Blog do Chico Maia

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Contra o Cerro, pelo futebol jogado e pelo placar, melhor partida do Galo este ano

Hulk comemora depois do segundo gol, em foto da Conmebol

Começo fazendo minhas as palavras do jornalista Sérgio Utsch, correspondente do SBT na Europa, que assistindo o jogo em Londres, escreveu: @utsch “Eu sou especialista em me deixar enganar pelo #Galo e mais especialista ainda em, ao mesmo tempo, tentar me convencer de que eu não estou me deixando enganar e que o meu otimismo é baseado em fatos. O #Galo é meu divã.”

Espero não estar contaminado pela frase, mas, o adversário desta noite é o principal concorrente no Grupo G da Libertadores e foi atropelado no Mineirão. Do princípio ao fim o time do Cuca se impôs e em momento algum passou aperto contra os paraguaios. Tchê Tchê fez uma ótima partida, Savarino e Hulk, fizeram diferença. Estes três foram especiais, mas todo o time jogou bem. Jogadores altamente concentrados e nenhuma falha individual de destaque, ao contrário de quase todos os jogos anteriores. Até defensores muito criticados sempre, dessa vez foram muito bem: Guga e Igor Rabello nem pareciam os mesmos.

Os quatro gols foram muitíssimo bem trabalhados, em belas jogadas e finalizações perfeitas de Hulk, aos oito e 46 do primeiro tempo; Savarino, aos 28 e Vargas (que entrou no lugar do Savarino), aos 47 do segundo, escorando de cabeça, um cruzamento milimétrico do Arana.

Pode ser que o dedo do Cuca esteja aparecendo neste começo de trabalho. Aguardemos. Que exibições como essa se repitam, o que não é fácil.

O árbitro argentino Nestor Pitana (em foto do Lance), foi uma atração à parte. Apitou a final da Copa da Rússia em 2018, no mesmo ano em que tentou e não conseguiu se eleger deputado federal na Argentina. Já foi jogador de basquete, professor de educação física, ator de cinema, socorrista e segurança de puteiro.

Mas o que importa mesmo é que ele é ótimo apitador e fez muito bom trabalho.


Locutor Osvaldo Reis, o “Pequitito”, se recupera bem e manda recado aos ouvintes

Em comentário aqui no blog o João Paulo Cavalieri desejou pronta recuperação ao Osvaldo Reis, o Pequitito (em foto d’O Tempo), um dos melhores narradores do nosso rádio.

Fiz contato com ele agora há pouco, um amigo de longa data, e ele disse que daqui alguns dias estará de volta “ao batente”. Para milhares de ouvintes que estranharam o sumiço dele da programação da Rádio Super FM, ele informa que teve um problema de saúde na semana passada mas está em franca recuperação. Força a ele, uma grande figura humana e ótimo profissional. O jornal O Tempo deu detalhes do ocorrido com ele:

* “Em recuperação, Osvaldo Reis, o Pequetito, manda mensagem a torcedores”

Narrador da Super 91.7 FM recebeu alta nessa quinta-feira (29) após sofrer um AVC isquêmico leve. Em breve, ele estará de volta aos microfones

Osvaldo Reis, o Pequetito, uma das mais conhecidas vozes do rádio esportivo do estado e também de todo o país, anunciou em suas redes sociais que sofreu, no último sábado (24), um AVC isquêmico leve. Ele permaneceu internado no Hospital Felício Rocha e recebeu alta nessa quinta-feira (29). Em casa e se recuperando, o poeta dos estádios mandou um recado para os torcedores e admiradores de seu trabalho. “Agradeço fortemente todas as mensagens de apoio e energias positivas que venho recebendo nas últimas horas. Estou cuidando de mim e da minha saúde para que, assim que possível, eu possa voltar 100% a fazer o que mais amo: narrar futebol. Mas, por enquanto, continuo no processo de recuperação de minha fala e dicção. Logo mais estaremos juntos, levando emoção e poesia para vocês, ouvintes da Super 91.7 FM!! Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”, escreveu o locutor esportivo.

