Blog do Chico Maia

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E lá se foi o Mundinho, ex-volante do Cruzeiro entre 1979 e 1981

Obrigado ao Alex Elian, pela informação. Mundinho é o terceiro, da esquerda para a direita, entre Nelinho e Marquinhos Uberaba, que morreu ano passado. Esta formação do Cruzeiro tem, em pé, Luiz Antônio, Nelinho, Mundinho, Marquinhos, Zezinho Figueroa e Luiz Cosme; Eduardo “Rabo de Vaca”, Eli Carlos, Tião, Erivelton e Joãozinho.

Era um volante voluntarioso, corria, marcava e desarmava muito. Começou no Acesita, jogou profissionalmente no Cruzeiro, Figueirense e Portuguesa Santista. Pessoa gentil, simples, características da maioria de quem nasce no interior. Natural de Timóteo, residia atualmente em Resplendor, onde era empresário do ramo da construção civil. A prefeitura de lá decretou luto na cidade soltou nota de pesar:

* “É com profunda tristeza que o Prefeito Diogo Scarabelli e toda Administração 2021/2024 lamentam o falecimento do Sr. Raimundo Machado Jaques Júnior (Mundinho), cunhado do Servidor e Médico Drº Paulo Rodrigo Fernandes Leal, ocorrido neste sábado (10) por complicações pós-covid – 19.

Neste momento de dor, o Poder Executivo Municipal se solidariza com amigos e familiares em luto.”

Mais informações sobre ele no jornal Cidade Total, de Timóteo:

* “Morre Mundinho, ex-jogador do Acesita e Cruzeiro”

Morreu, sábado, 10, em decorrência da Covid 19, o ex-jogador Raimundo Machado Jaques Júnior, o Mundinho Branco. Irmão de Cássio Jaques e tio de Júlio César Lana Jaques, ambos fundadores do Projeto Ajudou, de Timóteo. Mundinho foi ex-jogador do Acesita Esporte Clube e clubes profissionais, como Cruzeiro, Portuguesa Santista e Figueirense nas décadas de 1970/80.

O ex-jogador do time grená e branco morava em Resplendor (MG) e deixa esposa, Marta Lúcia, e a filha Gabriela.

https://cidadetotal.com/geral/morre-mundinho-ex-jogador-do-acesita-e-do-cruzeiro/


Coisa rara no futebol brasileiro: de goleada, Conselho Deliberativo do Villa rejeita contas de dois presidentes do clube

O presidente do Conselho, jornalista Wagner Augusto Álvares de Freitas , postou na página dele no facebook:

“Numa Reunião Ordinária histórica, a primeira por uma plataforma virtual em quase 113 anos de história, o Conselho Deliberativo do Villa Nova AC apreciou na noite desta segunda-feira (12 de abril) o Parecer do Conselho Fiscal relativo às contas dos ex-presidentes Aécio Prates de Araújo e Nélio Aurélio de Souza. Por 32 votos pela REJEIÇÃO e apenas um pela APROVAÇÃO, os Conselheiros Natos e Efetivos rejeitaram o Parecer. Com isso, nos termos do Estatuto Social do Villa Nova AC, Aécio Prates de Araújo e Nélio Aurélio de Souza estão INELEGÍVEIS e não poderão concorrer a nenhum cargo na Diretoria Executiva ou no Conselho Deliberativo. Na segunda etapa da Reunião, o presidente da Diretoria Executiva, Bruno Sarti Almeida, e os vice-presidentes Tiago Tito e Cláudio Horta explanaram sobre o delicado momento econômico e administrativo por que passa o Leão do Bonfim. Os dirigentes estão em constantes reuniões com alguns investidores, mas até o momento não há nenhum acordo definitivo para a assinatura de uma parceria.”

