Blog do Chico Maia

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Jogos do Campeonato Mineiro não servem de parâmetro para aferir os nossos maiores times em relação ao Brasileiro

ROGER

O Acyr Antão comentou no programa “Hora do Coroa”, hoje sobre a “mesmice” do Campeonato Mineiro, que raramente sai de uma decisão entre Atlético e Cruzeiro. E quando alguém o pergunta se os nossos times estão bem preparados para o Brasileiro a resposta é simples: “não sei” porque os adversários do estadual não são parâmetros para aferição.

Deu como exemplo a goleada do Cruzeiro sobre o Tupi, 4 x 0. Com apenas um ponto, o alvinegro juizforano é o penúltimo colocado e demitiu o técnico Éder Bastos.

O Atlético teve enorme dificuldades contra o Uberlândia, no Independência, e venceu por um placar que não corresponde o que foi a realidade do jogo. O time não conseguia sair da marcação bem feita do time do Triângulo e só chegou ao primeiro gol aos 31 do segundo tempo, quando mostrou que a condição física seria insuficiente para resistir à pressão do Galo. A entrada do Maicossuel no lugar do Cazares foi providencial e a vida da defesa do Uberlândia virou um inferno.

O América se garantia entre os quatro primeiros, vencendo a Caldense em Poços, até aos 46 do segundo tempo, quando tomou o gol de empate. A defesa parou, pensando que o árbitro fosse apitar impedimento. Falha infantil.

A seleção brasileiro sub-20 deu vexame e foi eliminada do Sul-americano, competição que dá vaga para a disputa do Mundial, este ano na Coréia do Sul. O trabalho do técnico Rogério Micale começa a sofrer restrições. Importante lembrar que a seleção olímpica ia tão mal na primeira fase do Jogos Rio’2016, que o treinador principal, Tite, teve que interromper o giro que fazia pelo exterior para intervir e dar um novo rumo ao time, que terminou ganhando o Ouro.


As diferenças que nos fazem prever uma grande temporada do Cruzeiro em 2017

ABILA

Foto: SuperFC

Este ano o Cruzeiro tende a se aproveitar dos méritos de ter começado a montar o time da temporada com muita antecedência. Enquanto se livrava do rebaixamento em 2016, Mano Menezes treinava e montava o grupo de 2017, sem pressa. Comparemos aquele amontoado de jogadores colocados à disposição do aprendiz de treinador Deivid em fevereiro do ano passado com os de agora.

Nesta vitória sobre a Chapecoense, com um time considerado reserva, a bola rola fácil. Não importa que o time catarinense também estivesse com uma garotada em campo. O que se viu foi um futebol envolvente, fruto de muito treino tático. E o treinador pode se dar ao luxo de escolher o comandante do ataque entre Ábila e Rafael Sóbis.


Roger faz o certo: escala o que tem de melhor, em um time onde o Otero se torna cada vez mais importante

OTERO

Fotos: SuperFC

O venezuelano Otero vem confirmando a minha convicção de que ele foi a melhor contratação do Atlético dos últimos anos, no que se refere a custo/benefício. Joga muito, tem fôlego para atuar em todas as faixas do campo e é um profissional sério fora das quatro linhas. Foi novamente o melhor em campo, agora nesta vitória sobre o Joinville.

Estou gostando da característica mostrada pelo Roger até agora, de escalar o que tem de melhor, nada de “poupar” jogadores ou fazer “revezamento”, as grandes bobagens dos antecessores dele no Galo em 2016. A tendência é o time pegar ritmo.

ELIAS

Elias recebeu as boas vindas da torcida com muitos aplausos. Deverá ser muito útil nesta temporada.


Lucas Pratto ou Fred? E lá se foi o Pratto . . .

Muitos atleticanos xingando a diretoria por causa da venda do Lucas Pratto para o São Paulo. Acho-o ótimo atacante, mas o Galo não poderia ser dar ao luxo de ficar com ele e Fred, jogadores muito caros e que não podem ser escalados ao mesmo tempo, pois não dá liga. Contra Tombenses da vida, tudo bem, mas contra a turma da prateleira de cima ficou claro ano passado que não deu certo.

