Blog do Chico Maia

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Galo respeitou demais o Colón e tomou virada por causa de seus próprios erros

Di Santos (direita) mostrou pelo menos muita vontade e ajudou na marcação enquanto teve fôlego. Foto Conmebol

O Atlético fez um bom primeiro tempo e parecia que voltaria com um resultado satisfatório de Santa Fé. Chará marcou um gol “esquisito”, em que o zagueiro tentou tirar da área, chutando a bola na pena dele. Mas como dizia o artilheiro e filósofo Dadá Maravilha, “não existe gol feio; feio é não fazer gol”. Como era de se esperar o Colón voltaria pressionando e conseguiu o empate aos cinco minutos. O jogo voltou a ficar equilibrado, com os dois times arriscando pouco e aos 46 veio o gol da virada argentina.

Os gols que o Atlético tomou mostram a fragilidade crônica do sistema defensivo. O primeiro, novamente de bola cruzada na área com a lentidão e desatenção de quem deveria marcar e cortar para que Escobar não empurrasse para as redes. O segundo, bobeira do Otero, que tomou drible infantil a jogada que originou o gol de Luiz Rodrigues. Zé Wellison é muito fraco para jogar no Galo; Fábio Santos não aguenta 90 minutos; Alerrandro entrou mal no lugar do Di Santos, que pelo menos se movimentava na área, dava caneladas e ajudava na marcação. Cazares parecia cansado no segundo tempo, mas Otero, que o substituiu, parece que já entrou cansado.

Na coletiva depois do jogo o técnico Rodrigo Santana falou igual aos comentaristas que têm soluções para todos os problemas, porém, na prática, apenas mais uma derrota, a sexta, em oito jogos.

O jogo da volta será dia 26, quinta que vem, no Mineirão. Vitória por 1 a 0 garante o time na final. Dureza será marcar um gol e não tomar nenhum.


Derrota do Corinthians serve como alerta para o Galo, que não terá moleza contra o Colón

Tão logo ficaram definidos os adversários das semifinais da Copa Sul-Americana começaram as projeções na imprensa de uma possível final entre Atlético e Corinthians. Mas a realidade dos brasileiros mostra que a situação não é tão simples assim. O equatoriano Independiente Dell Vale e o argentino Colón não são tão famosos no continente, mas têm times competitivos e acima de tudo muita garra. O  Corinthians tomou 2 a 0 em casa e segundo o comentarista Carlos Cereto, paulista, do Sportv, “…levou um passeio do Del Valle em Itaquera e nada sugere que irá conseguir reverter o resultado em Quito…”.

Pois é! Expectativa em torno do comportamento do Atlético esta noite em Santa Fé. Sob Rodrigo Santana o time fez alguns jogos muito bons e outros abaixo da crítica. Essa inconstância e inconsistência impossibilitam qualquer prognóstico com margem alta de acerto. O jogador mais talentoso, principal responsável pela armação das jogadas é um irresponsável como profissional. Cazares é uma incógnita. A defesa terá o retorno de Igor Rabelo, e espera-se que Réver e Fábio Santos não falhem feio como falharam no vexame no Independência contra o Internacional. Jair é o desfalque que realmente conta.

Felizmente arrumaram um jeito de o Ricardo Oliveira nem viajar para esta partida e o treinador aposta no argentino Di Santos. Melhor com ele do que começar jogando com um a menos. Quanto aos demais, que podem resolver a parada esta noite, todos “vagalumes”, que acendem e apagam, dependendo do jogo. Imprevisíveis. Elias, Chará, Vinícius…?

Lamentavelmente Luan não tem mais condições físicas para aguentar futebol de alto rendimento e também ficou fora da delegação. Grande jogador, mas o futebol profissional exige tudo do corpo do atleta.

O Wallison.br Silva – Diamantina, questiona: “Caro Chico, bom dia!

A motivação maior de o Luan não viajar não seria por causa de uma confusão no vestiário?
Há informação que ele cantou o hino do Corinthians em alto e bom som.
Se for verdade, ponto para diretoria…”

Há controvérsias, caro Wallison; pode até ser; porém o Luan nem deveria estar mais no elenco de profissionais do Atlético. Nos últimos tempos ele só gera assunto fora de campo.

A maior lamentação que eu tive com um fim precoce de carreira por causa de problemas físicos foi do Reinaldo, um dos maiores craques que o futebol viu. Aos 28 anos.

