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Blog do Chico Maia | O seu espaço interativo | Página40

Blog do Chico Maia

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A simplicidade e competência de Enderson Moreira, que poderá ser campeão com o Botafogo, com menos recursos e menos estrutura que o Cruzeiro

Foto: O Globo

Ótima entrevista do treinador botafoguense ao O Globo. Pegou o time numa situação difícil na Série B e garantiu o acesso à A com duas rodadas de antecipação. No primeiro ano do Cruzeiro na segunda divisão, ele conseguiu zerar os seis pontos de punição da FIFA nas duas primeiras rodadas e começou muito bem a disputa. No primeiro baque, foi demitido, dentro daquela máxima de que “Santo de casa não faz milagres”.

Outra característica admirável do Enderson é a mineiridade dele. Valoriza o nosso estado em toda oportunidade que tem. Como nesta conversa com O Globo, em que ele destaca Fortuna de Minas, a encantadora cidade onde mora, 35 Km depois de Sete Lagoas, vizinha da terra do pai dele, que é Cachoeira da Prata. Vale lembrar que também em Fortuna, mora o Vitor, ex-goleiro do Cruzeiro; o ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas, agora comentarista da Rádio Itatiaia e Orlando Augusto, grande jornalista, apresentador do programa Jogada de Classe (https://www.facebook.com/orlandoaugusto.carneiroguerra/videos/269755441764228), e até há pouco tempo morava lá o Raul Plasman, ex-goleiro do Cruzeiro e Flamengo.

Mas, o assunto agora é Enderson Moreira, que na última rodada enfrentará o Brasil em Pelotas, lanterna da competição. O concorrente ao título, Coritiba, que tem dois pontos a menos, recebe o CSA.

A entrevista do treinador:

* ‘O Botafogo é um dos pilares do futebol do Brasil e precisa resgatar isso’, diz o técnico Enderson Moreira

Rodado treinador mineiro recusa alcunha de salvador da pátria do alvinegro…

(Tatiana Furtado)

Enderson Moreira saiu de Fortuna de Minas rumo ao Rio, de carro, com contrato de cinco meses e uma missão: reorganizar o futebol do Botafogo e levá-lo de volta à Série A. O rodado treinador de 50 anos recusa a alcunha de salvador da pátria alvinegra, não se ilude com a lua de mel de momento e deixa as chaves a postos se precisar refazer o caminho de volta para casa. Mas continua sendo um apaixonado pelo que faz, e até se pega cantarolando na estrada: “Técnico bom, é o Enderson”, paródia de Marcelo Adnet para “Marrom Bombom”, do grupo Os Morenos, sucesso entre a torcida alvinegra.

*Quando aceitou o convite para treinar o Botafogo, no meio da temporada, o que esperava encontrar e o que realmente encontrou?*
Quando você chega num clube como o Botafogo, o objetivo é muito claro. Tem que conquistar resultado porque a pressão é enorme. Mas internamente o ambiente era bom. A expectativa e imagem que as pessoas têm do Botafogo, não condizem tanto como é realmente o clube. Mesmo com essas dificuldades é um clube organizado. Aquela ideia de clube desorganizado não existe, e isso facilitou muito.

*O elenco escolhido levou em conta a questão do grupo. É fundamental o ambiente bom?*
Isso é tão importante quanto as outras coisas (talento, técnica). É a gestão do grupo e como esse grupo se relaciona. No futebol, os atletas são levados a ser muito individualistas, mas é um esporte que só funciona no coletivo. Prefiro ter um elenco com boa capacidade de entendimento da questão coletiva porque isso ajuda muito no processo. No momento mais difícil do clube eles tiveram a capacidade de enfrentamento, não se omitiram e a torcida sente.

