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Cazares se comporta como quem quer sair do Atlético pela porta dos fundos

Em foto do Bruno Cantini, a elegância em campo do Cazares, que constantemente mostra o seu descompromisso profissional com o Atlético.

No dia 18 de maio Levir Culpi, em entrevista ao Afonso Alberto, falou algumas verdades sobre o Cazares: “Ele tem que resolver o que quer fazer. Se ele acha que é bom sair na zona e chegar bêbado para treinar, ele vai fazer isso. Agora, tem um preço. Tudo tem um preço”. Falou com a autoridade de quem dirigiu o jogador no Atlético e passou muita raiva por causa do comportamento extra-campo dele.

Esta semana, no primeiro dia do mês, o equatoriano estava nas manchetes negativas de novo, por teste positivo de coronavirus e multa de R$ 130 mil, a ser paga à prefeitura de Lagoa Santa, onde mora, depois de três festas consecutivas, denunciadas por vizinhos, contrariando o decreto municipal de prevenção à doença.

Atualmente com 28 anos de idade, Cazares está no Atlético desde 2016. Já faltou a treinos, chegou atrasado, enfrenta acusação de agressão à mulheres, afastado da seleção do Equador pelo técnico Hernán Dario Gómez, disse que deseja jogar no Corinthians e outras coisas mais, Não conquistou nenhum título relevante com o Atlético, porém, marcou alguns belos gols, deu umas belas assistências e deixou marcadores deitados ou “catando cavaco”, depois de dribles desconcertantes. Isso ainda mantém seu prestígio com torcedores mais apaixonados do Galo. Quando alguém o critica ou põe o dedo nessas feridas, enfrenta a ira de muitos ou comentários como, “podem falar o quê quiser ,mas eu penso que o Cazares bêbado ainda é melhor jogador do Atlético. Pode colocar pinga na garrafinha de água dele e deixá-lo em campo. Vai jogar mais.”

Critiquei-o recentemente, lembrando que é craque, mas cuja irresponsabilidade só prejudica o clube que lhe paga um alto salário. Tomei porrada de torcedores em meu próprio blog. Quem o defende com unhas e dentes se esquece que em momentos decisivos, quando o time mais precisou dele, negou fogo, por causa de uma dessas indisciplinas. Certa vez foi retirado da concentração antes de um jogo importante, sem explicações públicas convincentes. Depois saiu a informação de que ele foi a uma festa antes de se concentrar e por via das dúvidas, melhor deixá-lo de fora da partida.

Nunca demonstrou preocupação de verdade em dar retorno ao Atlético. Nestes últimos meses de contrato, dá a impressão de que quer sair fora logo. Tipo de comportamento inaceitável para Jorge Sampaoli, que conhece muito bem todos os jogadores dos principais clubes da América do Sul.

Foi-se o tempo em que jogador tomava todas e na hora agá arrebentava em campo. Cada dia mais o profissionalismo, condição física principalmente, é exigido de um atleta. Quem tem mais fôlego, normalmente vence. Sem falar em outros detalhes dos regulamentos, que prevêem exame antidoping e essas coisas. Maradona estava fazendo uma ótima Copa nos Estados Unidos em 1994 e depois de uma grande partida contra a Nigéria teve a carreira na seleção encerrada, flagrado que foi no antidoping.


O dilema do Campeonato Mineiro: fim, fora ou dentro de campo? Com ou sem rebaixamento? Com ou sem acesso?

A situação é complicada para todo mundo. E incerta para os estados e para a CBF. O presidente da Federação Mineira de Futebol, Adriano Aro (foto), quer terminar o Campeonato Mineiro dentro de campo, o que seria a medida mais justa, caso haja datas ainda este ano. Se não der, o América poderia ser declarado campeão, já que liderava a disputa quando houve a paralisação.

O maior problema seria quanto ao rebaixamento, já que o Villa Nova e o Tupynambás, que estão nas últimas posições, ainda teriam chances matemáticas de escapar. Outra opção seria o não rebaixamento em 2020, com previsão de se rebaixar quatro em 2021 e 2022, para o retorno da quantidade de 12 participantes em 2023, já que a segunda divisão (Módulo II) prevê o acesso de dois e o campeonato também está paralisado.

