Blog do Chico Maia

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Depois da garantia na Série B, o Cruzeiro encara outro “recomeço” para 2021

Em foto do Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press, protesto de torcedores, ontem, no Independência, antes do jogo contra o Operário.

O Cruzeiro venceu com muita dificuldade o Operário/PR e mais uma vez a impotência do time foi estampada durante toda a partida. Mas, saiu do risco maior, que seria a queda para a Série C. Agora, começa processo mais complicado que é a recuperação do clube como um todo. Óbvio, que priorizando a montagem de um novo grupo para a temporada 2021, a nova disputa da Série B. Mas, há os problemas administrativos/financeiros, que parecem intermináveis, as questões institucionais, que também  parecem não ter fim e os rachas internos. Segmentos da torcida voltaram às ruas, pedindo a cabeça até da atual diretoria, que prometeu muita coisa e não está dando conta de resolver. A exclusão dos conselheiros que teriam se aproveitado do clube, é outro tema. Foram expulsos, mas retornaram via judicial. Falta de dinheiro, fontes de arrecadação de menos, receitas de patrocinadores e direitos de transmissão da TV antecipados, dívidas nas alturas, parcelamentos de acordos judiciais e extrajudiciais que começam vencer, enfim…

E tem que montar um time competitivo para enfrentar adversários difíceis, que não vão conseguir as duas vagas restantes

da Série B, além dos concorrentes de peso que estão caindo ou na iminência de cair este ano, tipo Botafogo, Goiás, Coritiba, Vasco, Bahia, Sport Recife. E tem os que subiram da Série C, cheios de entusiasmo.

O futuro de Felipão é incerto. Mas ele não esconde a sua insatisfação com a diretoria e mais ainda com o grupo de jogadores. Viu que a situação era bem mais feia do que imaginava, quando aceitou a proposta para assumir.

Para se ter uma ideia da disposição do atual treinador cruzeirense, depois da derrota para o Juventude, ele disse o seguinte:

– Tivemos a oportunidade de sonhar com mais, mas não temos qualidade para sonhar com isso. Temos que saber dimensionar onde podemos chegar, neste momento. Tomara que possamos chegar no próximo jogo, sair da situação que aflige, para que cumpra o papel, que é tirar o Cruzeiro da Série C. Nove vezes o Cruzeiro esteve na (zona do rebaixamento para) Série C, e não entrou mais. Tomara que a gente consiga tirar da Série B. E, como aconteceu o ano, do jeito que tudo procedeu, é uma grande vitória-completou. 

Dos grandes que já foram rebaixados, até então, apenas o Fluminense em 1998, não tinha retornado no ano seguinte. A lista mostra: em 1992 o Grêmio; 2003 – Palmeiras e, Botafogo (campeão e vice); 2005, Grêmio (campeão); 2006 Atlético (campeão); 2008 Corinthians (campeão); 2009 Vasco (campeão); 2013 Palmeiras (campeão); 2014 Vasco (3º lugar); 2015 Botafogo (campeão); 2016 Vasco (3º lugar) e 2017 Internacional (2º lugar).


Empate com o Grêmio e goleada do Inter no Morumbi complicam as pretensões do Atlético

Foto: twitter.com/Gremio

O Atlético fez um bom primeiro tempo, mas a pressão do Grêmio e as mudanças promovidas pelo técnico Jorge Sampaoli no segundo, mudaram a cara do jogo. O time não resistiu ao bombardeio gaúcho, permitindo o empate. O jogo foi abaixo de tanta expectativa criada, e o empate ruim para as pretensões de ambos.

Destaque para a cobrança perfeita do pênalti pelo Hyoran, que abriu o placar. O goleiro Vanderlei foi no canto certo, mas a força do chute impossibilitou a defesa. Sem condição física, Réver foi substituído no intervalo pelo Gabriel. A partir dos 20 minutos, Sampaoli fez outras trocas: Sasha no lugar de Vargas, Alan Franco no de Savarino, Dylan (Hyoran) e Marrony no lugar de Keno.

Renato Gaúcho também mexeu cinco vezes e as mudanças dele surtiram mais efeito. Aos 39, Everton, que entrara no lugar de Vitor Ferraz, chutou forte da entrada da área e empatou.

Resultado que seria considerado normal, caso o Galo não tivesse perdido tantos pontos para adversários muito inferiores, dentro e fora de casa.