*Pode-se dizer que a química com a diretoria e com o elenco foi instantânea?*
A primeira conversa no vestiário foi: “Não está chegando aqui nenhum Salvador da Pátria”. Falei que tudo que eu tenho é uma forma de trabalhar e que precisaria que eles abraçassem as minhas ideias. Tentaram abraçar as ideias desde o primeiro jogo, e estão sempre tentando fazer.

*Você é tido como um técnico que transmite as ideias de forma muito clara. Também ouve os jogadores?*
Eu não quero que o atleta faça o que eu quero só porque estou mandando. Preciso que eles façam porque eles acreditam realmente que é a melhor coisa a ser feita. Então é um trabalho de convencimento constante. Eles precisam saber os porquês. Se eles me propõem uma mudança também tem de ser bem argumentada. Nós conversamos muito. Eu digo que o trabalho de toda a comissão é de facilitar o trabalho deles, ajudá-los a desempenhar cada vez melhor em campo. Temos construído isso na temporada.

*Antes de chegar, você sabia apontar os problemas?*
Antes de eu vir, eu acompanhei a derrota para o Goiás. Foi jogo muito ruim. Isso me deixou atento. Cheguei para dar uma ajustada no time com as minhas ideias, mas sabendo que não ia conseguir fazer tudo num primeiro momento. Conseguimos rapidamente resultados não com boas atuações, mas com um pouco mais de consistência defensiva.

*A defesa foi sua prioridade?*
Em campeonatos de pontos corridos, o time que tem mais destaque quase sempre é aquele que tem boa estrutura defensiva definida. É assim que eu vejo o futebol moderno. Um jogador moderno é o que tem a mesma capacidade tanto defensiva como ofensiva.

*Qual foi o maior desafio?*
O jogo posicional que eu tenho como proposta é o desafio maior. É mais difícil do jogador entender no Brasil e demanda um pouquinho de tempo. Em alguns momentos, o jogador precisa esperar a bola chegar. Mas o jogador brasileiro gosta muito de ir ao encontro da bola. Estamos evoluindo, mas tem de ter paciência.

*O Carli estava sendo pouco utilizado. Por que decidiu trazê-lo de volta?*
A primeira coisa que perguntei ao Freeland (Eduardo, diretor de futebol) foi se ele estava com alguma limitação para jogar. Não havia. Acreditei muito que ele pudesse ser a nossa referência dentro de campo. Não adiantava ter um jogador com com a liderança dele fora do processo. Fizemos a reincorporação dele, recuperou-se fisicamente, teve algumas dificuldades no começo, mas conseguiu fazer a função muito bem.

*O Navarro encaixou bem no seu estilo de jogo? E o Chay?*
Eu sempre gostei de jogar com centroavante e com meia. São posições que a cada dia temos mais dificuldades de encontrar. O Navarro é um jogador que ajuda muito defensivamente, tem muita força e faz muito movimento de profundidade. Isso casa muito bem comigo. O Chay tem uma história muito bacana. Não teve grandes oportunidades mais jovem, mas de repente as coisas aconteceram. Como ele não teve a mesma preparação física de quem joga na base, tivemos preocupação com isso. Ele fazia um jogo muito bom, mas no outro não conseguia sustentar até o fim. Entendemos isso e conseguimos promover uma sequência maior de jogos, que foi muito importante.

*O Botafogo mudou quase todo o elenco. É o melhor a fazer?*
Quando um gigante cai a primeira coisa que vem na cabeça é que tem de tirar todo mundo. Quando você não tem uma uma base de sustentação, a equipe está sendo criada em cima de nada. E o começo é sempre muito difícil. No Botafogo, está dando certo, mas poderia ter dado errado. O risco é grande. Mas o Botafogo não tinha outra alternativa porque o elenco era oneroso.

*Como você lida com essa pressão da torcida? No jogo com o Avaí, houve o bate-boca com alguns torcedores…*
Eu não sou um cara midiático, não faço média com ninguém e respeito demais o torcedor em todo lugar que eu vou. Mas naquele dia eu tomei as dores dos jogadores, como se fosse um pai querendo protegê-los. Eles não mereciam ser vaiados. Mas o torcedor é a principal razão de ser de um clube. Vou te falar que em três ou quatro jogos, se não é a nossa torcida aqui, não teríamos ganhado. Eles foram nossos centroavantes.

