Blog do Chico Maia

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Mais velhos garantem o sucesso de vendas dos álbuns de figurinhas da Copa

Da esquerda para a direita, Tião do Iporanga, Marília, Dudu Libânio e Humberto, com o filho Lucas.

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Dia desses falamos aqui se um álbum de figurinhas, impresso, ainda faria sucesso neste mundo digital de hoje. O assunto era o álbum lançado mês passado pelo Estadão.

No papo aqui no blog acertaram os que disseram que o sucesso de vendas seria garantido pelas faixas mais velhas da população, maioria da turma acima dos 30, saudosistas dos bons tempos da infância, em que nem se sonhava com a existência dessa coisa do outro mundo chamada internet.

Confirmei isso ontem, na Banca da Marília, uma das mais tradicionais de Sete Lagoas. Além da própria dona da banca, clientes assíduos confirmaram e lá estava um representante da geração atual que deu importante depoimento. É o Lucas, este garoto da foto, com o pai Humberto. A “velharada” adquire o álbum e os pacotes de figurinhas. Têm até encontros semanais para trocas das repetidas. Crianças como o Lucas colecionam por meio da versão digital, mas no caso dele, ficou tão curioso com as histórias dos colecionadores antigos, contadas nessa conversa, que aceitou a sugestão do pai de fazer a experiência de ter, também, um álbum de papel.


Vitória incontestável do Atlético numa ótima partida, mas a única certeza é que o jogo da volta será de nervos à flor da pele

Raramente um clássico decisivo é jogado de forma tão aberta e os dois times querendo apenas jogar, sem catimbas ou anti-jogo. E foi isso que tivemos esta tarde no Independência. Depois do apito final do árbitro é que houve um entrevero entre membros das comissões técnicas, mas também coisa boba, rápida, sem conseqüências.

Mano Menezes deve ter pensado que poderia matar logo esta decisão no primeiro jogo. Mandou seu time para frente. Mas não imaginava que o Atlético se acertasse tanto e fizesse o melhor jogo de 2018 até agora. Patric, Elias e Luan pela direita jogavam muito, Elias e Adilson estavam impecáveis na marcação e armação. Cazares e Otero disputavam quem era o melhor em campo. Ricardo Oliveira, afiadíssimo, marcou dois gols e toda a defesa do Galo jogou muito bem.

Quando tomou o primeiro gol a defesa do Cruzeiro parecia não acreditar. Veio o segundo e aí bateu o descontrole em todo o time, com destaque negativo para o miolo da zaga. Ariel Cabral e Henrique, sempre firmes, estavam irreconhecíveis. Sem abastecimento o ataque inexistia.

Para o segundo tempo, com três a zero no placar, não restava ao Mano Menezes outra coisa que não fosse mexer para tornar o time mais ofensivo. Arrascaeta entrou no lugar do Rafinha, e deu uma melhorada no desempenho geral, mas a melhor mexida foi a do Sassá no lugar de Raniel. Ele passou a dar muito trabalho à defesa atleticana. Macuello entrou na vaga do Ariel Cabral e melhorou mais ainda o Cruzeiro, que com isso conseguiu equilibrar o jogo.

Elias e Adilson tomaram cartão amarelo e imediatamente foram substituídos por Arouca e Yago. Luan, cansado, já tinha dado lugar a Tomás Andrade. Sem os dois marcadores, que estavam muito bem, o Atlético tomou o gol. Do Arrascaeta, outra vez regulando contra o Galo.

Fábio fez mais duas defesas, de chutes de Luan e Tomás Andrade, que salvaram o Cruzeiro de um placar difícil de reverter. Por isso a decisão ficou mesmo para domingo, completamente imprevisível. Única garantia é que será um jogo de nervos à flor da pele.

Tiago Larghi, que reafirmou a sua competência hoje, terá a missão de adotar a estratégia certa para segurar o time do Mano no próximo jogo.

O árbitro paraense Dewson Freitas contou com a colaboração de todos os jogadores em campo e pode fazer uma arbitragem muito boa.


O clássico numa imagem que fala por si

Não sei quem me enviou esta foto, mas agradeço muito e compartilho com as senhoras e senhores que gostam de futebol. Lamentavelmente não veio o nome do autor dessa obra prima que retrata Dario e Tostão nos áureos tempos do Mineirão, em meados dos anos 1960. O comentarista do blog, Cláudio Machado acha que é de 1970. Realmente, pode ser. Eu era criança e jogadores fantásticos como estes, com essas camisas mágicas formavam a personalidade futebolística de milhões Minas, Brasil e mundo afora.

