Blog do Chico Maia

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Pedro Rocha no primeiro jogo e Dedé no segundo fizeram diferença para a classificação do Cruzeiro

Pedro Rocha (em foto do twitter.com/Cruzeiro), mesmo bem marcado fez uma boa partida no Horto

Foi um dos clássicos mais emocionantes dos últimos anos. Com uma raça há tempos não vista o Atlético se impôs, dominou a partida do princípio ao fim, mas não teve competência para marcar os três ou quatro gols que precisava para reverter o placar conquistado pelo Cruzeiro no jogo do Mineirão. Se Pedro Rocha com a sua atuação impecável foi o principal responsável pela vitória cruzeirense, Dedé foi o gigante no Independência para que o placar ficasse em apenas 2 a 0 para o Galo. Que atuação do zagueiro cruzeirense! Fábio dessa vez trabalhou muito, e bem; outro grande responsável pela classificação merecida esta noite no Horto.

No Atlético, Chará e Patric jogaram demais; Jair entrou bem na vaga que era do Zé Wellison; Cazares jogou dessa vez. O técnico Rodrigo Santana pôs todos os atacantes que estavam à sua disposição, com Luan, Geuvânio e Ricardo Oliveira entrando no segundo tempo, arriscando tudo a partir dos 15 minutos. Mas não funcionou. Cazares aos 34 de jogo e Patric aos 46, no apagar das luzes. Insuficientes, porque o Cruzeiro teve competência para marcar três e tomar apenas dois.


Treinador ganha e perde jogo. Este Atlético x Cruzeiro é para eles se destacarem

Rodrigo Santana e Mano Menezes em imagem do Globoesporte.com

O destaque pode ser positivo e ou negativo.

Há quem duvide que treinador faça diferença. Há quem tem certeza que ele só perde, e há aqueles que pensam que ganha e também perde. Me enquadro nessa segunda opção. Isso em uma partida isolada, já que na sequência de um trabalho durante uma ou mais temporadas tenho a convição plena que um treinador faz diferença demais. Quem sabe montar comissão técnica, um bom elenco, criar ambiente de trabalho e administrar tudo isso ao longo de uma temporada inteira entra para a história de qualquer clube.

Nos 3 a 0 do primeiro jogo Mano Menezes fez diferença ao surpreender a todos com a escalação do Pedro Rocha, deixando Fred no banco. O rapaz abriu a porteira atleticana. Além da habilidade e velocidade, sua função em campo desnorteou jogadores e treinador do Galo, que quando acordaram o placar já estava em 2 a 0.

A parte da imprensa que critica treinos com portões fechados deve ter ficado envergonhada de usar o argumento de que “treino fechado não adianta nada”.

Rodrigo Santana também costuma fechar treinos na Cidade do Galo. Será que teria alguma surpresa para dar o troco no Mano na noite de hoje? Se não tiver em termos de escalação, que pelo menos consiga fazer seus comandados correrem mais. Ou que deem pelo menos uns chutes a gol que obriguem ao Fábio a fazer uma boa defesa. Treinador pode fazer diferença em detalhes assim, que costumam se traduzir em vitórias. Os jogadores do Atlético precisam ter em mente que o adversário é o Cruzeiro, com tudo este classíco envolve. Nos 3 a 0 eles apresentaram alguma coisa nos dez minutos iniciais. Depois se encolheram, assim como o treinador, que, com toda a calma do mundo, parecia estar satisfeito em estar tomando “só” de dois e três a zero.


A diferença fundamental das viradas do Galo na Copa do Brasil de 2014 para 2019

Foto: Washington Alves/Vipcomm

A tradição de raça e a camisa são as mesmas, a fé da torcida idem, porém, o time é totalmente diferente. Tudo é possível no futebol, principalmente num clássico como este. Mas em 2014 o técnico era Levir Culpi em alta, motivado, com dois ótimos laterais, uma excelente zaga, com o Leo Silva cinco anos mais novo, Jemerson em ascensão; a liderança e o “sangue nos olhos” do Leandro Donizete; Luan no auge da forma física; Dátolo jogando muito e Diego Tardelli desequilibrando.

Vejamos as escalações e substituições nas duas goleadas, 4 a 1, sobre o Corinthians no dia 15 de outubro, com apito de Leandro Pedro Vuaden: Victor; Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete (Josué) e Dátolo; Luan (Maicosuel), Guilherme e Carlos; Diego Tardelli (Marion). Treinador: Levir Culpi.

Guilherme comemora com Tardelli e Lua, um dos gols contra o Corinthians, em foto do Mourão Panda.

E sobre o Flamengo, na semifinal, dia cinco de novembro, com apito para o também gaúcho Anderson Daronco: Victor; Marcos Rocha, Leo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué (Leandro Donizete, 28’/2ºT), Dátolo, Luan e Maicosuel (Marion, 28’/2ºT); Diego Tardelli e Carlos (Dodô, 35’/2ºT) – Técnico: Levir Culpi.