WAGNER AUGUSTO ÁLVARES DE FREITAS

PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DO VILLA NOVA AC

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Agora estou curioso para saber das consequências dessa rejeição e os próximos passos. Mas, liguei para o Wagner e ele me disse que o Conselho fez o que tinha que fazer no âmbito interno. O Ministério Público poderá ou não entrar no assunto e encaminhar à Justiça. O mais triste de tudo é que a legislação brasileira não oferece ferramentas rápidas e eficazes para que dirigentes de futebol sejam alcançados devidamente e raramente alguém é punido. O Cruzeiro está aí para mostrar isso.

Essas contas rejeitadas foram de 2015 e 2016 e o próximo balanço a ser averiguado pelo Conselho será o de 2020, da gestão do ex-presidente Antônio Márcio Botelho.


O grupo do Galo na Libertadores e as bobagens ao vento sobre grupo “fácil” e grupo da “morte”

Ilustração: LibertadoresBR/Twitter

Nem dentro do próprio país é possível dizer com precisão como será a performance de cada time em qualquer competição. No exterior, então, mais difícil ainda. Nem com todas as facilidades da comunicação atual, jogos transmitidos ao vivo  e ao “morto” pelos incontáveis canais durante os dias inteiros. Mas o público consumidor de futebol gosta de bla bla bla. Isso dá audiência, leitura e “clicks”.

Aí os profetas do acontecido e engenheiros de obra pronta, começam a dar “certezas” sobre quem caiu em grupo fácil e grupo difícil. Os editores até dramatizam nas manchetes: o time tal caiu no “grupo da morte” …

A única verdade é que não existe moleza em nenhum grupo, em nenhuma edição da Libertadores. Há fatores além do futebol dentro das quatro linhas, que pesam e muito: clima, altitude, pressões na chegada ao aeroporto, nos trajetos até o hotel e ao estádio, comida e bebida do hotel, do vestiário, a arbitragem, enfim… Além das surpresas positivas que sempre ocorrem de um time se destacar pelo conjunto, ou por um craque que surge ou um treinador genial. Na teoria, três times brigam por duas vagas. Um, apontado como muito forte, outro forte e um que pode ser a novidade. Há clubes tradicionais, que já foram muito fortes, mas hoje são figurantes, e outros que não são conhecidos, mas que receberam injeção econômica repentina de algum grande empresário, político ou até mesmo instituição poderosa, como o exército de um desses países. O Nacional do Equador já foi turbinado pelos militares em edições de Libertadores e Sul-Americana.

Na prática, para ficar apenas no exemplo do Atlético, que tem nomes internacionais como Jr. Alonso, Nacho Fernández, Hulk, Vargas, Zaracho e Savarino. Jogando o que o time jogou, por exemplo, contra a Caldense e contra o Cruzeiro, tem alguma chance nesta Libertadores?

Ou, com essa defesa toda lenta e o Cuca mandando Igor Rabelo jogar de centro avante, alegando que precisava de um finalizador?

A olho nu, fraco no grupo do Galo é o venezuelano Deportivo La Guaira. América de Cáli e Cerro Porteño são carne de pescoço. Por causa de um empate no Mineirão com o Cerro, o Galo teve que fazer aquele fatídico jogo contra o Flamengo no Serra Dourada, em 1981, para decidir quem seguiria adiante. A noite em que o José Roberto Wright entrou para a história do futebol …

Os brasileiros nesta edição da Libertadores e os seus jogos

Atlético

  • 21/04 – Deportivo La Guaira (fora) – 19h
  • 27/04 – América de Cali (casa) – 21h30
  • 04/05 – Cerro Porteño (casa) – 19h15
  • 15/05 – América de Cali (fora) – 21h
  • 19/05 – Cerro Porteño (fora) – 21h
  • 25/05 – Deportivo La Guaira (casa) – 21h30

Flamengo

  • 20/04 – Vélez (fora) – 21h30
  • 27/04 – Unión La Calera (casa) – 19h15
  • 04/05 – LDU (fora) – 21h30
  • 11/05 – Union La Calera (fora) – 21h30
  • 19/05 – LDU (casa) – 21h
  • 27/05 – Vélez (casa) – 21h