Resta torcer para que esta escalação definida pelo treinador emplaque um futebol que garanta um bom resultado lá: Cleiton; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison; Chará, Elias, Vinicius e Cazares; Di Santo.

Técnico: Rodrigo Santana

Gabriel Torres, o maior algoz do Corinthians no Itaquerão, em foto do twitter.com/sulamericana


Pelos dois jogos e principalmente pelo conjunto da obra, merecidíssima conquista do Athlético-PR

Foto: twitter.com/AthleticoPR

Mais um título importante pelo segundo ano consecutivo. Ano passado foi a Sul-Americana, agora a Copa do Brasil. Não só pelos dois excelentes jogos que fez contra o Internacional, mas pelo trabalho de renovação, da aposta na própria base, incluindo o treinador. Um time jovem, com três mais velhos para compor o grupo. Muita velocidade e conjunto, sem medalhões enganadores ou ex-jogadores em atividade.

A partida final foi ótima, com lances de perigo de ambos os lados e a coroação com a jogada do Marcelo Cirino que deu o passe para o Rony fazer o segundo gol em pleno Beira Rio.


Modelo abandonado erroneamente por Atlético, Cruzeiro e América foi adotado com sucesso pelo Athletico-PR, que tem 13 jogadores da base na final da Copa do Brasil

Até os anos 1980 os maiores times do futebol mineiro eram formados por maioria das categorias de base, do próprio clube, ou do interior do estado e até mesmo dos maiores rivais da Capital (caso mais famoso é do Tostão, formado pelo América). Além do celeiro mineiro de ótima qualidade, os clubes não tinham fortunas para sair contratando e eram obrigados a valorizar e trabalhar com muita atenção nas suas bases. A partir dos anos 1990, principalmente com a chegada da Lei Pelé, que passou a beneficiar os empresários e “procuradores” dos jogadores tudo mudou, para pior. Os clubes passaram a encher de funcionários os departamentos de base, muitos de outros estados, que passaram a privilegiar atletas fora das fronteiras de Minas, onerando o clube e tornando este trabalho da base um mistério. E pior, sem revelar jogadores, nem perto do que era antes. A última experiência de aposta na base e uma espécie de time “aspirante” foi do Atlético na parceria com o Democrata de Sete Lagoas, em 2009/2010. Se destacaram no Jacaré, simplesmente Bernard e o zagueiro Jemerson. Mas essa parceria só foi possível porque o então presidente Alexandre Kalil mandou que fosse feita, já que o diretor da base na época, André Figueiredo, achava que não seria possível. E principalmente Bernard, só teve oportunidade no profissional por Kalil mandou o então treinador Dorival Junior, observá-lo com atenção. Mas com atenção de verdade e não apenas deixar o rapaz dar uns três ou quatro treinos e dispensá-lo. Fui testemunha ocular desses fatos.

Hoje vemos Atlético e Cruzeiro nessa agonia, de times velhos, caros, capengando no Campeonato Brasileiro e altamente endividados. Aí nos lembramos que nesta quarta-feira o Athletico-PR vai decidir a Copa do Brasil contra o Internacional, tendo 13 jogadores formados em casa. Graças à coragem da diretoria que apostou e confiou neste tipo de trabalho. Vem disputando o campeonato paranaense, tão morto quanto o mineiro, assim como quase todos os estaduais, com time “aspirante”. De tão bem feito o trabalho, é o atual bicampeão estadual, revelando jogadores e até o treinador. E o Atlético ainda vai ao Paraná e contrata um goleiro de 35 anos de idade para jogar uma partida, em detrimento de um goleiro prata da casa, de 22 anos de idade.

Mais um fato muito importante: a final do paranaense deste ano foi disputada diante 29.160  pagantes, quase todos torcendo pelo Athletico-PR contra o Toledo. Ou seja, os “aspirantes” quando chamados a jogar no time principal não sentem mais tanto a pressão daqueles que não estão acostumados a jogar com grandes públicos.

Confira um pouco dessa história nessa reportagem do Globoesporte.com:

* “De Santos a Khellven: projeto dá resultado, e Athletico tem 13 jogadores da formação na final”

Athletico tem nove pratas da casa e outros quatro jogadores com passagem pelo time de aspirantes no elenco; jovens tentam ajudar o clube a levantar o título da Copa do Brasil de 2019 (mais…)


Parecia que time reserva era o Atlético e o jogo disputado no Beira Rio

Foto: twitter.com/SCInternacional

Cinco derrotas consecutivas. Nenhum ponto em 15 disputados. Hoje, de novo um time apático, preguiçoso e desinteressado na partida. O placar ficou até de bom tamanho já que os reservas do Internacional tiraram o pé do acelerador depois que fizeram o terceiro gol.