Outra reclamação é que reforçou um concorrente direto no Brasileiro. E daí? Quem garante o quê para daqui alguns meses, quando a competição começará? Se não apareceu outro comprador, que o Pratto seja feliz lá, e que o novo patrão nem tanto.


América e Boa cortam o país para eliminar rivais pela Copa do Brasil. Difícil nessa fase são as viagens

ENDER

Que beleza a classificação do América logo no primeiro jogo da Copa do Brasil, nesta nova fórmula de regulamento da competição. Foi ao Acre, eliminou o time de lá e agora enfrentará o Murici de Alagoas. O Boa Esporte também fez bonito e foi a Roraima eliminar o São Raimundo primeira rodada.


Na bola e na vida cotidiana: realidade e irresponsabilidade Sul-americana

ATL

A notícia saiu em milhares de veículos de imprensa: “O Atlético Tucumán (da Argentina) conseguiu uma classificação heroica na Libertadores, ao vencer o El Nacional por 1 a 0, em Quito. O time argentino enfrentou problemas de documentação em seu voo, se atrasou na cidade de Guayaquil, já no Equador. Mesmo com a decisão de adiar a partida em uma hora e meia, a delegação da equipe visitante precisou deixar suas malas no aeroporto e correr de ônibus para chegar a tempo.

De acordo com relatos da imprensa do Equador, o veículo alcançou 130 km/h. Não foi multado, porque estava escoltado pela polícia local, em todo o caminho do aeroporto de Quito até o estádio Olímpico Atahualpa. Sem material esportivo, o Atlético Tucumán entrou em campo com a camisa da seleção argentina, já que o time sub-20 disputa o Sul-Americano da categoria, disputado justamente em Quito.

Na próxima fase, o Atlético Tucumán enfrenta o Junior Barranquilla, da Colômbia. Quem vencer o duelo, entra no grupo 5, de Palmeiras, Peñarol e Jorge Wilstermann”.

 

Realidade Sul-americana II

Vale o destaque ao “heroísmo”, mas não podemos nos esquecer que este é mais um retrato da nossa pobreza financeira e cultural. Trata-se de futebol profissional, da principal competição do continente e prova inequívoca da esculhambação que move as nossas instituições e seus quadros diretivos. Ao invés de destacar esta vitória “heróica” do time argentino, poderíamos estar falando hoje de mais uma tragédia envolvendo uma delegação de futebol. Como da Chapecoense, por exemplo, que a exemplo até da seleção argentina, fretou uma “empresa” aérea de fundo de quintal e tantas famílias choram e vão continuar chorando seus mortos eternamente.

 

Realidade Sul-americana III

O pior é que essa realidade do futebol é a mesma das demais modalidades esportivas, e mais grave ainda: das instituições políticas. Querem esculhambação maior que a escolha dos membros da suprema corte de justiça, do Brasil, por exemplo? Peguemos essa indicação do atual presidente Michel Temer para a vaga do falecido Teori Zawaski. Trata-se do próprio Ministro da Justiça dele, até outro dia advogado de alguns dos maiores bandidos do país, filiado a um dos partidos políticos (PSDB) implicados até o pescoço na Operação Lavajato. Sem falar que o presidente é de outro partido, mais manjado ainda (PMDB), igualmente ou até mais implicado nos mesmos escândalos.

Feliz foi o Raul Seixas que mandou parar o mundo e desceu (cantando a música do Silvio Brito) e não precisou chegar a viver aquela balela dita pelo filósofo austríaco Stefan Zweig, que previu: “Brasil, o país do futuro”.

Bem, voltemos ao futebol, menos podre!


Clubes brasileiros perdem espaço no país para os europeus em escala preocupante

ARQUI

A indicação de leitura foi do advogado Custódio Neto, da Cariogalo. Vejam que bela reportagem do Correio Braziliense, que pode ser constatada por todos nós em nosso dia a dia em qualquer canto do Brasil. E que ridículas e safadas desculpas de cartolas das federações: “Seu filho será torcedor do Barcelona (ou do Real, ou de um Manchester…)”

Como os maiores clubes globais estão roubando o espaço do seu time do coração

Braitner Moreira e Victor Gammaro, do Correio Braziliense

O Barcelona é o time mais popular do Japão. O Manchester United domina China e Índia. Na Argélia, só dá Arsenal. O Liverpool reina na Tailândia. Os maiores clubes da Europa passaram as últimas décadas salteando o público dos países nos quais os times têm nível técnico risível. A novidade é que, agora, estão entre nós. Basta olhar a seu redor, para qualquer aglomeração de fãs jovens de futebol. As agremiações mais ricas do planeta descobriram a América Latina.