*Por isso você evita redes sociais?*
Agora eu tive de fazer uma conta oficial para ver se eles param de fazer essas fakes. Fico chateado, nunca tive redes sociais e vários se passam por mim. Falam como se fosse eu e, às vezes, até acredito que fiz alguma coisa e não me lembro (risos).

*Então você viu a paródia feita pelo Marcelo Adnet. Aprovou?*
É impossível não ter acompanhado, né? Foi muito bacana. Às vezes eu me pego dirigindo e vem a música. Me sinto muito homenageado assim. Eu sou apenas um grãozinho de areia nessa praia toda aqui que é o Botafogo. Às vezes, eu acabo aparecendo mais, mas eu queria estabelecer uma justiça. É um trabalho muito coletivo, não é o trabalho do Enderson. O Enderson sozinho não conseguiria nada.

*Você quase sempre deixa a família em Minas. Por quê?*
Em Curitiba, eu assinei um contrato de locação na sexta-feira; na segunda-feira de manhã, fui mandado embora. É uma uma concessão que você faz quando abraça a profissão. Eu sou muito feliz com o que eu faço, eu não vejo isso como trabalho. O trabalho mesmo é a pressão externa. Mas é uma profissão muito solitária. Eu prefiro não sair muito por causa da exposição. O tal do iFood é uma invenção para treinador.

*Este ano, você esteve internado por Covid-19, perdeu sua sogra e teve um infarto. Pensou em dar um tempo do futebol?*
Quando eu estava com 40 anos, tive um AVC transitório. A partir daquele momento, minha vida mudou muito. É uma vida muito estressante, então comemoro os bons resultados e aproveito a vida. Gosto de dirigir, de andar de moto, jogar squash, ouvir música, vinil, pedalar. Lá na fazenda, em Minas, criei um Instituto para compartilhar mais com as pessoas da região.

*Você costuma ir de carro para as cidades onde vai trabalhar. Ele vai ficar na garagem do Rio ano que vem?*
Isso é com o presidente. Eu comprei um apartamento aqui, mas não foi por alguma promessa da diretoria. Eu gosto daqui, é muito perto de BH e vou tem um lugarzinho aqui quando vier. Eu tinha um FGTS parado e aproveitei para investir aqui. Eu estou muito feliz aqui e gostaria muito de continuar.

*Hoje, a torcida do Botafogo é a mais feliz do Rio, ao contrário de qualquer análise feita meses atrás?*
Eu espero que eles possam se sentir bem representados pelo time dentro de campo, que tenta fazer o seu melhor. Ninguém queria que a queda acontecesse, mas se aconteceu o clube precisa tirar coisas positivas. O Botafogo está buscando outro caminho, e isso é fundamental para reestruturação do clube. Esse clube é gigantesco, é um dos pilares do futebol brasileiro e precisa resgatar isso. Espero que a torcida realmente possa estar muito feliz no final deste ano. E acho a conquista da Série B muito importante para mostrar que essa conquista foi o divisor de águas de um novo caminho.

https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/o-botafogo-um-dos-pilares-do-futebol-do-brasil-precisa-resgatar-isso-diz-tecnico-enderson-moreira-25277139

Mais sobre a recuperação do Botafogo:

“Da pior campanha do clube na Série A ao acesso antecipado: como o Botafogo se reconstruiu em nove meses”

Sob a égide do profissionalismo, Alvinegro não mudou os rumos do planejamento e apostou no bom ambiente com poucos recursos (mais…)


Sampaio Corrêa 1 x 1 Cruzeiro. Um dos piores jogos do ano, com jeito de “marmelada”

Foto: twitter.com/sampaiocorrea

Opinião de cinco jornalistas e dois conhecedores do futebol, um que jogou muito e foi um grande treinador e um agente FIFA, Roberto Tibúrcio: @RobertoTiburcio “na época que comecei (década de 70)…nós gritaríamos: “É MARMELADAAA” eu postei aos 10 do 2º tempo (se ocorrer um gol para qualquer um dois lados ai: será obra e graça do acaso!) Eles queriam chegar aos 47 pontos! Muito RUIM ver isso!”

