Blog do Chico Maia

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A atividade de árbitro é a mais difícil no futebol. Em compensação, ninguém tem tanto poder, proteção e impunidade como ele

NILTON

Nilton Santos, chamado de “Enciclopédia do futebol”, jurou que um  dia acertaria Armando Marques, até que este dia chegou, no Maracanã, num jogo do Botafogo contra o Atlético, quando ele era diretor do clube carioca. Armando quase escapou, mas o ex-lateral foi certeiro no pontapé.

* * *

Muito pelo contrário, quanto mais polêmico, maiores as chances de ser contratado por uma rede de televisão, aberta ou a cabo, onde ganhará um bom salário como comentarista. Isso, depois de apitar a uma Copa do Mundo. Parece que é “prêmio” por serviços prestados a uma das entidades que mandam no futebol, do continente e do mundo. Sandro Meira Ricci parece seguir a cartilha. Através de um especialista em leitura labial, o programa Esporte Espetacular, da Globo, mostrou que o inspetor de arbitragem do Flamengo 2 x 1 Fluminense, senhor Sérgio Santos, disse a ele durante a confusão:
– A TV sabe. A TV sabe que não foi gol.

Depois que o Ricci tinha ouvido o bandeirinha e validado o lance. Espantado, o comentarista de arbitragem da emissora, ex-árbitro Paulo César de Oliveira, lembrou que em situações como essa o apitador só pode receber informações dos bandeirinhas e quarto árbitro. “Inspetor não pode ter contato com quem apita ou passar informação”, disse.

Minutos depois a CBF informava que o assunto está encerrado e que o Fluminense pode esquecer a pretensão de anular o jogo.


“Dois ‘galalaus’ na zaga da Chapecoense, vigiando Ábila de perto, e o time do Cruzeiro insistindo na bola alta no melhor estilo “consagra zagueiro”.

abila

Em foto do Dudu Macedo/Lancepress!, Ramon Ábila lamenta pênalti desperdiçado.

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O comentário é do Alex Souza, a quem agradeço pelas resenhas (sempre ótimas, aliás), que envia após todo jogo do Cruzeiro:

“Até quem não é técnico percebe que a bola deveria ser enviada ao atacante pelo chão, para em girar e ganhar na força dos defensores (sua especialidade); só o time do Cruzeiro não conseguiu enxergar isto.

* “A Chapecoense veio ao Mineirão para não deixar o jogo rolar. Retardou o quanto pode a cobrança de tiros de meta, laterais, escanteios e faltas em seu favor. Chamavam faltas a todo instante e o time azul, de forma infantil, fazia faltas desnecessárias a todo momento; quanto teve a bola e precisava propor o jogo, sobretudo no 2º tempo, o Cruzeiro caiu muito de produção. A turma que entrou durante a partida não deu conta do recado e perdeu ótima chance de fazer um resultado positivo.

“Tabadaberada”: Resta torcer para que o grupo faça o mínimo e não permita a queda do time para a Série B. O torcedor fez, faz e fará sua parte, mesmo com ingresso caro e com suspensão de benefício ao sócio na compra dos bilhetes.   (mais…)


Esse Wagner Reway, que ajudou o Botafogo, não é virgem em polêmicas no Brasileiro

REWAY

Esse Wagner Reway, do Mato Grosso, parece também seguir a cartilha e entrar para o “Hall dos polêmicos”. Validou gol ajeitado com a mão do Botafogo e deixou de apitar pênalti a favor do Atlético, minutos depois. Esperto, não quis nem papo com o bandeirinha, que no lance do gol dos cariocas chamou a atenção dele. Bom aprendiz, viu onde o Ricci errou na quinta-feira.

Reway não é virgem em polêmicas. Em 2014 o Internacional gritou ao vê-lo escalado para um jogo contra o Corinthians, já que na rodada anterior ele beneficiou o time paulista contra a Chapecoense. Validou gol do Guerrero, que ajeitou a bola com a mão para marcar o gol da vitória corintiana. Este mesmo árbitro já deu uma ajuda ao Flamengo, transformando um tiro de meta em córner.

Em 2012 Wagner Reway estava na lista “Top 5” da Gazeta Press, entre os “Árbitros mais contestados do Brasileirão”. Teve reclamações em três dos seis jogos que havia apitado. O mais polêmico: beneficiou o Flamengo contra Ponte Preta no empate 2 x 2 em Campinas. Nos acrescimentos, o que seria tiro de meta para a Ponte foi transformado em escanteio para o Fla.

 

Com a bola rolando

O Galo foi mal demais no primeiro tempo e muito bem no segundo, com as entradas do Leandro Donizete no lugar do Rafael Carioca e Lucas Pratto no de Clayton. No Mineirão, novamente não foi dia do Ábila, que errou pênalti e um gol com a meta escancarada, chutando pra cima.


