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Na TV Brasil Zico também detona com o excesso de precauções e estatísticas no futebol atual

Sergio Bocage. Márcio Guedes, Zico e o ex-volante Zé Mário, atual presidente da Federação Brasileira de treinadores de futebol, durante o programa no Mundo da Bola, da TV Brasil.

Há alguns dias transcrevi ótimo artigo do Gustavo Fogaça Guffo – @pitacodoguffo da Rádio Gaúcha e do blog “Esquemão”, do portal Zero Hora, em que ele descrevia detalhadamente o uso competente que o Grêmio faz das estatísticas e a importância deste mecanismo para que o time jogasse o melhor futebol do Brasil. Frisei que era um texto do mês de junho, quando nem mesmo os gremistas achavam que o título da Libertadores seria conquistado.

O José Eduardo Barata, um dos mais assíduos e atentos comentaristas aqui do blog, já começou detonando o artigo pelo título “O Grêmio e o Futebol Orgânico”, e iniciou um ótimo debate aqui sobre a eficácia das estatísticas no futebol. Outro importante comentarista do blog, Régi-Galo, escreveu hoje: “Ô Barata,
Desde a sua definição de ‘bando de sardinhas’ e ‘Pai do Roger’ que eu não paro de rir dessa estória.
Por favor, estatisticamente, foi apenas uma brincadeira (para mim, hilária)!!!”

O Barata respondeu no mesmo tom, irônico e bem humorado: “REGI.GALO ,
quando das minhas intervenções por aqui você
tem se mostrado :
– em concordância com minhas ideias = 49%
– satisfeito por se distrair com elas = 31%
– alheio ao comentário = 17%
– em oposição = 03%
Acredito que os meus dados estejam dentro
da margem de erro :
2,7% para mais ou para menos .
Me corrija se estiver errado”

O Alissom Sol mora nos Estados Unidos e é defensor das estatísticas. Vem travando um interessante debate com o Barata. Num de seus comentários, disse: “…nada tenho contra os chamados craques, e todos gostamos de vê-los jogar. Contudo, a desobediência tática sistemática encorajada no Brasil é que gera casos como o goleiro “Muralha”, do Flamengo: apesar de inúmeras falhas anteriores, ainda insiste em driblar e arriscar perder a bola, jogando por terra o trabalho do time inteiro devido às suas “convicções pessoais”. Isto não é aceitável em nenhum outro lugar do mundo.

Ganhou repercussão internacional após a última Copa a frase “Portugal tem [Cristiano] Ronaldo, o Brasil tem Neymar, a Argentina tem Messi, mas a Alemanha tem um time!” (link). Usaram estatísticas na seleção de jogadores, na preparação, esquema tático, seleção do local para a base de treinamento, etc. Não deve valer nada, não é mesmo? Talvez com um improviso aqui e ali o Brasil até ganhe a Copa de 2018. Mas Tite já está errando ao ir contra suas próprias convicções de “levar os jogadores no melhor momento”, ninguém no Brasil sabe qual o esquema tático do time, e escolheram uma base de treinamentos e agora já começam a reclamar da mesma pois vai gerar enormes deslocamentos na fase de grupos (veja em um mapa onde está Sochi: link, e pense se você não escoheria uma base mais central). O lema do Brasil continue: Que se dane a Estatísticas e análise de dados, e viva o improviso!..”

Entrando no mérito dessa discussão, tenho convicção de que as estatísticas são importantes em qualquer atividade humana, inclusive no futebol, mas também não tenho dúvidas de que há um exagero na valorização disso em nosso futebol, principalmente por grande parte da imprensa. Também nas comissões técnicas com seus departamentos médicos, de fisioterapia e fisiologia. Usam estatística para tirar jogadores de determinadas partidas, de forma absurda. Muitos treinadores só escalam o time depois de ouvir os fisiologistas, fisioterapeutas e médicos.

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Agora há pouco, usando o controle remoto na busca de algo interessante para assistir na TV, tive a satisfação de ver o Zico dando uma aula sobre futebol e falando verdades sobre esta “lambuzada” na utilização de dados estatísticos no futebol atual pelos profissionais brasileiros. E deu como exemplo o Real Madri, cujo último treino antes da final da Champions contra a Juventus, ele teve a oportunidade de assistir. Segundo Zico, o Zidane comandou um treino que fez lembrar o que se fazia no Flamengo há 30 anos. Treinava-se até à véspera o que se pretendia que fosse feito no jogo no dia seguinte. Nada de poupar esforço ou jogador. E dava certo, como deu certo para o Real Madri nessa final. O ex-camisa 10 usou algumas expressões usadas pelo José Eduardo Barata, como frescura demais no futebol atual, o que faz com que os jogadores se acomodem e passem a se sentir de “louça”, que podem quebrar a qualquer momento. Aí começam a dizer que jogaram tantas partidas na temporada, que estão cansados, prestes a se machucar e que precisam passar o fim de semana com a família, para relaxar. Zico e Zé Mário lembraram que no tempo deles jogava-se mais de 80 partidas por temporada e hoje não se chega a 70.