Na Super, Pequetito Reis comanda as narrações do Cruzeiro e também comenta o cenário esportivo em geral no Super.FC 2ª edição.

Osvaldo Reis começou a carreira como narrador esportivo em 1979 e trilhou uma carreira de sucesso no interior mineiro antes de trabalhar na capital. Dentre as emissoras que trabalhou estão Progresso de Monte Santo, Difusora de São Sebastião do Paraíso, Cultura e Atenas de Alfenas. Em Belo Horizonte, o radialista atentou para os estudos, formando-se em jornalismo. (mais…)


Uma bela partida com todos os ingredientes dos grandes clássicos, com vitória brilhante do América

Determinação dos dois times, aplicação tática, belos lances, catimba, questionamentos à arbitragem, ao VAR, bate-bocas durante e depois do jogo.

O Cruzeiro bem organizado na defesa e no ataque, até que Rafael Sobis teve que sair, aos 26 minutos do segundo tempo, dando lugar a Potkker. Poucos minutos depois, aos 29, outro duro golpe, com a saída do Adriano para a entrada do Matheus Neris. O América com grande dificuldade de furar o bloqueio azul, até que Lisca promoveu três mudanças, aos 21 do segundo tempo, quando o placar era de 1 a 0 para o Cruzeiro. Entraram Leandro Carvalho, Ribamar e Gustavo, nos lugares de Bruno Nazário, Felipe Azevedo e Rodolfo. Com destaque para Leandro Carvalho, o time melhorou demais. Mas, a partir da melhor mexida do Lisca é que a virada aconteceu: aos 33 minutos ele foi para o tudo ou nada, tirando o Juninho para contar com o Ademir, que entrou bem demais. Joga muito e o banco mexeu com os brios dele. O América se transformou e tomou conta do jogo. Aos 40, Alê empatou, ao cabecear corner batido por Leandro Carvalho. Quatro minutos depois o próprio Ademir virou, aproveitando enfiada de bola magistral do Leandro Carvalho.

A vaga na final ainda está indefinida, mas o Coelho deu mais um passo importante. O segundo jogo deverá ser melhor ainda porque o Cruzeiro terá de partir para cima desde o início a fim de superar a vantagem do Coelho.

Concordo com o que escreveu o Luciano Dias, da Band, sobre os dois times: @jornlucianodias “O time titular do Cruzeiro já tem muitas limitações. Quando o treinador precisa mexer, a situação fica ainda mais complicada. Matheus Neris, Felipe Augusto e Jadson não tem condições nenhuma de estarem no elenco. Enquanto isso, as alterações do América deram certo.”
Lembrando que o América ainda luta para montar um time que não corra risco de rebaixamento no Brasileiro, que é a c0mpetição que importa de verdade.

Hulk e o goleiro Matheus Mendes, os destaques positivos do Galo; Tchê Tchê vacilou de novo

De Governador Valadares, o goleiro Matheus Mendes em foto do Pedro Souza/Atlético

Valeu pelo placar e principalmente pela determinação do começo ao fim do jogo. Cuca mesclou o time e o Atlético não teve nenhuma dificuldade para fazer 3 a 0 no Tombense, no primeiro jogo da semifinal do Mineiro. Hulk deu passe para o gol inicial, sofreu pênalti no segundo e fez um golaço no terceiro, além de ter se empenhado muito.

Outro destaque foi o goleiro Matheus Mendes, 22 anos, mineiro de Governador Valadares, 1,94 de altura e personalidade de jogador mais experiente. O período em que passou emprestado ao CSA foi muito bom para ele. Defendeu pênalti do Keké, muito bem cobrado, diga-se, em dois lances. E terá oportunidade de jogar a segunda partida, já que o Everson foi expulso e o Rafael será operado. De repente, o destino está sorrindo para essa prata da casa do Galo.

