Blog do Chico Maia

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Em função do futebol improdutivo, voltar de Florianópolis com um ponto até que não é ruim

Rogério Micale disse que o Atlético merecia no mínimo no empate porque o time teve mais posse de bola que o Avaí. No Sportv ex-jogador Paulinho Criciúma comentou logo após a entrevista que o treinador do Galo falou um obviedade, já que o Avaí joga sempre assim e dessa forma está há seis jogos sem perder.

Ataque inoperante, o mesmo futebol improdutivo que tem marcado o Atlético este ano. Dessa forma, empate a ser comemorado, pois foi mais um ponto na luta contra o rebaixamento. Chegou a 31 pontos, cinco a mais que o Vitória, o 17º colocado que tem 26. O time baiano joga hoje ainda contra o São Paulo, 19º, com 24.

Pensando em Libertadores, o Galo está a quatro pontos, já que o Flamengo, 6º, tem 35 pontos e recebe o Sport às 16 horas.

Campanha ridícula para investimento tão alto.


Ainda não vi essa “evolução” que o Micale e alguns colegas estão dizendo que aconteceu no futebol do Atlético, mas no Avaí sim!

Fred no caderno de esportes de O Tempo, dia 18 de agosto, quase no fim da atual temporada.

Na ansiedade de “jogar pra cima”, alguns repórteres e comentaristas entram na conversa do Rogério Micale de que o Atlético está evoluindo. Não sei onde ele viu essa evolução. O jogo contra o Palmeiras foi um momento bom para que as palavras do treinador se confirmassem e ganhassem eco, mas o futebol apresentado foi aquele que vimos e um empate com sabor de derrota. Não por culpa apenas dele, mas consequência de uma série de erros absurdos que o Galo cometeu este ano. Essa foto do Fred, de um mês atrás no O Tempo mostra bem isso. Como pode uma comissão técnica e uma diretoria deixarem um dos atletas mais bem pagos do continente chegar a uma situação dessas. São detalhes assim que constroem um time vencedor ou fadado ao fracasso.

Quem pode falar em evolução, de verdade, é o técnico do Avaí, Claudinei Oliveira, cujo time saiu da zona do rebaixamento e faz a melhor campanha do returno. Confira essa reportagem do Estadão:

* “Avaí aposta na defesa e surpreende rivais na luta contra o rebaixamento”

Diretoria defende continuidade de Claudinei Oliveira para escapar da degola

Por Aline Torres, O Estado de S.Paulo

O Avaí é um clube conhecido por seus feitos improváveis. A equipe do técnico Claudinei Oliveira surpreendeu ao vencer o Sport fora de casa na última rodada do Nacional. Ninguém pontuou mais do que o time catarinense no segundo turno, com três vitórias e um empate em quatro partidas. A vitória por 1 a 0 em cima do Sport, no Recife, foi suficiente para tirar a equipe da zona de rebaixamento após 96 dias. Claudinei acredita que a arrancada não deve parar por aí. “Vamos buscar o título do segundo turno. Isso pode não valer nada, mas para a gente é um marco e representa muito”, comentou o treinador.

Ex-técnico do Santos, Claudinei já havia feito um bom trabalho no clube na temporada passada. Depois de assumir o Avaí em situação difícil na terceira rodada do returno da Série B, ganhou 12 jogos e empatou quatro, garantindo o vice-campeonato e a vaga na elite do futebol.

Na campanha deste ano, o Avaí empatou com times grandes do País, como Flamengo, Corinthians e o próprio Santos. Fora de casa, venceu Botafogo e Grêmio, atual vice-líder da competição. Mas Claudinei balançou no cargo na 18.ª rodada, quando o time perdeu por 5 a 0 para o Atlético-PR.

A diretoria resolveu dar um voto de confiança a ele e desde então a equipe não perdeu mais. Como recompensa, o técnico teve o contrato renovado na última semana para continuar lutando pela permanência na primeira divisão. A fórmula, segundo ele, é a consistência tática e defensiva e a efetividade no ataque, que tem aproveitado as chances que surgem.

“A principal característica da nossa equipe é saber sofrer. Sem a bola, temos um comprometimento tático muito bom, compacto, com bloqueios de cruzamentos e finalizações. Por outro lado, quando tem a bola, o time mantém o equilíbrio e espera pela chance de finalizar”, analisou.

