Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Torcida doadora: uma disputa salutar, que vale a pena incentivar!

* “Internautas participam ativamente da campanha “Torcida Doadora” “ 

A página oficial da campanha, www.torcidadoadora.com.br, contabilizou do dia 25 a 28 de fevereiro, 8.459 pessoas interagindo nas redes sociais, além de alcançar um total de 269 curtidas.

Vários torcedores estão registrando fotos e depoimentos de apoio à campanha. 

Rafael Bonfá, torcedor do Atlético, deixou seu recado na rede afirmando que o importante é a solidariedade. “Independente do time, a torcida é pela vida”.

Outra internauta, que já é doadora assídua da Fundação Hemominas e torcedora do Cruzeiro, Ana Cristina, está muito animada com a campanha. “Apesar de doar sempre, eu não sabia que doando três vezes ao ano posso ajudar onze pessoas – o que equivale a um time de futebol”, postou.

Em um mês, a campanha “Torcida Doadora” registrou 9.233 torcedores que compareceram para doação de sangue na Fundação Hemominas. A abertura da campanha ocorreu no dia 02 de fevereiro, no Hemocentro de Belo Horizonte, com a presença das mascotes do Cruzeiro, Atlético e Villa Nova.

A Raposa continua na liderança, com 50,7% de torcedores candidatos contabilizados nas Unidades. O Galo possui 39,9% e o América segue com 2,2%.

O registro acumulado nessa semana considera que os admiradores do Tupi somam 3,6% de comparecimento. O Boa Esporte, da cidade de Varginha, obteve um aumento de 0,1%, chegando a marca de 0,9%. Os apoiadores do Nacional fizeram com que o clube aumentasse 0,5% no registro, chegando a 0,7% de comparecimento. Os torcedores da Caldense totalizam 0,5% das doações. Os amantes do Villa Nova, Guarani e Araxá acumulam, cada um, 0,4%. Por fim, os torcedores do Tombense e América de Téofilo Ottoni terminam a apuração com 0,2% dos torcedores que compareceram na Hemominas para doações de sangue.camiseta_web_3

Para mais informações sobre os critérios para doação de sangue acessar

http://www.hemominas.mg.gov.br/hemominas/menu/cidadao/doacao/condicoes_doacao

Fonte: www.torcidadoadora.com.br


Banalização brasileira: Caminhão do Corpo de Bombeiros para Chorão

O líder comunitário Mário Assis, de Belo Horizonte, pediu que eu compartilhasse essa manifestação dele no facebook.

Não vou entrar no mérito de questões pessoais do cantor, circunstâncias da morte dele e nem da qualidade musical, pois gosto, cada um tem o seu.

Eu até gosto de algumas músicas cantadas por ele.

Mas, realmente, estão banalizando o desfile em caminhão de Corpo de Bombeiros, que antigamente era uma honraria para pessoas que realizaram feitos de grande mérito.

Confira:

* “QUE ABSURDO!!!”
Ouvi hoje no Bom Dia Brasil que o corpo do “Chorão” antes de ser sepultado, participará de um cortejo em desfile no caminhão do Corpo de Bombeiros da cidade de Santos.
Preciso ser franco e serei.
Essa nobre prerrogativa é para pessoas que sempre viveram de forma digna, de conduta exemplar e prestaram bons serviços a sociedade.
Apesar da comoção que abateu a juventude, preciso lembrar que o “Cantor” morreu por uso de drogas e que qualquer ação irresponsável como essa servirá como apologia ao uso de entorpecentes.
“Chorão” não é e nunca foi referencia nos movimentos sociais e sua partida precoce se deu por sua livre vontade.
O que me assusta é ver e sentir o silêncio dos que se dizem cristãos e não demonstram repudio a essa situação.
Vá “Chorão, leve o meu perdão mas não conte com a minha omissão!!!
Mário de Assis – Presidente da FAPAEMG – Federação das Associações de Pais e Alunos das Escolas Públicas de Minas Gerais. (Entidade que sempre lutou contra as drogas).
Se você concorda, comente e compartilhe!!!


