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Cruzeiro se manifesta sobre ingressos

Pela nota oficial que divulgou agora a pouco o Cruzeiro está satisfeito com o seu objetivo que é fortalecer o projeto “sócio-torcedor”, que foi batizado no mundo azul como “Sócio do Futebol”.

Confira a nota:

Cruzeiro agradece e parabeniza os Sócios do Futebol  

A procura por ingressos para a decisão da Copa Santander Libertadores, entre Cruzeiro e Estudiantes, nesta quarta-feira, no Mineirão, é muito alta.  No entanto, os torcedores que aderiram ao projeto Sócio do Futebol não têm motivos para se preocupar.

Todos aqueles que fazem parte deste projeto inovador garantiram presença na grande final, muito tempo antes da abertura das bilheterias. A eles, bastou realizar a adesão ao programa e quitar a boleta referente ao mês de julho.  Com isto, não há a necessidade de se enfrentar filas ou passar por incertezas quanto à aquisição de bilhetes.

Outro torcedor beneficiado nesta final é aquele que se filiou ao Cartão Papafilas. Através deste sistema, o cruzeirense pôde comprar sua entrada, via internet, já no domingo, 24h antes da abertura da bilheteria convencional.

Além de não precisar sair de casa, o torcedor que teve antecedência conseguiu adquirir tranquilamente seus bilhetes para o jogo.

A intenção do projeto Sócio do Futebol é facilitar a vida do torcedor cruzeirense, oferecendo mais comodidade e conforto. Por isso, o Clube gostaria de agradecer a todos os torcedores que acreditaram no programa e caminham juntos com o Cruzeiro nessa nova proposta.

Eles abraçaram a idéia defendida pelo Cruzeiro e em pouco mais de um mês já colhem os frutos da parceria.  Poderão participar do jogo mais importante da década. E também, ajudam o Cruzeiro, garantindo a fidelização da torcida e evitando eventuais percalços na procura por ingressos. Afinal, no sistema Sócio do Futebol, todas as ações acontecem de maneira facilitada.

 Por isso, o Cruzeiro deseja que esta união não seja apenas ocasional, pelo importante jogo de quarta-feira, mas sim duradoura, pois um time com a grandeza do Cruzeiro tem grandes partidas e decisões como rotina.

No entanto, o Clube adverte estes fanáticos para que procedam corretamente como Sócios do Futebol. Todo uso indevido do cartão e tentativa de fraude ao sistema serão detectados pelo programa, causando punição imediata ao infrator, como o cancelamento do Cartão, sem direito a reembolso ou volta ao programa, conforme previsto no regulamento.

O Cruzeiro agradece a todos os Sócios do Futebol pela parceria e confiança, e pede para que eles se antecipem na ida para o Mineirão, torçam, vibrem e nos ajudem nesta verdadeira batalha em capo, que será a final da 50ª Copa Santander Libertadores.

Juntos somos mais fortes!

Cruzeiro Esporte Clube”


Novela dos ingressos

Essa é uma novela que sempre se repete em todo jogo de grande importância, como este entre Cruzeiro e Estudiantes. Flávio Anselmo escreveu em sua coluna que será publicada amanhã em vários jornais do estado:

“Vou atender hoje apenas aos ditames da minha consciência: nada de falar do estranho sumiço de cerca de 30 mil ingressos da decisão no mesmo dia em que foram colocados à venda. Nem das justificativas da diretoria celeste, bem degustadas pela maioria da crônica esportiva, mas que não me passaram pela garganta: 20 mil ingressos sócio/torcedor; 8 mil do Papa Filas; 3 mil pra torcida do Estudiantes; 2 mil pra os parceiros comerciais e 250 pra os familiares dos atletas. Total, 33.250 ingressos. A carga foi de 64.800; não vou especular que isso cheira esquema de cambistas afins que venderão ingressos pelo triplo do preço, salvarão seu percentual e ajudarão a cobrir o rombo dos ingressos distribuídos. Mera especulação, gente!”


Uma vergonha

A principal manchete do Jornal O Tempo de hoje dá um desânimo danado em todos nós que acreditamos na Copa de 2014 como única chance de Belo Horizonte finalmente ter um metrô decente: “BH TEM MENOR VERBA PARA O METRÕ NO PAÍS”, e em seguida vem as tentativas de explicações de sempre dos políticos.

Lamentável!


Presente!