O pênalti que o Matheus defendeu começou em mais uma entrega bisonha do Tchê Tchê. Fez lembrar a mesma que ele cometeu contra o América de Cali. Cuca precisa dizer a ele para jogar o feijão com arroz que ele sabe e é da alçada dele. Está pensando que é craque e comprometendo o time.

Tardelli entrou só aos 40 do segundo tempo. Cuca poderia tê-lo feito antes. Muito pouco tempo, especialmente porque o jogo estava tranquilo.

Para saber mais sobre Matheus Mendes, vale a pena ler essa reportagem do Globoesporte.com, do dia primeiro de fevereiro deste ano, no dia em que ele se despediu da torcida do CSA:

* Goleiro Matheus Mendes retorna ao Atlético-MG e usa redes sociais para se despedir do CSA

Jogador, de 21 anos, escreveu carta de agradecimento pela passagem no clube alagoano: “Passei a entender o tamanho do Azulão e principalmente a força de sua torcida!”

O goleiro Matheus Mendes encerrou o vínculo de empréstimo com o CSA e usou as redes sociais para se despedir do clube alagoano. 

https://globoesporte.globo.com/al/futebol/times/csa/noticia/goleiro-matheus-mendes-retorna-ao-atletico-mg-e-usa-redes-sociais-para-se-despedir-do-csa.ghtml


Amanhã tem clássico, e hoje tem Galo contra o Tombense, com Tardelli no banco

Em foto do Pedro Souza/Atlético, Diego Tardelli, que pode entrar hoje contra o Tombense

Semifinais do Campeonato Mineiro neste fim de semana. Amanhã tem Cruzeiro x América, 16 horas no Mineirão. Hoje, 16h30 no Independência, Tombense x Atlético.

Como diz o filósofo diamantinense Waldívio Marcos de Almeida, “o tempo é praga, e arregaça com o sujeito”…

Dia 10 próximo o Diego Tardelli completará 36 anos de idade. Infelizmente o passar do tempo não alivia ninguém. Em forma, ele seria a solução para este ataque do Atlético. Se estivesse em condições físicas mínimas que fossem. Mas, quem sabe? Cuca o conhece bem e tem esperanças de ainda tirar água dessa pedra de preciosas histórias. Em 2019 não conseguiu jogar no Grêmio, ano passado, também não conseguiu no Atlético. Está relacionado para o jogo desta tarde contra o Tombense, como mostra o Fred Ribeiro no Globoesporte.com:

* “Diego Tardelli é relacionado para jogo do Atlético contra o Tombense neste sábado”

Atacante usou as redes sociais nesta manhã para postar arte da partida semifinal, no Independência; jogador não entra em campo desde 13 de março, quando sofreu lesão na coxa

Por Fred Ribeiro — Belo Horizonte

Diego Tardelli está relacionado para a semifinal do Campeonato Mineiro, neste sábado. O jogador, que se recuperava de uma lesão na coxa desde o dia 13 de março, volta a ter uma oportunidade entre os atletas que vão para uma partida, segundo apurou o ge. Pela primeira vez desde a chegada do técnico Cuca ao Atlético, o atacante está na lista. Nos jogos em BH, o Galo não divulga os relacionados…

Na manhã deste sábado, o atacante usou as redes sociais para publicar a arte do jogo do Galo… (mais…)


Mais vítimas do destino no esporte: Jogos Olímpicos de Tóquio, jornalistas que tiveram que cancelar ou foram cortados da cobertura

No post anterior falei do goleiro Rafael, cujo destino tem sido cruel com ele na busca do pleno sucesso. É a vida! Imagine a situação de milhares de atletas de alto rendimento, Brasil e mundo afora, que sonharam a vida toda em disputar uma Olimpíada ou uma Paralimpíada. Dedicaram suas vidas aos treinamentos, provas classificatórias e todos os sacrifícios que a atividade exige. De repente, aparece essa pandemia lá na Ásia, em 2019, se alastra e toma conta do mundo. Em 2020, o Japão, depois de muito relutar, é obrigado a adiar os Jogos, pelos quais tanto correu atrás e tanto investimento fez. Em princípio, por dois meses, depois, com o agravamento da pandemia, por um ano. Chega 2021, com ele uma nova onda e outra onda, gente morrendo aos montes diariamente. O governo do Japão mantém a realização dos Jogos e uma nova onda ameaça o país. Delegações cancelando a participação, outras ameaçando seguir o mesmo caminho e as incertezas aumentam.