É o que penso também sobre estatística: importante sim, mas usada de forma equivocada e exagerada em incontáveis situações no futebol verde e amarelo. Com direito a muito curioso ou picareta dando uma de “expert”, na imprensa e nas comissões técnicas.

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Márcio Guedes, Zico e Zé Mário.


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Comentários:
42
  • Paulo César disse:

    Zico = xarope

  • J.B.CRUZ disse:

    Lendo e Relengo Alguns Comentários dos Nossos Colegas do Blog do CHICO MAIA; Devo Dizer Que Fico Com a Satisfação do CHICO, Em Publicar a Opinião de ZICO Sobre o Futebol Moderno; e de Algumas Intercessões Do Nobre Adversário: JOSÉ EDUARDO BARATA…
    Parabéns Mais Uma Vez, Por Descomplicar um Tema Agradável Que é o FUTEBOL, Em Explicações Simples, de Métodos Complexos que Usam Hoje em Dia Para Uma Partida de Futebol….
    O Futebol do Passado Serve Sim em termos Comparativos com o Futebol de Hoje, Para Mostrar que o Lazer e o Entretenimento de Antes, Tornou-se mais uma ”Dor de Cabeça” no Cotidiano das Pessoas..É o Preço do Suposto ”Progresso” da Modernidade….

  • Regi.Galo/BH disse:

    Desejo que seja este o meu desabafo póstumo…

    Nas palavras do Narcisista Nepomuceno o inferno não é tão feio o quanto parece quando se chega lá. A sua beleza (!) pode estar estampada em seu próprio reflexo, no espelho dos olhos do tinhoso.
    E quem quer olhar mais de perto?
    Chega!!! Vá de retro!!!! É muito devaneio para uma pessoa só.

    As suas contínuas desconexões com os fatos chegam a um patamar totalmente desproporcional e utópico. Para mim, é uma ofensa pessoal ouvir a sua declaração de “missão cumprida” após este desastre ao qual ele me submeteu e ao Galo. Desastre, tragédia, e retrocesso: esta é a minha avaliação da sua “missão cumprida” nestes LONGOS 03 anos!!!

    Realmente, Daniel, enquanto você vai curtir o seu Galo de Prata, o que restou de vós na Instituição Atlético Mineiro foi a união do “GRUPO”. E que GRUPO, não é!!!?
    A depender, a questão nunca precisará ser o que NÓS torcedores exigimos.
    Por outro lado, permaneceremos sempre com a mesma FÉ INCONDICIONAL na caridade do nosso piedoso MECENAS e seus paus mandados.
    —-
    Trecho da matéria do Superesportes
    https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/atletico-mg/2017/12/12/noticia_atletico_mg,446758/nepomuceno-se-despede-da-presidencia-do-atletico.shtml

    (…)
    Daniel também comentou sobre o grupo que comanda o Atlético atualmente. Além dele, fazem parte os ex-presidentes Alexandre Kalil e Ricardo Guimarães, Rubens Menin, um dos principais investidores da Arena MRV, Rodolfo Gropen, presidente do Conselho Deliberativo, e Emir Cadar, ex-presidentes do Conselho Deliberativo. Eles ajudaram diretamente na campanha vitoriosa da dupla Sette Câmara e Lásaro Cândido da Cunha, novo vice-presidente.

    “A receita foi muito bem feita. São pessoas amigas, sérias. Você vê todas as eleições do clube, você vê o respeito que tem. O torcedor cobrou, exige um clube vencedor e isso faz parte do futebol. Mas fica a união do grupo”.
    (…)

    • jorgemoreira disse:

      Regi o nepomusono esclareceu o porque de ele ter contratado a sogra com salarios acima de mercado?o nepomusono esclareceu o porque de ele ter perpetuado o nome da familia dando o nome do pai aos tres campos recentemente inaugurados por ele?, Apenas uma coisa na direção do clube sai um amigo entra um amigo, será que isto não é fechar o clube em uma panela, será que fora da panela não existem Atleticanos com capacidade de presidir o clube?, eu não gosto destas panelas veja bem a meu ver o nepomusono fez uma pessima administração nestes tres anos e as vaquinhas de presepio dos conselheiros abaixaram a cabeça concordando e elegendo o seu amigo como novo presidente, e com certeza vão aprovar as suas contas, desculpe eu sou anti- panela serei sempre a favor de isenção e no clube hoje não existe isto até quando o Kalil vai continuar mandando no clube ja que foi ele que indicou o nepomusono e tambem agora indicou o novo presidente, e depois quem sera o proximo amigo dele a ser o presidente do clube? pra se cobrar tem que haver isenção, sem troca de favores, os amigos tem sim reponsabilidade em dizer as verdade e não concordar com tudo este ano foi VERGONHOSO

      • Regi.Galo/BH disse:

        Pois é, Jorge.
        Eu sei que precisamos moderar as opiniões, até para não saturar demais o contexto, mas é muito bom poder escutar de você essas ponderações. Você foi perfeito em tudo o que disse e refletiu exatamente a sensação que eu também tenho. Vamos ver onde termina e onde começa a real face da nova administração!!!