Suposto assassino do jovem boliviano ganha bolsa de estudos da Gaviões

A que ponto chegamos!

Está na coluna Painel FC, da Folha de SP, hoje:

* “De graça”

O adolescente que assumiu a autoria do disparo do sinalizador que matou Kevin Espada ganhou bolsa integral para cursar o ensino superior. Ele terminará o ensino médio neste ano e, em 2014, poderá começar uma faculdade da zona leste, no curso que desejar, sem pagar. A Gaviões de Fiel foi a responsável por barganhar a bolsa. A organizada também não terá custo -o benefício foi concedido pela instituição de ensino.

Segredo. O nome da universidade que concedeu a bolsa é mantido em sigilo pela Gaviões porque há o receio de que o jovem sofra retaliações de outros alunos. A universidade também tem medo que protestos sejam feitos para impedir que a bolsa seja dada ao garoto.

Tentativa. O Tribunal Departamental, a Justiça da região de Oruro, julga amanhã um recurso em relação aos 12 corintianos presos na cidade, pedindo liberdade provisória. Argumenta-se que não houve flagrante do crime e que os torcedores foram presos aleatoriamente.

Residência fixa. Caso tenham seus recursos deferidos, os corintianos terão que permanecer na Bolívia. A Gaviões, aliás, já alugou uma casa em Cochabamba -pagou três meses de aluguel para alegar que eles não têm intenção de fugir do país.


Falácias!

Como o próprio nome diz, o futebol vive de chutes, dentro e fora de campo. E muita conversa para boi dormir.

Os releases oficiais e informais dos governos, municipal, estadual e federal, enchem as nossas caixas de mensagens dizendo maravilhas da visita da comitiva deles a Belo Horizonte e ao Mineirão nesta terça-feira. Com destaque especial para a frase do secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, que visitou a área vip do estádio, o gramado, a zona mista para a imprensa e disse: “… estamos muito satisfeitos com o resultado; Belo Horizonte está perfeita, é a número um, é a melhor”.

 

 

Visita_ao_Mineirao

 

E todos bateram palmas para ele, fingindo que se esqueceram que Minas Gerais levou uma rasteira da FIFA e Comitê Organizador, e ficou em posição secundária na Copa das Confederações, com seleções inexpressivas.

Este fingimento serviu também para jogar para debaixo do tapete os “probleminhas” do novo Mineirão, que não existirão durante os eventos da FIFA, porque a dona do estádio, a Minas Arena não estará envolvida em nada durante o período.

Passada a festa internacional, o senhor Valcke e Cia. não terão mais nada com isso e que o torcedor e clubes mineiros que se danem.


E lá se foi o Chávez! A Venezuela antes dele e com ele!

Uma figura controversa, mas conseguiu uma proeza que certamente trará benefícios futuros ao país dele: praticamente acabou com o analfabetismo! 

A Venezuela é o pior lugar onde já fui até hoje: infraestrutura obsoleta, decadente, estrangulada.

Carros, motos, ônibus e caminhões se empurrando e trocando buzinaços nas estradas e áreas urbanas; favelas despencando pelos morros, chegando ao asfalto; serviços públicos e privados que conseguem ser piores que no Brasil e uma violência espantosa. 

E incrível: país rico, um dos grandes exportadores de petróleo do planeta.

E mais incrível ainda: quem diminuiu um pouco a miséria do povo foi exatamente Hugo Chávez, que pôs fim ao revezamento no poder entre alguns dos políticos mais corruptos da história da América Latina, tendo Carlos Andrés Perez, como o mais conhecido por nossas bandas. 

Estive lá durante a Copa América de 2007.

Andei bastante pelo país, permanecendo um tempo maior em Puerto La Cruz, onde a seleção brasileira jogou a primeira fase.

Cidade bonita, porém assustadora; uma das mais violentas do mundo. O hotel onde eu estava hospedado ficava a um quarteirão da praia mais badalada; há três quarteirões de um enorme cassino/restaurante. 