O meia Verón, do Estudiantes, carrega presente que ganhou na chegada ao hotel em Belo Horizonte ontem a noite. Foto enviada pelo Renato Alexandre, do Jornal Sete Dias

O meia Verón, do Estudiantes, carrega presente que ganhou na chegada ao hotel em Belo Horizonte ontem a noite. Foto enviada pelo Renato Alexandre, do Jornal Sete Dias


A espetacular história do Kléber IV

Tenho preguiça por textos longos, principalmente entrevistas, que costumam ser cansativas e repetitivas. Mas há jornalistas especiais, que sabem extrair o máximo dos entrevistados. É o caso do Cosme Rímoli, de São Paulo, o mesmo que fez aquela entrevista com o técnico Adilson Batista, que rendeu tanto. O Adilson desceu a lenha na imprensa mineira.

Conheço o Cosme desde 1995 quando cobrimos juntos a Copa América, no Uruguai. Ele era do Jornal da Tarde, do Grupo Estado. Hoje tem um dos blogs mais acessados e de maior credibilidade do país. Confira nos próximos posts a entrevista que ele fez com o procurador do atacante Kléber, Giuseppe Dioguardi.

Boa demais da conta! Vale a pena!


A espetacular história do Kléber III

Parte final da entrevista do Cosme Rímoli, em seu blog:  http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/ com o procurador do Kléber, Giuseppe Dioguardi:

 

Segredos da carreira de Kléber no Brasil.

Parte 2.

Entrevista com o agente Giuseppe Dioguardi.

É bom ler o post de baixo antes…

Por que a diretoria do Dinamo deixou Kléber voltar ao Brasil?

Porque o Kléber não queria jogar mais no Dinamo.

De jeito nenhum.

Ele já havia sido muito importante para as conquistas do clube.

O presidente percebeu a situação e aceitou emprestá-lo.

Ainda mais depois de ter a convicção que poderia ganhar muito dinheiro com ele.

E também facilitou o fato do Kléber ter feito uma artroscopia no joelho.

Levaria um tempo para se recuperar.

Para quais clubes você ofereceu o Kléber?

Eu procurei o Corinthians, mas o Antônio Carlos que era o gerente na época me disse que o clube não tinha dinheiro.

Ele sabia quem era o Kléber e disse que gostava muito do estilo dele.

Só que o Dinamo estava pedindo 400 mil dólares pelo empréstimo de um ano.

Era muito dinheiro para o Corinthians.

Fui para o Flamengo.

O vice Kléber Leite disse que ele não tinha o perfil de jogador flamenguista.

Não acreditei quando ouvi sua resposta.

Aí fui procurar o Luxemburgo que ainda estava no Santos.

Ele disse que não lembrava direito quem era o jogador.

Mas depois que viu o dvd, não só se lembrou como se empolgou com ele.

Disse que formaria o ataque perfeito do Santos: o Kléber e o Kléber Pereira.

Como o Kléber estava se recuperando da cirurgia, o negócio não pôde ser fechado imediatamente.

Quando o jogador se recuperou, fui falar com o Vanderlei e aí ele estava de saída do Santos.

Disse que estava fechando com outro clube forte e que nós tivéssemos paciência.

Enquanto isso vieram o Leão e o Ilton José da Costa para contratá-lo para o Santos.

Eu disse não.

Esperei pelo Luxemburgo.

Confiei muito no Vanderlei.

Esperamos, esperamos e ele fechou com o Palmeiras.

Fomos conversar com a diretoria e aconteceu o que ninguém sabe.

Conta logo, Giuseppe…

Os clubes brasileiros estão passando por enormes dificuldades financeiras que as pessoas não têm noção.

O Palmeiras alegou que não tinha dinheiro para bancar o Kléber.

Pelo plano de carreira que havia traçado para ele, o ideal seria ele jogar no Palmeiras e com o Luxemburgo como treinador.

Eu resolvi pagar do meu bolso os 400 mil dólares ao Dinamo.

A diretoria do Palmeiras ficou chocada com a confiança que depositei no clube e no Kléber.

E isso não foi ‘privilégio’ do Palmeiras.

Eu também banquei os 400 mil dólares de empréstimo do Rodrigo para o São Paulo.

Eu confiei nas duas diretorias.

E recebi.

Sabia com quem estava lidando.

A prioridade era fazer os meus jogadores estarem nos clubes certos.

E por que mesmo depois de tanto sucesso o Kléber foi embora do Palmeiras?

