Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Emanuel Carneiro questiona: “que mal fez o Marcelo Oliveira para não ter o reconhecimento que merece?”

Fotos de minha autoria

Que prazer rever pessoalmente um dos maiores radialistas da história, empresário da prateleira de cima do setor e um dos melhores comentaristas esportivos do país.


Fui conhecer as instalações da Rádio Light FM 103,9 a atual emissora do Emanuel Carneiro, criada por ele depois que vendeu a Itatiaia para o Rubens Menin.


Entrou no ar em 22 de setembro de 2022 e já está brigando pelos primeiros lugares de audiência na categoria dela: musical e jornalística.


Mineiridade na veia, ao sabor de bolo e broa de fubá, servidos pela Ioiô (Iolanda) tomamos um longo café na bela sala dele, com o saudoso Januário Carneiro nos observando, emoldurado no quadro pendurado na parede atrás do Emanuel.

Irmão mais velho, fundador da Itatiaia, Januário era um gênio da Comunicação, pensava muito à frente do tempo dele e infelizmente se foi quando ainda tinha muito a contribuir com a sua inteligência, aos 66 anos de idade, vítima de infarto, no dia 8 de maio de 1994.


Conversamos sobre tudo, “resolvemos” todos os problemas de Minas e do Brasil, rapidamente, e entramos de sola no assunto futebol, como se estivéssemos na ‘Turma do Bate Bola’, o programa apresentado de segunda a sábado, às 18h03, pelo Emanuel, na Itatiaia.


Assim como eu, ele lamenta que os próprios dirigentes do futebol mineiro não valorizam técnicos, diretores de futebol e até árbitros mineiros. De uns anos para cá, nem brasileiros, como se nós, de Minas, e o país não tivéssemos passado e presente no assunto.
Dois exemplos atualíssimos: lembrei ao Emanuel que, de forma vergonhosa, a Federação Mineira de Futebol, junto com Atlético e Cruzeiro vão trazer árbitro de fora para apitar a final do campeonato mineiro. O América já tinha exigido isso nos jogos contra o Atlético. Diferente dos gaúchos, que mesmo com a rivalidade tão ou mais pesada do Grenal, não aceitam apitadores de outro estado nas finais entre eles. Se valorizam, apesar de brigarem demais entre eles.
E assim, Minas vai perdendo a sua força e protagonismo, no futebol, na política, na economia, enfim…
Ele lembrou de um outro exemplo mais absurdo ainda: nossos principais clubes gastaram e gastam fortunas com treinadores inexpressivos.

O Atlético apostou até num venezuelano para dirigir o time; o Cruzeiro teve Mozart, que nunca dirigiu um clube da prateleira de cima antes; o América teve Marquinhos Santos, Fabián Bustos, enquanto o mineiro Marcelo Oliveira, que só não ganhou a Libertadores e o Mundial de clubes, está de molho desde dezembro de 2020. É difícil entender uma situação dessas!


Vale ressaltar algumas características da personalidade e da vida do Marcelo: simples em tudo; nunca teve lobistas para trabalhar o nome dele; nunca foi ligado a empresários nem “agentes” FIFA para encaixá-lo em clubes; nunca bajulou nenhum dirigente, jornalista ou algum dos novos donos dos clubes de futebol país afora.
Depois que parou de jogar se dedicou a atividades profissionais fora do futebol que lhe deram uma ótima condição de vida. Ficou um tempo fora do mundo da bola e retornou por gostar, não por necessidade.
Não aceita qualquer convite. Recebeu e recebe muitos, porém, só abre mão da vida familiar e de morar em Belo Horizonte, se for para um clube e uma cidade que sejam muito interessantes.
Um profissional correto, bom de serviço, transparente e apaixonado por Minas e por nossa Capital, mas que não serve para Galo, Raposa e Coelho!


No mais, obrigado ao Emanuel Carneiro pelo convite, pelo prazer e honra de desfrutar do papo dele e da turma ótima que o ajuda na Light FM.


Como a Juliana, a secretária, simpatia de pessoa, que está com ele há quase 20 anos, e tanta gente boa, entre locutores, operadores, produtores e administrativos.

Prazer conhecer o programador Robson (centro), responsável pela ótima qualidade do que vai ao ar, e rever o Vicente Campos, conterrâneo, já que ele é de Inhaúma, da ‘grande’ Sete Lagoas, hehehe…


Robinho na cadeia, Daniel Alves ainda não pagou fiança e também continua

Foto: SantosFC

Minha coluna no BHAZ:

Nelson Rodrigues dizia que “dinheiro compra até amor verdadeiro”. A frase pode ser adaptada para a justiça da Espanha, que dá liberdade para condenado por estupro, desde que pague 5,4 milhões de reais, ou 1 milhão de euros, caso do Daniel Alves. A mesma justiça espanhola que dá atenuante se o criminoso alega que estava sob efeito de álcool.


Enquanto isso, no Brasil, a nossa tão mal falada justiça deu um bom exemplo no caso do Robinho. Agiu rápido para prender o ex-atacante, depois de concordar com a justiça da Itália, de que ele deveria cumprir a pena de nove anos aplicada lá, numa penitenciária daqui.
Está em Tremembé, que segundo a imprensa “especializada” é a cadeia dos ricos e famosos no interior de São Paulo.