        A gente bem sabe que o compadrio vai continuar, que o círculo é todo voltado às pretensões do banqueiro e que estamos fadados apenas a aceitar os pseudo-interesses de ambos. No entanto, se desejamos alívio nas nossas angústias, e quando digo nós me refiro aos apaixonados torcedores, primeiramente dependemos de que alguém chegue e, pelo menos, SE ESFORCE em fazer o que é importante apenas para nós: FUTEBOL DECENTE.

        Esta é a nossa mínima esperança. Para que a gente consiga pelo menos fazer ‘vistas-grossas’ às quantidades de mazelas que VOLTARAM a tomar conta do Galo.

        Esperamos que paralelamente possa se empenhar em corrigir, além de tudo o que você bem citou acima, mais outras mazelas como: as vantagens únicas à certa torcida (alô MPMG!!!); os processos de tomada de decisão sobre o uso do patrimônio; esse caso absurdo, longo e estranho, que ocorreu na Coordenação das Categorias de Base, que de tão infantil, ficou mais parecendo estudo de caso do curso de Administração (entregar a coordenação nas mãos de uma pessoa altamente questionável, depois, num dia o cara é promovido; no outro é retornado ao cargo; e depois demitido!!!?).

        Então, eu e você sabemos muito bem que o novo presidente chega agora e que precisa trabalhar. Deixemos o homem trabalhar!!!! Pois é totalmente justo de nossa parte que a ela tenha a oportunidade de mostrar à que veio. Mas não temos nada para comemorar de véspera. Não temos nada que se possa vangloriar. Vamos apenas deixar o homem trabalhar.

        E assim, cabe a nós nos incumbirmos da nossa mais importante atribuição: que é INCENTIVAR O TIME (torcendo para que ele exista de fato) e cobrar melhorias como sempre fizemos.

        Afinal, nós NÃO TORCEMOS PARA GRUPOS DE AMIGOS DOS AMIGOS.
        Nós torcemos pro GALO e queremos raça é todo time todo, Presidente!!!

        Abraço!

  • Guilherme Gonçalves Costa disse:

    Graças ao bom e misericordioso Deus o ano de 2017 terminou (futeboliscamente falando). Ano pra se apagar da memória. Futebol paupérrimo apresentado pelos times brasileiros (Grêmio é o único que se salvou). Galo está na Libertadores pela sexta vez consecutiva. Anotem isso.

  • Alisson Sol disse:

    Deixando um pouco o assunto de Estatísticas, e falando sobre o Zico: foi um excelente jogador. Mas, decepcionou-me como treinador e, principalmente, como político. Não vou falar mais nada, pois estas são discussões para outros tópicos.

    Mas, fora do “futebol dentro de campo”, eu acho que o Zico teve uma parcela boa nos problemas do futebol brasileiro, ou ao menos teve a chance de consertar, e se deixou levar pela política e ao menos “não ajudou”. E tem feito declarações ao longo do tempo que são, no mínimo, controversas. Parece uma síndrome do jogador brasileiro este negócio de perder tempo com discussões como “Pelé versus Maradona”, ou coisas similares. E, com estas e outras discussões sobre assuntos polêmicos sem solução, ou outros sobre os quais pouco entendem, como Estatística, vão perdendo a credibilidade conquistada no futebol. Alguns, ao menos, se arrependem. Outro dia li uma entrevista do Roberto Dinamite dizendo que, pudesse rever a linha do tempo, jamais teria tentando ser presidente do Vasco. Óbvio, leio tais coisas sabendo que muitos falam isto hoje… a amanhã lá estão no clube novamente. Deve ser viciante… Devíamos colocar tarja preta neste nestas posições de presidente de clube de futebol…

  • Horacio V Duarte disse:

    Prezado Chico, acho que estatística é só um recurso, por exemplo, se fosse comparado o tempo médio e número de jogadores que se machucam no Galo, com a média nacional, seria muito útil.
    Por falar no Zico, seria muito útil verificar o número de cartões amarelos e vermelhos que os times que jogaram com o flamengo possuem quando este tinha chances de ser campeão de alguma coisa e comparar com a média do campeonato. Fica fácil jogar 80 partidas, principalmente quando gol do adversário pode ser revertido.
    Mas gostaria de falar de coisas amenas, o caso CBF, commebol e monopólio das transmissões esportivas que parecem ter o padrão fifa. E o que isto tem a ver com o excesso de jogos e o baixo nível atual do futebol brasileiro. Será que não seria melhor termos a o módulo 1 e modulo 2 com uma final do tipo mata mata?
    Não vejo diferença entre alguns times da série B com a série A. Principalmente depois da Commebol implodir o brasileirão com a possibilidade de 9 times brasileiros jogarem a libertadores. O brasileirão vai ser disputado pelas equipes reservas ou sub-20, escreve aí.
    Ninguém falou da eleição no Galo. Estou ansioso para saber quem é a nova diretoria, como vivem, o que comem, se já jogaram bola, se já foram ao campo e se sabem o que é geral.

  • célio alvarenga marques disse:

    talvez esteja aí boa parte da explicação para o fracasso da carreira de treinador de zico!

  • Renato César disse:

    Sobre as eleições no Galo, entendo que voltamos a ter uma diretoria extremamente competente. Sérgio Sette Câmara e Lásaro Cunha são dois advogados competentes que participaram ativamente do processo de reestruturação do Galo, que culminou com a conquista de grandes títulos e elevação do patamar do clube. O Lásaro, inclusive, pode ser chamado de Doutor realmente, porque este sim tem Doutorado (em direito empresarial).

    Também não podemos nos esquecer do presidente do Conselho Deliberativo, o Rodolfo Gropen, outro excepcional advogado que também esteve ativamente trabalhando na modernização do clube. Declaradamente um dos seus objetivos no conselho é alterar o estatuto do clube de modo a permitir profissionalizá-lo ainda mais, tornando-o cada vez mais próximo de uma empresa privada.

    No seu primeiro discurso como presidente, o Sette Câmara fez questão de confirmar parte da composição do futebol, revelando os nomes do Diretor, do Técnico e do Preparador Físico.

    Acredito que no dia 14/12, o próprio diretor deverá ser apresentado e confirmar todas as situações já definidas de contratação, renovação, empréstimos e dispensas de jogadores. As negociações em andamento ou que dependam de encerramento de contrato para serem oficializadas, deverão ser feitas em momento oportuno.

  • Gabriel Júnior disse:

    Estatísticas só influi quando o atleta se abala por elas, futebol é jogado… Cabe ao técnico treinar fundamentos exaustivamente, observar os pontos fracos do adversário durante as partidas, ter boa leitura do jogo, acertar o time e substituições ´pontuais, o resto é conversa fiada e factóides de quem tem que arrumar algo pra aparecer.
    Quanta celeuma gente, deixa Robinho ir… O que Robinho deu ao Galo nesse período que ai está? Só mamando! Já está chegando o velho Arouca, quanto tempo sem jogar. Daqui a pouco o novo presidente anuncia o Somália ou “ressuscita” o Dadá Peito de Aço.

    • José Eduardo Barata disse:

      GABRIEL ,
      é verdade .
      O desgaste do Robinho já compromete todo e qualquer
      rendimento dentro de campo .
      A advogada dele já veio falar que o Atlético não agiu de
      forma correta com ele no assunto “renovação” .
      E ele ?
      O que ele fez este ano não foi total falta de respeito com
      o clube ?
      Que vá catar coquinho …

  • Rafael disse:

    Estatisticamente, boa parte dos maiores títulos de Zico como jogador se devem a X apitadas e Y cartões de Wrights e Aragões contra os times adversários do Flam…

  • Tonho ( Mineiro ) disse:

    Acho muito util estatisticas para o futebol ou qualquer outro esporte ate para porrinha rsrsrsrs, so que virou bagunca, a 10 anos perdendo tempo com um jogo da cbf transmitido pela globo falei com um companheiro extamente a mesma coisa os caras banalizaram tudo quanta besteira, ainda tem aquelas estatisticas dos simpatizantes do pirangi que so comeca a contar quando e do interresse deles.

  • José Eduardo Barata disse:

    Meu caro ALISSON ,
    muito me envaidece o ser citado por você como alguém que
    produza alguma coisa boa de se ler .
    Agradeço a citação .
    Mas , ainda a respeito de Telê , não posso aceitar que a visão
    do Mestre possa ter alguma coisa a ver com banco de dados ,
    a não ser que fosse um arquivo “intuitivo” .
    Tirar do jogador aquilo que ele de melhor pudesse produzir
    não era “recomendação” de Harvard , se me faço entender.
    Era mesmo o que o RENATO disse em uma de suas notas ,
    ação direta de treino e repetição .
    Um dia , o Kaiser entendeu de jogar atrás dos beques , pois
    lhe pareceu mais interessante orientar a zaga por ali e sair
    jogando com a sobra da bola disputada .
    Também um dia o Luiz Pereira quis mostrar sua condição
    técnica no ataque e surpreendeu a todos ao avançar com
    a bola dominada (hoje os analistas “teorizaram” a jogada
    e lançaram o homem-surpresa) .
    Dois exemplos , meu caro , em que nenhum “estudioso” se
    apóia para defender seu “cardume” ; preferem criar fato
    novo em antigas experiências .
    Ah , o Cerezo também , cochichando com o Reinaldo em
    campo , e salientando a grande explosão do Gênio , que
    não tinha velocidade mas um “arranque” estonteante ,
    disse : lanço onde não tem ninguém e você aparece por
    lá , sozinho .
    Pronto : estava lançado o “ponto futuro” tão decantado
    pelos especialistas .
    Por essas e outras teremos muito assunto pela frente ,
    assim espero .
    p.s.
    Quanto às benzedeiras , não sei não …
    A capacidade dessas senhoras superam toda e qualquer
    lógica .
    Até porque elas atuam no subconsciente das pessoas , de
    onde vem a força restauradora de todas as mazelas do ser
    humano .

    • Alisson Sol disse:

      Ora José Eduardo Barata,

      A discordância de idéias, sem ataques pessoais, sempre é bem vinda! O que creio que está ocorrendo é que você não está seguindo os links. Sem isto, fica difícil enriquecer a discussão.

      O Telê talvez seja o melhor exemplo que já vi para demonstrar o seguinte: o trabalho do técnico não ocorre só “durante o jogo”. Talvez, durante a partida, o técnico tenha uns 2% de influência no resultado. Mas os outros 98% ocorreram antes. E talvez aí é que estejamos olhando a “Estatística” de modo diferente.

      O Telê revelava muitos jogadores. Por que? Por acompanhar a base de seus clubes. O clube tem de ter uma estrutura para poder trabalhar “estatisticamente”. Não existe “Estatística do jogo Grêmio X Real Madrid”. Isto é bobeira para enganar torcedor. O que existe é a Estatística de como escala e joga o Grêmio hoje, e a Estatística de como escala e joga o Real Madrid hoje. E isto começa lá na base. É por isto que você vê times como o Barcelona, o SP na época do Telê, e outros times que operam “estatisticamente”, consistentemente revelando bons jogadores: desde a base vão selecionando os jogadores que se adaptam ao esquema tático do clube. No Brasil, é tudo improvisado, e vai dando certo enquanto o talento individual supera as dificuldades. Mas isto, que no futebol ocorre devido aos milhões de jogadores que entram no “funil”, mata todos os outros esportes, devido à falta de continuidade!

      O que fica claro acompanhando o trabalho da Alemanha é que enquanto quem acompanha o futebol pelo resultado acha que o goleiro é o “Manuel Neuer”, quem trabalha estatisticamente sabe que o goleiro da Alemanha é: “o melhor profissional que acompanhamos desde a base, tem uns 1,90m de altura, e sabe jogar com os pés, tendo demonstrado fazer isto de maneira responsável”. A base de dados é sim quem selecionou o Manuel Neuer, entre os milhões de jovens da Alemanha “pré-qualificados”. A “Sport Illustrated” fez recentemente matéria sobre ele, e como raramente dá o chutão que os outros goleiros dão (link), além de cobrir uma enorme área do campo, permitindo aos zagueiros jogar um pouco mais à frente. Já viu como na Alemanha, o assistente do técnico da Seleção geralmente vira o próximo técnico? E viu como, com o problema do Manuel Neuer, o Kevin Trapp já estava lá, prontinho vindo das seleções de base?

      Vou dizer ainda mais: na Alemanha, há acompanhamento psicológico do jogador. O futebol gera um problema enorme ao colocar milhões de dólares nas mãos de meninos que, muitas vezes, vêm de famílias em que pai e mãe mal sabem ler. E no Brasil? Como isto é feito? Será que não se devia ter dado mais atenção a um goleiro como o Bruno? Será que, com melhor acompanhamento, ele não teria um destino diferente, sendo o goleiro do Brasil em 2014?

      • José Eduardo Barata disse:

        ALISSON ,
        não , não sigo links .
        E também não dou às Estatísticas o mérito de se buscar
        talentos na formação dos jogadores .
        Isso é , antes , observação , o saber enxergar potencial
        em cada pretenso jogador .
        Essa história de que o Neuer não foi escolhido por ser o
        baita goleiro que é mas sim por atender características
        físicas que podem levar o cara a praticar o futebol me
        faz lembar o Rubens Minelli .
        Diz a lenda que , ao chegar em um clube para montar
        um elenco , ele esticava uma corda numa altura de
        1,80 e , se um jogador passasse por baixo da mesma ,
        era dispensado .
        Para ele , altura era fundamental .