A classificação:

    P J V E D GP GC SG  
1 América 21 9 6 3 0 15 6 +9 a
2 Tombense 20 9 6 2 1 15 5 +10 a
3 Atlético 18 9 5 3 1 15 6 +9 a
4 Caldense 17 9 5 2 2 14 8 +6 a
5 Cruzeiro 14 9 4 2 3 12 10 +2 a
6 Patrocinense 12 9 3 3 3 10 7 +3 a
7 Uberlândia 11 9 3 2 4 9 11 -2 a
8 URT 11 9 3 2 4 5 12 -7 a
9 Boa Esporte 8 9 1 5 3 8 10 -2 a
10 Coimbra 7 9 1 4 4 3 8 -5 a
11 Villa Nova 4 9 1 1 7 9 17 -8 a
12 Tupynambás 3 9 0 3 6 6 21 -15 a

Reprises de jogos da seleção e dos clubes mostram que o futebol brasileiro continua parado no tempo

Essa foto do Douglas Magno, no jornal O Tempo, depois de Brasil x Chile, no Mineirão na Copa de 2014, mostra a fragilidade emocional do então capitão da seleção brasileira, sendo acalmado pelo técnico Felipão.

A avaliação é do Fernando Rocha, na coluna dele, no Diário do Aço de Ipatinga, e concordo. Confira:

* “Volta no tempo”

Com as competições paralisadas, o recurso encontrado pelas emissoras de TV aberta ou fechadas tem sido recorrer aos arquivos e reprisar jogos, decisões de campeonatos ou jogos de Copas do Mundo, de boas ou más recordações.

Na ultima sexta-feira, o Sportv reprisou um jogo das oitavas de final da Copa de 2014, disputado no  Mineirão, onde a Seleção da CBF com Neymar empatou 1 x 1 com o Chile, que era dirigido pelo Jorge Sampaoli, atual técnico do Atlético, classificando-se nos pênaltis graças ao “Sobrenatural de Almeida”, personagem fictício criado pelo grande Nelson Rodrigues, para explicar as peças inusitadas que o futebol nos proporciona.

Além de tomar sufoco, a Seleção comandada por Felipão e Parreira teve uma bola chutada no travessão pelo chileno Pinilla, no último minuto da prorrogação, que poderia ter nos deixado pelo caminho, e evitado o vexame dos 7 x 1 na semi-final para a Alemanha, o maior vexame da história do nosso futebol.

Tirar lições  

O que tem sido muito debatido ultimamente pelos colegas da imprensa nacional é se a Globo deveria ou não reprisar o 7 x 1.

Sou totalmente a favor da reprise, por tudo o que aconteceu antes, durante, depois, mas sobretudo porque não se trata de apenas um jogo.

Hoje, as análises seriam menos apaixonadas, mais equilibradas, para aí sim tirar conclusões a respeito da escalação escolhida por Felipão, atuações individuais, esquema tático, adentrar também nas  mazelas que perduram até hoje na estrutura do futebol brasileiro.

Alguém escreveu que “o tempo é o grande senhor da razão”. Embora este episódio do 7 x 1 ainda seja recente, já deu para  esfriar as emoções, permitir um olhar mais específico sobre o que poderia explicar algo tão ou grandemente atípico.

***

·        Na sexta-feira à noite, após assistir no Sportv a reprise do jogo das quartas-de-final contra o Chile, também disputado no Mineirão, recorrí aos arquivos desta coluna e pude constatar que em nenhum momento botei fé naquela Seleção, dirigida pela dupla Felipão-Parreira, que a rigor e não só naquele jogo, dependia exclusivamente do talento de Neymar, sem esquema tático, um verdadeiro amontoado de jogadores em campo.

·        Se houvesse justiça no futebol, a nossa Seleção  deveria ter sido eliminada neste confronto com os chilenos, diga-se de passagem, muito bem dirigidos pelo argentino Sampaoli. O massacre alemão por 7 a 1 na semi-final foi apenas o complemento daquele fracasso retumbante, que já estava previsto por quem enxerga o futebol com os olhos da razão e não apenas da emoção.