Antes de ser preso Robinho fez outro papelão ao dizer que sua condenação na Itália se deu porque se trata de um país “racista”. É muita canastrice!
Daniel Alves tinha que pagar a fiança até às 15 horas de Barcelona, mas não pagou a tempo e deverá ficar mais este fim de semana na cadeia.


Curioso é ele não ter esta grana disponível para uma situação dessas. Milionário, mesmo com bens bloqueados, não ter R$ 5,4 milhões?
Um jornalista amigo meu, acostumado a cobrir tramoias de gente graúda, comentou: “Pode ser que além dos bens bloqueados no exterior, também não tem como movimentar no Brasil por outras questões: rolo, pra não chamar a atenção. Esse povo vive fazendo manobras para escapar do Fisco. Por isso, vira e mexe um é pego lá fora”.


Diante de tanta repercussão negativa e pressão popular, Neymar e o pai dele tiraram o corpo fora dessa. Certamente os patrocinadores não queriam mais queimação de filme por tabela. Já tinha dado péssimo exemplo, entrando com os 150 mil euros, depositados antes do julgamento, para reduzir a pena do Daniel pela metade.


Enfim, pelo menos nestes casos do Robinho e Daniel Alves, caiu a história da “justiça dos ‘parças’, dos ‘brothers’, de proteger o amigão, a qualquer custo, mesmo que ele tenha cometido o pior dos crimes.
O mundo do futebol deveria transformar estes casos em exemplos, mostrando que nem uma pessoa famosa fica impune ao praticar tamanha violência contra mulheres.


Diretoria do Atlético não pode errar de novo na contratação de treinador

Milito começou como treinador no Estudiantes de La Plata- em 2015. Passou depois pelo O’Higgins (Chile), Independiente e por último Argentinos Juniors. O Cruzeiro tentou contratá-lo ano passado (Foto Jorge Junes/prensa Arg Jrs milito)

Minha coluna no BHAZ:

Atlético está diante do momento mais importante do ano ao contratar Gabriel Milito ou outro treinador

Este é o momento da diretoria mostrar competência: a escolha de quem vai comandar o time no Brasileiro e Libertadores. Errou ano passado ao desaposentar Felipão, que ficou no caro quase um ano, “jogando” com o nome, com o prestígio de tempos passados. Um ex-técnico em atividade, desatualizado e birrento.


Pelo que tem sido dito, a bola da vez é o argentino Gabriel Alejandro Milito, 43 anos, que foi um bom zagueiro, com vários anos na seleção argentina. Seu maior sucesso como jogador foi no Barcelona, de 2007 a 2011. O Cruzeiro tentou contratá-lo ano passado depois de demitir o português Pepa.


É treinador recente, que ainda não tem títulos no curriculum. Não vejo isso como um problema, já que nem todo treinador começa ganhando. Porém, as colocações do time que mais dirigiu (Argentinos Juniors) no campeonato argentino, Libertadores e Liga da Argentina, não são lá essas coisas: ano passado, eliminado da Copa Argentina nas oitavas de final, eliminado pelo San Martín; eliminado da Copa da Liga Argentina na fase de grupos; eliminado da Libertadores nas oitavas; eliminado pelo Fluminense e terminou em 10º lugar no campeonato argentino.


Em 2022 terminou o campeonato argentino em 8º lugar; saiu da Copa Argentina nas oitavas; eliminado pelo Defensa y Justicia; eliminado na semifinal da Copa da Liga Argentina pelo Tigres. Em 2021, terminou em 14º lugar no campeonato argentino; eliminado na semifinal da Copa Argentina pelo Boca Juniors; eliminado nas oitavas da Libertadores pelo River Plate.


O que vejo como estranha é fala de um jornalista argentino, que segundo a Rádio Itatiaia é biografo do Milito, que teria dito que o Atlético precisará “seduzi-lo” no chamado “projeto esportivo”, já que “a questão financeira fica em segundo plano”.
Uai, que frescura é essa? Quem é Gabriel Milito para fazer uma exigência dessas?
Papo parecido com o do Eduardo Coudet e do venezuelano Dudamel, outros equívocos da diretoria do Atlético na contratação de treinador.


Nada é por acaso: os 44 anos do Ronaldinho Gaúcho, hoje, e a tragédia do Ninho do Urubu

Minha coluna no BHAZ:

Um dos grandes da história chega aos 44 anos hoje: parabéns Ronaldinho Gaúcho (Foto: Bruno CantiniAtletico)

Um dos melhores livros que já li sobre futebol foi o ‘A bola não entra do por acaso’, publicado em 2013, do Ferran Soriano, um dos responsáveis pela revolução administrativa e esportiva que tirou o Barcelona do atoleiro, de 2003 a 2008. Ronaldinho Gaúcho foi contratação dele e ali o Barça começou reencontrar o caminho das grandes conquistas.


Soriano se tornou um dos executivos de futebol mais requisitados do mundo e desde 2012 comanda o City Football Group, braço futebolístico do Abu Dhabi United Group, dos Emirados Árabes. Empresa dona de vários clubes de futebol mundo afora, Manchester City, como o maior e mais famoso. Adquiriu o Bahia em 2022, um dos donos do Girona, atual sensação do futebol espanhol, majoritário do New York City, do Melbourne City, do Montevideo City Torque e sócio minoritário do Yokohama Marinos.
No livro, Ferran Soriano fala da importância fundamental do Ronaldinho na recuperação do Barcelona, situação bem parecida com a importância que ele teve para o Atlético em 2012 e 2013, já quase no fim da carreira.