Combinei com o Maurílio Costa, da Itatiaia, que estava em outro hotel, mais distante, de nos encontrarmos neste cassino às 20 horas. Na minha saída do hotel a recepcionista “sugeriu” que eu pegasse um táxi, pois era perigoso naquele horário, caminhar até lá. Menos de três quarteirões!

Alertou também que eu tivesse muito cuidado neste lugar, pois era comum extorquirem clientes, especialmente estrangeiros.

Telefonei pro Maurílio e disse que não iria mais. Preferi ficar no hotel. 

No dia seguinte ele contou que foi e voltou, em segurança, porém, bateu boca com garçons e gerente, pois inventaram tantos acréscimos na conta que ele só não chamou a polícia porque foi avisado que ela fazia parte do esquema de extorsão. 

Todas as manhãs eu fazia minha caminhada na orla, passando perto do porto de onde saem os barcos turísticos para a Isla Marguerita, sempre por volta das 7 da manhã.

Até o dia em que passei uns 200 metros da entrada principal do porto, movimentadíssimo, e escutei uns estampidos, parecidos com traques e foguetes de São João.

Como todos que caminhavam em sentido contrário ao meu, pararam com cara de assustados, também parei, olhei para trás e vi um corpo ensanguentado, já sendo carregado por sujeitos que seguramente não eram da polícia.

Imediatamente tudo voltou ao normal, como se nada tivesse acontecido. Aumentei o volume do radinho de ouvido, aumentei também o ritmo da caminhada e quase uma hora depois, quando voltei pelo mesmo caminho, lá estavam dois carros da polícia e policiais fazendo perguntas a ambulantes que trabalham no local todos os dias. 

Como Caracas não estava no roteiro da seleção e a final seria em Maracaibo, a 520 Km, reservei meus três últimos dias para ficar lá, a fim de conhecê-la.

Mais medonha ainda, com um tráfego infernal e muita sujeira nas ruas. Por questões de segurança, comércio e até hotéis fechavam as portas cedo, no máximo até 20 horas.

Depois de um dia andando e conversando com as pessoas, e convivendo com grades espessas com enormes cadeados na portaria do hotel e apartamento, joguei a toalha.

Tão logo a primeira agência de viagem abriu as suas portas, consegui antecipar a minha volta ao Brasil para o fim daquela mesma tarde.

Nenhuma saudade! 

E quase 100% dos venezuelanos com quem conversei, disseram que o país melhorou muito a partir de Hugo Chávez no poder!

Ou seja: os antecessores deixaram o país arrasado, sairam milionários do poder e deram motivos de sobra para o ex-Coronel radicalizar o discurso e entrar para a história dividindo opiniões, como entrou. 

Essa charge do Duke, hoje, no Super Notícia, trata a morte dele de forma bem humorada, sem ofendê-lo.DUKE

Já este jornal carioca fez feio.

Seguramente Chávez não merece tratamento como este, da capa do jornal Meia-Hora, do Rio, de hoje.

meia_hora_capa_do_chavez

Isso não é jornalismo!


Mineirão recebe montagem para show do Elton John

Uai,

pensei que fosse na área externa, onde teria sido construido um espaço exclusivo para os shows.

Twittada do jornalista Maurício Miranda:

@reporterMM

ELTON

Mineirão mudando de cara para o show do Elton John. pic.twitter.com/Rf2RROY5a1

E em outra twittada o Maurício acrescentou:

BEraCAiCUAAyyAJ

Vai ser dentro do estádio mesmo Chico, aqui está o mapa do evento. Abs pic.twitter.com/CLRi80wiZL


O uniforme do The Strongest para enfrentar no Galo no Independência

O repórter Bruno Azevedo ‏@brunoitatiaia

Twittou:

“Stronguest em campo amanhã contra o Atletico com uniforme número 2.

Club The Strongest ‏@ClubStrongest

Esta es la camiseta alterna que usaremos en el partido del jueves. El short será amarillo. #Uhlsport #VamosTigre pic.twitter.com/b4HjnCB75z

THE

E esta foto acompanha a twittada do clube boliviano, com a ressalva que o calção será amarelo.


