Blog do Chico Maia

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Agora ex-árbitro e quase novo jornalista, Sandro Meira Ricci não reconhece que errou naquele Corinthians 1 x 0 Cruzeiro em 2010

Uma boa entrevista do Sandro Meira Ricci, árbitro que teve boas atuações na Copa da Rússia e resolveu se aposentar logo depois, aos 43 anos de idade. Foi o destaque do programa Bola da Vez, do canal ESPN, desta terça-feira, numa ótima conversa com o João “Canalha”, o também ex-árbitro Sálvio Spínola e o jornalista Paulo Cobos.

Falou que a atuação que gerou mais polêmica em sua carreira foi o lance do pênalti do zagueiro Gil (Cruzeiro), no Ronaldo (Corinthians), em 2010, mas que tem certeza que não errou na marcação. Contou que sofreu muitas ameaças na época e que até hoje o assunto rende.

Sobre o futuro, fez curso de pós-graduação em jornalismo, está se preparando para atuar na TV, redes sociais e possivelmente se tornar um “youtuber”, em projeto junto com a esposa, a também ex-árbitra Fernanda Colombo.


Mano Menezes dá entrevistas que valem a pena; as de muitos jogadores e treinadores são descartáveis

Mano Meneses e Thiago Larghi, em foto do O Tempo

Não perco tempo de ouvir entrevistas da maioria dos jogadores e de grande parte dos técnicos. De outros, faço questão. Aqueles que dizem coisa com coisa e acrescentam. Mano Menezes está neste seleto grupo de “outros”. À exceção de momentos de exageros em relação a arbitragens, toda entrevista dele vale a pena ouvir. Depois deste zero a zero insonso de hoje, por exemplo. Deu uma aula para boa parte dos companheiros jornalistas, ao afirmar que a imprensa, torcidas e quem mais quiser, pode e deve chamar o time que ele chama de “alternativo”, de reserva: “Eu é que não posso!” Claro, faz parte do trabalho dele valorizar o grupo que comanda, mas qualquer outro mortal não tem que ficar cheio de dedos em situações como essa. Outra coisa óbvia que ele disse, mas que a imprensa trata como se fosse novidade ou mistério: não tem nenhum jogo fácil no Brasileiro, principalmente em clássicos. Qualquer reserva, seja do Cruzeiro, seja do Atlético, vai “comer grama” e dar trabalho demais para o arquirrival, por mil motivos. Mano também não entrou nessa de botar pilha na rivalidade e gozar o principal rival. Perguntado pelas medidas restritivas da diretoria do Cruzeiro à torcida do Atlético, falou que não é assunto dele, porque não gosta palpites no trabalho dele e só dá palpites no trabalho da diretoria quando é chamado a opinar. Perguntado sobre 50% das torcidas nos clássicos, foi claro: “É muito bom ver a festa meio a meio nas arquibancadas”.

Já as entrevistas do Thiago Larghi são previsíveis e pouco interessantes. Ouço porque deve de ofício, porque é técnico do Atlético. Mas, defendo-o em muitas situações, como por exemplo: o atleticano Marcus Vital questionou-me via twitter: “Chico creio q vale um comentário em seu blog sobre o Thiago Largui, péssimo em suas escolhas nas últimas rodadas. Já deu a desculpa que está reconstruindo time, perdemos apenas dois titulares em relação ao 1o semestre.”

A maior crítica que faço ao técnico atleticano se refere a algumas opções equivocadas que ele adota em função da inexperiência, mas acho-o um bom treinador, que tende a se equiparar aos melhores do país, em pouco tempo. Contra o trabalho dele pesa a qualidade técnica do elenco que tem nas mãos, em função do aperto financeiro do clube e da política responsável, de equilíbrio da “água com o fubá” adotada pelo presidente Sérgio Sete Câmara.

Hoje, por exemplo: Luan tem que ser substituído, mas Larghi tem Edinho como peça de reposição. Precisa dizer mais alguma coisa?


O jogão foi um joguinho esta tarde no Mineirão

Foto do Bruno Cantini/Atlético

O empate sem gols desta tarde no Mineirão foi a cara das atitudes das diretorias dos dois clubes neste e nos clássicos anteriores: da pior qualidade. O que costumamos chamar de “jogão” foi um joguinho, frio, sem emoções. O futebol praticado pelos dois times foi sofrível. O time reserva do Cruzeiro se transformou com a entrada do Thiago Neves e passou a apertar mais a defesa atleticana. Por outro lado, quando Thiago Larghi teve que mexer no Galo, chamou Edinho para entrar no lugar no Luan. O que esperar de um Edinho num clássico como este? Ele perdeu uma bola no meio de campo que quase deu em gol cruzeirense.