E impressionante a felicidade do Soriano na escolha do título do livro, já que realmente a bola não entra por caso, pois tudo traduz na competência e visão de quem comanda.
Coincidentemente assisti de ontem para hoje ‘O Ninho: futebol e tragédia’, na Netflix, que em três episódios, conta em detalhes a morte de dez jogadores do juvenil do Flamengo e o drama vivido pelas famílias. E nenhum responsável pelos crimes na cadeia até hoje. Vale demais a pena assistir.
Os rapazes moravam em contêineres, improvisados como moradias, até que os definitivos ficassem prontos em 2018, no suntuoso Ninho do Urubu.


Pois Ronaldinho Gaúcho se concentrava num destes contêineres, quando foi jogar no Flamengo, em 2011. O clube era uma bagunça, devia a todo mundo e num ambiente daqueles não tinha como dar certo. E não deu. Ele teve uma saída complicada, foi marginalizado e quase nenhum clube queria saber dele. “Quase”, porque o Atlético tinha Alexandre Kalil como presidente, que ouviu Cuca, que era amigo do Assis (irmão e mentor do Ronaldinho). Quase 100% da imprensa brasileira chamou Kalil de louco, por apostar naquele “marginal”, “acabado” e etecetera e tal.
O resto da história todo mundo conhece!


Vi o melhor time do Atlético das últimas décadas jogar, o de 1980, cheio de craques incontestáveis como Reinaldo, Cerezo, Luizinho, Éder e Palhinha. Mas o que deu a maior alegria a todos os atleticanos foi o de 2013, comandado pelo Ronaldinho Gaúcho, campeão da Libertadores. Assim como tirou o Barcelona da fila de títulos, mudou o Galo de patamar.
Parabéns a ele pelo aniversário, muita saúde e vida longa. Tem a gratidão eterna da massa atleticana em todo o planeta!
Nada é por acaso!


O Atlético o homenageou em suas redes hoje:
@Atletico


Dia de Ronaldinho Gaúcho! Nesta quinta-feira, o Bruxo completa mais um ano de vida! Com o Manto,
@10Ronaldinho conquistou os históricos títulos da Libertadores e Recopa, e proporcionou inúmeros momentos mágicos pra Massa! Obrigado por tudo, ídolo! AQUI É #GALO!”


A revista eletrônica da Conmebol também o homenageou:
“Ronaldinho Gaúcho: sorriso marcante e espetacular habilidade com a bola na Seleção Brasileira”
O Bruxo estreou com Seleção Brasileira na Copa América™ de 1999.
Ronaldinho marcou uma geração com seu talento, gols e títulos que o levaram a ser considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos.
Quando falamos de Ronaldinho Gaúcho, estamos falando de um dos jogadores que melhor lidava com a bola. Sua habilidade, qualidade inata e visão de jogo fizeram dele um jogador excepcional, sem contar as distinções pessoais e as conquistas coletivas que acumulou ao longo de sua carreira de sucesso.
Brasil chegou à Copa América™ Paraguai 1999 com a ideia de defender o título continental conquistado na edição anterior, realizada na Bolívia em 1997.
A seleção brasileira tinha um elenco repleto de estrelas, como Ronaldo Nazário, Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos. Ao lado desses astros, Ronaldinho Gaúcho, de 19 anos, deu seus primeiros passos na seleção e começou a atrair a atenção mundial…

No ano 2002, Ronaldinho participou da Copa do Mundo da FIFA disputada naquele ano na Coreia e no Japão. Ele jogou seis dos sete jogos disputados pelo Brasil no torneio que levou o país ao quinto título mundial, marcando gols sobre a China na fase de grupos e contra a Inglaterra nas quartas de final.

Ronaldinho também venceu a Libertadores em 2013, quando deu ao Atlético Mineiro sua primeira estrela na competição de clubes mais prestigiada do continente…

https://www.conmebol.com/pt-br/noticias-pt-br-2/a-estreia-e-as-conquistas-de-ronaldinho-na-selecao-brasileira/



E lá se foi o Humberto Alves Pereira, grande atleticano, ex-presidente do Jornal da Cidade

Foto: acervo pessoal, publicada pelo diariodocomercio.com.br

Humberto era um boa prosa, amigo dos amigos, sempre de bem com a vida, mas desses que perdia o amigo mas não perdia a piada, principalmente quando o assunto era futebol e era para zoar os amigos cruzeirenses.

Assumiu o Jornal da Cidade em 1989, um semanário voltado quase que 100% a Belo Horizonte, especializado em economia, veículos principalmente, e o mundo social. Jornal fundado pelo pai dele, Jofre Soares, em 1958.

Com o avanço da tecnologia se tornou o Cidade Conecta, um sucesso eletrônico atualmente, comandado pelo filho, o Humbertinho Alves Pereira Filho, outra figura brilhante, a quem mando os meus sentimentos e à toda a família.

Humberto estava com 74 anos de idade e se travata de um enfisema pulmonar.

O velório está começando agora, na Sala Phoenix do Funeral House – Avenida Afonso Pena, 2.159, Funcionários, de 8 às 14 horas.

Descanse em paz, caro Humberto! Missão cumprida.


