O Campeonato Mineiro é laboratório mesmo, o momento certo para testar jogadores e formações táticas, coisa que o Vanderlei Luxemburgo não fez ano passado.
Quis montar um novo time na competição principal que viria e se deu mal, quase rebaixando o Atlético.
Acredito que o Dorival Júnior vai achar a formação ideal antes do Brasileiro, mas o Galo continua devendo à sua torcida.
Este 1 x 1 com o Uberaba foi um bom jogo de se ver, mas o time mostrou, de novo, as suas deficiências.
É difícil entender o por que de um Magno Alves na reserva; e ainda por cima sendo escalado quando falta pouco tempo para o jogo acabar.
Réver precisa parar de querer só jogar bonito e lembrar que os grandes beques da história dão chutões quando é necessário. Mais uma vez perdeu uma bola que quase resultou em gol do adversário.
Gostei do Bernard, mesmo como lateral. Nem tanto pelo que jogou, mas pela personalidade. Tímido no início, foi se soltando, com o incentivo dos jogadores mais experientes, como o Ricardinho, principalmente. Cruzou algumas boas bolas, mostrou habilidade e teve uns lampejos do camisa 10 que vi no Democrata.
Acredito que se for testado com essa 10 no Galo, vai se sair melhor ainda. Especialmente porque o time está carente de um jogador nessa posição.
Richarlyson teve atuação discreta na lateral esquerda. Esse Guilherme, contratado para a posição, precisa entrar logo em forma, para Dorival Júnior ver se conseguiu alguém à altura para o lugar.
Ricardinho voltou a ditar o ritmo do meio, com boa atuação. O resto do meio e o ataque correram muito, mas sem eficiência nas finalizações.
Mesmo com toda pressão e rejeição da torcida Ricardo Bueno fez um bom jogo e com este gol vai se garantir mais uns jogos como titular. Se mantiver a média de um gol por partida, vai poder usar a frase do Zagallo “vocês vão ter que me engolir”.
O Uberaba não foi aquela vaca morta que tomou de quatro do Palmeiras; eliminado em casa da Copa do Brasil, no jogo de ida.
Parecia time grande e encarou com muita personalidade o Galo em casa. Que pena que este Maurinho não tenha se cuidado pessoalmente quando estava no auge. Joga muito e criou as principais jogadas de ataque do Zebu, além de obrigar Richarlysson a se segurar no campo defensivo.
Se tivesse fôlego, estaria jogando em qualquer grande clube do Brasil, que sofre com a falta de bons laterais.
Achou que a vida se resumia em festivais e chutou o balde.
Ou bebeu o balde, ou outra coisa, sabe-se lá!
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