Claudinei aposta no elenco mesclado com jovens e jogadores mais experientes, como os meias Marquinhos e Juan (ex-Flamengo e São Paulo) e o zagueiro Betão (ex-Corinthians).

Na visão do treinador, o principal desafio agora é manter a boa fase diante de uma sequência difícil, contra o Atlético-MG, em casa, e o Flamengo, fora. “Agora temos de nos cobrar ainda mais. A responsabilidade só aumenta. Temos de manter o foco. Eu tenho orgulho de comandar esta equipe”, finalizou o técnico.

CLAUDINEI

Claudinei Oliveira, técnico do Avaí Foto: Alex Silva|Estadão

http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,avai-aposta-na-defesa-e-surpreende-rivais-na-luta-contra-o-rebaixamento,70001987756


Duas disputas imprevisíveis do Cruzeiro: sucessão presidencial e final da Copa do Brasil

Em fotos do Superesportes, Sérgio Rodrigues (esquerda) e Wagner Pires de Sá.

Uma verdadeira guerra está sendo travada nos bastidores da eleição no Cruzeiro, que indicará o sucessor do presidente Gilvan de Pinho Tavares. Com direito a informações, contrainformações e boatos espalhados de ambos os lados através das redes sociais e imprensa convencional. O candidato da situação, Wagner Pires de Sá acusa a oposição de ter armado a detenção dele por estar dirigindo sob suspeita de embriaguez. A oposição diz que ninguém o obrigou a beber e dirigir.

O resultado dessa eleição, em outubro, é tão imprevisível quanto à decisão da Copa do Brasil contra o Flamengo, mas os palpites também são parecidos, dentro e fora de campo: especialistas da política interna cruzeirense dizem que o candidato da situação começou mais forte, mas o oposicionista Sérgio Rodrigues está crescendo e ninguém canta vitória antes da hora. No gramado também é assim: o time do Mano Menezes é favorito, mas o Flamengo tem time para aprontar no Mineirão.


Há quem defenda que grana do Shopping Diamond seja torrada na compra de jogadores e não na construção do estádio

Nos últimos dias intensificou-se a campanha pelos votos dos conselheiros do Atlético na reunião da próxima segunda-feira, 18, quanto à construção do estádio do Atlético. A votação será aberta  e durante todo o dia na sede de Lourdes. De acordo com as consultas que feitas pela imprensa até agora a maioria é favorável, mas são necessários 2/3 dos conselheiros aptos a votar, e não simplesmente dos votantes.

Respeito quem é contra, especialmente os comentaristas aqui do blog que têm se manifestado sobre o assunto, mas não vejo motivo concreto para ser contra um projeto desses, já que todas as condições são favoráveis ao negócio. Li na Folha de S. Paulo um artigo do Emanuel Ornelas, Doutor em economia pela Universidade de Wisconsin-Madison dos EUA, professor da Fundação Getúlio Vargas, inclusive citado aqui no blog pelo Carlos Almeida, que também é contra. Um artigo muito interessante, até o momento em que ele sugere que os R$ 250 milhões que deverão aportados na negociação do Shopping Diamond Mall sejam investidos na aquisição de jogadores. Já imaginou uma grana dessas sendo utilizada para adquirir Freds, Robinhos, Roger Bernardos e outros como deste atual elenco? Ou, uma nova selegalo como aquele grupo de 1994? E o que dizer do Eduardo Magalhães Pinto, filho do então governador do estado, dono do Banco Nacional, que quebrou o Atlético em meados dos anos 1960, torrando grana para montar um time que encarasse aquele Cruzeiro de Dirceu, Tostão, Piazza e etecetera…?

Vale a pena ler os argumentos a favor e esclarecimentos que foram encaminhados aos conselheiros e imprensa.