·        Triste mesmo é constatar que de 2014 até agora , o futebol brasileiro parou no tempo e no espaço. Neste período pós-7 x 1 tivemos alguns bilharecos  com a chegada do falante e midiático Tite, que agora já parece ser uma “bananeira que deu cacho”, passou da hora de ser substituído. Por isso,  na minha opinião,  rever a partida com os alemães  se torna algo válido e relevante

·        A bem da verdade, só a partir do ano passado, com as chegadas de dois técnicos estrangeiros, Jorge Jesus no Flamengo e Jorge Sampaoli no Santos, vimos algo de novo do ponto de visto tático aqui nos nossos grotões. O momento é propício para refletir, pensar o futuro, pois há tempo de sobra para isso em meio ao isolamento. Não só nas nossas vidas, mas também no futebol que é uma das suas imitações, nada mais atual do que o genial Milton Nascimento no clássico da MPB: “Nada será como antes”.

Por Fernando Rocha


Ansiedade, arrogância e incertezas na expectativa do recomeço do futebol no Brasil

Foto: twitter.com/Mineirao

Impossível dizer qual a atividade econômica e qual categoria profissional está sendo mais prejudicada, somando mais prejuízos em função da Covid-19.  Certamente as que estão no “fim da fila”, para receber o sinal verde das autoridades sanitárias, para retornarem. O futebol é uma delas.

E quando você pensa que este terror pelo qual passa a humanidade faria as pessoas refletirem mais, dialogarem e serem mais solidárias, brotam rompantes de arrogância e insensatez, aos montes, Brasil e mundo afora, no futebol inclusive. No Rio, Botafogo e Fluminense têm posições diferentes de Flamengo e Vasco, quanto à hora de voltar aos treinos e às competições. Mas o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que até hoje não resolveu a questão das indenizações às famílias dos jogadores da base, mortos no incêndio do Ninho do Urubu, saiu com essa frase, em entrevista à Fox Sports: “… além do tamanho e da importância que o Botafogo hoje tem, é um indicador que, se eles (Botafogo) discordam, é uma indicação muito forte que estamos no caminho certo…”.

Certamente este presidente ainda não experimentou na vida a adaptação da frase do Nelson Rodrigues, de que “toda a arrogância será castigada”. Deve desconhecer que o Brasil é o segundo no nefasto ranking de mortes no mundo: 23.522 e que o Rio de Janeiro contribui com inacreditáveis 4.125 pessoas, disputando com São Paulo qual estado é o primeiro.

A volta do Campeonato Alemão aumentou a ansiedade de quem aguarda essa volta no Brasil, mas a realidade de cada país é completamente diferente. Começando pelo início da pandemia. Lá, começou dois meses antes, sem falar no comportamento da população. Para ficar em um único exemplo, o técnico Heiko Herrlich, 48 anos, do Augsburg, não pôde dirigir o time no jogo contra o Wolsfburg (que venceu por 2 a 1 ), porque deixou hotel da concentração para dar uma chegada num supermercado e comprar uma pasta de dente. Esqueceu a máscara e teve que ficar “preso” no quarto do hotel por alguns dias, para cumprir os tais protocolos e refazer exames.

– Cometi um erro ao deixar o hotel. Mesmo que eu tenha seguido todas as medidas de higiene tanto ao sair do hotel quanto na volta, eu não posso desfazer isso. Nessa situação, eu não agi como um modelo para o meu time e para o público, disse ele.

Convenhamos, não teríamos muitos exemplos como este por aqui. Neste esboço de retorno dos nossos times em Minas, as notícias são muito positivas no que se refere aos cuidados de Atlético, Cruzeiro e América, porém, o reinício do Campeonato Mineiro e começo do Brasileiro continuam cercados de incertezas.


A cena mais chocante das eleições do Cruzeiro

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/cruzeiro/noticia/zeze-perrella-e-alvo-de-lata-e-cusparadas-em-eleicao-para-definir-novo-presidente-do-cruzeiro.ghtml

“Os fãs de hoje são os linchadores de amanhã”, disse Cazuza. Lembrei dessa frase na hora em que vi a imagem de um cruzeirense cuspindo na cara do Zezé Perrella. Nunca imaginei assistir a uma cena dessas algum dia, justamente com o Zezé.

Ninguém merece uma cuspida na cara. Considero essa, a mais indigna das agressões e condeno todo agressor que a pratica. Covardia inaceitável.