Fluminense

  • 22/04 – River Plate (casa) – 19h
  • 28/04 – Santa Fe (fora) – 21h
  • 06/05 – Bolívar ou Júnior Barranquilla (fora) – 19h
  • 12/05 – Santa Fe (casa) – 19h
  • 18/05 – Bolívar ou Jr. Barranquilla (casa) – 21h30
  • 25/05 – River Plate (fora) – 19h15

Grêmio (se passar da pré)

  • 21/04 – Defensa y Justicia (casa) – 21h30
  • 27/04 – Palmeiras (fora) – 21h30
  • 05/05 – Universitario (casa) – 19h
  • 11/05 – Palmeiras (casa) – 21h30
  • 18/05 – Universitario (fora) – 21h30
  • 27/05 – Defensa y Justicia (fora) 19h

Internacional

  • 20/04 – Always Ready (fora) – 19h15
  • 27/04 – Deportivo Tachira (casa) – 19h15
  • 05/05 – Olimpia (casa) – 21h
  • 11/05 – Deportivo Tachira (fora) – 19h15
  • 20/05 – Olimpia (fora) – 20h
  • 26/05 – Always Ready (casa) 19h
  • Palmeiras
  • 21/04 – Universitario (fora) – 21h
  • 27/04 – Grêmio ou Ind. Del Valle (casa) – 21h30
  • 04/05 – Defensa y Justicia (fora) – 21h30
  • 11/05 – Grêmio ou Ind. Del Valle (fora) – 21h30
  • 18/05 – Defensa y Justicia – (casa) – 19h15
  • 27/05 – Universitario (casa) – 19h
  • Santos (se passar da pré)
  • 20/04 – Barcelona (casa) – 19h15
  • 27/04 – Boca (fora) – 21h30
  • 04/05 – The Strongest (casa) – 19h15
  • 11/05 – Boca (casa) – 19h15
  • 18/05 – The Strongest (fora) – 19h15
  • 26/05 – Barcelona (fora) – 21h
  • São Paulo
  • 20/04 – Sporting Cristal (fora) – 21h30
  • 29/04 – Rentistas (casa) – 21h
  • 05/05 – Racing (fora) – 19h
  • 12/05 – Rentistas (fora) – 19h
  • 18/05 – Racing (casa) – 21h30
  • 25/05 – Sporting Cristal (casa) – 21h30

E lá se foi o Gérson Mendes, locutor esportivo que marcou época nos bons tempos das rádios Guarani e Capital

Gerson fazia tratamento para um câncer de próstata diagnosticado há dois anos – Chegou a Piracicaba em 1986 para narrar os jogos do XV – Foto: Davi Negri – www.lideresportes.com/morre-gerson-mendes-voz-marcante-do-radio-piracicabano/

Com muita tristeza recebi mensagem do Alex Elian, dando a notícia da morte do narrador Gérson Mendes, com quem tive o prazer de travbalhar na Rádio Capital no início dos anos1980. Além de ótimo profissional uma pessoa fantástica. Natural de Petrópolis, marcou época no rádio mineiro nas Rádios Guarani Capital e também em Patos de Minas. Nos últimos 30 anos estava na Difusora de Piracicaba, cidade que escolheu para morar até dois anos atrás. Tão querido que recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Honorário piracicabano.

Descanse em paz, caro Gérson! E até um dia!

Mais detalhes no Jornal de Piracicaba, na Agência Futebol Interior e no Líder Esportes:

* “Morre Gerson Mendes, narrador esportivo da Difusora”

Gerson fazia tratamento para um câncer de próstata diagnosticado há dois anos

Por Pedro Martins

Morreu nesta segunda-feira, dia (12) aos 72 anos, o narrador esportivo Gerson Mendes. Locutor, Gerson entrou na rádio Difusora em 28 de janeiro de 1986 por indicação de seu amigo de longa data, hoje Deputado Estadual, Roberto Morais (Cidadania).

