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Fim dos estaduais é utopia, mas há solução possível

Imagem: www.superlutas.com.br

No post anterior o jornalista Fernando Rocha abordou este tema e também falou sobre a situação financeira do Atlético na coluna dele no Diário do Aço de Ipatinga.

Sobre o campeonato estadual tenho uma sugestão de solução que foi formatada pelas diversas opiniões de comentaristas aqui do blog: que a disputa seja nos moldes da Copa do Mundo, em um mês, reunindo os quatro primeiros colocados do ano anterior e 28 classificados que disputariam eliminatórias durante o ano quase todo. Com todo mundo no mesmo balaio, sem essas bobagens de Módulo I, Módulo II e Segunda Divisão.

Sobre dívida do Atlético e demais grandes clubes brasileiros a história é sempre a mesma: chegam a este ponto porque gastam mais do que arrecadam. Simples assim, mas raros dirigentes enxugam a folha de funcionários e do departamento de futebol. Jogam dinheiro pela janela com estruturas absurdamente inchadas. Contratam montes de pernas de pau ou ex-jogadores em atividade, profissionais complicados fora das quatro linhas ou sem condição física para atuar em alto rendimento. Não passam uma “lupa” ou um “pente fino” antes de bater o martelo e assinar o contrato. Também tem a história do prazo de duração de contratos. Jogadores em fim de carreira ou de qualidade duvidosa ganhando três, quatro e até cinco anos de contrato. Só pode dar errado!


Os estaduais na corda bamba e a aventada venda do Shopping do Atlético  

Foto: Sindilojasbh

A sempre muito boa coluna do Fernando Rocha no Diário do Aço de Ipatinga:

* “Ficam os dedos”

O assunto mais comentado durante a semana no âmbito do futebol estadual foi a declaração de um diretor da área financeira do Atlético, que ao detalhar as dificuldades que o clube enfrenta no momento, com salários dos jogadores atrasados há dois meses, sugeriu a venda da parte que sobrou de participação acionária do clube em um shopping da capital, visando o  equacionamento de dívidas urgentes.

O Atlético teria hoje um passivo de aproximadamente R$ 600 milhões, embora tenha renegociado com o governo federal a maior parte desse valor, que é referente a dívidas fiscais consolidadas.

Mas existem pendências com fornecedores, dívidas trabalhistas  em fase final de execução, além de vários milhões já pendurados no prego mais alto da Fifa, que pode lhe render pesadas punições a qualquer momento.

Resta-lhe 49% do shopping avaliado em R$ 300 milhões,- a outra parte de 51% foi vendida para custear parte da construção do seu futuro estádio-, mas para torrar tudo a diretoria atual vai precisar de uma nova autorização do Conselho Deliberativo do clube, o que não vai ser nada fácil embora em tese  tenha o apoio da  maioria dos conselheiros.

Diz o ditado popular que “vão-se os anéis, ficam os dedos”. Este é um dos argumentos usados por aqueles que defendem a medida sugerida pelo diretor alvinegro, mas há uma clara divisão da torcida a este respeito.

Fim da mamata 

No cenário nacional o tema mais comentado foi a declaração do polêmico cartola, Mário Celso Petraglia, o manda-chuva do Atlético-PR, de que a Rede Globo não estaria mais disposta, a partir de 2020, a patrocinar os estaduais.

A se confirmar a notícia poderá significar no futuro próximo o fim da mamata, que dá sustentação às obsoletas e arcaicas federações estaduais, e ganhou mais repercussão ainda, pelo  fato do cartola paranaense ser um inimigo declarado da atual direção da CBF, além de viver às turras com a Globo, contrário ao monopólio da emissora no tocante aos direitos de transmissão de TV.