Por causa do alto custo dos seus direitos federativos.

E da falta de envolvimento da Traffic.

Vou explicar.

O Valdívia não queria sair do Palmeiras.

Se eu fosse o procurador dele faria com ele se manifestasse, explicasse para a torcida que estava saindo sem querer do Palmeiras.

Mas ele tinha de ir para que o Diego Souza, maior investimento da Traffic, brilhasse.

Só que ninguém esperava que o Kléber roubasse a cena.

E se transformasse no grande jogador do time e ídolo da torcida.

A Traffic ficou sem saber o que fazer, ainda mais porque estava negociando com o Keirrison.

O Dinamo queria o Kleber de volta.

A diretoria ucraniana percebeu que ele amadureceu como jogador.

Só que havia uma cláusula no contrato garantindo que o Palmeiras poderia ficar com ele por 7 milhões de euros.

Para qualquer outro clube custaria 15 milhões de euros.

A diretoria do Palmeiras me procurou dizendo que não tinha tanto dinheiro.

E nem acreditava que o Dinamo pedisse tão alto.

Nós brasileiros pensamos que somos os únicos espertos do mundo.

E o Luxemburgo?

Eu quero aqui acabar de vez com a história que ele não quis o Kléber.

Que o Vanderlei disse que ele era lento.

Nada disso.

O sonho dele era ver o Kléber e o Keirrison jogando juntos.

Seria sensacional para a Libertadores, ele sabia disso.

Além de todo o talento da dupla, Luxemburgo tinha certeza que Kléber seria o escudo de Keirrison.

Ao seu lado Keirrison saberia o que é lutar em campo, ter raça.

Os dois poderiam dar a Libertadores ao Palmeiras.

O Kléber não está no Palmeiras por causa da falta de visão e de interesse da Traffic.

O Palmeiras arrumou dois milhões de euros.

O Vanderlei conseguiu com um amigo dele, dono de hospital, mais dois milhões de euros.

Foi até falado que era um grupo italiano, mas na verdade, era o amigo do Vanderlei.

O Luxemburgo me disse que, se ele tivesse dinheiro, ele compraria o Kléber.

Ele esteve mesmo empenhado.

E o Palmeiras foi lá oferecer ao Dinamo os quatro milhões de euros.

O presidente disse que de jeito nenhum aceitaria menos que os sete milhões.

Foi essa a história da saída dele do Palmeiras.

Você foi ameaçado pela torcida Mancha (Alvi) Verde?

Fui. Falaram que eu estava tirando o Kléber do Palmeiras para ganhar dinheiro.

Eu fiz o seguinte: fui na sede da Mancha junto com o Kléber e conversamos com os dirigentes da torcida.

Expliquei toda a situação. Toda.

O Kléber se apegou demais à torcida do Palmeiras.

Nunca ele havia sido tratado com tanto carinho, com tanto respeito.

No dia seguinte, os torcedores picharam nos muros do Palmeiras: “Fica Kléber. Fora Traffic.”

Foi o que valeu para o presidente da Traffic, Julio Mariz, dizer que eu havia pago a torcida para isso.

Uma grande bobagem.

Eu não tenho culpa se a Traffic não quis apostar em um jogador muito talentoso de 25 anos.

Não houve jeito a não ser ir embora do Palmeiras.

Minha família é palmeirense, apaixonada pelo clube.

Minha irmã Gabriela foi me xingando quando soube que o Kléber tinha saído do Palmeiras.

“Seu babaca, por que tirou ele do meu time? Só pensa em dinheiro, é?”

Meu pai também me deu uma bronca.

Disse que entendia a minha profissão, mas que eu deveria ajudar o Palmeiras.

Mas eu sabia que tinha feito tudo para o Kléber ficar e disputar a Libertadores.

O Palmeiras não soube se organizar para pagar o Dinamo.

E ainda ficou devendo dinheiro ao Kléber?

Infelizmente, sim.

Até hoje, mais de seis meses.

O Palmeiras deve três meses de imagem, 13º salário e outras coisas.

Estou decepcionado com esse atraso, essa falta de consideração por quem fez tudo para ficar no clube.

É verdade que o Kléber quase foi parar no Corinthians?

Por dez segundos que não.

O Andres me chamou quando havia acabado o prazo de 31 de dezembro do ano passado.

Vou confessar outra coisa, Cosme.

Não havia prazo nenhum que desse a prioridade ao Palmeiras.