 

O conselheiro Cacá Moreno publicou na íntegra no facebook dele, reprodução de reportagem do globoesporte.com:

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/perguntas-respostas-e-argumentos-veja-novos-detalhes-da-arena-do-galo.ghtml

Também vale a pena ouvir entrevista do Pedro Tavares, diretor do Atlético, à Rádio Super Notícia, sobre o tema:

http://www.otempo.com.br/superfc/arena-do-galo-vai-colocar-atl%C3%A9tico-em-outro-patamar-diz-diretor-1.1514493


Vitória do Cruzeiro em Chapecó: pensando no Flamengo, mas sem tirar o pé do Brasileiro

Reportagem do Daniel Ottoni, no SuperFC:

“Por mais que a prioridade do Cruzeiro continue sendo o Flamengo, adversário da final da Copa do Brasil, tirar os olhos do Campeonato Brasileiro pode ser uma falha que cobrará um preço alto a curto e longo prazo. Seguir ativo dentro do Nacional, buscando se manter dentro ou perto do G-6, é uma meta que não pode ser perdida de vista, fazendo com que cada rodada siga sendo encarada como uma decisão.

Neste domingo, contra a Chapecoense, fora de casa, o Cruzeiro teve nas mãos a chance de retornar ao grupo da Libertadores tendo pela frente um adversário presente na zona de rebaixamento. Com muita luta, o time celeste venceu por 2 a 1 e se garantiu na sexta posição. A vitória foi ainda mais importante devido ao triunfo do Botafogo sobre o Flamengo, que fez o alvinegro carioca empatar com os mineiros em número de pontos, mas ficando atrás na tabela em virtude do saldo de gols.

A costumeira pressão que a Chape costuma fazer sobre seus oponentes, quando joga em casa, apareceu com mais intensidade no começo do jogo. O Cruzeiro recuava em demasia sua marcação, permitindo a aproximação constante dos catarinenses. Sem conseguir manter a posse de bola e trocar passes, os mineiros chamavam os adversários para seu campo. Menos mal que o melhor momento da Chapecoense no jogo não se transformou em bola na rede. Aos poucos, o time do técnico Mano Menezes foi controlando melhor o jogo e criando algumas oportunidades. (mais…)


A torcida do Galo suporta jogador sem qualidade. Mas não suporta jogador que não se entrega!

Valdívia foi o melhor em campo. Apanhou do princípio ao fim, mas não afinou. Fábio Santos é muito bom cobrador de pênaltis, mas Fred quis bater para satisfazer à vaidade pessoal de acabar com o jejum e cobrança de não marcar desde julho. Bateu do jeito que jogou o tempo todo; o jogo inteiro: displicente e apagado. Um pesadelo! Isso no primeiro tempo. Daí a pouco o Galo tomou gol ridículo. Se o Marcos Rocha estivesse em campo, grande parte da torcida o culparia. Mas Leo e Alex Silva foram mal demais na marcação do William do Bigode que ajeitou pro Deyverson fazer 1 a 0.

No segundo tempo, Victor fez uma defesa espetacular e pegou pênalti cobrado pelo mesmo Deyverson. Mas o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden estava atento e pode até pedir música no Fantástico, porque apitou o terceiro pênalti na partida, quando Leo Silva foi puxado pela camisa. Fábio Santos tomou a bola e empatou.

Depois disso o Galo desperdiçou outras oportunidades e a torcida revoltada com a preguiça do Fred, Elias e mais uma vez Robinho, que entrou no início do segundo tempo no lugar do Adilson, na primeira mexida equivocada do Rogério Micale na partida. Daí outra besteira, que valeu os gritos de “burro, burro…”, de tirar o Cazares e colocar o Yago. O Galo com um a mais em campo, em função da expulsão do zagueiro Luan. Depois, outra mexida absurda com Otero no lugar do Luan, que apesar de não estar bem, era menos ruim que Fred ou Elias.

E concordo com o João Vítor Xavier‏ quando diz: “@joaovitorxavier “A torcida do Galo já suportou jogador sem qualidade. Mas não suporta jogador que não se entrega. Que sirva de filtro pra 2018. Terrível!”