Contra o Botafogo faltaram ao América um finalizador e a torcida

A gordura acumulada pelo América continua dando a ele o conforto de não entrar em desespero depois de uma derrota, como a de hoje contra o Botafogo. Perdeu jogando bem e pagando o preço de desperdiçar tantas oportunidades criadas. Falta ao Coelho o que falta a 100% dos concorrentes neste Brasileirão 2018: um finalizador implacável, que aproveite mais as chances que tem.

O jogo foi no Engenhão e até a torcida que iria apoiar o time lá no Rio, só pode fazê-lo pela metade. O ônibus quebrou na descida de Petrópolis e a Avacoelhada e cia. só chegaram ao estádio quando faltavam 10 minutos para acabar o primeiro tempo e a Botafogo já vencia por 1 a 0.

Mesmo assim o Coelho mantém a 12ª posição na classificação e terá outra parada duríssima na próxima rodada, sábado, contra o São Paulo, na capital paulista.


Parece que nunca haverá bom senso e respeito mútuo no clássico Atlético e Cruzeiro

No primeiro turno o palco das maldades foi o Independência, neste domingo, Mineirão

Já joguei a toalha há muitos anos em relação às tolices que os dirigentes dos nossos dois maiores clubes fazem com os torcedores de um e outro. E infelizmente há muitos torcedores, de ambos, movidos pelo fanatismo que acham correto todo tipo de maldade contra a torcida adversária quando o mando de campo lhe pertence.

Que ninguém venha me dizer que isso faz parte da rivalidade, pois se trata de outra coisa: bobagem! Está dentro dos minutos de asneira que todo mundo tem durante o dia. Não importa se é “troco”, “retaliação” ou o que os dois lados argumentam. O certo é que um dia deveria aparecer um mandatário de um lado ou do outro que desse um basta nisso. Ganharia o respeito geral.

Mas, acho que nem eu e nem os senhores e senhoras que nos fazem companhia aqui, verá isso acontecendo.

O companheiro Fernando Rocha, também fala sobre esta situação na coluna dele que circulará domingo, no Diário do Aço, de Ipatinga:

* “Polêmicas desnecessárias”

Hoje tem mais um clássico Cruzeiro x Atlético pelo Campeonato Brasileiro, cercado de expectativa e, envolto sobretudo de polêmicas desnecessárias, provincianismo, o mais do mesmo que se repete entra ano sai ano,  toda vez que os dois maiores rivais aqui dos nossos grotões se encontram.

Cartolas, aspones e aparícios em geral dos dois lados,  aproveitam o espaço aberto pela mídia, ávida por audiência, para conseguir um minuto de fama, às custas do sacrifício, boa fé e paixão dos torcedores, criando empecilhos, sacaneando ao máximo, como se isto os leve a ganhar algum troféu.

Foi assim no 1º turno, onde o mando de campo era do Atlético, no Independência, local totalmente inapropriado para sediar um jogo dessa grandeza, que aumentou abusivamente para R$120 o valor do ingresso para os cruzeirenses.

Agora foi a vez da diretoria do Cruzeiro dar o troco, muito além da mesma moeda, com um grau de sarcasmo e sacanagem acima de qualquer expectativa, ao fixar o preço do bilhete para os atleticanos em R$240, cerca de duas vezes e meia o valor médio cobrado dos cruzeirenses, além de proibir bandeiras, instrumentos musicais, etc, da torcida adversária.

Bons tempos eram aqueles em que o Mineirão, dividido ao meio,  recebia mais de 100 mil torcedores nos clássicos entre os nossos dois maiores rivais, numa das festas do futebol mais bonitas deste planeta. Quem viu, viu, quem não viu… só resta a alternativa do Youtube.

Disse tudo

O personagem da semana passada foi novamente um treinador, – na anterior Cuca, por ter posto o dedo na ferida e mostrado toda a incompetência da administração do próprio clube -, agora Adílson Batista, técnico do América, que falou as verdades para dirigentes e parte da imprensa ouvir, sobre este calendário maluco, com jogos até três vezes por semana em competições diferentes, que arrebenta com os jogadores e não permite que se jogue um futebol de boa qualidade técnica.