Kalil ultrapassa João Leite: esquenta o segundo turno para a prefeitura de Belo Horizonte

KALIL

Jornal O Tempo, hoje:

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http://www.otempo.com.br/hotsites/elei%C3%A7%C3%B5es-2016/pesquisa-aponta-empate-e-tend%C3%AAncia-%C3%A9-de-virada-de-kalil-1.1386071


E lá se foi Cincunegui: nossa homenagem ao jogador que mais exaltou a sua paixão pela massa do Galo!

CAM

Normandes, Humberto, Grapete, Vanderlei, Mussula e Cincunegui. Agachados: Ronaldo, Oldair, Dario, Vaguinho e Tião, formação de muitas alegrias e campeão brasileiro de 1971, com poucas mudanças.

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Não tive a honra de entrevistá-lo como jogador do Atlético, porque ainda era criança quando ele era o lateral símbolo da raça alvinegra. Morreu quinta-feira, em Montevidéu, e através de três grandes jornalistas (Luiz Carlos Alves, Walter Luiz e Antônio Melane), lembranças e a nossa homenagem a este uruguaio que marcou época no futebol brasileiro.

Luiz Carlos era como irmão do Cincunegui e foi o primeiro a dar a notícia, através do facebook, inclusive publicando esta foto, uma das últimas do grande jogador:

CINCUNEGUI

* “Não está mais fisicamente entre nós Hector Carlos Cincunegui de Los Santos. O grande ídolo atleticano, também jogador da Seleção Uruguaia, cheia de craques, faleceu há duas horas no Hospital Gremca, em Montevideu, vitimado por um segundo AVC e outras complicações como infecção urinária e em um dos pulmões, que se estendeu. O comunicado a mim veio por internédio de seu filho, também meu amigo, Fernando, aliás, uma semelhança incrível com o pai. Muitos dignificaram a camisa do Atlético, mas ninguém que eu tenha visto jogar, e já são décadas de pesquisa e beirada de campos do mundo inteiro, ninguém vestiu a camisa do Galo como ele. Raça, determinação, respeito à torcida, honra. Adeus, Cincunegui! Adeus, Piolin!”

 

* Walter Luiz era repórter setorista do Atlético naqueles bons tempos da Rádio Guarani. Aliás, ele e o Paulo Celso, que cobria o Cruzeiro, foram duas inspirações para que eu me tornasse repórter de rádio. Fantásticos.

Escreveu o Walter sobre o Cincunegui:

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Careca, Humberto Monteiro, Vanderlei Paiva, Grapete, Vanutir e Cincunegui; Vaguinho, Oldair, Dario, Laci e Tião.

 

* “Em minha profissão, tive a grande honra de ser o repórter de cobertura jornalística esportiva do Atlético, na época desse e de outros profissionais que tinham naquilo que sabiam fazer – e bem – o respeito, consideração e amor verdadeiro a camisa do Clube Atlético Mineiro. Descanse em Paz Hector Carlos Cincunegui de Los Santos.

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Nos anos 1990 a revista Placar elegeu o “Atlético de todos os tempos” e Cincunegui está no time. Em pé, da esquerda para a direita: Nelinho, João Leite, Luizinho, Vantuir, Cincunegui e Cerezo. Agachados: Oldair, Paulo Isidoro, Reinaldo, Dario e Éder. Técnico: Telê Santana

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Antônio Melane:

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* “Cincunegui era terrível. Vejam como ele tratava a torcida atleticana nos momentos de desespero ou de alegria: “Me querida massa”. Por não ter uma técnica muita apurada, não diferenciado, mas se alinhava entre os melhores laterais do futebol brasileiro e, ainda, do Uruguai, onde foi titular da Seleção. Em um item Cincunegui superava a todos: a raça. Impressionante como partia para as jogadas. Perdida ou não, em sua cabeça, tinha a convicção de sucesso. A torcida delirava. Um estilo do Galo. Ele chegou em Belo Horizonte em uma sexta-feira de 1968 para disputar um clássico contra o Cruzeiro, no domingo. Dura missão: Marcar Natal. O Galo tentava neutralizar o ímpeto celeste que dominava com as conquistas nos primeiros anos do Mineirão. O América estava estacionado e o Atlético se sentia na obrigação de aproximar-se do grande rival. Então, depois de algumas contratações que não surtiram efeito, o clube foi buscar Héctor Carlos Cincunegui de Los Santos. Era tudo que a torcida desejava. Incorporou 100% do espírito das necessidades daquele momento e virou ídolo.Cincunegui era boêmio. Muitas vezes ia da noite para o campo e era repreendido principalmente pelo técnico Yustrich. Seus outros treinadores ficaram inibidos diante da grandeza que ele representava para o clube. Não perdia a condição de titular devido ao seu lado profissional: a aplicação em campo. Suas arrancadas moviam os companheiros.