Além de atletas, das mais diversas modalidades e faixas etárias, jornalistas e outros profissionais da comunicação tendo seus sonhos de cobrir os Jogos também cancelados ou ameaçados. Eu, por exemplo, iria para a minha sétima cobertura, depois de Atlanta’1996, Sydney’2000, Atenas’2004, Pequim’2008, Londres’2012 e Rio’2016. Tóquio’2020, sem chances! Fazer o quê? C’est la vie! Paris’2024, que me aguarde. Assim espero!

Os grandes veículos de comunicação também tiveram um baque. A Globo, que já deixou de ser detentora exclusiva de mega coberturas no futebol e automobilismo, mantém a exclusividade para esta edição do Jogos, mas teve de cortar pela metade a equipe que mandará a Tóquio, como mostra esta reportagem do PortalMídiaEsporte.com:

* “Pandemia faz Globo cortar equipe que fará cobertura da Olimpíada de Tóquio pela metade”

A Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão das Olimpíadas de Tóquio, divulgou nesta segunda-feira a lista de profissionais para a cobertura presencial do evento. Inicialmente estruturada para portar 102 profissionais para os jogos, a emissora carioca resolveu cortar 50% do número apresentado a priori. Assim, narradores escalados para a cobertura tiveram seus destinos alterados e, agora, farão os trabalhos dentro dos estúdios no Brasil.

Programada para realização em 2020, as Olimpíadas de Tóquio foram adiadas devido à pandemia da Covid-19. Com as datas alteradas, o evento será exibido de 23 de julho a 8 de agosto.

Veja a lista de relacionados do Grupo Globo

Gerente de grandes eventos
Marcela Zaiden

Chefia da cobertura
Ricardo Bereicoa

Chefia de reportagem
José Gonzalez
Thiago Lavinas

Apresentadores/flasheiros
Bárbara Coelho
Carol Barcellos
Karine Alves
Tiago Medeiros

Repórteres
André Gallindo
Carlos Gil
Diego Moraes
Edgar Alencar
Eric Faria (fut masc)
Felipe Brisolla
Guilherme Pereira
Guilherme Roseguini
Kiko Menezes
Lizandra Trindade (fut fem)
Marcelo Courrege
Pedro Bassan

Repcines
Augusto Camara
Beto Kaulino (fut fem)
Edu Bernardes
Emanuel da Ros
José dos Santos Júnior
Júlio Aguiar
Leandro Pacheco
Luciano Tsuda
Luis Soncini
Marcelo Bastos (fut masc)
Mikael Fox
Rafael Carneiro
Rogério Romera
Ronaldo Gonçalo
Thalysson Araújo
Ulisses Mendes

Produtores
Amanda Kestelman (fut fem)
Ana Carolina Oliveira
Breno Dines
Fábio Grijó
Guilherme Costa
Helena Rebello
João Gabriel Rodrigues
Lorena Dillon
Marcel Merguizo
Marcio Iannacca (fut masc)
Paulo Roberto Conde
Thiago Fernandes

Produtoras executivas
Anna Olivia Wermelinger
Margarida Rodrigues

Fonte: Lance!

http://www.portalmidiaesporte.com/2021/04/pandemia-faz-globo-cortar-equipe-que.html


A dura luta do goleiro Rafael e os obstáculos na carreira: Fábio no Cruzeiro, Sampaoli e contusão no Atlético

Foto: Bruno Cantini/Agência Galo/Atlético

Transporto para o futebol a famosa frase de Tancredo Neves sobre política, para fazer uma analogia da situação do goleiro Rafael, do Atlético: “Não se faz política sem vítimas.” O saudoso governador se referia às articulações de bastidores que, em muitos casos, devido às circunstâncias, sacrificavam bons aliados, companheiros de luta, sérios e competentes, que entretanto, não poderiam ser nomeados para algum cargo ou indicados para alguma candidatura. Vítimas naturais do processo político.