Petraglia apoiou abertamente o presidente eleito, Jair Bolsonaro, de quem seria um dos principais interlocutores na área do futebol, e poderia no futuro liderar um movimento para a formação de uma liga independente, pondo fim à dinastia da CBF, que ficaria confinada a administrar apenas a Seleção Brasileira,  como acontece nos principais países da Europa. FIM DE PAPO

  • O fim dos estaduais poderá significar um golpe de morte para as federações estaduais, sustentadas com parte do dinheiro proveniente da venda dos direitos de TV. Com isso, abriria mais datas para as competições nacionais e internacionais, desafogando o nosso calendário. Mas não será da noite para o dia, já que há contratos em vigor para cumprir, como por exemplo os do nosso estadual, além do Gaúcho e o Paulista, que só terminam em 2021.  No Rio de Janeiro, Globo e Federação local têm contrato até 2024. Já o acordo feito em separado com o Flamengo termina em 2019.
  • A direção da Globo não mencionou o nome de Mário Celso Petraglia em sua nota explicativa sobre o assunto, mas não desmentiu a sua afirmação sobre o fim dos estaduais. Disse apenas que é preciso haver mudanças no atual formato de competições nacionais,  e que vai discutir o assunto no momento oportuno com as entidades e demais atores envolvidos.
  • Uma idéia comentada nos bastidores seria diminuir aos poucos as competições regionais, no famoso “jeitinho” brasileiro. Uma data a menos em um ano, outra no seguinte,  até acabar de vez com este monstrengo, que ocupa um terço das datas disponíveis do atual calendário de competições do futebol brasileiro. Mas essa idéia esbarra nos interesses do grupo Globo, que não estaria disposto a assinar novos contratos.
  • A direção da CBF depende do voto das federações para manter o poder e o domínio sobre o futebol nacional. As pressões dos cartolas que comandam essas entidades, verdadeiros cabides de emprego, que só existem aqui no Brasil, certamente já estão vindo de todos os lados, a fim de que não se concretize qualquer tipo de mudança. Aqui nos nossos grotões banhados pelo Rio Doce, é comum ouvir alguém dizer que se “o capim é bom, a moita verdinha, a vaca não sai do lugar de jeito nenhum”. (Fecha o pano!)
  • Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga

Atlético teve lampejo de bom futebol contra o invicto há 18 jogos e virtual campeão brasileiro

A amizade de Levir Culpi e Felipão registrada antes do jogo pelo Globoesporte.com

O grande jornalista Sérgio Utsch, atleticano, mineiro de Lagoa Santa, correspondente do SBT em Londres, twittou direto da terra da Rainha Elizabeth: ‏ @utsch “E eu aqui pensando que poderiam ser 18 pontos redondos nos 6 jogos que faltam. E que o time finalmente decolaria. E que jogaríamos a final da Libertadores em Santiago, no ano que vem. O #Galo é capaz de absorver toda a minha inocência e tudo o que me resta de otimismo.”

Pois é! Seis jogos sem vencer. Pelo menos fez um bom jogo contra o provável campeão Palmeiras esta tarde no Horto. Golaço do Elias, empate palmeirense num pênalti inexistente e a expectativa que o futebol apresentado hoje seja repetido nos próximos. Que a esperença do nobre Sergio Utsch não morra.

O Palmeiras faz uma campanha impecável, com 18 jogos de invencibilidade, sendo 13 vitórias e cinco empates. Felipão, pelo conjunto da obra, não merecia encerrar a carreira apenas com a lembrança dos 7 a 1 da Alemanha. Este título Brasileiro funcionará na história como uma volta por cima.

Lá do outro lado do mundo o Galo Australia‏ ressabiado deu duas ótimas twittadas: @GaloAustralia “Gabriel é melhor que o Maidana. Escrevi e sai em disparada….

… Só de não ter colocado o Denilson hoje o Levir já demonstrou ter conhecimento de 92% do elenco.”

Concordo plenamente, mas não precisa ter vergonha de achar Gabriel melhor que Maidana. É muito melhor e conta com a má vontade de muita gente. Talvez por ser da casa. Os medalhões que vem de fora contam sempre com mais paciência de parte da imprensa, que ainda faz a cabeça de parte da torcida.

Por falar em atacante, Ricardo Oliveira novamente há cinco jogos sem marcar um único golzinho. Andei mudando de canal pra espiar Boca x River e vi o Ábila de um lado e o Pratto do outro, com gols e muita raça.

Que coisa! E imaginar que o Galo negociou o Lucas Pratto com o São Paulo para ficar com o Fred! Péssimo negócio pra todos! Neste 2 a 2 com o Boca ele fez diferença, como fazia nos seus bons momentos com a camisa atleticana.