Ontem, em Montevidéu, um AVC apagou a sua luz. Suas últimas notícias foram passadas  pelo facebook do nobre jornalista Luiz Carlos Alves, um dos grandes amigos que ele fez em Belo Horizonte. Há 20 anos, Cincunegui me recebeu em Montevidéu, com o mesmo carinho que era tratado por todos os torcedores, até os rivais. Homem grande. Que descanse em paz.”

http://blogdomelane.blogspot.com.br/2016/10/morre-cincunegui-o-uruguaio-que.html


Arbitragem atual nos faz lembrar figuras carimbadas do passado como Armando Marques, José Assis Aragão, José Roberto Wright, Romualdo Arppi Filho, Sebastião Rufino, Wilson Souza Mendonça e outros…

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Em primeira mão para as senhoras e senhores do blog, a coluna do Fernando Rocha que circulará amanhã nas páginas do Diário do Aço, de Ipatinga:

* “Cada vez pior”

A troca de comando na arbitragem nacional algumas semanas atrás, me deixou curioso e ao mesmo tempo esperançoso, de que poderia haver alguma mudança para melhor.

Ledo engano. O que vimos neste meio de semana em quase todos os jogos, foi uma sucessão de falhas, além de um ambiente suspeito, que nos fez recordar de algumas figuras carimbadas de um passado distante, como Armando Marques, José Assis Aragão, José Roberto Wright, Romualdo Arppi Filho, Sebastião Rufino, Wilson Souza Mendonça e outros.

Nada mudou, por exemplo, em relação à recomendação de não marcar “faltinhas”, só as “faltonas”, como se existisse essa diferenciação na lei esportiva, pois faltas são faltas, e deveriam ser marcadas a fim de desestimular a violência.

Hoje, esta medida esdrúxula, que visa deixar o jogo “mais corrido”, defendida por uma boa parte da mídia, na prática libera os brucutus, que se sentem à vontade para fazer faltas, “faltinhas”, “faltonas”, como queiram, a fim de não “deixar jogar” e prejudicar quem entra para jogar futebol.

Mas, pior de tudo foi o que se viu no tal Fla-Flu da “confusão”, tendo como protagonista um velho conhecido do torcedor aqui nos nossos grotões, que se chama Sandro Meira Ricci, que já faz parte do seleto quadro de personagens citados lá no começo.

De fato, este foi um dos clássicos “mais pegados” dos últimos tempos , entre os dois grandes do Rio de Janeiro, cheio de lances polêmicos, falhas individuais e confusões. Nada igual.

Alertado pelos jogadores rubro negros, que por sua vez foram avisados por alguém do lado de fora,  que viu a repetição do lance na TV, o assoprador de apito voltou atrás e anulou o gol marcado em impedimento pelo zagueiro Henrique, que daria o empate ao tricolor.

O problema é que o uso das imagens para dirimir dúvidas no jogo de futebol, uma antiga reivindicação da maioria dos desportistas e da críticda, segundo a dona CBF, só será implantado a partir do ano que vem.

“A regra é clara”, como gosta de dizer o ex-árbitro, hoje comentarista  de TV, Arnaldo César Coelho, então a partida deveria ser anulada, porém, neste caso tão discutível, acaba sendo quase impossível provar a sua transgressão, o que faria anular a partida.

Há um ditado popular que diz assim: “Cachorro mordido de cobra tem medo até de lingüiça”. O que mais dizer depois disso? Afinal, são coisas da nossa arbitragem, que infelizmente na dúvida tende a beneficiar os clubes do eixo Rio/SP.

MARCELLO DIAS

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Galo 3 x 0 América: o placar foi até dilatado para a realidade do clássico

CAM

O América se fechou bem e explorou os contra ataques até tomar o primeiro gol, aos 37 minutos. Jogada genial do excelente Otero, e aproveitamento também de genialidade do Fred, sem chances para o João Ricardo, que antes fizera duas defesas seguidas, fantásticas, em chutes do Otero e Klayton. No segundo tempo o Coelho teve que se abrir e tomou mais dois. Carlos César, aos 19, e Lucas Pratto, golaço, bem ao estilo dele, aos 39.

A rigor o América tem um único jogador verdadeiramente de Série A, João Ricardo. Leandro Guerreiro, se tivesse idade, também seria, e talvez o Osman, mais a promessa Mateuzinho. Os demais, B, pra baixo!