Após o péssimo futebol apresentado de América x Ceará, no 0 x 0 sob um sol escaldante das 11hs no Independência, o técnico Adilson Batista disse em tom de desabafo: “Não adianta nós ficarmos reclamando, nós treinadores e atletas, para apresentar um jogo de bom nível. Dava para ter colocado às 17h, você ameniza, dá para tirar as 20 datas de Estadual, que não vale nada, não leva a lugar nenhum, não joga contra ninguém. Só por causa da Federação, recebe R$ 100 mil e fica esses campeonatos estaduais. Aí fica esse futebol que vocês estão vendo: lento, preguiçoso, e eu mostrei para eles. Eu vi Brasil e Estados Unidos, você vê futebol de alto nível, jogadores tops, todos fazem andar rápido. É muita velocidade, muita intensidade. Ninguém fica penteando a bola. Aí você tem que viajar para Uberaba, Uberlândia, tem que ir lá para Ituiutaba, aí vai chegar aqui, meio de agosto e setembro, está cansado. Mas quem comanda o futebol não enxerga isso. Não adianta eu ficar falando, outros treinadores já falaram. Tem 44 finais de semana, tem 88 datas, quarta e domingo para fazer decentemente um Campeonato Brasileiro. Mas não querem. É político, é um reflexo do que estamos vendo aí, só tem ladrão neste país”.

  • Pena que a CBF, Federação Mineira e as demais obsoletas entidades iguais à ela, espalhadas de norte a sul do país, a emissora que paga caro e patrocina essa balbúrdia, todos quietinhos e bem acomodados na zona de conforto,  não estejam nem aí para o problema do calendário, desnudado inteiramente pelo técnico do América, Adílson Batista, com essas declarações.  Como disse o maestro Tom Jobim:  “O Brasil não é para amadores”.
  • Quanto aos times para o clássico de hoje no Mineirão, o técnico Mano Menezes disse logo após a vitória sobre o Palmeiras, que irá mandar a campo um time todo reserva, pois a prioridade. Na próxima quarta-feira vai à Argentina pegar o Boca Juniores, pelas quartas de final da Libertadores, aí então vai usar a força máxima. Embora sem vencer nas últimas três rodadas, este time “alternativo”  do Cruzeiro tem jogadores de boa qualidade, exceção dos laterais Ezequiel e Marcelo Hermes, em condições de vencer o clássico, ainda mais apoiado pela maioria dos torcedores presentes no Mineirão.
  • No Galo algumas dúvidas principalmente no meio de campo, onde o técnico Thiago Larghi pode escolher entre Elias ou Galdezani, mas é certo a volta do colombiano Chará, que esteve ausente nos dois últimos jogos por estar servindo a seleção de seu país. O resultado é muito mais importante para o Atlético, que briga na parte de cima da tabela, por isso terá de ser mais ofensivo.
  • Continua rendendo polêmica o gol não validado no finzinho da partida, que poderia ter tirado a vitória de 1 x 0 do Cruzeiro sobre o Palmeiras pela Copa do Brasil. Ví o lance dezenas de vezes e continuo achando que não ouve falta do Dracena em Fábio. Isto é fato e o Palmeiras tem razão de reclamar. Mas, acontece que o juizinho fraquinho marcou a falta, um lance interpretativo, portanto, sem direito ao  VAR. A jogada seguiu e o gol saiu, mas não deveria valer mesmo. Resumo da ópera: o VAR, ainda mal interpretado neste início de utilização aqui no Brasil,  não irá acabar com todos os erros do futebol mas diminuí-los. E o Palmeiras que vá chorar na cama onde é mais quente. (Fecha o pano!)

Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga


Esforço do Cruzeiro para ter Dedé em campo contra o Palmeiras foi bem recompensado

O Cruzeiro trabalhou bem dentro e fora de campo para conseguir este ótimo resultado contra o Palmeiras na casa do adversário. O esforço para trazer Dedé de volta dos Estados Unidos, imediatamente após o amistoso da seleção brasileira e o risco de expor o zagueiro a uma contusão em função do cansaço. Ele correspondeu em todos os aspectos e, junto com o Fábio, foi fundamental neste 1 a 0, que certamente fará diferença no jogo da volta, no Mineirão.

A ganância da diretoria do Palmeiras, que estipulou o ingresso a mais de R$ 300,00 na faixa nobre do estádio foi castigada, já que enormes espaços vazios foram mostrados o tempo todo pela TV.


Pressão sobre a arbitragem vai marcar estas semifinais da Copa do Brasil

O presidente e o técnico do Flamengo estão deitando falação contra as arbitragens e CBF, numa manobra de bastidores que costuma dar resultados. Mas tem pela frente o Corinthians, especialista no mesmo assunto. Cruzeiro e Palmeiras não entraram nessa e estão mantendo clima de cordialidade, por enquanto. Certamente teremos ótimos e nervosos jogos nesta reta decisiva da Copa do Brasil.