Foto/montagem do Hoje em Dia para ótima reportagem do Fred Ribeiro, hoje, sobre a final da Libertadores: https://www.hojeemdia.com.br/esportes/final-da-libertadores-entre-boca-jrs-e-river-plate-re%C3%BAne-os-pesos-pesados-pratto-e-%C3%A1bila-1.668452


Givanildo Oliveira poderá virar estátua caso consiga segurar o América na prateleira de cima

Trenador é aguardado em BH na manhã desta segunda-feira (Foto: América / Divulgação)

“Se Givanildo Oliveira conseguir manter o na série A prometo pagar e construir uma estátua dele na orla da Pampulha na entrada do CT Lanna Drumond. Que Deus abençoe Givamito!!!!

***

O Thiago certamente estava meio transtornado quando escreveu que a entrada do CT Lanna Drumond fica na “orla” da Pampulha. Pelejei aqui pra localizar isso, mas não consegui. Mas ele tem crédito. Americano de verdade, certamente estava “P” da vida quando twittou.

Do jeito que ficou a situação do Coelho até eu topo bancar esta estátua ou dividir os custos com ele. Uma estátua dessas, ao estilo daquela do Drumond em Copacabana custa caro toda vida. Obra do artista belorizontino Leo Santana.


América paga pelos erros estratégicos; Cruzeiro se diverte na reta final

Ao não evitar a saída do Enderson Moreira o Coelho iniciou a sua derrocada. Eu estava na Rússia, durante a Copa e não entendi nada que estava acontecendo, como até hoje. Deu no que deu! Derrota inacreditável em casa para o já rebaixado Paraná, que segundo o Thiago Reis, na Itatiaia esta semana, é o “bônus” do Brasileiro. Hoje foi algoz e carrasco.

O Cruzeiro se divertiu no cumprimento da tabela em Curitiba. Perdeu de 2 a 0 e ri até agora ao ver o Galo sendo passado para a 7ª posição, justamente para quem o derrotou sem grandes dificuldades hoje. Vale a velha e surrada frase: “cada um com os seus problemas”.


O feliz recomeço do Rogério Ceni, quase campeão da Série B

O Fortaleza foi o primeiro clube a se classificar para a Série A 2019. Comandado pelo Rogério Ceni, o clube cearense retorna à elite nacional depois de 12 anos. Ótimo para o nosso futebol, ótimo para o ex-goleiro do São Paulo que calçou as sandálias da humildade e fez a coisa certa: começar a carreira de treinador num clube menor, aprender, mostrar serviço e depois almejar voos mais altos. Se tornar técnico de sucesso não é tão simples. Ele foi muito afoito ao achar que o seu prestígio de ídolo da torcida são-paulina seria suficiente para ele começasse por cima dirigindo o time principal do clube. Foi um vexame, mas soube dar a volta cima, recomeçando no Fortaleza. Ajudou na modernização do clube, levou patrocinadores, dialogou muito com a diretoria e trabalhou duro no dia a dia dos treinos e jogos.

Que seja feliz na sequência, de preferência comandando o próprio Fortaleza na Série A do ano que vem.


Pimenta nos olhos dos outros ou: “Quem com drone fere, com rádio será ferido”

Foto: Montagem/Lucas Uebel/Grêmio FBPAm/www.goal.com/br

Ótimo artigo do jornalista André Rocha no blog dele no Uol, com o qual concordo plenamente:

* ”O mundo é dos espertos”

A ação do Grêmio junto à Conmebol para tentar transformar o ato irregular do treinador Marcelo Gallardo – suspenso e utilizando dentro do estádio um rádio para se comunicar com o auxiliar à beira do campo e ainda aparecendo no vestiário durante o intervalo para dar instruções – em perda dos pontos do River Plate foi legítima. Mas já era esperado que não daria em nada. Porque o clube argentino sabe da conivência da entidade máxima do futebol sul-americano. Tinha certeza da impunidade. Ou de uma pena branda apenas para Gallardo e ainda passível de recurso, liminar, etc. Uma imoralidade. Tão grande quanto invadir o treino fechado de um adversário com recurso tecnológico recente e, portanto, sem regras para punir o clube espião. É bem provável que o Grêmio vencesse o Lanús na final do ano passado sem necessidade do drone filmando as jogadas ensaiadas do time argentino, mas a prática não foi das mais éticas. Renato Gaúcho chamou de ”esperteza”, depois se corrigiu e mudou para ”inteligência”. O que incomoda é que só gritamos contra o vale tudo quando ele nos prejudica. No futebol, na política, na reunião de condomínio. O desprezo ao politicamente correto é quase revolucionário quando nós somos os ”malandros” da história. Se perdemos é ”tudo armado” e viramos os bastiões da moralidade. Se ganhamos deixamos apenas o ”chora mais” para os derrotados. É bem provável que este texto seja alvo da ira dos gremistas. Como fizeram com a ótima Gabriela Moreira, da ESPN Brasil, que apenas fez o seu trabalho investigando o uso do drone. Está na moda no Brasil tentar calar a voz de quem pensa diferente. Ofender, perseguir, ameaçar até que o silêncio do lado oposto venha trazer alívio ao inconsciente que grita que estamos indo para o precipício moral. Uma sociedade doente. A vida segue com o River Plate na final da Libertadores e o Grêmio protestando e colocando em dúvida a idoneidade da Conmebol, do clube argentino e de seu treinador. Com toda razão. O problema é não se olhar no espelho. Para o próprio rabo. Essa reflexão que nunca chega. Quem com drone fere, com rádio será ferido. (mais…)


