Blog do Chico Maia

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Vice do Internacional, que foi infeliz na fala, pede desculpas e diz que “se cair, Inter cairá com dignidade”

FERNANDO

Menos mal. Fernando Carvalho sempre foi muito respeitado como um dos dirigentes mais sérios e brilhantes do futebol brasileiro. Deu uma derrapada em uma frase, enfrentou as consequências, mas está consertando. Por ser gente do bem, já já estará absolvido pelo público em geral. Notícia do Uol:

* “Vice do Inter atribui fala “insensível” à edição e nega virada de mesa”
O vice-presidente do Internacional Fernando Carvalho explicou à rádio Bandeirantes, neste domingo (04), a sua polêmica fala a uma TV de que “adiar a rodada final do Campeonato Brasileiro por conta do acidente com o elenco da Chapecoense prejudicaria o Internacional, que está vivendo sua tragédia particular”. O dirigente afirmou que se sente triste pelas mortes na queda do avião e que a matéria foi editada.

“De repente em meio a uma entrevista, onde eu destaquei essa minha posição, foi me feita uma pergunta sobre o adiamento da rodada. E eu usei a palavra tragédia pra definir a situação do Internacional do Campeonato Brasileiro. E imediatamente pedi desculpas. Essa entrevista foi editada, como se eu só tivesse tratado disso, quando na verdade eu tratei de toda a matéria envolvendo a Chapecoense”, disse Fernando Carvalho.  (mais…)


Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu

CHAPE

Senhoras e senhores amigos do blog, abro o twitter e me deparo com essa mensagem do Chico Pinheiro recomendando a coluna do Fred Melo Paiva, ontem, no Estado de Minas:

Chico Pinheiro ‏@chico_pinheiro 

“Vou emoldurar, caríssimo @fredmelopaiva. Nítido retrato desses tempos sombrios em que corremos o risco de sermos invadidos por outros povos!”

http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/colunistas/fred-melo-paiva/2016/12/03/se-coluna_fred_melo_interna,369205/eis-que-chega-a-roda-viva-e-carrega-a-saudade-pra-la.shtml

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E depois, li a coluna do Fernando Rocha, no Diário do Aço de Ipatinga. Vale a pena ler, tudo.

“Dificil de entender”

Iniciei no jornalismo em 1977. Lá se vão 39 anos de lutas, dos quais pelo menos trinta deles foram vividos dentro do jornalismo esportivo, seja no jornal, rádio ou TV.

Sinceramente nunca imaginei que fosse presenciar uma tragédia como esta, que vitimou a delegação da Chapecoense e vários colegas de profissão.

Embora hoje intimamente me considere um profissional maduro, capaz de separar alhos de bugalhos ou joio do trigo, confesso que também não me sinto preparado para suportar, e muito menos  escrever, comentar, descer a minúcias a respeito de tudo o que aconteceu em torno dessa tragédia.

Tenho, claro, uma religião, acredito em Deus, mas fica muito difícil entender como é permitido que aconteça algo assim, tão terrível, atingindo tanta gente de uma só vez, na maioria jovens, no exato momento em que viviam o ápice de suas carreiras.

No auge da comoção, terça-feira, após a queda do avião na Colombia, questionei a mim mesmo a escolha que fiz em ser jornalista, ao invés de ter seguido os conselhos dos meus pais, que me queriam trabalhando na Usiminas ou em alguma outra grande empresa, logo após ter concluído um curso técnico na área industrial.

Talvez sofresse menos numa hora dessas, pensei. Este acidente poderia ter acontecido comigo em uma das muitas viagens que fiz por este país e pelo mundo afora fazendo  cobertura esportiva; com jogadores do Atlético, Cruzeiro, América, ou nos bons tempos com a delegação do Ipatinga, que cruzou os céus do país nos representando nas principais competições nacionais.

É claro que estamos sujeitos a sofrer acidentes a qualquer momento, mas acho ser imprescindível, fundamental, que a partir de agora, além de uma completa investigação sobre o caso, clubes do mundo inteiro, sobretudo aqui no Brasil e América do Sul, discuta, repense a questão da segurança, pois é inadmissível que vidas humanas sejam colocadas em risco, sob pretexto de economizar com redução de custos.

Por outro lado, vendo a solidariedade do povo colombiano diante da tragédia, acabo convencido de que o futebol, que quase sempre imita a vida, ainda tem jeito, tem conserto, principalmente no que diz respeito à violência e a ótica equivocada como se enxerga esse esporte hoje por parte das torcidas.