De volta à liderança e secando o Inter hoje. O América está parecendo um time da Série A, disputando a B

Outra demonstração de competência e determinação do América, dentro e fora de campo, neste 1 a 0 sobre o Paysandu em pleno Mangueirão, onde nunca é fácil vencer. Um golaço do Luan, que concluiu bem uma das muitas oportunidades que o Coelho teve, contra pouquíssimas chances que os donos da casa tiveram. Até tentaram e muito, mas só chegavam perto, porque eram desarmados pelo eficiente sistema defensivo montado pelo Enderson Moreira. Aliás, este foi um casamento que deu certo, entre o América e a comissão técnica, que precisa ser mantido em 2018, garantindo a manutenção do que é bom e o aprimoramento daquilo que precisa ser melhorado. Trabalhos de longo prazo tocado por gente série e competente são garantia de sucesso, mas não é fácil juntar estes ingredientes. A diretoria americana acertou em cheio na dupla Enderson/Ricardo Drubsky (treinador/diretor de futebol), que se conheciam há décadas e são pessoas sérias do futebol. Aliás, Enderson foi jogador do Drubsky, na base, era capitão do Santa Tereza, e depois o lançou como integrante de suas comissões técnicas, como auxiliar e depois preparador fisco. Esta é outra vantagem do atual treinador do América, que diferentemente da maioria dos jogadores de futebol, cursou universidade desde os tempos em que era jogador da base, com toda a dificuldade e esforço que isso implica para um jovem atleta.

AFC2

Em foto do Superesportes, inovação da diretoria de marketing que lançou o Café com o Técnico, em que sócios do programa Onda Verde batem papo com técnico Enderson Moreira e diretoria de futebol em café da manhã no CT Lanna Drumond.

Agora, é secar o Inter, que joga em Caxias, hoje, 16h30, contra o Juventude. Caso não vença, o Coelhão se mantém na liderança.

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
América-MG 44 23 12 8 3 29 15 14 64
Internacional 42 22 12 6 4 34 16 18 64
Vila Nova-GO 39 23 11 6 6 25 18 7 57
Ceará 37 22 11 4 7 27 21 6 56
Paraná Clube 37 23 10 7 6 30 18 12 54
Juventude 34 22 9 7 6 26 21 5 52
Guarani 32 23 9 5 9 25 24 1 46
CRB 32 22 9 5 8 23 27 -4 48
Boa Esporte Clube 32 23 8 8 7 24 25 -1 46
10° Criciúma 31 22 8 7 7 23 25 -2 47
11° Oeste 31 22 7 10 5 25 21 4 47
12° Brasil de Pelotas 30 23 9 3 11 25 35 -10 43
13° Londrina-PR 30 22 8 6 8 33 30 3 45
14° Paysandu 27 23 7 6 10 22 23 -1 39
15° Luverdense 27 22 6 9 7 23 25 -2 41
16° Goiás 25 23 7 4 12 23 30 -7 36
17° Figueirense 25 23 6 7 10 27 33 -6 36
18° Santa Cruz-PE 23 22 6 5 11 23 31 -8 35
19° Náutico 20 23 5 5 13 16 28 -12 29
20° ABC 16 22 4 4 14 15 32 -17 24

 


Os limites da imprensa e a decadência do jornalismo

O assunto sempre gera debate acalorado. O Luiz Souza, comentarista tradicional aqui do blog mandou essa no post anterior: “Chico Maia, você chama isso de Imprensa??? Neto??? Jornal Extra??? Me desculpe mas você está perdendo seu tempo com isso!!”.

Não considero perda de tempo, caro Luiz. Também não considero ex-jogadores, ex-árbitros e ex-treinadores como corpos estranhos no meio jornalístico. Grande parte deles acrescenta e muito ao jornalismo. Alguns, realmente não têm nada a ver, mas têm público e são mantidos em seus espaços porque as empresas de comunicação precisam de audiência, leitores, publicidade, enfim… São empresas comerciais, não vivem de filantropia e não estão nem aí para os valores que deveriam nortear o compromisso de um veículo de comunicação com o público. Além do mais, com o tsunami chamado internet, está todo mundo batendo cabeça, procurando se reinventar e sobreviver. É um outro assunto, pra gente voltar aqui uma outra hora pra falar especificamente sobre.

Conforme disse no post anterior, agora transcrevo o que escreveu o Luiz Augusto Menon sobre a postura do ex-jogador Neto em relação à diretoria do São Paulo:

* “Neto, o que está caindo é o jornalismo”

O caso Neto/São Paulo é um exemplo do fundo do poço em que se está transformando o jornalismo esportivo em sua vertente entretenimento televisivo. Um show de horrores com ex-jogadores destilando pseudo conhecimento (eu sei tudo e você, chupou laranja com quem?) e fazendo gracinhas. E agora, ameaças.
Neto está revoltado porque a diretoria do São Paulo vetou a cessão de um camarote no Morumbi para a realização do programa Baita Amigos, como tem sido há um tempo. A diretoria está sendo pressionada por conselheiros e por torcedores organizados.