O modelo francês de estádio que deveria ter sido pelo menos consultado pelo Brasil

Uma ótima reportagem do O Globo sobre o Stade de France, cuja concepção e gestão deveriam ter sido pelo menos consultada pelos governantes brasileiros antes do início das obras de construção de estádios aqui para a Copa de 2014.

Mas do jeito que foi feito lá, as dificuldades para alguém ganhar dinheiro ilicitamente, eram enormes e o interesse público prevaleceu e prevalece.

No Brasil, obras muito mais caras, do projeto à execução e as polêmicas país afora que temos visto.

Diferente do novo Mineirão, por exemplo, que quer que as torcidas do Cruzeiro e Atlético paguem a conta, lá, o futebol é o que menos conta no Stade de France.

Confira:

* “O estádio que esnoba o futebol”

Stade de France fatura quase 100 milhões de euros por ano apostando na diversidade de eventos

Stade-de-France-2

Como você chamaria um estádio construído para uma Copa do Mundo que, após o evento, passa a receber, em média, seis jogos de futebol por ano? A resposta certa poderia ser ‘elefante branco’ se não estivéssemos tratando do Stade de France, palco da (para nós) indigesta decisão do Mundial de 1998, aquela do piripaque de Ronaldo na concentração e dos dois gols de Zidane que construíram a vitória por 3 a 0 sobre o Brasil na maior conquista da história esportiva da França.

Quinze anos depois, o estádio em Saint-Denis, município ao norte de Paris, se transformou em um dos mais bem sucedidos exemplos de arena multiuso da atualidade. Futebol? É o que menos se vê naquele gramado. Sem ser a casa de qualquer time da cidade – o Paris Saint-Germain, por exemplo, nunca deixou de mandar suas partidas no Parc des Princes -, o Stade de France esbanja saúde financeira apostando na variedade de atrações, especialmente jogos da seleção de rúgbi – outro esporte muito popular no país – e shows internacionais, além de eventos de atletismo e todo o tipo atrações esportivas, como corrida de cavalo, provas de automobilismo, vôlei de praia e até windsurfe. Só de visitantes, são 100 mil por ano.

O futebol responde por apenas 25% da programação anual: por contrato, a Federação Francesa de Futebol é obrigada a organizar um mínimo de seis partidas no local por temporada, a maioria da seleção do país. Clubes só jogam lá em duas ocasiões, nas decisões da Copa da Liga Francesa e da Copa da França.

– Existem elefantes brancos em Atenas, Pequim e na África do Sul. Aqui, resolvemos apostar em várias atividades, incluindo encontros de negócios e turismo – explica o gerente de marketing do estádio, Matthieu Barnay, referindo-se ao legado de prejuízo deixado por alguns equipamentos construídos para os Jogos Olímpicos de 2004, 2008 e a Copa do Mundo de 2010, respectivamente.

Na semana passada, foi lançado no Rio o edital de concessão, operação e manutenção do Complexo do Maracanã. A licitação será no dia 11 de abril e o processo será realizado pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP). Informações sobre o modelo de gestão, no entanto, ainda não foram divulgados.

  • Estádio receberá a final da Euro 2016

Único certificado pela Uefa com o selo de estádio cinco estrelas no país, o Stade de France já recebeu alguns dos maiores eventos esportivos da Europa nos últimos anos. Além da final da Copa de 98, a arena foi palco das decisões de duas Ligas dos Campeões da Europa (2000 e 2006), dos Mundiais de Atletismo-2003 e de de Rugbi-2007. Naquele gramado também será realizada a final da Eurocopa 2016, que a França sediará. Grandes nomes da música internacional também já montaram seu palco por lá, como U2, Rolling Stones, Black Eyed Peas, AC/DC e Lady Gaga, responsável pelo 50º concerto do estádio.