Disse o Paulo F. aqui no blog “…a definição de insanidade é fazer as mesmas coisas esperando resultados diferentes. Uma derrota atrás da outra e o treinador continua insistindo com esses cabeças de bagre. Um jogador que dá uma entrevista falando que sempre passa mal em jogo 11 horas devia ir pro banco refletir se ainda quer jogar bola…”

Na entrevista coletiva depois do técnico Rodrigo Santana  se mostrou tão perdido quanto o time em mais uma derrota absurda dentro do Independência. Cazares aprontou duas vezes na semana e foi “punido” ficando no banco de reservas. Ora, ora, punição que incomoda jogador é quando se mexe no bolso dele.

Neste caso do Cazares o treinador puniu foi o time que se tivesse começado com ele e Di Franco poderia ter obtido um resultado melhor. A insistência com Ricardo Oliveira é inaceitável. A mexida no intervalo foi catastrófica ao tirar o Martinez (muito ruim, diga-se), deixando Elias sozinho para cobrir a defesa, composta por jogadores velhos, que não aguentam noventa minutos de alto rendimento, ainda mais com o sol das 11 horas.

Nem gastarei espaço aqui falando do elenco atleticano porque é este que o clube tem. Agora é começar a pensar em 2020 e lutar para chegar aos 45 pontos e escapar do risco de rebaixamento.

Vai enfrentar o argentino Colon pela Sul-Americana, quinta-feira, cujas principais características são a vontade e correria. A frigideira está que não aguenta de tão quente e a batata do Rodrigo Santana está assando, quase passando do ponto.


Cruzeiro fez o seu pior primeiro turno no Brasileiro na era dos pontos corridos

Pelas entrevistas de jogadores e comissão técnica o time se deu por satisfeito por perder só de 1 a 0.

O Globoesportecom destacou: “Cruzeiro amarga a pior campanha de 1º turno do clube no atual formato do Brasileirão: http://glo.bo/2NeRuOL

Alberto Rodrigues, da Itatiaia, postou essa foto em sua página no twitter, feita antes do jogo no Allianz Arena: @maisvibrante “0 encontro dos narradores em São Paulo, Jota Júnior do Sport TV, Rogério da Band e o Pequetito da Super.”


Palmeiras x Cruzeiro: para afirmação do Rogério Ceni ou da confirmação do Mano Menezes

Mano e Ceni em montagem de hoje no www.otempo.com.br/superfc/

A 19ª rodada do Brasileiro, neste fim de semana, tem Flamengo x Santos, hoje 17 horas, líder com 39 pontos, contra o vice líder, 37, mas Palmeiras x Cruzeiro, também hoje, 19 horas, na casa palmeirense, apresenta atrativos especiais. É a chance do Mano Menezes acabar com o ranço que resta de alguns setores da torcida com ele. Vem de duas vitórias consecutivas, jogando bem: 2 x 1 de virada contra o Goiás em Goiânia e, em casa, 3 x 0 no Fluminense. Caso vença, volta a brigar pela liderança do campeonato. Rogério Ceni também tem a oportunidade de dar um salto na carreira. Um vitória no Allianz Arena sacramenta seu poder no Cruzeiro e ele poderá apressar o projeto de limpar a área, mandando embora os jogadores problemáticos, com quem não quer trabalhar. Missão dificílima, já que ele tem enormes limitações no elenco, o oposto do Mano, que conta com um dos melhores grupos do futebol brasileiro. Edilson nem foi relacionado para este jogo, com toda razão. Será uma partida que exigirá da condição física de todos, e ele está fazendo hora extra em um clube que briga por títulos e exige alto rendimento.


Galo x Inter: no calor do Horto, uma vitória para evitar que a frigideira alvinegra comece a esquentar mais que o normal

Foto: www.arenaindependencia.net

Atlético x Internacional, domingo, 11 horas no Independência. Por causa da final da Copa do Brasil os gaúchos vêm com time reserva, o que aumenta a responsabilidade do Galo, que além de jogar em casa vem de inacreditáveis quatro derrotas consecutivas. Uma nova derrota esquentará demais a frigideira. O público aprovou este horário de futebol desde a primeira vez em que a Globo determinou isso, em 2015. Inclusive aos sábados, experiência mais recente. Atlético x Bahia, mês passado, teve quase 23 mil pessoas no Horto, para ver aquela palhaçada, desnecessária, de time reserva perdendo para o tricolor da boa terra.