Paulo Galvão, do Estado de Minas: @paulogalvaobh “Que coisa horrorosa a partida Sampaio Corrêa 1 x 1 Cruzeiro. O segundo tempo, então, foi tenebroso. Torcedores mereciam mais respeito de ambos os lados.”
Edu Panzi, da Radio Itatiaia: @edupanzi “A sorte do Cruzeiro é a incompetência ainda maior de Londrina, Vitória, Remo, Confiança… que tiriça”
Luciano Dias, da Band @jornlucianodias “Sampaio Corrêa x Cruzeiro tem um novo recorde de passes de lado e para trás. Fim de feira!”
Guilherme Piu, do portal da Itatiaia: @guilhermepiu “Falta agora o duelo com o Náutico. Quase um sacrifício, levando-se em conta o nível do futebol apresentado pelo Cruzeiro.”
Samuel Venâncio, também da Itatiaia: @samuelvenancio “Remo não vencer o Vasco fora ou Londrina não vencer o Vila Nova fora ou a Ponte Preta perder pro Confiança fora . Um desses resultados e o martírio acaba nesta rodada!”
E Procópio Cardozo: @procopiocardozo “Chega de manchar a camisa do Cruzeiro. Basta.”

América chega aos 45, se garante na Série A e agora busca vaga em inédita competição continental

O primeiro objetivo foi alcançado, que era a permanência da Série A. Depois de começo muito difícil, que gerou pessimismo geral e a saída do técnico Lisca, o time se encontrou, consertado pelo Vagner Mancini, cujo trabalho teve sequência com o Marquinhos Santos.

Claro que o empate com o Atlético goianiense, ainda mais sem gols, foi frustrante, porém a grande pressão sobre o grupo e comissão técnica para se garantir, está superada. Agora é jogar mais solto, sem medo de ser feliz e buscar a conquista inédita na história do Coelho de disputar uma competição continental.

É o que pensa também o americano Ed Diogo, tradicional comentarista do blog: ”

Este sentimento de ver o Coelhão crescendo e se firmando no cenário nacional com os pés no chão subindo gradualmente com consciência e um sonho para nos americanos. Agora depois deste empate de hoje que nos assegurou definitivamente na Série A vamos em busca de uma disputa internacional.
Acredita Coelhão!”

Quer prazer, ler uma manchete como essa: “América enfrenta o Atlético-GO para manter vivo o sonho da Libertadores”

* “Praticamente assegurado na Série A do ano que vem, Coelho começa a almejar objetivos maiores na competição” – https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/america-mg/2021/11/17/noticia_america_mg,3947995/america-enfrenta-o-atletico-go-para-manter-vivo-o-sonho-da-libertadores.shtml

Está no Superesportes de hoje e me enche de alegria ver o Coelho nos trilhos, graças ao trabalho de americanos sérios e competentes que começaram tirar o clube do buraco há quase 15 anos, quando o time foi parar na Segunda Divisão estadual.

Esta noite, a partir das 19 horas, terá a oportunidade de dar mais um passo fundamental na busca por uma vaga na Libertadores 2022. Com 64% de aproveitamento, o América tem a segunda melhor campanha do returno. Na classificação geral é o novo colocado, com 44 pontos.

O adversário merece respeito, principalmente porque está há quatro jogos sem vencer, mas tem um bom time e busca reação. Está em 14º lugar com 38 pontos.