Tapete vermelho para Felipão em Tiradentes e o Baile da Ilha Fiscal de D. Pedro II

Obrigado ao Kefferson Jardim/CDL Pará de Minas, pelas fotos

Minha coluna no BHAZ:

As últimas horas de Felipão em Minas fizeram lembrar D. Pedro II, no Baile da Ilha Fiscal

Depois de perder no domingo para o América, xingado por quase dez entre dez atleticanos em Belo Horizonte, Luiz Felipe Scolari foi recebido com “honras de chefe de estado”, na terça-feira, em Tiradentes, uma das joias do turismo mineiro, para palestrar aos presidentes das Câmaras de Dirigentes Lojistas do estado, no 11º Encontro da FCDL.


Felipão estava numa das cidades exemplo da receptividade mineira e foi merecedor de todas as pompas e circunstâncias, devido ao seu passado glorioso como técnico de futebol. Recebeu os merecidos aplausos, paparicos e tapinhas nas costas, até dos vários atleticanos presidentes de CDLs, vestidos com a camisa do Galo para recebê-lo. Mineiros e mineiras sabem receber bem a todos os visitantes, ainda mais alguém com um passado como o do Felipão!


Só que, como diz Belchior na música Roupa Colorida, “No presente, a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais”.

Se à beira do gramado ele não é mais o mesmo e não dá mais conta de comandar um grande time, continua excelente palestrante, cuja experiência deve ser cada vez mais valorizada.


Agradou a todos os mais de 200 presentes no auditório. Meu amigo presidente da CDL de Pará de Minas, Kefferson Jardim nos enviou um resumo:

“Ele foi muito bem recebido.
Contou a vida profissional dele. Ele tem uma experiência internacional muito grande. Trabalhou em 7 países.
Nunca foi um jogador fora da média (zagueiro). O maior clube que jogou foi o CSA/AL.
Virou técnico por acaso.
Mostrou que ele agrega o grupo de jogadores.
Fazer os jogadores darem o máximo.
É um motivador.
Mostrou que a gestão de jogo que é como uma empresa
Foi perguntado pelo 7 a 1 e falou que não foi ele que perdeu e sim o Brasil.
Que voltou para casa e que a família foi quem o motivou a levantar a cabeça e seguir.
Disse que uma das dificuldades como treinador é administrar a vaidade de alguns jogadores. Que, quando é um vaidoso/craque, que faz a diferença, o trato tem que ser especial mesmo. Quando é um que não é craque, precisa administrar de forma diferente essa vaidade.
A palestra foi muito boa.
Alguns Presidentes estavam com a camisa do Galo
Inclusive o Presidente da FCDL, Frank Sinatra.
O vice-governador, Professor Mateus Simões estava presente.
Prefeito de Tiradentes (Nilzio Barbosa), presente.
Foi uma festa muito bacana.
Ele disse que tinha que voltar para BH para trabalhar.”


Ou seja, mal sabia que a batata dele já estava assada na Sede de Lourdes e que só voltaria à Cidade do Galo para receber a demissão.
Fez bem a diretoria do Atlético. Corrigiu o erro de tê-lo feito se desaposentar em junho do ano passado. Como escreveu o Gilberto Costa aqui no blog, direto de Montes Claros: “O ano do Galo, sem trocadilho com o horoscopo chinês, vai começar agora. Um pouco tarde, mas é melhor que nunca.”.


O fim de Felipão no Galo fez lembrar o Baile da Ilha Fiscal, e os últimos momentos de Dom Pedro II no comando do Brasil e o fim do Império, em 1889.
Numa grande festa, o imperador comemorava as bodas de prata da filha, princesa Isabel e com o Conde d’Eu, enquanto políticos e militares acertavam a sua queda, que ocorreu seis dias depois.
Os porta-vozes extra-oficiais da diretoria atleticana falam que a opção “A” para suceder Felipão é o argentino Gabriel Milito, mas que ninguém se assuste se chegar a opção “B”, Mano Menezes.


A queda do Felipão e o dilema da diretoria do Atlético, se demitia antes ou depois da final. Antes ou no início do Brasileiro?

Foto: fcdlmg.org.br/palestra-com-luiz-felipe-scolari

Minha coluna no BHAZ:

Eu tinha acabado de postar aqui, quando a Itatiaia informou: “O Atlético decidiu, na manhã desta quarta-feira (20), demitir Luiz Felipe Scolari. Ele estava no comando do Galo desde junho de 2023, quando substituiu Eduardo Coudet. O treinador gaúcho tinha contrato até o fim de 2024.

Haverá uma reunião na manhã desta quarta-feira (20) para comunicar o técnico da decisão. O presidente Sérgio Coelho estará na Cidade do Galo para ter a conversa com Scolari.” www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/atletico/2024/03/20/atletico-decide-demitir-o-tecnico-felipao

A rádio pertence ao mesmo dono do Atlético, portanto, Felipão já era! Menos mal!

A “sinuca de bico” da diretoria do Atlético para demitir Felipão

Quem joga sinuca sabe, para quem não joga, o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa informa: ‘Sinuca de bico ocorre quando a bola com que se joga fica encostada à caçapa, sem ângulo para bater nas outras bolas. É uma metáfora consagrada que define uma situação sem saída’. E ‘sinuca’ é o aportuguesamento da palavra inglesa «snooker» – (www.ciberduvidas.iscte-iul.pt).

Mandar o técnico embora antes da final do Mineiro e ficar com a culpa caso o time perca o campeonato para o Cruzeiro ou mandar depois da final?