Jornalística e tecnicamente notem a qualidade da imagem. A nitidez e brilho das cores, o momento certo do “clic” para pegar o exato momento da expressão saudável dos ídolos alvinegro e azul. Num tempo em que os profissionais da fotografia nem sonhavam que algum dia os seus sucessores teriam câmeras com recursos tão poderosos como agora.


O futebol de luto: lá se foi o Laércio Martins, grande presidente da Caldense

O futebol perdeu hoje um grande batalhador. O senhor Laércio era um dos mais respeitados dirigentes mineiros, não só pelo trabalho desenvolvido na Caldense, mas pela boa pessoa que era.

Nossos pêsames à família e aos amigos. Notícia da TV Poços.


Ambiente positivo para um grande Atlético x Cruzeiro. Que os marginais travestidos de torcedores não atrapalhem

Como raramente acontece o clima que antecede o primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro está civilizado e as perspectivas são de um grande jogo, com as tensões e confusões, normais do futebol, se restringindo às quatro linhas, com todos os bate-bocas que um clássico requer e tem direito.

Isso porque os dois lados estão se respeitando nas entrevistas e rechaçando a ignorância de quem normalmente atrapalha tudo, que são as gangs que se fingem de torcidas organizadas. Tanto os presidentes, dirigentes, treinadores e jogadores de Atlético e Cruzeiro estão tendo muito cuidado com a palavras, na busca de um ambiente favorável à racionalidade, apesar de tudo que este grande clássico envolve.

As polícias também estão fazendo um belo trabalho preventivo, monitorando redes sociais dos tradicionais agitadores de ambos os lados. Já se tem notícias de brigas combinadas, detectadas e evitadas pela PM e Polícia Civil. Tomara que o resultado desse conjunto de fatores positivos seja um noticiário posterior ao clássico com ausência de informações de violência.

Dentro de campo, incógnita absoluta. Vejo o Cruzeiro mais arrumado, técnica e fisicamente, mas um Atlético em ascensão. No apito, pelo simples fato de ser um árbitro de fora, os jogadores dos dois times colaboram mais. Ficam menos sujeitos ao açodamento promovido pelos dirigentes e imprensa. Qualquer que seja o nome de um mineiro, por melhor que ele seja, sempre enfrenta este problema. Infelizmente essa é uma realidade que precisamos trabalhar para mudar. Assim como os gaúchos arquirrivais escalam gaúchos para conduzir seus confrontos, todo clássico mineiro deveria ser apitado por mineiros. Um dia chegaremos lá!


A resistência de um álbum de figurinhas

Com Cafú de garoto propaganda o Estadão lançou o seu álbum de figurinhas da Copa. Claro que o departamento de marketing da casa deve ter feito uma pesquisa de viabilidade do produto para que o jornal entrasse nessa, mas para mim foi uma surpresa.

Nestes tempos de informação instantânea, acessível a crianças e adultos em tempo real, será que a modalidade ainda tem apelo de vendas?

Autopropaganda não falta. As páginas impressas e virtuais do tradicional jornal paulista falam do álbum todo dia.


Por serem desunidos, Atlético e Cruzeiro são obrigados a engolir árbitro sorteado, que eles não gostam

O árbitro sorteado para apitar o primeiro Atlético x Cruzeiro da decisão do campeonato estadual evidencia mais uma vez a desmoralização das entidades que comandam o futebol em Minas e no Brasil, além de reiterar a impotência dos clubes, causada pela desunião entre eles, por mais fortes que sejam. Suas torcidas são gigantes, sustentam toda a farra do futebol, mas são como gado, que não têm capacidade de dimensionar a força que têm.

O paraense Dewson Freitas (nessa foto do SuperFC) desagradou aos dois clubes, que entretanto, serão obrigados a engoli-lo. Será auxiliado por Helcio Neves e José Coimbra, também do Pará.