O palco da decisão do Mundial de 98 foi construído em dois anos e sete meses – o tempo previsto para a reforma do Maracanã, por exemplo -, ao custo de 364 milhões de euros, sendo 52% pagos pelo Estado e os outros 48% pelo Consortium Stade de France, formado pelas empresas Vinci, de construção civil, detentora de 2/3 das ações, e Bouygues, de telecomunicações. Em julho deste ano, os administradores preveem pagar a última parcela do empréstimo tomado junto a um banco privado para a construção do estádio. A comemoração pelo aniversário do título mundial, conquistado no dia 12 de julho de 1998, eles deixam para a torcida. O que importa para os gestores é que, quinze anos após a Copa, a arena multiuso já está quitada, e o que vier a partir de agora é lucro.

E que lucro: o balanço de 2012 aponta 95 milhões de euros em faturamento. Os gastos não são revelados, mas o consórcio garante que o estádio jamais registrou déficit ao fim de cada temporada de muito rugbi, shows de rock, óperas e, sim, algum futebol. Pelo contrato de concessão, o governo francês recebe anualmente uma parte da receita, que pode chegar até 50%.

– Desde 1998, tivemos a política da diversificação: óperas, espetáculos equestres, grandes eventos esportivos. Entre 2011 e 2012, o rúgbi levou 650 mil torcedores ao estádio, com uma taxa de ocupação de 81%. No mesmo período, foram 520 mil torcedores em jogos de futebol, menos apenas que os estádios do PSG, Lyon e Olympique de Marselha. Em oito shows, sendo três deles internacionais, 527 mil pessoas vieram ao estádio. E mais de 300 mil assistiram às seis óperas apresentadas aqui – resume Barnay.

  • Esquecido pelo Brasil

Com três níveis de arquibancada, 173 camarotes para 2.836 privilegiados, 20 salões – que são usados também para encontros corporativos e podem abrigar 6 mil pessoas -, tribuna de imprensa com 500 lugares, 40 bares e dois restaurantes, o Stade de France pode receber 80 mil torcedores, quase a população de Saint-Denis. O anel inferior, que repousa sobre a pista de atletismo, é retrátil: quando preciso, seja para competições ou entretenimento, o setor é rebaixado e empurrado para baixo da arquibancada central, numa operação que dura cinco dias. Em dias de show, a capacidade aumenta para 96.540 pessoas. Desde a sua fundação, mais de 24 milhões de franceses e turistas de todo o mundo já passaram pela arena em 335 eventos. Para 2013, estão previstas entre 25 e 27 atividades.

O aniversário de 15 anos, porém, pode marcar a primeira prova de fogo para os gestores. Um dos pilares da sustentabilidade do Stade de France, o rúgbi está pensando em ter sua própria casa: existe um projeto de construção de um estádio exclusivo para a seleção nacional até 2018. E o contrato atual com a federação terminará justamente em junho deste ano. Atualmente, o esporte da bola oval é responsável por quase a metade da ocupação do local, com até 11 jogos por ano, contra um mínimo de seis partidas de futebol e apenas um meeting de atletismo no mesmo período. Para tranquilidade dos gestores, a Federação Francesa de Futebol já renovou seu contrato, em 2010, por mais 15 anos.

O consórcio que administra o Stade de France se orgulha de ter praticamente inventado um modelo próprio de geração de renda na Europa. E de servir de exemplo para outras praças esportivas. O sucesso da arena parisiense, porém, parece não ter sido suficiente para superar os 9.500 km que separam a França do Brasil. Segundo Barnay, o país que está reformando ou construindo 12 estádios para a próxima Copa do Mundo jamais enviou um representante para conhecer o modelo francês:

– Trabalhamos antes de 2010 com pessoas ligadas à Copa da África do Sul, e já colaboramos com muitos estádios da Europa. Do Brasil, nunca fomos procurados por ninguém. Mas sabemos que existem outros modelos. Na Ásia, por exemplo, existe um aproveitamento mais ligado à comunidade. Para dizer qual seria o modelo melhor para o Brasil, somente conhecendo a realidade brasileira – avalia Barnay.