Protestos com vaias, palavrões, cantos, frases de ordem, enfim, tudo vale, menos agressão física. Cusparada, jamais.

Até atleticanos que se manifestaram aqui no blog e facebook condenaram este gesto. Mas é claro que deram troco no ex-presidente do Cruzeiro, que conquistou a simpatia da torcida azul com frases de efeito sacaneando o Galo. É o caso do Leonardo Braz, a quem agradeço, que nos enviou este exemplar do jornal Hoje em Dia, de seis de janeiro de 2018, reportagem do Henrique André, com a seguinte observação: “… o mundo dá voltas e toda arrogância será castigada… estou muito feliz com a queda do Cruzeiro e se ele acabasse eu ficaria mais feliz ainda…”

* “Se o Atlético acabasse, iríamos rir de quem?”

Na chegada dele à sede, para votar, uma lata de cerveja quase o acertou. Fato registrado pela jornalista Laura Rezende do Globoesporte.com,  via twitter:

@laurarrezende Zezé Perrella chega na sede para votação e é alvo de xingamentos dos torcedores. Uma lata de cerveja foi arremessada na direção do ex-dirigente celeste e quase o acertou. Vídeo do colega @rodrigoaffranco que segue acompanhando a eleição no Cruzeiro #gecruzeiro


Cruzeiro elegeu presidente que será testado. Em dezembro, novas eleições, para mantê-lo ou mudar

Essas fotos foram capa do Super Notícia, hoje e na eleição que foi de 9 às 16 horas, deu: Sérgio Santos Rodrigues, à esquerda, 269 x 74 Ronaldo Granata, hoje, 21. Dia 1º de junho o novo presidente assume, sem direito a dizer que foi surpreendido pelo quer que seja ou valores e quantidade de dívidas. As principais missões, imediatas, colocar salários em dia, montar um time competitivo e subir para a Série A. Se entrou nessa disputa é porque entende ter planos e relacionamentos e bons contatos para atrair parceiros para investir e solucionar a montanha de problemas, com a torcida cobrando.

Para cumprir o que manda o estatuto do clube, no fim do ano haverá nova eleição, aí assim para três anos de mandato. A eleição de hoje foi para cumprir o que falta do tempo do Wagner Pires. É claro que todo cruzeirense tem que depositar confiança a partir de agora e ajudar da forma que for possível. Fora disso é torcer pelo fracasso do clube.

Fica a expectativa em torno da urgente e necessária apuração e eventuais punições àqueles que arruinaram o Cruzeiro. Há desconfianças se o Conselho Deliberativo pegará pesado ou não nessa questão. Vai depender da vontade de agir do presidente que foi eleito, Paulo Pedrosa, que gastou boa parte de suas entrevistas, depois de eleito, para explicar declaração ano passado, de que não havia irregularidades nas contas do Wagner Pires de Sá. Alegou que estava se referindo aos números de 2018. Por determinação judicial os conselheiros expulsos votaram e tentam ser reintroduzidos no Conselho. Fazer o quê? Isso é Brasil.

O site do Cruzeiro publicou mais detalhes da votação e sobre os eleitos:

Sérgio Santos Rodrigues (esq.) e Lidson Potsch Magalhães. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O Cruzeiro já conhece seu novo presidente. Sérgio Santos Rodrigues foi eleito como novo mandatário da Raposa em eleição realizada nesta quinta-feira, no Clube Cruzeiro Barro Preto. Além de Sérgio, compõem a chapa “Centenário”, vencedora no pleito, Lidson Potsch Magalhães, 1º vice-presidente, e Biagio Teodoro Peluso, 2º vice-presidente.

Escolhido em 269 dos 351 votos computados, o grupo vitorioso concorreu com a chapa “Cruzeiro Primeiro”, formada por Ronaldo Granata, Maurício Marques da Silva e Ailton Ricaldoni Lobo.

Para o Conselho Deliberativo, os votantes definiram que a chapa “Somos Todos Cruzeiro” ocupará a Mesa Diretora nos próximos meses. Paulo César Pedrosa é o presidente, enquanto Nagib Simões, Evandro Vassali e Marcus Edmundo Lambertucci assumirão os cargos de vice-presidente, 1ª secretário e 2ª secretário, respectivamente. Ao todo, 112 votos foram angariados pelos vencedores.