Numa ótima entrevista do João Vitor Xavier, ontem, no programa Bastidores, o chefe da arbitragem mineira, tentou tirar o corpo fora. Disse que a CBF é quem manda e pronto, acabou. O João perguntou a ele porque então a FMF não escalou um árbitro mineiro mesmo, mas ele deu um monte de desculpas, para não passar recibo de que entidades como as federações estaduais não servem para nada, a não ser cobrar taxas, encarecer o custo do futebol, receber direitos de TV e eleger presidentes da CBF. Todas sob a justificativa de que organizam os campeonatos. Por outro lado, os clubes sabem disso, mas não agem, não criam a tão falada Liga deles, que seria a independência técnica e financeira de todos. Ficariam livres desse monte de cartolas e funcionários que ganham muito às curtas do futebol. No frigir dos ovos, a culpa é dos próprios clubes do país, especialmente os grandes, que não se unem, e divididos, são frágeis perante a CBF e seus aliados, que sabem muito bem defender os seus interesses, muitos deles inconfessáveis.


Números do nosso maior clássico e curiosidades da história de Atlético x Cruzeiro no Independência

A diretoria de comunicação do Cruzeiro faz um ótimo trabalho para facilitar a vida dos jornalistas. Envia dados estatísticos referentes à história de todos os jogos que realiza. Sobre o clássico de domingo no Independência, aqui estão:

ATLÉTICO-MG X CRUZEIRO

ESTATÍSTICAS

Jogos: 484

Vitórias do Cruzeiro: 166

Empates: 129

Vitórias do Atlético-MG: 189

Gols do Cruzeiro: 624

Gols do Atlético-MG: 679

Saldo de gols do Cruzeiro: -55

CAMPEONATO MINEIRO

Foram 268 confrontos pelo Campeonato Mineiro, com 91 vitórias do Cruzeiro, 69 empates e 108 derrotas. O Cruzeiro marcou 293 gols e sofreu 340.

INDEPENDÊNCIA

As duas equipes se enfrentaram 73 vezes no estádio Independência, com 21 vitórias do Cruzeiro, 16 empates e 36 vitórias do Atlético-MG. O Cruzeiro marcou 72 gols e sofreu 100. Pelo Campeonato Mineiro, no Independência, foram 46 jogos. A Raposa venceu 12, empatou 11 e perdeu 23, com 35 gols marcados e 53 sofridos.

PRIMEIRO JOGO

17/04/1921 – Cruzeiro 3 x 0 Atlético-MG, amistoso, no estádio do Prado, em Belo Horizonte-MG

TÍTULOS DO CRUZEIRO NO CAMPEONATO MINEIRO

1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956, 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968 ,1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2002*, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009, 2011, 2014

* Supercampeonato Mineiro

FINAIS DO CAMPEONATO MINEIRO

Os rivais se enfrentaram em 22 decisões do Campeonato Mineiro e o Cruzeiro foi campeão em 13 ocasiões, enquanto o adversário ficou com dez títulos. Na competição de 1956, o título foi dividido entre os dois, por questões judiciais.

ANO –  CAMPEÃO – VICE – RESULTADOS (mais…)


A empolgação forçada de parte da mídia com a seleção e o aperto que o Palmeiras passou com o Santos

A seleção brasileira venceu por 1 a 0 a seleção reserva da Alemanha em Berlim. Fez um bom jogo, mas dá preguiça ver o entusiasmo forçado de muitos colegas e veículos de comunicação. Alguns, que não são do ramo, pagam mico ao cumprir o script teatralmente, como o Heraldo Pereira, apresentador do Jornal da Globo. Tentando fisionomia de empolgação lascou lá que foi uma vitória “consagradora”, que espantou o “fantasma” dos 7 a 1.

Eu, hein!?

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O caríssimo time do Palmeiras passou muito aperto nos jogos eliminatórios contra o Santos, pelo paulista. O que gerou um comentário do Andre Rizek‏, do Sportv, que merece reflexão: @andrizek “Palmeiras gastou milhões e montou provavelmente o elenco mais completo do país, repleto de bons jogadores. Também jogou o melhor futebol do Paulista até aqui. Mas, na soma de dois jogos contra o Santos, passou graças a Jaílson, The Monster. História desse goleiro é sensacional.”