Leia AQUI
A justificativa é risível: Neto faria muitas críticas ao São Paulo. Mas, se o time está péssimo, ele iria elogiar? As críticas seriam muito jocosas. Mas, se fosse contra outros times, poderia?
Bem, o fato é que Neto vai sair do Morumbi. E qual é sua atitude? Amalucada e desprezível. Ele ameaça o clube. Como? Com sua opinião. E desnuda a falta de seriedade desse tipo de jornalismo. Se estou fora, vou torcer para o time cair.

Que coisa ridícula! Uma ofensa à profissão de jornalista.

O que diz Neto?
“Agora, assessor que vier me procurar para pedir ajuda, eu piso igual barata”

Que assessor? Assessor de quem? Da diretoria? Que tipo de ajuda?
‘Agora, vai ser na goela. Assessor que não ligue para mim, se passar perto, muda de lado porque eu atropelo”.
Novamente, que assessor? E, evidentemente ”eu atropelo” é uma expressão, não é literal.
“Eu sei coisas do São Paulo do arco da velha e vou vomitar tudo”.
Se sabe, se tem comprovação, já devia ter falado há tempos. Ou fico quieto porque fazia o programa lá?
‘Agora, estou livre para dizer, vai cair, vai cair, vai cair”
Antes, não estava livre? Era proibido de dizer alguma coisa? Quem proibia? A Band? O São Paulo?

Ele não expressava sua opinião correta por conta da cessão de um camarote?

Esse tipo de comportamento, jogando insinuações no ar, falando que estava proibido de externar sua opinião e que agora vai torcer para cair é um comportamento antijornalístico. Não causa espanto porque já houve muitos outros exemplos, como chamar Felipe Mello de “lassie” etc.

Não causa espanto, mas causa revolta. Somos, os jornalistas, cobrados diariamente por esse tipo de comportamento rasteiro e irresponsável.
Por fim, Marcelo Neves, que é o dono do camarote, precisa ir a fundo e denunciar as ameaças que teria sofrido. É muito perigoso deixar essas coisas sem apuração.

https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2017/08/17/neto-o-que-esta-caindo-e-o-jornalismo/


Jornal Extra x goleiro Muralha; ex-jogador Neto x diretoria do São Paulo e a imprensa no divã com os seus limites

Meus amigos e amigas do blog, nas duas últimas semanas a imprensa andou deitando no divã para analisar os seus limites e competências. O ex-jogador Neto, que de uns anos para cá foi transformado âncora da Band, deu porradas e fez ameaças no ar à diretoria do São Paulo que cancelou parceria com a emissora na cessão de um camarote do Morumbi, de onde era apresentado o programa “Baita Amigos”, comandado por ele. Não pegou bem para o ex-jogador e para a emissora, que foram alvo de críticas do Luiz Augusto Menon, experiente e um dos mais respeitados jornalistas do país.

Estes dias o jornal Extra, que pertence às organizações Globo, engrossou a campanha de grande parte da torcida do Flamengo contra o goleiro Muralha, que acabou perdendo a condição de primeiro reserva para o Thiago, este que também falhou feio contra o Cruzeiro ontem. O Cândido Henrique, um dos grandes nomes da nova geração da imprensa mineira, escreveu uma coluna inteira sobre esta posição do Extra, na coluna dele, no O Tempo, domingo, que você pode ler a seguir. A do Menon, publicarei no próximo post:

* Cândido Henrique

“Muralha e o jornalismo esportivo brasileiro”

O futebol, a idolatria e a imprensa formaram um trio imbatível e criaram um gigante. Juntos, transformaram este esporte em uma indústria poderosa e lucrativa. O craque ganha status de mito. Quem erra é execrado. Todo ano há exemplos nas duas pontas.

O crucificado da vez é Muralha, o goleiro reserva do Flamengo. O apelido ajuda. Espera-se de quem é chamado de ‘Muralha’ um goleiro intransponível. Alex Roberto Santana Rafael não é. O mineiro de Três Corações está longe de ser o Pelé do gol.