Ao saber da necessidade da contratação de um narrador esportivo, Roberto Morais fez a indicação ao então proprietário da Difusora, José Roberto Soave e também para o gerente da época, Luiz Hercoton.  “Naquele tempo o Gerson trabalhava em Patos de Minas, eu fiz a indicação e já no dia seguinte ele foi contratado em Piracicaba, onde trabalhou até 2019”, contou.

Durante sua estadia na rádio, Gerson Mendes apresentou os programas “Show da Manhã”, que falava sobre variedades e o “Show de Bola”, voltado ao esporte.

Ele também foi o narrador oficial dos jogos do XV de Novembro na emissora e não perdia nenhuma partida da agremiação. Seu bordão conhecido era “se tem futebol no rádio, tem alegria do povo”.

Gerson Mendes fazia tratamento para recuperação de um câncer de próstata, diagnosticado há dois anos. Ele morreu em Petrópolis, Rio de Janeiro, sua cidade natal.

Para o Roberto Morais, Piracicaba perde um dos maiores locutores esportivos da sua história. “Hoje todos nós, amigos do Gerson estamos de Luto! Deixo aqui minhas condolências a dona Vilma, sua esposa e também aos seus três filhos”, ressaltou.

Em nota a rádio Difusora lamentou a perda e ofereceu condolências a família.

“A Rádio Difusora em nome de seus funcionários e colaboradores e fiéis ouvintes, vem nesse momento de tristeza externar os mais profundos sentimentos de dor pelo falecimento do amigo e ex funcionário Gerson Mendes, que por muitos anos fez parte da nossa história. Que Deus em sua infinita misericórdia console toda a família nesse momento de muita dor”, traz a nota.

https://www.jornaldepiracicaba.com.br/morre-gerson-mendes-narrador-esportivo-da-difusora/

* “Luto! Com câncer e Covid-19, morre marcante narrador do interior paulista”

Associação dos Cronistas Esportivos do Interior de São Paulo lamentou a morte do narrador

por Agência Futebol Interior

“Se tem alegria no rádio, tem alegria do povo”, era o jargão de Gerson Mendes que ficou imortalizado entre seus ouvintes.

Antes de atuar em Piracicaba, Gerson Mendes fez sucesso no Rio de Janeiro e em Minas Gerais e chegou para atuar em Piracicaba em 1986 pelas mãos do repórter Roberto Moraes, hoje Deputado Estadual.

Sempre com um inconfundível boné e muita simpatia, Gerson Mendes fez história na Rádio Difusora (AM 650), onde ficou até 2019, quando optou em regressar para Petrópolis.

O corpo de Gerson Mendes está sendo velado em Petrópolis em cerimônia restrita aos familiares, cidade onde será sepultado.

CIDADÃO PIRACICABANO
Gerson Mendes teve tanto prestígio e era tão querido em Piracicaba que em 2013 recebeu o título de “Cidadão Piracicabano”, em homenagem da Câmara de Vereadores.

ACEISP LAMENTA MORTE DE GERSON MENDES
“O povo de Piracicaba está triste com a morte do Gerson Mendes. Aprendi muito com ele. Era sério, determinado e uma pessoa maravilhosa. Quando estava em Rio Claro, era meu ídolo e, depois, trabalhando ao lado dele, foi muito gratificante”, comentou o repórter Nando Lopes, falando em nome da diretoria da ACEISP (Associação dos Cronistas Esportivos do Interior de São Paulo).

https://m.futebolinterior.com.br/noticias/luto-com-cancer-e-covid-19-morre-narrador-gerson-mendes-aos-72-anos

 “SE TEM FUTEBOL NO RÁDIO, TEM ALEGRIA DO POVO”


Centenário do Geraldo Vieira, um dos grandes beneméritos do Atlético!