O site do Cruzeiro trás boas informações sobre a história deste clássico entre os “Palestras”:

* “Semifinal: Cruzeiro leva a melhor em confronto geral entre os Palestras”

Angel Drumond

Nesta quarta-feira, quando entrarem em campo para o 93º confronto da história, Cruzeiro e Palmeiras estarão decidindo os primeiros 90 minutos da disputa que leva à final da Copa do Brasil 2018. O jogo acontecerá no Allianz Parque, em São Paulo, às 21h45. A segunda partida está marcada para o dia 26 de setembro, no Mineirão.

Nos 92 duelos entre os Palestras, o de Minas Gerais leva a melhor com 34 vitórias contra 31 do rival paulista e 27 empates. O Cruzeiro marcou 133 gols e sofreu 137.

Pela Copa do Brasil, foram oito disputas, quatro delas pelas finais de 1996 e 1998. Na primeira delas, vitória celeste e na segunda, triunfo do Palmeiras. Em 2015, o time paulista levou a melhor nas oitavas de final do torneio. Já em 2017, pelas quartas de final, a Raposa se classificou com dois empates para mais tarde se tornar pentacampeã da disputa.

No estado de São Paulo foram disputados 46 jogos na capital e apenas dois deles no interior, na cidade de Araraquara, no estádio da Fonte Luminosa, com um empate e uma vitória do Palmeiras. No total, foram 11 vitórias do esquadrão celeste, contra 22 do rival e 14 empates. O Cruzeiro marcou 64 gols e sofreu 92.

Inaugurado em 2014, o Allianz Parque já recebeu quatro partidas entre as equipes, com uma vitória para o time da casa e três empates. Contabilizando com o antigo estádio, houve 30 clássicos palestrinos no local, com nove triunfos da Raposa, seis empates e 15 derrotas. Foram 43 gols marcados pela artilharia celeste contra 61 sofridos.

Na última partida entre as equipes, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro desse ano, no Mineirão, o Cruzeiro venceu por 1 a 0, gol marcado pelo atacante Rafael Sóbis, aos 26 minutos do segundo tempo.

Os principais artilheiros da Raposa no confronto com o time paulista:

10 gols – Marcelo Ramos
8 gols – Fábio Júnior
5 gols – Tostão
4 gols – Alex Alves
3 gols – Alisson e Geovanni

 


Algumas coisas que não foram faladas sobre os 3 a 1 do Galo quarta-feira

Por mm, aqui no blog, obviamente: a jogada que originou o gol do Leonardo Silva foi sensacional, numa troca de passes precisos e cruzamento idem do Fábio Santos e Tomás Andrade.

O zagueiro Maidana continua sob observação. Para jogar no Atlético não pode cometer falhas como no gol contra que fez e principalmente nas saídas de jogo erradas, que resultaram em contra ataques perigosíssimos do Atlético-PR. Às vezes ele faz lembrar o Felipe Santana, que precisava ter alguém do próprio time marcando-o para não comprometer mais do que comprometia.

Que uniforme horroroso o do time paranaense, hein!? Dos mais feios que já vi. Tão feio quanto algumas invenções do arquirrival dele, o Coritiba (foto abaixo extraida do futebolparanaensenet), que de vez quando lança coisas medonhas …

… apesar de ter um uniforme tradicional belíssimo.


Virada do Galo, fim de jejum, algumas grandes atuações e quinto lugar na classificação

Na ânsia de marcar logo o primeiro gol do jogo o Atlético acabou tomando do xará paranaense. Mas teve sangue frio para não se apavorar e nem sair feito louco em busca do empate e mesmo assim quase tomou o segundo gol. Mas, alguns jogadores brilharam, a começar pelo Leonardo Silva, que fez vale a experiência. Empatou a partida e liderou a virada, que contou com Elias, com vontade de jogar, Ricardo Oliveira, que acabou com o jejum; Casares, que ficou acesso a maior parte do tempo e foi muito importante nestes 3 a 1, Tomás Andrade e Luan.