As escalações prováveis:

América

Cavichioli, Patric, Eduardo Bauermann, Ricardo Silva e Marlon; Lucas Kal, Alê e Juninho; Ademir, Felipe Azevedo e Zárate.

Técnico: Marquinhos Santos

Atlético-GO

Fernando Miguel, Dudu, Éder, Pedro Henrique, Igor Cariús; Willian Maranhão, Marlon Freitas, João Paulo; Janderson, Zé Roberto e Ronald.

Técnico: Marcelo Cabo

Arbitragem de Leandro Pedro Vuaden, auxiliado por Jorge Eduardo Bernardi e Jose Eduardo Calza, todos do Rio Grande do Sul. VAR: Rodrigo Nunes de Sá, do Rio de Janeiro.


Jogo amarrado como era de se esperar e vitória do Galo, na melhor qualidade, raça, e inteligência

Em imagem extraida do twitter.com/Atletico, Zaracho, autor do gol do Galo, depois de belíssima jogada iniciada pelo Keno, que tabelou com Hulk e cruzou para o argentino marcar.

Um aperitivo do que será a final da Copa do Brasil entre os dois. O Athletico paranaense, em casa, precisando de pontos para não correr risco de rebaixamento nesta reta final de campeonato. O Galo tentando chegar mais perto do título. Jogo tenso, nervos à flor da pele.

E duas cenas marcantes e contraditórias nas arquibancadas da Arena da Baixada. Renaldo, centroavante artilheiro do Galo no Brasileiro de 1996, queridíssimo da torcida exatamente pelas muitas demonstrações de carinho pelo clube, dentro e fora de campo. Como nesta foto, publicada pelo Fred Ribeiro no twitter. @fredfrm

Vestido como um autêntico torcedor. Grande figura humana o Renaldo, que se tornou um grande atleticano.

Por outro lado, cabeças cozidas, aceitando provocação de um único imbecil paranaense. Por causa dessas cenas ridículas, o jogo foi paralisado por dois minutos. Tudo que o Atlético não quer, não pode e não precisa neste momento é confusão, que dê qualquer margem para alguma manobra de cartolagens que possam prejudicar o que o que vem sendo feito dentro de campo.

E impressionante como os seguranças privados do estádio e depois a Polícia Militar foram lerdos para agirem.

Ainda sobre Renaldo, ele está com 51 anos. Foi campeão mineiro com o Galo e artilheiro em 1995 com 13 gols. Em 1996 fez ótimo Brasileiro pelo Atlético e dividiu a artilharia com Paulo Nunes (na época no Grêmio), marcando 16 gols. Teve um começo difícil em Belo Horizonte, mas logo emplacou e conquistou a torcida. Jogou no Ahletico-PR em 1991 e 1992. Depois que parou com a bola voltou a morar em Curitiba.


Galo escalado para mais uma final fora de casa, nesta reta de chegada do campeonato

Com importantes desfalques, mas o banco tem correspondido às necessidades do Cuca.

O Fred Ribeiro, do Globoesporte.com, rettwitou o Rodrigo Fonseca @fonseca_rodrigo, que postou foto da família do Cuca, dando força ao Galo em Curitiba.

Família Stival em peso para torcer pelo Atlético de Cuca. Na foto: João, Eluisa, Patrícia (filhos e esposa Cuquinha), Maiara (filha Cuca), Romeu (padrinho de Cuca), Rejane (esposa de Cuca), Dona Nilde e seus bisnetos (Lara e Teo, netos Cuquinha) e a Eloá (neta Cuca) #trbaixada
O Atlhetico, também escalado . . .
bem como os donos do apito.

Impressionante a passividade azul nessa derrota do Cruzeiro para o Vitória-BA

O que mais me impressionou nestes 3 a 0 que o Cruzeiro tomou do Vitória-BA, foi a tranquilidade com que muitos companheiros da mídia aceitaram o resultado. Uns fazendo piada, outros sem um mínimo de indignação, como se estivesse terminando a participação do time na Série A; tipo a imprensa de São Paulo que aceitou a goleada que Rogério Ceni e cia. tomaram do Flamengo.