O Galo continua vencendo graças às suas individualidades, jogadores como Robinho, que aos 44 do primeiro tempo voltava até a pequena área para ajudar a defesa. Este Otero foi um achado. Excelente e correto, sem maluquices e indisciplinas do Cazares, que dá trabalho aos adversários, quando joga, mas dá muito mais trabalho ao clube, fora de campo. Como hoje, quando deixou o time na mão.

À tarde, o Igor Tep da 98FM twittou: “@Igortep: “Cazares não apareceu ao vôo que o Atlético arrumou para trazê-lo de volta e não deu notícias à diretoria. Jogador vai ser punido pelo clube”

Minutos depois foi a vez do Henrique André, do Hoje em Dia mandar balaa: “@ohenriqueandre: Já fizeram montagem de WANTED para o Cazares?”

A relação custo/benefício de jogadores desse tipo não compensa.


Zé Roberto salvou o Palmeiras em lance impressionante

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Vi somente os melhores momento de Palmeiras 0 x 0, com destaque para o quase gol do Robinho, que o Zé Roberto evitou de forma fantástica. Mas o Thiago Prado Oliveira, a quem agradeço, comentou aqui no blog:

“Quem viu o jogo notou que a arbitragem estava doida pra ajudar o Palmeiras. Simplesmente fechou os olhos pras faltas Palmeirenses e marcava todas pro time paulista. Algumas faltas até inexistentes em contrapartida o senhor Gabriel Jesus bateu mais do que padeiro em massa de bolo.
Arbitragem altamente tendenciosa.
Valeu por esse ponto e a manter esse nível de futebol domingo vem os 3 pontos.”


Bons jogos ontem e os de hoje prometem mais, na luta pelo título, vagas na Libertadores e contra o rebaixamento

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O Internacional perdeu para o Botafogo e deu mais um passo para a Série B. Seus próximos jogos: Flamengo no Beira Rio, Grêmio na Arena gremista, Santa Cruz no Beira Rio e Palmeiras em São Paulo. Na coletiva depois do jogo, o técnico Celso Roth repetiu a frase dele de toda pós-derrota: “merecíamos ter vencido”.

O Sport tomou 3 a 0 da Chapecoense, Coritiba e Figueirense ficaram no 0 a 0, resultados bons para o Cruzeiro, que tem o Palmeiras pela frente esta noite.

CRU

Um clássico, em que tudo pode acontecer, apesar de o time do Cuca estar bem afiado, liderando isoladamente a disputa.

Atlético e América vão “comer grama” para se manterem vivos em seus objetivos: o empate seria péssimo para ambos.

E muito bom que o Enderson Moreira não tenha ido para o lugar do Osvaldo Oliveira, que trocou o Sport Recife pelo Corinthians.

ENDERSON

O América deveria renovar já o contrato dele até o fim de 2017, visando a montagem do time para a próxima temporada.

Esta dança de treinadores é interessante: Ricardo Gomes trocou o Botafogo pelo São Paulo, que não melhorou com ele. Em compensação o Botafogo, que efetivou o auxiliar Jair Filho, largou a luta contra o rebaixamento e hoje está na corrida por vaga na Libertadores.


CBF proíbe novas vendas de mando de campo; clubes, como sempre, não se entendem

BANDEIRA

Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, também queria moleza maior contra o América e não gostou da medida

Os dirigentes continuam trabalhando muito bem em favor da desmoralização do futebol. Quando as normas lhes beneficiam, elogiam, quando não, detonam. Veja essa história da venda de mando de campo. Os clubes não reclamaram quando o regulamento foi publicado e agora, faltando pouco para o Brasileiro acabar, reclamam.
Pior fez a CBF, hoje: proibiu a prática, a partir da próximas rodadas. Tipo assim: quem se beneficiou, tudo bem; que não teve tempo pra isso, que se dane. Igual a Comenbol alterando no meio da temporada, a forma de escolha e quantidade dos participantes na Libertadores de 2017.  Quem se sentir prejudicado, chore na cama que é lugar quente, e  fim de papo!
O Flamengo chiou contra, o que provocou twiyyada do diretor jurídico do Atlético, Lásaro Cândido, que disse: “O presidente do Flamengo não se envergonha de “exigir” q também fosse “beneficiado” em jogo c América..”

Já o presidente atleticano, Daniel Nepomuceno, dó podia estar ironizando, ao dizer:   ‏@dan_nepomuceno “Parabéns à @CBF_Futebol pela norma adotada em relação aos mandos de campo na reta final do Campeonato Brasileiro.”
A notícia completa no Globoesporte.com

**“CBF proíbe jogos fora dos estados de origem na reta final; Flamengo se irrita”
Medida vale para as partidas das últimas cinco rodadas nas Séries A e B. Presidente do clube carioca classifica medida como absurda. (mais…)


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