Blog do Chico Maia

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Mais uma vítima da Covid: lá se foi o Raimundo Santíssimo, um dos melhores donos de bar do interior de Minas

Conceição do Mato Dentro continua lamentando a partida de um filho querido. Na quinta-feira o Raimundo sucumbiu aos males dessa doença que está infernizando o mundo. Nesta foto, postada pelo Sessé Mascarenhas, ele com o inconfundível chapéu, em recente e última cavalgada.    

Ele era sinônimo de simpatia e educação. Seu bar era ponto de referência da cidade, com destaque para a variedade e qualidade de tira gostos, fantásticos. No começo do estabelecimento, com pouca estrutura, freezer de menos, casa lotada, quando a coisa apertava ele pegava a cerveja quente, passava a “neve” do congelador sobre ela e levava à mesa do freguês, com uma recomendação em voz alta:

__ Num pega no meio dela não, senão congela!!!

Aquilo funcionava como placebo e a turma já bêbada nem notava que a cerveja tinha acabado de sair da caixa. As partículas de gelo estavam ali para atestar que ela estava gelada.

Descanse em paz caro Raimundo! Um dia voltaremos a nos encontrar, sem pegar no meio da cerveja, pra não “congelar”.


Em tempos de pandemia e necessidade de ficar em casa, a falta que faz o futebol e demais competições na TV

Aposentado e curtindo a vida, jornalista Sérgio Augusto Carvalho (esquerda) com Fausto Miranda, um ano atrás, no bar A Baiúca, em Diamantina

Tenho recebido muitas manifestações em defesa da manutenção dos campeonatos de futebol, vôlei e demais esportes, das poucas atrações que milhões de pessoas têm no dia a dia, principalmente quando são obrigadas a ficar em casa, na prevenção contra o coronavirus.

Destaco este apelo do Sérgio Augusto de Carvalho, grande jornalista, que durante muitos anos, nas décadas de 1970/80, comandou a sucursal da revista Placar em Belo Horizonte.

* “Chico,

vão suspender o Campeonato Mineiro e a Superliga de vôlei? E nós, que estamos presos em casa vendo os jogos como um dos poucos passatempos agradáveis q a Tv nos oferece? Vamos ver Navios? Noticiários entediantes e essa Política absurda, etc…? Os atletas são um Grupo de Risco?
Então, por que o Governo não inclui os Atletas Profissionais,  incluindo os Olímpicos, e seus assistentes (todos que trabalham dando suporte a eles) no Grupo Prioritário para receber a VACINA? Por que não?!!! Assim, as Federações não teriam de suspender os campeonatos em andamento (diversão de milhões em isolamento) e nosso passatempo estaria salvo, sem ter de assistir o besteirol que assola a tv brasileira.
(PS: se precisar de gente pra doar a sua vacina para um atleta, vou doar a minha para o Zaracho!)”


“Atlético está perto de se mudar!” Jornal Lance destaca o futuro estádio do Galo e mais 21 que estão sendo construídos no mundo

* “Confira os estádios ao redor do mundo que estão sendo construídos”

Arena MRV: Atlético Mineiro – Capacidade: 45.000 – Previsão de entrega: 2022 – Atualmente o clube atua no Mineirão e Independência.

Muitos clubes no futebol brasileiro e mundial estão pensando no futuro e construindo ou reformando os seus estádios para que acompanhem a modernização.

Santiago Bernabéu: Real Madrid – Capacidade: 81.844 – Previsão de entrega: 2023 – Atualmente o clube atua no próprio Santiago Bernabéu, porém uma obra para a troca da cobertura e de toda a área externa.

Estádio Hertha BSC: Hertha Berlim – Capacidade: 55.000- Previsão de entrega: 2025 – Atualmente o clube atua no Estádio olímpico de Berlim.

Conheça alguns novos estádios que estão sendo construídos ao redor do mundo. (mais…)


Um clássico divisor de águas entre América e Cruzeiro; os mistérios envolvendo o zagueiro Manoel. E a estreia de Nacho no Galo

Foto: Hoje em Dia

Assuntos muito bem abordados pelo Fernando Rocha, na coluna dele no Diário do Aço, de Ipatinga:

* “Estão devendo”

Sem que se saiba se vai parar ou continuar, em razão    das restrições da “onda roxa” no combate à pandemia da Covid-19 no estado, o Campeonato Mineiro prossegue hoje com jogos válidos pela 5ª rodada da fase de classificação, tendo como grande atração o clássico, América x Cruzeiro, 16hs, no Independência.