Ontem ele completaria 100 anos de idade e certamente estaria furioso com o presente de “grego” que ganhou, com essa derrota para o Cruzeiro. Geraldo Vieira foi um grande dirigente do Galo e uma das pessoas mais gentis e boa prosa que conheci no futebol, quando eu estava começando minha vida de repórter em Belo Horizonte, na Rádio Capital. Foi o Fernando, um dos filhos dele, quem me lembrou do aniversário dele e nos deu o prazer de lembrar a atuação marcante do Geraldo na vida do Atlético: “Geraldo Vieira da Silva, nascido em Peçanha/MG, casado com Eva Martins Vieira e pai de Humberto, Marcelo, Maurício, Fernando, Patrícia e Álvaro.
Após a morte de seu pai, em Peçanha, veio novo para BH, vindo a trabalhar no Banco da Lavoura como contínuo e conheceu nessa mesma época um dos grandes amores da sua vida: o Clube Atlético Mineiro.
Com o passar do tempo, foi crescendo no banco como auxiliar de contabilidade, subgerente, gerente de filial, e ao mesmo tempo, foi se enfronhando e vivendo o Galo no seu dia a dia. Participava como torcedor e depois das atividades do clube.
Foi diretor da base, tesoureiro, Conselheiro, Conselheiro Nato, até que foi convidado pelo Sr. Elias Kalil para ser vice-presidente financeiro, em 1980. Nessa época conseguiu recursos junto a bancos para que o CAM pudesse comprar o terreno onde hoje é a Cidade do Galo.
Nessa mesma época já era Superintendente do Banco Mercantil do Brasil, depois foi diretor do banco até se aposentar em 1993, após mais de 50 anos de trabalho.
Em 1995 foi convidado a ser novamente vice-presidente, do Sr. Paulo Cury. Após o impedimento do mesmo, assumiu a presidência e promoveu a transição para que o Sr. Nélio Brant assumisse a presidência.
Após esse período continuou atuando como Conselheiro e se afastou do dia a dia do clube, pois já estava em idade avançada.
Veio a falecer em 07.05.2006 aos 85 anos bem vividos e dedicados à sua família e ao glorioso Clube Atlético Mineiro.
No dia 11.04.2021 ele completaria 100 anos…”

A homenagem do blog ao saudoso Geraldo Vieira, uma grande figura humana, dos maiores atleticanos que conheci.


Na véspera do clássico, Manoel deixou o Cruzeiro na mão e não fez falta nenhuma

Lamentável que os nossos maiores clubes só utilizem a prata da casa quando não tem outro jeito. O Cruzeiro tem a defesa menos vazada do campeonato. Apenas três gols em nove jogos. Manoel era uma referência e sabia disso. Mas, na hora “agá”, negociando a sua permanência no clube, resolveu dizer que não estava com a cabeça boa para o clássico e deixou o time na mão. Felipe Conceição acreditou em Weverton, 18 anos e o moço foi bem demais. Ninguém se lembrou de Manoel.

E assim segue o futebol mineiro, em que especialmente Atlético e Cruzeiro só recorrem às suas categorias de base quando não há outra opção. Não têm uma política de lançamento dos jovens que eles mesmos formam. Por falta de coragem ou por algum outro interesse.

Nascido em Goiânia, 18 anos de idade, no Cruzeiro desde os 13, depois de passar numa “peneirada”, Weverton foi promovido ao profissional este ano. Frequente em convocações para as seleções brasileiras da faixa etária dele, mostrou que tem um grande futuro pela frente, pois soube aproveitar a oportunidade.

E sem essa conversa fiada de grande parte da imprensa de que “jovens são jogados na fogueira”. Papo furado. Que tem capacidade, joga e fim de papo. Quem não tem, treme e vai ter o destino que a sua competência permite, que é jogar em times menores, onde a pressão não seja tão grande. Ou então buscar uma outra profissão, já que futebol é para quem sabe e aguenta. Se fosse fácil, qualquer um estaria ali.