Me lembrei do Felipão, que chegou com a única promessa de garantir a permanência na Série B. Mesmo discurso adotado pelo Vanderlei Luxemburgo, quando viu que não daria para subir. Essa acomodação é perigosíssima para o Cruzeiro. Por outro lado, me lembro também do mineiro Enderson Moreira, que tocava bem o Cruzeiro no primeiro ano do rebaixamento e foi demitido. Hoje, sobe o Botafogo, com grandes chances de ser campeão.


América mantém ótima campanha no returno e despacha o Grêmio

O América se impôs contra um Grêmio que foi muito diferente daquele que deu um trabalho enorme ao Atlético semana passada no Mineirão. É muito bom ver o Coelho desse jeito, se mantendo na Série A e lutando por vaga na Libertadores da América. Novos tempos! Hoje não cometeu os erros que cometeu contra o Sport em Recife e passou por cima do Grêmio, sem maiores dificuldades.

Comentário do Globoesporte.com sobre a situação dos dois times:

* “Com a vitória, o América-MG chega a 44 pontos e sobe para a oitava posição na tabela. O Coelho não só praticamente elimina qualquer chance de rebaixamento, como entra de vez na briga por uma vaga nas competições sul-americanas da próxima temporada. Já o Tricolor segue afundado na vice-lanterna, com 29 pontos, e vê a chance de permanecer na Série A depender de um milagre nas últimas rodadas. Confira aqui a tabela completa do Brasileirão…”