Apesar do crédito que ainda dispõe com a torcida cruzeirense, jogadores e o técnico Felipe Conceição  estão devendo um futebol convincente, que não foi visto  nos jogos anteriores pelo estadual, contra Uberlândia, Caldense,  URT e Athletic e, na partida em que se classificou à próxima fase da Copa do Brasil, com um empate frente ao modesto São Raimundo, em Roraima.

A diretoria tem feito o possível para colocar salários e obrigações com o elenco em dia, tanto é que conseguiu na última semana quitar mais uma folha atrasada, o que não deixa de ser um incentivo a mais para motivar os jogadores.

O América, por ter um time formado há mais tempo, além de estar  motivado pela classificação no meio da semana na Copa do Brasil, ao derrotar o Treze, em Campina Grande-PB, chega para este clássico como favorito.

“Muy contento”

Os números falam por sí só:  um gol,  uma assistência para outro gol, sofreu pênalti, duas finalizações e as duas certas,  53 passes e 43  certos, quatro faltas sofridas e três interceptações de bola.

Este foi o resumo de Nacho Fernandéz, o “cérebro”, como era chamado na Argentina pelos torcedores do seu ex-time, River Plate,  onde ganhou inúmeros títulos inclusive da Libertadores, que custou cerca de R$ 32 milhões, o maior investimento feito até agora pela diretoria do Galo nesta temporada.

Há de se lamentar, apenas, que a torcida alvinegra não possa ter comparecido e lotado o Mineirão, para ver a vitória fácil de 3 x 0 do seu time sobre o Coimbra, mas sobretudo a exibição de gala do argentino com a camisa número 26 do Galo.

Na saída do gramado, entrevistado pelo Premiere/Sportv, entre várias coisas Nacho falou de sua satisfação pela boa estréia, resumindo em duas palavras seu sentimento, que também é o mesmo do torcedor atleticano neste momento: “Muy contento”.

FIM DE PAPO

  • Nos primeiros quinze minutos, o Galo agora comandado por Cuca, fez lembrar o time de Sampaoli, que deixou escapar o título de campeão nacional da última temporada, por conta da fragilidade da sua defesa.  Foram várias chances  desperdiçadas pelo Coimbra, que teve ainda um gol mal anulado pela arbitragem. Após os sustos iniciais, prevaleceu a maior qualidade técnica do time atleticano, que desencadeou o show de Nacho Fernandéz, o nome do jogo.
  • O técnico Cuca deve ter gostado do que viu do meio prá frente na equipe atleticana. Mas, está claro que a defesa é o ponto fraco e precisa melhorar muito,  se quiser brigar de igual para igual com os grandes do continente, como deseja a diretoria e a torcida. Guga, Mariano, Igor Rabelo, que estiveram em campo, além de Réver, ainda fora do time por razões físicas, podem servir apenas como reservas. Os quatro mecenas, que  financiam as contratações, já devem estar cientes dessa necessidade urgente de contratações para o setor defensivo.
  • Algo que vem incomodando bastante o torcedor celeste é esta indefinição sobre a situação do zagueiro Manoel, uma referência e melhor jogador da defesa, cujo contrato vence no próximo mês de julho.  Ninguém da diretoria do clube se posiciona a respeito da situação, se existe ou não negociações para um novo contrato, enfim, tudo isso deixa o torcedor cruzeirense bastante ansioso e chateado.
  • É preciso entender também, que nem sempre querer é poder. A atual diretoria pegou o clube no “bagaço da laranja”, como disse um ex-presidente, devendo só a duas pessoas: Deus e o povo. Vem fazendo das tripas o coração para pagar dívidas, e ainda montar um time para voltar à Série A nacional, mas não pode fazer loucuras, ou cometer os mesmos erros dos antecessores, que deram o passo maior que as pernas e deu no que deu. (Fecha o pano!)
  • * Por Fernando Rocha – Diário do Aço – Ipatinga

Parece que a palhaçada do Ademir vai terminar em pizza, com culpa no cartório dos dois lados

Jogador se recusar a entrar em campo, como fez o Ademir em Campina Grande,  é um escândalo em qualquer situação. Porém, passadas 48 anos, novos fatos foram surgindo e além do jogador, há indícios de que vacilos dos dirigentes do América também tenham contribuído para que a situação chegasse a este ponto. O jogador falou pelo Instagram que é “inocente” na história, que na véspera do jogo contra o Treze-PB, o América o comunicou que teria aceitado uma proposta por ele e, assim, seria feito o negócio, que teria sido orientado a não entrar em campo. E que depois, teria sido informado que não havia proposta nenhuma.