Eu inventei para tentar ajudar o clube, o Vanderlei e o Kléber que não queria sair de lá.

Quando acabou eu fui chamado para conversar com o Andres.

Ele me falou que havia acabado mesmo de fechar com o Ronaldo.

Por ele, o ataque de sonhos do Corinthians seria o Fenômeno e o Kléber.

E ofereceu quatro milhões de euros pela metade dos direitos do jogador.

Fui lá para Kiev.

O presidente do Dinamo aceitou a proposta.

Quando eu estava ligando para o Andres, ele mudou de idéia e quis os sete milhões.

Sei como ele é. Se eu tivesse completado a chamada e falado com o Andres, o negócio estava fechado.

Por dez segundos, o Kléber não foi do Corinthians.

E o Cruzeiro? 

Pelo meu planejamento, o Kléber precisava jogar a Libertadores da América.

Eu perguntei para o Neto que é muito meu amigo sobre a infraestrutura do Cruzeiro.

E ele só me incentivou a colocar o Kléber lá.

Marquei um encontro com o Zezé Perrela.

Cheguei lá para um café da manhã.

Éramos eu, ele e o governador Aécio Neves.

O Zezé foi logo me falando o quanto queria o Kléber.

E que o Cruzeiro era o clube que melhor vendia jogadores para a Europa.

Fui logo falando que queria que o Kléber ficasse muito tempo no Cruzeiro.

Era a hora de fazer uma carreira de sucesso e com raízes no Brasil.

O Zezé ficou meio chocado com o que ouviu e até se interessou mais por ele.

E foi assim que pensamos na transação.

O Dinamo já pensava que iria perder o Kléber.

Queria outro atacante brasileiro.

Tinha como opções o Dentinho, o Guilherme e o Dagoberto.

O Dagoberto foi oferecido.

O que você fez?

Falei para o presidente do Dinamo sobre o Guilherme.

Ele quis na hora.

O Zezé Perrella fez o negócio dos sonhos.

O Guilherme é um grande jogador, mas ganhou outro, desculpe, na minha opinião, mais completo.

E ainda recebeu de volta quatro milhões de euros.

A transação foi fechada o mais rápido possível.

E o Kléber?

Ele é muito desconfiado.

Queria ficar no Palmeiras.

Se indentificou, se sentiu querido, como nunca tinha sido.

Foi até a sede da Mancha, se despediu chorando.

E aceitou de vez o Cruzeiro.

Ele jurou para ele mesmo que iria ganhar tudo.

O Mineiro e, principalmente, a Libertadores.

A Libertadores?

Sim. Nós colocamos como meta vencer a Libertadores de qualquer maneira para dar um salto definitivo na carreira.

Ele sabia que o Cruzeiro tinha uma base forte, um treinador competente e que o compreende.

O entrosamento do Adílson Baptista e o Kléber é importante para o seu rendimento.

O treinador percebeu logo o atleta que tinha nas mãos e tratou de o proteger, o incentivar.

Mas o Kléber não estraga a sua carreira com as expulsões?

Por que não um psicólogo para ele?

O Kléber é mesmo muito genioso, explosivo.

Ele não admite perder nem bate bola com os vizinhos.

Nos últimos tempos tivemos algumas conversas importantes.

Eu o conscientizei o quanto estava perdendo prestígio, credibilidade e dinheiro com as expulsões.

Ele entendeu que só é tão provocado e sofre tantos pontapés porque é um jogador que desequilibra.

Treinadores mandam fazer rodízio de pontapés nele, uma vergonha.

Não é fácil suportar.

Psicólogo não funciona porque o Kléber é tão desconfiado que ele leva anos para confiar em alguém.

Eu sou muito amigo dele, me considero um irmão mais velho.

Tanto que o próprio Zezé Perrella me pediu para conversar com ele antes da partida contra o Grêmio.

Depois da preleção fiquei falando com ele, o conscientizando da importância do jogo para ele.

E deu certo.

Só que eu tenho de dizer que antes de toda partida importante para o Kléber, minha mãe vai rezar para Santo Expedito e pedir por ele.

É bom ter essa proteção a mais.

O Kléber será vendido pelo Cruzeiro se o time perder a Libertadores?

Se vencer também poderá sair?

O Kléber vale hoje 15 milhões de euros, de acordo com Zezé Perrella.

Mas eu não quero que ele saia agora do Brasil.