O futebol também tem muitas situações de “vítimas do destino”, sejam atletas, treinadores e até clubes e seleções, que mereciam, mas algum fator extra impediu que o sucesso pleno ou o título fosse alcançado.

Rafael Pires Monteiro vai completar 32 anos no dia 23 de junho. Nascido em Cel. Fabriciano, 1,92 de altura, excelente goleiro, chegou para o Cruzeiro em 2008 onde ficou até 2020, quando se transferiu para o Atlético, aos 30 anos. Reserva de luxo do Fábio, titular incontestável da Raposa, só chegou perto de tomar a posição quando o companheiro fez uma cirurgia de ligamentos no joelho direito, em setembro de 2016, e ficou oito meses em recuperação. Mesmo assim, quando o Fábio se machucou, o Rafael estava para ser liberado pelo departamento médico, após se recuperar de uma fratura no quarto dedo da mão direita. Lucas França e Elisson ocuparam a posição, até que ele ficasse 100%. Em 2017, quando Fábio estava pronto pra voltar, o técnico Mano Menezes andou hesitando se retornaria com ele, já que Rafael estava bem demais. Fábio comeu banco em alguns jogos, mas acabou recuperando a posição.

Em 2020, com o Cruzeiro em apuros financeiros e o Atlético pensando em um sucessor para o Victor, juntaram-se a “fome com a vontade de comer”. E lá se foi o Rafael para a Cidade do Galo! Certamente ele, e todos que conhecem o futebol dele, tiveram uma certeza: chegou a hora! Rafael finalmente vai deslanchar na carreira, como sucessor do Victor, e justamente vestindo a camisa do maior rival do Cruzeiro.

Fábio (esq.) é padrinho de casamento de  Rafael — Reprodução/Instagram

Ledo engano. Mal sabia ele que pouco depois de sua chegada ao Atlético surgiria um técnico que tinha outras preferências para a meta alvinegra. Jorge Sampaoli gosta de goleiros que saibam “jogar com os pés”. E mesmo com o Rafael se desdobrando bem para atender a essa exigência, o comandante, feito um menino birrento, bateu pé e exigiu que o Galo investisse no Everson, apesar de outras posições realmente carentes do time.

Sampaoli durou pouco, se foi, mas quando surgiu a oportunidade de Rafael disputar a posição em igualdade de condições com o Everson, ele machuca o ombro. Hoje foi anunciado que terá de passar por cirurgia, cujo tempo de recuperação previsto é de quatro meses. Ou seja: a temporada acabou para ele. Uma pena. Infelizmente a história do esporte, futebol em especial, mostra muitos jogadores marcados por situações semelhantes.

Força e paciência ao Rafael, além de ótima recuperação. Certamente são os votos de todos nós aqui do blog.


Parabéns América; 109 anos de uma grande e belíssima história, hoje!

À torcida, razão de ser do clube…

… às últimas sucessivas diretorias, que vem fazendo um trabalho exemplar no futebol brasileiro e a todos os profissionais do Coelhão, do passado, do presente e do futuro.

Parabéns Mecão!


Missão número de Cuca é arrumar a defesa do Atlético para suportar a corrida com os concorrentes pela Libertadores