Mas, e se o time for campeão e gerar de novo aquele efeito da reta final do Brasileiro 2023, quando o time ganhou até do Flamengo, no Rio, e muita gente se iludiu achando que Felipão tinha, finalmente, encontrado a fórmula?

Neste caso, vai mandar embora o técnico campeão do “importantíssimo” campeonato estadual com o Brasileiro começando?

Certamente, mesmo se for campeão, o time vai continuar jogando pouco ou nada, do jeito que está. Daí algumas rodadas a demissão será inevitável com mais uma “troca de pneu com o carro em movimento”, e mais um ano perdido.

Aí vem outra questão levantada por incontáveis pessoas: quem seria o substituto do Felipão? Para o pavor de muitos atleticanos, comenta-se nas hostes da cartolagem do Galo, que Mano Menezes está entre os primeiros da fila, se não for o primeiro, só esperando o telefone tocar.

Por falar em Luiz Felipe Scolari, ele foi palestrante no encerramento da 11 ª edição do Encontro de Presidentes da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas – FDCL-MG, em Tiradentes, para falar sobre “superação”.

No encerramento, ele usou uma dessas manjadas frases motivacionais, que ele mesmo deveria aplicar no time que comanda, ou a diretoria do Galo aplicar para o caso dele atualmente: “Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, um dia podem não dar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro e prepare-se. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir”. 

Para quem se animar, o resumo da palestra dele está neste release do site da FDCL-MG

“Palestra com Luiz Felipe Scolari encerra programação do 11º EDP”

Felipão não imaginava que a batata dele já estava assada. Foto do encerramento da palestra, ontem, em Tiradentes para os presidentes das CDLs de Minas. (Foto: Foto: fcdlmg.org.br/palestra-com-luiz-felipe-scolari)

https://fcdlmg.org.br/palestra-com-luiz-felipe-scolari-encerra-programacao-do-11o-edp/


Quem gosta de rádio vai adorar este artigo

Imagem: divulgação

Senhoras e senhores, sou apaixonado pelo rádio, desde criança, como ouvinte. Depois, como repórter e comentarista. E de uns anos para cá, até colecionando aparelhos, de todos os tipos e tamanhos. Profissionalmente, meu maior prazer, mas dentro das possibilidades, já que, infelizmente, não dá pra viver só do rádio.

Desde o fim de fevereiro estou para postar para vocês essa maravilha de artigo do grande publicitário e homem de marketing, Washington Olivetto, na coluna dele no O Globo. Confiram:

“Eu sou AM”

Sou leitor e fã de carteirinha do Joaquim Ferreira dos Santos. Gosto da sua intimidade com a cultura popular e da naturalidade com que ele vai da Vila da Penha, onde nasceu Romário, à Round Table do hotel Algonquin, em Nova York, onde reinava Dorothy Parker. Adoro seu senso de humor. Joaquim escreve para o leitor sorrir; não para o leitor gargalhar.

Todas as segundas-feiras, suas crônicas são minha primeira leitura, e elas normalmente só me dão alegrias. Mas outro dia uma delas me provocou nostalgia. Foi aquela em que Joaquim comentava o fim das rádios AM. Devo a maior parte da minha formação às rádios populares. Foi por meio delas que aprendi muito, do pouco que sei.

EU SOU AM – No dia 2 de fevereiro de 2002, quando — depois de 53 dias trancado dentro de um minúsculo cativeiro — terminou o sequestro que sofri no dia 11 de dezembro de 2001, para não virar eterna pauta da imprensa quando surgisse esse tema, resolvi fazer uma entrevista coletiva, encerrando o assunto.

Nessa coletiva, um jornalista me perguntou se eu imaginava que um dia poderia ser sequestrado, e eu respondi que não. Ele insistiu perguntando por quê, e eu respondi: — Porque eu sou AM.

A verdade é que, apesar de sócio de uma bem-sucedida agência de publicidade, eu sempre me senti alguém mais ligado ao povão que ao mundo empresarial.

NA ERA DO RÁDIO – Fui formado pelas rádios desde menino, decorando as canções das paradas de sucesso do Enzo de Almeida Passos, ouvindo os programas esportivos comandados pelo Braga Jr., acompanhando o enredo das radionovelas da Ivani Ribeiro, aprendendo sobre horóscopos com o Omar Cardoso e seguindo o Correspondente Musical, do Hélio Ribeiro.

Líder de audiência, Hélio traduzia para o português as canções que tocava em inglês, francês, espanhol e italiano e, de vez em quando, com seu vozeirão grave, dava lições de moral nos ouvintes. Fez sucesso durante anos, a ponto de inspirar o personagem Roberval Taylor, criado e interpretado pelo Chico Anysio.

Quando entrei na adolescência, por causa da minha paixão pelo rádio, ganhei do meu pai um Transglobe da Philco, famoso por sua potência, que pegava o mundo inteiro em ondas curtas. Foi quando eu, um garoto tipicamente paulistano, comecei a ouvir as rádios do Rio de Janeiro e a me enturmar com a cultura carioca. Ouvia principalmente os programas de samba do Adelzon Alves na Rádio Globo e os rock and roll do Big Boy na Mundial. Hello, crazy people!!!

PROXIMIDADE – Dessa época em diante, com o passar do tempo e devido à minha profissão, acabei ficando amigo de várias grandes figuras do rádio, como o próprio Hélio Ribeiro, que falava de mim em seu programa diariamente e me visitava com frequência na agência. O Osmar Santos me levava para assistir e comentar os jogos do Corinthians narrados por ele nas suas cabines do Pacaembu e do Morumbi.