Muito difícil de aceitar que um time inteiro do futebol brasileiro, o time da Chapecoense, desapareça em segundos num acidente de avião a caminho de uma decisão, neste caso da Copa Sul-Americana. E também desapareçam companheiros, ilustres colegas da imprensa.

  • Não sei nem mesmo se isso pode ser visto como um consolo, mas também nunca vi, em toda a minha vida, na história do futebol, uma solidariedade mundial tão comovente como a que está acontecendo agora, onde todo o planeta, seja de dentro do futebol ou fora dele, abraça a Chapecoense. E chora junto com os familiares das vítimas. Mais do que isso, os principais clubes nacionais já manifestaram interesse em colaborar para a sobrevivência e erguimento do clube catarinense.
  • A CBF também acertou ao adiar a decisão da Copa do Brasil e a última rodada do Campeonato Brasileiro, porque não há mesmo clima para se jogar ou assistir futebol num momento desses. Agora, é preciso ficar atento aos oportunistas, como é o caso do presidente do Internacional, que além de ir à justiça esportiva tentando tirar pontos do Vitória, alegando uma irregularidade que a CBF já disse não existir, busca o cancelamento definitivo da última rodada do Brasileiro com o claro objetivo de se beneficiar com uma virada de mesa para escapar do rebaixamento pela porta dos fundos.
  • O único jogo que não deve mesmo ser realizado na última rodada, prevista para o próximo domingo,  é o da Chapecoense com o Atlético, que também não influencia em nada na tabela de classificação. Mas precisou do presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, vir a público dizer que nada ou ninguém faria Galo jogar em Chapecó, por conta dos acontecimentos. A CBF, sempre omissa, deveria ter feito isso logo após a tragédia.
  • Na próxima quarta-feira Grêmio e Atlético decidem a Copa do Brasil, e no próximo domingo tem de haver a última rodada do Brasileirão, pois são muitas as questões a serem resolvidas, tais como vagas na pré-Libertadores, rebaixamento, premiação que depende da posição dos clubes na classificação e outros. Infelizmente ou felizmente a vida tem de seguir, mesmo que a realidade seja dura e difícil. (Fecha o pano!)

Morre Willian Ribeiro Nunes, Conselheiro do Atlético

WILLIAM

O Conselho Deliberativo do Atlético enviou e-mail  comunicando o falecimento do Conselheiro Nato WILLIAN RIBEIRO NUNES: “Conselheiro desde a década de 1960, foi atleta do Clube, ex-diretor de futebol amador e assessor da Presidência. Era comerciante, tendo prestado relevantes serviços ao Clube. Seu corpo está sendo velado no Funeral House desde ontem e o sepultamento está marcado para às 16:30h de hoje, dia 03/12/2016 no Cemitério Parque da Colina”.


Jogadores do Inter chamados de “pipoqueiros, vagabundos…” pelo ex-atacante Dinei

DINEICRU

Uma fala forte, mas ele é assim mesmo. Costuma exagerar até quando brinca. A maior lembrança que tenho do Dinei quando jogou no Cruzeiro é da brincadeira dele com colega nosso. Na Toca da Raposa I, deu um empurrãozinho nele. Mas se esqueceu que estavam na beira da piscina e lá se foi o companheiro para a água, com todo o equipamento pendurado nos ombros.

Dinei pediu mil desculpas e pagou o prejuízo já que câmeras e lentes ficaram inutilizadas.

A notícia e o vídeo estão no portal do jornal Lance!

* “Em vídeo, ex-jogador Dinei critica atletas do Inter: “Pipoqueiros, vão cair para a segunda divisão””

Ídolo da torcida do Corinthians contestou desejo dos jogadores colorados em cancelar a última rodada do Brasileirão

DINEICRO

Ex-atacante e ídolo do Corinthians, Dinei detonou a postura dos jogadores do Inter em vídeo que circula nas redes sociais. Usando palavras fortes como “vagabundos” e “pipoqueiros”, o veterano detonou a atitude dos colorados, que não querem atuar na última rodada do Brasileirão.