Sem falar que o Coelho teria agido de forma semelhante para tirar Bruno Nazário do Botafogo. Comentaristas do blog opinaram e informaram:

Luiz Ibirité

… saiu um post dele (Ademir) dando sua versão sobre o ocorrido e hj li no superesportes q a proposta do Palmeiras esta na mesa do América, li aqui no mesmo post q o America havia feito o mesmo com um jogador recentemente, sabemos q no futebol na há verdade q dure 24hr, e pelo q ele falou na nota dele no instagran as coisa estao batendo mais pro lado dele q do America.

Mauro Lopes

S#@+~^ado e hipócrita são as duas maneiras mais suaves que a torcida do Botafogo tá usando pra falar do presida do América na internet. Tudo porque o alencarzinho fez exatamente isso com o Bruno Nazário há pouco tempo. Pediu o jogador prá não entrar em campo pelo fogão já que o América queria contratá-lo.

 

Ed Diogo

Tanto o Bruno Nazario quanto o Ademir estão errados mas fazer o que? Hoje em dia são poucas as pessoas que tem compromisso respeito e agradecimento por alguma coisa ou por uma instituição. Esquecem rápido que os acolheu e lhes deram as chances.
Acredita Coelhão

 

Humberto Brasil

Todo jogador na maioria das vezes que força sua saída, se dá mal, sei lá se é castigo, mas vou citar 3 que eram jogadores de considerável potencial e hoje estão meio que esquecidos, Zeca hoje no vasco, Éderson sem chances co curintia e scarpa reserva eterno no palmera.

 

Eduardo Silva

… o procurador do Ademir falou pra ele não jogar porque o Athlético Parananense tem uma proposta pra ele. O mesmo aconteceu com o Arrascaeta no Cruzeiro quando ele forçou a barra para ir para o Flamengo. Cada um com seus interesses, o resto que se dane!

Mas o Alt Paranaense tem uma pendência na FIFA e não pode inscrever novos jogadores, ou seja, todo mundo tá com o pires na mão, enquanto isso o Alencarzinho pode espernear a vontade.

Vamos ver agora o jogo da Segunda Força de Minas contra o crucru criminoso…

A torcida aqui vai ser grande…kkkk

 

Juca da Floresta

Bom dia Chico Maia, Hoje é dia do Santo Carpinteiro, protetor da família, que São José abençoe a todos nós e nossas famílias. Quanto ao Ademir do América não ter entrado em campo ontem, posso dizer que: “pau que dá em chico dá em Francisco.” https://istoe.com.br/presidente-do-america-mg-revela-que-bruno-nazario-nao-jogara-pelo-botafogo-na-copa-do-brasil/#:~:text=Em%20entrevista%20%C3%A0%20R%C3%A1dio%20Brasil,v%C3%A1lida%20pela%20Copa%20do%20Brasil.


Pego pela Covid-19, intubado, ex-lateral Branco luta pela vida em UTI do Rio de Janeiro  

Triste demais o que essa pandemia está fazendo com a população mundial. Mais ainda em países como o nosso, em que a ignorância predomina. Difícil acreditar também no descuido com a saúde por parte do Branco, que foi um dos melhores laterais da história do futebol, atualmente desfigurado em relação ao atleta que já foi.

Não são poucos os que se entregam, como ele, infelizmente, que atualmente é funcionário da CBF. Notícia do site da CNN Brasil:

* “Com Covid-19, ex-jogador Branco é intubado em UTI no Rio de Janeiro”

Aos 56 anos, campeão do tetra…

O ex-jogador da seleção e atual coordenador da seleção brasileira masculina de base, da CBF, Claudio Ibraim, conhecido como Branco, foi intubado na UTI com Covid-19 em um hospital na zona Sul do Rio.

Segundo o boletim médico divulgado nesta sexta-feira (19), Branco, de 56 anos, teve uma piora e necessitou de ventilação mecânica e sedação. O ex-jogador deu entrada no hospital na terça-feira (16), com sintomas graves e foi internado.