Eu tenho certeza que o Cruzeiro será campeão da Libertadores.

Mesmo se não for, é melhor para a carreira do Kléber ficar aqui.

E lutar de verdade por uma vaga na Seleção Brasileira.

Ele é uma mistura de Nilmar com Luís Fabiano.

Acredito que o Dunga vai se convencer que há sim um lugar para ele na Copa do Mundo.

Disputando a Copa, o Kléber irá se valorizar demais.

Ele tem de acreditar nisso

O Zezé Perrella também está disposto a correr o risco e segurá-lo.

Ele é um craque e tem passaporte italiano.

Tem mercado fácil.

Do Cruzeiro, o Kléber só sai para uma equipe grande, forte da Europa.

Isso eu garanto.

E o melhor: está tendo todo carinho da torcida cruzeirense.

É disso que ele precisa.

O Kléber esquece as provocações dentro do campo?

Não esquece, não.

Eu estou tentando fazer com que se acalme, mas ainda está duro.

No campo pelo menos não está sendo expulso.

Mas, fora ele às vezes me surpreende.

Vou contar um caso.

Jogaram Palmeiras e São Paulo.

Ele foi xingado e ameaçado o tempo todo pelo Zé Luís.

O Kléber se segurou.

Fomos jantar em um restaurante fino de São Paulo.

E encontramos o Zé Luís.

O Kléber foi para perto dele e falou:

“Me xinga agora, me xinga agora”.

O Zé Luís ficou todo intimidado e respondeu.

“Kléber, o que acontece no campo é para ficar lá.”

O Kléber respondeu.

“Para mim, não.”

Só com muito custo eu consegui que ele se acalmasse.

O Kléber tem um gênio forte, que não leva desaforo para casa.

Mas é um jogador brilhante.

Que está aprendendo a se controlar.

Já entendeu que desperdiçou tempo demais na carreira com as expulsões.

E, graças a Deus, está cansando de brigar…”


A espetacular história do Kléber II

Primeira parte da entrevista do Cosme Rímoli (http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/) com o procurador do jogador, Giuseppe Dioguardi:

Kléber.

Muito se diz sobre o atacante do Cruzeiro.

Mas, pouco se sabe.

Introvertido, desconfiado, ele não gosta de se expor.

Por isso, várias lendas surgiram sobre o jogador que deu uma nova personalidade ao Cruzeiro.

O blog conseguiu uma entrevista mais do que esclarecedora, surpreendente.

Com Giuseppe Dioguardi.

Ele é a pessoa do futebol mais próxima de Kléber.

E que o transformou.

De um jogador de dois milhões de dólares a um avaliado em 15 milhões de euros.

Aqui, as impressionantes histórias de Kléber.

Vamos direto à infância dele.

Ele foi preso pela Febem por roubar toca-fitas como muita gente garante?

E foi na Febem que o São Paulo o descobriu?

Mentira absurda.

Nós já processamos um jornal por haver publicado essa bobagem.

O Kléber teve uma infância difícil em Osasco.

Nunca esteve na Febem.

O pai, parabaino, José Bonifácio, e a mãe, Marlene, descendente de italianos.

A família era bem pobre, mas honesta.

Gente simples, mas trabalhadora.

Cresceu na periferia de Osasco, onde de dez amiguinhos dele, oito ou viraram bandidos ou foram mortos.

Era uma barra muito, mas muito pesada.

O Kléber foi parar no São Paulo com 11 anos.

Jogava na escolinha de futebol de Osasco, a Seno.

Em um amistoso, acabou descoberto (pelo ex-jogador Paulo Nani).

Ele e mais dez atletas foram levados pelo São Paulo.

E aí o que aconteceu?

Bom, o gênio do Kléber começou a aparecer.

Ele sempre foi muito amigo dos amigos.

O São Paulo começou a dispensar os amigos do Kléber.

Dos dez, só ficou ele.

Quando se viu sozinho no São Paulo, decidiu voltar a jogar no Seno.

Ele se despedia da família, fingia que ia para o clube e ia para o Seno.

No São Paulo, ninguém entendia.

Ele estava sumido.

Até que um dia, a mãe dele resolveu o levar ao treino.

Quando chegou lá, o técnico era o Heriberto.

Ele foi logo dizendo para a dona Marlene que o Kléber seria dispensado.

Porque havia sumido por um mês.

Ela começou a chorar e pediu mais uma chance.