 


Por onde andam os que tomaram de 7 a 1 da Alemanha em 2014

Nosso comentarista aqui do blog, Carlos Henrique, disse que só voltaria a comentar depois do próximo Atlético x Cruzeiro, a não ser que eu postasse alguma coisa sobre Brasil x Alemanha. Então, vamos lá. Ao contrário da maioria com quem converso sobre aquele jogo, tive o maior prazer de estar presente no Mineirão naquele jogo e gostei da porrada que a seleção levou, na ilusão de que aquele vexame fosse provocar uma “revolução” no futebol brasileiro, especialmente fora de campo, acabando com a bandalheira que prevalece na CBF e federações. Infelizmente, fora das quatro linhas, tudo continua antes.

O “Estadão”, de São Paulo, publicou o paradeiro dos atores daquela partida, que pelo menos serviu para aposentar um dos treinadores, o Carlos Alberto Parreira:

* “Antes do reencontro com a Alemanha, saiba onde estão os jogadores brasileiros do 7 a 1”

 Júlio César

Primeiro goleiro da seleção a tomar sete gols em uma semifinal de Copa do Mundo, Júlio César hoje está no Flamengo, onde deve encerrar a carreira. Desde o final da Copa, jogou na MLS e no Benfica, e problemas físicos o impediram e impedem de ter mais minutos em campo.

Maicon

O experiente lateral continuou na Roma por até 2016 e atuou pelo Avaí em 2017. Depois do rebaixamento do clube catarinense para a série B do Brasileirão, terminou o contrato e está sem clube.

Dante

O “zagueiro que conhecia os alemães” deixou o Bayern, base da seleção adversária que foi campeã mundial, passou pelo Wolfsburg e desde 2016 joga pelo Nice, que tem feito boas campanhas no Campeonato Francês.

David Luiz

Pior em campo no fatídico dia, David Luiz passou pelo PSG e retornou ao Chelsea, onde está hoje. Teve mais chances na seleção após o 7 a 1, mas após atuações ruins nas Eliminatórias, deixou de ser cogitado pelos treinadores.

Marcelo

O lateral esquerdo permaneceu no Real Madrid, onde mantém atuações em grande nível. Foi preterido por Dunga, mas voltou a ser convocado por Tite e deve ser titular na Copa do Mundo.

Luiz Gustavo

O volante estava no Wolfsburg em 2014 e ficou no clube até 2017, e atualmente está no Olympique de Marselha.

Fernandinho

Outros que também esteve entre os piores em campo, Fernandinho continua no Manchester City até hoje, e evoluiu seu futebol com Guardiola. Voltou a ser chamado para a seleção e deve ser uma das opções de banco do técnico Tite na Rússia.

Oscar

Autor do gol brasileiro na partida, Oscar saiu do Chelsea e foi para o Shanghai SIPG, da China. Disse estar realizando um sonho de infância em jogar no futebol chinês.

Hulk

Em 2016, o atacante deixou o Zenit, da Rússia, e se juntou ao Shanghai SIPG, mesmo time que no ano seguinte contrataria Oscar.

Fred

No futebol brasileiro, Fred fez boas temporadas no Fluminense em 2015 e no Atlético Mineiro em 2016. No time mineiro, caiu de produção em 2017 e saiu para o Cruzeiro em 2018. Não vinha bem e sofreu uma lesão no joelho, que suspeita-se de ser no ligamento, o que o tiraria de campo até o final do ano.

Bernard

O substituto de Neymar na partida permanece no Shakhtar Donetsk, onde não tem tido grande destaque.

Felipão

Depois da seleção, passou pelo Grêmio e então foi para o Guangzhou Evergrande, da China, onde foi tricampeão chinês e da Liga dos Campeões Asiática. Atualmente, está sem clube.

Paulinho

Atualmente no Barcelona, Paulinho saiu do Tottenham em 2015 após baixo rendimento e foi para o Guangzhou Evergrande. Ficou dois anos no clube chinês até ser contratado pelo time espanhol.

Willian

Willian permanece no Chelsea, onde cresceu de rendimento e se tornou um dos principais jogadores do time. Segue sendo convocado por Tite e é considerado uma das principais opções do time para mudar uma partida.

Ramires

Ramires saiu do Chelsea em 2015 e foi para o Jiangsu Suning, da China, onde está hoje em dia.

http://esportes.estadao.com.br/galerias/futebol,antes-do-reencontro-com-a-alemanha-saiba-onde-estao-os-jogadores-brasileiros-do-7-a-1,36293


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