E o brilhante Ricardo Boechat, que conheci fazendo bom jornalismo impresso, mas que se consagrou mesmo fazendo rádio. O velho e bom rádio tradicional, que não desapareceu com o aparecimento da televisão, nem perdeu espaço com o surgimento da internet e continua mais atual do que nunca.

Em 2022, na Inglaterra, o rádio foi eleito pela revista Campaign o veículo de comunicação do ano. Por falar em veículo e em comunicação, devo ao rádio boa parte de meus aprendizados como criador de publicidade.

ANÚNCIO DE RÁDIO – Quando comecei a trabalhar, aos 18 anos, a primeira agência onde consegui emprego era pequena e não tinha clientes grandes, os que faziam comerciais de televisão. Nossos clientes faziam alguns folhetos, pequenos anúncios de jornal, algumas páginas de revista e, principalmente, spots e jingles de rádio.

Foi criando para rádio que aprendi que você conta com um patrimônio único, a imaginação do ouvinte. Você entra com o áudio, e o ouvinte com o visual. Como a imaginação de qualquer pessoa é mais rica que o mais espetacular cenário que um Steven Spielberg possa produzir, o trabalho criativo no rádio não tem limites.

Como não tem limites a capacidade do Joaquim Ferreira dos Santos de mexer com a memória de seus leitores.


E lá se foi o Mestre José Augusto Faria de Sousa! Sousa com “S”!

José Augusto Faria de Sousa, em foto feita por mim em 2022

Administrador e advogado brilhante, porém seus maiores prazeres eram a prosa, a escrita, a poesia e o futebol. Óbvio que, depois da família, a esposa Rosália, as filhas Juliana e Letícia os filhos Rodrigo e Eduardo, genros, noras, netos e bisnetos.


Foi Secretário de Cultura e Administração de Sete Lagoas, especialista em Guimarães Rosa, membro das Academias Cordisburguense e Sete-lagona de Letras, depois de ter sido agente do IAPI e bancário (Banco Real).
Uma figura humana fantástica, intelectual e popular. Quando apresentado a alguém, fazia questão de lembrar que o seu Sousa era com “S”.


Exerceu tudo intensamente, com excelência, em detalhes, até poucas semanas antes de nos deixar, na manhã desta segunda-feira, 18 de março, aos 89 anos de idade. Completaria 90 em outubro.

Com vários problemas de saúde se acumulando nos últimos anos, dava um jeito de desviar de todas as dificuldades de visão e locomoção para continuar escrevendo seus ótimos livros e artigos para a imprensa de Sete Lagoas e da sua Curvelo, onde foi registrado, pois a sua cidade de nascimento é Joaquim Felício (125 Km mais ao Norte de Curvelo), 300 Km de Belo Horizonte.

Viúvo da D. Rosália desde o ano 2000, sempre apoiado em todos os aspectos pela companheira dos últimos anos, a encantadora Ilza Gontijo.


Grande comentarista esportivo da Rádio Cultura de Sete Lagoas nos anos 1950/60/70, tempos em que a cidade tinha dois dos mais fortes times de Minas, o Democrata e o Bela Vista.
Não tive a honra de trabalhar com ele, mas aprendi muito com seus ensinamentos, já que tive o privilégio de conhece-lo, logo quando comecei a carreira na própria Cultura e no Jornal do Centro de Minas, quando eu tinha 11 anos de idade.


Quando lancei o SETE DIAS, há 32 anos, era a ele a quem eu recorria para escrever sobre determinados assuntos da cidade, não só futebol. Se morria alguém que merecesse uma homenagem, ele mesmo ligava, informando que o artigo já estava pronto.


Avesso à mentira e à hipocrisia, características de tantos sete-lagoanos (verdade verdadeira) “Zé Augusto” falava e escrevia o que pensava. Certo dia, me encontrei com ele na Banca da Marília (nas margens da Lagoa Paulino) e comentei:
_ Morreu “fulano”, né? (uma ex-autoridade pública da cidade) e ele frio, respondeu: É! E aí? Vai escrever sobre ele? _ Ora, Maia! De jeito nenhum. Não minto para os meus leitores. Eu teria que falar a verdade sobre o cidadão e magoaria muita gente próxima ele, de quem gosto muito. Aquilo era um crápula. Péssimo profissional, péssimo pai de família, uma pessoa nefasta.
Nessa, vou ficar te devendo!

O SETE DIAS registrou em nota sucinta, num rodapé, a morte do “fulano”.

Sempre atento a tudo e a todos da cidade, o Zé Augusto foi um dos responsáveis por uma das maiores gafes que eu e o SETE DIAS cometemos na vida. “Matamos” um dos maiores dirigentes de futebol da história da cidade, o Jaime Pereira dos Santos, um mito do Democrata Jacaré, que já idoso, estava afastado de tudo e morava em distrito da sua cidade natal, Santana de Pirapama, a 80 Km de Sete Lagoas.


Jaime estava muito mal de saúde, internado no Hospital Nossa Senhora das Graças em Sete Lagoas. O Zé Augusto, fora informado de que ele tinha morrido. Me ligou, alertando que o jornal deveria fazer uma grande reportagem/homenagem sobre ele, pois era alguém que merecia muito o reconhecimento pelo que fez pelo Democrata. E assim foi feito, mas a nossa equipe não apurou a “causa mortis” nem o horário do enterro e tacamos na manchete: ‘Morre Jaime Pereira dos Santos, pedaço da história do Democrata”. Capa do jornal e a vida dele destrinchada, com depoimentos de amigos, dirigentes e ex-jogadores com quem ele trabalhara.