Vitória que põe o time na quinta colocação e anima a torcida para o clássico contra o Cruzeiro

CLASSIFICAÇÃO

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

%

Internacional

49

24

14

7

3

31

13

18

68

São Paulo

49

24

14

7

3

36

19

17

68

Palmeiras

46

24

13

7

4

36

16

20

64

Flamengo

44

24

13

5

6

35

20

15

61

Atlético-MG

41

24

12

5

7

41

29

12

57

Grêmio

41

24

11

8

5

29

12

17

57

Cruzeiro

33

24

8

9

7

19

19

0

46

Santos

31

23

8

7

8

28

23

5

45

Fluminense

31

24

8

7

9

23

27

-4

43

10°

Corinthians

30

24

8

6

10

25

21

4

42

11°

América-MG

30

24

8

6

10

24

28

-4

42

12°

Vitória

29

24

8

5

11

23

40

-17

40

13°

Bahia

28

24

7

7

10

24

29

-5

39

14°

Atlético-PR

27

23

7

6

10

26

25

1

39

15°

Botafogo

26

24

6

8

10

21

33

-12

36

16°

Vasco

24

23

6

6

11

26

35

-9

35

17°

Sport

24

24

6

6

12

20

36

-16

33

18°

Ceará

24

24

5

9

10

15

25

-10

33

19°

Chapecoense

22

23

4

10

9

22

34

-12

32

20°

Paraná Clube

16

24

3

7

14

11

31

-20

22

 


América empacou contra o Ceará, mas vale prestar atenção no desabafo do Adilson Batista

Foto: Mourão Panda/América

Sob comando do técnico Lisca Doido o Ceará cresceu de produção e as vitórias sobre Flamengo e Corinthians mostraram isso. Na situação em que se encontra na classificação, tornou-se um “franco atirador”, um “kamikase” que vai pra cima do adversário, na base do tudo ou nada. O América enfrentou esse desespero cearense e quase perdeu o jogo, em casa.

Depois do jogo o técnico Adilson Batista falou das várias causas do mau futebol do Coelho, dentre eles o desgaste do elenco,provocado pelo calendário maluco do futebol brasileiro. Um desabafo, que merece reflexão, mas que cúpula da CBF e federações continuará ignorando. E por serem desunidos, os clubes não forçam uma mudança. Veja o que disse o Adilson no Globoesporte.com:

__ Não adianta nós ficarmos reclamando, nós treinadores e atletas, para apresentar um jogo de bom nível. Dava para ter colocado às 17h, você ameniza, dá para tirar as 20 datas de Estadual, que não vale nada, não leva a lugar nenhum, não joga contra ninguém. Só por causa da Federação, recebe R$ 100 mil e fica esses campeonatos estaduais. Aí fica esse futebol que vocês estão vendo: lento, preguiçoso, e eu mostrei para eles. Eu vi Brasil e Estados Unidos, você vê futebol de alto nível, jogadores tops, todos fazem andar rápido. É muita velocidade, muita intensidade. Ninguém fica penteando a bola. Aí você tem que viajar para Uberaba, Uberlândia, tem que ir lá para Ituiutaba, aí vai chegar aqui, meio de agosto e setembro, está cansado. Mas quem comanda o futebol não enxerga isso. Não adianta eu ficar falando, outros treinadores já falaram. Tem 44 finais de semana, tem 88 datas, quarta e domingo para fazer decentemente um Campeonato Brasileiro. Mas não querem. É político, é um reflexo do que estamos vendo aí, só tem ladrão neste país.

Antes da partida, Adilson Batista perdeu o goleiro titular, João Ricardo, que sentiu desconforto muscular na coxa direita. Mesma situação do seu lateral/meia Gerson Magrão, com desconforto na coxa esquerda. O treinador disse que, por causa da falta de qualidade de algumas partidas, não fica vendo determinados jogos no Brasil.

– Com o Gerson iria acabar sendo a mesma coisa. É desgaste. Eu já defendo isso há anos. Campeonato estadual é um atraso no futebol brasileiro. Lugar nenhum do futebol mundial tem campeonato estadual. Só na várzea aqui do Brasil. Aí vão ver isso aí. Tenho que defender os atletas: fica lento, preguiçoso. Por que não coloca 17h o jogo? Aí, daqui a pouco, é 12h, 11h o jogo. Não estou justificando, só estou alertando, porque a gente quer um bem futebol, com intensidade. Eu assisto Campeonato Inglês, você acha que eu assisto Série B? Eu não perco meu tempo. Assisto Campeonato Inglês, Campeonato Alemão, Espanhol. Porque a gente vê falta, truncado. Você pega as empresas de aviação, e a logística não é tudo igual. Tem clubes que sofrem. Tem que enaltecer trabalho que o Ceará está fazendo, está junto da gente no segundo turno. Teve um dia a mais na semana de recuperação. Isto é reflexo. Essas coisas precisam olhar. As vezes quem joga na segunda, joga quinta. Ou joga quinta de noite e joga no sábado. É prejudicado. Precisava ter um pouquinho de bom senso. Em defesa dos atletas do futebol brasileiro. Ceará mesmo com Copa do Nordeste, copa de não sei o que. Aí a gente vai assim mesmo, jogos ruins, jogos lentos. Eu fico triste como profissional.”


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