Alguns jogadores não gostam do horário, principalmente os mais velhos. Fábio Santos é o que mais reclama: “Eu não gosto de jogar esse horário. Nunca gostei. Todo jogo que eu fiz às 11h, sempre passei mal. Não passo o dia bem, não gosto, sinto dor de cabeça. Treinamos essa semana toda de manhã para adaptar, ainda mais com esse calor, quem perde é o espetáculo.”

Pois eu acho ótimo e a maioria com quem converso sobre o tema, também. Ora, ora, um jogo de futebol afere tudo para apontar o vencedor, não apenas a qualidade técnica, individual ou coletiva de um time. As condições físicas e psicológicas, as estratégias dentro e fora de campo, fazem parte do pacote, que envolve a competência dos treinadores, fisicultores, dirigentes, enfim. No frigir dos ovos, o melhor preparado vence. O resultado dos treinos do dia a dia, aparece ou não. Exceção feita quando um árbitro, bandeirinha ou, agora o “vídeo manipulador de resultados”, VAR, influencia no placar. Aí, não tem jeito.

A Copa do Mundo de 1994 foi decidida num jogo que começou ao meio dia, sob quase 40 graus de temperatura. O Brasil venceu graças à competência de Taffarel, Romário e cia., em consonância com a incompetência de Pagliucca, Baggio e etecetera. Na condição física e placar, empataram no tempo regulamentar e prorrogação. Nos pênaltis o time do Carlos Alberto Parreira se mostrou melhor preparado emocionalmente para bater, defender e contar com o descontrole de Baggio, o melhor jogador italiano, que chutou nas nuvens.

Ao contrário do que avalia o Fábio Santos, o público ganhou. Emoção além dos 90 minutos num calor escaldante, mas quem tem de estar preparado e agüentar tudo isso em campo são os jogadores, cuja profissão é essa e são muitíssimo bem remunerados para isso. O horário do espetáculo precisa agradar é ao público, que paga para ver. No caso, horrível, para mim, é sábado ou domingo às 19 ou 20 horas.


Treinador do América é inteligente e não trocaria o Coelho, agora, pela Chapecoense

Felipe Conceição em foto do Mourão Panda, da assessoria de imprensa do América

O América só volta a jogar sexta-feira pela Série B, em Recife, contra o Sport. Resta a quem torce para o acesso americano ficar secando os concorrentes nesta 22ª rodada. Quanto mais empates, melhor. Saiu uma onda de que a Chapecoense estaria querendo levar o técnico Felipe Conceição, mas ele já disse que não sairia do Coelho agora. Só se fosse trouxa. Abandonar um começo brilhante de carreira no bem estruturado América para correr o risco de ficar marcado como o treinador que rebaixou a Chape?


CBF vai sortear carros para tentar atrair torcedores aos estádios, mas se esquece que o problema é o descrédito do futebol

Preocupada com o sumiço cada vez maior dos torcedores dos estádios, a CBF vai começar sortear carros para quem pagar e comparecer. Tudo para motivar é bom, porém, a entidade erra no foco principal do problema, que é o descrédito que vai tomando conta do futebol brasileiro, a começar pelas instituições que o comandam. O papel das federações estaduais e da própria CBF precisa ser revisto com urgência. Já passou da hora. Ninguém agüenta mais os campeonatos regionais na forma como são disputados. Difícil acreditar em boas intenções da implantação do VAR, que deveria acabar com as dúvidas, mas se tornou mais um elemento complicador, mesmo com toda a tecnologia.

Toda semana temos uma notícia desanimadora, que abala a credibilidade do futebol. Ontem, por exemplo, o presidente do STJD determinou a “não homologação”do resultado de Náutico 2 x 2 Paysandu, pela Série C,mas negou a paralisação do campeonato, cujas semifinais começam hoje. Série C. O árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden aprontou uma série de lambanças, que garantiram o acesso ao Náutico à Série B 2020, porém tudo pode mudar. O clube pernambucano, mais o Confiança (SE), Sampaio Corrêa (MA) e Juventude (RS) estariam já garantidos na B 2020, mas essa canetada do Tribunal pode alterar a situação. Ou seja: quem pagar ingresso nos jogos de hoje e amanhã pela C, poderá estar gastando com o que não valerá nada. Para onde vai a credibilidade do futebol e suas instituições?


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