Mais tarde, dois concorrentes diretos ao título fizeram um grande jogo no Morumbi e o Internacional aplicou uma goleada no São Paulo, 5 x 1, que levará um tempo para os paulistas esquecerem.

Hyoran comemora o quarto gol consecutivo (foto: twitter.com/Atletico)


Serginho Nonato, que anda passando apertos com os cruzeirenses, foi um grande goleiro de futsal

Foto e nota publicadas em minha coluna no jornal SETE DIAS, de sexta-feira, 15:

* “ECOS DO PASSADO”

Sérgio Nonato, que depois se tornou o “Serginho do Alterosa Esporte”, foi, antes de se tornar comentarista e diretor do Cruzeiro, um ótimo goleiro de futsal, inclusive titular da seleção mineira. Jogou no Promove, de Belo Horizonte, e teve passagem pelo nosso Huracan de Sete Lagoas, como mostra esta foto de 1993, durante treino no Ginásio do clube no Bairro Canaã, orientado pelo professor Cláudio Raposo, preparador físico do time na época.

Atualmente ele tem passado apertos com a torcida do Cruzeiro, pela atuação como braço direito do então presidente Wagner Pires de Sá, como descreve o Victor Martins, no Blog do Victão”, no portal Uai:

* “Ameaça, tentativa de agressão, hostilização e emboscada. Ex-diretor do Cruzeiro não tem paz”

Sérgio Nonato foi diretor do Cruzeiro até outubro de 2019, quando renunciou (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Sérgio Nonato, ou apenas Serginho, foi diretor geral do Cruzeiro durante a gestão do presidente Wagner Pires de Sá. Embora esteja fora do clube desde outubro de 2019, o ex-dirigente voltou a ser notícia nessa terça-feira (19). Ainda pela manhã ele teve o carro cercado e apedrejado por quatro integrantes de uma torcida organizada do Cruzeiro. Todos já identificados e três foram presos.

De acordo com a Polícia Militar, o ato foi premeditado. Serginho sofreu uma emboscada na Rua Célio de Castro, no Bairro Colégio Batista, em Belo Horizonte. Veja mais detalhes na reportagem de Ivan Drummond, no Superesportes.

Essa não foi a primeira vez que Sérgio Nonato teve problemas com torcedores do Cruzeiro. O ex-dirigente não tem mais paz nas ruas da capital mineira. Além da emboscada, há pelo menos outros três relatos de momentos que Serginho precisou da Polícia Militar ou teve de deixar o local em que estava para não ser agredido.

A primeira vez que se tem notícia de uma ameaça a Sérgio Nonato é da semana do rebaixamento do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro, em dezembro de 2019. No dia 3, uma terça-feira, ex-jogadores profissionais e amadores de futsal de Belo Horizonte, nas décadas de 80 e 90, se reuniram num bar localizado no Sion, bairro da Zona Sul da capital.

Serginho foi goleiro de futsal e aproveitou o encontro para rever os amigos. No local, o ex-dirigente celeste foi reconhecido por um garçom e ameaçado. Para evitar um problema ainda maior, ele optou por ir embora. O funcionário do estabelecimento precisou ser contido para não tentar agredir Sérgio Nonato.

Pouco mais de um mês depois, em 16 de janeiro do ano passado, novamente em um bar, Serginho foi cercado por oitos pessoas e ameaçado. Ele deixou o local, no Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte e registrou um Boletim de Ocorrência.

“Solicitante informa que se encontrava na rua Passos esquina com rua Bom Sucesso, e que em dado momento um grupo de cerca de oito indivíduos começaram a hostilizá-lo e tentaram agredi-lo fisicamente. Diante da situação, a vítima se retirou do local e, temendo futuras agressões, efetuou este registro”, relata o documento.

No dia 21 de maio do ano passado, na eleição vencida por Sérgio Rodrigues para presidente do Cruzeiro, Serginho esteve no Ginásio do Barro Preto para votar. Ele ainda é conselheiro do clube. Na saída, Serginho foi bastante hostilizado por torcedores que protestavam em frente ao local. O ex-dirigente cruzeirense precisou do auxílio da Polícia Militar para não ser agredido e sair em segurança.