        • Alisson Sol disse:

          Pois é, sem seguir os links, você fica condenado à abordagem da Rainha de Copas: “Sentença primeiro, veredito depois“. E para que examinar as evidências se já se tem o veredito (a até a sentença)?

          As evidências do uso de Estatística (corretamente) por Alemanha, Telê e outros estão lá. Basta querer “seguir os links”…

  • José Francisco disse:

    E o CRUZEIRÃO CABULOSO é campeão Brasileiro de Futebol Americano!! o Brasil Bowl 2017!! é campeão no Futebol, Atletismo, Voley e agora Futebol Americano??? Vestiu a camisa estrelada pode entregar a taça? é isso mermo, produção? Honramos o nome de minaaasss…. esse é o nosso ideaaall…kkk zeroooooooooo

  • João Gomes disse:

    Chico, boa tarde, A tecnologia aplicada ao futebol é importante desde que seja bem manuseada pela Comissão Técnica. Hoje a preparação física é primordial, acompanhado da fisiologia, nutrição e da medicina esportiva. Agora, o que vai determinar se o elenco vai ser bem sucedido e vai GANHAR TÍTULOS é um conjunto de fatores e ai entra a gestão do grupo pelo técnico e a qualidade física/técnica de cada jogador na montagem do time: é o chamado encaixe das peças em um sistema de jogo eficiente. Eu acredito que a “gestão de grupo” é o principal ingrediente do sucesso e a tecnologia (as estatísticas) são ferramentas acessórias para tomada de decisões corretas. Parece fácil, mas não é! kkk mexer com gente é complicado demais, já dizia minha vó…

  • Regi.Galo/BH disse:

    “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”
    Sun Tzu – A Arte da Guerra

    Para mim a discussão sobre o tema está mais que fantástica. Pelo tema em si e pelas opiniões diversas que se somam.
    São coisas que no ‘calor da paixão pelo futebol’ acabam passando despercebidas aos olhos e aos comentários cotidianos. Penso que é um assunto muito propício para este ‘período de entressafra’ de campeonatos. Afinal, sendo este um período de contratações, remanejamentos e ou renovações, uma época de obrigatório planejamento, o que vai realmente contar para determinar a validade de uma bom negócio a curto, médio e longo prazo?

    O currículo, a formação, a capacitação, o histórico, a história, são todas alguma forma de estatística. Pensar o futuro é pensar em resultado. E o resultado depende do planejamento. Pelo menos é o que quero esperar minimamente dos gestores do nosso futebol. Se contratarmos o Garrincha para a ponta resolve? E o Muralha pro gol? E vamos conseguir pagar os salários? E quanto ao nosso departamento físico? E, muito importante, o que está fazendo o nosso maior rival?
    Pois é, nesta hora eu acredito em estatísticas e em informação.

    “Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.”
    Sun Tzu – A Arte da Guerra

    Mas, por incrível que pareça, eu não abandono nenhuma das correntes de opinião já postadas: pois apenas as estatísticas não vão me fazer ganhar nenhum jogo. Eu preciso planejar e executar. E para uma boa execução não há como fugir de outras necessidades prementes e imediatas: o domínio do espaço de jogo. Técnica, tática, preparação, condicionamento, habilidades, capacidades, imprevisibilidades, entre outras características que não podem ser quantificadas e poderão ser determinantes. Portanto, defendo o melhor trabalho tanto dentro do espaço de jogo quanto no espaço de planejamento. A exigência desta guerra é que para a vitória ser alcançada, será necessário esforço, suor, bumbum sujo, paletó e gravata.
    A derrota que é vista em campo muitas vezes foi construída fora dele. Da mesma forma a vitória.

    “A vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o preço.”
    Sun Tzu – A Arte da Guerra

    Assim, no caso, eu prefiro a pureza de todas as observações dos companheiros, pois estivéssemos cada um com a sua respectiva função neste processo, certamente seríamos no conjunto um time vencedor.

  • Silvio T disse:

    Não sei se, como alertou este blog há alguns dias, é só papo de empresários. Mas, em se tratando de Atlético, todo absurdo é possível. Acabo de ler que estão preparando uma proposta para o Robinho. Pelo amor de Deus! Jesus toma conta!! Será que a pobre da torcida vai ter condições de aguentar mais uma temporada da dupla de aposentados Fred/Robinho????!!!!

  • Silvio T disse:

    Está explicado porque o Zico, ao contrário do que foi como jogador, não passa de um técnico do terceiro ou quarto escalão do futebol mundial. Japão, Turquia e olhe lá…

  • Renato César disse:

    Em outro post disse mais ou menos o mesmo que você: estatística é útil, mas precisa ser usada da maneira correta. Hoje ainda apareceram vários “especialistas” neste assunto, para banalizar ainda mais a utilização.