Os novos presidentes do Clube e do Conselho Deliberativo tomam posse no dia 1 de junho, segunda-feira, com mandato válido até 31 de dezembro de 2020. Até o fim deste ano, outro pleito será feito para que sejam eleitos os dirigentes que comandarão o Cruzeiro no triênio 2021-2023.

Conheça Sérgio Santos Rodrigues

Mestre em Direito pela Faculdade Milton Campos, Sérgio Santos Rodrigues é advogado e foi professor universitário de Direito Empresarial, Direito Esportivo, Direito do Consumidor e Teoria Geral do Direito. O novo presidente da Raposa conta ainda em seu currículo cursos de gestão técnica pela Universidade do Futebol, gestão do futebol pela CBF e MBA em Gestão de Entidades Desportivas, feito no Real Madrid.

Pelo Cruzeiro, Sérgio acumula passagens como assessor jurídico da presidência, superintendente de gestão estratégica, superintendente de negócios internacionais e superintendente de futebol.

O novo presidente do Conselho

Conselheiro do Cruzeiro há mais de duas décadas, Paulo César Pedrosa é comerciante e presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Na Raposa, é o atual presidente do Conselho Fiscal.

NÚMEROS DA ELEIÇÃO:

Presidência do Cruzeiro

– Votos chapa Centenário: 269
– Votos chapa Cruzeiro Primeiro: 74
– Votos em branco: 7
– Votos nulos: 1

Conselho Deliberativo

– Votos chapa Somos Todos Cruzeiro: 112
– Votos chapa Transparência e Reconstrução: 102
– Votos chapa Renovação Azul: 100
– Votos chapa Independente: 35
– Votos em branco: 1
– Votos nulos: 1

TOTAL DE VOTOS: 351

https://www.cruzeiro.com.br/noticia/show/17729/sergio-santos-rodrigues-e-eleito-presidente-do-cruzeiro-chapa-somos-todos-cruzeiro-e-escolhida-para-o-conselho-deliberativo


Em entrevista desastrada, “notável” diz que fama de caloteiro impediu Cruzeiro de escapar de punição da FIFA

Saulo Fróes em foto do Emerson Pancieri, no site da Rádio Itatiaia

Difícil acreditar, mas foi dito pelo próprio Saulo Fróes: “Cruzeiro é um clube desacreditado, é o clube que tem mais fama de caloteiro”. Menos mal que finalmente o clube terá um presidente, alguém que assuma a responsabilidade por erros e acertos e não fique simplesmente transferindo responsabilidades para antecessores. Uma frase antiga, que usei para o América, quando o Coelho não sabia direito quem era o seu comandante e perdeu pontos na justiça que impediram  o acesso ao time à Série A, por escalar jogador irregular: “Cachorro que tem mais de um dono morre de fome”, ou de sede.

Saulo Fróes é o presidente do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro, batizado por uma parte da imprensa como grupo de “notáveis”, que assumiu o clube para consertar a lambança do Wagner Pires e Cia. Às 8 da manhã o ouvi em entrevista ao ótimo programa do Hewerton Guimarães e equipe, na 98FM.

De cara, pôs a culpa da perda dos seis pontos no Dr. Gilvan, responsabilizando diretamente o antecessor do Wagner Pires pela vergonha que o Cruzeiro está passando. Culpou a COVID-19 por não conseguir levantar dinheiro para pagar os R$ 5,3 milhões ao Al Wahda, dos Emirados Árabes, pelo Denílson e não assumiu nenhuma falha nessa história, mesmo sabendo dos ultimatos e ameaças do credor e da FIFA. Sobre a declaração do presidente interino, Dalai Rocha, na semana passada, de que o clube teria dinheiro para quitar o débito, desconversou e disse que o Dalai é um “otimista” por natureza e que não sabe direito o que o levou a falar isso. Também, não tem idéia se o Cruzeiro vai conseguir dinheiro para pagar as próximas dívidas e que vai sugerir, na eleição desta quinta-feira, que o eleito assuma a presidência imediatamente. Arrematou dizendo que “ainda acho que o Cruzeiro é viável”.

Ao término de quase quarenta minutos de conversa a sensação foi de absoluta frustração com as respostas dele. Para os cruzeirenses, uma fala desanimadora. Confira essa e outras excelentes entrevistas do 98 Esportes no https://vimeo.com/radio98oficial .