O aprendizado do Mano Menezes com a famosa “dancinha” nas quartas da Copa do Brasil de 2014

Sábia e mineiramente o comentarista Flávio Anselmo costumava dizer no programa Minas Esporte, da Band: “vou guardar minha boca pra comer a minha farinha”. E Mano Menezes (em foto do Vinnicius Silva/Cruzeiro) assimilou a frase, para não dar cutucar o adversário antes da hora.

O Cruzeiro vencia por 2 a 0, dominava o jogo e a torcida gritava “olé” no Mineirão. Mano Menezes se voltou para as arquibancadas e fez gestos pedindo que os torcedores parassem com a provocação ao Galo. Porque não era o momento. Tinha mais jogo pela frente e um outro jogo ainda.

Certamente ele punha em prática um duro aprendizado que teve na profissão, justamente contra o Atlético, também nas quartas de final da Copa do Brasil, quando comandava o Corinthians.

No jogo de ida, em São Paulo, o time paulista fez 2 a 0 e Mano fez a famosa “dancinha”, que no jogo da volta custou caro: 4 a 1 no Mineirão e o Galo classificado.

E Mano está aguardando a classificação se sacramentar para soltar seu desabafo contra uma entrevista que teria sido dada por um diretor do Atlético durante a parada da Copa América. Eu estava na França, e como não ouvi e nem li, também aguardo o desfecho dessa disputa.

Taticamente é o jogo perfeito para o treinador cruzeirense colocar em prática o sistema que mais gosta: contra ataques. Com 3 a 0 no lombo o Galo terá de sair para o jogo.


Marcelo Oliveira à toa, fazendo caminhadas na Afonso Pena, e o América efetiva supervisor como treinador

Em foto de Estevão Germano (site do América), Felipe Conceição, carioca de Nova Friburgo, 40 anos de idade, ex-atacante, ex-auxiliar de Jair Ventura no Botafogo, atuava como como coordenador de futebol e foi efetivado como treinador no lugar do demitido Maurício Barbieri.

Quem informa e reclama sobre o Marcelo Oliveira é o Márcio Amorim, americano tradicional e assíduo nos jogos do Coelho. Além de nos brindar periodicamente com ótimos comentários aqui no blog. Confira mais um desabafo dele:

“Marcelo Oliveira caminha lá no alto da Afonso Pena, na avenida do antigo hospital Hílton Rocha, quase toda manhã, desempregadinho da silva. Parem com esta molecagem de colocar auxiliar-técnico como interino-definitivo. Chega de Ricardos Drubscks! Estou cansado de tudo, mas o América é maior do que vocês todos: diretores e atletas medíocres.

De volta e em momento sinistro. Não tenho conseguido aparecer e ter a felicidade de falar bem do meu América. Sou contra o que parte da torcida faz: vaiar jogadores e gritar olé. Não é o momento. Aliás, não sei se existe momento para isto. Seria o retrato da tristeza ou da revolta? Não justifica, não ajuda.

Às vezes, fico revoltado com o amadorismo da diretoria. Só que Salum não é amador. Macaco velho que, de repente, parou de pensar? O caminho para a Série C está aberto. Cabe aos jogadores escolher se querem continuar nesta trilha maldita. Poucas coisas são necessárias: uma diretoria amadora, um elenco fraco, um técnico que acha o Juninho um craque e o Zé Ricardo reserva, uma torcida ausente e revoltada.

Quanto ao Juninho, cansei. Todos os técnicos que confiaram nos seus conceitos, em relação a este atleta, caíram. E ele ficou. Entretanto, atualmente não é só ele. Goleiros indecisos, laterais fracos, zaga horrível. Meio sem criatividade e ataque inoperante.

Por aí se chega fácil à Serie C. É impossível não ter aprendido com a experiência de 2018. Um mês de paralisação, tempo mais do que suficiente para arrumar a casa que ameaçava ruir. A diretoria contrata mais uma barca de meias-bocas, o técnico coloca uns 3/4 para jogar, mantém o crack indispensável como titular e põe o verdadeiro craque na reserva. Joga a base (Zé, Matheusinho, Cristhian) na vala comum e toca terra por cima de carreiras brilhantes.

Eu peço licença, ao Marcão, fazendo-o representante da torcida atleticana e vou usar uma frase famosa deles: eu acredito!
Acredito que alguém há de acordar, sair deste marasmo, fugir de atitudes tresloucadas e de contratações hilárias. Gosto que me calem a boca, mas fazer um meio com Juninho, Maranhão?
Vocês estão querendo o quê?

Saiam cabisbaixos! Sumam! Desapareçam!
Desculpem o desabafo! Um abraço!

Márcio Amorim

 


A vontade e determinação deste time reserva do Atlético servem de exemplo para o time principal

Foto: twitter/Atlético

Depois do cochilo no início do jogo, tomando gol aos 18 segundos, o Atlético se desdobrou para dominar as ações do jogo em Chapecó. Foi uma virada na raça. Maidana teve uma grande atuação e marcou o gol de empate. Vinícius que, que não fazia uma partida brilhante, fez o gol da virada aos 53 do segundo tempo. E Ricardo Oliveira teve a oportunidade de virar antes, aos 25 minutos, quando cobrou um pênalti de forma displicente, facilitando a defesa do goleiro da Chapecoense.