Notícias falsas levaram torcida do Grêmio a acreditar em Papai Noel no julgamento do técnico do River

É o que conta o ótimo jornalista Diogo Olivier em sua coluna no portal da Rádio Gaúcha/jornal Zero Hora. E ele conta também um detalhe interessante: Alexandre Gallo, diretor de futebol recém demitido do Atlético, cometeu a mesma infração do técnico Gallardo, do River, em jogo da seleção brasileira-sub 20, da qual ele era o treinador, contra o Paraguai, pelo Sul-Americano da categoria de 2015. O Paraguai recorreu à Conmebol e perdeu. Na sequência a Argentina foi a campeã.

* “Fake news do caso Gallardo são dignas de estudo acadêmico”

Lá pelo meio do sábado havia quem jurasse, nas redes sociais, que o Grêmio iria à final

As pouco mais de 24 horas, entre sexta-feira e sábado, que antecederam o anúncio da Conmebol sobre o caso Gallardo, garantiram farto material para estudos acadêmicos sobre como as fake news podem tisnar a lucidez, inclusive de pessoas inteligentes. Até os muros da Avenida Mauá sabiam que jamais a entidade abriria mão de uma final inédita entre River PlateBoca Juniors, a maior rivalidade do mundo. Também não havia precedente de atropelar o resultado de campo por culpa de infração de treinador no âmbito da confederação, apesar do arrogância de Gallardo e da brilhante peça jurídica construída às pressas pelo jurídico do Grêmio.

Houve um caso no Uruguai, mas um episódio local, restrito aos dirigentes cisplatinos. Era quase infantil pensar que um clube influente e do tamanho do River permitiria ao seu técnico transgredir daquela maneira sem alicerces de aço nos bastidores. De quebra, Alexandre Gallo, um brasileiro, já havia copiado Gallardo em 2015 treinando a seleção brasileira sub-20.

BAITA MOBILIZAÇÃO DA TORCIDA

O pedido de perda dos pontos feito pelo Paraguai foi negado. Mesmo assim, grupos de gremistas foram criando, consumindo e compartilhando elucubrações de toda ordem, sem nenhuma base em fatos. A tal ponto que, lá pelo meio da tarde, a certeza de vitória no tribunal era de 100%.

Surgiram manchetes dando Grêmio na final, com erros de português medonhos, claramente de origem tosca, mas passadas adiante como prenúncio do éden. A despeito disso, a agilidade de Romildo Bolzan no comando do processo ajuda a explicar por que ele já está na história com um dos maiores líderes do Grêmio.

A mobilização dos gremistas virou anticlímax graças ao fogo amigo das fake news, mas merece aplauso. Milhares perderam o fim de semana para ficar de celular ou de computador ligado na ilusão, talvez amplificada pelos fenômenos Trump e Bolsonaro, de que tudo pode ser resolvido nas redes sociais. Eu não disse que o caso Gallardo dava uma boa dissertação de mestrado?

https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/diogo-olivier/noticia/2018/11/fake-news-do-caso-gallardo-sao-dignas-de-estudo-academico-cjo3k33460b8301pibzemwo2a.html