Ao lado de Wagner Pires de Sá (ex-presidente) e Itair Machado (ex-vice de futebol), Sérgio Nonato é investigado pela Justiça por crime contra o patrimônio do clube. Os três ex-dirigentes foram indiciados por apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

https://victormartins.uai.com.br/noticias/ameaca-tentativa-de-agressao-hostilizacao-e-emboscada-ex-diretor-do-cruzeiro-nao-tem-paz/


América em campo esta tarde e ótima entrevista do presidente Salum

Presidente americano Marcus Salum, em foto do Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

O Coelho empatou sem gols com o Brasil, em Pelotas, e volta a secar a Chapecoense. Agora vai enfrentar o Confiança, em Aracaju, e o Avaí, no Independência. A luta com a Chapecoense pelo título da Série B continua. O time catarinense enfrenta a Ponte Preta em Chapecó, nesta rodada, e depois pega o Operário, em Ponta Grossa, e o Confiança, em Chapecó.

Fora das quatro linhas o clube se movimenta visando a próxima temporada. Primeira missão, é convencer o Marcus Salum a se candidatar à reeleição, depois, do Conselho Deliberativo, que precisa reelegê-lo. É um dirigente acima da média nacional, além da paixão que tem pelo América; uma tradição de família. Ele foi entrevistado pelo Paulo Galvão, para o Estado de Minas/Superesportes, no fim de semana. Vale a pena conferir:

* “Reforços, saídas, Lisca: Salum detalha planos para o América na Série A”

‘Mostramos que é possível fazer mais com menos’, comemorou o presidente do clube, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas e ao Superesportes.

América ainda luta pelo título da Série B do Campeonato Brasileiro de 2020, mas já pensa na temporada 2021, quando voltará à Série A. O principal objetivo é permanecer na elite do futebol nacional, mas sem fazer loucuras que impeçam o clube de continuar organizado e crescendo. “Mostramos que é possível fazer mais com menos”, diz Marcus Salum, presidente do Conselho de Administração do Coelho, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas e ao Superesportes.

O clube trabalhou com orçamento de cerca de R$ 30 milhões desde janeiro de 2020. Para este ano, a expectativa é ter entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões, o que abre boa perspectiva quando se olha de fora. Para quem está lá dentro, porém, o cenário é bem diferente. “A maioria trabalha com orçamentos de R$ 300 milhões, R$ 350 milhões”.

Assim, será preciso, mais uma vez, ter olho clínico ao contratar, mirando principalmente quem se destacou na Segunda Divisão ainda em curso. A intenção é manter a base do time que deu tão certo na atual temporada, apostar em jovens promissores e buscar “um ou dois mais conhecidos”, segundo o dirigente, verdadeiro apaixonado pelo clube.


Além dos principais jogadores, uma das preocupações é com a manutenção da comissão técnica. As conversas com o técnico Lisca para renovação já começaram e Salum espera acertar a permanência “o mais rápido possível”.

Qual foi a diferença entre o América que “bateu na trave” em 2019, não subindo por um ponto, e o que conseguiu o acesso com certa tranquilidade agora?

Nem sempre não atingir o objetivo significa que o trabalho foi ruim. Quando você cai, tem muita despesa e pouca receita. Tem de administrar um passivo grande, pois são jogadores caros. Caímos em 2018 e em 2019 demoramos a achar o caminho certo. Primeiro contratamos o (técnico) Maurício Barbieri, depois o Givanildo, até chegar no Felipe Conceição. Quando conseguimos colocar o carro nos eixos, conseguimos avançar. Mas no futebol acontecem coisas que seriam anormais em outras áreas. Perdemos aquele jogo para o São Bento (que já estava rebaixado, na última rodada da Série B) porque entramos achando que já havíamos subido e porque tivemos muitos desfalques. Então, acho que o segredo foi manter o planejamento, apesar de não termos conseguido o acesso. Já em 2020 tivemos a perda do Felipe e, por experiência, fizemos a opção pelo Lisca, o qual já vinha acompanhando. Falei para ele que não queria um técnico doido, mas competente. Foi o que ele nos ofereceu. Além disso, estamos acostumados a administrar déficits, não fazemos loucuras.

Em um ano de pandemia, como o América conseguiu manter as contas em dia?