O Kléber dizia que não queria ficar no clube porque lá só ‘tinha boizinho’.

Mas, ao ver a mãe chorar, ele mudou de idéia.

Percebeu que o futebol poderia ajudar a família e aí resolveu ficar.

E logo se destacou.

Como ele saiu do São Paulo?

Dá para perceber uma certa mágoa do Kléber em relação ao seu ex-clube…

Ele sempre foi muito bem tratado lá.

Só que não concordou com a maneira que saiu.

Ele não só era o titular nas equipes de base, mas o artilheiro.

O Kléber quando tinha 20 anos foi convocado e campeão mundial com a Seleção Brasileira sub-20.

Era 2003 e havia acabado de se profissionalizar.

Estava fazendo os seus primeiros gols pelo São Paulo.

Quando houve uma troca de presidentes (Paulo Amaral por Marcelo Portugal Gouvêa) o caixa estava baixo.

O clube precisava de dinheiro.

E o vendeu por preço de banana, dois milhões de dólares.

Tinha sido campeão mundial sub-20 e foi criado para ser o artilheiro do São Paulo.

O Kléber não queria ir, mas teve de sair.

Ele não gostou da maneira com que tudo aconteceu.

Faltou cuidado, carinho com ele no São Paulo.

Ganhava R$ 7 mil, mas estava feliz da vida lá.

Na verdade, o clube o desperdiçou, o vendendo para a primeira proposta que surgiu.

Foi para o Dinamo de Kiev.

E como foi a vida em Kiev?

Ele é um ótimo jogador e acabou se impondo lá.

Mas estava fazendo muito menos do que poderia.

Jogava abaixo demais das suas possibilidades.

Eu vou contar como começou a nossa ligação.

Eu era agente do zagueiro Rodrigo.

O ajudei a refazer sua carreira.

Ele passou a jogar bem, ganhar muito melhor e ser cobiçado pelos melhores clubes do Brasil.

O Kléber pediu que o Rodrigo me apresentasse.

Ele estava largado por lá.

O ex-empresário dele apenas o vendeu e o esqueceu lá em Kiev.

Eu o conheci e propus a fórmula que ofereci ao Rodrigo.

Era tudo ou nada.

Qual foi a fórmula mágica?

Eu fui claro.

Jogador de futebol precisa ter plano de carreira.

Saber onde quer chegar.

Perguntei para ele se achava que tinha potencial para a Seleção Brasileira, disputar uma final de Libertadores. Uma Copa.

O Kléber é muito franco.

Me disse: “Não sei. Não sei mesmo”.

Aí eu respondi.

Se você cumprir o que eu determinar para você, vai ganhar mais futebol e se tornar o grande jogador que não sabe que é.

A primeira coisa que eu fiz foi procurar o presidente do Dinamo, o contrato dele estava para terminar.

Perguntei se o presidente aceitava dobrar o salário.

O dirigente falou que eu estava louco.

Só que eu mostrei as cláusulas para o novo contrato.

Eram assim.

Jogador de futebol só é profissional quando sente dor no bolso.

Multa de 15 mil dólares a cada dia que retornasse atrasado das férias.

30 mil dólares se fosse visto em alguma balada dois dias antes de um jogo importante.

30 mil dólares se fosse flagrado tomando bebida alcólica dois dias antes de entrar em campo.

20 mil dólares se estivesse na noite após as 22 horas dois dias antes de uma partida decisiva.

E que o Kléber, que havia atuado apenas em 23% das partidas naquela temporada, se comprometia a atuar em pelo menos 90% dos jogos na próxima.

Faltavam dez partidas para acabar o campeonato ucraniano.

Falei para o Kléber marcar dez gols que seu salário dobraria e que sua vida mudaria.

Ele fez nove gols até a final.

Na decisão, marcou dois e o Dinamo foi campeão.

O presidente assinou rapidinho o contrato.

Deu o dobro e ainda mais 20% do que ele ganhava.

E a partir daí, o que faltava?

Perder oito quilos.

O Kléber estava acomodado em Kiev.

Como lá só se treina uma vez por dia, estava tudo fácil demais para ele.

Comia mal, bebia cerveja.

Tudo errado.

Eu resolvi agir.

Eu e ele passamos a frequentar à tarde a academia do Dínamo.

Treinamos como nunca.

Ele perdeu oito quilos e eu acabei tendo de entrar em forma, sem querer.

O meu relacionamento com ele deu certo porque eu fui morar em Kiev.