Primeiro tempo, jogo muito ruim; no segundo o Cruzeiro jogou como o antigo Cruzeiro

Hulk e Potker foram protagonistas do entrevero da vez de quase todo clássico. Esperava-se mais bola de ambos. Imagem do Sportv

A falta de emoções no nosso maior clássico já começa na entrada dos times, que, com casa cheia é um espetáculo à parte. Nesta tarde, a frieza das arquibancadas contaminou os dois times, principalmente no primeiro tempo. Fizeram uma péssima partida. No segundo, voltaram com mais vontade. A principal estrela em campo, Nacho, perdeu a bola para o Mateus Pereira, que iniciou a jogada do gol da vitória cruzeirense, depois de tabela muito bem treinada.

O Atlético foi um amontoado em campo. Quando se imaginava que o técnico Cuca fosse mandar pressionar desde o início, aproveitando o potencial dos seus jogadores de meio e ataque, optou por um esquema medroso, temendo um contra-ataque, o que acabou ocorrendo.

Felipe Conceição fez o que tinha que fazer. Fechou-se, pensando em uma “única bola”, à moda Mano Menezes. Ele sabe que a defesa do Atlético é fraca, muito lenta. Deu certo.

Vitória que levanta o moral azul. Da Comissão Técnica, que estava com a corda no pescoço, dos jogadores que eram vistos como incapazes de vestir a camisa cinco estrelas e da torcida, que estava jogando a toalha aos montes, a cada exibição de desesperança no campeonato.

Que esta derrota sirva para acordar Cuca e a diretoria. Sem uma defesa eficiente, poderá decepcionar também na Libertadores da América.

No retorno ao Galo, Cuca alcança uma marca triste, lembrada pelo jornalista Pedro Rocha Franco do jornal O Tempo:

@pedrorfranco “Cuca é o treinador das duas maiores vergonhas da história do Galo”.

Verdade, verdadeira. Aquele 6 a 1 nunca será esquecido, e a participação do Cuca foi decisiva nos dias que anteceram a partida.

Muita gente estava prevendo que o desfecho do jogo hoje não seria dos melhores para o Galo. Dois comentarista aqui do blog, escreveram no intervalo e no início do segundo tempo:

Luiz Souza

“Vendo o jogo aqui. Fim do primeiro tempo.
O galo totalmente preguiçoso no jogo, displicente, desinteressado. O Cruzeiro marcando muito e não deixando o galo avançar. Por incrível que parece o Cruzeiro chutou mais ao gol, é bem verdade que sem direção. Fosse o time azul um pouco melhor a situação seria outra.”

 

Raws Miranda

“Como, não estou na arquibancada e quando estava só criticava no final do primeiro tempo e ou do segundo,
CUCA BURRO! CUCA BURRO! CUCA BURRO!
Obs. Fui e sou defensor do Cuca no Galo.

Como não sabia da escalação e como está zero a zero até esse momento, que M… de escalação é essa desse tchê, Tchê?
Contrataram o R10? O cara chega de para quedas e toma lugar do Zaracho em uma semana?
Não! Mil vezes não! Tchê Tchê pode se tornar muito e colocar Zaracho no bolso, mais essa titularidade precoce não só me irritou, me irou.”


O clássico dos 100 anos, sem público. Com Covid ou sem Covid, os “donos” do futebol não estão nem aí. O dinheiro entra de qualquer jeito

Esta capa do Estado de Minas de hoje mostra a triste realidade por causa da pandemia, mas a ausência de torcidas nos estádios se tornou fato comum no futebol nos últimos anos, por um motivo ou outro. Punição a clubes por causa de badernas ou alegada incapacidade das forças  de segurança para garantir a presença de ambas no mesmo jogo e por aí vai.