A gente (da diretoria) procura acudir nas horas de dificuldade. Mas tivemos um trabalho muito bem feito no auge da crise (provocada pela COVID-19), que foi a negociação com os jogadores para reduzir valores de direitos de imagens, fomos atrás de CBF e da emissora de TV que detém direitos de transmissão pedindo para manter os pagamentos em dia. E fomos atrás de tudo que foi possível. Estou esgotado, nunca trabalhei tanto como em 2020. Mas felizmente deu certo e o grupo confiou na gente, eles sabiam que quando tivéssemos condições, cumpriríamos os compromissos. E o sucesso na Copa do Brasil nos ajudou muito, reforçou o caixa do clube,  nos permitiu quitar os compromissos mais rápido do que planejado. Hoje, não tem nada em aberto no América.

Por falar em Copa do Brasil, chegar às semifinais pela primeira vez foi surpresa? (mais…)


Jair em campo e em forma faz muita diferença ao time do Atlético

Impressionante como o rendimento do Atlético melhora com Jair em campo. E uma pena que ele entre em campo tão pouco, já que machuca muito e toma cartões. Não jogará contra o Grêmio por causa do amarelo que tomou ontem.

Antônio Silva, comentarista aqui do blog, também fez esta observação e destacou a bola que o Hyoran vem jogando: “Eu que criticava o Hyoran, hoje me rendo com aquele golaço… Mas, no Galo é assim, os caras jogam o fino da bola quando estão perto de renovar. Lembram de Nathan no início da temporada?
Fico muito preocupado, Jair não joga contra o Grêmio, quase todas as derrotas foram sem a presença dele. Os outros volantes Sampaolli emprestou… Outro que está regulando bem é o Savarino e costuma fazer falta, quando não está. Aliás, isso é histórico no Galo, muitos jogos desfalcados o tiram do páreo. Perdemos muitos pontos nos momentos em que cedemos jogadores para seleções, Covid, contusões e punições. Fico impressionado como a cbf remaneja jogos do Galo para favorecer times desfalcados.”

Edu Panzi lembrou números interessantes do Galo neste campeonato:

@edupanzi: “Melhor ataque do Brasileirão com 51 gols, o Atlético só não balançou a rede adversária em 5 jogos. Pior defesa (37 gols) do G4, Galo só não sofreu gol em 8, das 29 partidas. Os números deixam claro qual setor precisa ser trabalhado p melhorar ainda mais o desempenho… ”

A classificação:

P J V E D GP GC SG
1 São Paulo 57 30 16 9 5 50 28 22
2 Internacional 56 30 16 8 6 48 28 20
3 Atlético-MG 53 29 16 5 8 51 37 14
4 Grêmio 50 29 12 14 3 38 24 14
5 Flamengo 49 28 14 7 7 47 39 8
6 Palmeiras 48 28 13 9 6 39 26 13
7 Fluminense 46 30 13 7 10 40 37 3
8 Santos 45 29 12 9 8 41 36 5
9 Corinthians 42 28 11 9 8 35 30 5
10 Athletico 39 30 11 6 13 27 29 -2
11 Ceará 39 30 10 9 11 41 41 0
12 Bragantino 38 30 9 11 10 39 36 3
13 Atlético-GO 36 30 8 12 10 27 36 -9
14 Sport 32 30 9 5 16 24 38 -14
15 Vasco 32 29 8 8 13 29 40 -11
16 Fortaleza 32 30 7 11 12 26 30 -4
17 Bahia 29 29 8 5 16 35 51 -16
18 Goiás 26 29 6 8 15 29 44 -15
19 Coritiba 25 30 6 7 17 23 39 -16
20 Botafogo 23 30 4 11 15 26 46 -20

 


Fosse uma instituição pública o Cruzeiro já teria instalada uma CPI

Foto: https://twitter.com/ECJuventude

Wagner Pires, Itair Machado e Serginho Nonato são lambaris na história recente do Cruzeiro. Que não venham querer culpar só a eles pelo drama que o clube está vivendo.

Só agora, depois de matematicamente oficializada a permanência do Cruzeiro na segunda divisão, acredito que é verdade. Assim como só acreditei que ele estava rebaixado, depois do segundo gol do Palmeiras, no Mineirão, ano passado.