Seu filho será torcedor do Barcelona. Se ainda não for: a “ameaça” pode soar até defasada para um pai cuja criança passe o domingo vestindo uma camisa de Neymar ou Messi.

As pesquisas de opinião começaram a encontrar brasileiros natos que se apresentam como torcedores exclusivos de equipes europeias. “Até pouco tempo atrás, isso era impensável para o Brasil. Era uma coisa de Índia e Paquistão. Se esse movimento se confirmar, será um risco para os times daqui”, pondera José Colagrossi, diretor executivo do Ibope Repucom.

O torcedor que passou a ignorar os times daqui é jovem, tem de 16 a 29 anos, está nas classes A ou B e acessa internet rápida pelo celular. O perfil foi traçado pela empresa de pesquisa. “Esse grupo não existia. Agora, passou a existir estatisticamente”, diz Colagrossi. “Ainda está dentro de uma curva de erro que não me permite dizer se é 0,5% ou 2% do torcedor brasileiro, ainda é cedo. Estatisticamente, o importante é que esse grupo não para de crescer.”

A comercialização de uniformes oficiais comprova a tendência do crescimento internacional em nosso solo. A Netshoes vende quatro camisas do Barcelona para cada uma do Botafogo ou do Fluminense.

A oferta crescente de TV a cabo e internet banda larga é a principal parceira dos gigantes europeus. “O amor pelo Barcelona é o amor pelo sublime”, filosofa o sociólogo Luciano Paccagnella, da Universidade de Turim, acrescentando que “vivemos num mundo em que, da classe média para cima, não há mais fronteiras”. Na visão dele, times e atletas vitoriosos seguirão atraindo fãs sem importar o país.

O Barcelona, maior caso de sucesso da década tanto esportiva quanto comercialmente, tem 10,3 milhões de simpatizantes ou torcedores no Brasil — considerando apenas os brasileiros de 16 a 29 anos. Nesta faixa etária, o time catalão já é a quinta maior torcida do país, à frente de Vasco, Cruzeiro e Atlético-MG. O Real Madrid soma 4,9 milhões de torcedores. O Manchester United completa o top 3, com 2,5 milhões. (mais…)


Na segunda rodada do Mineiro, destaque para dois laterais que lutam para não serem chamados de “foguetes molhados”

danilo

Nessa carência de laterais no futebol brasileiro foi muito bom ver duas promessas jogando bem pelo Campeonato Mineiro nesta segunda-rodada: Danilo, ex-América, principal nome dos 3 a 0 do Atlético sobre a Tombense, e Mayke que depois de sete meses encostado, voltou a ganhar oportunidade no Cruzeiro, nos 2 a 1 sobre o Tricordiano.

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E foi bem!

Tomara que ambos mantenham este ritmo. Estão tendo, possivelmente, a última oportunidade de se firmarem em clubes da prateleira de cima. Se não explodirem, serão tachados como novos “foguetes molhados” e vão perambular por clubes pequenos até encerrar a carreira.

No Independência o América empacou contra a URT e não saiu do 0 a 0.

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No Paulista, Rogério Ceni, treinador sob observação, tomou de 4 a 2 do Audax, em sua estreia como comandante.

CENI

Como diria o Adilson Batista, “vamos aguardar!!


Diretor do Galo dá troco em Mano Menezes: “Vitória foi ‘limpa’ e o ‘povão presente”

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Em foto do Superesportes, o diretor jurídico do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha

As duas rodadas do Campeonato Mineiro foram quentes, mais fora do campo, do que dentro. Na primeira, Mano Menezes cutucou o Atlético dizendo que a vitória sobre o América-TO teve ajuda do árbitro. Nesta rodada foi a vez do diretror jurídico do Galo, Lásaro Candido da Cunha, tirar duas lascas no treinador cruzeirense,m em função da reclamação do Tricordiano, por causa de um pênalti não marcado e um gol irregular do Ábila. O pequeno público pagante no Mineirão, hoje, também foi alvo de gozação do dirigente alvinegro, que twittou: “Vitória foi ‘limpa’ e o ‘povão presente’”.

