Blog do Chico Maia

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Campeonato começa pra valer é agora!

Depois de tantos jogos entre os 12 participantes, oito (Atlético, Cruzeiro, América, Boa, Tombense, Caldense, Patrocinense e Tupynambás), estão classificados para a decisão, dois foram rebaixados (Guarani e Tupi) e dois (URT e Villa Nova) assistem a reta final de camarote.

A fase decisiva terá Atlético x Tupynambás, Boa x Tombense, Cruzeiro x Patrocinense, América x Caldense. O Galo vai com as vantagens do regulamento do campeonato por ter ficado em primeiro lugar na primeira fase.

Nesta última rodada, Alerrandro voltou a marcar para o Atlético, de pênalti, contra o Tupynambás, feliz por ter se isolado na artilharia com oito gols. Fred tem 6, Ricardo Oliveira e Gindré do Boa, 5.

O Cruzeiro não teve dificuldades no Mineirão para vencer a Caldense e o América bobeou e permitiu ao Guarani empatar, 2 a 2, também no Mineirão.


Sufoco e falta de apoio fazem clubes do interior se arriscarem em mãos estranhas

Em cinco de maio de 2018 o Guarani comemorava o acesso e o título da Segunda Divisão em Divinópolis sobre o Tupynambás. Menos de um ano depois, amarga novo rebaixamento.

No domingo, dia 10, a saída do Villa Nova do risco de rebaixamento começou no estádio Castor Cifuentes com a vitória sobre a Caldense. Nessa tarde, mesmo com os três pontos garantidos a situação ainda era de alto risco e o presidente Antônio Márcio Botelho saiu xingado de tudo o que era possível pela torcida. Um presidente não identificado com a cidade e nem com o tradicionalíssimo Villa Nova Atlético Clube.

Este “fenômeno” vem ocorrendo cada vez mais com os clubes profissionais em Minas e no Brasil. Empresários ou curiosos resolvem investir no mundo do futebol para ganhar dinheiro, usando clubes tradicionais como barrigas de aluguel abrigando jogadores, comissões técnicas e interesses localizados. Se dá certo, ótimo, ficam lá enquanto houver retorno. Se não dá, também, tudo bem. Pega-se o boné, dá um tchau, um adeus e até nunca mais. O clube, a cidade, torcida, tradição e tudo, que se danem. O sujeito vai procurar e tentar enganar outra freguesia.

Não estou afirmando que é o caso do atual comando do Villa mas a maioria absoluta dos clubes do interior vem enfrentando este problema. Sem dinheiro e sem apoiadores locais, entregam o clube ou o departamento de futebol para o primeiro que aparece. O nosso Democrata de Sete Lagoas andou sofrendo este assédio de gente que não tem nada a ver com a cidade. E nem nada a acrescentar ao clube; pelo contrário, só subtrair. Fui informado que o presidente Jaime Aleluia descartou a “parceria” com um grupo que queria se apossar do futebol lá, mas há conselheiros se mobilizando para entrar no assunto. Tomara que além do Conselho o empresariado e comércio de Sete Lagoas participe mais da vida do Jacaré que luta para não ser rebaixado para a terceira divisão estadual.

Veja a constrangedora cena da saída do presidente do Villa sob xingamentos:


Sufoco e falta de apoio fazem clubes do interior se arriscarem em mãos estranhas

Guarani com 10 pontos e Tupi com 4, rebaixados para a Segunda Divisão estadual 2020. A URT escapou na última rodada ao vencer o Tupi em Patos de Minas por 2 a 1. Teve duas vitórias no campeonato, superando o Guarani que venceu apenas uma. Com 11 pontos o Villa Nova ficou em 9º lugar.

No domingo, dia 10, a saída do Villa Nova do risco de rebaixamento começou no estádio Castor Cifuentes com a vitória sobre a Caldense. Nessa tarde, mesmo com os três pontos garantidos a situação ainda era de alto risco e o presidente Antônio Márcio Botelho saiu xingado de tudo o que era possível pela torcida. Um presidente não identificado com a cidade e nem com o tradicionalíssimo Villa Nova Atlético Clube.

Este “fenômeno” vem ocorrendo cada vez mais com os clubes profissionais em Minas e no Brasil. Empresários ou curiosos resolvem investir no mundo do futebol para ganhar dinheiro, usando clubes tradicionais como barrigas de aluguel abrigando jogadores, comissões técnicas e interesses localizados. Se dá certo, ótimo, ficam lá enquanto houver retorno. Se não dá, também, tudo bem. Pega-se o boné, dá um tchau, um adeus e até nunca mais. O clube, a cidade, torcida, tradição e tudo, que se danem. O sujeito vai procurar e tentar enganar outra freguesia.