Faltaram vontade e fôlego ao Cruzeiro no empate sem gols com o Botafogo

Foto: twitter.com/Cruzeiro

O que sobrou nos 3 a 0 sobre o Atlético faltou esta tarde no Mineirão. Jogo ruim, que terminou com vaias da torcida. e bate boca de Mano Menezes com torcedor que o xingava atrás do banco de reservas.

E a entrevista dele depois da partida mostrou que o pensamento geral continua nas quartas de final contra o Atlético: “Vamos procurar descansar, colocar as pernas para cima, ir para casa mesmo, quando quiser tomar líquido, escolher mais água. É assim que vamos chegar fortes na quarta-feira”.

 


O América mostrou contra o Figueirense que fez tudo errado para encarar a Série B este ano

Foto: Rafael Costa /América

Montou time fraco, dispensou o técnico Givanildo nas primeiras rodadas, contratou jogadores fracos “como reforços”, buscou um treinador que não está dando conta de melhorar o desempenho do time e desperdiçou a parada da Copa América que seria para arrumar a casa. Tomou de quatro a zero em casa com os jogadores com a língua para fora a partir dos 20 minutos do segundo tempo.  Vai penar para escapar de um novo rebaixamento, agora para a C.


A lamentável notícia do problema cardíaco do Adilson e o belo gesto de solidariedade do Cruzeiro e do América

Fotos Bruno Cantini/Atlético

Dói demais ver alguém sendo obrigado a encerrar a carreira antes da hora, principalmente quando se trata de quem ainda tinha tanto a mostrar nos gramados.

Força ao Adilson, que vai continuar trabalhando no Galo e parabéns ao Cruzeiro e ao América por estas postagenss em suas redes sociais. Do Cruzeiro com essa foto principal do blog e do América na sequência deste texto. Neste mundo de tanta ignorância e irracionalidade é ótimo ver que há pessoas e instituições de bom senso e racionais, ainda que seja envolvendo das maiores rivalidades do futebol mundial. O Atlético agradeceu aos co-irmãos. Gestos aparentemente simples, mas importantíssimos na tentativa das pessoas de bem serenar os ânimos e reafirmar que “o futebol é a coisa mais importantes dentre as coisas menos importantes de nossas vidas”, como disse um dia o técnico italiano Arrigo Sachi.

* “O Cruzeiro lamenta e manifesta a sua solidariedade ao atleta Adilson, do @atletico, que hoje encerrou de forma precoce a sua carreira! #ForçaAdilson” Cruzeiro Esporte Clube @Cruzeiro

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América FC‏ @AmericaMG

Rivalidade à parte, o #Coelhão lamenta o término precoce da carreira do volante Adilson, do @Atletico. Que você seja acolhido por sua família e seus amigos para superar esse momento. Desejamos sucesso e felicidade em seus novos caminhos!

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Adilson, uma nova etapa se inicia em sua vida e a Massa Atleticana continua torcendo por você!

#Atlético: Departamento médico do @atletico confirma o fim da carreira do volante Adilson devido a um problema cardíaco.

Demais atletas do elenco acompanham a despedida.


Imperdível, especialmente para quem quer curar qualquer dor: Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, a partir de amanhã

Nesta foto do Ariel Branco, que me foi enviada pelo Igor Duarte, o visual predominante de Conceição do Mato Dentro nessa época do ano

“Peço desculpas se deixei meu verso / espelhar o inverso /

reclamar sem ter razão / POIS SEMPRE QUE A COISA APERTA /

A RECEITA CERTA É VIR PRA CONCEIÇÃO.”

Com este trecho da Marchinha de Conceição (de autoria do Cadinho Faria e Murilo Albernaz), recomendo a todas as senhoras e senhores que estão precisando descansar o corpo e a alma do dia a adia estressante ou qualquer outro problema (atleticanos do mundo unamo-nos ), que peguem o carro, o ônibus, a bicicleta, avião ou até à pé, e sigam rápido pra Conceição do Mato Dentro. Hoje à noite ou amanhã cedíssimo estarei na MG-010 para curtir o 1º Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, que começa neste sábado, 13, conforme mostra o site da prefeitura de Conceição:

O Festival de Inverno de Conceição do Mato Dentro, terá sua primeira edição no período de 13 a 21 de julho, na sede do Munícípio de Conceição do Mato Dentro, e nos Distritos de Córregos, Santo Antônio do Norte (Tapera) e Santo Antônio do Cruzeiro (onde nasce o Rio Santo Antônio em MG). Iiniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico, com a realização da Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro, em parceria com a FLAMA.

Serão 09 dias de intensa programação cultural, sendo todas atividades gratuitas, propiciando a reflexão sobre o tema da arte e da cultura, em seu potencial transformador e de pertencimento. Terão oficinas de arte, cultura, educação, rodas de conversa, teatro, cinema, dança, cinema, exposição de artes plásticas e vários shows na sede e em distritos, em espaços como praças, ruas, escolas públicas e outros equipamentos sociais.

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