* http://oglobo.globo.com/esportes/o-estadio-que-esnoba-futebol-7742459


Corda bamba dos treinadores e a reserva de mercado

Além da baixa motivação, os campeonatos estaduais têm outro componente perverso para os maiores clubes: o título não vale muita coisa, mas a perda dele, costuma provocar crises, com direito a demissão do treinador, justamente no momento mais crucial do ano, às vésperas da primeira rodada do Brasileiro.

Nem nos estados onde mais de dois clubes brigam pelo título como Rio e São Paulo, os grandes escapam dessa “síndrome”.

A imprensa do Rio informa que Dorival Júnior, que estava invicto há 17 jogos com o Flamengo, ficou na corda bamba depois da derrota para o Botafogo domingo e pode ser demitido caso não vença o segundo turno carioca e fique fora da decisão.

 

Firmes no taco

Em Minas, tudo indica que os dois principais treinadores estão livres de degola dessa vez, em caso de chegar somente ao vice-campeonato. O trabalho de renovação do time do Cruzeiro, feito até agora pelo Marcelo Oliveira está agradando e o presidente Gilvan de Pinho Tavares, que bancou a contratação dele, contra a vontade de muitos, já mostrou que o seu estilo não é de trocar o técnico a cada insucesso.

No Atlético, além de Cuca ter se consolidado em função da sua competência, o pensamento principal é na Libertadores, inclusive, há quem defenda que seja usado um time misto no Mineiro, para preservar a integridade física dos titulares absolutos.

 

Cabeça à prêmio

Quem está na corda bamba é o Vinícius Eutrópio que ganhou “segunda época” da diretoria em reunião segunda-feira, mas ontem, enquanto essa coluna era redigida, falava-se novamente na degola dele, mas por outros motivos.

Não dá para entender como uma diretoria de gente que conhece futebol como Marcus Salum e Alexandre Faria, embarca em fórmula que já foi testada e levou bomba, como essa: treinador teórico, bom de fala, certamente uma ótima pessoa, porém, sem o devido cabedal para montar um time com as necessidades especiais que o Coelho tem.

 

Fórmula errada

Em 2007, o então presidente Antônio Baltazar, apostou em Leandro Machado, que tinha sido vice-campeão gaúcho com o 15 de Novembro de Campo Bom.

Depois de quatro jogos, uma vitória e três derrotas no campeonato, foi demitido e o Coelho não conseguiu se reorganizar, terminando na lanterna e caindo para a Segunda Divisão mineira.

 

Reserva de mercado 

O seleto grupo de treinadores brasileiros, que alcançou o patamar almejado pela maioria (de nunca ficar desempregado e ganhar acima de R$ 100 mil mensais, vai se reunir dia 11), no Rio de Janeiro, para tentar criar um “código de ética”, visando impedir que colegas desempregados articulem para puxar os seus tapetes.

 

Modelo italiano

Os treinadores brasileiros querem implantar o modelo italiano, onde os técnicos criaram uma associação que fez acordo com os clubes, que quando os demitem, têm de pagar os salários até o fim da temporada, o demitido não pode trabalhar em outro clube neste período.

A iniciativa é do Vagner Mancini, ex-Cruzeiro, hoje no Náutico, que já confirmou a presença de colegas como Tite, Abel Braga, Dorival Júnior, Muricy Ramalho, Oswaldo de Oliveira, Falcão, Cuca e Caio Júnior. Outros estão sendo convidados para este encontro.


Ecos do Passado: o ano mais triste da história do América

Vinícius Eutrópio não caiu na reunião da diretoria do América, ontem, mas pode cair hoje.

Ainda há algum tempo para o clube reorganizar o seu futebol para a Série B do Brasileiro, mas todo cuidado é pouco.

Em fevereiro de 2007 o América demitia o treinador que não deveria ter sido contratado: o gaúcho Leandro Machado, invenção bem intencionada do então presidente Antônio Baltazar, que não deu certo.