Pouco depois das 11h30, no tradicional Rádio Esportes, para o Thiago Reis, na Itatiaia, ele conseguiu ser pior ainda. Frases como: “O Cruzeiro é completamente um clube desacreditado, é chato até falar o termo, mas tem fama de caloteiro, talvez no mundo inteiro, e isso dificulta muito porque o credor, ele falou de viva-voz pra gente que era impossível acreditar no Cruzeiro porque ficou cinco anos sem qualquer tipo de proposta”.

… “Tentamos uma negociação muito boa de um jogador do elenco, novo, que ia resolver não só essa dívida, mas também a outra no final do mês, que é o jogador Willian bigode. Nós voltamos a uma outra situação que foi fazer um condomínio igual o nosso adversário (Atlético) fez muito bem aí para pagar a Fifa, mas acaba atrasando…”

“A gente fala com um, fala com outro, obviamente na língua inglesa, o nosso CEO ficou focado ontem (terça-feira) o dia inteiro para isso. A gente ainda tinha esperança de resolver. A gente tava tentando o dinheiro, a gente não fabrica, né, parece que quem fabrica dinheiro é só a gestão anterior…”

Que venha logo a eleição e o vencedor assuma logo, pois hoje o Cruzeiro é um barco sem rumo.

A entrevista completa na Itatiaia:

https://www.itatiaia.com.br/noticia/froes-diz-que-balanco-financeiro-de-2019-sera


Cruzeiro reconhece perda de pontos, mas sonha com alguma saída e corre atrás para evitar novas punições

Em foto do Washington Alves/Lightpress, Denílson, cuja aquisição do Cruzeiro ao Al-Whada, dos Emirados Árabes Unidos, pode fazer Cruzeiro na Série B do Campeonato Brasileiro com menos seis pontos.

Nessa aí este conselho de “notáveis” que está tocando o clube pisou na bola. Se não têm “cascalho” suficiente para emprestar, pagar e evitar essa perda de pontos, deveria ter recorrido aos empresários cruzeirenses fortes que sempre socorrem a Raposa nos momentos de apuros. A não ser que estejam confiantes demais no time que será montado para disputar a segunda divisão e que esta meia dúzia de pontos não fará falta para o acesso à primeira. A nota oficial divulgada no princípio da noite não diz coisa com coisa. Apenas choraminga contra a diretoria passada e o coronavirus. Reportagem d’O Tempo:

* “Cruzeiro admite perda de 6 pontos na Série B, mas ainda espera reverter situação”

Clube reconhece que da decisão da Fifa não cabe recurso devido à perda de prazo para quitar dívida, porém, informa que continuará trabalhando para “evitar consequências do não pagamento”

O Cruzeiro divulgou nota oficial na noite dessa terça-feira (19) admitindo a possibilidade de perda de seis pontos na Série B do Campeonato Brasileiro, em função de perda de prazo para pagamento de dívida na Fifa relativa ao volante Denilson. O clube admite que da decisão não cabe recurso, porém, informa que continuará trabalhando para evitar a punição.

Confira a nota oficial do Cruzeiro

“O Cruzeiro Esporte Clube segue trabalhando firmemente para evitar as consequências do não pagamento ao Al-Whada de mais de 5 milhões da dívida pelo empréstimo do volante Denilson, contratado em 2016. O prazo venceu nesta segunda-feira, 18. E por causa deste processo, que não cabe mais recursos na Fifa, o clube celeste pode sofrer a punição de seis pontos na Série B do Campeonato Brasileiro. No entanto, a direção do Clube ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial, e o Cruzeiro está finalizando a negociação com o clube dos Emirados Árabes.

As tratativas com o Al-Whada vinham se desenvolvendo positivamente nas últimas semanas, embora a troca iminente na direção do clube, com as eleições para presidente na próxima quinta-feira, 21, também tenham colaborado para dificultar as negociações. Outra dificuldade, além da falta de receitas da Raposa, que teve seus recursos ‘varridos’ na antiga administração, é o atual momento, com a pandemia da Covid-19, o coronavírus.