Dentro de campo os dois times estão jogando com o freio de mão puxadoi, por razões óbvias neste início de disputa. Vamos ver no fim do Campeonato quem vai rir melhor.


César Masci é pré-candidato a presidente do Cruzeiro com a proposta de democratizar o estatuto do clube

CESAR

Ele foi muito bom presidente. Sucedeu aos irmãos Salvador e Benito Masci. Este último foi o responsável pela recuperação financeira do Cruzeiro, na sucessão de Carminie Furletti. Ótimo papo do Vinícius Dias com o César no blog Toque Di de Letra.

Confira: * “Pré-candidato, César Masci revela ‘plano de modificações’ no estatuto do Cruzeiro

Presidente entre 1991 e 1994, ítalo-brasileiro defende a revisão de quatro pontos, além da diminuição dos requisitos para candidatura

Vinícius Dias

Nos bastidores celestes, a expectativa é de que o próximo mês marque o início das discussões sobre a possibilidade de modificação do estatuto. Pré-candidato à presidência, César Masci defende que, além da diminuição dos requisitos para disputa das eleições presidenciais, pelo menos mais quatro pontos sejam revistos. Ao Blog Toque Di Letra, o ítalo-brasileiro revelou detalhes de seu plano – duas das medidas já haviam sido antecipadas em janeiro -, prestes a ser formalizado.

“Vou apresentar antes da eleição. Lá para março, mais ou menos, estou entrando com essas propostas. Tenho que apresentar para o presidente do clube e para o presidente do conselho (João Carlos Gontijo de Amorim)”, garante Masci, que esteve à frente do Cruzeiro entre 1991 e 1994. Embora pré-candidato, ele faz questão de reafirmar que não se vê como nome de oposição a Gilvan de Pinho Tavares. “Aceito até uma composição”, disse em entrevista no mês passado.

Da relação do clube com seus sócios-torcedores à composição do Conselho Fiscal, passando pela gestão do departamento de futebol, confira, a seguir, os principais pontos.

Sócio-torcedor e Conselho Fiscal

Adotando o discurso de “devolver o Cruzeiro para o torcedor”, César Masci prega “maior valorização do sócio-torcedor”, que passaria a ter o direito de participar de processos decisórios, incluindo as eleições presidenciais. Hoje, apenas membros do Conselho Deliberativo votam. Se aprovada a medida, vislumbra a marca de 150 mil sócios no centenário, em 2021 – segundo o ‘Movimento Por Um Futebol Melhor’, atualmente são 79 mil.

Em relação ao Conselho Fiscal, ele defende a exigência de graduação em Contabilidade (Ciências Contábeis) ou Economia para exercício da função, visando ao “melhor exame dos relatórios técnicos”. O Conselho Fiscal conta com seis membros – três efetivos e três suplentes -, com mandato de três anos. O estatuto veda a remuneração.

Salários e direitos dos jogadores

Defensor da descentralização das decisões ligadas ao futebol, César Masci propõe que o acerto com “atletas com altos salários” seja acompanhado e aprovado previamente pelo Conselho Deliberativo. A aplicação partiria da definição de tetos salariais por níveis – atletas com passagem por seleção, com participação em grandes títulos do clube, entre outros. Nos casos em que os valores fossem superiores ao teto fixado, seria exigida a aprovação prévia por parte do conselho.

Crítico do atual formato de relação entre clubes e empresários, ele ainda defende que seja estabelecida a exigência de que o clube “fique com, no mínimo, 50% do passe (direitos econômicos)” dos atletas, não permitindo que os “empresários sejam proprietários quase que integralmente de seus passes”. Nesse cenário, o Cruzeiro teria direito a pelo menos metade dos valores em caso de venda futura.

http://toqdiletra.blogspot.com.br/2017/02/pre-candidato-cesar-masci-revela-plano-de-modificacoes-no-estatuto-do-cruzeiro.html

 


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