Na zona de rebaixamento do Brasileiro, os jogadores da equipe gaúcha concederam entrevista coletiva na última quinta-feira, assim como o presidente Vitorio Piffero. (mais…)


Enquanto a banda podre da política apronta em Brasília, Medellin dá um exemplo de que o mundo tem jeito

MEDELLIN, COLOMBIA - NOVEMBER 30:  Fans of Atletico Nacional hold a placard showing support to Chapecoense during a  tribute to brazilian soccer team Chapecoense following fatal airplane crash at Atanasio Girardot Stadium on November 30, 2016 in Medellin, Colombia. Players of Chapecoense were flying to Medellin to play the first leg Final match against Atletico Nacional as part of the Copa Sudamericana on November 30, 2016. (Photo by Marcos Ruiz/LatinContent/Getty Images)

Os manjados de sempre tentam intimidar e amordaçar o Ministério Público e a Justiça no Congresso em Brasília, mas luzes se acendem na Colômbia. Aquela manifestação de ontem no estádio de Medellin mostrou que ainda dá para ter esperanças em um mundo melhor e que o ser humano tem jeito. Que solidariedade, que demonstração de apoio latino-americano, exemplo mundial!

E um convite à razão e à sensatez a brasileiros e a quem gosta de futebol no planeta: é possível fazer do mundo da bola um ponto de união, de festa, em que as preferências sejam respeitadas e a disputa se restrinja às quatro linhas até o apito final do árbitro.

E hoje essa notícia oficial, confortante, que estampa a capa do portal do jornal O Tempo:

* “Chapecoense é a campeã da Copa Sul-Americana, declara Conmebol – Com a decisão, a Chapecoense estará automaticamente garantida na fase de grupos da Copa Libertadores de 2017 e também vai fazer a decisão da Recopa contra o Atlético Nacional”


Roger é uma aposta como outras que o Atlético fez em sua história tipo Telê, Levir, Cuca e outras…

TELELUIZ

O Atlético buscou Telê Santana no juvenil do Fluminense para comandar o time que seria campeão brasileiro em 1971. Uma feliz aposta do Galo. Aproveito esta foto para homenagear ao Luiz Carlos Alves (esquerda) jornalista mineiro pioneiro no empreendedorismo da comunicação e das grandes coberturas esportivas nacionais e no exterior.

***

Gostei da contratação do Roger para técnico do Atlético em 2017. Em conversas com companheiros da imprensa e lendo os comentários aqui no blog, noto que há um consenso: trata-se de uma aposta em um profissional emergente no futebol brasileiro, que tem todas as credenciais para dar certo. Estudioso, além de conhecer como poucos um vestiário e o ambiente fechado dos jogadores, por ter sido um deles. Jovem, muito trabalhador que busca o seu espaço definitivo entre os treinadores da prateleira de cima. Sujeito simples, respeitador das opiniões alheias sem abrir mão das próprias convicções.

Alguém aqui do blog disse que o “Galo nunca se dá bem com essas apostas…”. Engano. Os mais velhos vão nos lembrar que Telê Santana e Barbatana foram “apostas”. Eu me lembro bem, pois foi no início da minha vida de repórter em Belo Horizonte, que Procópio Cardoso foi outra, no início dos anos 1980. Depois Levir Culpi, em 1994, para juntar os cacos do que sobrou da “Selegalo”. E o que dizer do Cuca? Não foi uma aposta das mais arriscadas? Tinha fama de “não ganhar nada” e acabava de ser demitido do maior rival. Resta aguardar e conferir se o Roger terá o sucesso do Telê (campeão brasileiro), Levir (campeão da Copa do Brasil e Recopa), Cuca (Libertadores) ou Procópio (vice-brasileiro), os próprios Levir e Telê que tiveram outras excelentes passagens, chegaram perto de títulos mas não levantaram outros canecos com o clube.

Tenho certeza que Roger não será uma aposta tipo o Arthur Bernardes (pós-Jair Pereira em 1991, lembram dele?), nem o saudoso Lori Sandri e tantos outros que se configuraram grandes equívocos das diretorias das épocas.


58% da torcida aprovam Roger Machado, que está em Belo Horizonte para assinar como técnico do Atlético na próxima temporada

ROGER

Foto enviada pelo Rodolfo Leon, a quem agradeço

Enquete feita pelo programa 98Futebol Clube, da 98FM aponta que dos 2.342 que responderam até agora, 58% preferem o ex-comandante do Grêmio. 17% “Prefiro outro” e 25% “Sei lá, eu sou Cruzeiro”. Eu também gostei.

Vinte dias atrás o presidente Daniel Nepomuceno me disse que gosta muito do trabalho do técnico Roger Machado. A partir daí tivemos o seguinte diálogo:

__ Já está acertou com ele para ser o comandante do Atlético em 2017?

__ Não! Não converso com ninguém enquanto o Marcelo estiver no comando.

__ Mas você pode mandar alguém conversar, não?

__ Não, não faço isso!

Ah, bom! Então tá!