Não estou afirmando que é o caso do atual comando do Villa mas a maioria absoluta dos clubes do interior vem enfrentando este problema. Sem dinheiro e sem apoiadores locais, entregam o clube ou o departamento de futebol para o primeiro que aparece. O nosso Democrata de Sete Lagoas andou sofrendo este assédio de gente que não tem nada a ver com a cidade. E nem nada a acrescentar ao clube; pelo contrário, só subtrair. Fui informado que o presidente Jaime Aleluia descartou a “parceria” com um grupo que queria se apossar do futebol lá, mas há conselheiros se mobilizando para entrar no assunto. Tomara que além do Conselho o empresariado e comércio de Sete Lagoas participe mais da vida do Jacaré que luta para não ser rebaixado para a terceira divisão estadual.

Veja a constrangedora cena da saída do presidente do Villa sob xingamentos:


A narração de um gol do Villa, pelo Roger Luiz, como se fosse a conquista do título

O interior de Minas sempre produziu grandes narradores de futebol. E fica a dica para as maiores emissoras de Minas e do Brasil. Recebi do jornalista e escritor Wagner Augusto Álvares da Silva, torcedor apaixonado do Villa e autor do “Almanaque do Leão do Bonfim”, que marcou o Centenário do clube em 2008, vídeo com o gol da vitória do Leão sobre a URT, narrado pelo locutor Roger Luiz, de Honório Bicalho/Nova Lima, com um entusiasmo e emoção como se fosse a conquista do título deste ano.

Ótimo narrador (foto acima), diga-se, que transmite para a TV Banqueta, tradicional na cidade. E realmente foi como um título mesmo, já que a vitória garantiu o time na primeira divisão de 2020 e ainda o manteve no páreo por uma das vagas na fase decisiva do campeonato.

Confira o gol e a TV Banqueta www.tvbanqueta.com.br


Mineirão se diz “túmulo bom”, e Kalil reafirma: “túmulo sim, mas com aquele time dava para jogar até lá”

Foto: Guilherme Frossard/Globoesporte.com

O prefeito Alexandre Kalil concedeu entrevista ao Guilherme Frossard para o Globoesporte.com que repercutiu nas primeiras horas do dia, por causa de vários temas abordados e reações de quem se sentiu atingido. A primeira delas foi do Consórcio Minas Arena, controlador do Mineirão, cujo twitter mandou bala @Mineirao: “Foi no túmulo que Ferreyra escorregou em um gol sem goleiro

Foi no túmulo que a bola de Giménez explodiu na trave

Foi no túmulo que a torcida viu duas viradas históricas

Foi no túmulo que, desde que reabri, quatro taças foram levantadas

EITA TÚMULO BOM!”

Ao tomar conhecimento, Kalil riu e disse: “Com aquele time, podia jogar até lá; num cemitério, na Praça Sete ou qualquer lugar, que ganharia do mesmo jeito”.

 

Só pra recordar: Victor, Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Leandro Donizetti, Tardelli e Ronaldinho; Bernard e Jô.Técnico: Cuca

A entrevista completa

* “Kalil chama Mineirão de “túmulo do Atlético” e evita avaliar gestão atual: “Esperar enfileirar canecos””

Ex-presidente do Galo conversa com o GloboEsporte.com, cita que “não é uma coisa ou outra” entre austeridade e títulos, explica – e sustenta – declaração de que “estádio é para rico”

Por Guilherme Frossard — de Belo Horizonte

De manhã, reuniões sequenciais com deputados, vereadores e empresários. À tarde, compromisso oficial com o lançamento de um projeto de segurança em postos de saúde de Belo Horizonte. Na “brecha” do almoço, nessa terça-feira, Alexandre Kalil, presidente mais vitorioso da história do Atlético-MG e atual prefeito da capital mineira, recebeu o GloboEsporte.com para uma entrevista exclusiva. O tema do papo foi o Galo, que completa 111 anos na próxima segunda. A agenda é cheia, o tempo livre é quase nulo, mas para Kalil é quase regra: sempre é hora de falar do Galo.

A entrevista de Alexandre Kalil foi no perfil Alexandre Kalil: sem papas na língua, como sempre. O ex-mandatário atleticano falou, por exemplo, sobre o sonho do Atlético-MG de construir seu estádio próprio – previsto para ser inaugurado no início da próxima década. Segundo ele, a casa nova tem tudo para ser a redenção do clube. Não só pela arena, mas também por “livrar” o Galo do Mineirão, definido, por Kalil, como “o túmulo do Atlético”.

