Coluna do Flávio Anselmo, que estará em vários jornais do estado amanhã:
“Henrique, Marquinhos Paraná, Leonardo Silva, Wellington Paulista e Jonathan foram os responsáveis pela vitória ( 3 a 1) sobre o Coritiba. Fábio trabalhou pouco, ou quase nada. Gilberto foi melhor que Athirson, desinteressado. O menino Diego Renan foi pro gasto. Thiago Heleno, Fabrício, Thiago Ribeiro e Souza não jogaram nada. Só na cabeça de Adilson Batista.
Adilson manteve Thiago Ribeiro errando demais. O próprio atleta confessou isso no fim da partida. Preferiu colocar Souza e tirar Wellington Paulista que já havia feito dois gols. Passa a impressão que o técnico não gosta dessa de goleador.
Outra coisa: a preguiçosa atuação de Athirson durou o primeiro tempo todo. No entanto, Adilson o manteve, inexplicavelmente, até aos 7 minutos do 2º tempo. Aí botou Gilberto. Por que não trocou no intervalo?
Sem nenhuma maldade, penso que a grande alteração do Cruzeiro foi a faixa de capitão: saiu do goleiro Fábio e apareceu no braço direito de Leonardo Silva.
Paulo César de Oliveira não deixa de tirar uma lasquinha nos celestes: aquele cartão de Henrique foi tremenda injustiça. A cartolada devia tentar anulá-lo no STJD. Henrique nem encostou no Marcelinho Paraíba.
Soube pelo Portal Uai a distribuição do dinheiro do Wagner: o clube fica com apenas 34% ou cerca de 2,04 milhões de euros (mais ou menos R$ 5,3 milhões); o Laboratório EMS pegará 21%; outro investidor (só Sherlock Holmes sabe quem) 15%. O Al-Ittihab da Arábia ficou com 25%. Por quê? Sei lá.
De um lado um adversário em declínio, porém equipe forte. Bom ambiente pro Tigre. Quebrou a série de três insucessos seguidos ao derrotar (1 a 0, de Marcelo Ramos) o Guarani, que não vence há seis partidas. Fugiu da região perigosa do rebaixamento, mas tá longe do G-4.
Ao analisar as perdas de Wagner e Gérson Magrão, e a provável de Kleber, Adilson Batista deu o perfil dos substitutos que deverão chegar à Toca ainda pra reta final do: serão versáteis e de grupo; ou seja, os que saíram ou vão sair não são de grupo? Cortam-se cabeças de alguns rebelados.
Baixinhos bons de bola que eu gostaria de ver no futebol mineiro: Madson, do Santos, e Fernandinho, do Barueri. Que raça têm! Imagino se tivessem 1,74.
Fabrício continua nocauteado em pé, zonzo, após a derrota da Libertadores ou faz pretexto pra cair fora?
Florentino Fernandes Júnior- BH: “Flávio, jornalista com J maiúsculo é isso aí. Falta culhão nesta imprensa mineira, que abaixa a cabeça e aceita tudo. Vide os carneirinhos das transmissões globais que aceitam todas as besteiras ditas pelos comentaristas da matriz durante os jogos contra Rio e São Paulo”.
“Como explicar o Gerson Magrão ser prestigiado como titular com aquele futebolzinho rastaquera e depois render só 10% para o clube. Isto é ser bom administrador? Quais são o grupo de investidores dos 50%? E a história do Sorin,como explicar? Fora Adilson!”
“E com arrogância , senhor Perrela, vamos, provavelmente, para a Segundona. Tá difícil gostar de futebol = juízes horríveis, jogadores mercenários, dirigentes com interesses vários, comentaristas de tv cujos comentários dão náuseas e angina, jornalistas esportivos de rabo preso”.
“Acho que hoje eu tô amargo; deve ser ainda a síndrome da perda da Libertadores que foi demais para um cruzeirense apaixonado como eu. Mas parabéns pela coragem e lucidez da sua ultima coluna”.
Resposta: receber mensagem igual à esta do doutor Florentino Fernandes, uma das maiores autoridades em cardiologia e clínica geral de Minas Gerais, quiças do País, enche o velho coração caratinguense de vaidade.
Na agenda, você deve ter anotado: hoje, às oito da noite, no bar do Alexandre, na esquina de Rafael Magalhães com Paulo Afonso, outra noite de autógrafos do Marias Chuteiras. Aqui no Santo Antonio. Tô lado a partir das sete e meia.
Langlebert Drumond – Gov.Valadares: “Que o Sorin seria uma boa no Galo, com certeza!”
Rogério de Oliveira – São Gonçalo/RJ: ! “Justiça se faça a Adilson: ele encontrou um estilo próprio e original. Parece-se um pouco aqui e ali com Parreiras , com Joel Santana , com Mário Sérgio, mas os postulados táticos que estamos vendo são genuinamente seus. Será difícil vendê-los a um grande clube”.
“Admito que, clubes pequenos à beira da degola ou outros mais pequenininhos ainda, estreantes na 3ª divisão, tenham Adilson como sonho de consumo. A sua saída do Cruzeiro causará tantos danos quanto a sua permanência,pois aquele que o suceder herdará o nada”.
“E até que reorganize o caos técnico, tático e ético deste time, derrotas acontecerão como resíduos do passado. E que, ante tal previsão, não se toque agora em nada.Que cessem as contratações e as demissões ; as promoções e as dispensas; bens e direitos; caras e bocas”.
“Que fechem todas as entradas e saídas; e usem somente as escadas. Feito isso, aguardem até que tudo seja descontaminado da terrível síndrome de quatro volantes.”
PITACO: “Mas se o Adilson não quiser sair? Bem!Aí teremos o Sarney do futebol” .
Resposta: Sou contra a saída de Adilson e o considero o melhor da nova geração; virou o demônio sem tanta razão. Tem vários erros, é pedante, e precisa rever conceitos ultrapassados. Mas que é bom, é..
Aloizio Grossi – BH “É Flávio, a coisa está realmente preta. Não consigo imaginar um time jogar com 4 volantes, e às vezes até com cinco, perder tantas partidas. Por pior que sejam os jogadores, dá pra umas beliscadas aqui outras ali. Nem isso o Cruzeiro consegue!.. E os volantes não são craques, mas também não são piores que andam por aí.
Resposta: Não creio que o Cruzeiro caia; entendo que tenha de lutar pra atingir, ao menos, o G-4 e voltar à Libertadores. Com calma a gente chega até quando você vai ver a coisa preta. Credos!”