As colunas do Fred Melo Paiva, que podem operar feitos inimagináveis

Comentei: @chicomaiablog Mais algumas colunas que você ler, e estará gritando Galo, como se o fosse desde criancinha, hehehe…
 E o Dr, Stefano Venuto Barbosa emendou: @StefanoVB “E assinando o Galo na Veia Black…”
***
Resumindo: o Fred é bom demais da conta. Um dos melhores textos da história do jornalismo brasileiro. Como diz o Dr. Rodolfo Gropen, que foi um grande presidente do Conselho Deliberativo do Galo: “Não só por ser atleticano, mas porque é bom mesmo, sobre qualquer coisa que escreve”.
O Fred e a patroa Fabi, com o Fidel (esq.), na casa deles em Caraíva/BA, em visita que fiz a eles em 2018.
Confira a coluna de hoje no Estado de Minas:
“Tá acontecendo”, disse um querido amigo, como se me beliscasse. E assim, no gerúndio, me pareceu tudo muito melhor. O Atlético ainda não é o campeão porque aqui só tem Galo escaldado. E o atleticano, carcomido pelas dores do passado, é o mais patológico dos torcedores em todo o mundo: doente, porque fanático ao ponto do débil mental. Mas também porque os anos de chumbo o fizeram completamente dodói.
Assim, inventamos dificuldades inexistentes. “Contra o Corinthians será duríssimo”; “Zero a zero é vitória, temos gordura pra queimar”; “Tenso”. Mas a realidade é um Zaracho a meter duas canetas na gente. Foi dia de acender luzinha na arquibancada, de chamar a ola pra rodar o Mineirão. Enquanto lá embaixo o passeio se apresentava um baile de proporções humilhantes. Time de casados da firma contra uma equipe de profissionais.
O Galo não é campeão – o Galo está sendo campeão. E o gerúndio é uma lição de vida, porque faz do momento presente um tempo elástico e infinito. O passado já era e o futuro é ficção, o que importa de fato é viver o aqui e o agora – eis o exercício que cura desde o arrependimento dilacerante até as doenças mais graves, cura a separação e a falta de um casamento.
O gerúndio é a maior viagem. Acredite, atleticano: melhor se entorpecer dele do que propriamente chegar ao destino. Engalfinhe-se na carnificina por um ingresso, mas vá ao Mineirão enquanto é tempo. “TIRA A CAMISÁ! TIRA A CAMISÁ”, cantávamos nos anos 90. Pois vá lá rodar a camisa em direção aos céus, cantar até o infarto iminente, beber tudo que puder e abraçar os desconhecidos na hora do gol, como se não houvesse a COVID e nem o amanhã. Porque, enquanto tiver o gerúndio, o amanhã terá de esperar. E, por ora, aproveite, porque vigora a lei: ao atleticano está proibido morrer.
Houve com um diretor de Redação, jornalista famoso, que detestava o gerúndio (não o dizia sequer em carta). Para ele, o governo nunca estava tirando dos pobres para dar aos ricos – estava a tirar. A Faria Lima não estava apoiando um miliciano – estava a apoiar. Trabalhava com a gente o Nirlando Beirão, corintiano e atleticano, infelizmente nessa ordem (que conflito de interesses deve ter-se estabelecido em seu coração no bailão de quarta). O gerúndio é tão perfeito que Nirlando morreu, mas Nirlando não morre, segue com a gente, bem, a nirlar.
Lá nas mesas redondas de São Paulo perguntam quando o atleticano vai se dizer campeão. O atleticano silencia, pois o mineiro que produz queijos e possui bancos sabe que aquele que fala por demais acaba dando bom dia a cavalo. “Sigamos confiantes e contidos”, rezou um amigo com sua barba de Maomé, uma vida inteira a esperar (quer dizer, esperando) o nosso título impossível. “Só uma tragédia tira esse campeonato do Atlético”, diz o paulista na televisão. Amigo, de tragédia temos mestrado, doutorado em Harvard, pós-doc e uma edição inteira da Lancet.
No gerúndio produzimos o silêncio que precede a explosão. Que ela chegue repleta do mais louco amor que se possa imaginar. Que a gente chore tudo que tiver pra chorar, porque o atleticano é uma pessoa tão maravilhosa que, diante de todo o sofrimento que viveu, em vez de ficar amargo ele desaprendeu a chorar nas derrotas e passou a chorar apenas nas vitórias. Que essa explosão acorde todos os atleticanos mortos, aquele seu tio, o meu primo, o Felipe, filho do Wagner, aquele outro que morreu no Independência. A gente era menino e achou que veria isso com nossos pais, escreveu o jornalista Victor Martins. Vamos ver com os nossos filhos. Que sorte eles têm!
Encontro no Twitter a imagem do meu menino no Mineirão lotado (foto). A camisa na mão, rodando. Os braços abertos pra Massa, a mão espalmada pro alto, a expressão da garra e da mais louca alegria. Ele tem o peito nu, tão menino, tão criança. Seu pai, eu, de costas do seu lado. Eu não sou velho, segundo a fotografia. Prova de que ele ainda é o meu menino. O gerúndio paralisado na fotografia. O retrato cuja legenda seria: “Está acontecendo”.
Tomara que dure para sempre, e que nunca chegue a hora em que ele, atleticano velho, vai olhar esse retrato na parede como a gente olha aquele outro – dos atleticanos girando as bandeiras sobre o teto de um ônibus parado na orla de Copacabana em dezembro de 1971. Nunca importou se era ou não era 71. O passado e o futuro não existem, a verdade mora é no gerúndio.
“Lutar, lutar, lutar”, o filme do Galo, chega aos cinemas neste fim de semana nos principais shoppings de BH e também no Belas Artes. Além de RJ, SP, Brasília, Porto Alegre, interior de Minas. Vá fornido de muito lenço, porque este Galo é uma máquina de fazer a gente chorar.

Famílias nos estádios e a sensação de uma criança quando entra pela primeira vez no Mineirão

O Henrique André retwitou esta foto abaixo, do Daniel Teobaldo, e mexeu com os sentimentos de um monte de gente que passou a comentar e também retuitar:
@daniteo

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