Foi tarde, porque o Coelho conseguiu a façanha de ficar na lanterna do Campeonato Mineiro e ser rebaixado.

Vejam essa notícia que encontrei no portal Uol no ano mais triste da história do América:

* 11/02/2007 – 18h59
“América-MG oficializa nesta segunda-feira saída do treinador”

Da Redação
Em Belo Horizonte

Após a derrota para o Ipatinga neste domingo, que o deixou na lanterna do Campeonato Mineiro, o América-MG anunciará oficialmente nesta segunda-feira a saída do técnico Leandro Machado. O presidente Antônio Baltazar preferiu não confirma a demissão em respeito ao treinador..

“De maneira respeitosa, ele (Leandro Machado) dormirá como técnico do América. Não sei se a partir de segunda-feira ele será o técnico, penso que não”, disse Antônio Baltazar em entrevista à Rádio Itatiaia. Embora não tenha confirmado a demissão do treinador, o dirigente disse que América buscará “outro caminho”.

“O América precisa rever as suas condições, tem 11 dias agora para trabalhar, e amanhã (segunda-feira) cedo tenho um compromisso já dentro do América e vamos encontrar um caminho diferente do que está aí”, afirmou o presidente.

Em quatro jogos no Estadual, sob o comando de Leandro Machado, o América venceu apenas um – o Ituiutaba, por 1 a 0, na estréia – e perdeu três seguidas, para Caldense, por 2 a 1, em Poços de Caldas, Guarani, por 4 a 3, em Divinópolis, depois de estar vencendo por 3 a 1, além de Ipatinga, neste domingo. O time caiu para o último lugar na tabela com três pontos em 12 disputados.

“Eu reconheço que o Leandro é um moço trabalhador, digno, mas o futebol vive de resultados. Não vamos falar sobre o que está acontecendo em termos de competência porque as coisas não correram bem, estamos com nove jogadores no departamento médico”, observou o dirigente.

Leandro Machado mostrou-se conformado, após o jogo, com a possível saída do clube. “Não tem de dizer muito, tem a responsabilidade do treinador, o treinador que está errado, o treinador que tem de pagar o preço, e assim é o futebol. A diretoria já sabe o meu pensamento, sabe aquilo que eu estou pensando e a vida segue, e a gente não está aí para atrapalhar a vida de ninguém”, afirmou o treinador

LEANDRO

* http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/02/11/ult59u113135.jhtm

E vejam que a aposta do presidente Baltazar era em um suposto treinador “emergente” do futebol brasileiro, que tinha sido vice-campeão gaúcho.

Confira essa notícia do portal do jornal Zero de Porto Alegre, de dezembro de 2006, quando o Leandro Machado foi contratado. Ele falava até em ser campeão mineiro:

* “Gaúcho Leandro Machado é o novo técnico do América-MG”

Treinador esteve no comanda da Ulbra no ano passado

O América-MG confirmou a contratação do técnico Leandro Machado para dirigir a equipe em 2007. O anúncio foi feito nesta sexta pelo presidente Antonio Manuel dos Santos Baltazar e o contrato vale até o final do ano. O treinador gaúcho se apresenta na próxima terça, véspera da reapresentação dos jogadores.

Leandro, de 43 anos, começou a carreira em 2005 trabalhando no 15 de Novembro de Campo Bom, time pelo qual sagrou-se vice-campeão gaúcho. No ano passado, o treinador esteve à frente da Ulbra, também do Rio Grande do Sul.

– Construímos um nome no Rio Grande do Sul com muito esforço e muita dedicação. Passei 18 anos da minha vida trabalhando com futebol, trabalhei muito tempo como auxiliar de alguns treinadores conhecidos, até que achei que era o momento de começar a seguir a careira como treinador – contou.

O novo comandante americano admitiu que o time está atrás dos rivais em termos de preparação, mas mostra otimismo.

– É difícil, mas nada é impossível. Vamos trabalhar e primeiro buscar a classificação para depois buscar algo um pouquinho maior – comentou.

* http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/horadesantacatarina/19,0,1380514,