“Estamos negociando com o Al-Whada e vamos seguir até o último minuto, aguardando um desfecho positivo, para que o Cruzeiro não seja penalizado com a perda de pontos. Estamos vivendo um momento de exceção, em que o mundo está sofrendo com as consequências desta crise com o Coronavírus. Todos sabem da falta de recursos do Cruzeiro e o Clube teve suas receitas ainda mais comprometidas pela situação de pandemia”, explicou Sandro Gonzalez, CEO do Conselho Gestor, falando sobre as negociações com o clube árabe.

“Vínhamos tentando um adiamento para o segundo semestre, mas os dirigentes do Al-Whada foram taxativos. Eles disseram que o processo corre há mais de quatro anos na Fifa e ninguém do Cruzeiro, nenhum dirigente neste período todo, procurou o Al-Whada para buscar um acordo. Eles disseram que se sentiram frustrados e descrentes, e que por isso não poderiam facilitar nada para o Cruzeiro neste momento. Nós explicamos a eles que o clube também foi uma vítima de tudo o que aconteceu nos últimos anos, que agora são outras pessoas que estão à frente da instituição, e que temos a total intenção de resolver. Já tínhamos tratativas avançadas desde a semana passada, e vamos fazer de tudo para evitar qualquer tipo de punição ao Cruzeiro”, ressaltou Sandro.

Os dois pré-candidatos à presidência do Cruzeiro foram comunicados sobre a situação deste processo na Fifa.”

https://www.otempo.com.br/superfc/cruzeiro/cruzeiro-admite-perda-de-6-pontos-na-serie-b-mas-ainda-espera-reverter-situacao-1.2339457


Inacreditável, mas era verdade: gol perdido aos 45 e pênalti sofrido aos 47 do segundo tempo

O Capitão Helivelton, da nossa gloriosa Polícia Militar, se recusou a assistir a reprise de Atlético x Olimpya, domingo, por medo do centroavante “Tanque Ferreyra” não escorregar de novo e matar a final no Mineirão. Deu certo.

Hoje, mesmo com medo do árbitro chileno Patricio Polic prejudicar o Galo, encarei o repeteco do Sportv, de Atlético e Tijuana pelas quartas de final da Libertadores 2013. Que belo jogo, tenso, emocionante, tão inacreditável quanto esclarecedor. Assim como naquele dia 30 de maio, não acreditei que o Luan conseguiu desperdiçar o que seria o 2 a 1 do Galo, aos 45 do segundo tempo. Em mais um contra ataque, Ronaldinho Gaúcho o colocou na cara do goleiro Saucedo, e ele chutou mal, para a defesa do mexicano. O mesmo Luan, que empatou o jogo na ida, no 2 a 2 que dava a vantagem daquele 1 a 1 no Independência. Aliás, um segundo tempo encardido, desta partida de volta. O Galo tinha mais volume de jogo, mas era o Tijuana que matava a massa de susto. Aos 25, Victor começa a ser “canonizado” ao defender, cara a cara, um chute do Piceño. Aos 34, Arce cobra falta, a bola passa pela barreira, bate no travessão e vai pra fora. Ufa!

Mas aos 46 o apitador Patrício Polic enxerga uma falta do Leonardo Silva no Moreno.

Não era possível!

__ Ladrão!

Foi a primeira reação, minha e de quase todos os atleticanos. Daí a pouco, reprise do lance e os comentaristas dizendo que realmente houve um toque do zagueiro e a marcação foi correta.

Mas, PQP, o Leonardo Silva tinha que cometer pênalti a essa hora?

Zagueiro velho, não dá mais conta de ganhar uma corrida de atacante mais jovem, ainda mais nesse momento do jogo.

Também, que merda este Cuca, e estes jogadores experientes, que não sabem segurar um resultado no fim de uma decisão como essa; ainda mais dentro de casa, Indepa lotado! Porra! Cambada de FDP! PQP, que time desgraçado!

Quero nem ver essa cobrança. Bora dormir, e esperar mais um ano nessa fila que não anda nunca, agüentando a encheção de saco daqueles FDP! PQP!!!

Correu Riascos, bateu e …

Viiiiictooor!!! Viiiiictooor!!! Viiiictooor!!!

São Victor, do pé esquerdo mais abençoado da face da terra! PQP!!! Não estou acreditando!

É lance de quem vai ser campeão! Não é possível. Agora vai. Agora eu acredito.