No atual campeonato, quando venceu o América, com a ajuda da arbitragem, pensei que ali estaria começando uma reação, provocada pela união de antigos dirigentes e grandes empresários cruzeirenses, que não são poucos e todos muito fortes. Afinal de contas, é o Cruzeiro, um dos mais vitoriosos e poderosos clubes do futebol brasileiro. No jogo seguinte, novo baque e volta à realidade. Ainda assim, continuei achando que haveria alguma reação para que a Raposa conseguisse a quarta e última vaga do acesso. A duras penas, venceu o Sampaio Correia, fora de casa, e o jogo seguinte seria contra o péssimo Oeste, em Belo Horizonte. Com os resultados ruins dos concorrentes, o caminho estava reaberto para a sobrevivência das esperanças. Nova derrota, inacreditável, e no jogo seguinte, o martelo batido, com nova surra, agora do Juventude.

É verdade, o Cruzeiro foi “rebaixado”, novamente, como disse o Alexandre Simões na Rádio Itatiaia.

Lembrei-me do que me falou um grande ex-dirigente do futebol brasileiro, que previu que o Cruzeiro poderia não retornar para a Série A de 2021: “Os tempos mudaram; com a queda do antigo esquema de Joseph Blatter, da Fifa, o efeito cascata atingiu a CBF e demais associações que formavam a grande máfia do futebol, no mundo todo”. Gianni Infantino, que substituiu Blatter, está cumprindo o que prometeu quando assumiu o cargo. Deu continuidade à devassa na própria entidade e federações mundo afora e está bancando a transparência em tudo o que faz. Ricardo Teixeira continua sepultado; os sucessores do esquema dele na CBF também caíram, e foram trocados por quem  está seguindo a linha do Infantino. Os subterrâneos do futebol brasileiro tomaram outro rumo.

Internamente, o Cruzeiro vem sendo sugado há muitos anos, mas as conquistas dentro de campo escondiam os sugadores. O torcedor nunca quer saber de problemas administrativos e roubalheiras. O que importa são os títulos. E não é exclusividade dos cruzeirenses. Torcedores de todos os grandes clubes brasileiros são assim. Este é o Brasil, em que se vive a “Lei de Gérson”, onde vale levar vantagem em tudo. A imprensa vai no embalo. Por conluio interesseiro ou por inocência útil, ou por paixão mesmo, de acreditar que este é o caminho correto, natural, no país da mentira, da hipocrisia e das tramoias.

Que o Cruzeiro sirva de exemplo, já que a maioria esmagadora dos grandes clubes vive dessa mesma mentira, o Atlético, inclusive. Pagar salários absurdos, de Europa, para jogadores, treinadores e demais profissionais; dar poder absolutos para dirigentes, sem fiscalizá-los, nem cobrar contrapartidas pelo exercício do cargo que ocupam, e por aí vai.

Força, Cruzeiro, mas dentro da realidade! Toda a arrogância, e mentiras, estão sendo castigadas.


Empate em casa foi frustrante, mas o título continua próximo. América volta a secar a Chapecoense

Em foto do Alexandre Guzanshe/EM/DAPress, no Superesportes, Messias, um dos jogadores mais importantes do Coelho no acesso à Série A, autor do gol de empate contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Depois de uma campanha quase perfeita e o acesso garantido, o América deu uma relaxada, ontem, contra um desesperado Botafogo/SP que luta contra o rebaixamento. O Superesportes destacou a marca de 150 jogos do zagueiro Messias pelo Coelho. Exemplo de profissional, que merece todas as homenagens:

* “Messias atinge marca histórica e evita derrota do América na Série B”

Zagueiro completou 150 jogos com a camisa alviverde em empate no Horto

Na noite em que completou 150 jogos pelo América, o zagueiro Messias não celebrou a marca histórica com a vitória, mas ainda assim teve motivos para comemorar. O defensor cobrou o pênalti que resultou no empate diante do Botafogo-SP, por 1 a 1, nesta sexta-feira, no Independência, pela 35ª rodada da Série B, e deu mais um brilho ao feito pessoal alcançado na carreira. Formado no São Mateus-ES, clube de sua cidade natal, Messias chegou ao América em 2013 para as divisões de base. Em 2015, ele começou a trajetória entre os profissionais e ganhou projeção, se transformando em titular da zaga e se firmou como um dos principais jogadores do Coelho. (mais…)


De Felipão a Jorge Sampaoli, passando por Pep Guardiola e a previsão das oito rodadas fatais

Zoação do Olé do Brasil, depois da derrota do Cruzeiro para o Oeste no Mineirão, quarta-feira.