Tão logo o jornal foi para as bancas e assinantes, o telefone não parava de tocar: “Jaime não morreu; teve alta e foi se recuperar na fazenda do irmão, Aberlado, em Santana do Pirapama”.
Vixe! Ainda bem que ainda estávamos na era do celular.
Mas a notícia foi longe. Alguém da cidade ligou para o Orlando José, que apresentava o ‘Tiro de Meta’, da Itatiaia. Amigo do Jaime, o Orlando informou e lamentou várias vezes a ‘morte’ do ex-dirigente do Jacaré, “noticiada pelo principal jornal de Sete Lagoas”. O Orlando era e continua sendo meu amigo também, e encheu a bola do jornal.


Às 7h30, sem graça, o Zé Augusto me liga dizendo:
__ Maia, a Rosália pediu pra te chamar para um café aqui em casa, sem direito a recusas, pois ela precisa falar comigo e com você, juntos.

Cheguei, mal me ajeitei na mesa e a D. Rosália começou a bronca, cobrando mais seriedade antes de publicar alguma coisa tão séria, das consequências de uma notícia dessas etecetera, etecetera e etecetera e tal. No fim, deu a ordem:
__ Já falei pro José Augusto que você e ele têm a obrigação de ir visitar o Jaime, que já está na casa do irmão dele, para pedir desculpas. De preferência, hoje ainda!

E lá fomos, eu e a minha fonte acima de qualquer suspeita, cumprir a ordem da D. Rosália e procurar o Jaime. Feliz demais da conta, ele nos recebeu com um forte abraço, dizendo que fizemos um favor a ele, pois não sabia que era tão querido e as visitas e telefonemas não paravam de chegar.
Morreu quase 10 anos depois.
E a vida que seguiu!

Feliz com o mal entendido, já que o mundo do futebol voltou a se lembrar dele, Jaime Pereira dos Santos nos recebeu com largo sorriso e a simpatia de sempre – Fotos SETEDIAS/arquivo pessoal

José Augusto voltou aos tempos de radialista para entrevistar e nos redimir com o Jaime Pereira dos Santos, em Santana de Pirapama

Em maio de 2008, morreu um amigo e grande ex-jogador do Democrata, filho do lendário Guará, o “Diabo louro” do Atlético, que empresta o nome da maior honraria do futebol mineiro, o “Troféu Guará”, da Itatiaia. Precoce e inesperadamente, lá se foi o Luiz Carlos Januzzi.
Zé Augusto nos enviou o artigo/homenagem, que transcrevo aqui para vocês:


“À MEMÓRIA DE LUIZ CARLOS JANUZZI
Por José Augusto Faria de Sousa

Luiz Carlos Januzzi (esquerda), na entrega do Troféu Guará 2007, ao lado do Emanuel Carneiro e do jornalista Rogério Perez

Único filho homem de um gênio do futebol (o consagrado e legendário Guará – Guaracy Januzzi), eterno ídolo e símbolo do Clube Atlético Mineiro, desde muito cedo Luiz Carlos já estava seguindo as pegadas do pai, nas categorias de base do clube alvinegro, onde o genitor se consagrara.
E vivendo num clube onde sobravam estrelas, que lhe tiravam a chance de projetar-se na sua arte, Luiz Carlos acabou cedido ao nosso Democrata Futebol Clube, que também experimentava um momento de esplendor da sua grandeza, no profissionalismo..


Juntamente com as chuteiras, trouxe consigo um modesto emprego de Mensageiro do ex-IAPI (Insituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários), que ganhara nos tempos do Atlético, para ajudar na sua manutenção de moço pobre.
Voltado para o objetivo da carreira de jogador profissional, não comparecia ao trabalho, na repartição pública, tendo as faltas abonadas pelas chefias, pois, aquele emprego humilde, era apenas uma ajuda de custo para o futuroso craque, sendo a situação comum naqueles tempos em que o futebol não gerava as riquezas de hoje…
Aqui, na cidade pequena, onde a rivalidade era quase insuportável, a coisa não funcionou do mesmo jeito…


Sua falta de assiduidade ao trabalho foi denunciada e, como não poderia deixar de ser, organizaram uma Comissão de Inquérito, para apurar o abandono de emprego…
Foi exatamente naquela época que entrei na vida de Luiz Carlos, construindo, entre nós, uma bem cimentada e sólida amizade, a qual aumentou no correr dos tempos…


Fui ao velho estádio “José Duarte Paiva”, acompanhado de um grande amigo de Luiz Carlos, e o chamamos a um canto, dando-lhe conhecimento do que estava para acontecer…
Ele mostrou-se atordoado, pois o dinheiro pouco, do serviço público era indispensável à sua subsistência.
Orientado, foi imediatamente para Belo Horizonte, onde lhe armaram um esquema para abortar o alegado abandono de emprego, e a estratégia deu certo!