Na TV, hoje, o locutor Milton Leite gritou:

__ O árbitro vai mandar voltar a cobrança.

Uai, mas não teve isso! Que história é essa?

__ O árbitro está mandando cobrar de novo e deu cartão amarelo para o Réver.

PQP (de novo) que merda é essa?

Até que alguém disse na transmissão que o lance valeu, que a defesa do Victor foi legítima e que o jogo ia acabar.

Ufa!

Na sequência, mais emoções, mais sufocos, mais lances e apertos inacreditáveis e o destino foi justo, como em incontáveis vezes não foi com o Atlético, com muitos jogadores, do jeito que é o futebol.

Nesta conquista, vários que estavam virando vilões entraram para a galeria de heróis, com toda justiça. Uns pela determinação outros pela qualidade da bola que jogavam e todos pela raça, sangue nos olhos que empenharam, empurrados pela torcida, que nunca faltou com o time.

Leonardo Silva marcou o gol que garantiu a prorrogação na final e o respeito conquistado garantiu a ele jogar mais seis anos, e ainda como titular.

Victor está aí até hoje. Merece todo o respeito, mas o corpo já não obedece tanto quanto antes.

Essas reprises são muito interessantes e nos fazem viajar no tempo, nos levando a autocrítica e revisão de conceitos.


Kroll, a consultoria que auditou as contas do Cruzeiro, já apurou crimes até de Saddam Hussein

Ilustração do Superesportes

Numa rápida olhada no site da Kroll Consultoria dá pra sentir que se trata de “cobra criada”, para pegar gatunos de toda ordem. Já pegou gente do naipe de ditadores do Haiti, Filipinas e até do Iraque, o finado Saddan Hussein. No link “Quem somos”, diz: “Nós desvendamos o desconhecido ao ajudar você a fazer sua gestão de compliance, conduzir litígios, e mitigar riscos relacionados a fraude, impropriedades e ameaças de segurança…”

Na “História” da empresa, está lá: “A Kroll foi fundada em 1972 por Jules B. Kroll como uma consultoria especializada para Departamentos de Compras. A empresa tinha como principal objetivo auxiliar seus clientes através da detecção de esquemas de fraude, pagamento de propina e outras formas de corrupção.

Nos anos 80, a Kroll ficou conhecida como “o detetive de Wall Street” por conta de importantes due diligences investigativas realizadas para o setor financeiro. Posteriormente, a empresa ganhou renome internacional pelo sucesso obtido em investigações de busca de ativos ocultos de Jean-Claude Duvalier, Ferdinand e Imelda Marcos, e Saddam Hussein.

(https://www.kroll.com/pt-br/quem-somos/a-historia-da-kroll)

Vale lembrar que, hoje, Wagner Pires de Sá é a “Geni” (Viva Chico Buarque) do mundo azul, “caçado feito ratazana prenhe”, como diria Nélson Rodrigues. Porém, até outro dia, era bajulado e cortejado por quase todos que hoje o atacam. Virou até “Cidadão Honorário” de Belo Horizonte. Bastava alguém da imprensa (da ala que não tinha compromisso com ele) falar qualquer coisa contra, que choviam impropérios e ameaças das mais diversas formas. Essas reportagens do Superesportes mostram outros fatos lamentáveis, como a farra dos ingressos de cortesia, que lotariam mais de um Mineirão, sem que entrasse um real nos cofres do Cruzeiro.

* “Só em 2018, o prejuízo com bilhetes ‘não cobrados’ foi de R$ 13,2 milhões. Naquele ano, as retiradas desses cinco profissionais somam 24.301 tíquetes. Em 2019, o número saltou para mais do que o dobro: foram 54.923. O montante de todo período da gestão Wagner alcança 79.224 entradas retiradas como ‘cortesias’.”

* “Farra dos ingressos no Cruzeiro: documentos revelam retirada de quase 80 mil ‘cortesias’ na gestão Wagner”

https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2020/05/18/noticia_cruzeiro,3847847/farra-dos-ingressos-do-cruzeiro-mais-de-80-mil-retiradas-de-cortesias.shtml

* “Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro, recebe título de cidadão honorário de BH”

Condecoração foi entregue em cerimônia na Câmara dos Vereadores (mais…)


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