Cuca em foto do Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Na fase de grupos, a expectativa de toda Libertadores da América é que um time brasileiro esteja na final contra um argentino. Nem sempre dá isso, principalmente nos últimos anos, mas para as previsões iniciais, sim. De lá, o Boca Juniors, que já venceu duas, e o River, que empatou uma e ganhou outra, são, quase sempre, os candidatos principais. Nas duas primeiras rodadas, o Flamengo já mostrou que é, de novo, um forte candidato verde e amarelo. Pelo elenco que tem e pelo futebol que vem jogando. Duas vitórias. O Santos, atual vice-campeão, a grande decepção, com duas derrotas. O atual campeão, Palmeiras, também venceu as duas iniciais. O Internacional perdeu na estreia para o Always Ready na Bolívia e atropelou em casa o venezuelano Táchira, por 4 a 0. O São Paulo venceu o Sporting Cristal no Peru e hoje recebe o uruguaio Rentistas. O Fluminense empatou em casa com o River Plate e venceu, ontem, o Santa Fé, na Colômbia, o que nunca é fácil. O Atlético empatou na Venezuela com o La Guaira e venceu no Mineirão o América de Cali. Primeiro jogo ruim, e os primeiros 30 minutos do segundo tempo muito bons contra o time colombiano. Hulk entrou no intervalo e fez o que se espera dele: vontade e gols. Pena que o Zaracho tenha se machucado no início da etapa final e que o Tchê Tchê tenha dado a bola para o América marcar o gol dele, além de o Nacho ter se cansado. Não fosse isso o placar poderia ter sido maior. Em compensação a defesa do Galo é muito fraca. Enorme problema para o Cuca resolver. Sem uma defesa forte, sem chances de chegar à final. Em 2013 ele tinha Pierre e Leandro Donizete, dois monstros  da marcação e desarme à frente da zaga, de uma raça impressionante, que faziam o “feijão com arroz”, sem invenções. Réver era oito anos mais jovem, tinha agilidade e compensava um vacilo ou outro do Leonardo Silva, que era o craque do setor. Marcos Rocha até hoje é um dos melhores laterais direitos do nosso futebol e, por incrível que pareça, conseguia fazer da sua cobrança de lateral uma referência de ataque. Victor, nos momentos decisivos, realizava defesas, que para goleiros comuns, tipo Everson, são impossíveis. A rigor, aquele time não tinha um lateral esquerdo como o Arana, este sim, que dá conta do recado na atual defesa do Galo, ao lado do Jr. Alonso.


Primeiro tempo de mais do mesmo. No segundo, Hulk estreou com a camisa do Galo e justificou mais “minutagem”

Foto: twitter.com/Atletico

Quando resolveu tocar a bola, no segundo tempo, tudo mudou e nem parecia o futebol confuso e nada produtivo do primeiro. Mariano foi titular no lugar de Guga e não mudo nada para melhor no setor. No intervalo, Vargas, mais uma vez inoperante e figurante em campo, deu lugar a Hulk, que entrou com vontade. Uma pena que o Zaracho tenha se machucado logo aos 10 do segundo tempo. O time voltou do intervalo totalmente diferente e ele vinha fazendo diferença. Mas Nathan entrou no lugar e tocou para o Hulk, que sofreu pênalti do goleiro Graterol. Ele mesmo bateu, muito bem, e abriu o marcador.

A correria não parou e aos 17 Nathan entregou a Savarino, que de calcanhar deixou Hulk na cara do gol para que o Galo chegasse aos 2 a 0. Imediatamente o América fez três substituições que surtiram efeito. O Galo diminuiu o ritmo, os colombianos partiram para cima e aos 31, Tchê Tchê deu um presente ao Sanchez, perto da área, que acertou no canto direito do Everson. O time voltou a errar passes, nervosismo tomou conta e o América passou a sufocar e desperdiçar oportunidades. Aos 50, Nathan foi expulso, mas o time resistiu e garantiu a vitória, fundamental na luta pela classificação.

No primeiro tempo foi um Atlético nada criativo, que abusou dos passes de longa distância, errou muitos e parou no sistema defensivo do América, que por sua vez, pouco tentou atacar e não deu nenhum trabalho ao Everson. Até Nacho abusou dos passes longos, infrutíferos. Tchê Tchê, deu dois chutes de longe; uma bola deve ter ido na lagoa da Pampulha e outra passou bem perto do gol. Keno, um chute defendido pelo goleiro e Arana desviou de cabeça cobrança de falta do Savarino que raspou no poste.


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