A partir do dia seguinte, antes que a comissão de inquérito chegasse à agência local do IAPI, Luiz Carlos foi licenciado pelo Democrata, passando a comparecer ao trabalho, assinando religiosamente o livro de presença, no início e término do expediente…
Quando a tal comissão chegou, encontrou-o em pleno exercício de suas funções, derrubando, assim, a finalidade da expedição punitiva…


Luiz Carlos continuou treinando futebol, em horários alternativos, e deu curso à sua carreira de atleta, e, com incrível rapidez, foi conquistando a amizade e o respeito de todos nós. Afinal de contas, era um cavalheiro, da mais fina educação.


Com pouco tempo, para flexibilizar o seu horário no IAPI, dei-lhe a tarefa de revisar, à noite, nos próprios nosocômios, as contas médicas do Hospital Nossa Senhora das Graças e do Hospital Santa Mônica, ambos da cidade, além de conferir as faturas do Hospital Dr. Pacífico Mascarenhas, de Caetanópolis.


Quanta responsabilidade! Que exação no cumprimento do dever! Que zelo com os interesses da repartição! Que excelência dos serviços prestados, além de granjear a amizade e o respeito dos hospitais, da classe médica e dos servidores das instituições hospitalares.


Enquanto isso, o serviço público ganhava um magnífico servidor, no mesmo passo em que os estádios do Brasil podiam continuar vendo a elegância de Luiz Carlos, no manejo da bola, à qual dispensava o trato fino de um gentil-homem, cortejando a mulher amada…


Desfilava entre os outros astros do Democrata, daqueles tempos gloriosos, como um verdadeiro príncipe, e mostrava, nos estádios e na vida social, toda a finesse da sua personalidade e da educação esmerada, que eram suas características principais.
Para não gostar muito de Luiz Carlos, era preciso não conhecê-lo!


Convivemos de perto durante muitos anos, até que os janeiros nos conduzissem à aposentadoria. Ouvi dele as suas estórias de amores e dissabores. Pude ampará-lo, moralmente, quando solicitado, nas suas horas de maior amargura e de grandes decepções…


Nossos filhos (Rodrigo e Eduardo) foram meninos inseparáveis. Tenho um Eduardo, na minha casa, que foi uma homenagem ao filho de Luiz Carlos e Simone, que foi tão amiga de minha pranteada mulher…
Aqueles dois meninos desenvolveram asas e voaram para a vida que se abriu diante deles… Hoje, são homens vitoriosos e de bem!


De vez em quando, nos encontrávamos pelas ruas desta cidade, que escolhemos para nossa terra…
Trocávamos reminiscências. Falávamos da vida e remetíamos a memória para a saudade daqueles que tanto estimamos e que não mais estavam conosco…

Na manhã de 11 de maio, fui vê-lo pela derradeira vez, na sua urna mortuária. Meus olhos que quase não vêem mais, consumidos pelo glaucoma, e as lágrimas, que mais ainda os embaçavam, nem deixaram que eu visse o seu semblante, na hora derradeira…
Mas tenho certeza de que estava diante de um homem bom, repousando da dura lida, e que partiu levando uma imensa legião de admiradores e amigos…


Viajou para sempre Luiz Carlos Januzzi, um homem que foi simples, leal e amigo!
Para sua mãe, irmãs, e, especialmente para Eduardo, Cláudio e Maria do Carmo, que mais de perto conviveram comigo, o meu abraço.

  • José Augusto Faria de Sousa

Em outubro de 2016, José Augusto Faria de Sousa (sentado), com os amigos da turma infalível de todo domingo cedo na Banca da Marília, na Praça da Feira da Lagoa Paulino: Dr. Evandro Neiva, Dudu Libânio, Dr. Bruno Lanza, ex-prefeito Maroca, Dr. Edinho, Roberto Bahia e Tarcisio.

  • – – –

Senhoras e senhores, eu ficaria dias inteiros aqui, falando sobre o Zé Augusto, mas infelizmente tenho que dar uma pausa, porque a vida segue!
Quando li este texto sobre o Luiz Carlos, eu disse a ele:
__ Caro Zé Augusto, se eu morrer antes de você, espero merecer um artigo desses, hein!?

E ele, prontamente:
__ O que é isso meu caro Maia! Eu já estou mais pra lá do que pra cá. Certamente você é quem vai escrever sobre a minha partida, qualquer hora dessas. Claro, se você achar que serei merecedor!

Pois é! Não tenho o brilhantismo dele com as letras, mas, 16 anos depois, estou aqui cumprindo um trato e fazendo o reconhecimento público a que tanto merece o caríssimo José Augusto!
Um exemplo, em todos os aspectos. Gratidão à vida por ter conhecido, convivido e aprendido com essa figura fantástica e sua família, gente de quem tanto gosto.
Até um dia, caro José Augusto Faria de Souza, com “S”!
Como diz o Milton Nascimento, “Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar…”


Na teoria, Rosário é o concorrente mais perigoso do Galo no Grupo G da Libertadores

twitter.com/Libertadores

Minha coluna no BHAZ

Mas o Peñarol é o mais tradicional e a raça uruguaia costuma fazer diferença. O outro adversário é o Caracas, que não impõe medo a ninguém.

Jogar em Rosário é sempre uma dificuldade enorme. O Atlético perdeu um título “ganho” lá no estádio Gigante de Arroyito, em 1995. Foi a Copa Conmebol. Venceu o primeiro jogo no Mineirão por 4 a 0, tomou 4 a 0 no tempo normal lá e perdeu nos pênaltis.

De toda forma será preciso jogar muito mais que o Atlético está jogando até agora nesta temporada.

twitter.com/Libertadores