Os técnicos do Atlético e do Cruzeiro estiveram entre as zoações mais vistas e comentadas na internet esta semana. Felipão pela situação do Cruzeiro e a derrota em casa para o Oeste, lanterna da segunda divisão. Sampaoli por deixar o Santos no fim de 2019, rejeitar o Palmeiras no início de 2020 e assistir os dois decidindo a Libertadores da América agora. Pep Guardiola foi lembrado pelo Fernando Rocha, na coluna dele, em que lembra frase do catalão: “ Campeonatos de pontos corridos, com 20 times na disputa, se perde nas oito primeiras rodadas e se ganha nas oito últimas”.

Sobre Felipão, admiro o tanto que ele gosta de futebol e da profissão que exerce. Sujeito realizado dentro e fora das quatro linhas, rico, poderia estar vivendo em qualquer lugar do mundo, curtindo a vida, com ótima saúde, aos 72 anos de idade, mas preferiu aceitar encarar a barra do Cruzeiro, nesta situação. Encarar viagens desgastantes, de ônibus, elenco fraco, salários atrasados, cobranças de todo lado, críticas, incompreensões…enfim. Tem que gostar mesmo do que faz. Admirável.

Sobre Sampaoli, considero-o um dos melhores que o Atlético já teve na história, porém, comete seus erros, normais, como qualquer treinador comete. O que não dá para engolir é essa condição que foi dada a ele no Galo, de “semideus”, dono de tudo, que não presta contas de nada a ninguém. Se estivesse dando o retorno que se esperava, com o título no papo, vá lá, fazer o quê? Poderia alegar que assim é que dá certo, e todos teríamos que aceitar. Mas não! Ele montou este grupo. Exigiu contratações, foi atendido, teve tempo de sobra para treinar, mas a campanha no Brasileiro está muito aquém do alto investimento feito nele e na montagem do elenco. Ele é o futebolista mais bem pago do Brasil, R$ 2,2 milhões, por mês, de acordo com o bem informado jornalista Jorge Nicola.

Em sua coluna “Bola na Área”, do Diário do Aço, de Ipatinga Fernando Rocha fala destes e outros assuntos, com a competência que lhe é habitual. Confira:

Ainda briga”

O  técnico catalão, Pep Guardiola, considerado por muitos colegas e por mim também, o melhor do mundo na sua profissão, escreveu que campeonatos de pontos corridos, com 20 times na disputa, com é o nosso caso, se “perde nas oito primeiras rodadas e se ganha nas oito últimas”. Com base neste raciocínio do Guardiola, teremos neste fim de semana a 30ª e última rodada, antes do início  do “sprint” ou a reta final da disputa, onde quem tiver mais lenha para queimar vai conquistar o título.

·       Na última semana, o bem informado jornalista Jorge Nicola, divulgou em seu blog números do custo Sampaoli e sua comissão técnica para o Atlético. O salário do técnico seria hoje R$ 2,2 milhões mensais, o maior de todos os profissionais do futebol em atividade no país e no continente . Os demais componentes da sua comissão técnica custariam algo em torno de R$ 800 mil, totalizando R$ 3 milhões pagos  mensalmente pelo clube, com a ajuda dos investidores conhecidos. O trabalho de Sampaoli é muito bom, mas precisa ser questionado, cobrado por alguém da diretoria, pois a relação custo-benefício obviamente não está sendo positiva.  

·        Este jogo de amanhã, contra o Juventude,  em Caxias do Sul-RS, pode ter sido o último de Luiz Felipe Scolari à frente do Cruzeiro. O veterano treinador não esconde sua insatisfação com os três meses de  salários atrasados dos jogadores e funcionários, além do 13º que também não foi pago. Pesa também para um possível pedido de demissão do treinador, as promessas  de contratações feitas e não cumpridas pela diretoria, que já estaria estudando nomes para substituí-lo.

·        A torcida celeste, em sua maioria reconhece os méritos de Felipão, sobretudo por salvar o clube de outro vexame ainda maior, que seria o rebaixamento à Série C. Como existe no contrato entre as partes, uma absurda multa unilateral de R$ 10 milhões, caso o clube  demita o técnico, a estratégia da diretoria parece ser forçar pelo cansaço, Felipão pedir o boné para sair. Eita!