    Como eu disse também, estatística mostra o que a gente quiser mostrar. Oswaldo Oliveira teve melhor aproveitamento do Campeonato Brasileiro, então, deveria ter ficado com todos os prêmios que foram para o Fábio Carille. Cleiton é o melhor goleiro do Galo hoje, porque ele tem 100% de aproveitamento nos jogos oficiais do profissional e nunca sofreu gols. Dois exemplos de análise estatística.

    Sobre a Alemanha, acredito que deva ter usado estatística sim por se tratar de uma seleção de ponta que tem acesso a tudo que as outras equipes têm na sua preparação, mas não acho que isto definiu aquela goleada ou mesmo o título.

    Esta matéria indicada pelo Chico diz que eles tinham o melhor goleiro do mundo (Manuel Neuer), 08 atletas que jogaram a final da Champions League do ano anterior e 04 atletas que acabaram entre os 10 indicados para o melhor do torneio. Ou seja, eles tinham jogadores diferenciados também (Manuel Neuer, Mats Hummels, Philipp Lahm, Toni Kroos, Bastian Schweinsteiger, Lukas Podolski, Mesut Özil, Thomas Müller, Miroslav Klose), nada de “equipe operária sem estrelas”.

    A matéria também cita Peter Drucker, pai da administração moderna. Entendo que o sucesso alemão tenha passado mais por aí: gerenciamento de pessoas. Pelo que li à época, Joachim Löw utilizou técnicas de treinamento para permitir o desenvolvimento individual e coletivo. Os atletas alemães estavam mentalmente mais fortes. E se entendiam dentro do contexto da equipe. Foi a melhor gestão de equipe da Copa.

    O contrário disto fez o Brasil, que apostou em criar um mecanismo coletivo para que um determinado jogador pudesse se destacar individualmente. A “Neymardependência” foi este tiro no pé. Um bom jogador, mas nada de outro planeta, que teve preparado um esquema de jogo para ele. Aí, ao ficar fora da Copa por contusão, o “time” não tinha uma contingência. Este enfraquecimento mental justamente contra o adversário mais forte psicologicamente resultou naquela goleada.

    Mas os comentaristas Nutella, jornalistas ou do blog mesmo, dirão que o título foi fruto do brilhante trabalho de estatística realizado na Universidade da encantadora cidade de Colônia.

  • Alex Souza disse:

    Olá Chico Maia,

    Geralmente os bons jogadores, bons de verdade, fazem bons jogos com uma regularidade que impressiona. No futebol dos anos 70, 80 e início dos anos 90 havia bons nomes na maioria dos times do Brasil e geralmente participavam num nível que agradava o torcedor, o clube e a mídia esportiva. Dificilmente se falava em jogo ruim de Joãozinho, Nelinho, Palhinha, Reinaldo, Cerezzo, Zico, Roberto Dinamite, Dirceu, Waldomiro, Falcão, Figueroa, Romerito, Leandro, Junior, Adílio…
    Hoje há “craque” que costuma passar meses sem marcar gols, sem se destacar nas partidas, sem decidir os jogos, “desligado” em campo e com miserável condicionamento físico. Numa temporada de 70 jogos aparece bem em 1/4 das partidas e olhe lá.
    Vendo, por exemplo, a participação e a contribuição intensa de Messi e Cristiano Ronaldo em seus times, chamando o jogo, pedindo a bola, sendo parados no sarrafo, o pode ver onde estão as diferenças. Certos desempenhos de “craques” que se vê aqui no Campeonato Brasileiro merece uma reflexão. É muito perneta achando que tem nível para jogar na Europa sem fazer o dever de casa jogando no Brasil. A maioria que vai volta rapidinho alegando que não se adaptou e vem ganhar fortunas aqui. É o futebol embromação.

  • José Eduardo Barata disse:

    Vaidade das vaidades , tudo é vaidade . (Eclesiastes)
    Mas estar na companhia de um Zico não é de todo
    ruim , não é mesmo ?
    E com o CHICO MAIA passando a régua e fechando
    a conta , só me resta ir dormir .
    Ah , só pra concluir com uma expressão matemática:
    ” como queria demonstrar”.
    Boa noite a todos !

    • Alisson Sol disse:

      José Eduardo Barata,

      Eu vou ficar com a Alemanha e o Telê.
      Vide o documentário: “Football Made in Germany” (em Inglês, mas há como colocar legenda com tradução automática para o Português).
      Já em relação ao Telê, ao uso de dados, táticas, e a obrigação de fazer o “craque” marcar e jogar para o time, vide a entrevista dele no “Roda Viva“. Isto após a primeira Libertadores, quando ainda tinha a fama de “pé frio”.

