C.Roth em 2009…
…Time tinha inda Evandro, Renan, Renteria, Serginho, Júnior e outros mais…
…Esse grupo era muito melhor que o do Cruzeiro atual? Acho que não. Roth sabe trabalhar com grupos limitados, monta times competitivos…
…Tem certa mania de perseguição por parte da imprensa, com ele não tem “resenha” depois das coletivas, mas é trabalhador…
…Para o atual grupo cruzeirense, acho que é um dos mais indicados. Ainda mais se não forem contratações de muita qualidade”
- Concordo totalmente com o Paulo Galvão, e quem me acompanha há mais tempo sabe que sempre elogiei o trabalho do Celso Roth, especialmente em situações como essa vivida pelo Cruzeiro: sem dinheiro para grandes contratações; sem tempo para remontar um time; sem querer correr risco de rebaixamento, e ainda na expectativa de beliscar uma boa posição, até surpreendente no Brasileiro.
Já fui muito xingado por atleticanos que, em grande parte, talvez maioria, não gostam do trabalho dele.
Com ele, o Atlético fez as melhores campanhas no Brasileiro por pontos corridos e em momento algum correu risco de rebaixamento.
E nessa fase de “Raposas magras” vividas pelo Cruzeiro, ele é ótima opção.
- Um trecho da excelente coluna do Fernando Rocha, no Diário do Aço, de Ipatinga:
“Aqui, nos nossos grotões, costuma-se dizer que “reunião só depois de tudo resolvido”. Então, se era para ouvir de Adílson Batista um sonoro “não”, foi um desperdício de tempo e dinheiro a viagem até Goiânia dos diretores do Cruzeiro, José Maria Fialho e Alexandre Mattos. Outro aspecto dessa negociação, que demonstra a queda de prestígio e poder de fogo atualmente do Cruzeiro, foi o fato de ter sido preterido em favor de um clube da prateleira do meio prá baixo no cenário do futebol brasileiro.”
- Pois é!
Esse papo de não largar o Atlético-GO por “questão ética”, é conversa fiada. Se fosse isso, o Adilson teria descartado o assunto logo na primeira conversa, por telefone, semana passada, evitando que os dirigentes do Cruzeiro viajassem até Goiânia.
O que pegou mesmo foi a tal multa rescisória, que o Cruzeiro se recusou a pagar.
Outras duas notas da coluna do Fernando Rocha:
“Lamentável em todos os aspectos o fracasso do Ipatinga, que não conseguiu se classificar para retornar à elite do futebol estadual em 2013. A derrota para o Araxá dentro do Ipatingão e os dois empates fora de casa levando gols nos instantes finais diante da Tombense e novamente do Araxá, foram determinantes para o fiasco acontecer. Nesta sexta-feira, 21hs, o Tigre estréia na Série B do Brasileiro contra o ABC de Natal no Ipatingão e as expectativas não são as melhores.· O jornalista Juca Kfouri fez ontem um questionamento pertinente no seu blog: ”De norte a sul, de leste a oeste, há campeões estaduais comemorando até agora seus títulos conquistados ontem.(…) Está tudo muito bem, está tudo muito bom, foram bonitas as festas, pá, mas, e agora José, o que será da esmagadora maioria dos clubes que só tem estes campeonatos estaduais para sobreviver? Esta é a resposta que nem a CBF nem as federações dão e que os clubes, mesmo à míngua, não têm coragem de cobrar”.
- É! Tanta gente rogando praga no presidente Itair Machado, que não vai ser fácil retornar à prateleira de cima.
Outra coisa: o Ipatinga começou sua decadência quando, depois de ganhar um Mineiro e ser vice em outro, achou que, que já tinha luz própria e que não precisaria mais ficar sob as asas do Zezé Perrella e as então gordas tetas do Cruzeiro.
Quando aos campeonatos regionais, continuo defendendo mudança radical na fórmula de disputa e a volta das Copas regionais, como a Sul-Minas, por exemplo.
- Li no Superesportes:
“Atlético aguarda desligamento de Junior César do Flamengo para anunciar lateral – Troca por Dudu Cearense foi cogitada, mas não chegou a ser sacramentada”.
Perguntei a dois dos maiores especialistas em Flamengo que conheço sobre este jogador.
Waldívio e Walmisson Almeida responderam a mesma coisa: “Excelente para marcar, mas que ninguém espere que ele vá ajudar o ataque, porque apoiar não é a praia dele”.
Obrigado ao Luiz Renato Rocha que enviou a seguinte mensagem:
“… E o Chico, no seu intuito de sempre bem informar, anunciou que o canal Premiere transmitiria ao vivo hoje, segunda-feira, dia 14 de maio, a festa de encerramento do Campeonato Mineiro.
Eu fiquei na minha e com muito receio do Chico ter nos passado uma informação inútil, pois sou cliente da Net e sei que ela costuma pisar muito na bola com seus clientes.
E pisou feio na bola, mais uma vez…
Esqueceram de liberar o sinal no canal 128 pra transmitir a festa.
HA HA HA… Eu sabia! É muita incompetência. Sou assinante e sabia que o sinal não seria liberado. Se fosse liberado ficaria muito surpreso.
Liguei pra falar com os atendentes e falei com 2. Meu Deus! Quanto despreparo e incompetência. Eles eram de outro estado e estavam mais perdidos do que o time do América na final de ontem. Desisti de insistir na liberação do sinal e fui ver a festa no portal da Globo na internet.
Portanto, Chico, toda vez que você passar uma informação envolvendo a NET sempre faça uma ressalva, pois a incompetência e negligência da NET acabam por comprometer a sua credibilidade.