– Eu acho que o estádio do Atlético significa uma redenção, sim. Vamos sair, definitivamente, do túmulo do Atlético, que é o Mineirão. E aí é uma coisa definitiva. O Mineirão emperrou o Atlético por 44 anos, e em três anos, quando saímos do Mineirão, ganhamos tudo que o Atlético tem até hoje. A saída do túmulo, do cemitério, é uma grande vitória para o Atlético. E isso vai vir com o estádio novo.

A (forte) opinião de Kalil vai na contramão da recente postura da atual diretoria atleticana de reaproximação com o Mineirão. O Galo tem voltado a mandar jogos no Gigante da Pampulha, e Sérgio Sette Câmara já deu declarações garantindo que é a tendência é que o estádio volte a ser “a casa” do clube enquanto o estádio próprio não sai do papel. Kalil, que garante estar completamente distante da vida política do Atlético-MG e das decisões internas, prefere, também por isso, não opinar. – Isso é uma decisão do presidente. Não cabe a mim comentar.

“Não ligo para saber de nada”

O distanciamento do Galo, de acordo com Kalil, é total. O prefeito é, agora, um mero torcedor. Daqueles que xingam, reclamam e, mesmo quando acham que está tudo errado, não ligam para o presidente – mesmo tendo, ao contrário do torcedor comum, essa possibilidade. Como torcedor, Kalil evita avaliar a gestão de Sérgio Sette Câmara, que está no seu segundo ano como mandatário alvinegro.

– Eu vou ser muito franco: não tenho a menor relação com o Atlético hoje. Não por briga, por nada. Primeiro, porque sou prefeito de Belo Horizonte. Segundo, que não vou ligar para o presidente para saber se é verdade que ele está contratando fulano. Se for verdade, vai chegar. Eu sei, fui presidente. Tudo que sei é através de vocês (imprensa). Não ligo para saber de nada. Eles não me ligam para perguntar nada. Tenho uma relação de torcedor, que é muito legal, porque ela não vem do dia que você sai do Atlético. Ela volta com o tempo de afastamento. E não tem nada melhor, depois que fui presidente, do que ser só torcedor. Poder xingar, gritar, reclamar, poder achar que está tudo errado ou tudo certo. Eu adquiri esse hábito de ser só torcedor com o tempo. E isso vai me afastando do Atlético cada vez mais – disse.

– Pra mim é muito difícil opinar (sobre a atual gestão), porque sou um ex-presidente. E não sou nenhum idiota de falar que não fui um presidente vitorioso. Acho que o resultado de uma presidência vem quando você desce a rampa da sede e vai embora. O exercício da presidência não admite um ex-presidente dar opinião sobre gestão. Temos que esperar ele descer da sede e enfileirar os canecos que ele vai deixar para nós, que é o que interessa para a torcida – completou.

Leia outras respostas de Alexandre Kalil

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Um ano sem Bebeto de Freitas. E que saudade!

Que honra estar nessa foto, entre grandes personalidades em suas respectivas áreas. Foi no dia 19 de março de 2017, tendo à esquerda o músico Juarez Moreira, Bebeto (na época Secretário de Esportes e Lazer de Belo Horizonte, eu, Reinaldo e Aluizer Malab (então presidente da Belotur, hoje no Ministério do Turismo), durante o lançamento do projeto “A Savassi é da Gente”, rebatizado para “BH é da Gente”, coordenado por ele.

O tempo passa depressa. Na quarta-feira passada, 13, o apresentador do esporte do Jornal da Manhã, da TV Bahia (afiliada da Globo na “boa terra”), Gustavo Castellucci, iniciou o noticiário lembrando e homenageando o Bebeto de Freitas, cuja morte surpreendeu a todos no dia 13 de março de 2018, logo após uma solenidade na Cidade do Galo.

Grande figura humana, grande jogador e treinador de vôlei, grande dirigente de futebol, um amigo, que deixou ótimos exemplos e muita saudade.

E imaginar que seis dias antes dessa foto completar um ano o Bebeto não estaria mais entre nós. Vida que segue!


O América não é pior que Cerro do Paraguai e Nacional do Uruguai, mas o Atlético dessa vez jogou como se fosse pela Libertadores

O melhor em campo foi o Luan, que fez de tudo no clássico, mas Alerrandro se mostrou novamente grande oportunista e finalizador, marcando duas vezes. O América não é pior que Cerro do Paraguai e Nacional do Uruguai, mas o Atlético jogou este clássico como se fosse partida da Libertadores da América. Só mais raça? Claro que não. O time entrou com alterações que muitos torcedores gostariam de ver desde a estréia na competição continental: Guga na lateral direita, Alerrandro no comando de ataque e alguém no lugar do Elias. Não necessariamente o Terans, mas foi ele quem jogou e foi de razoável para bom. A gripe do Ricardo Oliveira garantiu a oportunidade do jovem artilheiro. Menos mal.