Não há previsão de quando o coordenador da seleção de base poderá respirar sem a ajuda de aparelhos. Branco teve passagens como lateral esquerdo pelo Internacional, Fluminense, Flamengo e Corinthians. Também jogou no Brescia e Genoa, na Itália, e no Futebol Clube do Porto, em Portugal.

Ele também esteve presente em três Copas do Mundo: 1986, no México, 1990, na Itália, e 1994, nos Estados Unidos. Nessa última, quando a seleção brasileira conquistou o tetracampeonato, marcou o gol decisivo da vitória contra a Holanda nas quartas de final do torneio.

https://www.cnnbrasil.com.br/esporte/2021/03/19/com-covid-19-ex-jogador-branco-e-intubado-em-uti-no-rio-de-janeiro


E lá se foi a querida Lucinha Bessa, madrinha do Troféu Guará, mais de 50 anos de Rádio Itatiaia

Por volta das 12h30, na tradicional feijoada de toda sexta-feira, do Imperium, no Mercado Distrital do Cruzeiro, me deparo com a Lucinha, copo de whisky na mão, o largo sorriso de sempre no rosto. Apresento o Adriano, dono do estabelecimento (que ela já conhecia), e o Leo Faria, cunhado dele:

__ Essa é a Lucinha Bessa, braço direito do Emanuel Carneiro, da Itatiaia.

__ Ah, ah, ah… realmente, sou o braço direito dele, pena que ela seja canhoto!

E emendou:

__ Chico, frequento aqui desde quando você nem era nascido, nem o Adriano.

A última vez em que estive com ela foi na apuração do Troféu Guará, do qual ela era madrinha. Morreu ontem, de câncer, aos 72 anos. Que saudade já bateu dela. Que figura! Que pessoa boa, que papo agradável. Na homenagem que o Lélio Gustavo fez a ela no twitter, o seguidor Geraldo perguntou: “O Que ela fazia na Itatiaia?”

Eu ajudo o Lélio a responder: era uma “faz tudo”, há mais de 50 anos.

Braço direito do fundador e comandante Januário Carneiro, até a morte dele em 1994, aos 66 anos de idade. Depois, do Emanuel, até a morte dela, mas “braço esquerdo”, já que o grande chefe é canhoto.

Detesto a frase “se eu não me engano”, mas, se eu não me engano, a conheci no Mineirão, quando eu estava começando a minha vida de repórter em Belo Horizonte, 1979, na Rádio Capital, maior concorrente da Itatiaia na época, tomando umas com o José Lino Souza Barros e Flávio Anselmo, dupla da qual eu era e sou fã, grandes mestres, que se tornaram amigos, até hoje. Que pena que a Lucinha se foi. Mas tenho certeza absoluta que ela ficaria feliz demais se o “Zé Lino”, de quem ela “macaca de auditório”, a homenageasse, como homenageou, neste texto no site da Itatiaia:

* “UMA HOMENAGEM DA RÁDIO ITATIAIA

Por José Lino Souza Barros

A vida nos reserva tarefas muito difíceis, ingratas mesmo, como se despedir de pessoas extremamente queridas, que conviveram conosco por longos e inesquecíveis anos. Mas estamos nos despedindo da Lúcia Maria Araújo Bessa, a nossa Lucinha, que partiu depois de uma enfermidade implacável. Lucinha faz parte da nossa trajetória.

É impossível falar na história da Rádio Itatiaia sem um capítulo especial dedicado a Lucinha Bessa. Absolutamente impossível. Lucinha entrou aqui no comecinho da década de 70 – portanto lá se vão mais de 50 anos, – meio século de uma desmedida dedicação.

Quando chegou aqui, Lucinha era uma menina gorducha, que usava uns vestidos folgadões que ela mesma, bem humoradamente chamava de Pavão Misterioso. E já chegou com aquele sorriso cativante, sempre muitíssimo bem disposta, inclusive pra tocar um violão e contar os mais engraçados casos. Era a Lucinha Sex, secretaria executiva. Pois ela chegou aqui como assessora do Januário Carneiro e passou a ser não apenas secretária, mas de fato um braço direito dele.

Era ela quem organizava a vida do chefe, a agenda, as viagens, que cuidava até dos horários dos remédios dele, do que ele podia e não podia comer, organizava as nossas festinhas de aniversário, junina, de Natal, Troféu Guará e outras promoções que a Rádio organizava, participava dos assuntos mais confidenciais, cuidava dos interesses, representava a rádio em Brasília, era, enfim, da mais absoluta confiança.