Agora há o jornalista Marcellus Madureira informou via twitter e Gazeta Esportiva Net:

* “Roger Machado está em Belo Horizonte e deve fechar com o Galo”

O técnico Roger Machado já está em Belo Horizonte. O treinador desembarcou no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana da capital mineira, no início da manhã desta quarta-feira, e seguiu direto para a sede do clube para conversar com o presidente, Daniel Nepomuceno.

Desde a saída de Marcelo Oliveira, o treinador foi cotado para a vaga. Por estar na Europa à reunião já tinha sido agendada para o dia 30. Inicialmente a conversa aconteceria em Porto Alegre, já que o Galo estaria na capital gaúcha para a final da Copa do Brasil.

Por causa da tragédia com o avião da Chapecoense o encontro foi remarcado para Belo Horizonte, embora a data tenha sido mantida. (mais…)


Tragédia consumada, comoção total, agora é hora de apurar as causas e possíveis responsáveis

LAMIA

Muitos fatos novos surgirão em função das apurações. Um grupo de whatsapp envolvendo pilotos e especialistas em segurança aeronáutica está pipocando com diálogos entre eles e um estrangeiro, dono de hangar onde se abastece este tipo de avião. Frases como: “de acordo com a convenção internacional a Anac permitiria voo fretado desde que a cia. aérea fosse brasileira ou colombiana já que há companhias dos dois países fazem este roteiro, o que não era o caso dessa da empresa da tragédia (o Atlético fretava aviões da Gol para os jogos fora pela Libertadores); a autonomia de voo do avião era a mesma da distância a ser percorrida, sem margem para um imprevisto; de Santa Cruz de La Sierra a Medellin são 3 mil km, a mesma da autonomia; o peso dos equipamentos da delegação, o vento contra e outros fatores não foram considerados ou mal avaliados; o piloto era o dono da empresa e do avião, que é seguro, fabricação inglesa, porém precisa ter plano de voo corretamente programado; dono era venezuelano; economia porca que gerou uma pane seca; comandante omitiu essa pane porque a multa que receberia o quebraria”.

Recebemos dois comentários muito interessantes aqui no blog, que merecem reflexões e que repasso a vocês. Do Márcio Amorim e do Pablo Oliveira. Adianto que apesar de todo o respeito pelas opiniões do sempre sensato Márcio, discordo dele, já que antes de falar em “desígnios de Deus” é preciso que se apure eventuais culpas e tudo indica que não foi falha mecânica e sim pane seca em consequência de economia porca de um lado, ganância e omissão do outro. Ou seja, há culpados a se descobrir. Neste caso, concordo com o do Pablo de Oliveira:

Disse o Márcio Amorim:

* “Caro Chico!
A vida é feita de mistérios insondáveis. Tentar entender o que aconteceu é o mesmo que tentar desvendar o mistério da nossa existência e da fragilidade da vida humana. Não há o que falar. Há que se refletir e rezar pelos que se foram e pelos que ficaram com esta dor infinita.

Será que havia a necessidade de escrever certo por linhas tão tortas? Não vamos (nem podemos) questionar os desígnios de Deus. O que ficou escrito e que vai retumbar para sempre em nossos corações é que a brutalidade do fato descobre e expõe um sentimento de solidariedade nos quatro cantos do mundo. São linhas muito tortas, mas o resultado é um ensinamento misterioso e fantástico.

Ainda que apareçam seres com aspectos de humanos que não fazem parte desta solidariedade, pela simples incapacidade de ter qualquer sentimento nobre em relação a tudo que a tragédia trouxe, devemos agradecer pela imensa lição que foi para nós os “humanos”: não existe nenhuma cor de camisa que seja superior ao grande ensinamento “ama o próximo como a ti mesmo!”

Chapecó, seu povo, o clube, os familiares merecem o nosso respeito eterno e as nossas preces.
Somos impotentes para ir além”.

Agora o que disse o Pablo de Oliveira:

* “Absurdo o Piloto ter feito esse trajeto com combustível no limite.
Viajando de carro por uma estrada onde não conhecemos se o veículo entrar na reserva já ficamos tensos imagina um avião.
Com o aeroporto fechado para a prioridade do outro avião que relatou vazamento de combustível, ele teve de esperar fazendo círculos no ar, e essa espera foi fatal….
Esses aviões fretados tem que ser melhor fiscalizados, absurdo as Autoridades Bolivianas terem autorizado um plano de voo desses…”.

Pablo de Oliveira


Que dia difícil de passar!

AVIAO

É tanta gente tão próxima, de um mundo em que vivo desde criança, que o sentimento é de perda de parentes e amigos muito ligados. Em poucas vezes me senti tão deprimido na vida. Talvez só no dia em que perdi meu pai, em 2002.