Mas outros motivos já afetavam o sumiço voluntários dos torcedores: custo alto para ir a um jogo, horários e dias incompatíveis para um cidadão que tem que trabalhar cedo no dia seguinte, entre outras coisas. Mas, nem a baixa qualidade dos espetáculos pesa tanto quanto o desinteresse por um campeonato, como estaduais, por exemplo, na fórmula caduca como são disputados.

A imprensa faz das tripas coração para criar motivações que atraiam o público consumidor de futebol nos campeonatos estaduais, o Mineiro inclusive. Heverton Guimarães, da Band/98FM, twittou quando os jogos da 8ª rodada estavam rolando: @hevertonfutebol “Em 300 anos de campeonatos estaduais, resultados e desempenhos de grandes e pequenos ñ mudaram. Vitória com placar elástico aqui, derrota p/ time do interior acolá, jogos ruins. Depois de tanta repetição ano após ano ainda tem gente querendo algo diferente. Estaduais são isso aí.”

É claro que concordo com ele, mas sabemos que os “donos” do futebol mineiro e brasileiro não têm nenhum intere$$e em mudar, já que mesmo não sendo do ramo, são os que mais lucram com esta mesmice. As federações e CBF estão tranquilas. Nem estádios vazios pelo segundo ano consecutivo assustam a elas, já que as gordas verbas da TV e patrocínios estão mantidos. Com público ou não, o dinheiro das bilheterias é cada vez menos importante na sustentação do circo. Ou seja: o torcedor se tornou um mero detalhe, quando deveria ser exatamente o contrário. Se for ao estádio ótimo; se não for, ótimo também. Vai comprar pacote de trasmissão, vai aderir a planos de sócio-torcedor ou comprar produtos com a marca do time dele. O que importa é que o dinheiro vai continuar entrando, com Covid ou sem Covid.

Enquanto isso a TV que compra os direitos e a imprensa em geral, que precisa atrair a audiência/leitura de quem gosta de futebol, têm que  inventar fórmulas para motivar os consumidores de notícias. Aí criam manchetes e grandes reportagens sobre o “tabú” do Atlético nunca ter vencido o Pouso Alegre na história!!! Como diz o grande jornalista Rogério Perez: “Cruz credo; santo Deus”. Que notícia! E coisas assim, duvidando da inteligência da “plebe ignara”! E vida que segue, e bola que rola.


O que pensam azuis e alvinegros, sobre o clássico de sempre, no palco espetacular, mudado para pior, pro chato e caro “padrão” FIFA

Reparem as montanhas da capital mineira em meados dos anos 1960, Mineirão recém inaugurado, a Serra do Curral quase virgem de bairros ao fundo e a Pampulha principiante em ocupação desordenada

Recebi esta foto e este texto, que andam circulando nas redes sociais: “Belo Horizonte, Minas Gerais. Vista do bairro São José em primeiro plano, Mineirão recém inaugurado e, ao fundo, região dos atuais bairros Ouro Preto, Paquetá e Engenho Nogueira praticamente desocupados. Destaque para a avenida Antônio Abraão Caram, que vem da avenida Antônio Carlos e chega ao estádio. Destaca-se também a área do Centro Esportivo Universitário (CEU) ainda desocupada e parte do campus da UFMG em obras. Data: entre os anos de 1966 e 1970. Fonte: Fotos Antigas de Belo Horizonte/Facebook, 2021.”

Comecei frequentar o Mineirão em meados dos anos 1970. Que maravilha, que emoção, que sonho! Era o sonho de consumo de diversão dos belorizontinos, imagine de quem era e morava no interior. De Sete Lagoas à capital era uma viagem longa; às vezes três ou quatro horas, pela atual MG-424 que era a BR-040 naqueles tempos, passando por Prudente de Morais, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Vespasiano. Creindeuspai! E continua do mesmo jeito até hoje. Vergonha para todos os governos estaduais dos últimos quase 40 anos, o atual inclusive, apesar das promessas.