Na verdade, a Lucinha era o anjo da guarda do chefe. Primeiro do Januário, que se foi também muito cedo. Inclusive, quando ele se foi, muita gente ficou apreensiva, com medo do que seria dela. Mas ela, como sempre, muito forte, sobreviveu ao momento e passou a assessorar o Emanuel Carneiro com a mesma dedicação. Lucinha tinha dezenas de histórias. E ela mesma as contava com um jeitão todo especial.

Pois aquela menina gorducha de muitos anos atrás, continuou conosco firme, magrinha, com o mesmo espírito alegre, a mesma dedicação, até que não conseguiu vencer a doença que chegou impiedosa. Cruel.

Quem não teve o privilégio de se chegar a ela não sabe o que perdeu. Lúcia, Lucinha, Luca, Luquinha, Luizinha, Luquete, Luxinha, foi, sem dúvida, uma das mais fantásticas e mais inesquecíveis companheiras e amigas de todos os tempos. Que Deus a tenha e cuide dela.”

***

Descanse querida Lucinha! Qualquer dia a gente volta a se encontrar!

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https://www.itatiaia.com.br/noticia/morre-lucinha-bessa-funcionaria-da-itatiaia-ha-mais-de-50-anos

 


Euforia alvinegra com Nacho Fernandez se justifica: foi o dono do jogo

Foto: twitter.com/Mineirao

Pena que que a torcida não pode estar presente. Foi uma estreia para Mineirão lotado. Com toda razão. Desde a era Ronaldinho Gaúcho os atleticanos não viam um talento genuíno como este argentino, que abriu o placar, deu o passe para o segundo gol e sofreu pênalti que virou o terceiro. E com personalidade e realismo, até mesmo para lamentar que o futebol vai parar novamente, por causa da Covid, impedindo que ele e o time possam dar sequência a este trabalho iniciado. Disse na coletiva pós-jogo: “Foi um jogo muito difícil. Resolvemos com os gols no primeiro tempo. No pessoal, me serviu para ganhar ritmo. Estou muito contente pela estreia, pela primeira partida. Tive 30 dias para treinar e começar bem, agora o torneio vai parar. São decisões que tomam no futebol. Temos que aceitar. Eu trato de pedir a bola sempre. O Cuca me pede pra me soltar, pra jogar livre. É o que vou tentar fazer aqui”.

E ele teve companheiros de qualidade para conseguir se soltar, com a formação adotada pelo Cuca, com Jair, Allan. Hulk, Vargas e Keno. Pode dar uma boa liga, para obter grandes resultados contra os adversários fortes, quando a cuíca roncar pra valer na Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil.

A melhor definição que li para o meia ex-River Plate foi a do Iran Barbosa: @iranbarbosa “Gente do céu. Tem oito pessoas jogando com a camisa do Nacho em campo. Ele tá em todo lugar. Belo gol. Ele e Zaracho, juntos, vão formar o melhor meio campo do futebol sul-americano.”

Marcou gol, deu uma assistência, sofreu pênalti, duas finalizações no alvo em duas tentativas, 43 passes certos em 53, quatro faltas sofridas e três interceptações.

Precisa dizer mais alguma coisa?


Essa vitória do América sobre o Treze, em Campina Grande, tem um significado muito maior do que uma “simples” classificação para a próxima fase da Copa do Brasil

Foto: Fernando Almeida/América

Começando pelos acontecimentos antes do jogo, com a trairagem do meia Ademir, de não seguir com o time para o estádio, apesar de estar escalado pelo técnico Lisca. Certamente seguindo as ordens de um péssimo procurador, visando a transferência para algum clube que está também na disputa dessa competição. Isso não se faz. Como bem definiu o presidente Alencar, isso é “molecagem”. Ademir mancha o até então ótimo curriculum dele. Mostrou que seu grande futebol é proporcional à sua cabeça cozida. As consequências para quem comete este tipo de coisa são sempre  as piores na sequência da vida de quem se comporta dessa forma.