      • José Eduardo Barata disse:

        Meu caro ALISSON ,
        sobre a forma de treinar (e jogar ) do Telê , o que está
        colocado na celeuma é que ele tenha se valido de dados
        estatísticos computados e analisados para atingimento de
        suas metas .
        Não ,definitivamente não , o resultado de Telê não saia de
        um banco de dados .
        Quanto à seleção alemã , pode ser que tenham por lá um
        monte de informações criptografadas , mas o futebol que
        aqueles caras apresentaram foi genuíno , artístico , raiz .
        Como o fora o de Overath , Breitner , Beckenbauer …….

        • jorgemoreira disse:

          Estes jogadores da copa de 74 foram meus idolos, o baixinho Overath jogava demais

          mais uma da sua coleção pra contar aos netos hemmmmmmmmm, eu tambem tenho algumas guardadas nem tanto quanto mas tenho, só lembrando uma copa do Brasil no indepa Atlético e Santos, Santos 5X0 a primeira vez que eu vi o Pelé jogar meu Deus coitado do goleiro Luiz Perez,
          tem tambem Atlético e Botafogo.primeiro tempo Galo 3X0 segundo tempo Garrincha 4X3, e o Haroldo
          lateral esquerdo deve estar procurando o Garrincha até hoje kkkkkkkk, continue nos brindado com as mais belas historias principalmente as do nosso Galo

          • José Eduardo Barata disse:

            Boas lembranças , JORGE ,
            boas lembranças , apesar das derrotas .
            Mas ter visto Pelé e Garrincha jogarem
            não tem preço .

        • Renato César disse:

          Sugiro uma entrevista do Reinaldo para o Kajuru (https://www.youtube.com/watch?v=1He2rK2-dHY), mais ou menos a partir do terceiro minuto falando do Telê. Comprovaremos o quão estatístico era o trabalho dele: treinamento técnico e repetição. Todas estas “estatísticas” fizeram dele o melhor do mundo.

          • Renato César disse:

            Alisson Sol, segundo o depoimento de vários jogadores, Telê não era do tipo que se preocupava em estudar detalhadamente o adversário. A preocupação dele era com a execução técnica perfeita de todos os jogadores da sua equipe. E fazer este individual funcionar dentro do coletivo.

            Talvez o que mais aproxime Telê Santana do Joachim Löw seja a preparação psicológica dos atletas, ainda que por meio de técnicas diferentes.

            A correção dos defeitos técnicos, a repetição exagerada e o nível de acerto nos treinos, deixavam os atletas mais confiantes para a execução nos jogos. Joachim Löw já usou técnicas de desenvolvimento de lideranças e equipes do cenário empresarial mais moderno.

            As técnicas de trabalho utilizadas deixavam os times do Telê mais criativos, enquanto o time alemão é mais burocrático.

          • Alisson Sol disse:

            Gosto muito dos comentários do José Eduardo Barata. Pena que, nesta discussão, ele não esteja querendo “seguir os links”.

            Estão confundindo Telê Santana não ter “a última versão do Excel”, e “gráficos 3D”, com não utilizar Estatística. E estão confundindo “acurácia com precisão“. É preciso muito melhor instrumentação e ferramentas de análise de dados para se ter grande precisão. Mas, antes de tudo, é preciso entender e modelar corretamente a acurácia do esporte em questão.

            Telê demonstrava, já há décadas, tudo o que o futebol moderno, no sentido da Alemanha, Guardiola e outros grandes técnicos hoje fazem. Estudam o adversário, preparam o time (não “um jogador”), e tem esquema tático claro. Quem viu o Brasil jogar duas Copas sabe que, como Telê dizia, era um futebol bonito de se ver, pois todo mundo participava. Não era o estilo de hoje de “põe a bola no Neymar”. E Têle já, antes mesmo das competições, mostrava a preocupação com o estado de concentração do time. Deixou de levar atletas no auge, devido a mau comportamento.

            Preocupa no Brasil o fato de que, sendo o futebol o único esporte real do país, estão deixando-o nas mãos de amadores. O melhor amador que dá certo, ainda não é profissional. Mesmo a melhor benzedeira do mundo não cura cancer! Mas os melhores médicos hoje também não o fazem?! Só que estão a caminho de fazê-lo no futuro. E as benzedeiras? Qual a evolução esperada?

          • José Eduardo Barata disse:

            RENATO ,
            acrescentaria as declarações do Cafu .
            Ficou até “vesgo” de tanto correr , ter que
            olhar e cruzar certo .
            Ah, era tudo era lançado no banco de dados
            que computava a distância percorrida com a
            bola , os segundos que se gastava para olhar
            para a área e a angulação do pé no momento
            do cruzamento .
            Não atingida a meta de 63,5% de acertos em
            um dia , no outro ele ‘tava lascado.