Aí recebi esta outra foto, abaixo, de um dos papas do fotojornalismo brasileiro, professor Eugênio Sávio, com a legenda: “reforma, 2011”.

E hoje é este Mineirão, em foto da Belotur/PBH…

… sem a geral, cheio de separações, compartimentos, todo envelopado, frescuras, chatices, bares e tropeiro “gourmet”, pqp, e coisas tais…

***

Sobre o jogo e a história de favoritismo, algumas opiniões manifestadas aqui no blog, como o Rodrigo Leão de Oliveira, a quem agradeço: “Chico, apesar de nunca ter escrito um comentário aqui, eu te acompanho a anos, desde a época do Minas Esporte da Band. Esta frase dita ao Flávio Carvalho por você, lembro como se fosse hoje, eu assistia o programa todos os dias e foi uma época de muito sofrimento nosso devido as circunstâncias da época que nem preciso repetir. Quanto a sua opinião a respeito do clássico, concordo plenamente com tudo que você escreveu. Comemorar é só após o apito final do árbitro. Um abraço!”

Direto da queridíssima Montes Claros, o Amaury Alkimim:

“Chico, mais uma publicação irretocável sua. O Atlético Mineiro tem um elenco de 220 milhões; um dos 4 melhores do pais,. Meu Cruzeirão está cspengando em todas as áreas. Amanhã um empate é um grande resultado, pois vcs têm mais time. Simples assim.”

JB Cruz:

“ANTES DO JOGO SEM COMENTÁRIOS:
Parabéns para os dois Clubes pelo centésimo Aniversário( dos quais; assisti (in loco) 49 jogos); e ao CHICO MAIA pela Excelente Resenha ….
CRUZEIRO SEMPRE !!!!…”

Marcio Borges:

“É Chico…. mas acho que jamais vi uma diferença tão grande como hoje. Antes a camisa pesava. Hoje manda o dinheiro. E quem tem dinheiro hoje é o galo e está fazendo bom uso. Contratou bem e quem quis. Então amanhã só vai ter um time em campo, infelizmente. O Cruzeiro ainda tem que melhorar muito pra ficar competitivo….”

 

Silvio T:

“Exato, Chico. Lembro da falação do Cerezzo em 77 que levou o medíocre Revetria a dar o título para o Raja Esporte Clube. E do Lucas Prato fazendo a mariada engolir a empáfia em 2015. Os exemplos são muitos ao longo da história de um time inferior se superar em campo. Agora um detalhe. O zagueiro Manoel pediu pra não jogar amanhã. Tá explicado porque a “justiça atleticana” tentou de todas as maneiras evitar a realização do clássico.”

 

Luiz Ibirité:

“Sem susto, se o atletico nao ganhar é pq p Cruzeiro comprou o juiz.”


Todo jogo do Cruzeiro na atual fase é o “jogo da vida”, imaginem este de amanhã

Do nosso grande clássico só tenho a lamentar que pela primeira vez na história não haverá nenhuma torcida presente no estádio. Mais uma conta que pagamos dessa pandemia fdp. Mas, que a vida siga. Cuidemo-nos, lutemos pelas nossas e pelas dos nossos semelhantes.

Se futebol fosse uma ciência exata, daria Galo, como não é, fico com a opinião de quem conhece dentro e fora das quatro linhas, como jogador e treinador dos dois lados: Procópio Cardozo, cujas opiniões respeito e admiro demais:

@procopiocardozo: “Desde 1977 eu não vejo uma diferença tão grande entre Atlético e Cruzeiro. Naquele ano o Atlético era muito superior. Mas o Cruzeiro tinha Nelinho, Eduardo, Joãozinho. Hoje

não sei quem pode surpreender, decidir. De qualquer forma o clássico continua sendo um jogo imprevisível.”


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