O grupo mostrou maturidade e encarou o Treze como se nada tivesse ocorrido, envolvendo um de seus principais jogadores. Jogo equilibrado, decidido no “apagar das luzes”, quando o goleiro Jefferson, desesperado, foi para área americana tentar marcar um gol salvador, já que o empate dava a classificação ao Coelho. No contra ataque, Diego Ferreira foi acionado e partiu firme para fazer o gol da vitória, selando a classificação, que garante R$ 1,07 milhão como prêmio ao clube. Agora é aguardar o vencedor entre Porto Velho-RO e Ferroviário-CE, cuja data do confronto está indefinida por causa da pandemia.

Começar com uma vitória dessas gera confiança, une mais ainda o grupo e dá moral para a sequência da competição e também para o clássico contra o Cruzeiro, domingo, 16 horas, pelo Campeonato Mineiro.


A volta de Cuca ao Atlético, oito anos depois. Esperança gigante de um time novamente vencedor

Foto: Pedro Souza/Atlético

Ao contrário de um jogador de futebol, cujo corpo e rendimento são comprometidos com o passar dos anos, um treinador tende a se tornar melhor, já que adquire experiência, aprende com os erros alheios e principalmente com os próprios.

Cuca tem enorme crédito com o Atlético, onde acertou muito mais do que errou. Por outro lado a gratidão dele ao Galo e a Minas é gigante. Ao levar o clube à conquista da Libertadores, ele acabou com a sacana fama de “perdedor”, imposta a ele por boa parte da imprensa nacional. Gratidão recíproca, em via de mão dupla.

Tem tudo para voltar a fazer um grande trabalho na Cidade do Galo. Um elenco muito bom, em que faltam jogadores de qualidade em poucas posições e um momento diferente vivido pelo Atlético. O clube constrói estádio próprio, se prepara para entrar numa nova era. Para isso, a diretoria sabe que precisa investir, tem que montar grandes times, visando títulos, aproveitar o embalo da casa nova, turbinar o marketing.

Cuca sabe que precisa reforçar a zaga, que tem apenas Júnior Alonso, jogando em alto rendimento. Igor Rabelo é muito fraco; Réver tem 36 anos de idade. Precisa de lateral direito. Guga é fraco, Mariano foi uma contratação errada, não dá mais. A rigor, a defesa do Atlético tem o Alonso e o Arana, aliás, único jogador mineiro na lista da seleção do Brasileiro 2020. Não é à toa que foi uma das mais vazadas do campeonato. Por causa dessa fragilidade toda o Galo deixou escapar o título por três pontos.

Arrumando a defesa, com o grupo que tem e mais um ou outro “pontual”, Cuca tem em mãos, ótimo material humano para brigar por grandes conquistas. Taticamente ele é um dos melhores treinadores do país.

Dentre as críticas que ouço e leio a ele, dizem que ele é adepto de “chutões” para frente, no afã de encontrar um atacante em condições de fazer gol. Nada a ver. Até os anos 1980, meados dos 1990, quando o futebol brasileiro tinha grandes “lançadores”, isso era comum. Passes de longa distância, que teve em Didi “folha seca”, Gérson o “Canhotinha”, Rivelino, Zenon (Guarani de Campinas, Atlético…), Pita (Santos), Neto, Cerezo, Nelinho e Éder como ícones, eram comuns.

Especialmente estes três últimos, que tive o prazer e honra de ver de perto, em treinos e jogos, já que eu era repórter setorista do Galo.

Da lateral direita, Nelinho punha a bola na cabeça, peito ou pé de colegas na extrema esquerda do campo ou dentro da área adversária. Da esquerda para a direita o Éder fazia a mesma coisa, com uma facilidade assustadora, que nos fazia pensar que aquilo era normal.

Estes passes e lançamentos geniais seriam chamados de “chutões” atualmente. Ora, ora, o que falta hoje é jogador que saiba fazer isso. Não se trata só de “querer” fazer. Tem  que ter talento e muito treino. Nossos melhores jogadores vão jogar no exterior cada vez mais precocemente, ficando as sobras e os foguetes molhados.

Em 2013, Cuca tinha Rever para fazer estes lançamentos com competência e encontrar um Bernard ou um Jô na extrema esquerda ou miolo das zagas adversárias e as coisas aconteciam. E muita gente boa da imprensa dizia que eram “chutões”, levando muitos torcedores de boa fé a acreditar nessa inverdade e injustiça.

A esperança é grande. Cuca tinha uma retaguarda de rara competência, como Alexandre Kalil e Eduardo Maluf. Era o nome preferido agora do presidente Sérgio Coelho, que certamente fará de tudo para dar a ele este devido suporte fora de campo.


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