Até que ponto Heber Roberto Lopes teve influência na derrota do América

Foto do Mourão Panda/Assessoria do América

Heber Roberto Lopes é um velho conhecido de atleticanos e cruzeirenses, principalmente em jogos contra paulistas e cariocas. Na dúvida, normalmente apita contra o Galo e a Raposa. No clássico desta tarde no Independência, na dúvida, não apitou pênalti do Dedé no Matheuzinho, empurrado dentro da área. Faz lembrar o campeonato mineiro quando, na dúvida, os árbitros da FMF apitam a favor de Atlético, Cruzeiro e do próprio América, contra os clubes do interior. A maioria dos homens do apito é assim, já que enfrentar a ira dos menos famosos (para não dizer menores) dá menos problemas. A chiadeira repercute pouco e o assunto morre logo.

Mas não foi o Heber Roberto o grande responsável pela derrota do Coelho. O Cruzeiro mandou na partida até fazer o segundo gol, no início do segundo tempo. Aí o América acordou, viu que estava entrando na faixa dos rebaixados e partiu pra cima. Deveria ter sido corajoso e aguerrido assim contra os adversários de porte semelhante ao seu, concorrentes diretos à permanência na Série A. Perder para o Cruzeiro não é anormal, assim como não será contra o Palmeiras, Internacional na casa deles, nessa reta final. O Próximo jogo será contra o Paraná, sábado que vem no Horto. Aí sim, tem que demolir este lanterna do campeonato, de preferência por goleada, já que é grande a chance de uma dessas vagas indesejadas da degola ser decidida no saldo de gols ou número de vitórias. Num jogo contra Paranás da vida, dificilmente um atacante deles aproveita falha como a do Mateus hoje, que furou o chute que “oportunizou” ao Arrascaeta fazer 1 a 0. Detalhes como este é que diferenciam os times que brigam nas partes de cima e de baixo da tabela. Os comandados do Adilson Batista terão que se desdobrar ainda contra o Santos e Bahia, em casa. Isso ocorrendo, e beliscando uns outros três pontos, escapará.

O resto é perfumaria!


Mais uma derrota e o Atlético em seu labirinto

Diz o dicionário digital que “…labirinto é definido como toda construção que possua entradas incertas e dificultosas para encontrar a saída. Compostos por caminhos que muitas vezes atrapalham a própria orientação espacial, pondo em dúvida, por isso, qual a saída certa. Caracterizado também por estruturas em desordenados encaixes, prejudicando sua compreensão…”

A melhor definição para mais essa derrota do Galo veio de Brasília, do caratinguense Fábio Anselmo (irmão do grande comentarista Flávio), que escreveu: “O Grêmio jogando em ritmo de Libertadores e o Atlético de Campeonato Mineiro”.

A diferença técnica entre os times é enorme e do jeito que as coisas estão, perder em casa para o Grêmio foi até normal. Para a história e tamanho do Atlético, anormais foram derrotas para Ceará e Chapecoense, ainda que fora de casa, já que são times que lutam desde as primeiras rodadas contra o rebaixamento.

Na entrevista pós-jogo Levir Culpi falou a realidade que todos sabemos, mas pouco lembrada nestes momentos de raiva por mais pontos perdidos: a falta de produtividade é um conjunto de fatores e não um só. Mas, basicamente, a montagem do elenco, cheia de erros, com jogadores que jamais deveriam ser contratados e outros que não deveriam estar mais jogando como titulares, em função da idade. Leonardo Silva, por exemplo, deveria ser uma opção no banco para segurar determinados resultados, faltando 30 minutos para acabar o jogo. Ricardo Oliveira, também deveria ficar no banco como “arma secreta”, para entrar e marcar um golzinho ou outro que salvasse o time de um empate ou derrota. E isso não é pouco. Foram excelentes jogadores, mas o tempo passa e a condição física, os reflexos, a elasticidade, tudo se vai, e o nível de competitividade do futebol é cada dia maior. Nem falarei os Denilsons, Elias, Patricks, Terans e etecetera, porque o tempo e o espaço são curtos e tenho outras coisas mais importantes pra escrever.

Menos mal que o Atlético não corre risco de rebaixamento. O negócio agora é recuperar a calma, juntar cacos e já começar montar um time competitivo para 2019. Ainda há esperança numa vaga à Libertadores, mas difícil. Se não der, vale uma adaptação da frase do momento: “aceitemos, pois doerá menos”.


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