Depois ele teve uma temporada maravilhosa e outra reforma de contrato absurda.

Como assim?

Eu perguntei ao presidente do Dinamo quanto ele pagaria por um atacante como o Kléber vindo do Brasil.

Ele me disse que uns 7 milhões de dólares.

Eu respondi que por esse dinheiro o Kléber ficaria.

O presidente me perguntou se teria de comprá-lo novamente.

Eu falei que sim.

E que levaria vantagem.

O Kléber já estava adaptado, falava ucraniano.

E que no primeiro ano, o Kléber atuaria por empréstimo no Brasil.

Era uma exigência nossa.

Na verdade, ele já queria sair de Kiev.

Mostrar seu talento no país que nasceu e que não o conhecia direito.

Nós exigimos a saída por um ano.

Houve muita conversa, mas no fim deu tudo certo.

Fechamos por 4,5 milhões de dólares de luvas.

O Kléber ficou feliz, valorizado e com a independência financeira nas mãos.

Por isso pode jogar tranquilo, sem se preocupar tanto com dinheiro.

E isso com 25 anos.

O Dinamo foi fundamental para a sua carreira.

Agora chegava a hora de vencer no Brasil…


A espetacular história do Kléber I

Foi o leitor Hélio, nascido em Conceição do Mato Dentro, quem aliás ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, que me enviou um trecho do blog do excelente jornalista Cosme Rímoli, meu amigo de longa data, onde ele entrevista o procurador do Kléber, atacante que faz o maior sucesso no Cruzeiro.

Teve uma conversa excelente com o Giuseppi Dioguardi, que além de procurador é, certamente, o melhor amigo do artilheiro cruzeirense. Conheci o Giuseppe durante a Copa das Confederações, momentos antes de Brasil 3 x 2 Egito, em Bloonfonteim, na sala de imprensa, apresentado pelo Neto, ex-jogador e atualmente grande comentarista da Band.

O trecho da entrevista que me foi enviado pelo Hélio foi tão bom que fui atrás do outro pedaço, com a entrevista completa. Com o meu pedido de licença do Cosme Rímoli, repassao aos senhores o trabalho dele, publicado em seu blog nos dias 9 e 10 deste mês.


Frase do Magnus continua atual

Quando ouço reclamações de mineiros, gaúchos e torcedores de outros estados contra o desprezo da mídia nacional aos clubes fora do eixo Rio/São Paulo, lembro-me de uma frase do então presidente do América, Magnus Lívio de Carvalho, que iniciava um grande trabalho que levaria o clube à Série A do brasileiro: “O América terá o reconhecimento da imprensa e a divulgação que ele merece, quando fizer por onde. Só com resultados dentro de campo vamos conquistar estes espaços e quando isso acontecer a mídia, daqui e de fora, será obrigada a falar de nós…”

Isso foi no início dos anos 1990 e essa verdade dita por ele continua atualíssima. Esta noite, na abertura do programa “CBN Esporte Clube”, Juca Kfouri abriu longa e ótima entrevista com o ex-goleiro Raul, dizendo: “Belo Horizonte é, no momento, a capital do futebol brasileiro, já que tem o Galo líder do brasileiro e o Cruzeiro decidindo mais uma Libertadores da América…”


Mano Menezes no Roda Viva

No programa Roda Viva, O técnico do Corinthians falou sobre líderança: “existem dois tipos de líder, o líder técnico e o líder de comportamento. Mesmo o líder de comportamento, quando está mal tecnicamente, ele não consegue ser o líder de comportamento. O líder técnico, como é o Ronaldo, ele convence exatamente pela sua produtividade. Todos sabem que ao chegar três bolas nele, uma ele vai fazer o gol, que no momento decisivo é o jogador mais preparado, exatamente pela trajetória que ele tem”.

Entrevistadores presentes: Antero Greco, editor de esportes do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista da ESPN Brasil; Vladir Lemos, apresentador e editor-chefe do programa Cartão Verde, da TV Cultura ; Dan Stulbach, ator; e Andrea Pasquini, diretora do filme Fiel.

*Para acompanhar a transmissão ao vivo do programa Roda Viva com o treinador do Corinthians, Mano Menezes, acesse: http://www.tvcultura.com.br/rodaviva

*A partir das 20hs confira o material extra (áudio, foto e vídeo) acessando: http://www.iptvcultura.com.br/rodaviva/feeds


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