Muralha é mais um dos arqueiros medianos que surgem todos os anos no Brasil. Teve grande fase no Figueirense e mereceu a chance no Flamengo. Só não merece a perseguição que sofre dos flamenguistas, que chegou ao ápice na última sexta-feira.

O jornal “Extra”, do Rio de Janeiro, publicou um editorial em sua capa falando que, devido às falhas, não chamará Alex mais pelo apelido. O goleiro será chamado de “ex-Muralha” até que volte a ter atuações convincentes.

Muralha falhou contra o Paraná Clube, pela inexpressiva Primeira Liga. Ele também será o goleiro titular contra o Cruzeiro na final da Copa do Brasil, que começa na próxima quinta-feira, em jogo no Maracanã. Diego Alves, o arqueiro titular, não pôde ser inscrito na competição.

O jornal carioca pressiona o goleiro em uma semana decisiva. Se o objetivo era fazer com que Muralha jogasse mais do que consegue, acredito que não fará efeito. O Cruzeiro tem um time experiente e um técnico que sabe aproveitar destes efeitos.

Entretenimento? O “Extra”, que buscou ser engraçado, mostra uma outra face do jornalismo esportivo brasileiro. Algo que lutamos todos os dias nas redações. Qual o limite entre informar e também entreter?

O futebol e os outros esportes movimentam uma grande indústria, sem dúvida, mas continua sendo uma forma de entretenimento.

E o futebol é um dos principais divertimentos dos brasileiros, seja indo ao estádio ou acompanhando pela televisão.

Para atingir o seu público, os flamenguistas revoltados com as atuações frustrantes de Muralha, o jornal “Extra” extrapolou. Atingiu a honra do goleiro. Passou do ponto e o próprio torcedor que não curte o goleiro se solidarizou, já que a força da imprensa é muito maior do que o grito de uma torcida.

Acredito que a turma do periódico carioca “Extra” errou no ponto, buscando fazer um jornalismo irreverente, cada vez mais presente no dia a dia do torcedor.

O mesmo modelo que aderiu aos decretos todas as sextas e que também perdeu o ponto e teve um período para refletir sobre isso.

Mea-culpa. A crítica sempre fez parte do jornalismo esportivo. Os jogadores sabem disso. Há alguns que nem leem os jornais ou veem programas esportivos para não se deixar contaminar. E, em erros como este, nós, jornalistas, devemos fazer um ‘mea-culpa’ e rever alguns pontos.

Eu mesmo crucifico alguns jogadores mineiros pelo que fazem em campo. Se me excedi em algum momento, peço desculpas.

http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/c%C3%A2ndido-henrique/muralha-e-o-jornalismo-esportivo-brasileiro-1.1516068


No gramado, jogo típico de decisão, na arquibancada e arredores o risco de se comparecer a qualquer estádio da cidade do Rio

Jogo típico de decisão, e equilíbrio total entre os times. O Cruzeiro é mais entrosado, o Flamengo contou com a força do Maracanã lotado e o empate mostrou o que foi a partida. Rafael Sóbis foi o destaque negativo do Cruzeiro e o goleiro Thiago, do Flamengo. Na discussão carioca entre Muralha ou Thiago, a maioria queria o que jogou e muita gente se arrependeu. Melhor para Arrascaeta que se aproveitou da batida de roupa do Thiago e empatou aos 38 do segundo tempo, depois de um chutaço do Hugo.

Resultado que aumenta o otimismo da torcida cruzeirense para a decisão no Mineirão, mas o equilíbrio continua.

A lamentar o tumulto provocado por marginais flamenguistas antes do jogo, fora e dentro do Maracanã. Ir a qualquer estádio do Rio se tornou um ato extremamente perigoso, como mostra esta chamada do twitter do globoesportecom: “Área externa do Maracanã tem clima tenso com correria, tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo…”

O jornalista Jorge Luiz Rodrigues‏  retwitou essa imagem do Doentes por Futebol com a frase: “Algo precisa ser feito pra conter a selvageria fora e dentro dos estádios. “ @DoentesPFutebol

HOOLIGAN

“E com essa imagem, fechamos a noite!”