Jogadores de futebol, treinadores, preparadores, médicos, jornalistas, radialistas, dirigentes, enfim, todos nós, lutamos muito para conseguir um espaço neste meio, na maioria absoluta dos casos. É muita batalha, renúncias, incompreensões, competição. O futebol é um dos maiores agentes de inserção social do Brasil, trampolim de onde gente simples de qualquer canto desse país desigual salta para o sucesso no mercado de trabalho. Muitos para melhorar a situação de suas famílias e comunidades.

Ainda mais quando se trata de um clube como a Chapecoense, de uma cidade de porte médio, vivendo um sonho, fruto de trabalho sério, modelo para coirmãos pequenos, médios e grandes.

A rotatividade no futebol é enorme e todo mundo se conhece, nem que seja apenas através de contatos rápidos. Quantas dessas vítimas já passaram pelo futebol mineiro? Caio Jr., jogador do Cruzeiro, Bruno Rangel e Kempes do América. Os caríssimos companheiros de imprensa, alguns com quem tive o prazer de trabalhar na mesma empresa, caso do Mário Sérgio na Band, ou nos tempos em que ele foi técnico do Atlético. Paulo Júlio Clement, de coberturas memoráveis de Pré-Olímpico, Copas América, Copas do Mundo, dos tempos dele como repórter do O Globo e agora na Fox Sports. Vitorino Chermont fez bons amigos em Belo Horizonte, principalmente durante a cobertura das últimas Libertadores da América, também pela Fox. Deva Pascovicci é um dos colegas mais elogiados pelo Mário Marra, mineiro que faz sucesso na imprensa de São Paulo. Conta que o Deva foi um dos principais apoiadores que ele teve em seu início na capital paulista, um ser humano muito especial. Ironia do destino, o Deva lutou bravamente contra um câncer bravo, durante três anos e venceu.

O filho do Caio Jr. contou em entrevistas não estava no voo porque esqueceu o passaporte em casa. Situação semelhante ocorrida comigo, e que me faz repensar a vida todo fim de ano, quando dezembro se aproxima. Vai fazer 30 anos, dia 1º, que três amigos queriam me dar uma carona para Sete Lagoas e eu agradeci. Passaram na Rua Paraíba, onde ficava a Rádio Inconfidência meu local de trabalho na época. Não fui porque era dia de prova na Faculdade de Direito e eu pensei que eles fossem se atrasar e me complicar. Optei por um dos ônibus especiais que levavam diariamente os estudantes para a Faculdade em Sete Lagoas. Chovia forte, os ônibus se atrasaram demais para sair do centro de Belo Horizonte e chegar à BR-040 que era de pista simples na época. No meio caminho o trânsito quase parou, na região de Andiroba/Esmeraldas. Acidente. Com o ônibus trafegando a 20 Km/h, em meia pista, me foi possível ver quase a metade do Ford Del Rey dentro da cabine de um caminhão Mercedes 1113. Me recusava a acreditar, mas eram eles: Zé Carlos ao volante e Marco Antônio Padrão no banco do carona. Mas faltava um, Éder, deixando uma ponta de esperança que não fossem os meus amigos. Mas, desfeita quando me informaram que ele foi retirado com vida do carro e levado ao Hospital de Sete Lagoas, onde morreu pouco depois da entrada. Foi como nascer de novo, mas nunca vou esquecer a imagem dos três caixões no velório no dia seguinte, além da falta que fazem até hoje!

Porém, como gostava sempre de repetir o saudoso Dirceu, o “falso ponta” do Telê Santana na Copa da Espanha, “vida que segue!”. Doída, mas que segue!


Acidente com avião da Chapecoense: que péssima sensação, acordar e tomar conhecimento de uma notícias dessas!

acidente

Madrugada e no rádio a informação da queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Você pensa que está tendo apenas um pesadelo, mas a rádio traz mais informações. Torce para que seja sonho mesmo, muda de emissora e novas informações: foi um pouso forçado, talvez por falta de combustível. Não, foi pane elétrica!

Liga a TV, a internet e um bombardeio de informações, muitas desencontradas. Finalmente notícias animadoras:

ALAN

o lateral “Alan Ruschel, ex-Inter, é o primeiro jogador da Chapecoense resgatado na Colômbia”.

Depois outra: o goleiro Danilo também está bem e ligou para a esposa . . .

danilo

e a madrugada começa a virar dia e nós na torcida para que a tragédia com a delegação da Chapecoense tenha consequências mínimas!

CHAPE2

Primeira nota oficial da Chapecoense


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