Com Patric incentivando Guga do banco, Fábio Santos foi a bola da vez de boa parte da torcida que andou vaiando-o. Ele vem alternando bons e maus jogos. Tem bola, mas lamentavelmente também tem idade avançada, o que em alguns jogos pesa.

O América fez um bom jogo, teve mais iniciativas que o Galo no primeiro tempo e voltou para o segundo como se fosse tomar conta do clássico. Pelo menos até os 15 minutos, quando o Atlético reagiu e equilibrou as ações. A expulsão do Matheusinho atrapalhou muito os planos do Givanildo Oliveira. Além de ser um dos mellhores do Coelho, jogar com um a menos é barra pesada contra qualquer adversário; ainda mais quando se fala de clássico.

Com essa vitória os comandados do Levir Culpi garantiram o primeiro lugar na fase de classificação do Mineiro, com direito à vantagem em caso de igualdade no placar nos confrontos decisivos. Outra coisa positiva esta tarde foi criança entrando de graça, o que certamente contribuiu muitíssimo para que o público presente chegasse a 43.137 torcedores. A quantidade de mascotes no gramado também deu um colorido especial à entrada dos times.


Enquanto o Cruzeiro treinava o Tupi jogava a toalha, mas Juiz de Fora continuará bem representada no campeonato 2020

Em foto do Bruno Haddad/Cruzeiro, Mano Menezes, que chegou a 100 vitórias comandando o Cruzeiro, nesta partida em Juiz de Fora.

Logo aos três minutos de jogo o zagueiro Aislan marcou contra e abriu a porteira para o Cruzeiro que marcaria novamente com Fred, de pênalti, e Egydio, cobrando falta. Interessante é que o Aislan não esboçou nenhuma reação depois da mancada que deu. Nem fez cara de assustado ou de incomodado, certamente num sentimento de “nem aí” para o Tupi, que foi o primeiro a ser rebaixado para o Mineiro de 2020.

Mereceu. Time feio, da primeira rodada até essa, a 10ª e penúltima. Apenas quatro pontos ganhos. Seu companheiro de segundona será a URT, que está com 7 ou o Guarani, 9.

Mas Juiz de Fora continuará na primeira divisão, bem representada pelo Tupynambás, que retornou e ficou. Está em sétimo lugar, com 11 pontos.


Mais uma transmissão pelo Facebook; chega o fim de semana; sai a Libertadores e entram os “emocionantes” estaduais

Os estaduais, de qualidade técnica fraca e enganadora, substituem os jogos da Libertadores, que agitaram até ontem o futebol Sul-americano. Domingo tem Atlético x América. O risco é alguém querer dizer que um outro está “evoluindo” em caso de vitória. Chegam as competições de adversários mais qualificados e volta a bater o desespero.

No twitter e em poucas palavras, o Sérgio Xavier Filho‏ avaliou os brasileiros na Libertadores até aqui: @sxavierfilho “Todo mundo enfrenta time fraco no primeiro trimestre. É uma característica do calendário brasileiro. Nem todo mundo resolve fácil esses problemas. CAP resolveu com brilho contra o Jorjão. Está no jogo. Na verdade, dos brasileiros da Liberta, já tem 3 quase lá, 3 no jogo e 1…

Palmeiras, Inter e Fla já na briga por melhores campanhas, Cruzeiro na espera do 2º jogo. CAP já encaminhou o saldo (isso tem quase o valor de um ponto a mais na última rodada), Grêmio sem pontuação, mas com time confiável. Problema brasileiro é o Galo. Em 2 rodadas, já na reza…”

***

E por falar em CAP, o jogo dele com o Jorge Wilstermann da Bolívia, também foi transmitido pelo facebook, com menos reclamações por parte dos usuários. A tecnologia vai sendo apurada a cada jogo. Na semana passada a Folha de São Paulo publicou interessante relato de um cruzeirense sobre a experiência dele como telespectador dessa nova forma de se transmitir futebol:

* “Como foi a experiência de assistir à primeira partida de um clube brasileiro na Libertadores transmitida somente pelo Facebook”

Mateus Luiz de Souza

Pela primeira vez na história um time brasileiro teve uma partida da Libertadores transmitida somente pelo Facebook.

A novidade aconteceu na noite desta quinta-feira (7), no duelo entre Huracán (ARG) e Cruzeiro, na Argentina, na estreia dos times pela competição continental.