O Atlético entra em campo, domingo, no Mineirão, às 18:15hs, como franco favorito contra o seu xará goiano, ainda em condições de brigar pelo título, mas com a desconfiança da torcida pelas oscilações constantes vividas na disputa.

O time comandado por Sampaoli segue na terceira colocação, com três pontos a menos que o Internacional e seis do líder São Paulo, mas com um jogo a menos, a ser cumprido contra o Santos dia 27 próximo, no Mineirão.

Enquanto cronista esportivo, com muitos anos de janela, sempre  vou torcer e  desejar sucesso ao Galo, Cruzeiro, Ipatinga, América, mas, o que nunca fiz e  jamais farei, é passar pano ou acreditar nessas falácias e desculpas de dirigentes, jogadores, técnicos, para encobrir maus desempenhos ou deficiências das suas equipes.

Time inconfiável

A realidade é que este time do Atlético, dirigido por Jorge Sampaoli, tornou-se inconfiável, uma autêntica   caixinha de surpresas.

Os problemas começam no sistema defensivo, mais específicamente no goleiro Éverson, que não passa segurança alguma, um autêntico   “chama gol”, como bem definiu em seu blog, o jornalista Chico Maia.

Mesmo com semanas e semanas para treinamentos, o técnico argentino não consegue mudar o quadro atual da equipe, que é de estagnação , ou de regressão em se tratando da defesa, sobretudo o miolo da zaga totalmente vulnerável nas bolas altas.

Pior, ainda, o ataque mostra um repertório fraco, limitando-se em circular a bola de um lado ao outro, sem nenhuma objetividade, abusando do velho “chuveirinho”, o que facilita o trabalho dos zagueiros adversários.

Fora de campo, Sampaoli segue o mesmo marrento e complicado de sempre, levando cartões desnecessários, por discordar exacerbadamente das marcações dos árbitros, além de não fazer o  o mínimo esforço para aprender o básico da língua portuguesa, a fim de se comunicar melhor com a torcida e imprensa.

(Fecha o pano!)

* Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga


E lá se foi o Antônio Carlos, um grande nome da comunicação de Poços de Caldas

Com que tristeza ouvi na manhã de hoje o Eduardo Costa informando, na Itatiaia, a morte do Antônio Carlos, repórter de rádio e âncora de TV, dos mais conhecidos e dos mais queridos do Sul de Minas. Nos conhecemos no início de nossas carreiras, em 1979, nos preparativos para transmissões de grandes jogos do Atlético, Cruzeiro e América contra a Caldense ou Rio Branco de Andradas, pelo Campeonato Mineiro, em Poços, Andradas e em Belo Horizonte.  Sempre prestativo, era dos primeiros a oferecer ajuda na instalação de equipamentos no Estádio Ronaldo Junqueira, na busca por um hotel ou em alguma dificuldade que tínhamos com algum equipamento. Normalmente eram quatro rádios de Belo Horizonte cujas equipes se deslocavam para acompanhar os times: Capital, Itatiaia, Guarani e Inconfidência. Assim como eu, o Antônio Carlos era repórter, queria saber tudo do adversário da Caldense, e eu tudo da “Veterana”. O tempo passou, crescemos profissionalmente, ele se enveredou pela política, eleito vereador em Poços de Caldas, e teve uma carreira de sucesso, em todos os veículos em que trabalhou. E na política também. Uma grande figura humana.

Infelizmente, hoje, ele se foi! Mais uma vítima da Covid. Descanse em paz, amigo! Como diz o Milton, “um dia a gente se encontra…”.

A Caldense prestou uma bela homenagem a ele em seu site. Confira:

* “Morre Antônio Carlos Pereira, vítima da COVID-19”

Faleceu na madrugada desta quinta-feira (14) Antônio Carlos Pereira, aos 65 anos, em decorrência da COVID-19. O ex-vereador e apresentador de TV sempre foi um grande torcedor da Caldense e inclusive cobriu partidas da equipe como repórter de campo para a rádio Cultura no final dos anos 70 e início dos anos 80.

Antônio Carlos nasceu em Palmeiral, distrito de Botelhos-MG. Em 1979, já morando em Poços de Caldas, começou a trabalhar no jornal Diário de Poços. No mesmo ano foi contratado pela Rádio Difusora e depois mudou para a Cultura, época em que cobriu momentos marcantes da Veterana, como a participação no Campeonato Brasileiro de 1979 e a passagem de Casagrande pelo time em 1981.