O time mineiro venceu por 1 a 0, mas a partida em si é o que menos importa nesse texto, e sim como foi a experiência de ver o jogo pela plataforma Facebook Watch, com mais de 200 mil pessoas ao mesmo tempo.

Para começar, segui os passos iniciais que eu havia lido (Entre no aplicativo do Facebook, toque no ícone assistir. Na barra de pesquisa, procure por “Conmebol Libertadores” e siga a página. Os jogos serão adicionados à sua lista) e não consegui encontrar.

Achei mais fácil ir direto na página da Conmebol Libertadores. Desse jeito, o ícone “ao vivo” aparece na própria página e você já cai na tela com a transmissão. (mais…)


Pressão máxima sobre treinadores. Se em Minas é “fora  Levir”, na Bahia é “fora Enderson Moreira”. Sobrou até pro América!

Em foto da Gazeta Press, o mineiro Enderson Moreira tomando muita porrada da imprensa baiana com mais intensidade do que Levir Culpi em Minas, porém, com mais paciência e respeito nas coletivas  

Estou em Morro de São Paulo (bom demais da conta; indico 100%), acompanhando de longe a situação terrível do Atlético e a pancadaria no técnico Levir Culpi, cujas críticas são as mais pesadas, como por exemplo, essa do Antônio Sérgio Paiva, aqui no blog: “Levir, ex-técnico em atividade. Com ele no comando, nós Atleticanos ainda vamos ter muito pesadelo. Quem viver verá”.

Sempre gostei do trabalho do Levir, mas a reação dele nas entrevistas depois da derrota em casa para o Cerro e ontem para o Nacional em Montevidéu, faz com que me junte ao time de críticos. Ele não pode partir para cima da imprensa e dos críticos sem mais nem menos. Responder a perguntas, simples, sem nenhuma sacanagem implícita, é obrigação de qualquer figura pública. E que ninguém venha me dizer que técnico de futebol não é figura pública, com explicações a dar a milhares e milhões de pessoas. O que ele conseguiu nas duas últimas entrevistas coletivas foi passar insegurança pessoal e desconfiança aos que, como eu, ainda o defendiam.

Mas Levir pode se dar satisfeito, pelo menos por causa do respeito com o qual é tratado, criticado e perguntado. Nosso conterrâneo Enderson Moreira está sob fogo cerrado de toda a imprensa da Bahia, tomando um “pau da gota serena”, como eles dizem. Fazendo a mnha caminhada, ouvi o comentarista Raimundo Varela (de muita audiência no rádio e TV), chamando o Enderson de tudo. “Incompetente” é respeitoso, soa como elogio: “treinador de segunda divisão e olhe lá”. “A diretoria do Bahia arruma um treinador de verdade ou também pede o boné”; “este cara é treinador?”. Sobrou até para o América, no diálogo do Varela com o colega de bancada no programa, João Kalil:

__ Este sujeito veio de onde mesmo?

__ Do América Mineiro!

__ Aí, tá explicado!

E olhem que o Enderson deixou o América em boa situação no Brasileiro da Série A em 2018 e veio para o Bahia para salvar o time do rebaixamento, ganhando três vezes mais que ganhava no Coelho. E conseguiu!

Pacientemente (atributo que adquiriu com muito esforço) o Enderson responde a todas as perguntas, com a compreensão e educação que a função exige de toda liderança. Quando dão na canela dele, nas entrevistas, sobe um pouco a fala, porém no mesmo tom do perguntador, sem excesso de verborragia.

Não sei até que ponto as porradas são justas, já que só os baianos sabem aonde dói o calo e conhecem o dia a dia do time, mas o Bahia está em 5º lugar no campeonato local, correndo sério risco de ficar fora do quadrangular decisivo. Atrás de Bahia de Feira de Santana (15 pontos), Vitória da Conquista, Vitória e Atlético de Alagoinhas, todos com 13, em oito jogos. Falta uma rodada e o Bahia, que tem 12 pontos, além de ter de vencer o Jacupiense na casa do adversário, depende de outros resultados.

A imprensa baiana diz que ele teve os reforços que pediu ano passado, inclusive Guilherme, ex-Cruzeiro, Atlético e tantos clubes, que entrou no segundo tempo no zero a zero com o Vitória domingo, pesadão do mesmo jeito de sempre.

Guilherme (à frente, no site da FBF), pesadão como sempre.

Resumindo: futebol é resultado em campo e paciência tem limite. Quando não o treinador não consegue nem esboçar explicações por maus resultados é porque está na hora de passar o bastão.


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