Em 1983 Antônio Carlos voltou para a Difusora, onde permaneceu até 2011. Depois passou a apresentar o programa Canal Aberto e o Tempo de Esporte na TV Poços. Tanto no rádio, quanto na TV, levava diariamente ao público as notícias da Caldense e comparecia aos jogos para apoiar o time. Durante muitos anos, narrou partidas da Veterana pela TV Poços, inclusive na campanha do título de campeã mineira de 2002. Os gols de Gustavinho e Carioca na partida decisiva contra o Nacional ficaram eternizados em sua voz. Na política Antônio Carlos ocupou o cargo de vereador pela primeira vez em 1988 e deixou a Câmara Municipal no final de 2020. Foi ainda secretário municipal de esportes. No último dia 06 de janeiro, foi diagnosticado com COVID-19 e chegou a divulgar um comunicado em suas redes sociais dizendo que estava assintomático. Entretanto, alguns dias depois, sua situação se agravou, teve de ser internado na UTI e não resistiu.

Em entrevista gravada antes da pandemia, o radialista e apresentador Antônio Carlos Pereira relembrou sua carreira de décadas cobrindo a Caldense, se emocionou com as lembranças e deu muitas risadas ao contar histórias engraçadas.

Pela Rádio Cultura de Poços, entrevistando Natal, que jogou na Caldense em 1979.

A Associação Atlética Caldense manifesta os mais sinceros sentimentos de pesar a familiares e amigos e agradece toda a divulgação da Veterana feita por Antônio Carlos ao longo de décadas.

http://caldense.com.br/wordpress/index.php/2021/01/14/morre-antonio-carlos-pereira-vitima-da-covid-19/


E o Cruzeiro conseguiu perder para o lanterna Oeste, em clima de melancolia no Estádio Independência

A imagem da TV mostrava o Felipão com cara de quem estava pensando: “Como fui entrar nessa barca?”.

Clima de melancolia no Estádio Independência, da chegada dos ônibus dos dois times ao fim da partida, quando o lanterna do campeonato, já rebaixado para a Série C, venceu o Cruzeiro por 1 a 0. O Oeste naturalmente cabisbaixo em função da péssima campanha, o Cruzeiro, com três meses de salários atrasados e o treinador reclamando de promessas não cumpridas pela diretoria.

O primeiro tempo foi sofrível, de dar sono, mas o Oeste conseguiu se aproveitar da ruindade da defesa cruzeirense e fazer 1 a 0, aos 41, numa cabeçada do atacante Fábio.

O segundo tempo foi melhor, e tivemos uma partida de ataque contra defesa. O time paulista não atacava de jeito nenhum; só rebatia as bolas que chegavam perto da sua área. Mas ao ver que os atacantes do Cruzeiro não eram tão perigosos assim, resolveu se arriscar e quase conseguiu marcar o segundo gol, aos 40, por meio do Pedrinho.

A classificação

P   P J V E D GP
1 América-MG 67 34 19 10 5 40 21 19
2 Chapecoense 66 34 18 12 4 38 18 20
3 Cuiabá 55 34 15 10 9 40 33 7
4 Juventude 52 34 14 10 10 46 36 10
5 CSA 49 33 14 7 12 42 32 10
6 Avaí 48 34 14 6 14 36 43 -7
7 Guarani 48 34 13 9 12 39 39 0
8 Ponte Preta 48 33 13 9 11 42 44 -2
9 Brasil de Pelotas 47 34 11 14 9 30 28 2
10 CRB 46 34 13 7 14 36 39 -3
11 Sampaio Corrêa 45 33 13 6 14 42 34 8
12 Operário 45 33 11 12 10 32 30 2
13 Cruzeiro 44 34 13 11 10 37 30 7
14 Confiança-SE 42 34 11 9 14 36 42 -6
15 Náutico 39 34 9 12 13 30 38 -8
16 Vitória 38 34 8 14 12 41 44 -3
17 Paraná 36 34 9 9 16 33 45 -12
18 Figueirense 36 34 8 12 14 28 35 -7
19 Botafogo-SP 33 34 8 9 17 24 33 -9
20 Oeste 26 34 6 8 20 26 54 -28

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